Ameaça de ataque à bomba leva OAB-RJ a suspender atividades

Uma ameaça de ataque à sede da seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) levou a presidente da entidade, Ana Tereza Basilio, a mandar fechar o prédio até o meio-dia desta quinta-feira (3). A sede da OAB-RJ fica na Avenida Marechal Câmara, 150, na região central da cidade.

Em nota, a entidade informou que “todas as atividades previstas foram canceladas”.

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A decisão foi tomada após alerta emitido por autoridades da área de segurança pública na noite dessa quarta-feira (2). A ameaça estaria relacionada a extremistas.

Carta-bomba

Em 27 de agosto de 1980, durante o regime militar, a secretária da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Lyda Monteiro, foi morta ao abrir uma carta-bomba, revelou a Comissão da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-Rio), vinculada ao governo do estado. A correspondência era endereçada ao então presidente da entidade, Eduardo Seabra Fagundes, mas foi aberta por Lyda, secretária dele. Na época, a OAB denunciava desaparecimentos e torturas de perseguidos e presos políticos.

Em 2015, a Comissão Estadual da Verdade (CEV) revelou os nomes dos envolvidos no atentado contra a sede da OAB-RJ, que resultou na morte de Lyda.

Com base em depoimentos de testemunhas, fotos e retratos falados, a comissão identificou a participação do sargento Magno Cantarino Motta, codinome Guarany, que entregou a bomba pessoalmente na sede da OAB; o sargento Guilherme Pereira do Rosário, que confeccionou o artefato e o coronel Freddie Perdigão Pereira, que coordenou a ação.

A elucidação do caso foi possível após a identificação de uma testemunha ocular que trabalhava na OAB quando ocorreu o atentado.

*Colaborou Isabela Vieira

ONS determina aumento do uso de térmicas para garantir energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em alinhamento com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), solicitou a maximização da geração térmica e a prontidão das usinas. A finalidade é assegurar o fornecimento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN) durante o período seco e a transição para o período úmido de 2025/2026. 

A iniciativa faz parte das medidas operativas e recomendações do ONS para manter o suprimento de energia no segundo semestre de 2025, visando o pleno atendimento às demandas de carga e potência da sociedade brasileira.

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O ONS é o órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no SIN e o CMSE é o comitê responsável por monitorar o setor elétrico e propor medidas para garantir a segurança e a confiabilidade do fornecimento de energia. 

Recomendações

Em junho, o ONS apresentou, durante reunião ordinária do CMSE, uma série de recomendações para manter o atendimento de potência no segundo semestre e iniciar a recuperação dos níveis de armazenamento na região Sul.

Entre as propostas para reforçar o atendimento de potência estão a utilização da capacidade de modulação das usinas hidrelétricas do rio São Francisco e da UHE Itaipue a maximização da disponibilidade da geração termelétrica.

O colegiado também decidiu manter o monitoramento do subsistema Sul, que teve os níveis dos reservatórios afetados por condições meteorológicas desfavoráveis nos últimos meses. 

“Há uma perspectiva de elevação dos níveis dos reservatórios do Sul a partir de agosto, mas seguimos atentos à região. A questão do atendimento de potência no segundo semestre também se mantém como prioridade e propusemos diferentes ações que vão garantir o atendimento da demanda”, afirmou o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.

Mercosul e EFTA anunciam acordo de livre comércio

O bloco econômico Mercosul concluiu as negociações de um acordo comercial com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), integrada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O anúncio da conclusão das negociações, que começaram em 2017, foi feito nesta quarta-feira (2), durante a 66ª Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires.

O Mercosul é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além da Bolívia – que está em processo de adesão. 

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“Depois de Singapura, em 2023, e União Europeia, em 2024, o Mercosul finalizou agora suas negociações com a EFTA, bloco que reúne Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia. Um mercado de elevada renda, que garantirá acesso facilitado a 100% de nossas exportações industriais. Foram 8 anos de trabalho duro, mas o resultado mostra que o diálogo é o caminho para estimularmos nossa economia, gerando emprego e renda”, celebrou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.

Criada em 1960, a EFTA é uma organização intergovernamental que reúne uma população de 15 milhões de habitantes, e possui um Produto Interno Bruto (PIB) somado de US$ 1,4 trilhão. Em termos de PIB per capita, Liechtenstein é considerado o segundo país mais rico do mundo, com renda média anual de US$ 186 mil por pessoa. Já a Suíça é o quarto mais rico, em termos per capita (US$ 104,5 mil). Islândia e Noruega também aparecem nas primeiras posições de países com maiores rendas médias.

“O mercado de serviços da EFTA é um dos maiores do mundo. Em 2024, o bloco importou US$ 284 bilhões em serviços. Ao se comparar com países, seria o 9º maior importador mundial, à frente de Índia, Japão, Itália, Coreia do Sul e Canadá. O bloco exportou US$ 245 bilhões em serviços em 2024. Também foi o 9º maior exportador, à frente de países como Japão, Espanha, Canadá e Itália”, destacou o governo brasileiro, em nota.

Apesar do fim das negociações, os termos do acordo precisam ser ratificados internamente por cada um dos países envolvidos. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Buenos Aires, onde participa, na manhã desta quinta-feira (3), do encontro com os demais líderes do Mercosul. O governo brasileiro assumirá a presidência pro tempore do bloco pelos próximos seis meses.

Dólar cai para R$ 5,42 e fecha no menor valor desde 19 de agosto

Em mais um dia de euforia no câmbio, o dólar aproximou-se de R$ 5,40 e atingiu o menor valor desde agosto do ano passado. Pressionada por ações de bancos, a bolsa de valores teve pequena queda, mas manteve os 139 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (2) vendido a R$ 5,421, com queda de R$ 0,04 (-0,75%). A cotação abriu próxima da estabilidade, mas caiu com força a partir do início da tarde. Na mínima do dia, por volta das 16h45, chegou a R$ 5,41.

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Com o desempenho desta quarta, a moeda norte-americana está no menor nível desde 19 de agosto. A divisa cai 1,13% na semana e acumula queda de 12,28% em 2025.

O mercado de ações teve um dia de ajustes. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 139.051 pontos, com queda de 0,36%. Apesar da alta de papéis de petroleiras e de mineradoras, investidores aproveitaram ganhos recentes para vender papéis, principalmente de grandes bancos.

Sem grandes notícias econômicas no Brasil, o mercado financeiro foi dominado pelo exterior. Assim como ontem (1º), os investidores externos continuaram a repercutir dados que mostram a desaceleração do mercado de trabalho norte-americano.

A desaceleração na criação de empregos nos Estados Unidos abre espaço para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) comece a reduzir os juros da maior economia do planeta antes do previsto.

Taxas mais baixas em economias avançadas estimulam a migração de capitais financeiros para países emergentes. Além disso, a valorização de commodities (bens primários com cotação internacional) beneficiou países exportadores de matérias-primas, como o Brasil.

*Com informações da Reuters.

Segurança da Cúpula do Brics terá esquema semelhante ao do G20

A atuação das forças de segurança na 17ª Reunião de Cúpula do Brics, que acontecerá no Rio de Janeiro entre 6 e 7 de julho, será semelhante à executada na Cúpula do G20, sediada pela capital fluminense em novembro do ano passado.

