Natação paralímpica: Brasil encerra World Series com 19 medalhas

O Brasil encerrou a sua participação no World Series de natação paralímpica de Sheffield (Inglaterra) com o total de 19 medalhas e o estabelecimento de cinco novos recordes mundiais. No último domingo (19), oportunidade na qual a competição foi encerrada, a equipe brasileira teve como destaques os ouros de Carol Santiago, nos 50 metros livre na classe S12 (baixa visão), e de Alan Kleber Basílio, nos 50 metros livre da classe S4 (comprometimentos físico-motores).

Já nos 100 metros borboleta classe S5 (comprometimentos físico-motores) Samuel de Oliveira brilhou nas eliminatórias. Ao cumprir a distância em 1min16s44 ele bateu o recorde mundial da prova, que pertencia ao compatriota Daniel Dias desde 2013. Na final o brasileiro ficou com o bronze com o tempo de 1min17s39.

A quarta medalha brasileira neste domingo veio com Cecília Araújo, prata nos 50 metros livre da classe S8 (comprometimentos físico-motores). Com isso, o Brasil somou o total de sete ouros, sete pratas e cinco bronzes no World Series.

“A seleção brasileira teve uma participação muito boa e assertiva, com excelentes resultados. Muitos atletas nadaram bem. Além disso, foi um teste para competições mais longas. Tivemos um programa extenso de provas e nos planejamos de maneira multidisciplinar”, declarou o técnico-chefe da seleção brasileira de natação paralímpica, Leonardo Tomasello, em entrevista à assessoria do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Presidente da Fiesp diz que taxas de juros no Brasil são pornográficas

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, chamou de “pornográficas” as taxas de juros no Brasil. Em discurso nesta segunda-feira (20), no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ele disse que os atuais valores são inconcebíveis e precisam ser reduzidos.

“É inconcebível a atual taxa de juros no Brasil. Muitos querem associá-la a um problema fiscal. A tese é que há um abismo fiscal. Abismo fiscal num país que tem 73% do PIB de dívida bruta. Tirando as reservas [cambiais] são mais ou menos 54% de dívida. Tirando o caixa do Tesouro Nacional, são menos de 45% do PIB de dívida líquida, num país com a riqueza do Brasil. Então esta não é uma boa explicação para as pornográficas taxas de juros que praticamos no Brasil”, disse.

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Segundo ele, altas taxas de juros prejudicam os investimentos da indústria brasileira.

No mesmo evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também criticou o valor da taxa básica de juros, a Selic, que está em 13,75% desde agosto do ano passado.

“Não há nada que justifique ter 8% de taxa de juros real, acima da inflação, quando não há demanda explodindo e, de outro lado, no mundo inteiro, há praticamente juros negativos. Nós acreditamos no bom senso e que a gente vá, com a nova ancoragem fiscal, superar essa dificuldade”, disse.

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, se reúne a partir desta terça-feira (21), para definir a nova taxa Selic.

Seleção é convocada para Finalíssima Feminina contra a Inglaterra

A técnica Pia Sundhage convocou 26 jogadoras da seleção brasileira que vão disputar o título da Finalíssima Feminina contra a Inglaterra no dia 6 de abril e, cinco dias depois, um amistoso contra a Alemanha, o último antes da Copa do Mundo de futebol feminino. Na lista anunciada nesta segunda-feira (20) estão duas estreantes: a goleira Camila (Santos) e a atacante Aline (Ferroviária).  Quem está de volta à equipe é a meia Duda Sampaio (Corinthians), já recuperada de lesão.  
“Temos alguns novos nomes, e é muito bom porque vamos enfrentar duas grandes oponentes e vamos poder observá-las”, afirmou Pia Sundhage, durante coletiva na manhã desta segunda-(20)-  por Thais Magalhães/CBF/Direitos Reservados

Nós chegamos bem mais próximo da lista final. Como vocês podem imaginar sempre haverá mudanças, fizemos algumas agora. Vamos discutir nos últimos minutos quem estará na Copa do Mundo. Temos alguns novos nomes, e é muito bom porque vamos enfrentar duas grandes oponentes e vamos poder observá-las – disse a treinadora em coletiva esta manhã na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.

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Os confrontos do Brasil contra a Inglaterra e Alemanha –  duas seleções top 5 do ranking mundial – são cruciais na preparação da equipe para a Copa do Mundo feminina, a partir de 20 de julho, na Austrália e Nova Zelândia.  

A Finalíssima colocará frente a frente  as seleções brasileira e inglesa, campeãs da Copa América (Conmebol) e Euro Feminina (Uefa), respetivamente. O duelo ocorrerá no Estádio de Wembley, em Londres, às 16h45 (horário de Brasília) do dia 6 de abril (quinta-feira).  Depois a equipe brasileira ruma para a Alemanha, para enfrentar a seleção anfitriã, atual vice-campeã europeia, em 11 de abril (terça-feira), às 14h, no Estádio Max Morlock, em Nuremberg.

Os dois jogos ocorrerão na Data Fifa (período reservado pela entidade máxima do futebol para que seleções disputem amistosos ou jogos oficiais), que vai de 3 a 11 de abril.

Convocadas

Goleiras

Camila – Santos
Leticia Izidoro – Corinthians
Luciana – Ferroviária

Defensoras

Antonia – Levante UD (Espanha)
Bruninha – NJ/NY Gotham (Estados Unidos)
Fernanda Palermo – São Paulo 
Kathellen – Real Madrid (Espanha)
Lauren – Madrid CFF (Espanha)
Tamires – Corinthians
Tarciane – Corinthians 
Yasmim – Corinthians
Rafaelle – Arsenal (Inglaterra)

Meio-campistas

Adriana – Orlando Pride (Estados Unidos)
Aline – Ferroviária 
Ary – Racing Louisville (Estados Unidos)
Ana Vitória – Benfica (Portugal)
Duda Francelino – Flamengo 
Duda Sampaio – Corinthians 
Gabi Portilho – Corinthians 
Ingryd – Ferroviária 
Kerolin – North Carolina Courage (Estados Unidos)

Atacantes

Bia Zaneratto – Palmeiras
Gabi Nunes – Madrid CFF (Espanha)
Geyse – Barcelona (Espanha)
Marta – Orlando Pride (Estados Unidos)
Nycole Raysla – Benfica (Portugal)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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TSE pede acesso a perícia de minuta de golpe em ação contra Bolsonaro

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso à perícia feita na chamada minuta do golpe, documento que previa barrar a apuração das eleições do ano passado. O documento foi encontrado na casa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.

O pedido foi feito no âmbito da ação de investigação judicial eleitoral (Aije) que apura eventual crime eleitoral do então presidente Jair Bolsonaro na reunião com embaixadores, realizada em julho do ano passado no Palácio da Alvorada, em que ele fez acusações sem provas contra as urnas eletrônicas e o processo eleitoral. 

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Autor da ação, o PDT quer que Bolsonaro seja declarado inelegível por ter atacado sem fundamentos o sistema eleitoral, conduta que seria vedada pelas regras eleitorais.

A minuta encontrada na casa de Torres no âmbito das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro foi incluída por Gonçalves na Aije, a pedido do PDT. O ministro disse que o documento pode ter relação contextual com a apuração da legalidade da reunião com embaixadores.

Na perícia da minuta, a Polícia Federal (PF) investigou, por exemplo, a presença de digitais de pessoas que tenham manipulado o papel. A inclusão do exame pericial no processo do TSE havia sido solicitada pela defesa do próprio Bolsonaro.

Gonçalves também pediu ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito contra Torres no STF, a inclusão do depoimento dele na PF no âmbito das investigações sobre o 8 de janeiro. Na semana passada, Torres prestou depoimento de uma hora e meia no TSE.

Na decisão assinada ontem (19), em que pediu acesso à perícia, Gonçalves também atendeu a pedidos da defesa para que mais testemunhas sejam ouvidas, entre elas jornalistas que escreveram sobre a reunião com embaixadores.

O ministro também quer ouvir o deputado Filipe Barros (PL-PR), envolvido em outra investigação da PF que apura o vazamento de dados sobre ataque hacker ao TSE. O corregedor solicitou os autos desse inquérito para também anexá-lo ao processo do TSE.

Medidas para contenção de mudanças climáticas são insuficientes

Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), das Nações Unidas, divulgado nesta segunda-feira (20), aponta que o ritmo e a escala das medidas tomadas até agora, assim como os planos atuais, são insuficientes para lidar com as mudanças no clima.

