Comitê Paralímpico Brasileiro lança documentário Mulheres no Pódio

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lança no próximo sábado (8) o documentário Mulheres no Pódio, que homenageia atletas paralímpicas com histórias inspiradoras. A obra acompanha atletas como a lançadora e arremessadora Tuany Barbosa, a halterofilista Mariana D’Andrea, a mesatenista Sophia Kelmer e a nadadora Carol Santiago, cujas trajetórias de vida ilustram a resiliência e a paixão pelo esporte.

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“O lançamento do filme é uma oportunidade para celebrar as vitórias dessas mulheres e refletir sobre os desafios que enfrentaram para chegar aos pódios. A obra contribuirá para a valorização e o reconhecimento das atletas paralímpicas e para fortalecer o Movimento Paralímpico brasileiro como um todo. Além disso, a maior participação feminina no esporte adaptado é um dos pilares do nosso planejamento estratégico, que estamos, neste presente momento, revisitando, e a promoção dos feitos e das trajetórias delas contribuem para o aumento da conscientização da população em relação à inclusão das mulheres com deficiência na sociedade por intermédio do esporte”, declarou o presidente do CPB, José Antônio Freire.

A primeira exibição do filme Mulheres no Pódio será no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a partir das 22h30 (horário de Brasília) no Sportv e no Globoplay.

Papa Francisco tem dois episódios de insuficiência respiratória aguda

O papa Francisco teve dois episódios de insuficiência respiratória aguda nesta segunda-feira (3). De acordo com boletim da sala de imprensa da Santa Sé, as duas crises foram provocadas por uma reação dos brônquios, que tentaram expelir o muco acumulado para eliminar as bactérias.

Após a aspiração de secreções, foi necessária a retomada da ventilação mecânica não invasiva. De acordo como boletim, as condições clínicas do papa ainda são complexas, com uma “situação sujeita a criticidades”

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O Vaticano ainda informa que os valores das análises de sangue permanecem inalterados, revelando a ausência de leucocitose. “Um dado positivo, pois mostra que não há uma nova infecção, mas que o acúmulo de muco é consequência da pneumonia”.

“O Santo Padre permaneceu sempre vigilante, orientado e colaborativo”, diz o boletim

Desde o dia 14 de fevereiro, Francisco, de 88 anos, está internado no Hospital Gemelli, em Roma, devido a uma infecção respiratória grave que desencadeou outras complicações.

Mais de 67 toneladas de resíduos são recolhidas após desfiles no Rio

A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, neste domingo (2), resultou na remoção de 67,6 toneladas de resíduos, sendo 42 toneladas da área interna dos desfiles, 6,8 toneladas de materiais potencialmente recicláveis, além de 18,8 toneladas de resíduos na parte externa do Sambódromo.

Já os mais de 100 blocos de rua que se apresentaram no domingo geraram 104,3 toneladas de resíduos. Entre eles, destacaram-se o bloco Cordão do Boitatá, com 12,7 toneladas; o bloco Areia, com 9,54 toneladas; e o Simpatia é Quase Amor, com 8,5 toneladas.

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Os desfiles na Intendente Magalhães, na Avenida Chile, e nos bailes populares realizados nos bairros geraram 131 toneladas de resíduos no domingo. Para garantir a limpeza, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) contou com cerca de 8,5 mil garis em todos os pontos de festa, incluindo o Sambódromo, blocos de rua e bailes populares.

Para facilitar a limpeza, a companhia conta com mais de 200 veículos motorizados e 12,5 mil contêineres para o descarte correto dos resíduos pelos foliões. A companhia usou 20 mil litros de sabão e 5 mil litros de essência de eucalipto, aplicados nas ruas e áreas de banheiros químicos.

 

Prefeitura do Rio vai transformar casa de Ainda Estou aqui em museu

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou que vai transformar o imóvel onde foi gravado o filme Ainda Estou Aqui na Casa do Cinema Brasileiro. A proposta é criar um museu no local. Segundo Paes, a propriedade será desapropriada e comprada pela prefeitura.

Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, foi o grande vencedor na categoria de Melhor Filme Internacional, na 97ª edição do Oscar, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A conquista é inédita para o cinema brasileiro.

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O filme conta a história da prisão do ex-deputado Rubens Paiva e da busca de sua esposa, Eunice Paiva, em saber o destino do marido, assassinado em 1971, durante a ditadura militar no Brasil.

“Vamos tornar público e abrir para visitação o espaço que trouxe o primeiro Oscar do Brasil em quase 100 anos da premiação. Faremos da casa onde foi gravado o filme um lugar de memória permanente da história de Eunice Paiva e sua família, da democracia e ainda uma homenagem às duas grandes mulheres que orgulham o Brasil e deram vida a ela – Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, informou Eduardo Paes, em publicação nas redes sociais.

“O público ainda poderá conhecer a história do Brasil no Oscar em exposições interativas. Ali também funcionará a nova sede da Rio Film Commission, estimulando mais produções do cinema brasileiro e premiações internacionais. E pra não deixar dúvidas: a Casa do Cinema Brasileiro vai estar pronta para receber a nossa primeira estatueta. Quem sabe ela não vem morar aqui? Nós vamos sorrir”, finalizou o texto, fazendo referência a uma fala do filme.

A propriedade fica na esquina da Avenida João Luiz Alves com a Rua Roquete Pinto, no bairro da Urca, zona sul da cidade. Após a repercussão do filme Ainda Estou Aqui, o local passou a atrair a atenção de fãs e curiosos.

O imóvel foi locado por um ano e meio para a produção e, recentemente, foi colocado à venda a partir de R$ 13,9 milhões.

Bloco em Brasília critica capacitismo e reforça direitos das PCDs

Há 13 anos, a historiadora Lurdinha Danezy Piantino utiliza o carnaval como meio de mobilizar as pessoas com deficiência (PCDs) para saírem de casa nos dias de folia em Brasília. É o carnaval também a forma que ela encontrou para chamar atenção da sociedade em favor das PCDs e contra o preconceito que as trata como fora do padrão tido como normal, inferiores e incapazes – o chamado “capacitismo”.

“A gente costuma dizer que a deficiência da pessoa é apenas uma das características dela”, ressalta Lurdinha

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Com humor, ela tenta reverter comportamentos. O nome do bloco é “Deficiente é a mãe.”

Segundo Lurdinha, trazer pessoas com deficiência para brincar carnaval exige um trabalho bem grande. Isso porque os espaços sociais costumam ser excludentes e por isso são pouco frequentados por PCDs.

Para um cadeirante, por exemplo, deslocar-se no carnaval pode significar esperar por muito tempo um ônibus que pare e acione o elevador hidráulico para subir, ou ter a sorte de conseguir um motorista de aplicativo que tenha boa vontade de transportar a pessoa com deficiência no banco da frente, no banco de trás é mais difícil a entrada e conforto.

Ao chegar no local, o cadeirante poderá perceber que o piso, sem conservação, é irregular e esburacado, e ainda faltam rampas de acesso. Se a PCD é cega, também terá dificuldades como a ausência de piso tátil ou placas em braile. Se um surdo estiver sozinho, talvez não encontre quem possa auxiliar comunicando-se em libras.

Nós existimos 

Para o advogado Gerson Wilder de Sousa Melo, as cidades brasileiras – mesmo Brasília, que foi planejada – padecem de algum “capacitismo arquitetônico” e de certo “capacitismo atitudicional”, que no carnaval afugenta foliões com deficiência.

“Nós somos alegres. O carnaval é uma forma de expressão cultural muito peculiar no nosso país. Estamos aqui para dizer que ‘nós existimos’, que ‘nós queremos conviver’ e que ‘nós temos a capacidade e eficiência de estarmos na rua’”, diz Gerson.

Brasília (DF), 03/03/2025 – Gerson Wilder no Bloco carnavalesco, Deficiente é a Mãe, na ruas de Brasília. – Jose Cruz/Agência Brasil

“O carnaval é um momento festivo em que as pessoas com deficiência também querem um instante de diversão e prazer”, diz Gabriela Passos, professora no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais que funciona na quadra 612 Sul. O centro, que é uma escola pública, é considerado uma referência em Brasília. Mais de 3 mil pessoas aguardam na fila a oportunidade para poder estudar lá e potencializar a comunicação e o convívio social.

Brasília (DF), 03/03/2025 – Gabiela Passos, no Bloco carnavalesco, Deficiente é a Mãe, na ruas de Brasília- Jose Cruz/Agência Brasil

O cadeirante Carlos Augusto Lopes de Souza também é da rede pública de ensino do Distrito Federal e aproveita a experiência de lidar com estudantes como secretário escolar para participar de papos, aulas e palestras com crianças e jovens para falar dos direitos dos deficientes. “Inclusão nunca é demais”, resume em suas conversas.

Brasília (DF), 03/03/2025 – Carlos Augusto, no Bloco carnavalesco, Deficiente é a Mãe, na ruas de Brasília – Jose Cruz/Agência Brasil

Trabalho e negócio

O empresário Joaquim Manoel Leitão Barbosa é surdo. Fez de sua indignação com a exclusão social e de sua percepção dos direitos como PCD, uma oportunidade de trabalho e negócio.

