Moraes manda PGR se manifestar sobre operação policial no Rio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de 24 horas, sobre o pedido do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) para que o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, preste informações sobre a Operação Contenção, que deixou pelo menos 64 mortos.

O despacho foi proferido após o ministro assumir o comando do processo conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual a Corte já determinou medidas para combater a letalidade policial na capital fluminense.

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Após a realização da operação, o CNDH pediu ao Supremo que Castro apresente um relatório da operação, a justificativa formal para sua realização, e esclareça as providências adotadas para socorrer as vítimas e garantir a responsabilização de agentes no caso de eventual descumprimento de direitos humanos.

Mais cedo, Moraes foi escolhido para tomar decisões urgentes envolvendo o processo, diante da ausência de um relator para o caso. A ação era comandada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou na semana passada.

Em abril deste ano, o Supremo definiu medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro.

 

João Fonseca vence Shapovalov na estreia do Masters 1000 de Paris

Embalado com o título do ATP 500 da Basileia no último domingo (28), o jovem tenista carioca João Fonseca, agora número 28 do mundo, venceu de virada o canadense Denis Shapovalov por 2 sets a 1 nesta terça-feira (28), na estreia do Masters 1000 de Paris (França). Os dois se reencontraram após a primeira derrota do canadense para o brasileiro há quatro dias, em jogo das quartas do ATP 500 da Basileia, quando Shapovalov (24º no ranking) desistiu da partida no terceiro e decisivo set, devido a uma lesão.

Fonseca chegou a receber atendimento médico no meio do terceiro set, por conta de dores na coxa esquerda. De volta à quadra, o brasileiro manteve o ritmo intenso, selando a vitória com parciais de 5/7 6/4 6/3, após 2h05 de jogo.

“Feliz com a forma com que lidei com a partida hoje desde o começo. Uma semana nova, oportunidade nova de jogar um bom tênis. Aqui há condições diferentes, uma bola diferente, a quadra também diferente, um torneio maior. Sabia que aqui em Paris a torcida brasileira também viria em peso, estou muito feliz de passar para a próxima rodada”, comemorou o carioca de 19 anos, que iniciou a temporada na 145ª posição no ranking.

João Fonseca volta a competir nesta quarta (29), a partir das 16h10 (horário de Brasília). Pela primeira vez na carreia, ele enfrentará o russo Karen Khachanov (14º). O vencedor avançará às oitavas.

A dupla de Luisa Stefani e Timea Babos, campeã do WTA 500 de Tóquio no último domingo (26), disputará pela primeira vez o WTA Finals a partir do próximo sábado (1º), em Riad (Arábia Saudita) – Toray Pan Pacific Open Tennis/Divulgação

Dupla de Stefani conhece grupo no WTA Finals

Pela primeira vez no WTA Finals, competição que reúne as oito melhores duplas da temporada, a parceria da paulista Luisa Stefani com a húngara Timea Babos conheceram suas adversárias na fase de grupos. O torneio começa no próximo sábado (1º de novembro), em Riad (Arábia Saudita).

Stefani e Babos asseguraram vaga na competição após conquistarem quatro títulos este ano Foram campeãs do  WTA 250 Open, na capital paulista e  de três  WTA 500: Linz (Áustria),  Estrasburgo (França) e Tóquio (Japão).  

Após sorteio, as oito duplas foram divididas em duas chaves. Stefani e Babos estão no grupo intitulado Liezel Huber (homenagem à ex-tenista sul-africana, de 49 anos). A outra chave foi nomeada de Martina Navratilova, um tributo à maior vencedora do Torneio de Wimbledon (entre mulheres e homens), com nove títulos.

Todas as quatro duplas de cada chave competirão entre na primeira fase (grupos) . As duas primeiras colocadas avançam às semifinais.

Grupo Liezel Huber

Taylor Townsend (EUA) e Katerina Siniaková (República Tcheca) – 2ª cabeça-de-chave

 Gabriela Dabrowski (Canadá) e Erin Routliffe (Nova Zelândia) – 3ª 

Diana Shnaider (Rússia) e Mirra Andreeva (Rússia) – 5ª

Luisa Stefani (Brasil) e Timea Babos (Hungria) – 7ª

Grupo Martina Navratilova

Sara Errani (Itália) e Jasmine Paolini (Itália) – 1ª 

Elise Mertens (Bélgica) e Veronika Kudermetova (Rússia) – 4ª 

Su-wei Hsieh (Taiwan) e Jelena Ostapenko (Letônia) – 6ª

Asia Muhammad (EUA) e Demi Schuurs (Holanda) – 8ª

“Entrei na estação para fugir dos tiros”, conta moradora do Rio

Moradores do Rio de Janeiro viveram momentos de pânico e medo nesta terça-feira (28) diante da operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão, que deixou mais de 60 mortos e 80 presos. Milhares enfrentaram dificuldades para conseguir chegar em casa, devido aos bloqueios das vias da cidade, além de terem de fugir dos tiroteios.

As estações de metrô e os pontos de ônibus ficaram lotados durante a tarde. Segundo a PM, criminosos da facção Comando Vermelho receberam ordens para fechar as principais vias da cidade.

Tiroteio 

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A professora Marise Flor conta que ficou no meio de um tiroteio ao pegar um ônibus de volta para casa. O filho chegou a tentar buscá-la de carro, mas não conseguiu passar pelos bloqueios. Ela precisou descer na estação Outeiro Santo, no corredor Transolímpica, em Jacarepaguá, na zona oeste por causa das barricadas, montadas pelas facções criminosas.

Segundo ela, os policiais militares chegaram e atiraram para dispersar os moradores que insistiam em permanecer no local. Neste momento, Marise Flor voltou para dentro da estação para fugir dos tiros.

“Entrei na estação de volta por baixo da roleta para me esconder dos tiros”.

A professora tentou pegar um carro de aplicativo. “Só depois consegui sair da estação. Meu filho conseguiu me pegar e cheguei em casa”.

Ela conta que a situação de desespero provocou dor no estômago. “Em seguida, desabei. Tive uma crise de choro”.

Barricadas

A atendente de um quiosque de sorvete em um supermercado no Engenho Novo, Mariana Colbert, de 24 anos e grávida de 4 meses, conta que às 8h30 as ruas onde vive, no Engenho da Rainha, já estavam fechadas.

De acordo com a jovem, três ônibus estavam atravessados na pista. Mais de 50 ônibus foram utilizados como barricadas no Rio de Janeiro.

Ela teve de caminhar até Inhaúma para pegar um ônibus em direção ao trabalho. Mariana Colbert conta que o motorista mudou o itinerário para evitar passar na comunidade comandada pela facção Comando Vermelho, alvo da megaoperação policial.

“Levei uma hora para chegar ao trabalho, mas ainda consegui chegar. Muita gente não foi trabalhar, muitas lojas ficaram fechadas. Quando deu 16h fui liberada. Peguei um Uber, que estava mais caro, mas consegui chegar rápido em casa. Quando voltei [para casa], a pista já estava liberada e tinha muita polícia nas ruas”, relata. 