O documento alerta que são necessárias medidas mais ambiciosas e mostra que, “se agirmos agora, ainda é possível garantir um futuro sustentável e habitável para todos”.

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O IPCC foi criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 1988. A proposta é fornecer avaliações científicas regulares sobre a mudança do clima, suas implicações e possíveis riscos futuros, além de propor opções de adaptação e mitigação. O painel tem 195 países membros, entre eles o Brasil.

“Em 2018, o IPCC destacou a escala sem precedentes do desafio de limitar o aquecimento a 1,5 °C. Cinco anos depois, o desafio é ainda maior devido ao aumento constante das emissões de gases de efeito estufa”, aponta o relatório. Para se chegar a esse índice de 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais, é necessário reduzir pela metade as emissões globais até 2030. 

“A queima de combustíveis fósseis e o uso desigual e insustentável de energia e terra por mais de um século causaram um aquecimento global de 1,1°C acima dos níveis pré-industriais. Como resultado, eventos climáticos extremos ocorreram mais frequentes e intensos que têm gerado impactos cada vez mais perigosos para a natureza e as pessoas em todas as regiões do mundo”, aponta o documento.

Aditi Mukherji, uma das autoras do relatório de síntese, diretora do Instituto Internacional de Gestão da Água (IWMI, pela sigla em inglês), aponta que a justiça climática é crucial, pois aqueles que menos contribuíram para a mudança climática são afetados desproporcionalmente. Ao todo, 93 pessoas contribuíram com o documento.

“Quase metade da população mundial vive em regiões altamente vulneráveis ​​às mudanças climáticas. Na última década, o número de mortes em decorrência de inundações, secas e tempestades foi 15 vezes maior em regiões altamente vulneráveis”, disse, em nota, Mukherji sobre o relatório.

Para alcançar as metas de contenção das mudanças climáticas, o IPCC propõe ações que visam reduzir ou evitar a emissão de gases efeito estufa, como o acesso à energia e a tecnologias limpas, eletrificação de baixo carbono e estímulo ao transporte público. “Os benefícios econômicos para a saúde humana derivada apenas da melhoria da qualidade do ar seria aproximadamente a mesma, ou talvez até maior, do que os custos de reduzir ou evitar emissões.”

Governo relança Mais Médicos; brasileiros terão prioridade

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (20) a retomada do programa Mais Médicos, com a abertura de 15 mil novas vagas. Rebatizado de Mais Médicos para o Brasil, o programa, criado em 2013 e marcado pela contratação de médicos cubanos, passa a incluir outras áreas de saúde, como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais, e promete priorizar profissionais brasileiros.

Do total de novas vagas para este ano, 5 mil serão abertas por meio de edital já neste mês de março. As outras 10 mil serão oferecidas em formato que prevê contrapartida de municípios, o que, de acordo com o governo federal, garante às prefeituras menor custo, maior agilidade na reposição do profissional e condições de permanência nessas localidades. O investimento é de R$ 712 milhões por parte da União apenas em 2023.

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Durante cerimônia no Palácio do Planalto, a ministra da Saúde, Nísia Teixeira, destacou que o governo está empenhado em fortalecer o programa, classificado por ela como essencial para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a sociedade brasileira.

“O Mais Médicos voltou para responder ao desafio de garantir a presença de médicos a cidadãos de municípios mais distantes dos grandes centros e que sofrem com a falta de acesso”.

“Sem a atenção primária, não teremos resolutividade e não avançaremos na política que precisamos, nos cuidados de alta e média complexidade”, disse, ao citar evidências consolidadas de que o programa, em seu primeiro momento, consegue prover profissionais em áreas mais vulneráveis, diminuindo índices como o de mortalidade infantil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o programa foi “um sucesso excepcional”. “Poucas vezes, o povo pobre recebeu o tratamento que teve depois que colocamos o Mais Médicos para funcionar”, disse. Durante a cerimônia, Lula lembrou as críticas relacionadas à chegada de médicos cubanos ao país na época e chegou a se desculpar com os profissionais.

“A maioria das pessoas pobres deste país ainda morre sem ser atendida pelo tal do especialista, que podia ser a coisa mais comum, mas não é”, destacou. “Somente quem mora na periferia das grandes cidades, em cidades pequenas no interior, sabe o que é a ausência de um médico, uma pessoa começar com uma pequena dor de cabeça e vir a falecer porque não tinha ninguém para fazer uma consulta”.

A previsão é que, até dezembro, cerca de 28 mil profissionais sejam fixados no país, sobretudo em áreas de extrema pobreza. A estimativa é que 96 milhões de pessoas tenham garantia de atendimento médico na atenção primária, considerada porta de entrada do SUS. Esse primeiro atendimento, em unidades básicas de saúde, permite o acompanhamento, a prevenção e a redução de agravos na saúde.

Podem participar dos editais do programa Mais Médicos para o Brasil profissionais brasileiros e intercambistas, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com registro do Ministério da Saúde. Médicos brasileiros formados no Brasil terão preferência na seleção.

Incentivos e capacitação

Um dos desafios no atendimento às regiões de difícil acesso, identificado já à época do lançamento do programa, é a permanência dos profissionais nessas localidades. Dados do próprio ministério mostram que 41% dos participantes desistem em busca de capacitação e qualificação.

Com o objetivo de reduzir essa rotatividade e garantir a continuidade da assistência, médicos que participam do programa poderão fazer especialização e mestrado por um período de até quatro anos. Os profissionais também passarão a receber benefícios, proporcionais ao valor mensal da bolsa, para atuar nas periferias e em regiões remotas.

Licença-maternidade e paternidade

No caso de médicas, será feita ainda uma compensação para atingir o mesmo valor da bolsa durante o período de seis meses de licença maternidade, complementando o auxílio pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já para os participantes do programa que se tornarem pais, será garantida licença com manutenção de 20 dias.

Fies

Profissionais formados por meio do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e que participarem do programa também poderão receber incentivos que auxiliem no pagamento da dívida. Médicos aprovados e que cumprirem o programa de residência em áreas remotas também receberão incentivos.

Outro desafio, de acordo com o governo federal, é a ampliação da formação de médicos de família e comunidade, profissionais direcionados ao atendimento em unidades básicas de Saúde. Os médicos aprovados e que cumprirem o programa de residência em áreas remotas também receberão incentivos.

De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, que participou da solenidade de retomada do programa, o bônus para profissionais que cursaram medicina e que tiveram contratação pelo Fies poderá chegar a 80% do valor das bolsas pagas pelo Mais Médicos pelo Brasil. “É um estimulo porque foi detectada grande rotatividade”, reforçou.

Análise

A presidente da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade, Zeliete Linhares, comemorou a retomada do programa.

“Somos especialistas em pessoas e conhecemos onde moram, como vivem, o que influencia a sua saúde, o que influencia o dia a dia delas, onde trabalham, qual o ganho, qual o problema social dela e a qual violência está submetida. Tudo isso faz diferença em resolver os problemas.”

“É a atenção primária quem faz isso. É lá onde o povo está e é lá onde a medicina de família e comunidade deve estar. Uma medicina de qualidade, com formação e especialistas em atenção primária em saúde”, completou.

O vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Fábio Baccheretti, disse que o novo formato do Mais Médicos deve trazer uma saúde mais universal e integral. “Momento muito importante, num país tão heterogêneo, em que as oportunidades de assistência são, muitas vezes, diferentes. A gente tem que enfrentar, em mais de 30 anos de SUS, esse problema que é dar à população lá na ponta prevenção de saúde.

Para o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Wilames Freire, o programa Mais Médicos pelo Brasil “vem em boa hora” e com formato mais ousado, levando assistência ao que referiu como recantos do país. “Temos a responsabilidade de levar àquela população que não tem acesso a esse profissional que é tão valioso para a nossa sociedade”.

Com chuvas mais escassas no interior do país, outono começa hoje

O outono de 2023 tem início às 18h25 (horário de Brasília) desta segunda-feira (20). A estação é marcada por temperaturas mais amenas e, neste período, as chuvas são mais escassas no interior do Brasil, especialmente, no semiárido nordestino.

“É uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil Central”, explicou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em comunicado.

