Toninho Geraes é o convidado do Samba na Gamboa deste domingo

Neste domingo (9), o Samba na Gamboa recebe o cantor e compositor Toninho Geraes para bater um papo sobre sua carreira e interpretar alguns de seus maiores sucessos. Com apresentação de Teresa Cristina, a edição inédita do programa vai ao ar às 13h, na TV Brasil.

Durante a atração da emissora pública, o convidado canta hits como Toda Hora e Seu Balancê. Toninho entoa ainda Alma Boêmia, Se a Fila Andar, Amor e Festança, Uma Prova de Amor, Amor dos Poetas, Um Samba de Saudade, Mais Feliz, Pago pra Ver, Reviravolta e Seu Zé.

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Teresa Cristina e Toninho também relembram fatos marcantes da trajetória do bamba. A apresentadora destaca que, apesar de já ter conquistado sucesso e fama, Toninho Geraes continua frequentando rodas de samba do Rio de Janeiro e de outros lugares do Brasil. Questionado se o contato com o povo é o ingrediente para suas composições, o sambista afirma que colhe inspiração na vida boêmia: “Eu vou em todo lugar”.

Natural de Belo Horizonte, o compositor lembra que seu primeiro violão foi comprado pela mãe em 12 prestações, colocando definitivamente a música em sua vida. Segundo ele, a mãe sempre o apoiou, mas brinca que até hoje não toca bem o instrumento.

 

Samba na Gamboa recebe o cantor e compositor Toninho Geraes – Frame TV Brasil

Entre uma canção e outra, o artista conta que saiu de Belo Horizonte e foi para o Rio de Janeiro sozinho quando tinha apenas 16 anos. Foi na capital fluminense que conheceu a tradicional agremiação carnavalesca Cacique de Ramos, fato que alavancou sua carreira. “No dia que cheguei lá só me deparei só com estrelas. Fiquei na mesa com Alcione, Neguinho da Beija Flor, Jair Rodrigues”, destaca.

Aos 62 anos, Toninho Geraes tem mais de 250 canções gravadas, incluindo clássicos do samba interpretados por grandes nomes como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila.

Sobre o programa

A nova temporada do Samba na Gamboa que marca a estreia de Teresa Cristina como apresentadora do programa da TV Brasil foi gravada no Teatro Ruth de Souza, no Parque Glória Maria, em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro. O palco para conversas embaladas por hits é um cenário colorido que evoca uma praça na Gamboa – bairro histórico da zona portuária da capital carioca. A presença de plateia é outro destaque da atração.

Os encontros contam, ainda, com uma banda da pesada, comandada pelo lendário Paulão Sete Cordas, que acompanha Teresa Cristina e seus convidados pelo inesgotável repertório do samba brasileiro. A equipe reúne os músicos Eduardo Neves (sopros), João Callado (cavaco), Paulino Dias (percussão), Rodrigo Jesus (percussão) e Waltis Zacarias (percussão).

Cantora e compositora de mão cheia, a diva também tem se revelado uma ótima entrevistadora. Teresa Cristina conduz os papos com muita graça, informação, e, principalmente, emoção. A pesquisa sobre a cultura popular é importante para a artista que, além do sucesso com o grupo Semente e na carreira solo, ganhou ainda mais atenção com as lives que fez nas redes sociais no período da pandemia.

Com novo cenário, pacote gráfico e a trilha sonora de abertura repaginados, o Samba na Gamboa tem janela semanal, aos domingos, às 13h, na programação da TV Brasil, e horário alternativo aos sábados, às 23h. O público pode curtir os conteúdos exclusivos no app TV Brasil Play e no YouTube da emissora.

Destaques da temporada

Durante a nova temporada do Samba na Gamboa, Teresa Cristina recebe nomes consagrados do gênero como Áurea Martins, Dorina, Dudu Nobre, Jorge Aragão, Moacyr Luz, Nei Lopes, Tia Surica, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Neguinho da Beija Flor, Nei Lopes, Nelson Rufino, Nilze Carvalho, Péricles e Sombrinha.

O programa da TV Brasil também vai ter a presença de célebres artistas de outras matizes da música como Adriana Calcanhotto, Fabiana Cozza, Hermínio Bello de Carvalho, Mônica Salmaso, Roberta Sá, Simone Mazzer e Zé Renato.

A produção musical valoriza compositores que escreveram sucessos, mas nem sempre têm o devido reconhecimento e espaço na mídia. Teresa Cristina recebe nomes como Alex Ribeiro, Alfredo Del-Penho, Claudio Jorge, Mariene de Castro, Moyseis Marques, Serginho Meriti, Toninho Geraes e Zé Roberto. Artistas como Luísa Dionísio, Marina Íris, Nego Álvaro e Mingo Silva são outros convidados da temporada.

O Samba na Gamboa ainda traz nessa sequência de atrações inéditas uma série de programas especiais que destacam a importância de personalidades consagradas da sonoridade tipicamente nacional. Os conteúdos temáticos reverenciam o trabalho de Arlindo Cruz, Chico Buarque e Paulinho da Viola.

O canal público também exibe edições temáticas que prestam tributo a ícones que já partiram como Aldir Blanc, Almir Guineto, Beth Carvalho, Candeia, Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Elizeth Cardoso, Elton Medeiros, Lupicínio Rodrigues, Monarco, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Reinaldo, Wilson Moreira e Zé Keti.

Com direção de Shirlene Paixão, a nova temporada do programa, que marca a volta das edições inéditas do Samba na Gamboa, tem roteiro e pesquisa do jornalista Leonardo Bruno, profundo conhecedor do gênero.

Histórico da produção

O Samba na Gamboa reúne grandes intérpretes das novas gerações e nomes consagrados do gênero e ícones da MPB para uma animada roda de samba. Com Diogo Nogueira, o programa contou com sete temporadas e foi gravado entre 2008 e 2018. Até hoje a atração faz parte da grade do canal público.

Hoje é Dia: vôlei e 100 anos de Heleno de Freitas são destaques

Hoje, 9 de fevereiro, é um dia marcado pela invenção de um dos esportes mais populares do Brasil. Foi nesta data que, em 1895, o vôlei foi criado pelo norte-americano William George Morgan. Inicialmente chamado de “Mintonette”, o esporte faz parte dos Jogos Olímpicos desde 1964. A história do esporte foi contada no Rádio Animada em 2020:

No campo do esporte, há o centenário de um dos primeiros grandes ídolos do futebol brasileiro: o irreverente Heleno de Freitas. Nascido em 12 de fevereiro de 1925, o jogador conhecido pelo talento em campo e por sua personalidade intensa e polêmica foi personagem do De Lá Pra Cá, da TV Brasil em 2009:

No mesmo dia (12), completam-se 10 anos da morte da artista plástica japonesa naturalizada brasileira Tomie Ohtake. Conhecida por uma arte marcada pelas formas geométricas e cores vibrantes, ela teve sua história contada pelo História Hoje, da Radioagência Nacional, em 2016, pelo Repórter Brasil em 2015 e pelo Fique Ligado em 2020:

Ainda falando de artistas, há os 60 anos da morte do lendário cantor e pianista Nat King Cole em 15 de fevereiro. Em sua voz, canções como “Unforgettable”  imortalizaram seu talento e impacto cultural. Muito de sua obra, que ajudou a popularizar o jazz, foi mostrada em programas das Rádios EBC como o Jazz Livre e o Momento Três.

Outras datas marcantes

A semana também tem datas históricas. Uma delas é os 35 anos da libertação de Nelson Mandela após 27 anos preso na África do Sul. O fato, que ocorreu em 11 de fevereiro de 1990, simbolizou um marco na luta pela igualdade racial e abriu portas para ele se tornar o primeiro presidente negro da África do Sul em 1994. O episódio já foi contado pelo História HojeNa Trilha da História e Repórter Brasil:

Também em 11 de fevereiro, é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data, instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015, reforça a necessidade de combater barreiras históricas para promover o acesso igualitário das mulheres à ciência e já foi tema do Ciência é Tudo (da TV Brasil) e do Rádio Animada (da Rádio MEC):

Para fechar a semana, temos o Dia Mundial do Rádio em 13 de fevereiro. Uma homenagem ao veículo companheiro de muitas pessoas, a data criada pela Unesco em 2011 foi tema de matérias na Radioagência Nacional, Natureza Viva e Ciência É Tudo:

Confira a relação completa de datas do Hoje é Dia de 9 a 15 de fevereiro de 2025

Fevereiro de 2025

9

Criação do esporte Vôlei (voleibol) por William George Morgan nos Estados Unidos (130 anos)

10

Criação de Santa Maria, Região Administrativa XIII (35 anos)

11

Morte do filósofo, matemático e químico francês René Descartes (375 anos) – notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria – fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, foi também uma das figuras-chave na Revolução Científica

Morte do diretor, produtor e roteirista de cinema francês Roger Vadim (25 anos) – criador de clássicos como “E Deus Criou a Mulher” e “Barbarella”

Morte do músico paulista Arnaldo Rosa (25 anos) – crooner do grupo “Demônios da Garoa”

Nelson Mandela é libertado após 27 anos de prisão (35 anos)

Primeiro nocaute em Myke Tyson pelo pugilista James Buster Douglas (35 anos) – primeira derrota de sua carreira em 38 lutas disputadas

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência – data aprovada pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212, para promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência

12

Morte do compositor, letrista, ritmista, cantor e radialista fluminense Henrique Gonçalves da Silva, o Henrique de Almeida (40 anos)

