Conheça origens da guitarrada; gênero agora é manifestação cultural

A guitarrada foi reconhecida nesta sexta-feira (29), oficialmente, como uma manifestação da cultura nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei Nº 15.192 que valoriza a guitarrada como expressão cultural brasileira.

Esse gênero musical instrumental surgiu no Pará, na década de 1970, e é fruto da fusão de ritmos regionais como o carimbó e o siriá, com gêneros de origem caribenha como a cúmbia, o mambo, o merengue e o zouk. 

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Além disso, também é considerado inspiração para outros ritmos musicais populares aqui no Brasil, como o brega pop e a lambada. 

>> “Guitarradas da Amazônia”: Mestre Curica fala sobre sua trajetória na música

O marco inicial da guitarrada no Brasil é LP “Lambadas das Quebradas”, do paraense Mestre Vieira. E como o próprio nome já diz, é a guitarra que dita a melodia central da manifestação cultural, também conhecida como Lambada Instrumental; as apresentações são comandadas predominantemente por um solista.

Mestre Vieira teve seu trabalho influenciado pelo choro ainda criança. Os primeiros contatos com a guitarra elétrica aconteceram nos anos 70, após ter passado por uma série de instrumentos de corda como bandolim, banjo, cavaquinho, violão e além dos instrumentos de sopro.

Ele gravou 18 discos ao longo da carreira e é considerado por muitos músicos e pesquisadores um dos pilares da música paraense.

Em 2023, a Assembleia Legislativa do Pará já havia aprovado o projeto de lei que define o dia 29 de outubro como ‘Dia Estadual da Guitarrada”, a data celebra o aniversário de Mestre Vieira, falecido em fevereiro de 2018, aos 83 anos.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Moraes suspende uso de tornozeleira pelo senador Marcos do Val

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (29) a retirada da tornozeleira eletrônica responsável pelo monitoramento do senador Marcos do Val (Podemos –ES). A medida foi determinada após o ministro aceitar um recurso apresentado pelo Senado para que o equipamento seja retirado.

No início deste mês, Moraes determinou que o senador fosse monitorado por tornozeleira e também mandou bloquear as contas bancárias do parlamentar

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O monitoramento foi determinado após o parlamentar viajar para os Estados Unidos sem autorização do Supremo.

No ano passado, uma decisão da Corte determinou a suspensão dos passaportes do senador. Contudo, no dia 23 de julho, Marcos do Val embarcou para Miami com passaporte diplomático, que não foi entregue por ele à Polícia Federal (PF).

Antes de sair do país, o senador pediu a Alexandre de Moraes autorização para viajar, mas o pedido foi negado.

Na decisão, Moraes também revogou outras medidas cautelares determinadas contra o parlamentar, como bloqueio de contas bancárias e chaves Pix, proibição de uso de redes sociais, recolhimento domiciliar noturno e suspensão do salário de senador.

A proibição de sair do país sem autorização e apreensão dos passaportes foram mantidas. 

Revogação

A revogação das proibições foi determinada após um acordo de bastidores entre o Supremo e Senado. Com a retirada das medidas, Marcos do Val pediu licença do mandato.

O pedido de licença foi citado por Moraes na decisão. “A petição apresentada pela advocacia do Senado Federal veio acompanhada de cópia do pedido de licença que Marcos do Val encaminhou ao presidente do Senado Federal, salientando a incapacidade temporária para exercer o mandato de senador da República e externando seu respeito ao Estado Democrático de Direito e às instituições democráticas”, diz a decisão.

O senador é investigado pelo STF pela suposta campanha de ataques nas redes sociais contra delegados da Polícia Federal que foram responsáveis por investigações envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bruno Henrique desiste de tentar anular investigação sobre bets

A defesa do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, desistiu do recurso protocolado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar anular a investigação que apura a suposta participação do atleta em um esquema de manipulação de apostas na internet (bets).

A desistência foi homologada nesta quinta-feira (28) pelo ministro Joel Ilan Paciornik, relator do processo. O caso estava previsto para ser analisado pela Quinta Turma do STJ, na próxima terça-feira (2).

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O jogador é investigado por ter forçado um cartão amarelo no jogo contra o Santos, no Campeonato Brasileiro de 2023, em Brasília, para beneficiar parentes dele que faziam apostas. Além do atleta, amigos e familiares também já foram denunciados pelo Ministério Público.

Em julho deste ano, o ministro negou o pedido inicial da defesa para anular a investigação.

Na ocasião, o ministro entendeu que o habeas corpus protocolado pelos advogados não pode ser utilizado para avaliar a competência da Justiça do Distrito Federal para julgar o caso.

Réu

No mês passado, Bruno Henrique virou réu na Justiça do DF pela acusação de fraudar o resultado de competição esportiva.

A decisão foi proferida pelo juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal de Brasília. O magistrado aceitou parcialmente denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o atleta pelo suposto envolvimento em esquema de manipulação de apostas. 

Apesar de tornar o atacante réu, o juiz rejeitou a parte da denúncia que acusava Bruno Henrique de estelionato e o pedido dos promotores para que o jogador fosse obrigado a pagar R$ 2 milhões de fiança

Orçamento de 2026 reserva R$ 40,8 bi para emendas parlamentares

A proposta de Orçamento para 2026, enviada nesta sexta-feira (29) ao Congresso, destina R$ 40,8 bilhões a emendas parlamentares impositivas. O valor, no entanto, só inclui as emendas individuais e de bancadas estaduais. Com a inclusão das emendas de comissão, o valor pode crescer para R$ 52,9 bilhões.

Segundo o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, a equipe econômica estima R$ 11,5 bilhões em emendas de comissão, com o valor chegando R$ 12,1 bilhões com correção pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Segundo Guimarães, o governo optou por não incluir a estimativa com as emendas de comissão no projeto enviado ao Congresso porque a legislação permite que o governo decida se deixa o valor reservado no projeto de lei ou aguarda o fim da tramitação do Orçamento. Para destinar o valor às emendas de comissão, no entanto, o governo precisa cortar outras despesas.

A primeira versão do Orçamento de 2025 previa R$ 38,9 bilhões para as emendas impositivas, cuja execução é obrigatória. Com a inclusão das emendas de comissão, o valor final aprovado pelo Congresso chegou a R$ 50,4 bilhões.

