Na periferia do DF, biblioteca comunitária reúne 10 mil obras e sonhos

O livro em uma mão e a bola na outra. Para André, de 9 anos, a tela do celular não atrai como a história ilustrada de Romeu e Julieta. Ele achou a história desse tal de William Shakespeare até criativa. E o suficiente para deixar a tela pequena de lado. “No celular, é tudo sempre igual. O livro é sempre diferente”, diz o garoto, morador da região administrativa de São Sebastião, a 35 quilômetros do centro de Brasília. 

Ele é um dos leitores assíduos da Biblioteca Comunitária do Bosque, uma iniciativa de um casal formado por um ex-vigilante aposentado, Sebastião José Borges, de 52 anos, e de uma dona de casa, Dilma Mendes, de 58 anos, apaixonados por literatura. 

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Bibliotecas comunitárias como a deles podem vir a ser contempladas por uma iniciativa do Ministério da Cultura, que lançou, no dia 17 deste mês, o edital do Prêmio Pontos de Leitura 2023. Segundo o edital, serão destinados R$ 9 milhões para premiar 300 bibliotecas comunitárias por suas ações de promoção da leitura e da literatura com o valor bruto de R$ 30 mil para cada
Brasília (DF) – Sebastião Borges e Dilma Mendes são criadores da Biblioteca do Bosque, em São Sebastião (DF) – Wilson Dias/Agência Brasil

Nessa biblioteca em São Sebastião, o acervo é de mais de 10 mil livros. Todos chegaram por doação. Eles não esperavam que a ideia gerada em 2004 e que tomou forma no ano seguinte tomasse forma de realidade. Inconformados com a falta de ponto de cultura e diversão no lugar em que moravam, passaram a movimentar a vizinhança. Primeiro, com a prática de esportes. 

Depois, viram que o livro poderia mexer com a comunidade. Pouco a pouco, a sala da biblioteca na frente da casa deles foi sendo tomada por estantes e obras que faziam as pessoas viajar, assim como sempre fizeram com Sebastião, o ex-vigilante fascinado por Guimarães Rosa e as agruras de Grande Sertão: Veredas. “Gosto da história do povo sertanejo”, diz. 

A biblioteca era para funcionar “somente” de segunda a sexta-feira. Mas a batida no portão é de domingo a domingo.

“Nosso trabalho é muito simples. Nós nos sentimos vitoriosos quando alguém diz que deixou de lado os celulares e os computadores porque estão empolgados com os livros”.

Empolgada, aliás, é uma palavra utilizada pela aposentada Lucivalda Lopes, de 54 anos de idade, quando fala dos romances de ficção que leva a tiracolo por onde vai. “Não assisto mais novelas. Meu negócio é o romance. Me perco até no horário”. Agora, a tentativa dela é fazer com que o filho e os netos a acompanhem nessa mania. “Venho todos os dias na biblioteca comunitária”.

 

Brasília(DF) – Lucivalda Alves é frequentadora da Biblioteca do Bosque, em São Sebastião (DF) – Wilson Dias/Agência Brasil

Ocorre que a biblioteca para a comunidade ganhou um significado até maior do que a reunião dos livros. O ponto de cultura promove na rua feira literária, festas culturais, ações de solidariedade que deixaram o lugar famoso na região, que é um dos mais carentes do Distrito Federal. 

Mobilização

Para o diretor de livro, leitura, literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Jéferson Assumção, pela função que as bibliotecas exercem, é necessário apoio, como o do edital lançado neste mês. “Significa reconhecer a importância dessa mobilização que é para colocar o livro naqueles lugares que, muitas vezes, não têm equipamentos culturais, têm uma mobilização”.

 

Brasília(DF) – Biblioteca do Bosque em São Sebastião (DF) – Wilson Dias/Agência Brasil

 

Ele identifica que a biblioteca comunitária é capaz de estabelecer relações de formas autônomas. “Atua na promoção da diversidade e também no combate à desigualdade. Isso é algo muito importante. Existem bibliotecas comunitárias no Brasil inteiro e a criatividade do brasileiro é muito grande”.

Contra desinformação

Ele concorda que a comunidade passa a se organizar em volta desse lugar, que é um ponto de cultura e excede até a própria figura do livro.

“A gente está lendo um livro e está nos instrumentalizando cada vez mais para ler a complexidade do mundo”.

As bibliotecas comunitárias, no entender dele, têm esse papel de servir como um espaço que congrega as pessoas. “São fundamentais para compreendermos um mundo cada vez mais fragmentado, cheio de ruído e de desinformação que inundam a sociedade”.

Bibliotecas comunitárias buscam ecoar diversidade e formar leitores

Nas cidades mais populosas do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, as bibliotecas comunitárias são espaços com histórias tão singulares que poderiam ser contadas em obras como aqueles livros que estão enfileirados nas estantes. A busca por diversidade e pela formação de novos leitores vai também além dos livros. Esses espaços são pontos de vida, de páginas viradas e de transformações que surgem a partir de sonhos individuais e comunitários.  

Em São Paulo, a Biblioteca Comunitária Djeanne Firmino fica na convergência de ruas em que a numeração das casas se embaralha, uma esquina do bairro Jardim Olinda, na zona sul de São Paulo. Djeanne identificava-se como mulher negra de pele clara, mas não sentia acolhimento no convívio com outras pessoas, nem negras, nem brancas. Ela tirou a própria vida em julho de 2014. Apesar de não ter sentido pertencimento de um modo geral, na biblioteca que frequentava, ela encontrou aceitação e carinho das crianças que adorava.

Biblioteca Comunitária Djeanne Firmino, na zona sul da cidade de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Saraus

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Até assumir a forma que tem hoje, a Biblioteca Djeanne Firmino passou por uma série de transformações. Tudo começou por iniciativa do poeta Robinson Padial, mais conhecido como Binho, que já teve um bar e organizou, com o apoio da família, saraus e a bicicloteca, um projeto em que leva livros em uma bicicleta para emprestar, doar ou receber. Dos saraus, surgiu a biblioteca, em 2009, primeiramente na favela da Chapena, na zona sul paulistana.

Depois, o mesmo espaço virou Brechoteca, uma mistura de biblioteca com brechó. Com a venda de itens diversos, inclusive eletrodomésticos, as estantes eram alimentadas com mais livros. Quem estava à frente da biblioteca popular era a coletiva “Achadouras de Histórias”, que decidiu honrar a memória de Djeanne, frequentadora do local, emprestando seu nome ao espaço. 

Recentemente a equipe conseguiu fazer a catalogação dos livros por cores, para facilitar o sistema para “quem ainda não é leitor”. O acervo vai preenchendo os cômodos da casa, vindos de vários lugares: por doações de vizinhos e editoras; pela Rede LiteraSampa, que abrange 18 bibliotecas comunitárias de São Paulo, Guarulhos, Mauá e Santo André; e por meio de editais, além da parceria com o Consulado da Alemanha. 

Os exemplares que chegam em mau estado também são aproveitados. Eles são levados para a reciclagem e geram recursos para a compra de outros livros.

Biblioteca Comunitária Djeanne Firmino, na zona sul da cidade de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Espaço de trocas

Um grupo que frequenta regularmente a Biblioteca Djeanne Firmino é a “família K”, como são carinhosamente conhecidos os irmãos que têm nomes com a inicial K. “Eles sempre ficaram brincando na rua até tarde da noite. Abre a biblioteca, e eles já vêm para cá. Teve grande importância a biblioteca na vida deles, que estavam sempre na rua, procurando coisas para fazer. Teve um período em que estavam todos os dias aqui, saíam às oito da noite”, conta a pedagoga Vânia Duarte, medidora de leitura do espaço.

Para ela, foi uma descoberta e tanto perceber que as bibliotecas poderiam ser um local de intercâmbios de conhecimento e percepções sobre questões sociais, e não um em que se deve manter silêncio, rigorosamente. 

No lar onde Vânia cresceu, não havia o hábito da leitura. O pai conseguiu a proeza de concluir o ensino superior aos 72 anos. Ela iniciou o curso de Relações Internacionais, e não terminou por conta de uma gravidez. Foi apenas em 2020 que ela se formou em Pedagogia, graduação feita com a ajuda do Programa Universidade Para Todos (Prouni).

Hoje, a correria da rotina dita o ritmo e impede Vânia de achar brechas para sustentar assiduidade na leitura. Quando tem um tempo, contudo, gosta de poesia, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes e Clarice Lispector. 

“Eu tenho uma lembrança muito legal do ensino fundamental: a professora de português. Ela pegou um livro, um romance, e lia toda semana. A gente já ficava na expectativa de saber qual era o final daquele livro. Era a professora Edna, uma japonesa. Isso me marcou bastante”, revela a mediadora, evidenciando que, para cativar cada leitor em potencial, é necessário um chamariz diferente.

