Apostadores falam sobre sonho de embolsar os R$ 600 milhões da Mega

Largar o emprego para viajar, juntar toda família em uma “humilde mansão” e até mesmo comprar um time de futebol para competir pela sua cidade. São muitos os sonhos daqueles que vão às lotéricas, na esperança de acertar os seis números da Mega-Sena da Virada, que promete um prêmio de pelo menos R$ 600 milhões.

Dono de uma lanchonete na área central de Brasília, Enock Góes, de 70 anos, diz nunca ter ouvido a música Money, da banda inglesa Pink Floyd. Mas, com o dinheiro do prêmio nas mãos, faria o mesmo que é descrito, de forma irônica, na letra da música. “Meu sonho é comprar um time de futebol, para jogar pela minha cidade”, disse o candidato a cartola.

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Enock é natural da cidade baiana de Conde, localizada perto da divisa com Sergipe. “Sou torcedor do Bahia, mas a minha vontade é a de montar um time para competir contra o time do meu coração”, acrescenta.
O baiano Enock Góes sonha em comprar um time de futebol em sua terra natal – Joédson Alves/Agência Brasil

Ele diz conhecer toda a região de sua cidade natal. Em especial, os torneios com muitos jogadores amadores bastante habilidosos. “Já vi muitos talentos não aproveitados, por falta de alguém para investir. É o que quero fazer com o dinheiro do prêmio”, acrescentou o ex-jogador de futebol amador que, por ser ambidestro e campeão de 100 metros rasos, se destacava jogando pelas duas pontas do campo.

O baiano estima que a montagem desse time sairia por cerca de R$ 10 milhões. O restante seria investido na compra de imóveis, de forma a garantir renda para ele, a esposa e os três filhos.

Além de vitórias em campo, Enock já ganhou, também, nos jogos da loteria. “Jogo sempre, tanto em bolões como individualmente. Inclusive já ganhei duas quadras e oito ternos na Quina”, conta. Com o valor recebido, investiu em uma distribuidora de charutos e em um restaurante.

“Desta vez, a primeira coisa que farei será levar a patroa à Costa do Sauípe e enchê-la de pulseiras e brincos de ouro. Ela adora isso. É minha companheira há mais de 40 anos. Somos da mesma cidade, e é para lá que voltaremos”, complementou.

“Humilde mansão”

Com o prêmio, Salomão Barros pretende ajudar toda família e doar a amigos a revistaria que tem na área central de Brasília – Joédson Alves/Agência Brasil

Salomão Barros, de 57 anos, também já teve sorte no jogo. Chegou a ganhar uma quadra e a fazer vários ternos. O último prêmio recebido chegou a R$ 4 mil. “Como estou sempre jogando, obviamente já gastei mais do que recebi”, disse o comerciante, que costuma gastar entre R$ 70 e R$ 80 a cada sorteio.

Ele diz que, apesar de jogar na sorte, não é muito supersticioso com números. “A escolha é sempre pelo computador da lotérica mesmo”. Caso tenha a grande sorte, pretende aplicar o dinheiro para viver de renda, e diz que doará a amigos a revistaria que tem, também na área central de Brasília.

A renda a ser obtida com os investimentos será repartida com seus seis filhos. Ele diz que comprará, também, uma “humilde mansão” onde caibam não apenas os filhos, mas também sua atual e as ex-esposas. “Somos todos amigos. Não haverá problema. É que eu não quero deixar ninguém de fora”, justifica.

O advogado Waldisley da Silva, de 34 anos, conta que também tem sorte nas apostas de loteria, mesmo não jogando de forma rotineira. “Jogo apenas vez por outra, mas já ganhei uma quina na Mega da Virada, em 2013. Recebi cerca de R$ 20 mil.”

Para o advogado Valdisley da Silva, que tem 34 anos e sonha com uma humilde mansão, “o céu é o limite” – Joédson Alves/Agência Brasil

Ele diz que teria até dificuldades para decidir o que fazer, caso ganhe os R$ 600 milhões do prêmio a ser sorteado no dia 31 de dezembro de 2024. “Ave Maria… com esse dinheiro dá para fazer coisas demais. O céu é o limite. Para começar, vou viajar para muitos países e curtir a vida com meu casal de filhos e com minha esposa.”

“Isso é dinheiro suficiente para comprar minha tranquilidade e fazer o que bem entender”, acrescentou. Waldisley pretende, também, reformar a casa e largar a advocacia. “Nunca mais vou querer ver trabalho pela minha frente”.

Apostador da Califórnia ganha prêmio de US$ 1,3 bilhão na loteria

Um apostador da Califórnia, nos Estados Unidos (EUA), acordou muito mais rico neste sábado (28), após ter acertado todos os seis números da loteria horas antes de ganhar cerca de US$ 1,3 bilhão, o quinto maior prêmio da história da loteria norte-americana.

O bilhete vencedor do sorteio de sexta-feira foi vendido em Cottonwood, na Califórnia, localizada cerca de 320 quilômetros ao norte de São Francisco, disse a Mega Millions, responsável pela loteria, em comunicado.

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O prêmio chegou a US$ 1,269 bilhão, depois de ninguém ter acertado as seis dezenas nos últimos 30 sorteios. A chance de acertar todos os números é de uma em 302.575.350.

O maior prêmio da história da loteria nos EUA foi dado em novembro de 2022, quando um único apostador da Califórnia ganhou US$ 2,04 bilhões em um sorteio da Powerball.

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Mergulhadores retomam buscas na ponte entre Maranhão e Tocantins

Mergulhadores da Marinha e do Corpo de Bombeiros retomaram, na manhã deste sábado (28), a busca por desaparecidos após a queda da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). O trabalho foi suspenso ontem (27) devido ao risco de desabamento do que sobrou da estrutura da ponte, que caiu no último domingo (22).

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que, após a chegada e instalação de equipamentos de precisão, verificou-se estabilidade na estrutura existente, permitindo a retomada dos trabalhos de busca. “Ressaltamos que o monitoramento da estrutura está sendo feito de forma contínua”, afirmou a autarquia.

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As ações estão sendo feitas por equipes de mergulho em uma profundidade que varia de 20 a 60 metros.

A Petrobras e a Transpetro disponibilizaram um robô e equipes técnicas para ajudar nas buscas por vítimas da tragédia. Novos equipamentos da Marinha também chegaram nesta sexta-feira (27), entre os quais, uma câmara hiperbárica e o regulador de mergulho independente, que tem o suprimento de ar feito por mangueiras que chegam à superfície. Com isso vai ser possível realizar o trabalho por um período maior.

São nove os mortos e oito os desaparecidos com o colapso da ponte. Uma pessoa foi resgatada com vida.

Hoje, a Marinha corrigiu o número de mortes, informando que, após a identificação do corpo encontrado no final do dia de ontem (27), foi concluído que se tratava de uma das pessoas desaparecidas após a queda da ponte.

Na quinta-feira (26), os mergulhadores localizaram os caminhões que transportavam agrotóxicos e ácido sulfúrico a uma profundidade de cerca de 35 metros no Rio Tocantins. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) emitiu um parecer técnico de que não há risco de contaminação da água e informou que testes continuarão sendo realizados.

O Dnit informou que uma força-tarefa se encontra na região em apoio à população, com a contratação de balsas para a travessia do rio, e no trabalho de apuração das causas da queda da estrutura. O governo federal destinará mais de R$ 100 milhões para as obras de recuperação e retirada dos escombros.

*Texto alterado às 14h27 para correção do número de mortos e desaparecidos, feita pela Marinha

Férias chegam e trazem um dilema: viajar ou não com os pets?

Viajar de férias é bom. Cercado de pessoas amadas, é ainda melhor. Mas o que fazer quando, entre os amados, há um ser de quatro patas? Levar um pet na viagem pode ser uma experiência incrível, a ponto de se tornar rotina para uns. Mas quem vive essa experiência alerta: cuidados são necessários, antes e durante a viagem, para evitar que esse sonho, de ter a companhia do amigão nos dias de curtição, não vire um pesadelo.

São também necessários cuidados nos casos em que os pets não podem ser levados. Soluções não faltam. Amigos de confiança, profissionais e hospedagens especializadas em animais de estimação podem ajudar, mas é importante estar sempre atento para evitar riscos maiores a esses entes tão queridos da família.

Companheiros de férias

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Fotojornalista e antropóloga, Tina Coêlho costuma levar seus “bichús” – termo que usa ao se referir aos muitos amigos caninos – em quase todas as férias. Principalmente quando tem, como destino, praias como Ponta do Corumbáu, na Bahia, onde trabalha, também, como instrutora de mergulho.

