Flamengo goleia Sport e assume liderança do Campeonato Brasileiro

O Flamengo goleou o Sport por 5 a 1, na noite deste sábado (15) na Arena Pernambuco, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro conseguiu garantir a ponta da classificação porque o Palmeiras foi derrotado por 1 a 0 na Vila Belmiro.

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Com a vitória na partida atrasada da 12ª rodada da competição nacional, o time da Gávea chegou aos 71 pontos. Já o Leão, que permaneceu na lanterna da classificação com apenas 17 pontos, teve o rebaixamento para a Série B matematicamente confirmado.

Apesar de encerrar a partida com vitória, o Flamengo começou a partida perdendo. Aos 14 minutos o atacante Pablo abriu o placar. Porém, aos 35 minutos o lateral Matheus Alexandre acabou sendo expulso por acúmulo de cartões amarelos e o Rubro-Negro assumiu o comando das ações. Assim, aos 40 minutos Luiz Araújo acertou um belo chute para deixar tudo igual.

E qualquer possibilidade de vitória do Sport foi por água abaixo aos 41 minutos, quando o zagueiro Ramon Menezes também recebeu o segundo cartão amarelo na partida e foi expulso. Assim, na etapa final o time da Gávea não teve dificuldades para se impor e golear graças ao faro de gol de Juninho, Bruno Henrique, Ayrton Lucas e Douglas Telles.

Santos respira

Quem acompanhou com atenção a vitória do Flamengo foi o Palmeiras, que, mesmo cheio de desfalques, precisava vencer o Santos na Vila Belmiro para permanecer na liderança do Brasileiro. Porém, o Verdão acabou derrotado por 1 a 0 na partida atrasada da 13ª rodada da competição.

Com o tropeço no clássico, a equipe do técnico português Abel Ferreira permaneceu com 68 pontos, agora na vice-liderança. Já para o Peixe os três pontos conquistados em casa representaram um respiro na luta para fugir do rebaixamento. Graças à vitória, obtida com um gol do argentino Rollhseirer aos 45 minutos do segundo tempo, o Santos agora está na 16ª posição, com 36 pontos.

Txai Suruí: “nossa voz precisa ecoar nos espaços de decisão da COP30”

A ativista Txai Suruí, liderança indígena reconhecida pela postura combativa em fóruns internacionais, exigiu mais participação e poder de decisão para os povos originários nos espaços oficiais da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Ela participou neste sábado (15) da Marcha Mundial pelo Clima, manifestação que percorreu as ruas de Belém com demandas dos movimentos sociais.

Txai disse que as manifestações indígenas recentes na Zona Azul da COP30, como os protestos de terça e sexta-feira, são um recado claro de que os povos tradicionais não se sentem representados da maneira como deveriam.

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“Imagina ter um evento na sua casa e você não poder entrar lá, enquanto eles decidem sobre a sua vida, enquanto o seu território segue ameaçado, segue sofrendo violações, as suas pessoas seguem morrendo”, disse Txai.

Os povos indígenas jamais permitirão que um evento como esse aconteça sem que as vozes deles sejam ouvidas, sem que grito seja dado, sem que as denúncias sejam feitas e sem que as pressões aconteçam. Nós precisamos ter espaços de decisão”, complementou.

A ativista do povo Paiter Suruí, cujos territórios ficam nos estados de Rondônia e Mato Grosso, celebrou a participação dos movimentos sociais e dos povos tradicionais nas ruas durante a marcha deste sábado.

“Um momento importantíssimo no qual se juntam movimentos sociais, povos indígenas, quilombolas, extrativistas, população da floresta, população da Amazônia para dizer ao mundo o que queremos”, disse Txai.

“Dizemos ao mundo que não aceitamos mais a exploração de óleo na Foz do Amazonas e que a demarcação dos territórios é um direito dos povos indígenas, que a demarcação é uma das principais soluções que o Brasil e o mundo podem tomar no combate às emergências climáticas. Se a COP não consegue nos dar respostas para a crise, a gente está aqui dizendo que a resposta somos nós”, complementou.

Ancelotti diz que Brasil fez um jogo muito bonito diante de Senegal

O italiano Carlo Ancelotti elogiou a atuação da seleção brasileira na vitória de 2 a 0 sobre o Senegal, em partida amistosa disputada neste sábado (15) no Emirates Stadium, em Londres. Segundo o comandante do Brasil, a equipe fez um “jogo muito bonito”.

“Foi um jogo muito bonito, com sacrifício e concentração a nível defensivo. Gostei do trabalho feito, do sacrifício, dessa ideia do jogo que queríamos fazer bem com qualidade, concentrados defensivamente, e todos os jogadores trabalharam muito bem. Muita pressão na primeira parte, controle na segunda parte, porque não precisamos da pressão muito alta como na primeira parte. A qualidade dos jogadores na frente fez a diferença”, declarou o italiano.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Na entrevista coletiva após a vitória brasileira, Carlo Ancelotti destacou o ótimo momento do atacante Estêvão. O jogador do Chelsea (Inglaterra), que marcou o primeiro gol da vitória deste sábado, marcou quatro vezes em seis jogos pela seleção brasileira: “É uma surpresa ver um jogador tão jovem com esse tipo de talento. É muito preciso e muito contundente. O Brasil com ele tem um futuro garantido”.

Na próxima terça-feira (18) a equipe de Carlo Ancelotti terá mais uma oportunidade de realizar testes para a Copa do Mundo de 2026, quando enfrentará a Tunísia, a partir das 16h30, no Decathlon Stadium, em Lille (França).

MS faz acordo para construção do primeiro hospital inteligente do SUS

 O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC USP) terá o primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS) implantado pelo Ministério da Saúde. Além do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, o ministério implementará uma rede nacional de serviços de saúde de alta precisão, que prevê também 14 UTIs nas cinco regiões do país e a modernização de unidades de excelência no Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O acordo de cooperação assinado nesta sexta-feira (14), oficializa a parceria com a USP e o estado de São Paulo, que fará a cessão do terreno. O Ministério da Saúde conclui as etapas finais do pedido de investimento junto ao Banco do BRICS para viabilizar o projeto, na ordem de R$ 1,7 bilhão.

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Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o hospital inteligente e a rede de serviços de alta precisão só é possível graças à cooperação internacional, que envolve bancos de desenvolvimento, parceiros estratégicos e instituições de pesquisa.

“O Brasil entra com força nesse novo ambiente global de reorganização da saúde, onde tecnologia da informação, inteligência artificial e práticas inovadoras estão redesenhando a forma de cuidar das pessoas. Esse projeto é um marco para o SUS, para a inovação tecnológica e para o papel do país no cenário internacional”, afirmou o ministro.

A idealizadora do projeto do Hospital Inteligente de Urgência e Emergência, a Professora Titular de Emergências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ludhmila Hajjar, destacou a importância da criação de hospitais inteligentes no país.

“O paciente grave, de emergência, é o que mais se beneficia dessas tecnologias redutoras de tempo, que vão instituir terapias personalizadas. Esse hospital dá um salto para a medicina de precisão, centrada no paciente. É um SUS que vai cuidar de maneira eficiente e segura do paciente de alta complexidade”, disse.

A rede nacional de serviços de medicina de alta precisão do SUS faz parte do Programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, voltado à expansão da atenção especializada.

Em março deste ano Padilha apresentou a proposta para a implementação da rede nacional de serviços inteligentes junto ao Banco dos BRICS. Em julho, a demanda foi anunciada pela presidente da Dilma Rousseff, durante reunião de lideranças do bloco no Rio de Janeiro.

Em outubro, durante agenda oficial na China, Padilha firmou acordos de cooperação tecnológica com instituições chinesas e apresentou o projeto ao banco para reforçar o apoio financeiro da instituição para a construção do instituto.