Biblioteca Comunitária Djeanne Firmino, na zona Sul da cidade de São Paulo. Na foto: mediadora de Leitura Vânia Duarte (esq) e a coordenadora de projetos, Alessandra Leite (dir). Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Justiça social

“Aqui, nosso carro-chefe é a justiça social”, destaca a geógrafa Alessandra Leite, coordenadora de projetos da biblioteca. Ela aponta que o espaço dá muita ênfase à literatura infantil e às obras de grupos racializados, como negros, indígenas e amarelos. 

“A gente nunca chega com a literatura crua. Nunca”, destaca a coordenadora, sentada diante de um quadro com palavras como desigualdade e raça. Ela defende que, ao se apresentar uma obra, se faça a conexão com contextos sociais.

Alessandra é de família baiana e de baixa escolaridade e diz que foi uma de suas avós quem mostrou a ela a importância da leitura, ainda que atrelada a uma ideia de livros mais técnicos e ao estudo formal. “Ela dizia: ‘Estuda para ser alguém’. Dava um valor [à leitura] que ela não conhecia no corpo, mas sabia que, perante a sociedade, tinha um valor. Então, ela sempre me estimulou muito a estudar, mesmo sem saber o que isso significava. Deu muito apoio”, conta.

“Quando eu saí da Bahia, aos 5 anos de idade, uma tia que me trouxe disse: ‘Olha, a sua avó está te levando para São Paulo para você estudar’. Eu brinco que escrevi isso na pedra. Essa foi minha missão de vida aqui. A leitura sempre ficou nesse lugar.”

Identificação

Ainda em São Paulo, mas na zona leste da capital, a equipe de reportagem da Agência Brasil confirmou que estava em frente à Biblioteca Comunitária Assata Shakur, na Vila Formosa, pela fileira de personalidades negras na fachada da garagem da casa.

À frente do espaço, um casal de jovens, Tatiane Ribeiro, de 27 anos, e Kairu Kijani, de 26 anos. A iniciativa de abrir a biblioteca, em 2019, como um braço do movimento negro, deu certo. O projeto teve sucesso e se expandiu, a ponto de abrirem turmas de balé infantil em outro local, no bairro Cidade Tiradentes, na Rua Faustino Lopes.

Biblioteca Comunitária Assata Shakur, idealizada por Tatiane Ribeiro e Kairu Kijani, em Vila Formosa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Os dois já se conheciam por terem se engajado nas lutas da população negra. Até que, certo dia, organizaram um encontro do grupo que participavam, mas o local escolhido cancelou de última hora, deixando todos na mão. Eles conseguiram manter a agenda em outro espaço, mas foi aí que eles perceberam que precisavam de um endereço próprio, que iria assimilar muito do que sabiam sobre modelos de educação popular.

O caminho que os livros percorrem até as prateleiras da Biblioteca Comunitária Assata Shakur difere do feito pelas obras da Biblioteca Comunitária Djeanne Firmino. Na zona leste, embora grande parte seja de doações, outras origens importantes são a Festa do Livro da Universidade de São Paulo (USP), que ocorre anualmente com generosos descontos, e o garimpo em sebos físicos e virtuais.

Entre as doações, destaca Tatiane, está uma que ocupa posição especial no acervo: um caderno do militante negro Henrique Cunha. A jovem conta que ela e o companheiro visitaram a casa onde Cunha vivia, a convite da família dele, que depois deixou sob a guarda da biblioteca o caderno. “Se eles estão doando, é porque estão confiando na gente”, afirma Tatiane.

Não é somente a doação dos escritos de Henrique Cunha que simboliza a confiança que muitos do movimento negro têm depositado na biblioteca. Segundo Tatiane, diversas pessoas aparecem, volta e meia, buscando algum livro específico, acreditando que lá irão encontrá-lo.

Kairu Kijani, que se formou em Pedagogia, relata que virou motivo de orgulho para sua professora da disciplina de Sociologia, que visitou a biblioteca. Perguntados, Kijani e Tatiane, sobre o porquê de escolherem batizar o local com o nome de uma das pioneiras do feminismo negro, que se exilou em Cuba, eles argumetam: “Primeiro, porque ela está viva”.

“A Assata tem um discurso em que ela fala que Os Panteras [Negras] estavam lendo o livro vermelho, várias teorias, mas sabiam pouca coisa sobre a África. Aí, ela cita autores negros e pensei: ‘Poxa, é uma realidade que a gente tem aqui também’. No coletivo de rap, a gente lia, primeiro, [Karl] Marx, e tinha poucos autores negros. A gente pode até falar em epistemicídio, porque tem esse apagamento de referências negras. E ela era uma militante, tinha a questão da educação. Começou a militância muito jovem, o que tem muito a ver com a gente”, adiciona Tatiane.

Sobre quem os influenciou a levar adiante o costume de ler, Tatiane e Kijani compartilham outra matriz em comum: o movimento hip hop. Para ambos, foram as letras de rap que abriram as capas dos livros. No caso de Tatiane, a atenção sempre se voltou a grupos de MC’s com integrantes mulheres, como o RZO e Atitude Feminina, e ao protagonismo feminino em carreira solo, como Stefanie MC. 

O que ficou, para ela, foi o gosto por autores como a sergipana Beatriz Nascimento, a carioca Thereza Santos e a estadunidense Angela Davis. Kijani prefere outra linha, como a do Quilombo Urbano, grupo do Maranhão, e a d’O Levante.

No Rio de Janeiro, acessibilidade

Na capital fluminense funciona a Biblioteca Comunitária Arlindo Pinho, mantida e administrada por um grupo de oito voluntários ligados ao Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (Ceppes). Criada em 1985, a biblioteca conta atualmente com um acervo de aproximadamente cinco mil obras.

Um dos administradores, o professor de história Antonio Cícero Sousa explica que a biblioteca nasceu com um acervo voltado para ciências sociais, mas, ao longo dos anos, foi ampliando o leque de assuntos e hoje conta, inclusive, com livros infantis, além de publicações em braile e audiolivros, para atender frequentadores cegos ou com baixa visão. 

Antonio Cícero avalia que a biblioteca comunitária funciona como um complemento às instituições públicas, principalmente em regiões sem a presença de outros meios de oferecer de graça à população o acesso a livros. Segundo ele, estudantes são a maior parte dos frequentadores da Arlindo Pinho, que fica no bairro da Praça da Bandeira, zona norte do Rio. 

O professor Antônio Cícero coordena a biblioteca comunitária Arlindo Pinho, na Praça da Bandeira. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“O interesse é grande. Eles conseguem ter acesso a livros que, às vezes, na escola, na biblioteca da universidade eles não têm, então eles vêm aqui. Essa região tem muitas escolas, universidades e é bastante frequentada por estudantes. Por exemplo, eles vêm pesquisar o material de um autor que estão usando no trabalho de conclusão de curso”, contou à Agência Brasil, acrescentando que também organiza rodas de leituras em escolas e faculdades. 

A estudante de pedagogia Daiana dos Santos é uma das mais assíduas. Ela considera que o equipamento cultural é uma forma popular de acesso aos livros e de criação e incentivo do hábito da leitura.  

“Melhora o vocabulário, abre caminhos. A pessoa pode decidir o que quer ser no futuro por meio de uma leitura”, pontua. “Eu tenho esse hábito, de buscar novos caminhos, novas visões. Só vai enriquecer a minha bagagem pedagógica”, acrescenta. 

A estudante de pedagogia Daiana dos Santos frequenta a biblioteca comunitária Arlindo Pinho, na Praça da Bandeira. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil 

Daiana conta que, além de agregar conhecimento para si, passa adiante o valor dos livros, incentivando o filho: “Pela leitura, ele pode conhecer outras coisas e sentir prazer em estar lendo, não somente quando precisa estudar”. 

O professor Antonio Cícero explica que a biblioteca comunitária – que não faz nenhuma cobrança financeira aos frequentadores – depende do trabalho de voluntários que usam brechas de tempo livre, inclusive em fins de semana, noites e feriados, para manter o acervo. Além disso, contam com o apoio de projetos de financiamento para renovar o acervo e os equipamentos. 

“A gente fica pesquisando, consultando sites para descobrir editais de apoio voltados para bibliotecas comunitárias”, relata. Ele conta que é difícil renovar os equipamentos. “Comprar um computador novo, uma internet de melhor qualidade, porque hoje a gente tem que estar trabalhando nessas duas dimensões, o livro impresso e o digital”, conclui. 

Justamente pela dificuldade em obter mais itens para o acervo, os administradores da biblioteca disponibilizam um email para contato e intermediação de doações: bibliotecaarlindopinho@gmail.com 

A meninada na Ceilândia

Em Brasília, a Biblioteca Roedores de Livros atrai a criançada para rodas de leitura no Shopping Popular da Ceilândia (a maior região administrativa do Distrito Federal e com maior número de crianças e adolescentes). 

