Empresas vão poder abater dívidas se conectarem faculdades à internet

Pelo menos 118 unidades de universidades públicas e institutos federais, com dificuldades de conectividade à internet, poderão ser beneficiadas por uma decisão do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

>> Confira a lista das 118 unidades no site da Anatel

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De forma inédita, os conselheiros da agência aprovaram que empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, e que têm valor de multas somadas no valor de R$ 29 milhões, possam trocar os valores que devem por garantir conectividade para unidades de aprendizagem que estão em 39 instituições de ensino superior situadas em 72 municípios. As empresas multadas pela Anatel foram a Telefônica, a Claro, a Tim e a Sky.

O conselheiro Octavio Pieranti explicou à Agência Brasil que a decisão da Anatel determina que as prestadoras façam algo em substituição ao pagamento de multa.

“Nesse caso específico, o que foi decidido é que elas devem conectar unidades à internet via rede da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, organização social que oferece estrutura de rede de internet às faculdades)”.

Ele explica que, se as empresas não quiserem cumprir essa obrigação, elas podem pedir para converter essa obrigação em multa e aí abrem mão de um desconto previsto (5%). O conselheiro da Anatel acrescenta que existem áreas isoladas que estão em campus universitário, mas sem acesso à rede. 

“Com essa medida, a Anatel busca proporcionar a conexão também dessas unidades mais afastadas ou desses espaços que, por algum motivo, ainda não estejam participando dessa rede da RNP com internet de alta velocidade e serviços de integração acadêmica”, afirmou Peiranti, que foi autor da proposta aprovada por todos os conselheiros.

Número pode ser maior

Octavio Pieranti acrescenta que, além das 118 unidades mapeadas, há menções a outras 226 que podem também precisar de conectividade. O conselheiro diz que não há uma lógica de prioridade regional de implantação dos serviços.

“O critério é de diversidade. A prestadora que aderir poderá selecionar as unidades a partir da lista. A segunda unidade beneficiada terá que ser de uma macro região diferente da primeira. A terceira unidade tem que ser de uma outra macro região”, finalizou.

TV Brasil transmite desfile das escolas de samba da Série Prata do Rio

A TV Brasil mostra as emoções do desfile das escolas de samba da Série Prata do Rio de Janeiro, com exclusividade na telinha, direto da Intendente Magalhães, no domingo e na segunda, dias 15 e 16 de fevereiro, ao vivo, em rede, para todo o país, às 20h30 e às 21h, respectivamente. A transmissão começa mais cedo, às 18h, no YouTube da emissora pública.

A programação é apresentada pelos jornalistas Tiago Alves, Bia Aparecida e Flávia Grossi. Os anfitriões recebem convidados especiais no estúdio para discutir a performance das agremiações e avaliar a evolução das escolas que buscam assegurar vaga na Série Ouro para desfilar na Sapucaí em 2027.

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A repórter Anna Karina acompanha os preparativos das agremiações e mostra o esquenta no início dos desfiles, direto da concentração. Já as informações sobre o término das performances, na dispersão, ficam por conta dos repórteres Fernanda Cruz no domingo (15) e Vladimir Platonow na segunda (16).

Tiago Alves e Bia Aparecida assumem o comando da folia no domingo (15), enquanto Flávia Grossi faz dupla com o jornalista na faixa temática do canal público na segunda (16). Em dois dias, a Estrada Intendente Magalhães recebe 29 agremiações que representam a cultura popular com a força das comunidades.

O desfile reúne escolas de samba conhecidas que já passaram pelo Grupo Especial do Rio de Janeiro como Renascer de Jacarepaguá, Vizinha Faladeira, Tradição, Lins Imperial, Império da Tijuca, São Clemente, Acadêmicos da Rocinha e Leão de Nova Iguaçu, entre outros pavilhões.

Para comentar a transmissão da TV Brasil, os convidados deste domingo (15) são a pesquisadora Bia Chaves, a produtora cultural Helyane Silsan, a cantora de samba-enredo Millena Wainer, o jornalista Rodrigo Santos e o coreógrafo Marcos Bandeira.

Já na segunda (16), a emissora recebe no estúdio outros especialistas. A produção especial conta com a jornalista Suelen Martins, a diretora de bateria Thayane Cantanhêde, o mestre de bateria Dinho Santos e o sambista Pedro Araújo.

Detalhes do regulamento

A escola de samba com a maior pontuação da Série Prata garante uma vaga na Série Ouro para desfilar na Marquês de Sapucaí em 2027. As quatro agremiações com as piores classificações em cada um dos dias serão rebaixadas para a Série Bronze no próximo ano.

O regulamento exige no mínimo 700 componentes para a apresentação de 35 a 40 minutos. As escolas de samba da Série Prata precisam percorrer a Intendente Magalhães com no mínimo duas e no máximo quatro alegorias. A comissão de frente tem que reunir entre dez e 12 integrantes. As escolas de samba ainda devem desfilar com no mínimo 120 ritmistas, 30 componentes por alas de enredo e um casal de mestre-sala e porta-bandeira.

O desfile de domingo (15) reúne 14 escolas que se apresentam na seguinte ordem: Mocidade Unida do Santa Marta, Arrastão de Cascadura, Tubarão de Mesquita, Renascer de Jacarepaguá, União do Parque Curicica, Independente da Praça da Bandeira, Chatuba de Mesquita, Vizinha Faladeira, Unidos de Lucas, Independentes de Olaria, Tradição, Lins Imperial, União de Jacarepaguá e Acadêmicos do Cubango.

Já na segunda (16), a Série Prata tem 15 agremiações que entram na pista na sequência: Império da Tijuca, Flamanguaça, Feitiço Carioca, Siri de Ramos, Acadêmicos da Abolição, Império de Nova Iguaçu, São Clemente, Acadêmicos do Dendê, Acadêmicos do Engenho da Rainha, Unidos de Santa Tereza, Acadêmicos da Rocinha, Acadêmicos de Santa Cruz, Alegria do Vilar, Leão de Nova Iguaçu e Império da Uva.

Exposição a multidões no carnaval traz riscos à saúde dos animais

Estresse, desconforto e até problemas graves de saúde podem acometer animais levados a participar de blocos de rua e outros ambientes com grande concentração de pessoas e música alta.

O alerta foi dado pelo presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Alexandre Guerra, em entrevista à Agência Brasil .

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Para Guerra, o mais sensato é o tutor não expor o animal a aglomerações e lembrar que folia é para o ser humano. O médico veterinário lembrou que os cães possuem uma audição muito mais apurada que a dos humanos, captando sons intensos.

“Para nós, já não é saudável, imagine para eles”.

Barulho excessivo

Por isso, barulhos como fogos de artifício, apitos, caixas de som e gritos de multidões podem gerar medo, estresse e crises de ansiedade nos animais.

Como consequência, ele podem apresentar comportamentos agressivos ou tentar fugir, expondo-se ao risco de atropelamento, especialmente no caso de cães pequenos.

“Nos blocos, aumenta também a chance de contato com outro animal, e a agressividade e o estresse podem estar presentes em qualquer raça”, alertou Alexandre Guerra.

Temperaturas elevadas

A temperatura elevada também é um fator de risco. Diferentemente dos humanos, os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, e a exposição ao calor e ao sol pode causar hipertermia, levando a desmaios e, inclusive, a óbito.

Outro ponto destacado pelo médico veterinário é a alimentação. “É preciso ter cuidado na rua. Muitas pessoas comem alimentos comprados em barracas e dão para seus cães. É arriscado”.

O olfato canino também é extremamente apurado, e o contato com perfumes fortes, fumaça e cheiros intensos pode ser desconfortável para os cães, que não conseguem simplesmente se afastar quando se sentem incomodados.

“Cuidado também com produtos químicos, como espumas e gliter, presentes em fantasias, porque os animais são muito curiosos e podem ingerir ou tentar ingerir pequenos adereços e fios”, advertiu o médico veterinário.

 

Foliões se divertem no desfile do Cordão da Bola Preta, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Espumas de carnaval, por exemplo, podem provocar irritações na pele e mucosas dos animais, aumentando os riscos.

Alexandre Guerra ainda considera as fantasias para pets prejudiciais, porque dificultam a regulação térmica e podem causar alergias ou intoxicação, se ingeridas.

“Ele pode se sentir incomodado com aquilo, tentar se desfazer da fantasia e acabar ingerindo pequenos pedaços”. Destacou também que

Na avaliação de Guerra, o bem-estar dos animais deve ser priorizado.

“Os donos devem considerar que o Carnaval é repleto de estímulos que podem ser prejudiciais à saúde física e psicológica dos animais. A melhor opção é mantê-los em um ambiente seguro e tranquilo em casa”, recomendou.

Carnaval traz vários caminhos para fortalecer vínculos, diz teóloga

“Não existe só um carnaval. O nome deveria ser carnavais”. Assim define a professora da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Ana Beatriz Dias, especialista em comportamento humano.

Em entrevista à Agência Brasil para contar curiosidades sobre o feriado prolongado, a psicóloga e teóloga defende que são muitas as formas de fazer carnaval e de sentir os significados que a festa pode ter. 

