Empresa que não paga 13º leva multa de R$ 170 por funcionário; prazo para pagar 1ª parcela termina nesta sexta

As empresas que atrasam o pagamento do 13º salário aos funcionários pagam multa no valor de R$ 170,25 por empregado (o equivalente a 160 UFIRs), e esse valor dobra no caso de reincidência. No ano passado, 2.588 empresas foram multadas e 3.655 autos de infração foram lavrados.

Nesta sexta-feira (30), termina o prazo para que as empresas paguem aos seus funcionários o adiantamento da primeira parcela do 13º salário. A segunda parcela, por sua vez, precisa ser depositada na conta dos trabalhadores até o dia 20 de dezembro.

Dos R$ 3,903 milhões em multas impostas pelos auditores-fiscais do trabalho aos patrões, praticamente metade do total foi paga: R$ 2,018 milhões. As informações foram repassadas pelo Ministério do Trabalho a pedido do G1.

Essa desproporção no pagamento das multas por parte das empresas ocorreu em todos os anos entre 2013 e 2017, que é o período do levantamento do ministério. Veja abaixo:

De acordo com o ministério, o número de empresas autuadas cresceu 96%. Já os autos de infração lavrados tiveram avanço de 106%. Veja na tabela abaixo:

As autuações contemplam as seguintes irregularidades, segundo o Ministério do Trabalho:

  • Deixar de efetuar o pagamento do 13º até o dia 20 de dezembro de cada ano;
  • Deixar de computar parcela variável da remuneração para cálculo do 13º salário;
  • Deixar de completar o pagamento do 13º salário referente ao salário variável auferido no mês de dezembro, até o dia 10 de janeiro do ano subsequente;
  • Deixar de efetuar o pagamento do adiantamento do 13º salário, por ocasião das férias, quando requerido no mês de janeiro do correspondente ano;
  • Deixar de efetuar o adiantamento do 13º salário entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano, da metade do salário recebido pelo empregado no mês anterior.

SP lidera entre estados

São Paulo foi o estado com maior número de estabelecimentos autuados e autos de infração lavrados em 2017. De acordo com o Ministério do Trabalho, entre 2013 e 2017, o número cresceu 144% no número de estabelecimentos autuados (de 147 para 359) e 148% nos autos de infração (de 223 para 555).

Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná vêm em seguida com o maior número de autuações no ano passado. Os maiores crescimentos entre 2013 e 2017 foram no Rio Grande do Sul (214% nos autos de infração e 207% no número de empresas) e Rio de Janeiro (203% em ambos). Em Minas, o crescimento foi de 43% em ambos, e no Paraná foi de 77% nas empresas e de 91% nos autos de infração.

Para quem reclamar

Quem não receber a primeira parcela até a data limite deve procurar as Superintendências do Trabalho ou as Gerências do Trabalho para fazer a reclamação. Outra opção é buscar orientação no sindicato de cada categoria.

Caso o empregador não respeite o prazo do pagamento, será autuado por um auditor-fiscal do Ministério do Trabalho no momento em que houver fiscalização, o que gerará uma multa.

Cabe ao empregador a decisão de pagar o 13º salário em uma ou duas parcelas. No caso de ser apenas em uma única vez, o pagamento deve ser feito até esta sexta.

Quem tem direito

Têm direito ao 13º salário todos os trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada, urbano ou rural, avulso e doméstico, além dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) – neste último caso, o pagamento da 2ª parcela começou no dia 26.

O 13º salário tem natureza de gratificação natalina e está previsto na Lei 4.749/1965. Todo trabalhador que atuou por 15 dias ou mais durante o ano e que não tenha sido demitido por justa causa tem direito à gratificação.

Os trabalhadores que possuem, por exemplo, menos de um ano na empresa têm direito ao 13º salário proporcional aos meses trabalhados por mais de 15 dias. Por exemplo, um empregado que trabalhou por seis meses e 15 dias deverá receber 7/12 de seu salário a título de 13º.

As horas extras e o adicional noturno geram reflexos no 13º salário e devem incidir na base de cálculo dessas verbas. Gorjetas e comissões também devem entrar na base de cálculo do 13º salário, assim como adicionais de insalubridade e de periculosidade. Já as diárias de viagem só influem na base de cálculo do 13º se excederem 50% do salário recebido pelo empregado.

As faltas não justificadas pelo empregado, ocorridas entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de cada ano, serão consideradas para desconto. Caso sejam superiores a 15 dias dentro do mesmo mês, o empregado perderá o direito a 1/12 do 13º salário.

O empregado afastado por motivo de auxílio-doença recebe o 13º salário proporcional da empresa até os primeiros 15 dias de afastamento. Já a partir do 16º dia, a responsabilidade do pagamento fica a cargo do INSS. Funcionárias em licença-maternidade também recebem 13º salário. Dessa forma, o empregador efetuará o pagamento integral e/ou proporcional (quando admitidas no decorrer do ano) do 13º salário.

O trabalhador temporário tem direito ao 13º salário proporcional aos meses trabalhados.

O empregado despedido com justa causa não tem direito ao 13º salário proporcional. Se a rescisão do contrato for sem justa causa, o 13º deve ser pago de maneira proporcional, na base de 1/12 por mês, considerando-se como mês integral aquele que ultrapassar 15 dias de trabalho.

Os trabalhadores domésticos também recebem o 13º. Na segunda parcela, no pagamento dos outros 50% do salário, são acrescidas as médias das horas extras trabalhadas.

Para o cálculo, deve-se dividir o total de horas extras pelos meses trabalhados no ano para se chegar à média de horas mensal. Depois calcula-se o valor da hora extra trabalhada dividindo pela jornada mensal prevista em contrato. Como a lei prevê que é preciso pagar um adicional de 50% sobre o valor da hora extra trabalhada, é necessário multiplicar esse valor por 1,5.

Já o estagiário, como não é regido pela CLT e nem é considerado empregado, a lei que regula esse tipo de trabalho – 11.788/08 – não obriga o pagamento de 13º salário.

R$ 211 bi na economia

O pagamento do 13° salário deve injetar R$ 211,2 bilhões na economia, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O número de pessoas com direito ao benefício soma 84,5 milhões, dos quais 57,6% são empregados formais (48,7 milhões de pessoas) e 42,4% (35,8 milhões) são aposentados e pensionistas da Previdência Social. O valor médio do 13º salário que será pago em 2018 é estimado em R$ 2.320.

Varejistas recorrem a ‘salas de guerra’ para vendas da Black Friday

RIO – Telões com informações críticas. Pessoal selecionado especialmente para o evento. Monitoramento em tempo real. E acesso restrito. Empresas de diversos segmentos montaram uma verdadeira operação de guerra para elevar as vendas durante a Black Friday. Numa maratona que se estende madrugada adentro, equipes reforçadas trabalham sem folga. De olho na data, que deve gerar negócios de cerca de R$ 2,5 bilhões neste ano, de acordo com estimativas da e-bit. Gigantes do varejo e do comércio eletrônico como Via Varejo, Oi, Samsung, Cielo e Rede estão investindo pesado, e em alguns casos pela primeira vez, na criação de centros de comando para agilizar a tomada de decisões. As empresas de tecnologia que desenvolvem esses sistemas estão pegando carona na tendência e aproveitando para lucrar com o desenvolvimento de plataformas que monitoram em tempo real o volume de estoques e até o desempenho das campanhas de publicidade pela internet. Para Alexandre Amaral de Moura, diretor da Contex, empresa que desenvolve a integração de sistemas, a tendência é de crescimento entre gigantes do varejo. Para ele, ao cruzar esses dados, as companhias aumentam a produtividade e conseguem lidar com problemas em tempo real:– Se uma loja está vendendo muito um determinado produto, o sistema já aponta a necessidade de reposição de estoque, alertando a equipe de logística.A Cielo, que no ano passado registrou 20% de aumento durante o evento, selecionou uma equipe específica para a data. O objetivo, diz Danilo Zimmermann, diretor da empresa, é fazer diagnósticos da operação em tempo real para não prejudicar as vendas:– A ideia é ser proativo em caso de problemas e entender de onde estão vindo interrupções no sistema.Rubens Fogli, diretor da Rede, marca de maquininhas do Itaú, aumentou os investimentos neste ano ao montar salas em 20 empresas:Temos 250 funcionários envolvidos na operação. Somente a sexta-feira responde por 20% do faturamento do mês inteiro.Atenção na entregaNeste ano, a Oi montou sua “sala de guerra” pela primeira vez em parceria com a agência Artplan e a VML. A central de comando, na Barra da Tijuca, conta com profissionais monitorando o desempenho das campanhas publicitárias na internet.– Fizemos mais de 20 comerciais de dez segundos. Aumentamos a veiculação da peça que está gerando mais resultado na hora e direcionamos os anúncios para sites que estão apresentando melhor performance – disse Flávia da Justa, diretora da Oi.A Samsung, que montou sua sala de operações, monitora o desempenho dos usuários para fazer mudanças nas campanhas de publicidade em tempo real. Daniel Couri, diretor de Vendas da empresa, lembra que durante a Black Friday as vendas têm alta de até quatro vezes em relação a um período normal. Segundo ele, como há grande concentração de vendas por um período muito curto, é necessária a criação de uma operação diferenciada:– A sala reúne pessoas de todas as áreas porque cada segundo é crítico. E 80% do resultado das vendas vêm do planejamento.A estratégia da Via Varejo, dona das Casas Bahia e Ponto Frio, incluiu o investimento em plataformas integradas com armazenamento de dados na nuvem. Além disso, aumentou o tamanho das equipes, que vão atuar 24 horas durante o evento, em esquema de revezamento. O supermercado SuperPrix conta com uma equipe dedicada a monitorar o fluxo de clientes no site.– É fundamental garantir que o site tenha 100% de desempenho – disse Cynthia Vale, gerente de Marketing.Segundo Anderson Benetti, gerente da Senior, empresa de tecnologia especializada em gestão, um dos pontos mais sensíveis é a movimentação de produtos, que tem alta de 70% no período da Black Friday. O executivo diz que 40% das vendas registradas pela empresa, que conta com clientes como Carrefour e Centauro, passam pelos sistemas de logística e transporte:– O objetivo é que tudo seja entregue aos consumidores com o mesmo prazo e qualidade em relação aos períodos sem sazonalidade.A VTEX, empresa de tecnologia, montou estrutura especial para ajudar clientes, como Walmart e Whirlpool:– O acompanhamento permite monitorar erros como uma promoção que oferece frete grátis, mas, quando o cliente chega na fase de pagamento, é cobrado pelo frete e desiste da compra.

Educação aprova bolsas integrais de cursos de idiomas e informática a estudantes carentes

A Comissão de Educação aprovou projeto que prevê a concessão de bolsas de estudos integrais de cursos de idiomas ou de informática a estudantes carentes (PL 5228/16). A proposta, do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), beneficia os cidadãos brasileiros sem diploma de curso superior e com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio.O relator na comissão, deputado Rafael Motta (PSB-RN), apresentou parecer favorável ao texto. Segundo ele, conhecimentos em áreas como línguas estrangeiras e novas tecnologias da informação são bastante úteis para inserção mais rápida no mercado de trabalho, bem como ascensão a melhores posições.“O foco da iniciativa em brasileiros que não possuem escolaridade em nível superior e posicionados nos estratos inferiores de renda também nos parece acertada”, destaca Motta.Segundo o projeto, a bolsa valerá para a semestralidade, sendo concedido prazo máximo de quatro semestres para que o bolsista termine o curso. O benefício poderá ser condicionado a boas notas do aluno, a critério da instituição de ensino.A instituição de ensino de línguas ou de informática que conceder a bolsa deverá assinar termo de adesão com o poder público, comprometendo-se a preencher pelo menos 10% de suas vagas com estudantes bolsistas integrais. Em troca, a escola será beneficiada com isenção parcial de imposto de renda de pessoa jurídica incidente sobre o lucro, proporcional ao percentual de vagas preenchidas com alunos bolsistas.O assunto será regulamentado pela Receita Federal, caso a proposta seja aprovada e vire lei.Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier Edição – Marcia Becker

Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias ao menor nível em 6 meses

A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas refinarias em 6,35% a partir desta terça-feira (6). É o maior corte já feito pela estatal desde o anúncio de uma política de reajustes até diários do combustível, em vigor desde julho do ano passado. Com a alteração, o valor médio do combustível cairá para R$ 1,7293 por litro, o menor valor desde o R$ 1,7199 visto em 20 de abril, conforme informações do site da petroleira compiladas pela Reuters.O movimento ocorre após a empresa já ter realizado um amplo corte em 31 de outubro, de 6,2%, o maior que havia acontecido até então.O corte se dá em meio a uma valorização do real ante o dólar e também a um enfraquecimento das referências internacionais do petróleo, parâmetros utilizados pela companhia para a formação de preços dos combustíveis.O preço médio do diesel, por sua vez, segue congelado devido ao programa de subsídios lançado pelo governo em junho, em resposta à histórica paralisação de caminhoneiros contra o alto preço do combustível.Devido ao programa, a petroleira deve praticar o preço do diesel dentro de limite máximo estabelecido pelo governo, contando com ressarcimento de até R$ 0,30 por litro. O limite máximo é ajustado a cada mês.Mais cedo, também nesta segunda (5), a Petrobras anunciou, nesta segunda (5), um reajuste no preço do gás de cozinha comercializado em botijões de 13 quilos, usados em residências.O novo preço de R$ 25,07 representa um aumento de 8,5% em relação ao valor vigente desde julho. Trata-se de uma média nacional, sem tributos, nas refinarias da companhia —ou seja, o aumento poderá ou não ser repassado ao consumidor pelas distribuidoras.

