Um temporal de grande intensidade atingiu a região metropolitana de São Paulo no final da tarde, se deslocando do ABC para as regiões norte e oeste da capital. Foram registrados extravasamentos de córregos ao longo da bacia do Tietê, com registro de alagamentos na capital e entorno.
No auge da tempestade, 151 mil domicílios ficaram sem luz, dos quais 118 mil apenas na capital. A Defesa Civil estadual disparou alerta de condições severas na região, o quarto este ano.
A cidade de São Paulo manteve o alerta para enchentes e alagamentos até as 21h. Houve registro de granizo na zona leste e um total de 21 pontos de alagamento em toda a cidade, dos quais dois, na marginal Tietê, permanecem intransitáveis.
Segundo a Defesa Civil estadual a tendência é de mudança nas condições meteorológicas no estado de São Paulo. “Com o enfraquecimento do corredor de umidade associado à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e o afastamento da frente fria para o oceano, a previsão indica chuvas abaixo da média, com temperaturas mais elevadas e pancadas de chuva isoladas ao final da tarde, com possibilidade de queda de raio, granizo e rajadas de vento”, dz o órgão.
Atualização realizada hoje pelo Ministério da Saúde indicou 47 mortes por dengue no estado de São Paulo este ano, que já contabiliza 132 mil casos prováveis da doença. Há 183 mortes em investigação no estado, que teve mais do que o dobro de casos nas cinco primeiras semanas do ano em relação ao registrado em 2024.
O aumento em São Paulo teve peso considerável no total de casos no país, que já registra 61 óbitos em 2025 e 226 mil casos prováveis, além de 259 óbitos em investigação. A plataforma NIES, da Secretaria Estadual de Saúde paulista, que costuma registrar número diferente de casos e mortes, mostra 38 mortes no estado e 136 mil casos prováveis, além de 191 óbitos em investigação na última parcial, atualizada hoje.
Segundo essa plataforma, a maior parte dos casos e mortes no estado estão concentrados na região norte, nas regiões de Araçatuba e São José do Rio Preto, que sozinhas confirmam 19 casos e incidência considerada alta, com 1442 e 1206 casos por grupo de 100 mil habitantes, respectivamente.
Febre Amarela
Tanto a cidade quanto o estado de São Paulo reforçam os alertas para vacinação contra febre amarela, com índices de cobertura vacinal em torno de 80%, acima dos 73,78% de média nacional porém abaixo dos 95% recomendados. O Ministério da Saúde confirmou que o total de casos desde julho de 2024 chegou a nove no país, com cinco mortes, todas ocorridas em São Paulo.
Segundo a pasta, os estoques da vacina estão regulares, com envios realizados conforme as solicitações dos estados, que são responsáveis pela distribuição aos municípios.
Em 2024, o Ministério da Saúde distribuiu 20.882.790 doses da vacina contra a febre amarela e registrou a aplicação de 6.655.319. Em 2025, foram distribuídas 3.201.800 doses e aplicadas 170.336.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou nesta quinta-feira (6) que, das 2.305 pessoas chamadas na primeira convocação para participação nos cursos de formação do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), 170 não realizaram a confirmação ou desistiram da vaga. Com isso, outros 170 novos candidatos, que estão nas listas de espera desses cursos, serão chamados na segunda convocação, que será publicada no próximo dia 11 de fevereiro.
Segundo o MGI, após a primeira convocação, 2.135 pessoas confirmaram participação; 109 declararam não querer participar; 44 visualizaram a convocação, mas não se manifestaram; e 17 pessoas convocadas nem visualizaram e nem se manifestaram. Dessa forma, no total, 170 pessoas foram eliminadas tanto para o cargo convocado quanto para aqueles indicados como de menor preferência no momento da inscrição. No entanto, elas seguem concorrendo para os cargos apontados como de maior preferência.
Os novos convocados terão os dias 11 e 12 de fevereiro para realizar a confirmação, na Área do Candidato no site do CNU. Apenas aqueles que responderem “sim” à convocação terão sua vaga garantida. Caso o candidato já tenha feito a confirmação entre os dias 4 e 5 e seja convocado para um cargo de sua maior preferência, não será necessário realizar nova confirmação.
Se o candidato for chamado para o curso de formação da terceira opção no dia 11 de fevereiro, e confirmar sua participação, contudo, ele também continua na disputa das vagas da sua primeira e segunda opções e pode ser chamado na lista do dia 18, se alguma vaga for liberada.
Ao todo, são nove cargos que possuem curso de formação, uma etapa eliminatória e classificatória do CNU. São eles: Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG); Analista de Comércio Exterior (ACE); Analista em Tecnologia da Informação (ATI); Analista Técnico de Políticas Sociais (ATPS); Analista de Infraestrutura (AIE); Auditor-Fiscal do Trabalho (AFT); Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Energia (Aneel); Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários (Antaq); Especialista em Regulação de Saúde Suplementar (ANS).
Informações mais detalhadas sobre esses cursos podem ser obtidas no site do CNU.
Profissionais especialistas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizaram, nesta quinta-feira (6), mapeamento e avaliação dos danos, com escaneamento, na estrutura da igreja histórica de São Francisco de Assis. Ontem (5), a turista paulista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, morreu após desabamento de parte do teto do templo. Outras cinco pessoas ficaram feridas.
O ministério da Cultura informou que haverá dispensa de licitação para que as obras emergenciais do templo, localizado no Centro Histórico da capital baiana, sejam realizadas. A titular da pasta, Margareth Menezes, voltou a manifestar pesar pela morte da jovem e garantiu que a igreja será restaurada.
O governo argumentou que o Iphan tem atuado na preservação do bem e exemplificou que o restauro dos painéis de azulejaria portuguesa foi concluído em maio de 2023. Ainda, de acordo com o instituto, a elaboração do projeto de restauração do edifício está em andamento.
O ministério e o Iphan acrescentaram que aguardam a conclusão do inquérito sobre o desabamento do teto “para adotar as medidas cabíveis”.
Salvador (BA), 06/02/2025 – Ministra da Cultura Margareth Menezes visita Igreja de São Franscisco de Assis, no Pelourinho, que teve o teto desabado. Foto: Maiara Cerqueira/MinC – Maiara Cerqueira/MinC
Interdições
Imóveis que estiverem em condições de risco parecidas com a da Igreja de São Francisco de Assis serão autuados e interditados a partir da semana que vem. A informação foi divulgada, nesta quinta (6), pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass.
Segundo o ministério da Cultura, uma ação será realizada para identificar essas edificações. Grass explicou que serão avaliados bens em que estejam detectados médio ou alto risco com apoio das defesas civis do Estado e do município, poderá haver intervenção nesses imóveis. “Em especial, monumentos nesses espaços públicos, tipo museus, teatros, igrejas. E o que estiver em condição de risco, vamos orientar a interdição e o tratamento”, explicou.
Construção secular
A igreja em que houve o acidente é uma construção em estilo barroco colonial, datada entre os séculos 17 e 18. O teto é ornamentado com ouro e pinturas religiosas. Por isso, o templo ficou conhecido como “Igreja de Ouro”. A edificação é reconhecida como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O ministério da Cultura ressaltou que a Igreja e Convento de São Francisco são considerados uma das “Sete Maravilhas de Origem Portuguesa” no mundo. Ambos são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quinta-feira (6) a decisão sobre a legalidade da revista íntima vexatória nos presídios para evitar a entrada de drogas, armas e celulares.