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“Essa é a beleza da cultura brasileira. Poder ir para o Sambódromo, quem gosta, ou para um show de rock. No Nordeste, tem os bonecos de Olinda; no Pará, outro tipo de carnaval; no Rio Grande do Sul, tem a carreada, que é o momento final da engorda do gado para dar início ao período de exportações, antes que comece o inverno”.

O que siginifica desfilar?

Ana Beatriz reforça que o rito de desfilar vêm desde a antiguidade. O fato de a pessoa desfilar pela cidade com estandartes e faixas representava sempre algo vitorioso, uma alegria para o povo, a morte de um inimigo, a conquista de um território.

“Quando, principalmente no catolicismo, as pessoas saem para fazer procissão, em geral, levam imagens, crucifixos, velas. Em muitas cidades antigas, essa tradição persiste, inclusive com música”.

Os blocos, maracatus, cordões e vários grupos carnavalescos construíram suas coreografias, apresentações e formas de desfiles a partir do modelo das procissões, diz ela.

“É o mesmo estilo: os instrumentistas, as pessoas com os andores ou alegorias e cada agremiação vai defender o estandarte da paróquia tal ou do bairro tal, do time tal, da confraria, do santo”.

Gradativamente, ocorre uma miscigenação, em que sai o sagrado e o religioso, e o corpo que dança passa a ocupar esse lugar simbólico, e ganha essa forma de expressão para a liberdade.

Carnaval e espiritualidade

Para cada pessoa, o carnaval pode representar, hoje, uma forma de enxergar o ano que começa ou de entender a sua espiritualidade, comenta Ana Beatriz. Além de ser um Estado laico, o Brasil tem pessoas que pertencem a inúmeras denominações religiosas. 

Para os jovens, em especial, o carnaval representa poder extravasar e curtir a liberdade sexual, acrescenta a pesquisadora. Já para os católicos, sobressai a questão da espiritualidade, porque o carnaval vai ser o momento em que, pela última vez, vai se comer carne.

“Para esses, é um período de purificação, de jejum, de fazer boas práticas, de conversão, de olhar para a realidade dos outros. O carnaval seria um período de extravasar e extrapolar tudo que for, para que, no dia seguinte, se inicie a questão de vivenciar o sofrimento de Jesus ao longo da chegada dele até o Calvário. Esse é o sentido da Quaresma”.

Celebração à vida

Ana Beatriz destaca que o carnaval ganha força com a possibilidade de se reunir em grupo para seguir alguma determinada tradição ou renunciar a uma determinada coisa, como a carne. 

“Essa intensificação emocional visa fortalecer o vínculo social, que pode renovar o pertencimento ao grupo, ao bairro, e pode reduzir o sentimento de isolamento”, apontou.

A linguagem do carnaval e da cultura propriamente dita, analisou ela, é uma forma de demonstrar como a pessoa se relaciona com o próprio corpo, seja fugindo de normas rígidas, seja evitando o excesso e se cuidando mais.

“Ela demonstra o quanto a sociedade vai tendo esses rituais de descarga de alegria e reorganização simbólica em que, por determinado tempo, ela pode fugir um pouco da realidade para pegar as questões sociais, organizá-las, canalizar as tensões e viver o seu ano”.

“É um jogo identitário, uma expressão cultural. E a cultura vai falar muito da saúde dessa sociedade, seja a saúde do corpo, a saúde mental, tudo que envolve o desejo humano, as fantasias. A cultura popular, seja qual for a festa, vai ter muitas formas de leitura”.

Blocos com Michel Teló e Pocah esquentam o Ibirapuera neste domingo

Carnaval é época de muito samba, mas também tem outros gêneros musicais. Neste domingo (15), os foliões vão se divertir com sertanejo e até funk nos megablocos que estarão na região do Ibirapuera.

Veja os destaques:

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Michel Teló (11h)

Os fãs do sertanejo, ritmo musical mais tocado no Brasil, vão pular muito no Ibirapuera com o Bloco Sertanejinho, de Michel Teló. O cantor vai tocar músicas de seu álbum Sertanejinho do Teló, com canções bem conhecidas como Metamorfose Ambulante, Caso Marcado, Toda Forma de Amor, entre outras. No repertório também não deve faltar seus próprios hits como Fugidinha e Ai Se Eu Te Pego, que fez muito sucesso em vários países em 2011 e 2012.

Pocah (13h)

Na parte da tarde, é a vez da funkeira Pocah arrastar a multidão. Ela vai cantar lançamentos mais recentes como Molhadin, lançada no fim de 2025, e Boombox, que saiu agora este ano. Também está no setlist Não Sou Obrigada, música que a tornou conhecida.

Outros blocos deste domingo:

  • Bloco da Periferia, às 13h, na Praça Barra de Ouro, 10 – Cangaiba.
  • Bloco Carnavalesco Zé da Eskina, às 14h, na Rua Adalberto Melo Lucena, 15 – Jardim Santos Elias.
  • Bloco 89, às 13h, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 4100 – Itaim Bibi.
  • Bloco Não Vai Acabar, às 14h, Rua Gurupá, 5 – Perdizes.
  • Bloco do Rock SP, às 10h, na Rua Harmonia, 503 – Sumarezinho.
  • Bloco Jegue Elétrico SP, às 13h, na Rua Lisboa, 589 – Cerqueira César.
  • Bloco Vai Que Cola, às 10h, na Rua XV de Novembro – Sé.

Carnaval 2026: confira a programação dos blocos do DF neste domingo

O domingo (15) de carnaval do Distrito Federal promete arrastar multidões com uma programação que abraça a diversidade cultural. No total, 73 blocos estão no circuito carnavalesco deste ano na capital do país.

Para quem busca estruturas fixas, três pontos principais no Plano Piloto funcionarão durante todo o feriado.

  • Gran Folia 2026, na Esplanada dos Ministérios (Quadrante 2), das 16h às 01h.
  • Plataforma Monumental, no Museu Nacional da República, com festa garantida das 13h às 21h.
  • Setor Carnavalesco Sul (Brasília em Folia), ocupando as quadras 3 e 5 do Setor Comercial Sul e a Via S2, das 10h às 22h.

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No Museu Nacional, das 13h às 21h, o Bloco das Montadas é uma das vitrines da cultura drag e LGBTQIA+ do feriado, atraindo milhares com performances e música pop. Já o Bloco dos Raparigueiros, um dos mais tradicionais da capital, levará o axé para a Esplanada dos Ministérios a partir das 16h.
Bloco das Montadas 2025- Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Para quem busca uma sonoridade mais rústica e poética, o Ventoinha de Canudo, com pífanos e percussão, se concentra na 201 Norte às 16h, percorrendo o icônico túnel da tesourinha. Fora do Plano Piloto, o grupo afro percussivo Àsè Dúdú estará no Estacionamento 2 do Taguaparque das 16h às 23h.

Para as crianças, o domingo tem opções variadas: o Baratinha no Estacionamento 12 do Parque da Cidade, das 13h às 20h, com o lema A Criança Longe das Drogas; o Carnapati, no Setor Bancário Sul (atrás do Banco do Brasil), bloco da companhia teatral Mapati, das 10h às 18h; e o Eminha Kids, no Recanto das Emas (Praça da Bíblia), das 9h às 14h.

Confira a programação completa deste domingo:

  • Grito Carnaval Bloco Menino de Ceilândia – 11h às 17h – Via NM 1, em frente ao Shopping Popular, Ceilândia (frevo, maracatu e axé)
  • Bloco Baratinha 2026 – A Criança Longe das Drogas – 13h às 20h – Estacionamento 12 do Parque da Cidade, Plano Piloto (infantil)
  • Charrete – 12h às 20h – Praça do Solteiro, Vila Planalto (ritmos nordestinos – forró, brega e axé)
  • Seca Pimenteira – 15h às 22h – Avenida Ponte Alta, Quadra 603, Casa 16, Riacho Fundo II
  • Bloco dos Raparigueiros 2026 – 16h às 00h – Esplanada dos Ministérios, Plano Piloto (axé)
  • Bloco da Toca – 16h às 22h – Rua do Lazer, Avenida Boulevard Norte, esquina com a Avenida Parque de Águas Claras, Águas Claras
  • Bloco Afro Àsè Dúdú – 16h às 23h – Taguaparque, estacionamento 2 em frente ao Centro Cultural, Taguatinga (música afro percussiva)
  • Bloco das 11 – 17h às 23h59 – Avenida Comercial, Quadra 04, Setor Leste, Estrutural
  • Bloco das Montadas – 13h às 21h – Museu Nacional da República, Setor Cultural da República, Plano Piloto (LGBTQIA+)
  • Bloco dos Artistas – 15h às 19h – Parque de Águas Claras, às margens da Avenida Parque, Águas Claras
  • Bloco Carnapati – 10h às 18h – Setor Bancário Sul, Quadra 1, estacionamento ao fundo do edifício sede do Banco do Brasil, Plano Piloto (infantil)
  • Bloco Desmaiô – 10h às 20h – Galeria dos Estados, Plano Piloto
  • Eu Acho é Pouco – 16h às 00h – Quadra 32, Lote 11, Praça do Gaguinho, Bairro São José, São Sebastião
  • Eminha Kids – 09h às 14h – Quadra 300, Praça da Bíblia, Recanto das Emas (infantil)
  • Bloco de Pífanos Ventoinha de Canudo – 16h às 22h – Atrás da comercial da 201 Norte, rumo ao túnel da tesourinha da 201/202 Norte, Plano Piloto (pífanos e percussão)

TV Brasil leva ao ar, neste domingo, jogo entre Santa Rosa e Paysandu

Neste domingo (15), a TV Brasil transmite, a partir das 15h10, a partida entre Santa Rosa e Paysandu pela sexta rodada do Campeonato Paraense 2026. O confronto vai ao ar para todo o país com sinal gerado pela emissora TV Cultura do Pará, parceira da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). 