Reforma da Previdência de Armínio Fraga cria benefício mínimo universal

Uma nova proposta de reforma da Previdência já chegou às mãos dos integrantes do atual e do futuro governo.Capitaneada pelo economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, com elaboração técnica coordenada pelo especialista na área Paulo Tafner, ela propõe uma revolução no sistema previdenciário.Entre as medidas listadas estão a criação de uma renda mínima para idosos —benefício universal sem limite de contribuição ou comprovação de renda; a instituição da Previdência dos militares; a criação de fundos de pensões nos estados, com a retirada do gasto com inativos da folha de pagamento estadual; além da previsão de equiparação das previdências pública e privada em pouco mais de uma década.Aprovado em sua totalidade, o novo regramento vai economizar R$ 1,3 trilhão em dez anos —o equivalente a quase o triplo da economia prevista pela última versão de reforma apresentada pelo governo Michel Temer.Fraga encomendou o trabalho inicialmente para entregá-lo ao apresentador Luciano Huck, quando ele ainda cogitava ser candidato à Presidência. Com a desistência de Huck, manteve o projeto para dar uma contribuição a quem vencesse a eleição presidencial.“Já encaminhamos a proposta ao presidente eleito, e o seu destino é uma decisão interna da equipe dele”, diz Fraga. “Mas o resultado ficou acima das minhas expectativas: simplifica, elimina distorções e injustiças do atual sistema, trazendo mais economia que a proposta atual.”A primeira medida da nova regra é retirar da Constituição os benefícios previdenciários, que passam a ser detalhados em lei complementar.A ideia é dar flexibilidade a eventuais futuras mudanças, que podem se tornar necessárias de acordo com o envelhecimento da população.Na tentativa de reorganizar todos os regimes em pouco mais de dez anos, a nova regra unifica todo o sistema atual (INSS, servidores públicos, professores e rural), estabelecendo uma idade mínima comum para a aposentadoria: 65 anos tanto para homens quanto para mulheres ao fim do período.O ponto de partida do sistema é a instituição de uma renda mínima universal para pessoas acima de 65 anos equivalente a 70% do salário mínimo no primeiro ano.Os reajustes são feitos com base na inflação anual e não será preciso contribuir para ter direito ao benefício.“Para receber esse benefício básico, basta provar que está vivo e tem 65 anos”, diz Tafner.Para receber acima desse valor, será preciso contribuir com o sistema previdenciário.A partir de um ano de contribuição, um pequeno percentual é adicionado ao valor mínimo e assim sucessivamente até a aposentadoria.Segundo a proposta, com 15 anos de contribuição, uma pessoa que ganha R$ 1.000 se aposentaria com um benefício equivalente a 88% da média das contribuições. Para atingir 100%, seria preciso contribuir por 40 anos.A renda mínima substitui o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que garante um salário mínimo para aqueles idosos com renda familiar de até um quarto do salário mínimo, independentemente de contribuição.Nesse sentido, a nova regra universaliza o benefício. Em contrapartida, diferentemente do BPC, que garante o mínimo, o novo benefício se restringirá a 70% dele.O desenho tem ainda regras de transição. A exigência dos 65 anos vai levar dez anos para servidores públicos e trabalhadores rurais, 12 anos para os trabalhadores do setor privado e 15 anos para os professores.A proposta tem diferenças fundamentais com relação à que está no Congresso.Após idas e vindas, o último desenho previa idade mínima para aposentadoria de 65 para homens e 62 para mulheres e um tempo mínimo de contribuição de 15 anos.   Tafner, que atua como pesquisador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) da USP (Universidade de São Paulo), contou com uma equipe de especialistas para redigir a proposta.Estão no grupo Leonardo Rolim, ex-secretário de Previdência e consultor da Câmara; os pesquisadores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Rogério Nagamine e Miguel Foguel; o ex-pesquisador do Ipea Marcelo Pessoa; Pedro Nery, consultor do Senado; e Sergio Guimarães, economista do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).Segundo economistas, a reforma da Previdência é considerada peça fundamental para reorganizar o Orçamento.Em 2019, as contas públicas vão entrar no sexto ano de déficit primário e há pouco espaço para o reequilíbrio, já que boa parte dos gastos é obrigatória. Em 2017, o gasto com o INSS foi de R$ 558 bilhões.

CONTAS INDIVIDUAIS

A proposta de reforma da Previdência patrocinada pelo economista Armínio Fraga estabelece um regime de contas individuais de aposentadoria —a chamada capitalização— para todos os nascidos a partir de 2014.O novo regime de capitalização nasce com o cuidado de incluir apenas aqueles que chegarão ao mercado de trabalho em 15 anos ou 20 anos, de forma a não descapitalizar o sistema atual, de repartição.Isso porque, no regime de repartição, as contribuições vão para uma conta comum em que os mais jovens financiam a aposentadoria dos mais velhos e o governo entra para cobrir eventual insuficiência.Para evitar déficits, a proposta restringe os aportes feitos nas contas individuais. O futuro trabalhador não vai poder migrar todas as suas contribuições para a capitalização, mas apenas a porção que ultrapassar um teto intermediário, de cerca de R$ 3.800.Assim, a maior parte das contribuições segue no regime de repartição, sustentando aposentados do sistema geral.Segundo Paulo Tafner, coordenador da proposta, a lei prevê que trabalhadores mais antigos também entrem no regime de capitalização. “Mas vai depender de decisão do Executivo e de suas contas”, diz. A ideia é que os bancos criem fundos específicos para receber as contas individuais. Para estimular a competição com as instituições financeiras, a proposta inclui ainda um fundo administrado pelo próprio INSS.O contribuinte poderá capitalizar até 25% dos depósitos do FGTS recebidos a partir do momento em que abrir sua conta individual. Feito isso, porém, terá de deixar o dinheiro na conta até se aposentar.No regime de repartição, há uma regra que inova: quem contribuir por mais de 40 anos recebe como prêmio o benefício acima do teto previdenciário, hoje em R$ 5.645,80 —Tafner admite que não ser trivial contribuir por tanto tempo.A proposta avança ainda sobre categorias consideradas sensíveis, como servidores e militares. No caso destes últimos, são estabelecidas regras diferenciadas dentro de um regime próprio de aposentadoria —opção que enfrenta resistências da categoria.Grosso modo, diz Tafner, a proposta prevê que integrantes das Forças Armadas poderão se aposentar mais cedo, aos 45 anos, equiparando o regime brasileiro a boa parte dos países desenvolvidos. Porém, também de acordo com esses países, o valor da aposentadoria seria menor.Se hoje é possível um militar se aposentar mais cedo com praticamente 100% do salário, a ideia é que esse percentual caia para algo ao redor de 40%, no caso de aposentadoria aos 45 anos, por exemplo.O período de transição dos militares será, contudo, bem mais longo. Enquanto a transição dos servidores públicos duraria dez anos, por exemplo, a dos militares se prolongaria por quase 20 anos.“É bom para o país que nossos soldados sejam jovens, pois os mais velhos podem não aguentar o combate. Então, a regra tem que permitir que o militar saia antes.”Entre os casos específicos, os policiais militares também terão uma idade diferenciada: poderão se aposentar aos 60 anos —cinco anos antes do previsto no regime geral.Quanto aos servidores públicos, eles seguirão o regime geral, com um benefício que varia de acordo com o salário e o tempo de contribuição.Para os servidores já aposentados, muda a alíquota de contribuição, que hoje é de 11%, podendo chegar aos 14%. O aumento é uma colaboração pelo fato de terem benefícios mais vantajosos para os quais muitos não contribuíram proporcionalmente.Tafner lembra que o esforço para equacionar os déficits da Previdência dos servidores hoje se concentram sobre ativos e os inativos que ganham acima do teto.A ideia, diz o economista, é criar uma contribuição extraordinária, que poderá ser acionada para cobrir eventuais déficits e será cobrada até de quem ganha abaixo do teto.“Como nos estados e nos municípios a grande maioria dos servidores ganha abaixo do teto, acaba não contribuindo quando se aposenta. Agora, vão ter que contribuir com 8% toda vez que existir déficit”, diz Tafner.Essa contribuição será progressiva, de acordo com o benefício de aposentadoria, e segundo a decisão dos governos estaduais ou municipais.Na nova proposta, as mães também ganham alguma vantagem sobre a regra geral.Embora as mulheres se aposentem com a mesma idade dos homens (65 anos), a mães somarão um ano a mais de contribuição para cada filho —limitado a três crianças.Segundo Tafner, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) está pronta, junto com a exposição de motivos e um conjunto de quatro leis complementares —um calhamaço de mais de 400 páginas.Questionado sobre a possibilidade de que sua proposta tenha que dividir os holofotes com a reforma de Temer, Tafner diz que os desenhos são diferentes. “A PEC do Temer põe tudo na Constituição, na nossa proposta a desconstitucionalização é geral. Mas, no mundo político, tudo é possível, eles dão nó em pingo d’água.” 

Imprensa internacional repercute a vitória de Bolsonaro na eleição presidencial

Sites de veículos de imprensa de diversos países noticiaram a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do Brasil, neste domingo (28). Veja a seguir como o resultado foi divulgado por alguns deles.

‘New York Times’ (EUA)

O jornal americano “New York Times” diz em sua primeira página que “Jair Bolsonaro, populista de extrema-direita, é eleito presidente do Brasil” e destaca que, após eleger dirigentes esquerdistas em quatro eleições seguidas, os brasileiros optaram por um novo rumo radical para a maior nação da América Latina.

‘Wall Street Journal’ (EUA)

Também nos EUA, o “Wall Street Journal” adota um tom parecido, sob o título “populista de extrema-direita ganha eleição presidencial no Brasil”, e afirmando que Bolsonaro pode ser incluído às crescentes fileiras de populistas em todo o mundo e que sua eleição inclina a maior nação da América Latina nitidamente para a direita. O jornal também disse que a eleição pôs fim a uma das campanhas mais turbulentas da história recente do Brasil e lembrou que Bolsonaro defendeu o período de ditadura militar, mas prometeu abrir as portas para uma nova era de ordem e progresso.

‘El Mundo’ (Espanha)

jornal espanhol “El Mundo” noticiava que o Brasil, que tem sua sociedade “profundamente polarizada” escolheu dar a presidência a um “ultradireitista” em “suas eleições mais importantes dos últimos trinta anos”. “Os brasileiros endossaram nas urnas ao candidato do PSL, de perfil autoritário, neoliberal, que flerta com o militarismo”.

“Segundo alguns analistas, o discurso incendiário dado pelo ex-capitão do Exército no domingo passado, no qual ele mandava ‘para prisão ou exílio’ os opositores que não obedecessem às suas normas, assustou seus eleitores mais democratas”, diz o diário conservador.

‘El País’

 

jornal espanhol “El Mundo” noticiava que o Brasil, que tem sua sociedade “profundamente polarizada” escolheu dar a presidência a um “ultradireitista” em “suas eleições mais importantes dos últimos trinta anos”. “Os brasileiros endossaram nas urnas ao candidato do PSL, de perfil autoritário, neoliberal, que flerta com o militarismo”.

“Segundo alguns analistas, o discurso incendiário dado pelo ex-capitão do Exército no domingo passado, no qual ele mandava ‘para prisão ou exílio’ os opositores que não obedecessem às suas normas, assustou seus eleitores mais democratas”, diz o diário conservador.

‘Le Monde’ (França)

Os dois principais jornais franceses deram manchete para a eleição de Jair Bolsonaro. O “Le Monde” escolheu como título “Eleição no Brasil: o presidente eleito Jair Bolsonaro promete ‘mudar o destino’ do país”. Afirmando que o presidente eleito encarnou o candidato antissistema, o jornal listou preocupações com segurança e corrupção como principais razões para sua vitória.

 

‘Le Figaro’ (França)

Já no “Le Figaro”, foram quatro reportagens, sendo a principal resumida a “Jair Bolsonaro eleito presidente do Brasil”. Abaixo, outras notas falam que o Brasil é um novo exemplo de populismo – citando os exemplos de Estados Unidos, Filipinas e México -,sobre a importância do voto evangélico para o presidente eleito e sobre a ditadura e a democracia no país.

‘Corriere della Sera’ (Itália)

Também na Itália a eleição brasileira rendeu manchetes. No site do jornal “Corriere della Sera”, abaixo do anúncio de que Bolsonaro foi eleito com 55,2% dos votos, há chamadas para “origens italianas, sua esposa: quem ele é”, além de links para suas frases mais discutidas e uma análise dos motivos de sua vitória

‘La Repubblica’ (Itália)

O também italiano “La Repubblica”, além de publicar uma reportagem principal na qual anuncia a vitória, lembra ainda que Bolsonaro prometeu entregar à justiça italiana Cesare Battisti e dedica outra nota para dizer que o candidato de direita votou sob escolta, entre coro e bandeiras. O jornal também anuncia que o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, cumprimentou Bolsonaro e desejou a ele um bom trabalho.

‘The Guardian’ (Reino Unido)

O jornal britânico informa que o “direitista Bolsonaro se tornará o próximo presidente do Brasil”, e oferece uma cobertura em tempo real da apuração e da repercussão da eleição presidencial. O “Guardian” tem ainda uma reportagem na qual afirma que a extrema-direita conquistou o Brasil e um perfil do presidente eleito.

‘The Telegraph’ (Reino Unido)

“O candidato de direita do Brasil, Jair Bolsonaro, chega à vitória eleitoral”, anuncia o jornal britânico, que diz que o ex-militar aproveitou uma onda de frustração pela corrupção e pelo crime que trouxe uma dramática guinada à direita na quarta maior democracia do mundo.

‘Die Welt’

“Die Welt”, da Alemanha, diz que a eleição de Bolsonaro “poderia levar a uma mudança radical de política no Brasil“. “O ex-paraquedista quer facilitar o acesso a armas, colocar militares em ministérios-chave”, diz o texto.

‘Süddeutsche Zeitung’

Também na Alemanha, o “Süddeutsche Zeitung” chama Bolsonaro de “Trump dos Trópicos”, e diz que a eleição pode levar a uma mudança radical na política brasileira.

Trabalhador volta a ter reajuste salarial acima da inflação em setembro

Após dois meses sem reajuste salarial acima da inflação, o trabalhador voltou a conquistar ganhos reais nas negociações coletivas de setembro, apontam dados do Salariômetro da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).No mês passado, os trabalhadores obtiveram reajuste nominal mediano de 4%, o maior desde julho de 2017. Com a inflação calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada de 3,6% em 12 meses, o aumento real foi de 0,4%.Segundo Hélio Zylberstajn, professor da FEA-USP e coordenador do Salariômetro, o fato de a data base dos bancários ser em setembro ajuda a puxar o indicador. Os funcionários de bancos públicos e privados de todo o país obtiveram reajuste salarial nominal de 5%.“O sindicato dos bancários é uma entidade forte e o que eles resolvem acaba sendo como uma espécie de referência”, diz Zylberstajn.A pesquisa mostra que o fluxo de negociações concluídas em 2018 continua crescendo, mas ainda é menor que em 2017 (-28,6%).Até setembro, foram fechadas 18.439 negociações salariais, contra 25.823 no mesmo período do ano passado.Muitas dessas negociações incluem cláusulas para contribuição. Segundo o levantamento, foram negociadas 10.784 contribuições para sindicatos de trabalhadores. Dessas, 4,4% são pagas total ou parcialmente pelas empresas.“Isso é curioso, porque o sindicato é dos trabalhadores. É estranho a empresa pagar a contribuição do seu empregado. Nosso sistema acaba produzindo esse tipo de desvio”, afirma Zylberstajn.Ainda sobre contribuições, mas dessa vez entre patrões, o estudo destaca que 73,3% das contribuições para sindicatos de empresas não dão direito de oposição —isto é, de o representado se manifestar contra o recolhimento.“A relação do sindicato patronal com as empresas é, em tese, mais próxima, porque é um universo menor de representação do que entre trabalhadores”, diz Zylberstajn.O professor observa ainda que a mediana do vale refeição mensal no ano está em R$ 454, o equivalente a 48% do salário mínimo.“É um benefício significativo. Embora não seja obrigatório, existe um incentivo fiscal para que a empresa ofereça, porque ela pode deduzir parte do que gasta com alimentação do Imposto de Renda”, afirma.

