Brasil condena demolição de agência da ONU por Israel em Jerusalém

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), condenou nesta quinta-feira (22) a demolição, por determinação de autoridades israelenses, da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), em Jerusalém Oriental. O local é considerado território palestino.

“Medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. Também contrariam os pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça de 19/7/2024, sobre práticas de Israel no território palestino ocupado, inclusive Jerusalém Oriental, e de 22/10/2025, sobre as obrigações de Israel em relação à ONU e a outros atores no território palestino ocupado”, disse o Itamaraty, em nota.

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A demolição foi iniciada na terça-feira (20) e ocorre após a aprovação, pelo parlamento israelense, no fim do ano passado, de uma legislação que autorizou corte do fornecimento de água e eletricidade no prédio, bem como permite expropriação de imóveis da agência da ONU.

Em declaração nas redes sociais, o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, descreveu a demolição como um “ataque sem precedentes” contra as Nações Unidas, cujas instalações são protegidas pelo direito internacional.

O Itamaraty informou ainda que, no exercício da presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, segue apoiando a continuidade das atividades da agência na prestação de serviços essenciais a 6 milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, no Líbano e na Síria.

Segundo o chefe da agência, as instalações da UNRWA já foram alvo de incêndios criminosos em meio a uma “campanha de desinformação em larga escala” promovida por Israel. 

Os ataques ocorreram apesar de uma decisão tomada pela Corte Internacional de Justiça, em outubro do ano passado, que reafirmou que Israel era obrigado a “facilitar as operações” no local, e que o Estado judaico não tem jurisdição sobre Jerusalém Oriental.

Obras do Centro de Futebol Feminino em Araraquara começam na segunda

O primeiro centro de treinamento de futebol feminino dedicado exclusivamente à modalidade começa a sair do papel na próxima segunda-feira (26), em Araraquara (SP). O projeto, que conta com investimento de R$ 34,5 milhões, é fruto de uma parceria da prefeitura da cidade com Petrobras, Fundação de Amparo ao Esporte do Município de Araraquara (Fundesport) e o clube Ferroviária.

O evento de início das obras terá a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do ex-prefeito da cidade e atual presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva. A viabilização do Centro de Treinamento do Futebol Feminino é fruto de um convênio firmado durante a gestão de Silva na prefeitura, cujos projetos executivos e autorizações para construção foram liberados pela estatal no final de 2025.

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“Em Araraquara, o projeto do futebol feminino começou em 2001, antes mesmo de se tornar uma obrigação. Aqui foi uma escolha. Minha gratidão à presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e ao presidente Lula, que têm tratado o futebol feminino no Brasil como prioridade”, afirmou Edinho Silva.
Cerimônia de assinatura de convênio, em dezembro de 2025. Foto: Rafael Zucco/Ferroviária

Estrutura

O novo centro de treinamento será erguido em uma área de 138 mil metros quadrados no Parque do Pinheirinho, onde funciona o CT Olegário Tolói de Oliveira, do clube Ferroviária.

O complexo foi planejado para oferecer uma infraestrutura completa, voltada para o alto rendimento e o bem-estar das atletas.

Serão cinco campos de futebol com irrigação eletrônica e um miniestádio iluminado, além de hotel com capacidade para 82 atletas, academia, setor de fisioterapia e centro médico, áreas pedagógicas e espaços de convivência.

O complexo poderá receber jogos de torneios da Federação Paulista (FPF) e da Confederação Brasileira da modalidade (CBF). 

Formação Integral

O foco do CT será o atendimento a cerca de 240 atletas das categorias de base (Sub-12, Sub-14, Sub-15, Sub-17 e Sub-20), abrangendo jogadoras entre 11 e 20 anos.

Além da preparação técnica, o projeto prevê ações educativas que abordam temas como saúde da mulher, diversidade, educação financeira, inteligência emocional e a história da modalidade.

Para a população local, será criada uma escolinha de futebol gratuita, integrando o complexo à comunidade araraquarense.

Anvisa recolhe lote de chocolate Laka por problema na embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que o lote CC28525493 do Chocolate Branco Laka deverá ser recolhido por estar com a embalagem errada. O produto Laka Oreo foi embalado com o rótulo do Chocolate Branco Laka.

A determinação da Anvisa ocorreu após a fabricante do produto, Mondelez Brasil Ltda, comunicar o recolhimento voluntário do lote e a retirada do produto do mercado após constatar o erro na embalagem.

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De acordo com a Anvisa, para pessoas com condições específicas de saúde, como celíacos e alérgicos ao glúten, a falta dessa informação traz riscos à saúde.

“Essa falha técnica faz com que os ingredientes descritos no rótulo não correspondam ao produto. A troca de embalagens também resultou na falta da declaração obrigatória da presença de glúten no produto, que é obrigatória por lei”, disse a agência, em nota.

A Anvisa também determinou o recolhimento do Glitter e Glitter Holográfico da marca Flex Fest. Os produtos, que são da empresa AP Viola Artes e Festas Ltda (Flex Fest), tiveram a sua comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso suspensos. “O motivo da suspensão é porque os itens contêm materiais plásticos, o que os torna impróprios para serem consumidos em alimentos”, explicou a Anvisa.

Ibovespa renova recorde e supera 175 mil pontos com capital externo

O alívio nas tensões globais provocados por recuos do presidente Donald Trump voltaram a beneficiar o mercado financeiro. A bolsa de valores acumulou o terceiro recorde consecutivo e superou a marca de 175 mil pontos. O dólar fechou abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde novembro.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (22) aos 175.589 pontos, com alta de 2,2%. No melhor momento do pregão, às 12h39, chegou a subir 3,27% e a aproximar-se dos 178 mil pontos.

O avanço foi sustentado principalmente por ações de bancos, com grande peso no índice, em um movimento que reflete a realocação global de recursos em direção a mercados emergentes. O volume de negociações voltou a ser expressivo, somando R$ 44,1 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 30 bilhões em 2026.

Dados da B3 reforçam o papel do investidor estrangeiro na alta recente. Em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital externo na bolsa brasileira foi positivo em quase R$ 8,8 bilhões. Com o resultado desta quinta, o Ibovespa acumula alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano, caminhando para o melhor desempenho semanal desde outubro de 2022.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pela euforia. O dólar comercial fechou a quinta vendido a R$ 5,284, com recuo de R$ 0,036 (-0,67%). A cotação operou em estabilidade durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima das mínimas do dia.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 11 de novembro, quando estava a R$ 5,27. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,73%.

O cenário internacional sustentou o mercado financeiro nesta quinta. As bolsas globais reagiram positivamente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de tarifas comerciais contra países europeus, em meio às negociações envolvendo a Groenlândia. Em Wall Street, o índice S&P 500 subiu 0,55%.