Operação Contenção 

O Rio de Janeiro passa pela maior operação de segurança em 15 anos, de acordo com o governo do estado. 

Ao todo, 2,5 mil policiais civis e militares foram mobilizados em ações nos complexos do Alemão e da Penha. O objetivo é capturar lideranças criminosas e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. 

A operação, que deixa pelo menos 64 mortos é também a mais letal, superando o número de mortos da operação no Jacarezinho, que provocou 28 mortes, em 2021. 

Ministros farão reunião de emergência com Castro nesta quarta-feira

Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) farão uma reunião de emergência com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta quarta-feira (30). 

A operação Contenção, realizada nesta terça-feira (29), nos complexos do Alemão e da Penha, deixou pelo menos 64 pessoas mortas e é considerada a mais letal do Rio de Janeiro.

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Além disso, Rui Costa atendeu ao pedido do governador do Rio de Janeiro para transferência de 10 detentos para presídios federais. 

Esses homens teriam liderado de dentro da cadeia ações que culminaram com o caos na cidade, incluindo bloqueio de pistas e sequestro de ônibus em diferentes pontos da capital fluminense.

Reunião avaliou desdobramentos

O governo federal acrescentou, em nota, que, uma reunião na Casa Civil com a presença do então presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e dos ministros Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Jorge Messias (AGU), Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania), Sidônio Palmeira (Comunicação) e do secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos, avaliaram os desdobramentos da operação no Rio de Janeiro.

“Durante a reunião, as forças policiais e militares federais reiteraram que não houve qualquer consulta ou pedido de apoio, por parte do governo estadual do Rio de Janeiro, para realização da operação”, informou o governo.

Também nesta tarde, o ministro Ricardo Lewandowski havia indicado não ter recebido pedido do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para apoio à Operação Contenção.

 

Mega-sena acumula e prêmio principal vai para R$ 7 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.933 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (28). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 7 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 01 – 18 – 22 – 42 – 48 – 50

  • 12 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 85.025,66 cada
  • 1.231 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.366,22 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (30), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Diretor de O Agente Secreto quer que filme seja descoberto por jovens

Nesta terça-feira (29), o filme brasileiro O Agente Secreto recebeu indicações ao Gotham Film Awards, premiação que reconhece o cinema independente. O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho foi indicado a roteiro original e também de melhor atuação para Wagner Moura.

As indicações se somam a uma lista de prêmios que o filme, que estreia no Brasil no dia 6 de novembro, já vem trilhando e conquistando em solo internacional. Em maio, ele recebeu os prêmios de melhor direção e de melhor ator no Festival de Cannes, uma das premiações mais importantes do cinema mundial.

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A expectativa é que o longa, que foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para ser o representante do Brasil no Oscar do próximo ano, possa repetir o feito de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que neste ano foi escolhido como o melhor filme internacional da maior premiação do cinema.

Mas isso ainda é um longo percurso, admitiu Wagner Moura, em entrevista coletiva concedida na tarde de hoje (28) na capital paulista.

“A gente está fazendo tudo direito, mas eu acho que a gente tem que ter calma e respirar. Mas quando começa a ter essas indicações de outras premiações como o Gotham, aí eu começo a dizer que a gente tem um caminho que está parecendo mais real do que há duas semanas”, disse.

Enquanto essa indicação não chega, o maior objetivo do diretor Kleber Mendonça é conquistar o público brasileiro e atrai-lo para os cinemas, principalmente os mais jovens.

“Quero que o filme seja visto por um público grande no Brasil, mas eu tenho um desejo muito especial de que esse filme seja descoberto por gente muito jovem – como estudantes, meninos e meninas – que vão ao cinema e veem um filme brasileiro que conta a história brasileira. Talvez esses jovens possam descobrir alguma coisa nova, algum ponto de vista interessante sobre o nosso país”, ressaltou o diretor.

Escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto conta a história de Marcelo, interpretado por Moura, um homem que retorna a Recife em busca do filho e para fugir de um passado misterioso. O filme é todo ambientado nos anos 70, durante a ditadura militar.

E esse é um dos períodos da história do Brasil que o diretor espera que a juventude conheça ainda mais.

“Eu saí de uma sessão do filme Ainda Estou Aqui, no Recife, e na minha frente saíram duas meninas muito jovens que falaram uma para outra que não sabiam que o regime militar tinha sido tão ruim daquele jeito. Então, eu acho que são pequenas informações, pequenos sentimentos, que um filme, principalmente um filme brasileiro, pode trazer sobre o nosso país”, afirmou.

Memória

O Agente Secreto começa com um retorno ao passado, uma busca por memórias e entendimentos. Mostra não somente o retorno de Marcelo para sua família e sua casa, como também apresenta um momento histórico do país que, segundo o diretor, sempre se tenta apagar, mas que continua a provocar traumas e violências constantes.

“O Brasil é um país que tem algumas questões com memória, é um país que tende a esquecer de muita coisa. Eu acho que o cinema é um instrumento muito bom, porque ele é um bom filme, prende a sua atenção, te diverte e te mantém entretido, mas ele também pode ter uma carga de informação de verdade sobre o lugar onde a gente mora”.

Para o intérprete de Marcelo, a busca por essas memórias é uma característica não somente de O Agente Secreto, mas do cinema nacional, como um todo.

“A memória é importante, porque se a gente não tivesse, por exemplo, a Lei da Anistia, que foi uma lei que apagou a memória do Brasil, a gente não teria tido o presidente que a gente teve, esse que foi condenado [Jair Bolsonaro]. A memória é uma coisa importante e não só para a cultura e o cinema, mas o jornalismo, a universidade, a sociedade como um todo, têm a função de preservar a nossa memória para que cresçamos como país”, completou o ator.

Ação no RJ é cortina de fumaça e expõe população, dizem especialistas

Um dia de terror para os mais de 150 mil habitantes dos complexos da Penha e do Alemão, que passaram horas debaixo de tiros e explosões em uma operação policial que afetou também todos aqueles que precisaram transitar pelas principais vias da cidade, em diversos bairros da capital fluminense, que ainda não acabou.

A Operação Contenção que se estendeu por toda esta terça-feira (28), deixou pelo menos 64 pessoas mortas – incluindo quatro policiais -, interrompeu o trânsito das principais vias da cidade, fechou escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais. Segundo o governo do estado, 81 pessoas foram presas e 93 fuzis apreendidos, além de pistolas e granadas. Trata-se da maior operação dos últimos 15 anos e também da mais letal de toda a história do estado.

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Para especialistas, a operação gerou um grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado, pelo contrário, ações como esta apenas fortalecem a violência.

“Essa lógica de medir força armada bélica com estruturas do tráfico sempre resultaram em mortes cada vez maiores, em sofrimento cada vez mais intenso, perda de acesso a serviços públicos, perda de mobilidade urbana, os mais frágeis sempre vão sofrer muito mais. A economia é afetada diretamente e o problema nunca foi sequer arranhado”, diz o professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Cláudio Souza Alves.

