No Rio, carnavalescos debatem crescimento do carnaval de rua no país

A Associação Independente de Blocos de Rua do Rio (Sebastiana) está promovendo neste final de semana, a 17ª Edição do Desenrolando a Serpentina no Museu de Arte do Rio (MAR), com a participação de debatedores do Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Estão participando diferentes agentes do carnaval de rua das principais capitais carnavalescas do país, debatendo o crescimento do carnaval de rua.

No Rio, as questões estão ligadas às liberações dos desfiles, autorizações e a burocracia criada pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Militar para a apresentação das agremiações. Algumas delas reúnem mais de 1 milhão de foliões, tornando as medidas de segurança mais rígidas para a festa não fugir do controle das autoridades.

Notícias relacionadas:

De acordo com a presidente da Sebastiana, Rita Fernandes, o debate envolve um conjunto de sugestões com a participação dos artistas, gestores públicos, financiadores e gestores culturais. “A gente espera contar com os presidentes de blocos, gestores culturais e demais convidados para uma troca de ideias e experiências”.

O presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), Ronnie Aguiar, disse que a empresa reconhece o carnaval de rua como a expressão mais legítima do carnaval popular. “Em 2024, o carnaval de rua vai contar com um grande esquema logístico e operacional para garantir a alegria dos foliões”, explicou.

Chuvas intensas afetam ao menos 78 cidades de Santa Catarina

Ao menos 78 cidades de Santa Catarina já registraram alagamentos, deslizamentos e outras ocorrências decorrentes das fortes chuvas que atingem o estado. A informação consta no relatório que a Defesa Civil catarinense divulgou neste sábado (7). Segundo o órgão, 31 municípios já decretaram situação de emergência.

Ainda de acordo com a Defesa Civil estadual, a população deve permanecer alerta. As chuvas intensas que mataram uma pessoa em Rio do Oeste e feriram outra em Timbó devem persistir durante todo este fim de semana, em boa parte do estado, acompanhada por raios, rajadas de vento e granizo.

Notícias relacionadas:

Do centro ao norte catarinense (Grande Florianópolis, Planalto Norte, Litoral Norte e Vale do Itajaí), o volume de chuva pode, pontualmente, superar 80 milímetros em algumas localidades. Do Extremo Oeste ao Litoral Sul, a precipitação média deve variar entre 40 mm e 60 mm. As condições meteorológicas só devem começar a melhorar, gradualmente, a partir da próxima segunda-feira (9).

Desde a última terça-feira (3), quando as fortes chuvas começaram a atingir Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros atendeu a 184 ocorrências, incluindo o resgate de famílias de comunidades isoladas. Equipes municipais, Polícia Militar e outros órgãos estaduais também foram acionados para socorrer pessoas ou ajudar em casos de alagamentos, deslizamentos e outros problemas em áreas urbanas e rurais, inclusive com pontos de rodovias e estradas bloqueados. 

Só na cidade de São Joaquim, localizada na Serra Catarinense, a cerca de 270 quilômetros de Florianópolis, choveu o equivalente a 171 mm entre as 9 horas de ontem (6) e as 9 horas de hoje. Embora tenha sido a cidade a registrar o maior volume de chuva no período, a cidade não está entre as que se viram forçadas a decretar situação de emergência. 

“Todas as previsões da Defesa Civil de Santa Catarina se confirmaram e, ontem, sexta-feira, começou a precipitação volumosa de chuva. Inicialmente, a partir da região sul, divisa com o Rio Grande do Sul”, destacou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Fabiano de Souza. “Os primeiros acionamentos do Corpo de Bombeiros se concentraram no litoral sul [catarinense] e no Planalto Sul, onde tivemos eventos [ocorrências] importantes, como enxurradas, alagamentos, alguns deslizamentos e a retirada de famílias que ficaram ilhadas. Hoje, as principais ações começam a se concentrar no Vale do Itajaí”.

Os 31 municípios cujas prefeituras emitiram decretos de situação de emergência até o início desta tarde são: Agronômica, Araquari, Lebon Régis, Jaborá, Rio do Sul, Aurora, Rio do Oeste, Laurentino, Rio Negrinho, Campo Alegre, São Bento do Sul, Ibiam, Campos Novos, Frei Rogério, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos, Corupá, Presidente Getúlio, Itaiópolis, Canoinhas, Papanduva, Mafra, Tangará, Vargem, Mirim Doce, Três Barras, Bela Vista do Toldo, Itaiópolis, São Cristóvão do Sul e Erval Velho.

Rio chega a sensação térmica de 55ºC com previsão de chuva forte

A cidade do Rio de Janeiro registrou neste sábado (7) sensação térmica 55,8º Celsius (ºC), no bairro de Guaratiba, às 12h40, na zona oeste da cidade. No outro extremo da cidade, no Jardim Botânico, uma região mais arborizada, na zona sul da cidade, a sensação térmica atingiu 51,8ºC, às 13h30. O dia ficou muito quente desde as primeiras horas da manhã. As praias estavam lotadas, com um dia nublado e de muito calor.

O prefeito Eduardo Paes alertou em sua página nas redes sociais sobre o deslocamento de chuva forte prevista para a tarde de hoje. “Fique atento! Se informe antes de se deslocar pela cidade! Áreas de instabilidade em médios níveis da atmosfera, associados ao calor e a alta umidade, influenciarão o tempo sobre a cidade do Rio de Janeiro neste sábado”..

Notícias relacionadas:

Segundo o Sistema Alerta Rio, nesta noite de sábado, áreas de instabilidade em altos e médios níveis da atmosfera, reforçadas pelo calor, influenciarão o tempo na cidade do Rio de Janeiro, com previsão de pancadas de chuva moderada a forte a partir do final da tarde, acompanhadas de raios e rajadas de vento forte a muitos fortes (acima de 76 km/h). A chuva poderá passar de 40 milímetros (mm/h).

Áreas de instabilidade em médios níveis da atmosfera influenciaram o tempo na cidade do Rio de Janeiro neste sábado. O céu esteve variando de claro a parcialmente nublado ao longo do dia e não houve registro de chuva no período da manhã e início de tarde. Os ventos estiveram fracos a moderados e as temperaturas apresentaram elevação acentuada em relação à sexta-feira, com mínima registrada de 22,1°C e máxima registrada de 40,6°C.

Mostra Internacional de Cinema exibe 360 filmes na capital paulista

Começa no dia 19 de outubro e segue até 1° de novembro a 47ª Mostra Internacional de Cinema, que neste ano vem com a seleção de 360 filmes de 96 países. Serão 24 salas de cinema, espaços culturais e Centros Educacionais Unificados (CEUs) espalhados pela capital paulista, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre. Além disso, as plataformas Itaú Cultural Play, Sesc Digital e Spcine Play vão dar acesso gratuito a títulos selecionados pela curadoria do evento. 

A abertura do festival, no dia 18, na Cinemateca Brasileira, só para convidados, fica por conta de Anatomia de uma Queda (Anatomie D’une Chute), de Justine Triet, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. A arte do cartaz da 47ª Mostra é assinada pelo italiano Michelangelo Antonioni, que recebe uma tripla homenagem, com uma retrospectiva com 23 títulos do cineasta. Serão exibidos curtas e longas, documentários e ficções, realizados entre 1947 e 2004. 

Notícias relacionadas:

Entre os títulos confirmados para a 47ª edição estão Maestro, de Bradley Cooper, A Teoria Universal, de Timm Kröger, Ervas Secas, de Nuri Bilge Ceylan, Fallen Leaves, de Aki Kaurismaki, A Besta, de Bertrand Bonello, Bom Dia à Linguagem, de Paul Vecchiali, Mulher de…, de Malgorzata Szumowska e Michal Englert, O Livro das Soluções, de Michel Gondry, Juventude (Primavera), de Wang Bing, Na Água, de Hong Sang-soo, Evil Does Not Exist, de Ryûsuke Hamaguchi, La Chimera, de Alice Rohrwacher, Anselm – 3D, de Wim Wenders,Fechar os Olhos, de Victor Erice, e O Espectro do Boko Haram, de Cyrielle Raingou. 