Morte do compositor e instrumentista matogrossense Levino da Conceição (70 anos)

Morte do cartunista estadunidense Charles Schulz (25 anos) – criador da série “Peanuts” e dos personagens “Charlie Brown” e seu cachorro da raça beagle chamado “Snoopy”, dentre outros

Nascimento do jogador futebol mineiro Heleno de Freitas (100 anos)

Morte da artista plástica japonesa naturalizada brasileira Tomie Ohtake (10 anos)

Estreia, na Rádio Nacional da Amazônia, e posteriormente na Rádio Nacional de Brasília o programa infantil Encontro com tia Heleninha (46 anos) – pioneiro do gênero, foi sucesso de público na região Amazônica

13

Morte da freira portuguesa, da Ordem das Carmelitas Descalças, Lúcia de Jesus Rosa dos Santos, a Irmã Lúcia (20 anos) – juntamente com os seus primos Santa Jacinta e São Francisco Marto (os chamados três pastorinhos), assistiu às aparições de Nossa Senhora no lugar da Cova da Iria, em Fátima

Dia Mundial do Rádio – é uma comemoração internacional, que foi proclamada em 3 de novembro de 2011 na 26ª sessão da UNESCO e que tem o aval da Assembleia Geral da ONU

15

Nascimento do clarinetista, saxofonista e compositor mineiro Abel Ferreira (110 anos) – entrou para a Rádio Nacional, em 1949, apresentando-se como líder da “Turma do Sereno”. Em 2011, foi lançado pelo selo Discobertas em convênio com o ICCA – Instituto Cultural Cravo Albin a caixa “100 anos de música popular brasileira” com a reedição em 4 CDs duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin na Rádio MEC em 1974 e 1975

Morte do cantor e pianista de jazz estadunidense Nat King Cole (60 anos)

Nascimento do maestro, pianista, escritor e compositor paraense Waldemar Henrique da Costa Pereira (120 anos)

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br.

Ceará bate Fortaleza no Castelão e segue 100% no estadual

O Ceará venceu o Fortaleza por 2 a 1 pela quinta rodada do Campeonato Cearense de Futebol. A partida foi disputada nesta tarde na Arena Castelão e teve a transmissão ao vivo da TV Brasil.

Os gols do Vozão saíram ainda na primeira etapa. Lucas Mugni, aos 16 minutos da etapa inicial, cobrou com perfeição uma falta da lateral direita de ataque e surpreendeu o goleiro João Ricardo, do Fortaleza. Na sequência, aos 25, Mugni novamente fez excelente jogada pela esquerda e cruzou na área. Aylon não conseguiu concluir, mas Pedro Henrique apareceu para ampliar o placar. Apenas aos 27 minutos da etapa final o Leão do Pici conseguiu reagir. Lucero aproveitou a marcação da penalidade e deslocou o goleiro do Ceará, Bruno Ferreira, para diminuir.

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A transmissão da TV Brasil foi uma parceria com a TV Ceará, integrante da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que realizou a narração, comentários e geração de imagens. A TV Brasil está transmitindo outros três campeonatos estaduais: o Baiano, em parceria com a TVE, o Paraense, em parceria com a TV Cultura do Pará e o Capixaba, com a TVE Espírito Santo.

Com a vitória, o Ceará quebrou a invencibilidade do rival e seguiu 100% no torneio. Na liderança do Grupo A, o Vozão alcançou os 15 pontos. No Grupo B, o Fortaleza continua com 12 pontos, mas ainda com folga na liderança da chave.

Dez clubes participam da edição deste ano do Campeonato Cearense. São eles: Associação Desportiva Iguatu, Barbalha Futebol Clube, Ceará Sporting Club, Cariri Football Club, Centro de Formação de Atletas do Tirol, Ferroviário Atlético Clube, Floresta Esporte Clube, Fortaleza Esporte Clube, Horizonte Futebol Clube e Maracanã Esporte Clube.

Ceará vence Fortaleza por 2 a 1 no Castelão pelo Campeonato Cearense. Foto: Gabriel Silva/Ceará SC

Regulamento do campeonato será mantido como na temporada de 2024. Os dez times foram divididos em dois grupos de cinco. Avançam diretamente para as semifinais os primeiros colocados de cada grupo. Os segundos e terceiros colocados disputam as quartas de final. Quartos e quintos lugares participam do chamado Quadrangular da Permanência.

Briga de torcidas

Na chegada para o clássico, torcedores de Fortaleza e Ceará promoveram uma briga generalizada nos arredores do Castelão, na capital cearense. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que a Polícia Militar conduziu 108 envolvidos para a Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e sete para o 13º Distrito Policial. Também foram cumpridos quatro mandados de prisão.

Especialista indica como cuidar de finanças em cenário de juros altos

Em tempos de juros altos, é preciso ter maior atenção às finanças para não perder o controle sobre o endividamento ou para aproveitar o momento e fazer o dinheiro render.

A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros no final de janeiro. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, agora para 13,25% ao ano.

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Para ajudar neste cenário, a educadora financeira e CEO na UjamaaTech, Dina Prates, apresentou uma série de orientações para as pessoas As dicas da especialista dividem-se em três cenários: pessoas que estão endividadas; pessoas não endividadas, mas que estão precisando de recursos; pessoas que têm algum dinheiro sobrando para investir.
Brasília (DF), 05/02/2025 – Dina Prates, Educadora Financeira e CEO na UjamaaTech. Foto: Alisson Batista/Divulgação

Agência Brasil: No atual cenário de juros altos, qual seria a recomendação para as pessoas que estão endividadas, principalmente endividadas no cartão de crédito? Qual o melhor caminho para sair ou diminuir a dívida?
Dina Prates: Nesse cenário de altas taxas de juros, é fundamental que as pessoas tenham cuidado ao negociar suas dívidas. Dependendo do tipo de dívida, os valores podem aumentar bastante, com parcelas altas que comprometem a capacidade de pagamento e afetando a saúde financeira no longo prazo, podendo gerar até inadimplência de outras contas.

No caso das dívidas de cartão de crédito, é importante evitar o pagamento somente do mínimo mensal ou aceitar os parcelamentos automáticos da fatura. O que isso significa? Muitas vezes, a pessoa paga apenas o valor mínimo e a fatura vai aumentando consideravelmente, pois os juros do crédito rotativo são altos e  impactam o novo total da fatura.

A melhor alternativa é analisar bem o seu orçamento, entender qual é a sua real capacidade de pagamento nos próximos meses e buscar uma negociação que caiba no seu bolso.

Para reduzir o custo com juros, você pode negociar uma entrada para o pagamento da fatura e parcelar o restante. Mas, sempre esteja atento à sua capacidade financeira. O parcelamento da fatura pode ter um custo alto, mas a entrada pode amortizar um pouco os custos. 

Outra estratégia para diminuir essa dívida é trocar uma dívida cara por uma mais barata. Se você tem uma dívida no cartão de crédito, pode valer a pena fazer um empréstimo pessoal para quitar a fatura. Assim, você passa a pagar parcelas com juros menores do que os do rotativo do cartão.

Nem sempre essa é a melhor alternativa, mas pode ser um caminho bem interessante para pessoas que não conseguem ter muitas saídas ou acabam tendo uma fatura de cartão de crédito muito alta, porque já estão nesse histórico de pagar o valor menor do que o total da fatura.

Agência Brasil: Quem não está em dívida, mas está precisando de dinheiro, qual é a melhor opção para empréstimo?
Dina Prates: Para quem está precisando de dinheiro, as melhores opções de empréstimo, geralmente com taxas de juros mais baixas, são aquelas que têm alguma garantia atrelada. Por exemplo, servidores públicos, aposentados ou pensionistas têm acesso a linhas de crédito com juros menores através do crédito consignado, que é descontado direto na folha de pagamento.

Outra alternativa é para quem possui um imóvel ou outro bem que possa ser usado como garantia. Esse tipo de empréstimo costuma oferecer taxas de juros mais baixas e, muitas vezes, uma liberação de crédito mais rápida ou até valores mais altos, dependendo da situação.

Agora, para quem não tem garantias ou não se encaixa nos perfis anteriores, existem várias fintechs no mercado oferecendo diferentes tipos de crédito. Mas é fundamental ficar atento às taxas de juros.

Se você não sabe se a taxa está justa, pode consultar o site do Banco Central para comparar a média de juros cobrados por outras instituições e ver se a opção escolhida realmente vale a pena. Sempre faça uma boa pesquisa em mais de uma instituição financeira para consultar as taxas de juros e as linhas disponíveis. 

Agência Brasil: Para as pessoas que estão com algum dinheiro sobrando: qual a melhor alternativa para investimento, para aproveitar melhor os juros? 
Dina Prates: Para quem está com algum dinheiro sobrando, uma das melhores alternativas no momento é buscar investimentos em renda fixa. Isso porque o aumento da taxa de juros impacta diretamente a rentabilidade desses investimentos, como o Tesouro Direto, CDBs e LCIs, que tendem a oferecer retornos maiores com a alta da Selic.

Mas é sempre importante lembrar: antes de investir, cada pessoa deve conhecer seu perfil de investidor e entender seu nível de tolerância ao risco. Só depois disso é que vale a pena dar os primeiros passos no mundo dos investimentos. Ainda assim, a renda fixa é uma ótima opção para quem quer ver o dinheiro render mais neste cenário de juros altos.

