AGU pede celeridade no julgamento sobre responsabilização das redes

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta sexta-feira (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) celeridade na retomada do julgamento sobre a responsabilização das redes sociais pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários.

O julgamento foi suspenso em dezembro do ano passado após um pedido de vista do ministro André Mendonça. A data para retomada ainda não foi marcada.

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Na petição enviada ao STF, a AGU afirma que o tema deve ser tratado como prioridade diante do anúncio da Meta (controladora do Instagram, Facebook e Whatsapp) de novas regras que podem flexibilizar o combate aos discursos de ódio.

Para o órgão, o novo modelo dos termos de uso das plataformas permite a disseminação de mensagens com teor racista, xenofóbico, misógino e homofóbico.

“Alterações promovidas pela recorrente em seus termos de uso, notadamente quanto à maior permissividade para o discurso de ódio contra grupos vulneráveis, violam o conjunto de fundamentos e soluções até aqui delineadas por essa Suprema Corte para o deslinde da controvérsia constitucional em relação a práticas criminosas”, argumenta a AGU.

A AGU também pediu ao Supremo a juntada do documento que reúne as contribuições recebidas pelo órgão durante a audiência pública realizada em janeiro deste ano para debater a proteção dos direitos fundamentais nas redes sociais.

Entenda

O plenário do STF julga dois processos que discutem a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal discute a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.

No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF julga se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Até o momento, três votos já foram proferidos no julgamento.

 

 

Governo federal lança campanha Feminicídio Zero na Sapucaí

O Ministério das Mulheres lançou nesta sexta-feira (7), no Rio de Janeiro, a campanha Feminicídio Zero na Sapucaí. Com a mensagem principal “nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, peças da campanha serão expostas em diferentes espaços do Sambódromo, em painéis, faixas na avenida serão carregadas por mulheres, adesivos nas portas dos banheiros e em materiais gráficos distribuídos durante o carnaval.

A ação tem a parceria do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). As mensagens que vão chegar aos foliões lembram que o carnaval é um momento de festejar e não de assediar. Outra indicação é de que enfrentar e interromper a violência contra a mulher é papel também dos homens. Em todas as peças, haverá a divulgação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, disponível também no WhastApp: (61) 9610-0180.

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“Para ter igualdade, precisamos estar vivas, inteiras, sem ser violentadas e estupradas. Acredito que é possível mudar a sociedade brasileira para que ela não seja de violência, mas de respeito às mulheres. Temos feito nossa parte com política pública e investimento em recursos. Mas só isso não basta. Cada ser humano deve entender que isso é um problema de todos. Precisamos ouvir o grito das mulheres e das crianças”, disse a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

Feminicídio Zero é uma mobilização nacional permanente do Ministério das Mulheres, que conta com diferentes frentes de atuação com comunicação ampla e popular, implementação de políticas públicas e engajamento de influenciadores.

A campanha conta também com o apoio dos ministérios da Igualdade Racial e da Saúde.

“Violência é uma questão de saúde. O SUS não precisa lidar apenas com o impacto da violência. O papel da saúde é também se somar à prevenção. Não queremos a necessidade de ter mais salas de acolhimento. Porque a prevenção é fundamental”, disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade. 

“A razão de estarmos aqui juntos é lembrar que nós temos que nos unir para lutar contra a violência. Feminicídio começa com vários sinais. Não podemos nos calar. E no carnaval vamos marcar fortemente essa luta, que precisa ser de todos contra o machismo e misoginia na sociedade”, acrescentou Nísia.

“Nenhum tipo de violência ou assédio é normal e aceitável. Seguimos reafirmando essa luta para que toda mulher do país seja livre e respeitada. Carnaval é feito a muitas mãos por mulheres negras trabalhadoras. É uma luta que começou há muito tempo. Enquanto for normal ver mulher sendo assassinada e silenciada, a gente precisa lutar cada vez mais”, disse a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

A prefeitura da cidade também participa das ações no carnaval e vê a festa como uma oportunidade de aumentar o engajamento da sociedade com a pauta.

“Essa violência de que falamos, aflige todas nós em algum momento da vida. Queremos promover políticas transformadoras. Esse ano, o sábado das campeãs cai no dia 8, o Dia Internacional da Mulher, e é mais uma oportunidade para defender essa causa e fazer uma cidade mais segura para as mulheres”, disse a secretária de Políticas para as Mulheres do Rio de Janeiro, Joyce Trindade.

União firma acordo e indenizará enfermeiros de MG vítimas da covid-19

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais (Seemg) começou a receber nesta semana documentação dos profissionais e parentes que têm direito a indenizações relacionadas com os impactos da pandemia de covid-19. Os pagamentos serão viabilizados após a entidade costurar um acordo com a União.

As indenizações foram definidas na Lei Federal 14.128/2021, que buscou reconhecer os esforços de médicos, enfermeiros e outras categorias que estiveram na linha de frente da crise sanitária global. Foi prevista uma compensação financeira de R$ 50 mil para todo profissional de saúde em atividade no período que tenha desenvolvido sequelas causadas pelas covid-19 e se tornado permanentemente incapacitado. O mesmo valor também deve ser repassado para rateio entre o cônjuge e os dependentes dos trabalhadores que morreram.

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Além disso, os filhos daqueles profissionais que vieram a óbito têm direito a um montante adicional correspondente a R$ 10 mil multiplicado pelo número de anos restantes para que cada um deles atinja 21 anos, ou 24 anos caso esteja cursando o ensino superior. Se houver algum dependente com deficiência, independentemente da idade, ele deverá receber um valor de no mínimo R$ 50 mil.