Segundo o professor, combater o crime organizado exige outras estratégias, inclusive oferecer oportunidades e qualidade de vida a população em situação de vulnerabilidade.

“Criar novas formas de interceptar, de investigar, de seguir dinheiro, de prender pessoas, de colocar limitações nesse funcionamento, de dar alternativa real para essa população. Você tem que disputar palma a palmo nesses territórios, essas populações que são facilmente convencidas pela grana da droga, da arma, pela grana dos ilegalismos, dos golpes. Se não pensarmos isso, a gente está absolutamente comprometido, não vamos conseguir”, defende.  

“Isso tudo que vocês estão vendo aí hoje, arrebentando no Rio de Janeiro todo, é apenas uma imensa e gigantesca cortina de fumaça, um rolo gigantesco de fumaça cegando a todos”, diz, Alves. 

Lambança político-operacional

Em entrevista ao programa Revista Rio, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jacqueline Muniz, classificou a operação como amadora e uma “lambança político-operacional”.

Segundo ela, foram cometidos erros táticos que vão ao encontro do que está previsto nas próprias instruções normativas de segurança pública.

“Para colocar 2,5 mil policiais, tem que fazer uma previsão de 7,5 mil a 10 mil policiais, porque tem três turnos de trabalho e escala. Isso quer dizer que para fazer esta operação, que eu chamei de uma lambança político-operacional do governador Castro, teve que se retirar o policiamento de 3 milhões a 5 milhões de pessoas na região metropolitana”, diz. “De um lado, esquentou-se a chapa numa área crítica, não reduziu a capacidade operacional do crime, por outro, viabilizou a morte de policiais, o ferimento de policiais, de cidadãos sem que isso significasse um avanço sobre o crime organizado”.

Ela acrescenta:

“Isso é muito sério porque põe em risco a vida dos policiais, põe em risco a vida da população, inviabiliza a circulação de pessoas, de mercadorias. Nós estamos produzindo fechamento da Linha Amarela, da Linha Vermelha, da Avenida Brasil, dando um nó em toda a região metropolitana. Ou seja, esquentando a chapa e multiplicando a insegurança”, diz.

 

Ela explicou que a operação tinha razão para existir, mas foi mal concebida. “A finalidade dela foi politiqueira, pondo em risco a vida dos agentes da lei, da população, com resultados que não se sustentam diante da doutrina de operações policiais, que fique claro, porque há critérios técnicos sim, polícia não é amadorismo, a polícia é profissão”.

Avanço do crime organizado

O objetivo da operação, de acordo com o governo do estado era cumprir mandados de prisão e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. A ação conjunta mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares, com a participação do Ministério Público.

Segundo pesquisa divulgada no ano passado pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF) e pelo Instituto Fogo Cruzado, o Comando Vermelho foi a única facção criminosa a expandir seu controle territorial de 2022 para 2023, no Grande Rio. Com o aumento de 8,4%, a organização ultrapassou as milícias e passou a responder por 51,9% das áreas controladas por criminosos na região. 

A pesquisa mostrou que o Comando Vermelho retomou a liderança de 242 km² que tinham sido perdidos para as milícias em 2021. Naquele ano, 46,5% das áreas sob controle criminoso pertenciam às milícias e 42,9% ao Comando Vermelho.

População na linha de tiro

Para o Instituto Fogo Cruzado, instituição que produz dados e informações sobre violência armada, e que copilou informações sobre a Operação Contenção, ações como esta não combatem de fato o crime organizado.

“Combater o crime organizado exige outra lógica. É preciso atacar fluxos financeiros, investigar lavagem de dinheiro, fortalecer corregedorias independentes e combater a corrupção dentro do Estado. Tudo que o Rio de Janeiro não faz há décadas”, afirmou em nota.

 

“As polícias do Rio começaram o dia com a Operação Contenção e o que se viu foi parte expressiva da população na linha de tiro e uma cidade inteira parada. Este é o planejamento do governo do estado? Operações como essa mostram a incapacidade do governo estadual de fazer política pública de segurança pública”, explicou a organização.

 O Instituto reforça que esta é a maior chacina policial já registrada na história do estado do Rio de Janeiro, superando as tragédias do Jacarezinho (2021) com 28 mortos, e da Vila Cruzeiro (2022) com 24 mortos, chacinas policiais que também ocorreram no governo de Cláudio Castro. 

 

MPF e DPU cobram explicações ao governo do Rio sobre operação

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União encaminharam nesta terça-feira (28) ofício ao governador Cláudio Castro solicitando que “informe detalhadamente de que forma o direito à segurança pública foi promovido” na megaoperação policial que até agora resultou na morte de 64 pessoas, quatro delas policiais.

O órgão do Ministério Público Federal (MPF) pede que o governador explique:

  • as finalidades da operação;
  • os custos envolvidos;
  • a comprovação da inexistência de outro meio menos gravoso de atingir a mesma finalidade.

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O MPF também quer saber se foram cumpridas as exigências do Supremo Tribunal Federal (STF) descritas na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecido como “ADPF das Favelas”, que estabeleceu parâmetros para a elaboração do plano de redução da letalidade policial apresentado pelo Estado do Rio de Janeiro à corte.

Especificamente, o Ministério Público quer que o governador apresente “documentação comprobatória” de que acatou o STF nos seguintes pontos:

  • Prévia definição do grau de força adequado e justificativa formal da operação;
  • Atuação dos órgãos periciais para realização de perícia e identificação de vestígios de crimes;
  • Uso de câmeras corporais e câmeras nas viaturas;
  • Existência e apresentação ao público de relatório detalhado da operação;

O ofício é assinado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio José Araujo Junior e pelo defensor regional de Direitos Humanos, Thales Arcoverde Treiger.

Operação mais letal

O número de mortos na operação chega a 64, o maior registrado em uma ação policial no estado. Ao todo, 2,5 mil policiais civis e militares foram mobilizados em ações nos complexos do Alemão e da Penha, para capturar lideranças criminosas e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. 

O balanço parcial registra ​81 presos, ​72 fuzis apreendidos e grande quantidade de drogas ainda em contabilização.

Em retaliação, criminosos usaram ônibus sequestrados como barricadas e ordenaram o fechamento do comércio em diversas áreas da cidade, causando medo e transtornos para moradores de praticamente todo o município. 

 

Jornalistas de SP processam União e Estado por crimes da ditadura

“A ditadura militar tem que ser responsabilizada”, afirmou Thiago Tanji, na manhã desta terça-feira (28), na sede do Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo, ao anunciar que a entidade entrou com um processo judicial contra a União e o governo do estado pelos crimes cometidos contra a categoria durante o período da ditadura.

Os crimes são, no geral, violações dos direitos humanos de profissionais da área e incluem censura, sequestro, tortura e morte. A iniciativa faz parte das ações pelos 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, morto no dia 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo.