“Eu vivia reclamando que não tinha acessibilidade nos lugares, que eu não conseguia acessar as coisas. Eu percebi que eu também posso oferecer isso, então eu comecei a trabalhar com acessibilidade. Tem bastante mercado”, revela, ao comentar a possibilidade de atuação como tradutor de libras, intérprete de livros, produtor de legendagem e de audiodescrição.

Brasília (DF), 03/03/2025 –  Joaquim Emanuel, no Bloco carnavalesco, Deficiente é a Mãe, na ruas de Braília. –Jose Cruz/Agência Brasil

Para Joaquim Manoel, o carnaval sempre foi “maravilhoso”, mesmo antes do implante coclear para uso de aparelho auditivo retroauricular. “A gente percebe o som pela vibração. O carnaval tem muita percussão.”

De acordo com o IBGE (Pnad Contínua 2022), há cerca de 18,6 milhões de brasileiros de 2 anos ou mais de idade diagnosticados como pessoas com deficiência, 8,9% dessa população. Quase a metade dessas pessoas tem mais de 60 anos (47,2%).

As pessoas com deficiência trabalham mais na informalidade do que as demais, 55% no primeiro caso e 38,7% das pessoas sem deficiência ocupadas. As PCDs também ganham menos. Conforme o IBGE, o rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas com deficiência foi de R$1.860, enquanto o rendimento das pessoas ocupadas sem deficiência era de R$ 2.690.

Por unanimidade, STF homologa liberação das emendas parlamentares

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta segunda-feira (3), por unanimidade, homologar o plano de trabalho para aumentar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares ao Orçamento da União. A medida foi elaborada em conjunto pelos poderes Legislativo e Executivo.

A decisão do ministro Flávio Dino foi referendada pelo plenário da Corte, em sessão virtual de julgamento, que começou na sexta-feira (28) e, mesmo com a votação de todos os ministros, segue aberta até quarta-feira (5).

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O compromisso dos parlamentares foi enviado na terça-feira (25) ao ministro, que é relator dos processos que tratam das medidas de transparência determinadas pelo STF para o pagamento das emendas. Ao homologar o plano, Dino liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores suspensas por decisões da Corte.

Pelo plano de trabalho da Câmara e do Senado, a partir do exercício financeiro deste ano, não será mais possível empenhar emendas sem a identificação do deputado ou senador que fez a indicação e da entidade que vai receber os recursos.

Conforme a decisão de Dino, não entram na liberação:

  • emendas específicas para organizações não governamentais (ONGs) e entidades do terceiro setor que foram alvo de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU);
  • recursos para a saúde que não estão regularizados em contas bancárias específicas e emendas de bancada;
  • emendas de bancada e de comissão que não foram convalidadas em atas das respectivas comissões e que estejam sem identificação do parlamentar.

Entenda

O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.

No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu a condução do caso.

Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também determinou que a CGU auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.

No mês passado, Flávio Dino suspendeu emendas parlamentares para ONG devido à falta de transparência. Em dezembro, por exemplo, ele havia bloqueado as transferências de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão.

O total previsto para emendas parlamentares no Orçamento de 2025, que ainda não foi aprovado, chega a R$ 52 bilhões, uma alta em relação a 2024, quando a cifra foi de R$ 49,2 bilhões. Há 10 anos, em 2014, esse valor era de R$ 6,1 bilhões.

Turistas passam a prolongar estadia na Bahia após carnaval

A empresária Gilmara Nogueira é do Amazonas e, pelo segundo ano consecutivo, passa o carnaval com as amigas em Salvador. Mas, desta vez, o grupo planejou a viagem com antecedência.

“No ano passado as passagens ficaram bem caras. Não só as passagens aéreas, mas as hospedagens também. Até porque tudo foi comprado próximo da data. E como se sabe, Manaus tem uma malha aérea bem restrita, pela questão da distância, né? Então as passagens e hospedagens ficaram bem caras mesmo. A viagem saiu mais cara do que se fosse uma viagem internacional. Desta vez, eu e a minha turma fomos mais espertos. Então a gente se programou com seis meses de antecedência. Então a gente conseguiu passagens aéreas e hospedagem bem mais em conta mesmo”.

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Em 2025, a expectativa é que mais de 3 milhões de turistas tenham escolhido Salvador como destino durante o carnaval. Destes, cerca de 150 mil devem chegar de avião, mesmo com os altos preços das passagens e a limitada oferta de voos. Ainda assim, o CEO do aeroporto de Salvador, Júlio Ribas, destaca o crescimento do fluxo de visitantes, tanto nacionais como de outros países.

“Há crescimento de 16% dos passageiros internacionais e quase 4% dos passageiros domésticos. Crescimento que é limitado pela indisponibilidade de aeronaves para as companhias aéreas. Se as companhias aéreas tivessem mais acesso a aeronaves, que é uma questão mundial, tenho certeza que esse crescimento seria ainda mais expressivo”.

Para ampliar a conectividade aérea, o governo do estado mantém uma política de incentivos às companhias e oferece subsídios a taxas aeroportuárias e desoneração do ICMS do querosene de aviação.

O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, ressalta que o turismo é um dos principais motores da economia, e que o carnaval recebe ainda mais atenção, já que a Bahia é o destino escolhido por 16% dos viajantes brasileiros no período.

“Nesse período, a economia de Salvador é incrementada em R$ 7 bilhões e a economia da Bahia, no mesmo período, é incrementada em R$ 23 bilhões. Isto se reflete na geração de emprego e na geração de renda para os baianos”.

E tudo isso é acentuado por uma tendência que cresce a cada ano: a permanência prolongada dos visitantes, que estendem a estadia para aproveitar a cidade depois do carnaval. Essa prática gera um aumento de 40% no movimento turístico em relação às outras semanas da temporada de verão.

É o caso da empresária Gilmara Nogueira e as amigas foliãs, que decidiram ficar mais alguns dias em Salvador.

“Esse ano a gente vai aproveitar mais um pouquinho também. Vamos ficar mais uns dias em Salvador. Queremos conhecer um pouco mais as praias, os museus, se divertir de uma outra forma. Queremos conhecer um pouco mais da cultura da Bahia, Salvador principalmente”.

 

Bloco mais antigo de São Paulo anima carnaval no centro da cidade

A temperatura de mais de 32ºC não afastou os foliões que todo ano fazem questão de acompanhar o Esfarrapado, o bloco mais antigo da cidade de São Paulo. Desde 1947, o grupo sai às ruas do Bixiga animando com marchinhas e celebrando o tradicional carnaval de rua paulistano.   

Mesmo após quase 5 horas desfilando pelas alamedas do bairro, o bloco, que partiu por volta das 10h da Rua Treze de Maio, ainda estava animado no cruzamento das ruas Maria José e Conselheiro Carrão às 15h.

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“Eu já não sei há quantos anos que eu venho no Esfarrapado. Mas sempre que venho para o carnaval de rua de São Paulo, a segunda-feira é sempre aqui, no Bixiga”, revelou Dirce Nunes, moradora de Guarulhos. 

“Gosto das músicas, gosto do bairro, me faz lembrar de quando eu era criança”.

Fundado há 78 anos, o bloco inicialmente utilizava panelas, baldes, latas e frigideiras como instrumentos musicais. Hoje, o grupo desfila em cima de um trio elétrico, com um grupo de instrumentos de metais e percussão, além de cantores. 

“O bom dos blocos aqui no Bixiga é que a gente pode ir parando nos bares do bairro, reabastecer, e voltar para bloco, sem perder o pique”, disse Antonio Duarte, que curtia a passagem comendo um salgado em uma das lanchonetes do percurso. 

Para aqueles que se cansam de acompanhar o Esfarrapado no calorão, andando pelas ruas do Bixiga, uma opção, além dos bares, estava a poucos quarteirões dali, o Bloco Sudaca, que fazia sua apresentação, sem se deslocar, na esquina da Rua Fortaleza com a Rui Barbosa. 

O bloco, que atrai um público mais jovem, apresentava um cardápio musical voltado para o Axé. 

“Gosto desse carnaval leve, que a gente pode dançar, sem aperto, tranquila. Já fui para a rua no final de semana passado. Nesse, já estou no terceiro dia, preciso de uma coisa mais leve”, destacou Adriana Seixas.

Mais cedo, também no centro da cidade, no bairro de Santa Cecília, o bloco Espetacular Charanga do França atraiu um grande público para acompanhar a tradicional banda de sopros, com metais e palhetas, que desfila no chão ao lado dos foliões.

Desfile do bloco de carnaval Espetacular Charanga do França, em Santa Cecília – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

São Paulo registra temperatura mais alta para março desde 1943

A cidade de São Paulo registrou neste domingo (2) a temperatura mais quente para o mês de março desde 1943, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) iniciou a medição na capital paulista. Os termômetros chegaram a 34,8 graus Celsius (ºC), muito acima da média do mês, que é de 28ºC.

Nesta segunda, (3), o céu está nublado, com muitas nuvens e a temperatura máxima reduziu um pouco, ficando em 32ºC.

