Envolvido até os dentes, diz Lula sobre Bolsonaro e tentativa de golpe

Ao comentar o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Bolsonaro estava “envolvido até os dentes” no que chamou de perspectiva de golpe de Estado.

“Acho que ele está altamente comprometido. A cada dia, vão aparecendo as coisas e, a cada dia, vamos ter certeza de que havia a perspectiva de golpe e que o ex-presidente estava envolvido nela até os dentes. É isso que vai ficar claro.”

Durante coletiva de imprensa em Nova Déli, na Índia, Lula evitou comentar detalhes do acordo de delação homologado no sábado (9) pelo Supremo Tribunal Federal. “Não sei o que está lá. Só sabe o delegado que ouviu e o coronel que prestou depoimento. O resto é especulação”.

“O tempo vai se encarregar. A única chance que ele [Bolsonaro] tinha de não participar disso era quando ele estava preocupado em vender as joias. Fora isso, ele é o responsável por parte das coisas ruins que aconteceram no nosso país.

Mercado eleva para 2,64% projeção do crescimento da economia em 2023 

Pela terceira semana seguida, a previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 2,56% para 2,64%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. 

Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,47%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos. 

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Superando as projeções, no segundo trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%. 

O PIB acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. E no semestre, a alta acumulada foi de 3,7%. 

Inflação 

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – teve elevação de 4,92% para 4,93%. Para 2024, a estimativa de inflação ficou em 3,89%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos. 

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%. 

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%. 

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. 

Em julho, influenciado pelo aumento da gasolina, o IPCA foi de 0,12%, segundo o IBGE. A taxa ficou acima das observadas no mês anterior (-0,08%) e em julho de 2022 (-0,68%). Com o resultado, a inflação oficial acumula 2,99% no ano. Em 12 meses, a inflação é de 3,99%, acima dos 3,16% acumulados até junho. 

Os dados da inflação de agosto serão divulgados amanhã pelo IBGE. 

Taxa de juros 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante da forte queda da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, iniciou, no mês passado, um ciclo de redução da Selic. 

A última vez em que o Banco Central tinha diminuído a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio à contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em março de 2021, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas. 

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos. 

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. 

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. 

Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,02. 

Amistoso da seleção pré-olímpica de futebol em Marrocos é cancelado

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o amistoso entre as seleções masculinas pré-olímpicas (sub-23) de Brasil e Marrocos, que seria disputado na tarde desta segunda-feira (11), na cidade marroquina de Fez, foi cancelado. O anúncio foi feito pela federação africana devido o terremoto que atingiu o país na sexta-feira (8) e matou pelo menos 2,1 mil pessoas.

A delegação brasileira está concentrada a cerca de 700 quilômetros do epicentro do terremoto, que atingiu 6.8 graus na escala Richter. Apesar da distância, jogadores e comissão técnica relataram terem sentido o tremor, ainda que em segurança.

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Segundo a nota divulgada pela CBF, a decisão da federação marroquina de cancelar o amistoso desta segunda se deu em razão da comoção nacional pela tragédia. O Rei Mohammed VI decretou três dias de luto. Mais cedo neste domingo (10), chegou a ser anunciado que o jogo ocorreria com portões fechados.

O duelo seria o segundo entre as equipes em Fez. O primeiro foi disputado na última quinta-feira (7), com vitória marroquina por 1 a 0. Os jogos servem de preparação para o Pré-Olímpico de futebol masculino, que será em janeiro. Somente duas seleções da América do Sul se classificam à Olimpíada de Paris, na França. O Brasil é o atual bicampeão da modalidade.

Apoio

A Embaixada do Brasil em Rabat, capital de Marrocos, pode ser contatada pelo telefone +212 661 16 81 81 (inclusive WhatsApp). Outro canal é o plantão consular do Itamaraty, no telefone +55 (61) 98260-0610 (também Whatsapp). Não há notícias de brasileiros entre as vítimas da tragédia.
 

Com 600 mil visitantes, Bienal do Rio vende 5,5 milhões de livros

Mais de 600 mil pessoas passaram pelo Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, na edição comemorativa de 40 anos da Bienal do Livro, que terminou neste domingo (10). Cerca de 5,5 milhões de livros foram vendidos, segundo balanço apresentado hoje em coletiva de imprensa. 

Em 2019, foram comercializados aproximadamente 4 milhões de livros e, em 2021, em edição reduzida em função da covid-19, o número de livros vendidos na Bienal do Rio de Janeiro alcançou 2,5 milhões de exemplares. A média anterior de seis livros por pessoa foi superada, atingindo nove livros comprados por visitante.

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“Esse é o Brasil que a gente quer”, salientou a diretora da GL events, Tatiana Zaccaro, responsável pela organização da feira. O presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel), Dante Cid, acrescentou que todos os segmentos foram bem-sucedidos. Ele destacou o empenho dos organizadores em tornar o evento “mais diverso e inclusivo” possível, com representantes de toda a sociedade brasileira.

Na avaliação dos organizadores, a Bienal se consolidou como o maior festival de literatura, cultura e entretenimento do país, estimulando o hábito da leitura não só entre crianças, mas também entre os jovens. “A Bienal é um patrimônio do Rio de Janeiro”, apontou Tatiana Zaccaro. Para Dante Cid, o evento cumpriu o papel de demonstrar a preciosidade que é o livro.

Tatiana lembrou que mais de 100 mil crianças de escolas da rede pública visitaram o evento e, muitas delas, adquiriram um livro pela primeira vez, graças aos cartões distribuídos com essa finalidade para estudantes e professores pelas secretarias municipal e estadual de Educação. Os investimentos com essa finalidade somaram R$ 13,5 milhões. 

Público durante o último dia da 20ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Movimento

Foram dez dias de ruas movimentadas, alegria por encontrar os autores preferidos e pessoas saindo da feira com sacolas cheias de livros. Os painéis da Bienal ganharam, nesta edição, novos formatos e espaços para o público apaixonado por histórias. Com mais de 497 editoras, selos e distribuidoras e uma diversidade de títulos, o tíquete médio de gastos com livros ficou em torno de R$ 200.

“Estamos falando do livro como ponto de partida ou chegada, a partir de uma transversalidade com os mais diversos tipos de mídia, porque os assuntos tratados no livro físico também viram séries, filmes, games, música, e isso garante que as histórias possam atrair mais pessoas formando novos leitores, já que o livro é sempre o protagonista”, ressaltou Tatiana.

Com área ocupada de 90 mil metros quadrados, 10% maior que na edição de 2019, no período anterior à pandemia da covid-19, a Bienal 2023 recebeu mais de 380 autores na programação oficial.

Público durante o último dia da 20ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Novidades

As crianças que visitaram a Bienal encontraram um universo lúdico chamado Uma Grande Aventura Leitora, em um espaço de 600 metros quadrados. Ali, foram comemorados os 60 anos da personagem Mônica, da obra do escritor e ilustrador Maurício de Sousa. 

Outra novidade da Bienal foi o Baile de Máscaras da Julia Quinn, promovendo uma festa de época como ocorre nos episódios de Os Bridgertons, sucesso dos livros da autora inglesa que viraram série em vídeo. “O público curtiu e veio fantasiado para participar do baile”, relembrou Tatiana Zaccaro.

A Bienal 40 anos lançou o espaço Páginas na Tela, com curadoria da cineasta e escritora Rosane Svartman, e Páginas no Palco, coordenado por Bianca Ramoneda. São formatos que se cruzam entre livro, audiovisual e teatro. No Sextou com Simas, o professor e autor Luiz Antonio Simas recebeu convidados, transformando o Café Literário em um verdadeiro boteco carioca. Neste espaço, a curadoria recebeu autores como Ailton Krenak e Conceição Evaristo.

Os fãs de histórias em quadrinhos tiveram a oportunidade de conhecer ao vivo quadrinistas independentes de todo o Brasil no novo espaço batizado Artists Alley. A Bienal foi palco também do Rio International Publishers Summit, promovido pelo Snel, com objetivo de conectar os protagonistas do mercado editorial e discutir temas urgentes para o setor. O fórum tratou dos desafios da transformação tecnológica, uso da inteligência artificial e preservação do direito autoral, entre outros temas.

Terremoto: “Eram blocos de rocha caindo sobre pessoas”, conta geólogo

Era fim do jantar e a equipe do Geoparque de Seridó, do Rio Grande do Norte, aguardava um táxi, quando sentiu o chão tremer “meio que em ondas que vibravam”.

“A gente se abrigou na praça. Sentimos pela segunda vez outro abalo de menor magnitude e um mais leve, no final”. Quem traz o relato é o geólogo Marcos Nascimento, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e coordenador científico do Geoparque Seridó.