Pelo acordo entre Executivo e Congresso, mediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e formalizado em lei complementar, as emendas de comissão têm limite de até R$ 11,5 bilhões em 2025, valor que deve ser corrigido pela inflação nos anos seguintes. Esses recursos, no entanto, não foram incluídos no projeto de lei do Orçamento e só poderão ser viabilizados por meio de cortes em outras despesas.

O governo estuda, para o próximo ano, usar uma folga de R$ 13,4 bilhões no teto de gastos de 2026 para acomodar parte dessas emendas, caso seja aprovada a nova proposta de emenda à Constituição dos precatórios, que flexibiliza o pagamento de dívidas judiciais e amplia a margem orçamentária.

A proposta orçamentária também prevê R$ 1 bilhão para o financiamento de campanhas eleitorais.

Atualmente, a Constituição assegura 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do ano anterior ao Projeto de Lei de Orçamentária Anual (PLOA) para emendas individuais — dos quais 1,55 ponto percentual para deputados e 0,45 ponto para senadores. As emendas de bancada têm limite de até 1% da RCL, enquanto as de comissão não contam com reserva fixa, dependendo de negociação política e espaço fiscal.

Duplas de Bia Haddad e Fernando Romboli avançam de fase no US Open

O tênis brasileiro teve duas vitórias nesta sexta-feira (29) pelo US Open, um dos quatro principais torneios do circuito mundial – os chamados Grand Slams. A paulista Beatriz Haddad Maia (foto) avançou à segunda rodada nas duplas femininas, enquanto o carioca Fernando Romboli avançou nas duplas masculinas ao superar a parceria do gaúcho Marcelo Demoliner.

A parceria de Bia com a alemã Laura Siegmund venceu a da norte-americana Caty McNally com a australiana Maria Joint por 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/1, em uma hora e 28 minutos. Na segunda rodada, elas terão pela frente a ucraniana Marta Kostyuk e a romena Elena Ruse, em dia e horário a serem confirmados.

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No masculino, Romboli e o australiano John-Patrick Smith precisaram de uma hora e oito minutos para superarem Demoliner e o cazaque Alexander Bublik por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/2. O próximo compromisso deles será contra os indianos Vijay Prashanth e Anirudh Chandrasekar. A partida ainda será agendada.

Sábado agitado

O sábado (30) será movimentado para os tenistas brasileiros na competição disputada em Nova York, nos Estados Unidos. Na terceira rodada do torneio de simples feminino, Bia terá pela frente a grega Maria Sakkari, no segundo jogo da sessão noturna da quadra Louis Armstrong, que começa às 20h (horário de Brasília) com o duelo entre o alemão Alexander Zverev e o canadense Félix Auger-Aliassime.

A paulista tem vantagem nos confrontos, vencendo a rival nas quatro partidas em que se enfrentaram.

A organização do US Open ainda não divulgou os horários dos jogos de duplas, mas a programação do dia prevê a sequência da primeira rodada do torneio masculino, além da segunda rodada do feminino.

Entre os homens, a parceria do mineiro Marcelo Melo com o gaúcho Rafael Matos encara o croata Ivan Dodig e o britânico Jamie Murray. O gaúcho Orlando Luz, que joga ao lado do francês Albano Olivetti, estreia contra o também francês Adrian Mannarino e o finlandês Emil Ruusuvuori.

Nas duplas femininas, a paulista Luísa Stefani e a húngara Tímea Babos enfrentam as norte-americanas Iva Jovic e Clervie Ngounoue.

Já a carioca Íngrid Martins, que atua com Quinn Gleason, dos Estados Unidos, mede forças com a canadense Gabriela Dabrowski e a neozelandesa Erin Routliffe.

Volkswagen é condenada por exploração de trabalho escravo

A multinacional Volkswagen foi condenada pela Justiça do Trabalho por exploração de trabalho análogo à escravidão no Pará. O crime ocorreu entre os anos de 1974 e 1986 na Fazenda Vale do Rio Cristalino, de produção agropecuária, também conhecida como Fazenda Volkswagen, e localizada em Santana do Araguaia, no sudeste do Pará.

A companhia de capital alemão deverá pagar R$ 165 milhões de indenização por dano moral coletivo. O recurso deverá ser repassado ao Fundo Estadual de Promoção do Trabalho Digno e de Erradicação do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo no Pará (Funtrad/PA).

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“As provas dos autos demonstram que a empresa Volkswagen do Brasil não apenas investiu na Companhia Vale do Rio Cristalino, como também participou ativamente de sua condução estratégica, beneficiando-se diretamente da exploração ilícita da mão de obra”, explicou o juiz Otavio Bruno da Silva Ferreira, da Vara do Trabalho de Redenção (PA).

Na decisão, o magistrado ainda descreve que “relatórios oficiais, testemunhos de trabalhadores e documentos de órgãos públicos evidenciam que o modelo de produção adotado incluía práticas de servidão por dívida, violência e submissão a condições degradantes, configurando o núcleo do trabalho escravo contemporâneo”.

Servidão e doença

Em nota, o Ministério Público do Trabalho (MPT) afirma que centenas de trabalhadores da Fazenda Vale do Rio Cristalino foram submetidos a condições degradantes, com vigilância armada, alojamentos precários, alimentação insuficiente, servidão por dívida e ausência de assistência médica, especialmente aos acometidos por malária.

A decisão da Justiça foi provocada por ação civil pública ajuizada pelo MPT em dezembro de 2024, baseada em denúncias da Comissão Pastoral da Terra, apresentadas em 2019 pelo padre Ricardo Rezende Figueira.

De acordo com o MPT, ele recolheu documentação sobre situações de submissão de trabalhadores a condições degradantes de trabalho na propriedade da Volkswagen. O MPT conseguiu acesso a ações judiciais, inquéritos policiais e certidões e depoimentos prestados em cartório que comprovam a ocorrência dos fatos denunciados.

Pedido de desculpas

Além da indenização milionário, o MPT informa que a Volkswagen deverá “reconhecer publicamente a sua responsabilidade” e “pedir desculpas” aos trabalhadores atingidos e à toda sociedade. 

A companhia também terá de adotar “Política de Direitos Humanos e Trabalho Decente”; incluir cláusulas específicas em todos os contratos com fornecedores proibindo práticas análogas à escravidão; permitir auditorias independentes das suas relações contratuais, entre outras medidas

O empreendimento agropecuário da Volkswagen teve financiamento público da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) no período da ditadura cívico-militar (1964-1985).