Onda de calor

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O município do Rio de Janeiro vem passando por uma onda de calor extremo, com previsão de tempo firme, sem chuva até o próximo final de semana. De acordo com o Sistema Alerta Rio, as condições atmosféricas seguem sem mudanças significativas na cidade nesta segunda-feira (3). Os ventos sopram fracos a moderados, com as temperaturas elevadas, com a máxima atingindo os 37º C.

Para os próximos dias, de terça-feira (4) à sexta (7), o céu no Rio ficará claro a parcialmente nublado, com poucas nuvens, sem chuva e com a temperatura máxima, alcançando também os 37ºC.

 

Desfile na Sapucaí terá mais quatro escolas nesta segunda-feira

Mais quatro escolas de samba desfilam no Sambódromo nesta segunda-feira (3), na Sapucaí, em novo formato, com três dias para o Grupo Especial. Neste ano, as apresentações das 12 agremiações do grupo de elite ocorrem no domingo (2), segunda (3) e terça-feira (4).
Desfile da Unidos da Tijuca no Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Quem abre a Passarela do Samba, às 22h, é a Unidos da Tijuca com o enredo Logun-Edé – Santo Menino que o Velho Respeita, novo orixá, filho de Oxum e Oxóssi. O tema, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira, conta a história da divindade cultuada pelas religiões de matriz africana conhecida como “príncipe dos orixás”.

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Segundo a tradição iorubá, Logun-Edé é filho de Oxum, orixá associada à pesca e à água doce, e Oxóssi, relacionado à caça e às florestas.

A segunda escola a entrar na Marquês de Sapucaí é a Beija-Flor que homenageia Laíla, diretor de carnaval da azul e branco de Nilópolis. Morto em 18 de junho de 2021, o artista é o homenageado da escola neste ano, com o enredo Laíla de Todos os Santos, Laíla de Todos os Sambas. A Beija-Flor vai mostrar na Sapucaí a trajetória do menino pobre do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio. 

A escola seguinte é a Acadêmicos do Salgueiro, com seu enredo Salgueiro de corpo fechado. A vermelho e branco da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, leva este ano para a Marquês de Sapucaí o resgate de títulos com temas de origem africana. O carnavalesco Jorge Silveira disse que o desfile é um retorno da escola à sua raiz afro-brasileira e “um mergulho sério e profundo na diversidade das culturas religiosas do Brasil”.

A Vila Isabel traz o enredo Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece, encerrando a segunda noite de desfile. O carnavalesco Paulo Barros disse que a azul e branco da zona norte do Rio não vai assustar o público, mas vai levar muita alegria por onde passar. 

CARNAVAL 2024 – Apuração – VILA ISABEL, por Marco Terranova | Riotur

 

“Nossa proposta é um trem fantasma que, na verdade, é um brinquedo de parque de diversão, onde você entra para se divertir. Ao longo do percurso do trajeto do trem, a gente vai conhecer alguém ou várias assombrações que são pautadas na cultura brasileira. A maioria deles, seres de lendas, e tudo é diversão. Todo mundo está achando que o enredo é assombroso e ele não é”, disse o carnavalesco.

Avaliação

Cada escola terá de 70 a 80 minutos para concluir seu desfile e será avaliada em nove quesitos: bateria; samba-enredo; harmonia; evolução; enredo; alegorias e adereços; fantasias; comissão de frente; e mestre-sala e porta-bandeira.

Serão quatro julgadores para cada quesito, que ficarão espalhados em quatro cabines de julgamento, ao longo da Marquês de Sapucaí. Eles poderão conceder notas de 9 a 10, sendo permitidas notas com fracos decimais (como 9,7 ou 9,4, por exemplo).

 A menor entre as quatro notas é descartada da nota final. A abertura dos envelopes com as notas concedidas por cada julgador será feita na tarde de quarta-feira (5). A campeã e as outras seis mais bem colocadas se apresentam novamente no Sambódromo, no desfile das campeãs, na noite de sábado (8). A última colocada é rebaixada para o grupo de acesso (Série Ouro), em 2026.

Autoridades comemoram Oscar e elogiam atuação de Fernanda Torres

Autoridades públicas comemoraram, via redes sociais, a premiação de Ainda Estou Aqui no Oscar, como melhor filme internacional. Mesmo sem ter ganhado a estatueta, a atriz Fernanda Torres também recebeu elogios por ter ficado entre as finalistas na categoria de melhor atriz.

“Hoje é o dia de sentir ainda mais orgulho de ser brasileiro. Orgulho do nosso cinema, dos nossos artistas e, principalmente, orgulho da nossa democracia. Eu e Janja estamos muito felizes assistindo tudo ao vivo”, postou o presidente.

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Na sequência, Lula disse que o Oscar de Melhor Filme Internacional reconhece o trabalho do diretor Walter Salles e de sua equipe. Ele citou Fernanda Torres e Fernanda Montenegro; Selton Mello; Marcelo Rubens Paiva e demais “envolvidos nessa extraordinária obra que mostrou ao Brasil e ao mundo a importância da luta contra o autoritarismo”.

Dirigindo-se a Fernanda Torres, em outro post, Lula disse que a artista, finalista na categoria Melhor Atriz, “honrou o Brasil com sua brilhante atuação”, além de ter encantado o mundo, ao fazer o papel da “grande Eunice Paiva”. 

“Receba um abraço e um beijo carinhoso meu e da Janja”, complementou.

A deputada Luiza Erundina (PT-SP) também usou as redes sociais para elogiar Fernanda Torres. “O Oscar de melhor atriz não veio, mas você é nossa Fernanda Torres! A vida presta”.

A ex-presidente do Brasil e atual comandante do banco do Brics, Dilma Rousseff, publicou uma série de posts comemorando o feito do filme brasileiro.

“O Oscar de Melhor Filme Internacional para Ainda Estou Aqui é um reconhecimento da força da cultura brasileira. Uma homenagem merecida ao nosso cinema, ao diretor Walter Salles, às atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, ao ator Selton Mello e a toda a equipe do filme”, postou.

Na sequência, Dilma disse que a emoção dos brasileiros é ainda maior porque a premiação celebra “uma obra que presta tributo à civilização, à humanidade e aos brasileiros que sofreram com a extinção das liberdades democráticas, lutando contra a ditadura militar”.

Segundo ela, a premiação representa “uma vitória internacional histórica, que honra a todos os que se foram, assim como reverencia aqueles que ainda estão aqui, defendendo a democracia e combatendo o fascismo”. 

“Meus aplausos a todos que tornaram esse filme possível”, completou ao se dizer orgulhosa por a história contada no filme ter sido contada graças ao trabalho da Comissão Nacional da Verdade, criada durante seu governo para investigar os crimes da ditadura.

Também via redes sociais, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que a premiação “é de todo o mérito de Walter Salles, Fernanda Torres, Selton Mello, Fernanda Montenegro e equipe”.

Segundo ele, a premiação é um “orgulho para todos os brasileiros e brasileiras que, em meio ao carnaval, pararam para assistir nosso país ser reconhecido mundialmente pela sua arte e pela defesa dos valores democráticos, tão bem representados pela família Paiva”

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, parabenizou toda a equipe do filme. “O cinema brasileiro brilha na maior premiação do mundo, levando a nossa cultura e identidade para milhões de espectadores”, postou.

Foi também em tom comemorativo o post publicado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. “É nosso! Parabéns a todo o elenco de Ainda Estou Aqui por esse feito histórico”.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse que não é possível dimensionar o tamanho da conquista de Ainda Estou Aqui. Segundo ele, a conquista tem ainda como simbologia representar não apenas o reconhecimento da excelência do cinema nacional, mas também se torna um marco fundamental para a cultura brasileira.

“É do Brasil! Hoje vivemos um marco inesquecível para a história do país e do cinema nacional. A conquista do Oscar de Melhor Filme Internacional por “Ainda Estou Aqui” é uma vitória para a nossa cultura, as nossas histórias e os nossos talentos que encantam o mundo”, postou. “Que essa conquista inspire gerações”, acrescentou o governador da cidade em que a obra foi filmada.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, divulgou um post em meio às suas apresentações musicais na Bahia. “O clima do Carnaval invadiu o Oscar! Viva o cinema brasileiro! Essa é a reação do povo no Pelourinho, em Salvador, com o primeiro Oscar do Brasil.

A premiação foi comentada também pelo músico e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil. “Pode ser, sim! Que sigamos cada vez mais enxergando nosso valor. Parabéns, Nanda, Selton, Walter, Eunice, Marcelo e todos os envolvidos nesta obra e neste feito histórico”.

Veja a repercussão nas ruas do país:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Sargento Pimenta leva multidão a Aterro do Flamengo ao som de Beatles

Mais uma vez as músicas dos Beatles levaram uma multidão ao Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio, para acompanhar o bloco Sargento Pimenta fundado em 2010. O primeiro desfile foi realizado no ano seguinte e nesta segunda-feira (3), na 13ª apresentação, nem o calor intenso desanimou os foliões, que a todo momento recebiam jatos de água para se refrescar.

