Conheça professores que educam para diversidade e justiça social

A professora brasileira Maria Janerrandra, que fala espanhol, ensina alunos venezuelanos de 6 a 18 anos na Escola Classe Café Sem Troco, na área rural do Distrito Federal. A escola recebe crianças e adolescentes indígenas, da etnia Warao Coromoto, que vieram refugiados da Venezuela para o Brasil. Muitos deles, além de não falarem o português, não estão alfabetizados.

“Tudo é muito novo para eles. Acho que hoje em dia, eu não me imagino numa sala normal, fazendo aquela coisa tradicional”, afirma a professora. 

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Essa é uma das histórias contadas no programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, neste domingo (15), às 22h.

Outra história é a da professora Gina Vieira Ponte, criadora do projeto “Mulheres Inspiradoras”, que através da leitura de livros, levou os alunos a conhecer histórias de mulheres que mudaram o mundo. Ex-aluna de Gina, Joyce Barbosa Pereira teve a oportunidade de ilustrar a capa do livro que foi o resultado do projeto. A partir dali, inspirada pela professora, surgiu a vontade de dar aula. “Essa professora que tento ser hoje é muito desta professora que eu me inspiro na Gina, de chegar aos alunos, de inspirar e de ser um agente de transformação social”.

O professor de Sociologia Osvaldo Lima de Oliveira divide o tempo em sala de aula com reuniões de coordenação, planejamento de aulas e correção de provas. “Você acaba extrapolando literalmente o horário que é necessário porque você quer ver a coisa funcionar, você quer oferecer não só o feijão com arroz”.

A questão da saúde mental também é vista como sensível na profissão. “Tem professores, especialmente dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, que são responsáveis por mais de 200, 300 alunos, que trabalham em mais de duas escolas, com jornadas de trabalho extenuantes, às vezes acima de 40 horas”, pondera a diretora de Políticas Educacionais do Instituto Península, Mariana Breim. 

A programação da TV Brasil pode ser acompanhada pelo canal aberto, por TV por assinatura e por parabólica.

Israel, Hamas, Palestina: entenda a guerra no Oriente Médio

O conflito entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. Em diferentes momentos, guerras e ocupações, eles foram expulsos, retomaram terras, ampliaram e as perderam.

De acordo com o professor de direito e de Relações Internacionais Danilo Porfírio Vieira, desde o século 19, a comunidade judaica, principalmente na Europa, começou a se mobilizar em torno de uma ideia de nacionalidade e do retorno ao que considera seu território “bíblico”, perdido durante o Império Romano.

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Quando o Império Otomano perdeu a 1ª Guerra, aquela região do Oriente Médio foi dividida entre franceses e britânicos. A região do Líbano e da Síria ficou sob controle da França e, regiões como Kuwait, Iraque, Jordânia e Palestina, sob colonização britânica. Nesse período, ganhou força entre os judeus refugiados pelo mundo a ideia de retornar à Palestina para criar um estado judaico.

“O projeto inicial era a compra de territórios de propriedades dentro de uma região que estava, desde a década de 1920, sob controle do Império britânico (Mandato Britânico da Palestina)”, afirma o pesquisador, com pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP) sobre a “Irmandade Muçulmana”, organização que acabou gerando, na Palestina, o Hamas.

Na 2ª Guerra Mundial, com o Holocausto, a comunidade internacional voltou a discutir a ideia de um estado que abrigaria o povo judeu. Após o nascimento da Organização das Nações Unidas (ONU), o Estado de Israel foi criado. Isso se deu com o apoio dos norte-americanos e até mesmo do Brasil. Representantes internacionais também defendiam a criação do Estado Palestino.

Durante as negociações, o litoral setentrional ficou sob controle dos israelenses e, o meridional, dos palestinos. A região interiorana ao sul da Palestina foi para os israelenses. Por seu caráter histórico e por ser sagrada pra árabes, judeus e cristãos, Jerusalém iria se tornar uma cidade autônoma, dentro da Palestina e sob o jugo dos britânicos.

Território israelense foi se expandindo com o passar dos anos. Ao mesmo tempo, os palestinos foram perdendo espaço na região. Por Arte/EBC

Israel vence guerras

Diante de diversos impasses, houve a Guerra da Independência, em 1948, vencida por Israel com apoio principalmente dos norte-americanos. A tensão não reduziu. Israel passou a controlar 75% do território. O êxodo de palestinos se intensificou e milhões permanecem refugiados em outros países.

Na segunda metade do século 20, outras guerras com nações vizinhas àquela região, como Egito, Síria, Jordânia, Líbia, a chamada União Árabe, deram mais força para Israel, que ganharia o status e potência bélica. Entre as vitórias, a Guerra dos Seis Dias (entre 5 e 10 de junho de 1967), quando Israel enfrentou e sufocou os vizinhos.

Seis anos depois, em 1973, houve a Guerra do Yom Kippur, do Egito e Síria contra Israel. As conquistas territoriais de Israel em meio a guerras duplicaram o seu território. Mas deixou marcas.

Por isso, os povos palestinos reivindicam o seu estado independente e autonomia. Em 1993, houve um novo acordo (Oslo) entre israelenses e palestinos, com mediação americana e europeia, no qual ficou acertado o reconhecimento da Autoridade Palestina.

Hamas

Em 1987, um grupo político palestino ligado ao movimento político islâmico sunita, chamado “Irmandade Muçulmana”, gerou o movimento Hamas.

Esse grupo não aceita a presença dos judeus e israelitas naquela região, tanto que o Hamas defendeu a aniquilação do estado de Israel nos anos 2000. O Hamas, inclusive, deu um golpe na Autoridade Palestina e passou a controlar a Faixa de Gaza, um território de pouco mais de 360 km quadrados superpopuloso com mais de 2,6 milhões de habitantes.

Por isso, a Autoridade Palestina não alcança Gaza. Outro território palestino, a Cisjordânia, está sob o controle do partido Fatah, com regiões ocupadas por colonos israelenses e controle militar do governo de Israel.

Adryelson é convocado para seleção pela 1ª vez, após lesão de Nino

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, no fim da noite de sábado (14), a convocação do zagueiro Adryelson, do Botafogo, para o lugar de Nino, que sofreu uma entorse no joelho esquerdo durante o primeiro treino da seleção em Montevidéu, na preparação para o jogo contra o Uruguai, terça-feira (17), pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

É a primeira vez que o jogador de 25 anos – um dos destaques do líder do Campeonato Brasileiro e detentor da melhor defesa da competição com apenas 16 gols sofridos em 26 jogos – é chamado para a seleção brasileira principal. A CBF não confirmou o corte de Nino, limitando-se a dizer que a situação do zagueiro do Fluminense será acompanhada. A depender da gravidade da lesão, o jogador pode ficar de fora da final da Libertadores, no dia 4 de novembro.

Outra nota de preocupação após a primeira atividade do Brasil em solo uruguaio foi a ausência do volante Casemiro. Após sofrer uma pancada no tornozelo direito e ser substituído durante a partida contra a Venezuela, na última quinta (12), o jogador do Manchester United fez apenas um trabalho de fisioterapia e não foi ao campo do Estádio Campeón del Siglo. O restante do plantel foi dividido em dois grupos pelo técnico Fernando Diniz. Um deles fez um trabalho tático e de posicionamento com a bola e o outro realizou atividades em campo reduzido.

Nesta segunda (16), o Brasil realizará no Estádio Centenário, palco da partida, seu último treino antes do duelo de terça (15). No momento, com sete pontos, a seleção brasileira ocupa a segunda posição das Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2026, atrás da Argentina, que tem nove. O Uruguai, com quatro, é o quarto colocado.

Agentes da Força Nacional começam a atuar no Rio nesta segunda-feira

Cento e cinquenta agentes da Força Nacional de Segurança começam a atuar no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (16). Esse é o primeiro contingente de um total de 300 que atuarão em apoio às forças estaduais fluminenses.

Junto com os 150 agentes, estarão no estado, neste primeiro momento, 40 viaturas (de um total de 80).

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A Força Nacional realizará operações nas rodovias, sob a liderança da Polícia Rodoviária Federal, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A atuação da Força Nacional foi pedida pelo governador fluminense, Cláudio Castro, no fim de setembro, para ajudar as polícias estaduais nas ações contra criminosos durante a Operação Maré, que começou na semana passada, antes mesmo da chegada dos agentes da Força Nacional.  

Segundo o MJSP, na terça-feira (17), o secretário-executivo da pasta, Ricardo Cappelli, se reunirá com o Ministério Público Federal (MPF), com o objetivo de tratar de questões voltadas à atuação das forças federais de segurança na capital fluminense. 