*com informações da Reuters

Morre Ronan Tyezer, técnico do Águia de Marabá Sub-20, após acidente

O clube Águia de Marabá comunicou a morte de Ronan Tyeser, técnico do time sub-20, nesta quinta-feira (22), por meio de publicação nas rede sociais. O treinador de 44 anos estava Internado há uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em hospital regional do Tocantins, após acidente com o ônibus que transportava a equipe. Em nota, o clube afirmou que a causa da morte foi trauma cranioencefálico.

O técnico ficou gravemente ferido na colisão do ônibus com um caminhão parado no km 591 da BR 153, na noite do último dia 15. O acidente já vitimara o preparador físico Hecton Alvez, que morreu no local. A delegação do equipe sub-20 do Azulão retornava ao Pará, após eliminação para o Juventude, na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, Guaratinguetá (SP).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Águia de Marabá (@aguiademaraba)

A Federação Paraense de Futebol afirmou que a entidade está de luto, em nota publicada nas redes sociais.

“Com profundo pesar, manifestamos nosso mais sincero sentimento pela perda de Ronan Tyezer Rodrigues, o nosso Tyezer, profissional que fez parte da história do futebol paraense e que deixa uma lacuna irreparável entre todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”.

O clube Remo também se solidarizou com parentes e amigos do treinador paraense.

Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso

A Receita Federal rebateu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta elevação da tributação sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as alegações ignoram as regras legais de apuração do imposto e levam à conclusão equivocada de que os profissionais da educação passariam a pagar mais IR após o aumento salarial.

Em nota, o Fisco destaca que a reforma do Imposto de Renda faz com que mais contribuintes deixem de pagar IR e outros passem a pagar menos, tornando a tributação mais progressiva. Sancionada no fim do ano passado, a Lei 15.270/2025 ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e reduziu o imposto devido sobre rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

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“Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025”, destacou a Receita no comunicado.

De acordo com a Receita, a categoria está entre as diretamente beneficiadas pelas novas regras.

Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar aproximadamente R$ 46,78 mensais de IR.

Segundo o Fisco, o efeito combinado do reajuste salarial e da redução do imposto garante ganho real no salário líquido, ao mesmo tempo em que corrige distorções na tributação sobre a renda dos profissionais da educação.

Receita prevê arrecadar R$ 200 bi com modelo de cobrança amigável

A Receita Federal estima arrecadar R$ 200 bilhões este ano com a aposta em um modelo de “cobrança amigável”. Baseada na autorregularização de inadimplentes ocasionais e no endurecimento a devedores contumazes, a estratégia levou o Fisco a um recorde histórico de arrecadação em 2025.

Ao detalhar a arrecadação de 2025 na manhã desta quinta-feira (22), o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que a iniciativa marca uma mudança definitiva na atuação do órgão.

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“O ano de 2026 vai ser um ano de mudança de paradigma e de postura da Receita Federal, deixando completamente a postura antiquada de um Fisco reativo e repressor para uma Receita que antecipa problemas, orienta os contribuintes e evita o litígio”, explicou.

A estratégia prioriza o diálogo, a orientação e o tratamento diferenciado conforme o perfil do contribuinte, com rigor concentrado nos devedores contumazes. De acordo com Barreirinhas, o objetivo é ampliar a arrecadação sem recorrer a disputas judiciais prolongadas.

“A cobrança amigável vem depois da inadimplência inicial, mas antes do litígio, interrompendo esse processo”, disse o secretário da Receita.

Anteriormente definida como uma diretriz pela Receita, a cobrança amigável foi incorporada à Lei Complementar 225, sancionada no início do mês. 

Em fevereiro de 2024, o governo enviou ao Congresso um projeto para beneficiar bons contribuintes. O Congresso, no entanto, aprovou em dezembro o projeto de lei complementar de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que instituiu a cobrança amigável e o combate aos devedores contumazes no Código de Defesa do Contribuinte.

Estratégia

O modelo se apoia em cinco pilares:

  •     Orientação como regra para prevenir irregularidades;
  •     Ausência de multas para bons pagadores;
  •     Autorregularização para contribuintes adimplentes ou ocasionais;
  •     Penalidades menores para contribuintes médios;
  •     Atuação rigorosa contra devedores contumazes e crimes tributários.

Arrecadação com cobrança amigável

  •     2022: R$ 130,5 bilhões;
  •     2023: R$ 146,6 bilhões;
  •     2024: R$ 171,2 bilhões;
  •     2025: R$ 177,5 bilhões.

A expectativa do Fisco é consolidar as novas diretrizes e alcançar R$ 200 bilhões este ano com a cobrança amigável.

Devedores contumazes

Em relação aos maus pagadores, a Receita pretende endurecer a fiscalização dos contribuintes que usam a inadimplência como estratégia de negócio. Segundo o Fisco, poucas empresas se enquadram nessa categoria, mas devem bilhões ao governo.

Segundo a Receita, são classificadas como devedores contumazes:

  •    15 empresas inativas, com R$ 23,1 bilhões em débitos;
  •    7 empresas irregulares, com R$ 15 bilhões;
  •    13 empresas regulares, com R$ 4,6 bilhões.

Segundo Barreirinhas, o Fisco pretende enfrentar o setor de cigarros, que concentra os devedores contumazes. O secretário afirmou que a nova lei deve ampliar punições e coibir práticas recorrentes de sonegação. 

“São recursos que deixam de ir para saúde, educação e previdência. Essa realidade precisa mudar”, disse.

Governo enviará proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso

O governo brasileiro quer acelerar a aprovação, pelo Congresso Nacional, do acordo de parceria comercial que representantes políticos do Mercosul e da União Europeia assinaram no último sábado (17).

Segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar, nos próximos dias, a proposta de adesão e internalização do tratado para apreciação da Câmara dos Deputados.

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“Houve um percalço, mas vamos superá-lo”, disse Alckmin, referindo-se à decisão do Parlamento Europeu desta quarta-feira (21). Por 334 votos favoráveis, 324 contrários e 11 abstenções, os eurodeputados aprovaram a proposta de pedir ao Tribunal de Justiça da União Europeia um parecer jurídico sobre a legalidade do acordo.

Na prática, a iniciativa do Parlamento Europeu paralisa o processo de implementação do acordo, que, para entrar em vigor, ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos dos 32 países envolvidos: 27 europeus e cinco sul-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai). Em média, o Tribunal de Justiça da União Europeia costuma demorar cerca de dois anos para emitir um parecer.

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“O Brasil não vai parar. Vai continuar com o processo, encaminhando o pedido de internalização do acordo para o Congresso Nacional [brasileiro]”, acrescentou o vice-presidente, destacando que algumas lideranças políticas europeias favoráveis à implementação do acordo, como o chanceler alemão Friedrich Merz, defendem que os termos do acordo sejam aprovados e gradualmente implementados, em caráter provisório, enquanto o tribunal não dá sua palavra final sobre a iniciativa.