Se você está investindo pela primeira vez, nossa recomendação é começar com pouco e buscar opções que tenham um retorno financeiro estimado, como as opções da renda fixa.

Brasil recebeu 194.331 migrantes em 2024

O Brasil registrou a chegada de 194.331 migrantes em 2024. Os venezuelanos lideram a lista de abrigados, com 94.726 pessoas recebidas pela Operação Acolhida. Os dados são da 8ª edição do Boletim da Migração, divulgado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Segundo a pasta, a reunião familiar foi o principal motivo para as solicitações de abrigo no país, com 16.567 justificativas. Na sequência, vêm trabalho e investimentos, com 14.507 justificativas, e estudo, com 8.725.

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Os pedidos para cumprir missão religiosa foram 2,3 mil; para fixar residência em fronteiras somaram 1.966 e receber acolhida humanitária 4.317.

Os dados mostram ainda que, no ano passado, foram pedidas 68.159 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado, dos quais, 13.632 já foram concedidos; 24.887 foram extintos, 28.890 arquivados e 318 indeferidos.

“A Venezuela segue como principal nacionalidade entre refugiados reconhecidos (12.726), seguida por Afeganistão (283) e Colômbia (121)”, informa o boletim.

Venezuelanos

Em dezembro do ano passado entraram no país 5.837 venezuelanos. O principal ponto de entrada é Pacaraima, em Roraima. Na cidade e em Boa Vista, são ofertados atendimentos da Operação Acolhida, resposta humanitária que oferece suporte ao deslocamento voluntário, seguro e organizado de populações refugiadas e migrantes.

Segundo dados da operação, os venezuelanos que entraram no Brasil vivem, atualmente, em 1.026 municípios de todas as regiões do país. As cidades de Curitiba e Manaus são as que somam maior número de migrantes recepcionados pela operação.

No final de janeiro deste ano, as ações da operação chegaram a ser suspensas após a Organização Internacional para as Migrações (OIM), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para atendimento de migrantes e refugiados, informar o bloqueio do repasse de verbas por 90 dias determinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, no dia 26.

No dia seguinte, o governo federal se reuniu com representantes da organização para discutir o impacto da suspensão das atividades realizadas pela entidade no âmbito da Operação Acolhida. Na ocasião, foi definido que o governo executaria as ações da OIM.

“As autoridades brasileiras estão mobilizadas e seguem em tratativas para reduzir os impactos da ausência das equipes da OIM na operação logística e na gestão de abrigos. Entre as ações emergenciais estão a realocação de servidores das áreas de saúde, assistência social, da Polícia Federal e Defesa para manterem, em caráter emergencial, as atividades essenciais”, disse o MJSP em nota.

Segundo o ministério, o grande volume de pessoas migrando da Venezuela indica a necessidade de o “governo federal prosseguir com políticas voltadas à crise humanitária daquele país”.

Brasileiros no exterior

Em relação aos brasileiros no exterior, os dados mostram que, até 2023, 4.996.951 cidadãos brasileiros viviam fora do país.

“As principais regiões de destino são a América do Norte (2,26 milhões) e a Europa (1,67 milhão). Os Estados Unidos seguem como o país com o maior número de brasileiros residentes (2,08 milhões), seguido por Portugal (513 mil)”, informou o ministério.

Governo promete processo mais humanizado para deportados

O segundo voo com brasileiros deportados pelos Estados Unidos chegou na noite de ontem (8) ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. Antes de chegar ao Brasil, o voo fez escala técnica em Porto Rico. A primeira parada em território nacional foi em Fortaleza, no período da tarde, onde alguns dos passageiros optaram por desembarcar. Dos 111 repatriados, 88 seguiram em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para Minas Gerais.

Funcionários do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), sob liderança da ministra Macaé Evaristo, receberam os deportados.

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“É muito importante, quem puder, conversar com a nossa equipe para trazer algumas informações que nos ajudem nessa negociação para melhorar a condição de voo dessas pessoas que estão voltando para o Brasil”, disse a ministra durante recepção em Confins. “Aos poucos, a gente vai conseguir fazer com que esse processo seja menos doloroso e mais humanizado. Essa é a nossa tarefa, estamos aqui para isso, então contem com a gente.”

Segundo Ana Maria Gomes Raietparvar, da Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos das Pessoas Migrantes, Refugiadas e Apátridas, a recepção dos repatriados deixou os brasileiros aliviados já na primeira parada em Fortaleza.

“O atendimento foi muito bom, considerando que foi a primeira vez em que o Ceará recebeu repatriados. Tivemos um apoio enorme, fizemos um acolhimento humanitário, e as pessoas, quando viam a gente, ficavam aliviadas. Alguns chegaram envergonhados, mas, quando viram como seria a recepção, relaxaram bastante”, afirmou.

Um grupo de trabalho (GT) formado por representantes do governo brasileiro e do governo dos Estados Unidos (EUA) monitorou o voo. Cinco horas antes da chegada ao Brasil, o governo dos EUA disponibilizou a lista com o quantitativo e o perfil dos repatriados. Não houve registros de passageiros sob alerta da Interpol.

De acordo com a Polícia Federal, a maioria dos repatriados é jovem: oito pessoas têm até 10 anos de idade; 11 têm entre 11 e 20 anos; 38 têm entre 21 e 30 anos; e 33 estão na faixa etária dos 31 a 40 anos. Apenas 17 têm entre 41 a 50 anos e quatro têm 51 anos ou mais, sendo o mais velho do grupo com 53 anos de idade.

O grupo tem 85 homens, dos quais 71 estavam desacompanhados. Apenas 26 são mulheres, das quais 12 estavam desacompanhadas. Cerca de 25% (28 pessoas) do grupo veio em núcleo familiar.

A sala de autoridades do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, foi transformada em Posto de Acolhimento aos Repatriados. A estrutura também inclui acesso à água, alimentação, pontos de energia, internet e banheiro.

No local, foram disponibilizados canais para que os repatriados possam entrar em contato com familiares e obter orientações sobre serviços públicos de saúde, assistência social e trabalho, regularização vacinal e matrícula na rede de ensino.
 

Sábado tem alertas para tempestade e calor extremo no país

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) estabeleceu quatro alertas válidos para este sábado (8), em todo o país, para os quais destaca chuvas e calor extremo.

O alerta de calor se divide em duas áreas, uma mais severa no interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e outra moderada para o litoral dos dois estados e do Paraná.

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Os demais alertas preveem chuvas fortes em toda a Amazônia, região central, parte do nordeste e sudeste do país. A previsão mais severa é para os estados da Região Norte, com possibilidade de formação de tempestades.

No Centro-Sul, há registro de possibilidade remota de formação de tempestades durante a tarde, as costumeiras pancadas de verão.

Já as regiões do litoral norte do Paraná e do litoral sul de São Paulo têm um alerta à parte por conta do acumulado de chuvas na última semana. O Vale do Ribeira, no limite ao norte da região do alerta, recebeu chuvas fortes no começo da manhã deste sábado.

A situação mais crítica se dá na cidade de Pariquera-Açu (SP), onde o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil registram alagamentos em diversos bairros, inclusive no centro. No momento, a cidade tem acesso comprometido, com bloqueio de alguns pontos da Rodovia Ivo Zanella (SP-222), por queda de árvores, alagamentos e deslizamentos de terra, e algumas dificuldades no acesso onde o acumulado impede o trânsito livre.

As equipes de Defesa Civil e dos bombeiros atuam na remoção de famílias em áreas alagadas e já informam a diminuição das chuvas fortes na região, com a expectativa de que as famílias possam voltar ainda hoje para suas residências. Estão a caminho do município duas balsas de Cajati, um barco de Registro e um barco de Iguape. Bombeiros de Jacupiranga e Eldorado estão a caminho com uma embarcação.

Briga entre torcidas de Fortaleza e Ceará marca chegada para clássico

Torcedores de Fortaleza e Ceará promoveram uma briga generalizada no começo da tarde deste sábado (8) nos arredores do estádio do Castelão, na capital cearense. O confronto teve pedras e rojões atirados de ambos os lados e acabou complicando bastante a chegada do público. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informa que a Polícia Militar conduziu 108 envolvidos para a Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e sete para o 13º Distrito Policial.

Apesar dos atritos, os dois rivais se enfrentam neste momento no local pela 5ª rodada do Estadual.

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Brigas entre as duas torcidas são recorrentes no Ceará. Inclusive, confrontos dentro das próprias torcidas também são comuns. Autoridades municipais e estaduais estudam ações para aumentar o controle do acesso às praças esportivas do estado e aumentar a segurança do público.

“Os trabalhos ostensivos fazem parte do Plano Operacional de Segurança, coordenado pela Coordenadoria de Planejamento Operacional (Copol/SSPDS) para o Clássico-Rei. Os suspeitos foram detidos horas antes do início da partida e encontram-se nas unidades da PCCE [Polícia Civil do Estado do Ceará], onde serão realizados os procedimentos cabíveis”, acrescentou a Secretaria de Segurança.

Na nota, o órgão destaca ainda a atuação, no âmbito da Operação Estádio Seguro, para capturar foragidos da Justiça que tentam adentrar nas dependências do estádio. Até o momento, foram capturadas três pessoas com mandados de prisão em aberto por crimes de homicídio, roubo e lesão corporal grave.