CPTM é condenada a pagar R$ 7.000 a vítima de abuso sexual em trem de SP

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi condenada a indenizar em R$ 7.000 por danos morais uma mulher abusada sexualmente dentro de um trem da empresa em outubro de 2011. A vítima e a companhia prometem recorrer da decisão do juiz Felipe Poyares Miranda, da 16ª Vara Cível de São Paulo.Na sentença publicada nesta segunda-feira (22), o juiz alega que a situação se enquadra na recente Lei 13.718/18, que tipifica o crime de importunação sexual, por “ocasionar dano moral por ofensa à honra da vítima” e ferir o “direito de chegar incólume ao seu destino”.No entanto, em contato com o UOL, o advogado da vítima, Ademar Gomes, afirmou que a cliente vai recorrer da decisão e pedirá uma indenização maior. “Esse valor determinado é irrisório. Antigamente, a pessoa que cometia um abuso em coletivo, em local público, ia para a delegacia e era liberado antes da vítima. Nossa busca é no sentido até de inspirar outras vítimas deste tipo de violência a buscar seus direitos”, disse.Ainda segundo Ademar, o abusador foi detido em 2011, mas liberado no mesmo dia, pois o ato não era considerado crime ainda. Em nota, a CPTM afirmou que recorrerá da decisão, com a alegação de que “em cerca de 80% dos processos semelhantes, a Justiça considera que a empresa não é responsável pelo ato doloso de terceiros”.Ainda no comunicado, a companhia disse que repudia o abuso sexual dentro e fora dos trens e acrescentou que intensificou os treinamentos dos empregados das áreas de segurança e operação para atendimento às vítimas de abuso sexual, além de fazer campanhas de conscientização para estimular as denúncias.A CPTM também informou que “os usuários podem contribuir com a segurança do sistema, denunciando eventuais irregularidades pelo SMS-Denúncia (11 97150-4949).

Calendário PIS-Pasep 2018-2019: começa pagamento de abono para nascidos em outubro

Começa a ser pago nesta quinta-feira (18) o abono salarial PIS do calendário 2018-2019, ano-base 2017, para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em outubro. No caso do Pasep, que é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil, o pagamento começa para quem tem final da inscrição 3. O PIS é pago na Caixa Econômica Federal.

De acordo com o calendário, os nascidos nos meses de julho a dezembro receberão o PIS ainda no ano de 2018. Já quem nasceu entre janeiro e junho receberá o PIS no 1º trimestre de 2019. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento.

O valor do abono varia de R$ 80 a R$ 954, dependendo do tempo em que a pessoa trabalhou formalmente em 2017.

Segundo o Ministério do Trabalho, ao todo, serão pagos R$ 18,1 bilhões para 23,5 milhões de trabalhadores.

Quem tem direito

Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2017. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2017.

Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa Econômica Federal, e os servidores públicos, no Banco do Brasil. É preciso apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep.

No caso do PIS, para quem é correntista da Caixa, o pagamento é feito 2 dias antes do restante dos outros trabalhadores. Já no caso do Pasep, o crédito em conta para correntistas do Banco do Brasil será efetuado a partir do 3º dia útil anterior ao início de cada período de pagamento.

Valor depende dos meses trabalhados

O valor do abono é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2017 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2017 completo.

Por exemplo, se o período trabalhado foi de 12 meses, vai receber o valor integral do benefício, que é de um salário mínimo (R$ 954). Se trabalhou por apenas um mês, vai receber o equivalente a 1/12 do salário (R$ 80), e assim sucessivamente.

Rendimentos do PIS

De acordo com a Caixa, quando o saque do PIS não é efetuado, o valor é incorporado ao saldo de quotas. Ao final do exercício financeiro (28 de junho), após a atualização do saldo, os rendimentos são disponibilizados para saque no novo calendário. Os rendimentos variam conforme o saldo existente na conta do PIS vinculada ao trabalhador.

Para saber se tem direito e como sacar

Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação.

Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos.

Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.

Abono salarial 2017-2018

Está aberto ainda o prazo de saque do abono salarial do calendário 2017-2018, ano-base 2016. Os trabalhadores poderão retirar o dinheiro até 30 de dezembro.

Quase 2 milhões de trabalhadores não sacaram o benefício, o que corresponde a 7,97% do total de pessoas com direito ao recurso, segundo o Ministério do Trabalho. O valor ainda disponível chega a R$ 1,44 bilhão.

Tem direito ao abono salarial ano-base 2016 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos; e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

PF indicia Temer, filha e mais 9 no inquérito dos portos e pede prisão do coronel Lima

A Polícia Federal concluiu inquérito do chamado “decreto dos portos” e pediu indiciamento e bloqueio de bens do presidente Michel Temer, da filha dele, Maristela, e de mais nove pessoas. A investigação foi conduzida pelo delegado Cleyber Malta Lopes.No relatório, a PF ainda pediu a prisão preventiva do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente, e de outras três pessoas.Um dos focos da investigação é um decreto sobre o setor portuário editado no governo Temer. As suspeitas são de que Temer poderia ter agido para beneficiar empresas do setor em troca de propina.As suspeitas foram levantadas a partir da delação da JBS. O inquérito no STF foi aberto em setembro do ano passado. O presidente tem negado a prática de qualquer irregularidade.Relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Luís Roberto Barroso encaminhou o documento à PGR (Procuradoria-Geral da República) nesta terça-feira (16) e vai esperar manifestação sobre se a procuradora-geral, Raquel Dodge, apresentará ou não denúncia sobre o caso.Barroso também solicitou à PGR que se manifeste sobre os pedidos de prisão e de bloqueio de bens apresentados no relatório da PF.Confira a lista dos 11 indiciados, de quem a PF também pede bloqueio de bens:
  • Michel Temer – presidente da República
  • Rodrigo Santos da Rocha Loures – ex-assessor do Planalto
  • Antônio Celso Grecco – executivo da Rodrimar
  • Ricardo Conrado Mesquita – executivo da Rodrimar
  • Gonçalo Borges Torrealba – um dos sócios do grupo Libra
  • João Baptista Lima Filho – ex-coronel da PM e amigo de Temer
  • Maria Rita Fratezi – mulher do coronel Lima
  • Carlos Alberto Costa – sócio do coronel Lima na Argeplan
  • Carlos Alberto Costa Filho – sócio do coronel Lima na AF Consult
  • Almir Martins Ferreira – contador da Argeplan
  • Maristela de Toledo Temer Lulia – filha do presidente Temer
 Os investigados foram indiciados pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Sobre esta última modalidade, o grupo estaria dividido em quatro núcleos: político, administrativo, empresarial (ou econômico) e operacional (ou financeiro).“De acordo com o Relatório, foram produzidas, no âmbito do inquérito, provas de naturezas diversas, que incluíram colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais, informações e pronunciamentos do Tribunal de Contas da União, bem como foram apurados fatos envolvendo propinas em espécie, propinas dissimuladas em doações eleitorais, pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas – físicas e jurídicas –, atuação de empresas de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços, em meio a outros”, diz trecho do despacho do ministro.A PF pediu a prisão preventiva de quatro pessoas. São elas:
  • João Baptista Lima Filho
  • Carlos Alberto Costa
  • Maria Rita Fratezi
  • Almir Martins Ferreira
O ministro Barroso ainda determinou que não saiam do país nenhuma das pessoas com pedido de prisão.A reportagem do UOL ainda não teve acesso ao relatório da Polícia Federal.

Os investigados

Foi da conversa gravada entre o delator da JBS Ricardo Saud e o antigo assessor de Temer no Planalto Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) que surgiram as primeiras suspeitas que levaram ao chamado “inquérito dos portos”.No diálogo, Loures e Saud citam outras pessoas como possíveis intermediários para receber a suposta propina negociada com a JBS e parecem fazer referência a antigos episódios em que essas pessoas teriam servido a esse mesmo propósito.Entre os citados na conversa entre o delator e o antigo assessor de Temer estavam os executivos da Rodrimar, empresa que atua no porto de Santos, Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, além do coronel aposentado da PM João Baptista Lima Filho, amigo de Temer.Os três estão entre os indiciados pela PF.Outros diálogos de Rocha Loures interceptados com autorização judicial durante as investigações da JBS apontam que o antigo assessor do Planalto teria pressionado para que fosse inserido num decreto presidencial sobre o setor a ampliação da renovação dos contratos de terminais portuários anteriores ao ano de 1993.A medida não foi aprovada pelo Planalto e ficou de fora do decreto dos portos publicado por Temer, mas levantou suspeitas sobre a atuação de auxiliares próximos do presidente sobre o setor.Uma das linhas de investigação apurava se Temer recebeu propina por meio de reformas em imóveis de familiares e transações imobiliárias.Documentos analisados pela Polícia Federal apontaram o uso de dinheiro vivo no pagamento da reforma da casa de Maristela Temer, filha do presidente.

Outro lado

Procurada pelo UOL, a assessoria da Presidência da República informou que o Planalto não se pronuncia sobre o caso, e orientou que a defesa de Temer fosse procurada. Ao Estadão Conteúdo, o advogado Brian Alves, responsável pela defesa de Temer no inquérito dos Portos, afirmou que não se manifestaria sobre o caso porque ainda não teve acesso ao relatório da Polícia Federal.Em nota, os advogados Cristiano Benzota e Mauricio Leite se disseram “perplexos” com a notícia do pedido de prisão do coronel Lima.“Ele está afastado de suas atividades profissionais e permanentemente em sua residência cuidando de sua saúde há um ano e meio. Sempre foram apresentadas todas as informações solicitadas pelas autoridades, por intermédio de sua defesa, o que torna o pedido de prisão desprovido de fundamento legal”, diz o comunicado.O advogado Cezar Bitencourt, que representa Rodrigo Rocha Loures, afirmou que ainda não teve acesso ao relatório policial, portanto não poderia se manifestar “globalmente”. “Mas, certamente, não há elementos para a PGR oferecer denúncia contra Rocha Loures”, disse o defensor, em nota.* Colaborou Gustavo Maia, no Rio

iPhone muda para horário de verão antes da época (e usuários perdem uma hora de sono)

Muitos brasileiros tiveram ou terão uma hora de sono a menos nesta segunda-feira (15). É que o relógio dos iPhones se adiantou automaticamente em uma hora em resposta ao horário de verão, que costuma começar em outubro. Em 2018, no entanto, a data foi adiada para não interferir nas eleições e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O problema começou a ser percebido à meia-noite; no meu caso, o fuso horário foi alterado erroneamente de “São Paulo” para “Etc/GMT+2”, passando de 23h59 para 1h00. Quem não notou a falha e tinha um alarme configurado acabou sendo despertado uma hora antes do horário correto.Pelos relatos dos usuários no Twitter, a falha afetou principalmente os proprietários de iPhones conectados à rede da TIM. Também há casos parecidos com celulares da Asus, na mesma operadora. Não encontramos reclamações de relógio errado em iPhones com chips da Claro ou Vivo.Em 2017, o horário de verão começou no dia 15 de outubro e terminou em 18 de fevereiro. Para este ano, a data foi inicialmente adiada para 4 de novembro, para evitar atrasos na apuração das eleições do segundo turno; e depois para 18 de novembro, a pedido do Ministério da Educação, para não coincidir com os domingos de aplicação de provas do Enem.Você foi afetado?Como corrigir o fuso horário errado no iPhone Se você teve o relógio alterado, é bom desativar a correção automática de hora do iOS:Abra o aplicativo Ajustes, toque em Geral, depois em Data e Hora; Desmarque a opção Automaticamente; Caso o horário ainda esteja incorreto, toque em Fuso Horário, digite sua cidade e confirme a operação. Por volta das 7h45, o problema ainda ocorria em um iPhone com iOS 12.1 beta e chip da TIM se a opção de fuso horário automático fosse ativada.E marque no calendário para não perder a hora de novo: o horário de verão começa em 18 de novembro de 2018 e termina em 16 de fevereiro de 2019.Horário de verão já causou bugs em vários dispositivos Não é a primeira vez que o horário de verão causa problemas em eletrônicos.Em 2010, o bug do alarme já era conhecido por donos de iPhones no Brasil, mas pegou de surpresa os americanos e europeus, que acordaram uma hora mais cedo. Em 2013, o recurso Não Perturbe do iOS 6 não era mais desligado no horário programado. Na semana passada, proprietários do Apple Watch Series 4 na Austrália ficaram sem poder usar o relógio: ele reiniciava em loop infinito devido a um bug em um mostrador.O mesmo aconteceu no Android. No primeiro dia do horário brasileiro de verão em 2013, o Chrome travava depois de alguns segundos em execução. No mesmo ano, o Google Agenda atrasou ou adiantou os compromissos dos usuários em uma hora, mesmo em locais onde não havia horário de verão.

CNI questiona lei que criou vale-pedágio no transporte de cargas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ajuizou no Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (9/10), ação de inconstitucionalidade com pedido de liminar contra a Lei 10.209/2001, que instituiu o “vale-pedágio”. A entidade entende que há violação ao princípio da razoabilidade e ao princípio da proporcionalidade na lei, porque ela prevê indenização ao transportador rodoviário de quantia equivalente a duas vezes o valor do frete, pela suposta não entrega do vale-pedágio.

A ação afirma que houve  cobrança obrigatória sobre o transporte rodoviário de carga, cujo objetivo é “fazer frente às despesas de deslocamento de carga por meio de transporte rodoviário”, em razão da utilização efetiva das rodovias brasileiras pelos transportadores. A ministra Cármen Lúcia foi sorteada relatora do feito.A Confederação destaca que o fato de a lei federal ser de 2001 “não retira a urgência da tutela judicial, pois agora, com esse cenário conturbado, a fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem se mostrado presente, impondo aos embarcadores o constrangimento de virem a ser obrigados a indenizar os transportadores, não raro em valores vultosos e desproporcionais, sem que estes últimos tivessem, subsidiariamente, suportado qualquer dever/obrigação ou sofrido qualquer tipo de dano a ensejar a referida reparação”.De acordo com a ação, nas perguntas mais frequentes relativas ao vale-pedágio, encontradas na página da ANTT na Internet, há a informação de que, caso o embarcador se recuse a antecipar o vale-pedágio, a consequência é a sua autuação, não havendo qualquer referência a eventual imputação subsidiária, supletiva ou decorrente ao transportador pela falta de pagamento do vale-pedágio.A ação destaca ainda que o não recolhimento do vale-pedágio pelo embarcador não transfere ao transportador a responsabilidade pelo seu recolhimento.“Também não imputa ao transportador qualquer ato punitivo decorrente, como a impossibilidade de circular pela via pedagiada ou a apreensão do seu veículo. Por conseguinte, por não haver transferência de qualquer obrigação ao transportador, é de se reconhecer que este não terá contra si consequência danosa alguma que demande uma reparação”, afirma a ação.Clique aqui para ler a petição.