Santa Rosa e Paysandu ocupam as duas últimas vagas do G-8. As equipes entram em campo para a última rodada precisando vencer para avançar ao mata-mata. O duelo decisivo acontece às 15h30, no Estádio Ipixunão, em Ipixuna do Pará.

Campeonato Paraense 

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O campeonato é composto por 12 equipes divididas em dois grupos, onde os times de uma chave enfrentam os da outra em turno único, no sistema de pontos corridos. A classificação é contabilizada em uma tabela geral, da qual os oito melhores avançam para a próxima fase, enquanto os dois últimos são rebaixados. Caso haja empate na pontuação durante essa etapa, o desempate segue a ordem de mais vitórias, saldo de gols, gols marcados, menor número de cartões vermelhos, menor número de amarelos e, por fim, sorteio.

As quartas de final e as semifinais são decididas em jogos únicos, com disputa de pênaltis em caso de empate no tempo normal. Já a final é a única etapa disputada em partidas de ida e volta, onde o título é definido pelo saldo de gols nos dois confrontos ou, se necessário, pelas penalidades máximas.

Participam da edição de 2026 do Campeonato Paraense os times Remo, Paysandu, Tuna Luso, Águia de Marabá, Bragantino-PA, Cametá, Capitão Poço, Castanhal, Santa Rosa, São Francisco-PA, São Raimundo-PA e Amazônia Independente.

Além do Campeonato Paraense, a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), também exibe jogos de outros três campeonatos estaduais de futebol. Estão confirmados na programação os confrontos pela disputa dos Campeonatos Baiano, Capixaba, Cearense e Paraense.

Paralelamente, cumprindo com a missão de dar visibilidade ao esporte feminino, a emissora também exibe os jogos da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino pelo terceiro ano consecutivo.    

No caso dos campeonatos estaduais, as transmissões na telinha para todo o país serão geradas a partir das emissoras parceiras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A cobertura das partidas nos estádios, a narração e os comentários serão realizados pelas equipes dos canais dos estados: TVE Bahia, TV Cultura do Pará, TVE Espírito Santo e TV Ceará

Ao vivo e on demand  

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. 

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv. 

Serviço

Campeonato Paraense – Santa Rosa x Paysandu neste domingo (15), às 15h10, na TV Brasil 

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Com gol no fim, Fluminense bate Vitória pelo Brasileirão Feminino

O retorno esperado à Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol não foi o esperado pelo Vitória. Melhor para o Fluminense, que venceu as Leoas por 1 a 0 no Estádio Luso-Brasileiro.

A equipe carioca dominou as ações durante toda a partida, com 22 finalizações (11 em direção à meta), contra apenas uma (para fora) das baianas. No entanto, o gol do triunfo saiu nos acréscimos da segunda etapa. Aos 46 minutos, a atacante Kaline foi derrubada pela goleira Lorrana pouco antes de entrar na área. A camisa 1 do Vitória recebeu o cartão vermelho.

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Como as Leoas não poderiam fazer mais alterações, a zagueira Yasmin Índia vestiu as luvas de Lorrana, a camisa 12 da reserva Ingrid Sabino, e foi para o gol. A meia Patrícia Sochor, porém, cobrou falta com categoria, no canto direito, sem chances de defesa, garantindo os três pontos ao Fluminense no Rio de Janeiro.

A primeira divisão do Brasileirão Feminino teve início na última quinta-feira (12), com a vitória do Flamengo sobre o Mixto, por 1 a 0, no Dutrinha, em Cuiabá. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil. A zagueira Núbia anotou o gol do triunfo das rubro-negras.

Na sexta-feira (13), o Palmeiras goleou o América-MG por 4 a 0 na Arena Crefisa, em Barueri (SP), também com transmissão ao vivo da emissora da Empresa Brasil de Comunicação. O destaque das Palestrinas foi Brena, autora de dois gols. A também volante Duda Santos e a atacante Bia Zaneratto completaram o marcador.

Em outro jogo de sexta, o atual hexacampeão Corinthians venceu o Atlético-MG por 1 a 0, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A meia Letícia Monteiro balançou as redes para as Brabas.

Campeonato Baiano: Bahia abre vantagem, mas Jacuipense busca empate

Apesar de já classificado às semifinais do Campeonato Baiano e com a liderança da primeira fase garantida, o Bahia frustou o torcedor presente à Casa de Apostas Arena Fonte Nova neste sábado (14). O Esquadrão de Aço apenas empatou por 2 a 2 com a Jacuipense, em jogo transmitido ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TVE Bahia.

Com seis triunfos e dois empates, a equipe dirigida por Rogério Ceni foi a 20 pontos. São dez a mais que o arquirrival Vitória, que aparece em terceiro lugar, mas que ainda vai a campo pela oitava e penúltima rodada – o Rubro-Negro encara o Bahia de Feira na quarta-feira (18), às 21h30 (horário de Brasília), no Barradão, também em Salvador.

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A igualdade alcançada no fim da partida manteve a Jacuipense viva na briga por um lugar às semifinais (os quatro primeiros avançam). O Leão do Sisal tem os mesmos dez pontos de Vitória e Porto (quarto colocado), mas ocupa o quinto lugar pelo saldo de gols.

O clube de Riachão do Jacuípe (BA), porém, ainda não se livrou totalmente do risco de rebaixamento (os dois últimos caem). São dois pontos de vantagem para o Barcelona de Ilhéus (nono) e um para a Juazeirense (oitava). Os dois se enfrentam na quinta-feira (19), às 19h15, na Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA).

O Bahia, que atuou com uma equipe mista de jogadores da base e reservas, marcou o primeiro logo aos cinco minutos, com o meia Caio Alexandre aproveitando, na área, o cruzamento de Mateo Sanabria, pela direita. O argentino ainda participou do segundo gol. Foi dele, aos 23, o chute que desviou no também atacante Everaldo e sobrou para o volante Erick concluir para as redes.

A Jacuipense descontou aos 36 minutos do primeiro tempo com o meia Thiago. E quando parecia que o triunfo do Bahia estava encaminhado, veio o empate do Leão do Sisal. Aos 46 da etapa final, o volante Gustavo Pereira recebeu a bola na entrada da área e chutou no canto esquerdo do goleiro João Paulo, dando números finais ao jogo na Fonte Nova.

Fantasma busca empate

Se o Baianão ainda não concluiu a primeira fase, o Campeonato Paranaense já está nas semifinais. O jogo de ida do confronto ente Operário e Coritiba terminou empatado em 2 a 2, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR). O duelo de volta será no próximo sábado (21), às 16h, no Couto Pereira.

O Coxa abriu 2 a 0 no primeiro tempo, com gols do atacante Pedro Rocha, aos 13 e aos 46 minutos. O Fantasma reagiu na etapa final. Aos 19 minutos, com apoio do árbitro de vídeo (VAR), os donos da casa tiveram um pênalti, que o meia Boschilia converteu. Aos 32, após cobrança de escanteio pela direita, a bola sobrou na esquerda com Gabriel Feliciano. O lateral bateu de fora da área e venceu o goleiro Pedro Morisco, deixando tudo igual para o jogo em Curitiba.

Bloco do Amor faz carnaval respeitoso e livre de preconceitos no DF

Aceitar as diferenças é algo revolucionário. Por ser um espaço em que as diferenças podem conviver, o carnaval carrega consigo esse potencial revolucionário que, em passos de formiga ou na velocidade da luz, pode trazer a paz que todos merecem. É com esse pensamento que, ao longo de 11 anos de história, o Bloco do Amor vem ganhando cada vez mais espaço na capital do país.

O bloco, que ano passado chegou a ter um público de quase 70 mil pessoas segundo os organizadores, juntou novamente o público neste sábado de carnaval nos arredores da Biblioteca e do Museu Nacional.

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Fundado em 2015, o Bloco do Amor nasceu com o propósito de ocupar o centro de Brasília com manifestos político-poéticos de respeito, diversidade e afeto coletivo. Tudo com muita cor e glitter.

Trata-se, segundo os organizadores, de uma das celebrações mais emblemáticas e afetuosas do carnaval de Brasília, em uma mistura de nostalgia e celebração que espalhou um mar de brilho no centro de Brasília.

Sonhar como ato de existência

Na edição de 2026, o bloco veio com o lema Sonhar como Ato de Existência, proposta que enxerga o sonho e a alegria como ferramentas de resistência e de transformação social.