Tina costuma viajar com seus cinco cachorros por outras rotas. Foram várias idas e vindas entre Brasília e Belo Horizonte. Ela, no entanto, alerta: para esse tipo de aventura, é fundamental que os pets estejam “educados para viajar de carro”, até mesmo para, dependendo da situação, usar cinto de segurança. O aprendizado, explica, é repassado, inclusive, dos cachorros mais velhos para os filhotes.

Em geral, a viagem é feita em veículos espaçosos, como caminhonetes. Nesse caso, os pets de maior porte, como os dois dogs alemães que ela tem, vão na caçamba, com as coleiras amarradas. “Mas já tive situações de levar os cinco em um gol”, disse ela ao lembrar que um dos cachorros, o dog alemão Mano, tem mais de 2 metros de comprimento (do nariz à ponta da cauda) e 1m30 de altura.

“Mano ficou amarrado no porta-malas. E os outros ficaram afivelados no cinto. As malas colocadas no piso tornaram o espaço mais confortável para eles”, acrescentou ao reiterar que isso só foi possível porque todos pets são habituados a longas viagens por rodovias.

Desde sempre Tina foi muito ligada a animais de estimação, motivo pelo qual sentia saudades quando viaja sem eles. “Meus cachorros são membros da família. Então por que não trazê-los, se eles também merecem desfrutar de uma viagem de férias? A meu ver, eles merecem essa consideração. Claro que, para isso, é necessário todo um preparo para curtirmos, juntos, os bons momentos da vida”, acrescentou.

Cuidados específicos

De acordo com o médico veterinário Thiago Richard Massunaga, há motivos que vão além do lazer, para levar os pets nas férias. “Há casos de animais que são muito ligados e dependentes dos donos, ainda que, em geral, muitos não sintam tanta falta da família, desde que mantenham uma rotina com outras pessoas de seu convívio”, disse à Agência Brasil.

“Mas há também o caso de pets que precisam de algum cuidado específico, como medicações de uso contínuo”, acrescentou referindo-se a situações em que há maiores dificuldades para a delegação dessa responsabilidade a terceiros.

O veterinário acrescenta que, no caso de viagens de carro, é preciso que se organize em relação às paradas, de forma a diminuir ou evitar o estresse do animal. “O ideal é encontrar locais onde os eles possam sair do carro a cada 2 horas, pelo menos”.

Com relação às hospedagens, a dica é buscar, antecipadamente, locais que aceitam animais de estimação, os chamados pet friendly.

“Ah… eles são mansinhos”

O tamanho dos dogs alemães de Tina Coêlho costumam render situações inusitadas até mesmo nas hospedagens pet friendly. “A gente sabe que nossos cachorros são muito tranquilos e não representam perigo. Nunca nos causaram problemas. Mas nem todo hotel sabe disso”.

“Por isso adotamos a estratégia de não deixar que os vejam antes de fazermos o check in. Quando perguntam o tamanho dos cachorros, respondemos apenas com um ‘ah… eles são mansinhos’. Depois, esperamos a hora certa e entramos com eles discretamente, o que é muito difícil de fazer quando se trata de dog alemão, porque todos querem vê-los de perto”, diz a fotojornalista.

Segundo Massunaga, as dificuldades de viagens em carros podem ser maiores, dependendo do porte do animal. “E se for por meio aéreo, é importante que veja antes, com as companhias aéreas, suas limitações, bem como as regras para o transporte”. Na maioria dos casos, é indicado o uso de medicamentos para evitar maiores estresses dos bichos, durante a viagem.

 

Tutores de pets fazem protesto no Aeroporto Juscelino Kubitschek de Brasília cobrando justiça pela morte do Golden Retriever Joca, durante viagem aérea  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Cão Joca

O medo de embarcar o melhor amigo ficou maior após o caso do cão Joca, morto durante uma viagem de avião em abril, quando embarcou de Guarulhos (SP), com destino a Sinop (MT). Um erro da companhia aérea acabou colocando ele em outro voo, com destino a Fortaleza.

Ao constatar o erro, a companhia enviou o cachorro de volta a Guarulhos. Todo o procedimento levou cerca de 8 horas, tempo muito maior do que as duas horas e meia, inicialmente previstas. Joca foi encontrado morto ao chegar em Guarulhos.

Pet hotel

Pet hotéis são uma alternativa para os animais que não podem ser levados com seus donos durante as férias. Segundo o veterinário, esta pode ser uma solução para esses casos. “Os animais ficam na companhia de outros animais e sempre têm atividades para fazer e se divertir. Muitos, quando voltam para casa, sentem falta das atividades”, diz Massunaga.

Ele, no entanto, ressalta que, antes de deixar os pets nessas hospedagens, é importante ouvir a opinião de pessoas que já contrataram o serviço; e que a estadia seja planejada, uma vez que o número de vagas disponíveis costuma ser menor durante o período de férias.

“Vale procurar locais que coloquem os pets em companhia de outros animais de mesmo porte, ou com animais com quem eles já estejam acostumados”, acrescenta Massunaga.

Outra possibilidade é a de contratar cuidadores, que vão à residência diariamente para dar os cuidados necessários aos bichinhos. “Os cuidadores costumam ser atentos e cuidam muito bem dos animais, conhecem a família e sabem como cada um age. Se a escolha for por um profissional, é melhor que ela seja feita por indicação de alguém que já usou do serviço. E que seja uma pessoa que goste de animais”, sugere o veterinário.

Cuidadores

É o caso da pet sitter (cuidadora de animais de estimação) Bianca Bianchi. “Sabe aquela pessoa que, no encontro de amigos, fica isolada, deitada no chão brincando com cachorros, enquanto os outros estão na piscina ou na churrasqueira? Sou eu”, apresenta-se Bianca.

Pets nas férias. Foto Arquivo pessoal.

“No começo, eu cuidava como uma forma de complementar a renda, mas a coisa acabou crescendo por causa das indicações feitas pelos meus clientes. Nunca mais parei”, disse à Agência Brasil.

Bianca recebe em casa os cachorros de outras pessoas quando viajam. No caso de gatos, ela prefere não tirá-los do ambiente com o qual já estão acostumados. “É fundamental que o ambiente esteja todo telado, para evitar o acesso do gato à rua, e que tenha caixinhas de areia para ele fazer suas necessidades”, ressalta a cuidadora.

Ela tem, como principal fonte de renda o jornalismo, mas a paixão pelos bichos acabou por dar a ela uma renda extra, como cuidadora. “Hoje, nem tanto pela questão financeira. Faço mais pelo amor mesmo. É mais como uma terapia, porque eu adoro os bichos”, explica a cuidadora, residente em Campo Grande (MS).

A cuidadora diz que há demanda pelo seu serviço durante o ano inteiro. “Não só para quem viaja de férias. Há também situações de pessoas que vão receber parentes em casa, que, por algum motivo, não podem ter contato com animais. Uns pela idade; outros por alergia; e outros por estarem se recuperando de uma cirurgia. São diversas as situações”.

Dicas de viagem

Durante dez anos, Tina foi casada com um veterinário, o que possibilitou, a ela, aprofundar os conhecimentos sobre a saúde de pets e, também, sobre diversos animais de fazendas, em especial, cavalos e bodes.

Ela diz que é sempre bom levar uma maleta com os itens básicos de primeiros socorros, quando se viaja com animais de estimação. “É bom incluir também algumas medicações específicas para pets. No caso dos cachorros, vale levar vermífugo contra o chamado verme do coração [dirofilariose]. Ele tem de ser dado periodicamente. Em geral, uma vez por mês para que não haja contaminação”, explica.

O médico veterinário Thiago Massunaga diz que, viajando ou não com os pets, é fundamental manter sempre as vacinas, os vermífugos e anti-parasitário externo deles em dia.

Praia

Se a viagem for para a praia, é bom levar o shampoo e outros itens de banho do bichinho. “Nunca deixe ele com água salgada no corpo ao final do dia, porque faz mal à pele e ao pelo. Se não tiver shampoo, dê um bom banho de água doce para tirar o sal. Isso já ajuda bastante. É também aconselhável usar um secador de cabelo para finalizar a secagem, porque a umidade pode dar fungo”, ressalta Tina Coêlho.

O mar alivia muito o calor dos cachorros. No entanto, requer cuidados especiais com os ouvidos, para evitar otites caninas. “Em geral, eles têm proficiência para não deixar entrar água do mar. Mas é sempre bom ficar de olho também. Faz parte do kit de primeiros socorros ter alguma coisa para o ouvido”.

