Eclipse anular do Sol é observado no Norte e Nordeste do Brasil

O pequeno município de Tefé, no Amazonas, teve o privilégio de ser o primeiro lugar no país a acompanhar neste sábado (14) o eclipse anular do sol. O fenômeno teve início às 13h29 no horário local e atingiu o ápice às 15h11. Durante cinco minutos, sol, lua e Terra ficaram alinhados. Ao olhar para o céu, o disco solar ficou quase todo coberto e escuro, apenas com uma borda fina luminosa à vista, lembrando um anel.

O evento no país e em outras partes do mundo foi transmitido durante o dia no canal do Youtube do Observatório Nacional, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Com a ajuda de parceiros locais, e órgãos internacionais como Time and Date e a Nasa, o eclipse anular pôde ser visto numa faixa de 200 quilômetros, que foi da costa oeste dos Estados Unidos até o extremo leste do Brasil. A anularidade também foi vista no México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia. 

No Brasil, o eclipse anular ocorreu em cidades localizadas no Norte e Nordeste: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pernambuco. No restante do país, o fenômeno foi parcial.  O professor de física Ariel Adorno se emocionou ao acompanhar o eclipse em Juazeiro do Norte, na Universidade Federal do Ceará.

“Um eclipse igual a esse aconteceu em novembro de 1994 e, na época, eu morava em Goiânia. A razão de eu ter feito Física foi esse eclipse. A gente espera que, pela quantidade de pessoas atingidas hoje, esse eclipse também provoque mudanças nas vidas delas para o bem. Especialmente para o lado da ciência. Eu me emocionei algumas vezes. Chorei vendo hoje esse eclipse, lembrando de tudo o que eu passei até chegar aqui”, disse Ariel.

Dúvidas

Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, coordenou a transmissão visualizada por milhares de pessoas, e esclareceu as principais dúvidas sobre o eclipse – notadamente se o fenômeno pode ser considerado raro.

“O que causa essa sensação de raridade é que, quando ele acontece, só pode ser visto em alguns lugares do planeta. Como a sombra da lua é pequena, só atinge a Terra em uma faixa estreita. E aí, poucas pessoas entram nesse caminho da anularidade ou da totalidade do eclipse. A maioria o vê como parcial. Mas ele ocorre de anos em anos, com alguma regularidade no planeta”, disse Josina.

Como referência, o último eclipse anular do sol aconteceu em junho de 2021, mas não foi visível no Brasil. E o próximo vai ser no 2 de outubro de 2024, também sem poder ser observado por aqui. No Brasil, o fenômeno só vai voltar a ser visível no dia 6 de fevereiro de 2027 e, mesmo assim, só de forma completa no Rio Grande do Sul.

COI sinaliza intenção de criar em breve Jogos Olímpicos de E-Sports

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, afirmou neste sábado (14) que há planos para a criação de Jogos Olímpicos de E-Sports (esportes eletrônicos) em breve. O mandatário deu a declaração durante mais um encontro da cúpula da entidade em Mumbai (Índia).

“Eu pedi para nossa Comissão de E-Sports para estudar a criação de Jogos Olímpicos destas modalidades”, afirmou Bach.

Segundo o dirigente, estudos mostram que mais de três bilhões de pessoas são adeptos dos games ao redor do mundo, incluindo cerca de 500 milhões de pessoas que têm interesse em competições do tipo, seja em games que simulam esportes ‘convencionais’ ou de outros tipos.

Bach também reiterou o fato de a maioria dos jogadores de E-Sports ter menos de 34 anos de idade, um rol de faixas etárias que é de especial interesse para o COI.

A criação de uma Olimpíada gamer vem na esteira das iniciativas do COI em implementar competições na atmosfera eletrônica. A entidade criou em 2021 a chamada Série E-Sports Olímpica, uma espécie de circuito de competições de esportes eletrônicas e recentemente lançou a Semana de E-Sports, realizada em Singapura, em junho.

Este evento teve mesas de debate e exibições em diversos games, mas também coroou campeões do circuito em dez games, quase todos eles simuladores de modalidades ‘reais’, embora nem todas olímpicas. Alguns exemplos: Tic Tac Bow (tiro com arco), Virtual Taekwondo (taekwondo) e Tennis Clash (tênis). Games de sucesso fora da atmosfera de simulação de esportes, como ‘Just Dance’ e ‘Fortnite’, também fizeram parte da semana.

Segundo Thomas Bach, esses eventos são como os primeiros passos para a instituição de uma Olimpíada de esportes eletrônicos.

Lula pede apoio de presidentes do Egito e da Autoridade Palestina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou neste sábado (14), por telefone, com os presidentes do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Segundo o Palácio do Planalto, Lula pediu apoio para a saída de brasileiros da Faixa de Gaza e reafirmou a importância da busca pela paz na região. 

Nas conversas, o presidente demonstrou preocupação com os civis palestinos e também condenou os ataques terroristas em Israel. Lula também defendeu a abertura de um corredor humanitário em Gaza e a libertação de todos os reféns. 

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Segundo o presidente, “os inocentes em Gaza não podem pagar o preço da insanidade daqueles que querem a guerra”.

Na quinta-feira (12), Lula conversou por telefone com o presidente de Israel, Isaac Herzog, e reiterou a condenação brasileira aos ataques promovidos pelo grupo Hamas, que o presidente classificou como atos terroristas. 

Repatriação

No diálogo com o presidente egípcio, Lula informou que, após brasileiros cruzarem a passagem de Rafah, eles serão acompanhados pelo embaixador do Brasil no Egito até o Aeroporto de Arish, onde embarcarão imediatamente em aeronave da Força Aérea Brasileira com destino ao Brasil.

Lula informou ainda que o Brasil deve enviar em breve ao Egito, entre outros itens, kits de medicamentos.

O presidente confirmou que o Brasil, no exercício da presidência do Conselho de Segurança da ONU, manterá atuação incansável para evitar um desastre humanitário ainda maior e o alastramento do conflito.

Ambos os presidentes reafirmaram a defesa da solução de dois Estados (israelense e palestino) e acordaram manter consultas frequentes sobre a crise em curso.

Israel e Hezbollah admitem ataques mútuos

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmam ter atingido vários alvos militares no Líbano, neste sábado (14). Em um comunicado, os militares israelenses sustentam que as estruturas atingidas pertencem ao grupo libanês Hezbollah, que reivindicou a responsabilidade por alguns dos ataques que Israel sofreu desde essa sexta-feira (13).

“Aeronaves, artilharia e tanques das FDI atingiram vários alvos militares da organização terrorista Hezbollah, no Líbano, em resposta aos morteiros lançados contra o território israelense hoje cedo”, informaram os militares, referindo-se ao ataque militar que a organização libanesa deflagrou, esta manhã, contra postos israelenses perto da tríplice fronteira entre Líbano, Israel e Síria, em áreas disputados pelos dois primeiros países. 

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Em comunicados que divulgou em seu canal de televisão, o Al-Manar, o Hezbollah afirma ter bombardeado “posições do exército” israelense com mísseis teleguiados e granadas. Ainda de acordo com o grupo libanês, parte do posto de vigilância de Burkat Al-Naqqar, um dos alvos atingidos, “foi destruída”.

