Mais de 90% dos aposentados que fizeram acordo foram ressarcidos

O número de aposentados e pensionistas ressarcidos após os descontos indevidos em seus benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está em 1,64 milhão. Dado representa 98,5% das 1,66 milhão de pessoas que fizeram acordo de reparação com o governo federal para receber o ressarcimento.

O número, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Ministério da Previdência Social, foi alcançado na quinta-feira (7). Com isso, a expectativa é que fique ainda maior nos próximos dias, uma vez que, segundo o governo, mais de 2,43 milhões de beneficiários estão aptos a aderir ao acordo.

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“Desse total, 68,6%  formalizaram a solicitação e praticamente todos receberam. O pagamento é feito com segurança e agilidade, sem necessidade de apresentar documentos ou informar dados bancários”, informou o ministério ao projetar que cerca de 700 mil pessoas ainda podem aderir ao acordo e receber o dinheiro em apenas três dias.


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Quem pode aderir?

Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis.

A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber.

A adesão é feita exclusivamente pelos seguintes canais:

• Aplicativo ou site Meu INSS

Meu Inss

Agências dos Correios

A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.

Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?

1. Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;

2. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);

3. Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;

4. Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento

Como funciona o processo até a adesão ao acordo?

1. O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;

2. Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;

3. Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.

 

Dino rebate EUA e diz que não cabe a embaixadas monitorar Justiça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (8) que não cabe às embaixadas de países estrangeiros no Brasil monitorar a atuação dos magistrados da Corte.

A reação do ministro foi publicada nas redes sociais após a Embaixada dos Estados Unidos publicar uma nota na quinta-feira (7) na qual ameaça o ministro Alexandre de Moraes e quem o apoia. Além disso, a representação diplomática disse que “monitora a situação de perto”. 

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A divulgação da mensagem se deu depois da decretação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, por Moraes, após sucessivos descumprimentos de medidas cautelares definidas pelo ministro.

Dino afirmou que, de acordo com as regras de direito internacional, as embaixadas não têm atribuições de monitorar juízes e qualquer cidadão brasileiro.

“Lembro que, à luz do direito internacional, não se inclui nas atribuições da embaixada de nenhum país estrangeiro avisar ou monitorar o que um magistrado do Supremo Tribunal Federal, ou de qualquer outro tribunal brasileiro, deve fazer”, disse o ministro, que também defendeu a soberania do país.

“Respeito à soberania nacional, moderação, bom senso e boa educação são requisitos fundamentais na diplomacia. Espero que volte a imperar o diálogo e as relações amistosas entre nações historicamente parceiras nos planos comercial, cultural e institucional. É o melhor para todos”, completou.

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Ontem (7), a Embaixada dos EUA no Brasil traduziu comentário do secretário de diplomacia pública, Darren Beattie, ameaçando autoridades do Judiciário brasileiro que “contribuam com Moraes”.

“Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, disse o comunicado do diplomata, acusando o ministro de “censura” e “perseguição” contra Bolsonaro.

Mais cedo, o Itamaraty chamou o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, para dar explicações sobre a postagem.

Interferência externa

Os Estados Unidos iniciaram uma série de ações para interferir no julgamento de Jair Bolsonaro e aliados pela tentativa de golpe de Estado que tentou reverter o resultado das eleições de 2022 e culminou nos atentados de 8 de janeiro de 2023. A atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, em Washington, em favor das sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, passou a ser investigada pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República.

>> Juristas pedem ao STF responsabilização civil de Eduardo Bolsonaro

Os norte-americanos abriram uma investigação comercial contra o Brasil e adotaram tarifas de 50% sobre importações de produtos brasileiros, patamar entre os mais altos anunciados até agora na guerra comercial promovida por Donald Trump. Além disso, o mandatário assinou uma Ordem Executiva (OE) em que considera o Brasil uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.

Mesmo com a exceção de quase 700 produtos do tarifaço, setores como o agronegócio e a indústria preveem impactos consideráveis na atividade econômica, já que os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

Além das ações contra o Brasil, os EUA aplicaram sanções econômicas contra Alexandre de Moraes, previstas na chamada Lei Magnitsky, como punição pelo julgamento da trama golpista.

Governo define regra para reavaliação de BPC de pessoa com deficiência

Novas regras para a reavaliação de pessoas com deficiência (PCD) que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do governo federal foram definidas em portaria conjunta dos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da Previdência Social (MPS), além do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A norma foi publicada no Diário Oficial da União, desta quinta-feira (7).

Com a mudança, a reavaliação biopsicossocial — composta por perícia médica e avaliação social — deverá ser feita a cada dois anos para verificar se o beneficiário ainda atende aos critérios legais exigidos para permanecer no programa federal.

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O objetivo da verificação periódica é garantir que o benefício de assistência social continue sendo pago a quem de fato tem direito.

Se confirmada a situação de deficiência, fica mantido o pagamento da proteção social no valor de um salário mínimo mensal (R$ 1.518, em 2025, por mês).

De acordo com o último Boletim Estatístico da Previdência Social (BEPS) do Ministério da Previdência Social, em junho de 2025, 3.737.524 benefícios assistenciais do BPC foram pagos a pessoas com deficiência.

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Dispensas da reavaliação médica

A portaria também prevê dispensas da nova avaliação médica para os seguintes grupos específicos de beneficiários:

  • pessoas com deficiência que já passaram por perícia oficial feita na concessão do benefício e que tiveram prognóstico desfavorável, ou seja, com impedimentos permanentes, irreversíveis ou irrecuperáveis.
  • pessoas com deficiência que completarem 65 anos, pois passam a ter direito ao BPC na condição de pessoa idosa.
  • pessoas com deficiência que voltarem a receber o BPC após a suspensão do benefício, devido ao exercício de atividade remunerada ou empreendedora. Neste caso, a reavaliação fica suspensa por dois anos.

Com base na nova regra, o MDS estima que a isenção de nova perícia irá beneficiar mais de 150 mil pessoas que seriam convocadas imediatamente, em 2025.

O MDS esclarece que as dispensas irão evitar deslocamentos desnecessários e insegurança quanto à continuidade do benefício BPC.

Agendamento da reavaliação

A reavaliação dos atuais beneficiários será feita de forma gradual. As notificações sobre a necessidade de fazer o procedimento serão enviadas via aplicativo Meu INSS ou pelo banco onde o beneficiário recebe o valor todos os meses.

O INSS deverá notificar o beneficiário, seu responsável legal ou procurador sobre a necessidade de agendar a reavaliação biopsicossocial no prazo de 30 dias, contados a partir da ciência.

Ao receber a notificação, a pessoa deve acessar o aplicativo ou site Meu INSS, verificar o motivo da convocação, dar ciência e agendar a reavaliação no prazo acima.

Se necessário, o beneficiário poderá reagendar uma única vez a realização de cada etapa da reavaliação biopsicossocial. 

O reagendamento poderá ser realizado antes da data prevista ou, no prazo máximo, de sete dias após a data agendada inicialmente.

Reavaliação

Embora a obrigatoriedade da reavaliação periódica a cada dois anos esteja prevista na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), esta é a primeira vez que são definidos os procedimentos operacionais. De acordo com a portaria, a reavaliação será realizada em duas etapas:

  1. perícia médica, realizada pelo perito médico federal do Ministério da Previdência Social;
  2. avaliação social, realizada pelo assistente social do Serviço Social do Instituto Nacional do Seguro Social.

Preferencialmente, a perícia médica deverá preceder a avaliação social.

O resultado da reavaliação será divulgado nos canais oficiais de atendimento do INSS, como o aplicativo Meu INSS e o telefone 135. A ligação é gratuita de telefone fixo.

Brasília (DF), 10/07/2025 – Tela do aplicativo Meu INSS. Foto: INSS/Divulgação – INSS/Divulgação

Bloqueio do benefício

Conforme a portaria, se o governo não conseguir confirmar a ciência do beneficiário sobre a notificação da necessidade de reavaliação biopsicossocial, o valor do BPC será bloqueado por 30 dias após o envio da notificação, como medida de precaução.

O beneficiário terá até 30 dias contados a partir da data do bloqueio do BPC para entrar em contato com o INSS, por meio dos canais presenciais e remotos de atendimento do órgão, e solicitar o desbloqueio do BPC.

Além do bloqueio, o INSS ainda pode suspender e até cessar o benefício, conforme cada caso previsto na nova portaria.

Acesse aqui a portaria conjunta MDS/MPS/INSS nº 33/2025.

Proteção social

O Benefício de Prestação Continuada está previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) (nº 8.742/1993).

