Lula passará por cirurgia no quadril em outubro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que passará por cirurgia no quadril em outubro deste ano. Lula tem artrose na cabeça do fêmur, que é o desgaste na cartilagem que reveste as articulações, e vem se queixando de dores com mais frequência.

“Eu quero fazer a cirurgia porque eu não quero ficar com dor. Ninguém consegue trabalhar com dor o dia inteiro. Então, eu sinto que, às vezes, eu estou com mau humor com meus companheiros”, disse durante o programa semana Conversa com o Presidente.

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“Às vezes, fica visível no meu rosto que eu estou irritado, que eu estou nervoso. E aí você vai ficando uma pessoa incômoda, você vai ficando uma pessoa chata, você vai ficando uma pessoa que ninguém quer falar ‘bom dia’ para você, mas com medo de tomar um esporro. Então eu tô chegando à conclusão que eu tenho que operar”, explicou Lula.

No último domingo (23), o presidente passou por procedimento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Lula fez uma infiltração na região da perna e do quadril para reduzir as dores, mas, segundo ele, nesta segunda, o quadril voltou a doer. “E parece que voltou a doer um pouco mais”, disse.

Lula explicou que fará mais uma infiltração e que já está se preparando para a cirurgia em outubro, com regime e atividades físicas. O procedimento, segundo ele, é razoavelmente rápido (cerca de duas horas e meia) e a recuperação depende da sua disciplina na fisioterapia. Enquanto Lula estiver se recuperando, o vice-presidente Geraldo Alckmin fica no comando da Presidência.

Agenda internacional

De acordo com o presidente, a data da cirurgia será encaixada entre os encontros internacionais que já estão programadas e que, segundo ele, são viagens importantes e reuniões em que precisa estar presente.

O primeiro compromisso é a Cúpula da Amazônia, nos dias 8 e 9 de agosto, em Belém, no Pará, que reunirá os presidentes dos oito países da região. Segundo Lula, o objetivo é construir uma posição conjunta que será levada à conferência do clima das Nações Unidas, a COP28, nos Emirados Árabes, entre 30 de novembro e 12 de dezembro.

“Brasil, os países da América do Sul que fazem parte da Amazônia, mais os dois Congos [República do Congo e República Democrática do Congo] que nós convidamos para vir à reunião, mais a Indonésia, são os países que têm muita reserva de floresta. Então, o que nós queremos é dizer ao mundo o que queremos fazer com a nossa floresta e dizer o que o mundo tem que fazer para ajudar, porque prometeram US$ 100 bilhões em 2009 e até hoje não saiu esses US$ 100 bilhões”, disse.

Em 22 a 24 de agosto, na África do Sul, Lula também participa da Cúpula do Brics – bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Já em 9 e 10 de setembro, o presidente estará na Índia para a Cúpula do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo. O Brasil receberá a presidência temporária do grupo para 2024.

Em 19 de setembro, Lula abre a sessão de debates da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Na ocasião, segundo ele, também será lançado um programa de geração de empregos entre os países.

Só metade das escolas públicas têm projetos antirracistas, aponta ONG

Hoje universitária, a brasiliense Nathalia Maciel, de 19 anos, que se identifica como mulher negra, acostumou-se a ouvir em sala de aula sobre heróis e heroínas brancos e feitos de europeus que chegaram ao Brasil. Estudou o ensino fundamental e médio em escola pública na região administrativa de Santa Maria, a 40 km do centro da capital. “Sentia falta de saber sobre pessoas negras, que só eram citadas em 20 de novembro (dia da Consciência Negra). As pessoas só faziam para ganhar nota nas matérias”, lamenta.

A percepção da estudante sobre a falta de projetos que valorizem a diversidade e enfrentem problemas como o racismo pode ser constatada em números. Segundo levantamento da ONG Todos Pela Educação, apenas metade (50,1%) das escolas públicas do país tiveram ações contra o racismo em 2021, ano em que foi feita a última pesquisa do Sistema Nacional de Avaliação Básica (Saeb).

O fato é que, naquele ano, o total de escolas públicas com projetos para combater racismo, machismo e homofobia caiu ao menor patamar em 10 anos. Os dados utilizados foram extraídos dos questionários contextuais do Saeb destinados a diretores e diretoras escolares, entre 2011 a 2021.

Falhas

A pesquisadora Daniela Mendes, analista de políticas educacionais do Todos Pela Educação, contextualiza que quando questões raciais e de gênero não são trabalhadas dentro das escolas, o ensino falha tanto no processo de aprendizagem dos alunos quanto na construção de uma sociedade melhor, com menos violência e menos desigualdades.

“O impacto que esses dados nos mostram não é apenas educacional. As violências sofridas nas escolas podem ser tanto físicas e verbais quanto simbólicas com insinuações e constrangimentos que tornam o ambiente escolar um espaço hostil para determinados grupos. Isso tem um impacto na evasão escolar”, afirmou Daniela Mendes.

Colonização

De acordo com o que analisa a pesquisadora Gina Vieira, professora da rede pública no Distrito Federal e com projetos premiados em relação à diversidade em sala de aula, a escola no Brasil não promove a diversidade.

“A escola brasileira, assim como o projeto de colonização do país, trabalha na lógica da homogeneização. Então, nós temos um currículo racista e uma educação racista. Nós temos um currículo oficial que ainda conta a história oficial que é contada na perspectiva do homem branco europeu”, pontua.

Ela explica que são raros os materiais pedagógicos diversos que incorporem as vozes dos povos historicamente excluídos. “A gente está, por exemplo, comemorando 20 anos da Lei 10.639 [que inclui História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar], que é resultado da luta histórica do movimento negro pelo direito da história da África e de pessoas negras em diáspora”. Ela cita que as leis não são o suficiente para mudança de perspectivas, mas sim uma mudança cultural e de políticas públicas. “Como diz o Drummond, os lírios não nascem por força da lei”.

Em queda

A quantidade de escolas com projetos atentos à diversidade começou a cair a partir do ano de 2015, quando o índice havia chegado ao maior patamar no período: 75,6%. Desde então, os números despencaram.

Além de racismo, a atuação contra homofobia e machismo está na menor parte das escolas brasileiras. Em 2011, por exemplo, 34,7% das escolas relataram ter ações. Em 2017, o índice chegou a 43,7%. Mas, também caiu nos anos seguintes. Em 2021, representava apenas 25,5%.

Para Daniela Mendes, analista de políticas educacionais do Todos Pela Educação, o avanço de uma pauta ultraconservadora nos últimos anos, os impactos da pandemia e a falta de coordenação nacional durante a última gestão do Ministério da Educação foram fatores que podem ter influenciado o cenário.

Para a professora Gina Vieira, cabe à sociedade estar mobilizada para cobrar uma escola antirracista e contra machismo e homofobia. “A gente precisa rechaçar com toda força essa perspectiva que a gente viveu nos últimos quatro anos entre o professor e a escola representados como inimigos da sociedade. Como alguém que devo fiscalizar, denunciar, gravar e achincalhar. Um país que não valoriza a educação, a escola e os educadores está fadado ao retrocesso”, afirma.

Providências

Em nota à reportagem, o Ministério da Educação garantiu que tem trabalhado para modificar esse cenário desde o início da atual gestão. A primeira ação foi a recriação da Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão). “Uma pasta que já se configura como uma ação afirmativa, na qual tem em sua estrutura a Diretoria de Políticas de Educação Étnico-racial Educação Escolar Quilombola, um instrumento institucional para formular, articular e executar as políticas voltadas para a implementação da Lei 10.639/03”.