Guerra

Os ataques do Hezbollah ocorrem oito dias após o governo de Israel ter declarado guerra contra o Hamas, grupo islâmico de resistência ao avanço israelense sobre o território palestino e que controla a Faixa de Gaza. No último sábado (70, o Hamas deflagrou o mais ousado ataque contra o território israelense em décadas, atingindo civis e militares indistintamente, por terra e pelo ar.

A ofensiva do Hamas provocou uma severa reação militar de Israel, que passou a bombardear ininterruptamente a Faixa de Gaza – um estreito pedaço de terra de 41quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de largura, banhada pelo Mar Mediterrâneo, onde vivem cerca de 2,2 milhões de palestinos.

Em nota, as Forças de Defesa de Israel afirmam estar preparadas para implementar “uma ampla gama de planos ofensivos operacionais” em Gaza. Segundo as FDI, “as próximas fases da guerra, com ênfase em operações terrestres significativas […] podem incluir ataques combinados e coordenados por via aérea, marítima e terrestre”.

Em Omã, Calderano vira e vence 3º torneio WTT Contender na temporada

O sábado (14) foi de virada e título para o mesa-tenista brasileiro Hugo Calderano em Mascate, capital de Omã. O número 5 do mundo sofreu, mas bateu Liam Pitchford, da Inglaterra, por 4 sets a 3, na final de mais um torneio do tipo WTT Contender. Esta é a terceira conquista deste porte para Calderano em 2023, depois dos títulos em Durban (África do Sul) e Doha (Catar), ambos ainda em janeiro.

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Na final deste sábado (14) em Omã, o brasileiro repetiu o roteiro de outros dois jogos na campanha em Mascate. Assim como nos duelos contra os franceses Jules Rolland (oitavas de final) e Simon Gauzy (semifinal), Calderano perdeu os dois primeiros sets diante de Pitchford, número 33 do mundo. O mesa-tenista britânico, considerado um azarão ao longo da campanha, fez 11/6 e 11/1 nas duas primeiras parciais.

No entanto, a partir daí o brasileiro se encontrou, vencendo o terceiro set por 11/8, o quarto por 11/0 e o quinto por 11/4. Pitchford recobrou um pouco do fôlego na sexta parcial, que terminou com vitória dele por 12/10 mas Calderano foi mais incisivo no último e decisivo set, vencendo por 11/7.

O calendário do campeão segue cheio. Nesta semana, ele disputa outro torneio WTT Contender, em Antália (Turquia), a partir da próxima quinta-feira (19). Na sequência, Calderano representará o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, cujas disputas no tênis de mesa começam em 29 de outubro.

Lula reúne ministros em videoconferência no Alvorada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou na manhã deste sábado (14) videoconferência com ministros e assessores. A reunião virtual teve início por volta das 9h30. Os assuntos discutidos ainda não foram divulgados pela Presidência da República.

De acordo com a agenda oficial, os ministros José Múcio (Defesa), Márcio Macedo (Secretária-geral), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social) participaram da reunião, além do vice-presidente, Geraldo Alckmin, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

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Lula está despachando no Palácio da Alvorada desde o início deste mês. O presidente se recupera de uma cirurgia no quadril.

Nos últimos dias, Lula realizou outras videoconferências. Na quinta-feira (12), o presidente discutiu com os ministros a situação das enchentes em Santa Catarina e da seca no Amazonas.

Lula também acompanha os desdobramentos da guerra entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza. Na quinta, o presidente conversou por telefone com o presidente de Israel, Isaac Herzog e reiterou a condenação brasileira aos ataques promovidos pelo grupo, que o presidente classificou como atos terroristas.  

Exército investiga sumiço de metralhadoras em São Paulo

O Exército está investigando o desaparecimento de metralhadoras que estavam no Comando Militar do Sudeste, em Barueri, na Grande São Paulo.

Segundo o Comando Militar do Sudeste, uma inspeção – feita no dia 10 de outubro – constatou uma “discrepância no controle” de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo. Desse total, 13 metralhadoras tinham calibre.50 (que seriam capazes de derrubar aeronaves) e oito eram de calibre 7,62.

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Por meio de nota, o Comando Militar do Sudeste informou que essas metralhadoras eram “inservíveis”, ou seja, não funcionavam e tinham sido recolhidas para manutenção, estando armazenadas no arsenal.

O Comando Militar explicou que o arsenal é uma unidade técnica de manutenção, responsável pelo processo de desfazimento e destruição de armamentos que não possam ser reparados.

“Imediatamente, foram tomadas todas as providências administrativas com o objetivo de apurar as circunstâncias do fato, sendo instaurado um Inquérito Policial Militar”, disse o órgão, informando que toda a tropa está “aquartelada de prontidão”, ou seja, proibida de ir para casa. Essa tropa, disse o Comando, seria formada por cerca de 480 militares, que estão sendo ouvidos na investigação.

Armas antiaéreas

Também por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse lamentar o furto das 13 armas antiaéreas (de calibre.50), mas informou não ter sido oficialmente comunicada sobre a ocorrência do fato.

“Tendo em vista o evidente risco de desdobramentos para a segurança da população, as polícias civil e militar empreendem massivos esforços no sentido da localização do material subtraído e da identificação e prisão dos autores do crime”, disse a pasta, em nota.

Gaza: pelo menos 15 estabelecimentos de saúde foram atingidos

O porta-voz do Ministério da Saúde da Palestina, Ashraf Al-Qudra, afirmou, neste sábado (14), que as forças militares de Israel atacaram ao menos 15 hospitais e unidades de saúde da Faixa de Gaza, no Oriente Médio. Ainda segundo Al-Qudra, 23 ambulâncias também foram atingidas enquanto profissionais de saúde atendiam a vítimas da ofensiva israelense.

Em um comunicado divulgado hoje, o porta-voz ministerial apelou à comunidade internacional que adote medidas capazes de persuadir o governo de Israel a não bombardear hospitais e áreas próximas a unidades de saúde.

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“A ameaça de bombardear instituições de saúde sob os olhos do mundo expressa o comportamento criminoso sistemático da ocupação israelita”, declarou Al-Qudra, ao informar que parte das 15 instalações de saúde atingidas já não podem atender às milhares de vítimas do confronto entre Israel e o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Nas redes sociais, a assessoria do Ministério da Saúde da Palestina informou que ao menos 10 paramédicos morreram e outros 27 foram feridos enquanto trabalhavam, socorrendo as vítimas em território palestino, desde o início do conflito, há uma semana. A pasta também tem, recorrentemente, pedido que os cidadãos que puderem procurem um banco de sangue ainda operando a fim de doar sangue às vítimas do confronto.

Na última quinta-feira (12), o governo de Israel anunciou que agirá de forma a aniquilar o movimento Hamas, sem abrir exceções humanitárias no cerco que fez à Faixa de Gaza. A ameaça foi uma resposta ao pedido da organização da Cruz Vermelha, que conclamou Israel a permitir a entrada de combustível na Faixa de Gaza a fim de evitar que hospitais sobrecarregados “se transformem em necrotérios”.

Ontem, Israel deu um prazo de 24 horas para que os palestinos deixem a região norte da Faixa de Gaza, onde vivem cerca de 1,2 milhão de pessoas, e se dirijam rumo ao sul. O comunicado foi feito por meio de panfletos lançados na Faixa de Gaza por aeronaves israelenses. A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que foi informada sobre o aviso israelense para que os palestinos evacuem a região, destacando ser impossível movimentar tantas pessoas em tão pouco tempo. O prazo para que os palestinos deixem a região norte da Faixa de Gaza terminou há pouco.