O benefício garante um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência (PCD) de qualquer idade.

Na tabela de benefícios pagos em junho,foram registrados 6.482.581 benefícios assistenciais do BPC.

Deste total,  2.745.057 foram emitidos para pessoas idosas e mais 3.737.524 benefícios assistenciais de BPC/Loas destinados a pessoas com deficiência.

O BPC não é aposentadoria. Para ter direito ao benefício, não é preciso ter contribuído para o INSS. Diferente dos demais benefícios previdenciários, o BPC não paga 13º salário e não deixa pensão por morte.

Quem tem direito

Para ter direito ao BPC, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar do solicitante seja igual ou menor que um quarto do salário mínimo, corresponde a R$ 379,50 por pessoa, em 2025.

O beneficiário do BPC, assim como sua família, deve estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Isso deve ser feito antes mesmo de o benefício ser solicitado. Sem isso, a pessoa interessada não pode ter acesso ao BPC.

A legislação federal determina que, no caso da pessoa com deficiência, esta condição tem de ser capaz de lhe causar impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo, por pelo menos dois anos, que a impossibilite de participar de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas.

O requerimento do BPC deve ser feito nos canais de atendimento do INSS – pelo telefone 135 ou pelo site ou pelo aplicativo de celular Meu INSS. Pode ser feito, também, presencialmente nas agências do INSS em todo o país.

Lula sanciona lei do licenciamento ambiental com 63 vetos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (8), com vetos, o polêmico projeto de lei (PL) aprovado pelo Congresso Nacional que elimina ou reduz exigências para o licenciamento ambiental no Brasil.

Lula vetou 63 dos 400 dispositivos propostos pelo PL do Licenciamento Ambiental ou PL da Devastação – como vinha sendo chamado por ambientalistas – aprovado pela Câmara no último dia 17. 

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O Planalto informou que os vetos garantem “proteção ambiental e segurança jurídica” e foram definidos após escutar a sociedade civil.

Apoiado pelo agronegócio e setores empresariais, o PL vinha sendo denunciado por organizações ambientalistas e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como grave retrocesso ambiental.

Ao explicar os vetos do presidente Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, a ministra do meio ambiente, Marina Silva, informou que essa foi uma decisão coletiva do governo.

“Foi um trabalho que, no nosso entendimento, mantém o diálogo com o Congresso Nacional, fazendo com que a gente assegure a integridade do licenciamento ambiental e consiga fazer processos que ganhem celeridade sem a perda da qualidade do licenciamento que é fundamental para proteção do meio ambiente em um contexto de crise climática, perda de biodiversidade e de processos de desertificação”, explicou.

Uma medida provisória (MP) e um outro projeto de lei com urgência constitucional também foram assinados por Lula nesta sexta, para recompor, em parte e com outras redações, os dispositivos vetados.

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A MP editada trata exclusivamente da modalidade de Licenciamento Ambiental Especial (LAE), que permitia um licenciamento simplificado para projetos e obras consideradas “estratégicas” pelo governo.

Apesar de manter a nova modalidade criada pelo projeto, o governo vetou a possibilidade desse tipo de processo ser realizada com fase única. Marina Silva explicou que a LAE estabelecida pela MP não exclui etapas.

“O LAE passará a ser acionado para estabelecer projetos prioritários, que terão equipes destinadas a dar celeridade aos licenciamentos, mas não se permitirá licenciamento simplificado, ou monofásico”, informou.

A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a decisão dos vetos envolveu todo o governo, e não apenas um ministério. Ainda segundo Belchior, o trabalho do governo foi guiado por quatro diretrizes principais.

“As diretrizes são: garantir a integridade do processo de licenciamento; dar segurança jurídica para os empreendimentos e investidores responsáveis; assegurar os direitos dos povos indígenas e comunidades quilombolas, e incorporar dispositivos que tornem o licenciamento mais ágil sem prejudicar sua eficiência”, explicou.

Potencial poluidor

O governo vetou ainda a possibilidade de licenciamento simplificado para empreendimentos de médio potencial poluidor, o que inclui modalidade de licenciamento por autodeclaração.

Com isso, a Licença por Adesão e Compromisso (LAC) fica mantida apenas para obras de baixo impacto ambiental.

“Evita que empreendimento de risco relevante, como barragens de rejeitos, realizem licenciamento simplificado sem análise técnica adequada. O PL do Executivo [assinado hoje], além de restringir a LAC para baixo potencial de impacto, acrescenta limites ao procedimento autodeclaratório”, informou o Planalto.

Unidades da federação

O governo também vetou dispositivos que transferiam, “de forma ampla”, para os estados e o Distrito Federal (DF), a responsabilidade por definir os parâmetros e critérios para licenciamentos. Com os vetos, o governo estabeleceu que os estados devem respeitar “padrões nacionais”.

Também foi vetada a possibilidade de retirar a Mata Atlântica do regime de proteção especial para supressão de floresta nativa.

“[O bioma] já se encontra em situação crítica, com apenas 24% de sua vegetação nativa remanescente”, justificou o Planalto.

Povos tradicionais e produtores rurais

Outro veto do presidente Lula derrubou o dispositivo que limitava as consultas a comunidades indígenas e quilombolas para empreendimentos realizados em suas áreas.

Pelo PL, apenas as comunidades com o território homologado ou titulado teriam que ser consultadas. Com o veto, os grupos indígenas e quilombolas que tenham iniciado o processo de reconhecimento devem ser consultados.

“A limitação proposta no texto do PL aprovado deixaria de fora uma série de povos e territórios em fase de reconhecimento pela Funai e pela Fundação Palmares, contrariando a Constituição Federal”, justificou o governo.

Também foi derrubado pelos vetos o dispositivo que dispensava o licenciamento ambiental para produtores rurais com Cadastro Ambiental Rural (CAR) ainda pendente de análise pelos órgãos estaduais

“A medida protege o meio ambiente, uma vez que somente serão dispensados do licenciamento os proprietários rurais que tiveram o CAR analisado”, informou o Executivo.

Impactos indiretos

O governo vetou ainda dispositivo que limitava ações de compensação apenas aos impactos diretos ao meio ambiente, excluindo os chamados impactos indiretos.

“A medida assegura que, sempre que houver nexo de causalidade entre o empreendimento e os impactos ambientais – diretos ou indiretos -, possam ser exigidas medidas adequadas de mitigação, compensação ou controle, preservando a efetividade do licenciamento ambiental”, explicou o Executivo.

Unidades de Conservação

O presidente Lula vetou ainda o artigo que retirava o caráter vinculante para os pareceres de órgãos gestores de Unidades de Conservação no licenciamento de empreendimentos que afetem diretamente a unidade ou sua zona de amortecimento.

Ou seja, a manifestação do órgão gestor de um parque nacional, de acordo com o PL do Legislativo, não precisaria ser considerado obrigatoriamente para emissão do licenciamento. Com o veto, os órgãos das Unidades de Conservação terão poder real sobre o processo.

“A medida reforça a importância da avaliação técnica especializada na proteção de áreas ambientalmente sensíveis, assegurando que os impactos sobre Unidades de Conservação sejam devidamente analisados e considerados nas decisões de licenciamento”, destacou o governo.

Instituições Financeiras

Outro veto do presidente Lula manteve a responsabilidade de instituições financeiras na concessão de crédito em casos de danos ambientais em projetos por elas financiados.

“A medida reforça a importância de que o crédito seja condicionado ao cumprimento da legislação ambiental, estimulando a prevenção de danos e alinhando o financiamento ao desenvolvimento sustentável. O PL do Executivo [enviado ao Congresso] estabelece que o financiador deve exigir do empreendedor o licenciamento ambiental antes de conceder crédito”, informou o Executivo.

*Texto ampliado às 14h32

Livro lançado na Flipelô apresenta cartas trocadas entre escritores

“Responder uma carta é um gesto de amizade”, era o que dizia o escritor baiano Jorge Amado à filha, também escritora, Paloma Jorge Amado. E como era amigo de muitas pessoas, Jorge Amado nunca deixou de responder a uma carta – e nem de guardar as milhares de correspondências que recebeu durante sua vida.

Todo o acervo de cartas está sob a guarda da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador. É um material vastíssimo, de quantidade total ainda desconhecida. São caixas e caixas de correspondências que o famoso escritor baiano trocou com escritores, políticos, artistas e com Zélia Gattai, com quem foi casado. Até bilhetes eram guardados por ele, que sabia do valor que o material carregava. Inclusive, em muitas das cartas há a inscrição “para guardar”, escrita pelo próprio Jorge Amado, como orientação para ser armazenada em acervo.

