Vini Jr marca golaço e denuncia caso de racismo em Liga dos Campeões

O atacante Vinícius Júnior denunciou ter sido vítima de racismo na vitória de seu clube, o Real Madrid, da Espanha, sobre o Benfica, de Portugal, por 1 a 0, pelo mata-mata da Liga dos Campeões da Europa. O episódio ocorreu logo após o brasileiro marcar um golaço no Estádio da Luz, abrindo o marcador em Lisboa, capital portuguesa.

Aos quatro minutos do segundo tempo, Vini Jr recebeu do atacante Kylian Mbappé na esquerda e bateu da entrada da área. A bola fez um arco e acertou o ângulo do goleiro Anatoliy Trubin. O camisa 7 do Real Madrid festejou dançando em frente à bandeira de escanteio, próximo a torcedores do Benfica.

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Os jogadores do time português foram tirar satisfações com Vini Jr, que recebeu cartão amarelo do árbitro François Letexier. Quando a confusão parecia encerrada, o brasileiro se dirigiu ao juiz reclamando que foi chamado de “mono”, termo em espanhol para macaco. Ele tinha acabado de discutir com Gianluca Prestianni, do Benfica. As imagens da transmissão de TV mostraram que, em certo momento, o atacante argentino colocou a camisa em direção à boca.

Após a denúncia de Vini Jr, o juiz ergueu os braços em forma de “X”, acionando o protocolo antirracismo e interrompendo o jogo. A paralisação durou cerca de dez minutos e jogadores do Real Madrid cogitaram deixar o gramado, mas não houve punição e o duelo foi retomado. O brasileiro passou a ser vaiado pela torcida do Benfica em todo instante que encostava na bola.

O gol marcado nesta terça isolou Vini Jr como segundo jogador brasileiro que mais balançou as redes na Liga dos Campeões. Ele chegou a 31 gols, superando o ex-meia Kaká, que atuou por Real Madrid e Milan, da Itália. O líder da estatística é o atacante Neymar, que marcou 42 gols por Barcelona, da Espanha, e Paris Saint-Germain, da França.

Com o triunfo por 1 a 0, o Real Madrid tem a vantagem do empate no duelo de volta do confronto, que dá vaga às oitavas de final. As equipes se reencontram na quarta-feira da próxima semana (25), às 17h (horário de Brasília), no Santiago Bernabeu, em Madri, capital espanhola.

Mães ambulantes cobram pontos de apoio para crianças no carnaval

Ter algo gelado para beber no meio de um bloco de carnaval sob o sol escaldante na cidade do Rio de Janeiro pode ser um alívio. Os responsáveis por vender as bebidas em meio a multidões são os ambulantes, que circulam pela folia. 

Esses trabalhadores enfrentam condições precárias para se manterem horas sob o sol, longas jornadas e cuidar dos próprios filhos durante os dias de feriado. Sem escolas abertas e sem apoio de outros cuidadores, a solução de muitos é levar as crianças junto com o isopor.

 Ambulante Taís Epifânio com a filha de 4 anos. Foto: Movimento Elas por Elas

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Essa é a situação de Taís Aparecida Epifânio Lopes, de 34 anos. Ela mora na favela do Arará, na Zona Norte, e vai de ônibus, com bebidas e o carrinho para vender nos blocos da Zona Sul. Sua filha, de 4 anos, a acompanha. 

“Carnaval é quando a gente consegue ganhar mais dinheiro, é um evento grande, então, se eu não fizer isso, a gente não come, não bebe. E eu não posso deixá-la sozinha”, explicou. 

O filho mais velho, de 16 anos, fica em casa. “O que também me preocupa porque eu moro em comunidade”, disse, em função dos conflitos armados e do tráfico de drogas na região.

Lílian Conceição Santos não tem com quem deixar os filhos para trabalhar Foto: Agência Brasil

No centro da cidade, Lílian Conceição Santos, de 34 anos, também carrega os filhos perto de si. Ela passa o dia com três filhos e sobrinhos, entre 2 e 14 anos, dentro da barraca. “O carnaval ajuda demais nas contas, não posso deixar de vir”, diz. 

Ela vende biscoitos, balas e bebidas, enquanto as crianças, em colchões no chão, refrescadas por ventiladores, estão com os olhos vidrados no celular. De noite, voltam para casa com a avó, que de dia ajuda nas vendas. 

“Aqui é precário. O banheiro que a gente usa é o bueiro, toma banho com água da polícia [do posto] e comida é na panela elétrica”, contou.

Apoio

O carnaval, que deve movimentar R$ 5,8 bilhões na economia do Rio, representa o maior faturamento do ano para os ambulantes e é considerado o décimo terceiro salário. Por isso, o esforço é necessário, de acordo com o Movimento de Mulheres Ambulantes Elas por Elas Providência. 

Espaço de colhimento aos filhos de ambulantes no Carnaval. oto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em busca de melhores condições para atuar, elas cobram apoio do poder público, com a instalação de espaços de convivência para os pequenos e para elas descansarem, de dia e de noite, em áreas centrais e, perto dos grandes blocos.

Neste carnaval, o Elas por Elas, em uma articulação com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), conseguiu, com a 1ª Vara da Infância e da Juventude e a prefeitura, um espaço para deixar as crianças de noite, mas somente nas noites de desfiles.

No local, as crianças de 4 a 12 anos fazem atividades lúdicas, descansam, tomam banho, recebem refeições e dormem com mais conforto enquanto os pais e mães fazem as vendas na rua. A unidade, que funciona entre 18h e 6h, recebe cerca de 20 crianças por noite.

Taís chegou a deixar sua filha no centro no primeiro dia, sábado (14), e contou que foi um alívio grande.

“Minha filha gostou, eu também entrei e achei um espaço super bacana, a minha filha, quando acordou, me contou que brincou, viu televisão, tinha cama, coisas que na rua, a gente não tem como dar”, disse a ambulante. “Estamos na luta para tentar ampliar o horário para atender as mães que trabalham de manhã”, completou.

Luna Cristina e o filho Eduardo Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Vendendo churrasquinho quase em frente ao espaço das crianças, Luna Cristina Vitória, de 26 anos, também deixou os dois filhos, de 5 e 9 anos, lá, nos últimos dias. Ela mora na zona oeste e tem uma barraca próxima ao sambódromo. Os pais dela ajudam nas vendas e a solução foi aderir ao projeto. 

“Eles dão todo o suporte lá, as crianças jantam, tomam banho, dormem, saem umas 5h20, quando a gente já consegue pegar e levar para casa”, contou Luna. O seu filho, Eduardo Vitor Nunes Silva, de 9 anos, aprova. “Eu gosto mais de ficar no espaço que dá para desenhar”, disse ele, sobre a experiência domingo (15). 

Na segunda-feira (16), ele retornou para a família poder trabalhar. “Lá a gente come, brinca, dorme, tem uma televisão, é mais confortável”, completou.

Lílian Conceição, que trabalha no Largo da Carioca, gostaria que a prefeitura disponibilizasse esse tipo de serviço mais perto de onde está. “Lá na Sapucaí, é muito longe para mim. Mas se tivesse aqui, eu botava, porque senão, é só telefone (tela)”, lamentou.

Na avaliação das mães ambulantes, elas prestam um serviço ao carnaval carioca e recebem pouco apoio em troca. “Estamos falando de direitos nossos, como trabalhadoras, e das crianças”, disse Caroline Alves da Silva, umas das lideranças do Movimento Elas por Elas.

“No entanto, somos invisíveis. Faltam desde políticas públicas a itens básicos de proteção, como guarda-sol, blusa UV e chapéu”. Para ela, o lucro com o carnaval deveria prever benefícios para quem entrega os produtos ao público final. 

 Caroline Alves da Silva, umas das lideranças do Movimento Elas por Elas Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“A grande maioria das ambulantes no carnaval são mulheres negras, mães solo, que dormem embaixo de marquises”, disse Caroline.

“A gente faz parte [da economia do carnaval], a gente carrega cerveja, carrega carrinho pesado debaixo do Sol, nos blocos, na Sapucaí, mas somos invisíveis”. O movimento cobra mais diálogo sobre a organização do carnaval e a instalação dos pontos de apoio para elas e as crianças.

O vereador Leniel Borel (PP), publicou vídeos em suas redes sociais mostrando crianças e adolescentes trabalhando ou junto aos pais ambulantes à noite. Ele alerta também para abordagens de pedófilos e desaparecimentos. Nas imagens, conversa com os pais e cobra atuação da prefeitura. 

Ações de prevenção

A Secretaria Municipal de Assistência Social diz que faz ações permanentes e no carnaval com foco na prevenção de situações como o trabalho infantil, mas não deu detalhes. E destacou o espaço de convivência perto da Sapucaí.

“As nossas equipes circulam nos arredores da Sapucaí e oferecem o serviço, sempre que identificam a necessidade”, explicou a secretária Martha Rocha, em nota. “Os próprios ambulantes podem procurar os nossos profissionais, identificados com colete da SMAS, ou levar seus filhos e suas filhas direto ao espaço”, diz. 

