Câmara aumenta penas para crimes como extorsão e escudo humano

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21) o projeto de Lei (PL) 4500/25, que altera o Código Penal para aumentar as penas para crimes praticados por organizações criminosas. Entre eles está o de extorsão e o de escudo humano. O texto segue para o Senado.

No caso do crime de extorsão, ele ocorre quando membros de organizações criminosas obrigam ou constrangem a população a adquirir bens e serviços essenciais, em que se exige vantagem financeira para o exercício de atividade econômica ou política, ou quando se cobra pela livre circulação. A pena prevista passa a ser de oito a 15 anos de prisão e multa.

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Em relação ao crime de escudo humano, o projeto diz que a prática de utilizar pessoas como escudo, em ação criminosa, para assegurar a prática de outro crime. A pena prevista é de seis a 12 anos. A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada contra duas ou mais pessoas, ou quando praticada por organização criminosa.

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública  (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), mapearam a atuação de 88 organizações criminosas no país nos últimos três anos. Desse total, 46 operam no Nordeste; 24, no Sul; 18, no Sudeste; 14, no Norte; e 10, no Centro-Oeste.

Segundo o relator do projeto, Coronel Ulysses (União-AC), estimativas indicam que entre 50,6 e 61,6 milhões de brasileiros, o que corresponde a cerca de 26% da população do país, estão submetidos à chamada governança criminal. 

“O projeto de Lei surge como resposta à necessidade de se fornecerem instrumentos jurídicos mais eficazes e penas mais severas para coibir a escalada de violência e o domínio territorial imposto por facções criminosas, que desafiam o Estado e aterrorizam a população”, argumentou.

Prisão preventiva

Os deputados aprovaram ainda o projeto de lei (PL) 226/2024, que trata da conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva nos casos de flagrante. Pelo texto, a conversão deverá a aferição da periculosidade do agente e se ela é geradora de riscos à ordem pública. 

Essa aferição deverá ser tomada a partir da consideração de reiteração do delito, levar em consideração o uso reiterado de violência ou grave ameaça à pessoa ou quanto à premeditação do agente para a prática delituosa; a participação em organização criminosa; a natureza, a quantidade e a variedade de drogas, armas ou munições apreendidas.

Segundo o relator do projeto, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-CE), a medida visa evitar que a prisão preventiva seja feita com base em alegações de gravidade abstrata do delito, devendo ser concretamente demonstrados a periculosidade do agente e seu risco à ordem pública.

“Queremos diminuir a margem para aquelas interpretações abstratas, para aquele magistrado rigoroso em vez de uma prisão em flagrante, mas já decreta a prisão preventiva, que naturalmente, impõe à pessoa que foi punida com essa determinação toda uma dificuldade adicional”, observou.

O projeto também trata da coleta de material biológico para obtenção e armazenamento do perfil genético do custodiado em um banco de dados, quando houver prisão em flagrante por crime contra a liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável, ou de agente que integre organização criminosa que utilize ou tenha à sua disposição armas de fogo.

Segundo o relator, a coleta não será feita de maneira indiscriminada. Pelo projeto, a coleta deverá ser feita, preferencialmente, na própria audiência de custódia ou no prazo de 10 dias, contado de sua realização. Além disso, a coleta será realizada por agente público treinado e respeitará os procedimentos de cadeia de custódia definidos pela legislação em vigor e complementados pelo órgão de perícia oficial de natureza criminal.

“Essa inovação não determina a coleta de material biológico de forma indiscriminada, mas sim apenas em hipóteses de gravidade extrema que justificam o uso desse instrumento por seu potencial de impacto social e risco. Ao restringir a coleta à prática de crimes hediondos ou de organização criminosa armada, preserva-se a proporcionalidade, evitando recrudescimentos desnecessários no tratamento jurídico de crimes menos graves”, argumentou.

Moraes pede vista e suspende julgamento sobre desoneração no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu nesta terça-feira (21) o julgamento sobre constitucionalidade da lei aprovada pelo Congresso em 2023 para garantir a desoneração de impostos sobre a folha de pagamento de 17 setores da economia e de determinados municípios até 2027.

O julgamento virtual foi iniciado na sexta-feira (17) e já contava com placar de 3 votos a 0 para manter acordo entre o Congresso e o governo federal para estabelecer a compensação pelas perdas com a desoneração e permitir a reoneração gradual dos setores a partir deste ano.

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Os votos foram proferidos pelo relator, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Gilmar Mendes.

O julgamento trata do mérito da ação na qual o governo federal havia contestado a legalidade da desoneração sem a indicação de compensações financeiras da União pela concessão dos benefícios.

Segundo Zanin, o Congresso não indicou o impacto financeiro da desoneração. O ministro citou que a Constituição obriga a indicação da estimativa de impacto financeiro nos casos de propostas legislativas que criem despesas ou renúncia de receita.

Contudo, o ministro deixou de declarar a nulidade da lei aprovada pelo Congresso e manteve o acordo com o governo federal.

Não há prazo para retomada do julgamento.

 

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 85 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.930 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (21). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 85 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 01 – 11 – 13 – 14 – 36 – 45

  • 70 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 40.435,71 cada
  • 5.175 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 901,57 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (23), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Fux pede para participar de próximos julgamentos da trama golpista

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (21) para participar dos próximos julgamentos das ações penais sobre a trama golpista ocorrida no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O pedido foi feito ao ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma da Corte, após o colegiado condenar os réus do Núcleo 4, grupo acusado de gerar desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral.

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Fux já faz parte da Primeira Turma, mas solicitou mudança para a Segunda Turma.

Contudo, o ministro quer participar dos demais julgamentos marcados pelo colegiado, entre eles, o julgamento do Núcleo 3, marcado para 11 de novembro, e do Núcleo 2, que será julgado a partir de 9 de dezembro. 

O ministro afirmou que o regimento interno do Supremo é omisso sobre a questão.