Jorge Amado. Foto: Fundação Casa de Jorge Amado/Divulgação

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“Jorge Amado tinha uma preocupação extraordinária em guardar. Tanto que muitas cartas trazem escrito, logo acima, as palavras guardar ou arquivar. Ele tinha cuidado com o acervo, que  passou para a fundação. A gente trabalha nele há muitos anos. E é um acervo delicado, porque há coisas que não podem ser abertas, por serem [muito] pessoais”, explicou Bete Capinan, coordenadora editorial da fundação.

“É uma correspondência imensa e até hoje a gente não conseguiu chegar ao fim.”

Parte do material já foi transformado em livro, como as cartas trocadas entre ele e o escritor português José Saramago e com o cineasta Glauber Rocha. Mas, agora, a Fundação Casa de Jorge Amado resolveu se debruçar ainda mais sobre o material, e criar uma coleção de livros que serão publicados pela Casa de Palavras, braço editorial da fundação.

Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô, que homenageia Dias Gomes.. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O primeiro livro da coleção foi lançado na noite de ontem (7), no Palacete Tira-Chapéu, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador. Com o título de Cartas: Dias Gomes – Jorge Amado, o primeiro livro apresenta cartas que foram trocadas entre Jorge Amado e o autor de telenovelas e escritor também baiano Dias Gomes, que é o homenageado desta edição da famosa festa literária. 

“Esse é o livro que dá início à Coleção Um Gesto de Amizade. A gente pretende publicar outros”, disse Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição responsável pela realização da Flipelô.

Segundo Ângela, o livro de Dias e Jorge apresenta uma correspondência muito leve, porque é uma correspondência realmente entre amigos. “Numa época em que não existia e-mail e em que até o telefone era difícil, eles realmente se correspondiam muito”, disse.

A seleção, organização e notas sobre as cartas foram realizadas por Bete Capinan, coordenadora editorial, e Paloma Jorge Amado, membro do Conselho da Fundação Casa de Jorge Amado.

Segundo Paloma, os próximos livros a serem publicados, desta coleção, são as correspondências trocadas entre seu pai e os escritores Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade e João Ubaldo Ribeiro. O livro com João Ubaldo pode ter cerca de 400 páginas, de tanto material que conseguiram reunir, informou.

Dias Gomes na Academia Brasileira de Letras – Escritor e dramaturgo Dias Gomes é o homenageado da Flipelô neste ano. Foto:  Acervo Dias Gomes/Divulgação

“A história do João Ubaldo é muito boa. Eu perguntei para a Emília, a filha mais velha de João Ubaldo, se ela tinha as cartas do papai para o João, porque a gente tinha as do João para o papai. E ela me disse: ‘Menina, papai não era organizado como Jorge, era uma bagunça, até hoje a gente não conseguiu ver esse acervo e tal, mas eu agora vou passar o carnaval na ilha e vou dar uma olhadinha lá, quem sabe eu acho alguma coisa’. E aí, quando ela chegou na ilha, tinha uma estante lá com várias coisas, inclusive tinha uma pasta grande, onde estava escrito ‘correspondência de Jorge Amado’. E foi então que ela me disse: ‘Era a única coisa organizada lá’. O livro do João Ubaldo vai ser o mais difícil [de organizar], porque é um livro de quase 400 páginas. Mas ele é divertidíssimo. É não só engraçado, como é de chorar também de emoção. E é uma aula de escritura”, contou Paloma Jorge Amado.

Cartas para Dias Gomes

“Caro compadre. Você concedeu-me o mais eufórico despertar de toda a minha vida, ao telefonar-me, há poucos dias, às 8h da matina, para elogiar meu despretensioso romance, Decadência. É bem verdade que, no generoso propósito de me estimular, você pode estar fazendo um grande mal à literatura brasileira, incitando-me a cometer outros”, escreveu Dias Gomes, em junho de 1995, a Jorge Amado.

O pequeno trecho inicial da carta já apresenta um dos estilos mais característicos de Dias Gomes: a ironia, que foi também muito utilizada em várias de suas telenovelas exibidas na Rede Globo como Roque Santeiro e O Bem Amado.

Essa característica peculiar de Dias Gomes é também uma grande lembrança para sua neta, Tatiana Dias Gomes, que está participando da homenagem ao avô na Flipelô.

Em entrevista à Agência Brasil, ela conta que leu as cartas trocadas entre seu avô e Jorge Amado e que sua fina ironia e seu jeito brincalhão estavam muito presentes em várias  correspondências.

“Eu achei o livro lindo, que mostra uma amizade profunda. E a gente vai vendo essa amizade se aprofundando cada vez mais. Ao ler as cartas do meu avô, isso me deu muita saudade, porque vi ali o jeitinho dele falar: seu humor e seu jeito irônico e debochado.”.

Tatiana era ainda adolescente quando seu famoso avô faleceu. Sua avó, a também telenovelista Janete Clair, ela não chegou a conhecer. Por isso, na leitura dessas cartas, ela se comoveu com uma delas, que foi assinada por ambos. “Tem uma carta que eu achei bonitinha, em que ele escreve junto com a minha avó. Essa me chamou a atenção por ver o jeitinho dela junto com ele”, revelou.

Assuntos

Nas cartas, Dias Gomes e Jorge Amado falavam sobre livros, novelas, censura de obras, viagens e até indicação para a Academia Brasileira de Letras. Mas um tema específico chamou a atenção de quem leu: a Disney.

“As conversas são deliciosas. Tem um trecho do Dias Gomes contando para Jorge Amado que ele estava indo para a Disney levar a filha Mayra e que ele nunca pensou que, como comunista, ele iria para a Disney”, disse Bete Capinan, a coordenadora editorial da seleção dos documentos.

O trecho em que cita a viagem para a Disney fez a neta Tatiana rir, já que seu avô era um ferrenho comunista. “Eu lembro que ele gostava muito de ir para a Disney e a gente achava isso engraçado, porque ele se divertia muito. Ele falava: ‘nossa, lá eu viro criança.”

E é exatamente isso que Dias Gomes escreve na carta a Amado: “A verdade é que na Disney, os pais se divertem muito mais que os filhos. Todos temos, afinal, uma criança dentro de nós”.

A Flipelô prossegue até domingo (10), no centro histórico de Salvador, com programação inteiramente gratuita. Mais informações sobre a festa podem ser obtidas no site

*A equipe da Agência Brasil viajou a convite da Motiva, patrocinadora e parceira oficial de mobilidade da Flipelô 2025

Saques da poupança superam depósitos em R$ 6,25 bilhões em julho

Os saques em cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 6,25 bilhões no mês de julho deste ano. O resultado decorre de um total de R$ 363,57 bilhões em depósitos; e de R$ 369,82 bilhões em saques no mês.

É o que mostra o Relatório de Poupança, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Banco Central, em Brasília.

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De acordo com o documento, os rendimentos creditados em julho nas contas de poupança ficaram em R$ 6,47 bilhões. Com isso, o saldo se manteve pouco acima de R$ 1 trilhão.

Mais números

Em junho, os depósitos feitos em poupança estavam maiores do que os saques em R$ 2,12 bilhões. Em julho do ano passado, a situação era inversa, com os saques superando os depósitos em R$ 908,6 milhões.

No acumulado de 2025, os saques superaram os depósitos em R$ 55,9 bilhões.

Entre os motivos que levam a um cenário em que os saques na poupança são maiores do que os depósitos figura a alta da taxa básica de juros (Selic), que está atualmente em 15% ao ano.

Petrobras aprova pagamento de dividendos a acionistas

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio a acionistas, no valor de R$ 8,66 bilhões, equivalente a R$ 0,67192409 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2025, declarada com base no balanço de 30 de junho último.

O pagamento será realizado em duas parcelas: a primeira no dia 21 de novembro e, a segunda, no dia 22 de novembro deste ano.

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O pagamento está alinhado à política de remuneração aos acionistas vigente. Ela prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no Plano de Negócios em vigor (atualmente US$ 75 bilhões), e observadas as demais condições da política, a Petrobras deverá distribuir aos seus acionistas 45% do fluxo de caixa livre. Esta distribuição não compromete a sustentabilidade financeira da companhia.

Pagamento

Os proventos serão pagos em duas parcelas em novembro e dezembro de 2025 da seguinte forma:

Valor a ser pago:  R$ 0,67192409 por ação ordinária e preferencial em circulação, sendo que a primeira parcela – no valor de R$ 0,33596205 por ação ordinária e preferencial em circulação – será paga em 21 de novembro de 2025, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.