É também indicado levar cortador de unha e a ração com a qual eles já estejam habituados, uma vez que há riscos de não encontrá-la em outros locais. Levar um brinquedinho pode ajudar a distrair “tanto o cachorro como o seu dono”, brinca a fotojornalista.

Outra dica importante é a de levar a guia, para evitar confusão com outros cachorros e porque muitas pessoas têm medo de cachorro, e acabam ficando constrangidas quando se deparam com um animal solto.

Gatos

Thiago Massunga explica que viajar com gatos é algo mais complicado, devido aos hábitos noturnos e ao instinto caçador e explorador dos felinos.

“Como eles gostam de perambular à noite, não é muito aconselhável levá-los a lugares com os quais não estão habituados. Há inclusive o risco de eles sumirem nos momentos finais da viagem”, disse o veterinário.

Nesses casos, o mais indicado é deixar o bichano em casa, aos cuidados de algum amigo ou buscar ajuda profissional, seja com cuidadores ou lugares especializados em hospedar pets. O importante, segundo ele, é que seja alguém de confiança para alimentar, colocar água e dar medicação, quando necessário.

“Em geral, deixar em casa é muito seguro e tranquilo. No entanto, alguns animais podem sentir falta do proprietário e deixar de se alimentar normalmente, mas logo recupera. Se a família tiver mais de um animal, melhor. Principalmente se forem gatos”.

Cuidados

A cuidadora de pets Bianca Bianchi presta seus serviços tanto na casa do cliente como na própria casa. “Há situações em que recebo eles aqui. Tenho espaço suficiente para isso. Nesse caso, são necessários alguns cuidados extras. Principalmente no caso de eles não serem castrados”, disse.

Outro cuidado é o de checar se a carteirinha de vacinação está em dia, de forma a garantir um contato seguro entre os pets. “Peço que usem coleirinha repelente ou que deixem repelente para o animal, por conta da nossa região aqui, que é uma região endêmica para a leishmaniose”, disse a moradora de Campo Grande.

Para hospedá-los em casa, ela pede que os animais sejam entregues medicados preventivamente contra carrapato, pulga, vermes e sarnas, de forma a evitar tais riscos. “Mantenho, com eles, uma rotina de passeio duas vezes por dia. Então eles acabam indo para a rua e para o mato”.

É também dada preferência a animais que estejam acostumados a socializar com seus semelhantes. “Pets que convivem apenas com humanos, sem contato com outros cachorros e sem o hábito de passear, costumam ter problemas para interagir com outros animais. É difícil ensiná-los em pouco tempo. Podem ocorrer problemas”.

Situações inusitadas.

Mesmo com todos cuidados sendo adotados, problemas podem ocorrer durante a prestação dos serviços de pet sitter.

“Faço sempre uma visita inicial, de forma a ter uma noção sobre o histórico de comportamento do animal, eu me previno de muitas situações. É ali que tenho noções sobre como animal se comporta; sobre o temperamento dele; sobre seu histórico; como reage a fogos de artifício; e uma coisa muito importante: sobre se há risco de estar ou de entrar no cio”.

Mesmo assim, há sempre o risco de algo imponderável acontecer. “Recentemente passei por uma situação muito inusitada. Tenho um hóspede que fica aqui durante o dia, enquanto sua dona está no trabalho. Um cachorro muito bonzinho que não me dá trabalho”.

“Veio uma outra cliente pedindo para eu ficar com uma cachorrinha já bem senhorinha, com seus 14 anos, que, segundo a dona, já havia passado pelo cio, o que me levou a abrir uma exceção e deixá-los juntos, uma vez que estavam se dando bem e nada indicava, no comportamento, qualquer interesse decorrente do cio. Passamos o dia inteiro aqui, levei eles para passear e nada”.

“Aí, à noite, fui tomar um banho. Quando terminei, vi os dois cruzando na sala. Estranhei porque isso só acontece no cio. Como já não adiantava separar, isso os machucaria, esperei eles se soltarem. Falei para a dona o que tinha acontecido. Ela estranhou porque o cio já tinha passado. Descobrimos que havia ali alguma desregulação hormonal. No caso, uma piometra [infecção uterina grave, comum em fêmeas não castradas]”, explicou Bianca.

Outros animais

Apesar de a absoluta maioria da demanda ser para cuidar de cães e gatos, Bianca diz que já foi contratada para cuidar de outros animais, como peixinhos e hamsters. Nesses casos, é importante que as orientações sejam anotadas de forma detalhada, em especial sobre hábitos e sobre quantidade e frequência recomendadas para a alimentação.

“Uma coisa importante sobre peixes é a de ter aquelas bombinhas de oxigenação da água. Inclusive por uma questão de limpeza, para não acumular sujeira no vidro do aquário”, sugere.

“E, no caso dos hamsters, não tem muitos segredos. Além da quantidade de comida recomendada e a disponibilidade de água fresca, porque eles bebem bastante água, você tem de fazer ele gastar energia. Estimular ele a brincar; a girar na rodinha; a subir as escadas. E é bom dar sempre coisas para eles roerem, como cenoura e outras coisas durinhas. Afinal, são roedores, além de manter a serragem da casinha sempre limpinha”, acrescentou.

Culinária afetiva nordestina é tema do Xodó de Cozinha, da TV Brasil

A TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), leva ao ar neste sábado (28), às 13h, mais uma edição inédita do programa Xodó de Cozinha, que recebe a cozinheira e empresária Chiquita. Ao longo da atração, a chef Regina Tchelly conversa com a convidada sobre os hábitos culinários do Nordeste em um episódio cheio de memórias afetivas.

No episódio, a apresentadora celebra o milho, alimento presente no Nordeste, sua região natal. Regina e Chiquita cozinham angu com coração de banana e farofa de cuscuz com brócolis

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Além do preparo das receitas, Regina fala de suas origens, de como as raízes na Paraíba estão presentes na sua vida e como transmite a cultura e a gastronomia de lá para suas filhas. A culinária afetiva nordestina se baseia em memórias e tradições regionais, muitas vezes passadas de geração em geração.

O conteúdo original fica disponível no app TV Brasil Play e pode ser acompanhado no canal do YouTube da emissora pública.

Xodó de Cozinha

Apresentado pela chef Regina Tchelly, o programa Xodó de Cozinha, da TV Brasil, busca incentivar a alimentação saudável e de baixo custo. A temporada de estreia tem 26 episódios. Cada edição conta com um convidado especial para preparar receitas com um alimento específico e conversar sobre um tema. A produção recebe personalidades como Bela Gil, André Trigueiro e Sidarta Ribeiro, entre outros.

Os assuntos giram em torno de questões como sustentabilidade, combate à fome, sazonalidade dos alimentos, geração de renda, empreendedorismo e educação financeira. O programa também valoriza a cultura tradicional e afetiva, além de abordar pratos que evocam memórias e heranças culinárias.

A atração é gravada na cozinha do projeto Favela Orgânica, iniciativa idealizada por Regina Tchelly que há 13 anos promove a culinária saudável nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Coprodução realizada pela TV Brasil com a Kromaki, o Xodó de Cozinha tem direção de Pedro Asbeg.

Favela Orgânica

O Favela Orgânica já recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais por suas ações que visam promover a segurança alimentar, capacitação profissional e uma mudança na cultura de consumo e desperdício de alimentos. 

Chef de cozinha, empreendedora social e fundadora do projeto, Regina Tchelly é paraibana e mora no Rio de Janeiro há 20 anos.

Retrospectiva 2024: o ano do esporte olímpico brasileiro

A avaliação da performance dos atletas olímpicos brasileiros em 2024 passa, de maneira óbvia, pelo desempenho nos Jogos Olímpicos. Em Paris, as mulheres mostraram sua força. Uma em especial entrou para um seletíssimo grupo histórico do país, passando a ser vista inclusive como o maior nome brasileiro em todos os tempos por alguns: Rebeca Andrade.

Na campanha brasileira na capital francesa, foram 20 medalhas, sendo três ouros, sete pratas e dez bronzes. Todos os ouros foram conquistados por mulheres: Bia Souza no judô, a dupla Duda e Ana Patrícia no vôlei de praia, além de Rebeca Andrade, vencedora na prova do solo, na ginástica artística.

Durante a Olimpíada, a ginasta brasileira foi alçada à condição de arquirrival da americana Simone Biles, estrela mundial da modalidade. Adversárias diretas, as duas protagonizaram grandes duelos e Rebeca, de 25 anos, saiu de Paris com quatro pódios: além do ouro no solo, conquistou também duas pratas (individual geral e salto) e um bronze (disputa por equipes, junto com Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira).