Além disso, segundo MEC, foi retomada a formação de professores a partir do apoio financeiro às universidades e relançado o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, que fomenta a pesquisa na graduação e pós-graduação. “Outra iniciativa resgatada foi a Cadara, a comissão de assessoramento do MEC formada por entes federais e sociedade civil. Ainda há um longo caminho pela frente, mas hoje a Secadi está empenhada em garantir recursos para que no próximo ano possa investir ainda mais em ações de combate ao racismo”.

Para Ingridy, que é uma adolescente negra, de 15 anos, também moradora de Brasília, e estudante de escola pública, uma escola preocupada com diversidade e disposta a não ser homogênea seria fundamental também para o dia a dia. E isso parece uma aula simples. “Ajudaria a combater o preconceito e promoveria o respeito e a aceitação na escola”, avalia.

Justiça arquiva ação de Maria do Rosário contra Jair Bolsonaro

A Justiça do Distrito Federal decidiu, nesta segunda-feira (24), arquivar a ação penal na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro era réu por insultos contra a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Na decisão, o juiz Francisco Antonio Alves de Oliveira verificou que, de acordo com a legislação penal, os crimes de calúnia e injúria imputados ao ex-presidente prescreveram.

“Tendo em vista a data do recebimento da queixa-crime, o período em que o processo permaneceu suspenso, o correspondente prazo prescricional e a pena máxima cominada no caso verifica-se a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva do Estado, uma vez que transcorridos mais de três anos sem que tenham ocorrido outras causas de interrupção e suspensão”, escreveu o magistrado.

No dia 9 de dezembro de 2014, em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, Bolsonaro disse que só não estupraria Maria do Rosário porque “ela não merecia”, em uma crítica à aparência da colega de parlamento. No dia seguinte, o então parlamentar repetiu a declaração em entrevista ao jornal Zero Hora. Posteriormente, a deputada processou Bolsonaro.

O ex-presidente passou a responder às acusações no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o processo foi suspenso após ele assumir Presidência da República, em 2019. Com o fim do mandato e do foro privilegiado, o Supremo determinou que o caso voltasse a tramitar na primeira instância da Justiça do DF.

A defesa de Bolsonaro alegou que o embate entre Maria do Rosário e Bolsonaro ocorreu dentro do Congresso e deveria ser protegido pela regra constitucional da imunidade parlamentar, que impede a imputação criminal quanto às suas declarações.

Novidades sobre caso Marielle trazem esperança e cobrança por solução

As novidades desta segunda-feira (24) envolvendo as investigações da morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes provocaram reações em parentes e amigos da vereadora. O tom das manifestações é de esperança, mas também de cobrança por uma solução definitiva do caso.

A mãe de Marielle, Marinete da Silva, participou de uma manifestação pelos 30 anos da chacina da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Marinete mostrou ter esperança na solução do assassinato de sua filha. “São cinco anos que a gente está lutando com muita esperança também. E acho que nós vamos ter esse júri este ano e vamos continuar lutando para que Marielle e Anderson tenham uma Justiça digna e necessária”.

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Nesta segunda, a Polícia Federal (PF) prendeu o sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões, o Suel, amigo de Ronnie Lessa e que monitorou os passos de Marielle desde 2017. O crime ocorreu no dia 14 de março de 2018, por volta das 21h30, na rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Marielle e Anderson foram mortos a tiros dentro de um carro. A assessora da vereadora, Fernanda Chaves, também estava no veículo, mas sobreviveu aos ferimentos.

As informações divulgadas hoje pelo Ministério da Justiça indicam que a colaboração entre instituições federais, o Ministério Público do Rio de Janeiro e Polícia Federal levaram à resposta sobre quem matou Marielle e Anderson, concluindo a primeira etapa das investigações.

A assessora da vereadora se manifestou nas redes sociais após as últimas informações: “Recebo a notícia com satisfação. Um passo importante, sobretudo após um imenso hiato, em que ficamos sem qualquer avanço das investigações e nenhuma manifestação das autoridades sobre esse crime”.

Ela afirmou ainda que o assassinato de Marielle foi um crime político. “Esse atentado expôs a vulnerabilidade da nossa democracia e expôs a frágil proteção oferecida aos defensores de direitos humanos. Seu não esclarecimento só fez contribuir para a sensação de impunidade e ainda macula a legitimidade das instituições garantidoras de segurança pública do país – e foi assim nos últimos anos. Quem zela pela democracia irá em busca da resposta, justiça e responsabilização”.

Já a vereadora Mônica Benício (Psol), ex-mulher de Marielle, seguiu o raciocínio de Marinete e exaltou o trabalho da polícia. “A diferença que faz termos um governo comprometido com a segurança pública e com a justiça: a PF realizou hoje operações para avançar na investigação dos assassinatos de Marielle e Anderson. Eu quero respostas. As famílias, o país e a democracia brasileira precisam de respostas”.

Cobrança

A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional Brasil divulgou uma nota cobrando das autoridades a identidade dos mandantes do crime. O documento diz que a identificação dos executores do crime é apenas o primeiro passo.

“É importante conhecermos a identidade dos executores, mas esta é ainda a primeira de muitas respostas que seguem em aberto. É inadmissível que as autoridades responsáveis pelas investigações, depois de tantos recursos investidos nesse processo, não tenham chegado a uma conclusão sobre os mandantes e sequer tenham levado os acusados pela execução do crime a júri popular”.

Brasileiro: Coritiba vence o Fluminense no encerramento da 16ª rodada

O Coritiba derrotou o Fluminense por 2 a 0, na noite desta segunda-feira (24) no estádio Couto Pereira, na partida que encerrou a 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Após este resultado, o Coxa chegou aos 14 pontos e ficou perto de sair da zona do rebaixamento da competição.

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Já para o Tricolor das Laranjeiras esta foi a segunda partida consecutiva na competição (considerando também o clássico com o Flamengo). Após este revés, o time comandado pelo técnico Fernando Diniz saiu para a 7ª posição da classificação com 25 pontos.

A vitória do Coritiba foi construída toda no primeiro tempo. Aos 23 minutos o atacante Robson abriu o placar em cobrança de pênalti. Quatro minutos depois o Coxa chegou aos segundo, quando Matheus Bianqui avançou pela ponta direita, se livrou de Felipe Melo com um belo drible e cruzou na medida para o estreante Diogo Oliveira, que deu números finais ao confronto.

Videocast Copa Delas estreia na tela da TV Brasil

O videocast Copa Delas, da EBC/TV Brasil, estreia na próxima terça-feira (25), a partir das 14h30 (horário de Brasília), na tela da TV Brasil. O programa, que será exibido ao vivo, tem como proposta falar da Copa do Mundo de Futebol feminino, que começou no dia 20 de julho, na Austrália e na Nova Zelândia.

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Inicialmente, o videocast, que é apresentado pela jornalista Marília Arrigoni, foi exibido apenas em plataformas de áudio e vídeo da Radioagência Nacional, em episódios que dissecaram os oito grupos do Mundial feminino.

“A ideia deste videocast é passar as informações sobre as 32 seleções que participarão da Copa de uma forma bem descontraída, mas também com um conteúdo embasado, com comentaristas que estudam e acompanham o futebol feminino”, revela Arrigoni.

No primeiro episódio do programa exibido na TV pública será exibido um balanço da primeira rodada da fase de grupos do Mundial feminino.

É possível ouvir os conteúdos anteriores do Copa Delas no Spotify ou assistir em vídeo pelo YouTube.

Abertas inscrições para a Comunidade de Educadores Liga Steam

Professores de todo o país que tenham interesse em impactar as redes públicas de ensino por meio da implementação da abordagem Steam têm até o dia 23 de agosto para se inscrever no edital que vai selecionar 50 profissionais para integrar a Comunidade de Educadores Liga Steam – Coorte 2023. As inscrições foram abertas domingo (23) e podem ser feitas no site da liga. Todo o processo é gratuito e inclui certificado de 50 horas de formação do educador.