Em homenagem ao dramaturgo, diretor, ator e encenador José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, morto em julho, o festival faz uma sessão especial dia 25. O filme, dirigido por ele e por Celso Luccas, registra as transformações provocadas pela Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique). O longa foi apresentado na primeira Mostra Internacional de Cinema, em 1977, sem a presença dos diretores, exilados pela ditadura militar. 

Serão exibidos cerca de 60 longas brasileiros, integram as seções Apresentação Especial, Competição Novos Diretores e Perspectiva Internacional. Os filmes das duas últimas são inéditos em São Paulo. No caso dos novos diretores, exibe títulos de cineastas que têm até dois títulos no catálogo. Todos os brasileiros da Perspectiva Internacional e da Competição Novos Diretores concorrem ao Prêmio do Público da Mostra, que inclui o Troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme Brasileiro. 

Novo espaço

Uma das novidades deste ano é a inauguração de uma área temporária na Cinemateca Brasileira, o Espaço Petrobras, que além de sessões tradicionais na área externa, vai abrigar o Domingo Musical, no dia 22, com a exibição do filme Saudosa Maloca, de Pedro Serrano. A exibição será precedida por uma roda de samba com Everson Pessoa, que fez a trilha do filme, e convidados. Meu Sangue Ferve por Você, de Paulo Machline, encerra a noite com canja de Sidney Magal. 

No dia 19, será exibido no local o filme De Longe Toda Serra É Azul, de Neto Borges, seguido de show de Zeca Baleiro, autor da trilha sonora. No dia 26 é a vez da sessão do vencedor do Festival de Gramado, Mussum, O Filmis, de Silvio Guindane, ter apresentação de uma roda de samba na sequência. 

Ainda na programação está a exposição O Filme Perdido, com desenhos originais da graphic novel homônima de Cesar Gananian e Chico França. As obras ficarão expostas no foyer do Cinesesc a partir do dia 18 de outubro. O livro também será lançado durante a Mostra, assim como outros dois livros em homenagem a dois críticos brasileiros: Inácio Araújo – olhos livres, organizado por Sérgio Alpendre e Laura Loguercio Cánepa, e A Arte da Crítica, de Luiz Zanin Oricchio. 

Os ingressos estarão disponíveis para compra quatro dias antes de cada sessão pelo aplicativo do evento e pelo site da Velox. No dia da sessão, uma pequena cota estará disponível para compra diretamente na bilheteria do cinema. Os valores dos ingressos são R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia).  

Na Cinemateca Brasileira, todos pagam R$ 10 para acessar o Espaço Petrobras  e no Circuito Spcine: CCSP – Centro Cultural São Paulo (sala Lima Barreto), Spcine Olido e Biblioteca Roberto Santos os valores são de R$ 4 e R$ 2. Para mais informações, basta acessar o site do festival  ou  o email info@mostra.org, e redes sociais Instagram: @mostrasp e Facebook: @mostrasp. 

Felipe Gustavo é campeão inédito da etapa australiana da SLS

Felipe Gustavo faturou o título da etapa da Liga Mundial de Skate Street (SLS), em Sydney (Austrália), na madrugada deste sábado (07). Esse foi o primeiro título do brasileiro em uma disputa nesse nível.

Com o somatório de 35.4 pontos, o brasileiro superou os americanos Dashawn Jordan, vice, e Nyjah Houstoun, terceiro colocado. Entre as mulheres, Rayssa Leal ficou com a prata. O ouro ficou com a anfitriã Chloe Covell.

A final do circuito será disputada em São Paulo nos dias 2 e 3 de dezembro no Ginásio do Ibirapuera.

 

Corpo de Moreira Alves é velado no Supremo Tribunal Federal

Parentes e amigos do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), José Carlos Moreira Alves, estão se despedindo do ex-presidente da Suprema Corte, cujo corpo está sendo velado no Salão Branco do STF, em Brasília.

Moreira Alves faleceu nesta sexta-feira (6). Ele tinha 90 anos de idade e estava internado em um hospital particular da capital federal desde o último dia 23. A falência múltipla dos órgãos foi apontada como causa da morte.

Notícias relacionadas:

O velório começou às 10 horas e se estenderá até às 15 horas. O sepultamento ocorrerá às 16h30, no Cemitério Campo da Esperança, no túmulo da família do ministro aposentado.

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, chegou ao velório perto de meio-dia. Ele estava em São Paulo, de onde viajaria, a trabalho, para o exterior, mas decidiu retornar a Brasília ao saber da morte de Moreira Alves.

“O ministro viveu uma vida completa no Direito. Ocupou todas as posições possíveis e foi uma pessoa destacada em um momento político muito relevante”, comentou Barroso, classificando Moreira Alves como uma das maiores lideranças que o tribunal já teve.

Moreira Alves ocupou o cargo de Procurador-geral da República entre os anos de 1972 e 1975. Em junho de 1975, foi nomeado para o STF pelo então presidente Ernesto Geisel.

Entre os atos mais célebres de Moreira Alves, nos 28 anos em que ocupou o cargo de ministro do STF, está a declaração de abertura da Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição de 1988.

“Ainda hoje me lembro bem do discurso de instalação da Constituinte”, acrescentou Barroso ao afirmar que, embora afável, Moreira Alves era um debatedor vigoroso, em um tempo “em que as pessoas podiam divergir sem perder a compostura, a gentileza e a educação. Um tempo que certamente voltará”, desejou o presidente da Corte.

O vice-presidente do STF, ministro Edson Fachin; a procuradora-geral da República interina, Elizeta Ramos, e os ex-procuradores-gerais, Antônio Fernando Barros e Silva de Souza, Roberto Gurgel e Raquel Dodge, além de personalidades do meio jurídico, também compareceram ao velório para homenagear a memória de Moreira Alves.

Lula: Brasil não poupará esforços para evitar escalada da violência

Diversos líderes mundiais se pronunciaram condenando o ataque do movimento palestino Hamas e manifestando solidariedade a Israel. Na manhã deste sábado (7), o Hamas efetuou um ataque com mísseis contra Israel, deixando pelo menos 100 mortos e centenas de pessoa feridas. Em retaliação, ataque de Israel à Faixa de Gaza matou 198 pessoas,

Em rede social, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou o terrorismo em todas as formas e disse que o Brasil não poupará esforços para evitar a escalada do conflito. Na condição de presidente do Conselho de Segurança da ONU, Lula conclamou a comunidade internacional a conduzir uma solução que garanta a existência de um Estado Palestino economicamente viável.

Notícias relacionadas:

“Conclamo a comunidade internacional a trabalhar para que se retomem imediatamente negociações que conduzam a uma solução ao conflito que garanta a existência de um Estado Palestino economicamente viável, convivendo pacificamente com Israel dentro de fronteiras seguras para ambos os lados”, disse o presidente.

Mais cedo, o governo brasileiro anunciou que convocará reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se manifestou em rede social afirmando que a União Europeia condenou o ataque, e manifestou “solidariedade a Israel”.

“Condeno inequivocamente o ataque efetuado pelos terroristas do Hamas contra Israel. Isto é terrorismo na sua forma mais desprezível. Israel tem o direito de se defender contra tais ataques hediondos”, declarou. 

O presidente da França, Emmanuel Macron, endossou a defesa do direito de Israel se defender. “Falei com o presidente [Isaac] Herzog e com o primeiro-ministro [Benjamin] Netanyahu. Condeno os ataques perpetrados a partir de Gaza contra Israel, os seus soldados e o seu povo. A França está solidária a Israel e aos israelitas, e comprometida com a sua segurança e com o seu direito de se defenderem”, disse Macron.

O secretário de estado dos Estados Unidos, Antony Bliken, também disse que seu país está solidário a Israel.

“Condenamos inequivocamente os terríveis ataques dos terroristas do Hamas contra Israel. Estamos solidários com o governo e o povo de Israel e apresentamos as nossas condolências pelas vidas israelitas perdidas nestes ataques”, escreveu

O primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, e o da Alemana, Olaf Scholz, se disseram chocados com o ataque e manifestaram apoio a Israel..

“Estou chocado com os ataques desta manhã perpetrados por terroristas do Hamas contra cidadãos israelitas. Israel tem o direito absoluto de se defender”, afirmou Rishi Sunak.