Com o desempenho em Paris, Rebeca superou os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt para se tornar a maior medalhista olímpica da história do Brasil. São seis medalhas, contando as quatro em Paris e as duas em Tóquio. Ela também superou o canoísta Isaquias Queiroz, tornando-se a maior acumuladora de pódios em uma mesma edição de Jogos Olímpicos pelo Brasil (Isaquias conquistou três no Rio, em 2016).

Outra mulher medalhista em Paris encerra 2024 em alta. A skatista Rayssa Leal, de 16 anos, medalhista de bronze nos Jogos, conquistou o tricampeonato mundial no skate street em dezembro, após vencer a etapa final disputada no Ibirapuera, em São Paulo.

Também entre os destaques em Paris, Caio Bonfim conquistou a prata na marcha atlética, pódio inédito para o Brasil nesta prova. No fim do ano, acabou coroado como o melhor atleta do ano entre os homens no Prêmio Brasil Olímpico. Entre as mulheres, como era de se esperar, Rebeca foi a vencedora.

Nos esportes coletivos, a seleção feminina de vôlei conquistou o bronze. José Roberto Guimarães (feminino) e Bernardinho (masculino) seguem à frente das equipes nacionais. No vôlei de clubes, o Cruzeiro conquistou o penta Mundial.

A seleção masculina de basquete conseguiu uma heroica classificação à Olimpíada, desclassificando a dona da casa Letônia no torneio que deu vaga no evento. Novamente comandada pelo croata Aleksandar Petrovic, que reassumiu depois da saída de Gustavo de Conti, a equipe parou nas quartas de final olímpicas, derrotada pela badalada seleção dos Estados Unidos, que conquistou o ouro posteriormente.

Entre os nomes que não subiram ao pódio em Paris, alguns tiveram temporada de altos e baixos. No tênis, por exemplo, Bia Haddad chegou a ocupar o top 10 do mundo em outubro. Ela fechou o ano na 17ª colocação, mas em movimento de recuperação, após alcançar as quartas de final do US Open, melhor resultado de uma tenista feminina do Brasil desde 1968. Além disso, Haddad conquistou o título do WTA 500 de Seul, na Coreia do Sul.

Hugo Calderano, quarto colocado em Paris no tênis de mesa, terminou a temporada em sétimo no ranking mundial, o sétimo ano consecutivo no qual encerra entre os dez melhores do planeta.

Paris não foi a única cidade que recebeu uma edição de Jogos Olímpicos em 2024. Gangwon (Coreia do Sul), sediou os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude e lá o Brasil fez história. Em janeiro, o catarinense Zion Bethônico, à época com 17 anos, conquistou a primeira medalha do país em uma edição de Jogos de Inverno, de qualquer tipo. Ele foi prata na prova do snowboard cross.

O país pode ver a contagem crescer em breve. Lucas Pinheiro Braathen, filho de mãe brasileira e pai norueguês, trocou a representação no esqui alpino e passou a defender o Brasil. O atleta, multicampeão quando representava a Noruega, já conquistou alguns resultados expressivos, como o segundo lugar no slalom gigante na etapa do Colorado (Estados Unidos), da Copa do Mundo da modalidade. A promessa é que o país passe a figurar entre as primeiras colocações na modalidade nos próximos anos. A próxima edição de Jogos Olímpicos de Inverno acontecerá em 2026, em Cortina d’Ampezzo e Milão (Itália).

CNM aponta falta de vacinas de catapora e covid; governo nega carência

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgada nesta sexta-feira (27), aponta a carência de vacinas do calendário nacional de imunização, como catapora, covid-19 e coqueluche. Em nota, o Ministério da Saúde rebateu os resultados e afirmou ter garantido atendimento a 100% das necessidades de todas as vacinas do calendário básico, exceto nos casos de desabastecimento global, que ocorreram por “problemas pontuais”. O comunicado não afirma se o desabastecimento decorre de problemas de gestão dos governos locais.

De acordo com a confederação, a pesquisa foi feita, via call center da própria instituição, no período entre 29 de novembro e 12 de dezembro de 2024. Segundo a confederação, 65,8% de um total de 2.895 municípios analisados relataram ausência de imunizantes. A CNM diz ainda que os resultados do levantamento refletem o “cenário do momento da pesquisa”.

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No caso da catapora, 1.516 municípios analisados (52,4%) apontaram falta da vacina. O Ministério da Saúde informou que existe escassez mundial de matéria-prima, mas assegurou ter garantido todas as doses necessárias do imunizante após a contratação de três fornecedores. Para 2025, a pasta assegurou que eventuais problemas serão resolvidos ao longo do primeiro semestre.

Em segundo lugar, está a vacina para covid-19 em adultos, ausente em 736 municípios (25,4%), com média de 45 dias sem disponibilidade. A CNM lembra que a primeira semana de dezembro registrou alta de 60% nas notificações da doença no país, no maior nível desde março. De 1º a 7 de dezembro, houve 20.287 casos, segundo o Painel Covid-19 do Ministério da Saúde.

No comunicado, o Ministério da Saúde informou que a pasta distribuiu 3,7 milhões de doses de vacina contra a covid-19 aos estados, das quais 503 mil foram efetivamente aplicadas, o que indica suficiência de doses em nível estadual. Para 2025, a pasta informou ter reforçado os estoques dos imunizantes.

Coqueluche

Em terceiro lugar, está a insuficiência da vacina tríplice, contra coqueluche, diferia e tétano, relatada em 520 municípios (18% do total pesquisado). Segundo a CNM, o imunizante estava em falta em média há 60 dias nos municípios afetados. Em 2024, os casos de coqueluche subiram quase 2.000% em relação a 2023, com 4.395 registros até 27 de novembro, a maioria no Paraná. No acumulado do ano, há 17 mortes, das quais 16 em crianças de menos de 1 ano.

A pesquisa também aponta insuficiência da vacina meningocócica C, contra a meningite do sorogrupo C, indisponível em 375 cidades (12,9%); da tetraviral, que combate o sarampo, a caxumba, a rubéola e a varicela, indisponível em 337 municípios (11,6%); e da febre amarela, indisponível em 280 municípios (9,7%).

O Ministério da Saúde informou ter estoques suficientes para os próximos seis meses das vacinas contra a meningite e a coqueluche.

Resposta

Além de assegurar o atendimento de 100% das necessidades dos estados, o Ministério da Saúde informou que a distribuição das vacinas é transparente. A pasta ressaltou que qualquer cidadão pode consultar, no painel interativo do ministério, as remessas enviadas do centro de distribuição em Guarulhos (SP) para os estados. O comunicado ressaltou que, por ano, são distribuídas 300 milhões de doses aos 5.570 municípios por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

O ministério ressaltou que todas as grades de vacinas do calendário básico em dezembro foram enviadas aos estados e garante ter estoques para atender à demanda. Segundo a pasta, todo o processo é feito em parceria com os estados. O comunicado destaca ainda que, desde 2023, as coberturas vacinais apresentam tendência de crescimento, resultado de ações como as campanhas de multivacinação realizadas em novembro.

Estados mais afetados

Em relação aos estados e regiões mais afetadas, Santa Catarina continua liderando a escassez de vacinas, com 199 dos 230 municípios que responderam à pesquisa (87% do total) relatando falta de vacinas. Em seguida, está o Ceará, com 51 dos 59 municípios analisados (86%), o Espírito Santo, 38 dos 45 respondentes (84%); e Minas Gerais, com 412 dos 496 respondentes (83%).

Fundo de R$ 6,5 bi para recuperar infraestrutura do RS é oficializado

Três dias depois da edição de um crédito extraordinário para áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a criação de um fundo de R$ 6,5 bilhões para recuperar a infraestrutura do estado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27) na Residência Oficial da Granja do Torto, onde o presidente se recupera das cirurgias na cabeça.

Lula estava acompanhado dos ministros das Cidades, Jader Filho; da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta; e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Com o nome oficial de Fundo de Apoio à Requalificação e Recuperação de Infraestruturas devido a Eventos Climáticos Extremos, o fundo recebeu recursos do Ministério das Cidades, abertos por meio de crédito extraordinário da Medida Provisória (MP) 1.282, publicada na última terça-feira (24).

A maior parte dos recursos, R$ 2,5 bilhões, será aplicada nas intervenções dos diques, além de bacias de amortecimento e na recuperação ou no reforço de casas de bombas nos municípios de Porto Alegre e Alvorada (Arroio Feijó). O fundo também prevê o investimento de R$ 1,9 bilhão nas obras em diques na região da Bacia do Rio dos Sinos, que beneficiarão as cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Rolante, Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Igrejinha e Três Coroas.