Logo quando começou, o Sargento levou o título de melhor bloco do concurso Serpentina de Ouro, promovido pelo jornal O Globo. Ali, o desfile ainda era em ruas estreitas no bairro de Botafogo, também na zona sul. No ano seguinte, com a adesão de mais foliões, passou para a área mais extensa do Aterro do Flamengo, com a característica de não se deslocar pelas ruas, e lá permanece até hoje. O público estimado é de 500 mil pessoas.

Músicas

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O Sargento Pimenta gosta dos Beatles, mas dá espaço também a outros artistas e não é difícil ouvir e se animar ao som de músicas de Rita Lee. Como ocorre com as composições do quarteto de Liverpool, os ritmos são variados e os foliões se divertem com uma música composta originalmente como rock, ser tocada como forró.

Foram justamente as músicas dos Beatles que atraíram o músico e artista visual Daniel Gnattali, 39 anos, para participar logo no primeiro ano do Sargento Pimenta. No ano seguinte, ele estava lá de novo, mas com uma diferença: se vestiu de John Lennon, o seu Beatle preferido, e não parou mais.

“Há mais de dez anos faço isso porque amo o carnaval e os Beatles. Acho que todo mundo que está aqui compartilha desse mesmo sentimento. O carnaval é universal e os Beatles também. Essa união é muito bem-vinda porque ajuda a cultura a atravessar a dimensão temporal. Acho que é isso que fica e a obra continua viva.

Daniel faz sucesso entre os foliões que pedem para fazer selfies com ele. “A galera gosta de interação. Fico feliz de poder estar aqui também compartilhando energia com todo mundo. A gente se entrega e recebe muito também”, disse à Agência Brasil

Paul McCartney também estava presente. O jornalista Carlos Alciati Neto, 43 anos, há seis vem de São Paulo, capital, para aproveitar o carnaval do Rio, mais especialmente o Sargento Pimenta. Se vestir como o seu Beatle favorito também já está no roteiro. “Há quatro anos venho com a fantasia. Eu venho para curtir o carnaval do Rio, mas a prioridade é vir de Paul McCartney no Sargento Pimenta. Não perco um ano, aqui e no pré-carnaval em que eles foram no Ibirapuera, também fui”, contou à reportagem.

“Por influência dos meus pais, gosto muito de Beatles, algumas músicas do grupo têm uma pegada muito animada que lembram marchinha, esse ritmo de carnaval, e, para o brasileiro, tudo vira samba. É uma mistura muito boa. Acho que é por isso que faz tanto sucesso o bloco deles”, avaliou, revelando que na próxima quarta-feira (5) volta para a sua cidade.

Profissionalmente, Felipe de Souza Pereira, 38 anos, é juiz, mas neste carnaval se vestiu de Spin, amigo do Homem-Aranha, para ir ao Sargento Pimenta levando, pela primeira vez, os filhos Ema, de 1 ano 2 meses, e Oscar, de 4 anos. “Quero deixar eles com essa herança de curtir os blocos do Rio de Janeiro. É importante manter essa tradição”, disse à Agência Brasil, se divertindo com as crianças no bloco que considera ter “um clima mais família”.

Ao responder se Beatles no carnaval dá certo, foi bem direto: “Com certeza, tudo no carnaval dá certo, samba, pagode, música eletrônica. O importante é ser feliz”, afirmou.

Homenagens

Para o coletivo do bloco, comemorar os 80 anos ou mais de artistas vivos, como Paul McCartney e Ringo Starr, ou prestar homenagens póstumas, como neste ano à Elis Regina – que, se fosse viva, completaria 80 anos no dia 17 deste mês – é uma forma de incentivar um carnaval sem etarismo.

As amigas Margareth Falcão, 65 anos, e Vera Munhoz, 61 anos, chegaram cedo para ficar na frente, encostadas na grade que separa a área do público do palco. “Desde o primeiro desfile deles em Botafogo eu participo”, disse Margareth à reportagem.

“Uma vez Beatles, sempre Beatles. É tradição. É por isso que a gente vem aqui curtir. É bom demais. De geração para geração, não tem fim. Daqui uns anos, meus netos estarão aqui também”, comentou Vera à Agência Brasil.

Outro que constata a cada ano essa renovação dos foliões é Gustavo Gitelman, um dos fundadores do Sargento. Ele arriscou um motivo. “acho que é a potência da mensagem da música dos Beatles, que é atemporal e faz parte da vida de todo mundo. Os pais acabam querendo estar com os filhos e ensinar talvez para netos”, observou.

A permanência de um público fiel, para Gitelman, é resultado da combinação de fatores como a resiliência das pessoas que fundaram o bloco, além da potência do carnaval, uma festa centenária, das músicas, dos Beatles, que sempre fizeram parte da vida de muitas pessoas de várias gerações. O divulgador vê com preocupação os anúncios de despedida de outros blocos que criticam a infraestrutura exigida para a apresentação no carnaval carioca, o que, para eles, inviabiliza os desfiles. “É uma decisão mais emocional do que passional a gente continuar saindo, mas a gente é passional mesmo e não vai desistir por hora, a não ser que fique realmente inviável. Vemos com preocupação isso que acontece com os outros, porque, no final, todo mundo perde. Quanto mais gente conseguir fazer uma festa boa e bonita, mais gente vai ganhar”.

Policiamento

A Polícia Militar do Rio montou um esquema de patrulhamento em toda a área onde os foliões se espalhavam. O esquema contou com 110 policiais militares do 2º BPM, além do apoio de equipes da Força de Ação Tática, com oito a dez agentes em cada uma das três equipes. Além disso, o policiamento contou com drones e torres de policiamento montadas em diversas partes no entorno do bloco. 

Caminhão-tanque tomba e interdita a Via Dutra no Rio

A Rodovia Presidente Dutra está interditada nos dois sentidos, devido ao tombamento de um caminhão-tanque carregado de diesel S-10, na pista em direção à capital paulista, altura do Jardim América, na zona norte, logo após a saída do Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 12h45. Com o tombamento, o veículo pegou fogo, devido ao material de fácil combustão. A PRF informou ainda que o motorista conseguiu sair ileso.

A Avenida Brasil, principal ligação do centro com as regiões norte e oeste da cidade, está com o tráfego congestionado, por causa do acesso direto à Via Dutra.

De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, foi providenciado um desvio pela Linha Vermelha para tentar reduzir os impactos do congestionamento no trecho.

Equipes do Corpo de Bombeiros de vários quartéis estão atuando no local. O acidente ocorreu perto da sede da PRF, em Irajá

Por se tratar de uma rodovia federal, os agentes da PRF auxiliam no controle do trânsito

Técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) da prefeitura, atuam na Avenida Brasil, orientando os motoristas.

Frevo e axé agitam foliões nesta tarde no carnaval do Nordeste

O Nordeste mantém, no carnaval de 2025, a tradição de misturas de ritmos em seus blocos de rua. Entre os mais tradicionais, o frevo arrasta milhares de foliões no Recife e, nesta segunda-feira (3), um dos pontos da festa na capital pernambucana, o Marco Zero, tem  programação repleta de atrações.

As atividades começam agora à tarde com o Encontro de Blocos Líricos. À noite, a Spok Frevo Orquestra sobe ao palco, seguido dos shows das bandas Nação Zumbi, BaianaSystem e Xamã.

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Outro espaço tradicional do Recife, o Mercado da Boa Vista é ponto de encontros dos foliões e têm programação até a Quarta-feira de Cinzas (5). Além de um cardápio com sabores típicos da gastronomia pernambucana, o local contará com apresentação de artistas locais, com frevo, choro, samba e MPB.

A programação completa está na página da prefeitura do Recife. Os homenageados da festa de rua deste ano são os cantores e compositores Elba Ramalho e Marron Brasileiro, além do bloco Troça Abanadores do Arruda.

Na vizinha Olinda, o compromisso dos organizadores também é com a promoção da cultura local, ao mesmo tempo em que abre espaço para artistas de destaque nacional. Este ano, o carnaval da cidade pernambucana tem como tema “Todos Juntos Numa Só Alegria”.

O palco Pernambuco Meu País no Carnaval, instalado na Praça do Carmo, é o coração da festa, celebrando a essência pernambucana com muito frevo e outros ritmos. Hoje, no local, se apresentam Orquestra de Bolso, Academia da Berlinda, Romero Ferro, Duda Beat e Luiza Sonza.

Axé 40 anos

Em Salvador, o principal ritmo a tomar conta das ruas da cidade é o axé, que está completando 40 anos. Tradicional palco da folia, Campo Grande é o destaque no quinto dia de carnaval na capital baiana, com 15 atrações gratuitas.

Além de Claudia Leite e Carlinhos Brown, Banda Mel, Escandurras, Pagodart, Parangolé e Kart Love, atrações incluem Mudança do Garcia, movimento que leva fanfarras, grupos de samba e coletivos sociais que levantam bandeiras como a valorização à educação pública e o combate ao racismo.

O desfile no Circuito Barra/Ondina tem, nesta tarde, a cantora Ivete Sangalo, que comanda o bloco Coruja. Bell Marques, Durval, Tony Salles, Daniela Mercury, Armandinho e o Afoxé Filhos de Gandhy são algumas das atrações que completam a programação do dia.

Com 76 anos de tradição, os Filhos de Gandhy desfilam em 2025 com o tema “Ogum – O Senhor do Ferro, dos Metais e da Tecnologia”, uma homenagem ao patrono do bloco.

