Após ondas gigantes, cinco pinguins aparecem mortos na orla do Rio

Equipes da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) permanecem trabalhando na retirada da areia que atingiu as pistas da Avenida Delfim Moreira, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, invadidas nesta terça-feira (29) pela força do mar. A ressaca que atingiu o litoral do estado é reflexo de um ciclone extratropical

De acordo com a Marinha, a previsão é que as ondas com altura entre 2,5 e 3,5 metros comecem a perder força nesta quinta-feira (31), à noite.

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Nesta quarta-feira, durante a limpeza da orla, os garis da Comlurb encontraram cinco pinguins mortos na areia: dois na Praia do Arpoador, em Ipanema, e outros três na Barra da Tijuca, na zona oeste. O Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foi acionada para fazer a coleta do material para análise. 

Nessa época do ano, os pinguins atravessam o Estreito de Magalhães, na Antártida, e migram para o Rio de Janeiro.

A Avenida Delfim Moreira, na orla da praia do Leblon, permanece fechada nos dois sentidos, para limpeza total das pistas. A força da água do mar foi tão forte que chegou a invadir garagens e canteiros dos prédios de alto poder aquisitivo. Leblon é o bairro com o metro quadrado mais caro do Rio e os apartamentos da orla tem valor superior aos R$ 10 milhões.

Por medida de segurança, os comerciantes voltaram a manter os quiosques da praia do Leblon fechados.

Ressaca no mar traz ondas grandes à praia do Leme, provocadas pela passagem de um ciclone extratropical. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Previsão do tempo

Hoje, a cidade do Rio de Janeiro registrou a temperatura mais fria do ano, com os termômetros assinalando a mínima de 10ºC. A máxima ficou em 23,4ºC. 

O Sistema de Alerta Rio, da prefeitura da cidade, informou que a noite desta quarta-feira (30), terá céu parcialmente nublado, com ventos moderados. Não há previsão de chuva para as próximas horas.

Entre a quinta-feira (31) e o domingo (3), o posicionamento de um sistema de alta pressão vai causar a redução da nebulosidade. Para estes dias, também não há previsão de chuva. 

Os ventos estarão moderados e podem ocorrer rajadas pontualmente fortes na sexta-feira (1º) e no sábado, (2). As temperaturas começam a entrar em elevação gradualmente.

Lula sanciona lei que proíbe uso de animais em testes cosméticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (30) a lei que proíbe o uso de animais vivos em testes laboratoriais para o desenvolvimento de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A aprovação da norma ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Lula classificou a iniciativa como uma lei que “defende a soberania animal”.

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“As criaturas que têm como habitat natural o planeta Terra não vão ser mais cobaias de experiências nesse país”, afirmou.

O texto sancionado havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no início de julho.

De acordo com o governo federal, a partir da publicação da lei, as autoridades sanitárias terão um prazo de dois anos para implementar medidas que, entre outros pontos, assegurem o reconhecimento dos métodos alternativos e adotem um plano estratégico para garantir a disseminação desses métodos no território nacional, além de estabelecerem medidas de fiscalização do uso de informações oriundas de testes.

A norma estabelece também que os produtos e ingredientes que tenham sido fabricados antes da vigência da lei poderão ser comercializados. Novos produtos obrigatoriamente não poderão mais testar em animais.

A instituição da norma, segundo a ministra Marina Silva, representa um marco para o país, que avança no fortalecimento de uma convivência mais justa e equilibrada entre humanos, animais e meio ambiente, a exemplo do que já é realidade em outros países.

“Quando nós aprendemos a proteger outras formas de vida e outras formas de existência, estamos demonstrando uma elevação em termos de humanidade”, enfatizou a ministra. 

Sociedade civil condena sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes

A Human Rights Watch (HRW) criticou nesta quarta-feira (30) as medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos para sancionar o ministro do Supremo Tribuna Federal (STF) Alexandre de Morares e confirmar a taxação de parte das exportações brasileiras

De acordo com a entidade, as medidas interferem na independência do Brasil.

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“As sanções contra um ministro do Supremo Tribunal Federal e as tarifas impostas pelo governo Trump ao Brasil são uma clara violação da independência judicial, pilar da democracia. Se discordam de uma decisão, deveriam recorrer, não impor punições aos ministros e ao país”, declarou a HRW.

A organização Transparência Internacional – Brasil considera “alarmante e inaceitável” o uso seletivo da Lei Magnitsky para fins políticos e econômicos.

“Essa prática tem se tornado cada vez mais frequente sob a atual administração Trump. No caso do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator dos processos do ex-presidente Jair Bolsonaro, tal medida apenas fomentará mais instabilidade política no Brasil”, disse a entidade.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também manifestou apoio ao ministro. “As ações que visam deslegitimar ou intimidar figuras públicas que desempenham funções essenciais à manutenção do Estado de Direito constituem uma afronta à soberania brasileira e aos valores democráticos que defendem”, disse a entidade.

Sanções

Mais cedo, o governo dos Estados Unidos decidiu aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, norma que prevê sanções econômicas para pessoas consideradas violadoras de direitos humanos.

A norma norte-americana prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos, a proibição de transações de empresas americanas com as pessoas sancionadas, além do impedimento de entrada no país.

Contudo, a aplicação de sanções contra Moraes deve ter impacto mínimo. O ministro não tem bens nem contas em bancos sediados naquele país. Ele também não tem o costume de viajar para os Estados Unidos.

A aplicação da Lei Magnitsky é a segunda sanção aplicada contra Alexandre de Moares pelo presidente Trump.

No dia 18 de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e “aliados na Corte”.

O anúncio foi feito após Moares abrir um inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, pela atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no último dia 20.  

Entidades do setor produtivo criticam manutenção dos juros em 15%

A manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Para entidades da indústria, do comércio e centrais sindicais, a alta prejudicará a produção e o investimento.

Em nota, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, classificou de “insuficiente e equivocada” a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, os juros altos vão sufocar a economia. Segundo ele, medidas como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) equivalem, na prática, a um aumento de juros, e o tarifaço dos Estados Unidos pode resultar em menos inflação no Brasil.

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“Já tivemos o aumento do IOF sobre as operações de crédito e câmbio e a elevação das tarifas dos EUA sobre as nossas exportações. A alta do IOF sobre o crédito vai aumentar em R$ 4,9 bilhões o custo para as indústrias, enquanto as tarifas dos EUA podem causar queda na produção industrial e a perda de milhares de empregos no país. O momento pede uma política monetária mais favorável. Precisamos de menos juros e mais crescimento”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Para a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as tensões internacionais tornam a política monetária mais desafiadora. Mesmo assim, a entidade considera alto o nível dos juros atuais.