Os ministros iniciaram a discussão sobre a questão, mas após os votos dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, suspendeu o julgamento, que será retomado na quarta-feira (12). Faltam os votos de nove ministros.
A Corte julga um recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher flagrada tentando entrar em um presídio de Porto Alegre com 96 gramas de maconha enrolados em um preservativo e acondicionados na vagina.
Na primeira instância, ela foi condenada, mas a Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que a absolveu, por entender que o procedimento de revista íntima foi ilegal.
O ministro Fachin, relator do caso, reconheceu a ilegalidade das revistas íntimas vexatórias. No entendimento do ministro, durante a visita de parentes ou amigos de presos nas penitenciárias, não poderá ocorrer a retirada de roupas íntimas para inspeção das cavidades corporais sem justificativa.
Procedimento
A revista manual poderá ocorrer, mas não poderá ser vexatória. O procedimento deve ocorrer somente quando houver indícios de entrada ilegal de objetos ou drogas. As suspeitas deverão ser apuradas a partir do uso de aparelhos eletrônicos (scanners e raio-x), informações de inteligência ou comportamento suspeito.
Pelo voto do relator, caso a determinação do Supremo não seja cumprida, as provas obtidas contra pessoas acusadas de entrar com objetos ilegais nos presídios serão invalidadas.
Fachin também determinou prazo de 24 meses para os presídios comprarem equipamentos de scanners e de raio-x.
Divergência
Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes abriu a divergência. Para o ministro, a revista íntima pode ser realizada, mas só diante da falta de equipamentos de raio-x e com a concordância do visitante. A revista ainda deverá ser realizada obrigatoriamente por agentes do mesmo sexo. Se houver recusa na visita, a administração do presídio poderá impedir a entrada.
Moraes também disse que as revistas superficiais de visitantes não têm efeito. O ministro afirmou que o número de apreensões de drogas, celulares, armas brancas e de fogo nos presídios do país chegou a 625 mil nos últimos dois anos.
“Esse material jamais é pego por revistas superficiais, quem vai visitar não coloca na bolsa, na cintura. Todas essas apreensões são realizadas ou embaixo das roupas íntimas ou nas cavidades do corpo. Revistas superficiais não servem para nada”, afirmou.
Moraes também destacou que a decisão da Corte pode gerar a suspensão de visitas em presídios que não possuem raios-x.
“Ao gerar uma apreensão quase geral, nós vamos gerar uma sequência de rebeliões. Se tem algo que gera rebelião é quando se impede a visita”, concluiu.
A quinta-feira (6) marcou a despedida do mesatenista Hugo Calderano, número 6 do mundo, do WTT Singapura Smash, o primeiro de quatro grandes torneios do circuito mundial. Único brasileiro remanescente na competição, o carioca foi superado por um velho conhecido, o taiwanês Lin Yun-Ju, 12º no ranking mundial. O asiático avançou às quartas de final após superar o brasileiro por 3 sets a 1 (11/7, 14/16, 11/9 e 11/6).
Foi a segunda derrota seguida de Calderano para o taiwanês – a anterior foi em novembro passado nas semifinais WTT Champions Frankfurt (Alemanha). Em cinco confrontos entre os dois, o asiático levou a melhor em quatro.
Na partida de hoje, Yun-Ju saiu na frente ao abrir larga vantagem logo no início. No set seguinte, Calderano trabou uma batalha acirrada com o taiwanês e arrancou o empate. No entanto, na terceira parcial o brasileiro oscilou e Yun-Ju voltou a liderar o placar. No quarto set, o jogo seguiu parelho, até que após o empate em 4 a 4, o asiático acertou várias e se desgarrou, até fechar a parcial e selar o triunfo.
Calderano encerra a participação com 175 pontos no ranking mundial – cada Grand Smash distribuiu 2 mil pontos aos vencedores. Os próximos serão o United States Smash, em julho, em Las Vegas (EUA); o Europe Smash, na Suécia, em agosto; e o Smash China em setembro.
Antes, o mesatenista brasileiro deve voltar a competir no WTT Champions Chongqing 2025, programado para o período de 11 a 16 de março, na China.
Em mais um dia de alívio para países emergentes, o dólar voltou a cair e atingiu o menor valor desde novembro. A bolsa de valores subiu, impulsionada por mineradoras, e voltou a superar os 126 mil pontos.
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (6) vendido a R$ 5,764, com queda de R$ 0,03 (-0,52%). Assim como na maior parte dos últimos dias, a cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,83 por volta das 9h15, mas desacelerou após a abertura dos mercados norte-americanos e passou a cair pouco antes das 11h. Na mínima do dia, por volta das 15h45, chegou a R$ 5,74.
A moeda norte-americana está na menor cotação desde 18 de novembro. Em 2025, a divisa cai 6,7% ao ano. A cotação caiu por 12 sessões consecutivas, de 17 de janeiro até esta terça-feira (4), e teve uma pequena alta na quarta-feira (5).
O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.225 pontos, com alta de 0,55%. Em alta pelo segundo dia seguido, o indicador foi impulsionado por ações de mineradoras e de empresas ligadas ao consumo, como companhias aéreas e varejistas.
Em meio à expectativa em torno da divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano nesta sexta (7), o dólar caiu perante quase todas as principais moedas. Mais uma vez, os países emergentes foram favorecidos após a decisão do governo de Donald Trump de suspender a sobretaxação de 25% sobre os produtos mexicanos e canadenses e negociar os aumentos com os dois países.
No Brasil, a divulgação de dados que mostram a desaceleração da indústria e dos serviços favoreceu a bolsa de valores. Isso porque um eventual desaquecimento da economia reduziria a necessidade de o Banco Central (BC) elevar a Taxa Selic em maio. Para a reunião de março, o BC anunciou que fará uma nova subida de 1 ponto percentual nos juros básicos da economia para 14,25% ao ano.
Quais as tendências para o futuro do comércio varejista no Brasil? Para dar conta da resposta, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio) promove nesta quinta-feira (7) o webinário O Futuro do Varejo – Tecnologias e Estratégias da NRF 2025, voltado aos empresários do setor para sinalizar os cuidados e preparativos necessários, tanto a curto quanto a médio e longo prazos.
Integração entre lojas físicas e digitais e serviços de entregas rápidas são dois pontos levantadas pela entidade que merecem atenção por parte dos varejistas que quiserem crescer, ou pelo menos manter-se, em atividade. A avaliação partiu da assessora técnica da entidade, Kelly Carvalho, a partir das discussões de outro evento, realizado em janeiro nos Estados Unidos, organizado pela National Retail Federation (NRF).
“A digitalização deve ser priorizada, com investimentos em e-commerce, marketplaces e integração entre canais físicos e digitais. O varejo de bens essenciais tende a se beneficiar do aumento da renda e do emprego, enquanto segmentos dependentes de crédito devem focar em promoções e condições facilitadas de pagamento”, disse Kelly.
Para a assessora, “o futuro do comércio online e do varejo tradicional será marcado pelo equilíbrio cada vez mais dinâmico, onde a integração dos dois formatos se tornará essencial para o sucesso das empresas”.
A integração entre os meios físico e digital (modelo omnichannel) será indispensável, comentou Kelly, ao acrescentar que as lojas físicas deixarão de ser apenas pontos de venda e passarão a atuar como centros de experiência, distribuição e suporte, “onde os consumidores poderão experimentar produtos antes de comprar online, retirar pedidos feitos pela internet e contar com um atendimento mais personalizado”.