Os foliões que gostam do clima dos antigos carnavais podem comparecer ao Circuito Batatinha, no Pelourinho. Ao todo, mais de 20 atrações, entre fanfarras, blocos afros e bandas de samba, se apresentam no local. Entre elas está o Bloco da Capoeira, liderado por Tonho Matéria.

A programação completa está no site da prefeitura de Salvador.

Carnaval em Salvador comemora os 40 anos da axé music

O auge do Axé como fenômeno do mercado fonográfico ocorreu paralelamente à tensão com a música independente baiana. Artistas que não se identificavam parcial ou totalmente com o som que fazia a festa nos trios e blocos, muitas vezes se diziam incomodados com a falta de espaço para se apresentar, mesmo fora dos períodos de folia. Mas, passados 40 anos, a relação mudou com o surgimento de gerações de artistas independentes que guardam o Axé como uma memória capaz de dialogar com variados interesses musicais.

A cantora Márcia Castro é um exemplo. Em 2021, ela gravou o álbum Axé, inspirado no cancioneiro do Carnaval de Salvador, com participações de Margareth Menezes, Daniela Mercury e Ivete Sangalo. Em 2024, a mesma artista revisitou a cena no LP Roda de Samba Reggae, incluindo releituras de hits gravados pelo Chiclete com Banana e Cortejo Afro, entre outros.

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Márcia Castro lembra que a relação com o Axé passou por um caminho de repulsa, reavaliação e respeito, trilhado desde a adolescência.

“Eu era meio contra a cultura na Bahia, no sentido de não ver possibilidade de fazer música se não fosse Axé Music. O Axé começou a entrar em um formato e padrão musical muito complicados. A indústria começou a tomar conta, né? Detestava mesmo o gênero, porque ele foi tão mercantilizado que a questão identitária e cultural foi se perdendo. Então, ser contra isso era ser contra essa cultura hegemônica dominante do Axé na Bahia. Durante muito tempo, fui contra essa cultura do Axé”.

Márcia lembra ainda que em sua adolescência andou pelos caminhos da MPB, mas com tendência por essa Bahia mais pulsante e seminal. “Hoje, entendo isso. Na verdade, eu não gostava e me colocava contra esse grande sistema industrial que padronizou e embranqueceu uma música preta, entendeu? Criou padrões estéticos, visuais e de mercado muito difíceis para outros artistas que não se enquadravam nisso. Então, ficou como um monopólio, um cartel, né?

Para ela, eram  poucos empresários dominando um mercado muito grande e ditando normas e narrativas desse movimento. “Isso foi muito complicado. Nesse sentido, fui muito contra a cultura. Hoje, percebo as coisas de outro jeito. Minha visão musical com relação à mercantilização do Axé continua a mesma. Mas, agora, consigo tirar esse véu, olhar por detrás dele e ver a riqueza dessa obra musical, a força desse movimento e sua importância para a cultura, a música e a economia baiana como um todo.”

A cantora e compositora Ayassi também percebe valor tanto na dimensão artística das canções quanto no aspecto político de alguns nomes e marcos do Axé. Em 2023, ela gravou Se Você Se For, da Timbalada, com citação a outro hit do grupo, Meia Hora, e misturou diversas referências musicais.

“Nessa versão de Se Você Se For, a gente mistura Timbalada com o samba de roda do Recôncavo e até com Michael Jackson. Trazemos um pouco dessa influência na minha loucura musical, né? Paulo Mudi, que produziu comigo, entende bem isso. Timbalada está muito presente em mim até hoje. Daniela também, claro, com toda sua inovação musical e, principalmente, seu ativismo cultural, que, com certeza me inspiram. Ivete também é uma super inspiração. Eu sou cria do carnaval, curto muito, sou foliã. Ser cantora de trio não tem como não estar ligada a memórias de vida que essas canções me trazem, ainda mais sendo baiana.”

Outra artista independente que prestou reverência à Timbalada foi a cantora, compositora e violonista Josiara. Em 2024, ela lançou Mandinga MultiplicaçãoJosiara Canta Timbalada, incluindo sucessos como Margarida PerfumadaNamoro a Dois.

O interesse de Josiara pela cena vai além e a levou a fazer uma releitura de um hit da Banda Asa de Águia. Em Não Tem Lua, fez um dueto com a cantora e compositora Juliana Linhares.

“Pra mim, a relação vem muito dessa memória de infância, de escutar essas músicas em casa. Isso me desperta muitas coisas boas e me dá vontade de cantar. Então, vejo isso como algo muito íntimo, mas acredito que seja também pela beleza desse repertório. São canções grandiosas que precisam ser resgatadas, cantadas de novo, que não podem parar. Por isso, gravei Não Tem Lua com Juliana Linhares, que é uma música belíssima. Eu sigo cantando os artistas desse período de ouro, porque realmente o poço de beleza é grande.”

Entre os muitos projetos de releituras do Axé, podemos citar ainda a banda baiana Suinga, com referências que partem de precursores como Jerônimo, e também o Bloco do Silva, álbum do cantor e compositor capixaba, que revisita temas de nomes como Ara Ketu e Carlinhos Brown.

Blocos de rua garantem a folia na capital federal

Folião que não quer parar, aposta no carnaval de Brasília. Alternativas não faltam nesta segunda-feira (3)

Um dos destaques é o tradicional Galinho de Brasília, bloco com mais de 30 anos, conhecido pela forte presença do frevo em seu repertório repleto de instrumentos de sopro. Sob o comando do maestro Fabiano Medeiros, a Orquestra do Galinho começará a festa às 16h, no Gran Folia, na Esplanada dos Ministérios.

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Um outro bloco que costuma arrastar multidão na cidade é o Divinas Tetas, que desde 2015 apresenta, em seu repertório, homenagens a grandes ícones da música popular brasileira. Em especial, os ligados à Tropicália.

Além de homenagens a Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e Novos Baianos, o bloco traz, consigo, inspirações em grupos de outras vertentes musicais brasileiras, como os roqueiros dos Mutantes e da musa Rita Lee. A folia começa às 12h, no Museu Nacional da República.

Vale lembrar que a capital federal tem transporte público gratuito até a terça-feira (4), mas para acessar o serviço é necessário apresentar cartão de crédito, débito ou o Cartão Mobilidade.

A programação de carnaval segue nesta terça-feira (4) e quarta-feira (5). Depois, será retomada nos finais de semana seguintes, dias 8, 9, 15 e 16.

Confira o roteiro para os foliões em Brasília:

3 de março (segunda-feira)

Bloco DesMaiô

· Horário: 12h às 18h

· Local: Galeria dos Estados

Bloco das Divinas Tetas

· Horário: 12h às 20h

· Local: Museu Nacional da República

Bloco Deficiente é a Mãe

· Horário: 13h às 18h

· Local: Feira da Torre de Brasília

Baratona 2025

· Horário: 13h às 20h30

· Local: Estacionamento 12 do Parque da Cidade

Bloco Pagodão Delas

· Horário: 14h às 18h

· Local: Setor Comercial Sul

Bloco do Amor

· Horário: 14h às 20h

· Local: Via S2, atrás do Museu da República

Bloco Brilho, Cor & Som

· Horário: 14h às 22h

· Local: Rua do Lazer, Águas Claras

Bloco Samba Flores

· Horário: 16h às 23h

· Local: Estacionamento ao lado da Administração Regional do Riacho Fundo

Galinho de Brasília

· Horário: 16h às 22h

· Local: Gran Folia, Esplanada dos Ministérios

4 de março (terça-feira)

Bloco Calango Alternativo

· Horário: 14h às 22h

· Local: QR 302, Conj. 8, Samambaia Sul (Estacionamento da Castelo Forte)

Bloco Bafo de Cana

· Horário: 15h às 20h

· Local: Estacionamento do Cave – Guará

CarnaSarau

· Horário: 15h às 23h

· Local: Praça da Bíblia, Ceilândia

Bloco T.H.C. (Techno, House e Carnaval)

· Horário: 15h às 21h· Local: Estacionamento atrás do Conic

8 de março (sábado)

Bloco Infantil Carnapati

· Horário: 8h às 12h

· Local: Estacionamento do Eixo Cultural Ibero-Americano, Plano Piloto

Vai com as Profanas

· Horário: 14h às 21h

· Local: Galeria dos Estados, Plano Piloto

Bloco Vamos Fullgil

· Horário: 15h às 22h

· Local: Estacionamento do Eixo Cultural Ibero-Americano, Plano Piloto

9 de março (domingo)

Bloco Manga Botânica

· Horário: 14h às 22h

· Local: Parque Vivencial do Jardim Botânico

Bloco CarnaFamília

· Horário: 14h à 0h

· Local: Vanguarda Shows e Eventos – Rua 1, Quadra 7, Lote 20, Residencial do Bosque, São Sebastião

Bloco Carnaval Delas

· Horário: 15h às 22h

· Local: Praça São Sebastião, St. Tradicional, Planaltina

15 de março (sábado)

Bloco Praga de Baiano – A Bahia é Aqui!

