COP30: Brasil não está “maquiando” Belém, diz Tereza Campello

A diretora Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, afirmou nesta quarta-feira (9), que a COP30 vai trazer mudanças estruturais para a cidade de Belém, sede do evento internacional, e não apenas uma maquiagem para que os visitantes de outros países possam ver. Segundo ela, apenas as obras que estão sendo realizadas pelo BNDES, contribuirão para que 500 mil pessoas deixem de viver em áreas vulneráveis, constantemente alagadas.

“Todas as nossas intervenções estão fora das áreas onde os turistas vão passar, provavelmente ninguém vai ver as obras que estamos fazendo. Belém vai deixar de ter 500 mil pessoas que vivem em situação de risco”, disse nesta quarta-feira (9), do seminário A Transição Energética e a Sustentabilidade do Futuro, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

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“Não estamos fazendo isso para maquiar Belém, são obras estruturais, investimentos super estratégicos”, acrescentou. Segundo Campello, apenas duas obras estão no chamado polígono da COP30 – área onde as pessoas que irão para o evento deverão circular.

A diretora também rebateu críticas de que a cidade não está preparada para o evento.

“O presidente Lula, quando chamou a COP para Belém, não estava achando que Belém ia se transformar numa outra coisa. Ele sabia dos desafios não só logísticos, mas que são históricos, né, do Norte do país com relação ao saneamento e o que o mundo ia acabar vendo. Eu acho que o que ele queria era isso mesmo, que o mundo visse uma Amazônia não idílica”, defendeu.

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Segundo Campello, o BNDES e o governo estão atuando para solucionar os problemas de falta de hospedagem na cidade. “É um problema que nós temos que resolver mesmo. E estamos batalhando para que isso aconteça”.

Investimento em outras cidades

De acordo com Campello, o modelo de investimento que está sendo empregado em Belém para a COP30 poderá ser replicado em outras cidades, contribuindo para a adaptação de locais mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, como calor excessivo e alagamentos.

“Estamos investindo e apostando em poder ter esse perfil de investimento em outras cidades brasileiras. Sabemos que a agenda de adaptação não é uma agenda trivial, é estratégica para o mundo. Temos que nos preparar para a transição [energética] e parte do que geramos no mundo destruindo a natureza e emitindo muito carbono já está fazendo com que a maior parte da população sofra com eventos climáticos dramáticos”, disse.

De acordo com a diretora, é necessário, no entanto, mais recursos para que esses investimentos sejam possíveis.

“Nós precisamos de recursos, porque os países em desenvolvimento, os países pobres, serão os mais atingidos e não têm recursos para fazer frente a essas mudanças”.

A Conferência das Nações Unidas para Mudanças do Clima (COP30) será em novembro deste ano, em Belém. A COP30 é um espaço onde os países discutem medidas para limitar o aquecimento da terra produzido, principalmente, pela queima de combustíveis fósseis. O aquecimento do planeta produz desastres climáticos e compromete a segurança dos povos em todo o mundo.

Câncer de mama: manifestação cobra acesso a tratamento aprovado no SUS

Pacientes oncológicas e representantes da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) realizam nesta quarta-feira (9) manifestação, em frente ao Ministério da Saúde, em Brasília, em prol do acesso a tratamentos para a doença em estágio avançado e metastático via Sistema Único de Saúde (SUS) já aprovados, mas ainda não disponibilizados.

O objetivo, segundo a Coordenadora de comunicação da Femama, Mely Paredes, é sensibilizar a pasta a promover o acesso a medicamentos que já constam no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do câncer de mama, conhecido como PCDT Rosa, publicado em dezembro do ano passado.

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“A função desse protocolo, a razão dele existir é que ele padroniza e regulamenta todas as linhas de cuidado do câncer de mama, com todas as medicações de cada linha de tratamento. A gente tinha medicações que tinham sido incorporadas em 2021 e 2022 para câncer de mama metastático e avançado que não eram disponibilizadas para os pacientes porque não tinha regulamentação”, explicou Mely.

A mobilização desta quarta-feira faz parte da campanha PCDT Rosa: quantos passos faltam?, que faz alusão à caminhada pelo acesso ao tratamento para câncer de mama, colocando em passos dados o tempo de aprovação e a disponibilização das terapias na rede pública.

“Em 5 de junho deste ano, completaram-se seis meses da publicação do documento e o acesso às medicações para tratamento de câncer de mama avançado e metastático ainda não acontece. O que acontece com essas pacientes? Não é que elas ficam sem tratamento. Elas recebem os tratamentos disponíveis dentro dos centros de saúde, mas que não são os mais adequados.”


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Entenda

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de câncer de mama, aprovado em dezembro de 2024, tem como objetivo otimizar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da doença no SUS, padronizando o cuidado e regulamentando a disponibilização de terapias.

Segundo a Femama, apesar da aprovação do documento, grande parte das mulheres com câncer de mama avançado e metastático em jornada oncológica na rede pública não têm acesso aos novos medicamentos incorporados, o que reduz a qualidade de vida e mesmo a taxa de sobrevida.

“Partindo da compreensão de que os marcos legais são apenas o início do percurso percorrido rumo ao pleno acesso ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, a iniciativa da Femama destaca que a efetividade de uma política pública reside na disponibilização integral ao paciente de tudo aquilo que a regulamentação estabelece.”

Medicamentos

Em 2021 e 2022, duas portarias oficializaram a incorporação de inibidores de ciclina e da medicação trastuzumabe entansina no SUS. Para a Femama, os documentos representam os primeiros passos de uma longa caminhada. A partir das publicações, a entidade organizou a campanha PCDT Rosa: quantos passos faltam?, que remete a um percurso, similar aos aplicativos de caminhada e corrida, para mostrar o quanto já se caminhou desde a incorporação dos tratamentos.

Números

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que são esperados cerca de 74 mil novos casos anuais de câncer de mama no Brasil. A Femama destaca ainda que cerca de 75% da população brasileira, atualmente, depende exclusivamente do SUS.

“Ao se considerar que uma pessoa saudável caminha cerca de 7 mil passos por dia e que essa caminhada teve início em 2021, mais de 8,9 milhões de passos foram dados até o marco dos seis meses da publicação do PCDT, em junho de 2025, sem que a disponibilização igualitária dos novos medicamentos para as pacientes fosse uma realidade.”

Histórias

Cintia Cerqueira, 49 anos, trabalhava com confeitaria e artesanato até receber, em 2018, o diagnóstico de câncer de mama. No ano seguinte, a doença já havia atingido os ossos e o cérebro. Ao longo dos últimos sete anos, portanto, ela convive com um quadro de metástase – quando células cancerígenas se espalham de um tumor primário para outras partes do corpo, formando novos tumores em locais distantes.

Cintia Cerqueira participa de ato das integrantes da FEMAMA e pacientes oncológicas em frente ao Ministério da Saúde. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Durante o período, Cintia passou por um total de três craniotomias, além de sessões de radioterapia na lombar e no fêmur. Para ter acesso aos medicamentos considerados mais adequados para o seu quadro, precisou acionar a Justiça. Ainda assim, passou cerca de oito meses aguardando para receber o tratamento indicado pelo oncologista.

 

“Eles cuidam daqueles que têm chance de ser curado, mas não cuidam dos que não têm chance de cura. Antes, eu não andava. Ficava mais deitada, não dava conta de varrer uma casa. Hoje, eu ando. Mudou minha vida completamente. A qualidade é outra. Tudo por causa da medicação”, contou.

“Dói mais que o câncer saber que existe um medicamento que pode te dar vida, mas que você não tem acesso. O que a gente quer é o mesmo direito que quem tem um câncer primário tem. Não porque somos melhores, mas porque não temos tempo pra esperar. Nossa luta é diária pra que os medicamentos sejam liberados.”

 

Lula defende aproximação entre Mercosul e Sudeste Asiático

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), que uma aproximação entre os países do Cone Sul e do Sudeste Asiático seria benéfica para o comércio global. Lula recebeu o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, em visita oficial de Estado.

Segundo o Itamaraty, a visita reforça a prioridade conferida à Ásia na política externa brasileira e os interesses no estreitamento das relações com Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

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O Cone Sul é a área mais ao sul do continente americano, que inclui o Chile e os países do Mercosul, e, entre eles, o Brasil. Já o Sudeste Asiático é a região ao sul da China, que engloba países populosos como as Filipinas, o Vietnã e a Indonésia.

O encontro ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, na sequência da participação de Subianto na 17ª Cúpula do Brics, realizada no domingo (6) e na segunda-feira (7), no Rio de Janeiro. Anunciada neste ano, a Indonésia foi um dos últimos membros plenos a entrar no bloco.

“A Asean é um bloco de 680 milhões de habitantes e tem experimentado crescimento econômico acelerado e rápida evolução tecnológica. Seu PIB [Produto Interno Bruto – soma das riquezas] agregado é de US$ 4 trilhões, o que representa a quarta economia do mundo, atrás de Estados Unidos, China e Japão. Espero consolidar esses laços na próxima cúpula do grupo, em outubro, na Malásia”, disse Lula, sobre sua participação no evento da Asean.