“Tenho várias vinculações de processos na Primeira Turma. Queria me colocar à disposição, porque o regimento é omisso, de participar de todos os julgamentos que Vossa Excelência já designou em prol da própria Justiça”, afirmou.

Em reposta a Fux, Flavio Dino disse que vai consultar o presidente do STF, Edson Fachin, sobre a possibilidade levantada pelo ministro. “Não me sinto autorizado para arbitrar essa questão”, disse. 

Fachin já analisa o pedido de Fux para mudar para a Segunda Turma, composta pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. 

A vaga foi aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Se estivesse permanecido na Corte, Barroso deveria ocupar uma vaga nesse colegiado.

Com a decisão de Fux, a Primeira Turma poderá ficar somente com quatro integrantes. A quinta vaga seria ocupada somente após a nomeação de um novo ministro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga de Barroso.

 

Guia auxilia adolescentes a fazerem uso seguro da internet

Para ajudar os adolescentes a navegar com mais segurança na internet, o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), entidade vinculada ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lançou nesta terça-feira (21) o guia Internet com Responsa Só para Adolescentes: Proteção no Uso da Internet.

O guia foi produzido após conversas com adolescentes de todas as regiões do Brasil e foi apresentado na tarde de hoje (21) durante o 10º Simpósio de Crianças e Adolescentes na Internet, que termina amanhã (22) na capital paulista.

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O material está disponível gratuitamente na internet e fornece dicas para incentivar os jovens a navegarem de forma segura, crítica e equilibrada no ambiente online, tratando de assuntos importantes como privacidade, desinformação, saúde mental, inteligência artificial e cyberbullying.

“Esse é um projeto que representa para a gente esse avanço na conscientização e na proteção de adolescentes no ambiente digital e também uma ferramenta muito poderosa para educar, orientar e ponderar os próprios adolescentes para esse uso seguro responsável das tecnologias”, disse Mariana Venâncio, advogada do NIC.br.

Para a elaboração da cartilha, foram feitas escutas com crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos, explicou a diretora de Projetos da Rede Conhecimento Social, Harika Merisse Maia. “Foi muita coragem do NIC.br de se abrir para crianças e adolescentes falarem”, disse ela, durante o evento. “Geralmente fazemos poucas perguntas para as crianças. Mas foi muito legal escutá-las e trazer isso para o guia”, completou.

Durante essa conversa com as crianças e adolescentes, contou Harika, foi possível perceber dados interessantes como o fato de que meninos e meninas entre 9 e 11 anos costumam usar o celular por meio das contas dos pais para poderem jogar de forma offline ou para assistirem a vídeos. Já os adolescentes de 12 a 17 anos usam o aparelho para fazerem compras, acessarem as redes sociais e até mesmo para fazerem apostas. “Os jogos são a principal porta de entrada para as redes sociais e para a internet como um todo. E, quando se fala de adolescentes, eles estão muito mais expostos a conteúdos que não são adequados como, por exemplo, jogos de azar.”

Segundo a diretora, durante essa escuta com crianças e adolescentes, os próprios entrevistados apontaram recomendações sobre como fazer o uso seguro da internet.

“Temos uma lista de sete recomendações para garantir um ambiente digital mais seguro para crianças e adolescentes, que vieram deles. Entre essas recomendações está a definição de um tempo limite para uso da internet. Eles mesmo estão pedindo limite. E isso vem aparecendo em várias pesquisas que temos feito. Eles também não se importam de o pai e de a mãe saberem o que eles estão fazendo. O problema é eles sentirem que a privacidade foi, de alguma forma, ultrapassada”, explicou Harika.

As demais recomendações feitas por esses adolescentes citam a necessidade de acompanhamento e orientação conforme a faixa etária, o estabelecimento de regras de maneira dialogada, exemplos de uso inadequado e suas consequências, a garantia de um espaço seguro para que possam pedir ajuda e orientação e a proposição de mais atividades interativas fora das telas.

Governo prorroga prazo para georreferenciamento de imóveis rurais

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, editou nesta terça-feira (21) um decreto que amplia em quatro anos, até outubro de 2029, o prazo limite para a exigência de certificação de georreferenciamento dos imóveis rurais que são objeto de transferência. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

“Assinei o decreto porque esta semana venceria o prazo para o georreferenciamento das propriedades rurais. Isso dá um prazo mais longo para que todos possam se adequar à lei e promover o georreferenciamento”, disse Alckmin a jornalistas. 

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Ao longo dos próximos dias, Alckmin exerce a Presidência enquanto o presidente Lula cumpre viagem oficial ao Sudeste Asiático.  

O georreferenciamento é o processo de mapeamento técnico que define a localização, os limites e a dimensão de um imóvel rural por meio de coordenadas geográficas. Para isso, utilizam-se técnicas de levantamento topográfico, como GPS de alta precisão, drones ou até imagens de satélite.

A exigência de georreferenciamento por lei garante a exatidão dos limites de cada terreno e evita sobreposições com outras propriedades. O procedimento é necessário para transações como venda e doação, acesso a crédito rural e para fins de registro e regularização.

A extensão do prazo de adequação foi proposta pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em função das dificuldades que os proprietários de imóveis rurais, em especial os pequenos, relataram estar enfrentando para se adequar, em razão dos elevados custos e da complexidade técnica do processo de certificação.

Com a decisão, o georreferenciamento nas hipóteses de desmembramento, parcelamento, remembramento ou qualquer situação de transferência de imóveis agora só será exigido a partir de 21 de novembro de 2029. Ao unificar o prazo, os proprietários de imóveis rurais de quaisquer dimensões terão mais prazo para planejar e efetivar a medida.

Câmara aprova validade permanente para laudo de diabetes tipo 1

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (21) projeto de Lei (PL) que concede validade por prazo indeterminado ao laudo de diabetes tipo 1. O diabetes tipo 1 (mellitus tipo 1 – DM1) tem  origem hereditária e não pode ser revertido, por isso o acesso aos medicamentos não precisam de laudos renovados periodicamente. O texto será enviado ao Senado.