“Diante dessa conjuntura, a nossa preocupação é a manutenção da taxa de juros nesse patamar. O Brasil tem uma das maiores taxas reais de juros do mundo. A manutenção da taxa Selic em 15% nessa conjuntura irá prejudicar os investimentos, o consumo das famílias; aumentará o custo do crédito e afetará diretamente o nível de atividade econômica do país”, ressaltou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, em comunicado.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) informou que a decisão do Banco Central veio em linha com as expectativas de mercado. Apesar de reconhecer que os juros estão altos, a entidade avalia que a inflação continua acima da meta de 4,5% em 12 meses.

“Apesar da desaceleração gradual da atividade econômica interna e da valorização do real, que tendem a diminuir a pressão sobre os preços, a inflação acumulada se mantém muito acima da meta anual, num contexto de expansão fiscal, expectativas inflacionárias ainda desancoradas e maiores incertezas externas, derivadas da política comercial norte-americana, justificando uma política monetária mais cautelosa”, explicou o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP.

Centrais sindicais

A decisão do BC também foi mal recebida pelas centrais sindicais. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o BC dificulta a vida das famílias com a nova elevação da Selic e mantém o esquema que transfere recursos dos consumidores, das empresas e do Estado para o setor financeiro.

“O Banco Central diz que tem que manter a taxa de juros alta para controlar a inflação. Mas a Selic não é o único instrumento de controle de preços e nem funciona para os tipos de inflação que o Brasil enfrenta. O que a Selic elevada faz é manter o Brasil na liderança do ranking com os maiores juros do mundo, penalizando a população”, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.

Em nota, a Força Sindical, destacou que os juros altos favorecem apenas os especuladores e prejudicam o trabalhador. “Lamentamos e consideramos absurdo manter a taxa em patamar tão elevado. Entendemos que o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade de aproveitar-se do encolhimento da demanda mundial para fazer uma drástica redução na taxa de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país”, criticou o presidente da entidade, Miguel Torres.

Dólar sobe para R$ 5,59 com oficialização de tarifaço de Trump

A oficialização do tarifaço de 50% para produtos brasileiros nos Estados Unidos foi recebida de forma mista pelo mercado financeiro. Em linha com o exterior, o dólar voltou a ganhar força e aproximar-se de R$ 5,60, com o euro voltando a cair para menos de R$ 6,40. A bolsa de valores subiu quase 1% e aproximou-se dos 134 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (30) vendido a R$ 5,59, com alta de R$ 0,021 (+0,38%). A cotação chegou a R$ 5,63 na máxima do dia, por volta das 13h15, caiu para R$ 5,55 após a confirmação do tarifaço, com uma lista de exceções, e voltou a subir na hora final de negociação.

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Apesar da alta do dólar, o real teve o melhor desempenho do dia diante das moedas dos principais países emergentes. A moeda estadunidense tem subido com força em todo o planeta, após o fechamento de acordos dos Estados Unidos com a União Europeia e a ameaça de novas sanções à Índia por retaliações à Rússia.

O euro comercial fechou abaixo de R$ 6,40 pela primeira vez desde o último dia 8. A cotação caiu para R$ 6,38, com recuo de 0,7%.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 133.990 pontos, com alta de 0,95%. O indicador estava em baixa, mas reverteu a trajetória após a confirmação de que haverá uma lista de exceções de cerca de 700 produtos, entre os quais petróleo, celulose, minerais, suco e polpa de laranja e aviação civil.

Ações de empresas de aviação, de logística e celulose valorizaram-se. O adiamento para 6 de agosto do início das medidas comerciais dos Estados Unidos também repercutiu positivamente.

*Com informações da Reuters

STF defende atuação de Moraes e diz que cumprirá a Constituição 

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou na noite desta quarta-feira (30) uma nota à imprensa na qual manifesta solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes.

Mais cedo, o governo dos Estados Unidos decidiu aplicar sanções contra o ministro, com base na Lei Magnitsky, norma que prevê sanções econômicas para pessoas consideradas violadoras de direitos humanos. 

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Na manifestação, a Corte declara que todas as decisões tomadas por Moraes foram confirmadas por votações colegiadas. Além disso, o Supremo diz que tem competência para realizar o julgamento sobre a trama golpista.

“No âmbito da investigação, foram encontrados indícios graves da prática dos referidos crimes, inclusive de um plano que previa o assassinato de autoridades públicas”, diz a nota. 

O STF também acrescentou que vai continuar cumprindo o seu papel constitucional.

“O Supremo Tribunal Federal não se desviará do seu papel de cumprir a Constituição e as leis do país, que asseguram a todos os envolvidos o devido processo legal e um julgamento justo”, completa a nota.

A sanção contra o ministro prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos, a proibição de transações de empresas americanas com as pessoas sancionadas, além do impedimento de entrada no país.

Contudo, a aplicação de sanções contra Moraes deve ter impacto mínimo. O ministro não tem bens nem contas em bancos sediados naquele país. Ele também não tem o costume de viajar para os Estados Unidos.

A aplicação da Lei Magnitsky é a segunda sanção aplicada contra Alexandre de Moares pelo presidente Trump. No dia 18 de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e “aliados na Corte”.

O anúncio foi feito após Moares abrir um inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, pela atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no último dia 20.  

Empresa firma acordo para garantir segurança de barragem em Brumadinho

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a mineradora Emicon assinaram um Termo de Compromisso para garantir a segurança de barragens em Brumadinho, região metropolitana do estado.

Na semana passada, a Agência Nacional de Mineração elevou o nível de risco da barragem B1-A, de responsabilidade da Emicon, por falta de dados atualizados sobre a situação estrutural.

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O Termo de Compromisso foi assinado no dia 25 de julho, mas só foi divulgado nessa quarta-feira (30) pelo MPMG. Por meio dele, a Emicon e os sócios terão de cumprir obrigações emergenciais para reduzir riscos especialmente nas barragens B1A, Quéias, Dique B3 e Dique B4.

No período de 15 dias, contados a partir do dia 26 de julho, a Emicon deverá realocar famílias impactadas e garantir a operacionalidade mínima, material e humana, das estruturas minerárias do empreendimento. Está prevista multa diária de caráter pessoal aos sócios e administradores da Emicon no valor de R$ 5 mil por dia caso as obrigações não sejam cumpridas.

A realocação preventiva das famílias que residem na Zona de Autossalvamento (ZAS) da Barragem B1 começou nesta terça-feira (29) e vai continuar pelos próximos dias, de maneira gradual, segundo a Prefeitura de Brumadinho.

Apesar da responsabilidade legal de suporte ser da empresa Emicon Mineração, a prefeitura assumiu o apoio emergencial à população. Ao todo, sete famílias deverão ser realocadas, e haverá ainda transferência de animais como vacas, porcos e cavalos. A ação está sendo coordenada pela Defesa Civil Municipal, por meio da Secretaria de Segurança Pública, Mobilidade e Defesa Civil.