“Quanto mais rápido agirmos, melhor, pois entendo que isto ajudará para que haja uma vigência transitória enquanto há a discussão na área judicial”, argumentou Alckmin. “Nosso objetivo é que não haja atraso [na implementação do acordo]”.

Pouco após Alckmin se reunir com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e, ao final do encontro, conversar com jornalistas, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, também comentou o impasse decorrente da decisão do Parlamento Europeu.

Segundo Viana, a eventual paralisação do processo, após 26 anos de negociações, gera “certa apreensão”, embora as autoridades brasileiras mantenham o otimismo.

“Entendemos que este é um bom acordo para os dois lados [Mercosul e União Europeia], mas que enfrenta muita resistência porque há, na Europa, um lobby muito grande contra os produtos brasileiros. Respeitamos as diferenças, mas fizemos nosso dever de casa e, agora, falta o Parlamento Europeu fazer o dele”, comentou Viana, revelando que a Apex planeja encabeçar uma ação para promover a imagem do Brasil na União Europeia e, assim, tentar convencer a opinião pública europeia de que o acordo Mercosul/União Europeia trará benefícios à população dos dois blocos de integração regional.

“O que há, de fato, é uma disputa de narrativa. E, por isto, vamos trabalhar a imagem do Brasil […] Disputar a opinião pública e o parlamento na Europa”, concluiu Viana, assegurando que já conversou com o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que lhe garantiu que a análise do acordo será uma prioridade para o Parlamento. 

De acordo com a ApexBrasil, a implementação do acordo de livre comércio Mercosul/União Europeia pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, promovendo a diversificação das vendas internacionais brasileiras. Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.

 

Governo quer que Enamed seja exame de proficiência para médicos

O governo federal vai propor ao Congresso Nacional que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) se torne também um exame de proficiência, para determinar se o médico recém-formado está apto a exercer a medicina.

A proposta prevê que o registro profissional dos médicos dependa do desempenho nesta avaliação.

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De acordo com o ministro da Saúde Alexandre Padilha, o governo quer aproveitar que o Congresso já está discutindo a criação de um exame de proficiência médica para apresentar essa proposta como mais vantajosa:

“Primeiro porque ele [o exame] vai ser feito no segundo, no quarto e no sexto ano (de faculdade), ou seja, ele avalia o progresso. E ele é feito pelo Ministério da Educação, que tem como interesse principal a formação médica, e não por outra entidade que possa ter qualquer outro interesse com relação a isso”, declarou o ministro em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

Padilha esclareceu que a proposta só pode entrar em vigor após uma mudança na legislação brasileira, portanto, valeria para edições futuras do Enamed e não para a edição de 2025, que teve o seu resultado divulgado esta semana. O ministro também rebateu as acusações de que o exame tenha mostrado uma realidade catastrófica da formação médica no Brasil.

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“A grande maioria dos estudantes tiveram um resultado muito positivo e mesmo nas instituições que foram mal avaliadas, você tem alunos que tiveram um resultado muito positivo”, destacou o ministro.

“Mais importante que o Enamed são as medidas para melhorar essas instituições (que não tiveram bom desempenho) e se elas não melhorarem, elas não vão poder fazer mais vestibular, não vão poder ampliar vagas e talvez não possam nem mais funcionar”, defendeu o ministro.

De acordo com Padilha, o Enamed é apenas uma das iniciativas tomadas recentemente para aprimorar a formação médica, assim como a aprovação de novas diretrizes curriculares e a criação do Exame Nacional de Residência – Enare, prova unificada para cursos de residência de todo o país, que a partir deste ano passa a aceitar a nota do Enamed como forma de ingresso.

Exame de proficiência

A hipótese de utilizar o Enamed como exame de proficiência foi levantada pelo Conselho Federal de Medicina, mas o CFM estuda fazer isso ainda com os resultados de 2025, impedindo o registro dos formandos que tenham obtido nota insuficiente no exame. Para a entidade, o resultado do Enamed aponta um “problema estrutural gravíssimo” na formação médica do país, já que cerca de um terço dos cursos tiveram desempenho insuficiente, a maioria da rede privada ou municipal.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Médicos Pós-Graduados (Abramepo) defende que a utilização do Enamed já realizado como prova de proficiência pelo CFM seria “usurpação de funções” e “oportunismo midiático”.

“A reprovação de 30% dos cursos de medicina e o baixo desempenho de milhares de formandos confirmam um cenário que a entidade vem denunciando: a precarização do ensino e a necessidade urgente de uma vigilância estatal mais rígida sobre a qualidade da formação médica no Brasil. O que não se pode admitir é que uma autarquia de classe atue como um “segundo filtro” acadêmico, extrapolando suas atribuições éticas para criar barreiras ao trabalho”, declarou a Abramepo em nota.

Sisu 2026: inscrições para 274,8 mil vagas terminam nesta sexta-feira

Os interessados em participar do processo seletivo de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) podem se inscrever até esta sexta-feira, 23 de janeiro. 

Uma das novidades desta edição é que quem participou de pelo menos uma das três últimas edições do Enem – 2023, 2024 e 2025 – pode se inscrever para concorrer a vagas oferecidas pelas instituições que aderiram ao processo seletivo. É obrigatório, ainda, já ter concluído o ensino médio. 

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O Sisu 2026 oferecerá 274,8 mil vagas em 7.388 cursos de 136 instituições públicas de ensino superior – a maior oferta da história, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). 

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Como participar do Sisu

A inscrição para o Sisu é gratuita. O candidato deverá realizá-la exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O participante poderá se inscrever em até dois curso e indicar sua preferência como primeira e segunda opção.

Ao se inscrever, é preciso preencher, obrigatoriamente, um cadastro socioeconômico. Aquele candidato que deseja concorrer às modalidades de reserva de vagas, previstas na Lei de Cotas e nas ações afirmativas próprias das instituições, deve fazer a opção no momento da inscrição.

Como é feita a seleção

A seleção do candidato será com base na nota do Enem de 2023 a 2025 que resulte na melhor média ponderada, de acordo com a opção de curso. O participante não pode ter tirado nota zero na redação.

Aos candidatos que participaram de mais de uma das últimas edições do Enem, o sistema de inscrição do Sisu selecionará automaticamente a edição que oferece a melhor média ponderada para cada opção de curso escolhida. 

As notas de treineiros (estudantes que não terminaram o ensino médio e fazem o exame apenas para autoavaliação) não serão consideradas.

O resultado da única chamada regular será divulgado em 29 de janeiro, conforme prevê o edital

Vagas 

Na edição com número recorde de vagas, o MEC destaca que o Sisu 2026 incluiu novos campi no processo seletivo e a ampliou os cursos de tecnologia, inteligência artificial e licenciaturas. 