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O presidente da Indonésia convidou Lula para uma visita de Estado no país, no mesmo período. Os dois países mantêm parceria estratégica desde 2008 e têm cooperação nas áreas de agricultura, finanças, educação, energia e mineração, além de erradicação da pobreza e promoção de comércio e investimento.

Como presidente do Mercosul neste semestre, o Brasil vai atuar para a celebração de um acordo do bloco sul-americano com a Indonésia, que é o quarto país asiático mais populoso do mundo, com 280 milhões de habitantes. Lula falou sobre os esforços para a diversificação e ampliação do comércio do Brasil com a Indonésia, sobretudo no setor de carne bovina e na área de defesa.

“No ano passado, atingimos o maior fluxo de comércio bilateral em nossa história. A Indonésia já é o quinto maior destino dos produtos do agronegócio brasileiro. Queremos facilitar o comércio de carne bovina brasileira, que pode contribuir para a segurança alimentar do povo indonésio. Conversamos sobre a diversificação do nosso intercâmbio comercial, incluindo nas áreas de aviação civil e de produtos de defesa”, disse.

 

 Cerimônia oficial de chegada do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto. Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agên

Em 2024, o comércio bilateral Brasil-Indonésia alcançou US$ 6,34 bilhões. As exportações brasileiras somaram US$ 4,46 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 1,87 bilhão.

Pelo lado brasileiro, há interesse de aprofundar o diálogo sobre minerais estratégicos, utilizados na transição energética. “O Brasil pode se inspirar no exemplo indonésio, em especial nos incentivos para que o beneficiamento desses recursos ocorra localmente”, afirmou Lula.

Já a Indonésia quer aprender com a experiência brasileira nos setores de biocombustíveis e agricultura. “O presidente Lula já aceitou o pedido para enviar equipes de especialistas para estudo, do ponto de vista da inovação, modernização e tecnologias agrícolas”, disse o presidente Prabowo Subianto, também manifestando interesse na cooperação para transferência de tecnologias no setor de defesa, como mísseis e submarinos, e para treinamento de militares.

Temas globais

Os dois presidentes também manifestaram o alinhamento nos principais temas internacionais, como a defesa do diálogo para o fim da guerra na Ucrânia e solução em dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos, no Oriente Médio.

“Nossos países também têm denunciado incansavelmente as atrocidades cometidas contra a população palestina em Gaza. Nunca tivemos medo de apontar a hipocrisia dos que se calam diante das mais flagrantes violações do nosso tempo. Reconhecer o Estado palestino e permitir seu ingresso como membro pleno da ONU [Organização das Nações Unidas] é garantir a simetria necessária para viabilizar a solução de dois Estados”, disse Lula.

Segundo o governo brasileiro, as afinidades entre Indonésia e Brasil se expressam também no combate à fome e à pobreza e no enfrentamento à mudança do clima. O governo indonésio trabalha na implementação de um amplo programa de alimentação escolar no país e tem como referência a experiência brasileira do Programa Nacional de Alimentação Escolar. “A Aliança Global contra a Fome a Pobreza, criada pela presidência brasileira do G20, vai contribuir para transformar esse plano em realidade”, reforçou Lula.

A cooperação com a Indonésia também é estratégica na agenda de proteção florestal, já que o país abriga a terceira maior floresta tropical do mundo, na Bacia de Bornéu-Mekong. Os dois países integram o grupo Unidos por Nossas Florestas e o comitê diretor do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que tem o objetivo de remunerar países em desenvolvimento que mantêm suas florestas em pé.

“Também estamos entre os maiores produtores de bioenergia do mundo. Juntos, podemos criar um mercado global de biocombustíveis, que contribuirá para descarbonizar os setores marítimo e de aviação. É possível produzir bioenergia de forma sustentável. Mas a definição de padrões de sustentabilidade deve ser feita na esfera multilateral, e não imposta unilateralmente por alguns países ou blocos”, defendeu o presidente brasileiro.

 

DF tem dois casos de raiva em morcegos e Saúde intensifica cuidados

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou dois casos de raiva em morcegos. Em comunicado de risco, é relatado que, no último dia 5, laudo de exame laboratorial testou positivo para raiva em morcego recolhido na região administrativa de Sobradinho. Três dias antes, outro laudo havia apresentado resultado positivo para um morcego recolhido em Planaltina.

Ambos os morcegos são da espécie Artibeus lituratus, conhecida como morcego-da-cara-branca, que se alimenta de frutos. Os animais que testaram positivo, segundo a secretaria, tiveram contato apenas com cães, “não tendo se verificado exposição humana”.

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“Diante do cenário epidemiológico atual, que evidencia a circulação do vírus da raiva em morcegos do Distrito Federal, e considerando a altíssima letalidade da doença – aproximadamente 100% – torna-se imprescindível intensificar as medidas de prevenção, vigilância e controle”, informou a Secretaria de Saúde.

Ainda segundo o comunicado, ao longo dos próximos dias, a vigilância sanitária fará a instalação de armadilhas para morcegos, visando realizar estudos laboratoriais. A orientação é que, caso algum morador tenha contato direto ou encontre morcegos em áreas comuns ou privativas, comunique imediatamente para que providências adequadas sejam tomadas.

Outras recomendações importantes listadas pela secretaria à população incluem:

– acionar a equipe de zoonoses pelos telefones (61) 3449-4432/4434 ou por meio do Disque Saúde (160) ao encontrar morcegos ou animais silvestres caídos ou suspeitos e não tentar recolhê-los ou manipulá-los;

– vacinação anual de cães e gatos, realizada em campanhas promovidas pela própria secretaria, assim como a vacinação de rebanhos, acompanhada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri);

– evitar tocar, alimentar ou domiciliar animais silvestres, uma vez que a circulação do vírus em espécies de vida livre não pode ser determinada com precisão, sendo impossível garantir que o animal está saudável;

– diante de casos de acidente com morcegos, animais silvestres ou animais desconhecidos, deve-se lavar o ferimento com água e sabão e procurar uma unidade de saúde mais próxima para avaliar a necessidade de profilaxia com vacina.

Mais informações sobre raiva e sobre a profilaxia antirrábica, assim como ações de recolhimento de animais e locais disponíveis para vacinação, podem sem encontradas no endereço.  

Em caso de dúvida, a orientação é contatar a área técnica responsável por meio do telefone (61) 3449-4439 ou do e-mail.

A doença

De acordo com a secretaria, a raiva é uma doença causada por um Lyssavirus que provoca encefalite progressiva e fatal em mamíferos, incluindo seres humanos. A transmissão do vírus ocorre por meio de saliva contaminada, a partir de mordedura, arranhadura ou mesmo lambedura de animais infectados.

No local da lesão, o vírus alcança as terminações nervosas e migra, por meio dos nervos periféricos, até alcançar o cérebro e as glândulas salivares, por onde é eliminado.

O quadro neurológico, uma vez instalado, evolui para óbito em praticamente todos os casos. Não existe tratamento comprovadamente eficaz para a raiva, apenas protocolos experimentais de significado clínico limitado — há somente cinco registros de cura em todo o mundo, com sequelas graves e permanentes.

“Desta forma, a única estratégia para o controle da doença em seres humanos consiste na realização dos esquemas de profilaxia com vacina e soro, conforme recomendações internacionais e do Ministério da Saúde”, ressaltou a secretaria.

Filme mostra reencontro de pai e filhas indígenas 40 anos depois

A busca de Sueli e Maiza – da etnia Tikmũ’ũn, também conhecida como Maxakali – por mais de 40 anos, pelo pai Luís, Guarani-Kaiowá, é o ponto central do documentário Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá. Os três foram separados durante a ditadura militar no Brasil, quando era comum o regime deslocar indígenas das suas regiões a outras do país para serem usados em trabalhos forçados e a realizar a ocupação das terras onde moravam.

O filme representa a luta de povos indígenas que, além dos deslocamentos de aldeias, passaram pela precariedade de territórios originários e redução da quantidade de indivíduos das populações. O documentário, que entra no circuito dos cinemas nesta quinta-feira (10), mostra as histórias que conectaram os povos indígenas Tikmũ’ũn, também chamados de Maxakali, do nordeste de Minas Gerais, e Guarani-Kaiowá, do sul de Mato Grosso do Sul.

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Luís Kaiowá chegou às terras dos Maxakali levado pelos administradores da Fundação Nacional do Índio (Funai) no início do período da ditadura. Antes de ser deslocado para lá, com mais quatro parentes, saiu da região de ocupação tradicional dos Guarani-Kaiowá perto da atual cidade de Dourados (MS). A caminhada foi interrompida por agentes do Estado brasileiro, que os levaram depois de São Paulo ao Rio de Janeiro, seguindo para Belo Horizonte e Resplendor, em Minas Gerais. Por fim, ele e o primo José Lino foram os únicos do grupo original conduzidos ao Posto Indígena Mariano de Oliveira, na aldeia Maxakali de Água Boa, onde viveram mais de 15 anos.