A prefeitura disse, em nota, que as famílias estão sendo transferidas para moradias seguras e compatíveis com o tamanho do núcleo familiar, conforme escolha dos próprios moradores.

A medida, de acordo com a prefeitura, é “exclusivamente preventiva, conforme previsto em legislação específica para áreas próximas a barragens. Não há risco iminente de rompimento. A ação tem caráter legal e visa garantir a segurança dos moradores da região”.

Termo de Compromisso

O documento assinado pelo MPMG traz mais detalhes sobre as obrigações a serem cumpridas pela Emicon Mineração. Elas estão divididas em três eixos.

No que se refere ao monitoramento e validação de segurança atual das barragens B1A, Quéias, Dique B3 e Dique B4, a Emicon se obriga a: “realizar monitoramento da estrutura e leitura da instrumentação periodicamente; finalizar a coleta de dados geotécnicos primários, conforme orientado pela Agência Nacional de Mineração (ANM); realizar nova análise de estabilidade e apresentar à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) auditoria de segurança de barragens elaborada por auditor independente; atualizar as informações do cadastro da barragem no Sistema de Informações de Gerenciamento de Barragens (Sigibar), especialmente quanto ao responsável técnico e a situação de emergência atual das estruturas”.

Sobre a implementação de resposta de emergência, a empresa deve “implementar infraestrutura mínima, humana e material, especificada em Nota Técnica da Feam/ANM, garantindo sua manutenção no empreendimento; instalar, em caráter permanente, sistemas sonoros de alerta e demais equipamentos na Zona de Autossalvamento (ZAS); instalar sistema de videomonitoramento e garantir comunicação permanente com a central de emergência”.

Também deve “cumprir as requisições de adequação do Plano de Ação de Emergência (PAE), bem como cumprir as requisições subsequentes de estudos específicos, documentos ou informações complementares para sanar eventuais incorreções ou omissões decorrentes da análise da seção correspondente aos cenários de rupturas e os mapas da mancha de inundação; atender toda e qualquer requisição pelos órgãos e entidades competentes, necessária à segurança das pessoas e dos animais, preservação do meio ambiente e salvaguarda do patrimônio cultural e para consecução do processo de análise do PAE”.

Por fim, em relação à descaracterização das barragens, a empresa terá de “contratar empresas projetista, para elaboração dos projetos de descaracterização, e para execução das obras, conforme projetos a serem elaborados”.

Procurada pela reportagem, a Emicon ainda não se manifestou sobre o assunto. A Agência Brasil fica aberta a posicionamento.

Impacto de sanções a Moraes deve ser reduzido, dizem especialistas

A aplicação de sanções financeiras ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pelos Estados Unidos não deve ter o impacto esperado pelo presidente Donald Trump e por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com fontes consultadas pela reportagem, Moraes não tem bens, nem contas em bancos sediados naquele país. O ministro também não tem o costume de viajar para os Estados Unidos.

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Mais cedo, o governo dos Estados Unidos decidiu aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, norma que prevê punições econômicas para pessoas que são consideradas violadoras de direitos humanos.

A Lei Magnitsky prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos e a proibição de transações de empresas americanas com as pessoas sancionadas, além do impedimento de entrada no país.

A aplicação dessa norma é a segunda sanção determinada pelo presidente Trump a Alexandre de Moraes. No dia 18 de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e “aliados na Corte”.

O anúncio foi feito após Moraes abrir inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, pela atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no último dia 20. 

Avião da Esquadrilha da Fumaça cai no interior de São Paulo

Uma aeronave A-29 Super Tucano, pertencente ao Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), conhecido como Esquadrilha da Fumaça, caiu na manhã desta quarta-feira (30) durante um voo de treinamento, no interior paulista.

Segundo o Comando da Aeronáutica, o piloto acionou a ejeção “com sucesso”, passa bem e está sendo submetido a avaliações médicas. 

O treinamento era realizado em uma área desabitada, destinada para atividades do EDA. A Força Aérea Brasileira (FAB) não precisou o município onde a aeronave caiu.

Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) iniciarão os procedimentos de ação inicial da ocorrência.

 

Dino se solidariza e elogia Moraes, alvo de novas sanções dos EUA

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), prestou solidariedade ao também ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções anunciadas nesta quarta-feira (30) pelo governo dos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky.

Dino manifestou seu apoio ao colega de Corte nas redes sociais. Moraes é relator das ações penais sobre a trama golpista e de outras investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do presidente norte-americano, Donald Trump.

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“Minha solidariedade pessoal ao ministro Alexandre de Moraes. Ele está apenas fazendo o seu trabalho, de modo honesto e dedicado, conforme a Constituição do Brasil. E as suas decisões são julgadas e confirmadas pelo colegiado competente (Plenário ou 1ª Turma do STF)”, disse Dino.

O ministro também citou um versículo bíblico para reforçar a defesa da conduta de Moraes. “Isaías 32: o homem nobre faz planos nobres, e graças aos seus feitos nobres permanece firme”.

Até o momento, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e os demais ministros da Corte não se manifestaram sobre a nova sanção dos Estados Unidos.

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A aplicação da Lei Magnitsky é a segunda sanção aplicada contra Alexandre de Moares pelo presidente Trump.

No dia 18 de julho, foi anunciada a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.

O anúncio foi feito após Moraes abrir um inquérito no qual o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, deputado federal, é investigado pela sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no último dia 20.

EUA aplicam sanção contra Alexandre de Moraes por ação do 8 de janeiro

Às vésperas do início do tarifaço contra o Brasil, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos (EUA) aplicou uma sanção contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O órgão do Departamento de Tesouro do país norte-americano acusa Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar “prisões arbitrárias”, citando o julgamento da tentativa de golpe de Estado e decisões contra empresas de mídia social estadunidenses.

“Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, disse o Secretário do Tesouro, Scott Bessent.  

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Versão

O governo estadunidense repete a versão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que afirma ser perseguido no processo em que é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Segundo a denúncia, Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O OFAC acionou a Lei Magnitsky, usada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior. A medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA.

Caso Moraes tenha empresas ou controle, com 50% ou mais, companhias nos EUA, elas serão bloqueadas.

Mídias sociais

Além do processo contra os golpistas de 8 de janeiro de 2023, o escritório do governo estadunidense cita como motivação da sanção as decisões que Moraes tomou contra mídias sociais estadunidenses ligadas ao presidente Donald Trump.

“Ele também emitiu ordens diretamente a empresas de mídia social dos EUA para bloquear ou remover centenas de contas, muitas vezes de seus críticos e outros críticos do governo brasileiro, incluindo cidadãos americanos”, disse a OFAC.

Em fevereiro deste ano, Moraes mandou suspender a Rumble, rede social da Trump Media & Tecnology Group (TMTG), dona também da Truth Social. A companhia foi suspensa por não apresentar representante legal no Brasil, uma exigência da legislação nacional.