Embora a lei tenha entrado em vigor em março de 2021, a demora no pagamento das indenizações levou o Seemg a mover uma ação judicial contra a União. Negociações realizadas na tramitação do processo permitiram que se chegasse a um acordo no final do ano passado. Em dezembro, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) homologou os termos pactuados.

Em nota, o Seemg avalia que o acordo foi uma vitória da categoria. O texto trouxe ainda uma mensagem do presidente da entidade, Anderson Rodrigues. “O trabalho exercido pelos profissionais que se foram nunca será esquecido e nós, enquanto representantes da categoria em Minas Gerais, nunca deixaremos a história deles morrerem. Se estamos aqui hoje é porque eles estavam lá para cuidar de nós no momento em que mais precisávamos. Essa reparação vem para honrarmos aqueles que nos honraram.” De acordo com dados divulgados pelo sindicato, foram reportados em Minas Gerais 4.028 casos de covid-19 entre os enfermeiros, dos quais 55 evoluíram a óbito.

O acordo estabelece parâmetros para a correção monetária dos valores previstos na lei e fixa um rito para os repasses. Para requisitar o pagamento, o Seemg irá recolher a documentação necessária que inclui termo de adesão assinado, cópias da carteira de identidade e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), comprovante de residência, comprovantes de exercício da atividade no período que vai de 3 de fevereiro de 2020 a 22 de maio de 2022 e laudos médicos ou exames que atestem quadro clínico compatível com a covid-19. No caso dos enfermeiros falecidos, o cônjuge e dependentes precisam acrescentar a certidão de óbito.

Dólar encosta em R$ 5,80 após novas ameaças de Trump

As ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de novas elevações de tarifas comerciais fez o mercado financeiro passar da calmaria à turbulência. O dólar, que vinha caindo, voltou a subir e encostou em R$ 5,80. A bolsa de valores, que vinha em baixa, ampliou a queda e registrou o primeiro recuo semanal em 2025.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (7) vendido a R$ 5,793, com alta de R$ 0,029 (+0,51%). A cotação caiu na maior parte do dia, chegando a R$ 5,74 por volta das 12h50, mas subiu após a divulgação de uma matéria da Reuters que citava que Trump pretendia anunciar tarifas comerciais recíprocas. Apesar da alta desta sexta, a divisa caiu 0,73% na semana.

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Perto do fim da tarde, a cotação teve um novo impulso quando Trump anunciou a intenção de impor tarifas recíprocas ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em evento na Casa Branca. Por meio desse mecanismo, os Estados Unidos cobrarão o mesmo Imposto de Importação que os parceiros comerciais cobram sobre as mercadorias norte-americanas.

O mercado de ações também teve um dia tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.619 pontos, com queda de 1,24%. O indicador operou estável no início da sessão, mas começou a cair ainda no fim da manhã, amplificando o recuo durante a tarde. Na semana, a bolsa brasileira caiu 1,2%.

Uma eventual tarifa recíproca aumenta as expectativas de inflação nos Estados Unidos, o que interfere na cotação do dólar em todo o planeta por causa da possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros da maior economia do planeta. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

*Com informações da Reuters

Grupo de trabalho avaliará chegada de brasileiros repatriados dos EUA

Um grupo de trabalho (GT) formado por representantes do governo brasileiro e do governo dos Estados Unidos (EUA) monitorou o voo que saiu nesta sexta-feira (7) trazendo de volta 111 brasileiros repatriados.

A aeronave fez novo percurso para o retorno dos brasileiros deportados. O voo partiu de madrugada de Alexandria, no estado da Luisiana, sul dos EUA, acima do Golfo do México. E chegou pouco depois das 16h, com uma hora de atraso em relação à previsão. Houve escala programada em Porto Rico.

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O primeiro voo partiu dos Estados Unidos com destino a Manaus e fez escala no Panamá. A nova rota com chegada pelo litoral tem carga simbólica: evita que os brasileiros repatriados estejam algemados no momento em que o voo sobrevoa o território brasileiro.

De acordo com o Itamaraty, o voo foi acompanhado em tempo real e “será objeto de avaliação com vistas à organização dos voos seguintes.” Como descrito inicialmente pela Agência Brasil, o embarque dos brasileiros foi assistido pelo Consulado brasileiro em Houston.

O GT de monitoramento é formado por representantes dos ministérios das Relações Exteriores e da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal, pelo lado brasileiro; e por representantes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos e por representantes da embaixada americana em Brasília.

Em Fortaleza, livres de algemas e correntes, os brasileiros embarcaram em voo da Força Aérea Brasileira com destino a Belo Horizonte. Na capital mineira, os brasileiros serão recebidos pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo.

Além de alimentação na acolhida haverá serviço para regularização vacinal e matrícula na rede de ensino. Há crianças e adolescentes entre os repatriados.

Força Aérea

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que uma aeronave KC-30, do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT – Esquadrão Corsário), decolou de Fortalezaàs 18h55 desta sexta-feira (7), transportando brasileiros que regressaram ao Brasil, oriundos dos Estados Unidos.

Segundo a FAB, o pouco da aeronave no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de de Belo Horizonte, está previsto para as 21h20 de hoje.

Moraes desbloqueia redes sociais do influenciador Monark

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (7) o desbloqueio das redes sociais do influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark. Ele é alvo de um inquérito no Supremo pela acusação de espalhar “notícias fraudulentas” sobre as eleições.

Apesar de liberar as redes sociais, Moraes determinou a aplicação de multa de R$ 20 mil em caso de reiteração e a retirada de postagens consideradas ilegais. 