Brasileiros podem deixar Gaza amanhã, diz embaixador na Cisjordânia

O embaixador do Brasil na Cisjordânia, Alessandro Candeas, disse neste domingo (15) esperar que os brasileiros que aguardam repatriação na Faixa de Gaza possam atravessar a fronteira para o Egito, em passagem próxima à cidade de Rafah, na segunda-feira (16). Segundo ele, a embaixada recebeu a informação de brasileiros que estão em Gaza de que “circulam rumores” de que a fronteira será aberta na segunda, e também confirmou essa informação por outro canal.

Um grupo de 28 pessoas, 22 brasileiros e seis palestinos com residência no Brasil, segue abrigado nas cidades de Rafah e Khan Yunis, no sul de Gaza, aguardando autorização para cruzar a fronteira.

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O embaixador afirmou que a saída dos brasileiros depende da abertura da passagem para o Egito e também da autorização das autoridades de imigração, que precisam carimbar os passaportes dos brasileiros. “No nível político tudo já está feito. É necessário apenas que, uma vez que seja aberta a fronteira, o funcionário que está ali, que vai receber os brasileiros, ele tenha a lista e autorize o ingresso. Esperamos que isso aconteça amanhã, essa é a nossa expectativa”, disse Candeas.

Segundo o governo brasileiro, assim que o grupo puder cruzar para o Egito, eles serão trazidos ao Brasil no avião VC-2 da Presidência da República, que tem capacidade para transportar até 40 passageiros. Outros cinco voos de repatriação já foram feitos para trazer brasileiros e familiares de Israel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, vêm negociando a abertura da fronteira desde a semana passada para poder resgatar o grupo. Entre sexta e sábado, o presidente abordou a questão em telefonemas com o presidente de Israel, Isaac Herzog, o presidente do Egito, Abdul Fatah al-Sisi, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Reabertura da fronteira

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou neste domingo que a passagem fronteiriça controlada pelo Egito na Faixa de Gaza será reaberta e que os Estados Unidos estão trabalhando com egípcios, israelenses e a Organização das Nações Unidas (ONU) para que auxílio humanitário possa chegar à região.

Centenas de toneladas de ajuda foram enviadas de vários países e estão esperando há dias na península do Sinai, no Egito. Falta um acordo para sua entrega em segurança em Gaza, além da evacuação de estrangeiros por meio da fronteira em Rafah.

O Egito afirmou que intensificou seus esforços diplomáticos para resolver o impasse. “Colocamos para funcionar, o Egito botou para funcionar muitos materiais de apoio ao povo em Gaza, e Rafah será reaberta”, afirmou Blinken a repórteres no Cairo, depois do que disse ter sido uma “conversa muito boa” com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi.

“Estamos estabelecendo com a ONU, o Egito, Israel e outros o mecanismo pelo qual vamos receber a ajuda e como ela chegará às pessoas que precisam”, finalizou.

*Com informações da Reuters

SP: Protesto pede fim do cerco e bombardeios à Faixa de Gaza

A comunidade palestina em São Paulo e apoiadores fizeram na manhã deste domingo (15) um ato na Avenida Paulista, na região central da capital. Com um pequeno carro de som, faixas e cartazes, o protesto pediu que Israel interrompa os bombardeios e ataques à Faixa de Gaza.

Salsabil Tag Eldin está há 9 anos no Brasil e trabalha como intérprete, auxiliando pessoas de língua árabe nos trâmites burocráticos de visto e refúgio. Ela saiu da Palestina “por causa da guerra, para uma vida melhor, que a gente consiga estudar e trabalhar”.

Ela mantém contato com famílias que estão passando dificuldades em Gaza. Uma dessas amigas também mora no Brasil, mas viajou com os dois filhos para visitar a família do marido, que ainda vive na região. “Estou falando com ela todos os dias, mas ela está sem internet, sem água, sem luz, sem nada. Eu mandei uma mensagem e ela só recebeu 24 horas depois”, conta.

Os relatos e informações que recebe do país de origem a tem deixado “muito triste”. “Quando eu vejo os vídeos, principalmente de crianças lá, eu começo a chorar. É muito difícil”, conta.

Rawa Alsagheer é coordenadora dos movimentos Dignidade para as Mulheres Palestinas e Caminho Palestino Revolucionário Alternativo. Vivendo no Brasil há 8 anos, ela se vê na obrigação de contar a versão dos palestinos sobre o conflito para o mundo. “Se a gente, palestinos da diáspora, não sairmos e colocarmos a realidade, que é o que os palestinos estão passando há 75 anos, quem vai fazer isso?”, diz,

Brasília (DF), 15/10/2023, Integrantes de moviementos sociais se reuniram para debater as consequências das ações de Israel sobre o povo palestino. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Na visão dela, muitas das informações sobre a região chegam ao Brasil de maneira distorcida. “Forma falsa e manipulada para parecer que essa ocupação está se defendendo e nós somos terroristas. Nós estamos defendendo o nosso direito à terra e à existência”, enfatiza a militante.

Brasília

Em Brasília também foi realizado neste domingo, no Eixão, um ato pró-Palestina. Os participantes debateram o conflito sob a perspectiva do sofrimento da população palestina tanto hoje como ao longo das décadas de disputa de território com Israel.

Centenas de pessoas fazem ato no Rio de Janeiro em defesa de Israel

Centenas de pessoas fizeram, neste domingo (15), no Rio de Janeiro, um ato em defesa de Israel, país envolvido em um conflito com o grupo extremista islâmico Hamas. O ato foi organizado pela Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj).

Carregando bandeiras e fotos de israelenses sequestrados pelo grupo palestino, os manifestantes caminharam pela orla de Copacabana, na zona sul da cidade, e entoaram frases como “Hamas, nunca mais”, “Libertem os reféns” e “Hamas é terrorista”.

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Ao fim do protesto, vários dos manifestantes rezaram em hebraico e cantaram o hino israelense.
Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2023 – Comunidade judaica faz caminhada em apoio a Israel, pela orla de Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Essa manifestação é para condenar o terror e apoiar a existência do Estado de Israel. O que a gente muitas vezes vê, inclusive no nosso país, são pessoas complacentes com o terror. O terrorismo não é o caminho para chegar a lugar nenhum”, afirma o presidente da Fierj, Alberto David Klein.

O atual capítulo do conflito teve como estopim a invasão do Hamas ao território israelense, a partir de Gaza. O grupo palestino matou cerca de 1.300 israelenses, entre civis e militares, segundo as Forças de Defesa de Israel, e sequestrou dezenas de pessoas, levando-as para a Faixa de Gaza.

Em resposta, Israel iniciou um intenso bombardeio ao território palestino controlado pelo Hamas e onde vivem mais de 2 milhões de pessoas. Agências internacionais de notícias informam que mais de 2.300 palestinos, entre civis e militares, já morreram em Gaza

Palmeiras goleia Olimpia e avança à semifinal da Libertadores feminina

O Palmeiras segue caminhando a passos largos para tentar o bicampeonato consecutivo da Libertadores feminina. Na noite deste sábado (14), a equipe não tomou conhecimento do Olimpia, do Paraguai, goleando por 6 a 0 e avançando para a semifinal. Amanda Gutierres, Bia Zaneratto (duas vezes cada), Sâmia Pryscila e Laís Estevam marcaram os gols da equipe paulista, que agora enfrenta o Atlético Nacional, da Colômbia, por uma vaga na decisão. O duelo será realizado na terça-feira (17). Vale lembrar que o torneio está sendo realizado na Colômbia.

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Jogando no Estádio Metropolitano de Techo, o Palmeiras praticamente resolveu o jogo com 30 minutos do primeiro tempo. A equipe abriu 3 a 0, com dois gols de Bia Zaneratto e um de Amanda Gutierres. Na segunda etapa, coube ao time de Ricardo Belli administrar o resultado e aproveitar as oportunidades para aumentar a vantagem.

O Palmeiras chega à semifinal com uma campanha perfeita de quatro vitórias em quatro jogos, com incríveis 21 gols marcados, mas se existe alguma “mancha” no retrospecto alviverde na caminhada até agora, ele foi causado justamente pelas adversárias na semifinal. O Palmeiras sofreu três gols na competição, todos eles na sofrida vitória por 4 a 3 sobre o Atlético Nacional no encerramento da primeira fase. Ou seja, nos outros jogos a equipe paulista somou 17 gols marcados sem sofrer nenhum. A equipe colombiana alcançou a vaga entre os quatro melhores ao bater a Universidad de Chile por 2 a 1, também no sábado (14).