“Notícias terríveis chegam até nós hoje de #Israel . Estamos profundamente chocados com o lançamento de foguetes de Gaza e com a escalada da violência. A Alemanha condena estes ataques do Hamas e apoia Israel”, afirmou Scholz.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que o país condena sem reservas o ataque contra Israel. “Esta violência é completamente inaceitável. Apoiamos totalmente Israel e o seu direito de se defender. Nossos pensamentos estão com todos os afetados. Os civis devem ser protegidos”, disse.

O presidente da Argentina, Alberto Fernandez, anunciou que o país enviou ajuda humanitária  a Israel. “Expresso a minha forte condenação e repúdio ao brutal ataque terrorista perpetrado pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza contra o Estado de Israel. Que o povo de Israel receba toda a solidariedade deste presidente e do povo argentino”, disse Fernández. “Mais uma vez ratificamos o compromisso da Argentina com a paz e a resolução pacífica dos conflitos. Providenciei o envio imediato de ajuda humanitária a Israel para acompanhá-los neste momento difícil”, completou.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou condolências às famílias das vítimas

“As minhas condolências vão para todos os que perderam familiares ou pessoas próximas no ataque terrorista. Temos fé que a ordem vai ser restaurada e os terroristas derrotados. O terror não deveria ter lugar no mundo, porque é sempre um crime, não só contra um país específico ou as vítimas deste terror, mas contra a humanidade em geral e todo o nosso mundo”, acentuou o presidente da Ucrânia.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o da Índia, Narendra Modi, também manifestaram solidariedade a Israel.

“Acompanhamos com consternação o ataque terrorista contra Israel e manifestamos solidariedade para com as vítimas e as suas famílias. Condenamos veementemente o terrorismo e exigimos a cessação imediata da violência indiscriminada contra a população civil. A Espanha mantém o seu compromisso com a estabilidade regional”, escreveu Sanches.

 “Profundamente chocado com as notícias de ataques terroristas em Israel. Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas inocentes e suas famílias. Somos solidários com Israel neste momento difícil”, afirmou Modi

Otan

O porta-voz da aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) Dylan White também condenou os ataques. “Os nossos pensamentos estão com as vítimas e todos os afetados. O terrorismo é uma ameaça fundamental para as sociedades livres e Israel tem o direito de se defender”, escreve o porta-voz da Otan.

ONU

O coordenador das Nações Unidas para o processo de paz no Médio Oriente, Tor Wennesland, também condenou o ataque do Hamas contra Israel, é pediu para todos “afastarem-se do abismo” para o qual o conflito caminha.

“Condeno veementemente o ataque em múltiplas frentes desta manhã contra vilas e cidades israelenses perto da Faixa de Gaza, e o lançamento de foguetes que atingiu o centro de Israel por militantes do Hamas”, afirmou Wennesland, em comunicado.

“Estes acontecimentos resultaram em cenas horríveis de violência e em muitas mortes e feridos israelitas, acreditando-se que muitos tenham sido raptados dentro da Faixa. Estes são ataques hediondos contra civis e devem parar imediatamente. Estou profundamente preocupado com o bem-estar de todos os civis. Estou em contato estreito com todos os envolvidos para apelar à máxima contenção e apelar a todas as partes para que protejam os civis”, diz o texto.

Segundo a agência de notícias RTP, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Mikhail Bogdanov pediu “contenção”. Bogdanov, que também é enviado do Kremlin para o Oriente Médio e África, disse estar em contato com autoridades israelenses e palestinas.

“Estamos em contato com todos agora. Com os israelitas, os palestinos e os árabes”, disse Mikhail Bogdanov, que também é o enviado do Kremlin para o Médio Oriente e África.

Irã

A Agência de notícias Reuters disse que o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os ataques são uma prova do aumento de confiança dos palestinos em relação a Israel,.

“Nessa operação, o elemento surpresa e outros métodos combinados foram usados, o que mostra a confiança do povo palestino em relação aos ocupantes”, disse o porta-voz do ministério, Nasser Kanaani, à agência iraniana ISNA em entrevista.

Face do Hamas

O presidente de Israel, Isaac Herzog disse em rede social que o Hamas mostrou hoje a sua verdadeira face.

“Hoje vimos a verdadeira face do Hamas. Um exército terrorista cujo único objetivo é o assassinato a sangue frio de homens, mulheres e crianças inocentes.”, escreveu. “O Estado de Israel tomará todas as medidas necessárias para eliminar este perigo claro e imediato para os nossos cidadãos. Israel vencerá diante de todos os desafios”, disse Herzog em outra publicação.

 

Ginasta Rebeca Andrade é bicampeã mundial do salto na Bélgica

A ginasta Rebeca Andrade escreveu mais um capítulo glorioso na história da ginástica artística brasileira neste sábado (07). Ela é bicampeã mundial no salto em Antuérpia (Bélgica). A brasileira executou as duas tentativas de forma praticamente perfeita e obteve a média de 14,750 pontos.

A medalha de prata ficou com a multicampeã norte-americana Simone Biles com 14,549. A sul-coreana Yeo Seojeong, com 14,416 pontos, completou o pódio.

Notícias relacionadas:

A campeã olímpica nesse aparelho nos Jogos de Tóquio já havia faturado o ouro também no Mundial de 2021. Nesta edição do Mundial, ela faturou a prata no individual geral e na disputa por equipes, ao lado de Lorrane Oliveira, Flávia Saraiva, Jade Barbosa.

Entenda o que é e para que serve o mercado de carbono

O mercado de carbono foi criado para forçar as economias a reduzirem as emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), que são responsáveis pelo aquecimento da terra e impulsionam a atual crise climática marcada por eventos extremos de calor, chuvas e secas.

Os gases do efeito estufa lançados na atmosfera vêm aumentando desde a Revolução Industrial (séculos 18 e 19), principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis.

Notícias relacionadas:

Essa é uma das principais preocupações de cientistas, sociedades e governos que vêm mobilizando os encontros sobre o clima desde a Eco 92, que ocorreu no Rio de Janeiro, passando pelo Protocolo de Quioto, em 1997, até o Acordo de Paris, de 2015.

Nesse último encontro, 195 países se comprometeram a combater o aquecimento global “em bem menos de 2º C acima dos níveis pré-industriais”. Já o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2030, em 43% a emissão dos gases do efeito estufa em relação aos níveis de 2005.

O mercado de carbono, portanto, faz parte da estratégia de mitigar os efeitos da mudança climática. Mas como ele faz isso?

O pesquisador Shigueo Watanabe Jr, do Instituto Talanoa, explicou que o mercado de carbono força a indústria a trocar seus equipamentos para máquinas que emitam menos carbono, ou não emitam. O Instituto Talanoa compõe o Observatório do Clima e trabalha com o tema das mudanças climáticas.

“Eu quero que alguém troque a sua caldeira a gás por uma caldeira elétrica. Mas ninguém é bonzinho. Então, a ideia do mercado de carbono é começar a cobrar pelas emissões de gases da maneira que esse preço vai subindo até que o industrial vai olhar e ver que está pagando mais pela emissão de carbono do que ele pagaria por uma caldeira nova”, explicou.

O mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa. Com isso, quem emitiu menos do que o permitido ganha créditos, que podem ser vendidos paras as empresas que ultrapassaram a meta.

Pesquisador Shigueo Watanabe Jr explica que mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa – Arquivo pessoal

Watanabe explicou que a venda de créditos de carbono é para induzir as indústrias a reduzirem as emissões para ganhar dinheiro. “Quem for mais eficiente e sair na frente vai ser mais barato porque ele vai poder ganhar um pouco de dinheiro com isso. O custo da transição energética toda acaba saindo mais barato para sociedade”, destacou.

Existem dois tipos de mercado de carbono, o voluntário, que depende da iniciativa própria das empresas, e o regulado, imposto por decisão dos Estados nacionais e considerado mais eficiente.

Agricultura e pecuária

Nesta semana, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou o projeto que cria o mercado de carbono regulado no Brasil, excluindo a agropecuária dos setores que serão obrigados a se submeter as regras desse mercado. O texto agora deve ser analisado pela Câmara dos Deputados.