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Os bloqueios foram autorizados após Moraes receber um relatório no qual o setor de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  que foi presidido pelo próprio ministro, constatar que Monark continuava postando vídeos em novas contas após a primeira decisão que determinou o bloqueio. 

Além do bloqueio das redes sociais, Monark também teve as contas bancárias bloqueadas, e a monetização de seus canais foi suspensa.

A defesa de Bruno Aiub sustenta que o inquérito aberto contra o influenciador é ilegal por tratar a suposta conduta de divulgar fake news como crime.

Para os advogados, a conduta de desinformação ou fake news tem natureza cível e não autoriza a decretação das graves medidas contra o influenciador.

Atualmente, Monark vive nos Estados Unidos.

BNDES vai ajudar RS no planejamento de enfrentamento ao clima extremo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá auxiliar o Rio Grande do Sul no planejamento de ações para prevenir desastres e impactos à população em casos de eventos climáticos extremos. O estado, que enfrentou enchentes classificadas como a maior catástrofe climática da história da região, agora sofre com o calor intenso.

Nesta sexta-feira (7), o BNDES e o governo do Estado do Rio Grande do Sul assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para estruturar um plano estratégico de resiliência climática de médio e longo prazo que proteja o estado contra o clima extremo.

Pelo acordo, o BNDES fará o planejamento do projeto Resiliência, Inovação e Obras para o futuro do Rio Grande do Sul (RioS), que tem como objetivo definir a estratégia estadual de resiliência climática da região hidrográfica do Rio Guaíba. O trabalho inclui a realização de estudos técnicos para projetos de adaptação climática e gestão de risco.

O banco e o governo do estado também assinaram um termo aditivo a um contrato já existente para desenvolver o anteprojeto do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres e o Centro Estadual de Logística Humanitária do Estado do Rio Grande do Sul, além de ações de habitação social.

O aditivo prevê que o BNDES fornecerá suporte técnico na elaboração do anteprojeto de engenharia e arquitetura para viabilizar o processo licitatório desses centros, que será conduzido pelo Estado do Rio Grande do Sul.

Na área de habitação social, está previsto o redirecionamento do uso do edifício Othelo Rosa, para que sirva de moradia para famílias de baixa renda. O empreendimento, no centro de Porto Alegre, tem 14 pavimentos e capacidade estimada de 240 unidades habitacionais estimadas, com um e dois quartos. 

De acordo com o BNDES, em 2024, o banco disponibilizou R$ 25,7 bilhões para a recuperação econômica e social do estado atingido pelas enchentes.

Cidade de São Paulo tem novo alerta para alagamentos

A Defesa Civil do Estado de São Paulo soltou no início da tarde desta sexta-feira (7) alerta de atenção para alagamentos nas próximas horas, principalmente na zona norte da capital e áreas próximas à Marginal Tietê. Conforme o órgão, o calor e a entrada da brisa marítima favoreceram a formação de áreas de instabilidade que podem provocar chuvas isoladas, de moderada a forte intensidade.

Tais precipitações podem se generalizar, segundo o alerta. Já há registros de chuva forte na própria zona norte, nos bairros da Casa Verde, Freguesia do Ó, Perus e Jaçanã. Há possibilidade de tais instabilidades se espalharem pela cidade ainda hoje.

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Ontem (6) à noite, houve um temporal de grande intensidade na região metropolitana, atingindo as cidades do ABC e regiões norte e oeste da capital. Por volta das 21h, foram registrados 21 alagamentos no município.

Além disso, cerca de 151 mil domicílios ficaram sem energia elétrica, sendo 118 apenas na capital do estado.

Morre, no Rio de Janeiro, o jornalista e professor Dênis de Moraes

O jornalista e professor Dênis de Moraes foi cremado na tarde desta sexta-feira (7) no Cemitério do Caju, região portuária do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi informada. O intelectual foi autor, coautor e organizador de vários livros no país e no exterior. Os mais recentes foram A esquerda e o golpe de 1964 (2024) e Sartre e a imprensa (2022).

Dênis Roberto Villas Boas de Moraes era Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993), com pós-doutorados na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS, França, 2015) e no Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO, Argentina, 2004-2005). Era especialista em políticas de comunicação, teoria crítica da mídia e economia política da comunicação. Era também professor associado aposentado do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Nas redes sociais a família compartilhou a mensagem “uma enorme perda neste momento difícil em que Dênis e sua lucidez farão enorme falta”.

Em nota, o Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF lamentou a morte do professor e se solidarizou com a família e amigos.

Superávit da balança comercial cai 65,1% em janeiro

O aumento das importações e a queda das exportações fizeram o superávit da balança comercial cair em janeiro. No primeiro mês do ano, o país exportou US$ 2,164 bilhões a mais do que importou, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2022, quando a balança comercial tinha registrado déficit de US$ 59,1 milhões. Em relação a janeiro de 2024, o superávit caiu 65,1%.

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Em janeiro, o país exportou US$ 25,18 bilhões, queda de 5,7% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado e o segundo melhor janeiro da série histórica, só perdendo para 2024. As importações somaram US$ 23,016 bilhões, alta de 12,2% na mesma comparação e atingindo volume recorde para o mês.

Do lado das exportações, a redução no preço internacional da soja, do milho, do ferro, do petróleo e do açúcar foram os principais fatores que provocaram a queda no valor vendido. Paralelamente, a entressafra de milho e de soja piorou a situação. As vendas de alguns produtos, como café e celulose, subiram no mês passado, compensando a diminuição de preço dos demais produtos.

