Um mês após tragédia, famílias de São Sebastião vivem incerteza

Um mês após fortes chuvas e deslizamentos deixarem 65 pessoas mortas e uma desaparecida no litoral Norte do estado de São Paulo, as famílias atingidas enfrentam o luto pela perda de seus entes queridos e a incerteza sobre o futuro. Aproximadamente mil pessoas que tiveram suas casas destruídas, ou tornadas inabitáveis pelo mar de lama, vivem hoje temporariamente em pousadas e hotéis conveniados ao governo do estado. O convênio, de 30 dias, termina nas próximas semanas. 

Muita gente preferiu ir para casa de parentes ou se estabelecer em quartos emprestados, e não sabe até quando terá um teto. “Eu estou de favor em um quarto em Juquehy, em tempo de enlouquecer, de sair sem destino, sabe? Estou abalado, não sei qual o destino da minha vida. Não sei o que vai acontecer. Assim, é muita incerteza, só promessa”, conta Edvaldo Guilherme Santos Neto, de 39 anos, que teve que abandonar a casa em que morava em São Sebastião, na Vila Sahy, o bairro mais atingido pela catástrofe.

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Entre a noite de 18 de fevereiro e a manhã seguinte, dia 19, choveu na região mais de 600 milímetros. O acumulado, segundo o Centro Nacional de Previsão de Monitoramento de Desastres (Cemaden), foi o maior já registrado no país. O grande volume de água devastou parte das cidades da região, causou mortes, deslizamentos de encostas, alagamentos, destruiu casas e estradas.

Guilherme, sua esposa e filho, estão abrigados hoje em uma pousada no bairro de Juquehy, em São Sebastião, em um quarto emprestado, pelo período de um mês, por uma amiga. A casa dele, na Vila Sahy, resistiu aos deslizamentos, mas está interditada pelas autoridades. Na casa vizinha, todos morreram, com exceção de um familiar, salvo pelos próprios moradores.

A casa de Guilherme recebeu da Defesa Civil o selo de risco laranja – usado quando a moradia não poderá voltar a ser habitada até uma avaliação das autoridades. O adesivo amarelo é utilizado para construções em situação de monitoramento, e o vermelho, para casas condenadas, que deverão ser destruídas.

“Eu não tenho psicológico para voltar para minha casa, mesmo se eles liberarem. E a Defesa Civil não dá um prazo de quando vai ser liberada. Fiz um empréstimo no Itaú e já sujei meu nome. Não sei o que fazer. Estou endividado pela minha casa, onde eu não posso morar. Não recebi nenhum amparo, nenhuma garantia de que eu vou receber algum valor desse imóvel, se ele não for liberado.”

Ele afirma que, após a tragédia, fez cadastro tanto na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) e no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da cidade. “Fizemos uns dez cadastros que eu nem sei para que que é. Eu sei que cadastro foi o que eu mais fiz e, até hoje, ninguém nunca me ligou nem para perguntar se eu preciso de um acompanhamento psicológico. Até agora estamos sobrevivendo da doação de cestas básicas.”

Guilherme diz que ele e a esposa tinham deixado os empregos pouco antes do desastre, para tentar iniciar um negócio próprio de comércio pela internet. As mercadorias compradas por eles ficaram dentro da casa e foram perdidas. Ele conta que nunca recebeu nenhum tipo de aviso das autoridades de que sua casa estava em área de risco. Além das casas que foram destruídas pelos deslizamentos, a Defesa Civil condenou outras 230 moradias no município, que serão derrubadas nos próximos dias. 

“Se hoje está essa situação em São Sebastião é porque, infelizmente, o poder público não fez um programa de habitação para o município. Isso quem paga é a gente. Eu moro na Vila Sahy há 25 anos e a prefeitura nunca fez um programa de drenagem das encostas, nunca fez um programa de habitação, nunca chegou na minha porta e falou assim: aqui é área de risco.”

Após enfrentarem a lama dos deslizamentos para tentar salvar os vizinhos, a esposa de Guilherme começou a sentir sintomas de leptospirose: diarreia e dores nas articulações. Ela procurou um serviço médico e recebeu o diagnóstico de virose.

“Minha esposa ainda está com diarreia, o corpo doendo, porque ela teve contato com a água contaminada. A gente tirou lama, tirou corpo dos escombros e da lama”.

A prefeitura de São Sebastião afirma que não existe surto da doença na cidade. A administração municipal reconhece, no entanto, que houve um “aumento de notificações de casos da doença” após as fortes chuvas. “Em fevereiro, foram notificados 19 casos e, em março, 17 casos, que aguardam resultado. Até o momento, não há casos confirmados de leptospirose.”

A Secretaria de Saúde do município disse que chegou a registrar um aumento de aproximadamente 30% nos atendimentos a pacientes com gastroenterite – uma irritação no sistema digestivo que causa, entre outros sintomas, diarreia – nas unidades de saúde do município, principalmente na Costa Sul. 

“No entanto, essa tendência não se consolidou. É comum nesta época do ano, devido ao clima quente, que as pessoas apresentem alguns problemas intestinais. O recente aumento de casos levantou um alerta no município, especialmente após as últimas chuvas.” 

A prefeitura orienta que, caso a pessoa apresente algum sintoma, deve procurar a unidade de saúde mais próxima, inclusive os hospitais de Clínicas da Costa Sul, localizado em Boiçucanga, e a unidade da região central.

Parcerias

A administração municipal informou que fez parcerias com o governo federal e estadual, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e do programa Minha Casa, Minha Vida para a construção de mais de 900 imóveis, entre casas e apartamentos, que serão destinados às famílias que perderam suas casas. A Defesa Civil, diferentemente da prefeitura, diz que serão construídas 518 unidades habitacionais. 

Três terrenos já estão em fase de terraplenagem, nos bairros da Topolândia e Vila Sahy. Segundo a gestão estadual, as primeiras unidades habitacionais deverão ficar prontas em até 150 dias. Até lá, segundo a Defesa Civil, as pessoas que estão hoje abrigadas em cerca de 20 hotéis e pousadas serão instaladas temporariamente em vilas de passagem, unidades habitacionais de madeira, que estão sendo construídas em São Sebastião. As pessoas também serão alocadas temporariamente em unidades habitacionais já prontas na cidade vizinha de Bertioga (SP).

A prefeitura orientou que as famílias que estão enfrentando dificuldades procurem o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo. 

UFRJ abre terça-feira exposição sobre futuros da Baía de Guanabara

A Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abre na próxima terça-feira (21) a exposição interativa e imersiva Futuros da Baía de Guanabara: Inovação e Democracia Climática. A mostra gratuita ficará aberta até 14 de maio e tem classificação livre para todas as idades. O funcionamento será de terça-feira a sábado, de 9h às 20h; e, aos domingos e feriados, de 10h às 16h. A Casa da Ciência fica em Botafogo, zona sul do Rio.
Mostra Futuros da Baía de Guanabara: Inovação e Democracia Ambiental poderá ser visitada até 14 de maio – Divulgação/UFRJ

Com foco na crise climática e abordagem científica, artística e extensionista baseada nos conhecimentos de ponta produzidos pela UFRJ, a exposição destacado a importância da pesquisa universitária e da tecnologia para projetar cenários futuros e buscar soluções para atenuar o problema no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo.

Entre as preocupações, a mostra salienta a elevação do nível do mar, a qualidade da água potável, ameaças à extinção de espécies, principalmente marinhas, como os botos-cinza e a redução de atividades econômicas, turísticas e culturais. A informação foi dada à Agência Brasil pela coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da universidade, Christine Ruta.

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Christine disse que a mostra cresceu e está sendo chamada de “mostra expandida” e trata de questões relacionadas aos futuros da Baía de Guanabara. “Nela, há uma sala em forma de cubo, com um filme imersivo, com projeções na parede, no piso e no teto. O público vai ter uma experiência imersiva e se sentir em uma espécie de mini Baía de Guanabara, vivenciando ali, ao mesmo tempo, céu, terra e os ambientes aquáticos, principalmente os marinhos.”

Sorteio

Em paralelo, estão previstas atividades interativas, como debates, oficinas, minicursos, exibição de filmes e apresentação de ecopoesias. “Vão ser bem diversas as atividades oferecidas pela mostra ao público de todas as faixas etárias. E tudo totalmente gratuito”, reforçou Christine. Em parceria com a Marinha do Brasil e a Universidade Federal Fluminense, serão sorteadas visitas guiadas por pesquisadores a um navio laboratório que desenvolve estudos sobre água e sobre espécies.

O sorteio será no dia 9 de maio. As inscrições para agendamento e para o sorteio das visitas podem ser feitas no site da exposição. No mesmo site, pode ser encontrada toda a programação da exposição. Segundo Christine Ruta, centenas de escolas públicas e privadas já estão agendadas. “Eu costumo dizer que quero fila”, afirmou.

Uma das novidades que a exposição traz é o robô Luma, o primeiro desenvolvido no Brasil pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da UFRJ, que opera com facilidade em locais onde mergulhadores não podem atuar, como na área da Antártica. “Para nós, é uma honra expor robô Luma”, disse Christine.