Como a pecuária é responsável por 25% das emissões de gases de efeito estufa, segundo estudo da consultoria legislativa da Câmara dos Deputados, a exclusão do setor gerou críticas de ambientalistas.

O pesquisador do Instituto Talanoa, entretanto, argumentou que esses setores não estão incluídos nos mercados de carbono hoje regulados pelo mundo. Sobre a pecuária, sustentou que não tem como reduzir substancialmente as emissões sem reduzir o tamanho do rebanho.

“O cara não tem como trocar. Não tem vaca elétrica. O mercado de carbono não serve para a pecuária. Não é nenhum problema técnico, é que não tem como fazer essa substituição”, destacou. A emissão de metano da pecuária ocorre por meio dos gases que o gado libera.

Sobre a agricultura, Watanabe explicou que o setor emite carbono por dois mecanismos principais: por meio da aplicação de fertilizantes fósseis e devido às plantações alagadas de arroz, comuns no Rio Grande do Sul. Nesses casos, ele defende a adoção de medidas distintas que possam transformar essas práticas.

“O governo tem que arrumar meios e oferecer condições para que esses outros setores regulem suas emissões. É só que este mercado de carbono do projeto de lei não é um instrumento adequado para fazer isso”, concluiu.

Brasil Sorridente deverá cobrir 62,5% da população em 2024

Dor de dente, cárie, tártaro, canal, implante dentário, extração de siso, aftas e abscessos, câncer de boca, inflamação da gengiva, gengivite e periodontite. Esses e muitos outros problemas odontológicos são tratados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), pelo programa Brasil Sorridente, ação federal criada em 2004, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e retomada em maio deste ano.

A porta de entrada para aquele que busca cuidar da saúde bucal pelo SUS, sem custo, são as 44 mil unidades básicas de Saúde (UBS), em todo o território nacional. Nessas localidades, os profissionais das equipes de saúde bucal fazem os primeiros atendimentos e acompanhamento odontológico do paciente. Geralmente, são realizados, ali, trabalhos de prevenção, como a higiene bucal e outros procedimentos dentários mais simples.

Notícias relacionadas:

A oferta de serviços odontológicos também ocorre nas 140 unidades odontológicas móveis (UOM), para, por exemplo, a população em situação de rua.

Porém, se na triagem da Atenção Básica à Saúde for verificado que o caso do paciente é mais complexo, ele é encaminhado a um Centro de Especialidade Odontológica (CEO), onde os profissionais da atenção secundária da saúde pública, quando necessário, fazem cirurgias, confeccionam próteses dentárias personalizadas, colocam aparelhos ortodônticos, investigam lesões de boca, entre outros procedimentos.

A coordenadora-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Doralice Severo da Cruz, lembra que o SUS é pioneiro no mundo na oferta de atendimento odontológico gratuito e de cuidado integral nesse segmento.

Pacientes atendidos

Ao menor sinal de uma emergência odontológica, muitas pessoas admitem ter medo de encarar o aparelho com motorzinho que emite um barulho inconfundível, a broca, usada rotineiramente nos consultórios. O receio de deitar na cadeira do dentista faz com que muitas pessoas negligenciem os cuidados com a saúde bucal e só busquem ajuda profissional quando o problema já está crônico.

Brasília (DF) 05/10/2023 – O locutor de supermercados Moisés Pinheiro aprovou o atendimento odontológico pelo SUS. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A aposentada de 70 anos de idade Eleusa Enilda Silva não tinha costume de visitar o dentista. Mas percebeu um caroço na boca, que há mais de 2 meses a incomoda. Na semana passada, a aposentada foi encaminhada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima à sua residência, no Distrito Federal, ao Centro de Especialidade Odontológica, do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no centro de Brasília. Ela passará por uma biópsia do tecido da íngua. Ao lado do neto adolescente, e depois de conversar com a equipe de dentistas, ela disse estar mais tranquila. “Me encaminharam para cá. Estou segura”.

Já a funcionária pública Flávia Avancini conhece e confia no atendimento odontológico prestado pelo SUS. Nesta semana, ela acompanhou o filho de 17 anos de idade, Felipe Gabriel Avancini dos Reis, na extração de quatro terceiros molares, em uma mesma consulta, no CEO do HRAN, um dos 13 centros do Distrito Federal. “Já é o segundo filho meu que vem aqui e faz cirurgia. Minha outra menina também veio aqui e tirou dois sisos. Se precisar, venho de novo. Acho essa oportunidade perfeita”.

Felipe tinha os quatro sisos inclusos, ou seja, deitados e comprimindo nervos, disse à reportagem da Agência Brasil que estava tudo bem. “Estava doendo antes, agora não”.

No consultório ao lado, o locutor de supermercados Moisés Pinheiro, portador de uma doença sistêmica, que pode afetar vários órgãos, foi a mais uma consulta de tratamento preventivo de lesões na boca, para evitar infecções oportunistas. “O atendimento é excelente, o procedimento também, os profissionais são bem experientes na área. A gente percebe”.

Moisés disse que não foi difícil conseguir atendimento na unidade, pois houve o pronto encaminhamento pela médica que o acompanha no CEO, devido à situação de risco de sua saúde.

O aposentado de 68 anos de idade Sigmar André, paciente oncológico, estava na sala de espera do CEO do HRAN. Ao deitar na cadeira odontológica, o paciente abriu a boca para dentista aplicar laser que trata mucosite, que são feridas na mucosa da boca, efeito colateral do tratamento contra o câncer, e que podem levar a infecções. “A doutora me alertou e eu vim fazer o tratamento. Agora, está tudo resolvido”.

Equipes de Saúde Bucal

O programa Brasil Sorridente conta, atualmente, com aproximadamente 35 mil equipes de Saúde Bucal, no atendimento odontológico pelo SUS.

Uma desses profissionais é a cirurgiã dentista Rafaela Gallerani. É no consultório dela que muitos pacientes vão parar, após o encaminhamento feito pela Atenção Primária à Saúde. A doutora Rafaela aprova o Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), do Ministério da Saúde, que mostra onde há vagas nas unidades do SUS para receber os pacientes. “É como se fosse um sistema de fila única, então, não tem uma agenda pessoal, não tem uma fila particular minha. O sistema funciona muito bem e foi uma revolução também nos atendimentos regulados”, explica.

O odontologista do CEO do HRAN Heber Torres há 35 anos é funcionário da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ele disse que já poderia ter se aposentado, mas que a missão dentro do consultório, operando quem precisa, fala mais alto. “Estou ajudando alguém. É muito gratificante. Realmente, as pessoas necessitam desse atendimento. Tem gente que não tem condições. Eu já cansei de ouvir ‘doutor, me atende, por favor, porque eu não tenho dinheiro nem para pegar o ônibus”, lembra o dentista Heber Torres.

Brasília (DF) 05/10/2023 – A técnica em saúde bucal Amanda Brasil acredita que o SUS poderia atender mais pacientes. “Nossos aparelhos são muito antigos, vivem quebrados”. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Já a técnica em saúde bucal Amanda Brasil se diz frustrada pelas dificuldades enfrentadas no serviço público de saúde. “A gente queria poder fazer mais pela população. Não conseguimos por limitações. Nossos aparelhos são muito antigos, vivem quebrados. Ficamos mais tempo parados do que atendendo, às vezes. Então, é o dinheiro parado. Porque a gente está aqui, custa caro e poderia funcionar melhor”, lamenta a técnica em saúde bucal.

Investimentos

Para tentar corrigir essas e outras questões da área odontológica e garantir acesso à saúde bucal em regiões de vazios assistenciais, o Ministério da Saúde anunciou que o programa Brasil Sorridente terá um total de R$ 3,8 bilhões para gastar, em 2024. O valor é 126% maior do que o orçamento do programa neste ano.

Com esse dinheiro, a pasta planeja beneficiar mais 22,8 milhões de pessoas com o atendimento odontológico do SUS. Se confirmado esse acréscimo, o programa federal alcançará 62,5% da população brasileira, correspondente a 127 milhões de pessoas.

Para alcançar o feito, o governo federal pretende, no próximo ano, contratar 6.536 novas equipes de saúde bucal.