Do lado das importações, as aquisições de motores, máquinas, compostos orgânicos, componentes de veículos, adubos e fertilizantes químicos subiram. A maior alta ocorreu com as máquinas e motores, cujo valor comprado aumentou 56,7% em janeiro na comparação com janeiro do ano passado.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas caiu 0,9%, puxado pela entressafra de diversos produtos e pela redução do preço do minério de ferro por causa da oscilação da demanda na China. Os preços caíram 5,2% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 19,5%, mas os preços médios recuaram 6,1%, indicando o aumento das compras externas decorrentes da recuperação da economia.

Setores

No setor agropecuário, a queda na quantidade pesou mais na redução das exportações. O volume de mercadorias embarcadas caiu 6,7% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio caiu 4%. Na indústria de transformação, a quantidade caiu 2,7%, com o preço médio subindo 2,5%, refletindo a crise econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil. Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 6,1%, enquanto os preços médios recuaram 18,3%.

Estimativa

Em janeiro, o Mdic divulgou estimativas para a balança comercial do ano. A pasta prevê que o Brasil terá superávit entre US$ 60 bilhões e US$ 80 bilhões em 2025, com as exportações ficando entre US$ 320 bilhões e US$ 360 bilhões, e as importações entre US$ 260 bilhões e US$ 280 bilhões. Tradicionalmente, a pasta divulgava as projeções para o ano a partir de abril, com revisões em julho e em outubro.

O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit comercial de US$ 75,7 bilhões neste ano. Em 2024, a balança comercial registrou superávit de US$ 74,176 bilhões, com as exportações somando US$ 337,046 bilhões e as importações atingindo US$ 262,869 bilhões, segundo os dados revisados pelo Mdic.

 

Dino pede informações à PF sobre operações contra crimes ambientais

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira (7) prazo de dez dias para a Polícia Federal (PF) informar se a corporação possui um cronograma de operações para investigar e reprimir crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

A decisão do ministro foi proferida na ação na qual o Supremo determinou, no ano passado, que o governo federal elabore um plano de prevenção e combate a incêndios nos biomas.

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Na ocasião, a Corte julgou três ações protocoladas pelo PT e a Rede Sustentabilidade, em 2020, para contestar a condução da política ambiental do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pela decisão do ministro, a PF deverá informar se operações estão programadas para ocorrer de março a dezembro deste ano. A corporação também deverá informar se há recursos disponíveis para executar as operações.

Na mesma decisão, o ministro aceitou pedido da União para prorrogar para 7 de março o prazo para apresentação do plano de governança para implementação do Plano de Integração dos Sistemas de Gestão Fundiária e Ambiental, uma das determinações feitas em janeiro deste ano.

No dia 13 do próximo mês, o STF vai promover uma audiência de conciliação sobre o combate aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

A reunião também terá a participação de representantes dos estados nos quais os biomas estão localizados.

As autoridades locais também deverão informar se há um cronograma de combate aos crimes ambientais.

Advogado postou vídeos no avião antes do desastre

O proprietário do avião que caiu na manhã desta sexta-feira (7) na zona oeste em São Paulo, o advogado gaúcho Márcio Carpena, postou em suas redes sociais imagens da aeronave taxiando na pista do Campo de Marte e ao lado do piloto Gustavo Medeiros, pouco antes do acidente, que ocorreu por volta das 7h20. 

O avião de pequeno porte caiu na Avenida Marquês de São Vicente, na região da Barra Funda, em São Paulo. Carpena e Medeiros morreram carbonizados. Outras seis pessoas que estavam próximas ao acidente ficaram feridas. No perfil do advogado tem ainda fotos dele na cabine do avião, um King Air F90, adquirido em dezembro de 2024 por Carpena e Russowsky.

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O King Air F90 é uma aeronave de pequeno porte, fabricada pela Beechcraft, nos Estados Unidos. Tem capacidade para oito pessoas, sete passageiros mais o piloto. Estava em nome da Máxima Inteligência Operações Estruturadas e Empreendimentos Ltda, de Porto Alegre.

Poupança tem saques de R$ 26,3 bi em janeiro, diz Banco Central

As retiradas da poupança em janeiro, superaram os depósitos em R$ 26,226 bilhões, informou hoje (7) o Banco Central (BC). Os dados constam do relatório de poupança divulgado pela autoridade monetária e mostram que, no mês passado, os brasileiros aplicaram R$ 326,883 bilhões e sacaram R$ 353,109 bilhões.

Em janeiro do ano passado, o resultado também foi negativo, em R$ 20,148 bi, mas fechou o ano de 2024 com resultado positivo de R$ 15,44 bilhões.

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Com relação ao rendimento em janeiro de 2025, o índice foi R$ 5,950 bilhões e saldo de R$ 1,011 trilhão.

De acordo com o BC, os recursos aplicados da caderneta em crédito imobiliário registraram depósitos de R$  281,980 bilhões e saques de R$  302,284 bilhões, enquanto os valores aplicados no crédito rural somaram R$ 44,902 bilhões e as retiradas ficaram em R$  50,824 bilhões.

Em relação à captação líquida, o relatório mostra que, em janeiro, os valores do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) ficaram negativos em R$  20,304 bilhões, enquanto os recursos aplicados no crédito rural tiveram captação líquida negativa de R$ 5,921 bilhões.

No mês passado a poupança SBPE rendeu R$  4,318 bilhões e a poupança rural ficou em R$ 1,631 bilhão.

Inscrições para o Fies 2025 terminam nesta sexta-feira

Os interessados em participar do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) – relativo ao primeiro semestre de 2025 – devem fazer as inscrições gratuitas até as 23 horas e 59 minutos (no horário oficial de Brasília) desta sexta-feira (7).