Steam é uma abordagem educacional que integra as áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática e é muito difundida nos Estados Unidos, na China, na Austrália e no Reino Unido, mas ainda é recente no Brasil. A abordagem Steam desenvolve conhecimento por meio de metodologias ativas, como aprendizagem baseada em projetos, a partir da resolução de problemas reais do dia a dia. Os projetos valorizam a contribuição coletiva dos alunos e a aplicação de conhecimentos e habilidades de diferentes áreas.

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A Liga Steam foi lançada em 2022 pela Fundação ArcelorMittal e promove esse tipo de abordagem em escolas brasileiras por meio do Prêmio Liga Steam que, este ano, recebeu inscrições de quase mil professores de redes públicas de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal. A liga é uma iniciativa da Fundação ArcelorMittal e da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a AVSI Brasil (Associação Voluntários para o Serviço Internacional) e a Tríade Educacional.

Conhecimento

“Quem vai fazer essa implementação não precisa ser necessariamente formado nessas áreas”, disse nesta segunda-feira (24) à Agência Brasil Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional. Tanto professores da rede privada de ensino quanto da rede pública são convidados a participar desse processo seletivo, englobando desde a educação básica até o ensino superior. Além de preencher um formulário com questões básicas relacionadas ao trabalho em educação e no interesse em impactar as redes públicas, os educadores deverão responder questões vinculadas ao conhecimento Steam.

Pelos critérios de seleção, o candidato precisa ter algum conhecimento sobre metodologias ativas, “porque a abordagem Steam requer o educador desenvolver um aluno protagonista, que seja autônomo. Essa pessoa precisa ter conhecimento sobre metodologias ativas. Além disso, ele deve ter interesse em impactar as redes públicas. Há perguntas para entender qual é a motivação dele. Isso também conta para a gente”, disse Lilian.

Este é o segundo ano do edital. O primeiro contou também com 50 educadores que, ao final da formação, publicaram um e-book (livro digital), onde expõem suas ideias. A intenção é realizar um novo edital em 2024, para disseminar o Steam.

Treinamento

A relação dos selecionados será divulgada no dia 1º de setembro. Até dezembro, eles receberão treinamento específico para se tornarem referência em Steam, de modo a disseminar essa abordagem educacional. No fim do ano, eles desenharão um projeto de implementação e, no ano seguinte, receberão mentoria para apoiá-los nessa implementação. Como haverá pessoas de todas as regiões do Brasil, a primeira parte de formação será online e a segunda envolverá a implementação do projeto nas redes.

Pesquisa feita no ano passado mostra que os educadores do país percebem a importância de trazer os projetos Steam para a sala de aula, envolvendo criatividade, comunicação, pensamento crítico dos alunos, mas não sabem como fazer isso.

“Identificam todas as vantagens, mas não tiveram isso em sua formação. No Brasil, isso é muito recente. Como temos a identificação do potencial de desenvolver o estudante de forma integral dentro da escola, essa formação faz falta. Então, o impacto é extremamente positivo, porque percebemos que os professores que aprendem e levam para sua sala de aula, ou disseminam em uma rede, colhem os frutos de um aluno mais interessado, que olha para o seu entorno e procura resolver problemas. É o que precisamos: um cidadão que tenha um olhar mais amplo para a sua realidade”, afirmou Lilian.

Atos no Rio de Janeiro lembram 30 anos da Chacina da Candelária

A Avenida Presidente Vargas é uma das mais movimentadas do centro do Rio de Janeiro. Bem no começo da via, uma grande igreja toma conta da paisagem e é impossível não ser notada. Na manhã desta segunda-feira (24), enquanto carros e ônibus contornavam a praça onde fica a Igreja da Candelária, alguns jovens faziam uma lavagem simbólica dos degraus que levam da calçada à entrada da igreja. No chão, nomes de crianças assassinadas pela violência no estado nos últimos anos.

A lavagem é um dos atos que marcam os 30 anos da Chacina da Candelária, completados no domingo (23). “O que aconteceu aqui a gente não quer que aconteça de novo. Então essa lavagem é uma forma de protesto”, diz Arthur Luiz Costa de Andrade, um dos jovens que lavaram os degraus.

Ato relembra 30 anos da Chacina da Candelária, por Tomaz Silva/Agência Brasil

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Vinte metros à frente, pinturas com tinta vermelha no chão da calçada, simulando oito corpos, uma referência aos mortos da madrugada de 23 de julho de 1993. Ao lado, uma cruz com o nome das vítimas. Todas mortas por policiais militares no local onde dormiam dezenas de pessoas. O crime teria acontecido porque, no dia anterior, os meninos jogaram pedras em um carro da Polícia Militar (PM).

Trinta anos depois, mais de 20 adolescentes do grupo de percussão Casa do Menor São Miguel Arcanjo, de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio, tocavam os instrumentos em alto e bom som para deixar claro que a memória desses mortos não está silenciada. A professora do grupo, Grayce Andley, explicou que eles fazem esse ato após 30 anos, para mostrar que parentes dos mortos não estão sozinhos.

Nunca Mais

O dia de homenagens foi organizado pelo Movimento Candelária Nunca. Fátima Silva, uma das fundadoras da organização não governamental, explicou à Agência Brasil que o movimento vai além de pedir justiça pelos oito assassinados. “A gente tem hoje crianças morrendo antes de criar seus sonhos, crianças que nem chegam a dez anos de idade. A gente quer avanço nas políticas públicas, protagonismo, que as crianças e adolescentes possam viver em paz nas suas comunidades”, disse a ativista que trabalhava com menores em situação de vulnerabilidade na época da chacina.

Dois policiais militares e um ex-policial foram condenados pelo massacre, os três com penas que superam os 200 anos de prisão. Wagner dos Santos, que foi alvo de quatro disparos, conseguiu sobreviver à chacina e acabou se tornando testemunha para a elucidação do caso. Por questão de segurança, ele passou a viver fora do Brasil. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, o PM Nelson Oliveira dos Santos cumpriu pena até sua extinção, em 2008. Já o PM Marco Aurélio Dias de Alcântara e o ex-PM Marcus Vinícius Emmanuel Borges cumpriram suas penas até receberem indultos, em 2011 e 2012, respectivamente.

Irmã de Wagner, Patrícia Oliveira enxerga o ativismo dela e do irmão como uma forma de combate à impunidade. “A gente luta para que outras pessoas não passem pelo que ele passou, que vários outros familiares passam. Porque não é só a Chacina da Candelária, mas também a de Vigário (1993), Acari (1990), entre outras que acontecem no Rio de Janeiro todos os dias. A [Chacina da] Candelária continua, ela não acabou”, disse à Agência Brasil.

Dentro da igreja, assentos lotados para uma missa e um ato interreligioso. Além do sentimento de dor pelo passado, uma preocupação com o presente e o futuro. Dados mostram que essa preocupação tem motivo para existir.

Um estudo do Grupo de Estudos de Novas Ilegalidades da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), mostrou que, de 2007 a 2022, foram registradas 27 “megachacinas” policiais no estado (segundo a metodologia da pesquisa, quando resultaram em oito mortes ou mais, como na Candelária). Esses crimes representaram a morte de 300 pessoas.