Na área artística, estudantes da Escola de Belas Artes desenvolverão atividades dirigidas ao público infantojuvenil. Christine explicou que as crianças são o motivo do título da mostra, porque representam o futuro. Os pais e responsáveis precisam zelar e acompanhar as crianças para que elas cresçam em volta de bons conhecimentos que, de repente, possam derivar em ações. “Quem não conhece uma criança que se tornou um cientista porque foi a uma feira de ciência?”, indagou Christine.

Para ela, a exposição não deveria ficar restrita aos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro e sim, envolver todas as cidades do entorno da Baía de Guanabara. Com isso, Christine espera diversificar bastante o público da exposição.

A Região Hidrográfica Baía de Guanabara compreende os municípios de Niterói, São Gonçalo, ltaboraí, Tanguá, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Belford Roxo, Mesquita, São João de Meriti e Nilópolis e, parcialmente, os municípios de Maricá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Petrópolis, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro.

O Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ é o órgão responsável pela política cultural e de divulgação científica da instituição.

Pronasci é retomado com foco na redução de feminicídios

Todas as formas de violência contra a mulher, sobretudo contra as mulheres negras, aumentaram no Brasil no ano passado, revela pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com o enfrentamento desse tipo de violência como um dos eixos norteadores das suas ações, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) foi relançado na última semana.

A coordenadora do Pronasci, Tamires Sampaio, falou sobre o fortalecimento da estrutura de combate ao feminicídio no país em entrevista ao programa Brasil em Pauta, que vai ao ar neste domingo (19), na TV Brasil.

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“A cada seis horas, uma mulher é assassinada no Brasil. Isso é resultado de um processo de falta de investimento e de quebra das políticas de enfrentamento e de prevenção à violência, e nós, a partir do Pronasci, em parceria com o Ministério das Mulheres, estamos retomando o investimento, e retomando isso como prioridade”, destacou Tamires Sampaio durante a entrevista.

Reestruturação

O Pronasci foi relançado na última quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na cerimônia, foram entregues 270 viaturas das patrulhas Maria da Penha, a partir de um investimento de R$ 34 milhões. A expectativa é que o total de viaturas chegue a 500 até o final do ano.

O governo anunciou também a construção de 40 unidades da Casa da Mulher, instituição que dá suporte a mulheres vítimas de violência doméstica. Cerca de R$ 344 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública, serão destinados à construção das unidades, que devem ser entregues até o fim de 2024.

Criado em 2007, no segundo mandato presidencial de Lula, o Pronasci, agora relançado, passou por uma reestruturação. “O Pronasci tinha, a priori, 95 ações, que envolviam articulações em várias áreas de produção de política pública. Quando se tem 95 prioridades, acaba não havendo foco no que de fato é importante ser construído”, disse Tamires.

Ele explicou que, na reestruturação, foram instituídos cinco eixos prioritários de atuação, cada um com um conjunto de políticas e ações combinadas nas secretarias do Ministério da Justiça, mas também em parceria com os demais ministérios para que, em um trabalho com os estados e os municípios, fique garantida a chegada de políticas aos locais onde precisam ser implementadas.

Os eixos que vão nortear o trabalho na nova estrutura do programa são: prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher; fomento às políticas de segurança pública com cidadania (com foco em territórios mais vulneráveis e com altos indicadores de violência); fomento às políticas de cidadania (focado no trabalho e ensino formal e profissionalizante para presos e egressos); apoio às vítimas da criminalidade; e, finalmente, combate ao racismo estrutural e a todos os crimes dele derivados.

“O Pronasci é um programa que traz um novo paradigma para a segurança pública, constrói a noção de segurança a partir do combate à desigualdade [e] a partir da garantia de direitos. Tem a importância do fortalecimento das forças de segurança, do equipamento, da capacitação dos agentes de segurança, que são fundamentais, mas também tem a perspectiva do fomento à cultura, ao esporte, à moradia e geração de emprego, e entende o quanto que é através do conjunto das políticas públicas que de fato se constrói segurança no país”, acrescentou Tamires.

A coordenadora do Pronasci enfatizou ainda a importância da cidadania plena na garantia da segurança. “A gente pode ter viaturas em todas as ruas do país, ampliar o efetivo policial em todas as cidades, armar toda a população, mas, se as pessoas continuarem desempregadas, se não tiverem acesso à alimentação saudável todos os dias, se não tiverem acesso à educação, à cultura, ao esporte e lazer e à mobilidade, se os direitos e garantias fundamentais delas não estiverem de fato sendo cumpridos, se não tiverem acesso à cidadania plena, o problema da insegurança vai continuar no país.”

“Às vezes, o seu CEP [Código de Endereçamento Postal], [que revela] onde você mora, a cor da sua pele determinam se você tem acesso, ou não, a determinadas políticas que deveriam ser universais”, acrescentou Tamires.

Confira a entrevista completa no programa Brasil em Pauta vai que ao ar neste domingo (19) às 22h30.

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Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 54 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.575. O sorteio foi realizado na noite deste sábado (18), no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo. 

Os números sorteados foram os seguintes: 04-12-14-41-46-53. O valor estimado para o próximo concurso é de R$ 54 milhões.

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A quina teve 69 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 61.915,50. A quadra registrou  5.767 apostas ganhadoras, com prêmio de R$ 1.058,2 cada.

O próximo sorteio será na quarta-feira (22). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Marielle, presente: 5 anos depois é tema do Caminhos da Reportagem

Marinete da Silva, mãe de Marielle Franco, destaca o ativismo da filha – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Cinco anos depois, a principal pergunta do crime ainda não foi respondida e ecoa pelo mundo. Em 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados na região central do Rio de Janeiro. No dia seguinte, a população já cobrava por justiça.

“O ativismo dela como mulher, o ativismo dela como coordenadora dos direitos humanos por mais de dez anos já dizia o quanto ela era importante na vida de cada um, passou a ser um ícone da história”, destaca a mãe de Marielle, Marinete da Silva.

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Nesta meia década, as investigações progrediram pouco; o avanço mais consistente aconteceu no primeiro ano do crime, quando foram presos Ronnie Lessa, acusado de atirar em Marielle e Anderson, e Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no crime. Até hoje, eles não foram julgados. Essas questões serão abordadas no programa Caminhos da Reportagem, que a TV Brasil exibe neste domingo (19), às 22h.
Deputada estadual Renata Souza questiona o rumo do inquérito – Divulgação

A deputada estadual Renata Souza questiona o rumo do inquérito: “Não só o delegado que os prendeu foi retirado, como toda a equipe. Então, essa mudança drástica revela um problema de interrupção de um ciclo de investigação. A quem interessa isso? É isso que a gente quer saber.”

Nesses 1.825 dias, estiveram à frente das investigações cinco delegados diferentes e passaram pelo caso 11 promotores de Justiça, quatro secretários de polícia, três governadores, um interventor federal, dois procuradores gerais de Justiça e três presidentes da República. Supostas interferências no inquérito fizeram familiares e organizações pedirem a não federalização do caso.

Mônica Benício, vereadora pelo PSOL, é viúva de Marielle Franco – Divulgação

Mônica Benício, viúva de Marielle e hoje vereadora, explica o que caracteriza a possibilidade de uma federalização: “Uma inércia nas investigações que sejam confirmadas, que aconteçam de forma deliberada, com o intuito de não elucidar o caso.” Para ela, naquele momento isso não existia: “Passado o tempo começamos a questionar, o tempo está correndo, num assassinato como esse, não respondeu porque não pode, por incompetência, ou não respondeu por que não quer?”

Para Jurema Werneck, assassinato de Marielle é um problema não apenas do Brasil – Divulgação

“O assassinato de Marielle é um problema não apenas do Rio de Janeiro, é um problema para o mundo e a gente moveu todas as instâncias, tanto no sistema interamericano quanto nas Nações Unidas. Os países estão acompanhando, os governos dos países estão acompanhando, e as sociedades do mundo estão acompanhando”, aponta a diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck.

Cerca de 100 organizações não governamentais denunciaram o crime no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Jan Jarab, representante regional de Direitos Humanos (ACNUDH/ONU), afirma que a organização segue acompanhando as investigações e que a violência é parte de um contexto político que caracteriza o Brasil dos últimos anos: “São as vereadoras, deputadas estaduais, até federais, negras ou da comunidade LGBT e da diversidade sexual que são ainda mais ameaçadas, até da violência física, de assassinato.”

Mulher, negra, mãe, cria da favela da Maré que se transformou em liderança política. Marielle foi assassinada, mas deixou sementes que desabrocharam. Hoje, diversas herdeiras políticas levam a voz de Marielle à frente. Para a deputada Renata Souza, o principal recado deixado por Marielle é para que a humanidade não se desumanize: “Marielle é presente em todas as lutas contra as desigualdades sociais, em especial contra as desigualdades de gênero, raça e classe.”