Neste primeiro semestre, o Ministério da Educação (MEC) oferece 67.301 vagas aos estudantes que desejam conseguir o financiamento público das mensalidades de instituições privadas de ensino superior.

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No programa federal, 50% destas vagas serão reservadas a estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo. Os estudantes também devem ser inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), em situação de ativos.

Inscrição

Os interessados devem se inscrever no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Fies e fazer o login com a conta do site ou aplicativo de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Na plataforma, devem ser preenchidos os dados pessoais e a escolaridade.

Para concorrer às vagas reservadas a pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), a opção deve ser marcada na autodeclaração do perfil étnico-racial.

Em seguida, o candidato deve escolher três cursos desejados, por ordem de prioridade entre as opções escolhidas. Neste momento de indicação de cada um dos três cursos, devem ser selecionados o estado, município e a instituição de ensino.

Por último, o candidato preencherá seus dados financeiros e os da sua família. O MEC orienta que, ao confirmar a inscrição, o candidato deve salvar o comprovante de inscrição com a chave de segurança.

Para os pré-selecionados que atenderem às regras do Fies Social, a contratação do financiamento será integral e o governo federal cobrirá até 100% dos encargos educacionais.

Condições

Para concorrer às vagas do Fies, é preciso ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em qualquer uma de suas edições a partir de 2010 até a mais recente.

Além disso, o candidato deve ter alcançado, no mínimo, 450 pontos na média aritmética das notas das cinco provas do exame. A nota na prova de redação precisa ser superior a zero.

Os participantes do Enem na condição de treineiro não podem se inscrever no Fies. O treineiro faz o exame somente para autoavaliação e as notas não podem ser usadas para se inscrever nos programas de acesso ao ensino superior como o Sisu, o Prouni e o Fies.

Em relação à situação dos candidatos inscritos no CadÚnico, serão considerados os dados de 11 de janeiro de 2025 como data de corte.

Classificação

A classificação no processo seletivo do Fies no primeiro semestre de 2025 será realizada pela ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência.

De acordo com o edital nº 3/2025, publicado pelo Ministério da Educação, em janeiro, serão priorizados na pré-seleção do Fies os candidatos que:

·         Não concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil;

·         Foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado, mas não concluíram o ensino superior;

·         Concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil;

·         Não concluíram o ensino superior e foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o quitaram.

Calendário

O resultado da pré-seleção do Fies – em chamada única – será divulgado em 18 de fevereiro.

Os estudantes inscritos que ficarem fora da chamada regular irão automaticamente para lista de espera de eventuais vagas não preenchidas. Entre 19 e 21 de fevereiro, os estudantes pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar a inscrição e obter o financiamento público das mensalidades em faculdades privadas.

O período de convocação por meio da lista de espera será de 25 de fevereiro a 9 de abril. 

Novas vagas

Em 2025, o MEC ofertará mais de 112 mil novas vagas para o Fies em dois processos seletivos: um para o primeiro semestre de 2025, com 67.301 vagas; e outro para o segundo semestre, com oferta prevista de 44.867 vagas.

Em 2023, dos 50.186 contemplados pelo programa do Ministério da Educação, 68,23% eram mulheres e 56,1% eram pessoas pretas ou pardas.

Desde 2001, o Fies concede financiamento a estudantes para cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).  

 

Políticas do governo vão levar dólar a ‘patamar adequado’, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã de hoje (7) que as políticas que o governo tem tomado para levar o dólar a um “patamar adequado” terão reflexos nas próximas semanas. A afirmação foi feita pelo ministro durante uma entrevista concedida ao programa Manhã Cidade, da Rádio Cidade, de Caruaru (PE).

“A política que estamos adotando para trazer esse dólar em um patamar mais adequado também vai ter reflexo nos preços nas próximas semanas”, disse o ministro, durante a entrevista.

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O ministro não detalhou quais seriam essas ações, mas destacou que a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos fez o dólar se valorizar no mundo todo no ano passado, o que ajudou a pressionar os preços dos alimentos. No entanto, disse o ministro, neste momento, o dólar já começou a perder força.

“No final do ano passado, nós tivemos uma ocorrência que foi a eleição do Trump, nos Estados Unidos. E isso fez com que o dólar se valorizasse no mundo inteiro. Agora, se você acompanhar o que está acontecendo, o dólar está perdendo força. Já chegou a R$ 6,30 no ano passado e hoje está na casa dos R$ 5,77. Então, isso também colabora para redução do preço dos alimentos no médio prazo”, destacou.

Para o ministro, a safra recorde prevista para este ano também deverá ajudar a reduzir os preços dos alimentos. “A partir de março nós vamos começar a colher essa safra, que vai ser recorde. Nós vamos colher como nunca colhemos. E tem o ciclo do boi também, que está no final. E isso tudo vai ajudar a normalizar essa situação”, disse. 

Durante a entrevista, o ministro afirmou ainda que a política de valorização do salário mínimo “é uma das formas de garantir que o trabalhador mantenha seu poder de compra” e que isso tem sido uma meta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após sete anos de congelamento do salário mínimo nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

“O salário mínimo ficou congelado por sete anos. Mas desde que o presidente Lula assumiu, há apenas dois anos, o valor que estava R$ 1.100 foi reajustado para R$ 1.518. Obviamente que você não consegue corrigir sete anos de má administração em dois. Mas eu penso que o presidente Lula, com o compromisso que tem com as pessoas que precisam mais do Estado, já começou uma política de valorização do salário mínimo”, destacou Haddad.