A coordenadora-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Doralice Severo, celebrou os investimentos. “No Brasil, temos 35 mil equipes de saúde bucal, mas ainda não há em todos os lugares. E esses recursos, que nunca antes foram vistos para saúde bucal, também vão servir para isso, a contratação de novos profissionais e de novos centros”.

Na nova estratégia, a meta do Ministério da Saúde é estruturar 100 novos CEO, para disponibilizar o total de 1.310 centros às comunidades. Além deles, o ministério quer qualificar outros 100 centros para o atendimento de pessoas com deficiência, chegando a 766 unidades especializadas.

O governo federal vai dar prioridade à criação dos serviços odontológicos no interior do país, com foco nos municípios com até 20 mil habitantes.

O número de unidades odontológicas móveis em funcionamento deve dobrar em 2024, com o novo orçamento da União, prevê a pasta. Serão comprados e equipados 300 novos veículos que vão compor a frota total de 404 unidades desse tipo no país. Além de investir R$ 270 milhões na compra de novos equipamentos odontológicos, como as cadeiras odontológicas e ultrassom.

Em maio deste ano, o presidente Lula sancionou a lei que incorporou a Política Nacional de Saúde Bucal, o Brasil Sorridente, na Lei Orgânica da Saúde. Assim, a saúde bucal passou a ser um direito de todos os brasileiros, garantido por lei. No primeiro semestre, o Ministério da Saúde informa que credenciou 3.685 novas equipes de saúde bucal e 630 novos serviços e unidades de atendimento.

Admitir indígena na ABL é admitir 200 línguas diferentes, diz Krenak

O mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), o escritor, filósofo e ativista Ailton Krenak considera surpreendente a eleição dele para uma instituição que resguarda a língua portuguesa. Krenak será o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na ABL. Ele foi eleito na noite de quinta-feira (5), com 23 votos.  

“A academia é de língua portuguesa, então, admitir o Ailton lá é admitir mais ou menos 200 línguas diferentes”, disse à Agência Brasil e Rádio Nacional.

Notícias relacionadas:

“Isso não é brincadeira, é como se a academia tivesse se abrindo para uma multiplicidade de diálogos que implicaria traduzir os textos para dezenas de línguas nativas”, observa o escritor que completou 70 anos no último dia 29.

Ailton Krenak se disse “muito surpreso” com a escolha de seu nome para a cadeira de número 5 da academia: “eu fiquei muito surpreso com a minha admissão neste lugar que, historicamente, nunca se abriu para a diversidade das culturas dos povos originários”. 

Um fato que confirma a surpresa é que o escritor não acompanhou a votação na sede da ABL. Ele estava em um táxi, quando recebeu a ligação do presidente da academia, Merval Pereira, com a notícia de que fora eleito.

Para o mineiro de Itabirinha, na região do Vale do Rio Doce, o resultado da eleição rompe uma tradição na ABL. “A academia é uma instituição da lusofonia, da língua portuguesa, ela vigia o bom desenvolvimento da língua portuguesa. O Brasil é um país colonizado onde eu nasci, onde outros parentes nasceram de várias etnias”, diz.

Direito na Constituição

Autor das obras Ideias para adiar o fim do mundo (2019), A vida não é útil (2020), Futuro ancestral (2022) e Lugares de origem (2021), entre outras, Krenak é ativista socioambiental e pelos direitos dos povos indígenas. Um dos marcos na trajetória dele foi o discurso que fez na Assembleia Constituinte, em Brasília, em 1987.  

Representando a União das Nações Indígenas, ele subiu à tribuna de terno claro e pintou o rosto de preto em uma crítica ao que classificava como postura anti-indígena nas discussões parlamentares. Foi uma voz ativa para que a carta magna brasileira garantisse os direitos indígenas à cultura e à terra.

A eleição para a ABL aconteceu justamente no dia em que a Constituição completou 35 anos. Passadas essas três décadas e meia, Krenak avalia que a Constituição Cidadã é fundamental para os povos originários. Ele ressalta o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) para o cumprimento dos direitos garantidos pela lei. “Se não fosse assim, os povos indígenas teriam sido triturados”.  

Exemplo

Preocupado com o legado para representantes de comunidades indígenas, o novo imortal diz que não deixa uma mensagem, mas sim, exemplo.

“A gente não deixa mensagem, deixa exemplo. Quem convive comigo, outros jovens indígenas, crianças, meus netos, eles têm o meu exemplo, eles que escolham o que querem fazer”.

Novas gerações

A trajetória de Krenak inspira outros artistas de origens indígenas. Um deles é a ativista e artista visual Daiara Tukano. “Ele é um pensador de Brasil e sua flecha é afiada”, disse à Agência Brasil.  

Para Daiara, o acolhimento de Krenak pela ABL significa “muito mais que a chegada da primeira pessoa indígena nesse grupo historicamente fechado e dominado por homens brancos”.  

“Ailton tem a rara qualidade de ser um corpo coletivo de território e pensamento. Caminha acompanhando as histórias de muitos povos e embalado nas vozes dos rios, das florestas e da própria natureza. Sua produção é mais que literária: carrega a força da oralidade que bate na alma ao declarar que o amanhã não está à venda, que a vida não é útil e o futuro é ancestral”, disse a artista plástica, inspirada em nomes de obras do novo imortal.  

“Ele está espalhando sementes que conseguem segurar a terra no seu lugar, que nos permitem pensar em outros futuros”, conclui Daiara, que espera ver mais representantes de minorias eleitos para a ABL, para que a população brasileira “de fato, se reconheça”.

“Que possam vir não apenas os indígenas. Eu quero ver o mestre Antônio Bispo, com o pensamento quilombola, contracolonial, a Conceição Evaristo, uma mulher negra, uma filósofa”, conclui.

A eleição desta semana na ABL foi marcada pelo fato de ter dois candidatos representantes de minorias. O também indígena Daniel Munduruku ficou em terceiro lugar, com quatro votos. A historiadora Mary Del Priore obteve 12.

A posse de Krenak ainda não está marcada, mas deve ocorrer em 2024, segundo informações da ABL. A cadeira número cinco, era ocupada por José Murilo de Carvalho, morto em 13 de agosto de 2023.

 

*Colaborou Cristiane Ribeiro, repórter da Rádio Nacional

União de agremiações defende parque industrial do carnaval

A imensa variedade de materiais necessários para montar fantasias, adereços e outros elementos que encantam o público nos sambódromos do país movimenta um mercado que hoje depende frequentemente de importações, muitas vezes atreladas ao dólar. Para o presidente da Federação Nacional das Escolas de Samba (Fenasamba), Kaxitu Ricardo Campos, a solução pode estar no fomento a um parque industrial voltado a atender essa enorme, permanente e colorida demanda. 

De acordo com Campos, esse é um dos temas em que será preciso avançar durante a Assembleia Geral Anual da Fenasamba, que será realizada neste fim de semana na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro.  A proposta de garantir a criação de um parque industrial para produção dos materiais usados na preparação do carnaval das agremiações foi lançada desde a criação da Fenasamba, em 2017. “Às vezes, tem que comprar na China, porque não tem no Brasil. Se compra em dólar, fica mais caro. Fica uma roda gigante que vai girando, e a gente com cada vez mais dificuldades”.

Notícias relacionadas:

A filiação nacional de escolas de samba e blocos carnavalescos tradicionais do Brasil em uma entidade se propõe a contribuir com o avanço de políticas públicas para o setor. Fundada em 15 de julho de 2017, a Fenassamba reúne 87 ligas e agremiações carnavalescas de todo o país, representando mais de 1.000 blocos temáticos e escolas de samba. Atualmente, a federação representa escolas de samba e blocos em 18 estados. 

“Na verdade, nós somos uma confederação, e a gente recebe a filiação das ligas basicamente municipais, porque o carnaval é organizado nas cidades. A gente representa do ponto de vista político o segmento carnavalesco e faz um diálogo com as instâncias federais para a criação de políticas públicas para o carnaval”, explica Campos.

Segundo Campos, a ideia de união, organização e de um pensamento nacional sobre as escolas de samba surgiu em 2013. Naquele momento, houve uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir a economia do carnaval.