Além disso, ela disse também que “o conceito ‘phigital’, que mescla o ambiental com o físico, será cada vez mais explorado com tecnologias como provadores virtuais, realidade aumentada e pagamentos sem contato”.
Setores mais promissores
Quanto aos setores do varejo que têm boas perspectivas para o futuro estão beleza e bem-estar, impulsionado pelo envelhecimento da população, com o crescimento das farmácias, suplementos e cosméticos. Também é o caso do segmento de casa e construção, pelos interesses em reformas e automação residencial, “além da crescente demanda por soluções sustentáveis, como energia solar”.
Já as redes de shopping centers sem presença digital forte podem perder espaço, prevê Kelly. “O segmento de eletrodomésticos e eletrônicos, dependente de crédito, enfrenta desafios devido às taxas de juros elevadas, que levam os consumidores a adiarem compras de alto valor. O fast fashion sofre concorrência crescente de gigantes asiáticos como Shein e Temu, enquanto cresce a demanda por moda sustentável”, completou a assessora.
O evento da Fecomércio é totalmente online e terá início nesta sexta-feira (7) a partir das 15h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo Sympla.
O panorama da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 melhorou na última semana de janeiro, mas cinco estados da Região Norte do Brasil ainda mantêm tendência de aumento: Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins.
Em contraponto, alguns estados do Nordeste – como Paraíba e Maranhão -, que apontavam na mesma direção na semana anterior, dão sinais de desaceleração. Os dados são do Boletim Infrogripe, atualizado nesta quinta-feira (6) por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.
Em um mês – de 1º de janeiro a 1º de fevereiro – foram registrados pelo menos 1.222 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados por covid-19. Dentre as ocorrências com diagnóstico confirmado para algum vírus, mais de 51% foram motivados pelo coronavírus.
Em segundo lugar vem o rinovírus, responsável por 19,6% dos casos com resultado positivo, mas que é o principal vírus responsável pelos casos de SRAG em crianças e adolescentes de até 14 anos. Já a covid-19 tem sido mais frequente em idosos.
Nesse período também foram anotadas 710 mortes por SRAG no Brasil e pelo menos 292 foram causadas por covid-19, quase 80% das que tiveram resultado positivo para algum vírus.
Crianças e idosos
De acordo com o boletim, a incidência de casos associados ao coronavírus é maior em crianças e idosos, mas a mortalidade tem sido mais elevada entre os pacientes com mais de 65 anos.
O mesmo boletim destaca também que, no agregado nacional, as tendências de curto e de longo prazo são de queda para os casos de SRAG, independente da causa.
No entanto, em nove estados há tendência de crescimento no longo prazo: Alagoas, Amazonas, Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins. A síndrome acontece quando há agravamento de sintomas gripais, com comprometimento da função pulmonar, o que geralmente causa a hospitalização.
Ainda de acordo com o levantamento, os casos entre crianças e adolescentes começaram a crescer no Amazonas, Pará e Goiás na última semana analisada. Mas a pesquisadora Tatiana Portella diz que ainda não é possível apontar a razão:
“Não é possível averiguar por conta do baixo número de resultados laboratoriais para esses casos, mas provavelmente devem ser alguns dos vírus que afetam principalmente crianças e adolescentes, como o rinovírus, o vírus sincicial respiratório ou até mesmo o metapneumovírus”, explica ela.
Recomendações
A pesquisadora da Fiocruz reforça que pessoas com sintomas gripais devem ficar em casa, em isolamento, para conter a transmissão de um possível vírus.
Quando isso não for possível, o correto é utilizar uma boa máscara sempre que for preciso sair de casa. Além disso, é importante buscar atendimento médico se os sintomas piorarem e conferir se a vacinação contra a covid-19 está em dia.
Atualmente, o esquema do Sistema Único de Saúde (SUS) determina a aplicação de duas ou três doses (a depender do imunizante) em todas as crianças de seis meses a menos de cinco anos.
Além disso, idosos e pessoas imunocomprometidas devem receber uma nova dose a cada seis meses. Já as grávidas devem tomar uma dose durante a gestação, e as pessoas que fazem parte de algum grupo vulnerável, como indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência ou comorbidade, devem receber um reforço anual. Mesmo quem não faz parte desses grupos pode receber uma dose da vacina, caso não tenha tomado nenhuma em anos anteriores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as mudanças planejadas para os hospitais federais brasileiros darão, a eles, padrão de excelência, tornando-os referência para outros países. Para isso, é fundamental garantir que eles não serão usados com motivações políticas, ressaltou o presidente.
“Quem tem de mandar nos hospitais são os especialistas em saúde”, disse Lula nesta quinta-feira (6) no Rio de Janeiro, durante cerimônia de reabertura de algumas áreas do Hospital Federal de Bonsucesso que estava fechado há cinco anos.
Em discurso, o presidente lembrou as dificuldades que teve para retomar os serviços do hospital, após o governo federal decidir passar sua administração para o Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Na época, a medida foi criticada por entidades como o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado do Rio de Janeiro.
A categoria chegou a fazer um movimento que impediu a entrada nos novos gestores no hospital. “Muita gente não queria que a gente fizesse uma intervenção democrática para administrá-lo. Muita gente não queria que a gente fizesse o convênio com a prefeitura para administrá-lo. Mas ninguém é dono de hospital. Nem médico, nem enfermeiro, nem sindicalistas são donos do hospital”, afirmou o presidente.
Lula destacou que é preciso transformar os hospitais federais, por meio da dignidade, da decência e do respeito proporcionado pelo serviço oferecido por ele à população. “Onde eles [hospitais federais] existirem, que tenham excelência e sejam referência em qualquer lugar do mundo. É isso o que vamos fazer aqui nesse hospital que estava abandonado”, acrescentou o presidente, ao lembrar que o hospital pegou fogo há cinco anos.
“Até hoje ele não foi recuperado, ficando sem ressonância magnética, tomografia e outras coisas [necessárias] para fazer exames especializados. A partir de agora, [o hospital] vai ter todas as imagens que as pessoas precisarem, para serem tratadas com respeito. Vamos recuperar a parte que está queimada e vamos fazer um centro de imagem para que o povo tenha direito a fazer os exames”, complementou.
Está previsto um total de R$ 263 milhões em investimentos do Ministério da Saúde visando à reestruturação dos hospitais federais do país.
Recife permanece hoje (6) em alerta máximo devido às fortes chuvas que atingem a cidade desde a quarta-feira (5). O mau tempo deixou vários pontos da capital alagados. Diversas árvores e barreiras caíram.
De acordo como Corpo de Bombeiros, seis pessoas morreram. Duas delas, mãe e filha, faleceram em um deslizamento de barreira nesta madrugada, no Córrego da Bica, na zona norte da capital.
Desde ontem (5), a capital pernambucana está em estado de alerta máximo declarado pelo Centro de Operações (COP). O volume das chuvas superou o esperado para o mês de fevereiro.
“O COP renova o Alerta Máximo e reforça a necessidade de manter os cuidados. [A população] deve ficar em local seguro. Caso não seja possível, a orientação é buscar o abrigo mais próximo oferecido pela prefeitura”, alertou o Centro de Operações.