Do casamento com Noêmia Maxakali nasceram Maiza e Sueli. A separação do pai ocorreu pouco mais de dois meses após o nascimento da mais nova. Ele e o primo foram deslocados para Mato Grosso do Sul e nunca mais voltaram. Depois disso, as filhas que cresceram entre os Maxakali não tiveram notícias do pai. Atualmente, a professora, cineasta e artesã Sueli é uma das principais lideranças dos Maxakali, que vivem nas aldeias Água Boa, Pradinho, Aldeia Verde, Cachoeirinha e Aldeia-Escola-Floresta, nos municípios de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, no nordeste de Minas Gerais.

A situação de afastamento de pai e filhas começou a mudar com a entrada da internet nas aldeias e com a participação de Sueli em encontros indígenas. A partir daí, ela começou a ter as primeiras notícias sobre a localização de Luís. Por meio do Facebook, as irmãs fizeram contato com as primas Marlene e Clara Kaiowá. Com elas souberam que o pai ainda estava vivo e morava perto de Dourados. 

Durante algum tempo, Sueli e Maiza receberam notícias do pai por meio das primas. Em contato em 2019, da antropóloga Tatiane Klein, que já trabalhava com os Kaiowá, com o antropólogo Roberto Romero, que fazia pesquisas com os Maxakali, começou a troca de fotos e de vídeos dos três, ainda em terras diferentes, até que mais de 40 anos depois, Sueli, enfim, conseguiu falar com o pai por telefone. Ainda sob impacto da comunicação, ela pediu ajuda para escrever um projeto de filme, fazer a viagem e encontrá-lo.

Antropólogo e coordenador do projeto Hãmhi | Terra Viva, Roberto Romero, é codiretor do filme Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá. Foto Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Divulgação

“No filme tem o encontro dela com o pai. Foi um sonho que ela realizou e ele se tornou um grande rezador Kaiowá e grande conhecedor dos cantos do povo, talvez até pela experiência que teve no contato com os Maxakali”, contou em entrevista à Agência Brasil, o antropólogo Roberto Romero, codiretor do documentário, que há 15 anos convive com os Tikmũ’ũn e os escolheu para tema do mestrado e do doutorado.

Covid-19

Em um caminho de tanta dificuldade, surgiu mais um obstáculo quando se preparavam para a viagem. O surgimento da pandemia da covid-19 adiou os planos. Com a chegada da vacina e a queda dos casos da doença o projeto foi retomado para a aguardada viagem.

Ritos

O documentário Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá também mostra a vida dos Tikmũ’ũn e dos Kaiowá. Em uma sequência pode-se acompanhar os preparativos de rituais para a partida de Sueli e Maiza da Aldeia-Escola-Floresta, onde vivem, para o encontro com o pai. A saída é anunciada em grande ritual do gavião-espírito Mõgmõka. Ao mesmo tempo, em Mato Grosso do Sul, havia expectativa pela chegada dos parentes Maxakali.

“Vários outros povos foram vítimas dos crimes do Pinheiro [Manuel dos Santos Pinheiro capitão da Polícia Militar que chefiou a Funai na ditadura militar]. Ele fundou o reformatório Krenak, que era um centro de detenção de indígenas, e o componente Maxakali dessa história da ditadura militar nunca foi reconhecido. Não se fala nisso e foram eles os responsáveis pelo desmatamento total. Esse capitão manteve fazendas no território Maxakali e articulou os fazendeiros contra eles. Os fazendeiros só foram desintrusados do território Maxakali nos anos 2000, porém outro invasor, costumo dizer, permaneceu no território, que foram o capim colonião e a brachiaria.”, disse Roberto Romero.

Terra Viva

Doutor em antropologia pelo Museu Nacional (UFRJ), desde 2023 Romero integra a equipe de coordenadores do projeto Hãmhi | Terra Viva, que forma agentes agroflorestais e viveiristas indígenas Tikmũ’ũn para fazer a recuperação dos territórios da etnia, incluindo a ocupação das terras, o replantio de vegetação nativa e a produção de alimentos.

“Atualmente esse projeto, que surgiu em 2023, é a primeira chance real de nós, que trabalhamos com os Tikmũ’ũn há mais de 15 anos, vermos a possibilidade concreta de restaurar o território, já que todo conhecimento das plantas, da fauna, das técnicas como a tecelagem da embaúba, que está baseada na floresta e no conhecimento da Mata Atlântica, eles perderam. Retomar a Mata Atlântica nos territórios é uma justiça de reparação contra os crimes da ditadura”, afirmou Romero.

O antropólogo alertou que embora os Maxakali vivam um processo de recuperação demográfica, eles enfrentam uma situação sanitária que deveria chamar a atenção de todo o país. “As crianças Tikmũ’ũn de 1 a 4 anos morrem 30 vezes mais do que as crianças das cidades onde estão situados os territórios, que já são os IDHs [índices de desenvolvimento humano] mais baixos de Minas Gerais. Os adultos Maxakali não passam geralmente dos 60 anos, às vezes nem dos 50”, revelou.

“Em termos de cultura oral, perder os idosos, os mais velhos é perder uma biblioteca. Temos bibliotecas morrendo. Eles morrem como se estivessem em fila, uma morte atrás da outra no cotidiano. As atividades do projeto são frequentemente interrompidas devido a óbitos de crianças e adultos. A ideia é chamar a atenção nacional para o quadro e a situação gravíssima dos Maxakali, pela falta de conhecimento dessa cultura fantástica que habita a região do Vale do Mucuri, em Minas Gerais, e, ao mesmo tempo, que tem incorporado nova tecnologia que é o filme”, completou.

Sueli Maxakali, lembrou que o conhecimento e a sabedoria do seu povo estão na memória que a etnia quer preservar. “Hoje, temos o projeto Hãmhi de reflorestamento que estamos fazendo, evoluindo, para a gente poder reflorestar as cinco aldeias. É muito importante para nós. O povo maxakali é povo do canto e a memória viva que a gente leva também para fora [das aldeias], para vocês terem o conhecimento”, disse à Agência Brasil.

Sueli lembrou que os casos de violações dos direitos dos Maxakali causaram medo no seu povo, obrigado a apagar as memórias.

“Estamos aqui, para colocar [mostrar o que fazem], porque agora nós temos confiança, temos uns parceiros que estão junto, mas antes tínhamos muito medo, porque éramos forçados a apagar a nossa memória, nossos costumes e nossa tradição. Hoje não, estamos levando para estudantes de fora das nossas aldeias, para terem conhecimento e reconhecerem que ainda existimos, ainda estamos aqui”, afirmou a líder.

Conforme o Censo de 2022, existem mais de 300 etnias indígenas no Brasil. Entre elas, 19 vivem no estado de Minas Gerais. A população Maxakali é estimada em 2.629 habitantes.

Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que a região onde moram é uma das que mais aqueceram no país nos últimos anos. Os Maxakali, vivem nas aldeias Água Boa, Pradinho, Aldeia Verde, Cachoeirinha e Aldeia-Escola-Floresta, nos municípios de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, no nordeste de Minas Gerais.

Festival Cinesur, em Bonito, destaca cinema sul-americano e inclusão

A diversidade estética e temática do cinema sul-americano contemporâneo marca a terceira edição do Festival CineSur. Realizado na cidade de Bonito (MS), a edição deste ano reúne filmes de nove países da América do Sul, consolidando o evento como espaço de encontro entre culturas e linguagens desse imenso território.

Participam do festival longas e curtas produzidos no Brasil, na Argentina, no Peru, Chile, na Bolívia, Colômbia, Venezuela, no Uruguai e Equador, além de coproduções com países fora da América do Sul. Segundo a organização do festival, as obras refletem a diversidade presente no território e abordam reflexões sociais, ambientais e experiências visuais marcantes.

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“É um festival que se propõe a apresentar um conjunto de novos filmes a cada ano, em duas mostras competitivas sul-americanas, sendo uma delas exclusivamente com filmes que tratam da questão ambiental. Além dos filmes, reúne atrizes, atores, diretores, além de outros profissionais que compõem a cadeia produtiva do cinema para discutir a produção e a visibilidade dos filmes no nosso próprio continente e em outros mercados”, disse Nilson Rodrigues, criador e diretor do festival.

Em entrevista à Agência Brasil, ele ressaltou a importância de um evento como este, mesmo ocorrendo em uma cidade onde ainda não há salas de cinema.

“É preciso conhecer a riqueza da produção audiovisual da América do Sul e criar condições para que haja circulação das produções entre os países do continente. Há um grande mercado a ser explorado, são muitos países, muita gente e um grande potencial econômico”, afirmou. “O festival ocorre em dois auditórios com capacidade para 260 lugares, que são adaptados para se ter a melhor projeção cinematográfica e possibilitar que o espectador tenha a experiência e a sensação de estar em uma sala de cinema”.