Ficha técnica:

Reportagem: Eliane Benício, Maurício de Almeida e Priscila Thereso
Roteiro e edição de texto: Luciana Góes
Edição e finalização de imagem: Eric Gusmão
Produção: Luciana Góes e Priscila Thereso
Apoio produção: Luiz Filipe Lima  e Yuri Griem (estagiários)
Reportagem cinematográfica: Eduardo Guimarães, Eusébio Gomes, Gabriel Penchel, João Victal, Rodolpho Rodrigues e Ronaldo Parra
Auxílio técnico: Adaroan Barros, Felipe Messina e Yuri Freire
Operador de áudio: Ed Guimarães

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Iniciativa de entrega de marmitas é transformada em cozinha escola

A iniciativa de um conjunto de moradores da favela de Heliópolis, em São Paulo, de distribuir marmitas durante a pandemia de covid-19 transformou-se hoje (18) em uma escola de gastronomia, com capacidade para mais de 200 alunos. 

A ideia de alimentar as pessoas da comunidade que estavam passando necessidade em meio à crise de saúde era realizada por voluntários da favela que se organizaram no Movimento Organizacional Vencer Educar e Realizar (Mover Helipa). Eles chegaram a distribuir, no auge da pandemia, aproximadamente, 2 mil marmitas diariamente, produzidas debaixo de um viaduto, em uma cozinha precária, com panelas, equipamentos, utensílios e alimentos doados. A mão de obra era dos próprios voluntários.

Presidente da Mover Helipa, Renato Varjão- Fernando Frazão/Agência Brasil

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“Vimos a necessidade de a alimentação chegar às pessoas. Algumas não podiam sair de casa, outras não tinham o que comer mesmo. E aí começamos a fazer marmita, debaixo de um viaduto aqui, e isso foi crescendo, a demanda foi aumentando, as pessoas procurando”, conta o presidente da Mover Helipa, José Renato Mendes Varjão.

“O poder público está chegando agora. Mas sempre foi na raça, com base na doação. Na cozinha, no início, tínhamos um fogãozinho de quatro bocas, uma geladeira no canto, um espaço de uns cinco metros quadrados, as panelas precárias”.

Capacitação

Renato conta que a intenção não era simplesmente alimentar a população necessitada, mas capacitar as pessoas para saírem daquela situação. “Queríamos começar a formar pessoas para ir para o mercado de trabalho da gastronomia, porque sabemos que dentro da favela existe muito talento”.

A iniciativa dos moradores chamou a atenção do ex-secretário especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania Robson Tuma que começou a transformá-la em um projeto de cozinha escola. Encampada pelo atual Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, passou a se chamar Projeto de Geração de Renda Caminho de Transformação Social – Cozinha Escola, inaugurado hoje.

A escola, construída com 12 contêineres, fica no Complexo Viário Escola de Engenharia Mackenzie – Estrada das Lágrimas, na Cidade Nova Heliópolis, na zona Sul da capital paulista. Conta com uma cozinha industrial, restaurante e espaço para capacitação. Foram gastos, até o momento, pelo ministério, R$ 2,5 milhões. O público-alvo são pessoas que participem do Cadastro Único (Cadúnico) de famílias de baixa renda.

Ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, na inauguração do projeto – Fernando Frazão/Agência Brasil

“Aqui é um trabalho integrado. Independentemente de qualquer disputa política, a ideia é integrar município, estado, governo federal e entidades sociais, como a Mover Helipa. Os recursos estão focados nas pessoas que vão ministrar os cursos, no apoio para que as pessoas interessadas possam ter as condições de locomoção, de alimentação, e no apoio para o funcionamento da própria cozinha”, destacou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, presente na inauguração da escola. Segundo ele, o projeto servirá de experiência para programas similares a serem implementados em outras localidades.

A cozinha da escola continuará a produzir marmitas para a comunidade, mas agora como parte do processo educacional. Vanilda da Silva será uma das alunas que participará da primeira turma. “Eu já ajudava na cozinha do projeto, sempre dava uma força para o pessoal. Muita gente perdeu o emprego na pandemia, inclusive eu. Agora, com a escola, vai ser um investimento muito bom nas nossas vidas, pode melhorar nossa remuneração no futuro”.

Manaus sofre com expansão urbana em assentamentos precários

Um estudo publicado recentemente pela rede colaborativa de organizações não governamentais (ONGs) MapBiomas mostra que Manaus é a cidade com maior expansão das áreas urbanizadas em assentamentos precários no país. A ocupação desordenada em áreas de risco trouxe problemas ambientais graves, como a ocorrência de desastres naturais e outros processos de degradação ambiental causados pela ação do homem. No último domingo (12), um deslizamento de terra na capital amazonense atingiu 11 casas do bairro Jorge Teixeira, na zona leste da cidade, e deixou oito mortos. O prefeito David Almeida decretou estado de calamidade pública.

Em razão dessa tragédia, a MapBiomas reuniu dados específicos do bairro onde ocorreram as fatalidades para verificar a evolução de áreas urbanizadas em Manaus. “Especificamente na Rua Pingo D’agua, no Bairro Jorge Teixeira em Manaus, onde ocorreu a morte de oito pessoas devido a um deslizamento de terra, não havia registro de área de risco cadastrada. No entanto, a área encontra-se dentro de um assentamento precário conhecido e delimitado pelo IBGE”, aponta o estudo.

Deslizamento de terra em Manaus deixa oito mortos – Prefeitura de Manaus/Divulgação

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As ações humanas têm provocado grandes alterações no meio ambiente e isso têm desencadeado um cenário de extrema preocupação entre os estudiosos e defensores do meio ambiente. Segundo o MapBiomas, em 1985 a capital do Amazonas tinha uma área de risco com ocupação urbana de aproximadamente 523 hectares. Em 2021 esse número chegou a 1.841 hectares, um aumento de 1.319 hectares aproximadamente, equivalente a 10 mil campos de futebol. Manaus, sozinha, concentrou mais de 36% de toda a ocupação de áreas de risco no estado.

Ainda que a maior área de risco ocupada esteja em Manaus, proporcionalmente outros municípios do Amazonas aumentaram este tipo de ocupação urbana em uma taxa muito maior do que a capital. No total, 50 dos 63 municípios do estado possuem alguma ocupação em áreas de risco.

“A Amazônia lidera o percentual de crescimento das ocupações informais do território brasileiro: 29,3% do crescimento urbano nesse bioma foi em áreas informais. A Região Norte possui 13 das 20 cidades com maior proporção de crescimento, com Belém entre as cinco primeiras da lista”, conclui o MapBiomas.

Ranking dos biomas

A evolução da área urbanizada sobre assentamentos precários e áreas de risco não é uma exclusividade da Região Norte. Segundo o MapBiomas, o crescimento das favelas tem um comportamento parecido com o das áreas urbanizadas, mas, na década de 1990, as áreas informais aceleraram o avanço.

“A expansão da urbanização tem impactos no consumo dos recursos naturais, na qualidade de vida e, de uma maneira geral, na sustentabilidade urbana, mas, quando falamos das favelas, além disso, há uma chance muito grande do aumento de ocupação de áreas de risco por populações mais vulneráveis”, explica Julio Cesar Predrassoli, um dos coordenadores do mapeamento de Áreas Urbanizadas do MapBiomas.

O estudo mostra que, percentualmente, o Cerrado lidera o ranking dos biomas com o maior aumento das áreas urbanizadas em risco com 382%, seguido da Caatinga com 310%, Amazônia com 303%, Mata Atlântica com 297%, Pampa com 193% e por último o Pantanal com 187%.

Divulgação/MapBiomas

O levantamento indica que a maior expansão das áreas urbanizadas ocorreu sobre áreas de uso agropecuário. Entre 1985 e 2021, os 2,5 milhões de hectares que foram urbanizados eram 67,8% de uso agropecuário: 30,7% eram áreas de pastagens, 30,5% mosaicos de uso e de agricultura eram 6,4%.

“Apesar de a agropecuária ter quase 70% de crescimento nas áreas urbanas, é o avanço sobre a vegetação nativa que nos chama atenção. Proporcionalmente, alguns estados perderam mais da metade da sua cobertura natural para as áreas urbanizadas, afetando os ecossistemas naturais em que se inserem as cidades e contribuindo para uma resposta menos eficiente aos desafios climáticos”, aponta Mayumi Hirye, coordenadora do mapeamento de Áreas Urbanizadas do MapBiomas.

Tragédia em Manaus

Por meio de nota, a prefeitura de Manaus informou que já identificou mais de mil pontos sensíveis na cidade, sendo que 62 deles são classificados como áreas com alto risco de impacto. “Nos últimos dois anos, a prefeitura solucionou os problemas de grandes erosões em 17 localidades. As áreas foram recuperadas com serviços de drenagem e aterro, para evitar, assim, novas erosões e alagamentos, beneficiando centenas de famílias. Ações emergenciais de contenção continuam em andamento nos bairros Jorge Teixeira e Monte das Oliveiras, onde houve desbarrancamentos durante a forte chuva do último domingo.”