O centro fica no Espaço de Desenvolvimento Infantil Rachel de Queiroz, em frente ao Edifício Balança Mas Não Cai.

Para aliviar o desgaste nos dias de trabalho, o Elas por Elas assegurou que as ambulantes fossem incluídas, este ano, no Centro do Catador, perto da Sapucaí e a 15 minutos a pé do centro das crianças. 

“Não adianta a gente deixar os filhos dentro de um espaço seguro e ir dormir embaixo de marquise”, disse Caroline. “Tem algumas mulheres que trabalham no entorno da Sapucaí, mas, outras, só em bloco e dormem na rua”.

No Centro do Catador, que fica na Rua Viscondessa de Pirassununga, as ambulantes podem descansar, beber água, fazer refeições, tomar banho e pernoitar. 

Casa do Catador ampliou o atendimento aos ambulantes Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Casa do Catador é uma iniciativa inédita da Secretaria Municipal de Ambiente e Clima pensada para atender catadores de material reciclável. Muitos são oriundos de municípios da baixada fluminense e trabalham no sambódromo. No local, o atendimento às ambulantes foi ampliado com apoio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

A presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da casa, deputada Dani Monteiro (PSol), sabe da limitação do espaço, longe dos blocos. Mas disse que, mesmo assim, há um reconhecimento do papel das trabalhadoras no carnaval. 

“Garantir água, cuidado e um espaço digno é reconhecer que direitos humanos também são renda, saúde e respeito para quem mantém a cidade de pé no dia a dia e nas grandes festas”, disse, em nota. 

A prefeitura não comentou as críticas sobre o fornecimento de equipamentos de proteção aos ambulantes e a necessidade de ampliação do horário do centro de convivência para as crianças.

Em 2026, a prefeitura limitou o credenciamento a 15 mil ambulantes, embora cerca de 50 mil tenham se cadastrado. Nas contas do movimento, é esse o número de trabalhadores pelas ruas.

Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo pela 13ª vez

A Mocidade Alegre é a nova campeã do Carnaval de São Paulo. A apuração dos votos dos jurados aconteceu nesta tarde de terça-feira (17) e a vitória veio após uma disputa acirrada contra a Gaviões da Fiel e a Dragões da Real.

A pontuação da campeã foi de 269.8 pontos. A Gaviões, vice-campeã, ficou com 269.7 pontos. A Dragões, terceira colocada, teve 269.6 pontos.

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A Mocidade Alegre desfilou no Sambódromo do Anhembi na segunda noite com o samba-enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra” destacou o papel da atriz Léa Garcia pela igualdade racial no país e sua trajetória como militante e liderança a partir do teatro e do cinema. Ela morreu em 2023, aos 90 anos de idade.

O desfile da Mocidade no Sambódromo do Anhembi fez referência a alguns dos principais trabalhos de Léa, como a a novela clássica Escrava Isaura, lançada pela Globo em 1976. Também foram citadas outras obras com a participação da atriz no cinema, como o filme Orfeu Negro, de 1959.

Com esta conquista, a Mocidade Alegre chega ao seu 13º título do carnaval de São Paulo. O último título da escola havia sido em 2024.

A Rosas de Ouro, campeã do Carnaval paulista de 2025, foi rebaixada. A escola foi penalizada e entrou no Sambódromo com meio ponto a menos. A Rosas conseguiu apenas 268,4 pontos, o que a levou para o Grupo de Acesso. A Águia de Ouro, com 268,2 pontos, também foi rebaixada.

A Acadêmicos do Tucuruvi, campeã do Grupo de Acesso deste ano, estará do Grupo Especial em 2027.

A Pérola Negra também sobe para o Grupo Especial. A escola terminou empatada com a Mancha Verde, ambas com 269,4 pontos, mas a Pérola levou a melhor no critério de desempate.

Corpo de terceira vítima de naufrágio no Rio Amazonas é enterrado

O corpo da terceira vítima do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV foi enterrado nesta terça-feira (17) em Manaus. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas continua as bucas por cinco desaparecidos da tragédia, ocorrida na sexta-feira (13) no Encontro das Águas, confluência entre os Rios Negro e Solimões.

Localizado na segunda-feira (16) a três quilômetros do naufrágio, o corpo do cantor gospel Fernando Grandêz, 39 anos, foi reconhecido por parentes no Instituto Médico Legal de Manaus. O vice-prefeito de Nova Olinda do Norte (AM), Cristian Martins, confirmou a identidade por meio das redes sociais.

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Com a confirmação, sobe para três o número de mortos no acidente. As outras vítimas são uma criança de três anos e uma jovem de 22 anos.

Força-tarefa

O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 de sexta-feira (13), quando a lancha rápida saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte. Ao todo, 71 passageiros foram resgatados com vida.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros trabalhava com sete desaparecidos. Após revisão das informações, o número foi atualizado para cinco pessoas ainda não localizadas.

A operação de buscas é considerada complexa por causa das características do Encontro das Águas, onde a diferença de temperatura, densidade e força das correntes entre os Rios Negro e Solimões dificulta o trabalho de mergulho e varredura.

Segundo o comando do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 88 pessoas participam da ação, incluindo 25 mergulhadores, com apoio de 15 embarcações, drones, helicóptero e três sonares. Equipes de Itacoatiara e Parintins também foram mobilizadas, e as buscas já ultrapassaram 120 quilômetros rio abaixo.

O comandante-geral da corporação, coronel Muniz, classificou a ocorrência como de “alto grau de complexidade”, citando fatores hidrodinâmicos e profundidade elevada no local do acidente como entraves para a localização das vítimas.

Investigação

A Polícia Civil do Amazonas informou que o piloto da embarcação foi preso em flagrante por homicídio culposo. Ele pagou fiança e responderá ao processo em liberdade. O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

Relatos de sobreviventes indicam que o condutor navegava em alta velocidade, e que os passageiros o teriam alertado sobre o banzeiro, ondas turbulentas comuns na região, pouco antes do naufrágio.

* com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e da TV Encontro das Águas, da Rede Nacional de Comunicação Pública

Quizomba leva ao Aterro do Flamengo conscientização sobre ecologia

O Bloco Quizomba arrastou uma multidão nesta terça-feira (17) de carnaval no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, com os temas Verde que te Quero Ver e o combate ao feminicídio.

O fundador e mestre de bateria André Schmidt explicou que o bloco quer conscientizar sobre a ecologia e recuperação dos biomas. 

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“Nossa ideia é de levar para a avenida a necessidade de pensar o futuro do planeta”, disse.

Schmidt acrescenta que o outro tema é em parceria com o Levante Mulheres Vivas, que é contra a violência contra as mulheres e o feminicídio. 

“O carnaval é um teatro a céu aberto e como todo teatro a gente tem momentos de reflexão, ainda mais aqui no Brasil que o feminicídio só aumenta. Nós, homens, temos que nos conscientizar, temos que falar com outros homens, que têm que apoiar a pauta feminista”, ressaltou.

Dados do sistema judiciário mostram que, em 2025, a Justiça brasileira julgou em média 42 casos de feminicídio por dia, totalizando 15.453 julgamentos, uma alta de 17% em relação ao ano anterior.  

No mesmo período, foram concedidas 621.202 medidas protetivas, o equivalente a 70 medidas por hora, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Bateria do Bloco Quizomba durante desfile no Aterro do Flamengo – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A bateria com 160 integrantes é formada por alunos da oficina de percussão do Quizomba que acontece no Circo Voador. “O Quizomba é um bloco plural. Fomos um dos precursores da revitalização do carnaval carioca. A gente traz samba, axé, marchinha, samba reggae, rock, pop rock”, disse Schmidt.

Criado em 2001 no Rio de Janeiro a partir de uma oficina de percussão, o Quizomba nasceu da reunião de amigos com o objetivo de criar um bloco que levasse às ruas a diversidade musical brasileira em forma de festa.

A publicitária Patricia Lima toca tamborim. Ela conta que conheceu o bloco como foliã. “Eu me apaixonei pelo bloco e resolvi fazer a oficina há três anos. O que me atraiu foi o repertório com MPB, samba enredo, rock. É muito diversificado”. 

A professora Andreia Martins veio de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro para participar do bloco. É a primeira vez que passa o carnaval na cidade. 

“Tenho um amigo no bloco que toca surdo. Acho importante o grupo que toca tambor porque reforça nossa ancestralidade. Achei importante o tema da natureza, que está pedindo socorro. Tudo que faça uma ode à preservação ambiental é muito importante”, disse.

Bobsled: Brasil garante melhor resultado no trenó para dois atletas

A participação do Brasil nas disputas do trenó para dois atletas do bobsled (o chamado “2-men”) chegou ao fim nesta terça-feira (17) nos Jogos de Milão e Cortina, na Itália.

A dupla formada pelo baiano Edson Bindilatti e o paulista Luís Bacca terminou em 24º lugar, melhor colocação do país na prova em uma Olimpíada de Inverno.

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O resultado supera em três posições o dos Jogos de Pequim, na China, em 2022, quando Bindilatti desceu a pista de gelo acompanhado pelo também paulista Edson Martins. Quatro anos antes, em PyeongChang, na Coreia do Sul, a dupla de xarás ficou em 29º lugar na estreia brasileira em disputa olímpica do 2-men.