Marielle presente

A advogada Marinete da Silva, mãe da vereadora carioca Marielle Franco – assassinada a tiros em março de 2018 – esteve presente na missa e lembrou que a filha participou, por vários anos, do Movimento Candelária Nunca Mais. Marinete mostrou solidariedade a todas as vítimas de chacinas. “A dor [que sinto] é a mesma, e foi a mesma maneira também, com tiro, uma violência imensa. A gente tem que estar aqui para ajudar e continuar essa luta com essas mães que passam pelo mesmo problema que eu”, falou.

Advogada Marinete da Silva, mãe de Marielle Franco durante ato que relembra 30 anos da Chacina da Candelária – Tomaz Silva/Agência Brasil

Fátima Silva, do Candelária Nunca Mais, explicou que o dia de manifestação é também um pedido de reparação para famílias de vítimas da violência cometida pelo Estado.

“Você não tem reparação. Você vê hoje mães que perderam seus filhos e que não são acolhidas pelo Estado. Tem mães que ficam com a saúde mental adoecida e morrem sem ver o retorno da justiça. As balas que matam os meninos são pagas por nós, contribuintes. Então, desse mesmo dinheiro que a gente paga, a gente quer reparação”, pede Fátima Silva.

Depois das cerimônias dentro da igreja, centenas de pessoas – grande parte crianças e adolescentes – seguiram em caminhada pelo centro da cidade. Eles levavam faixas e cartazes com pedidos de justiça e políticas públicas. Numa das faixas se liam as campanhas virtuais #vidasnegrasimportam e #dordemãenãotemfronteira.

Respostas de autoridades

Em nota, a PM do Rio de Janeiro afirma que suas ações têm “como preocupação central a preservação de vidas e o cumprimento irrestrito da legislação em vigor”. Ainda segundo a PM, o índice de mortes por intervenção de agentes do Estado caiu mais de 15% de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022.

A Secretaria de Assistência Social da prefeitura do Rio, também por meio de nota, informa que existe um serviço de acolhimento institucional temporário para garantir direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. De acordo com a secretaria, de janeiro a junho do ano de 2023 foram realizados 2.907 acolhimentos. Atualmente, encontram-se acolhidos 173 crianças e adolescentes.

A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado do Rio informou que desenvolve programas voltados para a proteção social de crianças e adolescentes que têm direitos violados ou ameaçados, como os programas de Trabalho Protegido na Adolescência e de Atenção à Criança e Adolescente em Situação de Risco.

A Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Civil, mas, até a publicação desta reportagem, não teve resposta.

Cinema Nosso prioriza inserção de mulher negra no mercado de trabalho

A inserção de mulheres negras no mercado de trabalho, em especial no mercado audiovisual, é a meta da Instituição Sociocultural Cinema Nosso, disse nesta segunda-feira (24) à Agência Brasil, a coordenadora de projetos de formação audiovisual da instituição, Gabriela Gonçalves.

O esforço de inserir mulheres no mercado audiovisual está em consonância com o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha, que se celebra em 25 de julho e busca inserir a mulher negra no mercado de trabalho. A instituição Cinema Nosso objetiva reduzir as desigualdades sociais e proporcionar tecnologia e experiências de inclusão em um segmento onde a falta de diversidade é preocupante.

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Pesquisa de 2021 do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que o desemprego entre as mulheres negras equivale ao dobro do existente entre os homens brancos. Além disso, as mulheres negras recebem os piores salários. No mercado do audiovisual, apenas 20% e 25% das representantes do sexo feminino ocupam cargos de direção e roteiro, respectivamente, de acordo com pesquisa de 2018 do Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (Gemaa), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Quando a sondagem busca a participação de mulheres negras e indígenas nesses mesmos cargos, o resultado é ainda pior, atingindo 0%. Significa que se a faixa de mulheres já é pequena, a de mulheres negras então é inexistente.

Lacuna

Gabriela Gonçalves informou que não aparece nenhuma porcentagem de mulheres negras em longas-metragens de grande público, tanto no caso de roteiro, como de direção. “Essa falta de número é um dado muito alarmante porque, na verdade, existem mulheres negras dentro dessas posições no fazer cinema, no Brasil, principalmente em curtas-metragens”, argumentou.

Segundo Gabriela, as pesquisas apontam a falta de acesso de mulheres negras a recursos públicos e a editais para fazer longas-metragens no país. “Isso é muito grave porque a população negra brasileira é uma taxa muito grande, bem como as mulheres negras são uma porcentagem grande no Brasil. Somos a base da constituição da sociedade, no sentido mesmo do trabalho. Aí, quando a gente fala dessa falta de acesso e de recursos para contar as nossas histórias, vemos que o racismo também está aí nesse processo de a gente não ter espaço para ser inserida nesse mercado que move economicamente muito o país”, detalha a coordenadora de Projetos de Formação Audiovisual.

A coordenadora sustenta que a grande questão é quando se vai “racializar” esses acessos e que acaba sendo uma impressão do racismo existente na sociedade brasileira, traduzido em falta de acessos, de recursos, de oportunidades. No caso do audiovisual, essa lacuna vai impactar diretamente na construção da subjetividade da comunidade negra no geral, apontou. “Falta de acesso de profissionais que estudam e se capacitam para isso; falta de acesso nesses lugares de liderança e de criação de narrativas de histórias. Isso vai influenciar nos filmes e em obras de audiovisual como um todo. Não só filmes, mas novelas, séries, desenhos, em que a gente não vai se ver. Dificilmente, a gente se identifica com narrativas que não são contadas por nós. Vai ficar sempre nesse lugar estereotipado. Por isso, é muito importante termos acesso a esses recursos também”.

Formação

Para combater essa realidade, o Cinema Nosso criou o programa “Empoderamento e Tecnologia: Jovens Negras no Audiovisual”, voltado para mulheres negras, trans e indígenas que, desde 2019, formou mais de 100 jovens para o setor. “Desde sempre a gente trabalha com juventudes periféricas e, em 2019, conseguimos startar (começar) a primeira edição desse projeto que nos ajuda a fomentar mais esse espaço de formação para inserção de mulheres negras no mercado”. O programa contempla também pessoas não binárias de todo o Brasil.

“O objetivo é promover essa formação dentro da área do cinema, de jogos e, também de escrita de roteiro para séries, além de colaborar com essa inserção no mercado, promovendo ainda um projeto de vida e de empregabilidade. Vai trabalhar não só o lado profissional, ajudando na construção de currículos e portfólios, mas também as dimensões pessoais e sociais, o que essas mulheres querem como objetivo para suas vidas no ecossistema do audiovisual”.

O programa coloca as alunas em contato direto com profissionais da área em oficinas e seminários, que orientam e analisam os projetos estruturados por elas “Eles dão um fortalecimento muito grande no processo formativo das meninas, entendendo muito desse espelhamento, dessas referências de profissionais que são supertalentosos e capacitados para estarem na área. E elas se verem também no talento desses profissionais é importante e dá um gás para elas continuarem na jornada nessa área”.

O ano de 2023 marca a quinta edição do programa Empoderamento e Tecnologia: Jovens Negras no Audiovisual, que é inteiramente gratuito e oferece a cada ano 150 vagas de roteiro e direção nas áreas de laboratório de roteiro para séries, cinema de ficção, cinema documentário, jogos digitais e jogos mobile (para celulares). Em 2024, a ideia é incluir mais uma formação no segmento de animação, adiantou Gabriela Gonçalves. As inscrições são abertas entre março e abril de cada ano, e o curso tem seis a oito meses de duração.

Dia Internacional

O primeiro Encontro de Mulheres Negras, Latinas e Caribenhas foi realizado em 1991, em Santos Domingos, na República Dominicana. Representantes de 32 nações se reuniram para discutir formas de combate às desigualdades e discriminações sofridas pela mulher negra latina e caribenha em seus respectivos países. Após essa reunião, o dia 25 de julho foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Em 2014, a data foi sancionada no Brasil pela então presidente Dilma Roussef através da Lei 12.987, como parte do calendário oficial nacional. 