A prefeitura ressaltou ainda que grande parte das ocupações nestas áreas foram realizadas de forma irregular, com construções que passam sobre as redes de esgoto e drenagem, o que corrobora diretamente para as erosões. “O descarte irregular de lixo também é um outro problema, que obstrui a tubulação e provoca erosões. A prefeitura reforça o pedido de apoio à população, para que não jogue lixo nas ruas e igarapés e segue trabalhando em serviços preventivos e emergenciais em todas as zonas da cidade”, finaliza a nota.

Brasil reafirma compromisso com políticas sociais em reunião do BID

Durante sua primeira participação na assembleia anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que ocorre no Panamá até este domingo (19), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reafirmou o compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com políticas sociais de inclusão, eliminação da pobreza, equidade e com a determinação do governo brasileiro em transformar a economia do país para que seja mais verde e aumentar a produção com desmatamento ilegal zero.

Simone, que é a governadora do Brasil no BID, lembrou que o povo brasileiro escolheu a democracia e o Estado de Direito nas eleições do ano passado. “Diante disso quero reforçar que nosso governo, agora, está altamente comprometido com as leis e os direitos humanos. Um governo que acredita na inclusão social, na eliminação da pobreza, na defesa do meio ambiente, na equidade de gênero, no desenvolvimento sustentável, na ciência”, destacou.

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A ministra lembrou ainda que mais de 30 milhões de brasileiros passam fome no país e salientou que “os programas de transferência de renda no Brasil voltaram a fazer parte da agenda nacional”. Para Simone Tebet, programas semelhantes “podem e precisam ser melhorados em toda a América Latina e Caribe porque representam não apenas proteção social, mas também autonomia financeira para a população.” Outro compromisso do governo brasileiro ressaltado por ela é com a questão climática e com o meio ambiente. “Sabemos que temos a maior biodiversidade do mundo, a maior área de floresta úmida, somos líderes em potencial de geração de energias renováveis na América Latina. Vamos transformar a economia do Brasil para que seja mais verde. Esse é o compromisso que trago do presidente da República do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse.

Simone Tebet também reforçou o compromisso do país com o desenvolvimento de toda a região e uma participação ativa nos fóruns multilaterais que discutem temais cruciais para o mundo. “Todos os esforços do nosso governo são com a integração da América Latina, com atenção especial ao Mercosul, aos países vizinhos e aos países das Américas e Caribe”, disse ela.

Projeto da Fiocruz vai restaurar, no Rio, área da Mata Atlântica

Maior remanescente de Mata Atlântica na cidade do Rio de Janeiro, a floresta urbana Maciço da Pedra Branca foi a área escolhida por projeto coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para restauração. Serão renovados 6,7 hectares, o que equivale a quase seis campos de futebol.

A região escolhida abriga o Campus Fiocruz Mata Atlântica, especificamente na área da Colônia Juliano Moreira, antigo hospital psiquiátrico onde hoje funciona o Museu Bispo do Rosário.

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Segundo a Fiocruz Mata Atlântica, o projeto teve início este mês, com prazo para conclusão de cinco anos. O financiamento veio de uma medida compensatória de Termo de Ajuste de Conduta assinado com uma marmoraria que explorava a região, em uma parceria do Ministério Público Estadual com a Fiocruz Mata Atlântica.

Impactos ambientais

Segundo a coordenadora do projeto e doutora em Biologia Vegetal, Andrea Vanini, a medida compensatória é uma penalização que busca reduzir os impactos ambientais negativos.

“Além das ações de plantio e manejo da Mata Atlântica, o projeto ofertará cursos de identificação de espécies nativas, coleta de sementes florestais e produção de mudas para a comunidade do entorno do Parque Estadual da Pedra Branca”, explicou.

Ela destacou, ainda, que, no longo prazo, o objetivo é recuperar a biodiversidade da área. “O projeto de restauração ecológica vai realizar o plantio de espécies nativas, aumentando assim a riqueza de espécies com potencial medicinal, frutíferas e plantas alimentícias não convencionais, além de contribuir para a conectividade de fragmentos florestais e para a conservação de espécies nativas da Mata Atlântica”.

Matrizes florestais

De acordo com a Fiocruz, a meta é ampliar o número de matrizes florestais, ou seja, árvores sadias que irão produzir sementes de boa procedência e qualidade, sem danos e com bom poder de germinação. Elas já vêm sendo identificadas há mais de 10 anos na Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica, visando aumentar a variação genética das mudas produzidas, buscando espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.

“Vamos plantar espécies como a Crysophyllum imperiale, conhecida como fruto-do-imperador, chamado assim por ser muito apreciado pelos Imperadores D. Pedro I e D. Pedro II, também conhecido como Guapeva e Marmeleiro-do-Mato, e atualmente na lista de espécies ameaçadas. Também serão plantados: cedro, pau-brasil, jequitibá-açu, ipês e palmito-jussara, entre outras espécies, que são atrativas para a fauna nativa”, disse Vanini.

Para ela, “essas árvores fornecem o alimento que os animais necessitam e que, em contrapartida, dependem deles para dispersar sementes pela floresta e assim conservar a biodiversidade local”. 

O monitoramento da fauna nas áreas de floresta já restauradas pela Fiocruz apontou a presença de tamanduás, tapitis, gambás e pacas, animais típicos da fauna nativa da Mata Atlântica do Rio. O coordenador de projetos com levantamento e monitoramento de patógenos em animais silvestres e domésticos na Fiocruz Mata Atlântica, Ricardo Moratelli, reforçou a importância da conservação da biodiversidade para a saúde.

“As florestas abrigam uma grande diversidade de espécies de animais, plantas, fungos e microrganismos. Alguns desses microrganismos podem circular entre animais e humanos, eventualmente, causar doenças em humanos, chamadas zoonoses. No entanto, florestas preservadas, onde populações animais estão em equilíbrio, oferecem menores riscos de transmissão de zoonoses. Entre as principais ações humanas que levam ao aumento da incidência de zoonoses de origem silvestre podemos citar o desmatamento e a fragmentação dos ambientes naturais. Hoje, já sabemos que o desmatamento pode levar ao aumento do risco de transmissão da malária, leishmaniose, doenças de Chagas e febre amarela, para citar apenas alguns exemplos conhecidos”, finalizou.

*Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara

Lula relança Mais Médicos na segunda-feira

Com a promessa de dar prioridade para brasileiros e com atuação de outros profissionais da área de saúde como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais nas equipes, o Ministério da Saúde vai retomar o antigo programa Mais Médicos. Rebatizado de Mais Saúde para o Brasil, o programa será lançado na próxima segunda-feira (20), no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Além de ampliar o número de profissionais na saúde, [o programa] vai trabalhar para melhorar o SUS com investimentos para construção e reformas de Unidades Básicas, ampliando o atendimento no Brasil”, comemorou pelo Twitter o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, neste sábado (18).

Na mesma publicação, Pimenta lembrou que o programa, criado pela então presidente Dilma Rousseff, “chegou a ser responsável por 100% da atenção primária em 1.039 municípios, contratou mais de 18 mil profissionais e beneficiou 63 milhões de brasileiros. “O desmonte do programa, nos últimos anos, mostra o descaso que sofreu o SUS”, acrescentou. No novo formato, a expectativa é que sejam anunciados incentivos de permanência dos profissionais nos municípios.

Fluminense goleia Volta Redonda e vai à final do Campeonato Carioca

O Fluminense está na final do Campeonato Carioca. Neste sábado (18), o Tricolor goleou o Volta Redonda por 7 a 0 no Maracanã, no Rio de Janeiro, no jogo de volta do confronto das semifinais do Estadual. O atacante Germán Cano balançou as redes quatro vezes e assumiu a artilharia da competição, com 14 gols. A Rádio Nacional transmitiu ao vivo o embate.

Atual campeã, a equipe comandada por Fernando Diniz enfrenta, na decisão, o ganhador de Vasco e Flamengo, que fazem a segunda partida da semifinal neste domingo (19), às 18h (horário de Brasília), no Maracanã. Na última segunda-feira (13), o Rubro-Negro venceu o primeiro jogo por 3 a 2 e tem a vantagem do empate. O Cruzmaltino se classifica em caso de vitória simples, pois fez melhor campanha que o rival na primeira fase.

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O Voltaço poderia empatar que se classificaria à final, já que ganhou a partida de ida, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), por 2 a 1, há uma semana. O Fluminense, porém, não demorou a inverter a vantagem. Aos três minutos, o atacante Keno foi até a linha de fundo, pela esquerda, e cruzou rasteiro. O lateral Samuel Xavier apareceu na pequena área e desviou para as redes.

O 1 a 0 igualava o placar agregado do confronto e já era suficiente para o Tricolor, por ter melhor campanha, mas os anfitriões não deixaram o ritmo cair. Aos sete, o atacante Jhon Arias cobrou falta na área, o zagueiro Nino cabeceou, o goleiro Vinícius deu rebote e Cano ampliou. Aos 23, o meia Paulo Henrique Ganso lançou o lateral Alexsander, que invadiu a área pela esquerda e marcou o terceiro.