Segundo o diretor de administração do projeto, Adriano José Afonso, de 51 anos, a iniciativa teve início há 17 anos pela ideia e sentimentos da professora Ana Paula Bernardes e um grupo de amigos que formaram um coletivo de projeto de leitura voltado para crianças. 

Ceilândia (DF) – Biblioteca Roedores de Livros atrai a criançada para rodas de leitura no Shopping Popular da Ceilândia. Foto: Marcelo Magalhães/Divulgação

Nada de silêncio

A proposta surgiu da dificuldade que ela ouvia de colegas professores de fazer com que as crianças tivessem prazer com a leitura. “Uma das principais atividades da biblioteca comunitária é a de mediação de leitura, que é o ato de ler junto com as crianças e com os adolescentes”.

Até as crianças que ainda estão em período de alfabetização já participam das atividades. A biblioteca tem um acervo de mais de 5 mil livros de literatura infantil e juvenil. “Nós premiamos os leitores que se destacam como os mais assíduos nas participações das atividades, seja em mediação de leitura ou mesmo oficinas de arte”, conta Afonso. A criançada pinta e desenha a partir do que a leitura proporciona. 

E os temas são escolhidos a dedo: direitos humanos, diversidade, cultura antirracista, afrobrasileira, indígena. “Não é uma biblioteca que se pede silêncio às crianças”.

Ceilândia (DF) – Biblioteca Roedores de Livros atrai a criançada para rodas de leitura no Shopping Popular da Ceilândia. Foto: Marcelo Magalhães/Divulgação

Tapete na grama 

A biblioteca chegou a não ter uma sala para desenvolver os projetos e acondicionar os livros, que antes ficavam em uma creche na Ceilândia. “A alternativa foi estender um tapete na grama debaixo de um pinheiro para evitar o incômodo de se sentar diretamente no chão”, relembra o diretor do projeto. 

Essa tradição de estender o tapete se mantém na sede da biblioteca no shopping popular da Ceilândia. “Todos ficam descalços no tapete com almofadas”. A simbologia virou livro infantil assinado por Tino Freitas e Ana Paula Bernardes, intitulado O Tapete Vermelho. O tapete segue estendido para a criançada viajar por muitos mundos a cada vez que um livro se abre.
 

Provas do Encceja 2023 são aplicadas neste domingo em todo o país

Mais de um milhão de participantes iniciaram, às 9h deste domingo (27), a realização das provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2023. Os portões de acesso aos locais de exame foram fechados às 8h45. Os participantes buscam certificação para ensino fundamental ou ensino médio, no período da manhã e da tarde.

Ao todo, 1.104.146 participantes estão inscritos no exame, dos quais 193.572 buscam a certificação para o ensino fundamental e 910.574 para o ensino médio. As mulheres são maioria, com 613.097 participantes. Já o público masculino conta com 491.049 inscritos. 

No período da manhã, os participantes terão quatro horas para realizarem as provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha. Aqueles que buscam a certificação no ensino fundamental serão avaliados em ciências naturais e matemática. Para o ensino médio, serão verificados os conhecimentos em ciências da natureza e suas tecnologias, além de matemática e suas tecnologias.

No período da tarde, a prova terá cinco horas de duração. Para os participantes que buscam a certificação no ensino fundamental, serão aplicadas as provas de língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física, redação, história e geografia. Já para a certificação no ensino médio, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, além de redação, e ciências humanas e suas tecnologias.

Encceja

O Encceja foi realizado pela primeira vez em 2002, para aferir competências, habilidades e saberes de jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou médio na idade adequada. O exame é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em colaboração com as secretarias estaduais e municipais de Educação. Já a emissão do certificado e da declaração de proficiência é responsabilidade das secretarias de Educação e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia que firmam Termo de Adesão ao Encceja.

SP Ocean Week 2023 chama atenção para conhecimento dos mares

Ao longo de cinco dias, a partir desta quarta-feira (30), o Memorial da América Latina, na capital paulista, recebe a quarta edição do SP Ocean Week 2023, evento anual em celebração à cultura oceânica, e que neste ano traz uma programação consistente e diversa de atividades multidisciplinares para ampliar o conhecimento sobre os mares e sua preservação. Com programação totalmente gratuita, serão painéis, exposições, espetáculos, mostra de cinema, workshops e encontros com ONGs, ambientalistas e personalidades decisivas para a conservação dos oceanos.

A abertura será no Auditório Simon Bolívar, às 19h30, e contará com um talk show com uma hora e meia de duração, reunindo os navegadores David Schurmann e Aleixo Belov, a surfista de ondas gigantes Maya Gabeira, e Nathalie Gil, presidente da Sea Shepherd Brasil. Com transmissão online, David e Maya dividirão suas experiências com o velejador de 80 anos Aleixo Belov, um ucraniano radicado na Bahia.

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Além das rodas de conversa, haverá apresentações musicais com repertório em exaltação à Iemanjá, divindade do candomblé cultuada como Rainha do Mar, e o orixá mais popular do Brasil, de grande influência na literatura e na música do país, terão a participação da cantora Teresa Cristina. O espetáculo também contará com a apresentação do Coral da USP, das cantoras Grazzi Brasil e Adriana Moreira e de um grupo de candomblé.

Outra atividade do encontro será o Cais do Porto, com estandes de ONGs de conservação marinha e institutos de pesquisa; oficinas com atividades experimentais orientadas por especialistas de diversas áreas; o Palco Mar Aberto, espaço de apresentações artísticas, contação de histórias, palestras e oficinas; um espaço dedicado a sessões de autógrafos e bate-papo com autores de títulos consagrados com temas ligados ao mar; exposições de fotografia, conquiliologia (área da zoologia que estuda conchas e moluscos) e a exposição Barcos do Brasil, com maquetes de barcos artesanais do acervo do Museu Nacional do Mar de São Francisco do Sul. O espaço também sediará a Marina Shop, loja de souvenirs, com camisetas e canecas customizadas, livros, miniaturas e objetos náuticos em geral.

No estúdio da Sala dos Espelhos, haverá uma série de encontros, o Gente do Mar, que reunirá grandes personalidades do mergulho, da vela, do remo, da náutica e do surf. No mesmo local, haverá o painel Ideias Azuis, um ciclo de conversas com renomados especialistas, que apontarão caminhos para atingir as metas da Década do Oceano e do ODS 14, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – Vida na Água, que pretende entregar um oceano saudável, seguro, produtivo e sustentável para as futuras gerações.

“São cinco dias de atividades das mais variadas para celebrar, informar e engajar as pessoas na causa dos oceanos e para os visitantes entrarem em contato com muito do que está sendo feito no Brasil em defesa da biodiversidade marinha e defesa dos oceanos. Entre os temas dos painéis estão cultura oceânica, geração azul. Os painéis discutindo soluções e caminhos para o futuro sustentável do oceano e para a formação dessa cultura oceânica”, disse um dos organizadores do evento, Alfredo Nastari.

Segundo Nastari, a discussão sobre o futuro dos mares é importante para o país porque a questão dos oceanos é inadiável porque o mar está “cansado”, já que é o principal ecossistema do planeta, onde a humanidade decidirá seu futuro como espécie. “A questão de aquecimento global, mudanças climáticas, passa principalmente pelos oceanos. E nós estamos vivendo uma situação crítica e precisamos de iniciativas e pesquisas para tentar reverter essa situação crítica. A SP Ocean Week se insere nesse contexto. Ela é uma ação de divulgação sobre os oceanos, de conscientização e celebração”, explicou.

Década do Oceano

Os oceanos ocupam 70% do planeta Terra e são inestimáveis para o equilíbrio ambiental do planeta, porque distribuem temperaturas ao redor do globo, produzem mais de 50% do oxigênio que respiramos, provém proteína, por meio da pesca, para ao menos um bilhão de pessoas no mundo; são a grande via de comércio marítimo e uma fonte primordial de riquezas minerais, como o petróleo. Além disso, a biodiversidade dos oceanos também é fonte de princípios ativos para medicamentos, para a indústria de cosméticos e matérias-primas diversas.

Por isso, a Assembleia Geral da ONU nomeou a década de 2021-2030 como a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica Para o Desenvolvimento Sustentável, como um período para que o engajamento da humanidade na reversão desse cenário.

“O braço para se executar a Década do Oceano é a Unesco. No bojo dessas questões, colocou-se também como objetivo a difusão da cultura oceânica, chamada de ocean literacy (letramento oceânico), e a criação de uma geração azul. Tudo o que fazemos, direta e indiretamente, acaba no mar, e ele devolve isso de forma malcriada, com eventos extremos”, disse Nastari.

A SP Ocean Week 2023 vai até o dia 3 de setembro. Para conferir a programação completa, basta acessar o site do evento. Também é possível acompanhar o Instagram para atualizações.

Ninguém acerta seis dezenas e Mega-Sena pode pagar R$ 37 milhões  

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2625 da Mega-Sena, realizado neste sábado (26). Foram sorteados os números: 09-10-35-44-55-58. Sem vencedores, o prêmio principal estimado para o próximo sorteio é de R$ 37 milhões.   