Número cai, mas quase metade da Câmara será formada por milionários

 Quase metade da nova Câmara que tomará posse em 2019 será formada por deputados federais milionários. É o que mostra levantamento feito pelo G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 241 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (47% dos 513 eleitos).Mas, após sucessivos aumentos ao longo das últimas legislaturas, o número neste ano apresenta uma ligeira queda em relação ao da última eleição. Em 2014, foram 248 políticos milionários eleitos para a Casa. Em 2010, eram 194. Em 2006, havia 165. Em 2002, eram 116.O eleito mais rico para a próxima legislatura é o deputado e professor Luiz Flávio Gomes (PSB-SP). Ele declara possuir R$ 119 milhões. Entre os bens estão quotas de capital, investimentos em fundos e ações e um apartamento no valor de R$ 14 milhões.Gomes diz que usou seu próprio dinheiro na campanha (cerca de R$ 1,6 milhão) e reconhece que a disputa é “desigual”. “Não concordo com financiamento público, mas é preciso um limite ainda mais duro para que todos possam concorrer. Para quem está começando é muito difícil.”Ele diz que hoje tem uma “situação confortável” porque empreendeu na área de ensino. “Acredito no capitalismo equitativo. Dinheiro para mim sempre foi um meio, não o fim. É preciso mudar o sistema.”No total, os parlamentares declaram um patrimônio de R$ 1,1 bilhão – o que representa uma média de R$ 2,2 milhões para cada um. O patrimônio médio é inferior ao da última eleição (R$ 2,4 milhões).Além disso, há 22 políticos que declaram patrimônio “zero” ao TSE – o dobro do verificado há quatro anos.Os dados contrariam a expectativa de mais parlamentares ricos eleitos. Mesmo com um aumento no número de candidatos milionários nesta eleição após as mudanças nas regras de financiamento, o resultado mostra que não houve diferença significativa em relação ao pleito anterior.Essa foi a primeira eleição geral após a reforma eleitoral de 2015. Com o fim do financiamento empresarial, não houve um limite para a autodoação, o que favoreceu a entrada de políticos com mais dinheiro na disputa.BancadasA bancada que possui o maior número de milionários é a do PSD. São 24. O MDB aparece logo atrás, com 22. O PP tem 21, o PT, 18, e o DEM, 17. PSDB, PSL, PR e PDT têm 16 cada um.Os outros partidos que comportam milionários são PSB (15), SD (7), PRB (8), Novo (6), PODE (6), PPS (5), PSC (5), PSOL (3), PTB (3), Patri (3), PROS (3), PRP (3), Avante (2) e PHS (2). PMN, PTC, PCdoB e DC têm um cada um.EstadosSão Paulo manterá o status de estado com mais milionários: 35 (três a mais que na última legislatura). Minas Gerais aparece logo atrás, com 28. O Rio de Janeiro e a Bahia terão 20 cada um.A exemplo de 2006, 2010 e 2014, só o Amapá não contará com nenhum deputado com patrimônio superior a R$ 1 milhão.

Em discursos, Bolsonaro questiona resultado e Haddad prega democracia

Jair Bolsonaro, do PSL, e Fernando Haddad, do PT, se enfrentarão nas urnas novamente, pelo segundo turno das eleições de 2018, no próximo dia 28 de outubro. Os dois, porém, já começaram a troca de farpas neste domingo, 7, logo após o anúncio de resultados parciais que levaram os dois candidatos à próxima fase da disputa. Com 99,99% das urnas apuradas, Bolsonaro chegou ao segundo turno com 46,03% da preferência dos eleitores; já Haddad teve 29,28% dos votos.Os dois fizeram pronunciamentos quase que simultaneamente, por volta das 21h30. A diferença foi o método de transmissão: enquanto Fernando Haddad fez um discurso televisionado, Bolsonaro preferiu apostar nas redes sociais e transmitiu seu pronunciamento em sua página do Facebook. Ao lado do economista Paulo Guedes, o “posto Ipiranga”, ele defendeu máximas de sua campanha, como a segurança pública e o Estado mínimo, agradeceu aos eleitores, mas não deixou de questionar os resultados.Urna. “Se tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o nome do futuro Presidente da República decidido no dia de hoje”, declarou, acrescentando que vai exigir soluções junto ao Tribunal Superior Eleitoral, mesmo sem detalhar problemas que teriam acontecido. Ele também fez críticas, sem citar nomes em específico, à possibilidade de Haddad se afastar de Lula no segundo turno.“Você vê nosso opositor dizendo que não vai mais visitar ninguém em Curitiba”, afirmou. “Também quer fazer uma cartinha ao povo brasileiro”, disse, em referência à Carta do Povo Brasileiro, documento assinado por Lula durante a campanha de 2002 e que o ajudou a vencer o pleito na época.“Não podemos continuar flertando com o comunismo e o socialismo”, afirmou ainda o capitão reformado, dizendo que seus rivais “quebraram grandes empresas brasileiras e arrebentaram com os fundos de pensões”. O capitão também fez bravatas: “Vamos botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil”.    No final da sessão, Bolsonaro ainda conclamou seus eleitores a permanecerem mobilizados. “Estou aqui porque acredito em vocês e vocês acreditam no Brasil. O objetivo do Executivo e do Parlamento é produzir felicidade. Até a vitória, se Deus quiser.”Oportunidade. Ao lado de sua mulher, Ana Estela, e da candidata à vice-presidência, Manuela D’Ávila (PC do B), Fernando Haddad iniciou seu pronunciamento agradecendo aos eleitores que o levaram ao segundo turno. “A oportunidade é inestimável e precisamos aproveitar com senso de responsabilidade”, disse o ex-prefeito de São Paulo. “É uma oportunidade de valor frente a frente, olho no olho. Sempre estive do lado da democracia e não vou abrir mão dos meus valores.”Em seu discurso, Haddad utilizou várias vezes a palavra “democracia” e disse que pretende enfrentar o debate “respeitosamente” contra Bolsonaro. “Vamos para o campo com uma única arma: o argumento”, disse ainda, fazendo referência a um dos símbolos mais utilizados pelos correligionários do adversário durante a campanha. Neste domingo, 7, não foram poucos os registros em redes sociais de eleitores que declararam voto em Bolsonaro com imagens que incluíam armas de fogo.Enquanto a militância presente buscava gritar cantos do Partido dos Trabalhadores, Haddad mostrava-se sério. “Essa eleição põe muita coisa em risco”, disse ele, que diz pretender fazer um “governo para todos”. Segundo o candidato petista, ele já entrou em contato com outros competidores na eleição em busca de eventuais apoios no segundo turno. “Marina, Ciro e Boulos mantiveram contato conosco”, declarou o ex-prefeito de São Paulo.

Saiba o que disseram os candidatos à Presidência após o debate da Globo

Sete candidatos à Presidência participaram na noite desta quinta-feira (4) de um debate na TV Globo. Foi o último antes da votação do primeiro turno, no próximo domingo (7).O debate foi mediado pelo jornalista William Bonner e reuniu os seguintes candidatos, em ordem alfabética: Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). O candidato Jair Bolsonaro, do PSL, foi convidado para o debate, mas disse que não iria por recomendação médica. Bolsonaro levou uma facada durante um ato de campanha em Minas Gerais em 6 de setembro. Após o debate, os candidatos deram entrevistas coletivas para a imprensa. A ordem das entrevistas foi definida em sorteio.

Ciro Gomes(PDT)

Video Rede GloboO candidato do PDT, Ciro Gomes, foi o primeiro a falar e citou a polarização entre o PT e o PSL nestas eleições. “O que eu estou preocupado é com a sorte do Brasil. O meu país está caminhando para um precipício, e a minha vida dada a esse país me pede, me recomenda, que eu, com toda a minha serenidade, minha tranquilidade, mas com toda a minha força moral, eu peço ao brasileiro que pense muito antes de votar num despreparado que representa os interesses mais subalternos do baronato brasileiro e um anti-petismo que perdeu a condição política de nos proteger disso.”

Geraldo Alckmin

Video Rede GloboGeraldo Alckmin reiterou a importância do debate, que tem grande audiência. Ele se mostrou confiante com os próximos dias de campanha e afirmou que, nas pesquisas espontâneas, 20% dos eleitores ainda não escolheram candidato. “Eu acredito que nós podemos ter mudanças nos próximos dias. Amanhã, faço campanha no Ceasa no Rio de Janeiro às 7h. Ao meio-dia, estarei em São Paulo numa grande caminhada. Vou trabalhar de mangas arregaçadas até domingo”. Ele também lembrou as reformas que pretende fazer, principalmente a reforma política.

Alvaro Dias (Podemos)

Video Rede GloboQuestionado sobre os ataques aos adversários durante o debate, Alvaro Dias afirmou que “combater a corrupção não é oportunismo eleitoral”. “Pergunto onde estavam os outros candidatos quando o país era assaltado pelos governos Lula e Dilma. Se as providências tivessem sido tomadas em tempo, não estaríamos assistindo a esse rombo enorme nas contas públicas brasileiras”. Sobre a razão de ter poupado o candidato Jair Bolsonaro das críticas, Dias afirmou: “Ele foi poupado porque não apareceu. Eu não vou atacar fantasmas.”

Guilherme Boulos (Psol)

Video Rede GloboO candidato do Psol foi o quarto a falar. Questionado sobre uma possível fragmentação da esquerda, ele negou que isso possa influenciar a eleição. “A eleição tem dois turnos. O 1º turno é o momento de as pessoas votarem no projeto que acreditam. Primeiro turno é o momento de as pessoas fortalecerem as bandeiras em que acreditam. Primeiro turno não é para se votar com ódio ou com medo. É para se depositar sonhos nas urnas.” Ele negou que tenha atacado o PT. “Se tratam de diferenças importantes”, disse. Boulos também criticou Bolsonaro, que não foi ao debate.

Fernando Haddad (PT)

Video Rede GloboHaddad reclamou sobre a circulação de informações falsas durante a campanha. “Estamos combatendo uma onda de notícias falsas e mentiras na internet muito pesada. Só no dia de hoje, recebemos mais de 15 mil denúncias, para você ter uma ideia do tamanho do estrago que o pessoal do Bolsonaro está fazendo”, afirmou. Ele ainda comparou o candidato do PSL com os demais adversários. “Os outros candidatos sabem fazer uma campanha civilizada. Ele não. Ele parte para a ignorância”, disse Haddad.

Henrique Meirelles (MDB)

Video Rede GloboHenrique Meirelles citou “viradas extraordinárias” em outras eleições para acreditar nas suas chances nas eleições de domingo. “O percentual dos eleitores que poderia votar em mim está subindo consistentemente e está em patamar elevado”, afirmou. O desafio, disse o candidato, é demover o eleitor da opção de “votar no ruim para evitar o pior”, o que, segundo o presidenciável, seria um “desastre para o Brasil”. Meirelles também criticou a ausência do candidato Jair Bolsonaro no debate.

Marina Silva (Rede)

Video Rede GloboMarina Silva comentou as críticas que fez durante o debate à “polarização nesta fase das eleições” entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). “Falar a verdade às vezes parece ser duro, mas é a única coisa que se pode fazer quando se vê um país dividido entre quem prega a violência e o saudosismo da ditadura e entre aqueles que cometeram gravíssimos casos de corrupção”, declarou. Ela também se disse confiante em disputar o segundo turno. “Eu estou aqui para que a gente volte à cultura da razão.”

Último Debate dos Presidenciáveis é Hoje!

Participam do debate 7 candidatos: Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede).O candidato Jair Bolsonaro (PSL) decidiu não participar do debate após avaliação médica.
A Globo realiza nesta quinta-feira (4), depois da novela “Segundo Sol”, o debate entre candidatos à Presidência da República. Mediado pelo jornalista William Bonner, o debate será realizado nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro.Dividido em 4 blocos, este será o último debate entre os candidatos antes da votação em primeiro turno das eleições, no próximo domingo (7).  Video Rede Globo