Na outra semifinal, podemos ter duelo brasileiro. Os dois últimos confrontos das quartas acontecem neste domingo (15) e envolvem outras equipes do Brasil que atropelaram os adversários na primeira fase. O Corinthians, com 100% de aproveitamento, 12 gols marcados e nenhum sofrido, encara o América de Cali, às 17h30, no Estádio Pascual Guerrero, casa da equipe adversária. Já o Internacional, que também carrega 100% de aproveitamento e 12 gols marcados mas tendo sofrido dois, vai enfrentar o Colo-Colo, do Chile, às 20h30, no mesmo estádio.

A segunda semifinal da Libertadores está marcada para quarta-feira (18) e a decisão do titulo ocorrerá no sábado (21). 

Grupo que aguarda evacuação de Gaza reúne 28 pessoas

O governo brasileiro informou neste domingo (15) que o número total de pessoas prontas para a evacuação de Faixa de Gaza reúne 28 brasileiros e imigrantes palestinos. Ao todo, são 14 crianças, 8 mulheres e 6 homens adultos. Desses, 10 encontram-se em Rafah – cidade palestina na fronteira com o Egito, e 18 em Khan Younes, um pouco mais ao norte. São 22 cidadãos brasileiros, 3 imigrantes palestinos e 3 palestinos com residência no Brasil, segundo a última atualização.

O grupo segue aguardando a abertura da fronteira e a autorização do Egito para ingresso. Uma aeronave da Presidência da República, um VC-2 com capacidade para até 40 passageiros, mais tripulantes, já está em Roma, na Itália, à espera do momento oportuno para seguir viagem para o Egito. O Ministério das Relações Exteriores reafirmou, em Brasília, que segue negociando com as autoridades egípcias para “viabilizar a entrada dos brasileiros e de seus familiares no Egito”.

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Até o momento, a operação para resgate de brasileiros de Israel já repatriou 916 pessoas e 24 pets. O quinto voo da operação Voltando em Paz chegou ao Rio de Janeiro na madrugada deste domingo.

Após chuvas, governo acompanha situação de indígenas em SC

O Ministério dos Povos Indígenas anunciou novas medidas de apoio a povos indígenas da Terra Indígena Ibirama-LaKlanõ, em decorrência das fortes chuvas que atingem a região sul do Brasil, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, onde habitam povos Xokleng, Guarani e Kaingang.

Entre as medidas está a ampliação do efetivo da defesa civil, com levantamento de quantos indígenas já foram resgatados para local seguro e aqueles que ainda se encontram ilhados ou em situação de risco, visando acelerar as remoções. Também foi solicitado um levantamento das quantidades de alimento e água potável já disponibilizadas à população indígena resgatada, bem como apresentação de um plano de continuidade dessas medidas até o fim da situação de calamidade.

As autoridades também prosseguirão com o atendimento de saúde aos indígenas já resgatados, incluindo o fornecimento de medicamentos e de profissionais de saúde em número compatível com a população atingida.

O ministério determinou a apresentação imediata de laudo que comprove a segurança do comportamento das águas após o fechamento das comportas da Barragem Norte, sobretudo após o transbordo das águas acima da estrutura de contenção. Além disso, um plano de contingência deverá ser apresentado para o caso de rompimento da construção de contenção, que implicaria em inundações abruptas e sem precedentes no Vale do Itajaí, segundo o governo.

Outra iniciativa anunciada é a criação de um Gabinete interministerial de Crise Humanitária e Ambiental, que será composto por agentes federais, estaduais e da sociedade civil. O objetivo é realizar uma gestão integrada da situação emergencial, além de facilitar a interlocução entre agentes públicos e a população afetada.

Vôlei de Praia: Duda e Ana Patrícia decidem à noite título do Mundial

As brasileiras Duda e Ana Patrícia não deram chances à dupla australiana Mariafe e Clancy, no fim da noite deste sábado (14) e agora vão disputar o título do Mundial de vôlei de praia neste domingo (15), em Tlaxcala (México). A parceria entre as duas – atual campeã do mundo – fez 2 a 0 (21/17 e 21/14) e agora encara as americanas Hughes e Cheng na decisão, marcada para começar às 19h (horário de Brasília). De quebra, uma vitória na final garante ao Brasil uma vaga nos Jogos Olímpicos de Paris.

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A campanha de Duda e Ana Patrícia no México, até agora, tem sido perfeita. Em seis partidas, a dupla não perdeu um set sequer. Caso repita o desempenho na final, se tornará apenas a segunda parceria na história a ser campeã sem sair derrotada em nenhuma parcial. Além disso, também podem entrar para a história como a terceira dupla a vencer dois Mundiais de forma consecutiva. Duda e Ana Patrícia foram campeãs em Roma, em 2022. Os Mundiais costumam ser disputados de dois em dois anos, mas a pandemia acarretou no adiamento da edição de 2021 – basta ver que a próxima edição, em Adelaide (Austrália) será em 2025.

A final no México será um verdadeiro tira-teima entre Brasil e Estados Unidos. Esta é a 14ª edição do torneio e a sétima vez em que uma decisão se dará entre duplas dos dois países. Até agora, são três vitórias para cada. No confronto especificamente entre as duplas que estarão nas areias neste domingo, também há empate: em quatro duelos entre Duda/Ana Patrícia e Hughes/Cheng até agora, dois triunfos para cada parceria.

O confronto decisivo tem peso dobrado porque vale vaga nos Jogos de Paris, no ano que vem. A dupla campeã em cada um dos gêneros garante uma classificação para o seu país em 2024. A partir daí, a federação local decide quem será a dupla que de fato representará o país nos Jogos. No vôlei de praia, 24 duplas disputam a Olimpíada em cada naipe. Cada país tem direito a ser representado por no máximo duas duplas. Por exemplo, se Duda e Ana Patrícia conquistarem uma vaga para o Brasil vencendo o Mundial de 2023, o país só vai ter direito a mais uma vaga entre as mulheres. Esta vaga pode ser alcançada de duas formas. A mais simples é estar entre as 17 parcerias mais bem posicionadas em um ranking olímpico que considera resultados entre janeiro de 2023 e junho de 2024. A outra é vencer um dos cinco torneios Pré-Olímpicos que definirão as vagas restantes.

Entre os homens, a final do Mundial de Tlaxcala será disputada entre os tchecos Perusic/Schweiner e os suecos Ahman/Hellvig.

Congresso aborda uso da inteligência artificial na psiquiatria

O Congresso Brasileiro de Psiquiatria da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) completa 40 anos em 2023 e será realizado em Salvador, no período de 18 a 23 deste mês, envolvendo mais de 150 atividades científicas, pesquisas mundiais e estudos sobre psiquiatria forense, psiquiatria da infância e adolescência, dependências químicas, suicídio, medicina do sono, emergências, psicofobia, entre outros assuntos. Falando à Agência Brasil, o presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva, discorreu sobre alguns dos temas que serão objeto de discussão e conferências durante o evento, começando pela Inteligência Artificial (IA).

O presidente da ABP admitiu que a IA pode ajudar os psiquiatras em algumas questões, desde aquelas ligadas ao diagnóstico, como ampliar a adesão ao tratamento, previsão de riscos, personalização do tratamento, monitoramento dos pacientes e avanços em pesquisa de novos tratamentos que ajudem a melhorar a qualidade de vida das pessoas. Silva ressalta, porém, que os psiquiatras devem utilizar essa tecnologia “apenas para complementar o trabalho que é de excelência e de altíssima habilidade técnica, aliada a uma humanidade diferenciada, porque a psiquiatria alia cientificidade com a mais humanas das especialidades médicas”.

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O psiquiatra afirmou que a boa saúde mental depende de uma boa psiquiatria, que envolva desde cuidados de promoção da saúde até a prevenção continuada de doenças. Para Antonio Geraldo da Silva, os psiquiatras podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas promovendo a conscientização, reduzindo o estigma, oferecendo tratamentos baseados em evidências e trabalhando em colaboração com outros profissionais de saúde.

“Além disso, a telemedicina e os avanços tecnológicos nos auxiliam a ter mais acesso aos cuidados psiquiátricos, a novos tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Evolução é a palavra que sempre caminhou conosco, pois queremos sempre oferecer melhores tratamentos e suporte às pessoas sadias e também para pessoas com doenças mentais”.