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Durante a coletiva, Tanji afirmou que é papel do sindicato defender a categoria em todas as faces. “O sindicato luta pelo livre exercício da nossa profissão, para que ela seja feita sem constrangimento, sem ameaças, sem ataques, sem tortura”. Para ele é preciso que haja esforço para que a responsabilização dos culpados aconteça também hoje em dia, no presente.

Tiago lembra que o sindicato dos jornalistas processou, em 2021, Jair Bolsonaro, então presidente da República, por danos morais coletivos à categoria. “E estamos entrando agora com esta ação contra a União e contra o governo do Estado de São Paulo por todas as violações que aconteceram contra jornalistas durante a ditadura militar”.

Para ele, o caso de Herzog é “emblemático” e é um ponto de virada no combate à ditadura, mas não é o único.

“Herzog foi apenas uma das vítimas da nossa categoria no período. Temos casos de prisões, de tortura, de assassinato, de censura. É possível que muitos jornalistas do estado de São Paulo tenham tido sua profissão duramente afetada por conta da ditadura”.

Rafael Maia, advogado e coordenador jurídico do sindicato explicou que a ação é coletiva e visa beneficiar toda a categoria, mesmo 50 anos depois. “O tempo é necessário para que todas as instituições estejam preparadas para este tipo de situação”. O processo inclui também o Estado de São Paulo porque, segundo Maia, agentes da polícia civil e militar “participaram junto com a União de atos de tortura, prisões e as instalações do Estado de SP foram utilizadas, como o DOPS”.

O advogado diz ainda que a indenização é simbólica e que não é voltada para os jornalistas ou mesmo para o sindicato. “Estamos solicitando à Justiça que reverta esta indenização para o Instituto Vladimir Herzog, que não tem fins lucrativos e que luta pelos direitos humanos e pela democracia”.

Na ação também há outros pedidos que são “de obrigação de fazer” e inclui-se aí uma solicitação para que não se repita o que aconteceu no passado. Assim, há o pedido de uma “reforma institucional nos cursos de formação dos agentes de segurança da União e do Estado, para que entendam a importância do jornalismo e da liberdade de imprensa para a democracia”.

Operação Contenção: Ferj adia partidas da Série B1 do Carioca

A Operação Contenção, realizada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, também afetou o Campeonato Carioca de futebol masculino. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro anunciou, na tarde desta terça-feira (28), o adiamento das partidas da 9ª rodada da Série B1 da competição.

“Devido às ocorrências policiais no Rio de Janeiro, para evitar riscos e reduzir a circulação pela cidade e estado, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro decidiu cancelar a 9ª rodada da Série B1 do Campeonato Carioca, marcada para acontecer nesta quarta-feira, dia 29 de outubro. Sendo assim, os jogos serão realizados no próximo dia 5 de novembro”, diz a nota da entidade.

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O Rio de Janeiro passa pela maior e mais letal operação policial contra facções criminosas em 15 anos, segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, 2,5 mil policiais civis e militares foram mobilizados em ações nos complexos do Alemão e da Penha. O objetivo é capturar lideranças criminosas e conter a expansão territorial do Comando Vermelho.

A Operação Contenção deixou pelo menos 64 mortos, superando o número de óbitos da operação no Jacarezinho, considerada uma chacina, que deixou 28 mortos, em 2021.

Vias expressas importantes da cidade foram fechadas, linhas de ônibus tiveram sua circulação interrompida, e o comércio fechou em várias áreas por conta do medo dos tiroteios. 

Alcolumbre e Motta reafirmam compromisso com pauta da segurança

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se manifestaram a respeito da Operação Contenção, realizada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro, que resultou em pelo menos 64 mortos. 

Segundo o governo do estado, na operação 2,5 mil policiais civis e militares foram mobilizados em ações nos complexos do Alemão e da Penha, com o objetivo de capturar lideranças criminosas e conter a expansão territorial do Comando Vermelho.

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Alcolumbre, que também preside o Congresso Nacional, disse que a Casa acompanha com atenção e preocupação “os graves acontecimentos registrados”.

“O Congresso Nacional seguirá atento ao desenrolar da crise e coloca-se à disposição para contribuir, de forma responsável e democrática, com soluções legislativas que fortaleçam a segurança pública, o combate ao crime organizado e a proteção da vida dos brasileiros”, disse Alcolumbre por meio de nota.

O presidente do Senado destacou ainda que o plenário aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei (PL) 226/24, que trata do marco legal de enfrentamento à criminalidade, reforçando os instrumentos de proteção aos agentes públicos e à população civil. A proposta segue agora para sanção presidencial.

“A Presidência do Senado Federal manifesta apoio às ações das forças de segurança no combate à criminalidade, às facções e ao crime organizado, reafirmando a necessidade de um esforço coletivo e conjunto de todos os atores do Estado brasileiro para proteger os cidadãos da violência que assola o país”, completou.

A operação de segurança foi a mais letal em 15 anos, superando o número de mortes da operação no Jacarezinho, considerada uma chacina, que deixou 28 mortos, em 2021. 

Em uma rede social, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse acompanhar com atenção a operação contra o crime organizado no Rio de Janeiro.

“Reafirmamos nosso compromisso com os projetos de segurança pública e de combate à violência — uma das maiores preocupações da população brasileira. Sob minha presidência, a Câmara aprovou quase 30 matérias na área, a exemplo do aumento da repressão contra organizações criminosas, criminalização do domínio de cidades e proteção dos agentes públicos envolvidos no combate ao crime organizado. Continuaremos focados em avançar nestas pautas”, afirmou.

Motta disse ainda estudar a votação de projetos de segurança pública contra as facções criminosas e que incluirá as propostas na pauta da Câmara.

Operação

De acordo com o governo do estado, a operação foi deflagrada após mais de um ano de investigação e 60 dias de planejamento. A operação cumpre centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça a partir de inquéritos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). 

O balanço parcial registra ​81 presos, ​75 fuzis apreendidos e grande quantidade de drogas ainda em contabilização.

O município do Rio de Janeiro entrou em estágio 2 de atenção, o que significa risco de ocorrência de alto impacto. 

Segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro, vias no entorno dos complexos do Alemão, Penha, Chapadão, São Francisco Xavier, na zona norte; Freguesia, em Jacarepaguá; e Taquara, na zona sudoeste, passam por interdições temporárias em função de ocorrências policiais. Mais de 100 linhas tiveram os itinerários alterados. 

Lewandowski diz que não recebeu pedido de apoio à operação no Rio

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse, na tarde desta terça-feira (28), que não recebeu pedido do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para apoio à Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha. O estado confirmou mais de 60 mortes até o momento.

“Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública, para esta operação. Nem ontem, nem hoje, absolutamente nada.”

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Ele acrescentou que nenhum pedido do governador Cláudio Castro foi negado. O ministro qualificou a operação de “cruenta” em vista das mortes de agentes de segurança pública e de inocentes.

O ministro lembrou que, recentemente, no começo deste ano, o governador do Rio esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública pedindo a transferência de líderes das facções criminosas para penitenciárias federais de segurança máxima. “Foi atendido. Nenhum pedido foi negado”, reforçou.