“Vamos continuar tomando as medidas de aumentar o salário mínimo, corrigir a tabela do Imposto de Renda, melhorar o poder de compra do salário, baixar o dólar e melhorar a safra para combater os preços altos”, reforçou o ministro.

Faturamento da indústria tem maior crescimento anual desde 2010

Embalada pelo aquecimento da produção e do consumo, o faturamento real (descontada a inflação) da indústria de transformação cresceu 5,6% em 2024, divulgou nesta sexta-feira (7) a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mesmo tendo caído 1,3% de novembro para dezembro, o setor teve o maior crescimento anual desde 2010.

Segundo a CNI, a demanda por bens industrializados foi estimulada pelo baixo desemprego, pelo aumento de gastos do governo e pela maior concessão de crédito. A combinação desses fatores, aponta a entidade, manteve o consumo e o investimento aquecidos, o que se refletiu no maior faturamento.

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O número de horas trabalhadas na produção cresceu 4,2% no ano passado em relação a 2023. Em dezembro, no entanto, o índice diminuiu 1,3%, mostrando desaceleração da indústria no fim de 2024.

A utilização da capacidade instalada (UCI) caiu 0,8 ponto percentual em dezembro, fechando 2024 em 78,2%, na série livre de efeitos sazonais (sem oscilações típicas da época do ano). Na média do ano passado, a UCI cresceu 0,6 ponto percentual em relação a 2023.

O bom desempenho da indústria em 2024 também se reflete no mercado de trabalho. No ano passado, o número de postos de trabalho ativos no setor subiu 2,2%. A massa salarial cresceu 3%, e o rendimento médio do trabalhador industrial aumentou 0,8%.

Em dezembro, porém, os indicadores não foram tão bons. O nível de postos de trabalho manteve-se estável, mas a massa salarial e o rendimento médio do trabalhador recuaram 0,5% no mês.

Realizada desde 1992 em parceria com as federações estaduais da Indústria, a pesquisa identifica, mensalmente, a evolução de curto prazo da atividade da indústria de transformação. Os estados pesquisados respondem por mais de 90% do produto industrial brasileiro.

Mega-Sena acumula novamente e prêmio vai a R$ 39 milhões

O concurso 2.825 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (6), não teve nenhum acertador das seis dezenas. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 39 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 04 – 38 – 50 – 54 – 58 – 59.

A quina teve 36 apostas vencedoras, que irão receber R$ 79.229,03 cada. Outras 2.464 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 1.653,66.

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (8), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.

Cesta básica sobe nas capitais e custa ao menos 40% do salário mínimo

Levantamento de preços de itens de consumo básicos nas capitais do país identificou aumento no custo da cesta básica em janeiro deste ano em 13 das 17 cidades pesquisadas.

A maior alta foi em Salvador (6,22%), seguida por Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). As quatro cidades onde houve redução no valor global dos itens foram Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%). O levantamento – realizado desde 2005 – é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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A cesta básica mais cara foi cotada em São Paulo, onde os alimentos que a compõem custam R$ 851,82, 60% do salário mínimo oficial (R$ 1.518).

Em janeiro, segundo o levantamento do Dieese, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.156,15.

Estudo divulgado em dezembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que a renda média do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.279,00 em outubro de 2024, dado mais atual disponível.

Valores

A comparação, segundo o Dieese, é possível “com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”.

Em janeiro de 2024, deveria ter ficado em R$ 6.723,41 ou 4,76 vezes o valor vigente. A inflação dos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4,8%, valor próximo ao aumento indicado.

As cidades do sul e sudeste estão entre as mais caras cotadas. Em Florianópolis, o valor médio da cesta básica foi de R$ 808,75, no Rio de Janeiro R$ 802,88, e, em Porto Alegre, R$ 770,63.

Custo

Curitiba, com R$ 743,69, Vitória com 735,31 e Belo Horizonte com R$ 717,51 completam o setor, mas foram superadas por Campo Grande (R$ 764,24), Goiânia (R$ 756,92) e Brasília (R$ 756,03). As capitais do Norte e Nordeste pesquisadas têm custos abaixo da metade do valor do salário mínimo. Em Fortaleza a cesta básica custou em média R$ 700,44, em Belém R$ 697,81, em Natal R$ 634,11, em Salvador R$ 620,23, em João Pessoa R$ 618,64, no Recife R$ 598,72 e em Aracaju R$ 571,43.

A análise do Dieese liga o aumento da cesta básica ao comportamento de três itens principais: o café em pó, que subiu em todas as cidades nos últimos 12 meses; o tomate, que aumentou em cinco cidades, mas diminuiu em outras 12 nesse período, mas teve aumento acima de 40% em Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, por conta das chuvas; e o pão francês, que aumentou em 16 cidades pesquisadas nos últimos 12 meses, o que se atribui a uma “menor oferta de trigo nacional e necessidade maior de importação, nesse cenário de câmbio desvalorizado”.

O reajuste poderia ter sido maior, porém, foi contido por itens como a batata, que diminuiu em todas as capitais no último ano, o leite integral, que, apesar do reajuste durante o ano, teve queda em 12 cidades em dezembro, e o arroz agulhinha e o feijão preto, que têm caído de preço nos últimos meses por conta de aumento na oferta.

Enchentes: guardas de SP são acusados de violência contra moradores

Moradores do bairro Jardim Helena, no extremo da zona leste de São Paulo, foram alvo de bombas de efeito moral ao fazer um cadastro para receber benefício enquanto se reestruturam de danos provocados por inundações na região. Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram pelo menos um dos momentos desta quarta-feira (5) em que agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) lançam os explosivos contra a população, do lado de fora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Murures.