Uma missão técnica do banco do BRICS já visitou o local previsto para a construção do novo Instituto do HC-USP, sendo a assinatura do ACT pelo Ministério da Saúde, governo do Estado de São Paulo, Faculdade de Medicina da USP e Hospital das Clínicas o último documento para a avaliação final.

 

Morre o médico Celso Barros, ex-presidente da Unimed

Morreu neste sábado (15), no Rio, vítima de infarto, o médico pediatra Celso Barros, 73 anos, ex-presidente da Unimed Rio, e pré-candidato à presidência do Fluminense Futebol Clube, na eleição do próximo dia 29 deste mês. Ficou conhecido no futebol, no período em que a cooperativa de saúde médica foi patrocinadora do Fluminense, entre 1999 e 2014.

Ele foi diretor do Sindicato dos Médicos do Rio, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) e também diretor da Associação Médica Brasileira (AMB).

Em nota, o Fluminense Football Club manifesta profundo pesar pelo falecimento do grande tricolor Celso Barros. Personagem de grande expressão na história do clube;
 

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“Celso teve papel preponderante como presidente da patrocinadora do time que levantou títulos de relevância nacional, como a Copa do Brasil de 2007 e os Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012, além do vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008”.


Apaixonado desde sempre, o médico pediatra viveu intensamente a discussão sobre os destinos do clube. Mantinha-se atuante na política do Fluminense e era, neste momento, pré-candidato à presidência para o próximo triênio.

O texto diz ainda que “o Fluminense se solidariza nesse momento de tristeza com sua família, seus amigos e todos os tricolores que o admiraram por todos esses anos. O clube decreta luto oficial por seu falecimento e coloca o Salão Nobre de Laranjeiras à disposição de seus familiares para o velório e devidas homenagens.

Federação

Com profundo pesar, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) lamenta a morte de Celso Barros, ex-dirigente do Fluminense, aos 73 anos.

Em nota, a Ferj informa que “no âmbito esportivo, Celso ganhou destaque como presidente da Unimed durante o período em que a empresa foi parceira do time das Laranjeiras, de 1999 a 2014. O dirigente também “ficou conhecido por viabilizar a contratação de grandes nomes para compor o elenco tricolor, incluindo jogadores como Romário, Edmundo, Fred, Conca, Deco e outros craques que deixaram sua marca no time ao longo dos anos”, conclui a nota.

 

Sobretaxa de 40% continua a ser entrave com EUA, apontam entidades

Apesar de indicar a disposição para negociações por parte dos Estados Unidos, a retirada da tarifa de 10% para 238 produtos traz apenas pequeno alívio para a maioria dos setores. Segundo a maior parte das entidades dos setores afetados pelo tarifaço, o principal entrave permanece: a sobretaxa adicional de 40% imposta no fim de julho pelo governo Donald Trump.

A medida beneficia diretamente 80 itens que o Brasil vende aos Estados Unidos, mas a sobretaxa de 40% continua a afetar a maior parte dos produtos brasileiros. Na avaliação das entidades, o Brasil precisará intensificar o diálogo diplomático para buscar a eliminação completa das tarifas extras e restaurar condições de competitividade no mercado norte-americano.

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Apenas quatro produtos passam a ter isenção completa de tarifas para os Estados Unidos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os outros 76 continuam sujeitos à tarifa de 40%, entre os quais cafés não torrados, cortes de carne bovina, frutas e hortaliças.

Indústria

As entidades industriais brasileiras avaliaram a medida como um gesto positivo, mas insuficiente. Segundo análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os 80 itens beneficiados pela suspensão da tarifa de 10% representaram US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos EUA.

A CNI afirma que a manutenção da sobretaxa de 40% mantém o Brasil em desvantagem frente a concorrentes que não enfrentam as mesmas barreiras. A entidade reforça a urgência no avanço das negociações.

“É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores”, declarou em nota o presidente da entidade, Ricardo Alban.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também considera o corte um avanço limitado.

“É um passo importante, mas ainda insuficiente”, afirmou em comunicado o presidente Flávio Roscoe. A federação reforça que produtos importantes da pauta de exportação do estado, como carnes e café, continuam afetados.

Carne

Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) teve a reação mais favorável, destacando o retorno de previsibilidade ao comércio bilateral. Em nota, a associação afirmou que a redução “reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países.”

“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou a entidade.

“A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”, completou o comunicado da Abiec.

Segundo a entidade, a tarifação sobre carne bovina brasileira caiu de 76,4% para 66,4%, com a retirada da tarifa global de 10%. Antes do governo de Donald Trump, os Estados Unidos taxavam o produto em 26,4%.

Café

O setor cafeeiro mantém cautela e aguarda esclarecimentos sobre o alcance da redução. Em nota emitida na noite de sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considera necessária uma análise técnica adicional. Produtor de metade do café tipo arábicas do planeta, o Brasil fornece cerca de um terço dos grãos aos Estados Unidos.

No caso brasileiro, a concorrência com outros grandes exportadores de café representa o principal obstáculo. A tarifa estadunidense para os grãos brasileiros caiu de 50% para 40%, mas as tarifas foram zeradas para o produto colombiano e praticamente zeradas para o café vietnamita.

“O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, disse no início da tarde o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

 

Morre o médico Celso de Barros, ex-presidente da Unimed

Morreu neste sábado (15), no Rio, vítima de infarto, o médico pediatra Celso Barros, 73 anos, ex-presidente da Unimed Rio, e pré-candidato à presidência do Fluminense Futebol Clube, na eleição do próximo dia 29 deste mês. Ficou conhecido no futebol, no período em que a cooperativa de saúde médica foi patrocinadora do Fluminense, entre 1999 e 2014.

Ele foi diretor do Sindicato dos Médicos do Rio, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) e também diretor da Associação Médica Brasileira (AMB).

Em nota, o Fluminense Football Club manifesta profundo pesar pelo falecimento do grande tricolor Celso Barros. Personagem de grande expressão na história do clube;
 

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“Celso teve papel preponderante como presidente da patrocinadora do time que levantou títulos de relevância nacional, como a Copa do Brasil de 2007 e os Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012, além do vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008”.


Apaixonado desde sempre, o médico pediatra viveu intensamente a discussão sobre os destinos do clube. Mantinha-se atuante na política do Fluminense e era, neste momento, pré-candidato à presidência para o próximo triênio.

O texto diz ainda que “o Fluminense se solidariza nesse momento de tristeza com sua família, seus amigos e todos os tricolores que o admiraram por todos esses anos. O clube decreta luto oficial por seu falecimento e coloca o Salão Nobre de Laranjeiras à disposição de seus familiares para o velório e devidas homenagens.

Federação

Com profundo pesar, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) lamenta a morte de Celso Barros, ex-dirigente do Fluminense, aos 73 anos.

Em nota, a Ferj informa que “no âmbito esportivo, Celso ganhou destaque como presidente da Unimed durante o período em que a empresa foi parceira do time das Laranjeiras, de 1999 a 2014. O dirigente também “ficou conhecido por viabilizar a contratação de grandes nomes para compor o elenco tricolor, incluindo jogadores como Romário, Edmundo, Fred, Conca, Deco e outros craques que deixaram sua marca no time ao longo dos anos”, conclui a nota.

 

Enem 2025: pausa nos estudos e foco na logística até a hora do exame

Sábado de feriado nacional de Proclamação da República, neste 15 de novembro. Enquanto muita gente descansa, os milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio de 2025 vivem as últimas 24 horas antes do segundo dia de provas, na tarde deste domingo (16), quando vão encarar 90 questões, sendo 45 de matemática e outras 45 de ciências da natureza, que englobam as áreas de química, física e biologia.