· Horário: 10h às 16h

· Local: CLN 205/206, estacionamento do Bloco D

Ressaca STZ, Não Acaba Nem Quando Termina

· Horário: 14h às 19h

· Local: Vila Planalto, iniciando na Rua Maranhão, seguindo pelas ruas Pacheco Fernandes, da Praça, Dona Alzira de Jesus, do Açougue, da Fazendinha, do Campo, até finalizar na Rua da Igreja

Bloco Bora Coisar

· Horário: 16h às 19h

· Local: Setor Comercial Sul, Quadra 05, Prédio da OI

16 de março (domingo)

CarnaFlash

· Horário: 16h à 1h

· Local: Praça da Bíblia, Ceilândia

Água, fogo e fumaça marcam desfiles do 1º dia do grupo especial

Detalhes em neon que brilhavam no escuro, elementos como água, fogo e fumaça, além de carros alegóricos com partes móveis foram alguns dos recursos usados pelas escolas de samba que desfilaram no primeiro dia do Grupo Especial no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, na noite desse domingo (2) e madrugada de hoje (3). As religiões de matriz africanas e afro-indígenas foram o centro das apresentações.

A escola que abriu os desfiles foi a Unidos de Padre Miguel, a grande vencedora da Série Ouro de 2024 e que retorna ao Grupo Especial depois de mais de 50 anos, já que a última participação foi em 1972.

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A agremiação vermelha e branca entrou na Sapucaí às 22h, com o enredo Egbé Iyá Nassô, uma homenagem a Iyá Nassô, uma das fundadoras do Candomblé da Barroquinha, na Bahia, que deu origem ao Terreiro Casa Branca do Engenho Velho, em Salvador, o templo de religião de matriz africana mais antigo do país. 

Um dos elementos mais marcantes foi o Boi Vermelho, rubro da mesma cor de Xangô, de Vila Vintém, localizada entre os bairros de Realengo e Padre Miguel, na zona oeste da capital fluminense, berço da escola de samba.

O desfile contou ainda com a presença, em um dos carros alegóricos, dos filhos do Terreiro Casa Branca do Engenho Velho, aqueles que herdaram dos ancestrais os cuidados com a fé e com a casa.

“Para nós do Ìyá Nassô foi um evento maravilhoso, não poderia ser melhor” diz a Iyálorisá Neuza Cruz, logo após descer do carro alegórico ao fim do desfile. “Foi um presente, um presente ancestral que recebemos. E estamos muito felizes”.

Segundo a escola, o enredo apresenta a mulher negra como formadora de uma das faces mais marcantes da nação, sendo ela, ao mesmo tempo, a “Mãe de todos os Ilês [casas ou terreiros]” e a alegoria representativa da força de todas as mulheres negras que tecem a história cotidianamente, em especial as do Egbé [comunidade] Vila Vintém, o que justifica a importância da narrativa da Unidos de Padre Miguel neste carnaval.

Itã de Oxalá

A segunda escola a desfilar foi a Imperatriz Leopoldinense, de Ramos, na zona norte da cidade, que tem nove títulos do grupo de elite, sendo o último em 2023. 

O enredo da escola de cores verde, branco e dourado – Ómi Tútu ao Olúfon – Água fresca para o senhor de Ifón – trata da cerimônia das águas de Oxalá, baseada em uma mitológica viagem do orixá, rei de Ifón, ao reino do amigo Xangô, durante a qual sofreu por ações vingativas cometidas por Exu.

“Foi maravilhoso! Eu acho que a gente cumpriu o que queria fazer. Passamos bem, passamos no tempo, passamos felizes. Acho que conseguimos mostrar o que é o Itã [lendas da cultura iorubá] de Oxalá. E é isso, agora é esperar a Quarta-feira de Cinza”, disse a presidente do bloco, Cátia Drumond.

A escola explica que, em linhas gerais, Itã é um relato da cultura iorubá que transmite conhecimento, valores e ensinamentos a partir de passagens míticas e biográficas associadas aos deuses do panteão africano. Os relatos são resguardados pela oralidade e tèm o papel de preservar memórias sagradas e ritualísticas, uma vez que, na cultura iorubá não existem registros escritos e a palavra é veículo de conexão com o divino. A narrativa é, portanto, fruto da escuta.

Malungueiros da Jurema

A terceira escola a desfilar foi a atual campeã, Unidos do Viradouro, escola vermelha e branca de Niterói, no grande Rio, que busca seu quarto título com o enredo Malunguinho: o Mensageiro de Três Mundos

O enredo homenageia o líder quilombola do Catucá, em Pernambuco, João Batista, conhecido como Malunguinho, perseguido e morto por autoridades imperiais em 1835. Na religião Jurema, Malunguinho, evocado no início das cerimônias, é a única entidade que pode ser chamada de Mestre, Caboclo e Exu.

O desfile contou com diversos recursos como adereços em neon, que brilhavam no escuro, além de carros alegóricos com água, fogo e fumaça.

Ao encerrar o desfile, Duda Almeida, que está grávida da primeira filha, não conteve as lágrimas. “Espero que a gente consiga alcançar o bicampeonato, merecemos muito. Eu estou muito feliz de ter atravessado essa avenida. Grávida da minha primeira filha, sou a terceira geração da minha família que desfila grávida. É muita emoção. Estou muito feliz de ter conseguido”.

Em um dos ensaios da escola, ela publicou nas redes sociais: “Agora, Angela pode dizer que desfila desde a barriga da mãe dela!”. Duda desfilou na ala Chama de Liberdade, Fogo da Justiça e Fagulha Primordial, que contou com três destaques performáticos representando o calor da restauração e justiça. Ela representou o Fogo de Justiça.

O desfile contou com uma ala para homenagear a nação Jurema, a ala Malungueiros da Jurema. Entre os homenageados estava o coordenador da rede Jurema de Pernambuco, Jorge Arruda. 

“Estou encantado, feliz e gratificado, porque é uma resistência quilombola, é uma resistência negra, de educação antirracista”, disse. “O desfile foi surpresa porque nós não sabíamos, nem a roupa nós sabíamos, foi tudo muito secreto, e eu ainda estou com as pernas tremendo. É grandioso o carnaval, é grandioso ver Malunguinho porque há 25 anos nós começamos esse trabalho, que hoje a gente vê coroado na Sapucaí”.

Verde e rosa

Foi a verde e rosa Estação Primeira de Mangueira que encerrou os desfiles do primeiro dia do Grupo Especial. A escola, que é dona de 20 títulos, quer levantar a taça novamente, depois de seis anos. 

O enredo À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões fala da persistência, no Rio de Janeiro, da cultura bantu, comum a diversos povos da África subsaariana, como habitantes do Congo, de Angola e Moçambique. A ideia do enredo é exaltar essa cultura, que costuma ser relegada, apesar de grande parte dos escravos que aportaram no Brasil ser bantu

O desfile começa com a água, representando o oceano que conecta os dois continentes, África e América, em uma história de dor e transformação. E segue até os dias atuais, em um futuro ancestral, moldado pela memória dos antepassados, em busca da construção de uma sociedade com justiça social.

Um dos carros alegóricos trouxe diversas caixas de som empilhadas, remetendo aos sons e danças que hoje ecoam nas ruas, como o passinho, o samba e o funk.

Ayla, foi uma das crianças que desfilou na ala infantil, chamada É Preciso um Quilombo para Criar um Moleque. Ela está no segundo desfile, ao lado da tia, Janaína Marques, que está no 22º desfile como passista. Para a tia, o enredo deste ano é muito importante. “É um tema muito importante, que traz a nossa vivência. A história do povo miscigenado do Brasil e que conta nossa história”, diz a tia.

Para quem assistiu o desfile e também para quem não pode ver, Ayla deixa um recado: “Torçam para a gente ganhar”.

Requisitos

Todas as escolas cumpriram o tempo determinado para os desfiles, que é de, no máximo, 80 minutos. A Mangueira terminou o desfile com o tempo cravado em 79 minutos. Ao menos três pessoas precisaram ser socorridas na dispersão por terem passado mal por causa do calor ou mesmo do peso dos figurinos.

Neste domingo foi a estreia do novo modelo de quatro desfiles por noite, durante três dias de apresentação do Grupo Especial. Até o ano passado, eram seis escolas por noite em dois dias, domingo e segunda-feira. Os desfiles começaram às 22h e terminaram por volta das 4h desta segunda.

As escolas são avaliadas em nove quesitos: bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, alegorias e adereços, fantasias, comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira.

O resultado será divulgado na quarta-feira (5), quando será conhecida a escola campeã.

Os desfiles seguem na noite de hoje, com Unidos da Tijuca, Beija-Flor de Nilópolis, Acadêmicos do Salgueiro e Unidos de Vila Isabel. Nesta terça se apresentam Mocidade Independente de Padre Miguel, Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Grande Rio e Portela.

Terapia adaptada diminui mortes por febre amarela em 84%

A equipe de infectologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) publicou os resultados da adaptação de protocolos de atendimento de hepatites fulminantes para casos de Febre Amarela, com aumento drástico de taxas de sobrevivência entre os pacientes elegíveis, na casa dos 84%.