Tanto o Jardim Helena como o Jardim Pantanal tiveram pontos que ficaram debaixo d’água após serem atingidos pelas fortes chuvas que tiveram início na madrugada do último sábado (1ª). A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) afirmou que os arremessos das bombas foram “o único episódio” desse tipo e atrelou a opção dos agentes a uma suposta tentativa de invasão da Emef Murures.

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“Os agentes foram alvo dos manifestantes e atuaram empregando equipamentos de menor potencial ofensivo para controle da situação”, escreveu a pasta em nota, adicionando que, quando necessário, “apura rigorosamente todas as denúncias” e a Corregedoria da corporação aplica as devidas sanções aos agentes.

Devastação

O vendedor ambulante Inácio da Silva vive com a família em uma área baixa do Jardim Pantanal. Ele não teve a casa destruída, mas vê o entorno em ruínas. Silva pontua que, dessa vez, o impacto das chuvas foi maior, sem tréguas, e comenta que tampou todo o encanamento da casa para evitar que a água da enchente invadisse o imóvel. 

“Faltaram dez casas para chegar [a água]”, diz ele, que se locomove de bicicleta para fechar as vendas e, com a enchente, tem que desviar de ruas e pedalar por maiores distâncias.

“Como se consegue deixar a área com R$ 50 mil, R$ 30 mil? Onde é que se compra um imóvel com isso? Não compra nem o material [de construção]”, critica vendedor, diante da proposta estudada pela equipe do prefeito Ricardo Nunes como solução para que os habitantes troquem a região por outra.

Auditoria

Na tarde de ontem (5), o presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP), Domingos Dissei, solicitou à Auditoria de Controle Externo que faça um levantamento das ações que estão sendo realizadas pela prefeitura de São Paulo na região do Jardim Pantanal.

“Não é só uma questão de obras. Temos que ver a questão de obras, mas lá existe uma questão social, como a prefeitura está enfrentando também isso, no sentido de dar uma verba para cada pessoa. Nós vamos fazer uma análise um pouco mais detalhada”, justificou.

O levantamento terá três eixos principais: valores da execução orçamentária dos recursos da prefeitura na área do Jardim Pantanal; quais as ações efetivamente executadas; e quais ações de assistência social estão sendo implantadas e planejadas para atender a população afetada. A proposta foi aprovada por todos os conselheiros do tribunal. 

Água contaminada

Moradores dos bairros atingidos pelas chuvas têm relato adoecimento após ingerir a água de suas casas. O faxineiro Bruno Vieira, do Jardim Pantanal, busca diversas vezes por dia água mineral e alimentos conseguidos e distribuídos por lideranças comunitárias. Algumas delas têm dormido apenas três, quatro horas por noite, ocupadas com as ações de ajuda, que começam cedo e terminam tarde.

Vieira vive de bicos, por estar desempregado, e sua mãe apresenta saúde suscetível, depois de passar por uma cirurgia de câncer que agora completa um ano. Ela ainda permanece fazendo sessões de quimioterapia. 

“Estão fazendo doações e, mesmo com dor de barriga e febre, estou indo atrás, andando para lá e para cá. Se for a um posto de saúde, também não vai adiantar nada, porque o que estão dando é dipirona, o que tenho em casa. Dipirona e soro”, disse o faxineiro à reportagem.

“O que está salvando é essa água [a água mineral doada por iniciativa dos líderes da comunidade]. Quando você coloca [a da torneira], dá para ver tudo amarelo. Fui lavar roupa ontem, no tanquinho, ficou tudo amarelo. Aí, nem lavei”, acrescentou.

Uma das doenças a que atingidos por inundações ficam expostos é a leptospirose. Ela é transmitida pelo contato da pele com bactérias do tipo Leptospira, presentes na urina de animais como os roedores. Ou seja, ratos são um vetor da doença. 

Resgates

O nível de água acumulada com as chuvas variou na região. O líder comunitário e educador físico Alex Novais, por exemplo, mora em um endereço em que o imóvel de sua família foi severamente atingido. Ele comenta que acordou por volta das 6h de sábado, com os gritos de uma vizinha que teve a casa totalmente alagada.

Recentemente, a Agência Brasil conversou com um integrante da Defesa Civil do Estado de São Paulo, que pontuou que a corporação tem treinado lideranças das comunidades a fazer resgates.

“O conhecimento vai ficar para você, sim. Mas, na verdade, eles gostam de transferir a responsabilidade deles para a gente, líder comunitário. Vou dar um exemplo: eles vêm fazer cadastro para angariar insumos e tudo mais. Quem toma conta da população? Somos nós. Quando o bicho pega e a população vem para cima, eles fazem o quê? Deixam a gente aqui e vão embora”, critica o educador físico.

Outro lado 

A Agência Brasil perguntou às secretarias municipais de Saúde, Assistência Social sobre quais orientações estão dando às comunidades e quais ações já foram feitas, mas não teve retorno. A prefeitura compartilhou hoje, por volta de 13h, um balanço das medidas já cumpridas em favor dos moradores. A gestão disse que, atualmente, há 57 pessoas acolhidas e que, desde o fim de semana, foram entregues 15.100 almoços, 12.900 jantares e 11.400 cafés da manhã, 1.300 cestas básicas e 15.632 copos de água, entre outros itens.

“Até hoje 1.344 famílias receberam o cartão emergencial no valor de R$ 1.000. A Defesa Civil está fazendo busca ativa nas ruas atingidas para eventualmente cadastrar novas famílias para o benefício”, destaca a prefeitura.