Em agosto de 2024, Moraes suspendeu a plataforma X, também sediada nos EUA, por descumprir decisões judiciais e não apresentar representante legal.

Liberdade de expressão

O Departamento de Tesouro dos EUA acusa Moraes de violar a liberdade de expressão no Brasil e nos Estados Unidos. “Por meio de suas ações como ministro do STF, Moraes minou os direitos de brasileiros e americanos à liberdade de expressão.”, comentou a OFAC.

O órgão do governo Trump diz que o ministro teria determinado “prisões preventivas sem acusações”; prisão de um jornalista e usuários de mídia “em retaliação por exercer liberdade de expressão”. Porém, a OFAC não especifica que casos foram esses.

Analistas consultados pela Agência Brasil alertam que a extrema-direita, tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos, vem distorcendo a realidade dos processos judiciais no Brasil para sustentar que o país vive um clima de censura e perseguição.

“[Essa estratégia] tem como objetivo tentar desmoralizar as investigações de responsabilizações contra os ataques ao Estado Democrático de Direito do Brasil com informações incompletas e superficiais sobre a realidade brasileira”, afirmou Pedro Kelson, do Programa de Democracia da Washington Brazil Office (WBO).

Democracia

A professora de direito constitucional da Universidade Estadual de Pernambuco (UPE) Flávia Santiago destacou que não existe, em nenhuma democracia do mundo, uma liberdade de expressão ilimitada.

“Por atuar dentro do Brasil, a plataforma está sujeita às leis e decisões judiciais do país. Cada democracia estabelece os seus limites. A democracia brasileira tem limites e um deles é não pôr em dúvida as próprias instituições democráticas. Isso faz parte da nossa proposta de democracia que está na Constituição de 1988”, explicou.

Muitos dos perfis suspensos por Moraes estão envolvidos nos inquéritos que apuram crimes como a abolição violenta do Estado democrático de direito, que está tipificado na Lei 14.197 de 2021.

“No Brasil, a ‘liberdade de expressão’ encontra limites na proteção de outros bens jurídicos individuais, como a honra; ou coletivos, como a segurança e o equilíbrio eleitoral. Além disso, o Judiciário brasileiro tem respaldo legal e independência judicial para determinar o bloqueio a perfis e postagens nas redes sociais”, argumentou Fábio de Sá e Silva, pesquisador associado do WBO.

Ainda segundo o especialista, perfis ou postagens que sejam usadas para cometer crimes, como o incentivo a golpe de Estado, pedofilia ou exploração sexual de crianças, podem ser derrubados de acordo com a lei brasileira.

Nos EUA, por exemplo, pode-se fundar um partido nazista, que defenda a superioridade racial. No Brasil, tanto o racismo quanto a defesa de uma ideologia nazista são crimes.

 

*Matéria ampliada às 14h53

Flip terá Arnaldo Antunes na abertura e homenagem a Paulo Leminski

Começa nesta quarta-feira (30) a 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que homenageia neste ano o autor Paulo Leminski. Na abertura da programação oficial, o poeta e músico Arnaldo Antunes celebra a obra do homenageado, apresentando seus poemas, prosa e canções. A cada ano, um autor é lembrado, para incentivar novas leituras de sua obra no Brasil e no exterior.

Conhecido especialmente pela poesia, Leminski (Curitiba, 1944-1989) foi também ensaísta, biógrafo, músico, publicitário, judoca faixa-preta e tradutor de autores como Samuel Beckett, James Joyce e Petrônio. Dedicado à arte da palavra, misturou o erudito ao popular em sua obra.

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O autor aproximou-se tanto de movimentos de vanguarda brasileiros – o concretismo e a geração mimeógrafo, também conhecida como poesia marginal –, quanto da precisão formal dos haicais (poemas curtos) japoneses.

Haverá também um cortejo liderado por artistas locais, seguido de um show do Grupo Paratiense, que recebe o público em Paraty nesta quarta-feira, a partir das 21h. Será uma celebração pelas margens do Rio Perequê-Açú, saindo da Praça da Matriz em direção ao Palco do Areal, onde será realizada uma ciranda aberta ao público.

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Programação oficial

O programa oficial é composto por 21 mesas literárias, com autores brasileiros e estrangeiros, e curadoria de Ana Lima Cecilio. As mesas serão realizadas no Auditório da Matriz, com transmissão ao vivo no Auditório da Praça, pelo site e YouTube da Flip e pelo canal Arte1. Entre os poetas convidados, nesta edição, estão Alice Ruiz, Claudia Roquette-Pinto, Lilian Sais, Marília Garcia e Sergio Vaz.

A programação também se volta para temas relevantes nos cenários nacional e internacional, como racismo, violência e desigualdade, guerras, meio ambiente e crise climática. Para tratar dessas questões, foram convidados nomes como GauZ’, Ilan Pappe, Lilia Guerra, Tiago Rogero, Ynaê Lopes dos Santos e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Na programação jovem e infantil – FlipZona e Flipinha – o tema disparador é Planeta Vivo, um convite a imaginar futuros possíveis para o mundo em transformação. A literatura se revela como oportunidade para pensar as questões relacionadas à emergência climática, diversidade de saberes, vida em comunidade e relação com a natureza.

A Flipinha conta com autores, ilustradores e artistas que exploram novas linguagens e formatos, entre eles Denilson Baniwa, Inaldete Pinheiro, Chico dos Bonecos, Roseana Murray, Gregorio Duvivier e Barbatuques.

Para a FlipZona, foi feita uma consulta a jovens de escolas públicas de Paraty para que contribuíssem com a escolha dos convidados. Os encontros literários terão António Jorge Gonçalves, Raphael Montes, Mariana Salomão Carrara, Flávio de Araújo, Sergio Vaz, Ondjaki e Gaël Faye.

Há ainda diversas atividades que ocorrem ao longo da Flip, promovidas em parcerias ou de forma independente. Neste ano, são 35 casas parceiras com programação variada durante os dias da festa, entre outros espaços, como a Praça Aberta, que há mais de cinco anos ocupa a margem esquerda do Rio Perequê-Açu durante o evento.

Casa Flip+ Motiva

A Casa Flip+ Motiva, uma dessas parcerias, promoverá atividades gratuitas e que dialogam com o programa principal da feira, reunindo 25 autores e especialistas para debater literatura, educação e meio ambiente. O público poderá participar de oficinas, rodas de conversa e concertos musicais. Assim como no ano anterior, a parceria Flip+ Motiva disponibilizará, nesta edição, transporte gratuito para moradores de comunidades do entorno de Paraty até a festa, por meio de vans e barcas.

O primeiro dia de programação da Flip+ Motiva, na quinta-feira (31), terá um debate sobre diferentes gêneros literários sob a perspectiva e influência de Paulo Leminski. Entre os convidados, estão a poeta Mar Becker; Joca Reiners Terron, vencedor do Prêmio APCA de Literatura com Onde Pastam os Minotauros; Bruna Beber, poeta e tradutora de autores como Sylvia Plath e Neil Gaiman; e Lilian Sais, voz emergente na prosa e poesia.

