Greve afeta linhas 11, 12 e 13 da CPTM; prefeitura de São Paulo suspende rodízio de veículos

greve de funcionários das linhas 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade da CPTM na manhã desta terça-feira (24) fez a prefeitura de São Paulo suspender o rodízio de veículos e acionar o sistema Paese, que oferece transporte alternativo durante período de emergência.

O Metrô afirma que reforçou a operação da Linha 3-Vermelha com mais trens e liberou a integração gratuita nas estações Itaquera e Tatuapé. Demais linhas do Metrô operam normalmente.

Até as 7h15 da manhã, a situação nas linhas do trem era a seguinte:

  • Linha 7 – Rubi: operação normal
  • Linha 8 – Diamante: operação normal
  • Linha 9 – Esmeralda: operação normal
  • Linha 10 – Turquesa: operação normal
  • Linha 11 – Coraloperação parcial
  • Linha 12 – Safiraparalisada
  • Linha 13 – Jadeparalisada
 

Por causa da greve, a SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) desde 4h entre as estações Jd. Romano e Tatuapé.

1° dia de trabalho após desemprego

Por volta das 6h30, na Estação Itaim Paulista, Dona Maria Antônia tentava descobrir formas de chegar até a região da Mooca.

Após mais de 12 meses em casa por conta da pandemia, ela conseguiu um emprego e começaria trabalhar nesta manhã.

“Tem um ano e meio desempregada. Quando meio mundo se virou para arrumar uma coisa para mim, não dá pra chegar”, afirma.
 

“Os ônibus sempre ficam aqui. Estou há um ano e meio desempregada. Arrumei um serviço para ver hoje, mas estou aqui. Não tem trem, não tem ônibus, não tem nada”, complementa.

Segundo o presidente da CPTM, Pedro Moro, os ônibus da operação Paese foram acionados para minimizar o impacto da paralisação, mas não conseguem atender a demanda e passageiros e prestar o serviço na mesma velocidade.

“Um trem da CPTM comporta cerca de 2, 2 mil pessoas. Um ônibus transporta 60. Então, para você atender toda a demanda, não há ônibus suficiente. Nós solicitamos todos os ônibus que pudemos, por que é uma frota reserva da companhia para poder atender, mas infelizmente não dá conta de todo o movimento”.

Proposta de reajuste

 

O sindicato que representa as linhas 11- Coral, 12 – Safira e 13 – Jade pedem reposição da inflação e retroativo pago em agosto e setembro. A CPTM oferece reajuste de 4% em agosto de 2021 e 6% em janeiro de 2022, com parcelamento do retroativo a partir de fevereiro de 2022.

O secretário-geral do sindicato, Múcio Alexandre Bracarense, afirma que a categoria tenta negociar há dois anos, e relata o descaso e desrespeito nas tratativas com a empresa.

Segundo ele, o sindicato foi chamado pelo secretário de Transportes para uma conversa e, após mais de duas horas de espera, o encontro foi cancelado.

Ele também afirma que a narrativa do governo sobre pedido de aumento tenta colocar a população contra a categoria, que não pleiteia aumento, mas, sim, reajuste. “Ninguém está falando em aumento. Estamos falando em reajuste”, diz.

Ainda de acordo com o secretário-geral, 65 a 70% [dos trabalhadores] ganham em torno de R$ 3,5 mil.

“Existe um reajuste que tem que ser retroativo a março do ano passado e a março deste ano. Que isso não seja feito em dez parcelas. (…) Queremos que o governo nos faça uma proposta realmente possível de ser aceita. Pague um retroativo em agosto e outro em setembro”.

Paralisação e liminar

 

Juntas, as três linhas atendem a 560 mil passageiros por dia útil. A paralisação, decidida após assembleia na noite desta segunda-feira (23), é por tempo indeterminado.

Em decisão liminar feita a pedido da CPTM, o desembargador Rafael E. Pugliese Ribeiro determinou que os grevistas mantenham pelo menos 70% dos trens funcionando e dos funcionários trabalhando nos horários de pico.

A exigência vale para os períodos das 5h às 9h e das 17h às 20h. No restante do dia, os grevistas devem manter em funcionamento, pelo menos, 50% dos trens.

A última greve de funcionários da CPTM aconteceu em 15 de julho e afetou quatro linhas: 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa.