O contingente que será empregado foi apresentado à imprensa nesta quarta-feira (2) pelo Comando Operacional Conjunto Redentor, formado pela Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira, que atuarão de forma integrada com diversas agências e órgãos de segurança pública.

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De acordo com o assessor especial do comando operacional, o general de brigada Lucio Alves de Souza, os equipamentos usados, inclusive, deverão ser os mesmos:

“Nós vamos usar os mesmos equipamentos. Isso foi uma orientação do Ministério da Defesa, de que o planejamento fosse semelhante ao que foi empregado no G20, tendo em vista que ele funcionou, então, não tinha sentido diminuir nada. O que aconteceu foram pequenos ajustes”, disse.

De acordo com o comando operacional, serão utilizados pelas Forças Armadas, entre outros equipamentos, 361 viaturas, 147 motocicletas, 68 viaturas sobre rodas, 38 viaturas blindadas, dez navios, nove embarcações, oito helicópteros, três radares e seis equipamentos antidrone.

Aeronaves com mísseis

Apesar das semelhanças, uma das mudanças será a mobilização de aeronaves com mísseis, o que ocorrerá pela primeira vez desde os Jogos Olímpicos de 2016. 

“O míssil acaba sendo um equipamento a mais que a aeronave dispõe para cumprir a missão dela”, disse o chefe do subdepartamento de Operações do Departamento de Controle de Espaço Aéreo, André Gustavo Fernandes Peçanha. “Ele dá uma segurança maior, dá uma opção a mais. A autoridade vai analisar, dentro daquele contexto que ela está vivendo, e vai escolher que tipo de equipamento ela vai usar para manter a segurança do espaço aéreo naquele período”.

Outro destaque do planejamento é a utilização de antidrones, capazes de evitar ataques feitos por esses equipamentos. Isso já foi feito anteriormente, na Cúpula de Líderes do G20. “Se nós tivermos uma situação como uma constelação de drones [grupo de drones operando em conjunto], ele tem capacidade de interromper todos os drones ao mesmo tempo. Uma potência tal que pode até interferir em sinal do celular e em sinal de até do aeroporto”, diz Souza.

De acordo com Souza, as Forças Armadas e os demais órgãos de segurança pública atuarão para garantir a segurança nas vias, desde o Aeroporto do Galeão até os locais de hospedagem; dos locais de hospedagem até o local do evento; e os retornos das delegações tanto para os locais de hospedagem quanto para o aeroporto.

Além disso, atuarão na proteção de infraestruturas críticas na cidade do Rio de Janeiro, na segurança cibernética e na defesa química, biológica, radiológica e nuclear.

A Marinha cuidará da proteção de áreas marítimas e costeiras, incluindo a disponibilização de Carros Lagarta Anfíbio (CLAnf) – veículos blindados capazes de operar tanto na terra quanto na água – para situações de emergência, como a necessidade de evacuar o local da reunião.

Perguntado se considera a reunião dos BRICS um evento mais arriscado que eventos anteriores, Souza afirma: “É tão arriscado quanto todos os outros, porque basta um erro da nossa parte para a gente ter um incidente que joga o planejamento todo por água abaixo. Então, todos os eventos que nós acompanhamos no Rio de Janeiro, todos eles a gente atribui a mesma responsabilidade, a mesma preocupação, de igual maneira”.

Varreduras em veículos oficiais

Também nesta quarta, a Polícia Federal anunciou que está realizando varreduras nos veículos oficiais que farão o traslado das autoridades participantes do evento. O objetivo é identificar e neutralizar qualquer tipo de ameaça que possa comprometer a segurança da Cúpula.

A ação, segundo a PF, envolve dezenas de policiais federais especializados e conta com o apoio de cães farejadores. Os veículos inspecionados serão conduzidos por equipes da segurança aproximada da PF, responsáveis por levar os Chefes de Estado, Ministros e demais autoridades aos diversos compromissos previstos na programação do evento.

Além da inspeção dos automóveis, a PF realizará vistorias nas edificações onde ocorrerão as atividades da Cúpula, bem como nos hotéis e demais locais que receberão os representantes internacionais.

Brics

O Brics é um bloco que reúne representantes de 11 países-membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam os países-parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão. A 17ª Reunião de Cúpula do Brics será no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.

Entidades denunciam redução da distribuição de alimentos em Gaza

Mais de 200 organizações não governamentais de todo o mundo denunciam a redução, por iniciativa de Israel, de 400 para 4 dos pontos de distribuição de alimentos em Gaza. O alerta foi dado por meio de uma carta divulgada nesta terça-feira (1º). 

A comparação foi feita entre a quantidade atual e a que existia durante o período de cessar-fogo. Segundo informam, a diminuição gerou a concentração de 2 milhões de pessoas em locais de aglomeração insalubre e forte militarização. 

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Na carta, intitulada Fome extrema ou tiroteio, as entidades ressaltam que, em menos de um mês, mais de 500 palestinos foram assassinados e 4 mil ficaram feridos quando tentavam obter alimento. As organizações destacam, ainda, que militares israelenses e grupos armados têm aberto fogo, respaldados por autoridades de Israel, contra civis desesperados, que arriscam suas vidas para buscam sobreviver. 

O cenário, acrescentam, é de promoção da fome, da inanição e da sede como arma de aniquilamento do povo palestino, deslocamentos forçados e profunda desumanização. As entidades pedem o fim da chamada Fundação Humanitária de Gaza e do bloqueio do governo israelense à ajuda humanitária e de suprimentos e a retomada de mecanismos como os comandados pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

“Sob o novo esquema do governo israelense, civis famintos e fragilizados estão sendo forçados a percorrer horas, por áreas perigosas e de conflito ativo, somente para enfrentar competições violentas e caóticas para alcançar cercas, sítios militarizados de distribuição com um único ponto de entrada. Lá, centenas de pessoas são liberadas em meio a locais caóticos para lutar por suprimentos de comida limitados. Essas áreas têm se tornado sítios de sucessivos massacres, em flagrante desrespeito ao direito internacional”, escrevem na carta

Segundo as organizações, muitos estão com o corpo tão fraco a ponto de não terem nem condições para entrar nessa disputa por algo e que outros saem com itens insuficientes para poder cozinhar ou sem água potável.

A carta sublinha, ainda, que o combustível também está se esgotando em Gaza e que já afeta serviços essenciais e, portanto, capazes de salvar vidas, como sistemas de fornecimento de água, frota de ambulâncias, hospitais e padarias. 

“Crianças órfãs e responsáveis por elas estão em meio a mortos, com crianças feridas em mais da metade dos ataques contra civis nesses locais. Com o sistema de saúde em Gaza já em colapso, muitas das pessoas baleadas são abandonadas para sangrar até morrer, sozinhas, fora do alcance de ambulâncias e com seu direito a socorro negado”, descrevem. 