Ainda na programação da casa, a doutora em Llinguística Janaísa Viscardi, o autor e tradutor Caetano Galindo, a jornalista Natália Viana, a autora Marcela Ceribelli e a psicanalista Vera Iaconelli participam de debates diversos, além de lançamento de obras e sessão de autógrafos com Vera e Marcela.

Casa da Cultura e cinema

A Casa da Cultura, equipamento cultural público de Paraty, que funciona em um casarão de 1754 no centro histórico da cidade, será o espaço de outra parceria. Desde a primeira edição do evento, em 2003, quando seus cômodos ainda em processo de restauro receberam a festa, o local se consolidou no território e continuou a ser parte da Flip em diversas configurações. Neste ano, a Flip+ Casa da Cultura terá mesas literárias, lançamentos de livros e conversas sobre produções contemporâneas.

Há quatro anos, Flip+ Cinema da Praça, equipamento público situado na Praça da Matriz em Paraty, celebra o encontro da literatura com o cinema no espaço público. De quinta-feira a domingo (3), o cinema exibirá sessões diárias e gratuitas, escolhidas especialmente para esta edição. A programação tem curadoria conjunta entre Flip, Cinemateca e Cinema da Praça e leva ao público produções recentes inspiradas em obras literárias brasileiras, documentários e ainda rodas de bate-papo.

Casas Sesc

O Sesc terá três casas com programação gratuita no centro histórico de Paraty: sede do Sesc Santa Rita, Casa Sesc Editorial RJ e Casa Edições Sesc. A poesia terá destaque, com a presença de autoras como Leila Míccolis, Bruna Mitrano, Angélica Freitas e Lívia Natália, além dos shows poéticos com Tiganá Santana e Adriana Calcanhoto.

Escritoras indígenas e da região amazônica também são destaque na programação do Sesc, a fim de dar oportunidade ao grande público de conhecer essa produção literária de alta qualidade. Entre as convidadas estão nomes como Sony Ferseck, Francis Mary, Paty Wolff e Aliã Wamiri Guajajara, que apresentarão narrativas construídas a partir do universo da floresta por meio de linguagens que compõem a diversidade cultural do Brasil.

Ao longo de quatro dias, o público poderá acompanhar ainda conversas de temas diversos nos espaços do Sesc, desde assuntos contemporâneos como inteligência artificial e direitos autorais, com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, e discussões sobre a sétima arte, com a cineasta Daniela Thomas e a pesquisadora Vera Hamburger. Marcia Tiburi e Jean Wyllys discutirão o combate às fake news, e a ministra Macaé Evaristo (dos Direitos Humanos e da Cidadania) e Sofia Netrovskios falarão sobre caminhos para a educação inclusiva.

*A equipe viajou a convite da Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2025.

Após terremoto, Japão, Havaí e Rússia rebaixam alertas de tsunami

Um terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter na costa de Kamchatka, no extremo Leste da Rússia, provocou alertas de tsunami em locais tão distantes quanto a Polinésia Francesa e o Chile, nesta quarta-feira (30). O sismo foi seguido por uma erupção do vulcão mais ativo da península.

O terremoto a uma profundidade rasa danificou edifícios e feriu várias pessoas na remota região russa, enquanto grande parte da costa leste do Japão – devastada por um terremoto de magnitude 9 e um tsunami em 2011 – recebeu ordem de retirada, assim como partes do Havaí.

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Depois de algumas horas, Japão, Havaí e Rússia rebaixaram a maioria de seus alertas de tsunami. No entanto, as autoridades da Polinésia Francesa alertaram os moradores de várias das remotas Ilhas Marquesas para que fossem para terrenos mais altos e esperassem ondas de até 2,5 metros.

Cientistas russos disseram que o terremoto em Kamchatka foi o mais forte a atingir a região desde 1952.

“Parecia que as paredes poderiam desabar a qualquer momento. O tremor durou continuamente pelo menos três minutos”, afirmou Yaroslav, de 25 anos, na cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que não houve mortes em decorrência do terremoto e elogiou a construção sólida dos edifícios e o bom funcionamento dos sistemas de alerta.

Em Severo-Kurilsk, norte das Ilhas Kuril, ao sul de Kamchatka, as ondas de tsunami ultrapassaram 3 metros, sendo que a maior delas chegou a 5 metros, informou a agência de notícias russa RIA.

Alexander Ovsyannikov, prefeito da cidade, pediu aos moradores que avaliassem os danos em suas casas e que não usassem fogão a gás para aquecimento até que as inspeções fossem realizadas.

As ondas do tsunami inundaram parcialmente o porto e uma usina de processamento de peixes na cidade, varrendo as embarcações de suas amarras, disseram autoridades regionais e o ministério de emergências da Rússia.

Imagens verificadas de drones mostraram que toda a costa da cidade estava submersa, com prédios mais altos e algumas instalações de armazenamento cercadas pela água.

Vulcão

O vulcão Klyuchevskoy, na península de Kamchatka, entrou em erupção, segundo um serviço de monitoramento geológico.

“Lavas quentes descem a encosta oeste. Observa-se um brilho forte acima do vulcão, além de explosões”, disse o Serviço Geofísico Unido da Academia Russa de Ciências em um comunicado publicado no Telegram.

O Serviço Geológico dos EUA disse que o terremoto foi raso, a uma profundidade de 19,3 quilômetros, e epicentro a 119 quilômetros a leste-sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, uma cidade de 165 mil habitantes.

Havaí e Japão

O Havaí registrou ondas de até 1,7 metro, enquanto no Japão a maior onda registrada foi de 1,3 metro, segundo autoridades.

Os voos do aeroporto de Honolulu foram retomados à noite (horário local), informou o departamento de transportes.

Ondas de quase meio metro foram observadas em locais tão distantes quanto a Califórnia, e ondas menores atingiram a província canadense de Colúmbia Britânica.

Na Polinésia Francesa, as ondas começaram a atingir algumas ilhas nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira.

*Reportagem adicional de Nilutpal Timsina, Mrinmay Dey, Shivani Tanna e Gursimran Kaur 

Inflação do aluguel fecha julho em -0,77%, 3º mês seguido de queda

O Índice Geral de Preços no Mercado (IGP-M), também conhecido como inflação do aluguel, fechou julho em -0,77%, marcando o terceiro mês seguido de deflação ─ quando os preços ficam, em média, mais baratos. Dos sete meses de 2025, esse foi o quarto com resultado negativo. Em junho, a queda foi 1,67%. 

A última vez que o IGP-M apresentou sequência de mais de dois esses seguidos de deflação foi de abril a agosto de 2023. No acumulado de 12 meses, o IGP-M soma 2,96%, menor patamar desde junho de 2024 (2,45%). Em março de 2025, o indicador chegou a 8,58%, apontando, desde então, trajetória de queda. Em julho do ano passado, o índice tinha marcado 0,61%.