Também foi preso um quarto alvo, presidente de uma torcida organizada, que estava com ordem de prisão em aberto. O homem foi encontrado no Porto das Dunas, em Aquiraz. “Além do cumprimento de mandado, ele também foi preso em flagrante por uso de documento falso. As Forças de Segurança continuam com os trabalhos com intuito de localizar e prender outros suspeitos”, conclui a nota.

Matéria alterada às 17h51 para acréscimo das informações da nota da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.

 

Operação Verão termina em SP com queda de roubos e aumento de prisões

O governo de São Paulo divulgou neste sábado (8) o balanço da Operação Verão, que teve o objetivo de reforçar o policiamento ostensivo em todo o litoral paulista e foi encerrada na sexta-feira (7). Segundo a Polícia Militar (PM), os roubos na região tiveram uma queda de 25% na comparação com a edição anterior da operação.

O governo estadual comemorou ainda o aumento de 33% nas prisões realizadas na região. Segundo o balanço, a Polícia Militar deteve 713 pessoas em todo o litoral paulista, 33% a mais do que as 537 prisões realizadas em 2023-2024, dos quais 241 alvos eram procurados pela Justiça.

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A ação foi iniciada em 18 de dezembro. Segundo o governo do estado, operações como a Escudo e a Verão são medidas que permitem o deslocamento excepcional de efetivo e o empenho de recursos extras de pagamento e custeio.

Embora seja usada desde outras gestões, a ferramenta tomou lugar de destaque com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo sob o comando de Guilherme Derrite, titular da pasta desde o começo da gestão Tarcísio de Freitas, e coincide com aumentos expressivos de confrontos violentos e de mortes de policiais e civis.

A Operação Verão 2023-2024 foi marcada pela alta de mortes no Guarujá, litoral sul do estado.

A cidade e outras da Baixada Santista como Santos, São Vicente e Praia Grande tiveram registro de 56 mortes em confrontos com a polícia durante a vigência da ação na temporada passada, o que motivou denúncias de desrespeito aos direitos humanos. Ao menos cinco policiais que atuaram em 2023/2024 respondem a processos por homicídio e outros crimes.

“Os números da operação foram um sucesso. É um indicativo de que as vidas das pessoas estão sendo salvas. Os cidadãos que vêm passar suas férias no litoral têm e terão a Polícia Militar como seus guardiões”, disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cássio Araújo de Freitas, durante o evento de encerramento da operação no Guarujá.

O número de motos e carros recuperados passou de 47 para 91, e as apreensões de drogas cresceram 9%, de 102 para 111 quilos.

As equipes atenderam 16 cidades, tiveram o reforço de 377 viaturas e de três aeronaves do Comando de Aviação da Polícia Militar no período.

Bombeiros atuaram na prevenção de acidentes aquáticos.

A Operação Verão também deslocou bombeiros militares e cerca de 321 guarda-vidas para atenderem aos banhistas. Houve 1,5 mil atendimentos em situações de risco para afogamento. Ao menos 36 turistas, parte deles banhistas, perderam suas vidas nas águas entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025. Na temporada passada, foram 50.

ANPD notifica RaiaDrogasil por uso de dados sensíveis de consumidores

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) notificou a rede de farmácias RaiaDrogasil, o programa de fidelidade Stix e a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) sobre o processo de fiscalização do uso de dados pessoais sensíveis dos consumidores. As três instituições são investigadas desde maio de 2023.

A ANDP decidiu instaurar um Processo Administrativo Sancionador contra a RaiaDrogasil para investigar possíveis infrações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A empresa é suspeita de formar perfis comportamentais a partir de dados pessoais sensíveis dos consumidores, para ofertar publicidade direcionada e obter vantagem econômica.

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A ANPD também aplicou uma medida preventiva contra a empresa, que será obrigada a oferecer aos clientes do Programa Univers uma forma de verificação de identidade alternativa à biometria. A empresa também terá que facilitar o acesso dos clientes às informações sobre o tempo de armazenamento dos seus dados pessoais. Além disso, deverá apresentar à autoridade uma série de informações e documentos sobre como os dados pessoais são usados para criar perfis e sobre o compartilhamento de dados com a empresa Rd Ads, do Grupo RaiaDrogasil.

Em relação à Febrafar, a medida preventiva determina a reavaliação da hipótese legal para o tratamento de dados e a adequação das informações relativas à privacidade e proteção de dados. Também determina o exercício de direitos do titular em seu site. A Febrafar deverá atuar para garantir que suas associadas também promovam o acesso facilitado do titular a um canal para o exercício de seus direitos.

Com relação à Stix, a decisão foi de arquivamento do processo, sem prejuízo de investigação posterior, caso surjam fatos novos.

“As medidas preventivas aplicadas não são sanções e sim uma determinação expressa da fiscalização da ANPD, indicando as ações que as empresas fiscalizadas devem adotar para corrigir os problemas identificados. O não cumprimento dessas medidas, contudo, pode resultar na abertura de um processo sancionador e no agravamento das sanções eventualmente aplicadas”, explicou o coordenador-geral de Fiscalização da ANPD, Fabrício Lopes.

Em nota, a assessoria de imprensa da RaiaDrogaSil disse que as práticas da empresa estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados. “Todas as informações são protegidas por um sistema seguro e a identificação pessoal é uma opção do cliente. A empresa permanece à disposição da ANPD para os esclarecimentos que a agência considerar necessários”, diz a nota.

A Agência Brasil entrou em contato com a Febrafar, e está aberta às suas manifestações.

Incêndio atinge fábrica de óleo no Rio de Janeiro

Um incêndio atinge uma fábrica de óleo na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro. Uma fumaça extensa pode ser vista de diferentes pontos da cidade. O Corpo de Bombeiros, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e agentes da prefeitura estão no local. Até agora, não há registro de feridos.

Os quartéis do Corpo de Bombeiros do Fundão, Central, Penha e Ilha do Governador foram acionados às 12h30, segundo a corporação. Às 16h, o número de unidades mobilizadas para a operação havia subido para 15. Há pelo menos 67 agentes militares atuando no combate ao fogo, com auxílio de grupamento técnico de suprimento de água.

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O Inea informou que foi acionado para a ocorrência do incêndio da fábrica de lubrificantes e que técnicos do instituto acompanham as respostas de combate ao fogo junto ao Corpo de Bombeiros, para avaliar possíveis danos ambientais.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro interditou a Rua Campo da Ribeira, na altura da Rua Lourenço da Veiga, onde ocorre o incêndio. E enviou agentes da Guarda Municipal para o local.

A fábrica é do grupo Cosan, voltada para a produção, comercialização e distribuição de óleo lubrificante e especialidades.

Observatório vai monitorar violência contra jornalistas

O jornalismo ganhou uma ferramenta que, caso atinja seus objetivos, resultará em garantias para o bom exercício da profissão, em especial nas situações de violência contra aqueles que cumprem seu papel de informar.

Além de monitorar e criar um banco de dados de ocorrências desse tipo, o Observatório da Violência Contra Jornalistas servirá também de canal de diálogo entre profissionais da área e o Estado, visando, inclusive, a elaboração de políticas públicas específicas e apoio a investigações.

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As diretrizes, composição, organização e funcionamento do observatório estão previstas na Portaria nº 116/2025, publicada esta semana pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Diário Oficial da União.

De acordo com a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), órgão do MJ ao qual o observatório está vinculado, ele terá, entre seus objetivos, monitorar ocorrências, sugerir políticas públicas, apoiar investigações e criar um banco de dados com indicadores sobre os casos.

O observatório será composto por representantes de diversas secretarias da pasta, bem como por 15 membros da sociedade civil com atuação comprovada na defesa da liberdade de imprensa e no combate à violência contra comunicadores.

Fenaj

Entre as entidades que participaram dos debates visando sua criação está a Federação Nacional dos Jornalistas ( Fenaj). Segundo a presidente da entidade, Samira de Castro, a exemplo do Conselho Federal de Jornalistas, essa é também uma demanda antiga da categoria.

“Desde o primeiro momento, o observatório era demanda da sociedade civil ligada ao campo do jornalismo. A situação se agravou muito durante os quatro anos do governo Bolsonaro, culminando nos atos de 8 de janeiro. Foi quando levamos uma proposta inicial ao então ministro da Justiça Flávio Dino”, explica a presidente da Fenaj.

Segundo Samira de Castro, durante a gestão à frente do MJ, Flávio Dino deu início à estruturação do observatório. “No entanto, com a sua saída para o STF [Supremo Tribunal Federal], tivemos de partir as discussões praticamente do zero com a nova equipe ministerial”.

Entre as contribuições iniciais feitas pela sociedade civil, estão a elaboração do regimento interno do observatório e a composição de seu conselho.

Olhar do Estado

“A criação do observatório representa um olhar do Estado brasileiro sobre a garantia do direito humano que é o de acesso à informação. Nunca houve um mecanismo desse tipo, com olhar voltado especificamente não apenas para jornalistas, mas para comunicadores e pessoas que garantem direito de acesso à informação a suas comunidades”, explicou Samira à Agência Brasil.

A entrada do Estado nessa causa, segundo a jornalista, é um fato muito importante, inclusive para lidar com questões burocráticas da profissão, quando se torna necessário o enfrentamento à violência praticada contra jornalistas.

“Diversas entidades ligadas ao jornalismo, inclusive o Repórteres sem Fronteiras e a própria Fenaj, fazem acompanhamentos sobre a violência que é praticada contra jornalistas. Nossos relatórios, no entanto, não têm papel nem peso do Estado. Essa construção com a sociedade civil é um grande diferencial”.