Temporais no Paraná: quase 57 mil pessoas foram afetadas

Os temporais que atingem o Paraná desde o início do mês já impactaram 57 mil pessoas em 74 municípios do estado. Os dados estão no balanço divulgado neste sábado (14) pela Defesa Civil. Pelo menos duas mortes foram registradas e 10 pessoas ficaram feridas em decorrência das chuvas e dos alagamentos. 

A Defesa Civil também informou que 810 pessoas estão desabrigadas e, portanto, necessitam das estruturas de acolhimento público. São 7.255 os desalojadas, pessoas que deixaram as casas, mas conseguiram refúgio com amigos ou familiares. 

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Segundo o governo do estado, vai ser destinado R$1 milhão para acolher os desabrigados, o que inclui contratação imediata de hotéis e pousadas. Os grupos prioritários serão gestantes, crianças, idosos, acamados, deficientes físicos e os demais em situação de vulnerabilidade. Será oferecida hospedagem com pensão completa durante 15 dias, prorrogável por mais 15.

O governo informou que as cidades mais atingidas pelas chuvas foram União da Vitória, no Sul do Estado, e Rio Negro, na região metropolitana de Curitiba. Mas que a contratação emergencial de hotéis e pousadas vale para todos os municípios paranaenses onde houver desabrigados.

Por conta das chuvas mais fortes nas bacias do Alto e Médio Iguaçu, a previsão é de aumento do volume de água que chega às Cataratas de Foz do Iguaçu. Na última medição, na quinta-feira (12), a vazão estava perto de 6 milhões de litros por segundo. Nesse fim de semana, esse número pode chegar a 11 milhões de litros. A média histórica é de 1,5 milhão de litros por segundo.

Previsão do tempo

A previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) é que a instabilidade diminua nesse fim de semana. A região leste e os Campos Gerais terão presença de nuvens e chuvas finas isoladas, por conta da circulação dos ventos que vêm do oceano. No interior, a expectativa é de sol. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) reforça que há risco baixo de eventos geo-hidrológicos para o estado.

Observação do eclipse exige cuidados para evitar lesão nos olhos

Quem quiser acompanhar o eclipse solar que ocorrerá neste sábado (14) e será visível em todo o Brasil deve tomar os cuidados necessários para a observação. O diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Sérgio Fernandes, alerta que a principal orientação para se observar o eclipse solar é a utilização do filtro de soldador número 14.

“Em hipótese nenhuma devemos observar o eclipse através de radiografias, negativos de fotografia ou mesmo óculos escuros. O sol emite, além de sua luz própria, raios infravermelho e ultravioleta. Sobretudo, o ultravioleta pode provocar queimaduras na retina que são permanentes”, explicou o médico.

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Em caso de contato inadequado com a luz de observação direta do eclipse, Fernandes orienta que se deve procurar imediatamente um oftalmologista para tentar diminuir os efeitos lesivos dessa queimadura. No entanto, ele afirma que uma queimadura pode levar a uma baixa visual importante. Segundo o médico, não existe nenhum trabalho determinando quanto tempo se pode olhar o eclipse. Diante disso, recomenda que, mesmo utilizando o filtro adequado, a observação seja intercalada.

Após olhar na direção de um eclipse por alguns segundos e sem proteção, Samira Ortega, de 35 anos, ficou duas semanas sem enxergar com o olho esquerdo. “Senti a vista embaçada, como se tivesse um borrão. Procurei [um médico] depois de algumas horas. Queimou as minhas retinas. No olho esquerdo tenho uma mancha até hoje”, contou.

O que ela teve foi maculopatia solar, que exige acompanhamento com oftalmologista, tratamento e uma série de exames. “[Foi] no primeiro ano da Pandemia (2020). Estou bem, com o tempo a visão voltou 100%. Às vezes, olho para alguma superfície e vejo um pontinho”, acrescentou.

Saiba que cuidados tomar ao observar um eclipse:

1.       Não olhar diretamente para o Sol durante o eclipse;
2.       Usar óculos específicos para observação ou filtros de solda número 14 ou maior – aqueles que têm proteção contra raios UV e infravermelhos e podem ser comprados em lojas de materiais de construção ou de equipamentos de segurança do trabalho;
3.       Não olhe para o Sol com óculos escuros convencionais, usando telefones celulares ou câmeras fotográficas;
4.       Não use binóculos ou telescópios sem orientação especializada quanto ao tipo de filtro correto a ser apropriado.

Egito aceita receber brasileiros que desejam sair da Faixa de Gaza

O Egito aceitou receber os brasileiros que querem sair da Faixa de Gaza, confirmou há pouco o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Segundo ele, a população confinada na região deve sair neste sábado (14) pela passagem de Rafah, na fronteira entre a parte sul de Gaza e o Egito. 

“[Os cidadãos brasileiros] sairiam neste ônibus, que os transportará amanhã [sábado]. O que nós propusemos é que saíssem e fossem levados para um aeroporto, uma localidade muito próxima da fronteira, onde um avião da Força Aérea Brasileira, estará esperando”, confirmou Vieira em entrevista coletiva após uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. 

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O governo brasileiro contratou ônibus para transporte dos brasileiros até a fronteira egípcia e aguardava a liberação pela passagem de Rafah pelo país africano. 

Logo após o encontro, Vieira condenou a violência do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas e fez um apelo para a criação de um corredor humanitário que permita a evacuação da população civil. “Ao final, após pedido de membros do Conselho de Segurança, o Brasil vai continuar a trabalhar continuamente com todas as delegações visando uma posição unificada do conselho para a situação”, afirmou. 

Segundo ele, o Brasil, que preside temporariamente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, vai se esforçar para evitar uma catástrofe humanitária. “O objetivo imediato é claro e urgente: prevenir mais derramamento de sangue e perda de vidas e tentar garantir acesso humanitário urgente para as áreas mais atingidas”, declarou. 

O prazo dado pelo governo israelense para a retirada de 1 milhão de pessoas da parte norte da Faixa de Gaza terminou à 0h local (18h no horário de Brasília). As forças israelenses não deixaram claro quando começará a ofensiva armada na região. 

Federação Internacional dos Jornalistas faz apelo por mais proteção

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) pediu nesta sexta-feira (13) que a UNESCO, a agência da ONU responsável pela proteção e segurança dos jornalistas, faça o máximo para proteger os jornalistas na Faixa de Gaza. A entidade ainda defendeu que as partes em conflito respeitem o direito internacional humanitário e a Carta das Nações Unidas.

Segundo dados do Sindicato dos Jornalistas da Palestina, ao menos seis jornalistas palestinos já foram mortos pelos ataques israelenses em Gaza. O Comitê Internacional de Proteção dos Jornalistas estima que 10 jornalistas foram mortos e dois estavam desaparecidos. Nesta sexta-feira, o cinegrafista da Reuters Issam Abdallah foi morto no sul do Líbano e outras equipes ficaram feridas.

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Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, a morte do cinegrafista da Reuters demonstra o enorme risco de o conflito entre Israel e o grupo militante palestino Hamas se alastrar para o Líbano.

A presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas, Samira  de Castro, está acompanhando a situação. Ela afirma que a situação dos jornalistas na Palestina é bastante delicada.