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Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.

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Em julho, o IPA apresentou deflação de 1,29%, puxado para baixo principalmente pelo café em grão (-22,52%), minério de ferro (-1,86%), milhão em grão (-7,54%) e batata-inglesa (-29,63%).

Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em julho, o IPC subiu 0,27%. Os itens que mais pressionaram para cima foram a conta de luz (2,74%) e passagens aéreas (6,29%), que costumam ser mais procuradas em mês de férias escolares.

Em julho, assim como no mês anterior, a conta de energia teve a bandeira tarifária vermelha patamar 1, determinada pelo governo para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. A bandeira exerce cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,91% no mês. Dentro do INCC, materiais, equipamentos e serviços subiram 0,86%, enquanto o custo da mão de obra ficou 0,99% mais alto.

Inflação do aluguel

O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.

A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi 21 de junho a 20 de julho.

 

Goleada põe seleção feminina na final da Copa América e na Olimpíada

A goleada por 5 a 1 da seleção feminina de futebol sobre o Uruguai, na noite da última terça-feira (29), pela semifinal da Copa América, no Equador, garantiu a primeira vaga do esporte brasileiro à Olimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028. A partida no Estádio Casa Blanca, em Quito, foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

“Acredito que tenha sido nossa melhor partida. A gente prepara a equipe para chegar ao mata-mata nas melhores condições do ponto de vista tático e físico das atletas e de sincronia da equipe. Mas já vínhamos crescendo. Vamos aproveitar o momento e comemorar a classificação para os Jogos Olímpicos, que era uma obrigação, mas é uma conquista importante para o nosso futebol de mulheres. E a partir de quarta-feira [30] preparar a equipe para disputarmos essa final e merecermos ser campeões”, celebrou o técnico Arthur Elias, em entrevista coletiva.

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O triunfo de terça foi construído, em boa parte, na primeira etapa. Aos 11 minutos, Marta levantou a bola na área e Amanda Gutierres, de cabeça, abriu o placar. Dois minutos depois, Amanda cruzou rasteiro pela direita, Fátima Dutra dividiu com a zaga na pequena área e Gio Garbelini aproveitou a sobra para ampliar.

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Aos 27, Marta converteu o pênalti cometido por Daiana Farías em Isa Haas e marcou o terceiro do Brasil, o primeiro dela nesta Copa América e o gol de número 120 pela seleção canarinho. Aos 39 anos, a camisa 10 foi eleita a melhor jogadora da partida.

O Uruguai descontou aos seis minutos do segundo tempo, em gol contra de Isa Haas, após escanteio batido pela esquerda por Fefa Lacoste. Aos 20, em cobrança de falta da intermediária, Amanda Gutierres chutou forte, no canto direito de Agustina Sánchez, freando a reação uruguaia. Ainda deu tempo para Dudinha, aos 41 minutos, ser lançada por Duda Sampaio, invadir a área e marcar o quinto das brasileiras.

Esta é a décima edição da Copa América Feminina. Em todas, o Brasil esteve, pelo menos, entre as duas melhores equipes. Oito vezes campeã, a seleção verde e amarela foi vice somente em 2006, quando a taça ficou com a Argentina. Nas três ocasiões anteriores em que o torneio teve fases eliminatórias para conhecer o vencedor (1995, 1998 e 2022), as brasileiras levaram a melhor.

A conquista mais recente foi justamente diante da rival deste ano. Em 2022, o Brasil derrotou a Colômbia, anfitriã daquela edição, por 1 a 0, para ficar com o título. Neste sábado (2), as duas equipes voltam a decidir a competição. A bola rola no Estádio Casa Blanca a partir das 18h (horário de Brasília), novamente com transmissão ao vivo da TV Brasil. As Cafeteras, como são conhecidas as colombianas, classificaram-se para a final na última segunda-feira (28) ao superarem a Argentina nos pênaltis, por 5 a 4, após não balançarem as redes no tempo normal.

As rivais já se encontraram nesta edição da Copa América, ainda na primeira fase. No Estádio Banco Guayaquil, também em Quito, o duelo terminou sem gols, válido pela última rodada do Grupo B. O Brasil atuou por cerca de 60 minutos com uma jogadora a menos, após expulsão da goleira Lorena, ainda na etapa inicial. O resultado garantiu à seleção canarinho a ponta da chave e à Colômbia o segundo lugar.

“Claro que será um confronto diferente do que foi o primeiro jogo. É diferente jogar uma final. A gente ainda vai definir nos próximos dias não somente a equipe [titular], mas o plano de jogo, o que podemos tirar de proveito desse crescimento e como a seleção da Colômbia tem jogado. É uma seleção que a gente conhece muito bem”, projetou Arthur.

“Consideramos, sim, [Brasil e Colômbia] um clássico, com muita rivalidade, mas muito respeito e admiração de ambos os lados. É um clássico como Brasil e Argentina, Brasil e Uruguai, e acontece de, agora, Brasil e Colômbia estarem em um patamar mais elevado. A Colômbia gosta de jogar com a bola, o Brasil também, são times guerreiros dentro de campo. Tenho certeza que estaremos mais bem preparados que na primeira fase que será uma grande final”, concluiu o treinador.

Entenda a situação de Carla Zambelli após prisão na Itália

A prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) não encerra automaticamente o caso da parlamentar no Brasil. Foragida há dois meses, ela foi presa em Roma, na Itália, nesta terça-feira (29), onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Zambelli tem dupla cidadania e deixou o Brasil em busca de asilo político duas semanas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. A deputada também terá que pegar R$ 2 milhões em danos coletivos.

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De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema para emitir um mandato falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

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Extradição

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil.

Contudo, a decisão final sobre a extradição será da Justiça da Itália e o do governo local. As próximas horas são decisivas para que as autoridades italianas definam se Zambelli permanecerá detida ou poderá aguardar o processo de extradição em liberdade.

Em geral, o processo de extradição é demorado porque passa por diversos trâmites nos quais são avaliados aspectos previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais firmados entre as duas nações.

Portanto, não há prazo para definição sobre a extradição.

O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, o pedido foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

O documento contém a cópia da deliberação que condenou a parlamentar e os artigos do Código Penal que fundamentaram a decisão. 

“A Sra. Carla Zambelli Salgado de Oliveira, de maneira livre, consciente e voluntária, comandou a invasão a sistemas institucionais utilizados pelo Poder Judiciário, mediante planejamento, arregimentação e comando de pessoa com aptidão técnica e meios necessários ao cumprimento de tal mister, com o fim de adulterar informações, sem autorização expressa ou tácita de quem de direito”, diz o texto.

Moraes também indicou as garantias que o Brasil vai dar para Carla Zambelli se a Itália autorizar a extradição.