Ao todo, 47 apostas acertaram a quina e vão ganhar R$ 66.823,09. Outros 3.624 bilhetes fizeram quatro dezenas e vão receber R$ 1.238,04.  

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Na última semana, a Mega-Sena passou a ter três sorteios semanais, às terças e quintas-feiras e sábados. A aposta mínima, de seis dezenas, custa R$ 5. As apostas podem ser feitas por pessoas maiores de 18 anos nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa.  

Ganha quem acertar seis, cinco ou quatro números sorteados, dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. 

Entenda o que é a CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa neste domingo (27) da 14ª Conferência dos chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Mas, afinal, o que é e qual a função dessa organização?  

A CPLP reúne os países que têm o português como língua oficial. Além de Portugal, fazem parte desse grupo nações que, ao longo de sua história, foram colonizados pelo antigo Império Português. Além do Brasil, fazem parte do grupo os países africanos Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e o asiático Timor Leste.  

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De acordo com levantamento da Ethnologue, o português é a oitava língua mais falada do mundo, com mais de 263 milhões de pessoas dominando o idioma. A CPLP nasceu para tentar integrar esses povos

Entre os objetivos previstos no estatuto da CPLP está a promoção do entendimento político “e a cooperação nos domínios social, cultural e econômico”. Outro objetivo central é o entendimento para atuação, conjunta, nos foros internacionais.  

Para isso, a comunidade promove atividades entre instituições públicas e privadas dos estados-membros em áreas como agricultura, segurança alimentar, saúde, educação, meio ambiente e comércio.   

A criação da CPLP começou a ser costurada na década de 1980 e o primeiro encontro de chefes de estado ou de governo dos países de língua portuguesa foi em 1989, na cidade de São Luís, no Maranhão. Na ocasião, foi criado o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), responsável por promover o idioma comum.  

A comunidade, porém, só foi oficializada 1996, em Lisboa. De lá pra cá, foram realizadas 13 conferências de chefes de estado e de governo, sendo a última em 2021. A edição desse ano vai transmitir a presidência da CPLP de Angola para São Tomé e Príncipe, que assume a Comunidade no biênio 2023-2025 com o tema Juventude e Sustentabilidade.  

 

Integração econômica  

Presente em São Tomé e Príncipe, o secretário de África e Oriente Médio do Ministério de Relações Exteriores (MRE), embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, destacou à Agência Brasil que, desde a presidência de Angola, a CPLP tem intensificado a cooperação no âmbito econômico e empresarial.  

“A África em geral, e os países de língua portuguesa africana, em particular, estão em uma trajetória de crescimento econômico que abre muitas possibilidades ao Brasil”, destacou.

Porém, Duarte acrescentou que as relações comerciais entre os países do grupo ainda estão “muito abaixo de suas potencialidades”.  

Para o secretário do MRE, o Brasil tem muito a oferecer aos países de língua portuguesa em termos de conhecimento em agricultura e segurança alimentar, por exemplo. A mobilidade entre os cidadãos dos países-membros da CPLP é outro tema que tem ganhado relevância dentro da organização, segundo o embaixador brasileiro.  

 

Projeto vai reintroduzir guarás-vermelhos no Rio de Janeiro

Uma vistosa ave de coloração vermelha, que chama a atenção por sua beleza e que possivelmente desapareceu do Rio de Janeiro, o guará-vermelho (Eudocimus ruber) voltará a ser vista, em breve, voando pelos manguezais do estado. Um projeto do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) prevê a reintrodução de bandos da espécie no estado.

A previsão é que os animais sejam introduzidos na Reserva Biológica de Guaratiba, na zona oeste da capital fluminense, no início do ano que vem. O bairro onde fica a reserva, aliás, deve seu nome à ave que, há anos, não é mais avistada por ali. Guaratiba, na língua tupi, significa “ajuntamento de guarás”.

“Esse projeto deve começar no início do próximo ano. Por causa desse estado de emergência por conta da influenza viária, a gente postergou um pouquinho o início dele. Ela tem uma coloração vermelha porque se alimenta de caranguejos. É uma espécie que é carismática pela sua beleza e tem uma função ecológica também”, afirma o gerente de Fauna do Inea, Marcelo Cupello.

Na última lista de fauna ameaçada do Rio, publicada em 1998, a ave aparecia como “criticamente em perigo” de extinção. Mas, segundo Cupello, a ave, que vive em bandos, está provavelmente extinta no estado. 

Segundo ele, o último avistamento de bandos da espécie no estado do Rio foi feito em 1952, na Baía de Guanabara. Depois disso, foram feitos apenas registros isolados em 1985, em Sepetiba, e em 1996, em Guaratiba.

“Esses animais virão de zoológicos e criatórios conservacionistas, ou seja, provenientes de cativeiro, mas também teremos alguns vindos da natureza. A ideia é soltar em torno de 80 animais. Eles vão ser acompanhados e monitorados ao longo do período do projeto”, explica.

As solturas serão feitas em grupos, que, antes de serem liberados na reserva de Guaratiba, passarão por um período de adaptação. “Será uma soltura branda. Eles ficarão aclimatando dentro de um viveiro e vão se adaptar com o ambiente. A ideia é que a colônia comece a prosperar, a se reproduzir e a gente conseguir ter uma população em Guaratiba. Esses animais acabam migrando, então podem ir para outros lugares do Rio também”.

Nova lista

Cupello afirmou que a Secretaria Estadual do Ambiente e o Inea estão preparando uma atualização da lista de espécies de animais ameaçados de extinção no estado. A autorização para iniciar o levantamento da fauna estadual e seu status de conservação no território fluminense foi recebida pela Secretaria este mês.

A lista atual foi produzida há 15 anos, por uma equipe da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e mostrou a existência de 257 espécies em risco de desaparecer da natureza no estado.

Segundo Marcelo Cupello, a ideia é que a nova lista seja concluída em até dois anos. “Dentro desse projeto, está sendo previsto também fomentar treinamentos e equipamentos para as unidades de conservação estaduais e municipais, para que a gente comece a gerar dados e não tenha uma perda de informação. A ideia é que a gente consiga atualizar essa lista em um tempo menor”, explicou Cupelo.

As listas de ameaça da fauna servem, entre outras coisas, para direcionar ações de conservação para as espécies com maior risco. “A gente vai poder se planejar e gerar políticas que possam trabalhar na conservação prioritária dessas espécies”, disse.

Mariana D’Andrea é campeã mundial de halterofilismo paralímpico

A paulista Mariana D’Andrea sagrou-se campeã no Mundial de Halterofilismo, na manhã deste sábado (26) – no horário de Brasília –, em Dubai (Emirados Árabes).

A atleta, que já havia conquistado a medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2021 e a prata no Mundial de Tbilisi (Geórgia) na categoria até 73 quilos (kg), quebrou dois recordes do Mundo e o recorde das Américas na categoria até 79 kg e ficou com o ouro.

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Na primeira tentativa, ela levantou 141 kg. Na sequência, tentou 146 kg e teve êxito. E, na última oportunidade, colocou 151 kg na barra e também levantou com sucesso.

As disputas nos Emirados Árabes seguem até 30 de agosto. O evento conta com 495 atletas de 78 países. Antes da medalha da paulista, o Brasil já havia conquistado o bronze na categoria adulta e outra de ouro, entre os juniores, ambas com a mineira Lara Lima. A Seleção Brasileira é composta de 23 halterofilistas, de 12 estados.

 

Megaestrutura e mau tempo esperam público para show em Copacabana

Os 100 anos do hotel Copacabana Palace serão celebrados na noite deste sábado (26) com um show que contará com uma estrutura semelhante à do Réveillon da praia mais famosa do Rio de Janeiro. A expectativa da prefeitura e dos organizadores é de mais de 1 milhão de pessoas compareçam à apresentação gratuita do DJ Alok em frente ao hotel, mas a chuva e o frio registrados durante todo o dia na cidade podem reduzir esse número.

O evento está marcado para acontecer a partir das 18h e foi batizado de Show do Século, em referência ao centenário do hotel, que foi inaugurado em 13 de agosto de 1923.

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A megaoperação preparada pela prefeitura contará com mais de 2 mil agentes de ordenamento urbano, fiscalização, assistência social e limpeza, “em um planejamento semelhante ao realizado anualmente para a festa do réveillon”, compara a administração municipal.

Após uma semana de calor fora de época, o Rio de Janeiro teve uma queda drástica de temperatura neste sábado. A previsão é de que a chuva fraca a moderada que começou nas primeiras horas da manhã de hoje continue até amanhã, e a temperatura mínima prevista para a cidade era de 16 graus Celsius (°C), com máxima de 24 °C. Há expectativa também de vento moderado a forte, o que pode aumentar a sensação de frio na areia da praia, onde o palco foi montado.