“É preciso salientar que o jornalismo não é crime. E os jornalistas infelizmente estão bastante desprotegidos com a ofensiva de Israel, que não tem poupado a população civil e muito menos os mensageiros que são os trabalhadores e as trabalhadoras que fazem chegar à população do seu entorno a cobertura desse conflito.”

A FIJ teme que aumente o número de mortes de profissionais da imprensa no conflito com a invasão de Israel a Gaza. A entidade teme as consequências para os civis e jornalistas. 

De acordo com a FIJ, hoje, nenhum jornalista estrangeiro consegue acessar a Faixa de Gaza para informar a sociedade.

BB negocia pela primeira vez créditos de carbono no mercado externo

Pela primeira vez na história, o Banco do Brasil (BB) negociou créditos de carbono no mercado internacional. A operação ocorreu nesta semana, com a compra de 5 mil créditos de carbono do Projeto Envira Amazônia, operado no mercado secundário pelo banco francês BNP Paribas, e a venda para o Standard Chartered Bank no exterior.

Segundo o BB, a transação piloto serviu de teste para validar o novo modelo de negócios do BB. Com certificação pela Verra, o principal avaliador do mercado voluntário de carbono por meio de reduções de desmatamento e degradação, o Projeto Envira protege mais de 200 mil hectares da Floresta Amazônica. O projeto também tem o selo Clima, Comunidade e Biodiversidade (CCB), que certifica a destinação de parte dos créditos gerados em prol da comunidade local.

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O Banco do Brasil pretende tornar-se referência na negociação de mercado de carbono, desde o desenvolvimento de projetos geradores de crédito até a compra e venda desses ativos. A instituição também quer oferecer assessoria para a realização de inventários de emissões de gases de efeito estufa. De acordo com o banco, os projetos apoiados pela instituição permitem preservar mais de 500 mil hectares de floresta nativa.

No início do mês, o BB criou uma unidade estratégica exclusivamente destinada a boas práticas ambientais, sociais e de governança em sua estrutura para reforçar sua atuação na área. Alinhada aos 12 compromissos para um futuro mais sustentável, especialmente ao de reflorestamento e conservação florestal, a instituição tem a meta de conservar ou reflorestar 1 milhão de hectares até 2025.

Expansão

Em 2022, o mercado global de créditos voluntários de carbono atingiu US$ 2 bilhões e deve crescer de forma exponencial nos próximos anos. No caso brasileiro, a consultoria Way Carbon, especializada no segmento, estima que o volume de negociações atinja US$ 20 bilhões até 2030.

Por meio do mercado de crédito de carbono, as empresas compensam a emissão de gases de efeito estufa. Cada empresa tem um determinado limite de emissões. As que emitem menos ficam com créditos, que podem ser vendidos àquelas que passaram do limite. O crédito de carbono equivale a 1 tonelada de gás carbônico (CO2) ou de outros gases geradores de efeito estufa que deixou de ser lançada na atmosfera.

As empresas também podem comprar créditos de carbono por meio do financiamento de projetos ambientais ou de desenvolvimento sustentável. Os mercados de carbono passaram a ganhar mais ênfase desde a assinatura, por países da Organização das Nações Unidas (ONU), do Protocolo de Kyoto, em 1997.

Israel lança ataques terrestres a Gaza; Netanyahu diz ser começo

 A infantaria israelense fez seus primeiros ataques à Faixa de Gaza nesta sexta-feira desde que os combatentes do Hamas invadiram o sul de Israel no fim de semana, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a campanha militar de retaliação está apenas começando.

Israel prometeu aniquilar o Hamas depois que combatentes do grupo militante palestino que controla Gaza invadiram cidades e aldeias israelenses no sábado, matando 1.300 pessoas, principalmente civis, e fugindo com dezenas de reféns.

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Desde então, Israel colocou a Faixa de Gaza – onde vivem 2,3 milhões de palestinos – sob um cerco total e a bombardeou com ataques aéreos sem precedentes. As autoridades de Gaza dizem que 1.900 pessoas morreram.

Nesta sexta-feira (13), Israel deu prazo de 24 horas para mais de um milhão de residentes da metade norte de Gaza fugirem para o sul e escaparem de um ataque. O Hamas prometeu lutar até a última gota de sangue e disse aos moradores para não irem embora.

O porta-voz militar israelense, contra-almirante Daniel Hagari, afirmou que tropas apoiadas por tanques realizaram incursões para atacar as equipes de foguetes palestinas e buscar informações sobre a localização dos reféns tomados pelo Hamas.

Em uma breve declaração transmitida pela televisão de forma incomum após o início do sábado judaico, Netanyahu afirmou: “Estamos atacando os nossos inimigos com uma força sem precedentes”. E acrescentou: “Enfatizo que este é apenas o começo.”

Mais cedo, vários milhares de moradores podiam ser vistos nas estradas que saíam da parte norte da Faixa de Gaza, mas era impossível saber seu número. Muitos outros disseram que não iriam.

O Exército israelense disse que um número significativo de habitantes de Gaza começou a se deslocar para o sul “para se salvar”.

“A morte é melhor do que ir embora”, disse Mohammad, de 20 anos, em pé na rua, do lado de fora de um prédio reduzido a escombros em um ataque aéreo israelense há dois dias, perto do centro de Gaza. “Eu nasci aqui e vou morrer aqui, sair é um estigma.”

As mesquitas transmitem a mensagem: “Fiquem em suas casas. Fiquem em suas terras”.

“Dizemos ao povo do norte de Gaza e da Cidade de Gaza: fiquem em suas casas e em seus lugares”, declarou Eyad Al-Bozom, porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, em uma coletiva de imprensa.

“Ao realizar massacres contra os civis, a ocupação quer nos deslocar mais uma vez de nossa terra.”

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o pedido de Israel para que os civis de Gaza deixassem o território era impossível de ser realizado “sem consequências humanitárias devastadoras”, o que provocou uma repreensão de Israel, que disse que a ONU deveria condenar o Hamas e apoiar o direito de autodefesa de Israel.

“O laço em torno da população civil em Gaza está se apertando. Como 1,1 milhão de pessoas podem se deslocar por uma zona de guerra densamente povoada em menos de 24 horas?”, escreveu Martin Griffiths, chefe de ajuda da ONU, nas redes sociais.

“TAREFA DIFÍCIL”

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que seria impossível para as organizações de ajuda auxiliarem “um deslocamento tão grande de pessoas em Gaza” enquanto o local permanecer sob o cerco israelense.

“As necessidades são impressionantes, e as organizações humanitárias precisam ser capazes de aumentar as operações de ajuda.”

Os Estados Unidos, que pediram a Israel que protegesse os civis, não hesitou em apoiar publicamente seu aliado. O porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que uma retirada tão grande era uma “tarefa difícil”, mas que Washington não questionaria a decisão de dizer aos civis para saírem.

“Entendemos o que eles estão tentando fazer e por que estão tentando fazer isso — para tentar isolar a população civil do Hamas, que é seu verdadeiro alvo”, afirmou ele à MSNBC.

A ordem de retirada de Israel se aplica à metade norte da Faixa de Gaza, incluindo o maior assentamento do enclave, a Cidade de Gaza. A ONU disse ter sido informada de que Israel queria que toda a população da área — cerca de metade dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza — atravessasse a reserva natural de Gaza Wadi, que divide o enclave.