Avenidas são interditadas
Em razão das chuvas intensas, diversas ruas e avenidas foram interditadas. A prefeitura divulgou nota recomendando que as pessoas evitem sair de casa. As aulas, turismo e lazer, assim como outras atividades, atendimentos não essenciais e atividades de cultura, foram suspensas.
“As aulas presenciais nas escolas, creches e unidades de ensino da rede municipal foram suspensas. Recomendamos que as escolas e faculdades particulares, estaduais e federais adotem a mesma medida. Evite deslocamentos”, informou a prefeitura em uma rede social.
Além de Recife, Maceió e João Pessoa tiveram mais chuva em 24 horas do que a média esperada para todo o mês de fevereiro. Em Alagoas, a Defesa Civil de Maceió confirmou o desabamento de casas. Trinta pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas na capital alagoana.
O técnico Athur Elias fez nesta quinta-feira (6) a primeira convocação do ano da seleção brasileira feminina de futebol já com foco na principal competição da temporada: a Copa América, a partir de 12 de julho, no Equador. Entre as novidades na lista de 30 jogadoras está a convocação inédita da atacante Gláucia (Flamengo), e o retorno da meio-campista Gaby Zanotti (Corinthias), que ainda não fora selecionada por Elias nas listas anteriores. A equipe ficará concentrada na concentrada na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), no período da Data Fifa, de 17 a 26 de de fevereiro.
A primeira convocação do ano já está entre nós! 📋
Foi dada a largada para a nossa temporada de 2025! Confira a lista completa das atletas convocadas para o período de treinamentos na Granja Comary! Vamos com tudo! 🇧🇷 pic.twitter.com/SmGsyziKMC
— Seleção Feminina de Futebol (@SelecaoFeminina) February 6, 2025
Das 30 atletas convocadas, nove conquistaram a prata olímpica em Paris no ano passado: as atacantes Adriana, Jheniffer, Kerolin e Ludmila; a meio-campista Ana Vitória; a lateral Yasmin; as zagueiras Antônia e Tarciane; e a goleira Lorena. Na lista de Arthur Elias, a maioria das atletas (16) atuam no exterior.
“Foi uma decisão técnica que eu tive, de entender que o melhor neste momento para a seleção feminina é treinar nossas atletas e trazer um número maior de jogadoras. E atende também ao calendário brasileiro e norte-americano, que estão em pré-temporada”, esclareceu o técnico.
Além do ciclo de treinamentos em fevereiro, a seleção enfrentará os Estados Unidos em dois amistosos na próxima Data Fifa, nos dias 5 e 8 de abril.
“Sem dúvida é nosso objetivo chegar no maior nível para vencer essa competição [Copa América] que vem melhorando a cada edição. Vamos ter um tempo pré-Copa América bastante interessante. Acredito que as atletas vão estar muito bem preparadas. Não é fácil, mas eu vim aqui para isso. Tenho dois vice-campeonatos, então estou precisando de um ouro. Estou aqui para isso – afirmou o treinador, que assumiu a seleção em setembro de 2023.
A Polícia Civil do Amazonas prendeu nesta quinta-feira (6) três militares da Força Aérea Brasileira por suspeita de envolvimento com o transporte de drogas em aviões da FAB. Dois civis suspeitos do crime também foram presos.
A Operação Queda no Céu foi deflagrada pela Delegacia Especializada de São Gabriel da Cachoeira, cidade que fica a mais de 850 quilômetros da capital, Manaus, e que faz fronteira com a Colômbia e a Venezuela. Historicamente, a região registra intensa atividade do narcotráfico.
Segundo informações da Polícia Civil, entre os presos está o responsável por financiar a compra e o transporte das drogas, que estariam sendo regularmente levadas de São Gabriel da Cachoeira até Manaus nos aviões da FAB.
As investigações tiveram origem em uma apreensão de cerca de 350 quilos de drogas ocorrida no ano passado, quando três militares haviam sido presos, incluindo um soldado do Exército.
A Agência Brasil pediu posicionamento da FAB. A Força Aérea disse que “acompanha o caso e corrobora com as investigações policiais em curso” e afirmou que o Comando da Aeronáutica “não compactua com condutas que não estão de acordo com os valores, a dedicação e o trabalho do efetivo em prol do cumprimento de sua missão institucional”.
Em seu segundo final de semana, o carnaval de rua do Rio de Janeiro contará com apresentações de cerca de 15 blocos, por diversas regiões da cidade. No último sábado (1º) começou a folia oficial dos desfiles autorizados pela prefeitura que contam com o apoio dos serviços públicos. No início de janeiro, houve a abertura não oficial dos blocos de rua na capital fluminense.
Segundo a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), o destaque fica para o domingo (9), que terá o desfile de dez agremiações. Entre elas, está o megabloco “SeráQAbre?”, que estreia na Rua Primeiro de Março com a presença de artistas como Pablo Vittar, Juliette, Xamã, Pocah, Tilia, Naldo Benny, Bibi Babydoll e Diego Martins.
Neste final de semana, a maior parte dos blocos desfilará na zona norte do Rio, que terá sete agremiações. A região é seguida pela zona sul, com quatro cortejos, depois centro (3) e zona oeste (1).
A segunda semana de pré-carnaval na cidade começa no sábado (8), a partir das 9h, em São Conrado, com o desfile do bloco “Chame Gente”, inspirado na malandragem carioca e na profanidade baiana. A folia segue na parte da tarde, com desfiles dos blocos “Os 20 de Ouro do Mestre Odilon”, a partir das 13h, no Zumbi, na Ilha do Governador; seguido pelo “Independente do Morro do Pinto”, no Santo Cristo, no centro, às 16h; e pelo “Carnaval e Bloco Folia do Largo do Sapê”, em Bento Ribeiro, no mesmo horário. Os desfiles terminam às 17h, com o “Bloco da Praia”, de Pedra de Guaratiba, zona oeste da cidade.
No domingo (9), é a vez do “SeráqAbre?”, único megabloco do final de semana, atrair milhares de pessoas para a Rua Primeiro de Março, no centro, às 7h. Em sua estreia no circuito oficial, a agremiação apresenta estrelas entre as atrações do seu trio elétrico. Com a proposta de celebrar a diversidade do carnaval carioca, o megabloco promete uma atração surpresa, além das anunciadas, para animar ainda mais os foliões.
No mesmo dia, outras dez agremiações ganharão as ruas da cidade. Na zona sul, o “Mini Seres do Mar” e o “Caminhadinha”, dois blocos infantis, planejam começar a festa às 8h, com desfiles no Flamengo e no Largo dos Leões, no Humaitá, respectivamente. Também no Humaitá, o tradicional “Só Caminha” apresenta seu cortejo, a partir do meio-dia.
Na zona norte, três blocos comandam a festa, em diferentes bairros, a partir das 14h: a “Banda Cultural do Jiló”, na Tijuca; o “Carijó”, na Freguesia (Ilha do Governador); e a “Banda da Zulmira”, no Maracanã. Ainda na região, o “G.R.B.C Turma do Gato Futebol e Samba” faz a festa em Pilares, a partir das 16h. A “Associação Bloco Carnavalesco Coração das Meninas”, na Saúde, e o “Carnavalesco Xodó da Piedade”, em Piedade, atraem seus foliões com desfiles programados para o mesmo horário.