Em 2020, a multinacional alemã firmou acordo judicial com o Ministério Público, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), reconhecendo sua atuação em apoio à ditadura militar e violações a direitos humanos.

A Volkswagen está instalada no Brasil desde a década de 1950, período de industrialização nacional e de início da produção de veículos no país.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa da Volkswagen e aguarda retorno. 

Orçamento de 2026 tem meta de superávit de R$ 34,3 bilhões

Enviado nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional, o projeto do Orçamento de 2026 tem meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). No entanto, ao incluir gastos fora do arcabouço fiscal, a estimativa é de déficit de R$ 23,3 bilhões para o próximo ano.

O resultado primário representa a diferença entre receitas e gastos nas contas do governo sem os juros da dívida pública. O arcabouço fiscal em vigor desde 2023 prevê uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo, o que permite que o governo encerre o ano com déficit zero, sem descumprir a meta.

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Para o próximo ano, a proposta do Orçamento prevê receitas totais líquidas R$ 2,577 trilhões, o equivalente a R$ 23,04% do PIB. As receitas líquidas excluem as transferências obrigatórias da União para estados e municípios.

As despesas totais estão estimadas em R$ 2,6 trilhões, mas o valor usado para o cálculo do resultado primário representa apenas o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). Ao confrontar as receitas e as despesas, o governo estima déficit primário de R$ 23,3 bilhões (0,17% do PIB).

No entanto, ao excluir R$ 57,8 bilhões de gastos do cumprimento de meta, a previsão para as contas federais melhora, com a estimativa de superávit de R$ 34,5 bilhões, um pouco acima da meta de R$ 34,3 bilhões. Por um acordo com o Supremo Tribunal Federal no fim de 2023, gastos com precatórios (dívidas do governo com sentença judicial definitiva) estão fora do cálculo da meta de resultado primário.

Incentivos tributários

Ao apresentar o projeto do Orçamento de 2026, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que a chance de cumprimento da meta de superávit primário aumenta porque a proposta encaminhada ao Congresso não considera o corte de R$ 19,6 bilhões em benefícios tributários em debate no Parlamento.

Segundo Dario, o governo está trabalhando em conjunto com o Congresso para revisar benefícios fiscais determinados por leis ordinárias ou complementares. A revisão de benefícios constitucionais exigiria a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição, que requer o voto de pelo menos três quintos do Congresso.

Biocombustível de macaúba mudará vida de agricultores em MG, diz Lula

A agricultora Maria Eunice Soares de Machado Costa, de 60 anos de idade, moradora de Montes Claros (MG), descobriu que a macaúba que planta em sua roça poderia transformar não só a própria realidade, mas também mudar o mundo. 

Nesta sexta (29), ela foi chamada de “revolucionária” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial da empresa Acelen Renováveis. Vai ser pela macaúba que será produzido biocombustível com um investimento previsto de US$ 3 bilhões.

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“Para mim, é uma grande alegria saber que nós, agricultores, vamos fazer parte desse investimento que vai não só favorecer a nós, mas também ao meio ambiente”, disse a trabalhadora rural. Ela faz parte da Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativista Ambiental do Vale do Riachão.

No evento de inauguração, o presidente Lula pediu para que ela contasse ao público e às outras autoridades presentes que, desde a década de 1990, ela luta pela sustentabilidade da região. 

“Essa mulher tem muito a ver com a história da sobrevivência da macaúba aqui nessa região”, testemunhou Lula.

Luta pela produção

Ao microfone, lembrou que o Rio Riachão, que banha a área, começou a secar depois que fazendeiros da região instalaram pivôs de irrigação apenas para as próprias terras e tirando água dos pequenos produtores.  “Foi uma luta muito grande durante três anos. Até que conseguimos lacrar os pivôs dos grandes produtores”, disse a agricultora. 

Segundo explica a empresa, o fruto extraído pelos produtores passa pelo processo de limpeza e esmagamento. Depois, o óleo vegetal vira querosene de aviação verde, um diesel verde. 

O projeto envolve uma área plantada de 180 mil hectares, sendo que 20% são de pequenos agricultores. A previsão é que, em 10 anos, sejam gerados 85 mil empregos.

Presidente Lula durante visita às instalações e cerimônia de inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial e de lançamento do programa Valoriza. Foto: Ricardo Stuckert/PR

“Campeão do mundo”

O presidente Lula, ao celebrar o trabalho dos pequenos produtores e a inauguração da empresa, defendeu que o Brasil será o campeão mundial na transição energética e dos combustíveis renováveis. Ele garantiu que a produção não fará com que sejam derrubadas florestas para plantar macaúba. “Nós temos mais de 40 milhões de hectares de terra degradadas”. 

Além disso, o presidente defendeu parcerias comerciais em prol da sustentabilidade do planeta. 

“Nós é que temos que pensar que tipo de projeto de desenvolvimento que nós queremos. A gente não pode ficar na expectativa de que ficar rindo para os Estados Unidos vai fazer aquilo que nós precisamos”, disse o presidente.

Ele enfatizou que não se pode esperar que outros países resolvam os problemas do Brasil. “A gente não tem tempo de reclamar, a gente não tem tempo de chorar. A gente tem que acreditar e fazer as coisas acontecerem”, afirmou. 

Ele celebrou o empreendimento e garantiu que será transformador para os produtores rurais. “Enquanto a planta não der a primeira colheita, os agricultores vão receber um pró labore”, disse o presidente. 

Políticas públicas

Também no evento desta sexta, o técnico de operações sênior da empresa, João Paulo dos Santos Fonseca, disse ao presidente que as políticas públicas foram decisivas para mudar a sua vida. 

Ele concluiu a graduação dele em engenharia de produção com Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) sem que as dificuldades financeiras interrompessem os estudos.

“Essa oportunidade transformou a minha vida. Hoje, na empresa, tenho o privilégio de contribuir com entusiasmo para a transição energética do Brasil. Que a minha presença aqui possa inspirar outros jovens a acreditarem no seu potencial”, disse.

Com precatórios, setor público teve déficit de R$ 66,6 bi em julho

O forte pagamento de precatórios fez o déficit do setor público consolidado (União, estados, municípios e estatais) saltar em julho. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 66,6 bilhões, divulgou nesta sexta-feira (29) o Banco Central (BC). O valor é o segundo pior para o mês, perdendo apenas para julho de 2020, no auge da pandemia de covid-19.

