

Data do Artigo: 30/04/2019 | Link da Notícia: Agora São Paulo
Trabalhadores adiaram paralisação para 7 de maio, com assembleia um dia antes
Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia que começou por volta de 18h30 desta segunda-feira (29), suspender a greve que estava prevista para começar nesta terça. “Nós aceitamos a proposta de paz, de suspender a greve, mas tem que ter uma nova negociação firmada até o dia 2”, afirmou o coordenador-geral dos metroviários, Alex Fernandes.De acordo com ele, os trabalhadores farão uma nova proposta de negociação para apresentar ao TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) e ao Metrô de São Paulo. Enquanto isso, uma nova assembleia foi marcada para o dia 6 de maio, na qual os metroviários irão decidir sobre uma possível greve no dia 7. “Até lá seguiremos mobilizados, usando coletes, pressionando [o Metrô], porque a empresa não aceitou nossa proposta ainda”, disse Fernandes.Nesta tarde, o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) tentou uma conciliação entre trabalhadores e a Companhia, mediada pelo vice-presidente judicial, o desembargador Rafael Pugliese. A audiência, no entanto, não resultou em acordo.O desembargador determinou pagamento de reajuste aos metroviários, com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a partir de maio. A multa diária em caso de descumprimento por parte da companhia é de R$ 300 mil.O vice-presidente judicial determinou, ainda, que o Metrô se abstenha de punir os grevistas por uso de coletes e adesivos sobre a paralisação. Em contrapartida, ao menos 70% dos metroviários devem trabalhar nos horários de pico (das 7h às 19 e das 17h às 19h) e pelo menos 50% devem comparecer ao trabalho nos demais horários nesta terça-feira (30). A multa em caso de descumprimento é de R$ 200 mil.