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Ele e mais três integrantes da comitiva do parque estavam em Marrakech, no Marrocos, no momento em que a cidade foi atingida por um terremoto de magnitude 6.8 na escala Richter no último dia 8. O grupo participava da 10ª Conferência Internacional de Geoparques Mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O geólogo conta que, por todo lado, ouviam-se sirenes e viam-se comboios de ambulâncias. O número de mortos já passa de 2 mil, conforme últimos dados do governo local.

Nascimento explica que a cidade de Marrakech fica próxima da região das altas montanhas, chamada Alto Atlas, onde há o encontro de duas placas tectônicas, da África e da Europa. Essas placas colidiram-se, provocando o forte tremor no país, localizado no norte da África, por volta das 23h20 (19h20 no Brasil) da última sexta-feira. A medina, onde estão as construções mais antigas e importante ponto turístico, foi a área mais afetada de Marrakech.

“Não são preparadas [as construções] para esse tipo de impacto e muitas foram demolidas. Com isso, se gerou um caos, porque eram blocos de rocha caindo sobre pessoas, sobre casas e carros. E a gente lá, no meio de tudo isso”, relata Nascimento à Agência Brasil.

 Marrakech (Marrocos) – Terremoto destruiu cidade e já matou mais de 2 mil pessoas. Foto: Equipe Geoparque Seridó

Após o terremoto, a equipe entrou em contato com as demais comitivas brasileiras e soube que todos estavam bem. O grupo do Geoparque Seridó deixou o Marrocos e já está em Portugal para missões técnicas. Eles regressam a Natal no próximo sábado (16).

Ajuda

Com o cancelamento das atividades da conferência em razão do terremoto, os conferencistas participaram de mutirões para ajudar a população local, com doação de sangue e dinheiro. “Houve também doação de dinheiro de quem pagou inscrição para participar da excursão que seria realizada hoje e teria direito à devolução do dinheiro. Essa doação foi para ajuda humanitária na região de Marrakech e no entorno”, disse.

A conferência reuniu 195 geoparques mundiais da Unesco de cerca de 50 países.

Tratamento do burnout deve ser coletivo, diz especialista

A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, pode atingir todas as esferas de trabalhadores e não deve ser tratada de forma individualizada. É o que apontam uma pesquisa sobre a presença do burnout no mundo corporativo e especialistas ouvidos pela Agência Brasil

Um levantamento feito com 600 pessoas pela Way Minder, plataforma online de saúde mental e bem-estar emocional, atribuiu pontos para diversos ramos de atuação profissional, a fim de classificar a presença da síndrome. Os segmentos com maiores pontuação, ou seja, onde os funcionários são mais afetados pelo problema, foram áreas de recursos humanos (43), vendas (42,11), educação (42,1) liderança (40,43), administrativo (38,38) e tecnologia da informação (36,61).  

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“O burnout ser categorizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como doença ocupacional que tem levado as empresas a ligarem o alerta sobre a qualidade emocional de seus colaboradores, com adoção de ações e ferramentas que possam contribuir com sua qualidade de vida e reduzir os impactos negativos que essa doença pode causar aos negócios”, diz Deivison Pedroza, cofundador da plataforma. 

Chefias 

O levantamento identificou forte sinal de alerta também em cargos de direção e chefias, como supervisores e gerentes. Nessas esferas, pessoas nascidas entre as décadas de 1960 e início da de 1980, consideradas mais tradicionais em relação ao trabalho, que costumam preferir carreiras estáveis, são as que apresentam os maiores índices (48,83), ficando muito próximo do nível elevado, quando atinge a pontuação entre 50 e 59. 

“A situação de estresse tem efeitos negativos que atingem não apenas o indivíduo, mas também as pessoas que estão ao seu redor, toda a família e, claro, o ambiente de trabalho”, aponta Pedroza. “É imprescindível que as empresas e os profissionais estejam cientes da importância de abordar a saúde mental e o bem-estar emocional de forma abrangente e eficaz”, completa. 

Desde janeiro de 2022, a síndrome de esgotamento profissional é reconhecida pela OMS como uma doença relacionada ao trabalho

Burnout x estresse 

Para que não haja uma banalização do burnout como se fosse um mero evento de estresse é importante entender exatamente o que é a síndrome, pontua o psicólogo Antonio José de Carvalho, autor do livro Síndrome de Burnout, uma Ameaça Invisível no Trabalho, que será lançado na próxima quarta-feira (13), na Livraria Travessa do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. 

Carvalho explica que o burnout é uma síndrome relativamente moderna, dos anos 70. Diferentemente do estresse, que se dá de forma corriqueira, porém não de forma persistente, o burnout é uma condição de estresse acumulado, crônico. O psicólogo faz a comparação com um elástico de prender dinheiro para ilustrar a diferença. 

“Se você puxar o elástico, e ele ainda estica e volta, não perde essa condição, isso é estresse. Quando você puxa o elástico, e ele fica deformado e não volta mais, você pode dizer que a pessoa está com burnout”, explica.

“O burnout não acontece de um dia para o outro, é um estresse acumulado que pode levar à depressão e que sugere um comportamento suicida”, alerta. 

Síndrome invisível 

O especialista aponta entre um dos fatores para desencadeamento da síndrome uma jornada de trabalho que expõe o trabalhador a um alto nível de estresse por tempo prolongado. Para ele, apesar do alastramento de casos em empresas, o burnout ainda se comporta como um problema “invisível”. 

Para psicólogo Antonio José de Carvalho, empresas precisam mudar ambiente para evitar burnout. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação 

“Se a pessoa quebra um braço, todos na empresa percebem o problema. Mas se o problema é psíquico, fica mais difícil de reconhecer, então é invisível e muitas vezes tratado incorretamente como um problema individual”, pontua. 

Cuidar do aquário 

Carvalho considera que faltam pesquisas nacionais mais aprofundadas sobre o problema, além de ausência também do desenvolvimento de estratégias eficientes para a prevenção. Um diagnóstico que o psicólogo faz relaciona o burnout a características do mundo corporativo capitalista, marcado por grande competição, busca por produtividade, perseguição de metas e longas jornadas, por exemplo. 

Esse diagnóstico está associado à ideia de que para prevenir o burnout, é preciso tratar as empresas em vez de o trabalhador individualmente.

“Eu entendo que as empresas, as organizações, de um modo geral, estão adoecidas, são tóxicas na maioria das vezes”. 

Soma-se a isso, na visão do autor, o fato de que “por mais que os trabalhadores possam sofrer do mesmo mal ao mesmo tempo, cada um vai sentir de uma maneira diferenciada”. Daí a comparação das empresas com um aquário.  

“O aquário seria a empresa; a água, a cultura organizacional; e os peixes, os colaboradores. Se o peixe adoece, não adianta você tratar o peixe. Você teria que tratar a água, caso contrário, o peixe vai ser tratado, vai voltar para o aquário e vai ficar, de novo, acometido pela síndrome de burnout, esse mal silencioso”, faz a analogia. “Precisa tratar da água, do aquário, consequentemente, da cultura organizacional”, finaliza. 

Corinthians vence Ferroviária e leva o Brasileiro Feminino pela 5ª vez

Pela quinta vez na história, sendo a quarta consecutiva, o Corinthians está no topo do futebol feminino nacional. Neste domingo (10), as Brabas do Timão superaram a Ferroviária por 2 a 1, de virada, no segundo jogo da final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro, diante de 42.566 torcedores que lotaram a Neo Química Arena, em São Paulo. Foi o maior público de uma partida entre clubes da modalidade na América do Sul. No jogo de ida, há uma semana, as equipes não saíram do zero na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP).

O título assegurou às alvinegras uma premiação de R$ 1,2 milhão, a maior já oferecida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao campeão. O valor é 20% superior ao de 2022. As Guerreiras Grenás – que perderam a chance de conquistar o tricampeonato nacional – terão direito a R$ 600 mil pelo vice.

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A decisão marcou também o último jogo de Arthur Elias à frente do Corinthians na Neo Química Arena – a equipe feminina atua, normalmente, no Parque São Jorge, também na capital paulista. Foi a 17ª vez que o técnico dirigiu as Brabas no principal estádio alvinegro, com 17 vitórias. Ele é o novo treinador da seleção brasileira da modalidade, em substituição a Pia Sundhage. Elias irá se despedir do Timão após a Libertadores Feminina, a ser disputada na Colômbia, em outubro.

A conquista coroa mais uma campanha quase perfeita do Corinthians. Em 21 jogos, foram 17 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas, com 66 gols marcados e 12 sofridos.

Jogadas

Apesar da pressão inicial corintiana, foi a Ferroviária que, na primeira investida, balançou as redes. Aos nove minutos da etapa inicial, Laryh dominou pela esquerda, viu a também atacante Mylena Carioca entrando na área e cruzou para a camisa 16, que aproveitou o quique da bola para cabecear na saída da goleira Lelê, abrindo o marcador para as visitantes.