Sete candidatos ao governo de SP participam de debate na TV Globo

Sete candidatos ao governo do estado de São Paulo participaram na noite desta terça-feira (2) de um debate na TV Globo.O debate foi mediado pelo jornalista César Tralli e reuniu os seguintes candidatos, em ordem alfabética: João Doria (PSDB), Luiz Marinho (PT), Marcelo Candido (PDT), Márcio França (PSB), Paulo Skaf (MDB), Professora Lisete (PSOL) e Rodrigo Tavares (PRTB).Durante o encontro, os postulantes apresentaram propostas sobre temas como educação, saúde, segurança pública e geração de emprego. O debate foi dividido em 5 blocos: 1º bloco: candidatos fazem perguntas de temas livres uns para os outros; 2º bloco: candidatos fazem perguntas uns para os outros com temas definidos por sorteio; 3º bloco: candidatos respondem perguntas de tema livre feitas por adversários; 4º bloco: candidatos fazem perguntas uns para os outros com temas definidos por sorteio; 5º bloco: considerações finais.Veja algumas das propostas e as considerações finais dos candidatos:João Doria (PSDB)Saúde: “Vamos resgatar as Santas Casas, apoiar as Santas Casas como modelo de gestão e com recursos. Temos propostas para 88 hospitais regionais. E vamos apoiar as prefeituras municipais, as AMAs. Vamos levar o projeto Corujão da Saúde, que foi um sucesso, para todo o estado. Nós vamos investir em tecnologia para melhorar o atendimento, como fizemos na Prefeitura de São Paulo. Hoje você marca uma consulta pelo celular. O prontuário eletrônico é muito importante. Vamos investir em tecnologia, como fizemos na Prefeitura de São Paulo.”Segurança pública: “Desejamos tecnologia para a polícia cientifica, para a Polícia Civil, através do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e dos DEICs regionais que nós vamos implementar também. Vamos fazer 40 delegacias da mulher para proteger as mulheres, e teremos o aplicativo da mulher – tecnologia mais uma vez, aplicativo que acessa gratuitamente e aperta um botão e em um segundo a 10 km você acessa a Polícia Civil, a Polícia Militar para salvar uma mulher. As delegacias de polícia em São Paulo precisam ser melhoradas e vão funcionar 24 horas por dia. Também no sistema prisional, prisioneiro em São Paulo vai trabalhar, e vamos agir em brasileira para acabar com as saidinhas. Prisioneiro na prisão deve cumprir a sua pena.”Despoluição do Tietê: “Temos proposta de despoluição dos rios Tietê e do Pinheiros que não é com recurso público, é PPP, num projeto bastante positivo que concede o direito de exploração de 35 anos para transporte de cargas, passageiros, pro turismo e pra estações de embarque e desembarque. E ao longo desse período, com limite de 8 anos, ele terá que ser despoluído.”Considerações finais: “Trabalhei de forma séria e dedicada [a vida inteira] e é isso que quero fazer à frente do governo de São Paulo, como fiz na Prefeitura de São Paulo, e abrindo mão de todos os meus salários. Fiz isso na Prefeitura, farei isso no governo do estado de São Paulo. Vou defender a política para as mulheres, para proteger as mulheres, e dar oportunidade de trabalho, dar a oportunidade de proteção e, ao mesmo tempo, o direito à educação e à saúde aos seus filhos. E a atividade empreendedora, para que os filhos dessas mães de São Paulo, dessas brasileiras de São Paulo, tenham melhores oportunidades ao longo da sua existência. Quero defender também programa de desestatização. Sou a favor da privatização, sim. Sou um liberal. Quero que obras aconteçam em São Paulo em hidrovias, ferrovias, estradas, em aeroportos, gerando emprego e oportunidades e deixando o estado para aquilo que é essencial: saúde, educação, habitação, transporte e segurança pública. E volto a dizer: serei duríssimo na política de segurança pública, apoiando os policiais civis e militares, mas colocando a polícia na rua para defender a população e as família.”Luiz Marinho (PT)Segurança pública e crime organizado: “Eu vou fazer da segurança pública o que precisa ser feito: modernizar as polícias, restaurar polícias. Para combater crime organizado, [farei uma] força-tarefa envolvendo as duas polícias, o Ministério Público e a sociedade, pra combater mesmo o crime organizado. É preciso enfrentar o crime pra valer. E na outra ponta gerar em prego pra nossa juventude. […] Vamos fazer na segurança o que não tem sido feito. E acima de tudo interromper o fornecimento de mão de obra da nossa juventude para o crime, com fornecimento de educação, gerando oportunidades e emprego na parte de educação, cultura e esporte.”Planejamento orçamentário: “Vou fazer um governo que dividirá por regiões o estado. Cada região vai ver o planejamento orçamentário do estado. Hoje é uma caixinha de surpresa. Hoje ninguém sabe o que o governo vai fazer. Quero chamar a tua atenção. Venha conosco porque você vai trabalhar do nosso governo a partir do planejamento participativo por região do estado. […] Cada região do estado, de forma que prefeitos, entidades, possam fazer processo participativo. Vamos democratizar, destravar caixinhas do segredo do governo de São Paulo. É hora dos paulistas tomarem o estado em suas mãos.”Universidades: “Universidade é um tema muito importante, temos importantes universidades, mas sabemos que está tendo muita evasão. É preciso reforçar o papel das universidades paulistas. Vamos criar os planos de permanência de alunos, para fortalecer transporte, moradia, alimentação. Vamos garantir 50% das vagas para alunos da rede pulica, para democratizar pra valer. Vamos discutir com reitores e conselhos a necessidade de escolha ser direta, e não indicação desse ou daquele. Processo de democratização de modo que possamos ter na nossa universidade paulista, que tenha nas suas mãos o seus destino. Vamos criar universidade do esporte. Uma sugestão dos companheiros da Unicamp. […] Vamos estimular que universidades colaborem com desenvolvimento do estado.”Considerações finais: “Conto com o seu voto para fazer a grande mudança no estado de São Paulo, uma transformação no estado de São Paulo. Governar o estado de São Paulo para os paulistas, na educação, na saúde, na cultura, no esporte, para agricultura familiar – ou seja, para o povo trabalhador. Por onde passei, dei conta do recado. Portanto, peço a você o seu voto. […] Quero dizer a você: compare por onde cada um passou, veja se deu conta de fato do recado, veja quem abandonou, quem mentiu, quem não deu conta do recado. Se não cumpriu a palavra uma vez sempre irá descumprir. É assim que funciona, aprendi isso com o meu pai e com a minha mãe.”Marcelo Candido (PDT)Habitação: “Investir em habitação não significa apenas produzir unidades novas. É preciso ir além da produção habitacional, precisamos construir soluções na questão da regularização fundiária, não permitindo que as pessoas vivam em áreas de risco. Uma preocupação que me afeta muito são as pessoas que vivem em situação de rua. É preciso incluir essas pessoas. Queremos investir dessa maneira na habitação no estado de São Paulo. ”Violência policial: “Há um genocídio da população negra no Brasil. Precisamos combater a violência. A polícia não pode ser orientada simplesmente a matar. Ela precisa preservar vidas.”Funcionalismo público: “O funcionalismo público de São Paulo é aquela face que tem contato imediato com cidadão. Quando cidadão procura serviço público, o primeiro contato é com o funcionalismo. Mas infelizmente o funcionalismo de São Paulo é mal remunerado. Temos uma situação de servidora que em 2011 recebia salário base de R$ 540, hoje em 2018 esse salário base é de R$ 580. Evolução insignificante. Como a gente estimula o funcionalismo se não há bom salário? É ´preciso valorizar o funcionalismo, dar condições de trabalho e fazer dele referência. No meu governo quero chamar para elaboração de plano de carreira.”Considerações finais: “Quero agradecer e muito a minha esposa, Brenda, a minha filha, Maria Clara, e a minha mãe, Laura – três mulheres na minha muito importantes. Elas sabem muito bem qual é a minha personalidade, sabem muito bem contra quem eu luto, contra quais interesses eu luto para que nós possamos ter um estado de bem estar efetivo para a nossa gente. Quero agradecer ao meu partido pela oportunidade que me deu de ser candidato ao governo do estado de São Paulo, o primeiro negro na história do nosso estado 130 anos depois da abolição da escravatura. […] Quero dizer a você, leitor, que São Paulo precisa de um governador equilibrado. Não podemos nos desequilibrar pela crítica que nós ouvimos. Governar São Paulo é enfrentar contradições, interesses, é ter coragem de enfrentar essas contradições. Quando alguém se desequilibra, perde completamente o senso do respeito à pessoas, usa a mentira pra acusar, demonstra que não tem preparo para governar.”Márcio França (PSB)Segurança pública: “Temos que prestigiar os policiais. Mas isso não se confunde com violência solta. Os menores índices de letalidade policial vieram agora [na minha gestão no governo de SP]. […] É possível ter uma reação com pulso, mas não preciosa nenhuma violência solta. […]. [É preciso] tecnologia, os melhores salários do Brasil eu pretendo fazer em São Paulo para todos os policiais, câmeras em todos os municípios, e delegacias para abrir. Acima de tudo, oportunidades. Se a gente não der oportunidades pro jovem, a gente não vai conseguir.”Habitação: “É possível fazer uma grande reforma da habitação. Estado de São Paulo tem R$ 1,3 bilhão por ano pra habitação. É significativo. A gente faz casa a 125, 130 mil reais, mas ainda assim não conseguimos fazer pra todo mundo. Muita gente mora em sub-habitação. A ideia é no interior de um jeito. Eu sei fazer com lote urbanizado. Lotem de 125 metros quadrados. E tem que tirar empreiteiro. Da lote rpa cada um, cada um compra seu material de construção, a prefeitura aprova seu pré-projeto, faz o seu projeto, com a ajuda da prefeitura eles fazem. Na capital não tem lote assim, é possível pegar prédios abandonados no centro da cidade. Eu quero muito ter a oportunidade de fazer uma coisa diferente.”Combate ao crime organizado: “Temos o maior setor presidiário do país aqui em São Paulo, mais de 200 mil presos, problema grave, gravíssimo mesmo. Quero combater isso com força, estrangular tudo que for facção através de oportunidade para o jovem. Com tecnologia, inovação é possível fazer isso. Não dá para ficar inventado nomes de coisas, como se fosse apenas um produto de marketing. É preciso fazer aquilo que já existe funcionar direito. E para isso é preciso ter experiência, convivência. Ter experiência de poder, alterar as coisas que precisam ser alteradas. Por exemplo, autorizar os sargentos a andar com fuzil foi uma medida boa. Prestigiar os policiais é uma medida boa.”Considerações finais: “No domingo nós temos um encontro, um encontro de futuro. São Paulo sempre liderou o Brasil, foi assim que nós fizemos. Nós conduzimos o Brasil. O Brasil que nós estamos vendo hoje é um Brasil de pessimismo, que as pessoas não acreditam. Essa confusão da política, as pessoas cada vez mais desacreditadas. Eu cumpri minha jornada, são mais de 30 anos de vida pública honrada, decente, ficha limpa. Não sou e nunca fui processado criminalmente por nada que tenha feito. Tenho orgulho das minhas tarefas, cumpri a minha missão, honrei cada voto que tive. Tudo o que falei eu cumpri. Eu não traio os meus amigos, eu não desfaço aquilo que eu combinei. Aquilo que é combinado para mim é cumprido. Minha palavra tem força. Tudo que eu falei eu vou cumprir.”Paulo Skaf (MDB)Saneamento básico: “Em primeiro lugar, eu sou contrário a qualquer tipo de privatização da Sabesp. A Sabesp é uma empresa boa que o estado de São Paulo tem, fatura R$ 14 bilhões por ano, ganha R$ 2 bilhões, ela deve ser mantida como uma empresa estatal. O que eu critico a Sabesp são dois pontos: primeiro é o vazamento de água. Da estação de tratamento de água até a sua casa, nesse percurso, um terço, vaza. Isso o ano passado representou 850 bilhões em litros. É quase um trilhão de litros. A Sabesp tem que combater esses vazamentos. E também, ela coleta o esgoto, quando coleta, dobra o preço da conta. Só que grande parte desse esgoto coletado, 40%, não é tratado, é jogado nos rios, poluindo os rios, inclusive o Tietê. A Sabesp é uma boa empresa, mas precisa corrigir esses pontos. Eu, como governador, vou exigir isso.”Administração pública: “Quero trazer crescimento econômico, porque eu sou guerreiro contra o aumento de impostos. Vou combater a sonegação para que tenha mais receita, sem aumentar impostos. Vou combater qualquer tipo de corrupção com muito rigor, assim reduz as despesas. Com menos despesas e mais receita, você tem uma sobra maior para investimentos, para poder dar aumento de salários, para poder investir na educação, na segurança, na saúde.”Construção de creches: “Uma creche normalmente atende 200 crianças. Nós temos 330 mil crianças no estado de São Paulo de pais que trabalham e precisam deixar seus filhos na creche. Isso significa a construção de 1.600 creches. Cada creche precisa de R$ 5 milhões. Há financiamento do governo federal, há financiamento do governo estadual […]. É fundamental dar oportunidade às mães, às famílias, de poderem trabalhar. Inclusive, para construir, para fazer esse projeto, embora seja uma obrigação da Prefeitura, na minha visão, o governador tem que responder por tudo. Tem que ajudar as prefeituras a resolver o problema de creche, resolver usando recurso estadual, trazendo recurso federal, ajudando não só a construção, mas o funcionamento para que as crianças sejam bem tratadas e as mães possam trabalhar.Considerações finais: “Quero pedir a você que ainda não decidiu seu voto, ou que decidiu, mas tem possibilidade de reavaliar, me dê um voto de confiança e digite 15 para governador no próximo domingo. Com a vontade de Deus e a sua decisão, eleitor, eu sendo governador, eu garanto, ninguém vai se arrepender. Eu garanto que nós vamos conseguir mudar São Paulo. Com educação de qualidade, de graça, e para todos. Ter segurança de verdade, ter qualidade na saúde pública, ter emprego em São Paulo, desenvolvimento no estado de São Paulo. Respeito às mulheres, aos idosos, respeito ao homem do campo. Vamos valorizar o trabalho, o emprego, o empreendedorismo. Mas para isso eu preciso de uma oportunidade. E para encerrar, eu lembro aqui nosso saudoso Gonzaguinha: ‘Fé no homem, fé na vida, fé no que virá. Nós podemos tudo, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será’.”Professora Lisete (PSOL)Educação: “Vamos atuar para que de fato, especialmente a área de educação, os professores, no estado mais rico do país, possam ganhar dignamente. Para que as escolas sejam organizadas democraticamente.”Direitos da mulher: “Nós mulheres não deixaremos que racismo e homofobia governem o país, e nós vamos resistir. E eu como única candidata mulher realmente vou fazer as delegacias das mulheres funcionarem 24 horas. Vou criar centros de saúde especializadosno atendimento a mulheres violentadas, e “crédito lilás” para incentivar mulheres empreendedoras. Somos nós [mulheres] que cuidamos dos doentes, dos parentes idosos. E somos muito prejudicadas nessa questão. E vamos realmente discutir gênero nas escolas, porque desta forma que combateremos violência nas escolas e dentro da família.”Habitação: “O estatuto da cidade diz de forma muito clara que imóveis abandonados e com dívidas com os poderes públicos devem ser redistribuídos para fim de moradia popular. É um tipo de dispositivo muito pouco usado no nosso país. […] Nós queremos estabelecer aqui uma ocupação diferenciada. Nós podemos reativar o CDHU para que de fato ele possa construir moradia para todos no estado. O nosso déficit de moradia, se nós tivermos, sem dúvida nenhuma, uma proposta de um crédito direto, em que a população possa pagar pequenos juros, ou mesmo receber do governo uma iniciativa já da construção e ele vá pagando aos poucos em um número de anos e de uma forma que caiba no seu salário, eu não tenho dúvida nenhuma que nós podemos resolver com perfeição a moradia popular em São Paulo.”Considerações finais: “Vocês viram que nenhum dos homens fez pergunta para mim. Eles não estão acostumados a ter uma mulher que pode enfrentá-los. Sou a única mulher candidata mulher ao governo do estado de estado de São Paulo. […] O PSOL é o partido que tem os deputados federais mais bem avaliados do Brasil. […] Quero realmente dizer que nós vamos recuperar a educação, nós vamos dar crédito lilás para você, mulher. E, portanto, valorize o seu voto.”Rodrigo Tavares (PRTB)Saúde: “Temos que incialmente fazer um raio x nas gestoras de saúde, garantir que realmente a verba destinada à saúde chegue a saúde, porque lamentavelmente nos vemos que muitas vezes há desvios. Trazer a tecnologia para a gestão hospitalar, temos que dimensionar melhor os insumos, temos que saber quais e aonde são as necessidades. Hoje, lamentavelmente, não existe esse dimensionamento. Trazer o equipamento para dentro das unidades de saúde porque hoje existem muitas vezes, prédios, verdadeiros esqueletões, que estão vazios. Precisamos fortalecer a realidade com os médicos. Temos que dar melhores condições de trabalho a esses médicos. Temos que trazer a tecnologia para o cidadão, para que possa marcar consulta, acelerando os seus exames.Combate ao crime organizado: “Temos que fortalecer a questão do armamento, da presença, porque hoje existe déficit de policias grande. Temos que fazer sufocamento dos braços financeiros do crime organizado. Temos também que tirar a mão de obra, que são nossos jovens que não têm aparato escolar, não têm escola integral. Também temos que inserir jovens na questão tecnológica. […] É importantíssimo qualificar nossos jovens. Por isso aumentar vagas nas Fatecs, Etecs. Vamos trazer curso de games pras Fatecs e fazer que nosso policiais bem remunerados estejam nas ruas e não aquartelados.”Ajuste fiscal: “É um problema sério. O TCE já vem indicando que o estado de São Paulo está próximo do limite de despesas correntes, isso é preocupante. É preciso saber que o cobertor é curto, temos que ser mais eficientes, gastar melhor. Os gastos vêm numa curva ascendente. Eles vêm vegetativamente crescendo. E os recursos oriundo da arrecadação são menores. Gastos são maiores que as receitas, isso temos que combater com eficiência, trazendo tecnologia da gestão pública. Por isso vamos trazer o big data para fazer melhor gestão dos recursos públicos. […] teremos que privatizar, governar pelo exemplo, cortando na própria carne, não prover 50% dos cargos comissionados.”Considerações finais: “Sou Rodrigo Tavares, tenho 37 anos, sou advogado, especialista em direito público, em direito administrativo, em direito eleitoral e em gestão pública. Represento aqui no estado de São Paulo o projeto “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, e aqui no estado de São Paulo que se chama “São Paulo acima de tudo, Deus acima de todos”. Mais do que um slogan é projeto de mudança, um projeto de renovação. […] Lutar pelo fim da corrupção, tornar esse estado menor e mais eficiente, fortalecer as forças de segurança pública, fazer um link direto com o cidadão, ouvindo as suas demandas e propondo as soluções. Um governo humanitário, que fortalece a iniciativa privada mas que pensa na questão humana, porque isso é fundamental. Quero agradecer as pessoas que todos os dias falam comigo e noto que elas querem renovar. Eu vejo brilho nesses olhos.”  