Em entrevista à imprensa na tarde de hoje, o ministro avaliou que não era o momento de analisar a operação. “Não posso julgar porque não estou sentado na cadeira do governador”, afirmou, lamentando as mortes ocorridas. 

“Quero apresentar a minha solidariedade às famílias dos policiais mortos, e minha solidariedade às famílias dos inocentes que também pereceram nesta operação. Ainda me colocar à disposição das autoridades do Rio para qualquer auxílio que for necessário.”

Ao falar sobre a Operação Contenção, o governador Cláudio Castro cobrou mais apoio do governo federal no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro. Segundo Castro, o estado está atuando “sozinho nesta guerra”.

Defesa da PEC

Também nesta tarde, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, disse, por rede social, que os violentos episódios no Rio de Janeiro ressaltam a urgência da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional.

Para ela, ficou evidente a necessidade de articulação entre forças de segurança no combate ao crime organizado. “Também ficou demonstrada a necessidade de que as ações sejam precedidas de operações de inteligência, inclusive inteligência financeira, para que obtenham sucesso, como vimos na Operação Carbono Oculto.”

Operação no Rio deixa 18 suspeitos mortos e 56 presos

O governo do estado do Rio de Janeiro informou que a operação das polícias Militar e Civil deflagrada nesta terça-feira (28) na região dos Complexos da Penha e do Alemão deixou 18 suspeitos mortos, 56 presos, policiais mortos e feridos até o início da tarde. A Operação Contenção mobiliza 2,5 mil policiais civis e militares

O governador do Rio, Cláudio Castro, não quis detalhar quantos policiais foram mortos e feridos porque a operação ainda está em andamento. Ele participou de reunião com agentes das forças de segurança para tratar da operação no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na região central do Rio.

A operação busca capturar lideranças criminosas do Rio e de outros estados, além de impedir a expansão territorial da maior facção do estado, o Comando Vermelho. Os dois complexos abrigam 26 comunidades.

A operação, que também conta com promotores do Ministério Público Estadual, foi deflagrada a partir de mais de um ano de investigação e mandados de busca e apreensão e de prisão obtidos pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

 

Milena Titoneli é prata no Mundial de taekwondo, o 3º pódio do Brasil

O Brasil subiu ao pódio pela terceira vez no Mundial de Taekwondo, em Wuxi (China). Nesta terça-feira, a paulista Milena Titoneli faturou a medalha de prata na categoria dos 67 quilos. Na final, Titoneli foi superada pela húngara Luana Márton por 2 rounds a 1. A medalha é a terceira da brasileira em cinco participações em Mundiais: ela foi bronze em 2019 (Manchester/Inglaterra) e em 2022 (Guadalajara/México). O Mundial vai até quinta-feira (30), com transmissão ao vivo no site da Federação Internacional (World Taekwondo).

Nascida em São Caetano do Sul(SP), a lutadora de 27 anos soma dois títulos na temporada: foi campeão no Aberto do Rio de Janeiro, em maio, e no Aberto da Polônia, em setembro – na ocasião, Titoneli derrotou Martón na final.

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“A gente não conta por quantidade, é pelo valor da medalha. Ontem já tínhamos nossa melhor campanha [com os dois ouros de Henrique e Maria Clara]. E antes de Wuxi, nossa melhor participação foi em Madri (2005), com um ouro e uma prata [de Natália Falavigna e Márcio Wenceslau, respectivamente]. A que teve mais medalhas foi em Manchester, com cinco pódios, mas nenhum ouro. Essa, de longe, é nossa melhor campanha da história”, comemorou Henrique Precioso, diretor técnico da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD). 

A delegação brasileira já havia conquistado dois ouros na competição. Na segunda (27), o lutador Henrique Matos (categoria 80 kg) tornou-se o primeiro lutador homem do país a subir no topo do pódio mundial.  Já Maria Clara Pacheco foi campeã nos 57 kg, quebrando um jejum de 20 anos desde o primeiro ouro da história da Amarelinha, com paranaense Natália Falavigna, em 2005.

Programação – luta de atleta brasileiros

De 28/10 para 29/10:
Masculino – até 58kg – Paulo Ricardo Souza de Melo (RJ)
Feminino –  até 62kg: – Celydiene Kristina Carneiro (SP)
22h às 3h – preliminares
4h às 6h – oitavas e quartas
6h30 às 8h30 – semis e finais

De 29/10 para 30/10:
Masculino – até 74kg – Edival Marques Quirino Pontes (PB)
Feminino – até 53 kg – Nívea Maria Barros da Silva (RN)
22h às 2h – preliminares
4h às 5h30 – oitavas e quartas
6h30 às 8h30 – semis e finais

Bar em São Vicente é fechado após morte de mulher que consumiu whisky

Um bar localizado no bairro Catiapoã, em São Vicente, na Baixada Santista, foi fechado após a morte de Wevelyn Pestana de Brito, de 32 anos de idade, na madrugada de domingo (26). Segundo os familiares, ela passou mal após beber três doses de whisky no Bar 75. Ao chegar em casa, o quadro se agravou, com piora da dor abdominal, vômitos e irritação intensa. O Samu foi acionado, foram feitos os primeiros socorros, mas Wevelyn chegou ao hospital sem sinais vitais, confirmando a morte.

Segundo a Prefeitura de São Vicente, ainda na tarde de domingo foi formada uma força-tarefa com representantes das secretarias de Defesa e Organização Social (Sedos) e da Saúde (Sesau), por meio da Vigilância Sanitária; do Procon-SV e da Secretaria de Comércio, Indústria e Negócios Portuários (Secinp), com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Civil e Polícia Militar, que esteve no Bar 75.

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“Após a fiscalização do estabelecimento, foi constatado que o mesmo não possuía o alvará de funcionamento. Por esta razão, o local foi imediatamente fechado. Com o apoio da Polícia Civil foram recolhidas garrafas lacradas e outras abertas de bebidas que serão encaminhadas para análises laboratoriais”, informou a prefeitura.

De acordo com as informações da prefeitura, ainda não há confirmação da causa da morte ou de que a bebida estava adulterada. 

“A causa da morte está sendo analisada pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Somente após a conclusão dos exames será possível determinar o que causou o falecimento da vítima”, informou a prefeitura em nota.

Segundo ainda a nota, a administração municipal já vem fiscalizando periodicamente os bares e adegas da cidade desde os primeiros casos de intoxicação por metanol.

Balanço

No estado de São Paulo, a Secretaria de Saúde informou que 443 suspeitas de intoxicação por metanol foram descartadas. Segundo o balanço da secretaria, no total, foram confirmados 44 casos, com nove mortes (quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos residentes da cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos, de São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos de Osasco; e um homem de 37 anos, de Jundiaí). Dez casos permanecem sob investigação, incluindo dois óbitos, um em Piracicaba, de um paciente de 49 anos, e o de Wevelyn, em São Vicente.