Calçada da fama

Para valorizar ainda mais essa cultura cinematográfica, neste ano será criada a Calçada da Fama, inspirada na que existe nos Estados Unidos, mas com uma ‘pegada’ brasileira. “Nós faremos uma placa com dez nomes de animais do Pantanal e dez nomes de importantes artistas do cinema sul-americano que estarão no festival. Essa placa tem o nome de ‘pegadas da memória do cinema sul-americano’, que será alimentada a cada edição do festival”, explicou o diretor do CineSur.

“Ao lado da pata de um animal, o artista imprimirá a palma de sua mão, transmitindo a seguinte mensagem: ‘andamos juntos com os outros seres vivos do planeta’. Essas placas ficarão expostas na praça da cidade e depois serão transferidas para o cinema que será construído em Bonito”, acrescentou.

A primeira atriz que vai figurar nessa calçada da fama é a paraguaia Ana Brun, que será homenageada na edição deste ano. A palma da mão de Ana Brun, que já venceu o Urso de Prata de melhor interpretação feminina no Festival de Cinema de Berlim por sua atuação em As Herdeiras, será colocada ao lado da pata de uma onça pintada.

Filmes

Entre os longas que participam da seleção deste ano está Brasiliana – O Musical Negro Que Apresentou O Brasil Ao Mundo, de Joel Zito Araújo, premiado documentário que faz profunda pesquisa de arquivos para reconstruir a trajetória de um espetáculo de teatro de revista que percorreu mais de 90 países ao longo de suas duas décadas e meia de atividade, mas, no Brasil, acabou experimentando um apagamento histórico.

Também participam da mostra o equatoriano Chuzalongo; a coprodução Oro Amargo, realizada entre Chile, Uruguai e Alemanha; o argentino Quinografia; e o peruano Redención, entre outros.

Temática ambiental

A temática ambiental é um dos pilares do festival. Nesse eixo participam filmes como Karuara: o Povo do Rio, uma produção peruana; e os filmes brasileiros Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, Rua do Pescador Nº 6 e Sinfonia da Sobrevivência.

“Bonito é uma experiência muito bem-sucedida de ecoturismo responsável e sustentável, e por isso fazemos dentro do festival uma mostra de cinema ambiental, onde os temas mais importantes referentes aos grandes desafios da preservação do planeta estão presentes”, disse Rodrigues.

Além de incluir essa reflexão ambiental e de se promover como uma mostra sustentável, o festival busca sempre ampliar o diálogo com a comunidade, fomentando a economia criativa local e oferecendo diversas ações formativas, como o inédito programa Cinesur Educa.

Outro destaque é que o festival apresenta neste ano uma seleção de seis filmes produzidos no estado de Mato Grosso do Sul, como A Última Porteira, Eleonora, Enigmas no Rolê, Jardim de Pedra – Vida e Morte de Glauce Rocha, Koi e o Rio e Tempestade Ocre.

“Há o envolvimento da cidade tanto na força de trabalho que produz o festival quanto nas experiências que o audiovisual permite de interseção com a comunidade, com realização de oficinas para estudantes e moradores, onde eles se expressam em filmes que serão mostrados dentro do festival. Também operamos com compensação de carbono, onde a emissão de gases é medida e, ao final do evento, tudo o que foi emitido será neutralizado por ações compensatórias”, disse o diretor do festival.

Todas as atividades promovidas pelo CineSur são gratuitas, sejam as que ocorrem nas salas de exibição ou nas praças públicas. Mais informações sobre o festival, que será realizado de 25 de julho a 2 de agosto no Centro de Convenções de Bonito, podem ser obtidas no site do evento.

Preços das apostas das Loterias Caixa aumentam a partir desta quarta

As apostas das Loterias Caixa aumentam de preços, a partir desta quarta-feira (9). O reajuste alcança as modalidades como a Dupla Sena, Quina, Lotofácil, Mega-Sena, Loteca e Super Sete.

De acordo com a Caixa, o aumento busca ampliar as premiações e fortalecer os repasses sociais, contribuindo para o desenvolvimento do país.

“A atualização tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e aumentar os repasses sociais que beneficiam milhões de brasileiros”, informa o banco, em comunicado.

Confira abaixo o cronograma de ajuste e os novos valores por modalidade:

Modalidade

Novos Valores

Nº do Concurso

Abertura de Apostas

Sorteio

Dupla Sena

    R$ 3,00

     2.832

        09/07/2025

 11/07/2025

Quina

    R$ 3,00

     6.770

        09/07/2025

 10/07/2025

Lotofácil

    R$ 3,50

     3.439

        09/07/2025

 10/07/2025

Loteca

    R$ 4,00

     1.202

        09/07/2025

 14/07/3035

Mega-Sena

    R$ 6,00  

      2.887

        10/07/2025

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  01/08/2025

Trânsito e serviços de São Paulo mudam neste feriado de 9 de julho

O estado de São Paulo celebra nesta quarta-feira o feriado de 9 de julho, que relembra a Revolução Constitucionalista. A data é uma referência ao levante armado paulista contra o governo provisório de Getúlio Vargas em 1932. 

Por conta do feriado, a capital paulista suspendeu o rodízio municipal de veículos e o de veículos pesados e, também, as zonas de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC); e a de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF).

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As avenidas Liberdade e Paulista ficarão fechadas ao tráfego de veículos e abertas para área de lazer, das 9h às 16h. Já as faixas exclusivas de ônibus foram liberadas e ativada a ciclofaixa de lazer. O estacionamento rotativo pago (Zona Azul) funcionará conforme a sinalização do local.

Nos postos de venda em terminais de ônibus e no Expresso Tiradentes, o atendimento será das 6h às 22h. Já os postos Jabaquara, Santana e o Posto Central da SPTrans estarão fechados.

Os 60 Centros Educacionais Unificados (CEUs) vão estar abertos, das 8h às 18h, com uma programação especial de atividades esportivas, culturais e recreativas. Os mercados Lapa e São Miguel e o Sacolão da Lapa não terão atendimento ao público.

A Estação Cidadania estará aberta, das 7h às 19h, apenas para serviços de alimentação e banho. Já o serviço de comunicação de pessoas desaparecidas por WhatsApp e todos os 52 Conselhos Tutelares, vão trabalhar no regime de plantão por meio de celulares de apoio.

Um total de 16 serviços estarão sem atendimento ao público, entre eles, os Postos Avançados de Atendimento à Mulher das Estações do Metrô Santa Cecília e da Luz; as Unidades Móveis LGBTI; e a Ouvidoria de Direitos Humanos.

Na área da saúde, as Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) integradas operam normalmente, sendo que, na UBS, o atendimento será exclusivamente para vacinação contra gripe, Covid-19 e multivacinação.

Serviços estaduais

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), os hospitais estaduais mantêm o funcionamento normal para atendimento às urgências e emergências, tanto nos prontos-socorros quanto nos setores de internação e centros cirúrgicos.

Os postos de doação da Pró-Sangue Clínicas e Osasco funcionarão, excepcionalmente, nesta quarta-feira, das 8h às 16h. Os postos do Mandaqui, Barueri e Dante Pazzanese estarão fechados. Para mais informações, acesse: www.prosangue.sp.gov.br.

Em relação às Farmácias de Medicamentos Especializados (FME), a Unidade Dispensadora Tenente Pena terá expediente normal. As demais unidades não funcionarão, assim como os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs).

O intervalo médio entre os trens do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) no feriado será o mesmo do praticado aos domingos. No caso dos trens da CPTM, haverá mudanças na operação para obras de melhorias e modernização ao longo da via férrea.

Feriado

O dia 9 de julho entrou para o calendário oficial de São Paulo com a aprovação, em 1997, da Lei 9.497 pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sancionada pelo então governador do estado Mário Covas. 

O feriado, comemorado em todo o estado de São Paulo, marca a memória da Revolução Constitucionalista de 1932, quando houve uma revolta armada dos paulistas e voluntários aliados de outros pontos do país contra o governo provisório do presidente Getúlio Vargas. Os paulistas acusavam Vargas de ditador e exigiam uma nova Constituição.

Apoiado pelas forças armadas federais, Vargas tinha tomado o poder com a derrubada do governo de Washington Luís e o impedimento da posse de Júlio Prestes, em 1930. O episódio marcou o fim da chamada “República do Café com Leite”, quando políticos de São Paulo e Minas Gerais alternavam-se no comando da Presidência da República.  A referência ao café deve-se à produção cafeeira paulista e a leiteira em Minas. A época ficou conhecida também como “República Velha”.

Apesar de ter seu epicentro em São Paulo, a revolta contra Getúlio Vargas contou com setores revoltosos de várias forças do país, como as do Mato Grosso. No entanto, o exército federal, maior e mais bem equipado, suprimiu os conflitos que aconteciam nas divisas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. 