Considerado apenas as vagas reservadas, no contexto da Lei de Cotas e demais ações afirmativas próprias das instituições de ensino, são mais de 148,9 mil vagas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas, estudantes egressos de escolas públicas ou comunitárias, além de pessoas com deficiência. Este quantitativo corresponde a 54,3% de todas as vagas disponibilizadas.

Sobre os cursos, mais de 73 mil são para cursos de licenciaturas presenciais de 18 áreas. Os estudantes que optarem por esses cursos poderão se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas e terão direito ao incentivo financeiro mensal no valor de R$ 1.050, durante todo o curso.

A universidade com o maior número de vagas no Sisu é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 9.120 vagas. Em seguida, estão a Universidade Federal Fluminense (UFF), com 8.931; e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 8.005.

A lista dos cursos com mais vagas é liderada por pedagogia, com 10.145 oportunidades. Na segunda posição, está o curso de administração (9.462) e, na sequência, matemática (9.332 vagas).

Ferramenta

Para apoiar os estudantes no processo de escolha do curso, o portal do Sisu disponibiliza a consulta às vagas de cursos por instituição, município, turno, grau acadêmico e modalidade de concorrência. A plataforma possibilita acompanhar as informações como número de vagas e notas de corte parciais, durante o período de inscrições do Sisu.

Sisu

O programa federal tem como objetivo de ampliar o acesso dos estudantes do ensino médio a instituições públicas de educação superior, por meio do Enem. O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo. A maioria das instituições participantes é da rede federal de educação superior, com destaque para universidades e institutos federais.

Confira as informações sobre as inscrições na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Relatório da ONU mostra aumento do turismo internacional no Brasil

Com alta de 37% em 2025, frente ao ano anterior, o turismo internacional no Brasil ganhou destaque na última edição do Barômetro Mundial do Turismo, divulgada na terça-feira (20).

A pesquisa, que é feita pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que o país superou destinos que também tiveram forte expansão, como Egito, com 20%; Marrocos, 14%; e Ilhas Seychelles, com 13% de alta. Segundo o relatório, mais de 1,5 bilhão de turistas viajaram internacionalmente em 2025, quase 60 milhões a mais do registrado em 2024.

Brasil atrativo

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No último ano, o Brasil registrou o recorde na chegada de turistas estrangeiros, com 9,3 milhões de visitantes desembarcando no território nacional, superando a meta anual de 6,9 milhões prevista no Plano Nacional de Turismo 2024-2027.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, explicou que o Brasil tem atrativos como nenhum outro destino no mundo e isso, segundo ele, atrai o desejo do turista de fora de conhecer as belezas, a cultura, a gastronomia e o povo brasileiro.

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Bondinho do Pão de Açucar – Rio de Janeiro –  Tomaz Silva/Agência Brasil

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, os números da ONU Turismo confirmam que a estratégia de reposicionamento da imagem do Brasil no exterior é um sucesso sem precedentes.

De acordo com o Ministério do Turismo, o desempenho recorde brasileiro confirma o protagonismo do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, além de sinalizar um cenário promissor para os próximos anos, em linha com as diretrizes do Plano Nacional de Turismo.

Sem Censura é indicado ao Prêmio APCA pelo segundo ano seguido

Pelo segundo ano consecutivo, o programa Sem Censura, da TV Brasil, é indicado na categoria de Melhor Programa de Televisão do Prêmio APCA, organizado pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2025, a atração venceu a disputa. Apresentada por Cissa Guimarães, a produção concorre com as produções Acerte ou Caia! (Record), Globo Rural (Globo), Show 60 Anos (Globo) e Viver Sertanejo (Globo).

A apresentadora Cissa Guimarães agradece ao público por mais uma conquista. “Eu acho que, além de ser nosso, da equipe da TV Brasil, ele é do povo brasileiro, porque é para eles que a gente faz o programa, e eles fazem junto com a gente, com esse prestígio, esse tempo e essa audiência”, comemora.

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O diretor da atração, Bruno Barros, que é profissional de carreira na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), destaca que a indicação reflete o compromisso com a comunicação pública de qualidade. “Estamos muito felizes com o reconhecimento do trabalho da nossa equipe que se empenha diariamente para fazer um programa cada vez melhor, reunindo pessoas diferentes para conversar e contar histórias que nos dão ainda mais orgulho do nosso país”, afirma.

Para a diretora de Conteúdo e Programação da EBC, Antonia Pellegrino, “a indicação em dois anos consecutivos mostra que a estratégia de buscar relevância através do investimento em produção própria, realizada com cuidado em cada escolha estética e, sobretudo, na escalação da âncora e dos convidados, mostra que acertamos na direção”. “A comunicação pública, quando realizada com alto padrão de qualidade, é competitiva”, resume.

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Programa premiado

Considerada um clássico da televisão brasileira, a atração reestreou, em 2024, na programação da TV Brasil, e tem conquistado o reconhecimento de público e crítica. Entre os destaques, foi vencedora do Prêmio Melhores do Ano NaTelinha 2025, na categoria Melhor Programa de Entrevistas, pelo segundo ano consecutivo.

O Sem Censura é exibido de segunda a quinta-feira, ao vivo, das 16h às 18h, e tem edições especiais toda sexta-feira, no mesmo horário.

Com um quadro fixo de debatedores que se revezam ao longo da semana, o Sem Censura recebe artistas e profissionais de diversas áreas para discutir temas atuais de interesse da sociedade. Em 2025, a produção da TV Brasil comemorou 40 anos no ar.

Sobre o Prêmio APCA

Desde 1956, a APCA reconhece, por meio de premiação, a excelência profissional em áreas como arquitetura, artes visuais, dança, literatura, moda, música erudita, música popular, rádio, teatro, teatro infantil e televisão. A área de televisão passou a integrar o Prêmio APCA em 1972. Esse é um dos troféus mais importantes e tradicionais do Brasil.

Serviço

Sem Censura – segunda a sexta, às 16h, na TV Brasil
Sem Censura (reprise) – segunda a sexta, às 23h30, na TV Brasil
Sem Censura – Spotify – https://open.spotify.com/show/09O9CTA1nHctKJ2AdII0JZ
Sem Censura – YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
Sem Censura – TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br

Livro marca 200 anos de relações Brasil – Santa Sé

Organizado pelo cardeal Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, será lançado em Roma, na Itália, nesta sexta-feira (23), o livro De Leão a Leão – 200 anos Brasil-Santa Sé. O lançamento ocorrerá na residência oficial do embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Éverton Vieira Vargas, após Missa Solene em Ação de Graças pelo Bicentenário das Relações Diplomáticas Brasil e Santa Sé, na Basílica Papal de Santa Maria Maggiore.

O livro comemora o bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, no período compreendido entre 23 de janeiro de 1826 e 23 de janeiro de 2026. A Santa Sé, ou Sé Apostólica, é a instituição governamental da Igreja Católica, sediada no Vaticano, enquanto o Vaticano é um território físico e uma cidade-estado em Roma, que serve como sede para a Santa Sé, abrigando as residências papais, basílicas e museus. 