A segunda parcela, no valor de R$ 0,33596204 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 22 de dezembro de 2025, sendo R$ 0,20092175 sob a forma de dividendos e R$ 0,13504029 sob a forma de juros sobre capital próprio.

Data base da posição acionária

Data base: dia 21 de agosto de 2025 para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na Bolsa de Valores e record date em 25 de agosto de 2025 para os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE). As ações da Petrobras passarão a ser negociadas ex[1]direitos na Bolsa de Valores a partir de 22 de agosto de 2025.

Petrobras tem lucro líquido de R$ 26 bilhões no segundo trimestre

A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 26,7 bilhões no balanço do segundo trimestre de 2025. O resultado é 24,3% menor do que o registrado no trimestre anterior, mas superior ao do mesmo período do ano passado, quando a companhia registrou prejuízo de R$ 2,6 bilhões.

O aumento da produção de óleo compensou os impactos da queda de 10% no preço do Brent no trimestre. Desconsiderando eventos exclusivos, o resultado do trimestre foi de R$ 23,2 bilhões (US$ 4,1 bilhões), alcançando um patamar similar ao do trimestre anterior.

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O EBITDA Ajustado, que é um indicador financeiro muito usado para tomar decisões, alcançou no trimestre R$ 57,9 bilhões (US$ 10,2 bilhões). O fluxo de caixa Operacional (FCO), que representa a geração de caixa a partir das atividades operacionais da companhia, totalizou R$ 42,4 bilhões (US$ 7,5 bilhões) no trimestre, alavancado pelo aumento da produção de óleo e gás. Já os investimentos (Capex), somaram R$ 25,1 bilhões (US$ 4,4 bilhões) no segundo trimestre de 2025, com maior foco em projetos no pré-sal.

“Estamos acelerando nossos investimentos em projetos de alta atratividade. Nos primeiros seis meses do ano, investimos R$ 48,8 bilhões, um crescimento de 49% em relação ao mesmo período do ano passado. No aspecto operacional, tivemos excelentes resultados: produzimos 2,3 milhões de barris de óleo por dia no segundo trimestre. Isso representa um aumento de 5% em relação ao primeiro trimestre e cerca de 8% em comparação ao mesmo período do ano passado”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

No segundo trimestre de 2025, a Petrobras totalizou R$ 66 bilhões em tributos pagos à União, estados e municípios. Foram aprovados R$ 8,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

“Tivemos uma excelente performance operacional no segundo trimestre, impulsionada pela implementação de novos sistemas de produção e por uma melhoria na eficiência dos campos em operação. Esses fatores nos permitiram aumentar o volume de óleo e gás, refletindo positivamente nos resultados financeiros e compensando os impactos da queda no preço do Brent”, explica o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo.

A dívida bruta da companhia registrou US$ 68,1 bilhões em junho de 2025, representando um crescimento de 5,5% em relação ao final do trimestre anterior, em função, principalmente, do crescimento do arrendamento de plataformas, com a entrada em operação dos navios-plataforma Alexandre de Gusmão e Almirante Tamandaré, que adicionaram 270 mil barris por dia de capacidade de produção para a Petrobras.

A produção de óleo e LGN da Petrobras alcançou 2,32 milhões bpd (barris de óleo por dia), um aumento de 5% em relação a do trimestre anterior.

Em maio, a Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência  (FPSO, da sigla em inglês) Marechal Duque de Caxias alcançou a capacidade máxima de produção com apenas quatro poços produtores.

Também foi iniciada a produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, que tem capacidade de produção de 180 mil bpd e de processamento de 12 milhões m³/dia de gás.

O navio-plataforma P-78 está em trânsito para o Brasil, sendo a primeira plataforma a ser rebocada até a locação com tripulação a bordo, o que vai permitir antecipar o início da produção em cerca de duas semanas. Sua capacidade de produção será de 180 mil barris de petróleo por dia, além de comprimir até 7,2 milhões de m³ de gás diários.

Foi confirmada uma nova descoberta de petróleo de excelente qualidade no pré-sal da Bacia de Santos, em poço exploratório no bloco Aram. Foram adquiridos mais 10 blocos exploratórios na Margem Equatorial e três na bacia de Pelotas na 5ª Rodada de Oferta Permanente da ANP. Além disso, a Petrobras declarou interesse em nove áreas exploratórias na Costa do Marfim.

Em junho, foram assinados os primeiros contratos para conclusão do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST). Esse importante marco permitirá que a capacidade nominal da refinaria seja ampliada a partir de 2026, duplicando para 260 mil bpd em 2029.

 

Polícia Rodoviária Federal apreende mais de 143 quilos de ouro maciço

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu essa nesta semana 143 kg de ouro maciço na Região Norte do país. O valor é superior a R$ 80 milhões. Nessa quarta-feira (6), em Altamira, no Pará, na BR-230 (Transamazônica), foram apreendidos cerca de 40 quilos de ouro maciço, transportados em uma caminhonete com quatro ocupantes (dois adultos, um adolescente e uma criança).

Os adultos foram encaminhados para a Polícia Federal (PF) e os menores para o Conselho Tutelar. Esta é a segunda maior apreensão da história das rodovias federais.

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A maior apreensão ocorreu na BR-401, em Boa Vista (RR), na segunda-feira (4). Os policiais rodoviários federais encontraram 103 quilos de ouro transportados em uma caminhonete. O motorista foi detido e encaminhado junto com o material apreendido para a Polícia Federal. Os dois estados onde ocorreram as apreensões fazem parte da Amazônia Legal e sofrem com a degradação do garimpo ilegal, principalmente em territórios indígenas.

Crimes ambientais

O aumento nas apreensões de ouro na Região Norte do país é resultado do reforço no número de policiais rodoviários federais e da estrutura para prevenção e enfrentamento aos crimes ambientais.

Desde 2023, o Plano Amazônia: Segurança e Soberania, implementado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, intensificou a presença do governo na Amazônia Legal e a atuação conjunta entre instituições de segurança pública e de preservação do meio ambiente.

Lula recebe equipe de O Agente Secreto e destaca papel da cultura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quinta-feira (7), membros da equipe e elenco do filme O Agente Secreto, em sessão especial no Palácio da Alvorada.

É a primeira exibição do filme no Brasil, que teve sua estreia mundial no 78º Festival de Cannes, na França, em maio, quando recebeu aplausos do público por aproximadamente 15 minutos.

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“A cultura é temida porque ela desperta a consciência política, fornece informação e não nos permite ser submissos. A cultura nos torna revolucionários, não com armas, mas com comportamento e ideias”, disse Lula, antes da sessão, que também contou com a presença de alguns ministros de Estados e outros convidados.

O diretor Kleber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura, protagonista do filme, foram premiados em Cannes por melhor direção e melhor ator, respectivamente.

A produção também concorreu à Palma de Ouro, principal prêmio do evento, mas quem levou foi o longa Um simples Acidente, do cineasta dissidente iraniano Jafar Panahi.

Brasília (DF) 06/08/2025 – Presidente Lula recebe equipe do filme O Agente Secreto, no Palácio da Alvorada, e grupo de frevo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Mendonça afirmou que a exibição do filme no palácio presidencial mostra o respeito do atual governo pela cultura do país.

“Passamos por um momento muito ruim, onde a cultura era atacada, e hoje eu acho que a cultura ela é festejada, ela faz parte da nossa identidade”, disse, em referência ao governo anterior.

“O Agente Secreto é um filme que fala muito sobre o Brasil e a lógica do nosso país, e a lógica do nosso país em relação ao poder e a história. Então, eu estou muito ansioso para que esse filme seja visto pelo povo brasileiro”, acrescentou o cineasta.

Kleber Mendonça Filho também foi diretor de filmes aclamados como Aquarius (2016) e Bacurau (2019).

Oportunidades

O presidente Lula destacou que não há dúvidas sobre a capacidade do Brasil diante das premiações que o cinema nacional vem conquistando, citando ainda as conquistas dos filmes Ainda Estou Aqui no Oscar, nos Estados Unidos, e de O Último Azul no Festival de Berlim, na Alemanha.