O Corinthians dominava as ações, mas encontrava dificuldades para finalizar. Até que a atacante Millene, com um chute da intermediária, obrigou Luciana a uma grande defesa, mandando para fora. Após a cobrança do escanteio pela esquerda, a zagueira Tarciane desviou e parou novamente na goleira da Ferroviária. No tiro de canto seguinte, não teve jeito. Aos 41 minutos, a meia Duda Sampaio colocou a bola na cabeça da centroavante Jhennifer, que deixou tudo igual em São Paulo.

As Brabas do Timão mantiveram a postura ofensiva na volta do intervalo e foram recompensadas. Aos 12 minutos, Millene tomou a bola da lateral Barrinha pela direita, avançou e cruzou para Tamires. Lateral de ofício, mas ponta-esquerda na formação de Arthur Elias, a camisa 37 apareceu na área como uma verdadeira atacante e desviou para as redes, virando o marcador para o Corinthians.

As Guerreiras Grenás tentaram sair mais para o jogo, cedendo espaços para as alvinegras contra-atacarem. A equipe da casa teve boas chances para ampliar o placar, com Jhennifer e a meia Gabi Zanotti, mas Luciana salvou a equipe do interior paulista. Seguro na marcação, o Corinthians não correu riscos e controlou a partida até o apito final, que deu início à festa na Neo Química Arena.
 

Único oratório público do Rio está em fase final de restauração

Depois de duas décadas, o Rio de Janeiro terá, a partir de outubro, o Oratório da Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança restaurado. A construção do final do século 18 é uma obra barroca feita com materiais vindos da Europa, seguindo técnica arquitetônica do século anterior, quando a cidade já era a capital do Brasil Colonial. O projeto de restauração, que está em andamento, será concluído no fim deste mês. A reinauguração está marcada para 15 de outubro.

O oratório pertence à Igreja da Venerável e Arquiepiscopal Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, na Rua do Carmo, número 38, no centro da cidade. Um texto de 1979, assinado pelo arquiteto Augusto Silva Teles, aponta, a partir de escritos históricos, que o oratório é o último exemplar de devoção católica em área pública na cidade do Rio de Janeiro.

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“Ele foi o único que ficou funcionando completamente para as procissões públicas e as devoções à Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança, que é a santa que ocupa esse oratório. Há uma importância histórica de se restaurar e devolver isso para a população como um todo, não só como ornamento histórico e cultural, mas também a devolução a uma devoção católica, para quem é devoto da Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança”, disse a arquiteta, conservadora e urbanista Yanara Costa Haas, em entrevista à Agência Brasil.
Obra de restauro do Oratório da Nossa Senhora da Boa Esperança, localizado no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A relíquia da arte sacra colonial tem estrutura em alvenaria e pedra, com fachadas para dois lados, ricamente decorada com ornatos em massa, azulejos raros holandeses e alemães brancos e azuis e cantaria, que são blocos de rocha talhados. O oratório está assentado sobre um arco de pedra sobre a porta para uma servidão, como é chamada a passagem entre a antiga Catedral e a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, que ligava a Rua Primeiro de Março com a Rua do Carmo. Atualmente, a servidão é fechada com portões nas duas extremidades, sendo de uso exclusivo das duas igrejas.

No alto do oratório tem uma cruz e embaixo dela tem uma redoma onde fica a imagem da Nossa Senhora. A base é toda ornamentada com azulejos. “Em Ouro Preto, Minas Gerais, tem muitas igrejinhas com oratórios em esquinas. Você vai passando pela cidade olhando para cima e encontra vários desses oratórios”, comentou Yanara.

Restauro

A restauração começou no dia 10 de julho de 2023, após passar 60 dias de prospecções diagnósticas e aprovação do projeto de intervenção submetido ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro (Inepac) e ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH).

“Todas as prospecções, inclusive as laboratoriais, nós levamos 60 dias e estamos levando 60 dias para fazer o restauro. Encontramos nessa estrutura muitas partes em cimento, a estrutura originariamente é feita com tijolos maciços e totalmente revestida com argamassas de cal. O que encontrei foram muitas argamassas de cimento no lugar onde a cal já não existia. Fizemos toda a remoção, inclusive de ornatos”, relatou.

Yanara Costa Haas, da empresa Restauro Carioca, está à frente da equipe, que conta ainda com George Schliaticas, na consultoria em restauração; Geraldo Filizola, na consultoria em estruturas históricas; Clara de Freitas, restauradora chefe responsável pelas obras; os restauradores Leandro Fosse e Alex Yoshikawa; e o restaurador ajudante Júlio César Olímpio. “O nosso objetivo junto ao proprietário é resgatar o espaço que estava há 20 anos envolto em um andaime para pesquisas dos sistemas construtivo e de ornamentação”, revelou, acrescentando que, neste período, a imagem da santa ficou guardada dentro da igreja.

A arquiteta responsável atuou, por mais de 30 anos, como conservadora do Iphan e, nos últimos 11 anos, coordena a área de arquitetura do Sítio Roberto Burle Marx. Ela já trabalhou no restauro dos elementos pétreos do Palácio Itamaraty, no centro do Rio; na restauração da escultura em mármore carrara Meteoro do lago externo no Itamaraty, em Brasília; e na restauração do prédio da Agência Central dos Correios, na área central da capital fluminense.

Segundo ela, Pedro Álvares Cabral transmitiu a devoção católica que tinha por Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança ao chegar ao Brasil. “Essa devoção faz parte então de ter se criado um oratório para uma Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança. Os estudos históricos dizem que Cabral foi a primeira pessoa a trazer para o Brasil a devoção à imagem da Nossa Senhora”, completou.

A arquiteta destacou que o oratório não estava em risco de desabamento. “Ele estava íntegro, tinha uma fissura na cobertura, porque a cobertura em si abriu por conta do material que estava lá. Agora a gente já fechou e fez a remoção de toda a argamassa espúria e um trabalho desde o tijolo com uma argamassa nova nas mesmas técnicas originais”, afirmou Yanara.

Durante os últimos 20 anos, o Oratório da Nossa Senhora da Boa Esperança ficou protegido por tela e um andaime suspenso para acesso à fachada da Rua do Carmo.

Pernambucana vai do sonho de ser Marta ao pódio no ciclismo e triatlo

Não é incomum que atletas jovens militem em diferentes modalidades antes de decidirem qual caminho seguirão na carreira. A pernambucana Kawani Sofia Carneiro, de 15 anos, é um exemplo. Nesta edição dos Jogos da Juventude, em Ribeirão Preto (SP), a garota nascida em Olinda (PE) e que mora em Paulista (PE) competiu no ciclismo e no triatlo – e foi ao pódio em ambos.

A competição, que reúne cerca de quatro mil atletas entre 15 e 17 anos, de escolas públicas e privadas de todo o país, segue até o próximo dia 16, com transmissão da TV Brasil (confira, no fim do texto, a programação da semana que vem).

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Na primeira fase do evento, Kawani disputou medalhas no ciclismo. Conquistou três: bronze na prova de potência máxima (em que os atletas pedalam uma bicicleta fixa e ganha quem exercer maior potência), prata na de velocidade e ouro na de resistência.

“Para falar a verdade, eu não estava muito confiante, porque eu sempre tinha as concorrentes em mente e sabia que elas eram um pouco mais fortes por conta da idade, mas se estou aqui é porque mereço. Na última volta [da prova de resistência], peguei a esquerda, fiquei atrás um pouco e decidi no sprint [explosão de velocidade]. Usei a cabeça”, disse Kawani, ao site do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A pernambucana, porém, ainda tinha mais medalhas a buscar na recém-finalizada segunda fase dos Jogos, desta vez no triatlo, uma das cinco modalidades que estrearam no evento. A jovem foi ao pódio duas vezes, com um bronze (equipes mistas) e uma prata (individual). Nesta última, Kawani também brilhou no sprint, agora na corrida, ultrapassando a paulista Maria Luiza Oliveira quase na linha de chegada.

“O último gás veio justamente da minha treinadora, a Ceça, que estava o tempo todo me acompanhando e, também, a torcida que me ajudou muito. Não posso mentir: não estava acreditando muito em mim mesma, mas, graças aos meus técnicos e aos meus fãs, consegui essa medalha”, comemorou a jovem.

Da bola à bicicleta

Kawani já acumulava medalhas em competições nacionais de base no ciclismo e no triatlo antes dos Jogos da Juventude. Os resultados a credenciaram a ser contemplada pelo Bolsa Atleta (programa federal de patrocínio individual), na categoria Estudantil. Ela também recebe o Bolsa Atleta do estado de Pernambuco. Na infância, porém, o esporte que a encantava era outro. Torcedora do Sport, ela começou no futebol, aos seis anos.