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O papa é chefe de ambos, mas a Santa Sé tem personalidade jurídica internacional para tratar com outros países e a Cidade do Vaticano é o Estado-território que garante a independência da Santa Sé.

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Imersão

De acordo com informação do Santuário Cristo Redentor, a obra faz uma imersão histórica e visual em dois séculos de diálogo institucional entre o Estado brasileiro e a Igreja Católica, além de abordar a evolução das relações bilaterais ao longo do tempo. O prefácio é do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé.

O livro apresenta uma cronologia fotográfica baseada em rigorosa pesquisa histórica. Imagens e texto auxiliam a compreensão sobre a importância, a continuidade e a evolução das relações bilaterais ao longo do tempo. Editado pelo Instituto Redemptor, o livro é bilíngue (português e italiano).

Ainda na sexta-feira, às 20h (horário de Brasília), o monumento do Cristo Redentor, no Morro do Corcovado, no Cosme Velho, bairro da zona sul carioca, receberá iluminação especial, para celebrar a data.

UBSs realizam Dia D de vacinação contra sarampo neste sábado em SP

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza neste sábado (24), uma ação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para intensificar a vacinação contra o sarampo e a febre amarela. Chamada de Dia D, a medida visa verificar e atualizar a carteirinha vacinal da população em todas as regiões da cidade.

As UBSs funcionarão no sábado, das 8h às 17h, e disponibilizarão diversos imunizantes do calendário vacinal. As vacinas também serão ofertadas, no mesmo período, nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas. A população pode localizar a unidade mais próxima por meio da plataforma Busca Saúde. Acesse a plataforma aqui https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/ .

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Em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, ações de multivacinação também acontecerão nos Centros Educacionais Unificados (CEUs), no sábado, das 9h às 16h.

Segundo a coordenadora da Vigilância em Saúde, Mariana Araújo, “a vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo, a febre amarela, e diversas doenças. Manter a caderneta atualizada é essencial para a saúde de toda a população, pois evita a reintrodução e a circulação de doenças imunopreveníveis”.

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A SMS aponta que desde que as ações de intensificação da vacinação começaram em 12 de janeiro, mais de 30 mil doses de imunizantes foram aplicadas. Dessas doses, 16.024 foram vacinas contra sarampo e 14.748 contra febre amarela.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Mais de 300 pets estarão disponíveis para adoção em evento em SP

No próximo sábado (24), a prefeitura de São Paulo, disponibilizará mais de 300 pets para adoção no evento “Recomeços: um ano novo, um novo lar”, que será realizado no Centro Municipal de Adoção, no bairro de Santana.

Além da adoção dos pets, o público poderá se informar sobre cuidados básicos e como fazer a guarda responsável dos animais. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, todos os animais do evento estão castrados, vacinados, vermifugados, identificados com chip e com Registro Geral do Animal (RGA).

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Quem decidir adotar um pet tem de levar caixa de transporte no caso de adoção de gatos, ou coleira com guia no caso de adoção de cães. Também é necessário fazer o pagamento de uma taxa de R$ 35,80, ser maior de 18 anos, apresentar documento com foto e comprovante de residência recente.

Além disso, o evento permite aos visitantes que adotarem um cão ou gato acima de 8 anos de idade e que residam na capital ter acesso ao cartão Cuida Bem Idoso. Ele possibilita atendimento prioritário e vitalício em qualquer dos quatro hospitais veterinários públicos, localizados nas zonas norte, leste, sul e oeste.

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Quem não puder ir ao evento no sábado, pode comparecer ao Centro Municipal de Adoção, que permanece aberto para visitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 15h, exceto feriados.

A ação da prefeitura neste sábado será em Santana, na Rua Santa Eulália, número 86, das 9h às 17h.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Inmetro recomenda atenção na compra do bebê conforto

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) orienta os pais a terem atenção na compra e utilização da cadeirinha do bebê conforto, equipamento obrigatório para garantir a segurança de recém-nascidos e bebês durante o transporte em veículos automotores. 

Segundo o instituto, o primeiro aspecto a ser observado é se o produto possui o selo de certificação do Inmetro, que indica que o equipamento foi submetido a ensaios e atende aos requisitos técnicos obrigatórios. 

De acordo com o diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro (Dconf), João Nery, é importante também a verificação das informações fornecidas pelo fabricante, como faixa etária, peso e altura indicados no manual. No Brasil, o uso do bebê conforto é obrigatório para o transporte de crianças de até 1 ano, até 13 kg ou até 75 cm.

“Essas especificações determinam se o modelo é compatível com as características da criança e devem ser rigorosamente respeitadas, uma vez que a escolha de um equipamento inadequado pode comprometer a proteção oferecida pelo dispositivo. É imprescindível que esses produtos sejam adquiridos em mercados formais e que os consumidores verifiquem a presença da marca do Inmetro”. 

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O diretor destaca também que o uso correto do bebê conforto é fundamental para a segurança. A instalação deve ser feita no banco traseiro do veículo, sempre virado para trás (de costas para o motorista), posição que reduz significativamente o risco de lesões em caso de frenagens bruscas ou colisões.

“Além da instalação, as alças internas devem estar ajustadas ao corpo da criança, nem frouxas, nem excessivamente apertadas, garantindo que a retenção seja eficaz em caso de impacto. O manual do fabricante e os indicadores do próprio equipamento orientam o uso correto”, enfatiza Nery.

É recomendado ainda que os recém-nascidos não passem mais de uma hora seguida nesses dispositivos. “O bebê conforto foi projetado exclusivamente para o transporte veicular, não sendo recomendado manter a criança por períodos prolongados no dispositivo fora do carro”, ressalta o diretor.

Além do bebê conforto, outros dispositivos para uso de crianças, como a cadeira de segurança e a cadeira de elevação, também devem ser utilizados conforme a idade, o peso e a altura da criança, sempre de acordo com as orientações de segurança e a legislação vigente.

A cadeira de segurança é indicada para crianças de 1 a 4 anos, ou com peso de até 18 kg, e também deve ser instalada no banco traseiro do veículo. Nesse equipamento, a criança permanece sentada e posicionada de frente para o movimento do carro, conforme as especificações do fabricante. Alguns modelos suportam pesos maiores, podendo chegar a 36 kg.

Já o assento de elevação é destinado a crianças com peso entre 15 kg e 36 kg, geralmente na faixa etária de 4 a 7 anos. Sua função é elevar a criança para que o cinto de segurança do veículo seja corretamente posicionado sobre as partes adequadas do corpo, como quadril, centro do peito e meio do ombro.

Oscar anuncia indicados nesta quinta; Agente Secreto é um dos cotados

A 98ª edição do Oscar entra em sua etapa decisiva com o anúncio oficial dos indicados, marcado para esta quinta-feira (22), a partir das 10h30 (horário de Brasília). É o momento em que a temporada de premiações ganha contornos definitivos e os filmes que atravessaram o último ano passam a disputar, oficialmente, o lugar na história do cinema.