Ditadura militar no Brasil será cenário de HQ do jogo Assassin’s Creed

Famoso por explorar intrigas políticas fictícias em diferentes momentos da humanidade, o jogo Assassin’s Creed ganhará uma história em quadrinhos (HQ) que se passa no Brasil da década de 1970, durante a ditadura militar. O projeto foi anunciado neste fim de semana, na Comic-Con de San Diego, nos Estados Unidos, e tem a condução de três brasileiros: o premiado quadrinista Rafael Albuquerque, o roteirista e escritor Ale Santos e o colorista Marcelo Maiolo.

O trio trabalhou para entregar a história ao Studio Lounak de HQs e à Ubisoft, empresa de jogos eletrônicos criadora da franquia Assassin’s Creed. O lançamento está programado para novembro deste ano, em língua inglesa, e ainda não há previsão de tradução para o português.

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La Bestia, como é chamada a trama, será a principal história do volume um do projeto  Assassin’s Creed Visionaries, que trará artistas de diversas partes do mundo para criarem histórias no universo do jogo. As narrativas respeitam a coerência interna do universo de Assassin’s Creed, o que é chamado de cânone, mas não farão parte do enredo oficial dos jogos.

HQ contra o negacionismo

Com histórias que se passam do antigo Egito à Revolução Russa, Assassin’s Creed traz nesses enredos muitas referências históricas e a constante disputa entre os Assassinos e os Templários, duas sociedades secretas que disputam o destino da civilização. O escritor Ale Santos, autor do romance afrofuturista O Último Ancestral, conta que trazer esse cenário para a ditadura militar brasileira tem um propósito de enfrentar o revisionismo histórico.

“Deliberadamente escolhemos bancar uma história sobre a ditadura porque a gente precisa acabar com esse negacionismo de que talvez ela nem tenha existido. Ela existiu e foi cruel”, afirma Ale Santos, que é historiador. “Contar a ditadura brasileira em uma franquia poderosa nos Estados Unidos é como se falássemos para o mundo que isso verdadeiramente aconteceu, e a gente não vai deixar barato que as pessoas tentem apagar essas lembranças.”

Sem dar muitos detalhes, o escritor conta que La Bestia segue um grupo de estudantes que desafia o governo e luta pela liberdade e justiça. A protagonista é Alicia, uma jovem argentina que acaba presa em um protesto e vai parar nos porões da ditadura, onde um misterioso “Doutor” está envolvido em experimentos que visam erradicar o espírito de revolta na humanidade.

“É nesse contexto que a ordem dos Assassinos se reúne na América Latina para impedir que esse plano seja concluído”, adianta ele, que explica ter partido do próprio universo do jogo para montar a narrativa fictícia que o entrelaça com a história brasileira. “É do cânone do Assassin’s Creed que teria um investimento dos Templários em algumas ditaduras da América Latina, que os Templários teriam incentivado alguns golpes militares na América Latina. Então, notoriamente, os Assassinos seriam contra as ditaduras que tivemos por aqui.”

A história tem apenas dez páginas, e o roteirista afirma que a concisão exigiu que muitos detalhes históricos saíssem dos diálogos para aparecerem em referências visuais. “Rafael Albuquerque fez uma pesquisa muito profunda sobre as roupas, os símbolos, os sinais. Muitas das mensagens do contexto histórico entram mais na parte visual. Por ser uma obra de ficção, a gente tinha que fazer uma adaptação da história [do Brasil] para uma franquia que já existe.”

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Ficção com contexto realista

Vencedor dos prestigiados prêmios Eisner, Harvey, e Inkpot, da indústria dos quadrinhos, Rafael Albuquerque conta que ele, Alê Santos e Maiolo tiveram carta branca para criar uma história que se passasse no universo de Assassin’s Creed, e enxergaram a visibilidade da franquia como uma oportunidade para passar uma mensagem.

“Está se tentando um revisionismo histórico a respeito disso [ditadura], então, acho que usar essa plataforma para poder deixar claro o que aconteceu é um dos pontos de a gente querer fazer sobre isso. Tem também a proximidade. Quando a gente vai falar sobre alguma coisa, é bom falar sobre algo que a gente conhece. Por mais que nenhum de nós tenha vivido aqueles tempos terríveis da ditadura, a gente achou importante endereçar isso no melhor lugar que a gente pudesse.”

Apesar do compromisso com a denúncia daquele contexto histórico, o quadrinista deixa claro que a história é ficcional, com personagens e fatos inventados. Ele conta que um dos desafios foi criar algo que fosse interessante para brasileiros e estrangeiros. “O brasileiro vai pegar esse contexto de uma maneira mais pessoal, mas também tem que funcionar para o público gringo, onde a história está sendo veiculada. Precisa atender a esses dois públicos da melhor maneira.”

Quadrinista oficial de super-heróis como o Batman e também de histórias de terror, como o premiado best-seller Vampiro Americano, Rafael Albuquerque afirma que La Bestia é uma história que tem ação, mas não apela para cenas explícitas de violência nem ao retratar a tortura dos porões da ditadura.

“Eu já trabalhei em histórias de terror antes, e sempre prefiro trabalhar com o suspense, muito mais do que com mostrar as coisas. É um recurso mais elegante e funciona melhor. No momento em que você sugere algumas coisas, muito mais do que mostra, você passa uma sensação mais pesada, porque a pessoa imagina o pior que ela conseguir”, argumenta. “Não vai ter cenas explícitas de tortura, mas, se você lê os diálogos, se você vê a cena, tem uma construção de tensão que pode ser pesada, sim.”

Crédito deve crescer 7,7% neste ano, prevê Banco Central

O Banco Central (BC) prevê que o volume de crédito bancário crescerá 7,7% em 2023. A projeção teve uma ligeira alta diante da previsão anterior de 7,6%, divulgada em março deste ano, e continua indicando um processo de desaceleração do crédito, “compatível com o ciclo de aperto monetário” de alta na taxa Selic, os juros básicos da economia.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado, o maior nível desde janeiro de 2017, apesar da queda da inflação  e das pressões de parte do governo para redução dos juros básicos.

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A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida. Os efeitos do aperto monetário são sentidos no encarecimento do crédito e na desaceleração da economia.

A nova estimativa incorpora os novos dados do mercado de crédito e a revisão do cenário macroeconômico futuro. As informações são do Relatório de Inflação, publicação trimestral do BC, divulgado nesta quinta-feira (29).

“Os dados do mercado de crédito divulgados desde o relatório anterior mostram evolução do saldo dos empréstimos às famílias acima do esperado, principalmente no segmento direcionado, enquanto os financiamentos às empresas recuaram de forma mais intensa, destacando-se o segmento livre”, informou o órgão.

Previsão por segmento

Para 2023, a projeção de crescimento do estoque do crédito livre para pessoas físicas aumentou de 8% para 9%, “refletindo a maior resiliência observada nas concessões até abril de 2023”. Por sua vez, a projeção de crescimento do crédito livre às empresas foi reduzida de 6% para 3%, “devido à desaceleração mais intensa do que a esperada no primeiro quadrimestre do ano”.

“Esse movimento decorre, em parte, da oferta de crédito relativamente restritiva no início do ano, uma consequência tanto das condições gerais da economia, incluindo o estágio atual do ciclo monetário, como de repercussões do caso Americanas”, explicou o BC.

Em recuperação judicial desde janeiro, as Lojas Americanas enfrentam uma crise desde a revelação de “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões. Posteriormente, o próprio grupo admitiu que os débitos com as instituições de crédito podem chegar a R$ 43 bilhões.