“Queria ser uma Marta. Ela sempre será uma referência para mim, assim como a Formiga, e tem um lugar no meu coração para esse esporte. Depois eu fui para a natação, porque meu irmão tinha asma e minha mãe tinha muito medo que eu tivesse. Então, ela queria que todos nós nadássemos, pois ajuda a melhorar. Mas eu conheci o ciclismo e em 2019, justamente nos Jogos da Juventude, em Blumenau [SC], consegui três medalhas. Foi aí que a minha paixão pela bicicleta falou mais alto”, recordou a pernambucana.

A garota concilia a rotina de acordar cedo e pegar ônibus para ir e voltar da escola com treinos de natação, três vezes por semana, e atividades na casa da técnica Ceça, onde pedala no rolo fixo, um equipamento fixado ao eixo da roda traseira da bicicleta para garantir estabilidade, que compensa a dificuldade para se exercitar na estrada.

“A família dela é bem humilde, ela ajuda a mãe com o Bolsa Atleta. O que a gente pode fazer é chegar junto, [auxiliar com] material esportivo, coisas que ela ainda não tem próprias. Graças a Deus, ela conseguiu as bolsas estadual e federal, por mérito dela”, destacou Ceça, em vídeo publicado no canal do Time Brasil no YouTube.

Apesar de se destacar em duas modalidades, está chegando a hora de Kawani decidir qual delas proporcionará o melhor caminho rumo ao sonho de representar o Brasil em uma Olimpíada. Segundo Ceça, a jovem não tem dúvidas de que o futuro está na bicicleta.

“A Kawani é nata e tem um futuro brilhante. No que se dedicar, ela vai desenvolver bem. Estamos entrando na fase de maturação, que temos de escolher as provas específicas, pois não dá para ser boa em tudo. Se quer pensar em seleção brasileira, não dá para abraçar o mundo. E hoje ela tem consciência de que a especialização é no ciclismo”, concluiu a treinadora.

Reta final

A segunda fase dos Jogos da Juventude chegou ao fim neste domingo (10). A partir de terça-feira (12), tem início a etapa final do evento, com sete modalidades: esgrima, tiro com arco, vôlei de praia, natação, águas abertas, handebol e basquete.

Transmissões da TV Brasil

Terça-feira (12)

9h – natação

 

Quarta-feira (13)

9h – natação

 

Quinta-feira (14)

9h – natação

16h – finais do vôlei de praia

 

Sábado (16)

11h – finais do handebol

Apoio ao RS é prioridade absoluta do governo, diz ministro

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, disse neste domingo (10) que o governo federal agiu imediatamente após ser solicitado para ajudar o estado do Rio Grande do Sul, atingido por fortes chuvas e enchentes desde a última segunda-feira (4) após passagem de um ciclone extratropical. 

Pimenta disse que, já na segunda-feira (4), o governo federal acionou as Forças Armadas para a liberação de botes salva-vidas. “Da parte do presidente Lula e do presidente [Geraldo] Alckmin houve absoluta prioridade do ponto de vista das nossas ações. Mas o governo federal age por demanda, por provocação”, disse em entrevista à imprensa na Universidade do Vale do Taquari (Univates), em Lajeado (RS), uma das cidades afetadas no estado.

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“A primeira provocação que nós recebemos foi sobre os botes salva-vidas, porque os helicópteros não conseguiam chegar em locais que estavam extremamente alagados. Isso na segunda [4], perto da meia-noite. Os botes estavam no Batalhão de Engenharia de São Gabriel (RS). Às duas horas da tarde [da terça-feira (5)], já estavam aqui em Muçum”, informou. 

Pimenta afirmou ainda que recebeu, na manhã de terça-feira, o pedido do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para o deslocamento de helicópteros para a região atingida. “Imediatamente acionamos a Polícia Rodoviária Federal, o ministro da Justiça [Flávio Dino] disponibilizou o helicóptero; e depois uma série de aeronaves da Marinha e do Exército foi disponibilizada.” 

O ministro ressaltou ainda que o governo federal reconheceu rapidamente, em menos de 48 horas, 73 pedidos de situação de emergência de municípios atingidos pelas chuvas. “[Com o reconhecimento] liberou-se recursos para o auxílio abrigamento e também para compra de material de limpeza”, disse.

Pimenta disse ainda que o governo federal recebeu solicitação de apoio com alimentação, mas as primeiras cestas básicas só foram entregues hoje (10).

“Nos foi solicitado apoio com alimentação e foram imediatamente liberadas 20 mil cestas básicas. As primeiras cinco mil chegaram hoje. Infelizmente, estamos no quarto evento [de desastre natural] neste ano [no estado] e o estoque do Rio Grande do Sul já foi todo utilizado”.

 

Rio Grande do Sul – Presidente da República em exercício Geraldo Alckmin visita áreas destruídas pelas chuvas no estado e anuncia medidas de ajuda. Foto: Cadu Gomes/VPR

Recursos

Mais cedo, também na Univates, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (foto), anunciou que o governo federal irá disponibilizar R$ 741 milhões em ajuda ao estado do Rio Grande do Sul. Alckmin destacou a instalação de um hospital de campanha, montado pelo Ministério da Saúde, em Roca Sales (RS), e a atuação de cerca de 900 militares na região, com helicópteros, embarcações e equipamentos das Forças Armadas. O presidente em exercício disse ainda que as comunicações foram praticamente restabelecidas em todos os municípios atingidos.

Um boletim da Defesa Civil do RS, divulgado ao meio-dia, informava 43 mortes em decorrência das chuvas e 46 desaparecidos.

Alckmin anuncia R$ 741 milhões para cidades do RS afetadas por ciclone

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, anunciou no início da tarde deste domingo (10) que o governo federal irá disponibilizar R$ 741 milhões em ajuda ao estado do Rio Grande do Sul, atingido por fortes chuvas e enchentes desde a última segunda-feira (4) após a passagem de um ciclone extratropical.  Alckmin fez o anúncio em Lajeado (RS), na Universidade do Vale do Taquari (Univates), onde se reuniu com prefeitos locais, ministros e o governador Eduardo Leite. 

Os recursos serão distribuídos da seguinte forma: R$ 26 milhões para o Ministério da Defesa, para o uso de helicópteros e demais maquinários na região nas buscas e reconstrução; R$ 80 milhões para Ministério da Saúde, que montou um hospital de campanha em Roca Sales (RS) e reconstrução de unidades de saúde destruídas, além da atuação das equipes da Força Nacional de Saúde na região.

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O Ministério dos Transportes terá R$ 116 milhões para reconstruir um trecho da BR 116, no km 96, na região do Rio das Antas; o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e Ministério do Desenvolvimento Agrário aplicará R$ 125 milhões no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Por meio do Ministério das Cidades, R$ 195 milhões serão usados para a construção de moradias. Já o Ministério da Integração Nacional receberá R$ 185 milhões para ajuda humanitária e reconstrução de ruas, estradas, limpeza e pavimentação dos municípios. O Ministério da Previdência Social também receberá recursos, ainda sem detalhamento.

Saque do FGTS

O governo federal, conforme Alckmin, irá liberar o saque do FGTS, no valor de até R$ 6.220, para as pessoas atingidas diretamente pelas chuvas – os recursos já estão incluídos no montante recebido pelos ministérios.

Bolsa Família

Será antecipado também os repasses do Bolsa Família para os afetados, que ocorrerá no próximo dia 18, e do Benefício de Prestação Continuada, no dia 25. As prefeituras ainda deverão receber R$ 800 por habitante atingido. Para os interessados, também será liberado o valor de um salário mínimo pelo BPC – o valor deverá ser pago em até 36 meses sem correção.

O governo federal adiou do pagamento de tributos federais.  

A previsão é que o número de municípios com reconhecimento do estado de calamidade pública na região deverá aumentar de 79 para 88, a partir de decreto que será publicado na manhã desta segunda-feira (11). 

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e uma comitiva de ministros foram ao Rio Grande do Sul neste domingo (10), e percorreram a região do Vale do Taquari, a mais afetada pelas chuvas e inundações.

O governo do Rio Grande do Sul atualizou, na manhã deste domingo (10), para 43 a quantidade de pessoas mortas em decorrência das chuvas e inundações que atingem o estado desde a última segunda-feira (4). O número de desaparecidos chega a 46. 

A maioria das mortes ocorreu em Muçum (16), seguido de Roca Sales (dez), Cruzeiro do Sul (cinco), Lajeado (três), Estrela (dois), Ibiraiaras (dois) e em Encantado, Imigrante, Mato Castelhano, Passo Fundo e Santa Tereza, uma morte em cada município. 

No cidade de Muçum, está também a maioria dos desaparecidos (30), seguido de Lajeado (oito) e Arroio do Meio (oito). 

Segundo o governo estadual, 3.130 pessoas foram resgatadas; 224 estão feridas; 3.798 estão desabrigadas; e 11.642, desalojadqs. No total, 150.341 pessoas foram afetadas pelas chuvas e inundações em 88 municípios.   