Com o público extremamente plural da comunidade LGBTQIAPN+, o bloco se apresenta como um território livre de preconceitos, onde a folia está presente de forma respeitosa.

“A diversidade está presente, inclusive, na variedade de ritmos que empurram os foliões, indo do axé retrô ao eletrônico, passando pela música pop, MPB e pelo forró”, explicou à Agência Brasil a coordenadora geral do Bloco do Amor, Letícia Helena.

Letícia Helena conta que a diversidade está presente inclusive na variedade de ritmos do bloco- Valter Campanato/Agência Brasil

A edição 2026 integra a Plataforma Monumental, uma estrutura montada para comportar diversos eventos ao longo de quatro dias.

Amor na cidade

Produtora cultural, cantora, figurinista e formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), Letícia Helena explica que o Bloco do Amor surgiu da “necessidade de discutirmos o amor nesta cidade; o que queremos e o que somos, de forma a trazer mais representatividade para os espaços”.

“Nascemos de um trabalho voluntário na Via S2 do Plano Piloto, onde havia muitos profissionais que vendiam amor. Foi ali a primeira edição do bloco. Como cresceu muito, o espaço não comportava mais o público, mudando para a área externa do Museu Nacional de Brasília”, acrescentou.

Segundo ela, são 11 anos de folia curtida com respeito, usando da comunicação para passar, ao público, mensagens sobre aceitação e bom convívio na diversidade.

“Percebemos, ao longo desses anos, muitas coisas melhorando. Isso está nas estatísticas. Para você ter uma ideia, o número de casos de assédio eram muito grandes no começo. Mas em 2024 conseguimos fazer uma festa que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, zerou a quantidadde de registros de violência e assédio contra mulheres”, comemora a coordenadora do bloco

Segundo ela, muito disso se deve ao trabalho de preparação que é feito com a equipe de produção. “Temos até protocolos indicando como agir nas mais diversas situações”.

Bloco do coração

A poucos metros do palco, onde diversos dançarinos expressavam, em seus movimentos, toda as sensações provocadas por um ritmo eletrônico bem diferente daquelas músicas tradicionais do carnaval, Fernando Franq, 34, e Ana Flávia Garcia, 53, diziam que o Bloco do Amor era o bloco dos corações do casal.

Fernando Franq e Ana Flávia Garcia dizem que o Bloco do Amor é o bloco do coração deles – Valter Campanato/Agência Brasil

“É um ambiente com o qual nos identificamos, de muita arte e com muitos artistas. Um lugar seguro para a comunidade LGBT, organizado por amigos que também estão em nossos corações”, disse Fernando.

Ana Flávia acrescenta que, além de muito musical, o Bloco do Amor é seguro e sem preconceitos. “É um ambiente reverberado por pessoas apropriadas do próprio corpo. Aqui, todos são aceitos”.

Por esse motivo, ela reitera que, em sua essência, o carnaval é revolucionário, quando agrega respeito e aceitação ao pensamento coletivo.

“Note que temos uma juventude que já percebe a importância de um ambiente tranquilo por ser respeitoso, onde a nudez pode e deve ser respeitada, livre de assédios e preconceitos”, argumentou.

Clarice só quer amor e curtição no primeiro carnaval que aproveita em Brasília – Valter Campanato/Agência Brasil

Primeiro carnaval

Uma dessas jovens mencionadas pela foliã é Clarisse Pontes, 22, recém formada em Biologia. “É a primeira vez que vou a um bloco de carnaval”, confessa a bióloga que trabalha, também, como babá.

Ela diz que sempre ouviu muitas histórias relacionando carnaval a bebidas e dança, mas que o que espera ter é “muita paz e curtição”, neste bloco tão associado a aceitação e respeito à diversidade.

 

 

“Penso que, como disseram aqui, os espaços de Brasília são de todos, com todos, para todos. Que a gente tenha um carnaval de muita diversidade e respeito.

Com um currículo de quatro edições de Bloco do Amor, o estudante Alasca Ricarte, 23, explica que a fantasia dele mistura o mito grego de Dionisus com a bandeira da bisexualidade.

Para Alasca, o carnaval é uma oportunidade para as pessoas se mostrarem de uma forma mais verdadeira. “O que mais agrada aqui é isso: ser livre como quero, ser aceito e aceitar a todos como todos são”, disse.

Alasca vê o carnaval como um momento de liberdade e aceitação- Valter Campanato/Agência Brasil

Na avaliação do estudante de design da UnB, o mundo tem conseguido avançar no sentido da aceitação das diferenças, “ainda que haja forças atuando sempre no sentido inverso”.

O estudante lamenta que Brasília ainda seja um lugar onde pessoas conservadoras e preconceituosas tentam desmanchar o carnaval e a liberdade que ele representa.

“A cidade é um verdadeiro palco de disputas por espaço, entre habitantes com ideais diferentes sobre o uso do espaço. Percebo que, quanto mais tenso o embate, mais difícil é o debate sobre aceitação. O que garante os avanços é exatamente a nossa resistência. As pessoas têm de entender que, mesmo sendo um quadrado pequeno, Brasília é para todos”, argumentou.

Respeito à liberdade

Foi também em busca de um carnaval onde homens e mulheres se respeitam que a estudante Ana Luíza, 25, optou pela folia no Bloco do Amor. “Ví muito, em outros blocos, mulheres sendo desrespeitadas por homens. A meu ver, carnaval, para ser bom, tem de ser curtido com respeito à liberdade”, disse

“Vim aqui porque gosto desse ambiente de aceitação, e aceitação significa, também, segurança. Este é um bloco mais tranquilo, que tem como lema o amor e o convívio entre pessoas que buscam a alegria do carnaval”, disse à Agência Brasil a estudante.

Ricardo Maurício quer que a filha compreenda a riqueza das diferenças- Valter Campanato/Agência Brasil

Acompanhado da esposa e da filha de 7 anos, Ricardo Maurício, 41, diz que conversa muito com a filha sobre a questão da diversidade. “Sempre trabalhei esse tema da diversidade com a minha família, até porque temos uma família diversa”, disse.

“Respeitamos diferenças e vivemos na diversidade de um mundo que é grande e diverso. Quero que minha filha saiba disso, e que compreenda a riqueza das diferenças. Ela está acostumada com isso, até porque convive com casais gays e trans. Para ela, a diversidade já é algo trivial”, complementou.

Pegadas de dinossauros são achadas próximas dos Jogos de Inverno

Paleontólogos italianos descobriram milhares de pegadas de dinossauros em uma parede rochosa quase vertical a mais de 2 mil metros acima do nível do mar no Parque Nacional Stelvio, uma descoberta que, segundo eles, está entre os sítios mais ricos do mundo para o período Triássico.

As pegadas, algumas com até 40 centímetros de largura e apresentando marcas de garras, estendem-se por cerca de cinco quilômetros no vale glacial de alta altitude de Fraele, perto de Bormio, uma das sedes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, na região norte da Lombardia.

“Este é um dos maiores e mais antigos sítios de pegadas da Itália, e um dos mais espetaculares que vi em 35 anos”, disse Cristiano Dal Sasso, paleontólogo do Museu de História Natural de Milão, em uma coletiva de imprensa na terça-feira na sede da Região da Lombardia.

Especialistas acreditam que as pegadas foram deixadas por manadas de herbívoros de pescoço comprido, provavelmente plateossauros, há mais de 200 milhões de anos, quando a área era uma lagoa quente, ideal para os dinossauros vagarem pelas praias, deixando rastros na lama perto da água.

“As pegadas foram impressas quando os sedimentos ainda estavam moles, nas amplas planícies de maré que circundavam o Oceano Tétis”, disse Fabio Massimo Petti, icnólogo do museu MUSE de Trento, que participava da mesma coletiva de imprensa.

“A lama, agora transformada em rocha, permitiu a preservação de detalhes anatômicos notáveis ​​dos pés, como impressões dos dedos e até mesmo das garras”, acrescentou Petti.

À medida que a placa africana se movia gradualmente para o norte, fechando e secando o Oceano Tétis, as rochas sedimentares que formavam o fundo do mar foram dobradas, criando os Alpes.

As pegadas fossilizadas de dinossauros mudaram de uma posição horizontal para uma vertical na encosta de uma montanha, avistadas por um fotógrafo de vida selvagem em setembro enquanto perseguia veados e abutres-barbudos, disseram especialistas.

“As ciências naturais oferecem aos Jogos de Milão-Cortina 2026 um presente inesperado e precioso de eras remotas”, disse Giovanni Malagò, presidente do Comitê Organizador de Milão-Cortina 2026, a jornalistas.

A área não pode ser acessada por trilhas, portanto, drones e tecnologias de sensoriamento remoto terão que ser usados ​​para estudá-la.

Festival Rec-Beat começa neste sábado no Recife, celebrando 30 anos

No começo da noite deste sábado (14) gordo de Carnaval, o Cais da Alfândega, no Recife, receberá mais uma edição do Rec-Beat – festival que comemora 30 anos em 2026, mantendo vivas a vitalidade e a inquietação que marcaram sua origem.