Crianças e mulheres

Outros temas de debate investigam o futuro da saúde mental da criança e do adolescente e os transtornos psiquiátricos na gravidez e pós-parto. Em relação ao primeiro item, Antonio Geraldo da Silva afirmou que o cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes é uma preocupação importante. “Durante o congresso da ABP, teremos cursos sobre várias doenças comuns na infância e adolescência, cursos sobre ‘bullying’ e suicídio, debates sobre neurodiversidade, Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), atualização em transtornos de humor, autolesão não suicida e suicídio na infância e adolescência, autodiagnóstico e banalização dos diagnósticos”.

Os protocolos a serem seguidos nesses casos devem incluir a avaliação multidisciplinar, tratamento baseado em evidências e abordagens personalizadas para atender às necessidades individuais das crianças e adolescentes. “Devemos trabalhar em conjunto com as famílias para a promoção do cuidado com a saúde mental e combate ao estigma”.

Já o tratamento de transtornos psiquiátricos na gravidez e pós-parto requer uma abordagem cuidadosa e multidisciplinar. Em situações como essa, o presidente da ABP sinalizou que deve ser feita uma avaliação completa, uma análise do histórico psiquiátrico da paciente e o histórico familiar de doenças mentais. Com a confirmação do diagnóstico, o tratamento terapêutico deve ser personalizado de acordo com as necessidades individuais da paciente, considerando os sintomas e a gravidade, além das preferências pessoais da mulher. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos após avaliação de riscos para a amamentação, por exemplo, orientou.

Publicidade

Outro tema polêmico que será discutido no congresso aborda os impactos que as novas regras da publicidade acarretam para os profissionais da psiquiatria e qual a atitude correta a ser seguida. Antonio Geraldo da Silva informou que haverá, durante o congresso, um curso sobre os riscos e benefícios da publicidade médica em psiquiatria que falará detalhadamente sobre o tema. “Nós, médicos, seguimos as resoluções do Conselho Federal de Medicina. De maneira geral, essas novas regras focam no uso responsável e sem sensacionalismo das redes sociais. Muitos psiquiatras fazem uso das mídias sociais para divulgar o seu trabalho e falar sobre temas relacionados à saúde mental nos seus perfis”.

Reconheceu que alguns impactos das novas regras podem incluir maior rigor na divulgação de informações sobre tratamentos e resultados, uso de imagem, divulgação de preços de consultas, entre outros. “A atitude correta a ser seguida é conhecer e aderir às regras e regulamentos específicos da sua associação profissional. É essencial priorizar a ética, a privacidade e a transparência em todas as atividades de publicidade, fornecendo informações precisas e respeitando os direitos dos pacientes”.

Ar e saúde mental

Psiquiatras brasileiros e internacionais se dedicam a investigar a relação entre a qualidade do ar e a saúde mental, que é um campo de pesquisa em crescimento. O presidente da ABP informou que estudos têm demonstrado que a poluição do ar pode ter impactos negativos na saúde mental das pessoas. “Artigo recente mostra que a exposição a longo prazo à poluição do ar pode estar associada ao aumento de casos de alguns transtornos mentais, como transtorno bipolar, depressão e transtornos de personalidade”. Na sexta-feira (20), haverá palestra com a especialista Helen Fisher, da Inglaterra, sobre o assunto.

ONG Ação da Cidadania lança edição deste ano do Natal sem Fome

A organização não governamental (ONG) Ação da Cidadania lança neste domingo (15) mais uma edição da campanha Natal sem Fome, que, neste ano, completa três décadas. A ação recebe doações, em dinheiro, de pessoas que queiram ajudar e distribui cestas alimentícias para as famílias que necessitam.

As doações podem ser realizadas pela internet, na página oficial ou através do PIX (chave: doe@natalsemfome.org.br).

Segundo a ONG, que também completa 30 anos, essa é considerada a maior ação solidária de arrecadação de alimentos da América Latina.

Em seus 30 anos, a Ação da Cidadania, criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho (falecido em 1997), já arrecadou mais de 55 mil toneladas de alimentos, que foram distribuídos para 26 milhões de pessoas.

“Num momento em que a gente sabe que existem 33 milhões de pessoas passando fome, a gente quer levar uma mensagem de esperança. É a campanha mais importante da Ação da Cidadania e o que a gente quer é poder, em dezembro, no fim de semana que antecede o Natal, poder entregar em todo o Brasil esses alimentos”, explica Daniel Souza, filho de Betinho e presidente do Conselho da ONG.

Professores enfrentam desafios para lidar com ataques virtuais

Quando a pandemia da Covid-19 começou e o ensino remoto se tornou a única alternativa pedagógica, não faltaram análises otimistas sobre o uso dos recursos digitais. Além de potencializar o aprendizado, esperava-se que a comunicação entre estudantes e professores fosse mais próxima e horizontal. Mas o que têm sido identificado por especialistas em educação e entidades sindicais é que os ambientes virtuais registram cada vez mais casos de violência e hostilidade. Também são lugares favoráveis para disseminação de discursos de ódio, que podem resultar em agressões presenciais. Nos dois casos, professores são alvos comuns e precisam lidar com as consequências na saúde física e mental.

Queixas do tipo aumentaram no Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe). A coordenadora Helenita Beserra diz que estudantes e responsáveis têm utilizado as redes sociais dos professores ou contatos diretos via whatsapp para os desrespeitar e os atacar.

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“Temos aqui um grupo grande de profissionais que está se sentindo perseguido. Entram nas redes sociais deles para fazer patrulhamento da posição política e contestam de forma agressiva as publicações ali. Esses casos estão se tornando corriqueiros e os profissionais estão sofrendo com essa pressão psicológica e o estresse”, diz Helenita.

Há algumas semanas, profissionais do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, denunciaram que uma professora de inglês levou tapas de um aluno por causa de um desafio publicado na rede social Tik Tok. Outros casos comuns de violência envolvem linchamentos virtuais, cyberbullying e gravações não autorizadas com o objetivo de humilhar os profissionais.

Quando o professor é vítima dessas agressões, a orientação sindical é procurar as autoridades competentes para que agressor ou pais sejam responsabilizados.

“Em casos mais graves contra os profissionais, colocamos o departamento jurídico à disposição para ajudá-los a fazer esse enfrentamento. Quando a situação é ainda mais delicada, o correto é procurar uma delegacia para fazer o registro policial. De preferência alguma especializada em crimes cibernéticos”, orienta Helenita.

Motivações

Violências contra professores têm diferentes motivações. Quando se trata especificamente do ambiente virtual, o pesquisador Antônio Álvaro Soares Zuin tem uma tese para explicar uma das dimensões que explicam a hostilidade de estudantes contra professores.

No livro “Cyberbullying contra professores”, lançado em 2017, o professor do departamento de educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) argumenta que vivemos em uma “era da concentração dispersa” impulsionada pelas tecnologias de comunicação. Nesse contexto, os alunos projetam uma espécie de rivalidade entre dispositivos digitais e os professores.

“Desde os primórdios das relações ensino-aprendizagem, os professores foram responsáveis pela manutenção do foco de atenção dos alunos em relação aos conteúdos. Várias metodologias foram desenvolvidas para garantir isso. Desde a via dialógica até a aplicação de punições físicas e psicológicas. Hoje em dia, é preciso um esforço muito grande para manter a atenção e ler qualquer conteúdo em profundidade, uma vez que queremos ficar conectados aos celulares o tempo todo” argumenta Zuin.

“Para os alunos, vai ficando absolutamente insuportável focar durante horas numa figura como o professor. E aí, eles acabam, de certa maneira, se vingando contra essa figura que historicamente foi responsável pela manutenção da atenção deles”, completa.

Quando a escola não favorece o diálogo, silencia estudantes e o professor se coloca como uma figura autoritária, casos de violência podem ser potencializados. A análise é de Telma Brito Rocha, doutora em educação e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela é autora do livro “Cyberbullying: ódio, violência virtual e profissão docente”, de 2012.

“Sabemos que o professor sofre com uma série de violências cotidianas. Mas também é preciso entender como as agressões dos estudantes podem ser ressonâncias de práticas escolares”, diz Telma. “Essa violência vem muitas vezes do professor, que imprime uma perseguição por causa de determinados comportamentos dos alunos em sala de aula. Existe a repressão em relação a como o aluno se senta, como fala, como se veste, como deve se portar e estar no ambiente. Isso tudo acaba por gerar revoltas, que por sua vez podem gerar outras violências”.

Caminhos alternativos

Os dois pesquisadores entendem que para combater as agressões contra professores, sejam nos ambientes presenciais ou virtuais, é preciso transformar a escola em lugar permanente de diálogo e resolução de conflitos. Em outras palavras, dar mais espaço para que os alunos expressem sejam ouvidos e expressem insatisfações.