O déficit primário de julho é dividido da seguinte forma:

  • Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central): R$ 56,4 bilhões
  • Governos Regionais (estados e municípios): R$ 8,1 bilhões
  • Empresas Estatais: R$ 2,1 bilhões

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Em relação ao mesmo mês de 2024, houve piora significativa. Em julho do ano passado, o déficit primário havia sido de R$ 21,3 bilhões. Ontem (28), o Tesouro Nacional atribuiu o resultado à concentração de precatórios (despesas do governo com sentença judicial definitiva), que somaram R$ 62,78 bilhões no mês. No ano passado, os precatórios foram quitados em fevereiro.

O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado do Tesouro Nacional apontou déficit de R$ 59,124 bilhões para o Governo Central. No entanto, as estatísticas do BC registraram um déficit um pouco mais baixo, R$ 56,4 bilhões, por causa da diferença de metodologia entre os dois órgãos.

>>Entenda as novas regras para pagamento de precatórios 

Acumulado do ano

Nos sete primeiros meses do ano, o déficit primário acumulado foi de R$ 44,5 bilhões, equivalente a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas). Apesar de ainda negativo, o resultado é melhor que o registrado em 2024, quando o déficit no mesmo período foi de R$ 64,7 bilhões (0,97% do PIB).

No acumulado em 12 meses, porém, houve reversão. O déficit chegou a R$ 27,3 bilhões, ou 0,22% do PIB, contra superávit de R$ 17,9 bilhões em junho. A meta do governo é zerar o rombo nas contas públicas em 2025, mas o arcabouço fiscal permite déficit de até 0,25% do PIB.

Resultado nominal e dívida bruta

Ao incluir os juros da dívida pública, o déficit nominal de julho atingiu R$ 175,6 bilhões. Em 12 meses, o valor chegou a R$ 968,5 bilhões, equivalente a 7,86% do PIB. A dívida bruta do governo geral alcançou 77,6% do PIB, o que representa R$ 9,6 trilhões, contra 76,6% do PIB (R$ 9,4 trilhões) em julho.

A dívida bruta foi impulsionada principalmente pelo pagamento de juros, emissões líquidas de títulos e desvalorização cambial. Desde o início do governo atual, a dívida já subiu 5,9 pontos percentuais. A dívida líquida, que desconta do débito total o valor que o governo tem a receber, também avançou para 63,7% do PIB em julho.

>>Entenda quanto é a dívida pública e por que ela existe

Desafios para arcabouço fiscal

Aprovado em 2023, o arcabouço fiscal limita o crescimento das despesas a 70% do aumento da arrecadação, com teto de 2,5% reais ao ano. No entanto, a regra pode perder validade nos próximos anos, caso não haja cortes expressivos de gastos obrigatórios, que necessitam de aprovação de leis e, em alguns casos, reformas na Constituição.

Segundo o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, em tramitação no Congresso, o próprio governo prevê que a trajetória da dívida pública passe de 78,5% do PIB em 2025 para 84,2% do PIB em 2028. Só a partir de 2028 é que ela entraria em queda em relação ao PIB.

As projeções do mercado financeiro, no entanto, estão mais pessimistas e indicam que a dívida bruta pode alcançar 93,5% do PIB em 2034. O Fundo Monetário Internacional estima que o índice supere 100% em 2035.

Mais de 3,3 mil pessoas querem acompanhar julgamento de Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu 3.357 pedidos de pessoas interessadas em acompanhar presencialmente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista, a partir do dia 2 de setembro.

As inscrições para assistir as sessões foram abertas na semana passada pela Corte e estavam disponíveis para o público em geral e advogados dos réus dos demais três núcleos da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe de Estado, em 2022. 

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Apesar do grande número de inscritos, somente os primeiros 1.200 pedidos serão atendidos, devido à limitação de espaço.

Os contemplados vão acompanhar o julgamento na sala da Segunda Turma da Corte, por meio de um telão, e não poderão ficar na Primeira Turma, onde o será o julgamento. O espaço será destinado somente aos advogados dos réus e aos profissionais de imprensa.

Foram disponibilizados 150 lugares para cada uma das oito sessões de julgamento, marcadas para os dias 2, 9, 10 e 12 de setembro.

O Supremo entrará em contato com os contemplados e enviará um e-mail para informar o dia e horário de comparecimento. 

Imprensa

A Corte também recebeu 501 pedidos de credenciamento de profissionais da imprensa nacional e internacional interessados em cobrir o julgamento.

Julgamento

O julgamento será na Primeira Turma da Corte, composta pelo relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Bolsonaro e os demais réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em caso de condenação, as penas podem passar de 30 anos de prisão.

Os réus do núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República; 
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Paulo Sérgio Nogueira (general), ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022.
  • Mauro Cid (tenente-coronel), ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Governo apresenta novo slogan e nova marca publicitária

A nova marca do governo federal, com um novo slogan, foi apresentada nesta sexta-feira (29) durante encontro com servidores de órgãos e entidades do Sistema de Comunicação de Governo (Sicom), no Palácio do Planalto. As peças publicitárias trarão a frase “Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro” no lugar de “União e Reconstrução”, adotada no início do governo.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, explicou que o slogan anterior traduziu bem o espírito e os trabalhos dos primeiros anos do governo Lula.  

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“Agora vivemos uma nova fase, em que o nosso país, nossa economia e conquistas da população vivem ameaças externas. Nosso objetivo é mostrar que esse governo tem lado. Do lado do povo brasileiro”, disse Palmeira. 

Outra mudança na marca é a substituição da expressão “Governo Federal” por “Governo do Brasil”. De acordo com o ministro, a mudança torna a linguagem mais simples e direta e permite à população se identificar melhor com o governo. 

A nova marca passará a ser utilizada a partir dos próximos dias em todas as peças publicitárias e de comunicação institucional dos órgãos e entidades vinculados ao Executivo Federal. 

A marca já havia sido apresentada aos ministros na reunião ministerial comandada pelo presidente Lula na última terça-feira (26). 

 

Reflexo branco nos olhos: entenda condição que assusta pais

Pupila branca e reflexo de olho de gato são alguns nomes popularmente usados para se referir à leucocoria, condição em que a pupila se mostra branca no lugar do tradicional preto. Em casos mais evidentes, ela pode ser detectada por meio de uma simples observação. Em outras situações, pode ser percebida apenas por meio de fotografias com flash, por exemplo, quando um dos olhos apresenta um reflexo branco diferente quando comparado ao outro olho.