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Acrescentou que, já na parte norte das regiões Nordeste e Norte, o outono ainda é época de muita chuva, principalmente se houver a persistência da Zona de Convergência Intertropical mais ao sul de sua posição climatológica para o período. Essa zona é a área onde convergem os ventos alísios, que sopram dos trópicos para a região da Linha do Equador e que, por serem muitos úmidos, provocam chuvas nesses arredores.

No outro extremo, o outono também é caracterizado por entradas de massas de ar frio vindas do sul do continente, que provocam a queda das temperaturas do ar, principalmente, na Região Sul e em parte da Região Sudeste.

“Vale destacar ainda que, durante a estação, é possível observar as primeiras formações de fenômenos adversos, como nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul, e friagem no sul da Região Norte e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até no sul de Goiás”, explicou o Inmet.

O início e o fim das estações estão associados aos fenômenos astronômicos chamados solstícios (verão e inverno) e equinócios (primavera e outono), que são definidos pela posição da Terra em sua órbita em torno do Sol, bem como pela inclinação do eixo de rotação em relação à órbita.

No dia 20 de março ocorre o equinócio de outono no hemisfério sul, época em que a duração do dia é aproximadamente igual à duração da noite, o mesmo que acontece no equinócio da primavera.

Com o passar do tempo, os dias vão ficando menores e as noites maiores até o solstício de inverno que será no dia 21 de junho, às 11h58 (hora legal de Brasília), quando, então, se encerra o outono e começa o inverno. Já no solstício de verão o, dia tem o seu maior pico de duração em todo o ano.

La Ninã

Segundo o Inmet, o fenômeno La Niña vem perdendo intensidade e as previsões indicam uma transição para a normalidade e posterior formação do El Niño entre o final do outono e início do inverno. O La Ninã tem contribuído para a ocorrência de chuvas mais frequentes nas regiões Norte e Nordeste, bem como a escassez de chuvas na Região Sul do Brasil, em especial no Rio Grande do Sul, durante esse verão que se encerra.

Ele é um fenômeno climático causado pelo resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico, que banham o Oeste da América do Sul, no Chile, Peru, Equador e Colômbia. Esse resfriamento altera a circulação atmosférica tropical e impacta nas temperaturas e na quantidade de chuvas em todo o mundo. Já o El Niño é a fase quente do fenômeno.

Previsão por região

A previsão para o outono na Região Norte indica que as chuvas deverão permanecer acima da média climatológica, com volumes que podem ultrapassar 800 milímetros, principalmente em áreas do nordeste do Pará e noroeste do Amazonas devido à persistência de dias chuvosos.

Já no sul do Pará, as probabilidades indicam chuvas ligeiramente abaixo da média. A previsão do Inmet também indica o predomínio de temperaturas próximas e ligeiramente acima da média em grande parte da Região Norte, com valores que podem ultrapassar os 26ºC.

No Nordeste, a previsão para o próximo trimestre indica chuvas acima da média em grande parte da região, sendo que, entre os meses de abril e maio, as chuvas deverão persistir em áreas mais ao norte devido à permanência da Zona de Convergência Intertropical.

Além disso, as águas mais quentes próximas à costa nordestina aumentam as chances de chuvas até o final do outono. No leste da região, normalmente as chuvas superam os 400 milímetros no trimestre com o início do período chuvoso. As temperaturas permanecerão próximas à média, desde a costa do Maranhão até Alagoas, entretanto, no interior do nordeste, a previsão é de temperaturas mais elevadas.

Na Região Centro-Oeste, as chuvas deverão ficar próximas ou acima da média climatológica em Mato Grosso e extremo norte de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, deverão variar entre próximas ou abaixo da média. O Inmet ressalta que, a partir do mês de maio, começa o período seco na parte central do país e as temperaturas deverão ser acima da média em toda região, principalmente no norte de Goiás, onde as temperaturas podem ser superiores a 24ºC.

No Sudeste, a previsão indica volumes de chuva abaixo da média nesse outono. Assim como na Região Centro-Oeste, normalmente existe uma redução das chuvas sobre esta região à medida que se aproxima do inverno, dando início ao período seco. A temperatura média do ar deverá prevalecer próxima e ligeiramente acima da climatologia do período, porém, não se descarta a possibilidade da entrada de massas de ar frio que poderão diminuir as temperaturas em alguns dias nas localidades de maior altitude, a partir do mês de maio.

Frentes frias

Já no Sul do país, o prognóstico indica chuvas abaixo da média em grande parte do Paraná e Santa Catarina, exceto no leste destes estados, onde as chuvas podem ser próximas da média, por causa da passagem de frentes frias.

Meteorologistas destacam a previsão do retorno das chuvas mais frequentes sobre o Rio Grande do Sul, devido ao enfraquecimento do fenômeno La Niña, “que assolou por três anos consecutivos o estado, causando escassez de chuvas”.

A temperatura do ar na Região Sul deverá prevalecer acima da climatologia do período, porém, não está descartada a possibilidade de geadas, principalmente em áreas serranas, à medida que se aproxima do inverno. Na costa da região, as chuvas poderão amenizar as temperaturas.

Pesquisadores monitoram comportamento de onças na Amazônia

Pesquisadores do Instituto Mamirauá vão aproveitar o período de chuvas na floresta amazônica para fazer o monitoramento de onças. Em março, o nível dos rios sobe e reduz a disponibilidade de terra para os felinos, que passam se abrigar nas árvores. 

São preparadas armadilhas com laços camufladas na folhagem para capturar os animais. As onças são imobilizadas para instalação de um colar que permite o monitoramento da localização por satélite. Assim, os grupos de pesquisa podem se aproximar em canoas e fazer um trabalho de observação dos animais, mais difícil de ser realizado nos períodos de seca.

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A partir da observação e dos dados de movimentação, os pesquisadores terão mais informações para entender as necessidades ecológicas da onça-pintada da Amazônia.

O Instituto Mamirauá é uma organização social fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Reverter a fome em quatro anos será grande desafio, diz secretária

 

Em 2014, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) anunciava que o Brasil estava fora do Mapa da Fome no mundo.

 Hoje, quase dez anos depois, a insegurança alimentar volta a atingir mais de 33 milhões de brasileiros, segundo estudo publicado em 2022 pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan).

 

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Durante cerimônia de posse, em janeiro deste ano, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que acabar com a fome é uma das prioridades de seu governo.

Reverter a situação em que o país se encontra

 hoje garantindo alimentação adequada para toda a população, no entanto, será uma tarefa difícil.

Segundo a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, foram necessários mais de dez anos para que a luta contra a fome culminasse na saída do Brasil do Mapa da Fome – analisando-se os primeiros governos de Lula (2003 a 2010) e o mandato de Dilma Rousseff (a partir de 2011).

“O presidente Lula tem colocado bem claramente que, até o fim do governo, ele gostaria que as pessoas tivessem três refeições ao dia”, disse a secretária.

“Nosso ministro [Wellington Dias, do Desenvolvimento Social] tem dito que quer tirar o Brasil do Mapa da Fome [novamente], que nós queremos garantir a segurança alimentar da população brasileira. É possível, sim, reverter a situação atual nos próximos quatro anos. Lembrando que, em momentos passados, nós levamos mais

 de dez

 anos para reverter essa situação, então é um desafio muito grande reverter a situação atual de fome e desnutrição apenas em quatro anos, mas o governo está trabalhando e articulado para isso”, destacou a secretária.

Segundo ela, o governo anterior deixou para as políticas de combate à fome um legado que inclui desorganização e desarticulação dos programas, poucos servidores e

 orçamento baixo no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023.

“Nos últimos anos, a agenda foi tocada por gente que não entende do assunto, que não é da área, e fez um esforço para tirar qualquer possibilidade de construção de uma agenda de segurança alimentar. Desde a extinção do Consea [Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional], em 1º de janeiro de 2019, até a destruição completa do orçamento no PLOA de 2023”.

De acordo com a secretária, as estratégias do atual governo para combater a insegurança alimentar no país passam por “políticas públicas amplas”, que envolvem questões como o aumento da produção de alimentos básicos, através do Plano Safra, ações de disponibilização de refeição pelos municípios e a garantia da chegada de alimentos a locais com maiores índices de desnutrição.

A ampliação da renda das famílias, com ações como a reestruturação do Bolsa Família, a recuperação do poder de compra do salário mínimo e a geração de empregos também são prioritários para o governo federal.