Fundado em 1995 por Antonio Gutierrez, o Gutie, o Rec-beat construiu ao longo de sua história uma trajetória pautada pela diversidade, onde diferentes públicos, estéticas e gerações se encontram.

O festival se consolidou como um espaço de descoberta, experimentação e circulação de novas ideias musicais, unido pelo diálogo entre tradições e vanguardas.

Em um cenário cada vez mais marcado pela mesmice, o Rec-Beat traz em sua programação a mescla entre gêneros, estilos e cenas, misturando artistas do Brasil e do mundo, e atendo às transformações da música, se firmando como um manifesto cultural cada vez mais necessário nos dias de hoje.

De 14 a 17 de fevereiro, de forma gratuita, o festival inaugura sua plataforma de descoberta, circulação e diálogo entre cenas do Brasil, da América Latina e da África.

Entre os destaques desta edição, nomes emergentes como NandaTsunami, AJULLIACOSTA e Jadsa se somam a artistas como Djonga, Johnny Hooker e Carlos do Complexo.

O pernambucano Johnny Hooker faz um retorno ao Rec-Beat com a estreia nacional da turnê Viver e Morrer de Amor na América Latina, baseada em seu quarto álbum de estúdio.

O festival traz ainda Chico Chico, Josyara, AJULLIACOSTA e Felipe Cordeiro, que celebra 20 anos de carreira como um dos pioneiros na fusão de sonoridades amazônicas, dividindo o show com Layse, nome emergente da cena paraense.

Nomes internacionais como o senegalês Momi Maiga Quartet e os colombianos Ghetto Kumbé também estarão presentes. A curadoria traduz a proposta do festival, pautado pela diversidade estética e experimentação sonora.

Com público de mais de 60 mil pessoas por edição, o festival segue com o interesse renovado em propiciar uma experiência inesquecível em um ambiente democrático e inclusivo.

Música eletrônica

Uma das principais novidades desta edição é o lançamento do Moritz, projeto dedicado exclusivamente à música eletrônica, que estreia dentro da programação do Rec-Beat, ocupando o palco neste primeiro dia do festival.

Pensado como uma plataforma autônoma, o Moritz nasce como uma expansão natural do DNA do Rec-Beat e deve ganhar edições próprias no futuro, com foco na pista, na curadoria autoral e na experimentação.

Estão confirmados na programação a DJ e produtora pernambucana Paulete Lindacelva, Carlos do Complexo, a colombiana Piolinda Marcela, SPHYNX, LOFIHOUSEBOY e DAVS. 

Entre os destaques deste ano está o senegalês Momi Maiga Quartet, virtuose do tradicional instrumento kora, que funde jazz étnico, flamenco e música africana. Seu segundo álbum, Kairo (2024), traz uma abordagem política e humanista, em um diálogo entre África, Europa e Mediterrâneo. 

Outro nome é Faizal Mostrixx, produtor e performer ugandense que criou o conceito de tribal electronics, mesclando gravações de campo, ritmos regionais do Leste Africano e música eletrônica de pista.

Também está na programação a DJ e produtora nigeriana-britânica residente na Alemanha Kikelomo, com uma fusão de drum’n’bass e jungle.

O lineup de DJs que se apresentam na abertura e intervalo dos shows, traz uma diversidade de estilos e propostas sonoras. Por mais um ano, o festival destaca a cena eletrônica local com um lineup inteiramente pernambucano, tendo como co-curador KAI, DJ e pesquisador musical.

Zoe Beats, cria de Camaragibe, faz um set baseado no grime, garage e jungle, alinhadas com as referências pernambucanas, como o manguebeat.

Afrobitch propõe um intercâmbio das múltiplas vertentes do house com gêneros como dembow, dancehall e funk, sempre com uma perspectiva negra e afrodiaspórica. Bobi une disco e house com ritmos afrolatinos, com samples que vão do piseiro ao funk.  

A programação completa pode ser conferida na página do festival na internet.

Caso de Itumbiara acende alerta para violência vicária; entenda

Em meio aos mais diversos tipos de violência contra a mulher registrados todos os dias no Brasil, um caso no interior de Goiás trouxe à tona uma modalidade pouco conhecida ou, pelo menos, pouco comentada: a chamada violência vicária, que ocorre quando um homem machuca ou mata pessoas íntimas de uma mulher com o objetivo de puni-la ou de atingi-la psicologicamente.

Na última quarta-feira (11), o secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, atirou contra os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, tirou a própria vida. Um dos meninos, de 12 anos, morreu antes que pudesse ser socorrido. O irmão mais novo, de 8 anos, foi levado ao hospital em estado gravíssimo, mas morreu horas depois. 

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Em entrevista à Agência Brasil, a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, descreveu o conceito de violência vicária como uma situação em que o agressor ofende e cria situações de dor e até morte para atingir pessoas que têm relação de afeto com a vítima, principalmente filhos, mas também mães e mesmo animais de estimação.

“Na maioria das vezes, são utilizados crianças e adolescentes, filhos daquela mãe, porque são o maior vínculo afetivo que ela tem. Para poder penalizar a mãe – que foi exatamente o caso em Itumbiara, em que o pai matou os dois filhos para atingir a mãe. É como se ela recebesse a maior penalidade que uma pessoa pode receber, que é ter um filho executado”, explicou.

Estela lembrou que, no caso de Itumbiara e na grande maioria dos demais casos, o agressor constrói ainda uma narrativa em que se coloca como vítima e responsabiliza a companheira pelo ocorrido. Antes de atirar contra si mesmo, Thales Machado postou, nas redes socias, uma carta em que cita uma suposta traição por parte da esposa e uma crise conjugal.

“Ele executa os filhos e constrói, antes de morrer, por meio de narrativas, a responsabilização da esposa. E ainda coloca sobre ela a responsabilidade da morte, da execução que ele cometeu, porque estava sendo rejeitado e o relacionamento amoroso já não correspondia ao que ela desejava para a vida dela”, detalhou a secretária.

“O mais grave dessa situação é que há manipulação. O assassino e também suicida construiu uma narrativa para culpabilizar a vítima que, neste caso, é a mulher. Ela teve os filhos assassinados, teve a imagem dela e a história dela expostas e a responsabilidade, na tragédia, pela narrativa social e pelo machismo, sobrecai nela”, disse. “Esse tipo de violência tenta penalizar a mulher e responsabilizá-la pelo crime cometido. E o crime cometido é escolha de quem mata. Quem mata escolheu matar. Não é responsabilidade da mulher”, completou.

Secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, diz que na violência vicária agressor constrói ainda narrativa em que se coloca como vítima – Foto Ministério das Mulheres

Segundo Estela, casos de violência vicária são muito comuns no Brasil, mas pouco falados.

“Esse tipo de violência é sistemático, acontece no dia a dia. Vai de situações sutis até situações mais explícitas, como essa em que o homem executa os próprios filhos”.

Ela citou outro caso recente de violência vicária registrado no país, em que um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) agride o filho e a ex-companheira.

“Na cena em que vemos um servidor da CGU atacar uma criança e a mulher, ele ataca primeiro a criança. A mulher tenta proteger a criança e ele ataca também a mulher. Ele bate na criança e na mulher. Quando a mulher se livra, ele ataca a criança novamente. Então, atacar o filho, a mãe e até os animais domésticos ou maltratá-los é uma coisa cotidiana, que acontece em situações de violência doméstica.”

“Há uma cultura muito machista presente no Brasil e no mundo. Há uma assimetria de gênero muito forte, potencializada em várias áreas, na representação política, na economia, onde mulheres recebem menos do que homens, mesmo sendo mais qualificadas. E a maior expressão dessa assimetria se dá no instrumento de violência, um instrumento de manutenção da mulher num lugar de subalternidade, de medo, que não permite a liberdade”, completou.

Sociedade civil

Ao comentar o caso em Itumbiara, o Instituto Maria da Penha, organização não governamental (ONG) que atua no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres, confirmou que casos de violência vicária não são exceção. “É uma forma de violência de gênero que atinge mulheres por meio de crianças e adolescentes. Quando filhos e filhas são usados como instrumentos de controle, punição ou chantagem”.

“Não estamos falando de conflito familiar. Estamos falando de violência. E de violação grave de direitos humanos. Por muito tempo, essa prática foi naturalizada, invisibilizada ou tratada como disputa privada. O resultado é o sofrimento silencioso de mulheres e o impacto profundo no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.” 

Para a ONG, avançar no debate é fundamental. “O Brasil reconheceu oficialmente [por meio de resolução conjunta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher] a violência vicária como violência de gênero e estabeleceu diretrizes para a atuação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, reforçando a necessidade de prevenção, proteção e resposta interinstitucional”.

“Nomear a violência é o primeiro passo para enfrentá-la. Informação de qualidade também é uma forma de proteção. O Instituto Maria da Penha atua para fortalecer políticas públicas, qualificar o debate e contribuir para que nenhuma forma de violência seja tratada como invisível. A informação precisa circular para proteger vínculos, infâncias e direitos.”

A entidade alerta para as seguintes formas em que a violência vicária pode se manifestar:

– ameaças envolvendo os filhos;

– afastamento forçado da convivência;

– manipulação emocional;

– falsas acusações;

– sequestro ou retenção ilegal de crianças.