Para a oftalmologista e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (Sbop) Rosa Maria Graziano, a leucocoria figura como uma emergência oftalmológica e não pode passar batido. “Muitas vezes, pode ser uma indicação de que existe uma urgência a ser tratada. Pode ser uma catarata congênita, um retinoblastoma”. explicou.

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“A leucocoria é um sinal, não um diagnóstico. Ela não salva só o olho, mas a vida dessas crianças”.

Durante o 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Curitiba, a médica lembrou que a teste do reflexo vermelho ou teste do olhinho é lei em praticamente todos os estados brasileiros, deve ser feito entre 48 e 62 horas após o nascimento do bebê e repetido pelo menos três vezes ao ano até que a criança complete 5 anos, conforme diretriz do Ministério da Saúde. “Qualquer diferença de cor entre um olho e outro é significativa”.

>>O que é o retinoblastoma

Entenda

Conforme definição da Sbop, quando a luz entra no olho através da pupila, a retina absorve a maior parte da luz. Uma pequena quantidade de luz, no entanto, é refletida pela retina e sai do olho através da pupila. Essa luz é laranja-avermelhada, refletindo a cor da retina normal. O reflexo vermelho, portanto, fica ausente ou branco quando há algum tipo de anormalidade no olho que impede a luz de chegar à retina e ser refletida.

Oftalmologistas podem usar um oftalmoscópio para examinar o interior do olho. Colírios dilatadores são geralmente usados ​​para aumentar a pupila, o que permite um exame mais completo (exame de fundo de olho dilatado) e a identificação da causa da leucocoria.

Ainda segundo a Sbop, diversas condições podem causar leucocoria, desde a catarata, o descolamento de retina e uma infecção intraocular até anormalidades vasculares da retina e o temido retinoblastoma, tumor intraocular maligno mais comum na infância.

“Não é raro um encaminhamento por reflexo vermelho anormal ter um exame oftalmológico normal ou alterações benignas. Mas a presença de alteração no exame ou a suspeita de leucocoria sempre exigem avaliação imediata de um oftalmologista, para um exame cuidadoso (incluindo o exame de fundo de olho dilatado) e para descartar as condições mais preocupantes listadas acima”, reforçou a entidade.

*A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)

Lula anuncia R$ 9,7 bilhões para o transporte público

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (29), R$ 9,7 bilhões em investimentos no transporte público para diversos estados. Em evento, em Contagem, Minas Gerais, o presidente divulgou as novas propostas habilitadas para pré-seleção nas linhas de Mobilidade Grandes e Médias Cidades e de Renovação de Frota do Novo Programa de Aceleração do Crescimento Seleções de 2025 (PAC Seleções).

“Esse investimento é o começo da colheita que nós estamos fazendo”, disse Lula ao citar as políticas implementadas nos primeiros anos do governo.

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O Novo PAC Seleções é voltado para atender projetos prioritários apresentados por estados e municípios. A lista de obras contempladas na etapa deste ano está disponível na página da Casa Civil da Presidência, responsável pela coordenação do programa. O programa continua aberto para o encaminhamento de novas propostas.

Na linha Mobilidade Grandes e Médias Cidades foram habilitadas 28 propostas em 12 estados, que podem chegar a R$ 5 bilhões em financiamento ao setor público, além de uma proposta voltada ao setor privado, no valor de R$ 1 bilhão. Entre os tipos de investimentos possíveis estão BRT, metrô, VLT, corredores exclusivos, terminais, ciclovias integradas ao transporte público e sistemas de transporte inteligente.

No Refrota Setor Público, programa de renovação de frotas, foram habilitadas 12 propostas, que podem chegar a R$ 1,27 bilhão, e 71 do setor privado, no valor de R$ 2,47 bilhões. O montante pode variar de acordo com a avaliação dos agentes financeiros. Nessa linha estão ônibus elétricos, veículos padrão Euro 6, material rodante para trilhos e barcos para transporte aquaviário, além de sistemas e equipamentos de apoio operacional.

Após a pré-seleção, os proponentes devem apresentar aos agentes financeiros a documentação técnica para análise de viabilidade. Com a validação, as propostas passam para a etapa de seleção final, a ser publicada pelo Ministério das Cidades.

As linhas de financiamento contam com recursos do FGTS em condições especiais com juros de 5,5% ao ano para sistemas sobre trilhos e de 6% ao ano para os demais, além de prazos de amortização que podem chegar a 30 anos para transporte sobre trilhos, com carência de até 48 meses. 

Nova avenida

Ainda em Contagem, o presidente Lula entregou um trecho das obras da Avenida Maracanã, que, com a revitalização, passou a se chamar Avenida Prefeito Newton Cardoso.

A obra entregue nesta sexta-feira corresponde a uma extensão de 2 quilômetros e integra um conjunto de intervenções de macrodrenagem e mobilidade que somam R$ 270 milhões em investimentos, com recursos do Programa Saneamento para Todos, do Avançar Cidades e a contrapartida municipal.

No total, o empreendimento prevê a implantação de 4,5 quilômetros de corredor de mobilidade, além de drenagem, pavimentação, urbanização, canalização de córregos e recuperação ambiental. Entre as melhorias estão duas pistas de 13,5 metros, ciclovia, cinco pontos de embarque por pista, quatro pontes e quatro viadutos.

Cetesb suspende queimas controladas em São Paulo

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) suspendeu, desde ontem (28) as autorizações para queimas controladas em todo o estado. A suspensão vale por 30 dias e busca diminuir os riscos de incêndios florestais, que têm alto histórico de incidência nos meses de agosto de setembro.

A decisão inclui queimas de palha da cana-de-açúcar, agrícolas e para fins de controle de pragas. Novos pedidos não serão aceitos no período descrito, e o prazo poderá ser estendido caso a seca continue.

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A queima da palha da cana já estava limitada desde julho. Até então, era autorizada apenas quando a umidade relativa do ar estava acima de 40% e fora do período das 11h às 15h, pois o risco de propagação do fogo é maior. Todas as liberações agora estão suspensas.

O diretor de Controle e Licenciamento da Cetesb, Adriano Queiroz, explica o objetivo da medida preventiva: “Mais uma vez adotamos a suspensão como medida preventiva para atravessar o período crítico de estiagem. Nosso objetivo é reduzir os riscos de incêndios florestais e preservar a qualidade do ar, em linha com o histórico recente e a experiência de anos anteriores”.