Especialistas aconselham que este o momento final é a hora exata de dar um “Pause” nos estudos e apertar o botão “Start” na logística de deslocamento e preparação do que vai levar para a sala de aplicação do Enem. Somente, depois, é chegada a hora de relaxar antes do Enem.

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O estudante de Brasília, João Pedro Pinheiro Oliveira, de 17 anos, é um dos mais de 4,8 milhões de inscritos confirmados no exame nacional. João entende que, na reta final, não é hora de estudar mais nada na tentativa de aprender algo. O que ele tinha que aprender foi durante o ano de preparação.

“Vou somente ver um vídeo ou outro que me ajude em um macete final”, exemplifica.

O jovem deseja cursar a graduação de Administração e, apesar de considerar que foi bem na prova do último domingo (9), agora, para o segundo dia, ele se diz ainda mais confiante.

Último dia antes do segundo dia de provas do Enem Foto:João Pedro Pinheiro Oliveira/Arquivo pessoal

“Eu tenho mais dificuldade em humanas do que em exatas. É a questão de ciências da saúde eu acho mais difícil. Mas, em matemática eu sou bom. Quero ter muitos acertos nesta disciplina.”

Como estratégia, quando João estiver frente a frente com o caderno de provas, João quer na Teoria de Resposta ao Item (TRI), adotada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para pontuar o desempenho final de cada candidato.

 “Tentarei focar nas questões mais fáceis por causa da TRI, sempre começar com calma, respirando e tomando cuidado com isso.”

Tranquilidade de quem estudou

Para a colega de escola de ensino médio do João, a estudante Sofia Biacchi Emanuelli Hardt, de 17 anos, o Enem é o principal processo seletivo para ter acesso ao ensino superior, principalmente, porque ela pretende usar a nota final das provas para estudar fora da capital federal.

Desde o início do ano, tenho focado nas matérias que mais caem no Enem e, agora, para esse último mês fiz somente uma revisão pontual e dediquei a sexta-feira para uma última revisão de fórmulas, porque tenho medo de esquecê-las no meio da prova. Amanhã, vou ficar tranquila”, disse a estudante.

Sofia ainda não escolheu o que irá cursar na universidade, somente tem a certeza que será um curso da área de área de humanas. E uma das estratégias que ela adotou para ficar bem psicologicamente para o segundo dia de provas foi não conferir o gabarito oficial das provas realizadas no domingo passado (9) e divulgado nesta quinta-feira (13).

Estudante não escolheu o curso Foto: Sofia Biacchi Emanuelli Hardt/Arquivo pessoal

“Nem corrigi a primeira prova, porque se tiver ido mal ou pior do que eu penso que eu iria para a segunda prova com pesar. Mas, estou confiante porque eu acho que eu fui bem na primeira prova e a segunda não é a que eu preciso ir melhor. Então, estou tranquila.”

Palavra de quem entende

Na escola de onde estudam, João e Sofia foram orientados, entre outros, pelo professor de química, Samuel Ribeiro, que conhece bem a rotina da boa preparação durante todo o ensino médio até a véspera dos dois dias do Enem.

Para o docente, a prioridade deve ser o descanso, como destacado pelos dois concluintes do ensino médio.

“O candidato não deve se esquecer de descansar antes da prova para chegar menos ansioso e com a cabeça mais tranquila para fazer a prova. Nada de chegar muito afobado”, prega o professor Samuel Ribeiro.

“Kit sobrevivência”

Sábado é dia dos candidatos separarem pelo menos duas canetas pretas de material transparente, o documento oficial e original com foto e se planejarem para chegar com tranquilidade ao local de prova, o mesmo do primeiro dia de provas. As dicas estão na rede social do Inep

O objetivo é evitar qualquer tipo de imprevisto ou ter tempo suficiente para solucionar possíveis problemas de última hora.

É recomendável também levar o Cartão de Confirmação de Inscrição impresso. O documento tem o endereço e o número certo da sala de prova.

O candidato também deve ensacar lanches leves e práticos e garrafa de água em material transparente, sem rótulo, para se hidratar. A estudante Sofia escolheu chocolate e sucos de uva e de laranja, como fonte de energia para se dedicar integralmente às respostas da prova.

“No domingo de manhã, estarei completamente relaxada para ir para a prova tranquila. Com caneta, documento, chocolatinho e um suco gostoso”, diz confiante.

Nesta véspera do Enem, os participantes devem confirmar o tempo de deslocamento até o local da prova e calcular uma boa margem de segurança, afinal, os portões serão fechados pontualmente às 13 horas, no horário de Brasília, em todos os locais de prova do país. Portanto, a orientação é chegar cedo!

Diante das 90 questões

O professor de química, Samuel Ribeiro, declara que, dentro da sala de aplicação do Enem, diante do caderno de provas, não é momento de desespero. Reconhecer os assuntos que o candidato tem mais familiaridade ajudará a tranquilizar o candidato  nesta trajetória de cinco horas de provas.

“Lembre-se de passar aquele olho geral na prova e ver quais são as questões que já sabe fazer. Isso já representa um ponto bom para se tranquilizar.”

Mais uma estratégia é priorizar aquelas questões que são mais fáceis de fazer para agilizar a solução das questões.

Mas, atenção: “Nem sempre aquelas questões que o candidato sabe fazer, serão as questões também mais rápidas, Por isso, também tem que ter uma estratégia conta para isso”, chama à atenção o professor.

Por fim, a dica de ouro é sempre ler muito atentamente as questões. “Há muitas questões ali, principalmente de estatística, que é o caso de química, que trazem alguns assuntos que a gente tem como garimpar, no texto referente à questão.”

Enem 2025

Neste domingo, os portões abrem às 12 horas e fecham às 13 horas, no horário de Brasília.

As provas começam a ser aplicadas às 13h30 e se encerram às 18h30 (meia hora mais cedo em relação ao primeiro domingo).

A saída dos participantes será autorizada a partir das 15h30, sem a prova.

Já aqueles que quiserem levar consigo o caderno de questões poderão deixar o local de prova a partir das 18h, 30 minutos antes do final da aplicação regular.

 

Comunidades denunciam demora na titulação de terras quilombolas no Rio

Comunidades quilombolas do estado do Rio de Janeiro se reuniram neste sábado (15), no Rio, em encontro para debater a Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima. De acordo com a Associação das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj), das 54 comunidades quilombolas instaladas no estado do Rio, apenas três têm titulação.

A presidenta da Acquilerj, Bia Nunes denunciou a lentidão e as contradições nos processos de titulação dos territórios quilombolas. Das 54 comunidades reconhecidas no estado do Rio de Janeiro, apenas três possuem títulos de posse: Marambaia (Mangaratiba), Preto Forro (Cabo Frio) e Campinho (Paraty), sendo que dois deles apresentam equívocos jurídicos que precisam ser revistos. 

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“Há uma chantagem emocional e psicológica quando nos pedem para abrir mão de grandes áreas para que a titulação avance. É uma situação injusta e desumana”, destacou Bia.

A primeira mesa, intitulada “Vozes Quilombolas”, reuniu representantes de 16 territórios para apresentar suas pautas, demandas e estratégias de resistência. A proposta, segundo Bia Nunes, foi criar um espaço de fala onde as comunidades não fossem apenas tema, mas sujeito das discussões.

“A Cúpula do Rio tem esse diferencial: somos nós discutindo e falando de nós. Nossas vozes, nossas dores, nossas soluções. Essa é a força da nossa existência”, afirmou.

Lideranças quilombolas falam durante a Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima, na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

Dificuldades 

Alessandra Rangel Oliveira, ligada às questões do meio ambiente e do clima da Acquilerj, e integrante do quilombo Maria Joaquina, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, disse que o município tem sete comunidades quilombolas e apenas uma delas tem titulação de terra, a “Preto Fogo”. As outras são certificadas pela Fundação Palmares, mas isso não dá garantia de terra, apenas reconhece como remanescentes de comunidades quilombolas.