As batalhas duraram cerca de três meses, de julho a outubro de 1932, com a rendição dos paulistas em 2 de outubro. O dia 9 de julho ficou marcado por ter sido um dos momentos mais emblemáticos do conflito, com a chegada de voluntários de vários locais do país para engrossar as fileiras das forças paulistas.

Consulta sobre Plano Nacional do Livro e Leitura vai até 8 de agosto

Os ministérios da Cultura e da Educação lançaram uma consulta pública sobre o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2025-2035.

O objetivo é ouvir a população sobre as ações para o desenvolvimento da leitura no Brasil. As sugestões podem estar relacionas a livros, leitura, literatura, escrita e bibliotecas do país para os próximos dez anos. O processo pretende nortear a elaboração do novo PNLL.

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A consulta pública está aberta na plataforma Participa + Brasil até 8 de agosto.

Plano nacional

O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) é um conjunto amplo de políticas e ações de valorização do livro e da leitura realizadas pelo Estado e pela sociedade.

O documento também serve de instrumento para que estados, municípios e o Distrito Federal e a sociedade civil desenvolvam o livro, a leitura e a literatura em seus territórios, conheçam e usem as novas leis e instrumentos de gestão cultural aprovados desde 2023.

“É preciso promover o melhor uso desses recursos tanto financeiros quanto de gestão, em prol da leitura, da ampliação do número e qualificação das bibliotecas, dos eventos literários, mediação de leitura, da circulação de escritores e escritoras, da publicação e formação em escrita, entre tantos outros”, diz o trecho da consulta pública na plataforma.

Luisa Stefani vai a final de duplas mistas no Torneio de Wimbledon

Única brasileira remanescente no Torneio de Wimbledon, em Londres, a tenista Luisa Stefani está a uma vitória do título de duplas mistas, em parceria com o britânico Joe Salisbury. Nesta terça-feira (8), eles se classificaram à final após derrotarem os favoritos Marcelo Arevalo (El Salvador) e Zhang Shuai (China) – cabeças de chave 2 – por 2 sets a 0, com parciais de 7/6(8-6) e 7/6(7-4).  Stefani e Salisbury decidirão o título na quinta (10) contra a dupla do holandês Sem Verbeek com a tcheca Katerina Siniaková. O horário ainda será definido pelos organizadores.

“Super feliz e animada pra ir com tudo nessa final. Mais um grande jogo, adversários fortíssimos e decidido no detalhe. Encaixamos alguns pontos muito bem jogados nos dois tie-breaks que foram decisivos para a vitória”, analisou Stefani, que faturou em 2023 o título de duplas no Aberto da Austrália, ao lado do gaúcho Rafael Matos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Antes, a tenista paulista de 27 anos volta à quadra nesta quarta (9), ao lado da húngara Timea Babos. A partir das 10h10 (horário de Brasília) elas terão pela frente a dupla número 1 do mundo, formada pela norte-americana Taylor Townsend com a tcheca Katerina Siniaková , que também será adversária de Stefani na final das duplas mistas.

Melo e Matos se despedem de Wimbledon

A dupla 100% brasileira com Marcelo Melo e Rafael Matos deram adeus ao Grand Slam londrino nesta terça (8), ao serem superados por 2 sets a 0 pela parceria do australiano Rinky Hijikata e o neerlandês David Pel, com parciais de 7/6(7-5) e 6/4.

Brasil e Índia pedem vagas permanentes em conselho de segurança da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta terça-feira (8), em Brasília, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O encontro ocorreu no Palácio da Alvorada, marcando a visita de Estado do líder do país mais populoso do planeta com 1,4 bilhão de habitantes. Modi veio à capital federal após participar, nos últimos dias, da cúpula do Brics, no Rio de Janeiro.

Em declaração à imprensa após a reunião bilateral, Lula defendeu um protagonismo maior de Brasil e Índia na governança global e voltou a pedir que os dois países passem a ser membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

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“O que é mais importante é que Brasil e Índia têm um potencial extraordinário e, por isso, reivindicamos o direito de participar no Conselho de Segurança da ONU. Não é mais possível a gente ver a ONU enfraquecida, não sendo levada em consideração. E os membros fixos [permanentes] do Conselho, que deveriam primar pela paz, são os que mais estimulam a guerra”, disse Lula.

Na mesma linha, Modi comentou a aproximação dos dois países como fator de maior estabilidade no cenário internacional.

“Essa parceria entre Índia e Brasil é um pilar importante de estabilidade e equilíbrio. Nós acreditamos que todas essas disputas devem ser resolvidas por meio do diálogo e da democracia. Nossas visões nessa luta com o terrorismo estão aliadas, tolerância zero”, observou.

Lula pontuou que o fortalecimento de iniciativas conjuntas em áreas estratégicas é um passo importante na relação bilateral. “Dois países superlativos como a Índia e o Brasil não podem permanecer distantes. A solidez das nossas democracias, a diversidade das nossas culturas e a pujança das nossas economias nos atraem”, disse.

Comércio bilateral

O presidente também defendeu a ampliação do Acordo Mercosul-Índia para reduzir barreiras comerciais e destacou o potencial do intercâmbio entre as duas economias. “Hoje, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo. Temos muito a avançar”, disse Lula, que citou a necessidade de aprofundar contatos entre as duas nações nos setores de turismo, negócios e o intercâmbio cultural.

A Índia é atualmente o décimo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o comércio bilateral totalizou US$ 12 bilhões. As exportações brasileiras chegaram a US$ 5,26 bilhões, com destaque para açúcar, petróleo bruto, óleos e aviões. As importações somam US$ 6,8 bilhões, fazendo da Índia a sexta maior origem de importações para o Brasil.

Sobre isso, Narendra Modi afirmou ser possível ampliar o fluxo comercial para um patamar bem superior. “Estabelecemos a meta de utilizar vários milhões de dólares nos próximos cinco anos. E estimamos chegar a US$ 20 bilhões de dólares na nossa cooperação comercial. Juntos, vamos trabalhar na expansão do acordo comercial de referência da Índia e do Mercosul”, reforçou.

Acordos

Entre os atos firmados pelos dois líderes, estão um acordo de cooperação no combate ao terrorismo e ao crime organizado transnacional; um memorando de entendimento na área de energia renovável, com foco em transmissão de energia; e o memorando para compartilhamento de soluções digitais em larga escala, voltadas à transformação digital.

Na agenda ambiental, Lula enfatizou o protagonismo dos dois países.

“Chegaremos à COP 30 como líderes da transição energética justa. Mostraremos que é possível aliar redução nas emissões de gases de efeito estufa e crescimento econômico e inclusão social”, disse.

Lula lembrou que a Índia é o mercado de bioenergia que mais cresce no mundo e tem como meta ampliar para 20% a mistura de etanol na gasolina e para 5% a proporção de biodiesel no óleo diesel.

O presidente brasileiro citou ainda que, em agosto, Brasil e a ONU realizarão em Nova Délhi, capital da Índia, a segunda rodada do Balanço Ético Global, para mobilizar a sociedade civil de todo o mundo em preparação à COP30.

A candidatura da Índia para sediar a COP 33 também “fortalece o protagonismo dos países emergentes no enfrentamento à mudança do clima”, salientou Lula.

Críticas a Trump

No final de sua declaração à imprensa, Lula voltou a criticar a reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre ameaças de tarifas contra os países do Brics

“Nós não aceitamos nenhuma reclamação contra a reunião do Brics. Não concordamos quando, ontem, o presidente dos Estados Unidos insinuou que vai taxar os países que negociarem com o Brics”.

Mega-Sena acumula novamente e prêmio vai para R$ 32 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.885 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 32 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 10 – 25 – 28 – 36 – 37 – 56

  • 41 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 63.448,68 cada
  • 3.377  apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.100,46 cada

Apostas

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Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (10), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A partir desta quarta-feira (9), as apostas da Mega-Sena passarão a custar R$ 6. Segundo a Caixa, a atualização tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e aumentar os repasses sociais.

 

Arthur Elias admite favoritismo do Brasil na Copa América

O Brasil tem a responsabilidade de vencer a Copa América de futebol feminino, afirmou, nesta terça-feira (8), o técnico Arthur Elias em entrevista coletiva sobre a competição, que será disputada em Quito (Equador) entre os dias 12 de julho e 2 de agosto e que terá os jogos do Brasil transmitidos ao vivo pela TV Brasil.

“Encaro [a Copa América] como uma competição que nós temos, sim, a responsabilidade de vencer. O Brasil venceu oito de nove [edições], então não podemos fazer diferente. Queremos que a seleção evolua e conquiste mais do que conquistou. Mas entendendo que o futebol sul-americano, assim como no mundo inteiro, cresceu”, declarou o comandante do time canarinho.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Na entrevista, Arthur Elias deixou claro que a seleção brasileira passa por um processo de renovação, no qual novas jogadoras receberão oportunidades de mostrar seu valor: “Não adianta realizar um processo de renovação sem realmente dar oportunidade de serem convocadas e de jogarem”.