“O que precisamos, na verdade, é criar oportunidades para que as pessoas possam se apresentar com a grandeza que cada um de nós possui”, afirmou, ao lembrar a importância de o Brasil estar, novamente, fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

“Paulo Freire afirmava que não existe um ser humano mais inteligente que outro […]. Se todos tiverem acesso à alimentação, todos aprenderão. Dessa forma, junto à apresentação deste filme, a grande alegria é que, neste mês, recebemos da FAO a informação de que o Brasil, em apenas dois anos e meio, saiu novamente do Mapa da Fome, situação que envergonhava o país. Essa é uma conquista que vale tanto quanto o Oscar, Cannes ou Berlim”, comemorou.

Por outro lado, Lula se emocionou ao lembrar das crianças que estão morrendo de fome e desnutrição na Faixa de Gaza em meio ao bloqueio de Israel à entrada de ajuda humanitária internacional . “Chegamos à triste realidade de oferecer comida e água às crianças antes que venham a falecer”, disse.

Cultura brasileira

O Agente Secreto, ambientado no Brasil de 1977, conta a história de Marcelo, um professor especializado em tecnologia, que foge do passado violento e misterioso, mudando da capital São Paulo para Recife (PE), em plena semana do carnaval. Ele descobre, então, que está sendo espionado pelos vizinhos.

O longa-metragem é uma coprodução entre Brasil, Alemanha, França e Holanda, e contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vinculado à Agência Nacional do Cinema (Ancine), com apoio do Ministério da Cultura (MinC).

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, lembrou que o Brasil foi o homenageado no Festival de Cannes neste ano, sendo uma grande abertura para o mercado de filmes.

Ela contou que o governo trabalha na ampliação do número de salas de cinema no país, além das 5,4 mil existentes. Serão mais 100 até o fim do mandato, segundo a ministra.

“Estamos fazendo esse projeto, o projeto de nacionalizar as oportunidades, nacionalizar o acesso à cultura, está na Constituição e a gente está buscando cumprir”, disse.

Wagner Moura contou que se emocionou ao ver a ministra Margareth em Cannes e afirmou a felicidade em ver um governo que acredita na cultura como ferramenta para o desenvolvimento do país.

“Eu vi o Estado brasileiro se fazendo presente, apoiando um filme brasileiro, outros projetos brasileiros que estavam em Cannes, não só o nosso. E eu só quero dizer isso, como é emocionante, como é o presidente ligar para a gente para dizer parabéns, esses artistas brasileiros representam o povo brasileiro”, disse o ator, citando a recriação do Ministério da Cultura.

Em 2019, no primeiro ano da gestão Jair Bolsonaro, a pasta foi extinta e, em 2023, recriada pelo presidente Lula

STF aprova orçamento de R$ 1 bi para 2026 com mais gasto em segurança

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira (7) proposta orçamentária de R$ 1 bilhão para 2026.

A previsão foi aprovada durante sessão administrativa e será enviada ao Ministério do Planejamento e Orçamento para compor a proposta orçamentária da União para 2026.

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A proposta do STF para o ano vem teve aumento em relação ao orçamento deste ano, que ficou em R$ 953 milhões.

No relatório em que votou a favor da aprovação do orçamento, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que a Corte foi obrigada, por “fatores externos”, a aumentar os gastos com segurança.

Em 2020, o gasto com a proteção das instalações e com segurança dos ministros foi R$ 40 milhões. No ano que vem, o valor proposto é de R$ 72 milhões.

“Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal. Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fato público e notório. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal (servidores e terceirizados), com severo impacto no orçamento, mas inevitável”, justificou Barroso.

No relatório, o ministro também afirmou que os gastos da Corte estão dentro dos limites fiscais.

“Como mencionado no relatório, ao montante de despesas primárias com receitas do Tesouro (obrigatórias e discricionárias), foi acrescido o campo de despesas discricionárias com receitas próprias do tribunal”, completou o ministro.

Mega-Sena não tem ganhadores e prêmio acumulado vai para R$ 9 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.898 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (7). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 9 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 14 – 23 – 30 – 32 – 38 – 48

  • 20 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 61.349,01 cada
  • 1.483  apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.363,78 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (9), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Marcha das Mulheres Indígenas defende luta contra a violência

Entre cantos de luta de diferentes etnias e manifestações de protestos, a 4ª Marcha das Mulheres Indígenas percorreu o Eixo Monumental e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (7). Segundo a organização, o evento contou com mais de sete mil pessoas. O tema foi “Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs do planeta”.

Entre as reivindicações, manifestos defenderam principalmente a demarcação de terra, contra violências de gênero nos territórios e também em relação ao projeto que flexibiliza licenças ambientais (PL 2159, criticado como “PL da Devastação”). Críticas à lei do marco temporal também estavam nas palavras, em diferentes idiomas, e nas faixas e cartazes em português que levavam na caminhada. 

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A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, fez eco às principais pautas de reivindicações das mulheres presentes. “Seguimos juntas pelo bem viver indígena”, afirmou. Ela estava acompanhada da atriz Alessandra Negrini. Elas seguravam uma faixa com o texto pedindo proteção ao corpo e ao território indígena. 

“Protagonistas”

Participaram do evento indígenas residentes em todos os biomas brasileiros.

“É o momento de mostrar que nós somos as próprias protagonistas da nossa história. A luta nossa é pela vida e pelo não desmatamento das florestas”, disse a ativista e artista indígena Weena Tikuna, de 36 anos, do território Umariaçu, em Tabatinga, no Amazonas. 

Weena e outras mulheres argumentavam que é necessário reduzir imediatamente a devastação que tem as mudanças climáticas como consequência imediata.

Também na manifestação, a indígena Aline Ikpeng, que vive no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, levava no colo sua bebê de menos de um ano. Ela disse que viajou para Brasília para lutar pelas futuras gerações. “Nós estamos sendo massacrados, a mata e os animais [estão] desaparecendo”, lamentou. 

Mais de sete mil pessoas participaram da manifestação em Brasília -Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Homologação 

Durante a semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de homologação de mais três Terras Indígenas.

Foram reconhecidas as Terras Indígenas Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas, todas no estado do Ceará. Agora, são 16 territórios indígenas homologados nos últimos dois anos. 

Segundo o governo, os territórios reconhecidos foram definidos com base no estágio avançado dos processos administrativos e o tempo de espera pelo reconhecimento de seus direitos territoriais.

PGR recorre para limitar alcance de ampliação do foro privilegiado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para limitar a decisão da Corte que ampliou o foro por prerrogativa de função, nome técnico do foro privilegiado para deputados federais e senadores. Em março deste ano, o Supremo decidiu que o processo contra um político pode continuar na Corte mesmo após o fim do mandato.

Pelo entendimento, o foro privilegiado de um político fica mantido no STF se o crime tiver sido cometido durante o exercício da função de parlamentar. A regra se aplica aos casos de renúncia, não reeleição ou cassação. 

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Na manifestação enviada ao STF na terça-feira (5), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, diz que a decisão não pode ser aplicada de forma automática e irrestrita para todos os processos.

Para o procurador, a decisão não deve valer para ações penais que já estão em fase final. Dessa forma, esses processos devem permanecer nas instâncias inferiores em que tramitavam. 

“As persecuções penais que já se encontravam com a instrução encerrada, com a abertura de prazo para apresentação de alegações finais, deverão permanecer sob a jurisdição dos órgãos que lhes vinham conferindo regular andamento, assegurando-se, assim, desfecho compatível com as garantias do devido processo legal”, defende Gonet.

Na avaliação do procurador, a decisão do STF que ampliou o foro pode acarretar em “retrocesso investigativo”.

“Ao contrário do que se pretendia, a implementação automática e irrestrita da nova orientação tem reproduzido exatamente os efeitos deletérios que se buscava mitigar com a superação do entendimento anterior, ocasionando riscos concretos de retrocesso investigativo, morosidade e, em última análise, de inefetividade jurisdicional”, completou.

Apesar da manifestação da PGR, não há data para o julgamento do recurso.

Fim do foro

A pauta sobre mudanças no foro privilegiado voltou à tona nesta semana após parlamentares que apoiam Jair Bolsonaro iniciarem articulações políticas pela aprovação de alterações nas regras de julgamentos do STF para retirar o processo da trama golpista da Corte e impedir o julgamento do ex-presidente. 

No STF, Bolsonaro é um dos réus do núcleo 1 da ação penal do golpe. O processo está na fase final, faltando apenas a entrega das alegações finais das defesas, que ocorrerá na próxima semana. O julgamento deve ocorrer em setembro.

Ligue 180 recebe 86 mil denúncias de violência contra mulher até julho

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 86.025 denúncias de violência contra mulheres de janeiro a 31 de julho de 2025. Este tipo de atendimento aparece em terceiro lugar entre os 594.118 registrados pelos cerca de 300 atendentes da central no período.