“Em atendimentos de saúde foram aplicadas até o momento 1.013 doses de vacina na população, 14 pacientes foram removidos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim Helena e quatro direcionados para a Unidade Básica de Saúde (UBS) da região. Também houve acolhimento psicológico a crianças, 218 pacientes foram atendidos para trocas de receitas, e foram entregues 780 frascos de hipoclorito. Estão sendo realizados, conforme avaliação, testes de Covid-19, dengue e influenza e testes rápidos de sífilis e HIV.”

Questionada sobre os relatos de adoecimento após ingestão de água nas regiões afetadas pelas enchentes, a Sabesp informou que realiza vistorias periódicas para analisar a água fornecida.

“No Jardim Pantanal, essas análises têm comprovado a qualidade da água distribuída à população. A Companhia monitora todas as etapas do sistema de abastecimento para garantir a qualidade da água distribuída. Os resultados são também enviados para os órgãos de controle, dentro das normas estabelecidas pela legislação”, argumentou a Sabesp.

Brasil enfrenta a Colômbia mirando vaga para o Mundial Sub-20

O Brasil enfrenta a Colômbia, a partir das 17h (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (7) em Caracas (Venezuela), pela segunda rodada do hexagonal final do Sul-Americano Sub-20. A equipe comandada pelo técnico Ramon Menezes chega a este compromisso motivada após a vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai alcançada na última terça-feira (4).

Além de buscar o título da competição, a seleção brasileira tem como objetivo assegurar uma vaga na próxima edição do Mundial da categoria, que será disputada entre os dias 27 de setembro e 19 de outubro no Chile. Para isto o Brasil terá que encerrar o Sul-Americano entre os quatro primeiros colocados.

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O triunfo sobre os uruguaios deu ânimo para a equipe brasileira, que cumpriu uma campanha irregular na primeira fase da competição. Logo na estreia o Brasil foi goleado por 6 a 0 pela Argentina. Porém, posteriormente a seleção garantiu duas vitórias consecutivas (de 2 a 1 sobre a Bolívia e de 3 a 1 sobre o Equador).

Em seu último compromisso na primeira fase da competição a seleção brasileira encontrou justamente a Colômbia, seu adversário na próxima sexta. E o resultado foi um revés por 1 a 0. Porém, agora no hexagonal final, a expectativa é que o Brasil conquiste a vitória.

Após três meses em alta, inadimplência cai em dezembro, diz Serasa

Depois de três meses em alta, a inadimplência no país caiu em dezembro. De acordo com a Serasa, o cadastro de consumidores negativados registrou 276 mil nomes a menos no último mês de 2024. O número de pessoas em situação de inadimplência caiu de 73,7 milhões, em novembro, para 73,5 milhões, em dezembro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pela Serasa.

De acordo com o Mapa da Inadimplência, em dezembro, o valor total das dívidas caiu em R$ 6 bilhões, passando para R$ 404 bilhões. Já o tíquete médio de cada pendência também apresentou desaceleração, de 1,89%, caindo para R$ 1.465,73.

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“Mesmo que o mapa da Serasa ainda mostre 73,5 milhões de pessoas em situação de inadimplência, a queda no final do ano mostra que o consumidor quer regularizar suas contas”, destacou a gerente da empresa, Aline Maciel.

Em 19 das 27 unidades da federação, a inadimplência diminuiu em dezembro. Pernambuco (-5%) e Rondônia (-4,3%) foram os estados em que mais houve redução. Entre as oito unidades que registraram aumento no número de inadimplentes, Tocantins (+1,3%) e São Paulo (+0,8%) apresentaram as maiores altas.

Hugo Souza defende pênalti e Palmeiras e Corinthians ficam no empate

O goleiro Hugo Souza defendeu cobrança de pênalti do atacante Estêvão para garantir o empate de 1 a 1 do Corinthians com o Palmeiras, na noite desta quinta-feira (6) no Allianz Parque, pela 7ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista.

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Com a igualdade o Timão permanece na ponta da classificação do Grupo A, mas agora com 19 pontos conquistados. Já o Verdão ocupa a segunda posição do Grupo D com 12 pontos, quatro atrás do líder São Bernardo, que ficou no 1 a 1 com o Novorizontino.

O primeiro Dérbi de 2025 começou com 30 minutos de atraso, em razão das fortes chuvas que atingiram São Paulo e que deixaram o gramado do Allianz Parque encharcado. Com isso, o juiz optou pelo adiamento da partida para garantir melhores condições de jogo.

Com a bola rolando, o Palmeiras mostrou mais eficiência nos primeiros minutos do clássico para abrir o marcador. Aos 9 minutos do primeiro tempo, o lateral Piquerez lançou em profundidade o meia-atacante Maurício, que, com muita categoria, bateu na saída do goleiro Hugo Souza.

Em desvantagem no marcador o Corinthians passou a arriscar mais. As oportunidades até começaram a aparecer, mas o goleiro Weverton mostrava segurança. Aos 42 minutos o holandês Memphis Depay roubou a bola do colombiano Richard Ríos e serviu Yuri Alberto, que não perdoou diante do goleiro Weverton para empatar.

Na etapa final o Timão acabou ficando com um homem a menos após a expulsão de Yuri Alberto por acúmulo de cartões amarelos aos 16 minutos. Já o Palmeiras teve uma grande oportunidade de sair com a vitória, quando Estêvão foi derrubado dentro da área por Ryan. O próprio camisa 41 foi para a cobrança, mas Hugo Souza mostrou frieza para defender o chute e segurar o empate.