Em coletiva de imprensa realizada ontem, uma das especialistas que tem falado sobre o genocídio em Gaza, em nome da Anistia Internacional, contou que um palestino afirmou a ela que têm sido tratados como se fossem animais por Israel, que os faz rivalizar por comida quando portões se abrem. 

“‘Não alcançam a comida. Quando os portões se abrem, todos correm e perseguem os alimentos. Ninguém nos olha nos olhos’ [relatou ele a ela sobre o comportamento das forças israelenses]”, disse Budour Hassan aos jornalistas. “Isso é, absolutamente, genocídio”, declarou.

Fady Abed, da MedGlobal, organização que trabalha em contextos de crise humanitária, disse que todos os dias sua equipe atende crianças com graves quadros de saúde. Equipes de ajuda humanitária têm lidado com entraves que vão desde o impedimento de entrar em Gaza, como os da Flotilha Liberdade ao cerceamento ao exercício de suas atividades quando já estão lá.

“As mães dizem que não conseguem mais amamentar os recém-nascidos e que não têm mais como alimentar seus filhos adequadamente. Isso não porque não querem, obviamente, mas porque a comida não está disponível ou, quando está, é vendida a preços insanos, que ninguém pode pagar. Os preços de itens básicos estão de cinco, dez, cem vezes maiores do que o praticado anteriormente”, narrou Abed aos veículos de comunicação. 

De acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) que analisou dados de novembro de 2023 a abril de 2024, quase 70% das vítimas mortas em Gaza eram crianças e mulheres. Cerca de 80% delas estavam em edifícios residenciais na hora em que foram mortas.

Brasil fecha primeira fase da AmeriCupW com 100% de aproveitamento

A seleção brasileira feminina de basquete fechou a primeira fase da AmeriCupW (Copa América feminina da modalidade) com 100% de aproveitamento após derrotar El Salvador por 106 a 49 nesta quarta-feira (2) em Santiago (Chile).

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A equipe do Brasil volta a entrar em ação na próxima sexta-feira (4), em horário e rival a definir, já pelas quartas de final da competição. A seleção que faturar o título da AmeriCupW garante presença na Copa do Mundo de 2026, na Alemanha. Já as equipes que terminarem do segundo ao sexto lugar seguirão para a disputa do Pré-Mundial.

No confronto desta quarta-feira, a seleção brasileira teve como destaques a ala Damiris, cestinha do confronto com 21 pontos, a pivô Kamilla, que contribuiu com 14 pontos e 10 rebotes, e a armadora Bella, com 16 pontos e três assistências.

“Não é sobre contra quem jogamos e sim como nós jogamos. Todas as atletas fizeram pontos. O time inteiro jogou. Passamos a bola. Tivemos rebotes. E nos preparamos para a próxima fase”, declarou a técnica da seleção brasileira, a norte-americana Pokey Chatman.

Operação combate atuação criminosa em postos de combustíveis

Agentes da Polícia Federal realizaram nesta quarta-feira (2) a Operação Nafta, com a finalidade de levantar fraudes em postos de combustíveis gerenciados por uma organização criminosa. A ação foi em conjunto com a Polícia Civil através da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ). 

Ao autorizar a ação, a Justiça também determinou o sequestro de bens e valores dos envolvidos na fraude, no total de R$ 35 milhões.

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Na ação, 70 policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio e 31 mandados de busca e apreensão em Juiz de Fora (MG), além de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Itaguaí, Mangaratiba, Resende e Armação dos Búzios.

As diligências apontaram que o líder da organização criminosa já se envolveu com a milícia e atuaria atualmente no crime organizado através de fraudes em postos de combustíveis.

Desdobramentos

A investigação teve início após desdobramentos da Operação Dinastia, deflagrada pela PF em agosto de 2022, que desarticulou uma organização criminosa formada por milicianos e atuante na zona oeste do Rio. A ação foi contra acusados de integrar a cúpula de uma milícia que atua na zona oeste do Rio de Janeiro. 

De acordo com a PF, as investigações constataram “intensa articulação e planejamento minucioso” para a prática de homicídios de integrantes de facções criminosas rivais e de outras pessoas.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), os elementos de prova obtidos na Operação Dinastia evidenciam “matança generalizada fomentada pela organização”

Câmara aumenta tempo mínimo para progressão de pena por homicídio

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (2) por 334 votos favoráveis e 65 contrários o projeto de Lei (PL) 1112/23 que aumenta, de 50% para 80% o mínimo de cumprimento de pena no regime fechado para progressão ao semiaberto de condenados por crime de homicídio contra agentes de segurança pública – como policiais, membros do Poder Judiciário, Ministério Público, da Defensoria Pública ou da Advocacia Pública, no exercício da função ou em decorrência dela. O texto segue para análise do Senado.

Para o autor do projeto, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) a iniciativa visa “dificultar a progressão de regime quando os criminosos forem condenados por homicídio contra autoridades públicas, tendo em vista a especial gravidade dos delitos”.

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Na avaliação do deputado, os “condenados por crimes tão graves devem ter critérios mais rígidos para a progressão de regime, ficando mais tempo presos e desestimulando a prática de delitos contra o aparelho estatal”.

Além do projeto, os deputado aprovaram a urgência para a votação do Projeto de Lei Complementar 41/19, do Senado, que prevê avaliação periódica sobre o impacto de incentivos fiscais concedidos pela União para empresas.

Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado em plenário sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Entenda proposta de acordo do INSS para devolução de descontos ilegais

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta quarta-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de acordo para iniciar, a partir de 24 de julho, o ressarcimento dos descontos irregulares de mensalidades associativas dos benefícios de aposentados e pensionistas.

De acordo com a proposta, os beneficiários vão ser integralmente ressarcidos pelos descontos não autorizados nos contracheques entre março de 2020 e março de 2025. 

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Se for homologado pelo Supremo, os pagamentos serão feitos a cada 15 dias, a partir da data inicial. Cada lote deve contar com o ressarcimento de 1,5 milhão de beneficiários. Os valores serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador da inflação.

Para ter direito a aderir ao acordo, quem foi lesado pelas associações envolvidas no esquema deverá entrar em contato diretamente com o INSS, por meio dos canais de atendimento do órgão. A adesão será voluntária. 

Após análise do pedido, o aposentado entrará na lista de pessoas que terão direito ao ressarcimento. 

Em contrapartida, quem entrou na Justiça para receber o ressarcimento deverá desistir da ação contra o INSS, que se compromete a pagar 5% de honorários advocatícios nas ações individuais propostas antes de 23 de abril de 2025.

Confira as principais regras do acordo, que ainda depende de validação do STF.

Pedido de devolução

Canais disponíveis:  Aplicativo Meu INSS, central telefônica 135 e agências dos Correios. 

Devolução automática

Por estarem em grupos de pessoas vulneráveis, idosos maiores de 80 anos, quilombolas e indígenas serão ressarcidos independentemente de requerimento. 

Processo de contestação

O sistema do INSS gera cobrança à entidade associativa quando há contestação;

A entidade tem 15 dias para comprovar a autorização ou devolver valores via GRU (Guia de Recolhimento da União);

Se a entidade não fizer o reembolso ou não provar a regularização do desconto, o INSS devolverá os valores.