Políticas públicas

Ela ressalta a possibilidade de, a partir das denúncias levadas ao observatório, se construir políticas públicas voltadas especificamente aos jornalistas, de forma a garantir que exerçam, da melhor forma, a profissão em suas especificidades.

Para Samira, é também importante para a proteção dos chamados comunicadores populares, que atuam em áreas não diretamente ligadas a direitos humanos, mas que também sofrem ameaças. “É o caso, por exemplo, de repórteres que cobrem políticas locais no interior do país. Antes, essa proteção estava restrita àqueles que trabalhavam diretamente na área de direitos humanos”.

De acordo com a dirigente da Fenaj, os grupos formados no âmbito do observatório ficarão atentos também “à confusão causada por influenciadores e os pseudojornalistas”, referindo-se a pessoas que, sem estudo adequado e sem diploma em jornalismo, reivindicam, para si, a profissão.

“Isso se intensificou após o STF considerar desnecessária a formação acadêmica em jornalismo. A Fenaj sempre defendeu a profissionalização, claro que dando atenção também aos comunicadores populares, quando produzem material próximo ao jornalismo, ajudando sua comunidade a ter acesso a informações relevantes”, acrescentou.

Para a Fenaj, a retirada da obrigatoriedade de diploma acadêmico para o exercício da profissão tem influência direta na banalização de uma atividade profissional necessária e estratégica para a sociedade.

Ela lembra que o próprio presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, tem declarado que o Brasil nunca precisou tanto de uma imprensa qualificada, e que essa constatação veio após o próprio STF ter retirado o critério mínimo para o exercício da profissão.

“Precisamos retomar essa discussão urgentemente, em meio a tantos perfis de redes sociais que se autointitulam jornalistas, emitindo a todo momento todo tipo de opiniões desqualificadas”, argumentou.

A presidente da Fenaj explica que, para atuarem no gênero opinativo, os jornalistas precisam estar minimamente embasados, ouvindo especialistas, não podendo se guiar pelo senso comum nem pelos achismos.

“Outros atores não se atêm nem mesmo à realidade do fato para emitir opinião. Opinam sem embasamento sobre questões que são importantes para a sociedade. Vidas podem ser colocadas em risco também por conta disso. Sem falar nas práticas criminosas cometidas por eles, quando pregam intolerância religiosa, racismo, LGBTfobia”, disse.

Fato jurídico

Diante desse cenário, a Fenaj tem buscado se aproximar dos ministros do STF, a fim de viabilizar um reposicionamento sobre a questão do diploma. “Na época em que a suprema corte tomou a decisão, não havia plataformas de redes sociais com tamanho alcance e influência. Esse é um fato novo que, por si, justifica a retomada e a revisão do julgamento”, argumentou.

“Vivemos atualmente um cenário extremamente contaminado onde praticam o que chamo de pseudojornalismo. O observatório terá critérios objetivos de atuação em relação a esse tipo de situação também, mas com base em referências da academia, que também vai compor grupos de trabalho do observatório”, acrescentou a dirigente referindo-se aos integrantes do observatório, que terá, em sua composição, conselheiros públicos, sociedade civil e por representantes de ministérios como Justiça, Direitos Humanos, Igualdade Racial e Mulheres.

Fim de semana tem calor intenso e blocos de rua no Rio

Depois de uma semana de calor intenso no Rio de Janeiro, a previsão é de mais temperaturas elevadas neste sábado (7) e no domingo (8). Segundo o Alerta Rio, sistema de monitoramento do clima e alerta de chuvas da prefeitura, o tempo deve ficar parcialmente nublado, com máxima de 36 graus Celsius (ºC) e mínima de 20ºC na cidade. Não há previsão de chuvas. Os ventos serão fracos a moderados até a segunda-feira (9).

Além de praias e cachoeiras, os cariocas e turistas têm como opções 15 blocos de rua que vão se apresentar pela cidade. É o segundo fim de semana do pré-carnaval de rua oficial. Segundo a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), o destaque fica para o domingo, que terá o desfile de dez agremiações. Entre elas, está o megabloco SeráQAbre?, que estreia na Rua Primeiro de Março com a presença de artistas como Pablo Vittar, Juliette, Tilia, Naldo Benny, Bibi Babydoll e Diego Martins.

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Com a expectativa de atrair cerca de 6 milhões de pessoas em 37 dias de folia, o Carnaval de Rua 2025 terá, até o dia 9 de março, 482 apresentações espalhadas por diversas regiões do Rio. O centro será palco de 128 desfiles, mas a folia também estará garantida nas zonas norte, sul e oeste, além de Grande Tijuca, Ilhas e Jacarepaguá.

A programação completa dos cortejos, com data, horário e percurso, está disponível no aplicativo Blocos do Rio 2025, em todas as plataformas digitais.  A ferramenta é gratuita e funciona por geolocalização. A lista também está disponível no site carnaval de rua, que reúne, além do calendário dos desfiles, notícias sobre os blocos e mais informações.

Saiba como atua o Conselho de Direitos Humanos da ONU

Rejeitado pelos Estados Unidos e por Israel, que recentemente anunciaram sua saída do órgão, o Conselho de Direitos Humanos (UNHRC) da Organização das Nações Unidas (ONU) completa este ano 19 anos de existência. O foro foi criado em 2006, para substituir a antiga Comissão de Direitos Humanos, que segundo o próprio secretário-geral da ONU na época, Kofi Annan, considerava enfraquecida.

“Ele deixou de ser uma mera comissão, como havia dezenas dentro da ONU, e passou a ser um conselho, equiparado aos outros dois grandes conselhos da ONU, o Conselho de Segurança e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Então, a própria criação do Conselho de Direitos Humanos já apontava para esse lugar de maior prestígio, de maior destaque do tema dos direitos humanos dentro da organização”, explica o cientista político Mauricio Santoro, professor do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha.

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Comandado por um Alto Comissário, escolhido pelo secretário-geral das Nações Unidas, o conselho é composto por 47 países, eleitos pelos 193 membros da ONU, para mandatos de 3 anos. A cada ano, eleições renovam um terço de sua composição. O Brasil, por exemplo, foi eleito em 2023 para ficar no órgão até 2026.

Além do comissário e dos representantes dos países, o órgão conta ainda com um comitê consultivo, grupos de trabalho e especialistas designados para missões específicas.

A função do conselho é reforçar a promoção e proteção dos direitos humanos ao redor do mundo, abordar situações de violações e fazer recomendações sobre elas. Entre seus instrumentos estão as resoluções e decisões, que funcionam como a expressão da vontade da comunidade internacional sobre determinadas situações. Em 19 anos, foram publicadas mais de 1.400 resoluções sobre situações em diversos países.

“A adoção de uma resolução envia um sinal político forte que pode incitar governos a agir de forma a remediar essas situações”, informa o site do próprio órgão.

Segundo Santoro, as resoluções têm um impacto que extrapola o sinal político ou um simples “constrangimento” para alguns países, como aqueles que lidam com tratados internacionais de direitos humanos como instrumentos legais superiores às suas próprias legislações, como é o caso do Brasil, Chile e Argentina.

“Quando você tem uma decisão da ONU, uma resolução, ou algum tipo de debate no Conselho de Direitos Humanos, com muita frequência, eles envolvem também esses compromissos jurídicos que os países assumiram, nos tratados”, destaca.

Além das resoluções, há também as comissões de investigação e de apuração de fatos, que podem ajudar em processos penais internacionais, além da Revisão Periódica Universal (UPR), que avalia periodicamente a situação de direitos humanos de todos os países-membros da ONU. Todos eles já foram avaliados pelo menos três vezes desde 2006 e, neste momento, o conselho faz sua quarta rodada da UPR.

“Ela é universal. Todos os países são examinados. Não é uma coisa que acontece só com alguns violadores. Uma vez a cada quatro ou cinco anos, esses países passam ali por uma rodada de avaliação e o Conselho dos Direitos Humanos publica um relatório com as suas análises e com as suas sugestões do que cada país pode fazer para melhorar suas condições”, explica Santoro.

EUA

Em 3 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma Ordem Executiva que determinava que seu país “não participará” e “nem buscará eleição” para o Conselho de Direitos Humanos, do qual foi um dos 47 membros de 2022 a 2024. Além disso, os EUA não financiarão mais o conselho.

No documento, Trump justificou sua saída afirmando que o conselho “tem protegido violadores de direitos humanos ao permitir que eles usem a organização para se blindar de seu escrutínio”.

Não é a primeira vez que o presidente estadunidense oficializa a saída da organização. Em 2018, em seu primeiro governo, Trump decidiu sair do conselho enquanto seu país tinha mandato, o qual se encerraria apenas no ano seguinte.

“O presidente Trump tem uma perspectiva da inserção dos Estados Unidos no sistema internacional que é muito peculiar. Ele considera que os Estados Unidos são o país mais importante de todos e que não podem ser prejudicados em momento algum, por razão alguma, né? E todos aqueles organismos e acordos que ele considera de alguma forma lesivos aos interesses dos Estados Unidos, ele rejeita”, avalia o professor de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Williams Gonçalves.

Na Ordem Executiva assinada no dia 3 de fevereiro, Trump cita que os Estados Unidos ajudaram a fundar a ONU depois da Segunda Guerra Mundial, para prevenir conflitos globais e promover a paz, mas que “algumas agências e organismos se distanciaram dessa missão e, em vez disso, agem contra os interesses dos Estados Unidos, enquanto ataca seus aliados e propaga o antissemitismo”.