Os brasileiros realizaram três descidas, sendo duas na segunda-feira (16) e uma nesta terça-feira. Para terem direito a uma quarta tentativa, eles teriam de finalizar a terceira entre os 20 melhores.

Eles melhoraram a marca em relação ao primeiro dia, mas ainda ficaram a 1s29 da dupla Martin Kranz e David Tschofen, do Liechtenstein, 20ª colocada, na somatória dos tempos.

O Brasil ainda tem pela frente o 4-men, que é a categoria do bobsled para quatro atletas e principal prova da equipe verde e amarela. Além dos integrantes do 2-men, compõem o quarteto o paulista Davidson de Souza, o Boka, e o carioca Rafael Souza. Este último, assim como Bindilatti, ajudou o trenó brasileiro a conquistar o 20º lugar em Pequim.

O quarteto inicia os treinos oficiais nesta quarta-feira (18). As duas primeiras descidas ocorrem sábado (21), a partir de 6h (horário de Brasília). As duas últimas no domingo (22), no mesmo horário. A disputa marca a aposentadoria de Bindilatti, piloto do trenó brasileiro, que participa, em Milão-Cortina, da sexta Olimpíada de Inverno da carreira.

Calango Careta ocupa Brasília com alegorias, orquestra e arte circense

Um calango gigante saiu em cortejo, no fim da manhã desta terça-feira (17), ocupando a Asa Norte, bairro do centro de Brasília. A alegoria do animal típico do Cerrado – em verde, amarelo e vermelho – é a autêntica marca do bloco de Carnaval Calango Careta, desde 2015.

Diferentemente dos grandes blocos do Distrito Federal, que ficam em áreas isoladas como o Eixo Monumental e o Museu da República, o calango erguido e articulado por bambus, nos moldes do dragão do bloco de Olinda (PE) Eu Acho é Pouco, serpenteia para fazer um “carnaval de vizinhança”, ao lado de prédios residenciais. A regra é a coletividade.

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A analista de sistemas Ana Bastos há 19 anos reside em Brasília e trouxe a filha Helena Louzada, de 16 anos, para aproveitar a festa.

A recifense confirma que a capital federal não deixa a desejar na hora da folia, mesmo que em uma escala menor, se comparada à de sua terra natal. “Os bloquinhos são uma delícia, há animação e tranquilidade.” 

Brasília (DF), 17/02/2026 – Carnaval de rua do Bloco Calango Careta. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Mensagens

Para comunicar a preservação do Cerrado, o bicho é acompanhado por um enorme boneco de saruê, que muitas vezes é hostilizado por se parecer com um roedor.

Abaixo da estrutura, o bonequeiro voluntário, o educador social Gabriel Ballarini diz que adora dar vida à alegoria.

Brasília (DF), 17/02/2026 – Gabriel Ballarini veste fantasia de saruê. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“Basicamente, tenho que acenar para a galera e pular. Pesa um pouco, tem uns quatro quilos. Mas, estou me sentindo muito orgulhoso hoje.”

O bonecão desta espécie de gambá fez sucesso com o pequeno Rui, de 1 ano e quatro meses. Os pais dele escolheram fantasiá-lo de outro animal bastante recorrente no bioma, a capivara.

Pedro Tarcísio, que trabalha com design de produtos, conta que o filho ama a percussão e é influenciado pela mãe, uma musicista.

Brasília (DF), 17/02/2026 – Pedro Tarcísio e o filho curtem o Calango Careta. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“Este é o nosso bloco favorito. Mostrar os instrumentos, os animais o deixam muito apaixonado por tudo isso.”

Estética

A estética do bloco é marcada por uma mescla de cultura popular e psicodelia das roupas de artistas com grandes asas, apeados em pernas de pau, acompanhados de palhaços, acrobatas mascarados e outros circenses que mostram a direção do cortejo ao público.

Apoiadora do grupo há um ano, Vanessa Cândida Rezende veio para o gramado munida de girassóis e um regador que despeja glitter em outros foliões.

“Tenho glitter no corpo, em casa, em todos os cantos. Essa é a alegria do carnaval que levaremos para o resto do ano e, por isso, estou aqui regando um jardim de glitter.”

Brasília (DF), 17/02/2026 – Vanessa Cândido levou um regador de glitter. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Se em 2025, as homenagens à atriz Fernanda Torres, pelo filme Ainda Estou Aqui, se multiplicaram Brasil afora, em 2026, a esperança de uma nova estatueta do Oscar está registrada nas fantasias que remetem à outra produção brasileira: O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho.

Inspiração que pautou um casal presente ao Calango: a jornalista Ana Chalub e o músico Luiz Bragança.

A jornalista estava fantasiada de Dona Sebastiana, interpretada pela atriz potiguar Tânia Maria, de 79 anos, com o plus de ter um cigarrinho fake sempre à mão. Ana Chalub explica que mirou nas cenas de carnaval do filme.

“O início já ocorre em um dia de carnaval e a gente achou que tinha tudo a ver com o momento político e por ser super favorável ao filme. Para a preparação da personagem, tive até que aprender a colocar bobs no cabelo curtinho.”

Brasília (DF), 17/02/2026 – Casal se inspirou no filme O Agente Secreto. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Já Luiz Bragança apostou na fantasia de orelhão, retratado tantas vezes nas ruas do Recife e de Brasília da década de 1970. A irreverência ganhou corpo com pedaços de boia do tipo espaguete e fita crepe. 

“O carnaval é o espaço de tempo para a gente tentar outras possiblidades e fazer algo que não está no nosso dia a dia. É o momento de celebrar a nossa cultura, nossa música”, festejou.

Sonoridade pede passagem

Sob as copas das árvores, o Calango tem fanfarra própria. Ali, é a Orquestra Camaleônica quem ditou o ritmo bem marcado pelo sopro dos trompetes, trombones, saxofones e potente percussão.

No repertório, muito ciranda, frevo, maracatu e hits da música popular brasileira (MPB). A canção Lucro, do grupo BaianaSystem, e Frevo Mulher, de Zé Ramalho, já viraram clássicos ecoados pelos foliões aos pulos.

Não há cordas ou abadás. A interação é bem próxima entre músicos e público, como a da estudante Mariana Junqueira Marini, de 15 anos, fantasiada de uma personagem do desenho Backyardigans.

Brasília (DF), 17/02/2026 – As amigas Mariana Junqueira (e), Isis Rocha (c) e Helena de Aragão (e) participam do carnaval de rua. Foto:  Joédson Alves/Agência Brasil

“Minha mãe sempre me levou para o carnaval, mas eu não curtia muito. Agora, gosto mais porque venho com minhas amigas.”

Amiga que não economizou na tinta azul para ficar parecida com o personagem de infância, como conta Isis Frank Rocha, de 16 anos.

“Minha mãe ajudou a me pintar. Eu gosto de brincar no carnaval, de ser engraçada. Não é só para ficar bonita.”

Vibração sem idade

O Calango Careta mistura no mesmo espaço crianças pequenas, jovens e idosos.

Pela primeira vez, a performance do grupo fisgou a fisioterapeuta Gabriela Barcellos, grávida de 8 meses de Henrique. Os planos dela são de criar o filho curtindo o carnaval, ao lado da enteada de 6 anos, que vai ao bloco interessada em jogar espuma e confetes para cima.

Brasília (DF), 17/02/2026 – Gabriela Barcellos participa do Bloco Calango Careta. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“Aqui em Brasília, a cultura do carnaval tem aumentado bastante.”

Há anos, quem vem guiada pelo estandarte colorido do Calango é a aposentada Mara Carvalho. Aos 75 anos, ela trouxe para mais um carnaval a filha, o genro e o neto. A missão é perpetuar a tradição.

“Desde pequenininha, eu gosto muito de carnaval. Minha mãe, minha irmã, meu irmão, todo mundo brincava.”

Brasília (DF), 17/02/2026 – Mara Carvalho levou a família para manter a tradição de carnaval. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

 

A folia da dona Mara não terminou no Calango Careta. Nesta terça-feira, ela promete emendar pelas ruas de Brasília outro bloco, o Pacotão, famoso pela sátira política.

Calango Careta

Desde 2015, é tradição que o local de saída do Calango Careta às ruas seja divulgado horas antes do cortejo, para criar expectativa.

O Calango Careta também inspirou até fábulas escolares locais, como A Fábula do Calango Careta ou a Folia de Mil Dias, usada em escolas da Asa Norte para ensinar sobre cultura popular, pertencimento e ocupação pública.

Na sexta-feira (20), será exibido em sessão única no Cine Brasília o documentário Calango Careta: 10 Anos de Eterno Carnaval, que conta a história de um grupo de amigos que construiu um calango gigante para brincar o carnaval nas ruas de Brasília e se tornou um dos ícones da cidade. O bloco que virou movimento, a brincadeira que virou tradição.