O ministro se comprometeu a não submeter Zambelli a prisão ou processo por fato anterior ao pedido de extradição;  não impor pena perpétua; não agravar a pena por motivos políticos e não submeter a parlamentar a tortura ou a tratamentos desumanos ou degradantes.

Mandato

Em junho, a Câmara dos Deputados autorizou a deputada a tirar 127 dias de licença não remunerada.

Se a parlamentar não retomar o mandato após o fim de licença, poderá ser cassada por faltar às sessões. Zambelli também é alvo de processo de cassação na Casa.

Além disso, a Câmara ainda não deliberou sobre a decretação da perda do mandato em função da condenação pelo Supremo. 

Defesa

Pelas redes sociais, o advogado Fábio Pagnozzi disse que Carla Zambelli se entregou às autoridades italianas para colaborar com as investigações.

Segundo o defensor, a deputada tomou a iniciativa de se entregar à polícia: “Carla busca a não extradição e ser julgada com imparcialidade.”

Por outro lado, a Polícia Federal informou que a prisão da deputada resultou de um trabalho de cooperação entre a corporação, a polícia italiana e a Interpol.

As declarações do deputado italiano Angelo Bonelli também rebatem a versão da defesa. Em sua conta no X, o parlamentar disse que denunciou à polícia italiana um endereço em Roma no qual Zambelli estava hospedada. 

Pizzolato

Em 2015, outro episódio envolvendo condenações no STF e fuga para a Itália foi registrado. Naquele ano, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, foi extraditado para o Brasil.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelo Supremo, mas antes da divulgação da pena, ele fugiu para a Itália com identidade falsa, mas acabou sendo preso em fevereiro de 2014.

 

Mega-Sena acumula mais uma vez e prêmio vai a R$ 76 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.894 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado, na noite dessa terça-feira (29), no Espaço da Sorte, em São Paulo principal. O prêmio acumulou mais uma vez e vai a R$ 76 milhões.

As dezenas sorteadas foram as seguintes: 05 – 21 – 24 – 25 – 29 – 49.

A quina teve 52 apostas ganhadoras, cada uma vai pagar R$ 67.184,51. A quadra registrou 4.381 apostas vencedoras cada ganhador vai receber um prêmio de R$ 1.139,20.

O próximo sorteio será realizado nessa quinta-feira (31) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

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Apostas podem ser feitas até as 19h de amanhã (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Pé-de-Meia: nascidos em maio e junho recebem quinta parcela

Os participantes do programa Pé-de-Meia nascidos nos meses de maio e junho recebem nesta quarta-feira (30) o pagamento da quinta parcela, de R$ 200, ​​​correspondente ao incentivo-frequência às aulas. O valor é destinado a estudantes da rede pública matriculados no ensino médio regular ou na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), para ter direito ao benefício, os estudantes devem ter presença mínima de 80% nas aulas.

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Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos repassados pelo MEC, nesta etapa, cerca de 3,3 milhões de alunos de escolas públicas receberão o benefício.

Pagamento escalonado

Os pagamentos do incentivo-frequência ocorrem até o dia 4 de agosto, conforme o mês de nascimento dos alunos que estão matriculados em uma das três séries do ensino médio na rede pública de ensino.

Confira o calendário:

– nascidos em janeiro e fevereiro receberam em 28 de julho;

– nascidos em março e abril, receberam em 29 de julho;

– nascidos em maio e junho, recebem em 30 de julho;

– nascidos em julho e agosto, recebem em 31 de julho;

– nascidos em setembro e outubro recebem 1º de agosto;

– nascidos em novembro e dezembro, recebem em 4 de agosto.

Depósitos

A quinta parcela do Pé-de-Meia está sendo depositada em uma conta poupança da Caixa, aberta automaticamente em nome dos estudantes.

O valor pode ser movimentado ou sacado imediatamente, se o participante desejar. Basta acessar o aplicativo Caixa Tem, se o aluno tiver 18 anos ou mais.

No caso de menor de idade, o responsável legal precisa autorizar a movimentação da conta no banco. O consentimento poderá ser dado no próprio aplicativo ou, se preferir, em uma agência da Caixa.

É possível solicitar gratuitamente o cartão Pé-de-Meia pelo próprio aplicativo. O cartão permite o uso dos recursos em compras e pagamentos.

Quem preferir pode sacar os valores nos terminais de autoatendimento, mesmo sem o cartão, mas deve usar a identificação biométrica previamente cadastrada.

O participante poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante, do MEC, o status de pagamentos (rejeitado ou aprovado), as informações escolares e regras do programa.

Prazos

Confira os prazos do calendário do Pé-de-Meia 2025 para o ensino regular:

Programa

O programa Pé-de-Meia é voltado para estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública. A iniciativa funciona como uma poupança com o objetivo de promover a permanência na escola e a conclusão desta etapa de ensino.

O Pé-de-Meia pretende democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de fomentar mais inclusão pela educação, estimulando a mobilidade social. 

>> Saiba aqui quais são os requisitos para ser inserido no programa

O MEC esclarece que não há necessidade de inscrição para inclusão. Todo aluno que se encaixa nos critérios do programa é inscrito automaticamente. 

 

Marinha mantém alerta de ondas fortes no Rio até quinta-feira

A Marinha mantém o alerta de ressaca com ondas entre 2,5 metros e 3,5 metros no Rio de Janeiro até a próxima quinta-feira (31).

A ressaca, provocada por um ciclone extratropical, interditou diversas vias na cidade nesta terça-feira (29). A água invadiu as pistas, que chegou a atingir a garagem de alguns prédios.

A Ciclovia Tim Maia, entre a saída da comunidade do Vidigal e São Conrado, está fechada preventivamente, por medida de segurança, desde ontem (28), e por causa das fortes ondas. Os quiosques da orla do Leblon também estão fechados.

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) está trabalhando para retirada de areia da Avenida Delfim Moreira. O trabalho deve durar toda a noite e a madrugada. 

Devido à ressaca, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) alterou o tráfego de ônibus e carros em algumas ruas.

O Sistema Alerta Rio, da prefeitura da cidade, informou que céu ficará predominantemente nublado e não há previsão de chuva hoje, com ventos moderados a ocasionalmente fortes.

Para esta quarta-feira (30), o Rio segue sem previsão de chuva e o céu terá nebulosidade variada, com ventos moderados no período da noite.

Brasil vence 4 jogos no 1º dia do Campeonato das Américas de Goaball

O Brasil foi avassalador no primeiro dia do Campeonato das Américas de goalball, no Centro de Treinamento Paralímpico (CTP), na Vila Guarani, na zona sul da capital paulista. As seleções masculina e feminina somaram duas vitórias cada uma nesta terça-feira, pela fase de grupos. A estreia de ambas foi com goleada sobre o Peru: a masculina aplicou 11 a 1 e a feminina 7 a 0.