Os deputados aprovaram um texto substitutivo ao PL 3472/23, de autoria do deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO). O relator, deputado Max Lemos (PDT-RJ), disse que fez pequenos ajustes de técnica legislativa. Pelo projeto de lei, o documento poderá ser emitido por médico da rede pública ou privada, seguindo as exigências legais já vigentes.

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“Considerando que o DM1 é uma condição crônica e irreversível, não há justificativa para a exigência de renovações periódicas do laudo apenas para fins burocráticos”, afirmou. “A proposta contribui para a redução de custos e de demandas desnecessárias no sistema de saúde, além de agilizar processos administrativos em diversas áreas, como saúde, educação, previdência assistência social, garantindo mais dignidade e menos transtornos aos pacientes”, completou.

A mudança ocorre na lei de 2006 que determinou ao Sistema Único de Saúde (SUS) a distribuição gratuita de insulina e de insumos para controle da glicemia.

“O laudo médico que ateste o diagnóstico confirmado de diabetes mellitus tipo 1 (DM1) tem validade indeterminada, independentemente de ter sido emitido por profissional da rede de saúde pública ou de saúde privada”, diz o texto aprovado.
 

Linguagem simples

Os deputados aprovaram ainda o projeto de Lei (PL) 6256/2019 que institui a Política Nacional de Linguagem Simples nos órgãos e entidades da administração pública direta e indireta.

Pela proposta, os órgãos da administração pública direta e indireta deverão adotar nas suas comunicações procedimentos para a transmissão clara e objetiva de informações, com técnicas de linguagem simples na redação de textos dirigidos, de modo que as palavras, a estrutura e o leiaute da mensagem permitam ao cidadão facilmente encontrar a informação, compreendê-la e usá-la.

Entre os procedimentos estão a adoção da redação de frases em ordem direta, frases curtas; o uso palavras comuns, de fácil compreensão; o uso de sinônimos de termos técnicos e de jargões ou explicá-los no próprio texto; evitar a utilização de palavras estrangeiras que não sejam de uso corrente e não usar termos pejorativos, entre outros. O texto segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


 

 

STF define pena dos condenados do núcleo de desinformação do golpe

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta terça-feira (21) as penas dos sete réus do Núcleo 4 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais cedo, por 4 votos a 1, a maioria dos ministros do colegiado concordou com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e condenou os acusados. O colegiado entendeu que os réus promoveram ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022.

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Confira a pena dos réus:
  • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército) – 17 anos de prisão em regime fechado;
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército) – 15 anos e seis meses de prisão em regime fechado;
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) – 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado; 
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército) – 14 anos de prisão em regime fechado;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército)  – 13 anos de prisão em regime fechado;
  • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército) – 13 anos e seis meses de prisão em regime fechado;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal) – 7 anos e seis meses em regime semiaberto. 

Os réus foram condenados pelos crimes de pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. 

Carlos Carlos Cesar Moretzsohn foi o único condenado somente por dois crimes: organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

Os acusados não serão presos automaticamente porque as defesas podem recorrer da condenação.

Indenização 

Em função da condenação, os apenados também deverão pagar R$ 30 milhões de forma solidaria pelos prejuízos causados pela depredação dos prédios públicos durante os atos golpistas de 8 de janeiro. O valor será dividido com os demais condenados pela trama golpista.  Além disso, eles ficam inelegíveis pelo prazo de oito anos após o cumprimento da pena. 

Os militares deverão ser julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM) em uma ação para perda do oficialato. 

Outros núcleos 

Até o momento, o STF já condenou 15 réus pela trama golpista. Além dos sete condenados hoje, a Corte já apenou mais oito acusados, que pertencem ao Núcleo 1, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. 

O julgamento do núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O grupo 2 será julgado a partir de 9 de dezembro. 

O núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos e não apresentou defesa no processo.  Ainda não há previsão para o julgamento. 

Agência Brasil e jornalistas da EBC recebem prêmio na área de economia

A Agência Brasil e dois jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ficaram entre os escolhidos do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, anunciado nesta terça-feira (21). 

Edgard Matsuki, da Radioagência Nacional, e Wellton Máximo, da Agência Brasil, serão homenageados na categoria Top50 Jornalistas +Admirados da área. Já a Agência Brasil ficou entre as três agências de notícias mais admiradas do país, ao lado da Reuters e da Agência Estado.

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“É um motivo de orgulho que o trabalho da Agência e também de funcionários da Agência e da Radioagência sejam reconhecidos por seus pares, passando a integrar essa lista”, comemora a diretora de Jornalismo da EBC, Cidinha Matos.

Para Edgard Matsuki, a conquista é um reconhecimento do papel da EBC na comunicação pública. 

“Conseguir conquistar um prêmio desse porte é mais um reconhecimento não só do trabalho pessoal no Tira-Dúvidas do IR como também do papel da EBC, no sentido de trazer conteúdos que educam e ensinam. Também é uma vitória da Radioagência Nacional, do jornalismo da EBC e da empresa como um todo”, celebra.

Experiente repórter de Economia da Agência Brasil, Wellton Máximo figura na lista pela primeira vez em 10 edições do Prêmio e reforça a importância de olhar para o cidadão. 

“Esta não é uma vitória individual, mas sobretudo o reconhecimento da comunicação pública em explicar e traduzir a macroeconomia para o leitor. Há 18 anos, essa tem sido minha rotina no Ministério da Fazenda, sempre norteado no interesse da notícia para o cidadão”, explica.

 

Os jornalistas da EBC Edgard Matsuki (E) e Wellton Maximo serão homenageados na categoria Top50 Jornalistas +Admirados da área. Foto: Joédson Alves e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor-presidente da empresa, Andre Basbaum, também comemorou as homenagens e sublinhou que elas “são um  sinal de que estamos no caminho certo de valorização do jornalismo público”. 