Defensoria pública

Ao se posicionar sobre o caso em Itumbiara, a Defensoria Pública Estadual de Goiás (DPE-GO) publicou nota em que reforça que atos de abuso, violência e feminicídio são crimes e que a prática de ferir os filhos para atingir a mãe tem nome: violência vicária. “Ela não tem culpa. Ponto final”.

“Em novembro de 2024, a DPE-GO promoveu a campanha Ela Não tem Culpa – 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, em que buscou refletir sobre a constante culpabilização e julgamento das mulheres, mesmo quando elas são vítimas”, destacou o órgão.

“A DPE-GO reforça que a responsabilidade é sempre de quem comete a violência. Independentemente do comportamento, da roupa ou da voz de quem está do outro lado. E expor a mulher vítima de violência pode configurar crime. Refletir sobre a culpabilização da mulher é o primeiro passo para romper com desigualdades de gênero que perpetuam ciclos de violência.”

 

Nicole Silveira alcança melhor resultado olímpico do Brasil no gelo

A gaúcha Nicole Silveira atingiu o melhor resultado olímpico da história do Brasil em provas de gelo. Neste sábado (14), a brasileira concluiu a disputa do skeleton nos Jogos de Inverno das cidades italianas de Milão e Cortina na 11ª colocação. São duas posições à frente do que a própria atleta obteve em 2022, na edição de Pequim, na China.

No skeleton, os atletas encaram uma pista de gelo a bordo de um trenó individual, de bruços e com a cabeça para frente, após largarem de pé. A velocidade pode superar os 140 quilômetros por hora (km/h). Ao todo, são quatro descidas, sendo duas em um dia e duas em outro. Vence o competidor com a menor somatória de tempo.

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Ao todo, Nicole cravou o tempo de 3min51s82, ficando a 42 centésimos de um top-10. Na sexta-feira (13), a primeira descida foi feita em 57s93 e a segunda em 57s85. Neste sábado, a gaúcha inicialmente completou o percurso no gelo em 58s11. Na quarta e última descida, ela repetiu a marca da primeira (57s93).

A medalha de ouro foi para a austríaca Janine Flock, com somatória de 3min49s02. Ela ficou 30 centésimos à frente da alemã Susanne Kreher, campeã mundial em 2023, que levou a prata. Outra competidora da Alemanha, Jacqueline Pfeifer, ficou com o bronze. A belga Kim Meylemans, esposa de Nicole, foi a sexta colocada.

Considerando resultados femininos em gelo e neve, o feito de Nicole fica atrás apenas do nono lugar da carioca Isabel Clark nos Jogos de Turim, na Itália, no snowboard cross, em 2006. Este também era o melhor desempenho do país em uma Olimpíada de Inverno até Lucas Pinheiro Braathen, norueguês de nascimento, que decidiu representar o Brasil de sua mãe, ser ouro na prova do slalom gigante neste sábado.

Nicole, de 30 anos, nasceu em Rio Grande (RS), mas se mudou aos sete anos para Calgary, no Canadá, onde conheceu o skeleton. Além de atleta de alto rendimento, a gaúcha, que chegou a treinar fisiculturismo, atua como enfermeira. Em 2020, em meio à pandemia da covid-19, ela falou à Agência Brasil sobre o dia a dia nos hospitais em que trabalhava à ocasião, um deles infantil.

Tarde de blocos no Bixiga valoriza músicas brasileiras em São Paulo

O desfile de blocos no circuito do Bixiga, na capital paulista, juntou alguns milhares de foliões animados em meia dúzia de blocos na tarde deste sábado (12).

Mais modesto dentre os circuitos do centro paulistano e um dos mais tradicionais, guarda em suas vielas e escadões entre a Praça Dom Orione e a Rua Santo Antônio boa parte da memória do samba paulista.

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“Escolhi por essa mistura, porque é um bloco bom, tranquilo e super agitado”, contou Cristiane Curaça, estudante e criadora de conteúdo digital de São Carlos (SP), que passa o primeiro carnaval acompanhando o circuito e terceiro curtindo a festa na capital. 
Cristiane Curaça acha o bloco ao mesmo tempo tranquilo e agitado- Paulo Pinto/Agência Brasil

A região é lar de parte da comunidade negra da cidade, berço do Vai-Vai, uma das escolas com maior tradição na elite da liga paulistana, e espaço de resistência à gentrificação do centro antigo, com casarões e predinhos que resistem aos grandes empreendimentos.

Não à toa, teve uma tarde de festa acolhedora e animada. Ainda na Rua Santo Antônio as amigas Ana Clara Bastos, atriz, e Alana Melo, estudante universitária, da cidade de Americana (SP), dançavam fantasiadas de diabas.

“Tá um inferninho bom, bem acolhedor aqui. Pouco hétero, os que tem estão respeitando, sem assédio e aceitando o não”, contou Ana Clara, frequentadora habitual da folia na cidade.

Em geral considerou a organização boa, mas teve uma experiência ruim no bloco  de Calvin Harris, na semana passada. “Aquele estava um inferno ruim, a polícia dava mais medo que segurança pra gente, bem diferente de hoje”, completou Alana. As amigas ainda irão a blocos na segunda, por decidir qual, e ao Agora Vai, também neste circuito, na terça-feira.

“Um inferninho bom”, disse uma foliã- Paulo Pinto/Agência Brasil
Policiamento durante passagem do Desfile do Bloco. G Treme Mon Amour, no bairro da Bela Vista. – Paulo Pinto/Agência Brasil

A presença da polícia e da Guarda Municipal foi uma constante, inclusive com agentes portando escopetas. 

Além dos carros de som, com destaque para a banda ao vivo no JeTreme Mon Amour, a multidão aproveitou o tempo firme e ameno, muitos parando nas cantinas, bares e adegas da Treze de Maio, endereço tradicional da boemia do centro da capital paulista. 

Pela primeira vez no carnaval da cidade, o turista Kim Maruyama se surpreendeu com a facilidade para encontrar os blocos e aproveitar os momentos da festa. O técnico de geração veio de São José do Rio Preto e achou o carnaval maravilhoso. 

“É muito diferente do que esperávamos, pelo que vinha falando a mídia. Tranquilo, animado e gostoso, vou aproveitar mais dias”.

Só pesou contra ele e os amigos a indecisão.  “Eram muitas opções, demoramos para decidir, tomara que sejamos mais rápidos nos próximos dias”, disse em meio a sorrisos.

Kim Maruiama se surpreendeu positivamente com o carnaval paulista – Paulo Pinto/Agência Brasil

Cheia ao longo da tarde, acima e abaixo da Igreja de Nossa Senhora Achiropita, a 13 de Maio recebeu bem os foliões, não apenas nos comércios, abertos e animados, mas também nas sacadas e janelas, onde os moradores, principalmente as crianças, saudavam a alegria dos brincantes. 

Sem surpresas, a festa acolheu jovens e não tão jovens assim e trouxe ritmos brasileiros como funk, MPB, músicas de Tim Maia e Lulu Santos com uma pegada mais eletrônica e até mesmo o rap dos Racionais MCs. Os blocos em geral deixaram pouco lixo em seu caminho, graças também à presença constante de trabalhadores de reciclagem.

Um destaque positivo ficou também para a boa distância entre os blocos, com boa divisão do tempo de chegada na Praça Dom Orione, onde dispersaram.  A disponibilidade de banheiros públicos foi razoável no circuito, com presença de cabines tanto na parte de baixo quanto na dispersão, embora não suficiente para dar conta da demanda dos pontos críticos, com algumas pessoas fazendo de ruas como a Delegado Everton um banheiro a céu aberto. 

Bloco Aparelhinho celebra 15 anos de carnaval em Brasília

No início, era apenas um som eletrônico montado sobre um carrinho alegórico cruzando as ruas da cidade onde diziam que “não tinha carnaval”. Inspirado nas aparelhagens do Pará, neste sábado (14), o Aparelhinho completa 15 anos consolidado não apenas como um bloco, mas como um movimento de apropriação do carnaval de rua e ressignificação do espaço público na capital federal.

“É puro amor à cidade, às ruas da cidade, às avenidas ocupadas e coloridas; é vontade mesmo de ver o carnaval de rua acontecendo aqui”, disse o DJ Rafael Ops, um dos fundadores do bloco, em entrevista ao programa Espaço Arte da Rádio Nacional FM de Brasília, nesta sexta-feira (13).

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“Assim como uma fanfarra que toca sua flauta, seu instrumento pela rua, a gente quer sair empurrando nosso carrinho pela rua também”, contou Ops.

 

Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, os Djs, Rodrigo Barat (e) e Rafael Ops (d) – Joédson Alves/Agência Brasil

 

O DJ explicou que o primeiro carrinho foi construído na oficina de marcenaria do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Na época, era estudante de artes cênicas na UnB e fez o primeiro projeto em parceria com o arquiteto Gustavo Góes.