O fundo também destina R$ 450 milhões em intervenções na Bacia do Gravataí, R$ 531 milhões em Eldorado do Sul, R$ 502 milhões na Região Metropolitana de Porto Alegre, R$ 69,3 milhões em São Leopoldo e R$ 14,5 milhões para os municípios da Bacia do Caí: Montenegro, São Sebastião do Caí, Harmonia e Pareci Novo, entre outros. Também estão previstos R$ 533,2 milhões para atividades acessórias e complementares aos projetos citados acima e outros custos.

Histórico

Na primeira semana de dezembro, a MP 1.278 autorizou a criação do fundo, destinando os recursos reembolsáveis ou não-reembolsáveis para recuperação de estruturas atingidas pelas chuvas no Rio Grande do Sul.

No último dia 13, a Casa Civil aprovou uma resolução com o Plano de Aplicação de Recursos, com os projetos a serem apoiados pelo fundo. Segundo o Palácio do Planalto, muitos desses projetos estão finalizados ou em estágio final de licitação dos executores das obras. Com prazo de execução até 15 de dezembro de 2031, o plano pode ser prorrogado.

Na véspera do Natal, a MP 1.282 destinou os R$ 6,5 bilhões para o Ministério das Cidades fazer o aporte ao fundo. Por se tratar de crédito extraordinário, o dinheiro que está fora do limite de gastos do arcabouço fiscal e não é considerado na apuração da meta de resultado primário do governo.

Vini Jr é eleito o melhor jogador do mundo pela Globe Soccer Awards

O atacante brasileiro Vinicius Júnior voltou a se eleito o melhor jogador do mundo nesta sexta-feira (27), pelo prêmio Globe Soccer Awards, em votação feita em conjunto pela Associação Europeia de Clubes (ECA) e Associação de Agentes de Jogadores (EFAA), uma semana após o jogador ter sido laureado com o prêmio Fifa The Best Awards de melhor jogador.

Vini Jr foi agraciado com um segundo prêmio da Globe Soccer: o de melhor atacante do ano. O próprio atleta recebeu pessoalmente a premiação hoje (27), durante cerimônia de gala em Dubai (Emirados Árabes Unidos). Outro brasileiro homenageado foi Neymar, agraciado com o prêmio de carreira da Globe Soccer Awards.

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“Estou muito feliz de receber esse prêmio, de estar nesse lugar com muitos craques, que sempre acompanhei de longe. Não poderia deixar de agradecer o Real Madrid, meus companheiros e todo mundo que trabalhou para que eu pudesse estar aqui hoje”, disse Vini Jr.

Antes de Vini Jr subir ao palco,  o craque português Cristiano Ronaldo, eleito pela Globe Soccer Awards o melhor jogador de futebol em atividade no Oriente Médio, já havia elogiado o brasileiro pela excelente temporada no Real Madrid. CR7 também não poupou críticas ao prêmio Bola de Ouro, da France Football, que elegeu Rodri (Manchester City) como melhor jogador do ano, em detrimento do atacante brasileiro.

“Na minha opinião, Vinicius merecia ganhar a Bola de Ouro. Foi injusto na minha opinião. Digo aqui na frente de todos. Deram para Rodrigo, merecia também, mas Vinicius merecia mais. Venceu a Champions League, fez gol na final… As outras questões, para mim, não são importantes, quando é merecido, você tem que dar para quem merece. Mas esse prêmio é sempre assim. É por isso que amo a Globe Soccer, porque vocês fazem prêmios honestos, isso é muito bom”, defendeu Cristiano Ronaldo. 

Visivelmente emocionado, Vini Jr agradeceu o apoio do astro português, jogador do Al-Nassr (Arábia Saudita).

“O Cristiano estava falando que acredita que sou o melhor, eu acredito. É meu ídolo junto com o Neymar. Eu tenho a honra de receber o prêmio de melhor jogador da temporada com meus dois ídolos observando. É uma honra. Agradecer aos meus companheiros, minha família, ao Flamengo que me colocou no mundo. Ser reconhecido é muito importante”, afirmou o camisa 7 do Real Madrid.

Também presente à cerimônia do Globe Soccer Awards, Neymar, atacante do clube saudita Al-Hilal, subiu ao palco para receber o prêmio de homenagem à carreira. O camisa 10 da seleção brasileira segue em recuperação após ruptura no tendão da coxa sofrida no início de novembro.

“Motivo de muita felicidade fazer parte dessa festa. Estou muito contente, muito feliz de estar no meio de tantos craques. Foi um ano muito difícil para mim. Espero poder voltar a estar em campo bem, 100%, que é o que todos nós gostamos de fazer”, revelou Neymar, que antes da lesão na coxa, ficara quase um ano parado por conta de uma lesão no joelho.

Vencedores do Globe Soccer Awards

Prêmio especial de carreira: Del Piero (ex-jogador italiano)

Melhor diretor esportivo: Piero Ausilio (Inter de Milão)

Clube revelação: Olympiacos (clube da Grécia) 

Melhor técnico do Oriente Médio: Jorge Jesus (técnico do Al Hilal)

Melhor clube do Oriente Médio: Al Ain (clube dos Emirados Árabes Unidos)

Melhor jogador do Oriente Médio: Cristiano Ronaldo (clube saudita Al-Nassr)

Melhor clube: Real Madrid

Melhor técnico: Carlo Ancelotti (Real Madrid)

Melhor empresário: Jorge Mendes

Melhor atacante: Vinicius Júnior (Real Madrid)

Melhor meio-campista e prêmio Maradona: Jude Bellingham (Real Madrid)

Revelação: Lamine Yamal (ponta-direita do Barcelona)

Melhor clube feminino: Barcelona

Melhor jogadora do mundo: Aitana Bonmatí (meio-campista do Barcelona)

Maior artilheiro da história: Cristiano Ronaldo (clube saudita Al-Nassr)

Melhor jogador do mundo: Vinicius Júnior (Real Madrid)

Bandeira tarifária de janeiro se mantém verde, sem cobrança extra

A melhora das condições de geração de energia, em especial devido às chuvas que melhoraram os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, garantiram a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de janeiro de 2025. Com isso, não será cobrado valor adicional nas contas de luz dos brasileiros, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“A bandeira tarifária permaneceu verde de abril de 2022 até julho de 2024. A boa notícia se repetiu em dezembro de 2024 e será mantida em janeiro de 2025 devido a permanência das condições favoráveis de geração de energia no país”, justificou a Aneel.

De acordo com a agência, os níveis dos reservatórios aumentaram com a chegada do período chuvoso, o que resultou em aumento da geração das usinas hidrelétricas. “Dessa forma, se aciona menos empreendimentos com energia mais cara, como é o caso das usinas termelétricas”, acrescentou em nota divulgada nesta sexta-feira (27).

Bandeiras tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos de R$ 1,885 (bandeira amarela), R$ 4,463 (bandeira vermelha patamar 1) e R$ 7,877 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. De setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, vigorou uma bandeira de escassez hídrica de R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

 

Prefeitura sanciona mudanças na carga horária de professores do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou nesta sexta-feira (27), a lei que altera a contagem da carga horária dos professores da rede municipal de ensino em sala de aula, passando a ser feita em minutos. 

A finalidade é recuperar os 400 minutos de aulas que deixam de ser dados pelo fato de a aula ter 50 minutos de duração. Antes, os 50 minutos eram contados como 1 hora/aula. Com a mudança, aprovada pela Câmara de Vereadores do Rio, os professores terão de dar 24 tempos a mais de aulas por mês.

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A licença especial dos profissionais da educação, conhecida como licença-prêmio, permitia que a cada 5 anos os servidores municipais tirassem uma licença de 3 meses. Com a aprovação da nova lei, essa medida foi extinta.

Com a nova lei complementar, ficará alterado também o sistema de férias dos profissionais de educação. Atualmente, os profissionais de educação têm direito a férias nos meses de janeiro e julho, junto com os alunos. A partir de agora, o professor só terá direito a férias após 365 dias de trabalho. Desta forma, o profissional que acabou de ingressar na rede municipal de ensino terá de trabalhar em janeiro e julho, mesmo durante o recesso escolar.

A nova lei complementar 186/24 também modifica o estágio probatório dos servidores municipais. A nova lei aumenta de dois para três anos o período de estágio.

Aprovação

O projeto de lei que altera o regime de trabalho e contratações no funcionalismo municipal foi aprovado pelos vereadores do Rio de Janeiro no dia 5 de dezembro. Entre as principais mudanças está o fim da licença-prêmio, concedida a cada cinco anos para os servidores públicos da cidade.