Metrô, ônibus e rodízio

 

A prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos – placa com final 3 ou 4. A prefeitura também informou que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai implementar medidas operacionais para “melhorar a fluidez de ruas e avenidas”.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) informou que haverá suporte à CPTM, com reforço de suas linhas intermunicipais para atender passageiros dos trens nos corredores afetados.

Já a SPTrans informou que o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) foi acionado a partir das 4h desta terça a pedido da CPTM, entre as estações Jd. Romano e Tatuapé.

Para garantir o deslocamento dos usuários e atender o trecho entre as duas estações será implantada a linha especial com 12 veículos.

Os veículos seguirão pelas seguintes vias:

Sentido Jd. Romano

Estação Tatuapé, Rua Catiguá, Rua Henrique Sertório, Rua Jacirendi, Av. Condessa Elizabeth de Robiano, Av. Gabriela Mistral, Rua Dr. Assis Ribeiro, Rua Eng. José Cruz de Oliveira, Rua João José Rodrigues, Av. São Miguel, Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, Av. Marechal Tito, Praça José Caldini, R. Miguel Ângelo Lapena, Praça Getúlio Vargas Filho, Rua Arlindo Colaço, Av. Dr. José Artur da Nova, Rua Santa Rosa de Lima, Rua Paranacity, Rua Ascenso Fernandes, Rua Conceição do Almeida, Rua São Gonçalo do rio das Pedras, Rua Carlo Bibiena, Rua Erva de Santa Luzia, Av. Estrela da Noite, Rua Cordão de São Francisco, Estrada da Biacica, Rua Cordão de São Francisco, Rua Domingos Fernandes Nobre, Rua Jerônimo Maranhão, Av. Diogo da Costa Tavares.

Sentido Tatuapé

Est. Jardim Romano, Av. Diego da Costa Tavares, R. Jerônimo Maranhão, R. Domingos Fernandes Nobre, R. Bernardo de Chaves Cabral, R. Maué-Guaçu, R. Cordão de São Francisco, Av. Estrela da Noite, R. Erva de Santa Luzia, R. Carlo Bibiena, R. São Gonçalo do rio das Pedras, R. Adriano Seabra, R. Ascenso Fernandes, R. Paranacity, R. Dr. José Artur da Nova, R. Salvador Medeiros, Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, Av. São Miguel, Rua João José Rodrigues, Rua Eng. José Cruz de Oliveira, Rua Fidelis Mota, Rua Eng. José Cruz de Oliveira, Rua Dr. Assis Ribeiro, Av. Gabriela Mistral, Rua Mario de Castro, Rua Carlos Meira, Rua Rodovalho Junior, R. Ver. Cid Galvão da Silva, Av. Airton Pretini, Rua Gonçalo bastos, Rua Aiama, Rua Melo Peixoto, Rua Catiguá.

Ministério Público de Contas de SP pede reprovação de gastos de Doria em ano de pandemia

O Ministério Público de Contas de São Paulo pediu a reprovação dos gastos do governador João Doria (PSDB). O parecer é relativo a 2020, primeiro ano da pandemia do novo coronavírus.

O documento, de 223 páginas, é assinado pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas, Thiago Pinheiro Lima, e foi obtido pela GloboNews.

O parecer será considerado na análise das contas do governador em sessão extraordinária do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo marcada para começar às 10h desta quarta-feira (23). O julgamento contará com a participação dos sete conselheiros do tribunal e será feito por videoconferência.

Este é o terceiro ano seguido em que o Ministério Público de Contas vota pela rejeição das contas do governador. Nos dois anos anteriores (último ano da gestão dividida entre Geraldo Alckmin, do PSDB, e Márcio França, do PSB; e primeiro ano da gestão Doria), o Tribunal de Contas aprovou as contas com ressalvas. A análise é decidida por maioria de quatro votos.

Em seu parecer, o procurador-geral “opina pela emissão de parecer prévio desfavorável às contas em análise” após a exposição de cinco motivos.

Um deles é a alegação de que o governo do estado não aplicou na educação os 25% da receita resultante de impostos e transferências na manutenção e no desenvolvimento do ensino exigidos pela Constituição Federal como investimento mínimo nessa área.

O Ministério Público de Contas argumenta também que, ao longo de 2020, a gestão Doria concedeu benefícios fiscais relativos ao ICMS sem critério e sem autorização prévia do Poder Legislativo.

O que diz o governo do estado

 

Procurado, o governo do estado informou por meio de nota que já fez todos os esclarecimentos mencionados pelo Ministério Público de Contas e que confia na aprovação dos gastos realizados em 2020.