Aos 39 minutos, Arias recebeu na intermediária e levantou na área, na cabeça do volante Martinelli, que anotou o quarto do Fluminense. Nos acréscimos, após troca de passes na entrada da área, Nino rolou para Cano, na cara do gol, tocar na saída de Vinícius, fazendo o quinto gol do Tricolor e o segundo dele na partida.

No segundo tempo, o Fluminense parou duas vezes na trave, aos 13 e 14 minutos, até Arias ser atingido na área pelo zagueiro Alix Vinícius. Com auxílio do árbitro de vídeo (VAR), o pênalti foi anotado e o defensor do Volta Redonda expulso. Aos 19, Cano bateu a penalidade e marcou mais um. Naquele momento, o argentino se igualava ao também atacante Lelê, do próprio Voltaço, com 13 gols.

O sétimo parecia questão de tempo. Aos 28, Keno acertou o travessão. Aos 40 minutos, o atacante lançou Cano na área. O argentino girou em cima do marcador e acertou o canto de Vinícius, chegando ao quarto gol dele na partida, assumindo a artilharia do Carioca de forma isolada e dando números finais ao confronto.

Mineiro: Atlético na final

O Atlético-MG se garantiu na final do Campeonato Mineiro pelo sexto ano consecutivo. O Galo venceu o Athletic por 1 a 0 no Independência, em Belo Horizonte, beneficiando-se do regulamento, em que a equipe de melhor campanha tem a vantagem do empate no placar agregado. O time de São João del-Rei (MG) havia ganhado o duelo anterior por 1 a 0, no Estádio Joaquim Portugal, na semana passada.

O gol da classificação saiu dos pés de Hulk. Aos sete minutos do segundo tempo, após uma saída errada do Athletic, o camisa 7 recebeu do também atacante Paulinho, driblou o goleiro Júlio César e mandou para as redes. Na decisão, o Atlético terá pela frente América-MG ou Cruzeiro, que jogam neste domingo, às 18h, no Independência. Na ida, o Coelho ganhou por 2 a 0 na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), e pode perder por até dois gols de diferença. A Raposa tem de vencer por três gols ou mais de saldo.

Baiano: Bahia se classifica

No Campeonato Baiano, o Bahia se classificou à decisão ao vencer o Itabuna por 4 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador. Na final, o Esquadrão de Aço encara quem passar no duelo entre Juazeirense e Jacuipense, que se encaram no domingo, às 16h, no Valfredão, em Riachão do Jacuípe (BA) – o Jacuipense tem a vantagem do empate por ter ganhado o jogo de ida por 1 a 0 no Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro (BA).

O Tricolor precisava vencer por ao menos dois gols de diferença neste sábado, pois havia perdido o primeiro jogo por 1 a 0, há uma semana, no Ribeirão, em Camacã (BA). Aos 13 minutos do primeiro tempo, cobrando penalidade, Everaldo colocou os donos da casa à frente. Na etapa final, aos seis, o meia Cauly ampliou. Três minutos depois, Everaldo marcou o terceiro. Os visitantes descontaram aos 31, com o atacante Cesinha, de pênalti, mas Cauly, aos 40 minutos, anotou o quarto dos anfitriões. O duelo terminou com três expulsos: o meia Daniel (Bahia), o lateral Jan Pieter e o volante Hebert (Itabuna).

Cearense: Ceará na decisão

O Ceará se garantiu na final do Campeonato Cearense ao receber o Iguatu na Arena Castelão e ganhar por 2 a 0. O adversário do Vozão na decisão sairá do confronto entre Fortaleza e Ferroviário, que jogam domingo, às 18h30, novamente no Castelão. O primeiro jogo – também disputado na capital do Estado – terminou empatado em 1 a 1. Em caso de nova igualdade, haverá disputa de pênaltis.

Há uma semana, no Morenão, em Iguatu (CE), as duas equipes ficaram no 1 a 1. No embate deste sábado, o Ceará saiu na frente aos nove minutos do primeiro tempo, com o atacante Vitor Gabriel. O Alvinegro criou as melhores oportunidades da partida, mas conseguiu o segundo gol somente aos 45 da etapa final, com o meia Léo Rafael. O Vozão não leva o título estadual desde 2018 e terá a chance de encerrar a sequência de quatro conquistas do rival Fortaleza, com quem divide o posto de maior campeão cearense (ambos com 45 troféus).

Tênis: Bia Haddad Maia fica com o vice nas duplas em Indian Wells

A brasileira Beatriz Haddad Maia ficou com o vice-campeonato do WTA 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos. Neste sábado (18), a parceria da paulista, 26ª do ranking de duplas femininas da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), com a alemã Laura Siegemund (28ª) perdeu das tchecas Katerina Siniakova e Barbora Krejcíkova – números um e dois do mundo, respectivamente – por dois sets a um, com parciais de 1/6, 7/6 (7-3) e 7-10, em uma hora e 57 minutos de partida.

A parceria tcheca obteve uma quebra de serviço logo no primeiro game e precisou de apenas 29 minutos para fechar o set em 6/1. Na parcial seguinte, Bia e Siegemund equilibraram as ações e foram mais eficientes no tie-break, ganhando por 7 a 3 e forçando a realização do match tie-break (set desempate, em que vence quem chegar primeiro a 10 pontos). As rivais, porém, retomaram o controle na hora crucial e fizeram valer o posto de melhor dupla do mundo. Sempre à frente no placar, Siniakova e Krejcíkova fizeram 10 a 7 e ficaram com o título.

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Em termos de importância, os torneios nível WTA 1000 ficam atrás, somente, dos quatro Grand Slams – Aberto da Austrália, Roland Garros (França), Wimbledon (Reino Unido) e US Open. Em competições desta categoria, Bia tinha outros dois vices, ambos em 2022: um de simples, em Toronto (Canadá), e um de duplas, em Guadalajara (México).

Foi a segunda vez que Bia decidiu um título profissional contra Siniakova e Krejcíkova. No ano passado, ela e a cazaque Ana Danilina enfrentaram a dupla tcheca na final do Aberto da Austrália, mas também saíram derrotadas.

A competição em Indian Wells foi a primeira de Bia tendo Siegemund como parceira. Na próxima atualização do ranking da WTA, ambas devem aparecer próximas do top-20 das duplas femininas. Em simples, a brasileira figura em 13º lugar. Eliminada na terceira rodada do torneio individual, a paulista deve perder uma posição na lista.

O próximo compromisso de Bia será o WTA 1000 de Miami, também nos EUA. A competição terá início na próxima quinta-feira (23).

Governo federal enviará mais 100 agentes da Força Nacional ao RN

O governo federal anunciou neste sábado (18) o envio de mais 100 agentes da Força Nacional ao Rio Grande do Norte, para ajudar a conter a onda de ataques criminosos no estado, como incêndios em prédios públicos, comércios, veículos e até residências, além de tiroteios. No estado, o balanço é de redução dos ataques devido aos reforços e às ações da segurança pública nas ruas.

Pelas redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou  o envio de mais 100 agentes da Força Nacional ao estado.

Balanço da Força Tarefa

Neste sábado, a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, atualizou o balanço da Força Tarefa que atua para conter a onda de violência.

Desde a última terça-feira (14), quando houve os primeiros registros, 111 suspeitos foram presos, sendo três adolescentes, 11 foragidos da Justiça recapturados e três monitorados por tornozeleira eletrônica. Nesse último caso, um deles foi preso com arma de fogo, outro com um com galão de gasolina e o terceiro com grande quantidade de drogas.

O balanço registra ainda 34 armas de fogo apreendidas, além de quatro falsas, 98 artefatos explosivos e 23 galões de gasolina. Há também 12 motos, dois carros, dinheiro, drogas, munições e produtos de furto recuperados.

Apesar de a noite de sexta-feira (17) e madrugada deste sábado (18) terem sido marcadas por mais violência no estado, com novos ataques criminosos e mortes, o governo do estado diz que o reforço de agentes de segurança pública e ações constantes nas ruas do estado resultaram na redução de atos criminosos. 

Com base em dados do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública Regional – Nordeste e da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais da Secretaria de estado da Segurança Pública, na terça-feira, foram contabilizados 103 atos criminosos em todo o Rio Grande do Norte. Na sexta, após uma queda gradual de ocorrências, foram 26 atos criminosos. Com isso, houve uma redução, nesse período, de 74,8%.

Athletico-PR e Grêmio vencem pela 4ª rodada do Brasileiro Feminino

Duas partidas abriram, neste sábado (18), a quarta rodada da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Em Curitiba, o Athletico-PR conquistou a primeira vitória na competição, ao vencer o Real Ariquemes por 4 a 1, no Centro de Treinamento (CT) do Caju. O Grêmio, por sua vez, superou o Ceará no CT Hélio Dourado, em Eldorado do Sul (RS), por 3 a 0.
Morgana Schuh/Grêmio FBPA

As Gurias Furacão foram a quatro pontos, na 11ª colocação, enquanto as Gurias Gremistas, com sete pontos, assumiram o quinto lugar, na zona de classificação às quartas de final (os oito primeiros passam de fase). Ambos os times devem perder posições com a sequência da rodada, no domingo (19). Já Ceará e Real Ariquemes permanecem zerados. As Meninas do Vozão, com saldo de gols pior, estão na lanterna. O Furacão do Vale do Jamari está um posto à frente das cearenses. Os dois estão na zona de rebaixamento. Os quatro últimos caem à Série A2 (segunda divisão).