A revelação dos nomes será feita pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences (Ampas), encerrando a primeira fase de votação, que terminou na sexta-feira (16). Mais de 10 mil profissionais da indústria cinematográfica,  entre atores, diretores, roteiristas e técnicos, participaram do processo, votando majoritariamente dentro de suas próprias áreas. A exceção é a categoria de Melhor Filme, que conta com o voto de todos os membros da academia.

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Para quem deseja acompanhar o anúncio em tempo real, a transmissão será feita diretamente pelo site oficial da academia, o Oscar.org. A cerimônia será apresentada, em inglês, pela atriz Danielle Brooks e pelo ator Lewis Pullman.

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Brasil

Depois de uma temporada internacional marcada por prêmios e forte repercussão, o cinema brasileiro chega ao anúncio dos indicados em posição de destaque. O principal nome é O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que integra a lista prévia de Melhor Filme Internacional e também aparece entre os pré-selecionados em Melhor Direção de Elenco. 

O longa venceu recentemente o Globo de Ouro de Filme Internacional além do Globo de Ouro para o ator Wagner Moura .

O país também marca presença com Apocalipse nos Trópicos, documentário de Petra Costa, pré-selecionado na categoria de Melhor Documentário de Longa-Metragem, e com o curta Amarela, de André Hayato Saito, que está na lista prévia de Melhor Curta-Metragem em Live Action.

Outros destaques incluem o documentário Yanuni e o diretor de fotografia Adolpho Veloso, que aparece nas pré-listas técnicas pela produção independente americana Sonhos de Trem. No total, a expectativa é de que o Brasil possa alcançar até nove indicações nesta edição.

A cerimônia de entrega do Oscar 2026 está marcada para o dia 15 de março, em Los Angeles, no Dolby Theatre.

A lista com os pré-indicados

CNTE comemora reajuste do piso do magistério; prefeitos contestam

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) classificou como vitória da mobilização da categoria o anúncio do reajuste do piso salarial nacional do magistério para 2026, definido em medida provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para este ano, o valor será elevado em 5,4%, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para profissionais da rede pública de educação básica de todo o país, com jornada de 40 horas semanais. O percentual representa um ganho real de 1,5% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que foi de 3,9%.

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Para a presidente da CNTE, Fátima Silva, a conquista precisa ser celebrada, mas ela apontou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que põe o Brasil entre os países que pior remuneram os professores, o que mostra o problema estrutural da categoria.

“Mesmo assim, a conquista de um piso com ganho real representa um avanço importante, fruto da mobilização da categoria e da luta permanente pela valorização da educação pública”, afirmou, em nota publicada pela entidade.

De acordo com a CNTE, o critério de reajuste foi amplamente debatido no âmbito do Fórum Permanente do Piso, com base nos princípios da previsibilidade e da sustentabilidade orçamentária. Ainda segundo a entidade, as organizações representativas dos secretários estaduais e municipais de educação concordaram com a proposta, “reforçando o caráter pactuado, responsável e federativo da decisão”.

O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar no Brasil. A legislação determina a recomposição anual do valor. A norma define que o piso será atualizado a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização. A lei também fixa que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, medida pelo INPC.

Prefeitos reagem

Responsáveis pelos pagamentos dos salários em âmbito municipal, os prefeitos reclamaram do valor do reajuste. Em nota, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, manifestou inconformidade com a decisão. Segundo ele, o impacto estimado será de até R$ 8 bilhões aos cofres municipais.

“É inaceitável que, após anos de silêncio diante de reajustes elevados e ilegais — como os de 33,24% em 2022, e de 14,95% em 2023 —, agora, quando o índice sinaliza 0,37%, o governo federal se mobilize para editar uma MP sob o argumento de ‘injustiça’ no cálculo. Essa incoerência fere a lógica da gestão pública responsável e evidencia o uso político de um instrumento que deveria ser técnico e estável”, apontou.

Para a CNM, entidade que representa os municípios de pequeno porte, aumentos reais nos vencimentos devem ser negociados entre o governo de cada município e o respectivo quadro do magistério, “pois dependem das condições fiscais e orçamentárias dos entes locais e dos limites de despesas com pessoal pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.

Na semana passada, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que representa cerca de 400 municípios com mais de 80 mil habitantes, já havia apontado preocupação com o reajuste. A entidade se manifestou após reunião entre os ministro da Educação, Camilo Santana, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, com prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que presidente a FNP.

“Antes do encontro, a FNP encaminhou ofício ao ministro manifestando preocupação com o anúncio da edição da Medida Provisória. No documento, assinado pelo prefeito Pedro Almeida (Passo Fundo/RS), presidente da Comissão Permanente de Educação da entidade, a FNP reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação, mas destaca que qualquer alteração no piso deve considerar a capacidade fiscal dos municípios e vir acompanhada de responsabilidade orçamentária”, disse, em nota.

A federação também reforçou a necessidade de previsão de aporte de recursos da União para custear eventuais aumentos que extrapolem os parâmetros atualmente previstos em lei, e pontuou que o reajuste do piso poderia comprometer o equilíbrio fiscal dos entes locais.

As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundeb, bem como de complementações da União. Por ser uma MP, a medida tem validade imediata, mas precisará ser confirmada pelo Congresso Nacional.

A medida provisória será publicada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (22).

CFM estuda usar Enamed para conceder registro profissional

O Conselho Federal de Medicina estuda utilizar as notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como critério para conceder o registro profissional aos formandos. Para isso, pediu ao Ministério da Educação e ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os microdados do exame, com a identificação das pessoas que tiraram notas 1 ou 2, consideradas insuficientes. 

O Inep, responsável pelo avaliação, ainda não respondeu se vai atender ao pedido. Nesta terça-feira (20) o instituto divulgou informações sobre cada estudante que realizou a prova, incluindo dados acadêmicos, notas e respostas do questionário socioeconômico. Os dados, no entanto, não trazem a identificação dos alunos. 

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De acordo com o presidente do CFM, José Hiram Gallo, o resultado da primeira edição do Enamed foi debatido pela plenária do conselho nesta terça-feira (20).

“Uma das propostas é fazer uma resolução para não registrar esses profissionais, mas ainda está em estudo no nosso jurídico”. 

O Enamed foi criado em 2025, para avaliar a formação médica no país, a partir do nível de proficiência de médicos formados ou no final da graduação. Os resultados mostraram que cerca de um terço dos cursos tiveram desempenho insuficiente, a maioria da rede privada ou municipal. A realização do exame é obrigatória e o resultado pode ser usado no Exame Nacional de Residência (Enare). A prova não está prevista como requisito para a atuação profissional. 