“Civis da Cidade de Gaza, saiam para o sul para sua própria segurança e a segurança de suas famílias e se distanciem dos terroristas do Hamas que os estão usando como escudos humanos”, disseram os militares israelenses.

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, que é rival do Hamas, disse ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, na Jordânia, que o deslocamento forçado dos palestinos em Gaza constituiria uma repetição de 1948, quando centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram expulsos do que hoje é Israel. A maioria dos habitantes de Gaza são descendentes desses refugiados.

Gaza já é um dos lugares mais lotados do mundo e, por enquanto, não há saída. Israel impôs um bloqueio total, e o Egito, que também tem uma fronteira com o enclave, até agora resistiu aos apelos para abri-la aos moradores em fuga.

O Cairo disse que o apelo de Israel para que os habitantes de Gaza deixem suas casas foi uma violação do direito humanitário internacional que colocaria os civis em perigo.

Desde que os combatentes do Hamas atravessaram a barreira e mataram 1.300 israelenses no sábado, Israel respondeu com os ataques aéreos mais intensos de seus 75 anos de conflito com os palestinos. As autoridades de Gaza dizem que 1.800 pessoas foram mortas, e a ONU afirma que 400.000 pessoas já ficaram desabrigadas.

(Reportagem de Henriette Chacar, Dedi Hayun, Maayan Lubell, Emily Rose, James Mackenzie em Jerusalém, Michelle Nichols em Nova York, Emma Farge em Genebra, Jeff Mason em Washington, Humeyra Pamuk em Tel Aviv, Steve Gorman e Dan Whitcomb em Los Angeles e Emma Farge em Genebra)

 

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Haddad e Campos Neto recebem prêmio de publicação internacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, receberam nesta sexta-feira (13) prêmios da revista Latin Finance, publicação especializada em economia na América Latina e no Caribe. Os dois foram considerados os melhores nas respectivas funções na região.

A premiação foi entregue em Marrakech, no Marrocos, onde Haddad e Campos Neto participam até este sábado (14) da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. O encontro reúne ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais de 189 países e, tem como destaque, a reforma no financiamento de instituições multilaterais e a presidência do Brasil no G20, grupo das 20 maiores economias do planeta.

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O Banco Central e Fernando Haddad postaram fotos da premiação nos perfis oficiais nas redes sociais. “Muito bom ver mais um reconhecimento internacional do trabalho do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Parceria bem-sucedida em benefício do Brasil. Parabéns, ministro Fernando Haddad”, diz Campos na postagem, com uma foto em que aparece segurando o prêmio ao lado do ministro da Fazenda.

Em seu perfil oficial, Haddad também agradeceu ao reconhecimento. “O prêmio concedido pela LatinFinance reflete o esforço conjunto e articulado para o crescimento econômico sustentável no Brasil. Agradeço a toda a equipe técnica do Ministério da Fazenda, ao Presidente Lula e a todos os atores que deixam de lado nossas poucas diferenças e enxergam nossas muitas concordâncias como nação e como atores globais”, escreveu o ministro.

Agenda

Nesta sexta-feira, Haddad teve reuniões bilaterais com a secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Amina J. Mohammed; com o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Achim Steiner; e com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Haddad também se encontrou com os ministros de Finanças da Indonésia, do Reino Unido e de Portugal.

Haddad e Campos Neto participaram da sessão de ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20. No sábado (14), os dois encerrarão os compromissos no Marrocos na plenária do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, órgão consultivo do Quadro de Governantes do FMI.

Chuva no Rio deve continuar e prejudicar visualização de eclipse

Chove no Rio e as condições do tempo nesta sexta-feira (13) na cidade do Rio estão sendo influenciadas por ventos úmidos vindos do oceano.  A chuva trouxe ventos fracos, com rajadas moderadas nos períodos da tarde e noite. A temperatura entrou em declínio, com mínima de 18° Celsius (ºC) e máxima de 28°C.

O município do Rio entrou em estágio de mobilização às 20h15 desta quinta-feira, (12), devido às condições do tempo. Os ventos estarão moderados (até 51,9 km/h).

O Estágio de Mobilização é o segundo nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. Há possibilidade de nova mudança de estágio devido à chuva e/ou outros fatores.

Para este sábado (14), devido à umidade vinda do oceano em direção ao continente, há previsão de chuva fraca a moderada a qualquer momento. A chuva poderá passar de 10 milímetros por hora (mm/h). A temperatura estará em declínio.

O eclipse lunar previsto para este sábado pode ter a observação prejudicada no Rio, devido ao tempo encoberto com chuva. O eclipse lunar é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua é ocultada totalmente ou parcialmente pela sombra da Terra, em geral, sendo visível a olho nu. Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos.

Reunião do Conselho de Segurança da ONU termina sem acordo

Depois de duas horas e meia de conversas, terminou sem acordo a segunda reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas. As negociações em torno de uma resolução prosseguirão nos próximos encontros.

Responsável por presidir o encontro, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, cobrou um consenso do Conselho de Segurança diante da ameaça de uma catástrofe humanitária. “O Conselho tem uma responsabilidade crucial, tanto na resposta imediata aos acontecimentos da crise humanitária do momento, assim como nos estágios futuros, ao intensificar as relações multilaterais necessárias para restaurar um processo de paz. Nem os israelenses, nem os palestinos deveriam passar por sofrimentos semelhantes outra vez”, declarou.

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Vieira também disse que o Brasil vai continuar promovendo o diálogo entre os integrantes, inclusive com a abertura de novas avenidas de negociação. “O objetivo imediato é claro e urgente: prevenir mais derramamento de sangue e perda de vidas e tentar garantir acesso humanitário urgente para as áreas mais atingidas”, advertiu.

O chanceler reiterou o apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a liberação imediata e incondicional dos civis feitos reféns desde o início da crise e disse que o Brasil trabalha por uma solução que envolva a coexistência de dois estados. “Reiteramos nosso forte apoio à solução de dois Estados, com os palestinos vivendo lado a lado, em paz e prosperidade, com fronteiras seguras e mutuamente acordadas com Israel”, declarou.

O ministro manifestou a preocupação do governo brasileiro com a determinação de Israel para que a população se retire da parte norte da Faixa de Gaza até a 0h deste sábado (14), 18h de sexta-feira no horário de Brasília. “Recebemos, com absoluto espanto, as notícias de que as forças israelenses determinaram a saída de mais de 1 milhão de civis da parte norte de Gaza em 24 horas. Como as Nações Unidas já deixaram claro, isso levaria a uma crise humanitária sem precedentes para os civis”, ressaltou.

Como o Brasil assumiu a presidência rotativa do Conselho de Segurança, o encontro foi presidido por Vieira. Após a reunião, o chanceler brasileiro reuniu-se com o secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, para passar um resumo dos diálogos.

Aprovação

A aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU exige o voto favorável de pelo menos 9 dos 15 países integrantes do órgão e nenhum veto dos cinco membros permanentes – Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China. Um texto pode ser aprovado com a abstenção de um desses cinco países, desde que nenhum deles exerça o poder de veto.

Antes de se reunir com Mauro Vieira, Guterres solidarizou-se com as famílias dos trabalhadores que morreram na Faixa de Gaza e nas demais zonas em conflito. Desde o início da ofensiva do Hamas, no último dia 7, 11 funcionários das Nações Unidas e 23 trabalhadores de organizações humanitárias morreram em Gaza. Nesta sexta-feira (13), um cinegrafista da agência Reuters morreu no sul do Líbano.