Efeitos jurídicos 

Extinção de ações individuais e coletivas com quitação integral ao INSS;

Honorários advocatícios de 5% sobre o valor devolvido administrativamente (ações ajuizadas até 23/4/2025);

Afastamento de danos morais e da aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) em relação ao INSS;

Necessária contestação administrativa prévia; 

Em caso de não adesão ao acordo, o beneficiário poderá buscar a via judicial.

Objeto do acordo

Ressarcir integralmente beneficiários por descontos não autorizados entre março de 2020 e março de 2025, independente da prévia responsabilização das associações;

Valores devolvidos serão corrigidos pelo IPCA;

O INSS adotará todas as medidas necessárias para promover a responsabilização integral das entidades responsáveis pelos descontos.

Prevenção de novas fraudes

O INSS vai revisar normas e procedimentos para prevenir novas fraudes em descontos associativos.

Conciliação

O acordo enviado para chancela do STF foi fechado entre a AGU, o INSS, o Ministério da Previdência Social, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF).

Todos os órgãos participam de uma conciliação aberta pelo ministro Dias Toffoli.

Segundo a AGU, a homologação é necessária para dar segurança jurídica ao processo de devolução dos valores descontados.

O órgão também aguarda pedido para que Toffoli determine a abertura de crédito extraordinário no orçamento para viabilizar o ressarcimento e a exclusão dos valores do teto de gastos da União para os anos de 2025 e 2026.

Bloqueios

As fraudes são investigadas na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

Até o momento, a Justiça Federal já bloqueou R$ 2,8 bilhões em bens de empresas e investigados envolvidos nas fraudes em descontos irregulares nos benefícios. 

Com 13°C, capital paulista tem a tarde mais fria do ano

A cidade de São Paulo registrou hoje (2) a tarde mais fria do ano. De acordo com a estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), localizada no Mirante de Santana, na zona norte paulistana, a temperatura máxima registrada nesta quarta-feira foi de apenas 13°C, a menor temperatura máxima do ano. Este foi o segundo dia consecutivo de quebra de recorde na capital, superando os 16,1°C que haviam sido registrados ontem (1).

A menor temperatura mínima do ano, no entanto, foi registrada no dia 25 de junho, quando os termômetros na capital chegaram a registrar 5,9°C.

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Para o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura de São Paulo, a temperatura máxima registrada na tarde de hoje foi ainda menor. As estações meteorológicas automáticas do CGE apontaram 12°C na região de Perus, na zona norte, e apenas 9°C em Parelheiros, no extremo da zona sul.

Com isso, a média da temperatura máxima foi de apenas 12,0°C, segundo o CGE, o que estabeleceu um novo recorde de temperatura máxima mais baixa do ano. Até então, a máxima mais baixa do ano havia sido registrada ontem (14,9°C).

De acordo com o geranciamento, a cidade de São Paulo não registrava uma temperatura máxima tão baixa desde agosto de 2020. O recorde, no entanto, ocorreu em julho de 2013, quando a temperatura máxima detectada foi de 8,3°C.

Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, a expectativa é de que o frio permaneça na capital para os próximos dias. A quinta-feira (3) pode registrar novo recorde de menor temperatura máxima. Por isso, alerta o órgão, a orientação é para que a população redobre os cuidados, principalmente nos períodos da manhã e da noite, quando o frio tende a ser mais intenso. Também é essencial estar atento às necessidades de crianças, idosos e animais de estimação, que são mais vulneráveis às baixas temperaturas.

Estado de SP

Além da capital, outras regiões do estado paulista também enfrentaram temperaturas muito baixas nesta quarta-feira, informou a Defesa Civil. Na região da Baixada Santista, a máxima ficou em torno de 14°C, o menor valor registrado em 2025 até o momento. Na região de São José dos Campos, os termômetros marcaram máxima de 16°C. Já na região de Sorocaba, a máxima foi de 16,4°C.

Brics terá reunião de Conselho Popular no Rio de Janeiro

A primeira reunião do Conselho Popular do Brics ( grupo de países de mercado emergente em relação ao seu desenvolvimento econômico) acontecerá nos próximos dias 4 e 5 de julho no Rio de Janeiro. O encontro terá a participação de movimentos populares e de entidades da sociedade civil e antecede a Cúpula de Líderes do bloco (6 e 7 de julho).

Segundo os organizadores, o objetivo da reunião é destacar a importância da participação popular no grupo e dar visibilidade ao Conselho como espaço de construção de propostas alternativas.

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O evento terá como sede o Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro. Haverá sessão pública, com a participação de conselheiros. Está previsto para o fim do encontro a publicação do documento que sintetizará os encaminhamentos feitos pelo Conselho para os líderes do Brics.

Com o nome oficial de Conselho Civil do Brics, o evento foi criado a partir das discussões do Fórum Civil de julho de 2024, em Kazan, na Rússia, e teve o endosso de todos os líderes do bloco. Cada país membro teve de formar os respectivos conselhos nacionais.

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Em 2025, foram criados sete grupos de trabalho (GTs), divididos por temas: saúde, educação, ecologia, cultura, finanças, segurança e institucionalidade. Todos os temas são prioridades eleitas pela presidência brasileira do Brics para este ano.

O Brics é um bloco que reúne representantes de 11 países membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam os países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.

Lula visita Cristina Kirchner em prisão domiciliar em Buenos Aires

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará amanhã (3) a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, que está em prisão domiciliar, em Buenos Aires. Lula chega à capital argentina nesta quarta-feira (2) para participar da Cúpula do Mercosul, que será presidida pelo atual presidente do país, Javier Milei.

No último dia 10 de junho, a Suprema Corte da Argentina manteve a sentença que condenou a ex-presidente a seis anos de prisão por corrupção. A decisão proíbe, ainda, que ela ocupe cargos públicos de forma vitalícia.

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Na ocasião, Lula telefonou para Cristina Kirchner para manifestar solidariedade. “Falei da importância de que se mantenha firme neste momento difícil. Notei, com satisfação, a maneira serena e determinada com que Cristina encara essa situação adversa e o quanto está determinada a seguir lutando”, escreveu Lula em publicação nas redes sociais, em 11 de junho.

A ex-presidente da Argentina nega as acusações e diz ser vítima de perseguição política. Dias antes, ela anunciou seus planos de concorrer ao Congresso nas eleições legislativas de setembro em um distrito importante da província de Buenos Aires, devido ao número de eleitores e por ser um reduto do peronismo, o movimento de centro-esquerda da Argentina.

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Kirchner, 72 anos, cumpriu dois mandatos como presidente de 2007 a 2015 e foi vice-presidente de 2019 a 2023. Ela foi condenada em um caso conhecido como Vialidad, no qual foi acusada de favorecer o empresário Lázaro Báez ao conceder-lhe projetos de obras públicas na Patagônia.

Como ela tem mais de 70 anos, pode cumprir a pena em prisão domiciliar.

Esta será a primeira visita de Lula à Argentina desde a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023. Durante a Cúpula do Mercosul, o brasileiro assumirá a presidência do bloco para o próximo semestre.