“Tanto a ideia de

 ter

 renda via transferência de renda, quanto as estratégias de geração de postos de trabalho e renda ajudam a

 ter

 acesso [aos alimentos]”, disse.
Governo quer fortalecer programa de alimentação escolar

  – Sergio Amaral/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome/Divulgação

Outra política que deve ser fortalecida é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), em que o governo federal repassa recursos para estados e municípios, a fim de garantir refeições aos estudantes.

“A gente sabe que muitas crianças têm a refeição da escola como uma das refeições principais, senão a refeição principal do dia”, explica.

“O governo reconhece isso, sabe dessa importância e vai focar parte da atuação de seus diferentes órgãos para que o Pnae tenha uma implementação plena nesses próximos quatro anos e que as escolas consigam comprar e fornecer comida de verdade para as 40 milhões de crianças que se alimentam cotidianamente nas escolas.”

Outra frente importante é a regulamentação do setor alimentar no país visando combater a obesidade, uma das faces da insegurança alimentar. “A gente tem a necessidade de enfrentar isso, de uma forma ampla e intersetorial, considerando as múltiplas faces que a fome e a desnutrição se manifestam. Não dá para as pessoas só terem acesso aos ultraprocessados, porque as pessoas podem aparentemente estar comendo, mas continuam num estado de desnutrição.”

No Rio, “fila da fome” reúne pessoas sem teto em busca de comida

 

A cena se repete todos os dias, de segunda a sexta-feira. Por volta das 11h, há um alvoroço num trecho da rua do Senado, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Dezenas de pessoas, sentadas ou deitadas na calçada, protegidas por árvores e um abrigo de ônibus, correm para formar uma fila quando veem voluntários saírem do número 50.

A confusão é inevitável. Aqueles que chegaram mais tarde tentam se posicionar à frente de quem estava ali desde cedo e se organizar, mesmo que de forma precária. Enquanto isso, os voluntários do número 50 anotam os nomes dos que correram para a fila.

Apenas 100 dos muitos sem teto que vivem em situação de rua serão selecionados naquele dia e contemplados com um almoço, oferecido gratuitamente pela organização não governamental Fraternidade sem Fronteiras. A ONG funciona ali, no número 50, há quase dois anos.

Para alguns deles, aquela será a única refeição do dia, se tiverem sorte. Marcelo, de 41 anos, era um dos primeiros na “fila da fome” na manhã da primeira quinta-feira de março (2). Desempregado desde que deixou a cadeia em 2019, em liberdade condicional, ele depende da boa vontade de outras pessoas para comer.

À noite, consegue jantar em um abrigo da prefeitura, mas, durante o dia, tem que batalhar por sua refeição. “Briguei com meus irmãos e tive que sair de casa. Estou na rua há um ano e seis meses. É uma situação complicada, porque nós não temos dinheiro. Então tem que correr onde tem comida”, disse Marcelo à Agência Brasil.

Rio de Janeiro (RJ), 02/03/2023 – Pessoas se organizam em fila para se cadastrarem para almoço gratuito no centro de acolhimento do projeto Fraternidade na Rua, na Lapa, região central da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Também na fila, Márcio, de 39 anos, teve que deixar a casa onde vivia com a mulher e cinco filhos, há três meses, por ser usuário de drogas. Ele diz que está “livre do vício”, mas, desempregado e morando na rua, trava uma luta diária para poder se alimentar. “Às vezes a gente consegue comer nos abrigos, às vezes algumas igrejas também dão. A gente vai sobrevivendo com a ajuda de outras pessoas”.

Paulo César, de 27 anos, três deles vivendo na rua depois de ser expulso de sua comunidade por criminosos, também conseguiu seu almoço na última quinta-feira. Mas nem sempre é assim. Sábado e domingo não tem almoço na ONG. E, às vezes, mesmo durante a semana, não tem sorte de estar entre os selecionados.

“Estou todo dia nessa rota aqui. Às vezes quando falta aqui, tem que correr atrás. Aí vai na Central, às vezes arruma lá. Quando lá não tem, degringola tudo. Tem que ficar garimpando em mercado, quando sobra, ou então nas lojinhas de salgado, quando joga na lixeira, a gente vai lá e pega. Já fiquei dois dias sem comer”, lembrou.

A ideia de oferecer almoço para a população de rua surgiu durante a pandemia de covid-19, segundo a coordenadora do projeto, Isabel Silveira.

Rio de Janeiro (RJ), 02/03/2023 – A coordenadora do projeto, Isabel Silveira, conversa enquanto pessoas se organizam em fila para se cadastrarem para almoço gratuito no centro de acolhimento do projeto Fraternidade na Rua, na Lapa, região central da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Como é que você consegue fazer qualquer coisa de barriga vazia? A alimentação é uma possibilidade de garantir a primeira necessidade básica do ser humano. A partir do momento que eles estão se alimentando, podemos construir outras questões”.

A “fila da fome” é apenas um exemplo do problema da insegurança alimentar nas grandes cidades brasileiras.

Insegurança alimentar

Segundo pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) feita com 35 mil entrevistados e divulgada em 2022, 57,8% da população urbana do país enfrentam algum grau de insegurança alimentar, ou seja, não se alimentam da forma como deveriam. Pelo menos 15% estão na situação de insegurança grave, o que significa que milhões de pessoas passam fome no Brasil.

A secretária de segurança alimentar e nutricional do MDS, Lilian Rahal, durante entrevista à Agência BrasilAntonio Cruz/ Agência Brasil

A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, destaca que a cidade é onde se concentra a maior parte da população que enfrenta a fome. “Os dados da Rede Penssan mostram que, percentualmente, há mais fome no [espaço] rural do que no urbano. Mas numericamente tem muito mais gente nas cidades passando fome do que no rural”.

Portanto, não são apenas os moradores de rua que precisam lidar com o problema. Estudo feito pela Central Única das Favelas (Cufa) e pelo Instituto Locomotiva, em fevereiro de 2021, com 2.087 moradores de 76 favelas brasileiras, mostrou que 68% dos entrevistados não tinham dinheiro para comprar comida em pelo menos um dia nas duas semanas anteriores à pesquisa

“As pessoas em situação de rua são o lado mais extremo, inaceitável e desumano da fome. Mas também há situações de pessoas [que têm casa] que comem menos do que deveriam comer por dificuldade de acesso ao alimento. Tem pessoas que restringem a alimentação em alguns dias para que essa alimentação possa durar o mês inteiro, até um próximo momento em que seja possível adquirir esse alimento novamente. São situações que refletem a fome de alguma forma”, afirmou a pesquisadora do Instituto de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Juliana Lignani.

Segundo ela, a insegurança alimentar tem origem nas desigualdades, sejam de renda, de moradia, de gênero ou racial. “São situações que vão levar a dificuldade de acesso ao alimento. Pode ser uma dificuldade de acesso financeiro. São pessoas que não conseguem ter um rendimento suficiente para adquirir essa alimentação de maneira adequada. Também pode haver uma dificuldade de acesso físico. São pessoas que moram em determinadas regiões que dificultam o acesso ao alimento”, explicou.

A pesquisadora afirma que fatores como empregos precários e o tipo de arranjo familiar também podem ser problemas para uma alimentação adequada. Famílias com muitas crianças ou adolescentes, por exemplo, encontram mais dificuldade.

“São moradores que demandam renda e, na maioria das vezes, não contribuem com a renda. E a gente até espera que isso aconteça, já que as crianças não devem trabalhar.”

Juliana Lignani explica que resolver a questão da fome não é simples e exige políticas além dos programas governamentais de transferência de renda.

Rio de Janeiro (RJ), 02/03/2023 – Pessoas se organizam em fila para se cadastrarem para almoço gratuito no centro de acolhimento do projeto Fraternidade na Rua, na Lapa, região central da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

“A gente precisa trabalhar nas questões estruturais que levam a esse cenário. Ao mesmo tempo deveriam ocorrer as políticas emergenciais, como as de transferência de renda, que vão sanar no momento, mas a gente também precisa das políticas estruturais que vão resolver as causas desse problema, como o aumento de empregos formais e de abastecimento das grandes cidades para que esse alimento chegue de maneira mais fácil à população.”