Demissões por acordo ganham espaço e superam 100 mil

Quando a reforma começou a valer, em novembro de 2017, foram registrados 855 desligamentos do tipo. Em agosto, o total chegou a 15.010 —17 vezes mais do que em novembro.Segundo a nova CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o empregado que pedir demissão nesses termos recebe metade das verbas trabalhistas a que tem direito.Isso significa que ele terá 50% do valor referente ao aviso-prévio, bem como 50% da multa do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).No caso do fundo, a multa paga pelo patrão é de 40%, por isso, o empregado recebe 20%.Além disso, o trabalhador também poderá sacar 80% dos recursos que estiverem depositados na conta de seu FGTS.Luciana Nunes Freire, professora de Direito do Trabalho do IDP-São Paulo (Instituto Brasiliense de Direito Público), explica que há uma confusão sobre os procedimentos em relação ao saque do Fundo de Garantia. “As pessoas pensam que perdem os outros 20%, mas não é verdade. O dinheiro continua na conta, recebendo as correções. Em uma próxima oportunidade, ele poderá retirá-lo”, afirma.Entretanto, nesse caso, o empregado não terá direito ao seguro-desemprego.O governo tem o entendimento de que, se o desligamento foi consensual, o trabalhador não foi pego de surpresa.O advogado trabalhista Alan Balaban afirma que nenhuma das partes é obrigada a aceitar o acordo. “Ambos precisam ver vantagem”, diz.Para ele, a medida é vantajosa para o patrão, pois evita que funcionários que querem a demissão trabalhem sem motivação.No caso dos trabalhadores, o acordo pode ser vantajoso em um momento em que ele planeja deixar a empresa.Para pedi-lo, é preciso ir ao setor de Recursos Humanos da empresa e informar que quer fazer o acordo. No contrato de rescisão, deverá estar escrito “demissão consensual”O que leva quem negocia a demissão50% do aviso-prévio e da multa do saldo do FGTS é quanto o trabalhador têm direito em caso de acordo20% é a parcela que o trabalhador recebe a título de multa nesse tipo de demissão109.508 desligamentos consensuais foram fechados entre os patrões e os empregados desde que a nova CLT entrou em vigor em novembro do ano passado

PIS/Pasep: hoje é último dia para saque das cotas; saiba se você tem direito ao benefício

O prazo para sacar os recursos da cota do PIS/Pasep para quem tem menos de 60 anos termina nesta sexta-feira e, segundo o Ministério do Planejamento, não há possibilidade de prorrogação do período de retirada. De acordo com a pasta, a data limite está fixada na lei que possibilitou a ampliação do saque aos trabalhadores cotistas. Tem direito ao benefício quem trabalhou em empresas privadas ou no setor público de 1971 a 1988. Para os demais, que atendem a um dos critérios habituais (veja abaixo), o saque continuará liberado após o dia 28 de setembro.Segundo a Caixa Econômica Federal, mais de quatro milhões de pessoas com menos de 60 anos que têm direito ao benefício ainda não resgataram suas cotas do PIS, contabilizando R$ 5,7 bilhões disponíveis para saque.Para agilizar o atendimento, as agências da Caixa vão abrir duas horas mais cedo nesta sexta-feira. De acordo com o banco, o horário estendido será exclusivo para assuntos relacionados ao saque do PIS, e os funcionários não farão outro tipo de atendimento no período.Até 2017, os saques do Fundo PIS/Pasep só eram permitidos para cotistas com idade mínima de 70 anos ou para os casos de aposentadoria, herdeiro, pessoa em situação de invalidez ou acometida por alguma doença específica.Os cotistas com menos de 60 anos que optarem por não retirar os recursos até esta sexta-feira não perderão o direito ao dinheiro. Eles poderão fazer o saque futuramente, quando passarem a cumprir um dos critérios exigidos, sendo que a idade mínima fixada pela lei passou para 60 anos.Horário estendidoAs agências da Caixa Econômica Federal abrirão duas horas mais cedo nesta sexta-feira, exceto nas regiões em que – devido ao fuso horário – esse horário não for a melhor condição de atendimento aos clientes.Para essas regiões específicas, o horário também será ampliado, mas cada superintendência local decidirá se abrirá a agência antes ou se fechará depois do expediente normal.No Rio de Janeiro (capital), o horário de atendimento nas zonas Norte e Oeste (com exceção da Barra da Tijuca), será das 8h às 16h. No Centro, na Zona Sul e na Barra, o funcionamento será das 9h às 17h. No demais municípios, o atendimento será iniciado às 8h ou às 9h, dependendo do horário de expediente bancário na cidade​​.Para conferir o horário de atendimento em todos os estados, o trabalhador pode acessar o site da Caixa.

Como fazer a consulta

Para saber se tem direito ao saque, o trabalhador pode consultar a situação do seu benefício na página da Caixa. A consulta permite ver o valor que tem a receber, a data do saque e os canais disponíveis para realização do pagamento. Caso o valor já tenha sido creditado em conta, o site informa também qual a conta e banco.

Outros canais para consultar o benefício são o aplicativo Caixa Trabalhador, que está disponível para download nas plataformas Android e IOS. O APP é gratuito e as informações estão disponíveis ao clicar no link “Informações Cotas do PIS”, onde o trabalhador deverá informar o CPF ou o NIS e a data de nascimento para saber se possui saldo de cotas do PIS. Para verificar o valor também deverá ser informada a senha de internet cadastrada.

Outras opções de consulta para os trabalhadores são os terminais de autoatendimento, por meio do Cartão do Cidadão, ou o internet banking para correntistas da Caixa, na opção “Serviços ao Cidadão”.

O que preciso fazer para sacar o dinheiro?Na Caixa Econômica Federal (empregado do setor privado)Até R$ 1.500: saque no caixa eletrônico, com senha do Cartão Cidadão (o cartão não é necessário); saque em lotéricas ou lojas que sejam correspondentes bancários da Caixa (com a marca Caixa Aqui), com documento oficial com foto (RG, por exemplo), Cartão Cidadão e senha do Cartão Cidadão ou com cartão do Bolsa Família, senha do Cartão Cidadão e documento oficial com foto; transferência para a sua conta de outro banco, de graça, nos caixas localizados dentro das agências, com documento oficial com foto.Entre R$ 1.500 e R$ 3 mil: saque no caixa eletrônico, com Cartão Cidadão e senha do Cartão Cidadão; saque em lotéricas ou lojas que sejam correspondentes bancários da Caixa (com a marca Caixa Aqui), com documento oficial com foto (RG, por exemplo), Cartão Cidadão e senha do Cartão Cidadão ou com cartão do Bolsa Família, senha do Cartão Cidadão e documento oficial com foto; transferência para a sua conta de outro banco, de graça, nos caixas localizados dentro das agências, com documento oficial com foto.A partir de R$ 3 mil: saque apenas nos caixas localizados dentro das agências do banco, com documento oficial com foto (RG, por exemplo); transferência para a sua conta de outro banco, de graça, nos caixas localizados dentro das agências, com documento oficial com foto.Banco do Brasil (empregados do setor público)Até R$ 2.500: transferência para a sua conta de outro banco, de graça, no caixa eletrônico ou pelo site www.bb.com.br/pasep, com CPF e título de eleitor; saque nos caixas localizados dentro das agências do banco, com documento oficial com foto (RG, por exemplo).Acima de R$ 2.500: transferência para a sua conta de outro banco, de graça, nos caixas localizados dentro das agências, com documento oficial com foto (RG, por exemplo); saque nos caixas localizados dentro das agências, com documento oficial com foto (RG, por exemplo).Quem pode sacar após 28 de setembroDepois de 28 de setembro, só poderá receber o dinheiro quem preencher pelo menos um dos seguintes requisitos:Ter 60 anos de idade ou maisEstar aposentadoInvalidezPortador do vírus HIV ou doença graveIdoso e/ou pessoa com deficiência que recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC/Loas)Em caso de morte do trabalhador, a família pode sacar

Quinto debate na TV reúne 8 candidatos a presidente; saiba o que eles disseram

Oito candidatos a presidente da República participaram na noite desta quarta-feira (26) de um debate no SBT promovido pela emissora, pelo jornal “Folha de S.Paulo” e pelo portal UOL.O debate reuniu Alvaro Dias (Pode), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede) – veja mais abaixo o que os candidatos disseram.Primeiro debate (TV Band) Segundo debate (Rede TV!) Terceiro debate (TV Gazeta) Quarto debate (TV Aparecida)Antes de o debate começar, o mediador Carlos Nascimento informou que Jair Bolsonaro (PSL) foi convidado, mas não compareceu porque está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Em 6 de setembro, o candidato levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).O debate desta quarta-feira foi divido em três blocos:1º bloco: Candidatos fizeram perguntas entre si; 2º bloco: Candidatos responderam a perguntas de jornalistas; 3º bloco: Candidatos fizeram perguntas entre si e apresentaram as considerações finais. Respostas Confira abaixo as respostas dadas pelos candidatos:Observação: A ordem dos candidatos abaixo segue a ordem de respostas dadas no primeiro bloco do debate.

GERALDO ALCKMIN (PSDB)

Educação: “Dizer três coisas. Primeiro, São Paulo cresceu no Ideb no primeiro ciclo, cresceu no Ideb no segundo ciclo, perdeu 0,1 no Ensino Médio, mas o nossos melhores alunos que fazem o vestibulinho estão no Paula Souza. Estão o Inep e o MEC deveriam, na próxima prova, permitir que eles também pudessem ser avaliados. São Paulo tem a melhor rede de ensino técnico e tecnológico da América Latina, as Etecs e Fatecs, as melhores universidades do país. Nós não fechamos nenhuma escola. Nós tínhamos cinco milhões de alunos, hoje temos 3,8 milhões de alunos, há uma mudança demográfica. Então tem lugar que falta escolas que nós construímos e construímos em grande quantidade, e tem lugar que a escola não tem aluno, nós precisamos aproveitar esse prédio para a pré-escola, para a Emei, onde faltam vagas. Então uma visão corporativa, como sempre, distante do interesse pública. É meu dever aproveitar bem os recursos públicos.”Eventual desistência da candidatura: “Olha, o presidente Fernando Henrique fez um documento não dirigido aos partidos nem às pessoas, mas ao eleitorado, dizendo: ‘precisamos evitar a marcha da insensatez’. De um lado, a volta do PT, que levou o país a 13 milhões de desempregados, com uma irresponsabilidade na questão das contas púbicas, [com] o projeto de poder só de ganhar a eleição, o Brasil é secundário. Então, evitar que o PT volte ao poder. De outro lado, evitar também a insensatez de um candidato que não tem as menores condições, que representa o que há de mais atrasado na política brasileira, com uma intolerância num país tão plural como é o Brasil. É natural que as demais candidaturas são legítimas, nós jamais criaríamos esse constrangimento, mas acho que o eleitor vai nessa reta final, nesses 10 dias, fazer uma reflexão e nós estamos otimistas.”Infraestrutura de transporte: “Olha, São Paulo é o estado que mais investe hoje no Brasil. Nós pegamos o metrô com 69 quilômetros e vai terminar o ano com praticamente 100 quilômetros de metrô. Nestes próximos dias, estão sendo inauguradas mais três estações da linha 5 do metrô. Estação Chácara Clabin, estação Santa Cruz e estação Hospital São Paulo. Ainda teremos ainda outras estações a serem entregues daqui a algumas semanas, como a estação Morumbi para o time lá, o time do São Paulo Futebol Clube. Levamos o trem até Cumbica, teremos o monotrilho até Congonhas. Nós estamos ampliando fortemente a rede de transporte sobre trilhos. Tenho viajado o Brasil e tenho um grande projeto para infraestrutura que é emprego na veia. Tive lá no Norte, no Pará, fui até o porto de Miritituba, é um escândalo a BR-163, carretas ficam atoladas quando chove, não conseguem chegar ao porto, vamos concluir a BR-163, vamos melhorar o chamado Arco Norte para poder fazer as saídas para o Rio Tapajós, também pelo Tocantins, e poder exportar os produtos brasileiros.”Considerações finais: “Quero agradecer a você que ficou conosco ao longo deste debate. Trazer uma palavra à família brasileira. O Brasil ficou um país caro, olha o preço do combustível, do gás, da energia elétrica, o emprego sumiu, 13 milhões de desempregados, não tem investimento. O Brasil tem pressa e não pode errar de novo. Nem o PT voltar, que é o responsável por tudo isso, nem o candidato da discriminação, o que vai levar a não ser à violência, e mais da metade da população está dizendo que não quer um nem outro. Nós precisamos agora de uma grande reflexão. O Brasil tem tudo para se recuperar. O mundo está crescendo bastante, gerando emprego, tem muito recurso, trazer investimento, o jovem ter oportunidade, reduzir o ‘custo-Brasil’ para a família viver melhor. Por isso, com humildade, peço seu voto e seu apoio.”