Segundo balanço atualizado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (27), o total de mortes no país chega a 15, com outras seis no Paraná e seis em Pernambuco. Além das mortes em São Paulo, são investigados mais oito casos: quatro em Pernambuco, dois no Paraná, um em Minas Gerais e um em Mato Grosso do Sul.

Foram descartadas 32 notificações de óbitos que estavam sob investigação. O balanço mostra também que o número de notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas chega a 58 casos confirmados e 50 em investigação. Já foram descartadas 635 notificações.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui); LINK: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/ciatox 
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.

Arte/Agência Brasil

 

Ruy Castro vence prêmio principal do Jabuti com textos sobre Tom Jobim

O livro O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim venceu a categoria Livro do Ano no Prêmio Jabuti 2025, a principal do evento. A coletânea de textos sobre o compositor foi escrita pelo jornalista e escritor Ruy Castro, e a cerimônia ocorreu na noite desta segunda-feira (27), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o evento premiou também vencedores em 23 categorias, distribuídas nos eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.

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Além de receber a estatueta dourada, Ruy Castro foi contemplado com um prêmio de R$ 70 mil e uma viagem à Feira do Livro de Londres, que, em 2026, celebra o Ano da Cultura Brasil–Reino Unido. Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2022, ele já ganhou prêmios como Machado de Assis e o próprio Jabuti, em 2023, com Os Perigos do Imperador: Um Romance do Segundo Reinado.

A obra de Castro premiada em 2025 inspirou o lançamento do seriado Tom Jobim, o Ouvidor do Brasil, na Rádio MEC, em agosto deste ano. Produção inédita apresentada pelo jornalista e escritor, a série de oito episódios foi ao ar na emissora pública com edições semanais, destacando os estilos, fases e temáticas abordadas em suas obras. O seriado trouxe ainda os grandes nomes que interpretaram composições de Tom desde o começo de sua carreira até os dias de hoje.

Nascido em 1948, em Caratinga (MG), o escritor começou sua carreira como repórter em 1967 e, a partir de 1990, dedicou-se à escrita de livros. Reconhecido pela escrita das biografias de nomes como Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, Ruy Castro também fez reconstituições históricas sobre a Bossa Nova e o Rio de Janeiro dos anos 1920.

Nas demais categorias, os vencedores receberam a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil. O processo de curadoria e julgamento das obras envolveu mais de 60 jurados com formações diversas e ampla representatividade, segundo a organização do prêmio. Foram 4.530 obras inscritas nesta 67ª edição.

Homenagem do Ano

Ana Maria Machado foi a escolhida como a Personalidade Literária desta edição. A homenagem é destinada a figuras fundamentais da literatura nacional, que contribuíram para o fortalecimento da cultura brasileira e a formação de gerações de leitores. Ela trabalhou também como jornalista no Brasil e no exterior, e chegou a ser presa pela ditadura militar em 1969.

Autora de mais de cem títulos publicados, entre romances, ensaios, contos e uma vasta produção infantojuvenil, ela é a sexta ocupante da Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras (ABL), eleita em 24 de abril de 2003. A escritora tem obras traduzidas em diversos idiomas e publicadas em mais de 20 países.

A autora já venceu três edições do Prêmio Jabuti: em 1978, com História meio ao contrário (categoria Literatura Infantil); 1997, com Esta força estranha (categoria Infantojuvenil); 2000, com Fiz voar meu chapéu (categoria Infantojuvenil).

 

Ana Maria Machado foi homenageada na edição de 2025 do Prêmio Jabuti Foto: Assessoria de Comunicação – Secretaria de Governo e Integridade Pública (SEGOVI) – Prefeitura do Rio

Conheça os premiados

Eixo: Literatura

Conto

1º Lugar – Título: Dores em salva | Autor(a): Elimário Cardozo | Editora(s): Patuá

Crônica

1º Lugar – Título: O ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras

Histórias em Quadrinhos

1º Lugar – Título: Mais uma história para o velho Smith | Autor(a): Orlandeli | Editora(s): Gambatte

Infantil

1º Lugar – Título: Estações | Autor(a): Marilda Castanha, Daniel Munduruku | Editora(s): Moderna

Juvenil

1º Lugar – Título: O Silêncio de Kazuki | Autor(a): André Kondo, Alessandro Fonseca | Editora(s): Telucazu Edições

Poesia

1º Lugar – Título: Respiro | Autor(a): Armando Freitas Filho “em memória” | Editora(s): Companhia das Letras

Romance de Entretenimento

1º Lugar – Título: As fronteiras de Oline | Autor(a): Rafael Zoehler | Editora(s): Patuá

Romance Literário

1º Lugar – Título: Vento em setembro | Autor(a): Tony Bellotto | Editora(s): Companhia das Letras

Eixo: Não Ficção

Artes

1º Lugar – Título: Thomaz Farkas, todomundo | Autor(a): Sérgio Burgi (Organizadores), Juliano Gomes, Rosely Nakagawa, Kiko Farkas | Editora(s): Instituto Moreira Sales (IMS)

Biografia e Reportagem

1º Lugar – Título: Longe do ninho | Autor(a): Daniela Arbex | Editora(s): Intrínseca

Economia Criativa

1º Lugar – Título: Ensaio sobre o cancelamento | Autor(a): Pedro Tourinho | Editora(s): Planeta do Brasil

Educação

1º Lugar – Título: Letramento racial: uma proposta de reconstrução da democracia brasileira | Autor(a): Adilson José Moreira | Editora(s): Contracorrente

Negócios

1º Lugar – Título: A essência de empreender: como foi construído o Grupo Boticário, um dos maiores ecossistemas de beleza do Brasil | Autor(a): Miguel Krigsner | Editora(s): Portfolio-Penguin

Saúde e Bem-Estar

1º Lugar – Título: Felicidade ordinária | Autor(a): Vera Iaconelli | Editora(s): Zahar

Eixo: Produção Editorial

Capa

1º Lugar – Título: Acrobata | Capista: Kiko Farkas | Editora(s): Companhia das Letras

Ilustração

1º Lugar – Título: Bento Vento Tempo | Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): Companhia das Letrinhas

Projeto Gráfico

1º Lugar – Título: Palavra | Responsável: Paula Lobato, Vitor Cesar, Felipe Carnevalli | Editora(s): Instituto Tomie Ohtake

Tradução

1º Lugar – Título: Byron: poemas, cartas, diários & c. | Tradutor(a): André Vallias | Editora(s): Perspectiva

Eixo: Inovação

Escritor Estreante – Poesia

1º Lugar – Título: Maracujá interrompida | Autor(a): Luis Osete | Editora(s): Cepe

Escritor Estreante – Romance

1º Lugar – Título: Sangue Neon | Autor(a): Marcelo Henrique Silva | Editora(s): Faria e Silva

Fomento à Leitura

1º Lugar – Título: AbraPalavra: onde a literatura se encontra com a vida cotidiana | Responsável(eis): Aline Cântia

Fomento à Leitura – Rio Capital Mundial do Livro

1º Lugar – Título: Rio Capital Mundial do Livro | Responsável(eis): Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro

Livro Brasileiro Publicado no Exterior

1º Lugar – Título: BRABA – Antologia Brasileira de Quadrinhos | Autor(a): | Editora(s): Mino, Fanthagraphics Books

 

Mata Atlântica perde 2,4 milhões de hectares em 40 anos

A Mata Atlântica perdeu 2,4 milhões de hectares de floresta nas últimas quatro décadas. O número é equivalente a uma redução de 8,1% da área registrada no início da série histórica.