No final da tarde, as equipes brasileiras voltaram à quadra para mais duas partidas. No clássico sul-americano, o Brasil derrotou a Argentina por 12 a 5, enquanto a seleção feminina superou a dos Estados Unidos por 8 a 2.

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Atual campeão mundial e bronze paralímpico nos Jogos de Paris, o time masculino encara o Panamá nesta quarta (30), a partir das 13h40 (horário de Brasília), pela terceira rodada do Grupo C (Chile e Porto Rico completam a chave). A competição é aberta ao público e também tem transmissão ao vivo online (on streaming) no canal YouTube da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes (CBDV).

“Este é o início do ciclo [paralimpico]. A gente sabe que é uma competição um pouquinho mais difícil por ser a primeira do ano. E estrear ganhando é a melhor coisa; é saber que estamos no caminho certo”, analisou o jogador Paulo Saturnino, da classe B1 (cegos totais), que marcou seis dos 11 gols da vitória contra o Peru.

Já a equipe feminina só volta a competir às 9h de quinta (31), contra o Chile, pelo Grupo B (o Panamá completa a chave). Autora de dois dos sete gols da vitória da amarelinha sobre o Peru, Jéssica Vitorino saiu satisfeita da quadra.

“Toda estreia tem aquele frio na barriga, isso é normal, mas mantivemos a nossa defesa, que é muito potente. Todas puderam entrar em quadra e dar o seu melhor, e foi aí que conseguimos superar o nosso primeiro desafio”, analisou a atleta da classe B3 (consegue definir imagens).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (@cbdvoficial)

O Campeonato das Américas reúne 11 seleções femininas e 12 masculinas. Os campeões asseguram vaga no Mundial de goalball de 2026, em Hangzhou (China). A seleção brasileira masculina já tem vaga garantida por ter conquistado o título mundial na última edição (2022), em Portugal, quando tornou-se a única seleção tricampeã do mundo no goalball. Abaixo da amarelinha, estão Lituânia e Alemanha, ambas bicampeãs.

Próximos jogos

Quarta-feira (30) 
13h40 – Brasil x Panamá (masculino) 

Quinta (31) 
9h – Chile x Brasil (masculino) 
9h – Chile x Brasil (feminino) 
16h – Porto Rico x Brasil (masculino) 
16h –  Panamá x Brasil (feminino) 

Sábado (2 de agosto)
Quartas de final (feminino e masculino)

Domingo (3)
Disputas de 11º, 9º e 5º a 8º lugares

Segunda (4) 
Definição 5º ao 7º lugares
Semifinais

Terça (5) 
Finais (masculina e feminina)

Dólar cai para R$ 5,56 com possível recuo em tarifaço nos EUA

Em dia de ajustes no mercado internacional e de um possível recuo no tarifaço sobre alimentos não cultivados nos Estados Unidos, o dólar caiu, mas continua acima de R$ 5,55. A bolsa de valores interrompeu uma sequência de três quedas e subiu.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (29) vendido a R$ 5,569, com recuo de R$ 0,021 (-0,38%). A cotação operou próxima da estabilidade nas primeiras horas de negociação, mas passou a recuar com força no início da tarde. Na mínima do dia, por volta das 13h, encostou em R$ 5,55.

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A divisa acumula alta de 2,48% em julho. Em 2025, recua 9,88%. Ainda sob reflexo do acordo comercial com os Estados Unidos, o euro comercial caiu 0,73% e fechou a R$ 6,43.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 132.726 pontos, com alta de 0,45%. Apesar da alta desta terça, o indicador recua 4,41% em julho.

Na véspera das reuniões do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) e do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, o mercado financeiro teve um dia de ajustes. Investidores aproveitaram as altas recentes do dólar para vender moeda e aproveitaram a queda no preço das ações para comprar.

O principal motivo, no entanto, que diminuiu as tensões no mercado financeiro foi uma declaração do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, de que produtos não cultivados no território estadunidense, como café e cacau, podem ficar fora do tarifaço. O Brasil é um dos maiores exportadores de café para os Estados Unidos.

*com informações da Reuters

Lula deve vetar trechos do PL do Licenciamento Ambiental, diz Marina

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse, nesta terça-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar alguns trechos do Projeto de Lei (PL) 2.159/21, que trata das regras do licenciamento ambiental.

Segundo a ministra, a decisão do governo é “preservar o licenciamento ambiental”.

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“Já existe uma decisão, a de que é preciso preservar o licenciamento ambiental brasileiro, de que é necessário não demolir uma das principais ferramentas de proteção ambiental no Brasil, de não se criar uma situação de insegurança jurídica generalizada, de que é necessário que se respeitem as leis existentes. Muitas delas nem podem ser alteradas da forma que foi proposto”, afirmou Marina. Para ela, a eventual sanção do projeto representará uma “demolição” da legislação ambiental brasileira.

Durante evento de comemoração de um ano da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, em Brasília, a ministra afirmou que o governo estuda uma medida para substituir as mudanças na legislação, mas não esclareceu se a proposta será encaminhada por uma medida provisória ou um projeto de lei. 

“Não basta vetar. É preciso vetar e ter algo para colocar no lugar. Não está sendo vista apenas a questão do veto, mas como reparar adequadamente aquilo que porventura venha a ser mudado”, disse a ministra.

Enviado para sanção presidencial, o projeto de lei prevê a simplificação dos trâmites processuais, com a criação de novos tipos de licenças ambientais, e a redução dos prazos de análise. O presidente Lula tem até o próximo dia 8 para sancionar ou vetar o texto final que a Câmara dos Deputados aprovou no último dia 17

Marina informou que equipes da do MMA, da Casa Civil e do Ministério de Relações Institucionais estão analisando as mudanças no texto, que deve ser encaminhado em breve para o presidente. O olhar recai sobre a proposta como um todo, não apenas as alterações aprovadas pelos deputados.

“O presidente vai ter as informações na sua mesa para que possamos decidir”, resumiu. “A estratégia do governo é: tendo claro que não basta vetar, é preciso colocar algo no lugar, e isso tem a ver com as alternativas facultadas ao Poder Executivo, ou você faz essa reparação por projeto de lei ou MP”, concluiu. 

Política Nacional 

A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo foi instituída pela Lei nº 14.944, sancionada pelo presidente Lula em 31 de julho de 2024. A proposta estabelece princípios, objetivos e instrumentos para o uso do fogo de forma segura e sustentável, considerando os conhecimentos tradicionais e científicos. 

Além disso, a lei cria uma nova forma de governança do fogo, compatível com o desafio imposto pela mudança do clima. Cabe ao governo federal coordenar ações entre os governos estaduais e municipais, sociedade civil, comunidades tradicionais e setor privado na gestão do fogo, definindo diretrizes para a atuação da cada um desses atores de maneira dialogada e integrada.