Antes, no final de novembro, a Câmara de Vereadores do Rio decidiu adiar a votação do projeto de lei, por pressão dos profissionais de educação, que ocuparam a galeria da Câmara, contrários à medida.

Professores

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) informou que irá analisar os próximos passos, inclusive a questão judicial, para tentar barrar a nova lei.

“A nova Lei Complementar foi sancionada pelo prefeito Eduardo Paes em total desacordo com os servidores municipais, em especial os profissionais de educação, que exigiam que o prefeito não sancionasse o famigerado PLC, aprovado a toque de caixa pela Câmara de Vereadores”. 

O sindicato convocou os profissionais da rede municipal para a assembleia geral no dia 8 de fevereiro “Para que possamos discutir a nossa mobilização contra os ataques do governo municipal à Educação e aos servidores”, diz a entidade. 

Câmara responde a Dino e diz que líderes cumpriram lei sobre emendas

A Câmara dos Deputados enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) as respostas solicitadas pelo ministro Flávio Dino sobre o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão. Mais cedo, Dino deu prazo até as 20h para a Casa esclarecer o pagamento de emendas parlamentares, que estão suspensas por decisão do ministro.

No entendimento do ministro, a Câmara dos Deputados ainda não cumpriu as decisões da Corte que determinaram regras de transparência e rastreabilidade no repasse das emendas.

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No documento enviado ao Supremo nesta sexta-feira (27), a Câmara dos Deputados alega que não havia previsão legal para que as indicações de emendas de comissão tivessem que ser votadas pelas comissões antes da Lei Complementar nº 210, de 2024, editada para cumprir as regras de liberação dos recursos.

De acordo com a Câmara, a liberação das emendas seguiu a tramitação correta conforme pareceres dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, da Gestão, da Casa Civil e da Advocacia-Geral da União (AGU).

“Reitera-se a plena legalidade do procedimento adotado pelos senhores líderes do Congresso Nacional, tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal, sob orientação jurídica dos ministérios”, afirmou a Câmara.

Após receber as informações, Dino vai decidir se mantém ou não a suspensão das emendas.

Atas

Em relação à falta das atas das sessões das comissões para aprovação das emendas, a Câmara argumentou que a obrigatoriedade só será aplicada a partir dos orçamentos para os anos seguintes. 

“Não havia, até 25 de novembro de 2024, data da promulgação da Lei Complementar nº 210, norma que dispusesse a votação das indicações realizadas pelo Parlamento”, alegou a Casa. 

Recurso

A Câmara informou ainda que não irá recorrer do bloqueio do pagamento das emendas, por entender que a medida deve ser feita pelo Congresso Nacional. 

Entenda

Em dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.

No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. 

Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu a condução do processo.

Em agosto deste ano, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.

Dólar sobe para R$ 6,19 com indefinição sobre emendas parlamentares

Em um dia de poucas negociações no mercado financeiro e sem intervenções do Banco Central (BC), o dólar aproximou-se de R$ 6,20 com indefinição sobre as emendas parlamentares. A bolsa de valores caiu e voltou a atingir o menor nível em mais de seis meses.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (27) vendido a R$ 6,193, com alta de R$ 0,016 (+0,26%). A cotação operou em leve alta durante toda a sessão. Por diversas vezes ao longo do dia, chegou a ultrapassar os R$ 6,21, mas desacelerou na hora final de negociação.

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Apenas nesta semana, a moeda norte-americana subiu 2%. O BC interveio no mercado apenas uma vez, na quinta-feira (26), quando vendeu US$ 3 bilhões das reservas internacionais. Em dezembro, a autoridade monetária injetou quase US$ 31 bilhões no mercado de câmbio, o maior volume mensal desde a criação do regime de metas de inflação, em 1999.

O mercado de ações teve um dia mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 120.269 pontos, com recuo de 0,67%. Com queda acumulada de 1,5% na semana, o indicador atingiu o menor nível desde 19 de junho.

Com a indefinição no mercado internacional, os fatores internos pesaram mais nesta sexta-feira. O dólar não apresentou uma tendência ante as principais moedas, subindo perante umas e descendo diante de outras, em um dia de poucas negociações em todo o planeta.

No Brasil, o mercado reagiu ao futuro das emendas parlamentares. Isso porque os investidores não sabem se serão executadas antes do fim do ano, elevando os gastos do governo no fim de 2024, transferidas para 2025 ou parcialmente canceladas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino deu prazo até as 20h de hoje para a Câmara dos Deputados responder a quatro questionamentos sobre o pagamento de emendas parlamentares. O prazo foi dado pelo ministro após a Câmara pedir a reconsideração da liminar de Dino que suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão.

*Com informações da Reuters

Racismo: TJ-SP concede liberdade provisória a atletas do River Plate

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu nesta sexta-feira (27) liberdade provisória às quatro jogadoras do time feminino do River Plate, presas em flagrante por injúria racial durante jogo contra o Grêmio, em São Paulo, na última sexta (20).  De acordo com a decisão do juiz Fernando Oliveira Camargo, as atletas Camila Duarte Juana Cángaro, Candela Díaz e Milagros Díaz terão de cumprir medidas cautelares como comparecerem em juízo mensalmente para justificar suas atividades. Elas também não poderão mudar de endereço sem prévia comunicação ao TJ-SP. O magistrado determinou ainda um depósito no valor de R$ 25 mil, no prazo máximo de cinco dias, para garantir uma eventual indenização em favor da vítima, sob pena de revogação da liberdade provisória.

As quatro jogadoras do time argentino foram detidas há uma semana, após confusão generalizada no primeiro tempo do jogo contra o Grêmio pela Ladies Cup, torneio de futebol feminino, no Estádio Canindé, na capital paulista. O tumulto começou após o Grêmio empatar o jogo em 1 a 1. Na ocasião, a volante Candela Díaz foi flagrada imitando um macaco na direção do gandula. As jogadoras gremistas reagiram aos insultos das adversárias e houve discussão. Seis atletas do River Plate foram expulsas de campo e a partida foi encerrada. Após o ocorrido, o River Plate foi excluído da competição e das próximas duas edições do torneio.

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O Grêmio registrou boletim de ocorrência na 6ª delegacia, e as quatro jogadoras argentinas envolvidas no tumulto foram detidas em flagrante, acusadas de insultos racistas. No sábado (21), as prisões foram convertidas em preventivas e as jogadoras do time argentino foram encaminhadas para a Penitenciária do Carandiru, onde passaram o Natal, já que tiveram o pedido de habeas corpus negado na última terça (24).  

Tesouro adia para 15 de janeiro resultado das contas de novembro

O atraso no repasse dos dados da arrecadação da Receita Federal fez o Tesouro Nacional adiar em cerca de duas semanas a divulgação do resultado das contas públicas de novembro. Inicialmente prevista para esta sexta-feira (27), a divulgação será feita em 15 de janeiro, às 14h30.

No fim de cada mês, o Tesouro Nacional divulga o resultado das contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), que aponta déficit ou superávit primário do mês anterior. Feitas com base na comparação entre as receitas e as despesas primárias, as estatísticas desconsideram os juros da dívida pública.

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Os dados relativos aos gastos são apurados com base no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). As receitas consideram tanto a arrecadação da Receita Federal (tributos) como as receitas não administradas pelo Fisco, como dividendos de estatais e royalties do petróleo. Esse sistema é chamado “acima da linha” pelo governo.

Tradicionalmente, a Receita Federal divulga a arrecadação na terceira semana de cada mês ou no início da última semana, alguns dias antes de o Tesouro apresentar as estatísticas de resultado primário. No entanto, o Fisco não divulgou os dados do mês passado até agora nem informou os motivos do atraso, o que impediu o Tesouro de dar os números de novembro.

Banco Central

Apesar do atraso nas estatísticas do Tesouro, o Banco Central (BC) confirmou que divulgará, na segunda-feira (30), o resultado das contas do setor público em novembro. Diferentemente do resultado do Tesouro, as contas apresentadas pelo BC consideram o déficit ou superávit primário da União, dos estados e dos municípios, não apenas do Governo Central.

Outra diferença em relação ao Tesouro é que o BC usa a metodologia “abaixo da linha”, em que analisa as variações do endividamento do governo federal e dos governos locais para chegar ao resultado primário do setor público. Isso permite que a autoridade monetária apure as estatísticas sem os dados de arrecadação da Receita Federal.