O encontro entre Lula e Kirchner foi autorizado pela Justiça da Argentina. De acordo com o jornal local Clarín, na decisão, o juiz Jorge Gorini lembrou que há normas que devem ser cumpridas, como “abster-se de adotar comportamentos que possam perturbar a tranquilidade do bairro ou perturbar a convivência pacífica de seus moradores”.

Em julho de 2019, quando era candidato à presidência da Argentina, o ex-presidente Alberto Fernández também visitou Lula na prisão, em Curitiba. Ele governou a Argentina de dezembro de 2019 a dezembro de 2023, tendo Cristina Kirchner como vice.

 

MPT vai investigar morte de funcionário no Aeroporto de Viracopos

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu, nesta quarta-feira (2), um procedimento para investigar a morte de um funcionário no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, interior paulista. O homem, de 46 anos, morreu nesta madrugada, após ser atropelado por uma caminhonete na pista principal do terminal, enquanto fazia uma manutenção no local.

Segundo o MPF, outros órgãos de proteção do trabalho como o Ministério do Trabalho e Emprego e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) já foram oficiados sobre o caso e realizam uma inspeção no local nesta quarta.

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De acordo com a Polícia Civil, o episódio ocorreu por volta das 2h20. A vítima prestava serviços de manutenção para uma empresa terceirizada pela concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), quando foi atropelada por uma caminhonete durante uma manobra na pista. Segundo o boletim de ocorrência, o condutor da caminhonete, de 48 anos, estava realizando avaliações das condições de atrito da pista e não teria visto a vítima. O caso foi registrado como homicídio culposo pela 4ª Delegacia do Aeroporto de Viracopos.

Por meio de nota, a concessionária ABV lamentou o episódio e confirmou que a morte ocorreu durante as atividades de manutenção na pista de pousos e decolagens do aeroporto e envolveu um profissional de uma empresa terceirizada. “O acidente foi comunicado à 1h50 e o óbito foi confirmado às 2h03”, informou a concessionária.

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Por causa do ocorrido, as operações do aeroporto precisaram ser suspensas temporariamente durante a madrugada, e o aeroporto só pôde ser reaberto às 6h26. “Até o momento, nove voos foram cancelados, e foram registrados 12 atrasos”, disse a concessionária.

A companhia aérea Azul informou que, em razão do fechamento momentâneo do aeroporto, suas operações com origem ou destino ao terminal foram impactadas. “Até o momento, dez voos para Viracopos foram alternados para outros aeroportos. Já cinco voos que decolariam de Campinas e outros cinco com destino ao aeródromo precisaram ser cancelados. Os impactos serão sentidos durante o dia de hoje na operacionalização da malha da companhia, uma vez que Viracopos é o principal hub da empresa”, informou a Azul, que está disponibilizando voos extras para tentar contornar o problema.

Brasil espera mobilização de Brics para resultados ambiciosos na COP30

A reunião de cúpula do Brics, que será realizada no Rio de Janeiro esta semana, deve servir de espaço de construção para soluções mundiais e antecipar debates importantes que estarão em pauta daqui a alguns meses, em Belém, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro. 

O Brasil espera que o Brics, grupo que reúne 11 países (Brasil, China, Rússia, Índia, África do Sul, Indonésia, Irã, Egito, Etiópia, Emirados Árabes e Arábia Saudita), se mobilize em favor de resultados ambiciosos para a COP30, com o cuidado de manter as metas e os princípios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O Brasil, defende uma nova liderança climática, baseada na solidariedade entre os povos, para gerar respostas eficazes e equitativas às mudanças climáticas. 

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Em maio deste ano, delegados dos países-membros dos Brics aprovaram documento, a ser considerado pelos líderes dessas nações durante a reunião de cúpula, com recomendações sobre financiamento climático. Segundo a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, o documento aborda questões como reformas de bancos multilaterais, aumento do financiamento concessional (fornecido por grandes instituições financeiras, abaixo da taxa de mercado para apoiar países em desenvolvimento) e mobilização de capital privado. 

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Jorge Ramalho da Rocha, acredita que a declaração final dos Brics terá uma ênfase na busca por financiamento da transição energética verde e no fortalecimento de arranjos multilaterais. 

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“Além disso, temas como o combate à desertificação, o cuidado com os oceanos e o enfrentamento da poluição de plásticos ganharão relevância. Mais importante do que propostas específicas será a defesa de um contexto multilateral voltado para o desenvolvimento sustentável e inclusivo”, avalia. 

Para a professora Maureen Santos, coordenadora da Plataforma Socioambiental do grupo de estudos Brics Policy Center, seria uma grande vitória se a reunião fosse concluída com compromissos concretos de financiamentos climáticos comprometidos com uma transição justa. 

“Seria maravilhoso, porque um dos grandes debates da COP30 é o framework de transição justa. Então, se o BRICS também já se adianta, fazendo compromisso nessa área já facilita”, afirma a professora. 

Financiamento  

De acordo com a professora, a reunião dos Brics acontece em um momento em que o Acordo de Paris, que completa uma década neste ano, se encontra em um momento de muita fragilidade. O tratado internacional, focado em ações para combater as alterações climáticas, foi adotado em 2015 na Conferência das Partes (COP21), em Paris. “A convenção do clima sofreu um baque muito grande com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris”, destaca. 

No mês passado, representantes dos países que compõem a Secretaria das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) se reuniram em Bonn, na Alemanha, em um encontro preparatório para a COP30. Uma das discussões principais girou em torno de como mobilizar, globalmente, o montante de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático. 

No encontro, países do G77 (grupo de países em desenvolvimento), liderados pela China, demandaram mais investimentos dos países desenvolvidos. Um dos artigos (9.1) do Acordo de Paris prevê que as nações mais ricas devem prover recursos financeiros para auxiliar aquelas em desenvolvimento em relação à mitigação e adaptação às mudanças climáticas. 

“O grande tema das duas semanas [em Bonn] foi a questão do financiamento. A questão de os países do Norte apoiarem os países do Sul foi o tema central”, afirmou Maureen. Ela acredita que a cúpula do Brics pode ser um espaço para pensar inovações para este modelo de financiamento.  

“O Brics acaba ficando um pouco na retranca porque ele não quer minar a negociação do ponto de vista de que os países desenvolvidos tomem primeiro a responsabilidade”, diz. 

NDCs   

Segundo Maureen, apenas 28 dos quase 200 signatários do Acordo entregaram, desde novembro do ano passado, suas revisões das NDCs, as chamadas contribuições nacionalmente determinadas. Elas apontam os compromissos de cada país para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa e adaptarem-se aos impactos das mudanças climáticas. 

Entre os Brics, apenas Brasil e Emirados Árabes apresentaram suas NDCs. “O Brics poderia funcionar como um espaço muito importante para pressionar esses países. A própria Índia não entregou, assim como a China e a Rússia. Então, se eles fizessem uma coisa simbólica também de se comprometer com a entrega dessas NDCs ou uma declaração final para salvar o acordo de Paris, seria muito importante”, aponta Maureen. Ela defende que seria um passo relevante se os Brics anunciassem também compromissos financeiros adicionais em conjunto. 

