

Data do Artigo: 25/10/2025
Dez anos depois da marcha que levou para a capital federal 100 mil mulheres e representou um marco histórico e político na luta por justiça racial e de gênero, a marcha deste ano volta cobrando políticas de reparação e bem viver. Os conceitos referem-se à busca por uma sociedade focada na coletividade, na qual as mulheres negras estejam no centro das políticas públicas e da agenda do país, de acordo com a organização.
Como legado do evento de 2015, a organização destaca o esclarecimento contra ações antidemocráticas e o fascismo, o fortalecimento do debate sobre democracia participativa no país, o aumento da presença das mulheres negras brasileiras nos espaços globais de incidência política, além da ampliação do próprio movimento.
A um mês do evento, a marcha divulgou em seu site na internet o roteiro da caminhada e instruções para as participantes que vão se dirigir à capital federal. A caminhada sairá do Museu Nacional, em direção ao Congresso Nacional, com concentração a partir das 8h30.
Às participantes, a organização pede que se preparem bebendo bastante água, fazendo exercícios físicos e alongamentos e participando das atividades das delegações.
Ainda em novembro, antes da caminhada, em Brasília, a marcha pretende realizar uma série de eventos, como uma forma de preparação. Entre os dias 18 e 25, estão previstas atividades culturais, rodas de conversa, oficinas e intervenções urbanas, mais a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, no 20 de novembro.
Um diálogo com lideranças políticas, ativistas, artistas e intelectuais negras vindas da América Latina, Caribe, África, Europa e América do Norte ocorrerá no Encontro Transnacional, entre os dias 21 e 24. Nesses dias, também será realizado um encontro nacional de Casas BallRooms, inspirado na cultura LGBTQIA+ negra.