 

>> Veja as imagens do Calango Careta

 

Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski vencem mais uma no WTA de Dubai

A parceria entre a paulista Luísa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski segue na briga pelo título de duplas femininas do WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Após se classificarem às quartas de final nesta terça-feira (17), elas aguardam a organização do torneio conformar a data e o horário da partida contra a mexicana Giulia Olmos e a estadunidense Jessica Pegula.

Número 14 do ranking de duplistas da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), Luisa e Dabrowski (10ª) precisaram de uma hora e nove minutos para derrotarem a parceria da tcheca Marie Bouzkova (89ª) com a indonésia Janice Tjen (57ª) por 2 sets a 1.

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Após fazerem 6/1 no primeiro set e perderem o segundo por 6/3, elas tiveram que disputar o super tie-break, um desempate no qual vence quem chegar a dez pontos, comum em partidas entre duplas. Com um jogo sólido, a brasileira e a canadense ganharam por 10 a 3 e se classificaram.

“Ótimo jogo, mais uma vitória, primeiro super tie-break do ano, super feliz de seguir adiante. Aqui [Dubai], as condições são bem rápidas e com esse sistema de placar sabemos que o jogo pode mudar rápido”, disse Luisa, em comunicado à imprensa.

Olmos (49ª) e Pegula (5ª do mundo em simples, 204ª em duplas), adversárias das quartas de final, alcançaram um grande resultado nas oitavas. Na segunda-feira (16), elas venceram, em dois sets (duplo 6/3), a parceria campeã do Aberto da Austrália, o principal torneio do início de temporada, formada pela chinesa Shuai Zhang (12ª) e a belga Elise Mertens, melhor duplista do ranking atualmente.

Se passarem por Olmos e Pegula, Luisa e Dabrowski podem ter pela frente a dupla que as eliminou das duas últimas competições, entre elas o Aberto da Austrália. Para isso, a parceria da cazaque Anna Danilina (7ª) e a sérvia Aleksandra Krunic (11ª) têm de vencer a formada pela indiana Rutuja Bhosale (142º) e a tailandesa Peangtarn Plipuech (128º), em confronto previsto para quarta-feira (18), ainda sem horário.

Os torneios nível WTA 1000 são os principais do circuito regular. Considerando o ano como um todo, este tipo de competição fica atrás somente dos quatro Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

Duelo entre João Fonseca e Thiago Monteiro agita noite do Rio Open

A partida entre o carioca João Fonseca e o cearense Thiago Monteiro, que abre a programação noturna desta terça-feira (17) no Rio Open, ganhou novo peso. Quem vencer o duelo na Quadra Guga Kuerten do Jockey Club Brasileiro, previsto para começar às 19h (horário de Brasília), pode terminar o dia como o único representante brasileiro no torneio de simples.

O confronto opõe gerações. Principal nome do país na atualidade, João tem 19 anos e é o número 38 do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Thiago, 31 anos, aparece na posição 208 da lista, mas já ocupou o 61º lugar em 2022 e, por anos, foi o brasileiro mais bem colocado.

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Ambos já estiveram em ação neste Rio Open. O cearense precisou disputar dois jogos do qualifying (fase preliminar que reúne atletas de menor colocação no ranking) para chegar à chave principal. Já o carioca competiu no torneio de duplas ao lado do mineiro Marcelo Melo. Eles estrearam com vitória, na segunda-feira (16), sobre o argentino Ramón Burruchaga e o italiano Andrea Pellegrino.

Na sequência do jogo entre João e Thiago, será a vez do jovem Luís Guto Miguel estar em quadra. O goiano de apenas 16 anos, terceiro do mundo entre os juvenis e número 1.593 do ranking da ATP, pega o lituano Vilius Gaubas (126º). É a primeira vez que ele participa de uma competição nível 500, terceiro em importância no circuito da ATP, atrás apenas dos eventos de nível 1000 e dos Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

Tríplice tropeço

O Brasil iniciou o Rio Open com seis atletas na chave principal. Três deles foram eliminados na segunda-feira (16), embora nenhum fosse favorito. O paulista Gustavo Heide (258º) não resistiu ao tcheco Vit Kopriva (87º) e perdeu por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 7/6 (7-5), em 1 hora e 49 minutos de jogo.

“Óbvio que ficou um gostinho amargo, eu sei que dava para jogar o terceiro set, mas é o tênis, faz parte. Foi minha primeira partida no saibro esse ano”, comentou Heide, ao site do Rio Open.

O pernambucano João Lucas Reis (207º) enfrentou o alemão Yannick Hanfmann (90º), fez jogo duro contra um adversário mais de 100 posições a frente no ranking, mas perdeu por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7-3) e 6/4, em 1 hora e 57 minutos.

“Acho que foi um jogo bom, bem duro desde o início, onde os dois tiveram que atingir o máximo de esforço, acho que físico e mental também. Foi um detalhe que acabou escapando no final”, avaliou João Lucas, também à comunicação oficial do torneio.

Quem esteve próximo de uma classificação heroica foi Igor Marcondes (348º). O paulista enfrentou o peruano Ignácio Buse (91º), que está 257 posições acima no ranking. Apesar de vencer o primeiro set, ele sofreu a virada e perdeu por 2 a 1, parciais de 6/4, 5/7 e 4/6, em 2 horas e 48 minutos de jogo.

“A princípio, achava que ele [Igor] iria ganhar. Estava jogando melhor do que eu. Pouco a pouco, fui encontrando meu nível. Estou muito feliz porque ele estava jogando em um grande nível e o desejo o melhor, porque realmente o nível que demonstrou está para coisas grandes”, elogiou Buse, que aguarda, nas oitavas de final, o vencedor do confronto entre João e Thiago, ao site do evento.

Mais Brasil

A noite desta terça-feira ainda terá brasileiros competindo nas duplas. Os paulistas Felipe Meligeni Alves (441º) e Marcelo Zormann (153º) encaram a parceria do belga Sander Gillé (66º) com o holandês Sem Verbeek (61º) no terceiro e último jogo da Quadra 2 do Jockey Club, que fica na Gávea, zona norte do Rio de Janeiro. A expectativa é que a partida inicie por volta das 19h.

Resgates no mar do RJ passam de mil. Veja orientações de segurança

Mais de mil pessoas foram resgatadas por salva-vidas desde sexta-feira (13) nas praias do estado do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiro reforçou o efetivo de agentes em todo o litoral, já que o número de banhistas aumenta significativamente no período do carnaval.

Além disso, desde o início do verão, boa parte dos salva-vidas estão trabalhando em postos móveis, que podem ser reposicionados em pontos diversos nas praias, conforme o fluxo de banhistas e as mudanças nas condições do mar. Os agentes também contam com o auxílio de drones com alta resolução e câmeras térmicas, para facilitar a localização de pessoas em situação de emergência.

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De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, para o banho de mar seguro é preciso que a população observe as bandeiras que indicam o nível de perigo do local. O ideal é mergulhar apenas nas praias com bandeira verde e perto de algum posto de salva-vidas.

“Em geral, a bandeira vermelha é um local onde nós temos uma vala, uma corrente de retorno na frente. Jamais mergulhar nesses locais. Se você for surpreendido por uma corrente de retorno, a recomendação principal é buscar nadar para os lados, até você conseguir voltar para a parte rasa da praia com a força das ondas. Se você não souber nadar, a orientação é acenar com os braços, porque os nossos guarda-vidas são treinados para identificar esse sinal e promover o seu socorro mais rápido possível”

O tenente-coronel também lembrou que o perigo aumenta à noite e com a ingestão de álcool:

“Álcool e mergulho não combinam. O nosso equilíbrio e o nosso reflexo ficam muito prejudicados e a chance de afogamento é muito grande. O banho noturno não recomendado em nenhum local do mundo. A visibilidade fica muito reduzida e as chances de afogamento aumentam muito.”

Contreiras também alertou para os riscos das áreas com pedras e encostas. O mergulho a partir desses locais pode causar lesões e levar ao afogamento, mas mesmo pessoas que estejam próximas à beirada por pouco tempo, para tirar uma foto, por exemplo, podem sofrer uma queda ou serem arrastadas pelas ondas.

Aos 106 anos, morre Luiz Bangbala, ogan mais antigo do Brasil

O corpo de Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, será sepultado na tarde desta terça-feira (17), no Cemitério Jardim Mesquita, na Baixada Fluminense.

Ele morreu na noite do último domingo (15), no Rio de Janeiro, aos 106 anos e com mais de oito décadas exercendo função no candomblé. 

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O religioso estava internado desde o dia 31 de janeiro no Hospital Municipal Salgado Filho, por causa de uma infecção nos rins. O falecimento foi comunicado nas redes sociais pela esposa, Maria Moreira. 

“Hoje o candomblé perdeu uma das figuras mais importantes, o Comendador Ogan Bangbala, o mais velho ogan do Brasil, o mestre dos mestres. Meu coração sangra de tanta dor, vá em paz meu amor, meu orgulho, meu mestre”, escreveu a viúva.

Bangbala nasceu como Luiz Ângelo da Silva, em 21 de junho de 1919, em Salvador (BA), e lá foi iniciado no Candomblé e passou a exercer a função de ogan, pessoa responsável por tocar os atabaques e comandar o ritmo das cerimônias de recepção dos orixás. Ainda jovem se mudou para a cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde viveu até sua morte.