A secretária de Segurança Alimentar, Lilian Rahal, afirma que as estratégias do governo federal incluem “políticas públicas amplas”, como o aumento da produção de alimentos básicos, ações de disponibilização de refeição pelos municípios, a garantia da chegada de alimentos a locais com maiores índices de desnutrição, o crescimento da renda das famílias, a recuperação do poder de compra do salário mínimo, a geração de empregos e o fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Além disso, segundo ela, o governo quer reforçar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que estimula a compra de comida produzida por pequenos produtores e agricultores familiares, através da recuperação do orçamento e de uma reformulação, fazendo com que os alimentos cheguem nas famílias mais vulneráveis, inclusive nas cidades.

“Que a distribuição [desses alimentos] chegue cada vez mais para quem está passando mais fome, para as famílias e regiões com maiores indicadores de desnutrição e para equipamentos que ofertem refeições para quem está passando fome nas periferias ou nas grandes cidades”, destacou.

Caixa começa a pagar Bolsa Família com adicional de R$ 150

A Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta segunda-feira (20) a parcela de março do Bolsa Família. Essa será a primeira parcela com o adicional de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos.

Recebem hoje os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 669,93.

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Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 21,1 milhões de famílias, com gasto de R$ 14 bilhões. Com a revisão do cadastro, que eliminou principalmente famílias constituídas de uma única pessoa, 1,48 milhão de beneficiários foram excluídos do Bolsa Família e 694,2 mil famílias foram incluídas, das quais 335,7 mil com crianças de até 6 anos.

Desde o início do ano, o programa social voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu o gasto de até R$ 145 bilhões fora do teto neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 está começando neste mês, após um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), a fim de eliminar fraudes. Em junho, começará o pagamento do adicional de R$ 50 por gestante, por criança de 7 a 12 anos e por adolescente de 12 a 18 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Auxílio Gás

Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias inscritas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em abril.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Flávio Dino vai anunciar recursos para sistema prisional do RN

O ministro da Justiça, Flávio Dino, desembarcou, na noite deste domingo (19), em Natal, capital do Rio Grande do Norte, estado que enfrenta uma crise na segurança pública desde a última terça-feira (14). Na chegada, o ministro disse que, além de analisar medidas ainda necessárias para contenção dos ataques violentos, vai discutir, durante a visita, investimentos estruturantes no sistema penitenciário. 

Dino reúne-se ainda hoje com a governadora Fátima Bezerra e amanhã apresentará um prognóstico da crise, além do montante a ser investido. “Posso afirmar que o cronograma é imediato, não são recursos que dependam da votação de leis ou de previsão orçamentária. São recursos que o Ministério da Justiça dispõe, tanto na área de segurança pública, quanto na área penitenciária e, neste momento, o Rio Grande do Norte é uma prioridade nacional. Isso será anunciado amanhã, e o cronograma dependerá dessa parceria com o governo do estado”, acrescentou.

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Ao menos 252 ataques foram feitos contra a população, prédios públicos, comércios e veículos desde a última terça-feira (14), segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social do RN nesse sábado (18). Para autoridades estaduais, os atos são uma retaliação do crime organizado a ações repressivas do governo, que resultaram em prisões nas últimas semanas. 

O ministro da Justiça destacou que, até este momento, foram enviados cerca de 700 policiais das várias forças federais, o que representa um investimento de mais de R$ 5,3 milhões. “Quem comanda a Segurança Pública no Rio Grande do Norte é a governadora. E isso nós respeitamos em todos os estados do país, independentemente da posição política do governador ou da governadora, portanto, nós estamos aqui solidários e reafirmando a confiança na autoridade da governadora e do sistema estadual de Segurança Pública.”

Garantia da Lei e da Ordem

Dino afirmou ainda que o uso do mecanismo da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que inclui a convocação das Forças Armadas, não está sendo considerado neste momento, sobretudo, pela redução dos indicadores da crise.

“Se for necessário GLO, quem vai pedir é a governadora [Fátima Bezerra] e claro que nós vamos atender, se for necessário. Ou seja, não há uma posição ideológica, nem no sentido de fazer amanhã, nem no sentido de rejeitar. Isso é uma decisão técnica”, declarou à imprensa. Ele acrescentou que a medida é definida exclusivamente por indicadores. “Os indicadores nesta noite de domingo justificam uma GLO? Não”, afirmou.

Nessa sexta-feira (17), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), enviou pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uso das Forças Armadas no Rio Grande do Norte. Ele atendeu solicitação feita pelo senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), que pede o emprego das Forças Armadas com base no Artigo 142 da Constituição. O artigo prevê operações da Garantia da Lei e da Ordem. A autorização para acionar as Forças Armadas é competência da Presidência da República.

“Na gestão de uma crise, você não pode ter posição dogmática, posição rígida. Você adequa o seu planejamento à necessidade. O Artigo 144 da Constituição Federal define o que é a segurança pública do Brasil, e isso não inclui as Forças Armadas. As Forças Armadas são uma espécie de remédio extremo quando o sistema de segurança pública federal e estadual entra em colapso absoluto, o que não é a situação que nós temos aqui no Rio Grande do Norte”, avaliou. 
 

Covid-19: vacina bivalente está disponível para públicos prioritários

A partir desta segunda-feira (21), todos os grupos prioritários já podem ser vacinados com a vacina bivalente contra a covid-19. Segundo orientação repassada na sexta-feira (17) pelo Ministério da Saúde, os estados e municípios devem começar a chamar as pessoas para se vacinar com a dose complementar.

O imunizante bivalente da Pfizer começou a ser aplicado no fim de fevereiro, dentro do Movimento Nacional pela Vacinação, lançado no último dia 27, nos idosos com mais de 70 anos, pessoas imunocomprometidas, funcionários e pessoas que vivem em instituições de longa permanência, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

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De acordo com avaliações locais, a vacinação poderia avançar para os outros públicos prioritários, desde que os primeiros tivessem atingido uma boa cobertura. Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas mais de 4,1 milhões de doses de reforço com a vacina bivalente, disponível apenas para quem completou o ciclo básico com duas doses e recebeu os dois reforços iniciais há pelo menos 4 meses.

As vacinas bivalentes da Pfizer oferecem proteção contra a variante original do vírus causador da covid-19 e contra as cepas que surgiram posteriormente, incluindo a Ômicron, variante de preocupação no momento. A Agência Nacional de  Vigilância Sanitária (Anvisa) já atestou a segurança das doses disponíveis no Brasil

Público prioritário

Podem se vacinar contra a covid-19 com a quinta dose bivalente os idosos de 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade, gestantes e puérperas e trabalhadores da saúde.

A vacina também está disponível para adolescentes e adultos a partir dos 12 anos dentro dos grupos prioritários: pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores; pessoas imunocomprometidas; indígenas, ribeirinhos e quilombolas; e pessoas com deficiência permanente.

O Ministério da Saúde reforça a necessidade de vacinação para proteger contra as formas graves da covid-19, que matou quase 700 mil pessoas no Brasil desde o início da pandemia, em 2020.

Comércio Exterior fixa taxa para importação de pneu de carga e resina

A volta da tarifa de 16% para importação de pneus de carga deve ser publicada até terça-feira (21) no Diário Oficial da União. A decisão foi tomada na última semana pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), em sua primeira reunião no novo governo.

De acordo com o órgão, a decisão revoga a resolução Gecex nº 148, de 20 de janeiro de 2021, norma que havia zerado a tarifa para a importação de cinco modelos de pneus de carga. O órgão destaca, em nota, que a medida incentiva a fabricação nacional dos produtos.

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“A medida é uma boa notícia para os fabricantes de pneus nacionais, que vinham enfrentando queda na produção causada pelo aumento de importados e, com os estoques cheios, ameaçavam paralisar a produção e realizar demissões. Com o fim da isenção tributária aos pneus de carga importados, a indústria já sinalizou com o recuo em seus planos de demissão”, diz a nota.

Resinas plásticas

Em outra medida, o Gesex decidiu recompor as alíquotas de importação de quatro resinas plásticas, elevando as tarifas de importação para 11,2% com a retirado dos produtos da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (Letec).

A redução das taxas de importação haviam sido impostas por resoluções publicadas em julho e agosto do ano passado para os copolímeros de etileno, copolímeros de propileno, PVC obtido por processo de suspensão e Politereftalato de etileno, o PET.

“A imposição das reduções das alíquotas teve consequências danosas para o setor químico brasileiro, com o aumento das importações e queda de preço de venda das resinas nacionais. O segmento já havia registrado paralisação em, pelo menos, uma linha de produção de resina PET, em Pernambuco”, afirmou o Gecex.