“O Governo de São Paulo atua com todo o rigor no controle das contas públicas e a correta aplicação de recursos conforme a legislação. Todos os questionamentos apontados no parecer do Ministério Público de Contas já foram esclarecidos ao Tribunal de Contas do Estado. Ciente do cumprimento de suas obrigações constitucionais, o Governo do Estado confia que mais uma vez terá suas contas aprovadas pelos órgãos de fiscalização e controle, a exemplo de exercícios anteriores”, diz a nota.

Acidente grave

Aconteceu na noite de ontem 28 de janeiro de 2021 acidente com uma betoneira da empresa Cortesia na cidade de Itapecerica da Serra, quando o motorista retornava com o veiculo para a sede da empresa e acabou batendo em outros veículos e também atingindo uma menina de 10 anos que veio a falecer. Conforme informações da empresa o motorista sofreu apenas escoriações leves e passa bem, quanto a família da vitima a Cortesia afirma estar dando todo o suporte necessário para diminuir a dor da família. A empresa afirma que será efetuada uma rígida investigação interna para apurar as causas do acidente.   A empresa lamenta, com muito pesar, o acidente ocorrido na noite de ontem, dia 28 de janeiro de 2021, com sua frota 276, na Rua Zoraide Eva das Dores, próximo ao número 26 no município de Itapecerica da Serra – SP. Ocorrido no trajeto de retorno a sede da empresa, o caminhão bateu em veículos e atingiu uma vítima que infelizmente perdeu a vida. O motorista sofreu pequenas escoriações, foi socorrido e passa bem. Comunicamos que a empresa está dando todo suporte e reitera que tudo o que for necessário será feito para diminuir a dor da família. Uma rígida investigação interna já foi iniciada para apurar os fatos e as causas do acidente. A empresa se solidariza com seus familiares e presta total assistência e apoio. Além disso se mantem a inteira disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimento. Cortesia

Prefeitura de SP suspende rodízio municipal de veículos a partir do dia 23 de dezembro

O rodízio municipal de veículos de passeio estará suspenso na cidade de São Paulo entre os dias 23 de dezembro a 10 de janeiro, segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes. Ele volta a vigorar no dia 13 de janeiro, uma segunda-feira.

O rodízio de veículos pesados (caminhões) fica mantido, além das demais restrições como a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF).

A Zona Azul do Parque Ibirapuera estará suspensa nos dias 24, 25 e 31 de dezembro, além de 1º de janeiro.

Durante o horário de rodízio, a circulação de veículos no Centro Expandido fica proibida das 7h às 10h, e das 17h às 20h.

Veja o calendário do rodízio:

  • Segunda-feira: veículos com placas finais 1 e 2
  • Terça-feira: veículos com placas finais 3 e 4
  • Quarta-feira: veículos com placas finais 5 e 6
  • Quinta-feira: veículos com placas finais 7 e 8
  • Sexta-feira: veículos com placas finais 9 e 0

Vistoria acha hospitais lotados e equipamentos abandonados em SP

Ao menos oito hospitais mantidos pelo governo do estado na capital estavam com irregularidades durante fiscalização realizada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), na terça-feira (26). O caso mais grave foi identificado no Hospital Geral de Taipas (na zona norte). No local havia pacientes internados em macas pelos corredores, equipamentos abandonados, desinsetização vencida e camas cirúrgicas sem uso, expostas ao sol e à chuva. Entre outros itens, segundo a vistoria realizada pelo TCE, 26% dos hospitais avaliados no estado de São Paulo não têm atendimento preferencial.
A vistoria do tribunal avaliou ainda acessibilidade para deficientes, condições de higiene e satisfação com o atendimento (veja os problemas apontados nos hospitais da capital ao lado). No Hospital Geral de Vila Penteado, também na zona norte, foram encontrados banheiros sem sabonete nem papel higiênico, mofo e desinsetização vencida. Na zona sul, o Hospital do Grajaú tinha pacientes em macas pelos corredores e medicamentos armazenados em locais abertos. O Hospital Estadual Itaim Paulista (zona leste) também tinha internações em macas nos corredores. No Hospital Regional Sul, em Santo Amaro (zona sul), o principal problema foi o abandono de equipamentos de raio-X novos e usados. A vistoria surpresa comandada pelo TCE avaliou unidades de saúde em 299 municípios e contou com a participação de 302 agentes de fiscalização. A ação também verificou as condições dos serviços em hospitais, prontos-socorros e unidades de pronto atendimento mantidos por prefeituras. Em Osasco (Grande SP), a fiscalização encontrou incubadora e berço de UTI Neonatal quebrados no Hospital e Maternidade Amador Aguiar. Já em Santo André, o Hospital da Mulher, segundo a vistoria, tinha equipamentos hospitalares em desuso ou quebrados.