O ogan também foi um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy no Rio de Janeiro, e gravou dezenas de álbuns de cânticos de candomblé em língua iorubá. Em 2014, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República. Bangbala também já foi homenageado pela escola de samba Unidos do Cabuçu, em 2020, e tema de uma exposição organizada pelo Centro Cultural Correios, em 2024.

O babalorixá Ivanir dos Santos definiu o ogan como “o grande griot das nossas tradições, não só dos ritos dos orixás, mas também dos ritos fúnebres”. O termo “griot” designa as pessoas que guardam as memórias dos povos africanos.

“Ele nos deixou, mas vai sempre continuar presente aos nossos afazeres, no dia-a-dia dessas práticas. Agora ele também é um ancestral nosso. Que continua nos iluminando e sendo presente nas nossas ações dentro das casas de candomblé, dos blocos afros, dentro dessa cultura tão vasta que marca a identidade do povo afro-brasileiro”, complementou Santos.

Acidente entre van e caminhão em Planaltina deixa cinco mortos

Onze pessoas ficaram feridas e outras cinco morreram após a colisão de uma van na traseira de um caminhão, no km 52 da BR-020, em Planaltina, perto da divisa entre o Distrito Federal e Formosa (GO), por volta das 4h50 desta terça-feira (17). A van estava vindo de Santa Rita de Cássia (BA) para Brasília.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a van transportava 16 ocupantes. A carreta trafegava pela faixa da direita e o motorista do caminhão não se feriu. O teste de alcoolemia feito pela PRF deu negativo. 

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“Os feridos foram socorridos e encaminhados a unidades de saúde da região. O condutor da carreta foi levado à 16ª Delegacia de Polícia Civil, em Planaltina (DF), para prestar esclarecimentos”, informou a PRF.


De acordo com a PRF, as ações da Operação Carnaval continuam até quarta-feira (18), com reforço no efetivo e presença ostensiva de equipes em todas as rodovias federais do Distrito Federal e Entorno.

“O objetivo é intensificar a fiscalização e preservar vidas durante o feriado prolongado”.

Receita admite acesso indevido a dados de ministros do STF e parentes

A Receita Federal do Brasil admitiu nesta terça-feira (17) que houve desvios no acesso a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A manifestação ocorreu após operação da Polícia Federal (PF) que investiga o vazamento de informações sigilosas de integrantes da Corte e seus parentes.

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Não houve prisões, mas a Justiça determinou medidas cautelares como afastamento de função pública, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país e cancelamento de passaportes.

Auditoria

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Em nota, a Receita afirmou que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”. O órgão informou que, em 12 de janeiro, o STF pediu auditoria em seus sistemas para identificar acessos indevidos a dados de ministros, parentes e outras autoridades nos últimos três anos.

Segundo o Fisco, a Corregedoria já havia instaurado procedimento investigatório próprio no dia anterior, com base em notícias divulgadas pela imprensa. A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, segue em andamento, e desvios já identificados foram comunicados ao relator do caso no Supremo.

“A Receita Federal dispõe de sistemas totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”, informou o órgão.

As investigações apontam que o sigilo fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, teria sido quebrado indevidamente. Também foi identificado acesso não autorizado à declaração de Imposto de Renda do filho de outro ministro da Corte.

O caso tramita no Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, sob relatoria de Moraes.

Controles reforçados

A Receita destacou ainda que, desde 2023, ampliou os mecanismos de controle de acesso a dados fiscais, com restrição de perfis e reforço em sistemas de alerta. No período, foram concluídos sete processos disciplinares, que resultaram em três demissões e sanções administrativas aos demais envolvidos.

O órgão afirmou que manterá o mesmo rigor na apuração do episódio e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

Veja dicas para proteger seu celular de golpes virtuais no carnaval

Blocos lotados, turistas distraídos e alto volume de transações fazem do carnaval um dos períodos que exigem mais cuidado com o uso do celular. Mesmo nos casos sem furto ou roubo, o aparelho tornou-se a principal porta de entrada para criminosos acessarem aplicativos bancários e esvaziarem contas em poucos minutos.

Embora a maior parte dos golpes financeiros no carnaval ocorra de forma presencial, como maquininhas adulteradas de cartão, o celular tem se tornado cada vez mais uma porta de entrada para fraudes e golpes durante a folia. 

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As fraudes não acontecem apenas nos casos de furto ou roubo físico do aparelho. Redes wi-fi falsas e golpes por engenharia social, quando o criminoso manipula emocionalmente a vítima para obter senhas e dados pessoais, resultam em prejuízo, com os estelionatários invadindo os aparelhos. 

Diretor de Tecnologia (CTO) da empresa Certta, empresa que unifica soluções antifraude em uma única plataforma, José Oliveira explica que eventos de grande porte criam o ambiente ideal para golpes.

“Há quebra de rotina, decisões rápidas e um senso de urgência que inibe a reflexão. É exatamente isso que o fraudador explora”, afirma.

Por que o risco aumenta no carnaval?

Oliveira aponta três fatores principais:

  • Alta concentração de pessoas: facilita furtos e camufla criminosos;
  • Quebra de rotina: transações fora do padrão dificultam alertas automáticos;
  • Decisões emocionais: pressa e distração reduzem a atenção aos detalhes.

Por que o celular é o principal alvo?

Oliveira ressalta que o smartphone concentra aplicativos bancários, carteiras digitais, redes sociais e e-mails, tudo o que o criminoso precisa para acessar a vida financeira da vítima.

Com o aparelho desbloqueado, ou mesmo com tentativas rápidas de quebra de senha, golpistas podem:

  • Transferir valores via Pix;
  • Pedir empréstimos;
  • Alterar senhas;
  • Recuperar acessos usando e-mail ou SMS.

Como proteger o celular antes de sair de casa?

  • Ative a biometria facial ou digital nos apps bancários;
  • Habilite o “modo seguro” ou “modo rua” do banco (algumas instituições oferecem a opção);
  • Desative o pagamento por aproximação se estiver em aglomeração;
  • Reduza o limite de Pix temporariamente;
  • Saiba como apagar o celular remotamente (Android ou iPhone);
  • Evite deixar aplicativos financeiros com altos valores no celular de uso externo.

Principais meios de invasão do celular

Wi-Fi falso em blocos, cafés, shoppings e aeroportos

  • Criminosos criam redes abertas com nomes parecidos com os oficiais para interceptar dados.
  • Como evitar: prefira usar dados móveis (4G ou 5G) e evite acessar aplicativos bancários em wi-fi público.

Engenharia social

  • Mensagens ou ligações com senso de urgência, como “compra suspeita”, “problema no cartão” e “promoção relâmpago”, forçam decisões rápidas.
  • Como evitar: faça uma “pausa cognitiva”. Desconfie de urgência artificial e confirme informações apenas em canais oficiais.

Golpes com inteligência artificial

Segundo o diretor de Tecnologia da Certta, a tecnologia reduziu o custo para criminosos aplicarem fraudes sofisticadas. Hoje, já são usados:

  • Deepfakes, que imitam voz e imagem;
  • Identidades sintéticas, com perfis falsos altamente convincentes.

Ao mesmo tempo, empresas utilizam sistemas de análise de risco que cruzam dados como localização, tipo de aparelho e padrão de comportamento para detectar movimentações suspeitas. No entanto, durante o carnaval, em que o folião quebra hábitos e costuma viajar, a análise é dificultada.

Se o celular for roubado, o que fazer imediatamente

  • Bloqueie o aparelho pela operadora ou pelo serviço Celular Seguro;
  • Apague os dados remotamente (Google ou Apple);
  • Avise o banco e bloqueie contas e cartões;
  • Registre boletim de ocorrência;
  • Altere senhas de e-mail e redes sociais.

Principal recomendação: desacelerar

A orientação central de José Oliveira é substituir o impulso pela análise.

“Antes de digitar uma senha, clicar em um link ou confirmar um pagamento, pare por alguns segundos”, aconselha.

“Num ambiente de festa e aglomeração, a tecnologia pode ajudar, mas a primeira barreira contra o golpe ainda é o comportamento do próprio usuário.”

Presidente Lula visita a Índia a partir desta quarta-feira (18)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou na manhã desta terça-feira (17) para visitar a Índia entre os dias 18 e 21 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. A comitiva presidencial fará uma escala em Túnis, capital da Tunísia, prevista para 23h20, no horário de Brasília.

Nos dias 19 e 20, o presidente Lula participará, em Nova Delhi, da cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) e de eventos relacionados à temática.

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De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a cúpula dará sequência ao chamado ‘processo de Bletchley’, série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de IA.

Multilateralismo

No dia 21, o Itamaraty confirma que o mandatário brasileiro será recebido em visita de Estado pelo primeiro-ministro indiano.

Na reunião, Lula e Narendra Modi devem tratar dos atuais desafios ao multilateralismo e da necessidade de reforma abrangente da governança global, como a já debatida reforma do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões.