Os resultados do BC são levados em conta para avaliar se o governo cumpriu a meta de resultado primário estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pelo arcabouço fiscal. Para 2024, a legislação determina meta de resultado primário zero, com margem de tolerância de R$ 28,75 bilhões (0,25% do Produto Interno Bruto) para cima ou para baixo.

Defesa nega irregularidades e pede soltura de Daniel Silveira

A defesa de Daniel Silveira negou nesta sexta-feira (27) que o ex-deputado tenha violado medidas cautelares durante o cumprimento do livramento condicional.

Ontem (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu prazo de 48 horas para o ex-parlamentar explicar porque ficou fora de casa por cerca de 10 horas e ainda foi a um shopping de Petrópolis (RJ), no último domingo (22).

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Na manifestação enviada ao Supremo, os advogados alegaram que a decisão do ministro que estabeleceu a obrigação de recolhimento noturno não proibia Silveira de sair de casa durante o dia.

A defesa disse que houve erro de sintaxe na elaboração da decisão de Moraes. No documento, está escrito que Daniel Silveira estava proibido de ausentar-se da comarca e tinha a obrigação de recolher-se à residência no período noturno, das 22h00 às 6h00, bem como nos sábados, domingos e feriados.

“A expressão bem como nos sábados, domingos e feriados, segunda oração, está diretamente ligada ao horário das 22h às 6h, e não a qualquer proibição de se ausentar da residência em tais dias, de forma integral, como alegou levianamente.  Ou seja, Daniel Silveira poderia circular livremente de segunda à segunda, com recolhimento noturno iniciando às 22h, encerrando-se, às 6h”, alegou a defesa.

Os advogados também discordaram das informações da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap), que apontou diversas violações da área de cobertura da tornozeleira eletrônica.

“Como se vê, não há nenhum relato de violação por parte da Seap no relatório oficial encaminhado ao mesmo, sendo, portanto, inverídicas e levianas as acusações de violação para ir ao shopping, como fez questão de inserir, dando subsídios aos abutres da mídia para perseguirem Daniel Silveira, com sátiras e mentiras”, completou a defesa.

Entenda

Na terça-feira (24), o ex-deputado foi preso pela Polícia Federal (PF) após descumprir a regra que estabelecia o horário das 22h para recolhimento noturno. A medida foi estabelecida no livramento condicional, benefício que foi revogado por Moraes após o episódio. Segundo o ministro, no último fim de semana, Daniel Silveira deu entrada em um hospital, sem autorização judicial.

Segundo Moraes, Daniel Silveira não poderia passar o dia fora de sua residência. No entendimento do ministro, o comportamento demonstra que Silveira “ignorou” as condições do livramento condicional.

Em 2023, o ex-deputado foi condenado pelo STF a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos poderes e coação no curso do processo ao proferir ofensas e ameaças contra os ministros da Corte.

Na semana passada, Moraes autorizou o livramento condicional da pena, mas o benefício foi revogado após o descumprimento das medidas cautelares.

Robôs vão ajudar nas buscas após queda de ponte entre MA e TO

A Petrobras e a Transpetro disponibilizaram um robô e equipes técnicas para ajudar nas buscas a desaparecidos após a queda da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Os trabalhos de busca foram suspensos devido ao risco de desabamento. 

O robô é utilizado em inspeção de dutos submarinos, com câmeras de alta resolução e operado remotamente por um profissional especializado e vai apoiar nas buscas por vítimas da tragédia. As ações estão sendo feitas por equipes de mergulho da Marinha em uma profundidade que varia de 20 a 60 metros. Mais três outros robôs disponibilizados pela Petrobras devem chegar ao local das buscas nas próximas horas. 

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A Transpetro também opera no local um sonar que tem capacidade de gerar imagens mais nítidas do fundo do rio, ajudando a guiar os mergulhadores.

As duas companhias passam a integrar a força-tarefa que está montada no município de Estreito, onde a estrutura se rompeu no último domingo (22) e estarão à disposição com uma equipe que compreende também especialistas em mergulho, análise de risco, atuação em contingência e combate à poluição.

De acordo com a Marinha, nove pessoas morreram na queda da ponte. Duas vítimas foram localizadas pelas equipes de resgate nesta quinta-feira, mas os corpos não foram resgatados devido ao risco para o trabalho dos profissionais. Outras oito pessoas permanecem desaparecidas.

Desastres climáticos aumentaram 250% nos últimos quatro anos no país

Os desastres climáticos no Brasil aumentaram 250% nos últimos quatro anos (2020–2023), em comparação com os registros da década de 1990, revela estudo lançado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica – coordenada pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com a Fundação Grupo Boticário.

O estudo, que usou dados públicos extraídos do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, considerando o período de 1991 a 2023, também analisou dados de temperatura média do ar e da superfície oceânica dos últimos 32 anos, com base em informações da agência europeia Copernicus, obtidos por meio da plataforma Climate Reanalyzer.

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Segundo os pesquisadores, para cada aumento de 0,1°C na temperatura média global do ar, ocorreram mais 360 desastres climáticos no Brasil. No oceano, para cada aumento de 0,1°C na temperatura média global da superfície oceânica, foram registrados mais 584 eventos extremos no país.

“Quando os dados de 2024 forem consolidados, haverá a confirmação da escalada de desastres climáticos nos anos mais recentes. O levantamento aponta que foram registrados 6.523 desastres climáticos em municípios brasileiros na década de 1990, enquanto, no período de 2020–2023, foram registrados 16.306 eventos”, dizem os pesquisadores.

Segundo o levantamento, o Brasil teve 64.280 desastres climáticos desde 1990, e há aumento, em média, de 100 registros por ano. Nos primeiros dez anos monitorados, foram 725 registros por ano. De 2000 a 2009, 1.892 registros anuais; de 2010 a 2019, 2.254 registros anuais e, nos últimos quatro anos (2020 a 2023), já são 4.077 registros por ano.

O professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Unifesp, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e um dos coordenadores do estudo, disse que o objetivo do levantamento é contribuir para que a sociedade conheça, debata e pense em soluções, incentivando a tomada de decisão e as mudanças de comportamento necessárias, tanto em nível individual quanto institucional, para reduzir os impactos climáticos e garantir um futuro sustentável para o Brasil.

O estudo mostrou ainda que 5.117 municípios brasileiros reportaram danos causados por desastres climáticos entre 1991 e 2023, representando 92% dos municípios do país. As principais ocorrências foram secas (50% dos registros), seguidas por inundações, enxurradas e enchentes (27%) e tempestades (19%).

Oceano

Desde março de 2023, o oceano teve aumento de temperaturas de cerca de 0,3°C a 0,5°C, fenômeno que tem agravado eventos extremos, como furacões e inundações, afetando milhões de pessoas e impactando profundamente os ecossistemas. Entre os exemplos, estão as inundações no Rio Grande do Sul e as secas no Centro-Oeste, em 2024. Christofoletti destacou que o oceano é fundamental para a regulação climática global e que seu aquecimento contínuo evidencia os impactos crescentes da crise climática no sistema terrestre.

“Isso é muito preocupante, considerando que, ao longo dos últimos 40 anos, o oceano aqueceu cerca de 0,6°C. Esse aquecimento abrupto e prolongado ameaça o equilíbrio de um sistema que cobre 70% do planeta. O oceano, nesse nível de aquecimento, intensifica os eventos climáticos extremos que impactam diretamente milhões de pessoas”, disse.

Quando analisadas as consequências econômicas e sociais, o cenário indicou que, entre 1995 e 2023, os prejuízos econômicos no Brasil atingiram R$ 547,2 bilhões. Nos primeiros quatro anos da década de 2020, as perdas somaram R$ 188,7 bilhões, 80% do total registrado em toda a década anterior (2010–2019) e corresponde a 0,5% do PIB nacional acumulado nos últimos quatro anos.

As projeções baseadas no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e na taxa atual de registros de desastres, mostram que os números podem aumentar nas próximas décadas. No cenário mais otimista, até o final do século, no qual as metas do Acordo de Paris para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C sejam cumpridas, o Brasil poderá registrar até 128.604 desastres climáticos entre 2024 e 2050, o dobro do total observado nas últimas três décadas. No cenário mais pessimista, no qual o aquecimento do planeta ultrapassa 4°C, o número de desastres pode chegar a quase 600 mil ocorrências até 2100, nove vezes o registrado entre 1991 e 2023.

Conforme o estudo, mesmo no menor cenário, o Brasil pode sofrer um impacto de R$ 1,61 trilhão até 2050. Se o cenário pessimista se concretizar, os custos poderão ultrapassar R$ 8,2 trilhões até o final do século, 15 vezes o total observado nas últimas décadas.