Marcha das Mulheres Indígenas começa nesta segunda em Brasília

Mulheres indígenas de todo o país reúnem-se em Brasília, de 11 a 13 de setembro, a fim defender os direitos das mulheres e a preservação das culturas indígenas. Com o tema “Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade através das raízes ancestrais”, a abertura oficial da 3ª Marcha das Mulheres Indígenas ocorre na noite deste domingo (10).

A marcha de 2023 também marca a continuação da luta contra o garimpo ilegal, pela demarcação de terras e pela formação política de representação indígena nos espaços de poder.

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O evento é promovido pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) e as atividades se concentram no Eixo Cultural Ibero-Americano, na área central da capital federal. Estão previstas plenárias, grupos de trabalho e ações culturais. Na quarta-feira (13), elas sairão em caminhada pela Esplanada dos Ministérios e terão diálogo com autoridades sobre a carta de reivindicações, que foi entregue na pré-marcha, em janeiro deste ano.

“Nossos maiores inimigos são as leis que não reconhecem nossa diversidade e nossa existência. Falar em demarcação de terras indígenas é gritar pela continuidade da existência dos nossos povos. Ter uma mulher indígena como primeira ministra indígena é afirmar que as mulheres são a cura da terra e a resposta para enfrentamentos à violência de gênero e racismos como o estrutural, institucional e ambiental”, diz a Anmiga, em referência à ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.

“No centro dessa marcha está um poderoso apelo por direitos iguais para as mulheres indígenas. Essas mulheres enfrentaram inúmeros desafios e injustiças ao longo de suas vidas, mas se recusam a continuar sendo silenciadas. Exigimos acesso a cuidados de saúde de qualidade, educação e oportunidades econômicas. Lutamos pela proteção da terra e recursos naturais, que vêm sendo explorados por muito tempo. Defendemos o fim da violência contra as mulheres indígenas, um problema generalizado que tem atormentado nossas comunidades há gerações”, acrescentou.

Representantes do movimento de mulheres indígenas de outras partes do mundo também estarão presentes, como do Peru, dos Estados Unidos, da Malásia, da Rússia e da Nova Zelândia. “Essa diversidade de participantes destaca a universalidade das questões enfrentadas pelas mulheres indígenas, como o acesso à terra, a violência de gênero, a discriminação e a luta pela autonomia e empoderamento”, explicou a Anmiga.

A 1ª Marcha das Mulheres Indígenas ocorreu em 2019, com o tema “Território: nosso corpo, nosso espírito”. A segunda edição foi em 2021 e teve como tema “Mulheres originárias: Reflorestando mentes para a cura da Terra”.

 

Tratamento do burnout não deve ser individualizado, diz especialista

A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, pode atingir todas as esferas de trabalhadores e não deve ser tratada de forma individualizada. É o que apontam uma pesquisa sobre a presença do burnout no mundo corporativo e especialistas ouvidos pela Agência Brasil

Um levantamento feito com 600 pessoas pela Way Minder, plataforma online de saúde mental e bem-estar emocional, atribuiu pontos para diversos ramos de atuação profissional, a fim de classificar a presença da síndrome. Os segmentos com maiores pontuação, ou seja, onde os funcionários são mais afetados pelo problema, foram áreas de recursos humanos (43), vendas (42,11), educação (42,1) liderança (40,43), administrativo (38,38) e tecnologia da informação (36,61).  

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“O burnout ser categorizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como doença ocupacional que tem levado as empresas a ligarem o alerta sobre a qualidade emocional de seus colaboradores, com adoção de ações e ferramentas que possam contribuir com sua qualidade de vida e reduzir os impactos negativos que essa doença pode causar aos negócios”, diz Deivison Pedroza, cofundador da plataforma. 

Chefias 

O levantamento identificou forte sinal de alerta também em cargos de direção e chefias, como supervisores e gerentes. Nessas esferas, pessoas nascidas entre as décadas de 1960 e início da de 1980, consideradas mais tradicionais em relação ao trabalho, que costumam preferir carreiras estáveis, são as que apresentam os maiores índices (48,83), ficando muito próximo do nível elevado, quando atinge a pontuação entre 50 e 59. 

“A situação de estresse tem efeitos negativos que atingem não apenas o indivíduo, mas também as pessoas que estão ao seu redor, toda a família e, claro, o ambiente de trabalho”, aponta Pedroza. “É imprescindível que as empresas e os profissionais estejam cientes da importância de abordar a saúde mental e o bem-estar emocional de forma abrangente e eficaz”, completa. 

Desde janeiro de 2022, a síndrome de esgotamento profissional é reconhecida pela OMS como uma doença relacionada ao trabalho

Burnout x estresse 

Para que não haja uma banalização do burnout como se fosse um mero evento de estresse é importante entender exatamente o que é a síndrome, pontua o psicólogo Antonio José de Carvalho, autor do livro Síndrome de Burnout, uma Ameaça Invisível no Trabalho, que será lançado na próxima quarta-feira (13), na Livraria Travessa do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. 

Carvalho explica que o burnout é uma síndrome relativamente moderna, dos anos 70. Diferentemente do estresse, que se dá de forma corriqueira, porém não de forma persistente, o burnout é uma condição de estresse acumulado, crônico. O psicólogo faz a comparação com um elástico de prender dinheiro para ilustrar a diferença. 

“Se você puxar o elástico, e ele ainda estica e volta, não perde essa condição, isso é estresse. Quando você puxa o elástico, e ele fica deformado e não volta mais, você pode dizer que a pessoa está com burnout”, explica.

“O burnout não acontece de um dia para o outro, é um estresse acumulado que pode levar à depressão e que sugere um comportamento suicida”, alerta. 

Síndrome invisível 

O especialista aponta entre um dos fatores para desencadeamento da síndrome uma jornada de trabalho que expõe o trabalhador a um alto nível de estresse por tempo prolongado. Para ele, apesar do alastramento de casos em empresas, o burnout ainda se comporta como um problema “invisível”. 

Para psicólogo Antonio José de Carvalho, empresas precisam mudar ambiente para evitar burnout. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação 

“Se a pessoa quebra um braço, todos na empresa percebem o problema. Mas se o problema é psíquico, fica mais difícil de reconhecer, então é invisível e muitas vezes tratado incorretamente como um problema individual”, pontua. 

Cuidar do aquário 

Carvalho considera que faltam pesquisas nacionais mais aprofundadas sobre o problema, além de ausência também do desenvolvimento de estratégias eficientes para a prevenção. Um diagnóstico que o psicólogo faz relaciona o burnout a características do mundo corporativo capitalista, marcado por grande competição, busca por produtividade, perseguição de metas e longas jornadas, por exemplo. 

Esse diagnóstico está associado à ideia de que para prevenir o burnout, é preciso tratar as empresas em vez de o trabalhador individualmente.

“Eu entendo que as empresas, as organizações, de um modo geral, estão adoecidas, são tóxicas na maioria das vezes”. 

Soma-se a isso, na visão do autor, o fato de que “por mais que os trabalhadores possam sofrer do mesmo mal ao mesmo tempo, cada um vai sentir de uma maneira diferenciada”. Daí a comparação das empresas com um aquário.  

“O aquário seria a empresa; a água, a cultura organizacional; e os peixes, os colaboradores. Se o peixe adoece, não adianta você tratar o peixe. Você teria que tratar a água, caso contrário, o peixe vai ser tratado, vai voltar para o aquário e vai ficar, de novo, acometido pela síndrome de burnout, esse mal silencioso”, faz a analogia. “Precisa tratar da água, do aquário, consequentemente, da cultura organizacional”, finaliza. 

Prazo para informar interesse em retomar obra escolar termina hoje

O prazo para os estados e municípios interessados em retomar a construção de obras escolares paralisadas ou inacabadas que fazem parte do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia Destinados à Educação Básica, termina às 23h59 deste domingo (10). De acordo com a Medida Provisória Nº 1.174, de 12 de maio de 2023, é necessário que os entes federativos manifestem, obra a obra, o desejo de retomá-las com o aporte financeiro e técnico do governo federal, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 

Das 3.641 obras passíveis de retomada, identificadas pelo Ministério da Educação (MEC), por meio FNDE, 960 ainda não tinham aderido até o último levantamento. Conforme os dados do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), todos os entes da Federação constam com obras passíveis de retomada, estando com maior número obras os seguintes estados: Maranhão (609 obras); Pará (492 obras); Bahia (381 obras); Ceará (248 obras); e Minas Gerais (204 obras). As tabelas completas de obras por estado estão disponíveis para consulta no portal do FNDE, no campo “Lista de obras por UF”.   