“A maioria das ações que a gente tem conseguido andou por causa do Congresso, desde a criação da Fenasamba. A Câmara dos Deputados provocou o governo federal, que participou e montou um grupo de trabalho, e em 2016, o governo caiu [impeachment da presidente Dilma Rousseff] e a gente perdeu completamente a relação com o Executivo. A partir daí foi só a relação com o Parlamento. Em 2023, a gente voltou a se relacionar com o governo federal”, lembra Campos.

Um exemplo de política pública de impacto positivo para o setor apontado por Campos foi a sanção, em maio deste ano, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da lei que reconheceu desfiles, música, práticas e tradições das escolas de samba como manifestação da cultura nacional. De acordo com a legislação, o poder público tem que garantir a livre atividade das escolas e a realização dos desfiles.

Na visão do presidente da Fenasamba, a sanção da lei foi uma conquista com apoio político da federação. O dirigente lembrou ainda que nas leis emergenciais Paulo Gustavo e Aldir Blanc, criadas para reduzir os efeitos econômicos e sociais decorrentes da pandemia da covid-19 no setor cultural, inicialmente deixaram de fora as escolas de samba.

“Não eram pensadas para o segmento do carnaval. Em 2021 não teve desfile, mas as escolas de samba têm atividades e precisam viver. A gente fez uma interlocução para que tivesse um parágrafo [na lei] que pudesse contemplar as escolas de samba. Na época foi incluído, as escolas conseguiram, a Liesa inclusive fez lives com aportes da [Lei] Aldir Blanc e outras ligas como aqui de São Paulo”, lembra o presidente da Fenasamba, acrescentando que a federação também participou da regulamentação da Lei Paulo Gustavo, para que as escolas de samba pudessem ser contempladas como qualquer outra manifestação cultural do país.

“Uma coisa é o desfile da escola de samba, que normalmente são ações que têm recursos porque o carnaval impacta nas cidades. Mas as escolas de samba têm uma série de outros trabalhos que precisam de apoio. Na cabeça das pessoas parece que as escolas funcionam só para os desfiles, mas também são um organismo cultural e social vivo, que faz atividades”.

O presidente da Fenasamba disse que, como a capilaridade do carnaval é muito grande, tem buscado entendimentos com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para a transmissão de eventos do setor.

“Um dos maiores carnavais do Brasil é em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. A gente tem dialogado e a EBC tem aberto um canal de conversa com a gente. [Já] Transmitiu vários desfiles este ano. Da nossa parte, as pessoas têm acompanhado muito”.

Temas

Na Assembleia Geral Anual deste ano serão discutidos temas como mercado e oportunidades para o profissional do carnaval 365 dias; experiências carnavalescas na gestão pública e desfiles das escolas de samba e o turismo.

Além de carnavalescos e jornalistas, participam dos debates parlamentares e representantes do governo federal. Estão previstas as presenças do assessor da Secretaria-Executiva do Ministério da Cultura, Yuri Soares; do diretor de Políticas para os Trabalhadores da Cultura do Ministério da Cultura, Derek Santana; e do coordenador de atenção à população negra do Ministério da Saúde, Marcos Moreira da Costa.

No primeiro dia da Assembleia Geral Anual da Fenasamba, às 16h30 vai ocorrer a eleição para a renovação da diretoria executiva da entidade para o triênio 2023-2025. No dia seguinte será feita a entrega do Grande Prêmio do Carnaval Brasileiro 2023, nas categorias Benemérita da Folia, Musa Cidadã, Social Nota 10, Mestre da Administração, Bambas do Samba (M), Bambas do Samba (F), Resistência Carnavalesca, às 16h. A Portela será uma das homenageadas com o Prêmio Resistência Carnavalesca pelo seu centenário.

Tentando se afastar do Z4, Vasco recebe São Paulo em São Januário

O Vasco recebe o São Paulo, atual campeão da Copa do Brasil, no estádio de São Januário com o objetivo de somar pontos para tentar deixar a Zona do Rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A Rádio Nacional transmite ao vivo a partida, válida pela 26ª rodada da competição e que será disputada a partir das 18h30 (horário de Brasília) deste sábado (7).

Ocupando a 17ª posição da classificação com 26 pontos, o Cruzmaltino precisa vencer para aumentar suas chances de permanecer na série A. A derrota de 4 a 1 para o Santos no último domingo (1) deixou o Vasco em situação complicada. Por isso, a vitória seria um respiro que lhe permitiria deixar o Z4, dependendo dos resultados das partidas de Santos e Goiás.

Notícias relacionadas:

O fato de a partida ser disputada no estádio de São Januário dá ao Vasco certa confiança. Com os ingressos esgotados, a expectativa é de que a torcida compareça em peso. Sem contar com o volante chileno Medel, expulso na derrota para o Santos, o Vasco deve ir a campo com: Léo Jardim; Pumita, Maicon, Léo e Lucas Piton; Zé Gabriel, Praxedes, Paulinho e Marlon Gomes (Payet); Gabriel Pec e Vegetti.

Já o São Paulo, que acaba de conquistar o título da Copa do Brasil (o que lhe garantiu uma vaga na edição 2024 da Libertadores), está na 10ª posição da tabela com 34 pontos. A equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior também chega em um momento positivo no Brasileiro, após bater o Corinthians por 2 a 1 no último final de semana no Morumbi.

Mesmo sem maiores pretensões no Brasileiro, o técnico Dorival Júnior deve mandar a campo o que tem de melhor: Rafael; Nathan, Diego Costa, Alan Franco e Caio Paulista; Pablo Maia, Alisson, Nestor e Wellington Rato; Lucas Moura e Luciano.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Vasco e São Paulo com a narração de Felipe Rangel, comentários de Mario Silva, reportagem de Rodrigo Ricardo e plantão de Rodrigo Campos. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

* Colaboração de Ana Modesto (estagiária) sob supervisão de Paulo Garritano.

Ortopedista baleado no Rio permanece lúcido com quadro clínico estável

Boletim médico divulgado na tarde desta sexta-feira (6) pelo Hospital Samaritano Barra, da rede Americas, informa que o médico Daniel Sonnewend Proença será submetido a avaliações da equipe de cirurgia, e passará por novos exames de imagem. “O paciente permanece lúcido, orientado e seu quadro clínico segue estável”, diz o boletim distribuído à imprensa.

O ortopedista de 32 anos foi baleado na madrugada dessa quinta-feira (5) quando jantava em um quiosque da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na companhia de outros três médicos. Os quatro participariam do 6º Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e Tornozelo (Mifas), iniciado ontem no Hotel Windsor..

Notícias relacionadas:

Os também ortopedistas Diego Ralf de Souza Bomfim, 35 anos; Marcos de Andrade Corsato, 62 anos; e Perseu Ribeiro Almeida, 33 anos, morreram no ataque.

Em entrevista coletiva na tarde de hoje, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse que está “completamente” descartada a motivação política no ataque aos médicos na madrugada da quinta-feira (5). Polícia do Rio investiga hipótese de que o crime tenha sido por engano.

Rebeca Andrade conquista prata no Mundial de Ginástica Artística

Rebeca Andrade deu mais uma prova de que é um dos grandes nomes da ginástica artística mundial na atualidade ao conquista a medalha de prata do individual geral no Mundial da modalidade disputado na Antuérpia (Bélgica). A brasileira, que somou 56.766 pontos na disputa, ficou atrás apenas da norte-americana Simone Biles (58.399). O pódio foi completado por outra atleta dos Estados Unidos, Shilese Jones (56.332). O Brasil contou com outra representante na disputa, Flávia Saraiva, que terminou na 15ª posição (52.699).

Notícias relacionadas:

Este é mais um ótimo resultado no individual geral da brasileira, que nos últimos anos garantiu a prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão) e o ouro no Mundial de Liverpool (Inglaterra), em 2022.

“É com grande satisfação que vemos o Brasil mais uma vez ocupando posições privilegiadas em competições importantíssimas. Isso sinaliza que temos grandes perspectivas de brilhar novamente nos Jogos Olímpicos de Paris. A Ginástica Artística do Brasil é uma realidade que nos orgulha, e premia o esforço de toda uma comunidade apaixonada por esse esporte no País”, declarou a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Luciene Resende.