Para professor, burocracia ajuda a ter problemas

O excesso de burocracia é um dos gargalos na administração de saúde pública e pode explicar parte dos problemas encontrados na fiscalização do TCE, de acordo com Gonzalo Vecina Neto, professor do Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). “É preciso verificar se o medicamento encontrado estava vencido e seria descartado ou se estava em algum lugar no qual seria utilizado”, afirma. “De qualquer forma, remédio vencido é perda de dinheiro”, afirma. Outra questão importante, segundo ele, é em relação aos equipamentos quebrados. “Quando a manutenção ocorre por meio de licitação isso se transforma em um calvário. Diminuir a burocracia ajuda muito a melhorar isso”, diz. O professor afirma que problemas encontrados acabam prejudicando o atendimento à população. “Não dá para imaginar que com remédio vencido e equipamento quebrado o atendimento será bom”, diz. “Problemas como esses, assim como falta de limpeza, pode aumentar a média de internação e cada dia que a pessoa fica no hospital cresce a chance de infecção hospitalar”, afirma.

Resposta

A Secretaria Estadual da Saúde, da gestão João Doria (PSDB), diz que os hospitais citados são referências em alta complexidade. “Atendem prioritariamente pacientes que requerem intervenção imediata. Os demais são mantidos em observação até que haja desfecho clínico, seja alta ou encaminhamento a leitos em demais setores”, diz a nota. “As unidades passam por limpeza diária”, afirma. A pasta diz que os hospitais Regional Sul e o Geral de Taipas passam por obras de ampliação e modernização. “O Regional Sul tem dois aparelhos de raio-X funcionando e serão adquiridos outros três. Devido à reforma, os equipamentos no PS não podem ser usados temporariamente por segurança dos próprios pacientes.” A nota diz que a unidade teve na terça (26) desinsetização válida por três meses, e que realiza limpeza periódica da caixa d’água — a última ocorreu em outubro. Segundo a pasta, itens em desuso “serão direcionados para descarte ou reaproveitamento, assim como no hospital de Pedreira”. Sobre Sapopemba, afirma que “efetuou a compra das peças para conserto dos berços da UTI e aguarda entrega”. Já os reparos no Hospital Geral Vila Penteado “estão programados para o primeiro semestre de 2020”. A Secretaria de Saúde de Guarulhos, gestão Gustavo Henric Costa, o Guti (PSB), afirma que “existe a rastreabilidade de recolhimento para não deixar esses medicamentos vencerem”. A Prefeitura de Osasco diz que “equipamentos são locados e, em caso de problemas, são reparados ou trocados imediatamente”. A Prefeitura de Santo André, da gestão Paulo Serra (PSDB), diz que o armazenamento de equipamentos não utilizados “não afeta o funcionamento de hospital e que armazena medicamentos corretamente.

Fiscalização em emergências hospitalares – O que foi encontrado

Ao todo, 299 unidades estaduais de saúde foram vistoriadas na terça-feira (26)

CAPITAL

Hospital Katia de Souza Rodrigues – Hospital Geral de Taipas
  • Macas com pacientes nos corredores
  • Desinsetização vencida
  • Piso da cozinha quebrado
  • Equipamentos, entre eles um tomógrafo, em desuso
  • Macas e camas cirúrgicas sem uso, expostas ao tempo
  • Sala de espera sem ventilação e com apenas 1 ventilador
Hospital Geral Dr. José Pangella, na Vila Penteado
  • Banheiros sem sabonete e papel higiênico
  • Teto com mofo
  • Desinsetização vencida
  • Cozinha sem vedação total das janelas
Hospital Estadual Professor Libertado John Di Dio, no Grajaú
  • Macas com pacientes nos corredores
  • Medicamentos de alto custo em armário que não pode ser trancado
Hospital Estadual Itaim Paulista
  • Pacientes internados em macas
Hospital Regional Sul
  • Banheiro sem acessibilidade
  • Limpeza de caixa d’água vencida
  • Equipamentos de raio-X novos e usados em desuso
Hospital Estadual Valdemar Sunhiga, em Sapopemba
  • Berço de UTI Neonatal e encubadoras quebrados, aguardando peças
  • Falta de farmacêuticos em alguns os horários
Hospital Geral de Pedreira
  • Macas com pés amarrados