Para a pesquisadora envolvida no estudo e gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, Janaína Bumbeer, apesar das projeções negativas, ainda há tempo para agir. Segundo Janaína, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, é essencial buscar a resiliência das comunidades e a adaptação às novas condições climáticas.

“Nesse sentido, as soluções baseadas na natureza são ferramentas eficazes para fortalecer a resiliência de cidades costeiras, enfrentando desafios ambientais, sociais e econômicos de forma integrada. A recuperação de manguezais e dunas, por exemplo, está entre as soluções verde-azuis, que promovem a adaptação ao ambiente urbano e costeiro, aumentando a resiliência contra eventos climáticos extremos e construindo cidades mais saudáveis e sustentáveis”, afirmou.

A pesquisadora ressaltou que o aumento da temperatura global, além de ampliar os eventos extremos, provoca o aumento nos custos de energia e alimentos, a escassez hídrica e o aumento de doenças relacionadas ao calor, como a dengue. “A hora de agir é agora. Com esforços globais coordenados e eficientes, podemos fortalecer a resiliência da natureza e da humanidade, construindo um futuro mais sustentável e seguro para todos.”

Ministério da Gestão autoriza nomeação de 160 aprovados em concurso

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou, nesta quinta-feira (26), a nomeação de 160 novos servidores aprovados em concurso realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Os 82 pesquisadores e 78 tecnologistas serão distribuídos entre diferentes unidades de pesquisa do ministério. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27), por meio da Portaria nº 9.727.

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Em nota, a pasta explicou que as contratações estão condicionadas à existência de vagas na data da nomeação e à declaração de adequação orçamentária e financeira por parte do ordenador de despesas. Caberá ao MCTI verificar as condições e publicar as normas necessárias para a nomeação.

Risco de desabamento suspende buscas na ponte entre o MA e TO

Os trabalhos de busca dos mergulhadores por desaparecidos na queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) foram suspensos devido ao risco de desabamento. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) identificou uma movimentação no que sobrou da estrutura da ponte, por isso recomendou a suspensão dos trabalhos.

De acordo com a Marinha, o corpo de uma das vítimas foi encontrado por pescadores ontem (26) à noite, a aproximadamente 6 km do local do desabamento. Duas vítimas foram localizadas também nesta quinta-feira, mas os corpos não foram resgatados devido a risco para o trabalho dos profissionais. Com isso são nove o número de mortos e oito desaparecidos.

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Na quinta-feira, os mergulhadores localizaram os caminhões que transportavam agrotóxicos e ácido sulfúrico a uma profundidade de cerca de 35 metros. Eles também localizaram uma moto e uma caminhonete.

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) continua monitorando a qualidade da água no Tocantins. Segundo a agência reguladora, até o momento não há risco de contaminação da água por vazamento de produtos químicos.

A Marinha informou que novos equipamentos chegaram nesta sexta-feira (27) e devem auxiliar nas buscas. Entre eles, uma câmara hiperbárica e o de mergulho independente, que tem o suprimento de ar feito por mangueiras que chegam na superfície. Com isso vai ser possível realizar o trabalho por um período maior.

Além disso, veículos que ficaram na ponte ainda não foram retirados devido ao risco de desmoronamento. O Dnit informou que uma força-tarefa se encontra na região.

O objetivo, segundo o órgão, é intensificar o apoio à população, com a contratação de balsas para a travessia do Rio Tocantins, além de acelerar o trabalho de apuração das causas pela queda da estrutura.

“Com a decretação de emergência, o DNIT atua com celeridade na contratação da reconstrução da nova ponte. A autarquia reforça, ainda, que há rotas alternativas de deslocamento entre as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), na BR-226/TO”, disse o órgão.

São duas as rotas alternativas que podem ser utilizadas para fazer a travessia na região.

Rota 1 – Para ter acesso à BR-226/MA: Darcinópolis/TO até Imperatriz/MA (191,0 quilômetros):

TO-134/BR-230 (Darcinópolis/TO – Axixá do Tocantins/TO, 149 quilômetros)

TO-201 (Axixá do Tocantins/TO – Sítio Novo do Tocantins/TO, 15,1 quilômetros)

TO-126 (Sítio Novo do Tocantins/TO – Imperatriz/MA, 26,9 quilômetros) e seguir pela BR-226/MA.

Rota 2 – Para ter acesso à BR-230/TO: Estreito/MA até Imperatriz/MA (125,0 quilômetros):

BR-226/MA: Os usuários devem acessar a rodovia em Estreito/MA até Porto Franco/MA (30,0 quilômetros)

BR-010/MA: De Porto Franco/MA os usuários devem seguir pela BR-010/MA até Imperatriz/MA (100,0 quilômetros) e seguir pela TO- 126.

Caged registra a criação de 106,6 mil postos de trabalho em novembro

O saldo de empregos formais subiu em novembro, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (27), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foram criados 106.625 postos de trabalho com carteira assinada no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. No acumulado do ano, foram abertas 2.224.102 vagas de empregos.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 47.741.377 em novembro, o que representa alta de 0,22% em relação ao mês anterior.

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Na divisão por ramos de atividade, dois dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em novembro. A estatística foi liderada pelo comércio, com a abertura de 94.572 postos, todos concentrados na atividade de reparação de veículos automotores e motocicletas.

No setor de serviços, que teve 67.717 postos a mais, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a abertura de 40.118 postos formais.

Na construção civil, o nível de emprego diminuiu, com o fechamento de 30.091 postos, bem como na agropecuária, que registrou 18.887 vagas de trabalho a menos, em razão das características sazonais do setor.

A redução de 6.678 empregos formais na indústria foi puxada pela indústria de transformação, que eliminou 6.753 vagas no mês passado.

Regiões

Das cinco regiões brasileiras, quatro criaram empregos com carteira assinada em novembro. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 53.677 postos a mais, seguido pelo Nordeste, com 25.557 postos. Em seguida, vem o Sul, com 24.952 postos. O Norte abriu 7.274 postos de trabalho. Já o Centro-Oeste fechou 7.960 vagas formais no mês passado.

Na divisão por unidades da federação, 21 das 27 registraram saldo positivo, em termos absolutos. Os destaques na criação de empregos foram São Paulo (38.562), Rio de Janeiro (13.810) e Rio Grande do Sul (11.865). Os estados com os números mais altos de fechamento de vagas foram Mato Grosso (7.852), Goiás (3.145) e Piauí (1.378).

As estatísticas completas do Novo Caged estão disponíveis na página do Ministério do Trabalho e Emprego.

Colisão na BR-116 eleva número de mortes em estradas durante o Natal

O número de mortes em rodovias federais, ao longo da semana do feriado de Natal, aumentou cerca 10%, aponta balanço preliminar da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado nesta quinta-feira (26). Foram registrados 165 óbitos, entre os dias 20 e 25 de dezembro, período em que a PRF intensificou as ações de fiscalização em todo o país. No mesmo período do ano passado, o número de mortes ficou em 150. O aumento se deve principalmente à grave colisão entre uma carreta e um ônibus, na BR-116, no município de Teófilo Otoni (MG), ocorrida na madrugada do último sábado (21), com 41 vítimas fatais. Apesar disso, o número de feridos caiu quase 11% em 2024, para 1.654 casos, em relação ao ano anterior com registro de 1.853. 

Segundo a PRF, as ações de fiscalização nas rodovias federais este ano tiveram como foco as ultrapassagens indevidas. Durante os seis dias de mobilização, as equipes registraram 6.531 infrações desta natureza. Além de coibir ultrapassagens indevidas, os agentes realizaram 68 mil testes de bafômetro. Como resultado, 1.565 condutores foram autuados por dirigir sob efeito de álcool. Destes, 97 foram detidos por crime de trânsito.

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Das mais de 49 mil infrações registradas entre os dias 20 e 25, 3.865 foram por conta do não uso do cinto de segurança, 763 pela ausência do dispositivo de retenção de crianças (cadeirinhas) e 1.514 pela não utilização do capacete. No mesmo intervalo, a PRF capturou mais de 36 mil imagens nas atividades de fiscalização de velocidade.

O número de acidentes permaneceu estável no Natal deste ano, na comparação com o do ano passado, com cerca de 1,4 mil ocorrências.

No combate ao crime, o policiamento ostensivo nas estradas resultou na apreensão de 18,5 toneladas de maconha e 167 quilos de cocaína. A PRF também retirou de circulação 19 armas de fogo e 775 munições. Durante a Operação Natal, os agentes recuperaram 118 veículos com algum tipo de restrição, e 639 pessoas foram detidas e encaminhadas à polícia.