Millene leva Corinthians à vitória na Libertadores feminina

O Corinthians iniciou a sua participação na edição 2023 da Copa Libertadores de futebol feminino com uma vitória de 1 a 0 sobre o Colo-Colo (Chile), na noite desta sexta-feira (6) no Estádio Metropolitano de Techo, em Bogotá (Colômbia).

O único gol da partida saiu dos pés da atacante Millene aos 27 minutos do segundo tempo em cobrança de pênalti. O resultado deixou as Brabas do Timão na segunda posição do Grupo C, atrás apenas do Libertad Limpeño (Paraguai), que bateu o Always Ready (Bolívia) por 3 a 1. As bolivianas serão as próximas adversárias das corinthianas, na próxima segunda-feira (9) a partir das 19h30 (horário de Brasília).

Triunfo das Gurias

Outra equipe brasileira a triunfar com vitória na competição nesta sexta foi o Internacional, que bateu o Nacional (Uruguai) por 3 a 0 com gols de Priscila, Letícia Monteiro e Sol no estádio Pascual Guerrero, em Santiago de Cali.

Este triunfo deixou as Gurias Coloradas na liderança do Grupo D. Agora, a equipe de Porto Alegre mede forças com o América de Cali (Colômbia) na próxima segunda.

Barroso se reúne em São Paulo com dirigentes de centrais sindicais

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, reuniu-se nesta sexta-feira (6), em São Paulo, com dirigentes das três maiores centrais sindicais do país: União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores (CUT). Entre os assuntos discutidos no encontro, de acordo com o STF, estiveram a contribuição assistencial e questões relativas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

“O encontro estabeleceu um canal de diálogo com o Poder Judiciário a respeito de questões nacionais de interesse dos trabalhadores”, disse o Supremo, em nota. “O encontro faz parte de uma das diretrizes da gestão do ministro, que é aprimorar o relacionamento com a sociedade”, acrescenta o texto. De acordo com o STF, o encontro havia sido combinado durante a posse de Barroso na presidência da Corte, na semana passada. 

A reunião aconteceu depois de o Supremo ter marcado para 18 de outubro a retomada do julgamento sobre a correção pela inflação do saldo das contas do FGTS. A análise do tema começou em abril, mas acabou suspensa por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. 

Já a contribuição assistencial tem sido tema de ruídos com o Congresso Nacional desde que o Supremo, no mês passado, acolheu um recurso e autorizou a cobrança de contribuição assistencial, relacionada ao custeio das ações do sindicato que resultem em benefícios à categoria, mesmo de trabalhadores não filiados, ainda que resguardado o direito de recusa.

Na prática, a partir do novo entendimento do Supremo,  o trabalhador da categoria representada precisa apresentar negativa caso não queira contribuir com uma assistência aprovada em assembleia. 

Em 2018, o Supremo declarou a constitucionalidade do fim da contribuição sindical obrigatória, equivalente a um dia de trabalho por ano e extinta pela reforma trabalhista de 2017. A partir desse entendimento, os trabalhadores que quisessem contribuir passaram a ter que se manifestar voluntariamente. 

Em seguida à nova decisão, o Senado aprovou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) um projeto de lei que prevê a proibição de qualquer cobrança sem autorização expressa do trabalhador, seja de contribuição sindical, assistencial ou de outra natureza.

Em declarações públicas recentes, Barroso tem defendido a contribuição assistencial, que teria natureza diferente do antigo “imposto sindical”. Em sua visão, trata-se de um direito dos sindicatos, de serem recompensados pelas vantagens que eventualmente obtenham para os trabalhadores. 

Maracanã será palco de clássico Brasil e Argentina pelas Eliminatórias

O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, será o palco do clássico entre Brasil e Argentina válido pela 6ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O clássico sul-americano será disputado no dia 21 de novembro, uma terça-feira, a partir das 21h30 (horário de Brasília).

“A CBF recebeu o convite de diversos lugares do Brasil e do mundo para receber este que é um dos maiores clássicos do futebol mundial. A opção pelo Maracanã, entre tantos locais que estariam a altura de receber uma partida como essa, se deu não só pela questão logística, condições de treinamento e de deslocamento, que são prioridades, mas por ser também uma premissa da nossa gestão aproximar a seleção dos torcedores de todas as regiões do Brasil. Já tivemos uma partida na região Norte, em breve no Centro-Oeste e depois será a vez de a região Sudeste ser contemplada. E assim vamos seguir, respeitando sempre as condições ideais para o melhor desempenho da seleção brasileira. Tenho certeza de que o estádio mais conhecido do mundo será palco de uma grande festa do futebol”, afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

Mudanças na seleção

Notícias relacionadas:

Porém, antes do clássico com a Argentina no Maracanã a seleção brasileira tem outros dois compromissos pelas Eliminatórias, contra a Venezuela, no dia 12 de outubro em Cuiabá, e contra o Uruguai, cinco dias depois em Montevidéu.

E para os compromissos de outubro, o técnico Fernando Diniz teve que promover duas mudanças. Os laterais Renan Lodi, do Olympique de Marseille (França), e Vanderson, do Monaco (França), foram desconvocados após conversas do médico da seleção, Rodrigo Lasmar, com os respectivos departamentos médicos dos clubes.

Para seus lugares o técnico Fernando Diniz chamou Carlos Augusto, da Inter de Milão (Itália), e Yan Couto, do Girona (Espanha).

Anistia a partidos que descumpriram cotas é inconstitucional, diz PGR

A procuradora-geral da República, Elizeta Ramos, emitiu um parecer contrário à anistia concedida pela Emenda Constitucional 117/2022 aos partidos políticos que não destinaram recursos mínimos a mulheres, negros e programas de fomento à participação feminina nas últimas eleições. As regras previstas em dois artigos da emenda são alvo de ação direta de inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade e pela Federação Nacional das Associações Quilombolas (Fenaq) no Supremo Tribunal Federal (STF)

“Os arranjos legislativos que, por qualquer modo, impliquem sub-representação de mulheres e de negros na política para aquém dos patamares já alcançados, além de violarem os limites materiais ao poder de emenda à Constituição Federal, significam inadmissível retrocesso em políticas afirmativas voltadas a assegurar isonomia política de gênero e racial”, argumenta a procuradora.

Notícias relacionadas:

Segundo a PGR, os dispositivos da emenda impedem a aplicação de qualquer tipo de sanção, como devolução de dinheiro, multa ou suspensão do Fundo Partidário, aos partidos que não cumpriram a cota mínima de financiamento em razão de gênero e raça até 2022.

Desde as eleições de 2018, os partidos são obrigados a destinar pelo menos 30% dos recursos públicos de campanha às mulheres. A partir de 2020, também se tornou obrigatória a repartição de recursos na exata proporção entre candidatos negros e brancos.

Ao se manifestar pela procedência da ADI, a procuradora-geral da República destaca o princípio da vedação do retrocesso. A PGR também contesta o argumento de que a norma questionada busca resguardar a segurança jurídica.

Graça Machel defende uso da tecnologia na luta contra o racismo

“Eu não sou uma pessoa excepcional, mas um exemplo de possibilidades e oportunidades”. A fala é de Graça Machel, que aos 77 anos pode ostentar na biografia experiências como ativista, política, professora, militante na luta pela independência de Moçambique do domínio colonial português, ex-primeira-dama da África do Sul e viúva de Nelson Mandela. Ela participou nesta sexta-feira (6) de uma palestra na Rio Innovation Week, no Rio de Janeiro, e usou o próprio exemplo para falar sobre a necessidade de combate ao racismo e outras desigualdades sociais.

Machel disse que por ser mulher, negra e de origem pobre conhece bem problemas que são comuns no Brasil. E que se solidariza na luta para superá-los.

Notícias relacionadas:

“O racismo no Brasil é estrutural: foi entrincheirado na economia, na psicologia e na consciência social devido ao fator da escravidão. Ao tocar nessa ferida, estou a aceitar a responsabilidade que também há na África, de onde venho e sou parte. Nós participamos na escravidão, partilhamos responsabilidades e vamos aceitar e confrontar o nosso passado comum”, disse a ativista.
A ativista moçambicana Graça Machel, ex-primeira-dama da África do Sul e viúva de Nelson Mandela, em palestra na Rio Innovation Week – Fernando Frazão/Agência Brasil

Na palestra, ela defendeu a valorização da diversidade do país como um dos principais passos para a transformação da realidade atual. As novas tecnologias podem ser aliadas nessa busca para ampliar a inclusão dos diferentes grupos sociais, e todos os setores podem ser beneficiados quando se tem um país mais igualitário.