Os pedidos de informação lideram os atendimentos no serviço gratuito coordenado pelo Ministério das Mulheres. Ao receber a ligação, a central faz o registro e encaminha as denúncias de violência aos órgãos competentes nos estados, no Distrito Federal e nos municípios e, também orienta sobre direitos das mulheres, leis e serviços especializados da rede de atendimento.

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Nesta quinta-feira (7), o Ministério das Mulheres lançou o Painel de Dados do Ligue 180, de acesso público, com informações detalhadas sobre os tipos de violência, perfil das vítimas e agressores e o contexto das denúncias.

O lançamento da ferramenta em 7 de agosto marca os 19 anos da sanção da Lei Maria da Penha (11.340/2006) e integra a campanha Agosto Lilás. A mobilização deste ano tem o tema Não deixe chegar ao fim da linha. Ligue 180.

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Dados acessíveis

Em um café da manhã com jornalistas, em Brasília, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou a importância de ter estatísticas baseadas em evidências para fazer o enfrentamento à violência contra mulheres. “Seja nos feminicídios ou em qualquer tipo de violência, a gente precisa entender melhor, estudar melhor, analisar e ter estratégias efetivas para mudar esse comportamento.”

Desde o segundo semestre de 2024, a plataforma interativa reúne e organiza informações sobre os atendimentos realizados pela central pelos diferentes canais de atendimento: ligação telefônica para o número 180, e-mail [central180@mulheres.gov.br], WhatsApp, no número (61) 9610-0180 e videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas com surdez.

Ellen dos Santos defende que é funamental ter dados para agir no combate à violência contra as mulheres, por Marcelo Camargo/Agência Brasil

A coordenadora-Geral da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 do ministério, Ellen dos Santos Costa, indica que os dados são inéditos e servem para retratar a violência de gênero no país.

“É função do Ligue 180 preparar relatórios analíticos e uma base de dados para fortalecimento das políticas e direcionamento do orçamento de forma efetiva para a gente fomentar essas políticas mais eficazes, mais focadas e mais territorializadas, de acordo com as dinâmicas das violências que a gente vem identificando”            .

Violência em números

Os dados do Ligue 180 de janeiro a julho de 2025 revelam que a maior parte das mulheres vítimas de violências é heterossexual, com 49.674 denúncias (57,7%); e negra, com 38.068 denúncias (44,3%).

Em 40.933 casos (47,58%), o suspeito era parceiro ou ex-parceiro da mulher vítima. Ainda foram ainda registrados, no período, 4.588 casos (5,3%) de violência cometida por vizinhos, 9.883 mantinham outros tipos de relação com a vítima e em outras 7.589 (8,8%) ocorrências, o vínculo não foi declarado.

Em relação às pessoas apontadas como agressores, a maioria dos identificados nas denúncias são heterossexuais (42.320 suspeitos, o que corresponde a 49,2%) e pessoas negras (35.586 41,4%), seguidas por 27.587 denúncias (32%) com suspeitos de praticar a agressão classificados como pessoas brancas. O Ministério das Mulheres evidencia o impacto da violência de gênero agravado pela questão racial.

Sobre o tipo de violência, entre as principais relatadas no contexto de violência doméstica e familiar e relações íntimas de afeto, destacam-se 35.665 casos de violência física (41,4%); 24.021 de violência psicológica (27,9%) e 3.085 de violência sexual (3,6%).

Fora do alcance da lei Maria da Penha, a central também registrou 9.866 casos de violência psicológica em outros contextos e 4.566 denúncias de outras formas de violência.

Quando o filtro do painel é para o cenário da violência, a maioria das denúncias são de ocorrências dentro da residência da vítima, com 35.063 registros (40,7%). Outros 24.238 casos (28,2%) foram em domicílios compartilhados entre a vítima e o suspeito. Há também registro de 4.722 denúncias (5,5%) de violência cometida na casa do suspeito.

De acordo com o Painel de Dados do Ligue 180, muitas mulheres convivem com a violência por longos períodos antes de buscar ajuda. Entre as denúncias recebidas, 21,9% (18.871) são referentes a violências iniciadas há mais de um ano; em 9% das denúncias (7.715) as violências começaram há mais de cinco anos. Em 8,6% (7.442), tiveram início há mais de dez anos.

Para o Ministério das Mulheres, é preciso ampliar as políticas de prevenção, proteção e acesso rápido à rede de apoio às vítimas de violências de gênero.

“A gente tem um foco muito importante na transparência e na inteligência desses dados. Esse painel, hoje, permite que a gente repasse essa informação para a população, sociedade civil, a todos os governos estaduais, municipais, gestores públicos, quem trabalha diretamente na rede para poder entender como é ter esse retrato dessa violência no país inteiro”, diz a coordenadora-Geral do Ligue 180, Ellen dos Santos Costa.

Rede de atendimento

O Ministério das Mulheres também disponibilizou para consulta o Painel da Rede de Atendimento à Mulher com o mapa de serviços públicos disponíveis ao público, como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) da Polícia Civil dos estados; juizados e promotorias especiais de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, abrigos de mulheres vítimas de agressão e demais serviços.

Pacto federativo

A ministra Márcia Lopes relata que o governo federal tem trabalhado para que todas as unidades da federação assinem o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios para, entre outros objetivos, estabelecer o fluxo de encaminhamento e tratamento das denúncias de violência contra as mulheres e meninas recebidas pelos canais de atendimento do Ligue 180.

Atualmente, apenas 14 estados têm acordos de cooperação técnica firmados para prevenir todas as formas de discriminação, misoginia e violência de gênero.

A gestora federal da pasta das mulheres reforça a necessidade de governadores e prefeitos criarem órgãos públicos voltados à garantia de direitos e a políticas de proteção das mulheres.

“Temos buscado incentivar os estados a criarem as suas secretarias estaduais, quem ainda não têm. E mesmo nos municípios menores, ou seja, um setor, uma coordenação, um órgão que trate da gestão da política de mulheres. Assim, ela se posiciona nessa perspectiva de articular os outros setores. Se você não está todo dia olhando, você não tem noção do que é de fato a concretude da realidade. Se a gente não conversar com as mulheres, menos ainda”, resume a ministra.

Serviço – Ligue 180

A ligação para o Ligue 180 é gratuita e mantém o sigilo de quem busca o serviço para pedir informações ou fazer denúncias.

A central funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana para acolhimento, orientação e registro de denúncias, destinado às mulheres em situação de violência.

É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil. No caso de mulheres que estejam no exterior, o serviço pode ser acessado via chat no WhatsApp, (61) 9610-0180. O serviço realiza atendimento em quatro línguas (português, inglês, espanhol e Libras),

Em casos de emergência, a orientação do ministério é acionar a Polícia Militar local, por meio do número 190.

Plano de contingência ao tarifaço deve sair até terça, diz Alckmin

O plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos deve sair até terça-feira (12), disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Segundo ele, haverá uma “régua” para considerar a variação de exportações dentro de um mesmo setor, para tornar o socorro mais preciso.

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“Ele [o plano de contingência] foi apresentado ao presidente Lula, que terminou ontem tarde da noite o trabalho [de leitura]. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira”, disse Alckmin ao conceder entrevista nesta quinta-feira (8) no estacionamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com Alckmin, o plano de contingência procurará ter foco, para ajudar as empresas mais afetadas pela imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump.

O vice-presidente afirmou que será instituído um parâmetro para avaliar os efeitos das tarifas sobre cada setor da economia, baseado no grau de exportações para os Estados Unidos.

“Há setores em que mais de 90% [da produção] vai para o mercado interno, com exportações de 5%, no máximo 10%. E tem setores em que metade do que se produz é para exportar. E tem setores que exportam mais da metade para os Estados Unidos. Então, foram muito expostos, estão muito expostos”, declarou.

Citando o setor de pescados, Alckmin disse que o plano pretende diferenciar os produtos com maior ou menor exposição ao mercado estadunidense.

“Às vezes dentro de um próprio setor, você tem uma diferenciação de quem exporta mais e menos”, destacou. “No caso da tilápia, o maior consumo é interno. Já o atum tem a maior parte da produção destinada à exportação”, acrescentou.

Embaixador

Alckmin não entrou em detalhes sobre a reunião que teve com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar.

Apenas disse que o encontro foi “muito bom”.

A reunião ocorreu fora da agenda nesta tarde. Antes de encontrar o vice-presidente, Escobar reuniu-se com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).

Após sair do ministério, Escobar visitou a Câmara dos Deputados.