Trânsito

Por conta da grande movimentação esperada, o bairro de Copacabana terá vias interditadas até 1h de domingo (27). A Avenida Atlântica ficará fechada nos dois sentidos, da Avenida Princesa Isabel à Rua Francisco Otaviano, e todas as transversais do bairro ficarão fechadas entre a Nossa Senhora de Copacabana e a Avenida Atlântica.

A forma recomendada para chegar e sair do show é o metrô. A concessionária MetrôRio estenderá o horário de funcionamento das estações Cardeal Arcoverde/Copacabana, Siqueira Campos/Copacabana e Cantagalo/Copacabana até 1h da manhã. As demais estações ficarão abertas após a meia-noite apenas para desembarque do público do show.

O evento promete reunir recursos tecnológicos no palco, incluindo um show de luzes, drones e uma imensa pirâmide de LED. Baterias de escolas de samba do Rio de Janeiro também devem se apresentar, além de outras atrações que têm sido mantidas em sigilo.

O esquema de segurança para o público vai mobilizar 1,2 mil policiais militares ao longo do fim de semana. A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e a Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) também vão atuar em ações de ordenamento, fiscalização de ambulantes e no ordenamento do trânsito no entorno do evento. Cerca de 700 agentes foram escalados para trabalhar entre sexta e domingo em Copacabana.

Relação com crédito bancário varia conforme classe social, diz estudo

Um estudo realizado pelo banco digital will Bank revela como pessoas de classes sociais diferentes se relacionam com os empréstimos bancários. O levantamento traz ainda recortes por gênero e etnia. Segundo os resultados, apenas 9,1% das mulheres pretas e pardas da classe DE já solicitaram empréstimos a um banco. O percentual sobe para 24,1% entre homens brancos da classe AB1.

Segundo Leandro Thot, gerente de Marketing do will Bank, os dados sugerem questões ligadas a acesso e pertencimento. “Muita gente não tem acesso a esses serviços. Mas, mesmo que tenha, não consegue ter fluência, não consegue se sentir parte. Isso porque a maioria dos serviços e o modelo vigente foram desenvolvidos para quem está no topo”, avalia. De acordo com ele, os resultados do estudo reforçam a importância de incluir os mais vulneráveis no sistema financeiro e oferecer produtos e serviços que rompam com o padrão vigente e que sejam adequados a este público.

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Intitulado Dismorfia Financeira do Brasil, o estudo foi realizado com base em mais de 2 mil entrevistas com homens e mulheres, entre 18 e 40 anos, de diferentes grupos étnicos, classes sociais e de todas as regiões do país. Com base na renda mensal familiar, as classes sociais foram divididas em cinco categorias: AB1 (acima de R$ 10.361,48), B2 (acima de R$ 5.755,23), C1 (acima de R$ 3.276,76), C2 (acima de R$ 1.965,87) e DE (até R$ 900,60).

De acordo com o estudo, homens brancos da classe AB1 utilizam, em média, 5,8 produtos financeiros. Já entre as mulheres pretas e pardas da classe DE fazem uso de 1,8 produtos em média. “As pessoas das classes mais privilegiadas têm mais fluência, mais pertencimento, mais experiência. E entendem que o crédito é uma ferramenta de evolução”, diz Leandro Thot. Segundo ele, da forma como esses serviços se estruturam, podem gerar experiências traumáticas para quem não está familiarizado.

Leandro Thot destaca ainda aspectos emocionais e psicológicos envolvendo o acesso a serviços financeiros. Esses serviços seriam frequentemente associados com situações de fracasso. Ele avalia que, se utilizado de forma responsável, os empréstimos podem impulsionar o empreendedorismo ou viabilizar um projeto pessoal, como a realização de um curso, o financiamento de um imóvel ou uma obra.

“Não é uma questão puramente relacionada com dinheiro. Obviamente passa por isso, mas não é o único fator. Ao falar de crédito, a pessoa arrepia. Há uma relação distópica onde a pessoa pega algum exemplo do passado, seja uma experiência própria ou de alguém próximo, em que o crédito não foi benéfico. Ele foi concedido em um momento não saudável ou foi usado de uma forma não viável e gerou endividamento. É preciso trabalhar o crédito como propulsor de evolução, mas de uma forma mais próxima da realidade. Pode ser usado sim de forma sustentável para acelerar seu negócio ou para realizar um sonho no âmbito familiar que você consiga viabilizar usando o crédito de forma responsável”, acrescenta.

Preconceito social

A influenciadora digital e especialista em finanças pessoais Nathalia Rodrigues, conhecida como Nath Finanças, defende a necessidade de viabilizar crédito financeiro para as classes mais baixas e avalia que essas pessoas são vítimas de preconceito social. Ela refuta a ideia de que possam necessariamente se complicar com a dívida. “Não é bem assim. Elas nem conseguem ter acesso. Como é que são as mais endividadas?”, questiona.

Nath Finanças elogia o programa Desenrola Brasil, por meio do qual o governo vem desnegativando dívidas bancárias de de até RS 100 reais, permitindo que novamente acesso ao crédito. Mas ela acredita que é preciso disseminar mais conhecimento e oferecer mais suporte para que as pessoas consigam lidar com a administração de seus pequenos empreendimentos. “Infelizmente as mulheres pretas, principalmente negócios de mulheres pretas, não conseguem ter acesso a esse crédito e acaba que, às vezes, a falta desse investimento e a falta de conhecimento fazem com que a situação financeira da empresa acabe virando uma bola de neve.”

O endividamento, segundo Nath Finanças, também tem relação com o comportamento dos bancos. “Infelizmente as pessoas se endividam muito mais por conta do cartão de crédito e devido aos limites altos que o banco coloca, que superam o salário. Imagina uma pessoa que ganha um salário mínimo e oferecem o limite de R$ 3 mil ou R$ 4 mil? Realmente, com a falta de educação financeira e às vezes precisando de dinheiro, essa pessoa pode acabar se endividando”, avalia.

De acordo com o estudo do will Bank, o cartão de crédito costuma servir como porta de entrada para os serviços bancários. Ele é acessado por 26,3% das mulheres pretas e pardas da classe DE. Mas apenas 2% desse grupo fazem investimentos. O índice salta para 49% entre os homens brancos da classe AB1. No recorte apenas por gênero, sem levar em conta a classe social, o estudo aponta que mulheres ficam mais constrangidas ao pedir empréstimo de forma presencial no banco: 37% das entrevistadas revelaram sentir vergonha nessa situação. Entre os homens, o índice foi de 26%.

Perfil do empréstimo

O estudo desenvolvido pelo will Bank revelou ainda que 71,3% das pessoas não usam palavras positivas para descrever sua situação financeira atual. Ainda assim, os números são mais acentuados para mulheres pretas e pardas da classe DE. Nesse grupo, apenas 10,5% referiu-se à sua situação financeira com palavras positivas. Por outro lado, esse percentual é de 58,1% entre homens brancos da classe AB1.

Questionadas sobre a situação financeira em relação aos gastos rotineiros como supermercado, água, luz e moradia, 24,2% das mulheres pretas e pardas da classe DE usaram a palavra “desespero”. Por sua vez, 32,9% dos homens brancos da classe AB1 descreveram sua situação como “tranquila”.

É justamente a tentativa de cobrir buracos deixados por gastos rotineiros que muitas pessoas de baixa renda se complicam com empréstimos. Em maio, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou os resultados de um levantamento que mostra também o peso de fatores conjunturais nessa equação. Eles revelam mudanças no perfil dos empréstimos bancários nos últimos anos. A tendência era de crescimento do saldo de crédito imobiliário até 2016. Desde então, ele se mantém em um patamar constante, em torno de 9% do Produto Interno Bruto (PIB). Por outro lado, as modalidades consignados, empréstimo pessoal e cartão de crédito passaram a crecer a atinge quase 23% do PIB.

“O comprometimento de renda atrelado ao crédito para pessoas físicas para consumo é extremamente elevado, aumentando a fragilidade financeira das famílias, não representando avanços reais na inclusão financeira”, avaliaram os pesquisadores envolvidos no levantamento.

Eles consideram que as mudanças estão alinhadas com a trajetória recente da economia brasileira, que oscilam entre recessão, estagnação e baixo crescimento. Esse cenário gera falta de otimismo na economia e alta dos juros, provocando assim queda na busca por financiamento imobiliário, que é considerado um crédito de maior qualidade porque está associado ao acúmulo de ativos.

De outro lado, ganha espaço as modalidades de crédito de consumo, muito procuradas por quem deseja mitigar ou compensar perdas, mas podem causar comprometimento da renda. Segundo constatou a FGV, as principais modalidades do crédito para pessoa física são financiamento imobiliário (29,2%), consignado (18,5%), cartão de crédito (15,5%) pessoal não consignado (7,9%,) e financiamento para aquisição de veículos (8,1%).