Desde a criação do Conselho de Segurança da ONU, após a Segunda Guerra Mundial, o órgão conseguiu aprovar apenas quatro resoluções. A primeira ocorreu na Guerra da Coreia, na década de 1950. Após uma paralisia durante o restante da Guerra Fria, o conselho aprovou mais três resoluções: na invasão do Kuwait pelo Iraque, em 1991; na invasão do Afeganistão após o 11 de setembro, em 2001; e na intervenção militar da Líbia, em 2011.

“Meu maior medo era não sair dali viva”, conta jogadora de vôlei

Depois de uma temporada em clube de Israel no ano passado, a jogadora de vôlei Beatriz Palmieri, 25 anos, decidiu retornar para a cidade de Hod HaSharon neste ano de 2023 para jogar por mais uma temporada. Há duas semanas na cidade israelense, presenciou momentos que a deixaram aterrorizada. Nos últimos dias, com a intensificação do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, Beatriz chegou a ouvir sirenes e bombas e teve que se esconder em um bunker. Não chegou sequer a fazer o seu jogo de estreia na temporada, que seria iniciada nesta sexta-feira (13).

Na manhã de hoje, Beatriz chegou à Base Aérea de Guarulhos (SP) depois de embarcar em Tel Aviv com destino ao Brasil no terceiro voo de repatriação do governo brasileiro, com 69 pessoas. Antes de chegar a Guarulhos, o voo da Força Aérea Brasileira (FAB) fez uma parada em Recife (PE), onde cinco pessoas desembarcaram.

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“Fui para jogar uma temporada por lá. Ano passado eu já tinha ido jogar lá e tinha corrido tudo bem. Gostei muito do país e voltei esse ano para jogar”, contou a jornalistas, logo após o desembarque.

“A gente presenciou três sirenes. Fomos para os bunkers três vezes. Ouvimos interceptações de bombas. Foi aterrorizante. A gente tremia, chorava, não sabia se ia conseguir sair dali, quanto tempo a gente teria que ficar no bunker. Nunca tinha passado por isso. A gente ia seguindo os vizinhos e as pessoas que estavam em volta. Não falamos o hebraico. Então tínhamos que tentar nos comunicar em inglês, mas o pessoal as vezes também não falava inglês. Foi aterrorizante”.

Seu principal receio, contou, era não conseguir sair daquela situação. “Meu maior medo era esse, não sair dali viva. Foi aterrorizante. Meu medo era não voltar. Ou piorar [a situação] e fechar o aeroporto e a gente não ter meio para voltar. Foi uma sensação muito ruim”.

Ao chegar ao Brasil de novo, Beatriz explica que sentiu alívio. “Minha sensação de estar de volta é só querer voltar para casa e ver meus pais. Não tem outra coisa que eu queira fazer agora”. A brasileira agradeceu ao governo federal por fazer a repatriação dos que estavam por em área de conflito. “É muito respeito e muita admiração por aqueles que ajudaram a gente, que se movimentaram para ajudar a gente e deram essa oportunidade de a gente voltar. Conhecemos americanos também que não tiveram a oportunidade de voltar porque tiveram voos cancelados. Os Estados Unidos não mandaram aviões para resgate, por exemplo”.

Reencontro

No mesmo voo de Beatriz estava Evelyn Crimerman. Sua tensão com a situação em Israel foi tamanha que, ao desembarcar na Base Aérea de Guarulhos ela não se lembrou dos protocolos e correu para abraçar o filho, Tiago Marchesano, que a aguardava no local.

Ao desembarcar, Evelyn correu para abraçar o filho – Paulo Pinto/Agência Brasil

Ao descer do voo da FAB, Evelyn deveria inicialmente seguir para os trâmites burocráticos e passar pela alfândega. Mas ao ver o filho que a aguardava atrás da grade, não se conteve e correu para um abraço apertado, sob lágrimas e registro dos muitos jornalistas que estavam no saguão aguardando pela chegada do voo.

“Ela estava lá há umas três semanas. Minha irmã se mudou há três meses para lá com a família. Ela e minha tia estavam visitando a minha irmã. Elas estavam em Ra’anana, perto de Tel Aviv. Elas estavam desde sábado nessa situação em casa, sem sair. Tocava a sirene, elas iam para o quarto de segurança. Saíram de lá ontem. Estão há quase um dia viajando”, contou o filho. “Por mais que o conflito estivesse, de alguma forma, mais para o sul [do país], foi uma tensão. A gente não sabe exatamente qual o desenlace. É tudo muito triste na verdade. É muito triste ver tudo isso acontecer e estar há muito tempo esse impasse. É muito ruim para os dois lados. Precisamos encontrar uma solução para isso”, disse Tiago.

Emocionada, a mãe descreveu o que passou por lá durante toda essa última semana. “Não tenho palavras para descrever o que foi esse voo. Foi um momento muito tenso em Israel. Mas a FAB foi de uma empatia e de um amor pela gente que não tenho como dizer. O mais triste foi que deixei minha filha e meus netos lá, mas tenho um filho aqui. E vamos continuar aqui”, falou.

Gratidão

Quem se emocionou muito com a chegada desse voo foi o engenheiro civil Luciano Graicer, 61 anos. Sua ansiedade era pelo filho, Rafael, de 26 anos, que estava em Israel havia três meses para trabalhar e estudar. Durante toda essa semana, ele e a esposa não conseguiram dormir pensando no filho que estava em Israel. “Minha esposa não dormiu nenhuma noite, até ontem, quando ele saiu [de Israel]. Daí ela dormiu 15 horas direto”, contou.

Para Luciano, a chegada do filho trouxe um relaxamento tão grande que ele passou a sentir muitas dores pelo corpo. “É um relaxamento tão grande que eu estou com aquela dor muscular. Devo ter ficado em tensão até ontem”.

 Emocionado, Luciano recebe o filho Rafael – Paulo Pinto/Agência Brasil

Luciano Graicer também era só agradecimento pelo trabalho da FAB e do governo federal para a repatriação dos brasileiros que lá estavam. “É sensacional. Na verdade, é o que a gente espera de um país. Como cidadão, é o que espero de um país. O que mais me preocupa e o que me deixou com coração apertado, primeiro era que eu estava rezando pelo meu filho. No entanto, meu coração continua apertado. Agora estou rezando pelos reféns que estão em Gaza. Estou rezando pelos soldados de defesa de Israel e rezo também pelos palestinos que estão em Gaza e não apoiam o Hamas. Infelizmente eles estão sofrendo e vão sofrer porque a gente não pode fazer nada. Não existe uma forma de se resolver isso. Mas isso aperta”, disse a jornalistas.

Nos últimos dias, seu filho, Rafael, estava ajudando na montagem de kits para os soldados israelenses e também no auxílio às pessoas que foram deslocadas do sul de Israel e que não tinham mais casa. Agora, no Brasil, Rafael disse que pretende continuar ajudando Israel, de alguma forma. “Estou aqui com meus pais. Com certeza pretendo voltar para lá depois que tudo estiver certo. E vamos fazer nossa parte aqui no Brasil e no mundo todo para conseguir passar a verdade [do que estava acontecendo lá]”. Enquanto isso não acontece, disse Rafael, ele só pretende “ficar com a família”.