“Somos uma empresa pública de comunicação que tem no jornalismo uma ferramenta essencial de busca da verdade e combate à desinformação, contribuindo para o fortalecimento da democracia no Brasil”, afirma.

A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 24 de novembro, em São Paulo, em um evento que promete reunir os principais nomes da imprensa brasileira e celebrar o trabalho dos profissionais que se destacaram durante o ano. Além da entrega de certificados para os homenageados, serão anunciados os mais votados das 14 categorias temáticas e os Top 10 +Admirados Jornalistas do Ano, incluindo o campeão ou campeã geral.

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Sobre o Prêmio

O Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças chega à sua 10ª edição como uma das principais premiações do jornalismo brasileiro, reconhecendo a excelência da imprensa no tratamento de assuntos que impactam diretamente a vida da população.

Faculdade pública em SP seleciona alunos para carreira científica

A Ilum Escola de Ciência, faculdade pública vinculada ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), está com inscrições abertas para seu processo seletivo gratuito. A instituição tem uma proposta pedagógica inovadora e oferece 40 vagas anuais no curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia, metade delas reservada para estudantes provenientes de escolas públicas.

Todos os alunos têm direito à moradia, alimentação e transporte, também gratuitos, além de receber outros benefícios, como aulas de inglês e apoio psicológico, e um notebook, para realizar as atividades do curso.

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Um dos grandes diferenciais do curso é a proposta interdisciplinar, desenvolvida ao longo de três anos de aulas em período integral. Os alunos participam de aulas teóricas e práticas, em disciplinas como Química, Física, Matemática, Biologia, Inteligência Artificial, Empreendedorismo e Humanidades.

Os estudantes também podem acessar os laboratórios do CNPEM, considerado um dos principais centros de pesquisa do país, que abriga, por exemplo, o acelerador de partículas Sirius. O objetivo do curso é preparar os jovens tanto para a carreira acadêmica quanto para atuar em instituições públicas e privadas de pesquisas ou ainda em empresas de alta tecnologia.

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Processo Seletivo

Os interessados têm até o dia 15 de dezembro para se inscrever no processo seletivo, por meio do site da escola. No formulário, é preciso anexar uma carta, em que o candidato deve falar sobre suas experiências de vida e sobre o que o motivou a participar do processo.

A primeira seleção é feita a partir da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): os 250 inscritos com as melhores pontuações seguem para a etapa de entrevistas individuais, que serão feitas de forma remota em janeiro de 2026. A primeira lista de aprovados está prevista para ser divulgada no mesmo mês.

STF reabre sessão que pode condenar réus do Núcleo 4 da trama golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou há pouco a votação que pode condenar sete réus do Núcleo 4 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A sessão é transmitida pela TV Justiça.

Pela manhã, o relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Cristiano Zanin votaram pela condenação dos acusados, formando placar de 2 votos a 0.

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O ministro Luiz Fux profere seu voto neste momento. Faltam as manifestações de Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Fazem parte deste núcleo os seguintes investigados: Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

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O grupo é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022.

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Os acusados que forem condenados pelo STF não serão presos automaticamente. As defesas poderão recorrer da eventual condenação.

PC-SP cumpre mandados em postos ligados a organizações criminosas

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (21) pela Polícia Civil do Estado de São Paulo contra uma organização criminosa que atua na adulteração de combustível e lavagem dinheiro em postos de gasolina. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Santos, Praia Grande e Araraquara.

Trata-se de um desdobramento da Operação Carbono Oculto, uma investigação da 3ª Divisão de Investigação sobre Crimes contra a Administração e Combate à Lavagem de Dinheiro (Dicca).

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Desde agosto, a operação investiga um esquema bilionário do crime organizado no setor de combustíveis.

Segundo a polícia, em um dos postos foi constatada adulteração no combustível, além de fraude volumétrica, com bombas que dispensam menos combustível do que o indicado no visor.

A vistoria contou com apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e da Secretaria da Fazenda.

Segundo o delegado Tiago Fernando Correia, responsável pela operação, o objetivo atual é investigar postos de combustíveis ligados a um familiar do principal alvo da Operação Carbono Oculto.

“Estamos analisando esses postos para saber se estão em condições adequadas para o consumo, se há sonegação fiscal e descobrir quem são os sócios ocultos com envolvimento nesse esquema criminoso”, disse.

Para a ação, que segue em andamento, foram mobilizados 32 policiais civis, além de equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara. Os casos serão registrados na 3ª Dicca, do DPPC.

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Operações criminosas

Desde agosto, as autoridades responsáveis identificaram mais de 300 postos de combustíveis com irregularidades em vários processos de produção e distribuição.

Uma das fraudes apontadas era a importação ilícita do metanol. Segundo o Ministério Público, o produto não era entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais.

O metanol, que chega ao Brasil pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, era transportado clandestinamente para outro destino. Também era utilizado para adulterar combustíveis, o que representa risco para motoristas, pedestres e para o meio ambiente, pelo caráter inflamável e tóxico do produto.

Há também indícios de que os investigados fraudavam o pagamento das redes de combustíveis. A Polícia Civil aponta que os criminosos simulavam a compra dos espaços, mas não pagavam os proprietários. Ameaças de mortes eram feitas aos cobradores.

Os lucros eram distribuídos por uma grande rede de pessoas, instituições de pagamento e fundos de investimento, a fim de ocultar os verdadeiros beneficiários do esquema.

Os criminosos também utilizavam fintechs para dificultar o rastreamento dos recursos.

*Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

 

Golpe: Zanin vota e soma 2 votos para condenar núcleo de desinformação

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu na íntegra o voto do relator, Alexandre de Moraes, e também votou nesta terça-feira (21) pela condenação dos sete réus do núcleo de desinformação da trama golpista que tentou manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, apesar de derrota eleitoral. 