Acesso crescente

O acesso a serviços bancários pela população de baixa renda, embora ainda tenha limitações, aumentou consideravelmente nos últimos anos. No final de 2022, um estudo sobre o assunto foi publicado pela Plano CDE, uma empresa de pesquisa e consultoria de avaliação de impacto especializada nas famílias das classes CDE no Brasil. Foram levantados dados do sistema bancário e entrevistadas 2.370 pessoas.

Somente em 2020, 14 milhões de novos usuários tiveram acesso a contas bancárias. O estudo aponta quatro fatores que influenciam o fenômeno: o crescimento da oferta de opções gratuitas pelos bancos digitais, a digitalização forçada pelo isolamento social durante a pandemia de covid-19, a abertura de contas digitais para o recebimento do Auxílio Emergencial e o lançamento do Pix como meio de pagamento gratuito que impulsionou transações pelo celular.

Ainda assim, conclui-se que a inclusão financeira ainda é um desafio, pois ela não pode ser medida apenas pelo acesso, mas também pela qualidade do uso dos serviços. O estudo indica, por exemplo, que há uma dificuldade de entender regras e condições de empréstimos, o que está relacionada com a forma como o banco se comunica.

Também chama atenção que metade das pessoas entrevistadas afirmaram ter pedido algum empréstimo no último ano. No entanto, familiares ou amigos superam os bancos como fontes que fornecem os recursos. Além disso, a principal razão dos empréstimos foi a compra de comida ou o pagamento de contas essenciais.

PGR vai ao STF contra lei de Porto Alegre que celebra atos golpistas

A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para declarar inconstitucional uma lei municipal promulgada pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, que instituiu o Dia Municipal do Patriota, a ser comemorado em 8 de janeiro.

A data se refere ao dia em que manifestantes golpistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, na tentativa de derrubar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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A manifestação da PGR consta de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), apresentada pelo coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos (GCAA), Carlos Frederico Santos, e inclui solicitação de medida cautelar para a suspensão imediata da lei municipal. A PGR pediu que a ação seja distribuída ao ministro Alexandre de Moraes, considerando a conexão do tema como o tratado no inquérito que apura os atos golpistas.

O projeto de lei municipal foi proposto em 15 de março pelo então vereador Alexandre Bobadra (PL) e promulgada pelo presidente da Câmara, Hamilton Sossmeier (PTB), em 10 de julho. Bodara teve o mandato de vereador cassado há pouco mais de 10 dias, após ser condenado em processo por abuso de poder econômico pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).

O projeto de lei não chegou a ser votado no plenário da Câmara de Vereadores da capital gaúcha, mas passou em três comissões e depois seguiu para sanção do prefeito Sebastião Melo. Como o prefeito não se manifestou no prazo previsto, nem para vetar ou sancionar, o projeto voltou à Câmara, que automaticamente o transformou em lei.

O presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre chegou a se manifestar, em nota oficial, informado que a promulgação da lei, que havia cumprido os trâmites legislativos, deveria ocorrer por uma exigência legal. “Não cabe ao presidente fazer julgamento de valor desta ou daquela pauta ou projeto. Quando aprovado, e se houver silenciamento do prefeito, só cabe ao chefe do legislativo promulgá-la, o que fizemos”, informou Hamilton Sossmeier (PTB).

Já a prefeitura de Porto Alegre informou, também em nota, que adotou a mesma postura de silenciamento sobre projetos de lei municipais que criam datas comemorativas. “Assim como na lei do vereador Aldacir Oliboni, que em junho último incluiu a data de 8 de janeiro no Calendário de Datas Comemorativas e de Conscientização do Município de Porto Alegre como Dia em Defesa da Democracia, o prefeito Sebastião Melo silenciou respeitando a decisão da Câmara Municipal, que aprovou para a mesma data a proposta do vereador Alexandre Bobadra”, diz o texto.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, criticou duramente a aprovação da lei municipal em Porto Alegre.

“Uma lei pode homenagear uma data de perpetração de crimes, como o 8 de janeiro? Ainda mais associando crimes a patriotismo? Sob a ótica do Direito Constitucional, a resposta é muito clara. A lei afronta os princípios da moralidade, da forma republicana, do sistema representativo e do regime democrático. A expunção da lei é uma questão de tempo”, escreveu em postagem nas redes sociais.

Até o momento, mais de 1,3 mil pessoas respondem a processos no Supremo pela participação na depredação da sede do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso e do Palácio do Planalto. Cerca de 120 investigados permanecem presos.

Padilha: Lula deve anunciar novos ministros ao retornar do exterior

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse neste sábado (26) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar novos ministros ao retornar de viagem ao exterior.

Lula encerra hoje a visita oficial a Angola e segue para São Tomé e Príncipe, onde participa da Cúpula dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

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“Certamente, o presidente Lula vai conduzir, no retorno, uma decisão que ele já tomou de acolher o pedido de duas bancadas federais e indicar parlamentares para compor o ministério. Uma ação para reforçar o nosso time para o segundo semestre”, ressaltou Padilha ao participar de evento na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital paulista.

Os deputados federais André Fufuca (PP-MA) e Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) são cotados para ocupar ministérios, aproximando os dois partidos da base parlamentar do governo. Juntos os dois partidos detêm 90 cadeiras na Câmara. Não há definição ainda, no entanto, de quais pastas seriam ocupadas pelos deputados.

Segundo Padilha, essas negociações devem ser realizadas pessoalmente pelo presidente. “O presidente Lula faz questão de conversar olho no olho com as lideranças”, enfatizou.

Homens armados sequestram 12 pessoas no norte da Nigéria

Pelo menos 12 pessoas foram sequestradas em dois incidentes diferentes no Norte da Nigéria, disseram autoridades e testemunhas neste sábado (26).

No primeiro caso, sequestradores não identificados levaram quatro pessoas na noite de sexta-feira (25). Entre as vítimas está o líder da vila da comunidade Nasarawa-Burkullu no Estado de Zamfara, no Noroeste da Nigéria, afirmou neste sábado a autoridade local Muhammad Bukuyum.

Bukuyum disse que as outras vítimas são três fazendeiros locais, e que os sequestradores exigiram resgate, sem entrar em detalhes.

Em outro incidente, militantes do Boko Haram sequestraram oito fazendeiros hoje na vila de Maiwa, a cerca de três quilômetros de Maiduguri, capital do Estado de Borno, no Nordeste da Nigéria.

Mohammed Jida, que conseguiu fugir dos sequestradores, disse à Reuters que viu os militantes cercando os agricultores que trabalhavam no campo.

“Assim que os vi, comecei a correr com outros, correndo em busca de segurança. Por sorte, consegui fugir, mas o resto dos meus colegas foram pegos pelo Boko Haram”.

Greema Abubar e Bukar Kachallah, parentes de algumas das vítimas, confirmaram o ataque, acrescentando que os militantes exigiram resgate, sem entrar em detalhes.

O porta-voz da polícia de Borno, Sani Kamilu Shatambaya, não respondeu de imediato aos pedidos por comentários.

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Série D: Ferroviária (SP) bate Souza (PB) no interior paulista

A Ferroviária (SP) largou em vantagem no confronto com o Souza (PB) nas quartas de final da Série D. No jogo de ida, o time paulista fez 1 a 0 na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara.

A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil. O resultado dá à Locomotiva a vantagem do empate no jogo de volta, marcado para o próximo domingo (3), às 15h, no Antônio Marques da Silva Mariz, o Marizão, no município paraibano de Sousa. Em caso de vitória por diferença mínima do Souza, a decisão será nas penalidades. Qualquer vitória por dois ou mais gols do time paraibano dá a vaga ao Souza.

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Quem avançar nesse confronto estará nas semifinais do torneio e ganhará a vaga na Série C de 2024.

O gol do jogo da tarde de hoje no interior paulista foi do centroavante Pilar. O camisa 9 aproveitou com oportunismo o cruzamento da direita e definiu o placar aos 40 minutos da etapa inicial

 

Milhares se reúnem em Washington em celebração a Martin Luther King

Milhares de norte-americanos comemoraram neste sábado o 60º aniversário da Marcha para Washington, marcante evento do movimento por direitos civis nos Estados Unidos da América (EUA) nos anos 1960, no qual Martin Luther King Jr. fez seu potente discurso “Eu tenho um sonho”.

A marcha de 1963 levou mais de 250 mil pessoas às ruas da capital, pressionando pelo fim da discriminação com base em raça, cor, religião, sexo ou origem. Muitos creditam a passagem da Lei de Direitos Civis de 1964 à demonstração de força da marcha.

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A manifestação deste ano foi realizada no Lincoln Memorial, o cenário da cobrança apaixonada de King por igualdade, e muitos dos oradores alertaram que ainda há muito trabalho pela frente. Eles condenaram a violência armada contra o povo negro, enquanto o público cantava Sem Justiça, Sem Paz.