A terapia, desenvolvida inicialmente para tratar casos graves de hepatite por uma equipe médica dinamarquesa, consiste no uso de transfusões de plasma sanguíneo para, de certa forma, dar maior tempo ao corpo para se recuperar, à medida que a sobrecarga no fígado impede que o órgão regule toxinas e eleva a toxidade de elementos como a amônia no sangue. Diferentemente da infecção pelo vírus causador da febre amarela estes casos tinham melhora após poucos dias de tratamento, enquanto a equipe do HC percebeu melhora com tratamentos mais prolongados.

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Normalmente, no Brasil, a terapia padrão para os casos graves é através de transplante de fígado, com alta taxa de mortalidade seja pela demora em sua realização, seja pela insuficiência pois a manutenção da infecção leva parte dos pacientes a falecer. Um transplante de fígado não é algo simples, seja de se conseguir, seja de se realizar, e um paciente se recuperando da fase aguda da doença terá sua recuperação ainda mais difícil. No artigo é destacado que a alta mortalidade pela doença está diretamente relacionada à resposta imune dos pacientes, que age como um mecanismo chave quando desregulada, à dinâmica da infecção viral, que pode se espalhar por outros órgãos e tecidos fora do fígado, e à carga viral, ou seja, à quantidade de vírus no organismo.

A médica Ho Yeh-Li, coordenadora da UTI de Infectologia do Hospital das Clínicas, em entrevista à Agência Brasil, explicou que a terapia com plasma é relativamente simples e barata, principalmente se comparada à complexidade de um transplante de fígado. Em geral o plasma é um produto sanguíneo com boa disponibilidade nos hemocentros, e o equipamento necessário para sua transfusão é comum em hospitais de alta complexidade no país. Os casos de morte, como um descrito no artigo, ocorreram em pacientes com predisposição para doenças no fígado, no caso um homem de 48 anos com histórico de uso excessivo de álcool.

Na técnica desenvolvida pela equipe de Yeh-li, a terapia com transfusões foi aplicada duas vezes por dia, em sessões com duração entre uma hora e uma hora e meia, com equipe composta por enfermagem e um médico de referência, quando necessário com a aplicação de transfusões sanguíneas. Sua duração pode variar, até a remissão da infecção. Nos casos da equipe da Dinamarca bastavam três dias, o que normalmente não é suficiente para os pacientes com febre amarela, para os quais a diminuição das sessões tem de ser gradual.

Hospital das Clínicas de de São Paulo – Governo do Estado de São Paulo

Após o uso no surto paulista de 2018/2019 a terapia foi aplicada pelas equipes do Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, com resultados semelhantes.

O estudo foi realizado em parceria entre o departamento de Infectologia e Medicina Tropical e o Departamento de Gastroenterologia, além do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, ambos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com o Churchill Hospital, da Universidade de Oxford, e a Fundação Pro-Sangue.

Casos atualizados

A eficiência do tratamento nos casos atuais, já que São Paulo passa por novo período de aumento de casos, é baixa pois, segundo Yeh-li, eles não estão chegando aos hospitais de alta-complexidade. Para a médica, o problema está na falta de treinamento adequado das equipes de unidades de atendimento primário e secundário, que não reconheceram os quadros de sintoma e não testaram os pacientes a tempo, remetendo-os para equipamentos com capacidade de resposta para este tipo de caso.

Para Yeh-li, essa é uma das possíveis explicações também para a alta taxa de letalidade registrados em São Paulo, onde de 18 casos relatados 12 foram óbitos, mais de 60%. A taxa de mortalidade em 2018/2019 esteve no patamar de 35% dos casos. O aumento de casos este ano levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a divulgar um alerta para viajantes no último dia 14.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 13 dos 18 casos tiveram como possível local de infecção a região de Campinas (Amparo, Socorro, Tuiuti, Joanópolis, Valinhos, Campinas, Pedra Bela e Piracaia); um caso tem como possível local de infecção a região de Bauru (Brotas); um caso tem como possível local de infecção a região Piracicaba (São Pedro); um com local provável de infecção a região de São José dos Campos (Caçapava); um caso o possível local de infecção está sob investigação e o último caso é importado, tendo sido contraído em Minas Gerais.

A pasta tem reforçado os esforços de orientação às prefeituras, que levam a vacinação a cabo. Dos 12 mortos, 11 não haviam sido vacinados. Em 2024 foram registrados dois casos humanos de febre amarela no estado de São Paulo: um autóctone e outro importado, que resultou em óbito.

Também neste ano, foram confirmados 36 casos de febre amarela em primatas não humanos no estado, sendo 23 na região de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto e Pitangueiras), 11 na região de Campinas (Pinhalzinho, Campinas, Serra Negra, Socorro, Joanópolis, Amparo e Valinhos), um na região de Barretos (Colina) e um na Grande São Paulo (Osasco). Avistamento de macacos mortos é um evento que pode ter relação com casos da doença e deve ser informado para as autoridades de vigilância epidemiológica da cidade onde ocorrer.

 

Carnaval 2025: confira os blocos que desfilam nesta segunda no Rio

O penúltimo dia de carnaval na cidade do Rio de Janeiro terá 50 blocos nas ruas da capital fluminense. Nesta segunda-feira (3), além dos blocos tradicionais, a cidade também recebe duas agremiações infantis, a “Banda Clube Nobre do Bairro Peixoto”, em Copacabana, e o “Bloco Infanto Juvenil Largo do Machadinho, Mas Não Largo do Suquinho”, no bairro do Catete.

À noite, mais quatro escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro desfilam na Avenida Marquês de Sapucaí, começando pela Unidos da Tijuca, que celebra o orixá Logun-Edé com o enredo “Logun-Edé, Santo Menino que o Velho Respeita”. Em seguida, competem Beija-Flor de Nilópolis, Salgueiro e Vila Isabel, que encerra a noite.

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Confira a lista de blocos oficiais desta segunda-feira (3):

– Acabou o Amor

Horário: 13h

Endereço: R. Domingos Mondim, 41 – Tauá

– Associação Carnavalesca Infiéis

Horário: 16h

Endereço: Largo Alexandre Herculano – Centro

– B.C. Ciganas Feiticeiras de Olaria

Horário: 17h

Endereço: Olaria

– B.C. Nobre do Bairro Peixoto

Horário: 11h

Endereço: Praça Edmundo Bitencourt, 721 – Copacabana

– Banda da Amizade

Horário: 15h

Endereço: R. Tadeu Kosciusco próximo ao 79 – Centro

– Banda da Inválidos

Horário: 16h

Endereço: R. dos Inválidos, 138 – Lapa

– Banda do Riviera

Horário: 15h

Endereço: R. Rosalina Brand, 200 – Barra da Tijuca

Banda Inimigos da Bebida

Horário: 10h

Endereço: Cocotá

– Banda Polvo da Ilha

Horário: 9h

Endereço: Praça Iaiá García – Ribeira

– Bloco A Rocha da Gávea

Horário: 9h

Endereço: R. Jardim Botânico, 733 – Lagoa

– Bloco Abraço do Urso

Horário: 17h

Endereço: Estr. dos Sete Riachos, 339 – Santíssimo

– Bloco Balanço do Jamelão

Horário: 16h

Endereço:R. Rosa e Silva, 19 – Grajaú

– Bloco Carnavalesco Amigos da Mocidade

Horário: 17h

Endereço: R. Figueiredo Camargo, 292A – Bangu

– Bloco Carnavalesco Nova Geração do Zumbi

Horário: 9h

Endereço: R. Peixoto de Carvalho, 228 – Zumbi

– Bloco Carnavalesco Samba É Saúde

Horário:  15h

Endereço: Largo dos Leões, 81 – Humaitá

– Bloco Carnavalesco Tudo Bom

Horário: 14h

Endereço: R. Figueiredo Camargo, 351 – Bangu

– Bloco Carnavalesco Unidos do Largo da Bica 2025

Horário: 16h

Endereço: R. Mal. Galdino, 394 – Santa Cruz

– Bloco Carnavalesco Vermelho e Preto Coirmãos

Horário: 15h

Endereço: R. Castelo de Guimarães – Padre Miguel

– Bloco Corre Atrás

Horário: 7h

Endereço: Av. Delfim Moreira, 1111 – Leblon

– Bloco da Colonia

Horário: 18h

Endereço: Praia José Bonifácio, 175 – Paquetá

– Bloco da IsanaRJ

Horário: 10h

Endereço: Av. Henrique Valadares, 46 – Centro

– Bloco das Divas

Horário: 13h

Endereço: Av. Lúcio Costa, 16360 – Recreio dos Bandeirantes

– Bloco do Sargento Pimenta

Horário: 8h

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 75 – Glória

– Bloco Eu Amo Cerveja

Horário: 16h

Endereço: R. Washington Luís, 1 – Centro

– Bloco Exagerado

Horário: 8h

Endereço: Praça Tiradentes – Centro

– Bloco Infanto Juvenil Largo do Machadinho, Mas Não Largo do Suquinho

Horário: 9h

Endereço: Largo do Machado, 19 – Catete

– Bloco Olha Pra Quem Te Ama

Horário: 12h

Endereço: R. D, 340 – Padre Miguel

– Bloco Papo de Cachaça

Horário: 16h

Endereço: R. Dias da Cruz, 269 – Méier

– Bloco Peru Sadio

Horário: 14h

Endereço: Av. Atlântica, 958 – Leme

– Bloco Regos Barros

Horário: 16h

Endereço: Rua Rêgo Barros, 79 – Santo Cristo

– Bloco Seca Copo

Horário: 12h

Endereço: R. do Monjolo, 546 – Pitangueiras

– Bloco Seu Lagarto Mama de Campo Grande

Horário: 15h

Endereço: R. Itápolis, 7 – Campo Grande

– Bloco Traz a Caçamba

Horário: 15h

Endereço: R. Itápolis, 7 – Campo Grande

– Carvalho Em Pé

Horário: 10h

Endereço: R. Visconde de Caravelas, 14 – Botafogo

– Comuna Que Pariu!