Os esforços da Cetesb para conter as queimas fazem parte do Programa SP sem Fogo. A operação desenvolve diversas atividades de forma permanente durante o ano, para combater e prevenir incêndios florestais em grandes áreas verdes próximas a regiões rurais e urbanas.

Baixos índices em agosto

Em 2024, o Brasil passou por uma grande crise climática nos meses de agosto e setembro. Os índices de tempo seco, alta ocorrência de incêndios e baixa qualidade do ar registraram piora sem precedentes.

Comparado com o ano anterior, o mês de agosto de 2025 representou grande queda nos índices de queimadas. Segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o estado de São Paulo registrou queda de 75%, se comparado com 2024, no total de focos.

De acordo com o INPE, entre 1º e 15 de agosto foram contabilizadas 148 ocorrências em 2025. Em 2024, foram 548. O investimento em monitoramento, melhores condições climáticas e o treinamento de equipes locais de resposta foram apontados como motivos do recuo.

*Estagiário sob supervisão de Eduardo Luiz Correia

Brasil inicia ação para usar Lei de Reciprocidade contra os EUA

O governo brasileiro deu mais um passo visando a aplicação da Lei de Reciprocidade econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço de 50% aplicado pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros.

A aplicação da lei – aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – possibilita ao Brasil uma resposta a eventuais medidas unilaterais adotadas por outros países contra produtos brasileiros.

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Ela permite ao Brasil contramedidas tarifárias em situações como a atual, em que os EUA sobretarifam importações prejudicando a competitividade das empresas de outros países.

Ajuda para negociação

Diante da situação, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) – órgão colegiado de 10 ministérios, responsável por formular, implementar e coordenar as políticas de comércio exterior – foi provocada, dando início a um processo que tem, entre suas etapas, a de notificar os Estados Unidos sobre a resposta brasileira ao tarifaço.

Antes de embarcar de volta ao Brasil, após missão oficial ao México, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que a Lei de Reciprocidade pode ajudar o Brasil na negociação com os EUA.

“Espero que isso até possa ajudar a gente acelerar o diálogo e a negociação. Essa é a disposição que o Brasil sempre teve. Precisamos lembrar que temos 201 anos de parceria e amizade com os Estados Unidos e que temos uma boa complementariedade econômica”, disse Alckmin.

Aço e carvão

Ele citou como exemplo o setor do aço. “Nós somos o terceiro comprador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos [utilizado para a fabricação de aço]. Fazemos o semiplano e vendemos para os Estados Unidos, que fazem o aço para o automóvel, para o avião, para as máquinas. Você tem uma complementariedade, uma integração. Essa é a lógica do comércio exterior”, argumentou.

Dessa forma, acrescentou o vice-presidente, “quem ganha é o conjunto da sociedade com produtos mais baratos que beneficiam a sociedade”. 

Conselho da Petrobras aprova nome de indicado pelo governo

A Petrobras informou nesta sexta-feira (29) que o Conselho de Administração da companhia aprovou a indicação de Marcelo Weick Pogliese para o colegiado. O nome de Pogliese tinha sido sugerido pelo governo na última quarta-feira (27), por meio do Ministério de Minas e Energia (MME).

Pogliese substituirá Pietro Mendes, que deixou a presidência do conselho para assumir uma diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador da indústria do petróleo, vinculado ao MME.

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O conselho de administração é um órgão colegiado de orientação e direção superior, responsável pela definição das estratégias da empresa. É composto por, no mínimo, sete e, no máximo, 11 integrantes.

Fazem parte do conselho indicações do acionista controlador (governo federal), acionistas minoritários e um representante eleito pelos funcionários da estatal.

Além de Pogliese, são da cota do governo o presidente do conselho, Bruno Moretti, a presidente da empresa, Magda Chambriard, além de Rafael Ramalho Dubeux, Renato Galuppo e José Fernando Coura.

A representante eleita pelos empregados é Rosangela Buzanelli Torres. Foram indicados por minoritários Aloisio Macário Ferreira de Souza, Francisco Petros, Jerônimo Antunes e José João Abdalla Filho,

Currículo

Marcelo Pogliese é secretário especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República e professor efetivo da Universidade Federal da Paraíba.

É advogado, pós-doutor em direito público pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), doutor em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Já ocupou cargos como procurador-geral de João Pessoa, procurador-geral da Paraíba e chefe da Casa Civil do governo da Paraíba. Foi também assessor especial da presidência na Petrobras.

Presidência da COP30 convida setor privado a integrar agenda de ação

A presidência brasileira da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), liderada pelo embaixador André Correa do Lago, divulgou nesta sexta-feira (28) mais uma carta à comunidade internacional. O comunicado convida o setor privado a integrar a agenda de ação proposta anteriormente pela liderança brasileira.

“Para uma COP ser de implementação ela precisa de ação e, para isso, é essencial ter os atores além dos Estados. Os Estados, obviamente, são essenciais porque são os únicos que negociam, também são importantíssimos porque governam, mas a gente quer acentuar a presença dos entes subnacionais, das universidades, da sociedade civil, das pessoas, dos indivíduos e, neste caso, do empresariado”, destacou Correa do Lago em entrevista.

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A carta destaca o avanço promovido pelo setor par a aceleração da transição verde, mas ressalta que agora é necessário avançar de forma exponencial. “O impacto do nosso trabalho nos próximos 30 anos dependerá da nossa capacidade de criar as condições regulatórias, econômicas e sociais nacionais para que os objetivos do Acordo de Paris funcionem para as pessoas e para as empresas”, reforça.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, divulga carta à comunidade internacional – Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

De acordo com Corrêa do Lago, a COP30 pode vir a ser o local que definirá as novas regras para o mercado mundial, com soluções capazes de abrir novas frentes de negócios transformadores.

A carta destaca que essa mudança é inevitável e cita o exemplo da transição energética que movimentou mais de US$ 2 bilhões em investimentos globais no último ano e gerou 35 milhões de empregos em 2023, segundo relatório das Nações Unidas.

A diretora executiva da COP30, Ana Toni, lembrou que isso é reflexo do trabalho de muitas empresas pioneiras que já atuam nessa transformação.

“Mas esse chamado é para que as empresas atuem ainda mais, não só as pioneiras e os visionários, mas todos, para dar escala e acelerar o processo da maneira que a gente precisa no combate à mudança do clima”, disse.