Os dois líderes ainda terão a oportunidade de aprofundar a cooperação bilateral nas áreas de comércio, investimentos, defesa, aviação, tecnologias digitais, inteligência artificial, economia e finanças, transição energética, minerais críticos, saúde, acesso a medicamentos e indústria farmacêutica e cooperação espacial, entre outras.

Comitiva

O presidente brasileiro viaja à Índia acompanhado de uma comitiva de ministros de Estado, representes de instituições públicos e por uma missão de empresários brasileiros.

Antes de embarcar, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em sua rede social, que serão priorizados acordos no setor farmacêutico para atrair investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil para garantir o acesso à população brasileira a medicamentos e à tecnologia da Saúde.

“Nossa missão na Índia, essa potência farmacêutica, terá três grandes focos: trazer cada vez mais produtos e tecnologias para o Brasil, vamos assinar várias parcerias [na área], conhecer a medicina tradicional indiana e visitar os hospitais inteligentes”, adiantou ministro da Saúde.

Paulistas batem gaúchas no fim da 1ª rodada do Brasileirão Feminino

A rodada de abertura da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol chegou ao fim na noite de segunda-feira (16), com duelos entre paulistas e gaúchas. Melhor para Santos e São Paulo, que venceram os duelos contra, respectivamente, Grêmio e Internacional.

Na Vila Belmiro, em Santos, o time da casa derrotou as Mosqueteiras por 2 a 1. A lateral Katrine inaugurou o placar aos cinco minutos do primeiro tempo. Ela apareceu pela esquerda e chutou da entrada da área, encobrindo a goleira Raíssa, marcando um golaço. Aos 19, a meia Yoreli Rincón cobrou escanteio pela direita e a zagueira Ana Alice completou, aumentando a vantagem das Sereias da Vila.

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Na etapa final, aos 25 minutos, a meia Camila Pini levantou a bola na área pela esquerda e Allyne, que tinha acabado de entrar no lugar da também lateral Camila Arrieta, testou por cobertura para surpreender a goleira Taty Amaro. As gremistas tiveram chances de empatar, mas o placar não se alterou mais, com vitória santista no retorno da equipe paulista à primeira divisão.

O São Paulo, por sua vez, visitou as Gurias Coloradas no Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre, e também ganhou por 2 a 1, de virada. As Gurias Coloradas saíram na frente aos quatro minutos com Darlene, que recebeu belo passe da também atacante Sole Jaimes na área e tocou por cobertura, na saída da goleira Carlinha.

Antes do intervalo, aos 48, a zagueira Sorriso tentou afastar a cobrança de escanteio pela direita e a bola foi no travessão. A goleira Gabi Barbieri não conseguiu defender e a sobra ficou com Duda Serrana, que mandou para as redes. A virada das Soberanas veio no primeiro minuto da etapa final, com Crivelari, completando o passe da também atacante Gadu, que veio pela direita.

Próxima rodada

A segunda rodada do Brasileirão Feminino começa na sexta-feira (20), com três jogos. Às 19h (horário de Brasília), o Grêmio recebe o Palmeiras no Passo d’Areia, em Porto Alegre.

Mais tarde, às 21h, o Flamengo duela com o Red Bull Bragantino no Luso-Brasileiro. A partida na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, será transmitida ao vivo pela TV Brasil. Por fim, às 21h30, o Corinthians enfrenta o Fluminense na Neo Química Arena, em São Paulo.

No sábado (21), são mais duas partidas. Às 15h, América-MG e Internacional medem forças na Arena Frimisa, em Santa Luzia (MG). E a partir de 18h, o Botafogo visita a Ferroviária na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). Já no domingo (22), às 15h, o Juventude pega o Atlético-MG no Estádio Homero Soldatelli, em Flores da Cunha (RS).

A rodada termina na próxima segunda-feira (23), com três duelos. Às 15h, no Estádio de Pituaçu, em Salvador, tem Vitória e Mixto. Às 19h, o Cruzeiro encara o Santos na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG).

A última partida começa às 21h, no Estádio Marcelo Portugal Gouveia, que fica no Centro de Formação de Atletas (CFA) de Cotia (SP), e opõe São Paulo e Bahia. A TV Brasil transmite o jogo ao vivo.

Confira a programação do Carnaval do DF nesta terça-feira

O Carnaval de 2026 no Distrito Federal continua nesta terça-feira (17) com uma programação plural, das sátiras políticas do histórico bloco Pacotão às guitarras distorcidas do Porão do Rock. No total, a festa popular conta com 73 blocos nas diversas regiões administrativas.

Para quem busca estruturas fixas, três pontos principais no Plano Piloto funcionarão durante todo o feriado.

  • Gran Folia 2026, na Esplanada dos Ministérios (Quadrante 2), das 16h às 01h.
  • Plataforma Monumental, no Museu Nacional da República, com festa garantida das 13h às 21h.
  • Setor Carnavalesco Sul (Brasília em Folia), ocupando as quadras 3 e 5 do Setor Comercial Sul e a Via S2, das 10h às 22h.

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O irreverente bloco Pacotão faz sua concentração na 302 Norte ao meio-dia. Fiel à tradição, o cortejo segue pela contramão da W3 Norte, em direção à Gran Folia, das 12h às 20h.

Após o sucesso de domingo (15), o Ventoinha de Canudo retorna para encantar a 201 Norte e o túnel da tesourinha das 16h às 22h.

Dando continuidade à pauta da inclusão, o Estacionamento 12 do Parque da Cidade recebe o bloco Portadores da Alegria. dedicado a pessoas com deficiência (PcD) e ao público infantil, das 12h às 20h.

Para quem quer dar uma pausa no samba, a terça-feira oferece opções para os amantes do rock e da música eletrônica.

O bloco do Porão do Rock vai ocupar o Setor Bancário Sul (Quadra 4) a partir das 12h30, com a mistura de ska e ritmos carnavalescos com a energia do rock. Já os fãs de música eletrônica têm encontro marcado no Setor Bancário Sul (Quadra 1), atrás do Edifício Luiza, das 15h às 22h, com o Bloco T.H.C.

Em Planaltina, a Praça do Museu será o palco das bandas do Carna Rock das 15h às 21h. Além do rock, a cidade oferece o Bloco do Seu Julio, que anima o Parque de Exposições das 14h às 20h.

>> Confira a programação completa desta terça-feira (17):

Bloco Portadores da Alegria – 12h às 20h – Estacionamento 12 – Parque da Cidade (infantil e inclusivo, dedicado a pessoas com deficiência)

Bloco H Zeiros – 14h às 22h – AE 03, Praça Central do Riacho Fundo I, Riacho Fundo

Bloco do Porão do Rock – a partir das 12h30 – Setor Bancário Sul (Quadra 4), próximo à Galeria dos Estados (rock, ska, ritmos carnavalescos)

Bloco de Pífanos Ventoinha de Canudo – 16h às 22h – Atrás da comercial da 201 Norte, rumo ao túnel da tesourinha da 201/202 Norte, Plano Piloto (pífanos e percussão)

Carna Rock 2026 – 15h às 21h – Praça do Museu, Planaltina

Carnasarau – 17h às 23h – Praça da Bíblia, QNP 19, Área Especial, Ceilândia Norte

Bloco do Seu Julio – 14h às 20h – Parque de Exposições de Planaltina, Vila Nossa Senhora de Fátima, Planaltina

Carnafercal – 14h às 20h – Galpão da Feira Permanente da Fercal, Setor Engenho Velho, Fercal

Du Nada Um Samba – 15h às 22h – Estação do Metrô do Guará

Bloco T.H.C (Techno, House e Carnaval) – 15h às 22h – Setor Bancário Sul, Quadra 1, estacionamento do Bloco G, atrás do Edifício Luiza, Plano Piloto (música eletrônica)

Groove do Bem 2026 – 16h às 23h – Taguaparque, estacionamento 02 em frente ao Centro Cultural, Taguatinga

Bloco Pacotão 2026 – 12h às 20h – Concentração na 302 Norte, com trajeto pela contramão da W3, sentido Gran Folia, Plano Piloto

Carnaguariba – 7ª edição – 15h às 22h – EQNN 18/20, Guariroba, Ceilândia Sul

Pé-de-Meia Licenciaturas abre pré-inscrições nesta terça-feira

Começa nesta terça-feira (17) o período de cadastramento de currículo e pré-inscrição de interessados em participar do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026.

Estudantes elegíveis devem se cadastrar exclusivamente pela Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Nesta edição, serão concedidas até 12 mil bolsas, conforme critérios adicionais de ocupação de vagas estabelecidos em edital.

O Ministério da Educação disponibiliza um tutorial que orienta sobre a etapa necessária para fazer parte do programa.

A iniciativa concede bolsa mensal no valor de R$ 1.050, dos quais R$ 700 podem ser sacados imediatamente.

Os outros R$ 350 serão destinados a uma poupança, cujo saque está condicionado ao ingresso do bolsista como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos após o término da licenciatura.  