Energia verde

O professor Jorge da Rocha destaca que alguns países do Brics têm na produção de combustíveis fósseis um componente importante de sua economia, como é o caso do próprio Brasil, da Arábia Saudita, do Irã, dos Emirados Árabes e da Rússia. Apesar disso, é uma posição oficial do grupo promover “transições energéticas justas, ordenadas e equitativas e reduzir as emissões de gases do efeito estufa”, como demonstrado no comunicado dos ministros de Energia dessas nações, em maio deste ano. 

“A ideia é usar os recursos provenientes dessas fontes para financiar a ampliação da escala da capacidade de geração de energia verde e, gradualmente, usar o petróleo para fins distintos da produção de energia. É verdade que as economias não têm condições de ajustar-se rapidamente a um ambiente sem energia proveniente do carbono sem gerar inflação e crise econômica, mas também é verdade que, devido a seus competentes lobbies, a indústria de petróleo e gás se beneficia de pesados subsídios”, explica o professor da UnB. 

Ele ressalta, no entanto, que a transição energética precisaria envolver a redução dos subsídios a essa indústria e direcionar os recursos para fontes de energia mais limpas. “A tendência, infelizmente, é que se adie uma vez mais esse processo”, afirma. 

Brasil recupera lugar de potência ambiental, diz Marina Silva

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou nesta quarta-feira (2), na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, o papel de protagonismo que o Brasil voltou a ocupar no cenário político internacional após reconstruir a política para o setor dentro do país. “O Brasil recuperou seu lugar de potência ambiental”, afirmou.

Segundo a ministra, apesar de todas as adversidades enfrentadas, o país acumula números positivos que já são reconhecidos em ambientes multilaterais. “Nesses dois anos em que o desmatamento caiu quase 46% na Amazônia e 32% no país inteiro, o agronegócio cresceu 15% e a renda per capita cresceu em torno de 11%.”

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Os resultados foram alcançados com ações de prevenção, capacidade de mobilização e parceria com estados, municípios, organizações sociais e empresariado brasileiro, que se empenham no avanço da agenda ambiental, informou a ministra.

“Quem destrói é uma minoria. Apenas 2,6% dos imóveis rurais concentram 60% das irregularidades. A maioria não é irregular. Então, aqueles que o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ] está autuando são os que comprovadamente promovem atividades fora da lei.”

A afirmação foi feita após ser questionada sobre a apreensão de 20 cabeças de gado ilegal que ocupavam a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no estado do Acre. A operação, realizada em junho, atuou para remover 400 bovinos mantidos irregularmente em toda a unidade de conservação federal. “Esses 2,6% não falam pelo agronegócio brasileiro.”

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A ministra foi convidada a participar de audiência na comissão para esclarecer a atuação dos órgãos de fiscalização e o trabalho de combate aos incêndios nos biomas brasileiros. Ela disse que a redução do desmatamento só não foi maior por causa dos incêndios ocorridos em 2024. “De fato, nós tivemos em 2024 um aumento dos incêndios no Brasil, que se deu em função de um extremo climático que não afetou apenas o Brasil, mas afetou o mundo inteiro.”

O extremo climático levou o país a um cenário de seca com baixa precipitação, temperatura alta e baixa umidade que potencializaram os incêndios iniciados de forma criminosa. “Isso fez com que a gente tivesse um processo de retroalimentação perverso”, ressaltou.

Avanços

Para enfrentar todas as adversidades, o governo federal destinou quase R$ 1,5 bilhão para ações de combate aos incêndios, estruturou a capacidade operacional ampliada para 3,5 mil brigadistas e reduziu a área atingida na comparação com os números de 2022.

“Fizemos uma verdadeira força-tarefa no país para evitar que tivéssemos uma situação de completo descontrole, porque a situação ficou muito agravada”, reforçou.

Agrotóxico

A ministra também foi questionada sobre a demora na liberação do uso de agrotóxicos no país e informou que o Ibama tem autonomia para realizar as análises técnicas a partir de critérios que consideram os benéficos para a saúde pública, para o meio ambiente e para o próprio produtor rural.

Segundo Marina, a demora muitas vezes se dá pela insistência na aprovação de produtos que já foram proibidos anteriormente. “A maioria dos pedidos para autorização de novos agrotóxicos são para genéricos que não têm nenhuma molécula nova, nem atualização da fórmula.”

A ministra enfatizou ainda que boas práticas como o uso de bioinsumos, respeito a reserva legal e regularização ambiental são bonificadas na forma de incentivos na concessão de crédito dentro das políticas públicas.

“No Plano Safra deste ano, lançado recentemente, criamos uma inovação e estabelecemos um redutor de juros por boas práticas, que chega a 1%. Isso se constituiu em um incentivo para que os agricultores façam investimentos na área da agricultura de baixo carbono.”

Indústria cai 0,5% em maio e recua pelo segundo mês seguido

A produção da indústria brasileira recuou 0,5% em maio ante abril, marcando o segundo mês seguido de queda, depois de ter caído 0,2% de março para abril. O resultado foi puxado para baixo pelo setor de veículos e o impacto decorre também da trajetória crescente da taxa de juros no país.

No entanto, em relação a maio de 2024, o setor industrial apresenta expansão de 3,3%. No acumulado de 12 meses, a produção industrial cresceu 2,8%, deixando a indústria brasileira num patamar 2,1% acima do período pré-pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020, mas ainda 15% abaixo do pico da produção industrial de maio de 2011.

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Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de abril para maio, 13 das 25 atividades pesquisadas tiveram queda, sendo a influência negativa mais importante a produção de veículos.

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Setores que puxaram para baixo a produção industrial

– veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%)

– coque (derivado do carvão), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%)

– produtos alimentícios (-0,8%)

– produtos de metal (-2,0%)

– bebidas (-1,8%)

– confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,7%)

– móveis (-2,6%)

Na outra ponta, o ramo que mais ajudou positivamente foi a indústria extrativa, que cresceu 0,8%.

Juros altos

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, os resultados de abril e maio atuam como uma devolução do crescimento mais intenso dos três primeiros meses do ano, período que chegou a acumular 1,5% na comparação com o patamar de dezembro de 2024. Agora, com as duas quedas seguidas, o acumulado se reduziu para 0,7% de crescimento.

O analista do IBGE aponta que a queda da indústria nos últimos meses tem a ver com os aumentos dos juros no país desde setembro.

 “É claro que isso traz reflexos para o setor industrial à medida em que há encarecimento do crédito. Por parte das famílias, as decisões sobre o adiamento de consumo [também pesam]. Pode haver adiamento de investimento por parte das empresas”, salienta.

Macedo ressalta que esse cenário contracionista contrasta com outros dados positivos da economia, como o mercado de trabalho favorável e desocupação em baixa,  recorde no rendimento do trabalhador e melhora de índices inflacionários. 

Desde setembro do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem mantido trajetória de alta da taxa básica de juros da economia, a Selic, de forma a conter a inflação, que está acima da meta do governo. A inflação oficial acumula 5,32% em doze meses, acima da meta que tem tolerância até 4,5%.