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A vitória do Athletico sobre o Real Ariquemes foi construída quase toda no primeiro tempo. Aos 19 minutos, a lateral Thaís Prado foi lançada pela esquerda e cruzou para a atacante Nathália, na pequena área, desviar para as redes. Aos 34, Thaís Prado cobrou falta no canto esquerdo da goleira Letícia Rodrigues, sem chance de defesa. Nos acréscimos, pouco antes do intervalo, a atacante Thayslane ampliou para as Gurias Furacão.

A equipe de Rondônia descontou aos 14 da segunda etapa com a meia Geisiane, na sobra de uma falta da esquerda, cobrada pela lateral Laura Marin. Foi o primeiro gol do Furacão do Vale do Jamari em um campeonato nacional de primeira divisão, masculino ou feminino. Mesmo com uma jogadora a menos (Camila Pini levou o segundo cartão amarelo e foi expulsa), o Athletico ainda chegou ao quarto, com a também meia Duda, aproveitando erro da defesa rival.

O triunfo gremista em Eldorado do Sul foi inaugurado nos acréscimos da etapa inicial, com um golaço olímpico da meia Rafa Levis, que bateu escanteio pela esquerda e encobriu a goleira Yasmin. Aos 12 minutos do segundo tempo, Cássia arriscou de fora da área e aumentou o placar. No lance seguinte, Caty rolou na esquerda, dentro da área, para a também atacante Dani Ortolan chutar colocado e fazer o terceiro do Tricolor, dando números finais à partida.

Confira os demais jogos da 4ª rodada:

Domingo (19)

15h – Real Brasília x Santos

16h – São Paulo x Internacional

17h – Cruzeiro x Avaí/Kindermann

Segunda-feira (20)

20h – Ferroviária x Corinthians

MPF recomenda reforço na segurança de terra indígena no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) enviou, nessa sexta-feira (17), ao secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, uma recomendação para que a segurança na região de Novo Repartimento, no sudeste do Pará, seja ampliada.

Na última quarta-feira (15), servidores públicos que atendem os indígenas Parakanã foram intimidados por homens encapuzados. Os indígenas também têm sido abordados dessa mesma forma, alertou o MPF.

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Ainda segundo o MPF, ameaças, atentados e tocaias contra esses povos originários vêm ocorrendo desde 2022, quando foram encontrados mortos três não indígenas na Terra Indígena Parakanã, conforme aponta o órgão, destacando que o poder público não tomou medidas para evitar a violência.

Recomendações

Entre as medidas sugeridas estão o aumento do efetivo da Força Nacional de Segurança Pública na região de Novo Repartimento, em quantidade condizente com as ameaças enfrentadas. Além disso, o MPF recomendou a fixação de base temporária na rodovia Transamazônica, no Posto de Apoio Taxaokoakwera, até que o risco de conflito seja debelado.

Recomendações são instrumentos do Ministério Público que servem para alertar agentes públicos sobre a necessidade de providências para resolver uma situação irregular ou que possa levar a alguma irregularidade. O não acatamento infundado de uma recomendação ou a insuficiência dos fundamentos apresentados para não acatá-la total ou parcialmente pode levar o MP a adotar medidas judiciais.

Mais de 200 pessoas são resgatadas do trabalho escravo em GO e MG

Um grupo de 212 trabalhadores que prestava serviço a usinas de álcool e produtores de cana de açúcar dos municípios de Araporã, em Minas Gerais, e Itumbiara, Edeia e Cachoeira Dourada, em Goiás, foi resgatado, nessa sexta-feira (17), durante uma operação do Grupo Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego. Todos eram contratados por uma empresa de prestação de serviços terceirizados que intermediava a mão de obra.

Segundo a pasta, a maioria dos trabalhadores foi aliciada no Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte e transportada clandestinamente para Goiás. Os fiscais constataram cobrança pelos aluguéis dos barracos usados como alojamentos e por ferramentas utilizadas no trabalho pelos empregadores. Além disso, os trabalhadores não recebiam alimentação, não tinham banheiros nas frentes de trabalho nem equipamentos adequados de proteção contra agrotóxicos que eram aplicados nas áreas de trabalho.

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“A maioria desses abrigos era extremamente precária e não possuía as mínimas condições para serem usadas como moradias. Alguns deles eram muito velhos, com as paredes sujas e mofadas, goteiras nos telhados e não dispunham de ventilação adequada, sendo que em alguns dos quartos sequer possuíam janelas. O banho era tomado com água fria, que saia diretamente do cano, mesmo nos dias mais frios e chuvosos”, detalhou o auditor fiscal do trabalho Roberto Mendes, que coordenou a operação em parceria com o Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal e a Polícia Federal em Jataí (GO).

Mendes acrescentou que alguns trabalhadores pagavam pelo colchão. Aqueles que não tinham condições dormiam em redes ou mesmo no chão forrado com um pedaço de pano, ou papelão. Também não havia local adequado para guardar e preparar alimentos e, em muitos barracos, sequer havia cadeira para se sentar. Em regra, o almoço consistia somente em arroz e uma pequena porção de carne, como fígado, frango ou salsicha. “Muitos trabalhadores comiam a metade da marmita no café da manhã, já que não tinham outra coisa para comer”, ressaltou o coordenador.

Acordo

Ao serem comunicados dos fatos e das terceirizações ilícitas, as empresas assumiram a responsabilidade pelos trabalhadores resgatados e concordaram em realizar os pagamentos das verbas rescisórias, que alcançaram R$ 2,57 milhões, mais 50% desse valor como dano moral individual, totalizando R$ 3,855 milhões. O Ministério Público do Trabalho também propôs pagamento de dano moral coletivo, no valor de R$ 5 milhões, mas ainda sem acordo com as empresas. Além disso, o Ministério do Trabalho e Empego concedeu o direito a todos os 212 trabalhadores resgatados a receber três parcelas do seguro-desemprego.

Inquérito

A Polícia Federal, que acompanhou a equipe, instaurou inquérito para apurar a prática do crime de submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo contra os responsáveis pelo ilícito. Somente em 2023, a auditoria fiscal do Trabalho do MTE já resgatou 890 trabalhadores nessas condições. Do total, 365 foram em Goiás, atualmente, líder no ranking nacional de casos de exploração de trabalhadores nessa condição.

Quem tiver qualquer denúncia sobre trabalho análogo à condição de escravo pode registrá-la neste link.

Pesquisa da Uerj mostra desigualdade de gênero na ciência no Brasil

Levantamento do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mostra que há uma diminuição do contingente de mulheres à medida que as carreiras progridem. Segundo o estudo, na maior parte dos campos do conhecimento, é possível identificar a queda em participação do grupo com o avanço em estágios profissionais.

Em apenas 34% das áreas, as mulheres alcançam equidade ou são maioria entre os docentes da pós-graduação. Por outro lado, houve aumento geral, ainda que discreto, da participação das mulheres com mestrado (2%), doutorado (3%) e na docência (5%) em diversas áreas do conhecimento no país, de 2004 a 2020.

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Os resultados da pesquisa foram disponibilizados recentemente na plataforma online criada pelo Gemaa. O estudo se baseou em dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com o apoio do Instituto Serrapilheira.

A pesquisadora de pós-doutorado no Iesp Marcia Rangel Candido explicou que as dificuldades enfrentadas pelas mulheres são de origens variadas.

“Você vê até discriminações que podem ser consideradas mais leves, como o julgamento das roupas que as mulheres usam em seus espaços profissionais, quando elas estão fazendo pesquisas científicas, ou coisas do tipo. E, por outro lado, tem discriminações que são mais pesadas, como os assédios sexuais e morais.”

Segundo o coordenador do Gemaa, Luiz Augusto Campos, houve avanços recentes na ampliação da pós-graduação no Brasil, que foram seguidos, ainda que de modo “bastante modesto”, por uma preocupação em relação à diversificação.

“Isso levou a um aumento, também modesto, da participação das mulheres com doutorado em diversas áreas no Brasil”, avaliou Campos, em nota. “É preciso lembrar que o funil para entrar na docência de uma pós-graduação é muito mais estreito e muito mais injusto com as mulheres do que, por exemplo, para conseguir um doutorado.”

Desigualdade por áreas

Outro dado observado pelo levantamento se refere à relação mestrado-doutorado-docência de acordo com as áreas do conhecimento. Nesse caso, foi possível verificar que ainda há uma desigualdade grande de gênero quando se compara o contingente de mulheres nas chamadas “ciências duras”, tais como física, matemática e engenharias, tidas como “masculinas”, e aquelas tidas como “femininas”, como nutrição, enfermagem e serviço social.