“Falar de ciência, tecnologia e inovação significa pensar em instrumentos aceleradores da transformação econômica, cultural e da consciência social”, destacou Machel. “A inclusão racial e de gênero, a inserção dos pobres no centro, tudo isso vai expandir o mercado para qualquer empresa. Esse não é apenas um problema moral e de justiça social, mas algo que atrai mais clientes, mais criatividade e mais talentos.”

A ativista moçambicana disse que, para as mudanças realmente acontecerem, é fundamental ir além do discurso e da retórica. Segundo ela, só pela força das leis, dos órgãos de fiscalização e de mobilização constante será possível vencer grupos que resistem aos avanços sociais.

“As forças retrógradas podem ter se reorganizado e estarem um pouco mais fortes. É preciso que nós tenhamos clareza sobre os avanços e como levá-los mais à frente, estabelecer formas de luta para desmantelar os que tentam nos puxar para trás. E não pensar que os avanços vão continuar por si próprios. Mas é preciso entender que eles estão se organizando porque se sentem vulneráveis. E por isso devemos aproveitar para cair em cima por meio de instrumentos legais e da organização da sociedade, para que eles se sintam cada vez mais restritos, não tenham capacidade de se levantar e evitar essa nova ordem que os nossos avanços têm estabelecido.”

Em carta, indígenas pedem fortalecimento na proteção de terras

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) divulgou nesta sexta-feira (6) uma carta enfatizando a necessidade do fortalecimento das políticas públicas indigenistas e as iniciativas de proteção e monitoramento em terras indígenas, como fundamentais para o enfrentamento das ameaças como desmatamento, mineração, garimpo e narcotráfico. O documento, assinado por mais de 90 organizações indígenas e indigenistas, foi elaborado após um seminário voltado para debater a proteção e o monitoramento de terras Indígenas na Amazônia, no final de setembro, em Brasília.

O evento reuniu organizações indígenas e indigenistas, órgãos de governo e apoiadores, para trocar experiências e debater as iniciativas empreendidas em territórios indígenas de nove estados da Amazônia Legal. Também participaram representantes indígenas do Peru.

Notícias relacionadas:

As organizações trazem propostas para “aprimorar as políticas públicas para a proteção e o monitoramento dos territórios indígenas, enfrentando as ameaças e pressões que eles sofrem. Isso inclui a redução das atividades ilegais em terras indígenas, especialmente em um contexto de políticas indigenistas sendo reconstruídas, com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) lideradas por representantes indígenas.”

Segundo o documento, é necessário também garantir a participação efetiva das comunidades indígenas na elaboração e implementação das políticas indigenistas, além da destinação de recursos que permitam implementar a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI), que completou 10 anos em 2022.

A carta é organizada em quatro eixos: governança territorial e incidência política; proteção territorial e sociobioeconomias indígenas; vigilância indígena e fiscalização do estado; e novas tecnologias e saberes tradicionais.

Outro ponto destacado pelas organizações é o fortalecimento das bioeconomias indígenas e a presença ativa de instituições de Estado, como a Funai, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) também são identificados como fundamentais.

A iniciativa ocorre em meio ao debate sobre a demarcação de terras indígenas travado pelo Supremo Tribunal Federal e o parlamento.

No mês passado, a Corte decidiu, por nove votos a dois, que a regra do marco temporal para a demarcação de terras indígenas é inconstitucional. Na sequência, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que estabelece o marco temporal como regra para as demarcações de terras indígenas. Pelo texto, que aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só podem ser demarcadas terras já ocupadas pelos indígenas no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

Presidente do STF defende o combate às desigualdades

Em aula magna na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nesta sexta-feira (6), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, destacou a imensa desigualdade social que impera no Brasil. “As seis pessoas mais ricas têm a mesma riqueza que metade da população brasileira. Esse é o tamanho da injustiça social no Brasil”, disse. Ele alertou para a necessidade de se enfrentar a pobreza extrema e as desigualdades injustas. “Porque são elas que permitem o surgimento das ideologias autoritárias. Precisamos de mais justiça, maior renda e sistema de tributação para distribuição de renda. Isso é um fato”.

Para Barroso, a preservação da democracia exige justiça para todos. O que se assistiu no mundo, segundo Barroso, com reflexos no Brasil, foi a ascensão de um populismo autoritário antipluralista e anticonstitucional, e divisível entre nós e eles. “Em uma democracia, não existe nós e eles. Uma democracia é composta de um povo plural. Tem lugar para progressistas, liberais, conservadores, e todos devem ter a opção ética de conviver com civilidade, respeito e consideração. Não significa abrir mão das próprias convicções e ideias. É um avanço civilizatório. É uma libertação espiritual. Isso é o que nós precisamos resgatar no Brasil. A capacidade de pôr as ideias na mesa sem desqualificar e ofender as outras pessoas”.

Notícias relacionadas:

O ministro disse que após os ataques ocorridos ao Congresso, à imprensa, às instituições da sociedade civil e, sobretudo, o ataque especial às supremas cortes, “cujo papel é conter o poder, com base na Constituição, voltamos a uma fase em que as palavras de ordem devem ser civilidade e pacificação”.

Barroso disse ser contrário a se mexer no STF. “Se tem algo que funcionou bem no Brasil, e cumpriu o seu papel, foi o Supremo Tribunal Federal. Mas o debate público é legítimo. Sou contrário ao Congresso poder rever decisões do Supremo, porque acho incompatível com o estado de direito, como se fez na ditadura Vargas de 1937. Acho ruim para a democracia”.

Ele ressaltou que não pretende, porém, desqualificar quem pensa diferente, e disse que não teme o debate. “Em uma democracia, nenhum tema é tabu”, assegurou.

Tecnologia

Em relação à revolução digital, novas tecnologias, Barroso disse que a inteligência artificial (IA) vem com muitas promessas. “Tentar parar o progresso é como tentar aparar vento com as mãos. Não se consegue fazer. O que nós temos que fazer é nos empenharmos para ter valores, princípios, e um código de ética para esses avanços tecnológicos, para que eles sirvam à causa da humanidade”.

O ministro defendeu a regulação das plataformas digitais. “É imperativa. Nós precisamos fazer com que o avanço da tecnologia não nos desvie de uma trajetória ética mínima, que é imperativa para a vida civilizada. É preciso cuidado com a IA para que ela não acabe tomando decisões por nós. A gente tem que encarar de frente o progresso, mas cuidando para que ele continue em uma trilha sem perder os grandes valores da humanidade, que são o bem, a justiça e a dignidade da pessoa humana”.

Segundo Barros, a regulamentação das plataformas é importante do ponto de vista econômico, para fazer a tributação justa, impedir a dominação de mercados, para proteger direitos autorais e a privacidade das pessoas. “Nesse momento que estamos vivendo no mundo, regulamentar significa evitar comportamentos inautênticos coordenados e evitar a prática de crimes e outras ações antissociais na rede social. Não pode ter pedofilia na rede social, não pode ter venda de armas na rede social, não pode ter racismo na rede social”.

Clima

Sobre o clima, considerou que a mudança climática é uma das questões definidoras do nosso tempo. “O aquecimento global e as mudanças climáticas e suas consequências são preocupação para todos, apesar do posicionamento contrário dos negacionistas. Temos problemas reais que vão atingir a todos”, disse.

O presidente do Supremo disse que é preciso preservar a Amazônia, pelo papel que ela desempenha para a preservação de todo o mundo. “Não há incompatibilidade entre preservação ambiental e agricultura. Quando você derruba a floresta, não apenas perde o serviço ambiental que ela presta, mas libera na atmosfera o dióxido de carbono que ela tinha absorvido. O Brasil tem, portanto, que assumir o papel de liderança, preservando a Amazônia, criando a bioeconomia. E avançar nesse processo”.