O crédito livre é aquele em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

A desaceleração do crédito livre foi parcialmente contrabalançada por um crescimento do crédito direcionado. Nesse segmento, a projeção de crescimento do saldo de pessoas físicas aumentou de 9% para 11%, diante da maior disponibilização de crédito rural no começo do ano.

A revisão, por outro lado, também reflete a desaceleração ainda discreta do saldo do crédito imobiliário, a despeito da retração nas concessões observada desde meados de 2021. “Vale lembrar que, como os prazos da modalidade são altos e as amortizações relativamente pequenas em comparação ao saldo, movimentos das concessões têm impacto mais defasado na carteira de crédito”, explicou o BC.

Por fim, no segmento de pessoas jurídicas, no crédito direcionado, a projeção foi mantida em 7%.

Mutirão para negociação de dívidas com bancos e varejo começa hoje

A partir desta segunda-feira (24), os brasileiros com contas atrasadas, de qualquer natureza ou valor e independentemente de sua renda, poderão recorrer aos órgãos de defesa do consumidor de estados e municípios a fim de negociar suas dívidas.

Coordenado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e batizado de Renegocia!, o mutirão nacional se estenderá até o dia 11 de agosto. A iniciativa visa auxiliar os cidadãos em dificuldades financeiras antes que suas dívidas superem suas capacidades de pagamento.

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“Estamos começando hoje [segunda-feira] o mutirão de renegociação de dívidas”, anunciou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ao participar da coletiva de imprensa sobre a operação que a Polícia Federal (PF) deflagrou esta manhã, no Rio de Janeiro, para deter o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, suspeito de envolvimento na morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), em 14 de março de 2018.

“Importante frisar que temos a participação de aproximadamente 250 Procons estaduais e municipais [no Renegocia!]. Este mutirão é importante e se estenderá pelas próximas semanas”, acrescentou o ministro.

O mutirão nacional para renegociação de dívidas acontece pouco mais de um mês após o governo federal lançar o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, o Desenrola Brasil.

Em junho, o Palácio do Planalto editou o Decreto 11.567/2023, elevando de R$ 303 para R$ 600 a quantia mínima da renda de qualquer cidadão brasileiro que deve ser preservada em caso de negociações de dívidas atrasadas.

De acordo com a Senacon, o Renegocia! e o Desenrola Brasil são ações complementares. A diferença entre as duas ações é que no Renegocia! não há um valor limite para a dívida e nem restrição de renda dos consumidores que queiram negociar não só dívidas bancárias, mas também com lojas e serviços como água e luz. Ficam de fora do programa apenas as dívidas com pensão alimentícia, crédito rural e imobiliário, que não podem ser repactuadas.

Já no Desenrola Brasil, foram definidas duas faixas de adesão ao programa. A faixa 1 é para quem tem renda mensal de até dois salários mínimos, o que atualmente soma R$ 2.640, e ainda para devedores inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Para esse grupo, a dívida não pode ultrapassar R$ 5 mil. A faixa 2 atende aos devedores com renda mensal de até R$ 20 mil, e que podem quitar as dívidas de forma parcelada, a partir de 12 prestações.

Além de promover a mediação entre credores e devedores, a Senacon também promove educação financeira e conscientização sobre o consumo de crédito responsável. O objetivo é incentivar os consumidores a refletirem sobre suas finanças pessoais e adotarem práticas que evitem o superendividamento, tais como o planejamento financeiro e o consumo consciente.

A Senacon já dispõe de um canal dedicado a fornecer informações e orientações sobre o superendividamento no Brasil, incluindo seus principais conceitos e dicas práticas para evitar e superar essa condição.

Suzana Kahn assume diretoria da Coppe/UFRJ

A especialista em mudanças climáticas Suzana Kahn assume nesta segunda-feira (24) a diretoria do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela vai acumular a função de presidente do comitê científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (IPCC).

“A gente pretende reorientar a Coppe para deixá-la alinhada com o mundo que está na transição energética, digital, ambiental e social. A gente busca estabelecer algumas metas para continuar na vanguarda”, disse Suzana, que é formada em engenharia mecânica.

Inteligência artificial

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Entre os seus projetos, figura a criação do Centro Coppe de Inteligência Artificial, uma parceria com a prefeitura do Rio que vai ceder o espaço do antigo Automóvel Clube, no centro da capital.

“A Coppe se alinha a uma nova economia com a questão da revolução digital que tem uma abordagem transversal. No espaço, haverá atividades de capacitação de profissionais da área e a incubação de empresas com base tecnológica da inteligência artificial, robótica, com parceria com empresas privadas. A ideia é transformar num hub organizando as equipes”, disse a pesquisadora.

Acrescentou que, no segundo semestre, serão inaugurados laboratórios de nanotecnologia e biomédica. “A ideia é fortalecer a interação entre a engenharia e a saúde, com startups de biotecnologia e saúde em parceria com o setor privado. Próteses e pele, há muita coisa a ser feita nessas novas fronteiras do conhecimento que a gente pretende dinamizar”, enfatizou.

“Queremos reforçar a inovação e empreendedorismo. Queremos auxiliar a transformar ideias, projetos que ainda estão na bancada da academia e levar para o mercado, tornando-se uma empresa”, finalizou Suzana.

Com show de Ary Borges, Brasil faz 4 a 0 no Panamá em estreia na Copa

A primeira partida do Brasil na Copa do Mundo de Futebol Feminino foi mais do que tranquila. Sem sustos, a seleção atropelou o Panamá por 4 a 0, no estádio Hindmarsh, em Adelaide (Austrália), nesta segunda-feira (24). Brilhou a estrela de Ary Borges, estreantes em Mundiais, que fez três gols e deu o passe para Bia Zaneratto marcar o outro. Com o resultado, a equipe comandada por Pia Sundhage pula para a liderança do Grupo F, com três pontos, se aproveitando do empate entre França e Jamaica na véspera.

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Com a rainha Marta – que se recuperava de um desconforto na coxa esquerda – no banco, o Brasil começou a todo vapor em Adelaide. Com menos de dez minutos de jogo, já havia finalizado quatro vezes ao gol adversário, exigindo boas intervenções da goleira Bailey.

Aos 18, começou o show de Ary Borges. Debinha foi lançada pela esquerda, dominou e cruzou na área. A meio-campista surgiu livre e cabeceou no canto esquerdo para abrir o placar.

Jogando muito pelos lados, o Brasil não deixava o Panamá respirar, sempre mantendo a posse de bola na casa dos 60% e criando chance atrás de chance. Aos 38, veio o segundo.

Tamires cruzou pela esquerda, Ary Borges cabeceou e parou em Bailey. No entanto, no rebote, com a goleira caída no chão, ela não teve dificuldades para marcar o segundo.

Após intervalo tem mais Ary e entrada de Marta

A seleção entrou no segundo tempo disposta a resolver o jogo. Logo aos três minutos, a vantagem foi ampliada com um golaço coletivo. Após troca de passes na entrada da área panamenha, Debinha cruzou pela esquerda e encontrou Ary Borges de frente para o gol. Ela dominou e, após deixar a marcação no chão, apenas rolou para trás para Bia Zaneratto finalizar para o gol escancarado e fazer o 3 a 0.

Com a vitória pouco ameaçada, Pia Sundhage começou a fazer mudanças na equipe e o Brasil diminuiu o ritmo. No entanto, a meta adversária continuou sem ter descanso.

Aos 25, Geyse, que havia entrado no lugar de Debinha, cruzou pela esquerda e encontrou a iluminada Ary Borges, que mais uma vez completou de cabeça para marcar.