Transmissão da TV Brasil

A caminhada do Brasil na competição terá início no próximo domingo (13) contra a Venezuela. A bola rola a partir das 21h (horário de Brasília) no Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, mas a transmissão da TV Brasil inicia antes, às 20h30. A narração será de Luciana Zogaib, com comentários de Brenda Balbi e Rachel Motta.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A Copa América reúne as 10 seleções filiadas à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), divididas em duas chaves de cinco times. O Brasil está no Grupo B. As brasileiras ainda terão pela frente a Bolívia (no dia 16 de julho a partir das 18h), o Paraguai (no dia 21 de julho às 21h) e a Colômbia (no dia 25 de julho novamente às 21h).

No Grupo A figuram Argentina, Chile, Peru, Uruguai e o Equador. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam às semifinais, previstas para os dias 28 e 29 de julho. A decisão está agendada para o dia 2 de agosto.

Justiça determina retorno de ex-secretário de Polícia do Rio à prisão

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) determinou nesta terça-feira (8) o retorno do ex-secretário da Polícia Civil Alan Turnowski à prisão. A decisão foi tomada pela maioria dos desembargadores que compõem a turma e revoga a liminar do mês passado que colocou o réu em liberdade.

Em decisão monocrática, no dia 18 de junho do mês passado, o desembargador Marcius da Costa Ferreira havia determinado a soltura de Turnowski. Na decisão, o desembargador citou a participação colaborativa de Turnowski e afirmou que “não houve nenhum episódio noticiado nos autos que demonstrasse que o paciente pretende, de alguma forma, atrapalhar a investigação”.

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Em outro trecho da decisão, o desembargador escreveu que os crimes imputados ao delegado, embora sejam graves e possam estar conexos a outros de natureza diversa, foram cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa.

Turnowski estava preso desde 6 de maio de 2025 por decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que reformou a prisão preventiva do delegado. 

Réu

No dia 25 de novembro de 2022, a Justiça do  Rio de Janeiro aceitou denúncia do Ministério Público estadual contra o ex-secretário de Polícia Civil Allan Turnowski, que virou réu por obstrução do Judiciário. Turnowski é acusado de atrapalhar investigações sobre uma organização criminosa que agia na cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio, e exigia propinas de lojistas.

De acordo com o Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, o esquema era comandado pelo delegado Maurício Demétrio Alves, ex-titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, que atualmente está à disposição da Justiça, com prisão preventiva decretada.

Turnowski foi preso no dia 9 de setembro de 2022, em casa, e teve prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele tinha se afastado do cargo para concorrer a uma vaga de deputado federal pelo Rio, o que não se concretizou.

Câmara aprova projeto que cria Estratégia Nacional de Saúde

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (8) o projeto de Lei (PL) 2583/2020 que institui a Estratégia Nacional de Saúde, para fortalecer a indústria nacional e a pesquisa no setor de saúde, com o objetivo de assegurar a autonomia do Brasil na produção de insumos médicos e equipamentos de saúde.

A iniciativa, aprovada por 352 a favor e 63 contrários, traz diretrizes para o incentivo à pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, para fortalecer as indústrias nacionais, reduzir a dependência externa e fortalecer o Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS). O texto segue para o Senado.

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O projeto cria critérios para empresas consideradas como estratégicas de Saúde, que poderão receber benefícios fiscais e ter, junto ao poder público, normas especiais para as compras, as contratações e o desenvolvimento de produtos de saúde. Essas empresas deverão estar alinhadas às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a capacidade nacional de resposta a emergências sanitárias.

Para tanto, essas empresas terão que realizar atividades de pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, além do desenvolvimento de um parque industrial para execução de um planejamento estratégico em saúde; ter no país a sede, filial ou subsidiária; dispor, de instalação industrial para fabricação de equipamentos, insumos e matérias médico-hospitalares, no Brasil.

O  projeto estabelece que essas empresas devem produzir equipamentos como, os de proteção individual de uso na área de saúde (luva látex, luva nitrílica, avental impermeável, óculos de proteção, gorro, máscara cirúrgica, máscaras N95, protetor facial); ventilador pulmonar mecânico e circuitos; camas hospitalares e monitores multiparâmetro.

São classificadas como estratégicas as empresas que produzem ou desenvolvem Insumo Farmacêutico Ativo (IFA); partes, peças, ferramentais, componentes, equipamentos, sistemas, subsistemas, insumos e matérias-primas a serem empregados na produção ou desenvolvimento dos materiais dos equipamentos citados.

Além disso, o texto abre possibilidade para a administração pública realizar procedimento licitatório destinado exclusivamente à aquisição de produtos considerados estratégicos para a saúde produzido ou desenvolvido por empresas estratégicas de saúde.

Segundo um dos autores do projeto, deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), a proposta foi elaborada durante o período da pandemia de covid-19, em que ficou evidente a dificuldade de aquisição de materiais em razão de não serem produzidos no país.

“O projeto trata de soberania nacional. Esse projeto foi elaborado durante a pandemia, para que a gente pudesse ter, na produção nacional, a soberania do país. Para instalar mais empresas, mais saúde, em território nacional”, defendeu. “A gente não pode ter uma outra pandemia e ficar dependendo de comprar respirador na China, na Índia. No dia em que tiver outra pandemia e for procurar uma máscara e não tiver, a gente não vai ter o preço tabelado pela China ou Índia, mas pelo país”, completou.

Na avaliação do relator, Deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB/AL), as medidas são estratégicas para estimular a produção nacional de equipamentos e insumos médicos, reduzindo a dependência externa e fortalecendo a capacidade produtiva nacional “em áreas críticas para a saúde pública”.

“A aprovação deste projeto representará um passo significativo em direção à soberania e à segurança sanitária do Brasil. Além de promoverem o desenvolvimento tecnológico e a inovação no setor de saúde, as propostas contribuem para a criação de um parque industrial robusto e especializado, capaz de atender às demandas internas e, potencialmente, de se posicionar no mercado global”, argumentou.

 

Câmara proíbe aproximação de agressor com consentimento da vítima

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (8) o Projeto de Lei (PL) 6020/23, que estabelece descumprimento de medida judicial a aproximação do agressor de áreas delimitadas pelo juiz para proteção de vítima de violência contra a mulher, mesmo com o seu consentimento. A proposta segue para avaliação no Senado.

O projeto altera Lei Maria da Penha, no trecho em que trata das medidas protetivas. Nos casos em que ocorra a aproximação voluntária do agressor às áreas delimitadas por decisão judicial, ele poderá ser punido com reclusão de 2 a 5 anos e multa.

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A relatora da proposta, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA) incluiu no projeto que os casos também podem ser aplicados nos casos de aproximação do agressor da residência ou do local de trabalho da vítima.

Furto de cabos

Os deputados rejeitaram as emendas do Senado a um Projeto de Lei (PL) 5845/2016 que aumenta as penas aplicadas ao furto, roubo e receptação de fios, cabos ou equipamentos utilizados para fornecimento ou transmissão de energia elétrica ou de telefonia. O texto agora segue para sanção presidencial.

Com a rejeição das emendas no Senado, o projeto determina a pena de reclusão de 2 a 8 anos e multa, se a subtração for de fios, cabos ou equipamentos utilizados para fornecimento ou transmissão de energia elétrica ou de telefonia ou para transferência de dados, bem como equipamentos ou materiais ferroviários ou metroviários.

Nos casos em que a subtração for cometida contra quaisquer bens que comprometam o funcionamento de órgãos da União, de Estado ou de Município ou de estabelecimentos públicos ou privados que prestem serviços públicos essenciais, a pena é de reclusão de 6 a 12 anos e multa.

As penas serão aplicadas em dobro se o crime for cometido por ocasião de calamidade pública ou mediante a subtração, dano ou destruição de equipamentos utilizados na prestação de serviços de telecomunicações.

 

Câmara aprova urgência para proposta que reduz benefícios fiscais

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8) um requerimento de urgência para a votação do projeto de Lei Complementar (PLP) 128/2025, que reduz os benefícios federais de natureza tributária, financeira e creditícia em, no mínimo, 10%. Com a aprovação da urgência, o projeto não precisa tramitar nas comissões da Câmara e é votado diretamente no plenário. A previsão é que a proposta seja votada ainda está semana na Casa.

O projeto determina a redução dos benefícios federais nos dois anos seguintes após a entrada em vigor da lei. Segundo o projeto, a redução será de, no mínimo, 5% no primeiro ano e também, no mínimo 5% no ano subsequente.

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Ficam de fora da proposta de redução os incentivos dados: 
  • ao regime tributário incentivado do simples Nacional; 
  • à Zona Franca de Manaus e demais zonas francas, bem às áreas de livre comércio; 
  • aos financiamentos ao setor produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; 
  • às entidades sem fins lucrativos como instituições de assistência social e de educação, a partidos políticos e suas fundações, a entidades sindicais dos trabalhadores; 
  • aos produtos que compõem a cesta básica; 
  • aos programas destinados à concessão de bolsas de estudo integrais e parciais para estudantes de cursos superiores; 
  • à política industrial para o setor de tecnologias da informação e comunicação e ao setor de semicondutores.