Os juros mais altos – atualmente em 15% ao ano – encarecem o crédito, de forma que desestimulam o consumo e investimentos produtivos, o que tende a, por um lado, frear a inflação e, por outro, desaquecer a economia.

De acordo com o Banco Central, o efeito da taxa Selic na inflação leva de seis a nove meses para se tornar significativo.

Grandes categorias

Dentre as quatro grandes categorias econômicas apuradas pela Pesquisa Industrial Mensal, três tiveram números negativos na passagem de abril para maio:

– bens de consumo duráveis: -2,9%

– bens de capital (máquinas e equipamentos): -2,1%

– bens de consumo semi e não duráveis: -1%

– bens intermediários (serão transformados em itens finais): 0,1%

A explicação para a perda dos consumos duráveis, que tiveram maior magnitude, é a menor produção de automóveis, eletrodomésticos da linha marrom (aparelhos de TV, de áudio e similares) e motocicletas.

“Tem muito como pano de fundo a questão do crédito, impactando esses bens que dependem mais de crédito”, finaliza Macedo.

Energia elétrica fica mais cara em SP a partir de sexta-feira dia 4

O reajuste anual da concessionária Enel entra em vigor a partir desta sexta-feira (4) em São Paulo. O efeito médio será de 13,94% de aumento nas tarifas para os consumidores atendidos pela distribuidora em 24 municípios da região metropolitana, incluindo a capital paulista.

O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nesta terça-feira (2). Segundo a agência reguladora, para consumidores residenciais, ligados em baixa tensão, o aumento tarifário será de 13,26%.

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Considerando todos os consumidores atendidos em baixa tensão, incluindo unidades como pequenos comércios, o reajuste médio ficará em 13,47%. Já aqueles ligados em alta tensão – como indústrias e grandes unidades consumidoras – terão alta de 15,77%, em média.

“Entre os fatores que mais impactaram os índices propostos estão os custos com encargos setoriais [que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos], aquisição de energia e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior”, disse a Aneel, em nota.

A Enel também citou o impacto dos encargos setoriais e aquisição de energia sobre o reajuste. “Esses fatores, definidos por regulamentação federal, somados aos custos de transmissão e tributos federais e estaduais, têm impacto direto no valor final da fatura, independentemente da atuação da distribuidora”, disse a empresa, em nota. 

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A estrutura do reajuste tarifário, conforme informou a Enel, é composta por duas parcelas principais, A e B. A primeira corresponde a custos que não são de responsabilidade da distribuidora, como encargos, transmissão e energia, que registrou variação de +7,30%. A segunda, que são custos gerenciáveis pela distribuidora, apresentou índice de +1,02%.

Adicionalmente, há os componentes financeiros – valores pagos pelos consumidores nos 12 meses subsequentes ao reajuste – que são incluídos ou retirados conforme a apuração regulatória. “Assim, neste processo, o efeito médio decorre de três ações: (i) reajuste dos custos de Parcela A e B; (ii) inclusão dos componentes financeiros atuais (-2,35%); e (iii) retirada dos componentes do ano anterior (+7,97%)”, especificou a Enel.

Internações por síndrome respiratória grave continuam altas no Rio

O número de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) permanece acima do esperado no estado do Rio de Janeiro, segundo a Secretaria de Saúde. Na semana epidemiológica entre 22 e 28 de junho ocorreram 1.008 internações, embora apenas 69 tenham sido notificadas até o momento. Na semana anterior, a estimativa foi de 948 internações – mais do que o dobro dos registros oficiais (435).

Em 2025, o estado soma 10.691 internações e 762 óbitos por SRAG. Crianças de até 9 anos, especialmente entre 1 e 5 anos, continuam sendo as mais afetadas. O número de solicitações de leitos hospitalares segue elevado desde o fim de março, com destaque para as faixas etárias de 0 a 4 anos e maiores de 70.

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A taxa de positividade de exames do painel viral mostra que o vírus sincicial respiratório (VSR) ainda é o mais frequente, embora comece a apresentar tendência de queda. Entre as crianças, além do VSR, o rinovírus é bastante prevalente. Já entre os idosos, o vírus da Influenza A predominou entre março e junho.

Entre os subtipos de Influenza A, o H1N1 foi o que mais circulou em 2025, com crescimento expressivo a partir da segunda quinzena de abril. Embora tenha iniciado trajetória de queda, o vírus ainda representa risco, principalmente para gestantes, idosos e crianças, públicos prioritários da campanha de vacinação contra a gripe.

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Vacinação abaixo da meta

Até 30 de junho, o estado do Rio aplicou 2,588 milhões de doses da vacina contra a gripe. Desse total, 1.210 milhão foram destinadas ao público prioritário – o equivalente a apenas 27,35% da cobertura esperada, distante da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A maioria dos municípios ainda apresenta cobertura vacinal muito aquém do desejado, com destaque negativo para as regiões da Baixada Litorânea, Metropolitana I e Baía da Ilha Grande.

A vacinação está disponível em todos os 92 municípios fluminenses e é essencial para prevenir casos graves da doença e óbitos.

Inscrições para o CNU 2025 começam nesta quarta-feira

As inscrições para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) começam nesta quarta-feira, às 10h, e vão até as 23h59 minutos de 20 de julho, horário oficial de Brasília.

O prazo para os interessados solicitarem a isenção da taxa de inscrição também começa hoje e se estende até 8 de julho.

Como se inscrever

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Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela organização do concurso.

Ao se inscrever, os interessados deverão:

  • optar por apenas um dos nove blocos temáticos;
  • optar pelos diferentes cargos e especialidades, entre as opções ofertadas dentro do mesmo bloco temático;
  • indicar a ordem de preferência de ocupação dos cargos, como foi no CNU 2024; 
  • indicar a cidade de realização das provas.

O candidato poderá escolher todos os cargos e suas respectivas especialidades ofertadas em um único bloco temático.

Como parte do processo de inscrição, o candidato deverá ainda preencher um questionário socioeconômico. No entanto, o edital único do CNU 2025 explica que as informações não serão usadas como critério de classificação ou eliminação no certame.

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Taxa de inscrição

A taxa de inscrição única é de R$ 70, para todos os 3.652 cargos de nível superior e nível médio.

A Guia de Recolhimento da União (GRU) deverá ser paga até 21 de julho, por meio de Pix, com a leitura do QR Code disponível no próprio documento.

Há ainda as opções de pagamento online pela plataforma PagTesouro, gerida pela Secretaria do Tesouro Nacional. Nessa ferramenta digital, os pagamentos podem ser feitos por meio de Pix, boleto bancário, cartão de crédito ou saldo em carteira digital.

Outra forma é presencialmente, em qualquer agência bancária, casa lotérica e unidadesdos Correios.

O candidato deve observar o horário de funcionamento das agências e dos correspondentes bancários, bem como as regras de aplicativos e internet banking da instituição.

Em caso de feriado ou de qualquer evento que implique o fechamento de agências bancárias na localidade, o candidato deverá antecipar o pagamento ou realizá-lo por outro meio válido, no prazo limite.

A inscrição somente será validada após a confirmação do pagamento até a data do vencimento.