Cinco minutos depois, a estrela da noite (na Austrália) deixou o gramado para a entrada de Marta.

A camisa 10 teve chances para marcar e se tornar a única jogadora na história das Copas a fazer gols em seis edições da competição. Porém, o Brasil (que terminou o jogo com 34 finalizações) não conseguiu mais marcar.

Depois da atuação consistente na estreia, a seleção agora tem, em tese, seu desafio mais duro na primeira fase da Copa. Enfrenta no sábado (29), às 7h (horário de Brasília), a forte equipe da França, em Brisbane, em duelo que pode definir quem termina em primeiro na chave.

Operação que apura morte de Marielle prende, no Rio, ex-bombeiro

O ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, foi preso nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Élpis, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Força Tarefa Marielle e Anderson (FT-MA), junto com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco/MPRJ).

Segundo a PF, a ação é a primeira fase da investigação que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

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O crime ocorreu no dia 14 de março de 2018, por volta das 21h30, na rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Marielle e Anderson foram mortos a tiros dentro de um carro. A assessora também estava no veículo, mas sobreviveu aos ferimentos.

Conforme a Polícia Federal, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, no Rio e na região metropolitana. O MP informou que o cumprimento dos mandados teve o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

No dia 10 de junho de 2020, Maxwell Simões Correa foi preso e acusado de obstruir as investigações sobre a execução de Marielle e de Anderson. A prisão foi na Operação Submersus 2, deflagrada naquele dia pelo MPRJ, Corregedoria do Corpo de Bombeiros e  Delegacia de Homicídios da Capital (DH).

Na época, também a promotora do MPRJ, Simone Sibilio, que respondia pela investigação do caso no órgão, afirmou, em entrevista na porta da DH, na Barra da Tijuca, que Correa foi proprietário do carro utilizado para ocultar um arsenal de armas de Ronnie Lessa, acusado de ser o executor da vereadora.

“Ele [Maxwell Correa] responde pelo crime de obstrução da justiça. É por isso que ele foi investigado, denunciado e preso. Ele participou da ocultação de várias armas, que foram lançadas ao mar. Se a arma usada no crime estava lá, nós não sabemos afirmar. Mas o fato é que ele participou do crime de obstrução da justiça. Há várias provas no processo que está sob sigilo”, afirmou Simone naquele momento.

Repercussão

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, postou mensagem no seu perfil do Twitter em que reafirma a confiança nas investigações. “Falei agora por telefone com o ministro Flávio Dino e com o  diretor-geral da Polícia Federal sobre as novidades do caso Marielle e Anderson. Reafirmo minha confiança na condução da investigação pela PF e repito a pergunta que faço há cinco anos: quem mandou matar Marielle e por quê?”, questionou mais uma vez.

Também no Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Púbica, Flávio Dino, publicou mensagem sobre a operação da PF e do MPRJ. “Hoje, a Polícia Federal e o Ministério Público avançaram na investigação que apura os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão”, disse ele.

Na mesma rede social, o presidente da Embratur Brasil, Marcelo Freixo, considerou mais um passo importante para a solução dos assassinatos. “Quem mandou matar Marielle? Mais um passo importante da @policiafederal para identificar os mandantes do crime. Marielle e eu trabalhamos juntos desde 2006 e sempre enfrentamos a máfia assassina que comanda o RJ. Por isso, apontar os autores desse crime político é crucial para reconstruirmos nosso Estado”, finalizou.

Prouni: MEC inicia segunda chamada para comprovação de documentos

Nesta segunda-feira (24), o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza a segunda chamada para comprovação de documentação dos classificados no Programa Universidade Para Todos (Prouni), que oferta bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação nas instituições privadas de educação superior.

Os candidatos selecionados terão até o dia 3 de agosto para comprovação das informações fornecidas durante a inscrição. Este ano, para o segundo semestre, foram disponibilizadas 276.566 bolsas, sendo 215.530 integrais e 61.036 parciais, com 50% do valor da mensalidade para cursos de graduação, ou de formação específica.

Os pré-selecionados que concorrem às bolsas integrais devem comprovar renda familiar de até 1,5 salário mínimo, atualmente em R$1.980, por pessoa. Nos casos dos candidatos às bolsas parciais, a renda mensal a ser comprovada é de até três salários mínimos, por pessoa, atualmente em um limite de R$ 3.960.

Além desses critérios os candidatos devem cumprir as exigências relacionadas a formação do ensino médio, ou comprovação de deficiência, ou, ainda, comprovação de formação para o magistério da educação básica, conforme previsto no edital.

Apresentação dos documentos pode ser feita por meio eletrônico no Portal de Acesso Único do MEC, ou na própria instituição de ensino superior.

Os candidatos selecionados são os classificados de acordo com as opções de curso e instituição e as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que não conseguiram cumprir as exigências no período da primeira chamada, ocorrida no início do mês de julho.

Os inscritos que não conseguirem comprovar as documentações exigidas nessas duas chamadas perdem a bolsa e abrem nova oportunidade para os candidatos classificados na lista de espera. A divulgação da lista de espera e início dos prazos de comprovação de documentos está prevista para acontecer no dia 18 de agosto.

Minidoc da EBC revela histórias de vítimas de crimes na internet

A Superintendência de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou neste domingo (23), no canal do youtube da TV Brasil, o minidocumentário Justiça no Digital. A produção, feita pela equipe da superintendência, traz histórias de pessoas que tiveram suas vidas impactadas por fake news, discurso de ódio, cyberbullying e a falta de uma internet mais segura. 

Entre elas, a mãe e dona de casa Fabiane Maria de Jesus, que em 2014 morreu vítima de linchamento após ser alvo de fake news e discurso de ódio na internet.

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O minidoc também reúne entrevistas com especialistas e representantes do governo sobre a regulação das plataformas digitais. Um dos entrevistados é o ministro da Justiça, Flávio Dino, que explica como funciona o trabalho do laboratório de crimes cibernéticos, criado para coibir novos casos.

Líder Botafogo mostra força e arranca empate com Santos no Brasileiro

Após ver o Santos abrir uma vantagem de dois gols, o Botafogo mostrou força para arrancar um empate de 2 a 2 com gols marcados nos últimos momentos do jogo disputado na Vila Belmiro. A partida, válida pela 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, teve transmissão da Rádio Nacional.

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Com a igualdade fora de casa, o Alvinegro chegou aos 40 pontos, com 11 de vantagem sobre o vice-líder Grêmio, que bateu o Atlético-MG no último sábado (22). Já o Peixe chegou aos 17 pontos, na 14ª colocação.

Mesmo atuando em uma Vila Belmiro vazia, por causa de punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva por causa de confusão em partida com o Corinthians, o Santos mostrou eficiência para abrir o placar aos 23 minutos do primeiro tempo, quando Jean Lucas lançou Marcos Leonardo, que se livrou de Adryelson antes de bater forte para superar o goleiro Lucas Perri.

Atrás no marcador, o Botafogo partiu para cima na etapa final. Com isso, o líder passou a dar espaços para o rápido ataque do Peixe, que chegou ao segundo em jogada de contra-ataque aos 35 minutos. Lucas Lima tabelou com Mendoza e tocou com Marcos Leonardo, que voltou a mostrar que estava com o faro de gol em dia.

Mas o Alvinegro de General Severiano não queria ver sua longa sequência de invencibilidade ser quebrada (com este empate chegou a sete partidas). Assim, aos 38 minutos a estrela do artilheiro Tiquinho Soares brilhou para o Botafogo descontar. Três minutos depois Marçal bateu escanteio e Adryelson finalizou de cabeça para dar números finais ao confronto.