A Primeira Turma do Supremo continua, nesta terça, a julgar o núcleo 4 da trama, que foi apelidado de núcleo da desinformação. Segundo a acusação, os sete integrantes desse grupo atuaram para disseminar informações falsas contra o processo eleitoral, além de monitorar e coordenar ataques contra adversários políticos. 

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Zanin disse haver “clara divisão de tarefas” que caracterizaram a organização criminosa, cujo objetivo era a “deposição do governo legitimamente eleito”. A seu ver, esse núcleo de réus deu “contribuição efetiva na construção de uma realidade distorcida”, de modo a viabilizar a instigação de atos violentos por apoiadores. 

O ministro concordou ainda com Moraes ao absolver o engenheiro Carlos Cesar Rocha dos crimes de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado, condenando-o apenas por integrar organização criminosa e atentar contra o Estado Democrático de Direito. 

Para Zanin, há “dúvida razoável” de que Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, sabia estar contribuindo para um golpe no momento em que avalizou um relatório com informações falsas sobre a urna eletrônica. 

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Denúncia

Segundo a acusação, integrantes do núcleo 4 montaram, por exemplo, uma espécie de “Abin paralela”, que utilizava a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários do grupo criminoso e produzir informações falsas que pudessem ser exploradas por outros integrantes da organização criminosa. 

Outro ponto central da denúncia diz respeito a uma campanha de difamação e ataques virtuais contra os comandantes do Exército e da Aeronáutica em 2022, com o objetivo de pressioná-los a aderir aos planos golpistas. 

Integrantes do núcleo 4 também foram acusados de produzir e divulgar um relatório com informações falsas com supostas falhas em urnas eletrônicas. O documento serviu como base de uma ação eleitoral aberta pelo PL, partido de Bolsonaro, questionando o resultado das eleições de 2022. “Uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral já recebeu”, comentou Moraes. 

Sessão

O julgamento do núcleo 4 teve início na terça passada, quando Moraes leu o relatório detalhando a tramitação do caso e se manifestaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet e os advogados dos réus. 

Nesta terça, os ministros começaram a votar. Por ser o relator, Moraes votou primeiro, seguido por Cristiano Zanin. Após breve intervalo para almoço, a análise deve seguir com o voto de Luiz Fux, depois Cármen Lúcia e Flávio Dino, que vota por último por ser presidente da Primeira Turma. 

Réus

Fazem parte deste núcleo 4: 

Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); 

Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); 

Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); 

Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); 

Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); 

Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e 

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal). 

Todos os sete respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em geral, as defesas afirmaram, em alegações finais por escrito, que a PGR não conseguiu individualizar as condutas de cada réu nem apresentou provas cabais dos crimes, sendo o processo composto apenas por indícios e suposições, numa narrativa genérica. 

Tais alegações foram reforçadas pelos advogados da tribuna da sala de audiências, em que cada defensor teve até uma hora para argumentar em favor de seus clientes. 

Núcleos 

O julgamento do golpe de Estado foi dividido pela PGR, com aval do Supremo, em diversos núcleos, agrupados de acordo com seu papel dentro da organização criminosa. 

Como integrante do núcleo 1, ou “crucial”, o próprio Bolsonaro já foi condenado pela Primeira Turma do Supremo como líder da organização criminosa. Outras seis pessoas também foram condenadas no mesmo julgamento. 

Além do núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3. O julgamento do núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O grupo 2 será julgado em dezembro. 

 

Temperatura em São Paulo cai para 10ºC e bate novo recorde em outubro

Em plena primavera, a cidade de São Paulo bateu um novo recorde de frio na manhã desta terça-feira (21), com 10,8ºC. É a temperatura mais baixa para o mês de outubro desde 2014, superando a marca anterior para o mesmo mês – 11,2ºC – , registrada na segunda (20).

Segundo a Defesa Civil, a queda nos termômetros ocorre devido a uma forte massa de ar polar associada à passagem de uma frente fria.

Frio causa alerta

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Com esta situação, o estado de São Paulo mantém o alerta de frio intenso e a operação Abrigo Solidário, na qual a população vulnerável é acolhida temporariamente. Neste programa, as pessoas recebem refeições e têm camas e cobertores, inclusive para seus animais de estimação.

Ao longo desta terça-feira, o tempo permanece estável e há predomínio do sol por todo o estado paulista. A região metropolitana de São Paulo terá temperaturas entre 16ºC e 22ºC. Outras regiões do estado ficarão entre 24ºC e 33ºC.

 

Boulos diz que colocará governo na rua, ouvindo demandas populares

O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, usou as redes sociais para agradecer o convite para ocupar o cargo no Executivo. Eleito deputado federal pelo PSOL de São Paulo com mais de 1 milhão de votos, Boulos disse que a missão dele agora será a de “ajudar a colocar o governo na rua”, ouvindo as demandas populares.

Agradeço ao presidente Lula pelo convite para ser ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Minha principal missão será ajudar a colocar o governo na rua, levando as realizações e ouvindo as demandas populares em todos os estados do Brasil”, postou o novo ministro.

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“Minha grande escola de vida e de luta foi o movimento social brasileiro e levarei esse aprendizado agora ao Planalto. Presidente, sua confiança será honrada com muito trabalho”, acrescentou. Boulos ocupa o cargo no lugar de Márcio Macêdo.

À frente da Secretaria-Geral da Presidência da República, ele terá como função principal auxiliar o presidente em suas atribuições, articulando e dialogando com a sociedade civil – em especial os movimentos sociais, as organizações não governamentias (ONGs), entidades de classe e a juventude.

Biografia

Boulos tem 43 anos e uma trajetória política voltada ao ativismo urbano. No novo cargo, terá como desafios a articulação política entre o  Palácio do Planalto, os movimentos sociais e a sociedade civil.