Para o CFM, os número refletem “um problema estrutural gravíssimo”.”Se você vai abrir uma escola e não tem um hospital universitário preparado para esses futuros médicos atuarem não tem que autorizar essa faculdade. Não tem como você formar um médico se não tiver um hospital-escola, não tem como você fazer medicina se não tiver um leito ao lado”, defende Gallo. 

O presidente do CFM apoia as sanções que o Ministério da Educação vai aplicar às faculdades com os piores desempenhos, como suspensão de ingresso e diminuição da oferta de vagas, mas acredita que apenas as unidades com conceito quatro ou cinco deveriam poder manter suas atividades livremente. Já o MEC considera que as faculdades com índice a partir de 3 já se mostraram proficientes. 

Gallo também disse que os resultados do Enamed comprovam a necessidade de um exame de proficiência médica como pré-requisito para o exercício da medicina, a exemplo do que ocorre com os bacharéis em Direito, que precisam ser aprovados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil para atuar.

Dois projetos para a criação do exame estão sendo avaliados pelo legislativo, um na Câmara dos Deputados e outro no Senado, com tramitações avançadas. 

Associação Médica Brasileira 

A criação de um exame de proficiência também é defendida pela Associação Médica Brasileira (AMB).  

“Esta não é uma medida contra o egresso de medicina. É uma medida com finalidade voltada única e exclusivamente à boa prática da medicina e a segurança dos pacientes”, argumenta a associação. 

A AMB divulgou nota manifestando “extrema preocupação” com os números do Enamed, “que revelam uma realidade gravíssima na formação médica do país”. O documento ressalta que os cursos de medicina hoje são terminais, no Brasil. Ou seja: basta que a pessoa receba seu diploma de graduação para que consiga obter o registro profissional com o Conselho Regional de Medicina de seu estado e começar a atuar. 

“Nestas circunstâncias, equivale dizer que esses 13 mil médicos apontados pelo Enamed como não proficientes podem, de acordo com a legislação atual, atender pacientes em nosso país. Isso nos permite afirmar, sem sombra de dúvidas, que a nossa população atendida por esse contingente de médicos não proficientes ficará exposta há um risco incalculável de má prática médica”, complementa o texto. 

A AMB também “criticou a expansão desordenada” de cursos de medicina, “muitas vezes abertas sem infraestrutura adequada, corpo docente qualificado ou condições mínimas para a formação segura de novos médicos, nem residência médica.”

De acordo com a associação, isso fica evidente com os resultados do Enamed, já que os piores resultados foram apresentados por alunos de faculdades municipais e privadas com fins lucrativos. 

“A questão central não é ampliar indiscriminadamente o número de vagas, mas assegurar que cada futuro médico tenha formação adequada, sólida e compatível com as demandas reais do sistema de saúde. Não se trata de formar mais médicos, mas de formar bons médicos, preparados para atuar no SUS e para responder às necessidades da população brasileira.”

Faculdades

Já a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) manifestou preocupação com o “uso punitivo” do exame. “Conforme estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC), o Enamed tem como finalidade avaliar o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos e competências previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs). O exame não avalia aptidão profissional, não habilita nem desabilita médicos e não substitui os mecanismos legais para o exercício da profissão”, disse em nota. 

Segundo a instituição que representa as instituições privadas de educação, é preciso considerar que os estudantes não foram previamente informados de que haveria um corte mínimo de 60 pontos como parâmetros de proficiência, e muitos ainda estavam no 11º semestre do curso e, “portanto, ainda tinham cerca de seis meses de formação prática pela frente.”

A ABMES defendeu que ainda assim, 70% dos estudantes alcançaram o nível de proficiência, o que evidencia que “tanto os cursos quanto os estudantes apresentam, sim, um padrão de qualidade relevante, especialmente considerando o elevado nível de exigência do exame, cuja estrutura, certamente, não foi desenvolvida numa modelagem formativa”.

Em nota, o diretor-presidente da ABMES, Janguiê Diniz, diz que a declaração do CFM “É preocupante, embora sem validade legal”. 

Para Diniz, “esse tipo de discurso tem como único objetivo criar uma narrativa desconectada da realidade para atender a interesses corporativistas, que atendem a uma parcela restrita e privilegiada da categoria, em detrimento das reais necessidades da população brasileira” .

O diretor presidente da ABMES reforça que a normativa vigente não permite qualquer tipo de discriminação a egressos de cursos superiores, cabendo aos conselhos profissionais fazer o registro de cidadãos que tenham concluído a graduação em uma instituição devidamente regulamentada pelo MEC.

“A ABMES defende o diálogo institucional, o respeito às competências legais de cada órgão e a preservação dos direitos dos estudantes e egressos, evitando iniciativas que possam gerar insegurança jurídica, estigmatização profissional e prejuízos na assistência à saúde da população”, afirma. 

Bolsa sobe mais de 3% e encosta nos 172 mil pontos com recuos de Trump

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia histórico nesta quarta-feira (21), influenciado pela diminuição das tensões externas. A bolsa teve a maior alta diária desde abril de 2023, renovou recordes e encostou nos 172 mil pontos, impulsionada principalmente pelo forte ingresso de capital estrangeiro. No câmbio, o dólar recuou mais de 1% e encerrou no menor nível desde o início de dezembro.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou a quarta aos 171.817 pontos, com alta de 3,33%. Durante o pregão, o indicador superou, pela primeira vez, as marcas de 167 mil a 171 mil pontos, avançando de forma consistente desde a abertura. O volume financeiro somou R$ 43,3 bilhões, bem acima da média diária em 2026, evidenciando o aumento do apetite por risco.

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Em 2026, o Ibovespa acumula alta de 6,6%, com entrada líquida de R$ 7,6 bilhões de investidores estrangeiros até a metade de janeiro.

A valorização ganhou força no período da tarde, acompanhando a melhora dos índices em Wall Street. O alívio veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar do discurso mais agressivo sobre a imposição de tarifas e descartar o uso da força em disputas geopolíticas sobre a Groenlândia. Em Nova York, o índice S&P 500 subiu mais de 1%.

No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu R$ 0,061 (-1,1%,) para R$ 5,321. A cotação operou em baixa durante todo o dia, mas intensificou a queda à tarde. Perto do fim das negociações, o anúncio de Trump de recuar da imposição de tarifas à União Europeia impulsionou o recuo.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 4 de dezembro, véspera do anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às eleições presidenciais deste ano. A divisa cai 3,06% em 2026.

Fluxo positivo

Além do enfraquecimento do dólar em relação a divisas emergentes, o fluxo positivo de capitais para o Brasil tem ajudado o mercado financeiro. Dados do Banco Central divulgados nesta quarta mostram que o país registrou entrada líquida de US$ 1,54 bilhão em janeiro até o dia 16, puxada principalmente pela via financeira.