Com a expectativa de atrair cerca de 6 milhões de pessoas em 37 dias de folia, o carnaval de rua 2025 terá, até o dia 9 de março, 482 apresentações espalhadas por diversas regiões do Rio. O centro será palco de 128 desfiles, mas a folia também estará garantida nas zonas norte, sul e oeste, além de Grande Tijuca, Ilhas e Jacarepaguá.
A programação completa dos cortejos, com data, horário e percurso, está disponível no aplicativo Blocos do Rio 2025, em todas as plataformas digitais. A ferramenta é gratuita e funciona por geolocalização. A lista também está disponível no sitecarnaval de rua, que reúne, além do calendário dos desfiles, notícias sobre os blocos e mais informações.
Foram abertas, nessa quarta-feira (5), as inscrições para o primeiro concurso público da Pré-sal Petróleo/SA (PPSA), que irão até o dia 17 de março deste ano. São 100 vagas destinadas a profissionais de nível superior, além da formação de cadastro reserva.
O concurso oferece 52 vagas para especialistas em petróleo e gás, 36 para analista de gestão corporativa, oito para analista de tecnologia da informação e quatro vagas para o cargo de advogado. Do total de vagas, 5% serão oferecidas a pessoas com deficiência (PCDs) e 20% a candidatos pretos e pardos. Todas as vagas são para lotação no Escritório Central da PPSA, localizado na cidade do Rio de Janeiro.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do Instituto de Desenvolvimento e Capacitação (IDCAP). A taxa de inscrição, no valor de R$ 100, será para os cargos de analistas, e de R$ 150 para advogados e especialistas. O pagamento será feito por meio de boleto bancário emitido no ato da inscrição.
De acordo com o edital, no momento da inscrição, o candidato deve escolher uma das cidades para a realização das provas: Rio de Janeiro, São Paulo ou Salvador. Caso haja necessidade, o candidato poderá alterar a cidade de realização das provas até o último dia da inscrição.
Os salários por cargo são analista de gestão corporativa R$ 8.420; analista de tecnologia da informação (TI) R$ 9.350; advogados terão salário inicial de R$ 15.942 e especialistas em petróleo e gás, R$ 19.610. Além dos vencimentos, os profissionais terão benefícios como auxílio-refeição e plano de saúde. Esses valores não foram divulgados.
Jornadas exaustivas, que começam na madrugada e terminam apenas na madrugada seguinte, trabalhando em meio a milhares de foliões em temperaturas muitas vezes superiores a 40 graus Celsius. É no carnaval carioca que muitos trabalhadores ambulantes fazem um pé de meia e garantem o sustento da família.
O trabalho, que já é cansativo para os adultos sozinhos, é ainda mais para as mães que não contam com rede de apoio e precisam levar junto crianças pequenas para os blocos.
Ter um local seguro para deixar os filhos enquanto trabalham é uma demanda antiga das trabalhadoras. Em 2024, isso começou a sair do papel, mas ainda em pequena escala. Neste ano, as medidas serão ampliadas, atendendo a mais crianças.
A Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio (SMAS) vai oferecer um espaço de convivência para filhos de até 12 anos de ambulantes que trabalham no carnaval. Nos dias de ensaios técnicos e desfiles na Sapucaí, as mães poderão deixar os filhos no Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) Rachel de Queiroz, na Avenida Presidente Vargas, no centro, próximo ao Sambódromo, entre as 18h e as 6h do dia seguinte.
Serão oferecidas 50 vagas por noite, cerca do dobro do ofertado em 2024. O atendimento será a partir do dia 25 de janeiro, na primeira noite de ensaios técnicos, e vai até 8 de março, dia do Desfile das Campeãs. As crianças contarão com alimentação, atividades recreativas e atividades artísticas e culturais.
Além de atender a quem busca o serviço, será feita uma busca ativa. Segundo a Secretaria, assistentes sociais e educadores vão circular e identificar as necessidades, fazendo um convite aos pais.
Ampliação do atendimento
As trabalhadoras comemoram as conquistas, mas diante de muitas horas de trabalho ainda descobertas, querem a ampliação desse atendimento. Pedem que ele seja ofertado em mais locais, já que os blocos estão em diferentes pontos da cidade, e também que esse serviço seja oferecido no pré-carnaval e durante todo o dia.
Elas também querem que o atendimento seja feito em outros grandes eventos no Rio de Janeiro, além do carnaval.
“A gente sai de manhã, às 5h30, 6h da manhã, para comprar bebida, ir à rua pegar o primeiro bloco que começa às 7h, 8h. Aí a gente vai pulando de um bloco para outro. Acaba um bloco, a ambulante pula para outro bloco. Então, normalmente a gente chega em casa meia-noite e pouco, 1 hora da manhã”, diz a coordenadora do coletivo Elas por Elas Providência, Carol Alves.
O Elas por Elas é um coletivo de mulheres trabalhadoras informais que lutam pelo reconhecimento e por direitos das mulheres em trabalhos sem carteira assinada. Carol conta que, em 2023, elas souberam de iniciativas em Salvador, que proporcionam espaços seguros para que os filhos de ambulantes possam ficar enquanto os pais trabalham no carnaval. Desde então, lutam por algo semelhante no Rio de Janeiro.
“É bem dificultoso e é bem triste você ver uma mãe tentando o sustento, tentando levar alimento para dentro de casa, em uma tripla jornada na rua e com a criança, sabe? A criança fica estressada, a criança fica com o estado psicológico totalmente abalado também, porque tem que ficar na rua, fazendo 40 graus nos dias, com a mãe vendendo bebida”, diz.
Em 2024, o serviço foi oferecido pela primeira vez, fruto de parceria da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Assistência Social.
Neste ano, as organizações de trabalhadores se uniram, buscando espaço para uma campanha que já tinham: Campanha Creche no Carnaval, encampada pelo Coletivo Elas por Elas Providência junto ao Movimento dos Trabalhadores sem Direito.
“Os ambulantes são essenciais no carnaval, são essenciais nos grandes eventos. Sem um ambulante, o carnaval não anda. Sem um ambulante, uma festa, um grande evento, também não caminha, porque o ambulante tá ali vendendo a água, vendendo um refrigerante, vendendo uma cerveja. Nós somos os garçons das grandes festas”, diz
Trabalho é correria
Taís Lopes conhece a rotina de ambulante no carnaval de perto, ela trabalha nessa área há 8 anos. Desde o nascimento da filha mais nova, Ágatha, há 3 anos, ela tem a companhia da bebê.
“Quando vou trabalhar, sempre carrego minha filha. Eu sou ambulante, aí tenho que carregá-la para comprar bebida. Eu carrego ela comigo para poder vender”, conta.
“Meu trabalho é correria, tadinha. Ela dorme, aí eu a acordo em cima da hora e falo: ‘Vamos embora, filha’. Não tenho com quem deixar. Se tivesse uma rede de apoio, poderia ir trabalhar tranquila, só que não tenho. Eu junto um negócio, um biscoito, uma água e saio. Saio de manhã, aí dependendo do rumo que a gente pega, se tiver bloco, a gente vai esticando até onde der”, diz.
Tais é mãe também de Kayky, 15 anos. Quando a filha mais nova nasceu, o pai os deixou e ela tornou-se mãe solo e precisa levar a filha para onde vai.