O novo ministro nasceu em São Paulo, mais precisamente na região de Pinheiros, no dia 19 de junho de 1982. É o filho caçula dos médicos infectologistas e professores universitários Maria Ivete e Marcos Guilherme Boulos.

Seus primeiros anos de estudo foram em escolas particulares quando, no ensino médio, pediu aos pais que o transferissem para uma escola pública.

O interesse pela política acabou levando-o a ingressar no movimento estudantil, aos 15 anos.

Na Escola Estadual Fernão Dias Paes, criou um grêmio estudantil, participou de protestos contra a direção e fez trabalhos de alfabetização de jovens e adultos em comunidades da capital.

Ingressou no curso de filosofia da USP em 2000. Especializou-se em psicologia clínica pela PUC e se tornou mestre em psiquiatria pela USP. Na vida profissional, foi também professor da rede pública e escritor, tendo publicado os livros “Por que ocupamos?”; “De que lado você está?“; e “Sem Medo do Futuro“.

Movimento social e política

Aos 19 anos, Boulos foi morar em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) – grupo do qual viria a se tornar uma liderança, dedicando-se por décadas à luta por moradia digna e reforma urbana. Foi ali que conheceu sua companheira, Natália Szermeta, com quem teve duas filhas: Sofia e Laura.

Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ganhou notoriedade nacional quando foi candidato à Presidência da República em 2018, com apenas 35 anos. Concorreu por duas vezes à prefeitura de São Paulo, em 2020 e 2024.

Foi eleito deputado federal em 2022, com mais de 1 milhão de votos, tornando-se não apenas o candidato mais votado do estado, mas o segundo mais votado de todo o país.

Polícia de São Paulo combate tráfico de drogas

A Polícia Civil está nas ruas de São Paulo, na manhã desta terça-feira (21), com a Operação Auditoria, para combater criminosos que comandam mais de 80 pontos de tráfico de drogas. Os agentes atuam na capital e também em cidades da região metropolitana como Guarulhos, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Mogi das Cruzes. São 240 policiais cumprindo 38 mandados de prisão e 110 de busca e apreensão.

Segundo comunicado oficial, há pontos de tráfico em que são registrados ganhos superiores a R$ 700 mil em uma semana.

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A rede criminosa tem cargos administrativos que cadastra novos membros, fiscaliza e pune aqueles que descumprem regras.

Até o momento, foram presas 16 pessoas e também houve a apreensão de drogas, celulares, dinheiro, documentos e cadernos com anotações sobre as atividades da facção.

Receptação

Numa ação na tarde dessa segunda-feira (20), a Polícia Civil prendeu em flagrante três homens pelos crimes de receptação e associação criminosa na zona leste da capital paulista.

Após investigação de policiais do 30º DP, foram identificados estabelecimentos comerciais na Vila Paranaguá onde havia a adulteração de módulos e receptação de carros roubados.

Três criminosos foram presos em flagrante. Com eles, foram apreendidos celulares, aparelhos eletrônicos e módulos veiculares de automóveis roubados ou furtados. Os suspeitos foram encaminhados a uma delegacia.

Policial de Minas atira em operários e fica em prisão domiciliar

O investigador da Polícia Civil de Minas Gerais Fernando Augusto Diniz, de 37 anos, preso em flagrante na última sexta-feira (17) após atirar com um fuzil contra três trabalhadores de uma obra em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, ficará em prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, por decisão da justiça.

Ele passou por audiência de custódia e o juiz Marco Paulo Calazans converteu a prisão em flagrante em domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, após pedido da defesa. Os advogados argumentaram que o policial tem uma doença e que precisa de tratamento.

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Na audiência, a defesa alegou que o preso tem “uma pequena lesão expansiva intramedular, sugerindo glioma bem diferenciado”.

Acrescentou que o sistema prisional não conta com serviço médico assistencial na própria sede, além de serem precárias as condições de encaminhamento a Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em situações de urgência.

O policial invadiu a obra com um fuzil 556, considerada arma de guerra, e mandou que três trabalhadores – de 32, 34 e 57 anos – deitassem no chão e atirou em seguida. Dois foram baleados e levados ao Hospital Municipal de Contagem. Eles contaram à polícia que conseguiram correr mesmo feridos e pediram socorro à Polícia Militar.

Um terceiro homem foi ferido de raspão na altura da cintura, mas não houve necessidade de socorro médico. Uma perícia técnica realizada no local da obra encontrou um cartucho de fuzil calibre 556.

Motivo

O pai do policial civil Fernando Augusto Diniz mora ao lado do canteiro de obras e tinha registrado boletim de ocorrência na delegacia contra a empreiteira. Segundo ele, que não foi identificado, a construtora praticava atos irregulares, embora a polícia não tenha especificado quais. As investigações apuram se um conflito entre vizinhos teria motivado o ataque armado.

O investigador Fernando Diniz tem 17 mil seguidores em uma rede social e se apresenta como criador de conteúdo digital. Ele diz que é formado em Direito e tem especialidade em segurança pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Também se apresenta como integrante da Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio (Puma) da polícia civil mineira. Em seu perfil, compartilha versículos bíblicos no Instagram. 

Defensoria pede R$ 759 mil em ação contra shopping de SP por racismo

A Defensoria Pública de São Paulo ajuizou uma ação para garantir reparação a um adolescente negro que foi alvo de racismo no Shopping Pátio Higienópolis, na capital paulista, em meados de abril. O órgão pede R$ 759 mil de indenização por danos morais.

A Defensoria pede ainda que o shopping e a empresa terceirizada envolvida, para a qual trabalhava a funcionária autora do crime, ofereçam ao adolescente acompanhamento médico e psicológico gratuito.

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Há a exigência de que o psicoterapeuta tenha formação antirracista e o atenda o jovem pelo tempo necessário para sua recuperação. 

O órgão também quer a concessão de uma bolsa permanente, somada a uma quantia que cubra despesas com alimentação, transporte, reforço escolar e apoio para atividades esportivas.