Para o embaixador, o setor, ao perceber as oportunidades econômicas, é capaz de ir além do que governos gostariam ou recomendariam à iniciativa privada. “Estamos criando uma nova dinâmica do setor privado, com uma autonomia que não é relacionada à negociação e sim aos ganhos que ele pode fazer ao utilizar essa nova maneira de atuar”.

Na carta, a presidência brasileira da COP30 sugere que o setor se oriente por meio do primeiro Balanço Global (GST, na sigla em inglês), instrumento de avaliação do Acordo de Paris, apresentado na COP28. Também é informado que iniciativas sugeridas anteriormente pelo setor privado estão sendo mapeadas e otimizadas para facilitar o monitoramento das ações em andamento.

A nova ferramenta funcionará a partir da atuação de um Grupo de Ativação, que reunirá iniciativas pioneiras, escaláveis e reais, em uma plataforma chamada de Celeiro de Soluções. Cada iniciativa será acompanhada de um Planos de Aceleração de Soluções, com sugestões de ajustes de políticas, parcerias e financiamento necessário.

Segundo André Corrêa do Lago, o mecanismo é uma provocação ao secretariado da Convenção Climática de que é necessário o acompanhamento para que a ação avance além das negociações, mas de forma a incentivar e não de constranger.

“A questão do monitoramento é central, porque quando a gente foi fazer o levantamento de tudo que já tinha sido apresentado nas agendas de ação anteriores, a gente se deu conta de que tinha quase 490 iniciativas. Ninguém lembra nem de 30, então tem ações que a gente já podia fazer”, acrescentou o embaixador.

Na carta, a presidência da COP30 sugere que a colaboração público-privada é capaz de fazer frente à urgência que a crise climática exige e ainda criar oportunidades vantajosas para todos. “A transição para uma economia de baixo carbono e resiliente ao clima é agora um dos maiores motores de inovação e crescimento da história. Da energia limpa e agricultura regenerativa às cadeias de abastecimento circulares e soluções baseadas na natureza, as fronteiras dos negócios sustentáveis expandem-se exponencialmente — e o mesmo acontece com as oportunidades”, destacou.

O comunicado é concluído, reforçando o convite ao setor privado, CEOs, investidores, inovadores e empresários a irem a Belém para colabora e compartilhar soluções. A presidência da COP30 reconhece o desafio logístico do local escolhido, mas reforça: “A Amazônia é um símbolo da urgência planetária e o lar de pessoas cujas vidas incorporam tanto a linha de frente da crise climática quanto o coração de suas soluções. Vir a Belém é uma chance de arregaçar as mangas, ouvir, aprender e participar do espírito colaborativo do Mutirão Global”.

*A repórter viajou a convite do Institut Français.

TV Brasil exibe sábado episódios finais da série turca Um Milagre

TV Brasil apresenta o final do série Um Milagre com a exibição dos últimos dois episódios da trama turca, em sequência, neste sábado (30), a partir das 20h. A partir de segunda (1º), no mesmo horário, a emissora pública inicia a novela portuguesa Sangue Oculto na faixa de dramaturgia.

Os capítulos da produção Um Milagre ficam disponíveis por cinco dias no app TV Brasil Play, após janela na telinha. A obra estrangeira teve a primeira janela na televisão aberta no país na programação da TV Brasil. Os conteúdos ainda podem ser acompanhados em horário alternativo, na madrugada, à 1h30.

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A série acompanha a jornada do médico Ali Vefa (Taner Ölmez), um jovem autista que enfrenta vários desafios e traumas do passado para se tornar um cirurgião. No decorrer do arco narrativo, o personagem principal encara sua dificuldade de se comunicar com as pessoas no hospital privado em que trabalha.

Com o sonho de ser médico desde a infância, Ali deixa sua pequena cidade e vai até Istambul para se especializar. Ele decide trabalhar como residente no departamento cirúrgico de um grande hospital, onde seu mentor é o chefe médico. Ele tem que superar suas limitações sociais e os preconceitos de pacientes e colegas, mas também encontra uma família capaz de valorizar suas habilidades especiais.

Lentamente, Ali desenvolve suas habilidades para aprender a se relacionar com todos na rotina diária de atendimento no serviço hospitalar. A influência genuína do rapaz começa a evoluir em torno de sua personalidade única e cativante.

O protagonista não apenas ajuda a curar, mas dá esperança às pessoas com quem convive. Médicos, pacientes e diretoria passam a ver o mundo de um ponto de vista diferente a partir das contribuições de Ali. O universo daquele enorme hospital passa, gradativamente, a se tornar uma família ao seu redor.

TV Brasil exibe emoções finais com desfecho da produção turca de dramaturgia Um Milagre. Foto: TV Brasil

A obra de dramaturgia assinada pela MF Yapım, com roteiro escrito por Pınar Bulut e Onur Koralp, teve 197 capítulos. O seriado é uma adaptação da telenovela sul-coreana Good Doctor (2013), produção que também serviu de base para a famosa série norte-americana homônima The Good Doctor (2017).

Tramas emocionantes na reta final

Nos dois últimos episódios de Um Milagre, Ali tem que lidar com a separação do médico Ferman que recebe uma proposta de trabalho em outro hospital. Às vésperas do casamento com Nazly, Ali ainda se questiona se será um bom pai. As situações pelas quais passa servem de inspiração para ele perceber o quão valioso é ser pai. Com essa decisão clara, ele fica feliz por poder realizar o matrimônio.

No grande dia do casamento com Nazli, Ali se sente pronto para começar a escrever uma nova fase especial da sua vida. A ocasião ainda guarda surpresas. Antes de iniciar a cerimônia, ele a surpreende com a presença de seu pai, com quem nunca mais teve contato

Ao vivo e on demand  

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Serviço

Um Milagre – últimos capítulos – sábado, dia 30/8, às 20h, na TV Brasil  

Um Milagre – últimos capítulos (reprise) – sábado, dia 30/8, para domingo, dia 31/8, à 1h30, na TV Brasil 

Um Milagre – TV Brasil Play – disponível durante cinco dias após exibição na televisão

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Aconselhamento de 3 minutos em serviços de saúde pode frear tabagismo

Se todos os profissionais de saúde aproveitassem as consultas com pacientes fumantes para oferecer um breve aconselhamento sobre os perigos do tabaco, o Brasil poderia ter meio milhão de fumantes a menos. A estimativa é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e foi divulgada como alerta para o Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado nesta sexta, 29 de agosto.