“Ele não surgiu como um trio elétrico, como um palco, ele surgiu como um objeto empurrável que pode ocupar marquise, túnel, subir em calçada, ele vai para onde a gente imaginar. Era simplezinho, com quatro caixinhas de som ativas. Chegamos no primeiro ano sem expectativa nenhuma e tivemos um ano maravilhoso. Já de cara, a cidade amou o projeto e hoje estamos aí completando 15 anos”, celebrou.

Ao longo dos anos, o carrinho elétrico evoluiu para uma estrutura mais tecnológica e visualmente impactante com as cores do bloco: azul e laranja. Os organizadores explicaram que já teve carrinho de madeira, de ferro, foi online na pandemia, foi charrete, foi trio e já foi carreta.

Evolução do Bloco Aparelhinho – bloco.aparelhinho/Instagram

Há alguns carnavais, o Aparelhinho sai às ruas com o apoio financeiro da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e, em 2026, tem cerca de 100 pessoas envolvidas na organização.

Bruna defende a importância de formar novos públicos carnavalescos para que a folia possa dominar a cidade uma vez por ano – Joédson Alves/Agência Brasil

A publicitária Bruna Daibert frequenta o bloco desde a primeira edição, em 2012, e resume: “amo muito o carnaval. Enquanto o Aparelhinho sair, eu vou também”. “É o bloco em que encontro meus amigos, que a gente está em casa, que trago minha filha, que eu faço questão de vir”, disse, explicando que a filha, hoje com 16 anos, se diverte no bloco desde criança.

“Acho muito importante a gente formar esse novo público de carnavalescos, pra gente se fixar cada vez mais e o carnaval ocupar, inclusive, o meio das quadras [residenciais]”.

Bruna se referiu à disputa entre os que querem a festa popular em todos os espaços e aqueles que defendem a concentração dos blocos em lugares fixos, em razão do barulho e da sujeira.

Em 2023, por exemplo, o bloco Galinho de Brasília, um dos mais tradicionais da capital federal, cancelou o desfile diante da restrição de trajeto por quadras residenciais da Asa Sul. Hoje, o bloco de frevo se concentra no Setor de Autarquias Sul.

“Acho que a gente tem que ocupar a cidade inteira, é uma vez por ano. Deixa o carnaval acontecer, é tão bonito, tão colorido, tão feliz”, completou Bruna.

Música eletrônica

Arrastando os foliões pelo Setor Bancário Sul de Brasília, o aniversário do bloco contou com um repertório de músicas elaborado pelos DJs fundadores – Pezão, Rafael Ops e Rodrigo Barata – além dos convidados Biba e Mica e Pororoca DJs, com Emidio e Leroy. “A gente toca música do mundo”, disse Barata, também em entrevista à Rádio Nacional FM de Brasília.

Barata contou que a linguagem sonora é de base eletrônica e passa por remix de músicas dos carnavais brasileiros, dos frevos, axés, sambas-enredos, brega funk, piseiro, até rock and roll e música eletrônica de várias vertentes.

Iago Roberto diz que o carnaval brasiliense não o decepcionou – Joédson Alves/Agência Brasil

É o primeiro carnaval do cozinheiro Iago Roberto e a festa, para ele, não decepcionou.

“Não escuto [música eletrônica] no dia a dia, mas estou curtindo. Só a energia da galera nesse lugar já está maravilhosa”, disse.

 

Mais novo, Iago contou que priorizava o trabalho e os estudos e, após três anos morando fora do Brasil, voltou com vontade de conhecer o carnaval de rua. “Amo Brasília. Estava com expectativa alta e está atendendo”, afirmou.

Fabiana Montandon encontrou desafios nas ruas do Setor Bancário Sul – Joédson Alves/Agência Brasil

O Aparelhinho é promovido como um espaço democrático e inclusivo e também recebe foliões infantis e pessoas com dificuldade de locomoção.

Mas a dentista Fabiana Montandon encontrou desafios pelas ruas do setor bancário. “Bastante buraco na pista, a calçada não tem rampinhas pra descer e o banheiro é pseudo-acessível”. Ela acompanha o Aparelhinho há 10 anos e, neste ano, mesmo com a perna imobilizada, estava no bloco.

“Eles anunciaram que era espaço acessível e eu vim por isso. Mas a gente só se dá conta quando está nessa situação”, disse.

 

“Gosto bastante de música eletrônica, o Aparelhinho é bem diverso, toca música moderna, dos anos 80, eu adoro esse bloco”, afirmou.

Moraes vota por rejeitar recurso de réus do Núcleo 3 da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela rejeição de recursos apresentados por sete condenados na Ação Penal (AP) 2696 por tentativa de golpe de Estado. O ministro é o relator da ação.

Os recursos estão sendo apreciados pela Primeira Turma do STF em Plenário Virtual. Os outros três ministros do colegiado – Carmem Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino – tem até as 23h59 do dia 24 de fevereiro, para manifestarem seus votos.

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Os condenados integram o chamado Núcleo 3 da trama golpista, responsabilizado pela Primeira Turma do STF de planejar ações táticas para efetivar o plano golpista e tentar sequestrar e matar o ministro Alexandre de Moraes, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No núcleo, há militares que faziam parte do grupamento de forças especiais do Exército, identificados como “kids pretos”. O grupo também disseminou notícias falsas sobre as eleições, fez pressão junto ao alto comando das Forças Armadas para aderirem ao golpe.

Foram réus do Núcleo 3 nove militares e um policial federal:

  • Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
  • Estevam Theophilo (general);
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
  • Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel);
  • Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
  • Wladimir Matos Soares (policial federal).

Desse grupo, apenas o general Estevam Theophilo foi absolvido dos crimes que era acusado.

Réus confessos

O coronel Márcio Nunes de Resende Júnior e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior foram condenados por crimes considerados mais leves como incitação à animosidade das Forças Armadas e associação criminosa.

Os dois militares confessaram os crimes e fizeram acordo com o Ministério Público para substituir as penas por Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs) e ficarão em regime aberto.

Os demais, que agora apresentam recursos, deverão cumprir pena em regime fechado e foram condenados por organização criminosa armada, golpe de Estado, ataque violento ao Estado Democrático de Direito, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração do patrimônio tombado. As penas variam de 16 a 24 anos.

Lula parabeniza Lucas Pinheiro por ouro inédito nos Jogos de Inverno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou neste sábado (14) a medalha de ouro conquistada pelo brasileiro Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante, modalidade esportiva dos Jogos Olímpicos de Inverno.

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Para Lula, o resultado inédito conquistado pelo atleta demonstra que o esporte brasileiro “não tem limites”.

“É o reflexo de talento, dedicação e do trabalho contínuo de fortalecimento do esporte em todas as suas dimensões”, completou, ao citar que Lucas e toda a equipe envolvida na conquista inspiram novas gerações e ampliam o horizonte do esporte nacional.

Entenda

O slalom gigante consiste em duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve, as chamadas portas, separadas por cerca de 25 metros. O esquiador deve passar entre eles. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo.

Nascido em Oslo, capital da Noruega, mas de mãe brasileira, Lucas realizou as descidas em 2 minutos e 25 segundos, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.

Lucas assumiu a liderança na primeira descida, ao concluir o percurso em 1 minuto, 13 segundos e 92 milésimos. Apesar de fazer apenas o 11º melhor tempo na descida seguinte (1 minuto, 11 segundos e 8 milésimos), a marca foi suficiente para o brasileiro se manter à frente dos suíços.

 

Brasil encerra Mundial de parabadminton com bronze de Vitor Tavares

O Campeonato Mundial de parabadminton terminou neste sábado (14), em Manama, no Bahrein. A participação brasileira chegou ao fim na última sexta-feira (13), com o paranaense Vitor Tavares conquistando a medalha de bronze nas duplas masculinas da classe SH6 (baixa estatura).

Vitor atuou ao lado do estadunidense Miles Krajewski. Na semifinal, eles perderam para os chineses Lin Naili e Zeng Qingtao por 2 sets a 0, parciais de 21/14 e 21/12. Como não há disputa de terceiro lugar, a parceria do brasileiro assegurou o bronze. Mesma cor de medalha que o paranaense obteve na Paralimpíada de Paris, na França, em 2024, mas jogando simples.

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Desta vez, Vitor ficou distante da briga por medalhas na chave individual. Ele foi eliminado nas oitavas de final do Mundial. Curiosamente, quem o superou foi Krajewski, parceiro de duplas. O brasileiro realizou oito jogos em Manama, com seis vitórias e duas derrotas.

Ao todo, 14 atletas representaram o país no Mundial, que teve início no último dia 8 de fevereiro. Fora Vitor, os melhores resultados vieram com as mulheres em classes para atletas com deficiências de membros inferiores, mas que andam.

Na disputa de simples da classe SL4, a maranhense Ana Carolina Coutinho e a paranaense Edwarda Oliveira atingiram as quartas de final. Mesma campanha da parceria entre a paulista Mikaela Almeida e a paranaense Kauana Beckenkamp nas duplas das classes SL3-SU5 (inclui atletas com deficiência de membros superiores).