No processo, exige também uma retratação formal, que deverá ser publicada no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação.

À época, o aluno defendido na ação era bolsista do Colégio Equipe. Uma semana após o caso, estudantes e professores da instituição realizaram um protesto no shopping uma semana após a ocorrência.

Entenda

Ele e um colega, ambos negros, foram discriminados por uma funcionária terceirizada, integrante da equipe de segurança do centro comercial, que fica localizado em um bairro nobre da cidade. A mulher questionou se estavam pedindo dinheiro a uma outra estudante, branca.

Os dois jovens estavam no ensino fundamental II e haviam acabado de sair de uma atividade que se propunha a debater o racismo.

“Os reflexos do racismo na vida e saúde da população preta são profundos e, muitas das vezes, insuperáveis. Estar exposto sistematicamente a situações de segregação e degradação, a exemplo de ser acusado de estar importunando uma colega, somente pela sua cor de pele, pode ocasionar severos danos psicológicos e emocionais, em especial quando a vítima é criança ou adolescente”, ponderaram os defensores.

Ao moverem a ação, os defensores salientaram que não se trata de um caso de racismo isolado e que, anteriormente, foram feitas recomendações ao shopping, mas a administração não promoveu correções nem aprimorou condutas nesse sentido. 
 

Em 23 de abril, alunos do Colégio Equipe protestaram no Shopping Pátio Higienópolis contra abordagem racista de segurança do local – Letycia Bond/Agência Brasil

“Gente diferenciada”

Higienópolis é um bairro nobre da capital paulista, com moradores e moradoras de classes média e alta. Em 2011, a região passou por outra situação polêmica com a recusa de parte dos habitantes do bairro de abrirem uma estação de metrô no local.

Na época, uma moradora afirmou que a estrutura atrairia “gente diferenciada” ao bairro, expressão que utilizou para se referir a pessoas pobres e de outros grupos minoritários e marginalizados.

A declaração provocou uma reação coletiva, que culminou no “churrasco de gente diferenciada” para rebater a postura elitista e excludente.

Procurado pela Agência Brasil, o Pátio Higienópolis disse que “desconhece a ação e se manifestará nos autos assim que notificado”. O shopping é um dos pertencentes à Iguatemi S.A., do Grupo Jereissati, que tem outras unidades por todo o país.

 

Roubos de carga e de veículos caem no estado do Rio, em setembro

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que crimes como roubos de carga e de veículos registraram queda de mais de 40% em todo o estado no mês de setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024.

Por outro lado, a produtividade policial aumentou no período com mais apreensões de fuzis e drogas. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20). 

O furto de celular, um dos crimes que mais afeta a população, ficou praticamente estável: em setembro deste ano foram levados 3.849 aparelhos contra 3.842 registrados em setembro do ano passado, um aumento de 0,2%.

Já o furto de bicicleta teve aumento de 10% em relação a setembro de 2024. Foram 356 bicicletas levadas de seus proprietários contra 323 no mesmo mês de 2024.

Os furtos em coletivos, quando os assaltantes entram nos ônibus para pegar os celulares dos passageiros, tiveram um aumento de 13% em relação a setembro de 2024. Neste ano, foram 717 aparelhos levados nesta situação, contra 636 no mesmo mês do ano passado.

Produtividade policial

Pela primeira vez, desde o início da série histórica iniciada em 2007, as polícias Civil e Militar apreenderam 593 fuzis nos primeiros nove meses do ano. Ou seja, foram retirados de circulação uma média de dois fuzis das mãos dos criminosos por dia.

Ainda na produtividade policial, outros indicadores que registraram bons resultados neste ano foram: 12.898 veículos recuperados; 31.691 prisões em flagrante; 19.114 drogas apreendidas e 4.591 armas tiradas de circulação.

Patrimônio

Os crimes contra o patrimônio registraram queda em todo o Rio de Janeiro no mês de setembro. O número de roubos de carga caiu 46% no período – foram 182 casos em 2025, contra 339 no mesmo mês de 2024, o menor índice para setembro desde 2023.

Os roubos de veículos também apresentaram queda significativa. Em setembro de 2025, foram 1.801 ocorrências, contra 3.094 no mesmo período do ano passado – uma redução de 42%.

A mesma tendência foi observada nos roubos de rua, que caíram 14%, com 4.448 vítimas em setembro deste ano, ante 5.189 no ano anterior. 

“Os resultados positivos são frutos de um planejamento baseado em evidências, integração e ações estratégicas. As reduções nos crimes contra o patrimônio e o aumento da produtividade policial reforçam o compromisso das forças de segurança com a sociedade” afirmou a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz.

Veja alguns indicadores:

  • roubo de carga: 182 registros em setembro de 2025, redução de 46% em relação ao mesmo período de 2024, que teve 339 casos;
  • roubo de rua: 4.448 vítimas em setembro de 2025, redução de 14% em comparação a setembro de 2024, que teve 5.189 casos;
  • roubo de veículo: 1.801 registros em setembro de 2025, queda de 42% frente às 3.094 ocorrências de setembro de 2024;
  • apreensão de fuzis: 593 fuzis apreendidos no acumulado de 2025, aumento de 2,8% em relação a setembro de 2024 (577 apreensões);
  • apreensão de drogas: 19.114 apreensões em nove meses em 2025, crescimento de 3,9% em comparação ao mesmo período de 2024 (18.391 apreensões);
  • apreensão de armas: 4.591 apreensões em nove meses em 2025, média de 17 armas apreendidas por dia;
  • prisão em flagrante: 31.691 prisões em nove meses em 2025, média de 70 pessoas presas por dia;
  • recuperação de veículos: 12.898 veículos recuperados em nove meses em 2025, média de 47 recuperações por dia;
  • latrocínio: 52 vítimas no acumulado de 2025, 20% a menos que em 2024, quando foram registradas 65 vítimas;
  • mortes por Intervenção de Agente do Estado: 519 mortes em setembro de 2025, queda de 7% em relação a setembro de 2024 (558 vítimas).