“O espaço educacional é um espaço de conflito e cooperação. Não é um lugar sempre tranquilo, onde as pessoas vão sorrir o tempo todo. A gente tem que buscar a via pedagógica para resolver os problemas. Não é eliminar o aluno que agrediu, enviar para outro colégio e transferir o problema. Precisamos que o poder público, as secretarias de educação, invistam em equipes multidisciplinares. O problema exige cada vez mais estratégias que possam dar conta dessa complexidade e envolver diferentes áreas do conhecimento”, diz Telma Brito Rocha.

“O professor tem que redimensionar o significado da autoridade educacional. Principalmente no sentido de realizar uma espécie de autocrítica, de não querer persuadir o aluno que ele é o dono da verdade. Além disso, a escola deveria promover espaços e situações em que professores, alunos e pais possam se reunir e tentar entender o porquê de estar acontecendo alguma violência, para tentar estabelecer determinadas ações conjuntas. Se houver um espaço propício para esses contratos sociais pedagógicos, a prática de cyberbullying tende a cair”, diz Antônio Zuin.

Educação digital na infância

Projetos que desenvolvem uma educação digital direcionada para crianças e jovens também podem ser caminhos de prevenção e combate à violência na internet. É o caso do programa criado pela professora Maria Sylvia Spínola, chamado de “Educação midiática na prática”. Ele é voltado para crianças do 5º ano, que tem em média 10 ou 11 anos de idade, nas salas de aula da rede pública onde ela leciona. Mestre em ensino e educação na área de tecnologias digitais, Maria Sylvia trabalha principalmente a formação do senso crítico e da responsabilidade nos ambientes virtuais.

Os aprendizados incluem o uso dos mecanismos de busca, checagem de fatos, diferenciar opinião de informação, e como se comportar de forma crítica e ética nas redes sociais.

“Quando a gente trabalha questões de bullying, golpe, assédio ou violências que acontecem na internet, as crianças muitas vezes conseguem perceber quando elas são vítimas. Mas elas não conseguem perceber quando elas estão sendo agressivas ou usando linguagens impróprias. Eu trabalho em cima dessa perspectiva também”, explica a professora. “Considerando que a educação midiática tem como base a formação da cidadania, que ajuda no bom uso das ferramentas e em como se expressar de maneira responsável, acredito que estamos contribuindo na construção de um cidadão ético”.

A professora reforça, no entanto, que as instituições de ensino não são as únicas responsáveis por prevenir violências e comportamento inadequados dos estudantes nas redes. É preciso engajar toda a sociedade nesse processo.

“A gente precisa considerar todas as questões sociais, emocionais, e os ambientes familiares. Muitas crianças não têm orientação parental sobre o bom uso da internet, não estão envolvidas em práticas seguras”, reforça Maria Sylvia. “A escola é muito cobrada como parte responsável por educar a sociedade, e a gente esquece a importância de envolvimento da família e do poder público. É aquela máxima, não se educa uma criança sem o movimento de uma aldeia inteira”.

Hoje é Dia: semana tem luta das mulheres rurais e combate à transfobia

A semana entre 15 e 21 de outubro chama atenção para o descumprimento de uma série de direitos universais. Entre eles, está o direito à alimentação, a igualdade de gênero no campo e a valorização dos educadores. 

Em ocasião ao Dia do Professor (15), o programa Caminhos da Reportagem (TV Brasil) leva ao ar o episódio Vida em sala de aula, que conta um pouco da rotina complexa e exaustiva de mulheres e homens que realmente constroem a educação no país. Acompanhe no player abaixo:

Neste domingo, também se celebra os 45 anos da Assinatura da Declaração Universal dos Direitos dos Animais. Ativistas e pesquisadores apontam que uma forma de garantir o direito desses seres é mudando os hábitos alimentares e de consumo. Em 2017, o jornalismo web da EBC produziu o especial Vegetarianismo: entenda esse estilo de vida. O material explica, por exemplo, como a ciência evoluiu para um conceito de que os animais são seres sencientes

Luta das mulheres do campo

Um dos destaques mais importantes da semana é o Dia Internacional das Mulheres Rurais (15). O o relatório “The status of women in agrifood”, feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), destaca as desigualdades de gênero no campo. 

Entre os problemas que as mulheres encontram, estão as piores condições de trabalho, menos acesso à posse da terra, ao crédito e à formação e também o fato de elas ganharem 18% menos que os trabalhadores homens em mesma situação.

A pesquisa revela que o combate às desigualdades de gênero no campo e empoderamento de mulheres nos sistemas agroalimentares poderiam aumentar o PIB mundial em US$ 1 bilhão e acabar com a insegurança alimentar de 45 milhões de pessoas.

Brasília (DF) 16/08/2023 – Mulheres agricultoras realizam a 7ª Marcha das Margaridas. O evento, que é feito de quatro em quatro anos, traz para a capital federal as pautas políticas das mulheres do campo, da floresta, das águas e das cidades. Joédson Alves/Agência Brasil

No Brasil, a 7ª edição da Marcha das Margaridas, reuniu mais de 100 mil mulheres em Brasília, reforça a luta por direitos das mulheres rurais. Sobre o evento, vale a pena conferir o especial da Agência Brasil Por que marcham as Margaridas?, que traz um compilado de pautas das mulheres do campo, da cidade e da floresta hoje no Brasil. 

Alimentação e erradicação da pobreza

O Dia Mundial da Alimentação (16), criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1980 e amplamente difundido pela FAO, é um convite à reflexão sobre comer, desperdiçar e lutar para que todos estejam alimentados e nutridos. O tema proposto para o debate deste ano é “Comida, Água, Direitos e Equidade”. Para ajudar a refletir sobre o tema, confira algumas reportagens publicadas pela Agência Brasil no especial Vidas secas no país das águas.

A erradicação da pobreza é uma das metas da Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por isso, o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17) funciona como um alerta para que esse objetivo não fique de lado. Mas parece que ainda estamos longe de atingir a meta. Segundo a ONU, no ano passado, cerca de 1,3 bilhão de pessoas no mundo viviam em diversas dimensões da pobreza.

Em 10 de outubro, o Repórter Brasil noticiou os dados de uma pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef): de um total de 53 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, quase 31,9 milhões deles estão privados de um ou mais direitos. E cerca de 36% dessas crianças e adolescentes vivem com recursos insuficientes para atender às suas necessidades.

A Agência Brasil também falou sobre o assunto mostrando o desafio do combate à pobreza na América

Dia Mundial da Menopausa

A menopausa é o nome dado à última menstruação e, apesar de ocorrer com todas as mulheres, ainda é tratada como um tabu. Para combater quaisquer estigmas em torno desse período, a Sociedade Internacional da Menopausa, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de diferentes organizações não-governamentais, celebra o Dia Mundial da Menopausa em 18 de outubro.

Em entrevista à Rádio Nacional, a endocrinologista Dolores Pardinih, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), deu dicas de como viver bem após a menopausa:

E a Nacional da Amazônia conversou com o ginecologista Luiz Francisco Baccaro, integrante da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) para tirar dúvidas sobre o climatério:

O programa Brasil em Dia, que era veiculado na TV Brasil, também trouxe informações sobre o acompanhamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a mulheres nesse período, inclusive com terapia de reposição hormonal e atendimento psicológico.

Luta contra a Patologização da Transexualidade

No dia 21 se celebra o Dia Mundial de Luta contra a Patologização da Transexualidade. Desde 2009, o mês de outubro tem concentrado esforços em prol da contínua luta pela despatologização das identidades trans.

Em 2019, as lutas resultaram na retirada da transexualidade ou travestilidade do rol da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) e deixaram de ser vistas por instituições médico-psiquiátricas como uma forma de transtornos mentais. Mas ainda é preciso combater o preconceito e a violência que matam diariamente essa população.

Em 2016, a equipe de jornalismo web da EBC criou o especial multimídia #PraTeMostrarQuemSou que discutia a transfobia a partir de entrevistas realizadas pelo Portal EBC e Agência Brasil durante o 12° Seminário LGBT do Congresso Nacional e a Conferência de Mulheres Livres. Acesse aqui.

Atualmente, uma das expoentes da luta contra a transfobia tem sido a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP), que faz o enfrentamento da pauta conservadora no Congresso Nacional.