Outros resultados:

Bragantino 0 x 0 Internacional
Cruzeiro 0 x 1 Goiás
Vasco 0 x 2 Athletico-PR

Santo André fica no empate com Democrata e não avança na Série D

Em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil, o Santo André empatou com o Democrata em 1 a 1, na tarde deste domingo (23) no Estádio Municipal Bruno José Daniel, e perdeu a oportunidade de se classificou para a segunda fase da Serie D do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Ramalhão ficou na 5ª posição do Grupo 6 com 19 pontos, um a menos do que o Vitória, que bateu o Resende por 2 a 1 para ficar em 4º.

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Precisando da vitória para permanecer vivo na competição, o Santo André pressionou muito nos primeiros minutos da partida. Mas quem chegou com maior perigo primeiro foi o Democrata, aos 16 minutos. Após rápida jogada de contra-ataque, a bola foi levantada na área, onde Mateus Silva finalizou de cabeça para vencer o goleiro Júnior Belliato. Mas o lance foi anulado por causa de posição de impedimento do atacante. Já o Santo André teve como melhor oportunidade no primeiro tempo um chute de Vitinho de dentro da área que acabou indo para fora aos 42 minutos.

Na etapa final o Ramalhão amentou ainda mais sua pressão, em especial pelo lado direito, onde o lateral Will Viana criava boas tramas ofensivas. E, de tanto tentar, o Santo André chegou ao gol aos 28 minutos. Ruan cobrou falta e a bola explodiu na trave. A bola voltou para Guilherme Liberato, que matou no peito antes de finalizar de direita. Mas o goleiro Glaycon conseguiu espalmar. A bola ficou viva na área e o mesmo Liberato conferiu de cabeça para marcar.

Porém, o Santo André acabou ficando em desvantagem poucos minutos depois, após a expulsão de Matheus Neris. E, aos 38, aconteceu o que o torcedor do Ramalhão temia, o Democrata chegou ao empate. Almir avançou pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde Guilherme Borges acabou se enrolando e fazendo contra.

Após a partida Chico comentou a proposta da equipe mineira neste domingo: “Viemos com a proposta de jogo do professor de dar rodagem ao grupo, usando aqueles que não estavam jogando. Viemos aqui com o objetivo de vencer, mas o empate fora de casa foi um bom resultado. Agora é mata-mata, no qual não podemos errar, e chegaremos muito fortes”.

Com o ponto obtido fora de casa, o Democrata encerrou a primeira fase na 3ª posição com 25 pontos. A liderança foi do Athletic Club, que bateu o Nova Iguaçu por 3 a 1, e a vice-liderança da Portuguesa, que empatou sem gols com o Real Noroeste.

SBPC abre neste domingo a 75ª reunião anual, em Curitiba

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) abre neste domingo (23), em Curitiba, a 75ª Reunião Anual da entidade. O tema deste ano é “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”.

O evento vai até 29 de julho. Estão previstas mesas redondas e conferências sobre mudanças climáticas, reconstrução do apoio à pesquisa científica, inteligência artificial, desenvolvimento nacional de vacinas, entre outros temas. O evento é gratuito.

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No total, o congresso contará com mais de 200 atividades, entre debates presenciais e virtuais.  As atividades serão realizadas no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no complexo da reitoria, no prédio histórico do campus e na Praça Santos Andrade.

A abertura será realizada hoje, às 18h, no Teatro Guaíra, na capital paranaense, e será transmitida pelas redes sociais.

A programação completa pode ser encontrada no site da SBPC.

 

 

Lula faz infiltração no quadril em hospital de São Paulo

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve neste domingo (23) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com a assessoria da Presidência, ele fez  infiltração para reduzir dores no quadril, decorrentes de uma artrose que pode demandar uma cirurgia em breve. 

Da capital paulista, Lula segue para São Bernardo do Campo, onde participa do aniversário e posse da nova direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Berço da trajetória política do presidente, o sindicato completa 64 anos com um histórico de lutas em defesa dos trabalhadores e da democracia.

Após o evento no ABC, ainda neste domingo, Lula retorna a Brasília. 

* Matéria atualizada às 15h40. O presidente Lula não passou por exames de rotina. Apenas fez o procedimento de infiltração. 

 

Rua do Rio se colore para torcer pelo Brasil nesta segunda-feira

A tradição de colorir o asfalto da Rua Pereira Nunes a cada quatro anos retornou mais cedo em 2023 para torcer pela seleção brasileira de futebol feminino na Copa do Mundo. Com a estreia das jogadoras brasileiras nesta segunda-feira (23), contra o Panamá, a rua de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, espera ser um ponto de encontro para a torcida verde e amarela.

A tradição da Copa do Mundo na Pereira Nunes teve início em 1982, e, desde então, o evento nunca mais passou em branco. O mundial de futebol feminino, porém, era ignorado, e isso começou a mudar quando a Associação de Moradores de Vila Isabel, com apoio da bandeira de cartão de crédito Visa, chamou a artista Andressa Gandra para celebrar a visibilidade que o futebol feminino vem alcançando.

Rio de Janeiro (RJ), 23/07/2023 – Trechos da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, pintados para a Copa do Mundo de futebol feminino. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

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“Eu já tinha pintado um grafite em Marechal Hermes [bairro da zona norte do Rio], para a Copa do Mundo masculina, no ano passado”, disse Andressa, que comemora seu primeiro trabalho para homenagear o futebol feminino. “É uma coisa que eu jamais imaginaria que seria possível, e fico muito orgulhosa. Chamei minha irmã para fazer parte disso, para que a gente possa perpetuar para as próximas gerações a importância de valorizar o futebol feminino”. acrescentou.

A pintura de 150 metros na Rua Pereira Nunes foi feita em um dia, das 8h da manhã às 16h30. Além da irmã, de 15 anos, Andressa contou com a ajuda de seu colega de trabalho e de um morador. “Teve morador que se engajou e quis pintar com a gente, se engajou na hora de guardar os materiais, na alimentação também, a gente tomou um café da manhã no dia. Outra pessoa deu suporte providenciando água, um lugar para a gente ir ao banheiro”, afirmou.

Além da Rua Pereira Nunes, Andressa também pintou a Rua Clara Nunes, em Madureira, onde fica a quadra da escola de samba Portela. “Os desenhos que eu pintei em Madureira e Vila Isabel foram para representar o futebol feminino, com símbolos que representam o futebol, como a chuteira e a bola, e as flores e lírio dos ventos, que trazem a sensação de estar em constante movimento, a leveza e a delicadeza do sagrado feminino. A natureza representa o feminino também”, ressaltou.

Rio de Janeiro (RJ), 23/07/2023 – Trechos da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, pintados para a Copa do Mundo de futebol feminino. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Apesar da tradição boêmia do bairro de Vila Isabel, terra da escola de samba homônima e do sambista Martinho da Vila, a comemoração para assistir ao primeiro jogo do Brasil será um café da manhã, já que a partida de começa às 8h. A Associação de Moradores de Vila Isabel, localizada nos arredores da Rua Pereira Nunes, transmitirá o jogo em sua sede, no Boulevard 28 de Setembro, 174.

O diretor da associação, Celso Mendes, conta que a ideia é reunir até 100 mulheres para assistir ao jogo, e promover debates sobre participação feminina no futebol e equidade de gênero.

“Quando a gente fala de seleção brasileira, a gente leva muito a sério. Quando vimos a possibilidade de fazer alguma coisa para o futebol feminino e conseguir homenagear as mulheres, a gente correu atrás. Hoje, independentemente de ser masculino ou feminino, para gente é importante. Se está vestindo a camisa da seleção, é Brasil e a gente vai fazer o melhor trabalho possível”, disse.