Alessandra explicou que Cabo Frio é uma região que tem um potencial turístico lindo, onde todo mundo quer morar e todo mundo quer visitar.

“O problema é a questão da especulação imobiliária muito grande. Então nós temos conflitos territoriais com grileiros, fazendeiros, com loteamentos e os donos dos terrenos têm de ser ressarcidos pelo Estado”.

Ela explicou ainda que quando as terras do quilombo são sobrepostas as dos fazendeiros “a gente começa a receber ameaças de morte, perseguição e algumas lideranças quilombolas sofrem ameaças quando denunciam qualquer tipo de impacto ambiental na região”.

Alessandra contou também que o Estado sempre diz que não há recursos para financiar o reembolso dessas famílias por esses territórios, que são grandes fazendas na região. Recentemente, quando o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) esteve na região em três comunidades para negociar a primeira fase da titulação das terras, “houve uma resistência das lideranças comunitárias por causa do medo dos monopólios dos grileiros, fazendeiros e as lideranças comunitárias chegaram a conclusão de se mexer com isso, acabam correndo risco de vida”, acrescentou Alessandra.

A líder comunitária disse que a COP 30, que acontece em Belém, não tem grande efeito para as comunidades quilombolas


“Nós estivemos lá com a Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conac) junto com a Coligação Internacional dos Povos Afrodescentes para a Ação Climática (Citafro), mas a nossa participação foi limitada porque o governo nos disponibilizou quatro credenciais apenas e a gente se sentiu excluída, porque não tivemos espaço nas tomadas de decisão”, explicou.

A  representante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e gestora do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar Pacheco, disse no encontro, que a comunidade quilombola Pedra Bonita, que funciona dentro do parque, foi certificada há três anos e isso mudou o olhar “no sentido de reconhecer que essa comunidade tem direito ao território, direitos aos seus modos de vida e a gente está estabelecendo um termo de compromisso, até a titulação da terra, com direitos e deveres entre as partes”. Viviane disse que está sendo terminado o cadastramento, “mas que a comunidade é pequena com 20 a 25 famílias”.

Relações entre Brasil e Moçambique fazem 50 anos e Lula viaja ao país

Brasil e Moçambique completam 50 anos de relações diplomáticas neste sábado (15) e o presidente Luiz Inácio do Lula da Silva está com viagem marcada ao país africano. No próximo dia 24, Lula realiza sua quarta visita a Moçambique, na sequência da cúpula do G20 que ocorre nos dias 22 e 23, em Joanesburgo, na África do Sul.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores lembrou que além das relações bilaterais estabelecidas em 15 de novembro de 1975, Brasil e Moçambique também são parceiros no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

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“As relações bilaterais foram construídas sobre a base da identidade cultural compartilhada, de afinidades históricas, de fortes laços humanos e do idioma comum. Brasil e Moçambique desenvolveram, nesse período, significativa cooperação em áreas como saúde, agricultura e educação”, diz.

Segundo o governo brasileiro também há “ampla convergência” na atuação dos dois países em foros internacionais, como exemplo o “expressivo apoio” moçambicano às iniciativas apresentadas pelo Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que está ocorrendo em Belém, no Pará.

O Brasil também já apoiou Moçambique com forças de segurança e reconstrução em momentos cruciais, como após o ciclone que devastou o país há seis anos (foto).

No último dia 7, Lula e o presidente de Moçambique, Daniel Chapo, tiveram encontro bilateral à margem da Cúpula de Líderes da COP30. Eles trataram sobre temas que deverão ser aprofundados durante a visita que Lula realizará a Maputo, capital do país.

“Os presidentes comprometeram-se a aprofundar a cooperação em áreas como agricultura, empreendedorismo, saúde, educação e combate ao crime organizado. Também deverão redobrar esforços para ampliar o comércio e os investimentos entre os dois países”, diz nota da Presidência da República, divulgada na ocasião.

Moçambique é o maior beneficiário da cooperação brasileira com recursos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) na África, cobrindo áreas diversificadas – saúde, agricultura, educação, formação profissional, entre outros – e envolvendo projetos estruturantes.

O intercâmbio comercial entre Brasil e Moçambique foi de US$ 40,5 milhões em 2024, com exportações brasileiras totalizadas em US$ 37,8 milhões, e importações de US$ 2,7 milhões.

Os produtos exportados são constituídos, sobretudo, por carnes de aves fresas, congeladas ou resfriadas (41%), produtos de perfumaria ou toucados (4,7%) e móveis e suas partes (5%). Já as importações são compostas por tabaco descaulificado ou desnervado (95%).

Marcha pelo Clima reúne 70 mil e leva força amazônica às ruas de Belém

Máscaras de Chico Mendes e do cacique Raoni. Alegoria de boitatá. Carros de som alternando entre discursos políticos, ritmos de carimbó e brega. A Marcha Mundial pelo Clima ocupou neste sábado (15) as ruas de Belém com uma amostra expressiva da diversidade cultural e social do povo amazônico.

Segundo os organizadores, pelo menos 70 mil pessoas estiveram presentes na manifestação, que saiu do Mercado de São Brás, no centro histórico, até a Aldeia Cabana. Um trajeto de aproximadamente 4,5 km feito sob um sol forte de 35°C. Nada mais representativo para um ato que teme a falta de decisões efetivas de combate à emergência climática na 30° Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

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A marcha foi organizada por integrantes da Cúpula dos Povos e da COP das Baixadas, e teve a participação de representantes de organizações de todos os continentes, de povos tradicionais e das comunidades paraenses.

“Estamos aqui com todos os povos do mundo e movimentos sociais para um grito de alerta sobre as ameaças e os ataques aos territórios, e contra defensores e defensoras dos direitos humanos e do meio ambiente. Precisamos que órgãos oficiais e a ONU reconheçam que, para ter transição justa, é preciso proteger quem protege a floresta”, disse Darcy Frigo, do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) e da comissão política da Cúpula dos Povos.

“Queremos expressar todas as demandas que têm surgido durante a Cúpula dos Povos. Queremos denunciar as falsas soluções para as mudanças climáticas, como fundos de financiamento para florestas. Pedimos para não explorarem petróleo na Amazônia e para não proliferar os combustíveis fósseis em todo o mundo”, disse Eduardo Giesen, coordenador na América Latina da Global Campaign to Demand Climate Justice.
 

Belém (PA), 14/11/2025 – Marcha Global pelo Clima, evento paralelo à COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

As ministras do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, subiram no carro principal da marcha para manifestar apoio ao ato pelo clima. Marina destacou o caráter mais popular da COP que é realizada no Brasil.

“Depois de outras COPs, em que as manifestações sociais ocorriam apenas dentro de espaços oficiais da ONU, no Brasil, no Sul Global, em uma democracia consolidada, podemos ocupar as ruas. A COP30 permite o encontro das periferias, das águas, das cidades, dos campos, das florestas. Lugares que enfrentam as mudanças do clima. Em que pesem nossos desafios e contradições, temos que fazer um mapa do caminho para transição justa e encerrar a dependência dos combustíveis fósseis”, disse Marina.

Força cultural

Um dos exemplos das tradições locais de cultura e organização social presentes no ato em Belém foi o Arraial do Pavulagem, grupo que divulga a música popular paraense e amazônica, misturando elementos regionais. O coordenador do Pavulagem, Júnior Soares, entende que é impossível falar de tradições culturais urbanas, sem abordar os extremos climáticos.

“Nós temos 38 anos de construção desse grupo e das apresentações de rua na região de Belém. E as condições ambientais do lugar onde a gente vive sempre foram importantes para nós. Estamos na marcha com uma representação dos nossos brincantes, nos somando a essa luta para pedir um olhar especial do mundo pela Amazônia e para os povos que vivem aqui”, disse Soares.