Recentemente, Érika Hilton foi a convidada do programa Dando a Real com Demori e falou sobre sua trajetória, o movimento LGBTQIA+ e religião. Reveja:

Confira a lista mensal do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:

8 a 14 de outubro de 2023
15

Nascimento do compositor e violinista fluminense Alberto de Castro Simões da Silva, o Bororó (125 anos)

Morte do compositor e cantor fluminense Romeu Scovino, o Romeu Gentil (40 anos)

Morte do compositor, jornalista, locutor e disc-jóquei capixaba Jair Amorim (30 anos)

Morte do cantor e instrumentista mineiro de música sertaneja de raiz José Dias Nunes, o Tião Carreiro (30 anos)

Assinatura da Declaração Universal dos Direitos dos Animais (45 anos)

Nelson Piquet conquista o bicampeonato mundial de Fórmula 1 (40 anos)

Dia Internacional das Mulheres Rurais

Dia do Professor – comemorado por brasileiros, conforme Decreto Nº 52.682 de 14 de outubro de 1963, para marcar a data do Decreto do imperador Dom Pedro I, emitido em 15 de outubro de 1827, que instituiu o ensino das primeiras letras no Brasil

16

Nascimento do jogador de futebol, comentarista e coordenador esportivo catarinense Paulo Roberto Falcão, conhecido com o “Rei de Roma” (70 anos)

Nascimento do compositor e cantor fluminense Mário Pereira, o Marinho da Muda (95 anos) – um dos fundadores do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Império da Tijuca

Karol Wojityla, cardeal polonês, é eleito Papa, com o nome de João Paulo II (45 anos)

Dia Mundial da Alimentação – comemoração internacional instituída pela Assembleia Geral da ONU na Resolução 35/70 de 5 de dezembro de 1980, também comemorado no Brasil como Dia Nacional da Alimentação

17

Nascimento do cantor e compositor paulista Fulgêncio Santiago, o Baby Santiago (90 anos) – um dos primeiros compositores de rock brasileiro, com letras bem humoradas e temas brasileiros, ao contrário da maioria dos outros cantores que gravavam versões de rocks americanos

Dia Internacional Para a Erradicação da Pobreza – comemoração internacional, que foi instituída pela Assembleia Geral da ONU na sua Resolução A/RES/47/196 de 22 de dezembro de 1992

18

Nascimento do dramaturgo, teatrólogo, jornalista, cronista e professor fluminense da Academia Brasileira de Letras Joracy Camargo (125 anos)

Nascimento do cantor, compositor e arranjador vocal fluminense Milton Lima dos Santos Filho, o Miltinho (80 anos) – integrante e atualmente empresário do grupo MPB4

Morte da pianista e compositora pernambucana Amélia Brandão Nery, a Tia Amélia (40 anos) – embora tenha iniciado sua carreira como pianista erudita, passou a dedicar-se sobretudo à música brasileira, particularmente ao choro, sendo muito comparada à sua predecessora Chiquinha Gonzaga; em crônica denominada “A Bênção, Ti’Amélia”, Vinicius de Moraes chega a afirmar que Tia Amélia é uma ressurreição de Chiquinha Gonzaga com bossas novas

Morte do compositor francês Charles Gounod (130 anos) – famoso sobretudo por suas óperas e músicas religiosas, inclusive “Ave Maria”

Morte do ator e diretor de teatro, cinema e televisão polonês Zbigniew Marian Ziembinski (45 anos)

Dia Mundial da Menopausa – comemoração internacional, que tem sido promovida pela Sociedade Internacional da Menopausa com o apoio da Organização Mundial da Saúde e de várias ONGs do Brasil e do mundo

19

Nascimento do poeta, cantor, compositor, jornalista, dramaturgo e diplomata fluminense Vinícius de Moraes (110 anos)

Beatificação de Madre Tereza de Calcutá (20 anos)

20

Nascimento do cantor, compositor, produtor e radialista fluminense Paulo Tapajós (110 anos) – foi cantor, diretor e produtor de diversos programas da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, até sair em 1946 para a Rádio Tupi, ocupando o cargo de diretor artístico

Morte do compositor e sambista fluminense Luiz Carlos da Vila (15 anos)

Instalação da CPI do Orçamento (30 anos)

Dia do Arquivista – comemorado no Brasil para marcar a data da fundação da Associação dos Arquivistas Brasileiros, que foi constituída em 20 de outubro de 1971 na cidade brasileira do Rio de Janeiro

Dia Mundial da Estatística – comemoração internacional, que foi instituída pela 90ª Assembleia Geral da ONU na sua Resolução A/RES/64/267 de 3 de junho de 2010, em tributo desse serviço que é tido como um suporte fundamental para a tomada de decisões governamentais e para cidadania consciente

Dia Mundial da Osteoporose – comemoração internacional que foi instituída em 1996 pela Sociedade Britânica de Osteoporose e que, a partir de 1997, foi adotada pela Fundação Internacional da Osteoporose

21

Morte do político pernambucano Gregório Bezerra (40 anos)

Dia Mundial de Luta contra a Patologização da Transexualidade – comemoração móvel (sábado entre 17 e 23 de outubro) da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e Simpatizantes, que está relacionada com a luta pela exclusão da definição transexualidade do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Norte-Americana de Psiquiatria e da Classificação Internacional de Doenças da OMS

Saúde mental principal problema para os professores, aponta pesquisa

A saúde dos professores não vai bem no Brasil. É o que aponta o livro Precarização, Adoecimento & Caminhos para a Mudança. Trabalho e saúde dos Professores, lançado nesta semana pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).

O livro foi lançado durante o V Seminário: Trabalho e Saúde dos Professores – Precarização, Adoecimento e Caminhos para a Mudança. Durante o seminário, os pesquisadores apontaram que, seja na rede pública ou na rede privada, os professores sofrem de um mesmo conjunto de males ou doenças, em que há predomínio dos distúrbios mentais tais como síndrome de burnout, estresse e depressão. Depois deles aparecem os distúrbios de voz e os distúrbios osteomusculares (lesões nos músculos, tendões ou articulações).

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“Os estudos têm mostrado que as principais necessidades de afastamento para tratamento de saúde dos professores são os transtornos mentais. Quando olhávamos esses estudos há cinco anos, eles apontavam prevalência maior de adoecimento vocal. Mas isso está mudando. Hoje os transtornos mentais já têm assumido a primeira posição em causa de afastamento de professores das salas de aula”, disse Jefferson Peixoto da Silva, tecnologista da Fundacentro.

Segundo Frida Fischer, professora do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), entre os principais problemas enfrentados por docentes no trabalho está a perda de voz, a perda auditiva, os distúrbios osteomusculares e, mais recentemente, as doenças mentais. “Essas são as principais causas de afastamento dos professores”, disse, em entrevista coletiva.

Uma pesquisa realizada e divulgada recentemente pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) já havia apontado que muitos professores estão enfrentando problemas relacionados à saúde mental e que isso pode ter se agravado com a pandemia do novo coronavírus.

Violência

Outro problema que agravou a saúde dos professores é a violência, aponta Renata Paparelli, psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Segundo ela, o adoecimento dos professores pode ser resultado de três tipos de violência: a física, como as agressões e tapas; as ameaças; e também as resultantes de uma atividade psicossocial cotidiana, como os assédios, por exemplo, relacionados à gestão escolar. Além disso, destaca, há também os episódios de ataques contra as escolas.

As consequências dessas violências, diz Renata, podem resultar tanto em um problema físico, tais como uma lombalgia ou lesão, quanto em uma doença relacionada a um transtorno de estresse pós-traumático.

“A escola não é uma ilha separada de gente. A escola está dentro de uma comunidade, está na sociedade e todos os problemas da sociedade vão bater lá na porta da escola. O tempo todo a escola reflete os problemas que existem na sociedade”, ressaltou Wilson Teixeira, supervisor escolar da Secretaria Municipal de Educação da prefeitura de São Paulo. “Então, a escola também pode ser promotora de violência. Uma gestão autoritária, por exemplo, pode causar sim adoecimento dos professores”, destacou.

Além da violência, a falta de recursos ou de condições apropriadas também contribui para que o professor adoeça. Isso, por exemplo, está relacionado não só à infraestrutura da escola como também aos baixos salários, jornadas excessivas e até a quantidade de alunos por salas de aula. “As doenças relacionadas ao trabalho estão diretamente relacionadas às condições de trabalho, aos recursos que os professores têm para a administração de seu cotidiano. Quando as condições de trabalho são precárias, tanto em infraestrutura quanto em recursos ou exigências, e quando existe um desequilíbrio entre o que o professor tem de fazer e aquilo que é possível ser feito dentro daquelas condições, as pessoas vão adoecer”, disse Frida Fischer.