No entanto, como destacou a professora do Instituto de Ciências Sociais e coordenadora acadêmica do Núcleo de Estudos sobre Desigualdades e Relações de Gênero (Nuderg) da Uerj Clara Araújo, também nessas carreiras tem havido incremento na presença feminina.

“A matemática é um campo em que a docência feminina cresceu, mas, tanto no mestrado quanto no doutorado e na docência, a diferença entre homens e mulheres ainda é muito grande. Na medicina, há também uma diferença, mas já temos 45% de docentes mulheres, ao passo que, em 2004, elas eram 36%. Nas engenharias, a docência na pós-graduação era baixa em 2004, 18%, e em 2020 subiu para 23%. Na área de ciências biológicas, temos quase 50% de mulheres”, disse, por meio de nota.

“É por isso que é preciso incentivar desde cedo as meninas a se interessarem pelas ditas ‘ciências duras’ e os meninos a irem para carreiras consideradas femininas, porque isso terá uma repercussão na socialização das próximas gerações”, acrescentou a professora.

Barreiras

Apesar dos avanços, o levantamento do Gemaa mostrou que a diminuição das desigualdades de gênero na ciência vem ocorrendo de forma lenta, indicando que ainda há barreiras a serem transpostas pelas pesquisadoras. Uma das questões mais discutidas atualmente no meio acadêmico é a da maternidade, vista como um entrave para a entrada ou permanência de mulheres na pós-graduação.

Segundo Clara Araújo, muitas vezes o número de filhos diminui porque as mulheres não conseguem compatibilizar com a carreira acadêmica, além do fato de o número de horas com que os homens se envolvem nas atividades domésticas é muito pequeno comparativamente à carga que sobra para as mulheres.

“A ideia do cuidado é algo ainda muito marcado pelo gênero. Há mulheres que não têm filhos, mas, em geral, são elas as responsáveis por cuidar de doentes e idosos, o que interfere na carreira acadêmica também”, disse a professora.

Tênis de mesa: Hugo Calderano cai para astro chinês em Singapura

O brasileiro Hugo Calderano foi eliminado nas semifinais do Grand Smash Singapura, um dos quatro principais torneios do circuito mundial de tênis de mesa. Na final deste sábado (18), o fluminense não resistiu ao chinês Ma Long, tricampeão mundial e bicampeão olímpico, sendo derrotado por quatro sets a um, com parciais de 6/11, 6/11, 4/11, 11/8 e 8/11.

Número 5 do ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês), Calderano venceu quatro jogos antes de encarar Ma Long, segundo do mundo, nas semifinais. Ele estreou vencendo o sul-coreano Cho Seungmin (57º) por três sets a dois. Em seguida, bateu o japonês Yukiya Uda (20º) por três a um. Nas oitavas de final, superou o esloveno Darko Jorgic (10º) pelo mesmo placar. Nas quartas de final, eliminou o nigeriano Quadri Aruna (14º) por quatro sets a zero. O fluminense foi o único mesatenista não chinês entre os quatro melhores do torneio.

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A derrota para Ma Long encerrou uma sequência de 20 vitórias seguidas de Calderano em competições internacionais, sendo 14 na atual temporada. Ele havia emplacado dez triunfos consecutivos com as conquistas das etapas de Durban (África do Sul) e Doha (Catar), antes da sequência em Singapura. O brasileiro já havia vencido os seis últimos compromissos de 2022, pelo Campeonato Pan-Americano da modalidade.

Prata na Itália

No tênis de mesa paralímpico, os brasileiros Paulo Salmin e Israel Stroh ficaram com a medalha de prata na final de duplas masculinas do Aberto da Itália, disputado na cidade de Lignano Sabbiadoro. Na decisão da classe MD14 (mesatenistas andantes com comprometimento na locomoção), a parceria não resistiu aos franceses Clement Berthier e Esteban Herrault, que ganharam por três sets a dois, parciais de 10/12, 11/8, 9/11, 11/9 e 5/11.

O Brasil já havia garantido seis medalhas nas disputas individuais do Aberto da Itália. Sophia Kelmer (classe oito) e Bruna Alexandre (classe dez) conquistaram o ouro, enquanto Joyce Oliveira (classe 4) e Paulo Salmin (classe 7) foram prata e Marliane Santos e Thaís Severo (ambas classe 3) ficaram com o bronze.

Petrópolis amplia imunização bivalente contra covid-19

A Prefeitura de Petrópolis decidiu ampliar o esquema de vacinação contra a covid-19. A partir deste sábado, gestantes e puérperas poderão receber doses da vacina ambivalente da Pfizer. Na próxima segunda-feira, o grupo prioritário é o de trabalhadores da área da saúde e pessoas com deficiência. A Secretaria de Saúde do município disse que o novo esquema de vacinação segue nota técnica do Ministério da Saúde.

Nem todos os postos de saúde vão ter as doses disponíveis em um primeiro momento. Quem se encaixa nos grupos prioritários deve estar atento aos locais específicos de vacinação. No sábado, ela acontece apenas no Centro de Saúde do Itamarati, das 8h30 às 16h30, ou na Academia da Saúde, no Parque Cremerie, de 12h às 16h30. Na segunda-feira, a vacina vai estar disponível em nove postos do município.

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“Recebemos, nesta terça-feira, um lote com 11.220 doses, que vão abastecer esses nove postos. É fundamental que as pessoas compareçam para receber o imunizante e completar o esquema vacinal. Temos percebido uma baixa procura. A previsão é de imunizar 32.609 pessoas nesta primeira fase e, até este momento, 8.142 pessoas já tomaram esse reforço”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

A vacinação da Pfizer bivalente começou no dia 27 de fevereiro em Petrópolis. Para receber as doses, não é necessário agendar, mas a pessoa deve ter recebido as duas primeiras doses da vacina contra covid-19, há 4 meses ou mais. A previsão é que, a partir de 17 de abril, os próximos grupos a receberem a vacina sejam trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos), população encarcerada (a partir de 18 anos), adolescentes que cumprem medidas socioeducativas (menores de 18 anos) e funcionários do sistema carcerário.

Sob nova gestão, Arquivo Nacional promete priorizar a diversidade

Ana Flávia Magalhães foi empossada nessa sexta-feira (17) como diretora-geral do Arquivo Nacional. A cerimônia aconteceu no Palácio da Fazenda, no Rio de Janeiro. No discurso, a historiadora e jornalista, primeira mulher negra a dirigir a instituição, disse que vai priorizar a promoção da diversidade de raça, gênero e orientação sexual nos projetos de promoção e valorização do acervo. Ela disse que o apoio de diferentes setores da sociedade foi determinante para que ela aceitasse o convite para o cargo.

“Confesso que procurei apoio para recusar, mas não tive. Em vez disso, ouvi de diferentes pessoas que me são referências – mulheres e homens negros, indígenas, cis e transgêneros, pessoas com diferentes orientações sexuais e origens regionais, pessoas brancas com compromisso antirracista e antissexista – que: ‘esse é um espaço que nos é estratégico e criamos condições para que nossa chegada nele pudesse acontecer. Estaremos contigo como sempre’”.

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A diretora-geral reforçou que é preciso amplificar os registros e as memórias dos grupos que, durante muito tempo, ficaram escondidos do público geral.

“Assumimos o compromisso de trabalhar muito para que a realização da missão institucional do Arquivo Nacional seja compreendida como imprescindível para a preservação de um valiosíssimo patrimônio nacional: a nossa memória singular, mas mobilizada no plural. Estaremos a serviço da promoção da cidadania e dos direitos humanos”.

Ana Flávia Magalhães é natural de Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. Ela é doutora em História pela Unicamp e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), instituição em que trabalha como professora adjunta desde 2018. Também é graduada em Jornalismo e membro da Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros. Os principais temas de pesquisa são a produção político-cultural de pensadores negros, imprensa negra e luta racial.

Ana Flávia Magalhães durante cerimônia de posse como diretora-geral do Arquivo Nacional, no Palácio da Justiça, no centro da capital fluminense- Tomaz Silva/Agência Brasil

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, participou virtualmente do evento. O Arquivo Nacional passou a ser subordinado à pasta neste ano, com o status de secretaria. Dweck disse que o foco da nova gestão é aprimorar a proteção do acervo documental e que confia na nova diretoria para assumir essa responsabilidade.

“Trazer a Ana Flávia Magalhães para a direção do Arquivo Nacional significa trazer a coragem, a determinação e o respeito à preservação dessas memórias. Significa ainda promover a educação patrimonial, o histórico cultural e a memória da população brasileira para que possamos juntos enfrentar o passado e violência”.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também participou da posse e destacou a importância de cada vez mais postos de poder do governo federal serem ocupados por mulheres negras.

“Toda vez que eu paro para pensar no quanto nós estamos defendendo a memória, eu fico lembrando como nossos corpos são considerados órgãos descartáveis e, muitas vezes, nós somos deixados de lado. Temos lutado muito para ressignificar a memória do povo preto há muito tempo. Então, eu estar à frente do Ministério da Igualdade Racial, Ana Flávia estar nesse lugar, não chegamos sozinhas e também não vamos sair daqui sozinhas, chegamos com muita responsabilidade”, disse a ministra Anielle Franco.