Marciele Albuquerque, indígena Munduruku, ativista e cunhã-poranga do Boi Caprichoso, foi às ruas para defender a demarcação de terras dos povos tradicionais como política climática.

“A marcha é central para as nossas demandas, porque tem povos, vozes e línguas do mundo inteiro. Uma diversidade cultural muito grande para mostrar a nossa força tanto nas ruas como para o mundo. Nós estamos no centro de todas as discussões na COP30 aqui em Belém, defendendo as pessoas que vivenciam a Amazônia e que pagam pelas consequências climáticas das quais não são responsáveis”, disse Marciele.

Na marcha deste sábado, chamou a atenção uma cobra de 30 metros, com a frase: “Financiamento direto para quem cuida da floresta”. A escultura é resultado de um trabalho coletivo de 16 artistas de Santarém, criada em 15 dias de produção, e apoiada pelo movimento Amazônia de Pé. Construída em parceria com a Aliança dos Povos pelo Clima, a obra apoia a campanha “A gente cobra”, que exige o financiamento direto para as populações que vivem na floresta amazônica.
 

Belém (PA), 14/11/2025 – Marcha Global pelo Clima, evento paralelo à COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Movimentos sociais

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) trouxe a demanda social por moradia, relacionada aos problemas climáticos. Segundo Rud Rafael, coordenador nacional do MTST, a questão ambiental tem ganhado cada vez mais centralidade nas pautas do movimento.

“Não tem como pensar mais a questão da moradia, sem pensar a questão ambiental. A gente teve no Rio Grande do Sul, por exemplo, um evento climático extremo que impactou mais de 600 mil pessoas. Não tem como pensar mais a questão da moradia só pelo déficit habitacional, quando cada evento climático extremo gera milhares e, às vezes, milhões de impactados. A ideia é colocar a periferia no centro das soluções”, disse Rud.

O ato contou com manifestantes de diferentes organizações internacionais. Kwami Kpondzo, de Togo, na África, veio como representante da Global Forest Coalition, e defendeu a união de todos os movimentos populares como forma de lidar com os problemas ambientais globais.

“Estamos aqui para dar apoio às pessoas impactadas pelas mudanças climáticas, pela degradação florestal, pela mineração, pelo desmatamento. Queremos nos posicionar na marcha contra o capitalismo e o colonialismo. Estamos muito felizes porque as pessoas juntas têm poder e são capazes de mudar esse sistema que destrói o nosso planeta”, disse Kpondzo.

 

Sesi-SP conquista Campeonato Brasileiro de vôlei sentado feminino

O Sesi-SP conquistou o título do Campeonato Brasileiro de vôlei sentado feminino após derrotar o Aspaego-GO pelo placar de 3 sets a 1 (parciais de 25/14, 21/25, 25/18 e 25/15), na última sexta-feira (14) no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Esta foi a 19ª oportunidade na qual a equipe paulista ficou no lugar mais alto do pódio da competição.

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“Jogar contra a equipe da Aspaego-GO é sempre um desafio. Sempre querem jogar bem para ganhar de nós. Mas nós tivemos resiliência tanto no primeiro, como no segundo jogo, para construir essa vitória, para conquistar esse título”, declarou o técnico Saulo José da Silva.

Nesta edição do Brasileiro de vôlei sentado, o Sesi-SP fez uma grande campanha, vencendo todas as partidas e perdendo apenas um set, justamente na decisão contra a Aspaego-GO. “É muito importante ver o desenvolvimento da modalidade desde 2006 até agora. Então estou muito feliz. Foi um jogo muito bacana de ser visto, com várias jogadas, ralis e momentos tensos, mas conseguimos sair vitoriosas”, declarou a paulista Suellen Dellangelica Lima, que participou de todas as 19 conquistas da equipe paulista.

Alckmin: corte tarifário dos EUA é positivo, mas distorções persistem

A decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação sobre cerca de 200 produtos alimentícios é “positiva” e representa “um passo na direção correta”, disse neste sábado (15) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ele, no entanto, destacou que a permanência da sobretaxa de 40%, aplicada exclusivamente ao Brasil, cria distorções e continua um obstáculo relevante para as exportações nacionais.

“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% [pontos percentuais] a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Você teve um setor muito atendido que foi o suco de laranja. Era 10% e zerou. Isso é US$ 1,2 bilhão [a mais nas exportações]. Então zerou, ficou sem nenhum imposto”, declarou Alckmin.

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Ele destacou, entretanto, que alguns produtos de países concorrentes, como o café do Vietnã, obtiveram reduções mais amplas. “O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, acrescentou o vice-presidente.

A declaração, no Palácio do Planalto, ocorreu após o governo norte-americano anunciar, na noite de sexta-feira (14), a retirada da tarifa global, conhecida como “taxa de reciprocidade”, criada em abril deste ano. Para os países latino-americanos, essa tarifa estava em 10%. No entanto, como a alíquota adicional de 40% aplicada em julho aos produtos brasileiros continua em vigor, tarifas sobre itens como café, carne bovina, frutas e castanhas caíram de 50% para 40%.

Avanços

Segundo Alckmin, a medida reflete avanços diplomáticos recentes, incluindo conversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente Donald Trump, em outubro, e reuniões entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

“A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na direção correta. Foi positiva. Vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com Trump foi importante no sentido da negociação e, também, a conversa do chanceler Mauro Vieira com o secretário Marco Rubio”, comentou.

O vice-presidente também ressaltou que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial bilateral, exportando mais do que compra do Brasil. 

“O Brasil não é problema, é solução”, declarou.


Impacto nas exportações

Com a retirada da tarifa global, informou Alckmin, aumentou de 23% para 26% o volume das exportações brasileiras para os Estados Unidos isentas de sobretaxas, o equivalente a aproximadamente US$ 10 bilhões. A mudança ocorre após os meses seguintes ao chamado “tarifaço”, período em que o déficit brasileiro na balança comercial com os EUA cresceu 341% entre agosto e outubro.

Os efeitos variam por setor:

  • Suco de laranja: teve a tarifa de 10% zerada, beneficiando um setor de US$ 1,2 bilhão.
  • Café: alíquota caiu de 50% para 40%. O Brasil exportou US$ 1,9 bilhão em 2024, mas as vendas recuaram 54% em outubro na comparação anual.
  • Carne bovina e frutas: tarifas reduziram de 50% para 40%; ganho considerado limitado devido à sobretaxa remanescente.

Posição dos Estados Unidos

O governo norte-americano justifica a redução tarifária como parte de um esforço para conter a inflação de alimentos e equilibrar a oferta interna. Em pronunciamento, Trump disse que o ajuste foi “um pequeno recuo” e afirmou não considerar necessárias novas reduções de tarifas no curto prazo. Ele declarou ainda esperar queda nos preços de produtos como o café.

Outros avanços

Alckmin também lembrou progressos recentes nas negociações comerciais. O vice-presidente citou a retirada da tarifa global de 10% e da sobretaxa de 40% sobre o ferro-níquel e a celulose, em setembro. Também destacou a redução de 50% para 40% em madeira macia e serrada e de 50% para 25% para armário, móveis e sofá, decidida no início de outubro.

No caso da madeira e dos móveis, os Estados Unidos decidiram reduzir a alíquota com base na Seção 232 da Lei de Comércio local,  sob o argumento de que pretendem proteger a segurança comercial do país. Nesse caso, as reduções abrangeram todo o planeta, não alterando a competitividade entre os países.

Por unanimidade, STF torna Eduardo Bolsonaro réu por atuação nos EUA

Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram tornar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação no curso do processo, por sua atuação no Estados Unidos, onde reside desde março deste ano. Neste sábado (15), a ministra Cármen Lúcia fez seu voto no plenário virtual para aceitar a denúncia e, agora, deve ser aberta ação penal contra Eduardo.