Para Solange Aparecida Benedeti Penha, secretária de assuntos relativos à saúde do trabalhador da Apeoesp, parte desses problemas podem ser resolvidos com o fortalecimento das denúncias e também por meio de negociações entre os sindicatos e os governos. “Defendemos menos alunos nas salas de aula, professores valorizados e, consequentemente, isso vai trazer uma melhoria para a educação”, disse.

Para Jeffeson Peixoto da Silva, todas essas questões demonstram que é necessário que sejam pensadas políticas públicas voltadas também para o bem-estar dos professores. “A principal conclusão do livro é a questão das políticas públicas, a importância de termos políticas públicas e que sejam favoráveis às melhorias das condições de saúde e de trabalho dos professores. Medidas pontuais podem beneficiar alguns, mas temos no Brasil um número muito grande de professores, mais de 2 milhões, que vivem em regiões e situações diferentes, então as políticas públicas são aquelas capazes de abranger toda essa necessidade”, disse Silva.

Rodrygo não espera jogo aberto contra o Uruguai, mas sim pressão

A seleção brasileira desembarcou neste sábado (14) em Montevidéu para prosseguir com os preparativos para o quarto duelo das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, diante do Uruguai, na terça-feira (17). O grupo recebeu o reforço do lateral Emerson Royal, do Tottenham, convocado no lugar de Danilo, que se lesionou contra a Venezuela na última quinta-feira (12). Após a primeira atividade no Estádio Campeón del Siglo, Rodrygo e Yan Couto atenderam à imprensa. Perguntado sobre a expectativa com relação à postura da seleção uruguaia, depois de o Brasil ter enfrentado dificuldades contra os venezuelanos, fechados na defesa, o atacante do Real Madrid disse que espera um confronto acirrado.

“Nenhuma seleção do mundo vai jogar aberta contra a gente. Eles vão pressionar, sim, porque têm uma seleção muito boa, com novos nomes jogando por grandes times. Temos que procurar minimizar os erros para fazer um grande jogo”, disse Rodrygo.

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Em diversas respostas durante a coletiva, Rodrygo se mostrou ciente da pressão em defender a seleção, que depois de muito tempo deixou de terminar uma rodada na liderança das Eliminatórias.

“Lidamos com a pressão de uma forma tranquila. Estamos acostumados. Jogamos na maior seleção do mundo. Sabemos que [contra a Venezuela] foi só o terceiro jogo, esperamos voltar a vencer e voltar à liderança”, expôs.

Ainda falando sobre expectativas externas, Rodrygo comentou o episódio em que Neymar foi atingido por um saco de pipoca após o empate com a Venezuela por 1 a 1,  em Cuiabá.

“É um caso isolado. Não representa a torcida brasileira. Recebemos muito carinho dos torcedores lá em Cuiabá”, revelou Rodrygo.

Yan Couto, de 21 anos, entrou em campo contra a Venezuela após a lesão de Danilo. Agora, disputa a vaga na lateral-direita com Emerson Royal, recém-integrado à seleção – Vitor Silva/CBF/Direitos Reservados

Yan Couto pode ser titular na lateral-direita

Outro nome escalado para a coletiva de imprensa, o jovem Yan Couto, de 21 anos, vive a expectativa de ser titular da lateral-direita logo em sua segunda partida pela seleção profissional do Brasil. O jogador do Girona, da Espanha, chamado para substituir Vanderson, que foi cortado, acabou entrando no duelo com a Venezuela após a lesão de Danilo e deixou boa impressão. Agora, disputa a vaga com Emerson Royal, recém-integrado à delegação.

“Deixo para o [Fernando] Diniz decidir. O que ele pedir eu vou fazer. É muito do meu estilo participar do jogo no ataque. Fiz a minha função bem, defendi e ataquei quando tive a oportunidade”, opinou.

Ainda se ambientando ao elenco, Yan Couto destacou a importância de se entender com os atacantes do Brasil, que podem se aproveitar de seus passes.

“A comunicação com eles é sempre importante, para que eles entendam o meu jogo e eu entenda como eles jogam. Como temos pouco tempo aqui na seleção, estas coisas são fundamentais para chegar na hora do jogo e termos uma conclusão melhor”, afirmou.

Futebol: pré-olímpico será na Venezuela em janeiro e fevereiro de 2024

A Venezuela sediará a partir de 20 de janeiro do ano que vem o Pré-Olímpico de futebol masculino para os Jogos de Paris 2024. O anúncio foi feito neste sábado (14), pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), por meio das redes sociais. A competição de seleções Sub-23 ocorrerá na capital Caracas e também nas cidades de Valencia e Barquisimeto.

Atual bicampeão olímpico, o Brasil disputa uma das duas vagas para os Jogos de Paris com outros nove países (Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela). A final do Pré-Olímpico está programada para 11 de fevereiro. Já a seleção brasileira feminina não precisará disputar o Pré-Olímpico, pois já assegurou a vaga ao vencer a Copa América no ano passado.

No Pré-Olímpico masculino para os Jogos de Tóquio, realizado na Colômbia em janeiro de 2021, o Brasil garantiu a vaga em segundo lugar, atrás da campeã Argentina. 

A seleção brasileira faturou dois ouros olímpicos seguidos: o primeiro na Rio 2016 e depois na edição de Tóquio. Anteriormente, o país já havia faturado prata na Olimpíada de Londres (2012) e bronze nos Jogos de Pequim (2008). 

Brasileiros deixam Gaza e vão para Rafah, na fronteira com o Egito

Dezesseis brasileiros – entre adultos e crianças – que passaram os últimos dias abrigados em uma escola da Cidade de Gaza, foram transferidos, em segurança, neste sábado (14), para a cidade de Rafah, ainda na Faixa de Gaza, mas perto da fronteira com o Egito, na região sul.

Inicialmente, o grupo aguardaria na cidade de Khan Yunis pela autorização do governo do Egito para ingressar em território egípcio e embarcar em um voo de volta ao Brasil. Contudo, já com o grupo em Khan Yunis, as autoridades optaram por transferir os brasileiros para Rafah.

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Em nota, o Palácio do Planalto apontou que, além de “garantir uma noite mais tranquila” para os 16 brasileiros, a “pequena casa” que o governo alugou em Rafah fica “a uma caminhada de distância do posto de fronteira com o Egito”.

Embora parte de Khan Yunis tenha sido atingida, neste sábado, por ataques israelenses, os outros 12 brasileiros que já estavam na cidade, esperando autorização para atravessar a fronteira com o Egito, permanecerão ali.

“Eles moram em Khan Yunis, então não precisavam sair de suas casas e ir para a casa que o governo alugou [em Rafah] para o pessoal que estava na escola da cidade de Gaza”, explicou à Agência Brasil o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, comentando que os dois grupos estão separados por cerca de 13 quilômetros.

“Mas, assim que abrir a janela da fronteira, permitindo a imigração, a passagem do nosso pessoal, os dois grupos passarão juntos”, assinalou.

Somados os dois grupos, há 14 crianças, oito mulheres adultas e seis homens aguardando, na Palestina, pelo momento de embarcar de volta ao Brasil. Uma aeronave da Presidência da República – um VC-2 com capacidade para até 40 passageiros, mais tripulantes – já está estacionada em Roma, na Itália, à espera do momento oportuno para seguir viagem para o Egito. Em nota, o Itamaraty reafirmou, em Brasília, que segue negociando com as autoridades egípcias para “viabilizar a entrada dos brasileiros e de seus familiares no Egito”.

Até este sábado, o governo brasileiro já resgatou da área de conflito 701 brasileiros e seus familiares, em quatro voos da Força Aérea Brasileira (FAB).

O quinto avião empregado na Operação Voltando em Paz partiu de Tel Aviv às 11h55 (horário de Brasília) deste sábado, trazendo mais 215 pessoas, incluindo nove bebês.

A previsão da FAB é que a aeronave pouse no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, no início da madrugada deste domingo (15). Com isso, o total de brasileiros repatriados chegará a 916 pessoas.

Região de conflito

O Ministério das Relações Exteriores estima que serão necessários ao menos 15 voos para trazer de volta ao país todos os brasileiros que solicitaram ajuda do corpo diplomático para deixar a região do conflito.

Mais de 2,7 mil cidadãos brasileiros atualizaram seus dados pessoais por meio do formulário que a embaixada brasileira em Tel Aviv disponibilizou na internet, mas, conforme o diretor do Departamento Consular do Itamaraty, Aloysio Mares Dias Gomide Filho, explicou na última quarta-feira (11), nem todos manifestaram intenção de deixar a região neste primeiro momento.