Quem pode participar

São elegíveis candidatos que obtiveram nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que foram aprovados em cursos de licenciatura, na modalidade presencial, por meio de um dos seguintes programas:

– Sistema de Seleção Unificada (Sisu);

– Programa Universidade para Todos (Prouni);

– Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Carnaval 2026: veja a programação dos blocos de rua do Rio nesta terça

A terça-feira (17) de carnaval no Rio vai começar com o megabloco Fervo da Lud, no Centro. Outros destaques são os tradicionais Orquestra Voadora e Banda de Ipanema. A capital fluminense espera receber 6,8 milhões de foliões nos blocos de rua espalhados por toda a cidade. São 462 blocos autorizados a desfilar no carnaval carioca pela Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur).

Veja a programação:

Fervo da L​ud 

Notícias relacionadas:

Hora: 07:00 Endereço: R. Primeiro de Março, 33 – Centro

Orquestra Voadora  

Hora: 15:00 Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 735 – Glória

Banda de Ipanema 

Hora: 15:00 Endereço: R. Gomes Carneiro, 55 – Ipanema

Bloco Quizomba 

Hora: 08:00  Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 1550 – Glória

Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Empurra que pega do Leblon –  EMPURRA QUE PEGA DO LEBLON 

Hora: 12:00  Endereço: Av. Delfim Moreira, 1034 – Leblon

Vagalume o Verde 

 Hora: 08:00 Endereço: Rua Pacheco Leão, 20 – Jardim Botânico

Banda do Recreio  

Hora: 12:00 Endereço: Av. Lúcio Costa, 16360 – Recreio dos Bandeirantes

Associação Carnavalesca Banda das Quengas   

Hora: 16:00 Endereço: Rua Washington Luiz, 10 – Centro

Clube do Samba

Hora: 09:00  Endereço: Av. Atlântica, 2634 – Copacabana

Bloco das Carmelitas (desfile)  

Hora: 08:00  Endereço: Largo do Curvelo – Santa Teresa

Quem me chamou 

Hora: 08:00  Endereço: Praça Alm. Júlio de Noronha, 1 – Leme

Bloco Batuke de Baton 

Hora: 10:00  Endereço: Praia do Zumbi, 28 – Zumbi, Ilha do Governador

Camisa 7 

 Hora: 07:00  Endereço: Praça Maracanã, 10 – Maracanã

Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Arrastão da Barra de Guaratiba 

Hora: 12:00  Endereço: Estr. da Vendinha, 871 – Barra de Guaratiba

Block n Roll  

Hora: 17:00  Endereço: Rua Fernandes da Fonseca, 33 – Ribeira

Bloco Samba de Caboclo 

Hora: 13:00  Endereço: R. Figueiredo Camargo, 331 – Padre Miguel

Bloco Vamo ET  

Hora: 10:00  Endereço: Memorial Municipal Getúlio Vargas – subsolo, Praça Luiz de Camões, s/n – Glória

Bloqueen  

Hora: 12:00  Endereço: Largo São Francisco de Paula, 49 – Centro

Rio Maracatu 

Hora: 12:00  Endereço: R. do Rezende, 17 – Lapa

Ultimo Gole  

Hora: 16:00  Endereço: Praça Santos Dumont, 100 – Gávea

Banda Cabeça de Chave da Rua Duvivier  

 Hora: 15:00  Endereço: R. Duvivier, 48 – Copacabana

Bloco Beco das Garrafas   

Hora: 07:00  Endereço: Condomínio do Edifício Palace – R. Duvivier, 24 – Copacabana, Rio de Janeiro

Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Meu Peru é Seu   

 Hora: 14:00  Endereço: R. Padre Manuel da Nóbrega, 79 – Piedade

A Banda do Largo da Segunda-feira  

Hora: 16:00  Endereço: Rua Conde de Bonfim, 25 – Loja B – Tijuca

Sereias da Guanabara  

Hora: 14:00  Endereço: Praia do Flamengo, 340 – Flamengo

Banda da Saens Penã  

Hora: 16:00  Endereço: R. Dr. Pereira dos Santos, 6854 – Tijuca

Banda do Peru Pelado  

Hora: 12:00  Endereço: Av. Atlântica, 1976 – Copacabana

Bloco Cachorro Cansado 

 Hora: 09:00  Endereço: Praça José de Alencar, 1414 – Flamengo

Banda da Amizada   

Hora: 13:00  Endereço: Rua Tadeu Kosciusko, próximo ao 79 – Centro

Bagunça Meu Coreto  

 Hora: 09:00  Endereço: R. São Salvador, 56 – Flamengo

Largo do Machado, mas Não Largo do Corpo 

 Hora: 15:00  Endereço: Largo do Machado, Catete, Rio de Janeiro

Bloco Bonecas Deslumbradas de Olaria  

Hora: 16:00  Endereço: Rua Conselheiro Paulino, 567 – Olaria

Cata Latas do Grajaú  

Hora: 16:00  Endereço: R. Sá Viana, 442 – Grajaú

Bloco Gambá Cheiroso 

Hora: 16:00  Endereço: R. Bruno Giorgi, s/n – Barra Olímpica

Bloco do Galho  

 Hora: 16:00  Endereço: R. Abílio Barreto, 170 – Guaratiba

Bloco Tribo Cacuia   

Hora: 16:00  Endereço: Rua Sargento João Lopes, 54 – Cacuia

Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Embalo de Santa Teresa 

Hora: 15:00  Endereço: R. Alm. Alexandrino, 1250 – Santa Teresa

Cheiro na Testas 

 Hora: 11:00  Endereço: Rua Paschoal Carlos Magno, 141 – Santa Teresa

Banda da Glória 

 Hora: 16:00  Endereço: R. da Glória, 190, 502 – Glória

Alô, Produção!

Hora: 12:00  Endereço: Praça Luiz de Camões – Glória

Se me Der, Eu Como! 

Hora: 14:00  Endereço: Praça Medalha Milagrosa, Rio Comprido

Embalo do Engenho Novo   

Hora: 14:00  Endereço: R. Manuela Barbosa, 10 – Méier

GRBC Cardosão de Laranjeiras  

 Hora: 09:00  Endereço: R. Cardoso Júnior, 746 – Laranjeiras

Bloco Enxota que Eu Vou  

 Hora: 13:00  Endereço: Praça Tiradentes, Centro

Bloco do Limão de Jardim América do Rio de Janeiro    

Hora: 16:00  Endereço: R. Monsenhor Castelo Branco, 336 – Jardim América

Bloco Carnavalesco Mulheres da Vila 

Hora: 15:00 Endereço: Blvd. 28 de Setembro, 200 – Vila Isabel

Bloco Carnavalesco Amigos da Mocidade 

Hora: 17:00  Endereço: R. Figueiredo Camargo, 292A – Bangu

Bloco dos Primos 

 Hora: 15:00  Endereço: R. Dr. Aristão, 108 – Paquetá

G. R.B.C. Peru do Méier.

Hora: 15:00  Endereço: R. Manuela Barbosa, 12 – Méier

Bloco Cultural Pegada de Malandro 

 Hora: 15:00  Endereço: R. Figueiredo Camargo, 351 – Bangu

Coroinha 

Hora: 15:00  Endereço: Rua Barros de Alarcão, 230 – Pedra de Guaratiba

Bloco do Limão do Picareta  

 Hora: 15:00  Endereço: R. Jurubaiba – Honório Gurgel

Bloco Carnavalesco Teimosos do Maracanã 

Hora: 15:00  Endereço: R. Visc. de Itamarati, 42 – Maracanã

Associação Bloco Carnavalesco Cornos e Simpatizantes 

 Hora: 15:00  Endereço: Av. dos Democráticos, 30 – Manguinhos

Bloco Foliões do Verdun 

Hora: 17:00  Endereço: Largo do Verdun – Grajaú

Bloco Carnavalesco Tudo Nosso 

Hora: 13:00  Endereço: Galpão do Engenhão – R. José dos Reis – Engenho de Dentro

Tese da AGU obriga autor de feminicídio a ressarcir pensão do INSS

Ações para responsabilizar financeiramente condenados por feminicídio por despesas com pensões por morte concedidas pelo INSS estão na mira da Advocacia-Geral da União (AGU).

Os processos com essa finalidade ajuizados pelo órgão federal cresceram oito vezes nos últimos três anos: passaram de 12, em 2023, para 54 em 2024 e, no ano passado, chegaram a 100. São as chamadas ações regressivas por feminicídio.

Caso de Marília

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No início deste mês, por exemplo, a 2ª Vara Federal de Marília, em São Paulo, condenou um homem a ressarcir o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos valores pagos com a pensão por morte em favor da dependente da ex-companheira, falecida em decorrência de crime qualificado como feminicídio praticado por ele.

A filha do casal tinha apenas dois anos de idade na época. O homem foi condenado pelo Tribunal do Júri à pena de 26 anos de reclusão.

Em razão do óbito, o INSS concedeu pensão à criança a partir de setembro de 2021, no valor mensal de R$ 1.518, com estimativa de manutenção até março de 2040. Com a ação regressiva, o homem terá de ressarcir a União pelos valores pagos e os futuros, assumindo o ônus financeiro da concessão do benefício, por ter sido o causador real do dano.

Desenvolvida pela AGU, a tese quer alcançar todos os benefícios previdenciários que forem pagos em decorrência de um feminicídio.