A íntegra das deliberações da reunião da Camex está disponível no site da Camex.

Com pódio 100% mineiro, Cruzeiro conquista sul-americano de vôlei

O Sada Cruzeiro conquistou, pela nona vez, o título sul-americano de vôlei masculino. Neste domingo (19), a equipe celeste superou o Itambé Minas Tênis Clube por 3 sets a 1, com parciais de 25/21, 25/19, 23/25 e 25/17, no Ginásio General Mário Brum Negreiros, em Araguari (MG), cidade que recebeu a competição. A vitória assegurou à Raposa uma vaga no próximo Mundial de Clubes da modalidade.

A decisão repetiu a de 2022, também vencida pelo Cruzeiro, que é o maior campeão sul-Americano. Na ocasião, a Raposa bateu o Minas por 3 a 0, no Ginásio Poliesportivo do Riacho, em Contagem (MG). Neste ano, os cruzeirenses já haviam conquistado a Copa Brasil, ao derrotarem o Farma Conde Vôlei, de São José dos Campos (SP), na final, por 3 a 0, na Arena Jaraguá, em Jaraguá do Sul (SC).

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Antes de encarar o Minas na final, o Cruzeiro passou por Bohemios (Uruguai) e Policial Vóley (Argentina), na primeira fase, ganhando de ambos por 3 sets a 0. Nas semifinais, a Raposa derrotou o anfitrião Araguari, também sem ceder sets. Os vice-campeões, por sua vez, derrotaram UPCN (Argentina) e Murano (Chile) por 3 a 0, na etapa de grupos, e se classificaram à decisão ao fazerem 3 a 1 no Ciudad Vóley (Argentina).

A conquista reforça o bom momento do Cruzeiro, que lidera a primeira fase da Superliga Masculina, com 18 vitórias em 21 jogos. Curiosamente, duas das três derrotas foram justamente para o Minas – ambas por 3 a 1. O time minastenista, segundo colocado da Superliga, buscava seu terceiro título sul-americano, o primeiro desde 1985, mas acabou amargando o quinto vice-campeonato.

O pódio do Sul-Americano acabou 100% formado por times de Minas Gerais. No duelo pelo terceiro lugar, o Araguari bateu o Ciudad Vóley por 3 sets a 2, com parciais de 25/22, 20/25, 25/16, 18/25 e 15/13. Foi a primeira participação do clube do interior, que disputou o evento como convidado. A equipe ocupa o nono lugar na Superliga e tenta classificação às quartas de final.

Embrapa promove orientações sobre uso eficiente de fertilizantes

A Região Sudeste recebe nos dias 21, 22, 23 deste mês a Caravana Embrapa Fertbrasil, que vai divulgar, nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, a importância do manejo sustentável dos solos para o uso adequado de fertilizantes, visando a boa produtividade das lavouras. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site.

Segundo informação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Rede Fertbrasil, os participantes receberão informações sobre planejamento agrícola, boas práticas para uso eficiente de fertilizantes, novas tecnologias para suprimento de nutrientes às plantas, utilização de ferramentas digitais e sistemas de informação, e tecnologias e prática de manejo para sustentabilidade agroambiental.

Atividades

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As atividades acontecerão sempre no período da manhã, das 8h às 12h30. No estado do Rio de Janeiro, os eventos serão realizados em Nova Friburgo, no Espaço da Moda da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no dia 21 e, em Campos dos Goytacazes, no dia 22, no auditório do Sindicato Rural de Campos. A Caravana encerra as atividades na Região Sudeste na quinta-feira (23), no município de Venda Nova do Imigrante (ES), no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Se o interesse for específico para um dos eventos, as inscrições podem ser feitas nos endereços, em Nova Friburgo; Campos dos Goytacazes; e em Venda Nova do Imigrante.

Caravana

A Caravana Embrapa Fertbrasil já passou por 31 cidades em nove estados brasileiros, tendo iniciado sua caminhada em 2022. Este ano, continuará percorrendo as principais regiões agrícolas do país para levar informações e conscientizar os técnicos e produtores sobre o manejo adequado das culturas. O objetivo é potencializar a eficiência econômica e agronômica dos fertilizantes e insumos, itens que contribuem para elevado custo de produção das culturas, segundo a Embrapa.

Web Summit Rio deve injetar R$ 1,2 bilhão na economia carioca 

O Rio de Janeiro receberá pela primeira vez, em maio próximo, o Web Summit, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, que deve injetar na economia carioca cerca de R$ 1,2 bilhão, nos próximos seis anos. A estimativa é de relatório elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, em parceria com a agência de promoção e atração de investimentos da prefeitura (InvestRio).

 O 1º Web Summit Rio será realizado entre os dias 1º e 4 de maio, no Riocentro. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, Chicão Bulhões, destacou que o evento significa a volta da cidade aos palcos globais importantes, em especial para temas econômicos, como inovação e tecnologia, que estão presentes no dia a dia de todos os cidadãos.

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“Quanto mais a gente transforma conhecimento, que o Rio tem de sobra, com universidades e pessoas empreendendo, mais o Rio vai prosperar com sustentabilidade”. Bulhões disse que o papel do governo municipal é dar igualdade de oportunidades, para que mais pessoas sejam alcançadas por essa agenda, que promete ser transformadora para a cidade, fazendo dela a capital da tecnologia e inovação da América Latina.

O secretário disse que o legado esperado do evento é sempre de médio e longo prazo. “É um caminho estruturado que se inicia e que o Rio se reposiciona para ser o grande centro das discussões de economia verde e de inovação e tecnologia”.

Segundo Bulhões, o evento tem a ver com o perfil da cidade e do carioca, com as novas relações de trabalho estabelecidas no período pós-pandemia da covid-19. “Estamos muito confiantes que o legado do evento, somado a ações promovidas pela prefeitura, será o reconhecimento do Rio como um grande centro de discussões e de evolução de novas soluções para os eventos climáticos, de segurança pública, de desafios de desigualdades, de mercado de criptomoedas.”

Potencialidade

O relatório Potenciais Impactos Econômicos do Web Summit Rio estima que as seis edições que ocorrem no Rio de Janeiro, até 2028, têm potencial de atrair mais de 800 mil pessoas, sendo 15 mil por dia somente em 2023.

Além disso, vai fortalecer o turismo no mês de maio, arrecadando quase R$ 100 milhões por ano com o Imposto sobre Serviços (ISS) do turismo. Com outras iniciativas da prefeitura que envolvem inovação e tecnologia, a arrecadação do imposto no município deve aumentar em até R$ 1 bilhão nos próximos seis anos.

Em relação ao impacto direto na economia, durante o período de permanência dos turistas (estrangeiros e nacionais) no Rio, e dos gastos dos cariocas, a projeção é de entrada de R$ 66,9 milhões em 2023, considerando a permanência média dos turistas estrangeiros de 6 a 8 dias, de turistas nacionais de 5,8 dias e três dias de gastos dos moradores da cidade. Em 2028, o  impacto deve alcançar R$ 312,4 milhões.

De acordo com o estudo, os turistas brasileiros deverão movimentar a economia com R$ 595,2 milhões, correspondendo a 50,3% do impacto total. Em seguida, vêm os turistas estrangeiros, com impacto de R$ 425 milhões (35,9%) e, por fim, os cariocas e profissionais que vão trabalhar no evento, com praticamente o mesmo peso (R$ 162,3 milhões, ou 13,7%).

A hotelaria será o setor mais beneficiado, com estimativa de impacto de R$ 34,6 milhões na primeira edição do Web Summit Rio, este ano, até chegar a R$ 161,3 milhões, em 2028, o que equivale a quase 50% dos gastos, estimados em R$ 610,6 milhões. O segundo setor a ser beneficiado é o de alimentação, incluindo bares e restaurantes, com impacto direto de R$ 13,2 milhões este ano, atingindo R$ 61,8 milhões na sexta edição, em 2028, ou o correspondente a R$ 234,1 milhões nas seis edições, com peso de 19,8% do total.

Arrecadação

O presidente da Invest.Rio, Alexandre Vermeulen, afirmou que a vinda do Web Summit para o Rio de Janeiro permitirá reunir todo o networking (rede de pessoas conectadas por interesses profissionais) e a comunidade de inovação em um único lugar. “Isso é fundamental, porque todo mundo junto consegue unir as forças, dialogar. Assim, conseguimos realmente realizar uma inovação aberta, com muita criatividade, tecnologia, resultando na inovação que o Web Summit proporciona”, afirmou Vermeulen.