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Outras urgências

Além desse requerimento, os deputados aprovaram a urgência para o Projeto de Lei (PL) 4.635/2024, que prorroga até 31 de dezembro de 2030 os benefícios tributários relativos às Taxas de Fiscalização de Instalação e Funcionamento, à Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública e à Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) incidentes sobre as estações de telecomunicações que integrem sistemas de comunicação máquina a máquina.

Também foram aprovadas as urgências para as votações dos seguintes projetos: o que “institui o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (PRESIQ) e dá outras providências”; que dispõe sobre o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), para aprimorar a destinação de recursos do fundo”; para o projeto de autoria do Ministério Público da União que “cria e estrutura o Fundo de Fortalecimento da Cidadania e Aperfeiçoamento do Ministério Público da União e dá outras providências; e a urgência para o projeto do Tribunal Superior do Trabalho, que “Dispõe sobre a criação de funções comissionadas no Quadro de Pessoal do Superior Tribunal de Justiça.”

TV Brasil transmitirá jogos da seleção feminina na Copa América

A seleção brasileira feminina de futebol inicia neste domingo (13), no Equador, a caminhada rumo ao nono título da Copa América. A jornada será acompanhada pela TV Brasil, que transmitirá, ao vivo, os jogos da equipe dirigida por Arthur Elias, a começar pela estreia, contra a Venezuela, na capital Quito. A bola rola a partir de 21h (horário de Brasília) no Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, mas a transmissão da emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) jinicia antes, às 20h30. A narração será de Luciana Zogaib, com comentários de Brenda Balbi e Rachel Motta. 

A Copa América reúne as 10 seleções filiadas à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), divididas em duas chaves de cinco times. O Brasil está no Grupo B. As brasileiras ainda terão pela frente a Bolívia no próximo dia 16, às 18h; o Paraguai no dia 21, às 21h; e a Colômbia no dia 25, novamente às 21h, sempre com transmissão da TV Brasil.

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No Grupo A, figuram Argentina, Chile, Peru, Uruguai e as anfitriãs equatorianas. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam às semifinais, previstas para os dias 28 e 29 de julho. A decisão está agendada para 2 de agosto.

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Comentaristas Rachel Motta, Luciana Zogaib e Brenda Balbi participarão da transmissão ao vivo dos jogos da seleção feminina na Copa América na TV Brasil, a partir deste domingo (13) – Fernando Chaves/Divulgação/EBC

Diferentemente de outras ocasiões, a Copa América não classificará para a Copa do Mundo Feminina. O torneio no Equador, porém, garante vaga para os finalistas na Olimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028, enquanto os cinco melhores asseguram lugar nos Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, no Peru.  Já a classificação para o Mundial Feminino de 2027 no Brasil ocorrerá, pela primeira vez, por disputa de eliminatórias, valendo duas vagas diretas e outra duas na repescagem. 

Maior campeão, o Brasil deixou escapar o título da Copa América somente uma vez, há 19 anos, quando a taça foi para as mãos da Argentina – as brasileiras ficaram com o vice-campeonato. A seleção verde e amarela retomou a hegemonia em 2010 e chega a Quito após quatro conquistas seguidas. A última delas na Colômbia, em 2022, superando as anfitriãs na decisão. Na história, o time canarinho acumula 50 jogos pela competição, com 47 vitórias, um empate e duas derrotas. São 268 gols anotados e apenas 18 sofridos.

A convocatória brasileira para a Copa América tem 23 jogadoras, sendo que 12 atuam no Campeonato Brasileiro, transmitido ao vivo pela TV Brasil. O Corinthians é o time com mais nomes: quatro (Mariza, Duda Sampaio, Yayá e Jhonson). Cruzeiro (Camila Rodrigues e Isa Haas), São Paulo (Kaká e Dudinha) e Palmeiras (Fê Palermo e Amanda Gutierres) possuem duas atletas cada, enquanto Fluminense (Cláudia) e Ferroviária (Fátima Dutra) têm uma representante.

Seleção brasileira feminina treina na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), até quinta-feira (10), quando embarca com a comissão técnica para o Equador – Lívia Villas Boas/CBF/Direitos Reservados

Entre os clubes do exterior, destaque ao norte-americano Orlando Pride, que teve Angelina e a Marta convocadas; e aos espanhóis Real Madrid (Yasmin e Antônia) e Atlético de Madrid (Gio e Luany). Depois da brasileira, a liga norte-americana é a que tem mais representantes na seleção de Arthur Elias: cinco. Além das atletas do Orlando Pride, aparecem Lorena (Kansas City Current), Ary Borges (Racing Louisville) e Gotham FC (Gabi Portilho). Completam a lista Tarciane (Lyon, da França) e Kerolin (Manchester City, da Inglaterra).

A delegação brasileira está em preparação na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Na quinta-feira (10), atletas e comissão técnica embarcam para o Equador. Por conta da Copa América, as competições nacionais (Brasileirão Feminino A1, A2 e A3) estão interrompidas até a segunda semana de agosto.

EBC realiza transmissão oficial e cobertura ampla da Cúpula do Brics

Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi responsável pela transmissão oficial da Cúpula do Brics, realizada entre domingo (6) e segunda-feira (7), no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. A cobertura especial também mobilizou equipes de diversos veículos da instituição.

O Brics é um agrupamento internacional formado por 11 países membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Serve como foro de articulação político-diplomática de países do Sul Global e de cooperação nas mais diversas áreas. Nos dias do evento, foram discutidos temas como inteligência artificial, mudanças do clima, comércio mundial e conflitos geopolíticos. 

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“A presença da EBC em eventos como a Cúpula do Brics fortalece a credibilidade da comunicação pública brasileira no cenário internacional. Com transmissão oficial, produção jornalística e distribuição de conteúdo, cumprimos nossa missão institucional e nos preparamos para entregar uma cobertura de qualidade também na COP 30, em novembro”, destaca o presidente da EBC, Jean Lima.

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Veículos públicos

TV Brasil integrou a mobilização. Foram feitas entradas ao vivo, ao longo da programação, e veiculado um especial com 30 minutos de duração na noite do domingo (6), apresentado pela jornalista Luciana Barreto, que recebeu convidados para discussões sobre os temas mais importantes da agenda multilateral.

Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em rede com a Rádio Nacional de Brasília, realizou uma edição especial do programa Revista Rio, diretamente do MAM, com apresentação de Dylan Araújo e Raquel Junia.

Na Agência Brasil, a cobertura começou há um ano com o acompanhamento das etapas preparatórias. Na última semana, foram cerca de 60 matérias, entre peças factuais, de contexto, análises e entrevistas exclusivas. Foi realizada cobertura fotográfica e tradução/adaptação de matérias pelo Serviço de Língua Estrangeira para inglês e espanhol. No veículo, os conteúdos relacionados ao Brics chegaram a figurar entre os mais lidos de todo o site.

O radiojornalismo esteve presente com ancoragens no Rio de Janeiro. Foram veiculadas edições especiais do informe Nacional Notícias e do Repórter Nacional. O material produzido ficou disponível no site da Radioagência Nacional, outro veículo da EBC que acompanhou a cúpula.

Rede Gov

Canal Gov acompanhou os principais momentos da Cúpula, das participações do presidente da República e demais eventos que aconteceram nos últimos dias. Desde a quinta-feira (3), foram mais de 30 horas de programação dedicada à temática, sendo que, no domingo (6) e na segunda-feira (7), foram oito horas de transmissão, ao vivo, dos estúdios em Brasília e do estúdio montado no Vivo Rio, onde ficava o Comitê Internacional de Imprensa.

Foram entrevistados no estúdio do Rio de Janeiro especialistas, membros do Governo Federal que participaram das negociações e cinco ministros de Estado: Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Alexandre Padilha (Saúde) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

Agência Gov, portal de notícias dedicado às ações do Governo Federal, publicou 44 matérias alusivas ao Encontro. A Rádio Gov produziu boletins diários com informações de interesse público para uso gratuito por emissoras de rádio de todo o país. A Voz do Brasil, por sua vez, realizou entrevista exclusiva com o embaixador do Brasil no Brics, Mauricio Lyrio, e veiculou reportagens de correspondentes nas edições de quinta-feira (3), sexta-feira (4) e segunda-feira (7).

Toda a captura de imagens que o Canal Gov fez do evento está disponível para uso gratuito na página da EBC na internet.

 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira durante entrevista para o Canal Gov, nos estúdios da EBC, no Brics Tomaz Silva/Agência Brasil

Redes Sociais

A equipe de digital da EBC realizou a cobertura do Brics de forma coordenada e voltada para o ambiente multiplataforma. Foram produzidos 25 conteúdos originais especialmente para as redes sociais dos veículos públicos e governamentais, incluindo reportagens, entrevistas com personalidades, bastidores da imprensa e recortes ao vivo das plenárias e coletivas. Parte desse material foi publicado em colaboração com ministérios e com a página oficial do Brics Brasil no Instagram.