Além disso, alguns deles preencheram o formulário mais de uma vez, de forma que o Itamaraty ainda não sabe ao certo quantos, de fato, são os brasileiros na região.

“Verificamos o fenômeno de duplo, até triplo registro. Algumas pessoas estão se inscrevendo mais de duas vezes, em alguns casos. Estamos revendo esta lista, fazendo um pente-fino”, comentou Gomide Filho, frisando que os cidadãos já repatriados estão entre os que responderam o formulário.

Entenda o que são considerados crimes de guerra

Na avaliação de observadores independentes das Nações Unidas, o governo de Israel e o comando do Hamas estão cometendo crimes de guerra. Em relatório de avaliação, os observadores condenaram os atentados cometidos pelo Hamas em território israelense e o ataques de Israel que atingiram palestinos em Gaza.

O direito internacional humanitário regula as relações entre organizações e Estados e estabelece regras para limitar a legalidade de guerras, como restrição para uso de armamento químico. 

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A normas só autorizam o conflito armado no caso de autodefesa contra ataques armados ou mediante autorização do Conselho de Segurança da ONU. As regras básicas do direito internacional também estabelecem que as partes envolvidas devem distinguir entre civis e combatentes inimigos.
REUTERS/Ronen Zvulun

O estatuto do Tribunal Internacional de Haia e as convenções de Genebra definiram os crimes de guerra e as condições julgamento. Entre os crimes de guerra estão ataques à população civil, uso de armas ou métodos de guerra proibidos, homicídio, tortura, uso indevido de uniformes de entidades humanitárias, entre outros.

Em caso de descumprimento, os acusados devem ser processados e julgados pelo Tribunal Internacional.

Violações

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que as regras de direito humanitário internacional e os direitos humanos devem ser respeitados e cumpridos durante a guerra entre Israel e o Hamas.

De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, o número de mortes após uma semana de guerra chegou a 4 mil, entre israelenses e palestinos. Segundo a ONU, cerca de 1 milhão de moradores da Faixa da Gaza estão fora de suas casas, sem acesso a comida, água, luz, medicamentos e atendimento médico.

A declaração de Guterres foi dada ontem (13) antes da reunião na qual o Conselho de Segurança da ONU não chegou a acordo sobre o texto final sobre a guerra.

Segundo o secretário-geral, os civis envolvidos no conflito devem ser protegidos e não podem ser usados como escudos. Para ele, “até mesmo guerras têm regras”.

No mesmo sentido, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) defendeu que os civis em Gaza devem ter acesso à ajuda humanitária. A entidade trabalha para enviar alimentos, água e medicamentos, mas a fronteira com o Egito continua fechada e não foram criados corredores humanitários. 

“Médicos Sem Fronteiras (MSF) está horrorizada com o brutal assassinato em massa de civis perpetrado pelo Hamas e com os intensos ataques a Gaza que estão sendo realizados por Israel. MSF pede a interrupção imediata do derramamento de sangue, o estabelecimento de espaços e passagens seguros para as pessoas chegarem a eles com urgência”, afirmou a entidade.

O diretor da Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Fabrizio Carboni, defendeu a proteção dos civis e a autorização para entrada de ajuda humanitária.

“Com a falta de eletricidade em Gaza, falta luz nos hospitais, o que coloca em perigo recém-nascidos em incubadoras e pacientes idosos que precisam de oxigenação. A hemodiálise deixa de funcionar e não é possível tirar raios X. Sem eletricidade, os hospitais correm perigo de se transformar em necrotérios”, alertou o diretor.

* Com informações da Reuters e Lusa.

Habitat Brasil quer reformar 5 mil pisos no Nordeste até 2028

A campanha 100 Mil Pisos para Brincar, lançada no Brasil pela organização não governamental (ONG) Habitat para a Humanidade, quer reformar 5 mil pisos, até 2028, no semiárido nordestino. A iniciativa faz parte da campanha da Habitat América Latina e se baseia em levantamento feito pela ONG, fundada nos Estados Unidos, que identificou a existência de 11 milhões de moradias com piso predominantemente de terra batida no continente. “Não está nem considerando aquele piso inadequado mas que já tem alguma cobertura”, explicou nesta quarta-feira (11) à Agência Brasil a gerente de Programas da Habitat Brasil, Moema Rolim.

A proposta é reformar pisos em moradias vulneráveis, principalmente as que possuem crianças, para que possam ter um desenvolvimento saudável e adequado. No ano passado, a campanha foi lançada na América Latina e já contabiliza 3,8 mil pisos executados, em sua maioria em países da América Central.

Piloto

Moema informou que um projeto-piloto está sendo realizado no agreste pernambucano, para reforma de 20 pisos, com financiamento da empresa Votorantim. Os trabalhos vão se concentrar, inicialmente, no semiárido do Nordeste, porque dados de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre inadequação das habitações no Brasil, divulgado este ano, apontam a existência de um milhão de casas no país com piso inadequado. “Mais de 530 mil estão na zona rural. Ou seja, a maior parte dessa inadequação de piso está na área rural. Como o semiárido brasileiro concentra a maior parte da população rural do Brasil, a gente achou por bem começar o projeto por essa região”.

A gerente de Programas do Habitat Brasil esclareceu, porém, que isso não significa que a atuação não abrangerá outros lugares do país. “O nosso limite é o Brasil. A gente vai olhando para onde tem mais demanda, onde tem população de maior vulnerabilidade e está precisando mais”. A expansão da campanha depende da obtenção de novos financiamentos, não só de empresas que trabalham na área da construção civil, como a Votorantim, mas de corporações e companhias de outros segmentos da economia que possam investir para que a meta seja atingida e o projeto seja ampliado para outros lugares brasileiros.

ONG

A Habitat para a Humanidade é uma organização global fundada nos Estados Unidos em 1976 com o objetivo de atuar no combate às desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a ONG defende o direito à cidade e soluções de acesso à moradia, água e saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades. No Brasil, sua atuação ocorre desde 1992. Já foram desenvolvidos projetos em 24 estados. (Alana Gandra)

Quinta aeronave da FAB parte de Israel com 215 brasileiros

O quinto avião que o governo brasileiro mobilizou para resgatar brasileiros retidos no Oriente Médio pelo confronto militar entre Israel e o grupo Hamas partiu de Tel Aviv, em Israel, às 11h55 deste sábado (14).

A aeronave, um KC-30 pertencente à Força Aérea Brasileira (FAB), decolou do Aeroporto Ben Gurion com 215 passageiros com destino ao Brasil – entre eles, nove bebês -, além da tripulação militar e 16 animais de estimação.

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A previsão da FAB é que a aeronave pouse no Aeroporto do Galeão no início da madrugada deste domingo (15). Com isso, o total de brasileiros repatriados por meio da Operação Voltando em Paz, do governo federal, chegará a 916 pessoas.

O Ministério das Relações Exteriores estima que serão necessários ao menos 15 voos para trazer de volta ao país todos os brasileiros que solicitaram a ajuda do corpo diplomático para deixar a região do conflito. “Todos os que quiserem sair, sairão”, garantiu o embaixador do Brasil em Israel, Fred Meyer, em nota do Itamaraty.

Mais de 2,7 mil cidadãos brasileiros atualizaram seus dados pessoais por meio do formulário que a embaixada brasileira em Tel Aviv disponibilizou na internet, mas conforme o diretor do Departamento Consular do Itamaraty, Aloysio Mares Dia Gomide Filho, explicou na última quarta-feira (11), nem todos manifestaram intenção de deixar a região neste primeiro momento. Além disso, alguns deles preencheram o formulário mais de uma vez, de forma que o Itamaraty ainda não sabe ao certo quantos, de fato, são os brasileiros na região.

“Verificamos o fenômeno de duplo, até triplo registro. Algumas pessoas estão se inscrevendo mais de duas vezes, em alguns casos. Estamos revendo esta lista, fazendo um pente-fino”, comentou Gomides Filho, frisando que os cidadãos já repatriados estão entre os que responderam o formulário.

Esta madrugada, horas antes da quinta aeronave brasileira partir de Tel Aviv, pousou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, o quarto avião empregado na Operação Voltando em Paz, com 207 passageiros a bordo.

Uma sexta aeronave destacada para resgatar os brasileiros, um VC-2 da Presidência da República com capacidade para 40 pessoas, está em Roma, na Itália, onde a tripulação aguarda a autorização para seguir viagem até o Egito, onde o Ministério das Relações Exteriores tentará embarcar o grupo de brasileiros que está na Faixa de Gaza, território palestino sob forte ataque das forças militares israelenses.