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública são referentes aos registros de ocorrência (RO) lavrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante o mês de setembro.

STJ mantém exclusão de ex-ministros em processo do mensalão 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu confirmar a exclusão dos ex-ministros Anderson Adauto e José Dirceu e dos ex-dirigentes do PT José Genoíno e Delúbio Soares de uma das ações de improbidade administrativa oriunda das investigações do mensalão. A decisão foi tomada pelo tribunal no dia 15 deste mês e divulgada nesta segunda-feira (20).

Na decisão, os ministros da Primeira Seção do STJ entenderam que o Ministério Público cometeu um “erro grosseiro” ao protocolar um recurso contra decisão de primeira instância que arquivou o processo de improbidade movido contra os acusados.

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O entendimento beneficiou 15 réus, que deixaram de responder às acusações porque já figuravam como partes de outras ações idênticas. O mesmo entendimento foi proferido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O tribunal também entendeu que o recurso do MP era inadequado.

De acordo com o acórdão do julgamento do STJ, a decisão que excluiu os quatro acusados do processo deve ser mantida e aplicada a todos os 15 citados, que também já foram beneficiados por decisões anteriores. O tribunal analisou somente questões processuais, e não avaliou as acusações contra os citados. 

Prevaleceu no julgamento, o voto do relator, ministro Sergio Kukina.

“As questões subjacentes, envolvendo as condutas ímprobas atribuídas aos réus, como já realçado, não são, por ora, objeto de análise por esta Corte Superior, daí porque, a respeito delas, revelar-se-ia precoce deliberar quanto a eventuais impactos trazidos pela superveniente ordem legislativa”, decidiu o ministro.

Guilherme Boulos assumirá Secretaria-Geral da Presidência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), nesta segunda-feira (20), e o convidou para ocupar o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, no lugar de Márcio Macêdo, que estava na função desde o início do governo, em janeiro de 2023.

O anúncio foi feito em comunicado oficial do Palácio do Planalto. A troca será formalizada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU).

A Secretaria-Geral a Presidência é o ministério responsável pelo diálogo e interlocução do governo com organizações da sociedade civil e movimentos sociais.

Na reunião em que Boulos recebeu o convite para a pasta, estavam presentes Márcio Macedo, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, e os ministro Rui Costa, da Casa Civil, e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social.

Boulos tem 43 anos e uma trajetória política voltada ao ativismo urbano. No novo cargo terá como desafios na articulação política entre Palácio do Planalto, movimentos sociais e sociedade civil. 

Biografia

O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência nasceu em São Paulo, mais precisamente na região de Pinheiros, no dia 19 de junho de 1982. Foi filho caçula dos médicos infectologistas e professores universitários Maria Ivete e Marcos, Guilherme Boulos.

Seus primeiros anos de estudo foram em escolas particulares. Quando no Ensino Médio, pediu a seus pais que o transferissem para uma escola pública.

O interesse pela política acabou levando-o a ingressar no movimento estudantil, aos 15 anos.

Na Escola Estadual Fernão Dias Paes, criou um grêmio estudantil, participou de protestos contra a direção e fez trabalhos de alfabetização de jovens e adultos em comunidades da capital.

Ingressou no curso de filosofia da USP em 2000. Especializou-se em psicologia clínica pela PUC, e se tornou mestre em psiquiatria pela USP. Na vida profissional foi também professor da rede pública e escritor, tendo publicado os livros “Por que ocupamos?”; “De que lado você está?”; e “Sem Medo do Futuro”.

Movimento social e política

Aos 19 anos, Boulos foi morar em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) – grupo do qual viria a se tornar uma liderança, dedicando-se por décadas à luta por moradia digna e reforma urbana. Foi ali que conheceu sua companheira, Natália Szermeta, com quem teve duas filhas: Sofia e Laura.

Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ele ganhou notoriedade nacional quando foi candidato à Presidência da República em 2018, com apenas 35 anos. Concorreu por duas vezes à Prefeitura de São Paulo, em 2020 e 2024.

Foi eleito deputado federal em 2022, com mais de 1 milhão de votos, tornando-se não apenas o candidato mais votado do estado, segundo mais votado de todo o país.

Dólar fecha abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez em 11 dias

O mercado financeiro brasileiro começou a semana com forte desempenho nesta segunda-feira (20), em um movimento duplo de valorização do Ibovespa e nova queda do dólar. O principal índice da bolsa encostou em 145 mil pontos e atingiu o maior nível desde o início do mês. A moeda estadunidense fechou abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez em 11 dias.

O dólar comercial fechou esta segunda vendido a R$ 5,371, com recuo de R$ 0,034 (0,63%). A cotação caiu pela quarta vez seguida. Na mínima do dia, por volta das 11h15, chegou a R$ 5,36.

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A moeda está no menor valor desde 9 de outubro, antes de o presidente Donald Trump ameaçar elevar tarifas para a China, em meio a pressões para que o país asiático abra o mercado de minerais raros. A divisa acumula queda de 13,09% em 2025.

O dia também foi positivo no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 144.509 pontos, com alta de 0,77%. O indicador está no nível mais alto desde o dia 1º, puxado por ações de mineradoras e de bancos.

O avanço foi impulsionado por fatores domésticos e externos. Internamente, o otimismo dos investidores foi sustentado por notícias positivas envolvendo grandes companhias e pela revisão para baixo das projeções de inflação no Boletim Focus do Banco Central. No exterior, indicadores ligeiramente melhores da economia chinesa ajudaram a fortalecer o apetite por risco.

No caso do dólar, a moeda manteve a trajetória de baixa, influenciada pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a Selic mantida em 15% ao ano, o país continua atrativo para investidores estrangeiros, especialmente diante da expectativa de cortes de juros no mercado americano.

*Com informações da Reuters