Calçados

Antes de encontrar-se com o representante da embaixada estadunidense, Alckmin reuniu-se com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Segundo o vice-presidente e ministro, o setor será bastante afetado pelo tarifaço, com o couro, matéria-prima para os calçados sofrendo um impacto maior.

“Recebi agora o setor de calçados, a Abicalçados. É um setor também afetado, que usa muita mão de obra. Mas, mais afetado que o calçado, é o couro. O couro, mais de 40% [da produção] é para exportação”, comentou.

Justiça nega pedido de habeas corpus para Oruam

A Justiça do Rio negou pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam. A decisão foi tomada pela desembargadora Marcia Perrini Bodart, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJRJ).

Oruam é acusado de homicídio qualificado praticado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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No pedido, a defesa alegou que “o exame do decreto de prisão preventiva, somado às considerações relacionadas à própria nebulosidade da ação policial que redundou na prisão do paciente, indica de forma clara que a custódia processual é ilegal e desnecessária”. A defesa pediu ainda a substituição da prisão preventiva por “medidas alternativas”.

Na decisão, a magistrada entendeu que a concessão de liminar é medida excepcional, “intrinsecamente ligada a constrangimento ilegal manifesto, inocorrente no presente caso”.

Ela citou trechos da decisão que decretou a prisão preventiva.

“A postura audaciosa de Mauro, vulgo “Oruam”, incluindo desacato e ameaças aos agentes das forças policiais não se deu somente pelas redes sociais, mas também pessoalmente, consoante mídia publicada nas redes sociais, referente ao dia dos fatos, sendo extremamente grave e dela se denota que em futuras ocasiões atuará da mesma forma, sendo necessária a prisão para a garantia da ordem pública.”

A desembargadora definiu um prazo de 10 dias para posicionamentos das partes envolvidas, como o Ministério Público e a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, que determinou a prisão.

Oruam foi indiciado por sete crimes: associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal

Entenda o caso

No dia 21 de julho, policiais foram à casa de Oruam, no Joá, bairro nobre da zona oeste do Rio de Janeiro. 

O rapper e um grupo de amigos impediram agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil de cumprir um mandado de apreensão contra um adolescente apontado como um dos maiores ladrões de carros do estado e segurança pessoal do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe da quadrilha Comando Vermelho (CV) no Conjunto de Favelas da Penha, zona norte do Rio.

Segundo policiais, Oruam e mais oito pessoas hostilizaram os policiais com xingamentos e jogaram pedras na viatura descaracterizada. Nas redes sociais, o rapper publicou vídeos com os xingamentos e pedras sendo arremessadas.

A polícia diz que um dos homens que participaram da confusão correu para dentro da casa de Oruam, “o que obrigou a equipe a entrar para capturá-lo”. Ele foi autuado em flagrante por desacato, resistência qualificada, lesão corporal, ameaça, dano e associação para o tráfico.

Oruam e os amigos fugiram do local, segundo a polícia. Nas redes sociais, o rapper escreveu que os agentes estavam tentando prendê-lo também e levantou dúvidas sobre a legalidade da ação. Ele também indicou que seguiu para o Complexo da Penha e desafiou autoridades. “Quero ver vocês virem aqui, me pegar dentro do Complexo”, disse.  

Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes históricos do CV, que está preso.

Operação nacional contra feminicídio e violência prende 387 pessoas

A Operação Shamar, de combate à violência contra a mulher, já contabiliza 387 prisões de autores de feminicídio e violência doméstica entre o dia 1º de agosto, quando teve início a ação, e as 12h desta quinta-feira (7). No período, 2.518 vítimas foram atendidas e 314 medidas protetivas de urgência foram solicitadas. 

A operação, do governo federal, ocorre em todo território nacional e conta com 16.508 agentes de segurança.  

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Nesta quinta-feira (7), quando ocorreu o “Dia D” da mobilização nacional de combate à violência contra a mulher, é lembrado o aniversário da Lei Maria da Penha, que completa 19 anos de sua promulgação. As ações da operação seguem até o dia 4 de setembro. 

O resultado da operação foi divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O investimento total, de R$ 2 milhões, ocorreu por meio do aporte de diárias de policiais civis e militares para deslocamento com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão de acusados de feminicídio e de violência doméstica, sobretudo onde não há delegacia especializada. 

Com o recurso, também foram promovidas ações educativas de prevenção de casos de agressão em razão de gênero, como palestras e panfletagem, alcançando 382.114 pessoas.  

A ação foi coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJSP, e contou com a adesão dos 26 estados e do Distrito Federal. Ocorreram diligências em 335 municípios. 

São Paulo

A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou nesta quinta-feira uma operação para cumprir centenas de mandados de prisão contra autores de violência doméstica. A ação fez parte da Operação Shamar.

“A operação é uma resposta da Polícia Civil aos crimes de violência doméstica. Estamos unindo forças para mostrar que a mulher não está sozinha e que o estado está ao seu lado para protegê-la”, disse a delegada Adriana Liporoni, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher do Estado de São Paulo.

Canais de denúncia

Em caso de suspeita ou violação dos direitos da mulher, a orientação do Ministério da Justiça é procurar uma delegacia de polícia especializada ou ligar para o 190 ou para a Central de Atendimento à Mulher do Ministério das Mulheres, através do 180, disponível também no WhatsApp: 61 9610 0180. 

Dólar cai para R$ 5,42 e atinge menor valor em mais de um mês

Em mais um dia de otimismo no mercado financeiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,40 e atingiu o menor valor em mais de um mês. A bolsa de valores subiu quase 1,5% e retomou os 136 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (7) vendido a R$ 5,423, com recuo de R$ 0,041 (-0,74%). A cotação alternou altas e baixas ao longo da manhã, mas firmou a tendência de queda durante a tarde, até fechar próxima da mínima do dia.

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No menor valor desde 3 de julho, quando estava em R$ 5,40, a moeda estadunidense acumula queda de 3,18% em agosto. Em 2025, a divisa cai 12,25%. O euro comercial caiu 0,74%, para R$ 6,32.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 136.528 pontos, com alta de 1,48%. No maior nível desde 10 de julho, o indicador acumula dois dias seguidos de valorização acima de 1%, o que não ocorria desde o fim de abril.

Num dia de baixo volume de movimentação no mercado interno, voltaram a prevalecer as notícias sobre eventuais mudanças de composição no Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos). A possibilidade de que o órgão comece a cortar os juros da maior economia do planeta em setembro beneficiou as moedas de países emergentes.

Pela manhã, o dólar chegou a subir com especulações sobre quem substituirá o presidente do Fed, Jerome Powell. À tarde, no entanto, a divisa firmou o movimento de queda após a notícia de que Trump indicou o economista Stephen Miran para substituir a diretora do Fed Adriana Kugler, que renunciou na semana passada. A indicação de um nome ligado a Trump fortalece as chances de que o Banco Central dos Estados Unidos comece a cortar os juros em breve.

* com informações da Reuters

STJ diz que ex-PM deve ficar em presídio fora do Rio

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendendo a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), decidiu manter o miliciano Toni Ângelo preso no sistema penitenciário federal. O ex-policial militar é um dos principais líderes da organização criminosa Liga da Justiça, milícia que exerce o controle territorial na zona oeste do Rio, no bairro de Campo Grande.

No pedido pela permanência do miliciano em presídio federal, o MPRJ argumenta que Toni Ângelo foi condenado a mais de 172 anos de prisão pela prática de diversos crimes, entre eles homicídio qualificado, ocultação de cadáver, extorsão, organização criminosa, receptação e porte de arma de fogo de uso restrito. Ele permaneceu na liderança do grupo criminoso até 2013, quando foi baleado e preso.

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Em 2021, o ex-PM retornou para o sistema prisional do Rio de Janeiro, onde iniciou aproximação com outros milicianos. Diante disso, foi autorizada a sua transferência de volta para o sistema penitenciário federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

“Nesse contexto, seja pela manutenção dos motivos que inicialmente justificaram a inserção em presídio federal, seja pelos resultados da tentativa de retorno ao presídio estadual, é salutar que o recorrido seja mantido no sistema penitenciário federal até 2027”, decidiu o STJ.

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Fiocruz fecha acordo para produzir canetas emagrecedoras no Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS firmaram dois acordos de parceria para a produção de liraglutida e de semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Em nota conjunta, a Fiocruz e a EMS informaram que os acordos estabelecem a transferência de tecnologia da síntese do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e do medicamento final para Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fiocruz.