Segundo levantamento do MapBiomas, divulgado nesta segunda-feira (28), o bioma mais degradado do país mantém apenas 31% de sua vegetação natural. Metade do desmatamento recente ainda atinge áreas com mais de 40 anos.

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“A vegetação natural da Mata Atlântica foi suprimida para abrir espaço para atividades humanas desde o início da colonização. Em 1985, ano de início da nossa série histórica, o bioma tinha apenas 27% de sua área florestal original”, diz Natalia Crusco, da equipe do MapBiomas.

“De lá para cá, o ritmo de desmatamento foi diferente em cada uma das quatro décadas até 2024. Depois da promulgação da Leia da Mata Atlântica é possível notar, inclusive, um ligeiro aumento na área florestada do bioma”, acrescenta ela. 

Vegetação nativa

O estudo reforça a importância das políticas de conservação e recuperação da vegetação nativa. Entre 1985 e 2024, o bioma perdeu 2,4 milhões de hectares de florestas.

Apesar da desaceleração do desmatamento, os últimos cinco anos registraram uma média de 190 mil hectares desmatados por ano. Cerca da metade do desmatamento em 2024 ainda acontece em florestas maduras (com mais de 40 anos), que carregam grande parte da biodiversidade, estoque de carbono e são as principais responsáveis pelos serviços ecossistêmicos da floresta.

A agricultura segue como principal força de transformação da paisagem. O cultivo agrícola quase dobrou de área desde 1985 e hoje ocupa um terço (33%) da produção nacional dentro do bioma. Soja (343%), cana-de-açúcar (256%) e café (105%) estão entre as lavouras que mais cresceram, enquanto as pastagens perderam 8,5 milhões de hectares no período.

Avanço agrícola

A silvicultura também ganhou espaço: a área destinada ao cultivo comercial de árvores quintuplicou em 40 anos e já representa mais da metade de toda a atividade no país.

Além do avanço agrícola, o crescimento urbano na Mata Atlântica duplicou desde 1985, com três em cada quatro municípios (77%) expandindo sua área urbanizada.

Mais de 80% dos municípios da Mata Atlântica, no entanto, têm áreas urbanizadas pequenas, com menos de mil hectares. Só três capitais têm mais de 30 mil hectares: São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Deputada Tabata Amaral é a entrevistada de hoje do DR com Demori

A deputada federal Tabata Amaral (PSB) é a convidada do programa Dr com Demori desta terça-feira (28). Na conversa, a paulistana comenta sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), saúde mental e a taxação das bets no Brasil. A atração vai ao ar às 23h na TV Brasil.

Natural da periferia de São Paulo, Tabata Amaral tem a carreira política ligada à educação. Graduada em Ciência Política pelo Departamento de Governo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, a deputada defende o poder transformador das políticas públicas voltadas para a área na vida dos jovens.

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“Eu terminei o ensino médio porque tive o meu ‘pé-de-meia’, que foram os meus professores. Quando souberam da dependência química do meu pai e do contexto em que a gente vivia, começaram a pagar o meu almoço, o transporte, os livros, para que eu não desistisse. Só que nem todo jovem tem essa oportunidade”, compartilha.

Uma das autoras do projeto de lei que deu origem ao Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro-educacional do governo federal que funciona como uma poupança para estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público, a deputada federal aposta no sucesso da iniciativa nos próximos anos.

“Estou muito animada para, daqui a cinco, dez anos, a gente ver essa juventude toda, que está estudando agora, se formar e cuidar deste Brasil. Eu aposto muito neles”, afirma.

No programa da TV Brasil, Tabata Amaral revela que ouviu desde cedo sobre “um lado muito negativo da política”. “Minha chegada se deu por outro caminho, que é o da educação, da sala de aula e do movimento social”, explica.

Para a deputada federal, é importante que a população pesquise com atenção o perfil dos candidatos. “Veja como votou nos projetos, qual é a trajetória, se é honesto, porque isso impacta a nossa vida pelos próximos anos”, ressalta.

Após a exibição na TV Brasil, o DR com Demori também fica disponível, na íntegra, no Youtube e no aplicativo da TV Brasil Play. O programa é transmitido em áudio, simultaneamente, na Rádio MEC, e as entrevistas ficam disponíveis em formato de podcast no Spotify.

Sobre o programa

O programa Dando a Real com Leandro Demori, ou simplesmente DR com Demori, traz personalidades para um bate-papo direto e aprofundado na tela da TV Brasil.

Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, a deputada federal Erika Hilton, o ex-ministro José Dirceu, o ator Caio Blat, a cantora Zélia Duncan; e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.

Seleção feminina defende supremacia sobre Itália em novo amistoso

Após a vitória histórica sobre a campeã europeia Inglaterra, o Brasil terá pela frente a seleção eliminada justamente pelas inglesas na semifinal do torneio continental. Nesta terça-feira (28), a seleção feminina de futebol enfrenta a Itália em amistoso no Estádio Ennio Tardini, em Parma, a partir das 13h15 (horário de Brasília).

A delegação verde e amarela chegou à Itália na tarde do último domingo (26). Atletas e comissão técnica desembarcaram em Bolonha e foram de ônibus até Parma, em um trajeto de 100 quilômetros. Na última segunda-feira (27), as brasileiras realizaram, à tarde, o único treino no palco do jogo desta terça.

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O técnico Arthur Elias terá de fazer pelo menos uma alteração na equipe. A volante Angelina, expulsa logo aos 21 minutos do primeiro tempo na vitória por 2 a 1 sobre as inglesas, está fora. A capitã deve dar lugar a Ary Borges. A tendência, porém, é que o treinador realize mais trocas e dê oportunidades a outras atletas, principalmente no ataque, setor com mais convocadas (oito).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O histórico de confrontos é favorável às sul-americanas. São oito triunfos do Brasil e um empate. No último embate, em outubro de 2022, a seleção verde e amarela, comandada por Pia Sundhage, ganhou por 1 a 0, na cidade italiana de Gênova, com gol da atacante Adriana. Do atual grupo, três atletas estiveram naquele duelo: Ary Borges, a volante Duda Sampaio e a atacante Bia Zaneratto.

A Itália vive o melhor momento na modalidade em muitos anos. A seleção ocupa o 12º lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), colocação mais alta em 13 anos. Com sete convocadas entre as 30 atletas chamadas pelo técnico Andrea Soncin, a Juventus é o time mais representado, com destaque à veterana Cristiana Girelli, atacante de 35 anos e com mais de cem partidas pela Azzurra.