Os oradores da marcha incluíram líderes de direitos civis, como o filho de King, Martin Luther King III, sua neta, Yolanda Renee King e o líder do Partido Democrata na Câmara, Hakeem Jeffries.

O presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris receberão os organizadores da marcha na Casa Branca na segunda-feira (28), para marcar a reunião entre organizadores da marcha original e o governo do então presidente John F. Kennedy.

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Historiador defende espaço de memória em assentamento do MST

O historiador Lucas Pedretti, coordenador da Coalizão Brasil por Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia, defendeu a criação de um espaço de memória no assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) destinado à reforma agrária nas terras da antiga Usina Cambahyba, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, usada como local de incineração de corpos durante a ditadura militar.

“Seria muito importante que o assentamento a ser construído na usina pudesse ser pensado como lugar de memória da violência do Estado, das lutas por democracia, das lutas pela reforma agrária, das lutas por Justiça e por direitos humanos porque aquele espaço é muito significativo ao acumular esse conjunto de simbolismos que nos mostram o quanto a gente ainda tem a avançar na consolidação de uma democracia no Brasil”, disse o historiador.

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O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou no Diário Oficial da União dessa quarta-feira (23) portaria que cria o Projeto de Assentamento Cícero Guedes. A área de 1.319,8148 hectares foi desapropriada em 2021, pela Justiça Federal, e destinada a assentar famílias do MST, que lutam pelo local desde 1998, quando um decreto presidencial considerou as terras improdutivas por não cumprir função social. De acordo com portaria do Incra, 185 famílias serão assentadas no local.
Na última quinta-feira (24), portaria do Incra criou o Projeto de Assentamento Cícero Guedes – MST/RJ

As terras da Usina Cambahyba pertenciam à família de Heli Ribeiro Gomes, já falecido. Ele foi vice-governador do Rio de Janeiro, de 1967 a 1971, e seria próximo ao agente do Departamento de Ordem Política e Social do Espírito Santo (DOPS), Cláudio Guerra.

Segundo Lucas Pedretti, Guerra teria sugerido a Gomes no auge da repressão à luta armada que a usina fosse usada para incinerar 12 corpos de militantes políticos desaparecidos, principalmente os que haviam sido torturados e assassinados na Casa da Morte, aparelho clandestino de repressão em Petrópolis.

“Essa narrativa do Cláudio Guerra foi recentemente atestada por uma perícia feita pela Comissão Nacional da Verdade que cita a possibilidade física de que os fornos foram utilizados para esse fim e mais recentemente a Justiça Federal condenou o Cláudio Guerra em uma decisão muito rara no Brasil por violações aos direitos humanos. Na decisão da Justiça, se confirma que os fornos da usina foram utilizados para a ocultação de cadáveres”, afirmou o historiador.

Para a dirigente do MST no Rio de Janeiro Iranilde de Oliveira Silva, a Eró, o anúncio do assentamento é um processo de reparação histórica da classe trabalhadora e do avanço da reforma agrária no estado.

“Uma área que foi utilizada para incinerar corpos de militantes durante a ditadura militar hoje ali pulsam famílias, pulsam vidas, pulsa produção de alimentos saudáveis. O assentamento tem uma referência muito grande para avançarmos no combate à fome e à miséria no campo.”

O nome do assentamento lembra Cícero Guedes, líder do MST em Campos dos Goytacazes, assassinado em 26 de janeiro de 2013 com mais de dez tiros nas costas e cabeça, próximo ao Assentamento Oziel Alvez, uma das ocupações feitas pelo movimento para pressionar a destinação do Complexo Cambahyba para reforma agrária.

STF acata ação sobre violência policial contra indígenas de MS

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou uma ação proposta pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ainda em abril, que denuncia violência policial e violações de preceitos constitucionais contra comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

O julgamento virtual terminou na noite desta sexta-feira (25) e analisava uma decisão anterior do ministro Gilmar Mendes, que já havia negado provimento à ação, em decisão provisória. Mesmo assim, o placar final do julgamento ficou em 7 votos a 4 a favor do prosseguimento da ação, com voto divergente da presidente do STF, ministra Rosa Weber, seguido pelos ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Roberto Barroso, Luiz Fux e Dias Toffoli.

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Em seu voto, Gilmar Mendes reiterou o não cabimento da ação e foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin.

Segundo a Apib, as violações cometidas contra os indígenas da etnia Guarani-Kaiowá são sistêmicas e se relacionam com a ausência de demarcação da terra tradicionalmente ocupada. Na ação, a entidade argumenta que o governo estadual adota uma política de segurança pública que desconsidera e desrespeita os direitos fundamentais dos povos indígenas, com a utilização da Polícia Militar “como milícia privada a serviço dos fazendeiros da região”, efetivando ações violentas de desocupação forçada. Essas operações não teriam amparo legal nem autorização judicial.

Entre os pedidos formulados, a Apib quer que o estado seja obrigado a elaborar e encaminhar ao STF, em 60 dias, um plano visando ao controle de violações de direitos humanos dos povos indígenas pelas forças de segurança, com medidas objetivas, cronogramas específicos e perspectiva intercultural, além de previsão dos recursos necessários à sua implementação.

Também requer que a Secretaria Pública de Segurança do estado informe as operações policiais à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e ao Ministério dos Povos Indígenas, com antecedência mínima de 24 horas. Outro pedido é o de instalação de equipamentos de GPS e sistemas de gravação de áudio e vídeo nas viaturas policiais e nas fardas dos agentes de segurança, com o armazenamento dos respectivos arquivos. Pedem ainda que o governo estadual se abstenha de utilizar helicópteros como plataformas de tiro em operações de conflitos fundiários que envolvem povos indígenas.

Por fim, a ação solicita a criação, no âmbito do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul e do Tribunal Federal Regional (TRF), de comissões de conflitos fundiários.

Em março, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, chegou a notificar o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, pedindo providências sobre o caso envolvendo três lideranças indígenas Kaiowá Laranjeira Nhanderu. Os indígenas foram presos em ação da Polícia Militar no município de Rio Brilhante.

Relatório

Relatório sobre violência contra povos indígenas no Brasil do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) registrou ao menos três assassinatos de indígenas da etnia Guarani-Kaiowá somente no ano passado.

Um dos casos ocorreu em 24 de junho de 2022, quando fazendeiros e policiais invadiram o território Guapoy mesmo sem ordem judicial. O território tradicional é reivindicado como parte da reserva Amambai. Tiros da polícia deixaram nove feridos e um morto, o indígena Vitor Fernandes, Guarani-Kaiowá, de 42 anos.

Nos meses seguintes, em outras emboscadas, mais duas lideranças do povo Guarani-Kaiowá, Márcio Moreira e Vitorino Sanches, foram mortas a tiros na mesma localidade. O número de indígenas assassinados no Brasil entre 2019 e 2022 chegou a 795. Só no ano passado, foram 180.

Favela do Moinho faz festa para lembrar dez anos da derrubada de muro

A Favela do Moinho, na região central paulistana, celebra neste sábado (26) os dez anos da derrubada do muro que cercava a comunidade. A barreira, segundo laudo do Corpo de Bombeiros emitido à época, dificultava a evacuação do local em caso de incêndio. Diante das dificuldades em conseguir que a prefeitura removesse o muro, os moradores resolveram por tudo abaixo por conta própria.

“A gente conseguiu todos os laudos, os alvarás, para derrubada do muro. E a gente mostrou que o poder não fazia e a gente podia fazer”, relembra a líder comunitária Alessandra Moja, que vive há 30 anos na comunidade. “A comunidade viu que a força está no povo, não está no poder”, enfatiza sobre como a ação reforçou o senso de união das famílias que vivem na favela.

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À época, o moinho tinha passado por grandes incêndios que haviam destruído centenas de residências. Em 2011, 1,2 mil pessoas ficaram desabrigadas devido ao fogo e duas pessoas morreram. No ano seguinte, em 2012, pelo menos uma morte foi registrada e mais 300 pessoas perderam suas casas.

Assim, em 2013, a comunidade resolveu liberar a marretadas as rotas de fuga da favela. “Desde então, retomamos a metade do terreno que nos foi usurpado, centenas de famílias construíram seus lares, fizemos um cine clube, capinamos e assentamos as vielas por onde nossas crianças correm e brincam”, diz o chamado para a festa de comemoração da ação.

Resistência

Além de enfrentar os incêndios, as famílias do Moinho vêm, ao longo dos anos, resistindo às tentativas do Poder Público de desocupar a área. Em 2017, a prefeitura de São Paulo chegou a acusar a comunidade de fornecer drogas para a Cracolândia, aglomeração de pessoas em situação de rua que usam drogas, a cerca de 2 quilômetros do local. O projeto anunciado na ocasião, no entanto, não teve continuidade.

Nem mesmo a possibilidade de ser atendida por um programa habitacional faria Alessandra deixar o lugar onde criou a filha, que hoje tem 25 anos. “Um apartamento não paga uma história de 30 anos”, resume a recicladora sobre os sentimentos que têm em relação à comunidade.