Esse número de 500 mil fumantes representa 2,5% dos cerca de 20 milhões de consumidores de tabaco que o instituto estima existirem no país. Tal redução já levaria a uma economia de R$ 1 bilhão, considerando os custos de todas as condições de saúde provocadas ou agravadas pelo cigarro.

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“São números impressionantes para um país que tem tanta limitação de recursos e tantos lugares em que precisa aplicar esses recursos. É uma oportunidade que estava na frente de um profissional de saúde e que se perdeu”, lamenta o pesquisador da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco do Inca, André Szklo, um dos autores da pesquisa.

As estimativas foram feitas com base em dados de pesquisas oficiais sobre a saúde da população brasileira. A última edição da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 2019 pelo IBGE, por exemplo, mostrou que 30,9% dos fumantes atendidos por médico ou dentista não foram perguntados sobre a dependência, e 18,1% foram perguntados mas não receberam nenhuma orientação depois de assumir que fumavam.

Somadas, essas duas proporções representam quase 10 milhões de pessoas. O pesquisador do Inca André Szklo ressalta que a proporção de pessoas que buscaram parar de fumar foi maior entre as pessoas que receberam aconselhamento, em comparação com as que não receberam. Ele lembra que todos os profissionais da área devem atuar em prol da diminuição do tabagismo, que ainda provoca 174 mil mortes por ano e gera R$ 153,5 bilhões em custos no Brasil.

“O INCA, por exemplo, lançou, este ano, uma cartilha, para os agentes comunitários de saúde, que são um elemento importante para oferecer o aconselhamento breve naquela visita de rotina nas residências. O programa Agora Tem Especialistas, que também acaba de ser lançado, tem como especialidades prioritárias ginecologia, ortopedia e oftalmologia, mas esses especialistas também podem aproveitar a consulta para fazer o aconselhamento breve”, complementa.

O aconselhamento breve em todas as consultas de rotina (com duração entre 30 segundos e 3 minutos) também é recomendado pela Organização Mundial de Saúde. De acordo com a entidade, evidências científicas apontam que a interação aumenta os níveis de abstinência e também pode estimular os pacientes a procurarem serviços de ajuda para parar de fumar. O Sistema Único de Saúde oferece tratamento multidisciplinar e gratuito para os tabagistas, que pode ser feito nas unidades básicas de saúde.

 

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 8 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.907 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (28). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 8 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 30 – 33 – 42 – 44 – 52 – 56.

  • 22 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 49.173,21 cada
  • 1.245 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.432,29 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (30), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, avaliou como positiva a visita oficial ao México, encerrada nesta quinta-feira (28), na Cidade do México, a capital do país. O último compromisso e ponto alto da viagem foi uma audiência com a presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional.  

“Convidei a presidenta Claudia para a COP30, em Belém, no mês de novembro. Falamos de multilateralismo, fortalecimento da democracia, inclusão e combate à fome. Então, foi uma conversa muito proveitosa”, destacou Alckmin em uma entrevista coletiva pouco antes de embarcar de volta a Brasília.

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Brasil e México são as duas maiores economias da América Latina e possuem uma corrente de comércio que somou US$ 13,6 bilhões em 2024. Um dos objetivos da viagem foi tentar ampliar negociações comerciais em setores estratégicos, como agronegócio e indústria.

Acompanhado por empresários, pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, o vice-presidente anunciou a assinatura acordos para abertura de novos mercados entre os países.

“São três produtos que o Brasil abrirá o comércio: aspargos, pêssego e derivados de atum. E eles abrem o mercado para a farinha de ração animal para bovinos e suínos”, destacou.

Pacote contra a inflação

O governo brasileiro também solicitou ao México a continuidade dos incentivos do Pacote contra a Inflação e a Escassez, conhecido como Pacic, na sigla em espanhol, que facilita a compra alimentos pelo Brasil.

“O México é o segundo destino da carne bovina brasileira. Solicitamos a continuidade do Pacic, e ele complementa a agropecuária mexicana. Eles têm uma exigência de que haja uma rastreabilidade individual [da carne]. Vamos cumprir, mas queremos que não se interrompa essa venda enquanto o Brasil caminha na rastreabilidade. O Brasil cumprirá na rastreabilidade, temos um cronograma”, observou.

O vice-presidente comentou o avanço em conversas para a atualização do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE 53) assinado com o México em 2002 e que trata da eliminação ou redução de tarifas de importação para um universo de aproximadamente 800 posições tarifárias.

Também foram assinados acordos nas áreas de vigilância sanitária para a aprovação de novos fármacos e na área de pesquisa sobre arboviroses, que incluem troca de experiências no desenvolvimento de vacinas, como a da dengue, em que o Brasil está em estágio avançado.

Venda do KC-390

Outro destaque da agenda, segundo o vice-presidente, foi o avanço dos negócios da Embraer no México. A empresa brasileira fechou a venda de 20 aeronaves das famílias de jatos E190 e E195 para a companhia estatal Mexicana de Aviación, a maior do país.

Segundo o vice-presidente, o governo também ofereceu a possibilidade de abrir negócios no setor militar, com a venda do cargueiro KC-390, também fabricado pela Embraer, uma aeronave multimissão com capacidade para transportar até 26 toneladas, realizar reabastecimento aéreo e atuar em missões como busca e salvamento e ajuda humanitária.

“A Embraer está presente no México, tem aqui fábrica de componentes com mais de mil colaboradores”, destacou Alckmin. “Colocamos a pretensão de oferecer o cargueiro KC-390. Não foi resolvido, mas ficou o pleito brasileiro com todos os argumentos favoráveis”, finalizou. 

Brasil derrota República Dominicana e alcança semifinal da Americup

O Brasil derrotou a República Dominicana pelo placar de 94 a 82, na noite desta quinta-feira (28) em Manágua (Nicarágua), e garantiu a classificação para as semifinais da edição 2025 da AmeriCup.

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O destaque da seleção brasileira neste confronto foi o ala/armador Georginho de Paula, que somou, diante dos dominicanos, 28 pontos, 7 assistências e 5 rebotes.

Agora a equipe comandada pelo técnico Aleksandar Petrovic volta a entrar em ação no próximo sábado (3). Porém, ainda falta ser definido o seu adversário, que sairá do confronto entre Estados Unidos e Uruguai.