Em setembro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto às autoridades estadunidenses para fazer pressão sobre julgamento que condenou seu pai por tentativa de golpe de Estado. Nos últimos meses, o governo de Donald Trump aplicou sanções como o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e ministros do STF e sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes.

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A investigação contra Eduardo Bolsonaro foi conduzida pela Polícia Federal que indiciou o parlamentar.

Com a decisão do STF, o próximo passo será a abertura de uma ação penal. Durante a instrução do processo, o deputado poderá indicar testemunhas, apresentar provas de inocência e pedir diligências específicas que sejam interessantes para sua defesa.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato por 120 dias e foi morar nos Estados Unidos com a família, sob a alegação de perseguição política. Desde dia 20 de julho, quando a licença terminou, o deputado não comparece às sessões e poderá ser cassado por faltas.

Julgamento

O julgamento no Plenário Virtual do STF começou às 11h desta sexta-feira (14) e, no fim do dia, os ministros já formaram maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu. Para o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, existem provas de que o deputado participou das articulações para o governo dos Estados Unidos aplicar as sanções.

 “A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator”, diz no relatório.

Acompanharam o voto do relator os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin e, hoje, a ministra Cármen Lúcia. Apesar de os quatro ministros da Primeira Turma já terem votado pelo recebimento da denúncia, a análise vai até 25 de novembro, quando eles ainda podem mudar de voto, pedir vista ou levar o caso ao plenário.

A turma está com apenas quatro ministros. Com saída de Luiz Fux para a Segunda Turma do STF, uma cadeira está vaga e só será preenchida após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um ministro para suceder Luís Roberto Barroso, que se aposentou.

Defesa

Ainda nesta sexta-feira, pelas redes sociais, Eduardo Bolsonaro classificou o voto de Moraes como “caça às bruxas”.

“Moraes vota para me tornar réu. Outros candidatos anti-establishment, como o próprio Jair Bolsonaro, e favoritos ao Senado sofrerão a mesma perseguição. É o sistema se reinventando para sobreviver. Tudo que sei é via imprensa, já que jamais fui citado. Por que Moraes não usa os canais oficiais com os EUA?”, escreveu.

A defesa de Eduardo Bolsonaro foi feita pela Defensoria Pública da União (DPU). Durante a investigação, Moraes determinou a notificação do deputado, mas ele não constituiu advogado nem apresentou defesa.

No fim de outubro, a DPU pediu a rejeição da denúncia, argumentando que o deputado não é autor das sanções e que suas manifestações são “exercício legítimo da liberdade de expressão e do mandato parlamentar”.

 

Parque Nacional da Tijuca promove feira de ciências com foco em peixes

O Parque Nacional da Tijuca promove neste sábado (15), uma grande feira de ciências a céu aberto com várias brincadeiras, todas com foco nos animais dos rios e riachos que nascem dentro da floresta protegida nos limites do parque.  O programa “Re-conhecendo nosso rio”, é um evento gratuito e aberto para a população, promovido pelo Laboratório de Ecologia de Peixes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj). 

O Parque Nacional da Tijuca é reconhecido internacionalmente por abrigar uma das maiores florestas em área urbana do mundo, com mais de 4.200 hectares de área replantada.

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 A programação compreende atividades em que os visitantes, especialmente as crianças, vão aprender sobre os impactos ambientais e a importância de preservar a fauna de peixes e crustáceos (caranguejos e camarões).

Uma das coordenadoras do evento, a pesquisadora em Ecologia da Fiperj, Ana Carolina Prado-Valladares, explica que as pessoas desconhecem a riqueza da fauna do Parque. 

 “As pessoas não sabem que os rios e riachos dessa floresta urbana guardam uma fauna rica, de peixes diversos e até mesmo espécies de caranguejos e camarões de água doce. Esta é uma ótima oportunidade para toda a família, que vai poder saber mais, por exemplo, sobre o rio Carioca, que dá nome ao apelido que todos nós, moradores da capital, recebemos”.

 A lista de atividades que serão oferecidas gratuitamente inclui: exposição interativa com peixes e crustáceos que existem no Parque, um modelo mecânico mostrando a diferença entre rio natural e rio retificado, além de atividades como Teia da Vida, Conto do rio Carioca, tela imantada com perfil do riacho e peixes, além de teatro infantil de fantoches com sessões às 10h, 13h e 15h.

 Mais detalhes sobre a programação estão no instagram do Parque Nacional da Tijuca: @parquenacionaldatijuca .

 

Prêmio internacional reconhece mãe de jovem morto pela polícia do Rio

A defensora de direitos humanos Ana Paula Gomes de Oliveira, 48 anos, recebeu esta semana o prêmio Martin Ennals, considerado o Nobel dos Direitos Humanos.

De acordo com a organização do prêmio, a homenagem reconhece a atuação de Ana Paula na denúncia da violência de Estado e na defesa de mães e familiares de vítimas da letalidade policial. Moradora da favela de Manguinhos, no Rio de Janeiro, Ana Paula tornou-se referência nacional e internacional após a morte de seu filho Johnatha, em 2014, durante ação policial.

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Johnatha tinha 19 anos de idade quando cruzou com um tumulto entre policiais e moradores da favela de Manguinhos. Um agente da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) disparou e atingiu o jovem nas costas. O processo continua sem um desfecho, à espera de novo julgamento.

Ana Paula transformou o luto em luta, cofundando o movimento Mães de Manguinhos, coletivo de mulheres negras que denuncia o racismo institucional e cobra responsabilização do Estado em casos de homicídios, prisões ilegais e outras violações. Sua atuação também integra a Rede de Assistência às Vítimas da Violência de Estado (Raave), que oferece apoio psicossocial às famílias e articula propostas de reformas legislativas.

A trajetória de resistência de Ana Paula foi registrada pelo programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, na edição Mães de Luta, veiculada em março deste ano, que recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog, uma das principais premiações do jornalismo brasileiro.

Ana Paula também já deu diversas entrevistas às equipes da Agência Brasil, Radioagência Nacional e Radiojornalismo, fazendo parte do especial/podcast Mães que Lutam, de maio de 2023. Em entrevista exclusiva ao repórter Rafael Cardoso, em 2024, ela chegou a afirmar que a luta deu sentido à sua vida.
 

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2025 – Ana Paula Oliveira participa do Grito dos Excluídos e Excluídas na região central da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Sinto que uma parte de mim morreu com meu filho. Através da minha luta, encontrei uma maneira de manter meu papel materno. Se eu parar de fazer isso, eu morro”, diz a ativista.

Apesar das ameaças e intimidações que enfrenta, ela continua sendo uma das vozes mais ativas no país no enfrentamento ao racismo e à violência policial.

Após a operação policial que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro no final de outubro, Ana Paula defendeu mecanismos de regulação e transparência das operações em favelas.

“O que a gente está cobrando é que as operações policiais aconteçam dentro da legalidade, assim como acontece em outras regiões onde as pessoas têm nível econômico maior e as coisas acontecem com respeito”, disse a mãe de Johnatha.

“A ditadura acabou para a classe média e para os artistas. Na favela, ela nunca terminou. A prática de tortura, de desaparecimentos forçados e assassinatos continua, por meio do braço armado do Estado”.

 

Rio de Janeiro sedia a primeira Cúpula Quilombola do Clima

A cidade do Rio de Janeiro sedia, neste sábado (15), a primeira Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima. O evento, que ocorre paralelamente à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, reunirá pelo menos 15 lideranças quilombolas e será aberto ao público.  

A cúpula é promovida pela Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj) e pela organização não governamental Koinonia e será realizada na Fundição Progresso, na região central do Rio. 