Isenção da taxa

A isenção total do pagamento do valor de inscrição poderá ser solicitada entre 2 e 8 de julho na página do concurso, por pessoas com os seguintes perfis:

  • ter inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • ser doador de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde;
  • ser ou ter sido bolsista do Programa Universidade para Todos (Prouni) do Ministério da Educação (MEC); 
  • comprovar ser ou ter sido financiado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do MEC.

Para comprovar a condição de doador de medula óssea, o candidato deverá encaminhar, via upload no sistema de inscrição seu documento de identidade com foto e o comprovante da doação, contendo data da coleta de células de medula óssea, data da emissão do documento, assinatura da pessoa responsável pelo órgão emissor e o nome legível e completo da assinante.

A Fundação Getulio Vargas explica que para análise correta da solicitação de isenção do pagamento da taxa de inscrição, irá consultar os órgãos federais responsáveis pelo CadÚnico, Prouni, Fies ou o órgão gestor do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), conforme o caso de cada pedido.

Inscrição única

As provas de todos os nove blocos temáticos serão aplicadas em 228 cidades, nos mesmos dias e horários:

  • primeira etapa: prova objetiva, em 5 de outubro de 2025, das 13h às 16h30;
  • segunda etapa: prova discursiva, em: 7 de dezembro de 2025, das 13h às 15h, aos aprovados na primeira.

Por isso, não é permitida mais de uma inscrição no CNU 2025.

Caso a Fundação Getulio Vargas verifique a existência de mais de uma inscrição efetivada (por meio de pagamento ou isenção da taxa) por um mesmo candidato somente será considerada válida e homologada aquela que tiver sido feita por último, identificada pelo sistema de inscrições online pela data e hora de envio do requerimento por meio da internet.

Consequentemente, as demais inscrições serão automaticamente canceladas, não cabendo reclamações nem mesmo quanto à restituição do valor pago pela taxa de inscrição.

Após o pagamento da taxa de inscrição de R$ 70, se o candidato se inscrever novamente não precisará efetuar novo pagamento. O valor será transferido para a inscrição mais atualizada no chamado Enem dos Concursos.

Inclusão [ou Reserva de vagas]

O concurso unificado apresentará as seguintes modalidades de concorrência de vagas: ampla concorrência; pessoas com deficiência (PCD); pessoas negras; indígenas e quilombolas.

As vagas ofertadas serão reservadas da seguinte forma:

  • 65% para ampla concorrência;
  • 25% para pessoas negras;
  • 5% para pessoas com deficiência (PCD);
  • 3% para indígenas; 
  • 2% para quilombolas.

Para concorrer às vagas reservadas, o candidato deverá, no ato da solicitação de inscrição, optar por disputar as reservadas às pessoas negras, indígenas e quilombolas.

Vale lembrar que essas pessoas serão convocadas, posteriormente, conforme cronograma descrito no edital, para passar por procedimentos complementares que comprovem a autodeclaração: pessoas com deficiência (PCD); pessoas negras; indígenas e quilombolas..

A autodeclaração é facultativa. Caso não opte pela reserva de vagas, o candidato será submetido às regras gerais do certame e disputará as vagas da ampla concorrência.

Outra novidade é que haverá equiparação entre gêneros dos candidatos, quando houver chamada para a segunda fase do processo seletivo.

Com isso, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou segunda-feira (30) que será chamado para a prova discursiva o mesmo número de homens e de mulheres. A regra funciona tanto para ampla concorrência quanto para as vagas destinadas às cotas.

Blocos temáticos

O CNU 2 terá nove blocos temáticos, sendo dois deles para cargos de nível médio. Confira:

  1. seguridade social: saúde, assistência social e previdência: 789 vagas;
  2. cultura e educação: 130 vagas;
  3. ciências, dados e tecnologia: 212 vagas;
  4. engenharias e arquitetura: 306 vagas;
  5. administração: 1.171 vagas;
  6. desenvolvimento socioeconômico: 286 vagas;
  7. justiça e defesa: 250 vagas;
  8. intermediário – saúde: 168 vagas;
  9. intermediário – regulação: 340 vagas.

CNU 2025

Ao todo, o CNU 2025 vai selecionar 3.652 candidatos para 32 órgãos da administração pública federal.

São 3.144 vagas de nível superior, incluindo 1.172 para preenchimento a curto prazo e 508 de nível intermediário. 

As provas serão aplicadas em 228 municípios, distribuídos em todas as 27 unidades federativas, com questões objetivas de conhecimentos gerais e específicos e dissertativas, por área de atuação, nos nove blocos temáticos do certame.

Do total das 3.652 vagas, 135 são para a Região Norte, 165 para o Nordeste, 814 para o Sudeste, 54 para o Sul e 4 para o Centro-Oeste (exceto o Distrito Federal, que concentra 2.089 vagas por abrigar a maior parte dos órgãos federais).

Outras 391 vagas serão para diferentes regiões, de acordo com o interesse da administração pública federal.

Mais informações sobre o Concurso Público Nacional Unificado 2 podem ser obtidas pelo telefone da FGV (0800 591 0452) e pelo e-mail cpnu2@fgv.br .

Aposta de Goiânia ganha prêmio de mais de R$ 50 milhões da Mega-Sena

Uma aposta de Goiânia acerta as seis dezenas do concurso 2.882 e o ganhador ou ganhadora vai levar o prêmio de R$ 50.722.168,24. O jogo vencedor foi feito na cidade de Goiânia. A aposta simples, de R$ 5, foi realizada na Loterias Nova Vila.

Os números foram sorteados na noite dessa terça-feira (1º), no Espaço da Sorte, em São Palo. As dezenas vencedoras: 11 – 15 – 19 – 23 – 49 – 51.

A quina teve 97 apostas ganhadoras, cada uma vai pagar R$ 33.594,47. Já a quadra registrou 5.365 apostas vencedoras. Cada ganhador vai receber um prêmio de R$ 867,70.

O próximo concurso da Mega-Sena será realizado nesta quinta-feira (3). O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

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As apostas já podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa e também pela internet no site da Loterias Caixa.

Lesão tira meio-campista Ana Vitória da disputa da Copa América

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, na noite desta terça-feira (1), que a meio-campista Ana Vitória foi cortada da equipe que representará o Brasil na Copa América de futebol feminino. A decisão foi tomada após ser diagnosticado que a jogadora tem uma lesão na região posterior da coxa direita.

O técnico Arthur Elias convocou para a vaga a meio-campista Yaya. A jogadora do Corinthians já fazia parte de um grupo de sete atletas que foram convocadas para integrar a preparação da seleção brasileira na Granja Comary, em Teresópolis (Rio de Janeiro), entre os dias 3 e 10 de julho.

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A Copa América de futebol feminino será disputada em Quito (Equador) entre os dias 12 de julho e 2 de agosto. Atual campeão da competição, o Brasil estreará no dia 13 de julho contra a Venezuela, em confronto válido pela primeira rodada do Grupo B (que também conta com Bolívia, Colômbia e Paraguai). A outra chave é formada por Argentina, Chile, Equador, Peru e Uruguai.