“Só que por ela ser criança, fica cansada, só tem 3 anos. É cansativo para ela, não tem um lugar para tomar um banho, nem para poder se esticar, deitar. ela vai andando comigo, aí tá cansada, eu boto em cima da carroça, vou puxando, vamos embora”, diz. “Eu tenho que correr atrás do sistema, porque se eu não correr, a gente não come, não bebe, não se veste”.
Ter um lugar para deixar a filha a anima. “Eu tô muito feliz que a gente vai poder trabalhar tranquilo. Não ficar preocupada de pessoas maldosas, porque infelizmente carnaval tem muito disso de querer passar, puxar a criança, aproveitar que a mãe tá distraída”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (6) o julgamento sobre a legalidade de revista íntima nos presídios para evitar a entrada de drogas, armas e celulares. O julgamento começou em 2016 e já foi suspenso por diversos pedidos de vista.
A Corte julga um recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher flagrada tentando entrar em um presídio de Porto Alegre com 96 gramas de maconha, que estavam enrolados em um preservativo e acondicionados na vagina.
Na primeira instância, ela foi condenada, mas a Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que a absolveu, por entender que o procedimento de revista íntima foi ilegal.
Até o momento, a Corte registra placar de 6 votos a 4 para proibir as revistas vexatórias. No entanto, o julgamento, que começou na modalidade virtual, será iniciado novamente no plenário presencial da Corte após o ministro Alexandre de Moraes ter feito um pedido de destaque, em outubro do ano passado.
Em 2020, o relator do caso, ministro Edson Fachin, votou pela ilegalidade da busca íntima. Fachin entendeu que os funcionários das penitenciárias não podem fazer busca abusiva no corpo de amigos e parentes que vão visitar os presos por tratar-se de violação da intimidade.
O ministro sugeriu a adoção de procedimentos menos invasivos, como uso de scanners corporais, raquetes de raio-x ou revista corporal superficial, evitando que os visitantes sejam obrigados a tirar a roupa ou terem suas partes íntimas inspecionadas.
O entendimento foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Rosa Weber (atualmente aposentada).
Em seguida, Alexandre de Moraes abriu divergência e votou a favor da revista.
Moraes concordou que há um grande número de casos de revistas íntimas vexatórias. No entanto, o ministro entendeu que a revista íntima não pode ser sempre definida como degradante, de forma automática e sem análise caso a caso, sob pena de colocar em risco a segurança dos presídios.
O voto foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça.
Após Cristiano Zanin também acompanhar o entendimento de Fachin, Moraes pediu destaque e interrompeu o julgamento.
Sociólogos e psicólogos consultados pela Agência Brasil afirmam: situações como esta são apenas a ponta do iceberg, em uma sociedade onde a violência se apresenta de forma quase onipresente. Na avaliação deles, muitas pessoas acabam exagerando, ao levar tão a sério este esporte que, segundo o jargão popular, é apontado como “a coisa mais importante entre as menos importantes”.
Pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre Violência e Segurança da Universidade de Brasília (NEVIS/UnB), Edergênio Vieira diz que as pessoas precisam aprender a brincar não só com as vitórias, mas também com as derrotas de seus times.
“Vale zoar, claro que respeitosamente, o amigo. Mas vale também brincar com as derrotas, como fazem, por exemplo, os torcedores do Ibis”, sugere o sociólogo, referindo-se ao time pernambucano que é motivo de orgulho para seus torcedores pela fama de pior time do mundo.
Vieira explica que, para o próprio bem do futebol, ele precisa ser visto como algo que proporciona lazer e diversão. “Não pode servir de pretexto para extremos de violência”, acrescentou o pesquisador que se apresenta como “corintiano, maloqueiro e sofredor”.
Dimensões
Segundo Vieira, em um país como o Brasil, o futebol assume dimensões que vão além da esportiva, estando associado até mesmo à ideia do que é ser brasileiro.
“O futebol nos explica, enquanto brasileiros, para o mundo. Explica também nossas paixões, impulsos e motivações diante do cotidiano. Isso está presente até mesmo nas metáforas usadas em todas as dimensões da vida”, argumenta.
De acordo com o sociólogo, o futebol carrega consigo muitas das expressões que permeiam a vida dos brasileiros. “Inclusive a violência contida em nosso dia a dia. Nesse caso, potencializado, devido aos aspectos de catarse coletiva proporcionada por ele”, ressalta o autor de estudos sobre as performances da violência na sociedade.
Torcer é…
Ele cita alguns historiadores que publicaram trabalhos sobre o medo no futebol brasileiro e sobre o surgimento das torcidas. Vieira explica que, após chegar ao Brasil, o futebol era tido como um esporte de elite.
Torcedores levam fanatismo e paixão aos estádios – Alessandra Torres/Cruzeiro Esporte Clube/Direitos Reservados
“As pessoas iam aos estádios segurando lenços [para secar o suor] e observar os jovens da elite praticando o novo ‘esporte bretão’. Durante a partida, em meio às angústias, elas seguravam o lenço e o torciam. Foi daí que surgiu a palavra torcedor”, disse ele ao relatar as montanhas-russas de emoções associadas ao futebol.
Com o tempo, o acesso ao futebol foi ficando barato e acessível, para uma população que não tinha muitas outras formas de diversão. “O público, então, passou a ser, em geral, de jovens moradores de bairros com alta vulnerabilidade social. E eles passaram a encontram, na torcida, um lugar de pertencimento”, acrescentou.
Esse viver em grupo ganhou então proporções ainda maiores por se tratar de um ambiente de catarse coletiva semelhante ao que se observa, por exemplo, em algumas igrejas. “Torcidas e fiéis vivem seus momentos de celebração e culto. Cada um com seu manto sagrado”, relata o sociólogo.
Psicólogo e diretor de torcida organizada
Especialista em psicologia clínica e ex-diretor de torcida organizada Rubra, do time goiano Anapolina, Pedro Henrique Borges passou por experiências que possibilitaram, a ele, um olhar privilegiado tanto para o interior dessas torcidas, como para o íntimo de seus torcedores.
“As torcidas organizadas são movimentos de massa. Sigmound Freud [o pai da psicanálise] falou [sobre situações como esta] em seus textos sobre psicologia das massas; sobre o sentimento de pertencimento das pessoas ao serem aceitas entre seus pares”, disse o psicólogo.
Especialista em psicologia clínica e ex-diretor de torcida organizada Rubra Pedro Henrique, do time goiano Anapolina . Foto: Pedro Henrique Borges/Arquivo pessoal
Ele explica que, segundo essa linha da psicanálise, a massa não precisa de verdades e nem de concordar com verdades, mas de um líder que dite ideias e discursos. “Não se concorda com a ideia, mas com o líder, até pela sensação de pertencimento. E, para se sentir pertencente, ele acaba fazendo coisas que, talvez fora do grupo, não faria”.
Violência
Essa visão mais abrangente, enquanto psicólogo e integrante de torcida organizada, possibilitou a Borges acompanhar de perto todo o processo pelo qual alguns torcedores passaram, desde os momentos iniciais de acolhimento pelo grupo até a participação em atos de extrema violência praticada supostamente como prova de amor ao clube.
Ele explica que, geralmente, o torcedor é acolhido e aceito pela organizada. “Ali, ele pode ingressar mesmo tendo sido expulso ou rejeitado de outros lugares. Nesse ambiente, acaba sendo muito comum encontrar pessoas extremamente violentas e problemáticas”, disse ele ao citar estudos indicando que a incidência de pessoas com perfil psicopático varia entre 4% e 6%.