O mês de maio é, tradicionalmente, o terceiro com menor movimento em todo o ano, em termos de arrecadação do imposto de turismo (7,9%). Com o Web Summit Rio, a expectativa é que o evento provoque um impacto adicional de 20% na economia do turismo carioca, chegando a R$ 97 milhões em seis anos.

A arrecadação do imposto de tecnologia, definido como de serviços de informática e congêneres, tem importante peso na arrecadação municipal, representando em torno de 9% do total. Considerando as seis edições do Web Summit Rio e todos os projetos de inovação que a prefeitura vem desenvolvendo, a expectativa é alavancar em cerca de R$ 973 milhões, o que elevará para R$ 3,6 bilhões a arrecadação do setor. 

Rio de Janeiro vai investir R$ 5,5 milhões em 110 projetos literários

A Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro abre nesta segunda-feira (20) as inscrições para o edital Literatura Resiste RJ. A chamada pública vai investir R$ 5,5 milhões no financiamento de até 110 projetos literários de fomento à cadeia literária do estado.

As inscrições começam às 18h de na segunda e se estendem até as 18h do dia 10 de abril, pelo site da Secretaria de Cultura. O edital vai premiar propostas em três categorias e cada projeto será premiado com R$ 50 mil.

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A primeira categoria premiará 50 projetos com foco na continuidade de projetos literários, como contação de histórias, oficinas, concursos literários, saraus, publicação de livros em coleções literárias existentes, entre outros.

“Se você tem um projeto de continuidade, não importa a linguagem, pode ser projeto literário teatral, audiovisual, sonoro ou textual, a gente quer te ajudar a continuar fazendo”, explica o superintendente de Leitura e Conhecimento da Secretaria Estadual de Cultura, Yke Leon.

Já a segunda categoria vai incentivar 20 projetos de criação de feiras literárias. “Tem muita gente aqui no Rio que fala ‘meu sonho é ter um festival literário aqui na minha cidade, uma festa literária aqui na minha comunidade’. A gente quer que você realize esse sonho e faça esse festival”, afirma Leon.

Por fim, a terceira categoria será voltada para estimular 40 projetos de manutenção de bibliotecas comunitárias.

“As bibliotecas comunitárias são um importantíssimo braço. Sobretudo nos lugares onde o Estado não dá conta de chegar, a biblioteca comunitária está lá, dialogando com 300, 400, 500 crianças, jovens e adultos”.

Covid-19: SP vacina gestantes e puérperas com bivalente da Pfizer

A partir desta segunda-feira (20), começam a ser vacinadas contra covid-19 grávidas e puérperas, na cidade de São Paulo. A prefeitura estima que 130 mil mulheres recebam a vacina bivalente da fabricante norte-americana Pfizer.

As vacinas bivalentes da Pfizer oferecem proteção contra a variante original do vírus causador da covid-19 e contra as cepas que surgiram posteriormente.

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A vacinação é feita, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19, nas unidades básicas de saúde (UBS) e nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMA). Aos sábados, as AMAs/UBSs Integradas também disponibilizam a imunização no mesmo horário.

A vacina também continua disponível para pessoas com mais de 60 anos de idade, imunossuprimidos maiores de 12 anos, indígenas e residentes em instituições de longa permanência.

A imunização é destinada àqueles que já completaram o esquema básico de vacinação contra a covid-19 ou incluindo quem já recebeu uma ou duas doses de reforço. O intervalo entre a dose mais recente deve ser de quatro meses.

Os endereços dos pontos de vacinação estão disponíveis na página da Secretaria Municipal de Saúde

Dia do Artesão: trabalhadores celebram retomada pós-pandemia

O universo das manualidades foi um dos setores prejudicado pelas restrições impostas pela pandemia de covid-19. Mas, este ano, no Dia do Artesão, lembrado neste 19 de março, esses profissionais podem celebrar a retomada crescente do setor, avaliam as artesãs ouvidas pela Agência Brasil.

“As pessoas estão comprando um pouco menos de antes da pandemia, porém mais do que estavam comprando no ano passado, mas entendemos que o momento financeiro não é o mesmo. Percebemos que o setor não perdeu o encantamento. Sabemos que o artesanato não é um item de primeira necessidade, a gente sempre teve essa realidade. Então, como profissionais, reinventamos nosso produto para que as pessoas falem: não é o que preciso, mas é um produto que me encanta, então eu quero ter esse produto!”, afirma a artesã Edna de Souza Machado Simão, de 52 anos, que também é professora de artesanato e educadora popular.

Ela vê as feiras como os melhores locais para vender os produtos. “Ficamos muito tempo fazendo feiras online, mas nós, artesãos, gostamos de falar do produto para as pessoas e a pandemia tirou isso da gente, as feiras pela internet não são a mesma coisa de mostrar um produto, a pessoa poder tocá-lo, a gente falar do processo criativo, do material que usou, o online não é a mesma sensação, nas feiras, a pessoa está sentindo o produto”.

Edna faz parte do Tendarte, um empreendimento coletivo de mulheres da economia solidária que produz brinquedos lúdicos e educativos em tecido. Ela conta com duas sócias: Daniela Maria Feliciano da Silva e a Maurisa Di Petta.

As artesãs Edna e Maurisa dizeram que o trabalho diminuiu durante a pandemia – Agência Brasil /Arquivo pessoal

Maurisa diz que na pandemia o trabalho diminuiu bastante. “Fiquei até um pouco desanimada, agora me animei e estou sentindo crescendo mais com os eventos que vem surgindo”, comemora a artesã, de 58 anos, que está no ramo desde 2002. Ela diz que a renda obtida com os produtos vendidos não compõe a renda familiar. “Mas é um momento de me ver crescer, saber que posso realizar tudo quiser, além de colocar uma disciplina familiar e mostrar que ser mulher e mãe não é só ser dona de casa”.

Trabalho e renda

Edna afirma que o empreendimento não gera uma renda fixa, depende muito dos eventos marcados durante o mês. “A nossa casa é sustentada com a renda de outras pessoas da família. Mas, a Tendarte é sustentada do que a gente faz, tem que ser pelo que a gente produz. Agora está melhorando um pouco mais, a associação tem uma parceria com um shopping, em Osasco, onde nos cederam algumas lojas. Então vivemos pegando todas essas oportunidades para, no final, ter uma renda que a gente consiga pagar os custos da empresa, mas que a gente consiga também renda”, explicou a artesã, que ainda é vice-presidente da Associação de Trabalhadores em Domicílio da Economia Solidária de Osasco. 

“Trabalhador em domicílio é aquele que produz em casa ou próximo de casa, o que gera renda para família, ou seja é todo artesão, já que é difícil artesão ter um ateliê fora de casa, geralmente é um quartinho, o pessoal que é da gastronomia, alguns usam a própria cozinha, ou às vezes é a mesa da sala que é o ateliê que a pessoa usa para desenvolver seu produto”, explicou.

A cozinheira artesanal Edileuza Guimarães, de 42 anos, também de Osasco, é uma dessas trabalhadoras que usa a cozinha da própria casa e também a da Associação de Mulheres da Economia Solidária e Feminista (Amesol) para produzir comida artesanal.

Dinha sentiu a queda da renda no período da pandemia – Arquivo Pessoal – Agência Brasil

“Tudo que eu faço são com as minhas mãos, produzo comidas para quem tem algum tipo de restrição alimentar, comidas especiais e veganas. Assim como as tradicionais também, mas gosto muito mais desse tipo de comida [especial], para quem já não pode comer fora de casa. A gente trata com carinho quando a pessoa com restrição comparece nas feiras e tem um tipo de comida que ela pode comprar, comer tranquilamente e de uma forma artesanal.”

Mais conhecida como Dinha, ela conta que sentiu a queda da renda durante a pandemia. “Com as feiras, consigo ganhar muito mais que o meu marido, que é assalariado. Mas, como meu trabalho é estar com as pessoas, sofri muito com isso, faz toda a diferença quando se mostra o produto. Na comercialização online, a pessoa não está sentindo a transmissão de amor que se tem quando se dedica a preparar aquele alimento, além disso, as pessoas começam a comparar o seu produto com outros que são feitos em grande escala, que acabam sendo até um pouco mais baratos. Foi um momento de muita angústia porque quando se trabalha por conta própria, a gente depende de produzir e vender”, contou Dinha, que se dedica a cozinhar há 17 anos.