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Segundo o Ministério da Educação, a conclusão de todas as obras listadas poderá criar cerca de 450 mil novas vagas nas redes públicas de ensino no país, com um investimento previsto de quase R$ 4 bilhões, entre 2023 e 2026. “Esse é o maior projeto de retomada de obras da educação da história e o foco é assegurar que todos os estados e municípios tenham as condições necessárias para a conclusão dessas obras”.    

Todas as regras sobre as repactuações das obras no âmbito do Pacto estão detalhadas na Portaria Conjunta MEC/MGI/CGU Nº 82/2023. Além disso, o ente federado também pode tirar as dúvidas por meio do Balcão Virtual do FNDE.     

Faustão recebe alta hospitalar após transplante de coração

O apresentador Fausto Silva, o Faustão, recebeu alta neste domingo (10) do Hospital Albert Einstein, onde foi submetido a um transplante de coração, no último dia 27 de agosto. Ele estava internado desde 5 de agosto em razão de uma insuficiência cardíaca. 

“Fausto Silva recebeu alta do Hospital Israelita Albert Einstein neste domingo, dia 10 de setembro de 2023. O paciente seguirá sob as orientações médicas e nutricionais necessárias para a reabilitação após o transplante cardíaco”, diz o boletim médico divulgado na manhã de hoje.

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De acordo com a equipe médica, Faustão não apresenta sinais de rejeição ao órgão e está com a função cardíaca normal. Na sexta-feira (8), ele foi transferido da unidade de tratamento intensiva para o quarto.

O apresentador foi incluído na fila de transplantes do Sistema Único de Saúde (SUS) após o agravamento de um quadro de insuficiência cardíaca, que ele apresentava desde 2020.

 

Rio Grande do Sul confirma 43 mortes causadas por ciclone

O governo do Rio Grande do Sul atualizou, na manhã deste domingo (10), para 43 a quantidade de pessoas mortas em decorrência das chuvas e inundações que atingem o estado desde a última segunda-feira (4). O número de desaparecidos chega a 46. 

A maioria das mortes ocorreu em Muçum (16), seguido de Roca Sales (dez), Cruzeiro do Sul (cinco), Lajeado (três), Estrela (dois), Ibiraiaras (dois) e em Encantado, Imigrante, Mato Castelhano, Passo Fundo e Santa Tereza, uma morte em cada município. 

Notícias relacionadas:

No cidade de Muçum, está também a maioria dos desaparecidos (30), seguido de Lajeado (oito) e Arroio do Meio (oito). 

 Segundo o governo estadual, 3.130 pessoas foram resgatadas; 224 estão feridas; 3.798 estão desabrigadas; e 11.642, desalojadqs. No total, 150.341 pessoas foram afetadas pelas chuvas e inundações em 88 municípios.   

Desde a última segunda-feira (4), chuvas e inundações causadas por um ciclone extratropical matou pessoas, inundou cidades, derrubou pontes, destruiu lojas e deixou vários estragos na infraestrutura do estado. 

No final da manhã de hoje, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e uma comitiva de ministros participam, em Lajeado (RS), de uma reunião com prefeitos locais. 

Participam da comitiva os ministros da Defesa, José Múcio; da Saúde, Nísia Trindade; da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta; do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Hoje é Dia: Prevenção ao Suicídio e Democracia são destaques da semana

Neste mês marcado pelas ações do Setembro Amarelo, o dia 10 é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi definida pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) e é endossada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O momento é um convite a um compromisso global para se refletir sobre o tema sem preconceitos e tabus, focando na necessidade de uma ação coletiva para se dar mais visibilidade à saúde mental. Sobre o tema o Radiojornalismo da EBC produziu este ano a série Jovens e saúde mental.

E a Radioagência Nacional aborda, na segunda temporada do podcast Histórias Raras, a jornada de pessoas que tiveram diagnósticos de neurodivergências já na fase adulta. Ouça e saiba como o diagnóstico impactou suas vidas.  

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que o número de suicídios cresceu 11,8% em 2022 na comparação com 2021. De acordo com especialistas, é preciso quebrar o silêncio sobre o tema e acolher quem demonstre o desejo de tirar a própria vida. Vale sempre lembrar também que existem alguns canais aptos para acolher e orientar quem pensa em suicídio como o Centro de Valorização da Vida, o Mapa da Saúde Mental e o Pode Falar (especializado no acolhimento de crianças e adolescentes). Em 2020, o programa Revista Brasil ouviu o jornalista Mario Nelson Duarte sobre a necessidade de observar os sinais, você pode ouvir essa conversa clicando aqui ou no player abaixo:

Um assunto que atinge diretamente a saúde mental é a gordofobia (o preconceito e a privação de direitos às pessoas gordas). Por isso, também é celebrado no dia 10 de setembro o Dia de Luta Contra a Gordofobia ou Dia de Visibilidade à Luta Antigordofobia. A data é uma conquista do movimento de luta pelos direitos das pessoas gordas, que conseguiu derrubar o infame Dia do Gordo (geralmente usado para ridicularizar essas pessoas) e criar uma data propositiva. A data visa debater a luta pelo respeito, pela despatologização do corpo gordo, o acesso à educação, à atividade física, ao mercado de trabalho e, claro, à saúde.

Em janeiro desse ano, um jovem de 25 anos morreu na porta de um hospital por não ter uma maca apropriada para o tamanho de seu corpo. A falta de preparo do sistema de saúde, de um país que tem 56% de sua população gorda, foi um dos destaques do episódio “Teu lugar me cabe?” do programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil. Assista abaixo: 

No terceiro sábado de setembro, que neste ano será dia 16, celebramos o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea. A Agência Brasil já explicou como funciona a doação de medula óssea, um procedimento simples, indolor e que pode ajudar no tratamento de mais de 80 doenças.

Democracia

Democracia foi uma das palavras mais comentadas no Brasil de 2023, principalmente após os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro. Por isso, nesse 15 de setembro, Dia Internacional da Democracia, vale lembrar os objetivos que a Organização das Nações Unidas (ONU) teve ao criar a data em 2007: promover a democratização, o desenvolvimento e o respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais em todo o mundo. O episódio “a Democracia de pé”, do Caminhos da Reportagem, traz reflexões para essa data.

 

Confira também: Não Se Engane, quadro da Radioagência Nacional que desmente fakes

 

Meio ambiente

Em 11 de setembro celebramos o Dia Nacional do Cerrado. É importante destacar que o desmatamento no bioma vem crescendo e batendo recordes. Entre agosto de 2022 e julho deste ano, mais de 6.359 quilômetros quadrados foram desmatados no bioma, a maior parte deles na região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Só em julho deste ano, foram desmatados 612 km² no Cerrado, um aumento de 26% em comparação a julho de 2022. E isso afeta severamente todo o país, já que o bioma é considerado a “grande caixa d’água do Brasil”. Em 2020 a Agência Brasil fez uma série de reportagens explicando a importância da proteção dessa área. O assunto também foi destaque dos episódios “Cafuringa – a última fronteira verde do DF” e “Um gole de Cerrado” do Caminhos da Reportagem: 

Ainda na área de meio ambiente, o dia 16 é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Essa camada filtra os raios ultravioleta do Sol, e nos protege dos raios que causam câncer de pele, afetam o sistema imunológico e provocam efeitos negativos também na visão. No meio ambiente, os raios ultravioleta atingem diretamente a cadeia alimentar marinha, com a alteração do plâncton. No ano passado, a Rádio Nacional do Alto Solimões recebeu o professor Rony Iglecio Leite de Andrade, que atua na área de geociências, cartografia, geoprocessamento e sistemas de informação geográfica, para falar do impacto da degradação da camada de ozônio e o que podemos fazer para preservá-la.

Arte e cultura

A cachaça é uma bebida brasileiríssima e bateu recorde de exportação em 2022. Mas nem sempre a cachaça teve todo esse reconhecimento. Inventada pelos negros escravizados, em meados do século XVI, a cachaça foi considerada por muito tempo uma bebida sem status, consumida por pobres. A sua produção foi até proibida no século XVII. Mas em 13 de setembro de 1661, após uma revolta dos produtores da bebida contra a coroa portuguesa, a produção e a comercialização da cachaça foi liberada no Brasil. Por isso, todo dia 13 de setembro se celebra o Dia Nacional da Cachaça. O caminho da proibição ao domínio de mercado da bebida foi percorrido pela Agência Brasil em reportagem de 2020.

Nesse 14 de setembro, Arlindo Cruz, compositor e cantor de samba, completa 65 anos. Atualmente o músico está fora dos holofotes, se recuperando de um AVC que sofreu em março de 2017. Um dos maiores nomes do samba carioca, fez parcerias com Zeca Pagodinho, Sombrinha, Beth Carvalho, Almir Guineto entre outros bambas. O Samba da Gamboa já passeou pela obra de Arlindo, e fez uma bela homenagem ao artista.