“Pessoas com perfil de psicopatias costumam aproveitar grupos como torcidas organizadas para exercer toda sua perversidade”, acrescenta.
Machismo e afeto
Somado a isso, Borges lembra que, em uma sociedade machista que não permite ao homem manifestar afeto, as torcidas organizadas acabam sendo, para muitos, a única forma onde expressar afeto é algo permitido, o que amplia a relação passional com o clube e com os demais integrantes da torcida.
“Ali, eles podem expressar os afetos que, em outros espaços, são negados ao homem. Na hora do gol, ele pode abraçar e beijar o colega; pode expressar amor ao clube. Pode até mesmo chorar, sem ter sua masculinidade questionada. Em outros ambientes, isso o inferiorizaria em relação aos demais”, explica.
Edergênio Vieira lembra que, desde criança, o futebol representa sociabilidade para os homens, exigindo deles comportamentos másculos, atitudes fortes. “É aquela velha história: ‘futebol é coisa para homem’. Ouvimos isso a todo momento, mesmo com as mulheres conquistando seus espaços, seja na torcida ou em campo”, pontuou.
Essa violência impregnada no homem acaba sendo cultuada pela sociedade, tendo como reflexos o menosprezo e a desvalorização do outro. “O futebol não está à parte disso, e evidencia a dificuldade de se ver as qualidades ou admirar o time adversário. Veja bem: valorizar o adversário seria também uma forma de valorizar tanto as vitórias como as derrotas diante dele”, complementa.
“Além disso, pessoas que se sentem fracassadas podem ter, nas vitórias de seu time, motivos para se sentirem felizes. Elas se realizam com o futebol. Quando dá certo, tudo bem. Mas quando dá errado, elas encontram qualquer motivo para extravasar a frustração com o time”, acrescentou.
Comportamento fascista
Para Borges, a violência ocorrida na véspera da partida entre Sport e Santa Cruz foi um caso “evidente e flagrante de psicopatia que rompe todo e qualquer pacto civilizatório”. “Vemos ali algo muito parecido com os movimentos nazistas e fascistas, no sentido de animalizar e aniquilar o outro, considerado diferente”.
O psicólogo diz ver “predominância clara” de pessoas de perfil conservador nessas torcidas, mas que há, também, torcidas que apesar de adotarem discursos progressistas, acabam se comportando de forma preconceituosa e agressiva, quando diante do efeito manada.
“É importante deixar claro que não há ideologia no torcer, e que brigar e confrontar estão relacionados a uma suposta honra do indivíduo ao grupo que o acolheu”, disse.
Percepção semelhante tem o sociólogo Edergênio Vieira. “É estranho vermos torcidas que se dizem progressistas, inclusive adotando discursos antifascistas, serem flagradas praticando atos enquadrados exatamente no campo do fascismo. O mesmo com relação à homofobia. O bom pensamento surge, mas o indivíduo acaba perdido em meio à multidão, porque não há controle sobre ela”.
Protegido pelas massas
Edergênio Vieira, pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre Violência e Segurança da Universidade de Brasília (NEVIS/UnB). Foto: Carlos Costa/Divulgação
Vieira explica que, em meio a esse “efeito manada”, o indivíduo tem a sensação de estar protegido pelas massas. “Ele, que muitas vezes se sente fraco e inofensivo individualmente, quando cercado pela multidão tira de si essa perspectiva e se sente integrante de algo maior. Em muitos casos, da marginalidade”.
Associado a isso, acrescenta, tem também um processo de negação do outro. “Isso é muito presente nas torcidas organizadas, inclusive em seus cânticos que, muitas vezes, chegam a celebrar a morte de um adversário. Em várias situações as torcidas organizadas relembram pessoas assassinadas por torcedores”, complementou o sociólogo.
Vieira lembra que, em alguns casos, é notória a relação próxima entre integrantes da torcida organizada e facções criminosas, mas que seria um erro generalizar esse problema, criminalizando as torcidas organizadas como um todo.
“Essas facções chegam a interferir no processo de organização de algumas torcidas, inclusive visando venda de entorpecentes e receptação de mercadorias roubadas”, disse.
Soluções
De acordo com os especialistas consultados pela Agência Brasil, algumas medidas podem amenizar a violência praticada entre torcidas organizadas.
Para Vieira, uma das coisas mais frustrantes para aqueles que amam o futebol são as partidas jogadas com estádios vazios ou com torcida única. “Essa é uma medida que faz o futebol perder o que tem de bonito e espetacular”, diz ele ao se referir a uma das medidas punitivas mais adotadas contra torcidas violentas.
Uma solução, segundo o sociólogo, seria a criação de um cadastro nacional de torcedores, algo que pode ser ajudado até mesmo pelos ingressos que exigem reconhecimento facial, na hora da entrada no estádio. “Tecnologias como esta podem ajudar a endurecer a punição contra os maus torcedores, inclusive banindo-os das torcidas, poupando os demais”, disse.
Segundo Borges, a exclusão de torcidas não resolveria, a longo prazo, o problema da violência. “Isso já foi tentado várias vezes e nunca deu certo”, disse ao afirmar que pessoas não melhoram quando isoladas, seja de um estádio, seja da sociedade.
“O que precisa é um processo educativo que desenvolva, nas pessoas, senso crítico. São necessárias, portanto, políticas voltadas a esses sujeitos mais problemáticos, até porque eles continuarão existindo fora do estádios”.
Polícias
Vieira chama atenção para o papel das polícias, que não precisam ser necessariamente violentas. “Um elemento fundamental é a atuação de batalhões especiais de policiais, inclusive para se comunicarem de forma mais direta com as torcidas organizadas”.
Polícia intervém para evitar conflitos e prisões em estádios – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
“Isso possibilita a execução de plano de prevenção em conjunto com chefes das organizadas. Várias experiências já mostraram que isso dá certo”, acrescentou.
É o que o psicólogo Borges fazia quando era diretor de torcida organizada. “Sempre pensávamos juntos [com a polícia] formas de ajudar os torcedores a se conciêntizarem sobre os perigos desse efeito manada, quando a multidão perde o controle e parte para ações violentas”, disse.
Vieira acrescenta que as polícias deveriam dar atenção especial aos grandes eventos esportivos. “Muitas brigas são marcadas via redes sociais. Elas poderiam ter sido evitadas, caso houvesse um trabalho de inteligência mais eficiente, por parte das polícias”.
O sociólogo considera necessário, também, uma dissociação entre instituições e torcedores. “Clubes e torcidas organizadas têm CNPJ diferentes. Têm formas de organização e dinâmica diferentes, ainda que, sabemos, alguns clubes tenham relações nebulosas, para não dizer umbilicais, com algumas torcidas organizadas”.
O sociólogo, no entanto, alerta: muitos torcedores atuam de forma violenta porque têm certeza da impunidade. “Isso é ruim porque, sem punição a essas atrocidades, dá-se salvo conduto ao indivíduo para repeti-la. Eles não podem receber anistia, porque isso acabará estimulando outros a fazerem o mesmo”, concluiu.
Em janeiro de 2025, a temperatura do planeta registrou 1,75 grau Celsius (°C) acima do nível pré-industrial. Foi a maior já anotada pela série histórica do Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas da União Europeia, ficando 0,79°C acima da média de 1991-2020 para o mês, com temperatura do ar na superfície de 13,23ºC.