A redução nos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense, considerados os investimentos mais seguros do mundo, também contribuiu para aliviar a pressão sobre o câmbio, ampliando a oferta de dólares no mercado doméstico. Juros mais baixos em economias avançadas estimulam a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil.

A liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pelo Banco Master, não influiu no preço dos ativos. A decisão reforçou a atenção dos investidores, mas não interferiu no humor positivo do mercado.

*Com informações da Reuters

MRE monitora decisão de eurodeputados que trava acordo com o Mercosul

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou nesta quarta-feira (21) que tomou conhecimento e agora acompanha os próximos passos da decisão do Parlamento Europeu, que, por uma margem apertada de votos, decidiu pedir ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) uma avaliação jurídica sobre o acordo de parceria comercial do bloco com o Mercosul (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai).

O tratado, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes, foi assinado por representantes dos dois lados no último sábado (17), em Assunção, no Paraguai.

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“O governo brasileiro confere toda a prioridade à ratificação do Acordo Mercosul-União Europeia e seguirá trabalhando para acelerar seus trâmites internos de aprovação com vistas a garantir que todas as condições para sua plena entrada em vigor estejam satisfeitas com a máxima celeridade possível”, disse o ministério, em manifestação enviada à reportagem.

O pedido por um parecer jurídico sobre a legalidade dos termos do tratado, bem como sobre os procedimentos adotados para obter sua celebração, foi aprovado nesta quarta-feira pelos eurodeputados. Na prática, a medida paralisa o processo de implementação do acordo, que ainda precisa ser aprovado pelos legisladores dos 32 países envolvidos (27 europeus e cinco sul-americanos).

Foram 334 membros do Parlamento Europeu a votarem favoráveis ao pedido de avaliação jurídica do Tribunal de Justiça. A proposta recebeu 324 votos contrários e 11 abstenções.

Em nota, o Parlamento Europeu informou que seguirá analisando os termos do acordo, mas que só decidirá se leva ou não o assunto a Plenário após receber o parecer jurídico do tribunal.

Segundo a agência de notícias Reuters, o tribunal costuma demorar cerca de dois anos para emitir um parecer. Ainda de acordo com a agência, a União Europeia poderá implementar o pacto provisoriamente enquanto aguarda a decisão e a decisão final do Parlamento Europeu, “mas isso pode ser politicamente difícil, dada a provável reação negativa” e a possibilidade do parlamento o anulá-lo posteriormente.

No Brasil, a expectativa do governo é que a internalização do acordo esteja aprovada até o segundo semestre pelo Congresso Nacional.

Pelos termos do que foi aprovado, o tratado comercial, prevê a eliminação de tarifas alfandegárias sobre a maior parte dos bens e serviços produzidos entre os dois blocos. O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. 

Guia de Direitos dos Povos de Matriz Africana é lançado em Brasília

Um guia, com mais de 100 páginas, promete contribuir para o combate à discriminação racial e à intolerância religiosa em relação aos povos de matriz africana no país, em especial no Distrito Federal. O material é uma iniciativa da Secretaria de Combate ao Racismo e às Discriminações, em conjunto com a Comissão da Verdade da Escravidão Negra do Sindicato dos Bancários de Brasília. A publicação será lançada no Teatro dos Bancários, em Brasília, na noite desta quarta-feira (21), Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, em homenagem à Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, na Bahia, vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana e contará com participação de representantes de diversos terreiros da região. 

Apesar de a Constituição Federal garantir o direito “inviolável a liberdade de consciência e de crença, o livre exercício dos cultos religiosos e a proteção aos locais de culto”, em 2025 o país registrou 4.424 violações à liberdade de crença ou de culto.

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Esse número mostra um crescimento da intolerância religiosa e representa um aumento de 14% em relação aos 3.853 casos registrados em 2024, de acordo com dados do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). 

Entre os pontos em destaque na publicação está o debate sobre os direitos assegurados no ordenamento jurídico do país. Além da liberdade de crença, a Constituição Federal também garante, entre outros direitos, o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, cabendo ao Estado apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais, com destaque para as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, como de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.

A publicação, intitulada Guia de Direitos dos Povos de Matriz Africana e Afro-Brasileira, destaca ainda o direito de reconhecimento dos efeitos civis ao casamento religioso. 

Há previsão, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, da obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira no currículo oficial da rede de ensino.

Outro destaque é o direito à memória e preservação dos bens de natureza material e imaterial, entre os quais se incluem as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. 

Sindicato

O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, destaca que o combate à intolerância religiosa ainda é um dos grandes desafios do Brasil. Na avaliação de Araújo, a iniciativa do sindicato auxilia no combate a esse problema a partir do acesso ao conhecimento e do consequente exercício de direitos, por meio da informação.

“Nós temos o dia 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituído em 2007, e mesmo assim, ano após ano, ainda temos violações desse direito. Por isso, a gente decidiu, na Comissão da Verdade da Escravidão Negra aqui do Sindicato dos Bancários, publicar o guia para que a gente possa apresentar mais direitos para essa população vulnerabilizada pelo processo de racismo e que elas possam se defender adequadamente”, disse Araújo à Agência Brasil.

O bancário lembra ainda que muitos terreiros são prejudicados, por não terem acesso às devidas informações de como devem agir em determinadas situações e exigir seus direitos. 

Para a entidade sindical, o acesso à informação é fundamental para fortalecimento dos praticantes das religiões de matriz africana e afro-brasileira. Um desses pontos é reconhecer a importância do legado ancestral dessa população na sociedade, “com o conhecimento necessário para que possam defender seus direitos e agir de forma assertiva em diversas situações”.

“Ao colocar esse guia à disposição de toda a sociedade brasileira e, em particular, das comunidades de matriz africana e afro-brasileira, o sindicato visa possibilitar que essas comunidades se apropriem do conteúdo e se empoderem na defesa de seus direitos, garantidos constitucionalmente e de forma democrática”, ressalta o sindicato.

Denúncias

A intolerância religiosa é crime, equiparado ao crime de racismo, sendo inafiançável e imprescritível, com pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa. Se o crime for cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, a pena será de reclusão de 2 a 5 anos e multa.

O Disque 100, o Disque Direitos Humanos, é um canal anônimo que recebe denúncias desse tipo de crime e de violações de Direitos Humanos em geral. O serviço dispõe de atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras)

Também é possível denunciar pelo aplicativo de mensagens WhatsApp para receber atendimento ou denunciar, enviando uma mensagem para o número (61) 99611-0100. Pelo aplicativo Telegram, basta digitar DireitosHumanosBrasil na busca do aplicativo.

Quem quiser denunciar um ato de intolerância ou racismo também pode procurar uma delegacia comum ou especializada, como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Mensagens preconceituosas, racistas, xenofóbicas e que violem os direitos humanos podem ser denunciadas no site www.humanizaredes.gov.br, da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) que atua como canal de comunicação da sociedade com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.