Também em 14 de setembro é celebrado o Dia Nacional do Frevo, ritmo que foi declarado em 2012 um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Em Pernambuco a dança também é celebrada no dia 9 de fevereiro, primeira vez que o termo frevo foi nominada em uma publicação de jornal. Controvérsias de datas a parte, o que importa é celebrar o ritmo que coloca “pra ferver”. Maestro Spok, instrumentista, arranjador e diretor da SpokFrevo Orquestra, celebrou essa manifestação cultural na Rádio Nacional em 2022, ouça:

E, ainda, no dia 14 o compositor, cantor, instrumentista e arranjador, Marcos Kostenbader Valle, o Marcos Valle, faz aniversário. Nascido em 1943 no Rio de Janeiro, o artista tem uma trajetória marcada por canções como “Eu Preciso Aprender a ser Só”, “Bye, Bye Tristeza”, “Samba de verão”, “Estrelar”, “Black is Beautiful”, entre tantas outras. E já que o passado é marcado por sucessos, o É Tudo Brasil recebeu Marcos Valle em março deste ano.

Confira a lista semanal do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:

Setembro de 2023
10

Nascimento da atriz e dubladora paulista Selma Lopes (95 anos)

Morte do cineasta fluminense Joaquim Pedro de Andrade (35 anos)

Lançamento do jornal “Gazeta do Rio de Janeiro” (215 anos) – a primeira publicação impressa no Brasil, nas máquinas da Imprensa Régia, no Rio de Janeiro

Primeira apresentação da ópera “Benevuto Cellini”, de Hector Berlioz, em Paris (185 anos)

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio – comemoração por iniciativa da Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio em parceria com a Organização Mundial da Saúde, que conta com o apoio de organizações de prevenção ao comportamento suicida em todo o mundo

11

Morte do médico, político e ex-presidente chileno Salvador Allende (50 anos)

Golpe de Estado no Chile (50 anos)

Dia Nacional do Cerrado

12

Morte do cantor e compositor estadunidense Johnny Cash (20 anos) – considerado um dos músicos mais influentes do século XX e o “rei da música country”

Nascimento do jornalista e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (75 anos)

Dia Internacional da Comemoração Sul-Sul – data reconhecida pela ONU

Inauguração da Rádio Nacional do Rio de Janeiro (87 anos)

13

Nascimento do ator, diretor e historiador paulista Luiz Baccelli (80 anos)

Nascimento da escritora paulista Eugênia Sereno (110 anos)

Morte do jornalista e escritor pernambucano Austregésilo de Athayde (30 anos)

Morte do humorista, cantor e compositor mineiro João Ferreira de Melo, o Barnabé (55 anos)

Criação do Território Federal do Rio Branco (80 anos) – em 1962 seu nome mudou para Território Federal de Roraima e, posteriormente, foi elevado a estado pela Constituição Federal de 1988

Dia Nacional de Luta dos Acidentados por Fontes Radioativas – comemoração instituída pela Lei Nº 12.646 de 16 de maio de 2012; tem por fim marcar a data do início do acidente radiológico de Goiânia ocorrido a partir de 13 de setembro de 1987

14

Nascimento do cantor e compositor fluminense Marcos Valle (80 anos)

Nascimento da cantora e compositora britânica Amy Winehouse (40 anos)

Nascimento do historiador paulista Edgard Carone (100 anos)

Nascimento do músico fluminense, compositor e cantor de samba e pagode Arlindo Cruz (65 anos)

Início da circulação, no Rio de Janeiro, do jornal “O Homem de cor” (190 anos) – primeiro periódico brasileiro a tratar dos problemas da população negra

Entra no ar o programa Viva Maria, pela Rádio Nacional de Brasília e Rádio Nacional da Amazônia (42 anos)

15

Nascimento da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft (85 anos)

Nascimento do escritor, teólogo, psicanalista e educador mineiro Rubem Alves (90 anos)

Primeira apresentação da ópera “Joana de Flandres”, de Carlos Gomes, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (160 anos)

Dia Internacional da Democracia – data reconhecida pela ONU

16

Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio – data reconhecida pela ONU

Filipe Toledo conquista bicampeonato mundial de surfe

O brasileiro Filipe Toledo conquistou, neste sábado (9), o bicampeonato da Liga Mundial de Surfe (WSL, pela sigla em inglês). Paulista de Ubatuba, o surfista de 28 anos venceu a etapa final do circuito (WSL Finals), disputada em Lower Trestles, nos Estados Unidos. Na decisão, ele superou o australiano Ethan Ewing duas vezes, em uma melhor de três baterias.

A conquista de Filipinho, como é conhecido, mantém a hegemonia do Brasil no principal circuito de surfe do planeta. De 2014 para cá, quando o também paulista Gabriel Medina foi campeão mundial pela primeira vez, o país esteve sete vezes no topo em nove disputas. As exceções foram em 2016 e 2017. Desde 2018, o título fica com um brasileiro.

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Medina segue como surfista do país com mais títulos mundiais, com três conquistas. Além dele e de Filipinho, Adriano de Souza (Mineirinho) e Ítalo Ferreira também foram campeões.

O WSL Finals reuniu os cinco melhores surfistas da temporada. Entre eles, dois brasileiros: Filipinho e o carioca João Chianca, o Chumbinho. Como chegou à Lower Trestles na liderança, o paulista não precisou disputar as baterias preliminares e foi direto para a final.

Chumbinho estreou derrotando o australiano Jack Robinson. Na soma das duas melhores notas que obteve na bateria, ele fez 15.33 pontos (8.33 e 7.00), contra 11.87 (6.00 e 5.87) do adversário. O carioca, porém, não resistiu a Ewing, que conseguiu notas 8.60 e 9.00 logo nas primeiras ondas e garantiu 17.60 de pontuação, ante 14.57 (6.67 e 7.90) do brasileiro. Chumbinho terminou a temporada em quarto lugar. Na sequência, Ewing alcançou um somatório de 17.10 (8.93 e 8.17) e deixou para trás o norte-americano Griffin Colapinto, que obteve 15.96 (8.23 e 7.73), avançando à decisão.

Na primeira bateria da final, Filipinho e Ewing travaram uma disputa equilibrada, com notas elevadas. Com duas manobras aéreas perfeitas, o brasileiro conseguiu um 9.00 e um 8.97, com 17.97 de somatória, um pouco superior aos 17.23 (8.73 e 8.50) do australiano, mas o suficiente para sair na frente no confronto.

A falta de ondas dificultou a vida dos surfistas, que levaram quase 20 minutos para começar a pontuar na bateria seguinte. Mesmo assim, Filipinho mostrou criatividade para buscar um 7.50 e colocar pressão em Ewing. O paulista também obteve um 6.77. O australiano até conseguiu a melhor pontuação da bateria (7.67), mas como a segunda melhor nota foi baixa (4.70), a somatória (12.37) ficou longe do paulista (14.27), que pôde, enfim, celebrar o título.

No feminino, o título do WSL Finals ficou com Caroline Marks. A norte-americana superou a havaiana Carissa Moore, pentacampeã mundial, para vencer o circuito pela primeira vez. A gaúcha Tatiana Weston-Webb, única representante do país na elite do surfe atualmente, finalizou a temporada na oitava posição.

Olimpíada

Em 2024, além de buscar o tricampeonato, Filipinho será um dos representantes do Brasil na Olimpíada. Apesar de o evento ser em Paris, na França, a modalidade será disputada em Teahupo’o, no Taiti. Além dele, Chumbinho também está classificado entre os homens. Há possibilidade de uma terceira vaga se o país for campeão por equipes no Campeonato Mundial da Associação Internacional de Surfe (ISA, pela sigla em inglês), no fim de fevereiro. Nesse caso, ela ficaria com Gabriel Medina, como terceiro melhor brasileiro na temporada da WSL.

Entre as mulheres, Tatiana Weston-Webb já tem lugar assegurado nos jogos. Assim como no masculino, o Brasil pode ganhar uma segunda vaga na disputa feminina se for campeão por equipes no Mundial da ISA, que será destinada a melhor surfista do país que ainda não estiver classificada. Luana Silva – que é nascida no Havaí, mas filha de pais brasileiros – pode ficar com esse lugar extra em Paris 2024.
 

Kayky Brito segue sedado e com quadro clínico sob controle

O ator Kayky Brito segue internado e sedado no hospital Copa D’Or, na zona sul do Rio de Janeiro. O boletim médico divulgado na tarde deste sábado (9) informa que: “o paciente Kayky Fernandes Brito permanece sedado e em ventilação mecânica, com o quadro clínico sob controle e sem alterações nas últimas 24 horas”.

O boletim é assinado pelos médicos Edno Wallace, Ney Pecegueiro e Marcelo London, este último diretor médico da unidade.  