Horário: 15h

Endereço: Av. Henrique Valadares, 28 – Centro

– Dinos Associação Carnavalesca

Horário: 12h

Endereço: Largo de São Francisco de Paula – Centro

– Encontro das Rodas de Samba

Horário: 16h

Endereço: R. B, 900 – Padre Miguel

– Estica do Flamengo

Horário: 16h

Endereço: R. Marquês de Abrantes – Flamengo

– Fundição dos Blocos

Horário: 15h

Endereço: R. dos Arcos, 24 – Centro

– Furdunço Rio

Horário: 12h

Endereço: Praia do Zumbi, 28 – Zumbi

– G.R.B.C. Aconteceu

Horário: 16h

Endereço: R. Alm. Alexandrino, 89 – Santa Teresa

– G.R.B.C. Boêmios da Madrugada

Horário: 13h

Endereço: R. Dr. Otávio Kelly, 53 – Tijuca

– Império da Cruzada

Horário: 14h

Endereço: Av. Delfim Moreira, 12 – Leblon

– Medeiros Folia

Horário: 9h

Endereço: Estrada do Pacuí, 911 – Vargem Grande

– Que Pena Amor

Horário: 7h

Endereço: Praça Mário Lago – Centro (Buraco do Lume)

– Tigre do Coqueiro

Horário: 17h

Endereço: Rua Barros de Alarcão, 283 – Pedra de Guaratiba

– Turbilhão Carioca

Horário: 8h

Endereço: Largo São Francisco de Paula, 49 – Centro

– Vem Cá Minha Flor

Horário: 8h

Endereço: Av. Mal. Câmara, 196-216 – Centro

– Vem Delícia

Horário: 13h

Endereço: Praça Tiradentes, 40 – Centro

– Virtual

Horário: 8h

Endereço: Anchieta – Leme

*Estagiária sob supervisão de Vinícius Lisboa

 

Fluminense goleia e se aproxima da decisão do Campeonato Carioca

O Fluminense goleou o Volta Redonda por 4 a 0, na noite deste domingo (2) no estádio do Maracanã, e ficou muito próximo da classificação para a decisão do Campeonato Carioca. A Rádio Nacional transmitiu a partida ao vivo.

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Com a vitória no jogo de ida das semifinais, o Tricolor das Laranjeiras pode até mesmo perder por até mesmo três gols de diferença no confronto de volta, no próximo domingo (9), a partir das 18h (horário de Brasília), no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

Domínio tricolor

O primeiro tempo da partida teve um protagonista, o Fluminense, que, mesmo sem fazer muita força, conseguiu abrir uma vantagem de três gols. A equipe comandada pelo técnico Mano Menezes precisou de apenas seis minutos para abrir o marcador, quando o lateral Wellington Silva errou em recuo de bola e o uruguaio Cannobio aproveitou para dominar e finalizar sem chances para o goleiro Jean Drosny.

O jogador uruguaio voltou a marcar aos 17 minutos, quando o colombiano Arias cruzou na medida para o camisa 17 bater cruzado com eficiência. O terceiro do Fluminense saiu aos 38 minutos: Arias dominou na intermediária, avançou com liberdade e bateu colocado, com muita força, para superar o goleiro Jean Drosny.

Na etapa final o técnico Mani Menezes realizou algumas mudanças, entre elas a entrada de Keno no lugar de Cannobio. E o camisa 11 do Tricolor foi fundamental no quarto gol da partida, ao fazer grande jogada pela ponta direita, antes de cruzar na medida para o argentino Cano dominar e deixar o seu.

Oito escolas fecham Série Ouro no Sambódromo do Rio

Oito agremiações fecharam os desfiles das escolas de samba da Série Ouro, a segunda divisão do carnaval do Rio de Janeiro, entre a noite de sábado (1º) e a manhã deste domingo (2), no Sambódromo. Duas escolas – Império Serrano e Unidos de Bangu – desfilaram, mas sem concorrer ao título de 2025. 

Ambas agremiações e também a Unidos da Ponte, que desfilou na noite de sexta-feira (28), foram afetadas pelo incêndio em uma confecção de roupas, semanas antes do carnaval. As chamas destruíram grande parte das fantasias que estavam prontas.

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Por isso, nenhuma das três poderá ser rebaixada para a Série Prata este ano, assim como elas não poderão subir ao Grupo Especial.

O título de campeã, portanto, está sendo disputado por 13 escolas – seis desfilaram na última noite. A primeira escola a entrar na avenida foi a Tradição, que, desde 2014, quando foi rebaixada para a terceira divisão, não desfilava na Marquês de Sapucaí.

A escola de Madureira levou para o Sambódromo um enredo sobre reza e a fé popular.

Em seguida, foi a vez da União do Parque Acari, que, em seu segundo ano na Série Ouro, abordou a história do violão e seu papel na cultura brasileira.

Vagalume é homenageado

A Acadêmicos de Vigário Geral foi a terceira escola da noite. Ela homenageou o jornalista Francisco Guimarães, o Vagalume, um cronista da cultura popular carioca.

Sem chances de título, a Unidos de Bangu levou para a Sapucaí um enredo sobre a Aldeia Marakanã, uma ocupação indígena nos arredores do principal estádio carioca. Ela teve que lutar contra as autoridades para permanecer no local durante a preparação para a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil.

Quinta escola a entrar na avenida, a Unidos do Porto da Pedra, de São Gonçalo, tentou se recuperar do rebaixamento do Grupo Especial no ano passado, ao abordar a história do ciclo da borracha na Amazônia.

São Clemente

Outra escola que já frequentou o Grupo Especial em várias edições, a São Clemente, de Botafogo, fez um desfile para a chamar a atenção para a adoção de animais e a defesa de seu bem-estar.

Escola recente, fundada em 2018, a Acadêmicos de Niterói foi a sétima a entrar na Passarela do Samba, com um enredo sobre as quadrilhas de festas juninas. 

E, encerrando a noite, a Império Serrano entrou na Sapucaí sem a preocupação de agradar aos jurados e buscou fazer de sua participação uma grande festa. Com um enredo sobre o compositor Beto Sem Braço, o desfile durou 95 minutos, muito além dos 55 previstos e arrastou os foliões pela Marquês de Sapucaí.

A campeã da Série Ouro deste ano ganhará direito a disputar o Grupo Especial em 2026.

TV Brasil exibe desfile das escolas do Grupo de Acesso 1 de São Paulo

A TV Brasil exibe neste domingo (2), a partir das 21h, os desfiles das escolas de samba do Grupo de Acesso 1 de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi. A transmissão é exclusiva da TV Brasil

O desfile reúne oito tradicionais escolas de samba que tentam garantir presença no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo em 2026. Este ano, duas agremiações sobem, enquanto outras duas são rebaixadas para o Grupo de Acesso 2.

A primeira escola a entrar na avenida é a Unidos de São Lucas, às 21h. Logo depois, entra a Mocidade Unida da Mooca, às 22h, seguida da Independente Tricolor, às 23h, da Unidos de Vila Maria, à meia-noite. Na madrugada, à 1h, desfila a Tom Maior, seguida da Nenê de Vila Matilde, às 2h, da X-9 Paulistana, às 3h e a última a Dom Bosco de Itaquera, às 4h.

O regulamento exige no mínimo 800 componentes para a apresentação de 50 a 60 minutos. As agremiações do Grupo de Acesso 1 precisam percorrer o Sambódromo com três alegorias. 

A comissão de frente tem que reunir entre cinco e 15 integrantes. As escolas de samba ainda devem desfilar com no mínimo oito alas de enredo, 25 baianas e um casal de mestre-sala e porta-bandeira.

No dia 22 de fevereiro, a TV Brasil exibiu as apresentações do Grupo de Acesso 2. Desfilaram no primeiro dia da festa as escolas Raízes do Samba, Imperatriz da Paulicéia, Unidos do Peruche, Torcida Jovem, Pérola Negra, Morro da Casa Verde, Imperador do Ipiranga, Primeira da Cidade Líder, Brinco da Marquesa e Camisa 12.

Desfile das Campeãs

No dia 8 de março (sábado), a TV Brasil exibe, também com exclusividade, o Desfile das Escolas Campeãs do Grupo Especial de São Paulo, que conta com 16 escolas na disputa pelo título. 

A transmissão ao vivo, direto do Sambódromo do Anhembi, começa às 21h.