Outra jovem que desembarcou hoje em Guarulhos foi a estudante Rebeca Rojz, 17 anos, recebida com um buquê de girassóis da tia, Malvina Rojz, 54 anos. A primeira simbologia disso, explicou Malvina, é o fato de que a tradução do sobrenome, Rojz, remete ao girassol. E em segundo pelo significado da flor. “O girassol representa felicidade, luz, calor, boas energias. E é tudo o que a gente precisa nesse momento”, disse a tia.

“Foi angustiante [esperar por ela]. Ainda tenho uma sobrinha e uma prima que chegam hoje. Uma outra ficou [em Israel] porque o namorado está no Exército”, contou Malvina, que disse esperar que a situação no país melhore. “Hoje, parte do choro é de emoção e de alívio. Mas agora tem toda Israel que a gente não vê a hora que fique em paz logo”.

“É um alívio chegar aqui e ver minha família. Estou feliz em estar aqui”, disse Rebeca. A parte mais tensa para a estudante durante o tempo em que esteve em Israel foi o toque das sirenes. “Ontem, quando tocou a sirene na nossa escola, foi o momento mais tenso. Nunca tinha escutado. Foi a primeira vez. Mas estou bem, graças a Deus. Está sendo um alívio voltar agora. Planejo voltar a Israel depois, quando tudo isso passar. Mas por agora, essa foi a melhor decisão”.

Para a tia de Rebeca, o que está acontecendo atualmente entre Israel e o Hamas é uma barbárie. “Eu vejo como algo surreal, uma barbárie. É inacreditável que, em tempos atuais, isso seja possível [acontecer] por um ódio gigantesco. Uma coisa é um conflito Israel e Palestina, outra coisa é Israel e Hamas, que é um grupo terrorista que destila o ódio por judeus.”

Malvina também elogiou o trabalho desempenhado pelo governo federal para repatriar os cidadãos brasileiros da área de conflito. No entanto, ela acha que o governo pode fazer mais.

“Esse é um apoio importante para que, quem esteja lá, possa chegar ao Brasil. Mas tem outras coisas que dão para ser feitas. O Brasil tem um papel muito importante. Ele faz parte do conselho da ONU [Organização das Nações Unidas]. Ele tem um papel muito importante de apoio para agora conseguir trazer os brasileiros que estão em Gaza. E é muito importante também que o governo assuma que o Hamas é um grupo terrorista e que quer o extermínio de judeus. Falta isso. Mas pelo lado de trazer quem está lá é só agradecimento e acho que está no papel do governo brasileiro trazer os cidadãos brasileiros para o país”.

O governo brasileiro não classifica Hamas como grupo terrorista, seguindo uma decisão adotada pela ONU. No entanto, o Brasil condenou os bombardeios e ataques terrestres do Hamas contra Israel

G20 deve avançar em tributação de mais ricos, diz Haddad

O Brasil aproveitará a presidência do G20, grupo das 20 maiores economias do planeta, para avançar na tributação dos mais ricos, na reforma das instituições financeiras multilaterais e na busca pelo desenvolvimento sustentável, disse nesta sexta-feira (13) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele fez um discurso em Marrakech, no Marrocos, em evento paralelo à reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

“Precisamos urgentemente melhorar as nossas instituições financeiras internacionais, fazer com que os mais ricos paguem sua justa cota de impostos, tratar do problema da dívida em um número crescente de países da África, da Ásia e da América Latina, e, de maneira eficiente, mobilizar recursos públicos e privados para uma economia global mais verde e sustentável”, declarou o ministro durante a sessão de ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20.

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Haddad destacou cinco eixos principais da presidência brasileira no G20: coordenação global eficaz entre as políticas econômicas e financeiras; reforma das instituições financeiras internacionais; correção de desigualdades na tributação internacional e combate à evasão fiscal; investimentos em concessões em países de baixa e média renda e renegociação de grandes dívidas desses governos; e parcerias entre o capital público e privado para transformações ecológicas “equivativas”.

“A presidência brasileira do G20 proporá, em breve, prioridades articuladas para cada um dos grupos de trabalho e forças-tarefa da trilha financeira, visando traduzir esta agenda em políticas e resultados concretos, acordados entre todos os membros do G20”, disse Haddad. O ministro rebateu alegações de que os planos são de difícil execução. “Falhar em apresentar uma agenda como essa é que seria pouco realista, porque isso significaria comprometer as aspirações legítimas das gerações futuras”, destacou.

Hora certa

Segundo Haddad, a presidência do Brasil do G20 chegou na hora certa, com o país retomando a tradição de promover o diálogo e a busca de consenso entre os países dos mais diferentes grupos. O ministro também abordou o cenário interno. “Em 2023, colocamos a nossa casa em ordem depois de alguns anos turbulentos”, afirmou. Haddad destacou um conjunto de medidas implementadas desde o início do ano, como o novo arcabouço fiscal, os avanços na reforma tributária e outras reformas estruturais.

“Reduzimos o desmatamento, renovamos e expandimos programas sociais reconhecidos internacionalmente, como o Bolsa Família, e acabamos de lançar um ambicioso plano de transformação ecológica. Agora, o Brasil está pronto para se voltar aos desafios globais e promover um diálogo construtivo e produtivo em direção ao multilateralismo do século 21.”

Nesta sexta-feira, Haddad teve reuniões bilaterais com a secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Amina J. Mohammed; com o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Achim Steiner; e com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Haddad também se encontrou com os ministros de Finanças da Indonésia, do Reino Unido e de Portugal.

Ministro e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participaram da sessão de ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20, grupo das 20 maiores economias do planeta. No sábado (14), os dois encerrarão os compromissos no Marrocos, na plenária do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, órgão consultivo do Quadro de Governantes do FMI.

Brasileira árabe-cristã que vive em Israel teme ataques do Hezbollah

Os atentados do Hamas no sul de Israel, no último fim de semana, e a consequente ofensiva israelense em Gaza, viraram as vidas de quem mora na região de conflito pelo avesso. Vivendo na cidade israelense de Nazaré há 20 anos, Soraya Zaher teme pela vida da família.

A história da comerciante com o Brasil começa com a fuga do avô, um árabe cristão, da cidade Nazaré durante a guerra da independência, em 1948. Anos depois, Soraya voltou para conhecer a terra de seus ancestrais. Era para ser apenas uma viagem de seis meses, mas após aceitar o pedido de casamento de um primo distante, também árabe cristão e cidadão israelense, decidiu fazer de Nazaré, cidade onde Jesus Cristo teria passado grande parte de sua vida, sua nova morada.

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A união gerou quatro filhos, três meninas e um menino, entre 3 e 16 anos, e até a semana passada, Soraya estava animada com suas perspectivas futuras, já que recentemente abriu uma loja de roupas femininas na cidade onde mora, localizada no norte de Israel.

Apesar de morar longe da Faixa de Gaza, Soraya teme uma guerra em larga escala, com ataques vindos do Hezbollah, no Líbano; da Síria; e do Irã. “Desde que começou isso tudo, estamos dormindo no bunker, o quarto antibomba. Eu e meu marido vimos que era o melhor estarmos todos lá, principalmente no período da noite. De dia, também ficamos o máximo que dá. E quando vemos que está estressante demais, saímos um pouco”, conta Soraya.