FERNANDO HADDAD (PT)

Desenvolvimento regional: “Queria dizer que talvez em tenha sido, dos ministros do governo Lula e você participou do governo Lula, o ministro que mais andou pelo país por uma razão: eu levei universidades federais para 126 municípios do país, que não tinham oportunidade educacional; levei institutos federais, os chamados IF ou IFES, para 214 cidades do país. A quantidade de creches que nós construímos pelo pró-infância, uma coisa extraordinária por todo país. Eu entreguei praticamente 1,5 mil unidades no país. Fora ônibus escolar para a população rural que andava de pau-de-arara, banda larga para todas as escolas urbanas, de maneira que eu rodei o país com o presidente Lula e conheço o Brasil. Nós fizemos um inventário agora das obras paradas. Tem 2,8 mil obras paradas no país. Em geral, de logística, ou seja, para baratear o custo da produção. São estradas de ferro, estradas de rodagem, linhas de transmissão, energia renovável. E nós vamos retomar essas obras para o desenvolvimento acelerar”.Visitas a Lula: “Em primeiro lugar, eu sou, com muita honra, advogado do presidente Lula e vou às segundas-feiras porque ele está injustamente preso, a sentença que o condenou não para de pé, não apresentaram uma única prova contra ele e eu não vou descansar enquanto ele não tiver um julgamento justo, inclusive no exterior, porque na Organização das Nações Unidas, na ONU, já se prevê um julgamento no primeiro semestre do ano que vem de mérito do seu caso pela perseguição que ele vem sofrendo. Em segundo lugar, não é assim que funciona um governo. Um governo é composto por várias forças políticas que assinam um compromisso com o programa aprovado nas urnas. Acabo de ver o Ciro Gomes dizer que não pretende governar com o PT, mas poucos meses atrás me convidava para vice-presidente na sua chapa, e chamava essa chapa de ‘dream team’, o time dos sonhos. Então não é assim que se faz política, demonizando quem não está junto com você circunstancialmente.”Impostos: “O que nós fizemos foi muito importante para o Brasil. No Orçamento Federal, o pobre não se via. Todos esses programas sociais que você conhece: Minha Casa, Minha Vida, Luz Para Todos, a transposição do Rio São Francisco, todos esses programas, Prouni, interiorização das universidades federais, institutos federais, Mais Médicos, tudo isso que mudou a realidade brasileira saiu do Orçamento Federal. Ou seja, a população mais pobre se viu no Orçamento. Nós temos agora uma nova tarefa, que é trabalhar o lado da receita. No Brasil, o pobre paga muito imposto. E o rico, praticamente, não paga. Quem recebe dividendo, porque é empresário, não paga impostos. Isso, da época do governo Fernando Henrique Cardoso. Nós vamos inverter essa lógica. É difícil porque o Congresso resiste. Mas, neste momento de crise, nós não temos outra chance que não [seja] melhorar a renda disponível da classe trabalhadora para que ela possa consumir mais e fazer a roda da economia girar. E, em segundo lugar, a reforma bancária, tema no qual você [Alvaro Dias] não toca. Talvez por compromissos anteriores.”Considerações finais: “Brasileiros e brasileiras, um prazer estar aqui neste debate. Quero dizer que meu governo será pautado por um princípio. O princípio de ampliar as oportunidades, e isso se faz de duas maneiras. Ampliando oportunidade de emprego, trabalho, e ampliando a oportunidade de educação. Com trabalho e educação, nós sairemos da crise de qualquer crise, porque a pessoa que tem uma dessas duas coisas tem um caminho pela frente. E nós provamos que isso é possível ao longo do período de 12 anos de estabilidade democrática e que o resultado da urna era respeitado, nós geramos 20 milhões de postos de trabalho. Quase triplicamos o número de brasileiros e brasileiras nas universidades, jovens pobres que não teriam a menor condição de estudar. E nós vamos fazer o Brasil voltar a ser feliz de novo com essas duas palavras mágicas: trabalho e educação. Vote 13.”

CIRO GOMES (PDT)

Saúde: “O Brasil precisa de um projeto nacional de desenvolvimento e nós avançamos muito. Somos a economia que mais cresceu do pós-guerra aos anos 1980. De lá para cá, as coisas estão descambando. O Brasil perdeu seu parque industrial de forma muito extensa e o Brasil anunciou na Constituição de 1988 uma profunda mudança institucional que não está sendo cumprida. Na saúde, o que eu acho que nós precisamos fazer? Revogar a Emenda 95, aquela que proíbe a expansão de investimentos em saúde, em educação e segurança. Mas também em infraestrutura e todas as outras tarefas públicas para deixar livre o dinheiro da banqueirada, que é quem de fato está mandando na política brasileira. De outro lado, precisamos incrementar gestão e eficiência. Estou pensando em criar um fundo nacional de premiação das unidades de saúde e postos de saúde que atingirem as metas antecipadamente anunciadas: satisfação do usuário, prevenção da diabetes, hipertensão e prevenção da mortalidade materna e infantil. Podemos até dar o 15º salário para os profisisonais que derem resposta. E um conjunto de policlínicas e consultas com especialistas.”Participação de mulheres no governo: “Se eu ganhar as eleições, vou compor meu governo assim como compus os governos que já dirigi. Fui prefeito de Fortaleza, fui governador do Ceará, quinta maior cidade e oitavo maior estado brasileiros, e o que eu fiz foi buscar metade dos meus auxiliares, e pretendo fazer isso como presidente, serem mulheres. Quero que todos tenham excelência técnica e todos tenham compromisso com a decência. Assinarão um termo de comprometimento com um conjunto de códigos de regras e comportamentos, que já foram replicados nos meus governos. E quero que eles tenham adensamento político, não digo necessariamente partidário, mas político.”Participação do PT no governo: “Francamente, se puder governar sem o PT, eu prefiro, porque neste momento o PT representa uma coisa muito grave para o país, menos pelos benefícios, que não foram poucos que produziu, mas porque transformou-se numa estrutura de poder odienta, que acabou criando o Bolsonaro, essa aberração. E esse conflito entre os dois vai levar nosso país para o fundo do poço”.Considerações finais: “Agradecendo a todos aos ilustres opositores, ao SBT. Me dirijo a você, meu irmão, minha irmã, brasileiros, ou que não se decidiram ou que estão decidindo seu voto contra um candidato ou contra um partido. Se você é eleitor do Bolsonaro porque é contra o PT, desculpa! Nós não podemos concordar com isso, embora você que mande. Se você é eleitor do PT porque não quer votar no Bolsonaro, desculpa! Tenho profundo respeito por isso, mas por que digo isso, me arriscando a ser mal entendido? É porque o Brasil não aguenta mais essa polarização, esse enfrentamento de um lado contra o outro acaba produzindo esse resultado que estamos assistindo desde 2014. Garotos se agredindo na internet, famílias se dividindo. Eu quero propor a você: tenho ficha limpa, tenho boas ideias, tenho experiência, conheço bem o Brasil. Que você me dê uma chance. Todas as pesquisas mostram que eu ganho do Haddad e ganho do Bolsonaro no segundo turno. Mas, para isso, preciso estar no segundo turno. E, para isso, peço seu voto para o número 12”.

ALVARO DIAS (PODEMOS)

Emprego: “Nos últimos anos, os governos diziam que estavam gerando empregos, há alguém que diz que gerou mais de 10 milhões de empregos. Quando o mundo estava em céu de brigadeiro, crescendo muito, o Brasil só crescia mais que o Haiti, e diziam que nós estávamos vivendo o espetáculo do crescimento. Na verdade, ficaram devendo muito, enganaram o povo brasileiro. Para gerar empregos, é preciso primeiro romper com esse sistema perverso, esse sistema do balcão de negócios, do aparelhamento do Estado, que esgota a capacidade financeira, que coloca no governo gente incompetente, incapaz de propor qualquer reforma, de promover qualquer reforma. É evidente que nós temos que fazer uma reforma tributária inteligente, que enxugue esse modelo, que reduza o número de tributos. É evidente que nós temos que desburocratizar, oferecer uma regulação competente, segurança jurídica, combater a corrupção para atrair os investimentos que foram expulsos pela corrupção no nosso país. Assim geraremos empregos e cresceremos.”Apoio no segundo turno: “Bom, primeiro eu tenho a esperança que essa eleição seja para escolher o melhor, o eleitor escolha o melhor, mas seja sobretudo um estímulo à honestidade, à competência, à experiência administrativa. Porque ao ouvir aqueles que já passaram pelo governo, ou que apoiaram os últimos governos, eu fico espantado com o que ouço. Fazem mágicas para justificar determinadas atitudes como fez há pouco que me respondeu. Portanto, eu acredito no despertar do povo brasileiro. Não é possível que essa nação queria ver esse confronto entre a extrema esquerda e a extrema direita, dispensando a experiência administrativa, a competência, dispensando a honestidade daqueles que se empenharam para cumprir a sua missão atendendo exatamente às exigências da sociedade brasileira. Eu tenho esperança.”Propostas para as mulheres: “De 70 milhões de lares brasileiros, 30 milhões de lares são comandados, são liderados por mulheres. Nós temos que ter uma pauta em que a mulher seja protagonista no campo econômico e uma pauta de participação política, abrir os espaços para a participação política da mulher. Há no governo uma Secretaria da Mulher. É preciso um choque de gestão nessa secretaria para que as políticas públicas voltadas à mulher sejam exercitadas com eficiência e comandadas por mulheres. Na área da cultura, por exemplo, a criatividade artística da mulher tem que ganhar visibilidade. Mas a mulher simples, a mulher humilde, a mãe, ela tem que ser tratada com o carinho que o governo deve a ela devotar, com investimentos maciços, especialmente em educação infantil. Desde o pré-parto a mulher tem que ser atendida com saúde de qualidade, segurança, creche para as crianças, enfim um investimento vigoroso na faixa etária de 0 a 6 anos para que a mulher seja uma mãe feliz.”Considerações finais: “Eu havia solicitado direito de resposta para explicar que fui realmente do PSDB, apoiei o governo durante 7 meses. Mas fui expulso porque apoiei a instalação de uma CPI para investigar a corrupção. Sempre fui contestador, sempre fui inquieto, irrequieto, desconfortável, sempre combati esse sistema corrupto, e estou agora nesta campanha na tentativa de impedir que volte uma organização criminosa. Quando falei em rastro de sangue, porque, como senador, investiguei e ouvi os áudios de autoridades brasileiras orientando testemunhas para impedir a elucidação de vários crimes que tiveram origem na morte do prefeito de Santo André Celso Daniel, cujos irmãos tiveram que fugir do Brasil com medo da morte. É preciso impedir a volta da organização criminosa. E, ao dizer boa noite a todos, quero dizer que vou agora a Itaquera ver Corinthians e Flamengo. Boa noite.”

HENRIQUE MEIRELLES (MDB)

Financiamento e BNDES: “Em primeiro lugar, eu quero agradecer o SBT, não só pelo debate, mas pelo horário do debate e que permite a todos assistirem e acompanhar mesmo quem não tem condições de assistir o debate mais tarde por razões de ter que levantar muito cedo. Eu gostaria de dizer que enfrentei o problema dos empréstimos do Tesouro ao BNDES de frente, ao contrário de muita gente que só conversa. Eu, como ministro da Fazenda, nós tomamos, como primeira medida, cobrar do BNDES R$ 100 bilhões que foram devolvidos ao Tesouro Nacional, dos R$ 500 bilhões que tinham sido emprestados pelo governo anterior. E, a partir daí, fomos em frente. Agora, um dos problemas dessa eleição é exatamente isso: ficam todos fugindo das propostas objetivas e fica-se discutindo coisas que são importantes, mas que deveriam ser periferais.”Reforma da Previdência: “O Brasil vive uma situação de injustiça social. Aqueles que se aposentam mais cedo são aqueles que ganham mais. E isso é escondido da população. Aqueles que ganham menos eles têm que chegar aos 65 anos de idade para se aposentar. Então existe uma questão aqui de dizer a verdade e isto é uma proposta que interessa ao povo brasileiro para estabelecer a justiça e para garantir que todos vão receber a aposentadoria no futuro. Por quê? Porque a minha proposta é uma proposta de resolver os problemas básicos do Brasil estabelecendo um sistema mais justo para todos e, ao mesmo tempo, fazer o Brasil crescer para que nós possamos de fato criar empregos e empregar a população. Para que, depois, todos possam também ter uma aposentadoria digna. Mas até lá possam trabalhar e ganhar a vida com dignidade.”Educação: “A minha política é baseada na competência. Tudo aquilo a que você [Haddad] se referiu, que você fez, foi possível porque o Brasil aumentou arrecadação e teve condições de criar os programas. Vou conduzir uma política econômica correta e o Brasil vai crescer muito, vai criar 10 milhões de empregos. E vamos fazer mais. Vamos poder, sim, criar mais universidades e melhorar a qualidade das universidades e a qualidade do ensino porque isso é um dos problemas que hoje os estudantes enfrentam quando saem do ensino médio ou do ensino profisisonalizante ou da universidade. Vamos aumentar a qualidade e investir fortemente, melhorando a qualidade dos professores e demanda de desempenho. É importante que o estudante exerça o direito de aprender. Não apenas o direito de passar de ano. Sobre o ProUni, vamos estender para creches para que pais e mães possam trabalhar, deixando as crianças nas creches”.Considerações finais: “Boa noite a todos, obrigado pela atenção. O que nós vimos aqui hoje foi um ringue e um show. Todos brigando contra todos, mas ninguém brigando pelo que de fato interessa a você. A minha briga é por emprego, renda e dignidade para você. Isto se conquista com trabalha, isto se conquista com um candidato eleito presidente da República que tem competência, já mostrou resultado, como eu mostrei, mostrei que sei criar empregos, e que seja alguém honesto e que tenha uma vida limpa. Alguém de confiança. Quando você vai escolher alguém para deixar o seu filho, você escolhe alguém de confiança. A confiança é a base de tudo. Por isso, eu te digo. No dia 7, chame o Meirelles e vote 15.”