Nas redes da TV Brasil e da Agência Brasil, houve atuação na distribuição estratégica de recortes das matérias jornalísticas, respeitando a vocação e a linguagem de cada plataforma, o que ampliou o alcance e o impacto da cobertura junto a diferentes públicos.

Haddad: bets ganham fortuna, mas mandam dinheiro para fora do país

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (8) que as bets paguem mais impostos no país. Para ele, as casas de apostas virtuais (bets) devem pagar taxas mais elevadas, a exemplo do que ocorre com os cigarros e as bebidas alcoólicas.

“O governo anterior tratou as bets como se fosse a Santa Casa de Misericórdia, sem cobrar um centavo de impostos das bets durante quatro anos”, disse ele, em entrevista. “Os caras estão ganhando uma fortuna no Brasil, gerando muito pouco emprego, mandando para fora o dinheiro arrecadado aqui, e que vantagem a gente leva?”, questionou o ministro.

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“Para mim, tem que tratar as bets na linha do que é o cigarro e a bebida alcoólica. É uma coisa difícil de administrar e há vários casos na história de que, quando proíbe, piora. Temos que enquadrar esse setor de uma vez por todas”, defendeu.

De acordo com o ministro, medidas como essa que preveem maior taxação das bets são importantes para o governo. 

“Nosso objetivo é um só: depois de 10 anos estamos buscando resultados fiscais robustos para garantir que a economia continue crescendo, com baixo desemprego e inflação em queda. Mas a impressão que dá é que tem algumas pessoas querendo sabotar o crescimento econômico do país a troco da eleição do ano que vem”.


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IOF

Em entrevista na manhã de hoje (8) ao portal Metrópoles, o ministro falou ainda que o impasse entre o governo e o Congresso Nacional pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não pode ser encarado como um “Fla x Flu”, disputa clássica do futebol carioca entre Flamengo e Fluminense. “Esse Fla-Flu não interessa a ninguém. Não vejo as coisas assim. Prefiro pensar institucionalmente”, disse ele.

Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu tanto os decretos do Executivo que elevam o IOF quanto o decreto que foi aprovado pelo Congresso Nacional e que derruba essa medida. Para resolver o impasse, Moraes determinou a realização de uma audiência de conciliação entre o governo federal e o Congresso Nacional sobre o tema para o próximo dia 15 de julho, em Brasília.

Na entrevista de hoje, Haddad disse que não pode se antecipar à decisão que será tomada pelo Supremo em relação ao IOF, mas informou que o governo está trabalhando para que essa questão seja resolvida.

Ele ressaltou ainda que o governo está buscando manter o diálogo com o Congresso e afirmou que, em breve, ele deverá se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. 

“Quando um não quer, dois não brigam. E nós não vamos brigar porque, no caso, nenhum dos dois quer brigar. Não tenho nem o direito de ter as relações estremecidas porque ele é o presidente da Câmara. Ele é um poder institucional e o Brasil depende da boa condução dos trabalhos dele. Eu sou um ministro, não tenho mandato. Mas ele é poder constituído. Nunca saí de uma mesa de negociação. E só saio com acordo”, afirmou Haddad.

Imposto de Renda

Durante a entrevista, o ministro disse ainda acreditar que o projeto sobre o Imposto de Renda e que prevê isenção para os que ganham até R$ 5 mil será aprovado.

Segundo Haddad, o deputado Arthur Lira, que é o relator do projeto sobre o Imposto de Renda, tem se reunido frequentemente com o governo, seja presencialmente ou de forma virtual. “Eu acredito que esse projeto será aprovado com larga margem de apoio”, falou.

Brasil reduz mortalidade por hepatites, mostra boletim

O Brasil conseguiu reduzir a mortalidade por hepatites nos últimos dez anos com o avanço da vacinação. É o que indica o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, lançado nesta terça-feira (8) pelo Ministério da Saúde. O levantamento traz um panorama dessas doenças no país. A iniciativa integra a mobilização do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre o tema.

Segundo o boletim, em relação à hepatite B, entre 2014 e 2024, o Brasil registrou uma queda de 50% do coeficiente de mortalidade, que passou de 0,2 óbito por grupo de 100 mil habitantes para 0,1 óbito por 100 mil habitantes.

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No caso da hepatite C, houve redução de 60%. Em 2024, o coeficiente de mortalidade no país foi de 0,4 óbito por 100 mil habitantes. Em 2014, era de uma morte por 100 mil habitantes.

A meta, até 2030, é reduzir os óbitos por hepatites virais em 65% e a incidência dessas doenças em 90%, seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A OMS preconiza como meta de eliminação, como problema de saúde pública, até 2030 uma queda de 65% na mortalidade, entre 2015 e 2030. Em 2025, nós já estamos atingindo 60%, isso nos coloca realmente, de fato, no caminho para eliminar essas doenças como problema de saúde pública, dentro desse prazo, até 2030”, destacou o coordenador-geral de Vigilância das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mario Gonzales.


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O coordenador-geral de Vigilância das Hepatites Virais, Mario Gonzales, durante lançamento da campanha para eliminação das hepatites virais no país – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, agradeceu o trabalho dos profissionais de saúde, especialmente pela melhora nos dados da cobertura vacinal entre crianças e recém-nascidos para hepatite B.

“Os profissionais de saúde que estão lá nas unidades de base de saúde, quem cuida das salas de vacinação, o esforço de orientação do Ministério da Saúde, está reivindicado. Recuperando esse histórico. Saímos de 82,7% em 2022, voltamos para 94,19% em 2023 e agora nossa missão é só crescer cada vez mais”, disse o ministro.

Padilha também destacou o fato de o Brasil ter desenvolvido sistemas de coleta de dados que permitem analisar uma série histórica e avaliar o quanto o país avançou no enfrentamento às hepatites virais, com expansão da oferta de vacinas.

Monitoramento

Na ocasião, também foi apresentada uma plataforma inédita de monitoramento e de apoio à busca ativa e ao cuidado da população. Segundo Gonzales, a ferramenta servirá para que estados e municípios identifiquem onde estão as principais lacunas para a eliminação das hepatites virais no país.

Para o coordenador de Emergências, Evidência e Inteligência em Saúde do escritório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Alex Rosewell, o Ministério da Saúde está conduzindo de maneira consistente a eliminação das hepatites virais, que são uma ameaça grande na saúde pública no mundo.

Segundo ele, a iniciativa da Opas visa “eliminar as hepatites virais até 2030, uma meta bem alinhada com as metas do Programa Brasil Saudável do SUS”. “Gostaria parabenizar o Ministério da Saúde e do SUS pelos avanços impressionantes na redução da transmissão e mortalidade que acabamos de ver na apresentação”, ressaltou.

Como parte das ações para a eliminação das hepatites virais no país, também foi lançada a campanha publicitária “Um Teste Pode Mudar Tudo”, que reforça a importância da testagem, vacinação e tratamento da doença.

Inscrições para o Enamed estão abertas; prazo segue até 18 de julho

Concluintes de graduação em medicina inscritos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e demais interessados podem se inscrever para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) exclusivamente pelo Sistema Enamed. O prazo segue até 18 de julho.

As provas serão aplicadas no dia 19 de outubro e vão considerar conteúdos, habilidades e competências das áreas de clínica médica; cirurgia; ginecologia e obstetrícia; pediatria; medicina da família e comunidade; saúde coletiva e, de maneira interdisciplinar, da área de saúde mental.

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Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que a avaliação será baseada em critérios definidos para o Enade, observadas as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), os normativos e as legislações de regulamentação do exercício profissional vigentes e pertinentes à área médica.

Serão, ao todo, 100 questões objetivas, de múltipla escolha, com quantidade idêntica para cada uma das áreas da medicina abordadas.

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Também devem compor o exame um questionário para o estudante concluinte do curso de medicina inscrito no Enade e um questionário contextual para os demais participantes, ambos de preenchimento obrigatório, além de um questionário de percepção de prova.

Entenda

A participação no Enamed é obrigatória para quem estiver habilitado e inscrito no Enade pelo coordenador do curso como concluinte de graduação em medicina.

Podem participar ainda, de forma voluntária, demais interessados em utilizar os resultados nos processos seletivos das especialidades médicas de acesso direto do Exame Nacional de Residência (Enare).

Os objetivos do Enamed, segundo o MEC, incluem: verificar se os concluintes dos cursos de medicina adquiriram as competências e habilidades exigidas pelas DCNs; e fornecer insumos para o aprimoramento das graduações em medicina, contribuindo para a qualidade da educação médica no Brasil.

O exame, de acordo com a pasta, também tem como meta unificar a avaliação do Enade e a prova teórica do Enare, otimizando o acesso à residência; e garantir que futuros médicos estejam preparados para atuar de maneira qualificada no Sistema Único de Saúde (SUS).

Unificação e transparência: criar um modelo padronizado de avaliação, democratizando o ingresso nos programas de residência médica de acesso direto.