Em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o objetivo é cruzar dados nacionais de condenações com as informações do INSS, como explica Adriana Venturini, procuradora-geral Federal da AGU.

“A ideia é que agora a gente consiga fazer parcerias com todas as 27 unidades da federação através do CNJ. E, com o cruzamento dos dados, a gente possibilite que nenhum pagamento previdenciário decorrente de violência doméstica fique sem uma resposta da AGU no sentido de cobrar do agressor o ressarcimento. Porque não deve ficar a responsabilidade para a sociedade”.

A iniciativa busca ainda evitar que o próprio réu figure como beneficiário da pensão por morte, ressalta a representante da AGU.

“Assim que há condenação por feminicídio, o INSS é comunicado e ele evita que o pagamento seja feito se for em benefício do próprio réu. Se for em benefício do filho menor, o pagamento da pensão acontece automaticamente, porque ele não pode ser revitimizado, mas a gente cobra do causador da morte”.

Atualmente, a experiência está presente em 13 unidades da federação. Somente no ano passado, os processos cobraram 113 pensões por morte, com expectativa de recuperação de R$ 25 milhões aos cofres públicos.

Para Adriana Venturini, essa política não se restringe ao ressarcimento financeiro aos cofres públicos, mas dialoga com iniciativas consolidadas de combate à violência de gênero.

“A ideia é que tenha um impacto preventivo e pedagógico, pensando na perspectiva da cultura de responsabilização integral”.

A AGU prepara o ajuizamento de dezenas de novas ações regressivas por feminicídio para o próximo mês, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Ouça na Radioagência Nacional


Fluminense supera Bangu e pega Vasco na semi do Campeonato Carioca

O Clássico dos Gigantes vai definir um dos finalistas do Campeonato Carioca. Na noite desta segunda-feira (16), o Fluminense derrotou o Bangu por 3 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro, diante de pouco mais de 20 mil torcedores. O adversário nas semifinais do Estadual será o Vasco.

É a décima vez neste século que os rivais estarão frente a frente em uma semifinal, seja ela nacional ou estadual. O retrospecto é favorável ao Cruzmaltino, que levou a melhor em seis confrontos, sendo o mais recente na Copa do Brasil do ano passado, quando venceu nos pênaltis.

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O Tricolor passou à final em três ocasiões: Taças Rio de 2005 e 2008 e Carioca de 2017. Por ter a melhor campanha geral do Estadual, o clube das Laranjeiras será o mandante do jogo de volta.

O Fluminense definiu a classificação no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o lateral Guga cruzou pela direita, Jefferson Savarino recebeu pela esquerda, na área, ajeitou e chutou para fazer o primeiro gol dele pelo Tricolor.

Quatro minutos depois, Savarino cobrou escanteio pela esquerda, a zaga afastou e a bola sobrou na entrada da área para o também atacante Agustín Canobbio finalizar. A batida rasteira desviou na defesa e saiu do alcance do goleiro Bruno.

O Tricolor não diminuiu o ritmo na segunda etapa. Aos 28 minutos, o Fluminense acertou o travessão pela segunda vez na partida, agora com o atacante Kevin Serna – no primeiro tempo, foi o volante Facundo Bernal que ficou no quase, pouco depois do 2 a 0.

Aos 32, Santi Moreno foi derrubado na área por Bruno. Pênalti, que o também meia Paulo Henrique Ganso, homenageado antes de a bola rolar com uma placa por ter completado 300 jogos vestindo a camisa tricolor, não desperdiçou.

O Bangu conseguiu descontar dois minutos depois. O zagueiro Juan Freytes bobeou e o lateral Ricardo Sena aproveitou, acertando o canto do goleiro Fábio. Nada, porém, que alterasse o rumo da partida. Tanto que o time comandado por Luís Zubeldia teve várias chances de ampliar a vantagem, mas as defesas de Bruno impediram. No fim, Fluminense 3 a 1.

A outra semifinal reunirá Madureira e Flamengo. O Tricolor Suburbano eliminou o Boavista, enquanto o Rubro-Negro levou a melhor sobre o arquirrival Botafogo. Por ter campanha pior, o atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores será o mandante do jogo de ida. Os clubes aguardam a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) anunciar as datas, horários e locais dos confrontos.

Bloco de Brasília faz carnaval acessível para pessoas com deficiência

No carnaval, muitos espaços têm barreiras que limitam a circulação e a permanência de pessoas com deficiência (PCD) em eventos, como a falta de rampas, calçadas e piso tátil, pouca oferta de transporte público e de espaços reservados com vista elevada para que quem usa cadeira de rodas ou o escasso número de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Por entender que acessibilidade não é um favor, mas um direito, há 14 anos, a historiadora Lurdinha Danezy Piantino fundou, em conjunto com pais e representantes de entidades voltadas a pessoas com deficiência, o bloco de carnaval Deficiente é a mãe, como forma de combater o capacitismo, que é a discriminação e opressão de pessoas com deficiência, como forma de subestimar suas capacidades e tratando-as como inferiores.

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“A pessoa com deficiência tem que ocupar todos os espaços: sociais e culturais. E o momento cultural mais importante do ano é o carnaval. Então, a pessoa com deficiência tem que estar junto.”
Drag Queen Ursula Up no Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lurdinha é mãe de Lúcio Piantino, de 30 anos — o artista multifacetado que dá vida a Úrsula Up, a primeira Drag Queen com síndrome de Down do Brasil e uma voz ativa na causa LGBTQIA+. Fora dos palcos e sem a montação, Lúcio expande seu talento como ator, artista plástico, dançarino e palhaço.

Gay e apaixonado pelo carnaval desde a infância, ele acredita que os blocos são ferramentas essenciais para incluir e levar todos para a festa. “Sinto-me ótimo. É a vida, que é muito boa.”

Bloco na rua

Nesta luta contra o preconceito, outro fundador do Deficiente é a mãe é o servidor público aposentado, Luiz Maurício Santos, de 60 anos. Cadeirante há 28 anos, devido a um acidente de moto, ele relata que apesar das dificuldades de colocar o bloco na rua, devido aos recursos e burocracia, o resultado vale a pena.

Porém, ele defende que mais pessoas com deficiência entendam que o carnaval é um espaço delas também.

“Temos ainda a dificuldade de mobilizar o segmento. As pessoas ainda ficam um pouco receosas de participar, de sofrer alguma discriminação. Então, sempre tentamos mobilizar essa turma para que apareçam.”

Quem não falta aos encontros anuais do bloco é o jovem Francisco Boing Marinucci, de 22 anos, que tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A professora Raquel Boing Marinucci leva o filho ao bloco por ele gostar de músicas e conhecer as marchinhas de carnaval e diversos sambas.

Em 2026, as fantasias carnavalescas dos dois homenageiam os protagonistas do Sítio do Picapau Amarelo, do escritor Monteiro Lobato. Literatura e série televisiva que marcaram a infância do Francisco. Ele diz que gosta da companhia dela nos quatro dias da folia momesca.”A mãe me adora, me ama de paixão. A mãe é minha companhia.” 

Para Raquel, o bloco para PCDs é inclusivo e mais seguro para os dois.

“Quando as pessoas com deficiência intelectual são pequenas, há mais compreensão, porque, em geral, as crianças não são preconceituosas. Mas para um jovem ou adulto com deficiência intelectual não há inclusão de verdade. Por isso, não é possível deixá-lo sair sozinho em um ambiente sem um cuidador contratado ou alguém da família.”

Sociedade mais consciente

De acordo com o IBGE, o Brasil tem18,6 milhões de pessoas com deficiência com 2 anos ou mais de idade, o que representa 8,9% da população nessa faixa etária. A deficiência visual é a mais comum, atingindo cerca de 3,1% da população.

O deficiente visual Thiago Vieira levou a cão-guia Nina. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pessoas como o auxiliar de biblioteca Thiago Vieira, que tem baixa visão desde o nascimento. Neste carnaval, a companhia dele é a cão-guia Nina. Thiago se classifica como amante do carnaval e considera importante ter eventos inclusivos.

“No ano inteiro, a gente é bastante esquecido. Este bloco é um começo, me sinto seguro aqui. Quem sabe a sociedade se conscientiza para abrir mais lugares acessíveis para a gente?”, deseja.

Alegria e otimismo

Outro frequentador assíduo do bloco feito por e para pessoas com deficiência, é o secretário escolar Carlos Augusto Lopes de Sousa, que trabalha em um centro de ensino da cidade do Recanto das Emas, no Distrito Federal. Ele chegou ao bloco de carnaval, no centro de Brasília, em uma cadeira de rodas com a intenção de aproveitar a segunda-feira de carnaval.

“Isso se chama inclusão e respeito.” A paralisia do Carlos foi causada por uma fratura na coluna após um desabamento, há 37 anos. 

Carlos está ainda otimista com resultados das pesquisas da professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Coelho de Sampaio, que desenvolveu um medicamento (composto polilaminina). Os primeiros experimentos apresentaram resultados promissores na regeneração de lesões medulares.

“Ela é incrível! Heroína nacional”, celebra Carlos Augusto entre um hit e outro carnavalesco. A pesquisa aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar em estudos clínicos mais amplos.