“Janeiro de 2025 é outro mês surpreendente, continuando as temperaturas recordes observadas nos últimos dois anos, apesar do desenvolvimento das condições de La Niña no Pacífico tropical e seu efeito de resfriamento temporário nas temperaturas globais”, diz Samantha Burgess, líder estratégica para o clima do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês).
O registro leva o planeta ao 18º mês – dos últimos 19 meses – em que a temperatura média global do ar superficial foi superior a 1,5°C acima do nível pré-industrial. De fevereiro de 2024 a janeiro de 2025, o planeta ficou 1,61°C acima da média estimada de 1850-1900 usada para definir o nível pré-industrial.
De acordo com o relatório da instituição divulgado nesta quinta-feira (6), as temperaturas acima da média foram observadas principalmente no sudeste da Europa, nordeste e noroeste do Canadá, Alasca e Sibéria, sul da América do Sul, África e grande parte da Austrália e Antártica.
Calor excessivo lota praias do Rio de Janeiro e de outras capitais – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Já no norte da Europa, Estados Unidos e nas regiões mais orientais da Rússia, Península Arábica e sudeste Asiático, as temperaturas foram abaixo da média.
A temperatura média da superfície do mar para janeiro foi de 20,78ºC, considerando as zonas temperadas e intertropical, a cerca de 10 metros de profundidade. De acordo com o Copernicus, esse é o segundo valor mais alto anotado para o mês: 0,19°C abaixo de janeiro de 2024.
Chuvas
O relatório informou ainda que janeiro também foi predominantemente mais úmido do que a média, com fortes precipitações que levaram a inundações em algumas regiões.
A média de chuvas foi maior na Europa Ocidental, em partes da Itália, Escandinávia e países bálticos; no Alasca, Canadá, centro e leste da Rússia, leste da Austrália, sudeste da África e sul do Brasil.
Medições
O Copernicus é um programa de observação da Terra que utiliza medições de satélites, navios, aeronaves e estações meteorológicas em todo o mundo para produzir análises de dados da atmosfera, marinho, Terra, alterações climáticas, segurança e emergência.
O programa é coordenado e gerido pela Comissão Europeia e implementado em parceria com estados-membros, Agência Espacial Europeia (ESA), Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos e Centro Europeu de Previsões Meteorológicas em Médio Prazo, entre outros.
A vitória não veio, mas, mesmo assim, a noite desta quarta-feira (5) foi de comemoração para a torcida do Santos, que viu o atacante Neymar reestrear em um empate de 1 a 1 com o Botafogo-SP na Vila Belmiro pela primeira fase do Campeonato Paulista.
Apesar do tropeço em casa o Peixe continua liderando o Grupo B, agora com oito pontos. Já a equipe de Ribeirão Preto permanece na lanterna do Grupo A após o confronto, agora com quatro pontos em sete partidas.
Os gols foram marcados pelos atacantes Tiquinho Soares (aos 37 minutos do primeiro tempo em favor do Santos) e Alexandre Jesus (pelo Botafogo aos 21 da etapa final), mas o grande destaque da noite foi Neymar. O camisa 10 do Peixe entrou no gramado após o intervalo.
Com a bola no pé, Neymar se movimentou e tentou muito marcar, em seis oportunidades no total. A chance mais clara foi criada aos 15 minutos da etapa final, quando se livrou de seis adversários antes de bater de esquerda para defesa do goleiro João Calos.
Agora, a próxima oportunidade de Neymar chegar à primeira vitória em seu retorno ao Santos será no próximo domingo (9), em partida contra o Novorizontino, no estádio Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte.
Em uma partida movimentada disputada no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Fluminense derrotou o Vasco por 2 a 1, na noite desta quarta-feira (5), para continuar sonhando com a classificação para as semifinais do Campeonato Carioca.
Com o triunfo obtido na partida transmitida ao vivo pela Rádio Nacional, o Tricolor das Laranjeiras pulou para a 6ª posição da classificação da Taça Guanabara, com 10 pontos. Já o Cruzmaltino permaneceu com 13 pontos, na 3ª colocação. A liderança é ocupada pelo Flamengo, que goleou a Portuguesa por 5 a 0 nesta quarta para chegar aos 13 pontos.
Virada tricolor
Os primeiros minutos do confronto foram marcados pela superioridade do Vasco, que precisou de apenas um minuto para abrir o marcador. Após falha do lateral colombiano Gabriel Fuentes, Paulinho encontrou na ponta direita o argentino Vegetti, que rolou para Philippe Coutinho escorar para o fundo do gol.
Mais organizada, a equipe de São Januário continuou melhor no confronto, encontrando as melhores oportunidades de marcar. O panorama só mudou após a parada técnica aos 25 minutos. A partir de então o técnico Mano Menezes posicionou Jhon Arias de forma mais adiantada, e a mudança deu resultado aos 28 minutos, quando o colombiano foi derrubado em jogada de contra-ataque.
E o próprio Arias cobrou a falta aos 31 minutos, levantando a bola na área para Thiago Silva marcar de cabeça. A equipe das Laranjeiras continuou melhor, e conseguiu chegar ao gol da vitória ainda antes do intervalo. Aos 41 minutos, após bate e rebate na área vascaína, a bola sobrou para Fuentes, que acertou forte chute. Cano desviou no meio do caminho e venceu o goleiro Léo Jardim.
Na etapa final a equipe comandada por Mano Menezes continuou melhor e conseguiu segurar a vitória até o apito final.
O Consórcio do Nordeste, entidade que reúne os nove estados da região, deu posse nesta quarta-feira (5) ao novo presidente, o governador Rafael Fonteles (PT), do Piauí, em uma cerimônia em Brasília. Ele sucede a governadora Fátima Bezerra (PT), que esteve à frente do grupo ao longo do ano passado.
“É uma imensa honra assumir a liderança do Consórcio do Nordeste em um momento tão decisivo para a nossa região. Com coragem e empenho, continuaremos promovendo ações que valorizem nossas potencialidades, estimulem o crescimento econômico e fortaleçam nosso compromisso com a equidade social”, escreveu o governador em suas redes sociais. Temas como sustentabilidade, segurança e economia estão entre as prioridades do mandato de Fonteles, que vai até dezembro deste ano.
Criado em 2019, o Consórcio Nordeste busca promover a integração regional, articular políticas públicas integradas, atrair investimentos, realizar compras compartilhadas e estimular o desenvolvimento e o bem-estar da região.
Durante o evento que marcou a posse de Fonteles, foi assinado um memorando de entendimento entre o Consórcio Nordeste e o Ministério da Fazenda, em torno da agenda da Transformação Ecológica do governo federal. A solenidade contou com a presença de ministros do governo, como Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Reunião no Planalto
No fim da tarde, seis dos nove governadores e outros três vice-governadores foram recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.
“Desejei um bom trabalho ao governador do Piauí e novo presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, que terá como foco de sua gestão a sustentabilidade, a segurança, a saúde e a economia da região. Conte com o apoio do governo federal”, escreveu o presidente em postagem nas redes sociais.
Perfil
Rafael Fonteles tem 39 anos e iniciou a carreira política como secretário da Fazenda do Piauí (2015-2022), quando coordenou o Pró-Piauí, programa de investimento com foco no eixo social e no desenvolvimento econômico. Em 2022, foi eleito governador do Piauí, com a maior votação da história política do estado.
Fonteles é bacharel em Matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestre em Economia Matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).