Ela continua a comercialização pelo celular e pelo canal no Instagram. “Mas as feiras são as melhores fontes para gente gerar renda.” 

A recuperação, no entanto, está vindo devagar, ela afirma. “Está sendo lenta e gradual. É um trabalho de conscientização de toda uma comunidade, sobre a importância daquela feira acontecer”.

Na visão da cozinheira, depois da pandemia, as pessoas estão migrando para trabalhar como autônomas. “Entrando para o movimento de geração de renda, como nós da economia solidária, gerando renda coletivamente, que é o futuro. Nosso trabalho é importante para recuperar uma galera que na pandemia se viu perdida, que perderam seus empregos formais e se juntaram a nós. A recuperação está sendo um pouco difícil, porém não impossível”.

Apoio

A reportagem da Agência Brasil conversou com Maria Fernanda Marcelino, integrante da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e da Amesol, da qual Dinha também faz parte. 

“Essas mulheres, artesãs, não tinham um fluxo de caixa que desse para segurar. Na Amesol fizemos campanha pela internet para arrecadar recursos para essas mulheres que deixaram de fazer feiras públicas e comercializar seus produtos. E a pandemia demorou muito mais para acabar do que deveria ter acontecido se a gente tivesse tido acesso a vacinas com mais antecedência. O que aconteceu não foi isso, foi o adiamento das atividades presenciais, das feiras livres, dos eventos e com isso o empobrecimento cada vez mais acentuado dessas mulheres”, lamentou Maria Fernanda.

Além da distribuição de recursos, levantados pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF), houve distribuição de cestas básicas entre as artesãs.

A integrante da SOF explica qual é o padrão das mulheres artesãs da economia solidária. “Normalmente são mulheres jovens que desejam viver do que produzem ou mulheres mais velhas, com filhos, que estão à margem do trabalho formal e que precisam fazer da produção individual sua fonte de renda”. 

Para ela, a recuperação está extremamente lenta porque não existe um olhar para esse setor. “Não existe uma política pública, nem de financiamento, nem de investimento que apoie essas mulheres a  ter uma renda. Então a recuperação é lenta e acontece na medida dos próprios esforços das mulheres, das organizações ou de iniciativas privadas, de eventos que vão possibilitando que essas mulheres vendam o que elas produzem, mas que também tem uma queda, porque [elas] não têm recurso para investimento, para a compra de matéria-prima. Então a recuperação, de fato, é bastante lenta”.

Dados

Dados da Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, contabilizam 700 artesãos em todo o estado, sendo que 80% ganham em média um salário mínimo.

Quanto ao perfil, 80% são mulheres, sendo 60% brancas, 60% casadas, 35% com ensino médio, 75% morador de zona urbana e 55% têm no artesanato uma renda complementar.

Segundo a pasta, quanto às políticas públicas, “os programas estão sendo revistos, por isso não há informações neste momento”, informou em nota.

A profissão de artesão foi regulamentada em 2015 com a Lei nº 13.180. O texto define o artesão como “o profissional que exerce uma atividade predominantemente manual, que pode contar com o uso de ferramentas e outros equipamentos, com produção feita de forma individual, coletiva, associada ou cooperativada”.

O Dia do Artesão é comemorado em 19 de março em homenagem a São José, padroeiro da categoria.

Júlia Soares leva ouro em tradicional evento de ginástica na Alemanha

A brasileira Júlia Soares conquistou, neste domingo (19), a medalha de ouro no DTB-Pokal, tradicional evento de ginástica artística, realizado em Stuttgart (Alemanha). A paranaense de 17 anos venceu a disputa do solo, com nota 13.300, apresentando-se com uma música do desenho animado Aladdin e acertando as quatro acrobacias que realizou.

Julinha teve a mesma pontuação da norte-americana Joscelyn Roberson, mas terminou à frente por ter uma nota de execução (8.000 a 7.700) melhor. O terceiro lugar ficou com a canadense Aurelie Tran (12.833). A brasileira também chegou à final da trave, acabando na quarta posição, com 12.633 pontos. O pódio foi composto pela alemã Jessica Schlegel (13,433), a belga Maellyse Brassart (13.133) e a francesa Léa Franceries (12,733).

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Entre os homens, Yuri Guimarães foi medalhista de prata no salto. Com média 14.416 após duas tentativas, o brasileiro ficou atrás somente do britânico Harry Hepworth (14.866). O turco Adem Asil, com 13.866, foi o terceiro colocado e completou o pódio. Na decisão do solo, o paulista foi o sexto, com 13.066 pontos.

O torneio de Stuttgart serviu como treinamento para o Campeonato Mundial deste ano, entre 30 de setembro e 8 de outubro, em Antuérpia (Bélgica). A competição valerá vagas para a Olimpíada de Paris (França), no ano que vem. A delegação que disputou o DTB-Pokal não contou com os principais nomes do país na ginástica artística, mas foi composta por jovens revelações da modalidade.

“É uma competição de início de temporada na qual começamos a preparar os ginastas para os eventos do ano, principalmente eventos em equipe. É uma competição forte, de nível técnico alto, sempre com muitos ginastas que se destacam mundialmente”, afirmou o técnico da seleção, Cristiano Albino, à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

Bronze na ginástica rítmica

No sábado (18), a seleção brasileira de conjunto obteve uma inédita medalha de bronze na prova geral da etapa de Atenas (Grécia) da Copa do Mundo de ginástica rítmica – a disputa é que vale medalha na Olimpíada. O país já havia subido ao pódio em edições anteriores do evento, em 2013 e no ano passado, mas nunca no geral.

A equipe formada por Giovana Silva, Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira e Victória Borges totalizou 63.850 pontos, com nota 35.000 na apresentação de cinco arcos, na sexta-feira (17), e 28.850 na série mista (duas bolas e três fitas). Foi a primeira vez que uma seleção fora da Europa e da Ásia conquistou uma medalha no geral em uma etapa de Copa do Mundo. A seleção de Israel (65.450 pontos) ficou com o ouro e a da Bulgária (64.700) levou a prata.

“Logo depois da nossa apresentação nos arcos, todos os outros times começaram a nos observar. Estão de olho na gente agora. Acho que esta é uma vitória de muitas entidades, de muita gente. Tivemos alguns problemas para formar esta equipe, mas conseguimos superá-los, porque temos 12 ginastas treinando lá em Aracaju”, celebrou a técnica Camila Ferezin, ao site da CBG.

Flávio Dino vai ao RN acompanhar ações da Força Nacional

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, viaja neste domingo (19) a Natal, no Rio Grande do Norte, para acompanhar as ações da Força Nacional no combate aos atentados criminosos no estado.

Ao menos 252 ataques foram feitos contra a população, prédios públicos, comércios e veículos desde a última terça-feira (14), segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social do RN neste sábado (18). Para autoridades estaduais, os atos são uma retaliação do crime organizado a ações repressivas do governo, que resultaram em prisões nas últimas semanas.

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O governo federal já determinou o envio de mais de 600 agentes da Força Nacional e de forças federais, em apoio a tropas policiais do estado. Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a ida de Dino para amanhã (20), mas a assessoria do ministro confirmou que ele viaja ao RN ainda neste domingo.

“Desde terça-feira, por meio do Ministério da Justiça, estamos acompanhando e auxiliando o governo do Rio Grande do Norte no combate aos atentados criminosos. Tenho conversado por telefone com a governadora Fátima Bezerra, que tem feito um grande trabalho no enfrentamento dessa crise. Hoje falei com ela e com o ministro Flávio Dino, que também está acompanhando a situação e irá amanhã ao estado, acompanhar o trabalho da Força Nacional. Seguiremos dando todo o apoio para retomar a paz e proteger a democracia no Rio Grande do Norte”, escreveu Lula.

Desde a última terça-feira (14), quando houve os primeiros registros de violência, 116 suspeitos foram presos, incluindo 18 presos na Operação Normandia, deflagrada pela Polícia Civil e pela Polícia Federal na sexta-feira (17). O balanço da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social do RN registra ainda 34 armas de fogo apreendidas, além de quatro falsas, 98 artefatos explosivos e 23 galões de gasolina. Há também 12 motos, dois carros, dinheiro, drogas, munições e produtos de furto recuperados.