Cinema e música

Para contar essa trajetória será exibido o documentário Muro da Vergonha, do coletivo Fabcine. Artistas da comunidade também farão apresentações a partir das 17h deste sábado.

Anitta, Gil, D2 e outros artistas celebram legado de MC Marcinho

A morte do cantor e compositor MC Marcinho, aos 45 anos, foi lamentada por artistas e autoridades neste sábado (26), que destacaram a importância de seu trabalho para a música brasileira. Marcinho estava internado no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro há cerca de dois meses e, após piora, teve falência múltipla dos órgãos.

Conhecido como príncipe do funk, Marcinho é um dos principais nomes do funk melody, gênero com letras românticas e batida mais lenta. O cantor fez grande sucesso desde o fim da década de 1990, e sua música mais conhecida é Glamurosa.

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A cantora Tati Quebra-Barraco, uma das precursoras da participação de mulheres no funk, declarou seu carinho por Marcinho nas redes sociais e lamentou passar por um segundo luto em menos de um mês, referindo-se à morte de MC Katia.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Tati Quebra Barraco (@tatiquebrabarraco)

O DJ Malboro, também consagrado no funk carioca, lembrou quando trabalhavam juntos e como a voz marcante de Marcinho imprimiu sua identidade nos hits que gravou:

“Se quiser falar de amor, fale com o Marcinho. Voz única, inconfundível, tipo de artista que o radialista não precisava anunciar quem cantava ao final de tocar sua música, era automático as pessoas ouvirem sua voz e já dizer Mc Marcinho”.

Popularização do funk

Potente divulgadora do funk carioca e brasileiro no exterior, a cantora Anitta também homenageou MC Marcinho e sua importância para o crescimento da popularidade do gênero musical.

A cantora Valesca Popozuda agradeceu a MC Marcinho pela amizade e desejou que o legado do príncipe do funk seja eterno.

“O príncipe do funk precisou descansar. Tanta gente que fez história no funk partindo, que o legado do MC Marcinho seja eterno. Ele descansou porque lutou muito. Meus pêsames a sua família, amigos e fãs!! Esse fez história”.

Perda imensa

As homenagens vieram também de grandes nomes da música que não são do funk, mas reconhecem o destaque que MC Marcinho teve para a cultura brasileira. Gilberto Gil destacou que sua morte é uma perda imensa para a música negra brasileira.

“Uma perda imensa para o mundo do funk e da música negra brasileira. MC Marcinho foi um pioneiro que influenciou gerações e enriqueceu a nossa cultura. Nossos sentimentos à família e aos fãs”, diz texto assinado por sua equipe.

Já o rapper Marcelo D2 destacou que Marcinho marcou época e se tornou um pilar do funk carioca e da música brasileira.

Príncipe do funk

O governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou uma nota de pesar pela morte de MC Marcinho, ressaltando que o cantor “embalou diversas fases da vida de muitos com suas canções, foi inspiração para outros funkeiros, abriu portas, contagiou com sua alegria e levou a cultura da favela para o mundo”.

“Suas letras, que não saíam da boca do povo, o consagraram como: Príncipe do funk. Título mais que justo, para quem foi um dos precursores do estilo no Brasil. Uma grande perda para todos nós. Obrigado por todo talento e por ter se tornado um ícone da cultura fluminense. Que Deus fortaleça todos os familiares, fãs e amigos”, diz a nota assinada pelo governador, Cláudio Castro.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, classificou Marcinho como um dos maiores nomes do funk carioca. “Foi um pioneiro que conquistou o Rio e todo o Brasil com sua arte. Meus sentimentos aos fãs e que Deus conforte o coração dos familiares!”

 

Aeroporto de Congonhas cancela voos após alarme falso de sequestro

O Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, teve 16 cancelamentos de decolagens e aterrissagens nesta manhã de sábado (26). Os problemas ocorrem após o fechamento do aeroporto por uma hora na noite de sexta-feira (25), diante uma comunicação equivocada que indicava o sequestro de um avião que vinha de Recife.

Outros dois voos enfrentam atrasos de aproximadamente 3 horas, segundo as informações divulgadas pelo painel da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

“A torre de controle do aeroporto recebeu mensagem equivocada da cabine da aeronave, com código que trata de apoderamento ilícito. Diante dessa situação, a aeronave após o pouso foi direcionada para posição de intervenção”, diz a nota da Infraero sobre o incidente que fez com que as operações em Congonhas fossem interrompidas entre as 20h49 e 21h49, seguindo os protocolos de segurança.

O erro foi identificado pela Polícia Federal, que foi acionada para apurar a situação.
 

Brasil vence Irã na estreia da Copa do Mundo de Basquete

O Brasil venceu o Irã por 100 a 59 na estreia da Copa do Mundo de Basquete. A partida foi disputada na manhã deste sábado (26), no horário de Brasília, em Jacarta (Indonésia). A equipe nacional está no Grupo G e volta à quadra na próxima segunda-feira (28), às 10h30, no horário de Brasília, para enfrentar a Espanha, atual campeã mundial.

No jogo de hoje, o Brasil controlou completamente as ações e esteve na frente durante praticamente todo tempo. o melhor jogador da partida foi o ala Bruno Caboclo foi o MVP com 16 pontos e sete rebotes.

“Conseguimos neutralizar o Irã e nosso ataque fluiu bem desde o início do jogo. Fizemos uma ótima partida para começo de campeonato e precisamos seguir evoluindo no decorrer da competição. A chave para a sequência e para todos os times que querem ir longe na Copa do Mundo é a defesa”, disse o técnico Gustavo De Conti à assessoria da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

Apesar da vitória, a lesão do armador Raul Neto, no início do terceiro quarto do jogo, preocupa. Um dos principais jogadores da equipe nacional, o atleta sofreu uma entorse no joelho direito e foi levado a um hospital local para realizar exames.

A Seleção está no Grupo G do Mundial, com Irã, Espanha e Costa do Marfim. Nesta primeira fase, os dois melhores avançam para formar uma nova chave com os dois melhores do Grupo H, que tem França, Canadá, Letônia e Líbano. Então, os dois times do Grupo G fazem mais dois jogos, enfrentando apenas os rivais da outra chave, e carregando os resultados da primeira fase. Os dois melhores vão às quartas de final.

A Copa do Mundo distribui sete vagas direitas aos Jogos Olímpicos de Paris 2024, sendo duas para as Américas. Para se classificar sem necessitar do Pré-Olímpico, o Brasil terá que ser ao menos o segundo melhor do continente, num torneio que tem também Estados Unidos, Canadá, Venezuela, Porto Rico, México e República Dominicana.

Arcebispo emérito de Salvador, Dom Geraldo Majella morre aos 89 anos

O cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de São Salvador, morreu na manhã deste sábado (26) aos 89 anos. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele morreu em Londrina (PR), onde vivia desde 2014. A saúde do religioso se agravou em dezembro do ano passado, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Dom Geraldo estava em internamento domiciliar e apresentou uma piora do quadro nos últimos dias. Ainda não há informações sobre o velório e as exéquias.

Em nota de pesar e condolências, a CNBB prestou homenagem a Dom Geraldo e estendeu seus sentimentos ao atual arcebispo de São Salvador, cardeal Sergio da Rocha, aos familiares e aos fiéis. “Sua vida foi marcada por um grande amor à Igreja e uma contínua dedicação às coisas da Igreja, a serviço da fé e ao testemunho da vida cristã. Dom Geraldo mostrou sempre grande zelo pela Liturgia, pela boa formação dos sacerdotes e do povo católico e pela irrestrita fidelidade ao papa e à Igreja.”

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O vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República, publicou na rede social X nota de pesar pela morte do arcebispo.

Biog​rafia

Filho de Antônio Agnelo e Sylvia Agnelo, Dom Geraldo Majella Agnelo nasceu no dia 19 de outubro de 1933, em Juiz de Fora (MG).  Aos 12 anos ingressou no Seminário Menor Diocesano Santo Antônio, onde ficou até completar 14 anos. A ordenação sacerdotal aconteceu no dia 29 de junho de 1957, na Catedral de São Paulo. No dia 13 de janeiro de 1999, foi nomeado pelo Papa João Paulo II como arcebispo metropolitano de São Salvador da Bahia. Em 2011, Dom Geraldo teve o pedido de renúncia aceito pelo papa Bento XVI, tornando-se arcebispo emérito da Arquidiocese de Salvador.

No Vaticano, foi membro do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes e da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja. Participou de dois conclaves, um deles em 2005, quando foi eleito o papa Bento XVI, e o outro, em 2013, no qual foi escolhido o papa Francisco.

Dom Geraldo foi um dos três presidentes da Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, realizada em Aparecida (SP), em maio de 2007, e presidiu a CNBB de 2003 a 2007.