Ela não tem certeza de se quer voltar ao Brasil, onde está parte de sua família, ou se permanece em Israel, onde está toda sua vida, inclusive seu negócio recém-aberto, e onde provavelmente ficará seu marido.

“Se decidir ir, no caso, meu marido não iria. Nos separar fisicamente seria algo muito ruim para nossos filhos. O medo de ir para o Brasil é o mesmo de ficar. Não sabemos o que realmente vai acontecer”, afirma Soraya.

O grupo islamita Hamas rejeitou, nesta sexta-feira (13), o ultimato de 24 horas dado pelo exército israelense para que os civis se retirassem do norte da Faixa de Gaza. A ordem de Israel implica no deslocamento de metade dos 2,3 milhões de pessoas que moram em Gaza.

O grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, disse que está “pronto” e que “contribuirá” para o conflito contra Israel, apesar de vários países terem apelado para não entre na guerra. “Quando chegar a hora de atuarmos, assim o faremos”, disse um dos representantes do Hezbollah, Naim Qassem.

Com informações da Lusa.

Moraes vota para condenar mais oito pessoas por atos do 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação de mais oito réus dos atos golpistas de 8 de janeiro. O plenário virtual do STF começou a julgar nesta sexta-feira (13) o quarto grupo de acusados pelas manifestações que terminaram em depredação dos prédios sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no início do ano, em Brasília.

Nesta leva, estão sendo julgados pessoas presas dentro do Palácio do Planalto. O julgamento desse grupo acaba no próximo dia 20. Relator dos processos relativos ao 8 de janeiro, Moraes votou por penas de 3 a 17 anos, além do ressarcimento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

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Até agora, Moraes tinha votado por penas a partir de 12 anos. No entanto, nesta leva, o ministro propôs pena de três anos para dois réus, por considerar que eles tiveram menor grau de participação na depredação ao Planalto.

Os réus respondem às seguintes acusações: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e deterioração de patrimônio tombado.

Confira os réus e as penas definidas por Moraes:

•     Raquel de Souza Lopes, de Joinville (SC): 17 anos de prisão;

•     Cibele da Piedade Ribeiro da Costa Mateos, de São Paulo: 17 anos de prisão;

•     Charles Rodrigues dos Santos, de Serra (ES): 14 anos de prisão;

•     Gilberto Ackermann, de Balneário Camboriú (SC): 17 anos de prisão;

•     Fernando Placido Feitosa, de São Paulo: 17 anos de prisão;

•     Fernando Kevin da Silva de Oliveira Marinho, de Nova Iguaçu (RJ): 17 anos de prisão;

•     Felipe Feres Nassau, de Brasília (DF): 3 anos;

•     Orlando Ribeiro Júnior, de Londrina (PR): 3 anos.

Paralelamente, o plenário virtual do STF está julgando a terceira leva de acusados até o dia 16. Ao todo são sete réus, cinco presos no Palácio do Planalto e dois dentro do Congresso Nacional.

Segunda parte da operação de voos de repatriação terá início domingo

O comandante da Força Aérea do Brasil (FAB), Marcelo Damasceno, disse nesta sexta-feira (13), em Guarulhos, na Grande São Paulo, que o governo brasileiro vai iniciar a segunda parte da operação de repatriação de brasileiros que estão na região de conflito entre Israel e a o grupo palestino Hamas neste domingo.

“Vamos começar a segunda etapa da operação agora na próxima semana, com mais dois voos”, disse ele a jornalistas logo após a chegada do terceiro voo de repatriação na Base Aérea de Guarulhos (SP), ainda como parte da primeira etapa da operação. “Vamos chegar perto de mil pessoas agora [repatriadas com os voos da primeira etapa]”, explicou o comandante

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“Nossa expectativa para essa segunda etapa da operação, que se inicia já no domingo, é que o primeiro avião da segunda etapa deve sair ainda de Tel Aviv. Os números indicam que devemos permanecer lá durante mais algum tempo. Entendemos que a manutenção desse corredor, a partir de Tel Aviv para o Brasil, para o [Aeroporto do] Galeão, no Rio de Janeiro – onde é mais fácil distribuir as pessoas para seus destinos finais – ainda é a melhor saída que encontramos”, explicou.

Foram feitos três voos de repatriação da operação apelidada de Voltando em Paz, contabilizando 494 passageiros de volta ao Brasil. Na manhã de hoje (13) chegou o terceiro desses voos, com 69 passageiros: cinco deles desembarcaram em Recife e, o restante, na Base Aérea de Guarulhos. Todos esse voos saíram de Israel. Ainda estão previstos, nessa primeira etapa da operação, outros dois voos saindo de Israel, com chegadas no Rio de Janeiro entre amanhã (14) e domingo (15).

A Força Aérea também se prepara para fazer a primeira repatriação de brasileiros que estão na Faixa de Gaza. Uma aeronave VC-2 (Embraer 190), utilizada pela presidência da República, está pronta, no Aeroporto de Roma, na Itália, aguardando autorização das autoridades egípcias para a operação.

Esse avião deve pousar no Egito, já que a expectativa é que os brasileiros saiam pelo posto de fronteira de Rafah, que conecta Gaza com a Península do Sinai, no território egípcio.

“A coordenação toda desse voo [que deve repatriar brasileiros que estão na Faixa de Gaza] está sendo feita pelo Itamaraty, em um trabalho muito bem feito”, disse. “Nessa questão da Palestina, como estamos longe, fora de nosso setor estratégico, preferimos colocar nossos aviões lá em Roma. Um deles é o avião que atende a presidência, uma cessão feita pelo presidente [Lula] para que o avião estivesse disponível. E colocamos um outro avião para ficar lá de reserva. Então temos dois aviões em Roma. Quando houver a possibilidade de abertura dessa janela dentro daquele corredor humanitário, nós estaremos prontos para fazer essa missão, seja no Cairo [Egito] ou outro aeroporto mais próximo”, detalhou. “Apesar do momento ser muito complexo, sensível, estaremos prontos para fazer essa missão”. Segundo ele, caso o corredor humanitário seja aberto, um desses aviões seguirá para o Egito e, o outro seguirá para Jerusalém.

Chegada em Guarulhos

Antes de falar com a imprensa, o comandante da FAB foi saudado pelo familiar de uma brasileira, grávida, que chegou na Base Aérea de Guarulhos na manhã de hoje. “Vocês são ótimos”, disse o pai da brasileira ao comandante, agradecendo pelo voo de repatriação que trouxe a a filha de Israel para o Brasil, em meio ao conflito entre Israel e o Hamas.

Segundo o comandante, esse voo que chegou em Guarulhos foi o primeiro de repatriação, vindo de Israel, feito com esse modelo de avião, um KC-390 Millennium da FAB. “Essa era a terceira perna, a terceira viagem desse primeiro pacote de cinco voos. Esse é um avião de transporte operacional. Esse avião teve que fazer algumas escalas. Decolamos de Tel Aviv (Israel) para Lisboa (Portugal) e de lá para Recife (PE), onde deixamos cinco brasileiros”.

Além dos 69 passageiros, o voo contou com cerca de 12 tripulantes, entre pilotos, médicos e psicólogos da Força Aérea. “Acho que foi muito bom a gente ter essa equipe multidisciplinar na área da saúde da Força Aérea. O Ministério da Saúde também se colocou à disposição para nos ajudar no pós-voo porque as pessoas se emocionam”, disse o comandante.