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Inicialmente, a produção dos medicamentos será realizada na fábrica da EMS em Hortolândia (SP) até que toda a tecnologia de produção seja transferida para o Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro.

Alta eficácia

“As injeções subcutâneas oferecem uma abordagem de alta eficácia e são consideradas inovadoras para o tratamento de diabetes e obesidade, marcando mais um avanço significativo da indústria nacional no desenvolvimento de soluções de alta complexidade”, destacou o comunicado.

Para a EMS, os acordos representam um marco histórico para a indústria farmacêutica brasileira. A Fiocruz destacou que unir forças com parceiros públicos e privados permite somar excelência e inovação e ampliar seu portfólio de produção.

A Farmanguinhos citou que a produção inaugura a estratégia da Fiocruz de se preparar também para a produção de medicamentos injetáveis, com a possibilidade de incorporação de uma nova forma farmacêutica, além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

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Controle

Desde junho, farmácias e drogarias começaram a reter receitas de canetas emagrecedoras.  Além da semaglutida e da liraglutida, a categoria inclui ainda a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

Uso indiscriminado

A retenção do receituário de canetas emagrecedoras era defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Em nota aberta, elas citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.

“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém, não a retenção da mesma [receita] pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.

Sistema Único de Saúde

Em junho, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu consulta pública para receber opiniões da população a respeito da inclusão da semaglutida nos serviços públicos de saúde. Manifestações sobre o tema foram recebidas até o dia 30 de junho.  

As contribuições vão ajudar a embasar um parecer da comissão, recomendando ou não que o medicamento seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A avaliação da Conitec foi solicitada pela Novo Nordisk, farmacêutica fabricante do Wegovy. Em parecer dado em maio, a comissão recomendou a não incorporação do medicamento devido aos custos elevados para a compra, avaliados em até R$ 7 bilhões em cinco anos.

Raphinha e Vinicius Júnior são indicados ao prêmio Bola de Ouro

Quatro atacantes brasileiros estão na lista de indicados ao prêmio Bola de Ouro, da revista France Football, que contempla os melhores atletas na última temporada (2024/25) na Europa. Raphinha (atualmente no Barcelona) e Vinicius Júnior (Real Madrid) aparecem entre os 30 indicados na categoria masculina. Já entre as 30 mulheres relacionadas, o Brasil conta com Marta (Orlando Pride) e Amanda Gutierres (Palmeiras) na disputa. As indicações foram anunciadas nesta quinta-feira (7) em 10 categorias da premiação. A cerimônia de entrega está programada para 22 de setembro, no Teatro du Châtelet, em Paris.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Outros quatro brasileiros também concorrem à premiação da France Football. Prestes a estrear pelo Chelsea (Inglaterra), o jovem Estêvão é um dos 10 finalistas ao Troféu Kopa, que premia o melhor jogador sub-21. Ex-Palmeiras, o atacante de 19 anos foi eleito revelação do Campeonato Brasileiro no ano passado.

Outro representante brasileiro é o gaúcho Alisson Becker, goleiro do Liverpool, campeão da Premier League. Ele foi indicado ao Troféu Yashin, concedido ao melhor goleiro da temporada.

Na categoria melhor técnico de futebol feminino, Arthur Elias é um dos cinco finalistas ao Troféu Johan Cruyff. Recém-campeão da Copa América Feminina com a seleção brasileira, Elias também conduziu a amarelinha à medalha de prata olímpica nos Jogos de Paris.

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Na disputa do troféu do Time do ano está o Botafogo, que concorre com outros quatro clubes europeus (Barcelona, Chelsea, Liverpool e PSG). No ano passado, o Alvinegro Carioca faturou os títulos da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Histórico

O último jogador brasileiro contemplado com o Bola de Ouro foi Kaká, em 2007.  Também receberam o prêmio Ronaldinho (2005), Ronaldo (1997 e 2002) e Rivaldo (1999).

O argentino Lionel Messi é, de longe, o maior vencedor, com oito prêmios (2009, 2010, 2011, 2012, 2015, 2019, 2021 e 2023).

Indicações ao Bola de Ouro

FUTEBOL MASCULINO

Jude Bellingham (ENG) – Real Madrid

Gianluigi Donnarumma (ITA) – PSG

Ousmane Dembele (FRA) – PSG

Serhou Guirassy (GUI) – Borussia Dortmund

Denzel Dumfries (NED) – Inter de Milão

Desire Doue (FRA) – PSG

Viktor Gyokeres (SWE) – Sporting/Arsenal

Erling Haaland (NOR) – Manchester City

Achraf Hakimi (MAR) – PSG

Harry Kane (ENG) – Bayern de Munique

Khvicha Kvaratskhelia (GEO) – Napoli/PSG

Robert Lewandowski (POL) – Barcelona

Alexis Mac Allister (ARG) – Liverpool

Lautaro Martinez (ARG) – Inter de Milão

Kylian Mbappe (FRA) – Real Madrid

Scott McTominay (SCO) – Napoli

Nuno Mendes (POR) – PSG

João Neves (POR) – PSG

Michael Olise (FRA) – Bayern de Munique

Cole Palmer (ENG) – Chelsea

Pedri (ESP) – Barcelona

Raphinha (BRA) – Barcelona

Declan Rice (ENG) – Arsenal

Fabian Ruiz (ESP) – PSG

Mohamed Salah (EGY) – Liverpool

Virgil Van Dijk (NED) – Liverpool

VinIcius Júnior (BRA) – Real Madrid

Vitinha (POR) – PSG

Florian Wirtz (GER) – Bayer Leverkusen/Liverpool

Lamine Yamal (ESP) – Barcelona

FUTEBOL FEMININO 

Barbra Banda (ZAM) – Orlando Pride

Sandy Baltimore (FRA) – Chelsea

Aitana Bonmatí (ESP) – Barcelona

Lucy Bronze (ENG) – Chelsea

Mariona Caldentey (ESP) – Arsenal

Klara Buhl (GER) – Bayern de Munique

Steph Catley (AUS) – Arsenal

Sofia Cantore (ITA) – Juventus/Washington Spirit

Melchie Dumornay (HAI) – OL Lyonnes

Temwa Chawinga (MAW) – Kansas City Current

Emily Fox (USA) – Arsenal

Cristiana Girelli (ITA) – Juventus

Esther Gonzalez (ESP) – Gotham FC

Caroline Graham Hansen (NOR) – Barcelona

Patri Guijarro (ESP) – Barcelona

Amanda Gutierres (BRA) – Palmeiras

Hannah Hampton (ENG) – Chelsea

Pernille Harder (DEN) – Bayern de Munique

Lindsey Heaps (USA) – OL Lyonnes

Chloe Kelly (ENG) – Manchester City/Arsenal

Frida Leonhardsen Maanum (NOR) – Arsenal

Marta (BRA) – Orlando Pride

Clara Mateo (FRA) – Paris FC

Ewa Pajor (POL) – Barcelona

Claudia Pina (ESP) – Barcelona

Alexia Putellas (ESP) – Barcelona

Johanna Rytting Kaneryd (SWE) – Chelsea

Alessia Russo (ENG) – Arsenal

Caroline Weir (SCO) – Real Madrid

Leah Williamson (ENG) – Arsenal

Demais indicações 

Técnico do time masculino do ano: Antonio Conte, Luis Enrique, Hansi Flick, Enzo Maresca, Arne Slot

Técnico do time feminino do ano: Sonia Bompastor, Arthur Elias, Justine Madugu, Renee Slegers, Sarina Wiegman

Clube masculino do ano: Barcelona, Botafogo, Chelsea, Liverpool, Paris St Germain

Clube feminino do ano: Arsenal, Barcelona, Chelsea, OL Lyonnes, Orlando Pride

Troféu Yashin masculino: Alisson Becker, Yassine Bounou, Lucas Chevalier, Thibaut Courtois, Gianluigi Donnarumma, Emi Martinez, Jan Oblak, David Raya, Matz Sels, Yann Sommer

Troféu Yashin feminino: Ann-Katrin Berger, Cata Coll, Hannah Hampton, Chiamaka Nnadozie, Daphne van Domselaar    

Troféu Kopa masculino: Ayyoub Bouaddi, Pau Cubarsi, Désiré Doué, Estêvão, Dean Huijsen, Myles Lewis-Skelly, Rodrigo Mora, João Neves, Lamine Yamal, Kenan Yildiz

Troféu Kopa feminino: Michelle Agyemang, Linda Caicedo, Wieke Kaptein, Vicky Lopez, Claudia Martinez Ovando.

* Com iniformações da Agência Reuters.