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“O que a gente sempre vê é que, nessas pautas ocidentais, as comunidades negras tradicionais acabam não tendo tanta visibilidade quanto outros grupos de comunidades tradicionais, como os povos originários”, afirma a diretora executiva de Koinonia, Ana Gualberto.

Para ela, é necessário compreender que todas as comunidades tradicionais têm um papel importante para a manutenção da diversidade no Brasil e no mundo.

Segundo o Censo 2022, o Brasil tem 1,33 milhão de quilombolas divididos em 1,7 mil municípios. No Rio de Janeiro, apenas três territórios têm titulação oficial, porém segundo a Acquilerj esse número é maior, chegando a 54. A estimativa é que cerca de 20 mil pessoas vivem nesses territórios. 

Ana Gualberto destaca que a questão territorial é a principal demanda a ser discutida no sábado e afirma que, sem a titulação de territórios, não há possibilidade de garantia e de vivência de direito pleno.

“Você vai ter questões urgentes de saneamento básico, de acesso à água de qualidade, de acesso a direitos de saúde, de educação, de garantia da sua cultura. Então, as demandas são diversas, mas todas elas perpassam pela garantia do território”. 

Além das 15 lideranças quilombolas, alguns representantes da Defensoria Pública da União já confirmaram presença na cúpula. O evento é gratuito e começa às 9h, basta apenas retirar o ingresso no site.

COP30

De acordo com a presidente da Acquilerj, Bia Nunes, a cúpula surgiu da falta de espaço dos territórios quilombolas em grandes centros de debate sobre preservação ambiental. Ela acredita que a realização da COP30 no Brasil seja um ótimo momento para trazer visibilidade ao tema. 

“Sabendo que a COP30 teria um esvaziamento muito grande, muito forte, da população quilombola, a gente se organizou e se movimentou para fazer esse momento de escuta das nossas vozes”, diz. 

A organização espera que a mensagem da primeira Cúpula Quilombola do Clima possa chegar às autoridades em Belém, e à toda sociedade civil, para unir forças no combate às mudanças climáticas. 

“Para que essa sociedade brasileira saiba que existe uma população, que é a população quilombola, que está nos seus territórios fazendo toda a preservação, mas também sofrendo os impactos ambientais causados pela especulação imobiliária, pela invasão das grandes empresas e da falta de política pública”, finaliza Nogueira. 

*Estagiária sob a supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. 

Especialistas avaliam negociações em primeira semana de COP30

A primeira semana da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, está chegando ao fim com aumento da expectativa sobre os avanços nas negociações entre as partes. Representantes de 194 países buscam consenso em temas delicados como financiamento para ações climáticas, parâmetros de adaptação e formas de implementar e monitorar as metas de redução de emissões de gases que causam o aquecimento global.

Neste sábado (15), grupos negociadores precisam fechar os textos, que serão submetidos, na semana que vem, a ministros de primeiro escalão designados pelos governos de países que fazem parte da convenção, para o fechamento de possíveis acordos finais.

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Entre os itens que ainda não entraram na Agenda de Ação desta COP, mas que foram destacados para consulta ao longo da semana, está o artigo 9.1 do Acordo de Paris, que trata da obrigação dos países desenvolvidos garantirem financiamento aos países em desenvolvimento. Na COP29, o valor do financiamento climático ficou definido em US$ 300 bilhões anuais, considerado muito insuficiente.

As presidências da COP30 e COP29 chegaram a formular uma proposta para mobilizar recursos de até US$ 1,3 trilhão ao ano, mas não é certo que compromissos nessa escala avancem nesta edição da conferência.  

Presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, e a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, durante coletiva de imprensa Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Outro tema em disputa se refere ao relatório síntese das Contribuições Nacionais Determinadas (NDCs), que incluem as metas de mitigação de emissões. O conjunto dessas metas ainda é considerado tímido. Segundo cientistas, seria preciso reduzir 5% ao ano as emissões pelos próximos anos, começando de forma imediata.

Ocorre que essas emissões podem até crescer 1% este ano em relação a 2024. No ritmo atual, a meta de aumento da temperatura para no máximo 1,5º C em comparação a níveis pré-industriais não apenas seria ultrapassada, como elevaria a temperatura do planeta muito acima dos 2ºC, cenário considerado catastrófico.

“A lacuna não pode continuar como está, acreditando que isso é algo que pode ocorrer lenta e linearmente, quando na realidade é preciso avançar muito, muito rápido. Em primeiro lugar, é preciso seguir a ciência em termos do que precisa acontecer ano a ano. Assim, no próximo ano, as emissões globais precisam passar de um aumento de 1%, que é a projeção atual para 2025, para uma redução de 5% no próximo ano”, enfatizou o cientista sueco Johan Rockström, do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impacto Climático.

Segundo ele, isso se traduz em 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono que precisam ser removidas da economia global. Rockström e um grupo de outros 8 cientistas, incluindo o climatologista brasileiro Carlos Nobre, divulgaram uma carta nesta sexta-feira (14) com muitos alertas aos negociadores e à sociedade civil.

Não há tempo a perder nesse processo de mitigação e transição para longe dos combustíveis fósseis, responsáveis por 75% do problema do aquecimento global.

“Já alteramos as regras com o aquecimento global, o que significa que, num futuro próximo, veremos um aumento na frequência de eventos extremos, bem como na intensidade e persistência, podendo inclusive levar a efeitos cumulativos. Ou seja, múltiplos eventos extremos atingindo diferentes locais simultaneamente, o que pode impactar pessoas em todo o mundo. E só para dar um exemplo, espera-se que nossas crianças enfrentem ondas de calor seis vezes maiores do que seus avós”, apontou Ricarda Winkelmann, diretora do Instituto Max Planck de Geoantropologia, na Alemanha.

Área da Green Zone (Área Verde), na COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Evolução das negociações

Entidades da sociedade civil que acompanham de perto as negociações apontaram certo otimismo com a possibilidade da COP progredir justamente no tema do afastamento dos combustíveis fósseis.

“Começou a nascer uma coalizão de países que não existia na semana passada, que está fazendo emergir essa ideia da sinalização política, justamente dos mapas do caminho da transição. Então isso é muito bom”, afirmou Natalie Unterstell, do Instituto Talanoa.

“Vimos avanços no debate sobre a transição energética, no reconhecimento da urgência de proteger florestas tropicais e na consolidação dessa visão de longo prazo. O desafio agora é transformar esse impulso inicial em decisões claras e coerentes, capazes de orientar uma ambição real até o fim da conferência”, apontou Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, em tom otimista.

André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), destacou ritmo acelerado de negociações e a importância de avançar nas discussões sobre redução de combustíveis fósseis.

“Há uma expectativa muito grande para a próxima semana e espero que realmente alguns aspectos importantes dessa negociação avancem, em especial a questão dos fósseis. Obviamente que há países divergentes como a Arábia Saudita, mas o importante é que o Brasil apresentou essa agenda e ela está sendo validada por alguns países importantes”, observou.

Pelo menos 23 países aderiram até agora ao compromisso informal de abandono gradual dos combustíveis fósseis, na linha defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Cúpula do Clima, na semana passada. Entre eles estão Reino Unido, Alemanha, União Europeia e Colômbia.

Adaptação sob suspense

Um tema que segue em impasse é o da Meta Global de Adaptação (GGA, na sigla em inglês). Esse compromisso, estabelecido ainda no Acordo de Paris, em 2015, visa aprimorar a capacidade de adaptação e fortalecimento da resiliência para minimizar os impactos das catástrofes humanas e ambientais causadas pelas mudanças do clima no planeta.