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O ator, de 34 anos, foi diagnosticado com politraumatismo e traumatismo craniano e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na segunda-feira (4), foi submetido a cirurgias para a fixação de fratura na pelve e no braço direito.

Atropelamento

O atropelamento do ator completou uma semana neste sábado. Ele foi atingido por um carro na madrugada do dia 2 na Avenida Lúcio Costa, na orla da Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro.  

Kayky, irmão da atriz Sthefany Brito, estava com amigos em um quiosque e resolveu pegar algo no carro estacionado do outro lado da via. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele foi atingido por um veículo quando voltava correndo para o quiosque.

O motorista de aplicativo que dirigia o carro parou o veículo, aguardou a chegada de policiais e o atendimento dos bombeiros.

Antes de ser levado para o Copa D’Or no sábado passado, Kayky foi socorrido no Hospital Municipal Miguel Couto, também na zona sul do Rio. O caso é acompanhado pela 16ª Delegacia Policial. O motorista que atropelou o ator foi submetido a teste de alcoolemia, e o resultado foi negativo.

Festa paraense e recorde de Neymar marcam estreia de Diniz na Seleção

O técnico Fernando Diniz estreou com vitória à frente da seleção masculina de futebol. Na noite desta sexta-feira (8), os brasileiros golearam a Bolívia por 5 a 1, no Mangueirão, em Belém, na partida que abriu a participação verde e amarela nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. A Rádio Nacional transmitiu o duelo.

Mais de 43 mil torcedores ocuparam os assentos do estádio paraense. Nos dias que antecederam a partida, centenas de pessoas lotaram a fachada do hotel onde a Seleção ficou hospedada na cidade. Na quinta-feira (7), após o último treino antes do jogo, os atletas se dirigiram a uma varanda para agradecer o carinho do público.

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“Quero agradecer tudo o que o povo do Pará fez. O futebol é isso. É a coisa mais bonita do jogo. Quando tem essa conexão do jogador com o povo. Espero que hoje [sexta] seja o início de uma conexão cada vez mais forte, que o torcedor goste de ir ao estádio assistir e também ver na televisão”, enalteceu Diniz, em entrevista coletiva.

O time brasileiro balançou as redes com Rodrygo (duas vezes), Neymar (duas vezes) e Raphinha, enquanto o também atacante Victor Abrego descontou para os bolivianos. O próximo desafio dos comandados de Diniz será nesta terça-feira (12), às 23h (horário de Brasília), contra o Peru, no Estádio Nacional de Lima, capital peruana, pela segunda rodada das Eliminatórias.

O primeiro dos gols de Neymar, inclusive, alçou-o ao posto de maior artilheiro da história da seleção masculina segundo as contas da Federação Internacional de Futebol (Fifa) – que desconsidera jogos contra clubes ou combinados. O atacante tem, agora, 79 gols, contra 77 de Pelé.

Nos cálculos da CBF, que inclui as partidas não consideradas pela Fifa, o Rei do Futebol, falecido em dezembro do ano passado, segue na liderança, com 95 gols. Mesmo assim, a entidade presenteou Neymar, após o duelo em Belém, com uma placa, destacando-o como maior artilheiro do Brasil “em jogos contra seleções”.

“Não sou melhor que o Pelé ou qualquer outro jogador que passou pela Seleção. Sempre quis escrever o meu nome na história do futebol brasileiro e da seleção brasileira e hoje eu fiz isso”, celebrou Neymar, em depoimento à CBF.

Organização LGBTQIA+ no Rio abre vagas para atendimento psicológico

O Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro está com inscrições abertas para atendimento terapêutico gratuito voltado para a população LGBTQIA+ e pessoas que vivem com HIV/Aids. A instituição foi criada por pessoas com HIV/Aids, em 1989, e tem como objetivo principal a “valorização, integração e dignidade do doente de Aids”, daí a sigla Vidda, que dá nome ao grupo.

Dentre a proposta de promover a defesa dos direitos de pessoas com HIV/Aids e população LGBTQIA+, a luta contra preconceito e formas de discriminação, e o bem-estar desse público-alvo, os grupos terapêuticos são uma forma de oferecer um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo.  

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O programa oferece suporte psicológico por meio de grupos, visando diminuir o estigma, empoderar e promover a reintegração social dos atendidos. A iniciativa estimula que participantes possam discutir questões pessoais e emocionais sob a orientação de profissionais qualificados. A iniciativa conta com parceria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Julio César da Conceição é um dos participantes acompanhados pelo grupo terapêutico.

“O Pela Vidda me deu apoio quando eu mais precisei. Aqui eu encontrei amigos. Desde o ano passado participo do grupo. Cheguei aqui com depressão e recebi atendimento dos profissionais. Uma conversa, uma troca de experiência. Vale a pena.”

“Acreditamos que a conexão com os outros e o compartilhamento de experiências podem desempenhar um papel fundamental no processo de fortalecimento de laços afetivos e na manutenção do cuidado com a saúde mental”, aponta Thais Monsores, psicóloga e voluntária.  

O grupo de atendimento faz parte de um cenário em que, especialmente entre jovens, a prevalência de problemas relacionados à saúde mental é maior na população LGBTQIA+ que na heterossexual.  

Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha em 2022 apontou que 81% dos brasileiros de 15 a 29 anos que se consideram heterossexuais tiveram problemas relacionados a saúde mental. Entre os entrevistados que se identificaram como LGBTQIA+, a proporção foi maior, 92%.

“A ideia do trabalho realizado é possibilitar que, cada vez mais, pessoas com HIV e LGBTQIA+ tenham acesso ao cuidado com a saúde mental”, completa Thais Monsores.

Serviço

As inscrições podem ser feitas online, pelo link. O endereço para atendimento presencial é: Avenida Rio Branco, 135, sala 709, Centro – Rio de Janeiro.

Data e horário:

Quarta-feira, das 15h30 às 17h30
Sexta-feira, das 15h30 às 17h30

Telefones: 21 2518-3993 e 21 2518-1997
WhatsApp: 21 99602-5071

Em Marrocos, seleção pré-olímpica revela susto após terremoto

A seleção masculina pré-olímpica (sub-23) de futebol está em Marrocos para dois amistosos com os anfitriões. O país africano foi atingido, na noite de sexta-feira (8), por um terremoto de magnitude 6,8 na escala Richter, que resultou na morte de mais de 1.000 pessoas. Mesmo a cerca de 700 quilômetros do epicentro, jogadores e comissão técnica do Brasil relataram terem sentido o tremor. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a delegação está em segurança.

“Eu estava deitado e comecei a sentir a cama tremer. Levantei assustado. Olhei para o abajur e vi que estava balançando. Aí, saí do quarto. Foi um susto. Buscamos segurança. Fomos muito bem tratados e orientados. Seguimos para a área da piscina por precaução, é um lugar mais aberto. Graças a Deus estamos em segurança. Infelizmente já sabemos do número de mortos. É algo muito grave, a gente fica sentido e presta nossa solidariedade a todo povo marroquino e aos que estão ajudando na busca dessas pessoas”, comentou o meia-atacante Paulinho, ao site da CBF.

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“A gente está falando sobre vidas, um terremoto, uma tragédia, nunca é fácil falar sobre isso. Agora, o adversário do próximo amistoso e o próprio jogo ficam de lado. Na hora, pensamos logo em buscar abrigo para ficar em segurança. Em seguida, no meu caso, procurei contato com familiares e amigos para tranquilizá-los”, disse o lateral Abner, também à página da entidade.

O ex-jogador Branco, coordenador-técnico das Seleções de Base, manifestou-se em nome do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Tetracampeão mundial pelo Brasil em 1994, o dirigente revelou ter já vivenciado tremores em outras três ocasiões, mas que o abalo presenciado em Marrocos, mesmo distante do epicentro, foi forte.

“A cama começou a balançar de um lado para o outro. Vi os lustres também balançando. Imaginei logo [que fosse um terremoto]. Corri para o armário, peguei meus celulares e passaporte e saí correndo, chamando os atletas para que descessem pela escada em busca de um abrigo. Prestamos nossa solidariedade a todo povo marroquino e todas as equipes de resgate”, afirmou Branco.

O primeiro dos amistosos entre as seleções olímpicas de Brasil e Marrocos foi disputado na quinta-feira (7), em Fez, com vitória dos anfitriões por 1 a 0. O segundo duelo, a princípio, está marcado para segunda-feira (11), às 16h (horário de Brasília), no mesmo local. Ainda não há informação sobre a realização ou não da partida.

Apoio

O governo federal divulgou o contato da Embaixada do Brasil em Rabat, capital de Marrocos, que pode ser contatada pelo telefone +212 661 16 81 81 (inclusive WhatsApp). Outro canal de atendimento é o plantão consular do Itamaraty, no telefone +55 (61) 98260-0610 (também Whatsapp). Até agora, não há notícia de brasileiros entre as vítimas do terremoto.