GRANDE SP

Santo André Hospital da Mulher
  • Equipamentos hospitalares em desuso
UPA Perimetral
  • Medicamentos mal armazenados
Osasco Hospital e Maternidade Antônio Aguiar
  • Incubadora e berço de UTI Neonatal quebrados
Guarulhos Hospital Municipal da Criança e do Adolescente
  • Medicamentos que vencem no sábado (30)

Fonte: Tribunal de Contas do Estado

   

Caminhão tomba, derruba parte de muro e interdita trecho da Marginal Pinheiros

Um caminhão que carregava 23 toneladas de café tombou, na manhã desta terça-feira (22) e derrubou parte do muro do Jockey Club de São Paulo, na Marginal Pinheiros, sentido Interlagos. Ninguém se feriu.

Segundo informações iniciais, um caminhão teve uma pane elétrica e parou no meio da pista. Um segundo caminhão que vinha atrás tentou desviar do veículo, mas perdeu o controle e tombou sobre o muro do Jockey Club de São Paulo.

O caminhão que teve a pane elétrica foi retirado da pista. Já a carreta que tombou continua no local e só deve ser retirada com a ajuda de um guindaste.

Segundo os agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o veículo pesa mais de 20 toneladas e levava uma carga de 23 toneladas de café.

Por volta das 7h15, o trânsito era lento no local do acidente, acima da média para o horário.

Chuva alaga ruas da Grande São Paulo e capital tem trânsito recorde no ano

A chuva que atingiu a Grande São Paulo entre a madrugada e a manhã desta segunda-feira (4) provocou alagamentos, bloqueou vias e causou lentidão no trânsito. Só na capital, houve um total de 25 pontos alagados, 23 linhas de ônibus foram afetadas, e houve recorde de congestionamento no ano.

Trecho do corredor Norte-Sul, na capital, ficou completamente tomado pela água, o que também ocorreu em vias de São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Em Parelheiros, o terminal de ônibus ficou fechado porque a via de acesso estava intransitável. Na Marginal Tietê, faixas das pistas central e local foram fechadas nos dois sentidos, o que travou o trânsito no início da manhã.

ACOMPANHE O IMPACTO DA CHUVA EM TEMPO REAL

O índice de congestionamento recorde para o ano. Às 8h30, eram 182 quilômetros de lentidão nas ruas e avenidas de São Paulo. Às 9h, eram 198 quilômetros. A média para esse horário varia entre 93 e 147 quilômetros. O último recorde havia sido registrado no dia 1º de fevereiro, com 108 km às 10h.A capital entrou em estado de atenção para alagamentos na madrugada. Nas zonas Oeste, Sul e Sudeste, além da Marginal Pinheiros, o alerta foi emitido a partir de 1h58. Às 2h20 o alerta foi estendido para as demais áreas da cidade. O estado de atenção só terminou às 5h40.

Em Santos, no litoral, um temporal também provocou alagamentos e transtornos. No interior, houve estragos causados pela chuva também em Ribeirão Preto.

Corredor Norte-Sul

Na capital, no corredor Norte-Sul, uma das principais ligações dos bairros da Zona Norte com os da Zona Sul, houve bloqueio total no sentido Norte na região da Avenida Santos Dumont, no cruzamento com a Avenida do Estado.

Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) faziam desvios na Santos Dumont para quem pretendia seguir para a Marginal Tietê. Muitos carros, no entanto, acabaram desviando das ruas alagadas pegando o canteiro central.

São Caetano do Sul

Em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, próximo ao Córrego dos Meninos, que teve o seu nível elevado, vias ficaram tomadas pela água. Carros ficaram quase submersos.

Os pontos mais atingidos da cidade ficam na região da rua Bartolomeu Bueno da Silva e da Avenida Guido Aliberti. Passageiros não conseguiam pegar ônibus devido à interdição das ruas.

Terminal de Parelheiros fechado

Em Parelheiros, no extremo Sul da capital, o terminal de ônibus estava com o acesso bloqueado devido à alagamento na Avenida Sadamu Inoue, o que impedia os veículos de chegarem e saírem do local. Passageiros lotavam o terminal.