No debate atual da COP, as partes tentam chegar a um consenso sobre 100 indicadores globais de adaptação, ponto de partida para indicar se os países estão avançando nas ações de adaptação e resiliência. Porém, segundo observadores que acompanham as negociações, o Grupo Africano, que representa 54 países do continente, tem defendido estender o trabalho técnico por mais dois anos e postergar a decisão final para 2027. Essa proposta preocupa países e observadores porque pode atrasar a definição das metas.

“Eu espero que ainda seja possível avançar, porque esse tema é fundamental. A gente sabe o que aconteceu no Rio Grande do Sul, no ano passado, e o que acaba de acontecer lá no Paraná, enfim, todo o sul do país. Então, não dá para adaptação esperar. E a proposta do Grupo Africano é atrasar esse assunto por dois anos. Então, eu acho que vai estar na mão dos ministros”, sinalizou Natalie Unterstell.

“Se a adoção formal dos indicadores da GGA atrasar, isso poderá desacelerar ações e investimentos, o que gerará frustração para os países mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas. Se as diretrizes do Artigo 6.4 [Acordo de Paris] não corrigirem o rumo dos padrões já adotados e não fornecerem salvaguardas para o trabalho técnico do próximo ano, as soluções baseadas na natureza podem acabar sendo excluídas do mecanismo na prática, com efeito dominó sobre outros mercados”, argumentou Florence Laloë, diretora sênior global de políticas climáticas da Conservação Internacional.

Segundo ela, isso retiraria uma fonte essencial de financiamento para a natureza e para as pessoas que dependem dela. 

Aposta de Porto Alegre acerta Mega-Sena e leva prêmio de R$ 99 milhões

Uma aposta de Porto Alegre (RS) acertou as seis dezenas do concurso 2.940 da Mega-Sena, realizado nesta sexta-feira (14). O vencedor irá receber prêmio de mais de R$ 99 milhões.

Os números sorteados foram: 07 – 08 – 09 – 13 – 22 – 53

  • 170 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 28.007,64
  • 13.794 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 568,96

O próximo sorteio será realizado na terça-feira (18), com prêmio estimado de R$ 3,5 milhões. 

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas lotéricas de todo o país. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa. 

O valor de uma aposta simples é R$ 6.

Bolsa sobe 0,37% e quase volta a bater recorde

Na contramão das incertezas no exterior, o mercado financeiro brasileiro teve um dia de tranquilidade. Após duas quedas, a bolsa de valores voltou a subir e quase bateu recorde. O dólar fechou estável, mas registrou queda na semana.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (14) aos 157.739 pontos, com alta de 0,37%. Por volta das 14h45, na máxima do dia, o indicador chegou aos 158,3 mil pontos, mas desacelerou nas horas finais de negociação, influenciado pelas incertezas nos Estados Unidos.

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A bolsa brasileira está no segundo maior nível da história, só perdendo para  terça-feira (12) pela diferença de apenas 10 pontos. Com alta de 2,39% na semana, o Ibovespa acumula alta de 5,49% em novembro.

O dólar comercial fechou a semana vendido a R$ 5,297, com recuo de apenas 0,02%. Apesar do fechamento estável, a cotação teve um dia de oscilações. Nos primeiros minutos de negociação, chegou a R$ 5,31, caiu para R$ 5,27 por volta das 13h e diminuiu a queda durante a tarde, com a pressão do mercado internacional.

A moeda estadunidense caiu 0,7% na semana. A divisa acumula queda de 1,54% em novembro e de 14,26% em 2025.

O mercado financeiro brasileiro começou o dia influenciado pelas incertezas em torno do shutdown (paralisação do governo) nos Estados Unidos. As ações das empresas de tecnologia pararam de cair, mas a possibilidade de que os dados de inflação e de emprego na maior economia do planeta jamais sejam divulgados tumultuou as bolsas estadunidenses.

O Brasil foi parcialmente beneficiado em meio a informações de que o governo Donald Trump suspenderia parte das tarifas comerciais sobre café, carne, frutas e outros produtos agrícolas. A expectativa de que as exportações de alimentos subam ajudou a segurar as pressões pela alta do dólar e de queda na bolsa.

* Com informações da Reuters

Instituto Histórico e Geográfico do DF sofre invasão e vandalismo

O Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF) teve sua sede invadida e vandalizada na madrugada desta sexta-feira (14). Segundo o presidente da instituição, José Teodoro Mendes, criminosos forçaram portas e vitrines, levando parte da coleção de moedas, comendas e objetos históricos ligados à inauguração de Brasília e à trajetória de pioneiros da capital, inclusive do presidente Juscelino Kubitschek.

Outro objeto de destaque furtado foi o aparelho teodolito do engenheiro Joffre Mozart Parada, que calculou as coordenadas da capital em construção.

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De acordo com Mendes, o crime representa uma perda significativa para a preservação da memória da cidade.

“Foram levadas peças importantes, moedas raras e comendas recebidas por pioneiros. É uma pena, porque isso é memória de Brasília”, afirmou. 

O presidente do IHGDF relata que o instituto vive “uma situação de penúria”, agravada pela falta de segurança. A entidade privada, criada há 62 anos por iniciativa de JK, depende de doações e enfrenta dificuldades financeiras para manutenção e vigilância do acervo. “Ultrapassamos a penúria e chegamos à insegurança. Estamos muito vulneráveis”, lamentou Mendes.

O IHGDF oferece atividades educativas e de formação, recebendo anualmente cerca de 6 mil estudantes do ensino fundamental e médio, além de promover cursos voltados para professores. Para a instituição, o furto compromete não apenas o patrimônio histórico, mas também o trabalho de difusão cultural.

Um boletim de ocorrência foi registrado pelo instituto. A Agência Brasil perguntou a Polícia Militar se o policiamento na região será reforçado, mas ainda não obteve resposta.

EUA reduzem tarifas para café, laranja, carne bovina e outros produtos

A Casa Branca emitiu nesta sexta-feira (14) um decreto do presidente Donald Trump para isentar determinados produtos agrícolas de tarifas recíprocas, que estão em vigor desde abril.

De acordo com nota publicada pela Casa Branca, entre os produtos que deixarão de estar sujeitos às tarifas recíprocas estão: café e chá; frutas tropicais e sucos de frutas; cacau e especiarias; bananas, laranjas e tomates; carne bovina; e fertilizantes adicionais (alguns fertilizantes nunca foram sujeitos às tarifas recíprocas).

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O decreto faz parte de um grande esforço de Trump e de suas principais autoridades para atender às crescentes preocupações dos norte-americanos com os preços persistentemente altos dos alimentos.

De acordo com a agência Reuters, as novas isenções — que entram em vigor retroativamente à meia-noite de quinta-feira — marcam uma forte reviravolta para Trump, que há muito insiste que suas tarifas de importação não estão alimentando a inflação. Elas vêm depois de uma série de vitórias dos democratas em eleições estaduais e municipais na Virgínia, Nova Jersey e Nova York, onde a acessibilidade econômica foi um tópico importante.

Segundo a Casa Branca, a medida modifica “o escopo das tarifas recíprocas que ele [Donald Trump] anunciou inicialmente em 2 de abril de 2025”. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos impôs um tarifaço global a produtos importados de vários países, e confirmou uma taxa de 10% para os produtos brasileiros. No evento, ele comunicou a aplicação de tarifa de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã.

Ainda não foi divulgado em quanto a tarifa será reduzida. 

Repercussões

O Brasil pode ser beneficiado com a redução das tarifas. No entanto, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que ainda está analisando a Ordem Executiva assinada por Trump. 

Em nota, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que está avaliando se a Ordem Executiva se aplica “à tarifa base de 10%, à de 40% [adicional] ou a ambas”. 

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta”, diz o comunicado.

Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considerou positiva a decisão do governo norte-americano de reduzir as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira.

“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou. 

.* Com informações da Reuters.