STF forma maioria contra aposentadoria especial a vigilantes

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no plenário virtual contra a concessão de benefício para a aposentadoria especial de profissionais da vigilância. Por seis votos a quatro, os ministros votaram a favor do voto divergente, apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O relator da matéria – e voto vencido – foi o ministro Kássio Nunes, cujo posicionamento era favorável a conceder aos vigilantes carreira especial, o que concederia a eles aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Votaram contrários à aposentadoria especial para vigilantes os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e André Mendonça, além de Gilmar Mendes.

Votaram a favor do benefício os ministros Kassio Nunes Marques (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

INSS

O plenário virtual da Corte julga recurso do INSS para derrubar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância que reconheceu o benefício.

O instituto alega que o serviço de vigilância se enquadra como atividade perigosa, sem exposição aos agentes nocivos, e dá direito somente ao adicional de periculosidade.

Pelos cálculos da autarquia, o reconhecimento do benefício terá custo de R$ 154 bilhões em 35 anos.

O caso envolve a discussão sobre as mudanças promovidas pela reforma da previdência de 2019, que passou a prever que a aposentadoria especial vale nos casos de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde.

Com a entrada em vigor da norma, a periculosidade deixou de ser adotada para concessão do benefício.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes alegou que a periculosidade não é inerente à atividade de vigilância, e que a aposentadoria especial por atividade de risco não pode ser estendida aos profissionais.

“A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, disse o ministro.

O relator do caso, Nunes Marques, votou pelo reconhecimento da atividade especial dos vigilantes e entendeu que a atividade traz riscos à integridade física da categoria.

“É possível o reconhecimento da atividade de vigilante como especial, com ou sem o uso de arma de fogo, tendo em vista os prejuízos à saúde mental e os riscos à integridade física do trabalhador, tanto em período anterior quanto posterior à promulgação da Emenda Constitucional n. 103/2019”, afirmou o relator, que foi voto vencido.

Metrô de SP funcionará ininterruptamente de sábado para domingo

O Metrô de São Paulo funcionará ininterruptamente na virada deste sábado (14) para o domingo de carnaval. Todas as estações ficarão abertas para embarque e desembarque ao longo da madrugada. 

Já de domingo (15) para a segunda-feira, a operação ocorrerá com embarque durante toda a madrugada permitido apenas nas estações Portuguesa-Tietê e Palmeiras-Barra Funda, enquanto as demais estações funcionarão exclusivamente para desembarque e transferências. A partir da segunda-feira, o funcionamento volta a ocorrer no horário normal.

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Já a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) manterá em funcionamento de embarque e desembarque 24 horas neste sábado e domingo apenas a Estação Palmeiras-Barra Funda. As demais estações ficarão abertas na madrugada exclusivamente para desembarque e transferências.

Para acessar o Sambódromo do Anhembi, ônibus do serviço Atende, da prefeitura, serão disponibilizados gratuitamente, partindo das estações Portuguesa-Tietê e Palmeiras-Barra Funda, a partir das 18h e durante todo o período dos desfiles, com partidas frequentes conforme a demanda.

Já os ônibus do transporte coletivo municipal funcionarão nos dias 14, 16 e 17 de fevereiro com a frota e o mesmo esquema de operação correspondente à de um sábado. Ou seja, 6.843 veículos em 1.128 linhas. Já no dia 15, a frota operacional seguirá o cronograma de domingo, com 4.922 veículos em 1.042 linhas.

Cordão do Bola Preta celebra tradição de 107 carnavais no Rio

Como acontece há 107 carnavais, foliões vestindo roupas brancas com bolinhas pretas ocuparam as ruas do centro do Rio de Janeiro na manhã deste sábado (14).

É o desfile do Cordão do Bola Preta, que destacou no tema deste ano a própria relevância histórica como bloco mais antigo em atividade no país: Bola Preta, DNA do Carnaval.

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O desfile manteve o trajeto tradicional, com concentração na Rua Primeiro de Março e passagem pela Avenida Presidente Antônio Carlos, reunindo cariocas, turistas, famílias, idosos e crianças. Todos embalados pelas marchinhas e o hino oficial Quem não chora, não mama.
O bloco Cordão da Bola Preta no cortejo deste sábado de carnaval no centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

A carioca Luana Flor acabou de concluir a graduação em fisioterapia e decidiu comemorar o novo momento dançando e cantando no bloco.

“Não tinha lugar melhor para eu curtir a minha formatura. Escolhi o Bola Preta, porque é um bloco tradicional. Ele traz a história do Rio e é sempre muito cheio, tem uma energia muito boa.”

“Estou aqui para curtir mesmo, mas se a Paolla Oliveira e a Leandra Leal aparecerem, vou tentar tirar uma foto com as divas também”, complementou.

Ninguém estava mais empolgada com a possibilidade de encontrar a Paolla Oliveira do que a foliã Eliane Silva. Vestida com as cores do bloco, ela carregava um cartaz de mais de um metro de altura com um apelo para a atriz tirar uma foto com ela: Paolla, só mais um foto comigo? Prometo parar… (na próxima encarnação).

Embaixo da frase, três registros feitos em carnavais passados. “Acompanho o Bola Preta há 15 anos e, como acontece todo ano, estou aqui à espera da nossa grande rainha”, diz Eliane.

Rainha do bloco Paolla de Oliveira chega ao cortejo – Tomaz Silva/Agência Brasil

Poucos minutos antes do início oficial da festa, gritos da multidão anunciaram a chegada da rainha do bloco.

“Muito feliz de estar mais um ano aqui com o Bola Preta, que tem essa energia maravilhosa. Existe algo melhor do que essa festa aqui?”, perguntou Paolla à reportagem da Agência Brasil, enquanto aponta para os foliões que se espremiam atrás do cordão de isolamento, eufóricos com a presença da atriz.

“É o povo que faz isso tudo possível. Esse ano, comecei o Carnaval em Salvador, mas depois tive que vir logo para cá, que tem sido o meu primeiro dia de festa. Estou super no clima do Carnaval de rua, junto com o povo, está tudo ótimo.”

Cortejo

A porta-estandarte do Bola Preta, Leandra Leal, à frente do cortejo – Tomaz Silva/Agência Brasil

À frente do cortejo, a tradicional Corte Real reforçou o brilho do desfile. Além de Paolla, participaram Leandra Leal (porta-estandarte), Neguinho da Beija-Flor (padrinho), Maria Rita (madrinha), Emanuelle Araújo (musa da banda), João Roberto Kelly (embaixador), Tia Surica da Portela (embaixadora) e Selminha Sorriso (musa das musas).

Neste ano, a corte ganhou reforço com a estreia das novas musas de 2026: Lú Bandeira, Flavia Jooris e Andrea Martins. Elas se juntam às musas Ju Knust, Thai Rodrigues, Taissa Marins e Luara Bombom, além do muso Amauri Junior.

A animação ficou por conta da tradicional Banda do Cordão da Bola Preta, sob regência do maestro Altamiro Gonçalves.

Pelo terceiro ano consecutivo, o bloco mantém a parceria com a Liga Amigos do Zé Pereira, o bloco Vagalume O Verde e o Parque Nacional da Tijuca/ICMBio para a medição das emissões de gases poluentes dos geradores dos trios elétricos. A iniciativa permite a compensação de carbono do desfile.

Passado e futuro

O Cordão da Bola Preta completou 107 anos no último dia 31 de dezembro. Fundado em 1918, o bloco mantém uma biografia entrelaçada à história do Carnaval brasileiro, especialmente a festa de rua. Nesse período, foi testemunha de guerras, mudanças políticas, períodos de censura e a pandemia de covid-19.

“O DNA do Cordão da Bola Preta começou em 1917 com a dissidência de alguns membros do Clube dos Democráticos. Inicialmente, eles criaram o Grupo Só Bebe Água, cujo símbolo era um barril de chope com 18 torneiras. O que eles menos bebiam era água”, diz Pedro Ernesto, presidente do bloco.

“Nenhum deles abandonou o objetivo de fundar um cordão carnavalesco e seguiram com esse objetivo mesmo com decisão do chefe da polícia Aurelino Leal, que havia proibido a criação de novos cordões”, complementa.

O presidente do bloco relembra também que a inspiração para o nome do Bola Preta foi uma mulher de vestido branco e bolas pretas que surgiu diante do grupo no Bar Nacional, na Galeria Cruzeiro, onde hoje está o Edifício Avenida Central.

“A essência dos fundadores do Cordão da Bola Preta se mantém até hoje e é a razão de sermos sempre fortes, pujantes e termos superado muitas crises na trajetória de vida do bloco”, diz Pedro Ernesto.

Foliões se juntam ao cortejo do bloco Cordão da Bola Preta no centro do Rio – Tomaz Silva/Agência Brasil

Patrimônio Histórico

Em julho do ano passado, o Cordão da Bola Preta foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

Na semana passada, a Prefeitura do Rio anunciou que o bloco ganhará um centro cultural em sua sede, na Lapa. As obras terão início no primeiro semestre deste ano e devem durar oito meses.

De acordo com o projeto, serão reconstruídos um sobrado, fachadas e esquadrias, além da modernização das instalações. A área total a ser recuperada é de 1,2 mil metros quadrados, com capacidade para receber cerca de 1,2 mil pessoas.