Um grande fila de ônibus se formou na via que leva ao acesso ao terminal. Às 7h, os veículos continuavam parados. Moradores da região entrevistados pelo Bom Dia SP que seguiam para o trabalho relataram estar voltando para casa por não conseguir pegar coletivo e sair da região.

Zona Norte

Na Zona Norte da capital, houve alagamento na Avenida Educador Paulo Freire, na altura do número 100. No início da manhã, os carros conseguiam passar somente por uma das faixas da via. O trânsito estava completamente parado para quem seguia dessa avenida à Marginal Tietê.

Os alagamentos nesta região também dificultaram o acesso à Rodovia Fernão Dias e à Rodovia Presidente Dutra.

Para quem seguia da Marginal Tietê à Ayrton Senna, houve interdição de uma faixa da pista local e outra da central, na altura da Ponte das Bandeiras.

Linhas de ônibus afetadas

Segundo a SPTrans, em razão dos alagamentos, a circulação dos ônibus municipais está prejudicada nas zonas Norte e Sul, nas avenidas Santos Dumont (ambos os sentidos), Teotônio Vilela (sentido Interlagos) e Sadamu Inoue (ambos os sentidos). Ao todo são 23 linhas afetadas.

Travessa Tim Maia, na Vila Madalena, ganha painel

SÃO PAULO – Onze artistas plásticos urbanos iniciaram, entre a última sexta e o domingo, uma intervenção artística na Travessa Tim Maia, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. Um trecho de 70 metros recebeu a primeira etapa da ação. A previsão é que o painel se estenda por todos os 220 metros da travessa. Então degradado, o local o local começou a ser revitalizado no fim do ano passado, reforma que incluiu a transformação de uma ladeira em uma escadaria em um trecho íngreme. A revitalização é feita pela incorporadora Idea!Zarvos.

MP quer que Prefeitura de SP pague multa de R$ 34 milhões por não criar programa para pontes e viadutos

A Prefeitura de São Paulo deveria ter criado, em 2007, um programa de manutenção de pontes e viadutos. O acordo, firmado com o Ministério Público (MP), não foi cumprido, e agora o município pode ter que pagar multa de mais de R$ 34 milhões. O Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado porque, na época, vistorias feitas pela Prefeitura e pelo Instituto de Engenharia identificaram que 50 pontes e viadutos necessitavam de intervenções, entre eles o que cedeu na semana passada, na Marginal Pinheiros. O TAC previa que a Prefeitura deveria entregar, em seis meses, um cronograma com inspeções rotineiras e periódicas. Todas essas informações deveriam estar disponíveis na internet. Além disso, no prazo de 10 anos, deveria realizar a manutenção estrutural das 50 pontes e viadutos em situações inadequadas. O combinado, porém, não foi cumprido. Por isso, a Promotoria de Habitação e Urbanismo informou que entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura. A multa prevista é de quase R$ 35 milhões e, segundo a Promotoria, já está em fase de execução.
Prefeito e engenheiros da Prefeitura vistoriam a obra de escoramento de viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros — Foto: Lívia Machado/G1
Relatório de 2014 Num relatório obtido com exclusividade pelo SP2, o MP aponta que o viaduto que cedeu estava na lista dos que deveriam ser recuperados. O documento é de 2014 e diz que o município não cumpria as obrigações assumidas no TAC havia seis anos. “Em nenhuma das últimas gestões municipais da cidade de São Paulo nós temos tido uma atenção devida com relação a esse tema, que é um tema extremamente grave”, disse o gestor de projetos da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio. “É um tema que tem a ver com a mobilidade, com a infraestrutura urbana da cidade, mas sem dúvida nenhuma tem a ver também com vidas e com a segurança da população.” O que dizem as antigas e a atual gestão da Prefeitura O TAC foi assinado na época do ex-prefeito Gilberto Kassab, do PSB, que informou que foram feitas intervenções nas pontes e viadutos com acompanhamento do Ministério Público. A gestão do ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, disse que fez monitoramento das pontes e viadutos e que atuou de forma preventiva recuperando as estruturas. A atual gestão, de Bruno Covas, doPSDB, disse que a Prefeitura foi multada porque a gestão anterior não cumpriu o TAC e que agora o município negocia um novo acordo propondo uma reversão da multa em obras de manutenção e recuperação de pontes e viadutos.