GUILHERME BOULOS (PSOL)

Combate à desigualdade: “Nós temos que retomar o investimento público. Quando o governo investe em saúde, educação, moradia, saneamento básico, em todas as áreas, isso gera emprego, e melhora a vida das pessoas. E o problema do Brasil, ao contrário do que diz o Temer e a sua turma, não é falta de dinheiro. Dinheiro tem, é que está mal distribuído e não chega onde tem que chegar. Tem que ter coragem de enfrentar esse sistema de privilégios. Dinheiro vai ter se tiver coragem de fazerem os ricos pagarem imposto. Hoje, quem tem menos no Brasil paga mais. ‘Super rico’ não paga. Quem tem carro, paga imposto, o IPVA, quem tem jatinho, helicóptero, não paga nada. Tem que ter coragem de enfrentar o ‘bolsa banqueiro’. R$ 400 bilhões todos os anos que vão para pagar taxas de juros exorbitantes da dívida pública. Se enfrentar o sistema dos bancos, se enfrentar o privilégio dos ‘super ricos’, vai ter dinheiro para moradia popular, vai ter dinheiro para melhorar a vida das pessoas, para o saneamento básico, a educação, que é um tema essencial, e a saúde. Para enfrentar a desigualdade, tem que ter coragem de tomar lado”.Decisões por consulta popular: “Nós defendemos a participação popular antes de tudo, porque esse sistema político está podre. O sistema político brasileiro é o do ‘toma lá, dá cá’. Quem chega, negocia cargo e ministério em troca de apoio. Esse sistema fez um partido como o MDB, que nunca ganhou uma eleição, estar em todos os governos. Com a gente, não. Vamos botar o MDB na oposição. Democracia não pode ser apertar um botão a cada quatro anos e ir embora para casa. O povo tem que ser chamado a decidir com plebiscitos, referendos, conselhos. Uma série de reformas com participação popular, a começar com um referendo em 1º de janeiro de 2019 para revogar as medidas do Temer, a reforma trabalhista, reforma do ensino médio e a PEC do teto”.Políticas para os jovens: “Olha, Ciro, existem três questões fundamentais para a juventude. A primeira delas é viver. A nossa juventude está sendo assassinada, sobretudo, a juventude pobre e negras nas periferias. Assassinada por um regime de segurança, um sistema de segurança que, na verdade, é o sistema que lucra morte, como tráfico de armas e munições. Por isso, nós precisamos desmilitarizar as polícias. Ter um outro modelo de segurança, que reveja a política carcerária, a política de segurança pública e invista em prevenção e em inteligência. Eu não quero que os nossos jovens tenham a sua primeira arma como tem hoje. Quero que tenham o primeiro emprego. Eu não quero construir presídios, eu quero construir escolas. A primeira questão é dar uma virada na política de segurança pública para que a nossa juventude possa viver. Dar fim ao genocídio dos jovens negros nas periferias. Em relação ao emprego, é preciso dar oportunidades, retomando investimento público de verdade e efetivando a lei do jovem aprendiz, que já existe e, se fosse regulamentada e efetivada por esse governo, geraria de imediato 900 mil empregos, dando a primeira oportunidade de emprego ao jovem brasileiro.”Considerações finais: “Todos dizem que vão mudar o Brasil. Mas ninguém muda o Brasil andando com os mesmos de sempre. Eu sou candidato a presidente pela primeira vez. Mas estou há mais de 16 anos lutando ao lado das pessoas que lutam por moradia e por direitos sociais. Nessa luta, eu aprendi duas coisas muito importantes. Eu preciso ter coragem e é preciso ter lado. Se você também é contra esse sistema político falido e acredita que dá para fazer diferente, vote 50. Se você também não aceita que os planos de saúde continuem lucrando bilhões enquanto tem gente morrendo na fila do SUS, com falta de remédio e médico, vote 50. Se você também defende que as mulheres ganhem o mesmo salário que os homens, vote 50. Contra o sistema, vote no que você acredita, vote PSOL, vote Boulos 50.”

MARINA SILVA (REDE)

Emprego e teto de gastos: “O que eu vou fazer para gerar emprego? Em primeiro lugar, recuperar credibilidade. Hoje, o país está no fundo do poço em função da corrupção dos governos do PT, do PMDB e do PSDB, que hoje estão todos juntos na mesma vala comum da corrupção. Recuperar credibilidade é fundamental para poder ter investimento tanto externo como interno. E com isso nós vamos poder recuperar emprego na construção civil, vamos poder recuperar emprego no turismo e nós vamos controlar gasto público não é congelando o Orçamento público, deixando a saúde como está, como fez o governo do Temer que foi colocado onde está pelo Partido dos Trabalhadores junto com a Dilma que o escolheu para ser vice. Nós vamos controlar gasto público sim, mas fazendo com que se gaste apenas a metade do crescimento do PIB quando tiver superávit primário, porque os trabalhadores não podem pagar essa conta. Nós queremos que o Brasil volte a crescer, sobretudo combatendo corrupção que desvia R$ 200 bilhões do dinheiro do povo brasileiro.”Apoio a Haddad no segundo turno: “Eu quero falar com as mulheres que agora estão nos assistindo. Nós temos aqui sete homens e uma mulher, e eu espero, contando com seu voto, estar no segundo turno, se Deus quiser e o povo brasileiro. Com o seu voto, eu quero provar que uma mulher, de origem humilde, pode sim governar o Brasil, fazer para os pobres, mas sem roubar, com competência, com eficiência. Eu quero dizer para você que uma coisa eu tenho clara. Se fosse hoje, sabendo do que a Lava Jato trouxe, não estaria apoiando nenhuma dessas candidaturas. Eu tenho dito que se ganhar vou governar com os melhores, os melhores da sociedade, da academia, as pessoas que não se corromperam nos partidos. Eu vejo aqui um homem honrado do PT, o [Eduardo ]Suplicy, que não se corrompeu. Eu não tenho compromisso com corrupção de ninguém. Justiça para todos.” Fundo eleitoral e fundo partidário: “O fundo partidário e o fundo eleitoral estão exagerados. É dinheiro público em grande quantidade para as campanhas políticas. Eu defendo o financiamento público de campanha, mas não na quantidade que foi aprovado pelos grandes partidos, PT, PSDB, PMDB e DEM, para se perpetuarem no poder. O fundo partidário e o fundo eleitoral não precisam ser milionários e nós temos que mobilizar a sociedade para que ela possa contribuir para as campanhas. Em relação à nossa postura diante dessas questões de financiamento público de campanha, nós da Rede temos muito claro que o financiamento deve ser transparente, que a população brasileira não deve se render a essa lógica do caixa dois, por isso que nós somos contra o caixa dois, e vamos criminalizar o caixa dois que grassou nas campanhas do PT, do PMDB, do PSDB, durante as eleições de 2014, principalmente, que foi desvendado pela Lava Jato.”Considerações finais: “Eu quero falar com todos aqueles que estão nos acompanhando até agora, agradecer a vocês por estarem participando conosco do debate. Eu quero dizer uma coisa para cada um que está nos acompanhando, principalmente você mulher. Você não sabe a alegria, o orgulho que eu tenho de estar aqui representando você. Temos aqui sete homens, e você sabe o quanto é difícil uma mulher de origem pobre, analfabeta até os 16 anos, ex-empregada doméstica, estar aqui disputando honestamente, competentemente, palmo a palmo. Geralmente, quando tem uma bagunça ou uma briga dentro da família, ninguém chama o Meirelles não. Chamam uma tia, chamam uma mãe, chamam uma avó, chamam uma mulher corajosa para botar ordem na casa, unir todo mundo e fazer a família conversar. É isso que vou fazer como mulher. Não tenho ódio de ninguém e vou governar com os melhores do Brasil.”

CABO DACIOLO (PATRIOTA)

Combate à pobreza: “A democracia é muito boa mesmo. Nós estamos agora diante de uma pergunta de um banqueiro para um soldado do Corpo de Bombeiros. É muito gostoso isso. Dizer pro senhor que hoje, para conhecimento de todos, nós temos mais de 400 milhões na extrema pobreza. Nós temos mais de 50 milhões na pobreza, vivendo com R$ 400. Quando eu falo extrema pobreza, eu estou falando, vivendo com R$ 140 por mês. Sabe o que é interessante? O interessante é que o senhor fez parte do governo Lula um bom período e o senhor, naquele período, o senhor fez algo muito interessante, muito importante para a nação, o senhor diminuiu a dívida externa. Foi grandioso, hein, aquele passo? Só que, naquele ano, a taxa de juro da dívida externa era de 4,5. O senhor pegou dinheiro emprestado do banco público, numa taxa de 18%, o senhor fez o Brasil ficar endividado a quatro vezes mais. Foi isso que o senhor fez. Esse que é o cenário que nós estamos vivendo no nosso país. Infelizmente, o que acontece é que o senhor e os banqueiros do Brasil ficam roubando a nação e matando o nosso povo. Só que isso vai mudar e eu acredito, para honra e glória do senhor Jesus, que no futuro bem próximo o senhor e muitos outros vão aceitar o senhor Jesus como libertador e salvador da vida e vão começar a tratar o próximo da maneira que gostaria de ser tratado. Aí começa a mudança e a transformação. Tira o povo da pobreza.”Política de cotas: “Negros, índios, quilombolas… O país é tão jovem que temos 130 anos desde a escravidão. É tão recente tudo e estamos visualizando… Quando eu paro, penso e vejo alguém falando que vai tirar o Fies, vai tirar o ProUni, vai tirar o Bolsa Família, esta pessoa nunca passou necessidade, essa pessoa nunca andou num transporte público. Essa pessoa nunca teve o que não comer, nunca faltou comida na casa dela, para os filhos. Infelizmente, infelizmente, o mar de lama e a corrupção que estão no meio dos engravatados que não estão preocupados com o povo, com o pobre, não estão preocupados com aqueles que não tiveram oportunidade. […] Com certeza [sou a favor das cotas]! Vou fazer um trabalho muito mais amplo. Porque essas pessoas precisam ser abraçadas e não foram abraçadas há 130 anos por um erro do Brasil. Não só dos políticos, da nação brasileira de uma forma geral. O que eu vi aqui em São Paulo são favelas na calçada. As pessoas estão vendo e não fazem nada. Por que não ajudamos o próximo? Está muito além da política. Temos que tratar o próximo como gostaríamos de ser tratados”.Políticas paras mulheres: “Eu quero deixar para a nação brasileira: mulheres da nação brasileira, na minha casa, na minha família, as mulheres são prioridade. E as mulheres serão prioridade também no meu governo, vão fazer parte direto do nosso governo, vão estar conosco no nosso governo. Nomearei 50% dos ministérios homens e 50%, mulheres. Com o mesmo salário. E queremos elevar a moral das mulheres. Porque as mulheres têm uma dificuldade além dos homens: porque as crianças, os filhos, que muitas delas não têm condições de levar para creche, outras ficam com os filhos e ainda vão trabalhar, e muitos de nós não reconhecemos isso. Mulheres no nosso governo vão ser muito bem valorizadas, sim. Quero aproveitar a presença da minha mãe e da minha esposa aqui. Mãe, te amo! Minha esposa, te amo! Mulheres, amo todas vocês!”Considerações finais:“Eu quero agradecer em primeiro lugar a Deus por essa oportunidade. Eu quero pedir à nação brasileira: desperta ou tu que dorme. Desperta. O momento é de renovação, o momento é do novo, o momento é de transformarmos a nossa nação. Você que está pensando em votar branco, nulo e abstenção, nas últimas eleições nós tivemos mais de 37 milhões de brasileiros que votaram branco, nulo e abstenção, nos dê uma oportunidade. E eu quero aproveitar aqui, todos que estão nos ouvindo, 200 milhões de brasileiros. Nós vamos ser eleitos, eu quero fazer um ato profético, eu estou profetizando para a nação brasileira, eu vou ser o próximo presidente da República, pela honra e glória do nosso senhor Jesus, em primeiro turno com 51% dos votos. Você crê nisso? Sem fé é impossível agradar a Deus. Toda honra e toda glória será dada ao nosso senhor Jesus Cristo. Dizer a todos que juntos somos fortes, que nenhum passo daremos atrás, e que Deus está no controle. Mulheres brasileiras, amo vocês. Glória!”

Brasil registra 3 mil assassinatos em julho; já são 30 mil no ano

Ao menos 2.995 pessoas foram assassinadas no mês de julho deste ano no Brasil. O número, porém, é ainda maior, já que quatro estados não divulgam os dados.O índice nacional de homicídios, ferramenta criada pelo G1, permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Já são 29.980 vítimas registradas nos primeiros sete meses deste ano.O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.O mapa faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.O objetivo é, além de antecipar os dados e possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, cobrar transparência por parte dos governos.Transparência Quatro estados (Bahia, Ceará, Paraná e Piauí), entretanto, dizem ainda não ter os dados referentes a julho. Veja a justificativa de cada um:Bahia: A Secretaria da Segurança Pública informa que os dados de julho ainda estão sendo consolidados.Ceará: Segundo a Secretaria da Segurança, não há ainda o detalhamento da estatística para o mês de julho.Paraná: A Secretaria da Segurança Pública afirma que as informações solicitadas estão em fase final de homologação e devem ser divulgadas posteriormente.Piauí: A Secretaria da Segurança Pública apenas informa o total das mortes do estado, sem fazer diferenciação entre os crimes, e afirma que o delegado responsável por fazer este detalhamento está de férias.Página especial Na página especial, é possível navegar por cada um dos estados e encontrar dois vídeos: um com uma análise de um especialista indicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e outro com um diagnóstico de um representante do governo.Ambos respondem a duas perguntas:Quem são os grupos/pessoas que mais matam no estado, por que eles matam e como isso mudou ao longo da última década? O que fazer para mudar esse cenário? Apenas 3 dos 27 governos estaduais não enviaram respostas às questões em vídeo: Bahia, Ceará e Rio de Janeiro. Juntos, eles respondem por mais de 1/4 das mortes violentas no ano passado. 

Roraima suspende energia da Venezuela e opera com térmicas locais após série de apagões

A Eletrobras Roraima suspendeu o uso da energia da Venezuela e há oito dias o consumo elétrico no estado é gerado por quatro términas locais, informou nesta segunda-feira (24) o presidente da empresa, Anselmo Brasil.O motivo da suspensão foram os constantes apagões no estado. Só este ano já foram registrados 65 blecautes, quase o dobro de todo o ano de 2017, quando foram regitrados 34. Destes, 13 ocorreram em julho, dez em agosto e 34 este mês, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).Com isso, na prática, a Venezuela segue enviando energia via Linhão de Guri, no entanto, a Eletrobras suspendeu a transmissão do país vizinho e tem usado apenas o que é gerado pelas usinas térmicas do estado. Roraima é o único estado no país que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) e depende da energia venezuelana.De acordo com Brasil, a energia passou a ser fornecida pela térmicas locais às 13h30 no dia 16 de setembro, quando o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, órgão ligado ao Ministério de Mina e Energia (MME), determinou que a Eletrobras suspendesse o uso da energia importada do país vizinho.“O fornecimento de energia da Venezuela foi suspenso porque a confiabilidade estava muito baixa, com interrupções de até três vezes por dia. O MME determinou que nós suspendêssemos o fornecimento até que ele passasse a ter uma confiabilidade maior” disse.Em nota, o MME explicou que Roraima deve receber energia local até a próxima quarta (26). A partir daí, haverá uma reunião para avaliar a confiabilidade elétrica e definir se segue com o plano ou retoma o fornecimento da Venezuela.