A saída dos EUA do conselho ocorreu na mesma semana em que Trump sugeriu que os palestinos saíssem de Gaza e fossem realocados em outros países. Os habitantes do território palestino sofreram nos últimos 15 meses, com ataques israelenses.

“A principal questão é a questão dos palestinos. A principal denúncia que o conselho faz é o tratamento que o Estado de Israel dispensa aos palestinos. Um tratamento que chegou ao paroxismo após a investida do Hamas contra alguns membros da sociedade de Israel. Trump considera que a crítica a Israel é, de alguma forma, uma crítica aos Estados Unidos. E, de certa forma, ele tem razão, uma vez que os Estados Unidos apoiaram integralmente do início ao fim, toda a ação genocida de Israel na faixa de Gaza”, explica Gonçalves.

Israel, aliás, anunciou que seguiria o exemplo dos Estados Unidos em relação ao conselho. “Israel considera bem-vinda a decisão de Trump de não participar do Conselho de Direitos Humanos da ONU (UNHRC). Israel se junta aos Estados Unidos e não participará do UNHRC”, escreveu o chanceler israelense, Gideon Sa’ar, em suas redes sociais, complementando que o órgão “demoniza obsessivamente” seu país.

Em entrevista para a agência de notícias Reuters, a relatora especial da UNHRC para Israel e os Territórios Ocupados Palestinos, Francesca Albanese, classificou de “arrogância” a decisão dos israelenses de deixar o conselho.

A organização internacional Anistia Internacional condenou a saída dos EUA do conselho em um momento em que “palestinos em Gaza enfrentam genocídio, deslocamento forçada e negação a apoio humanitário crítico”. Em momentos como esse, segundo a entidade, a “comunidade internacional deve reforçar urgentemente, e não abandonar, mecanismos de responsabilização e justiça”.

Consequências

Segundo Mauricio Santoro, mesmo deixando de participar do conselho, os EUA continuam sujeitos ao seu escrutínio. “É um esvaziamento político não ter mais os Estados Unidos, que são a maior economia e que têm o maior peso militar”.

Há ainda a questão do corte do financiamento, que pode atrapalhar os trabalhos do conselho. “A ONU trabalha muitas vezes com orçamentos muito apertados e muito erráticos. Com muita frequência, os dirigentes de cada uma das grandes instituições da ONU, passam um ano ali de chapéu na mão, indo aos grandes doadores, pedindo ajuda, pedindo um financiamento extra para poder lidar com uma situação de crise”, explica Santoro.

Para além dos impactos diretos na representatividade e financiamento do conselho, a saída dos Estados Unidos pode ter efeitos em outros países que têm alinhamento ideológico com Trump.

“O Trump está criando uma espécie de franquia política. Têm presidentes em outras partes do planeta que se apresentam, por exemplo, como Trump latino-americano, Trump africano. Ele criou um modelo político que está encontrando muitos seguidores. Por exemplo, a gente tem visto que a Argentina tem replicado muitas dessas ações do presidente americano. Ele saiu, por exemplo, da Organização Mundial da Saúde. Será que vai sair [do Conselho de Direitos Humanos] também?”, questiona Santoro.

Além do UNHRC, os Estados Unidos também anunciaram sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), o fim do financiamento à agência das Organização das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) e a reavaliação de sua participação na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Novas dinâmicas

Mauricio Santoro destaca que os EUA lideraram a criação das Nações Unidas e é curioso ver, neste momento, o “criador voltando-se contra a criatura”. “Isso é muito inusitado. E vamos dizer, a gente tem uma série de preocupações, porque qual é a alternativa para as organizações internacionais. Elas exercem funções muito importantes, criam um ambiente global que é mais previsível, que é mais estável, onde há mecanismos melhores de transparência, de compartilhar informações”, ressalta.

O professor Antonio Jorge Ramalho da Rocha, da Universidade de Brasília (UnB), considera lastimável que o atual governo estadunidense renegue os valores promovidos por seu país logo após a Segunda Guerra Mundial.

“Eles vão sair perdendo mais do que quaisquer outros países em relação a isso. No longo prazo, isso é a aceleração de sua decadência. Não tenho dúvida de que é um erro do ponto de vista do interesse deles. Os Estados Unidos se fundaram com base nessa convicção compartilhada, nesse valor de que os seres humanos devem ser objeto de proteção pelos Estados. Toda a estrutura política dos Estados Unidos está montada para impedir que os governantes oprimam os cidadãos, para proteger as liberdades individuais”, explica.

Segundo Rocha, o vácuo deixado pelos Estados Unidos no conselho pode ser uma chance para que outros países, como aqueles da União Europeia e do Sul Global, inclusive o Brasil, assumam um papel de liderança na defesa dos direitos humanos no planeta.

“É preciso que os países que prezam esses valores abracem o conselho, financiem suas ações. Hoje há um vácuo de liderança. É uma grande oportunidade para um país como o Brasil, que tem uma tradição de respeito, de defesa e de promoção do multilateralismo. Resta saber se tem energia, recursos e visão clara para ocupar esse espaço”, conclui o professor.

Cearense 2025: TV Brasil transmite Fortaleza x Ceará neste sábado

Este fim de semana será de mais futebol com a estreia do Campeonato Cearense na tela da TV Brasil. No sábado (8), a emissora exibe as emoções do clássico Fortaleza x Ceará, com pré-jogo às 16h e apito inicial às 16h30. A partida, válida pela quinta rodada do Campeonato Cearense de Futebol, será disputada na Arena Castelão, em Fortaleza (CE).

A transmissão é uma parceria com a TV Ceará, integrante da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que realiza a narração, comentários e geração de imagens. A TV Brasil retransmite para todo o país. A TV Brasil está transmitindo outros três campeonatos estaduais: o Baiano, em parceria com a TVE, o Paraense, em parceria com a TV Cultura do Pará e o Capixaba, com a TVE Espírito Santo.

A disputa promete, com ambos os times, 12 pontos até o momento. Na liderança do Grupo A, o Ceará entra em campo com vitória em todas as partidas do campeonato até o momento – no último domingo (2), inclusive, venceu o Barbalha com uma goleada de 5 a 0.  Encabeçando o Grupo B, o Fortaleza também segue invicto e chegou a marcar 7 a 0 contra o Cariri na primeira rodada.

Será o primeiro confronto dos dois clubes em 2025. Este ano, eles vão se enfrentar na Série A do Campeonato Brasileiro.

Cearense 2025

Dez clubes participam da edição deste ano do Campeonato Cearense. São eles: Associação Desportiva Iguatu, Barbalha Futebol Clube, Ceará Sporting Club, Cariri Football Club, Centro de Formação de Atletas do Tirol, Ferroviário Atlético Clube, Floresta Esporte Clube, Fortaleza Esporte Clube, Horizonte Futebol Clube e Maracanã Esporte Clube.

Regulamento do campeonato será mantido como na temporada de 2024. Os dez times foram divididos em dois grupos de cinco. Avançam diretamente para as semifinais os primeiros colocados de cada grupo. Os segundos e terceiros colocados disputam as quartas de final. Quartos e quintos lugares participam do chamado Quadrangular da Permanência.

Túmulo de Eunice Paiva vira ponto turístico após Ainda Estou Aqui

Uma lápide colocada em uma capelinha azul no Cemitério do Araçá, na capital paulista, lembra dela com carinho: “Exemplo para a família e para a democracia brasileira”. É ali, ao lado de diversas capelinhas de famílias italianas, que está enterrada a advogada e um dos símbolos da luta contra a ditadura brasileira e pelos direitos humanos Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva, mais conhecida como Eunice Paiva (1929-2018).

A história dela ficou ainda mais célebre após a atriz Fernanda Torres tê-la interpretado no filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles. Indicado aos prêmios de melhor filme, melhor filme estrangeiro e melhor atriz no Oscar deste ano, o longa é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito por Marcelo Rubens Paiva. Neste livro, o autor narra a história real de sua família, centrada na luta da mãe logo após o desaparecimento do pai, o deputado Rubens Paiva, levado por policiais em 1971, durante a ditadura militar brasileira. O corpo de Rubens Paiva jamais foi encontrado.

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O sucesso da produção gerou ainda mais curiosidade sobre a vida da advogada e sobre onde ela foi enterrada, principalmente após a atriz Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro pela interpretação de Eunice no cinema, ter feito uma visita ao cemitério. “Há um ano, se encerravam as filmagens de Ainda Estou Aqui e fui sozinha agradecer a essa grande brasileira, pela honra de tê-la encarnado no cinema. Obrigada, Eunice”, escreveu a atriz em novembro do ano passado, postando uma foto ao lado da lápide em seu perfil no Instagram.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Fernanda Torres (@oficialfernandatorres)

Visitas

Desde então, as visitas guiadas ao Cemitério do Araçá – que passaram a incluir uma visita ao túmulo de Eunice Paiva – tem passado a reunir centenas de visitantes. O passeio é organizado pelo projeto de necroturismo O Que Te Assombra?,  que já promovia rotineiramente visitas gratuitas a cemitérios e túmulos de personalidades históricas no estado de São Paulo. A próxima visita guiada, por exemplo, está planejada para a manhã do dia 16 de fevereiro.

“O Que Te Assombra? é um projeto que eu idealizei e que nasceu para contar a história de assombração. Ele é muito inspirado no livro Assombrações do Recife Velho, de Gilberto Freire, que faz um paralelo interessante entre o desenvolvimento sócio-urbano da cidade do Recife e as histórias da assombração”, contou o pesquisador e advogado Thiago de Souza.