O duelo com o Brasil será apenas o segundo delas desde a Eurocopa. Na sexta-feira (24), a Itália recebeu o Japão no Estádio Giuseppe Sinigaglia, em Como, e empatou por 1 a 1. As anfitriãs até saíram na frente com Giada Greggi, mas a também meia Yui Hasegawa evitou a derrota das asiáticas.

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões

As seis dezenas do concurso 2.933 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Beneficiários com NIS final 7 recebem Auxílio Gás nesta terça-feira

Beneficiários inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7 recebem nesta terça-feira (28) o Auxílio Gás de outubro no valor de R$ 108.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,01 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 quilos.

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O benefício é pago duas vezes a cada semestre e segue o calendário do Bolsa Família, com pagamentos até 31 de outubro, para beneficiários com NIS final 0.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Neste mês, o investimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para o Auxílio Gás é de pouco mais de R$ 542 milhões.

Gás do povo

Em setembro, o governo federal lançou o programa Gás do Povo, que vai gradualmente substituir o Auxílio Gás.

Em vez do benefício em dinheiro, as famílias vão retirar a recarga do botijão de gás em revendedoras credenciadas.

O novo programa pretende triplicar o número de favorecidos, alcançando cerca de 15 milhões de famílias.

Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo celebra defesa da democracia

No marco dos 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos agraciou na noite dessa segunda-feira (27), na 47ª edição da premiação, reportagens focadas na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.

O evento teve início com a exibição de imagens do ato ecumênico, realizado na noite do último sábado (25), na Catedral da Sé, no centro da capital paulista. O evento marcou os 50 anos da morte do jornalista e da cerimônia inter-religiosa de 1975, realizada na mesma catedral, que desafiou o regime militar e reuniu cerca de 8 mil pessoas.

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Telões no teatro Tucarena, o teatro de arena da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUS-SP), onde a premiação ocorre tradicionalmente, exibiram também a gravação do pedido de perdão da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, aos mortos, desaparecidos e torturados do regime militar, estendendo o gesto aos familiares, durante o ato da Sé..

“Neste ano, a cerimônia adquire um significado ainda mais profundo. São 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog, o meu pai, no quartel do DOI-Codi [Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna, ligado ao Exército Brasileiro]. Meio século depois, o Brasil segue aprendendo, dia após dia, que não há futuro sem memória, democracia sólida sem justiça, liberdade possível sem a coragem de enfrentar as verdades mais duras da nossa história”, disse o filho de Herzog, Ivo.

“O nome do meu pai tornou-se sinônimo de resistência e esse prêmio que carrega e embala a sua memória é um tributo vivo a todos que não se calam, muitas vezes sacrificando suas próprias vidas”, acrescentou.

Extraordinariamente, nesta edição do prêmio, a comissão organizadora instituiu nova categoria para reconhecer produções focadas na defesa da democracia, com o objetivo destacar pautas que tratam da política nacional, de ataques ao Estado Democrático de Direito e formas com que as instituições brasileiras, em todas as esferas, estão atuando na defesa de democracia.

Na nova categoria, foram agraciadas como vencedoras as reportagens Os kids pretos: O papel da elite de combate do Exército nas maquinações golpistas, do jornalista Allan de Abreu, publicada na Revista Piauí; e o documentário 8/1 – A democracia resiste, de Henrique Picarelli e equipe, transmitido pela GloboNews. Todos os conteúdos agraciados podem ser acessados no site da premiação

O programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), recebeu menção honrosa na categoria “Produção Jornalística em Vídeo”. O episódio “Mães de Luta” aborda a busca por justiça, memória e reparação pelas mulheres que perderam filhos, irmãos, sobrinhos ou netos em casos de violência policial. 

Equipe da TV Brasil recebe Menção Honrosa no 47º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos – Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

Confira todos os premiados na 47ª edição do prêmio:

Categoria Arte

Vencedor: Diogo Braga

“Racismo Ambiental: A outra emergência”

Defensoria Pública do Estado do Ceará | Fortaleza/CE

Fotografia

Vencedora: Márcia Foletto

“Antes Que Ela Veja”

Jornal O Globo | Rio de Janeiro/RJ

Áudio

Vencedor: Vinicius Sassine e equipe

Raphael Concli, Daniel Castro, Gustavo Simon, Magê Flores

“Dois Mundos” – 1º episódio

Folha de S. Paulo | Belém/PA

Menção Honrosa: Igor Mello e equipe

Juliana Dal Piva, Cristiano Botafogo, Camila Mercatelli, Paula Villar, Gabriela Varella, Elenilce Bottari, Eder Ribeiro, Fred Lopes, Stela Nesrine, Amon Medrado – Trilhas sonoras, João Brizzi

“Projeto de Poder” – 4º episódio

ICL Notícias | Rio de Janeiro/RJ

Multimídia

Vencedor: Artur Rodrigues e equipe

Renan Porto, Fabio Leite, Rodrigo Freitas, Lilian Tahan, Otto Valle, Márcia Delgado, Olivia Meireles, Érica Montenegro, Juliana Garcês, Gui Primola, Lygia Lyra, Gabriel Lucas, Michael Melo, Italo Ridney, Caio Sales, Saulo Marques

“A Política da Bala”

Metrópoles | São Paulo/SP

Menção honrosa: Daniel Camargos e equipe

Fernando Martinho, Diego Junqueira, Paula Bianchi, Bruna Damin, Débora de Maio, Beatriz Vitória, Carlos Juliano Barros

“Ogronegócio: milícia e golpismo na Amazônia”

Repórter Brasil | Belo Horizonte/MG

Texto

Vencedora: Isabel Harari e equipe

Carlos Juliano Barros

“Trabalho infantil na indústria tech”

Repórter Brasil | São Paulo/SP

Menção honrosa: Angélica Santa Cruz

“Sorriso: Uma Biografia / Como uma mulher risonha e sem palavras virou um fato social total”

revista piauí | São Paulo/SP

Vídeo

Vencedora: Iolanda Depizzol, Nina Fideles e equipe

Vitor Shimomura, Camila Aguiar, Beatriz Drague Ramos, Gabriela Moncau, Gabriela Peres, Marco Antônio Vieira, Mãos Tagarelas, Isabela Gaia, Tatiana Solimeo, Cibele Lima, Carolina Apple, Monyse Ravena, Bruno Amorim, Igor Dutra, Jéssica Antunes

“Território em Fluxo”

Brasil de Fato | São Paulo/SP

Menção honrosa: Ana Passos e equipe

Vitor Gagliardo, Gabriel Penchel, Marcio de Andrade, Eric Gusmão, Caroline Ramos, Aleixo Leite, Wagner Maia, Maurício Azevedo

Mães de luta

TV Brasil – EBC | Rio de Janeiro/RJ

Livro-reportagem

Vencedor: Sérgio Ramalho

“Decaído”

Matrix Editora | Rio de Janeiro/RJ

Categoria Extra – Defesa da Democracia

Allan de Abreu

Os kids pretos: O papel da elite de combate do Exército nas maquinações golpistas

revista piauí

Henrique Picarelli e equipe

8/1 – A democracia resiste

GloboNews