A filósofa Sueli Carneiro, coordenadora executiva do Geledés, uma organização política brasileira de mulheres negras, disse confiar que a nova direção do Arquivo Nacional vai conseguir colocar grupos socialmente oprimidos em posição de maior destaque.

“A capacidade de escuta de Ana Flávia, somadas à sua experiência profissional, acadêmica e ativista, será fundamental para que a gestão documental do Arquivo Nacional seja valorizada e ampliada, sem abrir mão da responsabilidade da instituição nessa fase de investimento público na memória como fundamento da reconstrução do país”. Sueli complementou que tem “esperança de testemunhar um Arquivo Nacional democrático, aberto, plural e ativo no enfrentamento ao racismo, às desigualdades de gênero, à colonialidade e ao epistemicídio [ocultação de construções culturais e sociais]”.

Cartilha ensina como limpar casa após enchentes

Depois que terminam, as enchentes deixam um cansativo trabalho para os moradores que se deparam com casas tomadas de lama e sujeira. Além de exaustiva, a limpeza pode ser perigosa, alerta um guia elaborado por entidades como o Conselho Federal de Química e a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla). Em formato de cartilha, as orientações constituem um passo a passo que pode evitar  contaminação com alimentos e acidentes com produtos de limpeza.
Com dicas de especialistas, cartilha é gratuita e mostra o modo correto de limpar a casa após enchentes – Divulgação/Abipla

A cartilha pode ser baixada gratuitamente na página da Abipla na internet. As orientações se dividem em dois grupos: “passos para a volta para casa” e “evite vetores e pragas urbanos”. Também integraram o trabalho a Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (Aprag) e o Sindicato das Empresas de Controle de Vetores e Pragas (Sindprag). 

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Antes de qualquer coisa, os especialistas ressaltam que é preciso receber a confirmação das autoridades de que é possível voltar para casa, sem que haja riscos de deslizamentos, desabamentos e novos temporais. O primeiro passo é esperar a água baixar e verificar se a casa não foi interditada pela Defesa Civil.

Conselheiro do CFQ e membro da Câmara Técnica de Saneantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ubiracir Lima, explica que os riscos envolvidos na volta para casa são principalmente dois: ser contaminado durante a higienização da casa e ser eletrocutado por fiações elétricas em curto. O guia orienta a cuidar do primeiro grupo e alerta que é importante que a eletricidade da residência esteja desligada na hora da limpeza.

“A água contaminada traz muitos riscos à saúde. Os dois exemplos clássicos são a leptospirose e a hepatite. E o material que está na casa, sejam móveis, colchões e alimentos podem ser contaminados por essa água”, explica Ubiracir. 

Durante o trabalho de remoção da lama e água acumulados na casa, é preciso proteger-se com todos os meios possíveis, como máscaras, luvas e galochas. Se esses meios não estiverem disponíveis, sacos plásticos são uma alternativa para a proteção dos calçados e das mãos do contato imediato com a água e a lama possivelmente contaminadas.

Não às misturas caseiras

Outro risco enfatizado pela cartilha é o uso de misturas caseiras de produtos de limpeza, que podem inclusive produzir gases tóxicos e possivelmente letais.

“É muito comum ter informações de internet e influenciadores ensinando a fazer misturas, com a alegação de que vai aumentar a potência dos produtos ou que vai gerar economia. O risco é muito alto. Pode-se fazer uma mistura que explode ou gera gases muito perigosos que podem levar ao óbito ou a irritações de mucosas das vias respiratórias e olhos”, alerta. “O cidadão deve buscar produtos regularizados na Anvisa.”

A cartilha lembra que os produtos de limpeza devem ser usados de acordo com as orientações presentes nas embalagens e nunca devem ser misturados. Caso não haja recursos para a compra de saneantes e desinfetantes, a água sanitária é uma alternativa, mas é preciso usá-la de acordo com as orientações: duas colheres de sopa para cada litro de água no caso da limpeza de superfícies e uma colher de sopa para cada litro de água no caso de frutas, legumes e verduras que não tiveram contato com água ou lama da chuva. Todos os alimentos que tiveram contato com a sujeira devem ser descartados.

O diretor executivo da Abipla, Paulo Engler, ressalta que é preciso ter muito cuidado com o uso de água sanitária. “É um produto que tem que saber usar na formulação correta, no volume certo, e exatamente como está no rótulo do produto”, afirma Engler, que acrescenta que, além do risco de intoxicação, há possibilidade de misturas anularem o efeito dos produtos de limpeza.

“A mistura, na maioria das vezes, não é eficiente. Muitas vezes, ela anula a composição química, o que se imagina ser algo que vai melhorar a higienização, mas muito pelo contrário. Um elemento pode anular o outro. O produto de limpeza que é vendido no mercado e está homologado pela Anvisa, ele de fato higieniza, de fato desinfecta e deixa o ambiente limpo.”

Caixa d’água

Engler pede ainda muita atenção aos locais de armazenamento de água, como caixas d’água, cisternas e poços. Nos dois últimos casos, é necessária a análise laboratorial de um especialista para garantir que a água ainda é própria para consumo. No caso das caixas d’água, são necessários o esvaziamento e a limpeza com água e sabão neutro. Depois, a recomendação é encher novamente, adicionar duas colheres de água sanitária para cada litro e deixar em repouso por 30 minutos. Por último, a caixa d’água deve ser lavada abundantemente com água potável antes de ser enchida pela água que será consumida.

“Se houve uma inundação, mesmo que ela esteja no alto, nossa recomendação é que se esvazie a caixa d’água. O essencial é lavar antes de encher novamente”, explica. Segundo Engler, vetores e pragas que se deslocam durante uma enchente podem alcançar a caixa d’água mesmo que ela esteja no telhado.

Além de disponibilizar a cartilha na internet, a Abipla pretende oferecê-la a secretarias de Educação, para que cheguem até as escolas até meados de abril. A associação também tem um guia com informações básicas sobre produtos de limpeza, detalhando os cuidados necessários para usá-los.

Fluminense e Volta Redonda jogam por vaga na final do Carioca

Em busca de uma vaga na final do Campeonato Carioca, Fluminense e Volta Redonda se enfrentam, a partir das 16h (horário de Brasília) deste sábado (18) no estádio do Maracanã, na partida de volta da semifinal da comeptição. A Rádio Nacional transmite o jogo ao vivo.

Após perder de 2 a 1 no jogo de ida da semifinal, no Estádio Raulino de Oliveira no último domingo (12), o Fluminense chega ao confronto precisando de uma vitória simples para alcançar a quarta final seguida e buscar o bicampeonato estadual. Por ter sido campeão da Taça Guanabara, o Tricolor das Laranjeiras tem vantagem no mata-mata do Cariocão.

O lateral direito Samuel Xavier afirmou, em entrevista coletiva concedida na última quinta-feira (16), que a equipe do Fluminense entra em campo com o objetivo de vencer e avançar: “Estamos focados para alcançar a final. Esse é o nosso objetivo, respeitando muito a equipe do Volta Redonda. Porém, estamos pensando em passar para a final e buscar do título”.

Para este jogo decisivo, o técnico Fernando Diniz não poderá contar com os lesionados Manoel, Jorge e Gustavo Apis. Quem também está fora é o atacante William Bigode, que se envolveu em uma polêmica de fraude financeira. Já Felipe Melo, que cumpriu suspensão no jogo de ida, estará disponível. Assim, a equipe das Laranjeiras deve ir a campo com: Fábio; Samuel Xavier, David Braz, Nino e Alexsander; André, Martinelli e Ganso; Jhon Arias, Keno e Germán Cano.

Já o Volta Redonda chega embalado após garantir a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil ao eliminar o Atlético-GO na disputa de pênaltis. Na busca de seu primeiro título estadual, o Esquadrão de Aço aposta principalmente no bom retrospecto diante do Fluminense. Além do jogo de ida, também venceu a partida válida pela sexta rodada da Taça Guanabara, por 1 a 0. Além disso, o Aurinegro do Vale venceu quatro dos últimos cinco confrontos com o Tricolor.

Curiosamente, a principal arma Volta Redonda (que tem o melhor ataque do Estadual com 29 gols) é um futuro jogador do Fluminense: o atacante Lelê, artilheiro do Campeonato Carioca com 14 gols marcados. O jogador tem pré-contrato assinado para reforçar o Tricolor das Laranjeiras após o término do Estadual.

Neste sábado o Volta Redonda entra no gramado sem desfalques, o que permite que o técnico Rogério Corrêa use força máxima: Jefferson; Iury, Alix Vinícius, Daniel Felipe e Ricardo Sena; Bruno Barra, Dudu e Luciano Naninho; Luizinho, Pedrinho e Lelê.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Fluminense e Volta Redonda com a narração de Felipe Rangel, comentários de Mário Silva, reportagem de Maurício Costa e plantão de Wagner Gomes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

* Colaboração de Luiz Eduardo da Silva (estagiário) sob supervisão de Verônica Dalcanal.