São Paulo (SP), 06/02/2025 – .Pesquisador Thiago de Souza fica feliz com o interessa da população pelo túmulo de Eunice Paiva – Paulo Pinto/Agência Brasil

Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que essas histórias acabaram levando-o, inevitavelmente, aos cemitérios. E daí surgiu a ideia de desenvolver um novo projeto, Saudade e Suas Vozes, que tem o foco no Cemitério do Araçá. Esse projeto trabalha o cemitério como um lugar de memória, cultura, patrimônio e histórias.

“Eu nunca imaginei que um cemitério tivesse tantas potencialidades e fosse um instrumento tão importante para contar histórias. Eu gosto de dizer que o cemitério é o lugar que melhor conta as nossas histórias. Todo mundo que construiu a nossa história descansa em algum cemitério. Eles são grandes contadores de história das nossas comunidades e das nossas cidades”, acrescentou o pesquisador.

A inclusão do túmulo de Eunice Paiva nas visitas guiadas que já eram realizadas naquela necrópole aconteceu no final do ano passado, logo após a postagem de Fernanda Torres, quando o pesquisador finalmente descobriu que ela estava enterrada no Araçá. E a decisão por incluí-la nessa visita foi motivada porque sua história representa não somente a luta pela democracia, mas também reflete sobre a importância das memórias e do luto.

“A história dela dialoga com dois aspectos interessantes: o primeiro é a memória, a importância da gente se lembrar e da gente buscar a verdade, da mesma forma que foi para ela a busca por respostas sobre o paradeiro do deputado Rubens Paiva. Mas um segundo aspecto que é muito importante para a gente é entender a importância dos processos de luto, que é algo que talvez não fique muito perceptível na história. A grande busca da Eunice era para ter o direito de saber o que tinha acontecido com o seu marido, quem eram os responsáveis pela sua morte e onde ele estava sepultado”, reflete.

Para o pesquisador, é muito bom ver o interesse das pessoas por Eunice porque, a partir disso, são feitas reflexões sobre a importância da memória e sobre se reencontrar um sentido de compadecimento por pessoas que sofreram grandes violências.

São Paulo (SP), 06/02/2025 – .Capela com os restos mortais de Eunice Paiva, no cemitério do Araçá, no Pacaembu – Paulo Pinto/Agência Brasil

Cemitério do Araçá

Inaugurado em 1897, o Cemitério do Araçá foi criado devido à superlotação do Cemitério da Consolação e pelo crescimento da imigração italiana em São Paulo. O nome Araçá deriva da antiga Estrada do Araçá, que era cercada por uma planta de mesmo nome. Atualmente, essa estrada se tornou a Avenida Doutor Arnaldo.

Além de abrigar o túmulo de Eunice Paiva, o Cemitério do Araçá guarda outras personalidades importantes da história do Brasil, como as atrizes Cacilda Becker e Nair Bello e o empresário Assis Chateaubriand. É também onde fica o mausoléu da Polícia Militar e um ossário onde antigamente foram organizados os restos mortais de pessoas assassinadas pela ditadura militar e que haviam sido enterradas na vala clandestina de Perus. O local também se destaca por obras de arte, assinadas por artistas como Victor Brecheret.

Para participar da visita guiada ao Cemitério do Araçá não é preciso pagar nada. Os organizadores só pedem a contribuição de um quilo de alimento que depois é encaminhado para um projeto de distribuição de marmitas para moradores em situação de rua. As inscrições podem ser feitas por meio do perfil O que te assombra? (@oqueteassombra) no Instagram.

Xodó de Cozinha destaca presença da mandioca na mesa dos brasileiros

A chef Teresa Corção é a convidada da edição inédita do Xodó de Cozinha, que a TV Brasil leva ao ar neste sábado (8), às 13h. Durante o programa, a apresentadora Regina Tchelly bate um papo com Teresa sobre a mandioca, também conhecida como aipim ou macaxeira.

Apesar de ter tantos nomes, a “rainha do Brasil” é tão única que não pode faltar na mesa dos brasileiros. Símbolo de segurança alimentar e nutricional, a mandioca é versátil, potente e alimenta milhões de pessoas todos os dias. 

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Teresa Corção, que comanda o Instituto Maniva, voltado ao fortalecimento da agricultura familiar, é especialista no estudo da mandioca no Brasil.

Para homenagear esse alimento tão importante, consumido de Norte a Sul do país, a chef Regina mostra receitas inovadoras com o tubérculo enquanto conversa sobre a fome no Brasil. Ela e Teresa preparam torresminho de entrecasca de macaxeira, bolo de macaxeira e coco e beiju de tapioca com beterraba.

O conteúdo original da emissora pública prioriza a alimentação saudável, nutritiva, de baixo custo e com uso integral dos alimentos. O Xodó de Cozinha pode ser acompanhado no YouTube do canal e fica disponível no app TV Brasil Play.

Chef Teresa Corção (D) é a convidada do programa Xodó de Cozinha, da TV Brasil – TV Brasil/Divulgação

Sobre o Xodó de Cozinha

Apresentado pela chef Regina Tchelly, na TV Brasil, o programa Xodó de Cozinha busca incentivar a alimentação saudável e de baixo custo. A temporada de estreia tem 26 episódios. Cada edição conta com um convidado especial para preparar receitas com um alimento específico e conversar sobre um tema. A produção recebe personalidades como Bela Gil, André Trigueiro e Sidarta Ribeiro, entre outros.

Com seu afeto e carisma, a chef Regina Tchelly tem uma linguagem bastante característica para cativar o público e os entrevistados da nova atração televisiva. “Os convidados são incríveis e fico feliz de estar reunida com tanta gente que está fazendo acontecer, mostrando que é possível comer bem, de forma saudável e acessível”, conta.

Os assuntos discutidos na produção giram em torno de questões como sustentabilidade, combate à fome, sazonalidade dos alimentos, geração de renda, empreendedorismo e educação financeira. Além disso, o programa valoriza a cultura tradicional e afetiva, além de abordar pratos que evocam memórias e heranças culinárias.

A atração é gravada na cozinha do projeto Favela Orgânica, iniciativa idealizada por Regina Tchelly que há 13 anos promove a culinária saudável nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul do Rio de Janeiro. 

Coprodução realizada pela TV Brasil com a Kromaki, o Xodó de Cozinha tem direção de Pedro Asbeg.

Sobre o Favela Orgânica

O Favela Orgânica já recebeu diversos prêmios, nacionais e internacionais, por suas ações que visam promover a segurança alimentar, capacitação profissional e uma mudança na cultura de consumo e desperdício de alimentos. Chef de cozinha, empreendedora social e fundadora do projeto, Regina é paraibana e mora no Rio de Janeiro há 20 anos.

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 39 milhões neste sábado (8)

A Mega-Sena sorteia neste sábado (8) prêmio acumulado em R$ 39 milhões.

As seis dezenas do concurso serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

Cenipa encerra investigação em local de acidente de avião em São Paulo

A assessoria da Força Aérea Brasileira (FAB) informou que os investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) que atuavam no cenário do acidente na manhã desta sexta-feira (7), na capital paulista, finalizaram as investigações iniciais e liberaram a área para limpeza.

A equipe estava desde o final da manhã na Avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste de São Paulo, onde um avião de pequeno porte, do modelo Beechcraft F90 King Air e matrícula PS-FEM, caiu após decolar do aeródromo do Campo de Marte, matando o piloto e o proprietário da aeronave.

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Segundo a FAB, a investigação continua com o levantamento de outras informações, após recolhidos os elementos essenciais para análise da investigação.

A Força também informou que a remoção dos destroços e bens transportados é de responsabilidade do operador ou proprietário da aeronave. “Essa medida tem como objetivo prevenir danos ao meio ambiente, à segurança, à saúde, ou à propriedade de terceiros e à coletividade”.

A investigação não tem prazo, mas, como todas as investigações de acidentes aéreos com aviões civis no país, pode ser consultada no portal da aeronáutica, no Painel SIPAER.

Definidos os jogos da 1ª fase da Copa do Brasil masculina de futebol

Foram definidos por sorteio nesta sexta-feira (7) os 40 confrontos eliminatórios (jogos únicos) da primeira fase da Copa do Brasil, torneio mais democrático do país por reunir times de todas as divisões do futebol nacional. Na cerimônia realizada pela CBF em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, também foi anunciada a data base dos jogos: 19 e 26 de fevereiro. A tabela detalhada com datas, horário e locais das partidas ainda serão divulgados.

Dos 80 times na primeira fase estão clubes da elite do futebol brasileiro (os mais bem ranqueados) que estrearão fora de casa. É o caso do Atlético-MG, atual vice-campeão, que enfrentará o Tocantinópolis-TO; do Grêmio que medirá forças com o São Raimundo-RR; e do Vasco que vai encarar o União-MT (confira todos os jogos ao final do texto). 

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Também há equipes debutantes na competição: Barcelona de Ilhéus (BA), Concórdia-SC, Guarany de Bagé-RS, Barcelona-RO, CSE-AL, Jequié-BA, Capital-DF, Dourados-MS e Maracanã-CE.

Este ano o regulamento do torneio prevê uma mudança relevante: o fim da vantagem do empate para o time visitante no tempo regulamentar. Sendo assim, em caso de igualdade, a classificação se dará após cobrança de pênaltis.

A Copa do Brasil reúne ao todo 92 clubes: além dos 80 times da primeira fase, outros 12 entrarão no torneio somente na terceira etapa, quando começam os jogos de ida e volta. Entre eles estão as equipes que disputam a Copa Libertadores (Botafogo, Palmeiras, Flamengo, Fortaleza, Internacional, São Paulo, Corinthians e Bahia); o Cruzeiro (nono colocado no Brasileirão); os campeões Santos (Série B), e Paysandu (Copa Verde); e o CRB, vice-campeão da Copa do Nordeste.

Antes do início do sorteio, Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, ressaltou que o torneio nacional adotará o protocolo da Fifa de combate ao racismo e aproveitou para revelar o valor da premiação.

“Em 2025, a Copa do Brasil terá novamente recorde de premiação, vai distribuir mais de R$ 500 milhões aos clubes participantes ao longo da competição. Os dois finalistas vão receber mais de R$ 110 milhões na grande decisão”, destacou o dirigente.

O Cruzeiro detém o maior número de títulos – são ao todo seis – seguido por Grêmio e Flamengo – ambos com cinco troféus, sendo que o Rubro-Negro carioca é o atual campeão.

Confrontos da primeira fase

Grupo 1

ASA-AL x Atlético-GO

Jequié-BA x Retrô-PE

Grupo 2

Tuna Luso-PA x Sampaio Corrêa-MA

Boavista-RJ x CSA-AL

Grupo 3

União-MT x Vasco-RJ

Barcelona-RO x Nova Iguaçu-RJ

Grupo 4

Humaitá-AC x Operário-PR

CSE-AL x Tombense-MG

Grupo 5

Pouso Alegre-MG x Athletico-PR

Guarany-RS x Altos-PI

Grupo 6

Ceilândia-DF x Coritiba-PR

Maracanã-CE x Ferroviário-CE

Grupo 7

Porto Velho-RO x Cuiabá-MT

Capital-DF x Portuguesa-RJ

Grupo 8

Sergipe-SE x Ceará-CE

Parnahyba-PI x Confiança-SE

Grupo 9

Maringá-PR x Juventude-RS

União Tocantinópolis-TO x América-RN

Grupo 10

Concórdia-SC x Ponte Preta-SP

Portuguesa-SP x Botafogo-PB

Grupo 11

São Raimundo-RR x Grêmio-RS

Barcelona-BA x Athletic-MG

Grupo 12

Maranhão-MA x Vitória-BA

Santa Cruz-RN x Náutico-PE

Grupo 13

Sousa-PB x Bragantino-SP

Oratório-AP x São José-RS

Grupo 14

Operário-MS x Criciúma-SC

Grêmio Sampaio-RR x Remo-PA

Grupo 15

Cascavel-PR x América-MG

Votuporanguense-SP x Aparecidense-GO

Grupo 16

Inter de Limeira-SP x Vila Nova-GO

Rio Branco VN-ES x Amazonas-AM

Grupo 17

Tocantinópolis-TO x Atlético-MG

Independência-AC x Manaus-AM

Grupo 18

Trem-AP x Brusque-SC

Olaria-RJ x ABC-RN

Grupo 19

Águia de Marabá-PA x Fuminense-RJ

Dourados-MS x Caxias -RS

Grupo 20

Operário VG-MT x Sport-PE

Rio Branco-ES x Novorizontino-SP

Vítima de tragédia de Brumadinho é identificada após seis anos

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou nesta sexta-feira (7) que segmentos corpóreos encontrados na região atingida pelo rompimento da barragem da mineradora Vale pertencem à corretora de imóveis Maria de Lurdes da Costa Bueno. Ela é a 268ª vítima identificada. 

Passados mais de seis anos da tragédia, os corpos de duas pessoas que perderam a vida no episódio – Tiago Tadeu Mendes da Silva e Nathália de Oliveira Porto Araújo – ainda estão desaparecidos.

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As buscas pelas vítimas são conduzidas pelo Corpo de Bombeiros que prometeu, diversas vezes, manter os trabalhos até a identificação de todos os mortos

O anúncio da identificação de Maria de Lurdes, que morreu aos 59 anos, foi destacado em postagem realizada nas redes sociais da Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Brumadinho (Avabrum). “A luta por justiça, encontro, memória, não repetição e direito dos familiares não pode parar!”, registra o texto. A publicação traz ainda uma foto de Maria de Lurdes com uma frase do filósofo e poeta Rubem Alves: “Aquilo que o coração ama, fica eterno”.

Moradora de São José do Rio Pardo (SP), Maria de Lurdes estava em Brumadinho a turismo para conhecer o Instituto Inhotim, considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. A Pousada Nova Estância, onde ele se hospdeva, foi engolida pelos rejeitos.

Também estavam na viagem seu marido, Adriano Ribeiro da Silva, sua enteada, Camila Taliberti, e seu enteado, Luiz Taliberti, que estava também acompanhado de sua mulher Fernanda Damian, grávida de cinco meses. Todos perderam a vida no episódio.

Em homenagem a Camila e Luiz, amigos e familiares fundaram o Instituto Camila e Luiz Taliberti (ICLT). Sediado em São Paulo e presidido pela mãe dos dois irmãos, Helena Taliberti, a entidade tem como objetivo a defesa dos direitos humanos e atua ao lado da Avabrum na preservação da memória e na cobrança por respostas para a tragédia em Brumadinho. 

A barragem integrava um complexo minerário da Vale na cidade de Brumadinho (MG). O colapso da estrutura no dia 25 de janeiro de 2019 liberou uma avalanche de rejeitos que deixou 270 pessoas soterradas. A maioria eram trabalhadores da própria mineradora ou de empresas terceirizadas que atuavam na mina.

A Avabrum contabiliza 272 vidas perdidas, considerando os bebês de duas mulheres que estavam grávidas. O episódio resultou ainda na destruição de comunidades e na degradação ambiental da bacia do Rio Paraopeba.

Seis anos

Até hoje, ninguém foi preso pelo rompimento da barragem. O processo criminal, inicialmente admitido na Justiça estadual, foi federalizado e atualmente está correndo o prazo para que os réus apresentem a defesa. 

Dezesseis pessoas haviam sido denunciadas, entre nomes associados à Vale e também à Tüv Süd, consultoria alemã que assinou o laudo de estabilidade da barragem. No entanto, o ex-presidente da mineradora, Fábio Schvartsman, obteve no ano passado um habeas corpus e deixou a condição de réu.

Há duas semanas, no marco dos seis anos da tragédia, a Avabrum coordenou um ato para homenagear os entes queridos e reiterar sua luta contra a impunidade. No ato, foi inaugurado o Memorial Brumadinho, pensado para ser um espaço de homenagem e de conexão com as vítimas. A construção foi uma exigência das famílias dos mortos. 

Brasil está na contramão da meta da OMS para extinção da tuberculose

Estudo desenvolvido pelo Instituto Gonzalo Muniz, braço da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia, aponta que as atuais políticas públicas em curso no Brasil não serão suficientes para que o país atinja as metas fixadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) voltadas para a eliminação da tuberculose. Ao contrário, a tendência atual é de um aumento na incidência da doença.

A pesquisa foi feita a partir de análises baseadas em dados de registros da doença no período que vai de janeiro de 2018 a dezembro de 2023. Os resultados foram reunidos em um artigo publicado na última edição da revista científica The Lancet Regional Health – Americas. Nesta sexta-feira (7), o portal da Fiocruz publicou uma nota com as principais conclusões.

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Em 2023, o Brasil registrou 39,8 casos de tuberculose por 100 mil habitantes. As projeções do estudo indicam que, até 2030, a incidência será ainda maior: 42,1 por 100 mil pessoas.

O cenário brasileiro está na contramão da meta de eliminação da doença na região das Américas em 2035. A expectativa da OMS é reduzir a incidência em 50% no ano de 2025 e 80% em 2030, em comparação com as taxas de 2015. Se o Brasil estivesse na direção almejada, deveria ter chegado em 2023 com 6,7 casos por 100 mil habitantes.

Os pesquisadores não questionam o valor das políticas públicas atuais, mas apontam a necessidade de se criar estratégias integradas e elencam desafios que devem ser enfrentados. Entre eles está o acesso limitado à saúde, a não adesão ao tratamento e a limitação de recursos para ações inovadoras no controle da doença na última década. Também são mencionados os impactos da pandemia da covid-19. Os serviços de saúde voltados para o controle da tuberculose foram bastante afetados.

“Caso houvesse aumento da cobertura de terapia diretamente observada (DOT), de adesão ao tratamento preventivo (TPT) e da investigação de contato, combinado com esforços para reduzir casos de tuberculose entre populações vulneráveis, a incidência poderia ser reduzida a 18,5 casos por 100 mil, embora ainda seja um número acima das metas da OMS. Com essas intervenções, foram observadas reduções de 25,1% na incidência projetada até 2025 e 56,1% até 2030, destacando o potencial de estratégias integradas”, registra a nota divulgada pela Fiocruz.

No artigo, os pesquisadores ressaltam também a necessidade de aprimorar os programas de controle da tuberculose em ambientes prisionais, por meio da melhoria da triagem e acesso ao TPT. Outra recomendação envolve a melhora da cogestão de casos de coinfecção com HIV e diabetes, com aumento de testes e início do tratamento.

A Agência Brasil procurou o Ministério da Saúde no fim da tarde desta sexta-feira e atualizará esta matéria quando receber o posicionamento.