Brasil registra 34 casos de sarampo; Ministério da Saúde emite alerta

O Ministério da Saúde publicou um alerta para que os estados e municípios reforcem a vigilância e ações para indivíduos que apresentem sinais e sintomas de sarampo. De acordo com a pasta, 34 casos foram confirmados este ano até a Semana Epidemiológica 38, que vai de 29 de setembro a 5 de outubro. A preocupação do ministério é evitar a reintrodução do vírus no país.

Dos casos confirmados, nove foram trazidos por pessoas que retornaram do exterior, 22 tiveram contato com indivíduos infectados lá fora e três são compatíveis geneticamente com vírus em circulação em outros países. Até o momento, os estados do Tocantins, Maranhão e de Mato Grosso estão qualificados como em surto de sarampo.

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A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, aponta que a falta de cobertura vacinal da população tem possibilitado o retorno do sarampo ao país.

“Os casos importados aconteciam, tanto um estrangeiro vindo para cá, quanto um brasileiro que viajou e voltou com sarampo, porém, a situação era resolvida porque a nossa vigilância era boa. O sarampo antes entrava e encontrava todo mundo vacinado e não causava surto. Agora ele chega e encontra várias pessoas suscetíveis,” aponta a especialista.

Surtos

No Tocantins, o surto teve início no município de Campos Lindos, na região nordeste do estado, em julho. O caso está associado ao retorno de quatro brasileiros que estiveram na Bolívia durante um mês. A comunidade que os infectados habitam possui um baixo nível de adesão à vacinação, o que permitiu uma rápida transmissão entre os moradores.

No Maranhão, há apenas um caso confirmado, o de uma mulher de 46 anos, não vacinada, habitante do município de Carolina, que teve contato com membros da comunidade em Campos Lindos. Os dois municípios ficam na divisa entre os estados do Maranhão e de Tocantins.

Os casos em Mato Grosso não estão ligados à comunidade de Campos Lindos, mas também foram iniciados por brasileiros que estiveram na Bolívia. O surto começou no município de Primavera do Leste e afetou três pessoas que fazem parte da mesma família, todas não vacinadas.

Cobertura vacinal

Segundo informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), em 2024, o Brasil apresentou uma cobertura vacinal de tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) de 95,7%, na primeira dose, e 74,6% na segunda.

Em 2025, houve uma queda, o que colocou o índice abaixo da meta de 95%. Os dados apontam para cobertura vacinal das doses 1 e 2, respectivamente, de 91,2% e 74,6%.

Segundo o Ministério da Saúde, os percentuais abaixo da média evidenciam a vulnerabilidade para a ocorrência do vírus do sarampo, reforçando a importância da intensificação vacinal.

O enorme espaço geográfico do Brasil dificulta uma vacinação hegemônica em cada município, como explica Isabella. “As coberturas estão no limite, na meta. Mas o que acontece aqui no Brasil, em razão do nosso tamanho, é que não há homogeneidade das coberturas vacinais nos municípios. Se você olha as coberturas vacinais dentro do estado, são realidades muito diferentes. No Rio de Janeiro, por exemplo, a cobertura da cidade é boa, mas, quando olhamos a cobertura do estado, já se tornou a segunda mais baixa do Brasil.”

A diretora da SBIm aponta que um fator que dificulta a vacinação é a falta de percepção de risco por parte da população. “A ciência do comportamento mostra que, se você não vê risco, pode estar na primeira página do jornal que ‘eu não ligo’. Agora, se eu vejo o risco e estou vendo todo mundo correndo para o posto, ‘eu vou também’. Aconteceu com a febre amarela, que a cobertura vacinal no Brasil era de 40%. De repente, surto de febre amarela, morte de febre amarela, jornal, televisão… eram filas.”

Casos de sarampo no mundo

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, desde o início do ano até 9 de setembro, foram notificados 360.321 casos suspeitos de sarampo, dos quais 164.582 foram confirmados, em 173 países.

As regiões do mundo que representaram os maiores números de casos são o Mediterrâneo Oriental, com 34% das ocorrências; África, com 23%; e Europa, com 18%.

Nas Américas, 11.691 casos foram confirmados de sarampo, com 25 mortes em dez países. Os casos mais numerosos ocorreram no Canadá (5.006), México (4.703) e Estados Unidos (1.514). Na América do Sul, há surtos ativos na Bolívia (320 casos), Paraguai (50) e Peru (quatro). A Argentina também teve um surto, com 35 casos confirmados.

*Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

STJ anula condenação e manda soltar acusado pelo crime da 113 Sul

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (14) anular a condenação de Francisco Mairlon Aguiar, um dos acusados pelo triplo assassinato que ficou conhecido como “Crime da 113 Sul”, ocorrido em Brasília há 16 anos. 

Com a decisão, o acusado, que está preso há cerca de 15 anos, será solto imediatamente. 

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Em 2009, o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a esposa dele, Maria Carvalho Villela, e a empregada da família, Francisca Nascimento da Silva, foram mortos a facadas no apartamento em que moravam, localizado na Superquadra 113 Sul. 

Em 2013, Francisco foi condenado pelo Tribunal do Júri a 55 anos de prisão, mas a pena foi reduzida para 47 anos na segunda instância. 

A anulação da condenação foi definida pela Sexta Turma do STJ e motivada por um recurso protocolado pela defesa do acusado, feita pela ONG Innocence Project Brasil, organização não governamental que atua na defesa de condenados injustamente pela Justiça. 

Pelo entendimento do colegiado, a condenação de Francisco Mairlon deve ser anulada em função de irregularidades processuais.

De acordo com o relator do caso, ministro Sebastião Reis, a confissão de Francisco nos depoimentos prestados à Polícia Civil do Distrito Federal e a acusação apresentada por outros investigados contra o acusado não foram corroboradas por outras provas. 

“É inadmissível que em um Estado Democrático de Direito, um acusado seja pronunciado e condenado por um Tribunal do Júri apenas com base em elementos de informação da fase extrajudicial, dissonantes da prova obtida em juízo e sob o crivo do contraditório” afirmou.

A decisão do STJ foi tomada após o tribunal anular, em setembro deste ano, a condenação da arquiteta Adriana Villela a 61 anos de prisão. Adriana é filha do casal Villela e foi acusada de ser a mandante do crime. 

Lara Lima conquista bronze no Mundial de halterofilismo paralímpico

O Brasil voltou a conquistar uma medalha no Mundial de halterofilismo paralímpico que está sendo disputado no Cairo (Egito). Desta vez o pódio foi alcançado pela mineira Lara Lima, um bronze na categoria até 41 quilos.

Para ficar com a medalha, Lara ergueu o total de 98 quilos, ficando atrás apenas da equatoriana Kerly Lascano, prata ao levantar 110 quilos, e da chinesa Zhe Cui, ouro com a marca de 117 quilos.

“Eu sinto que esse bronze tem um gosto diferente. Até a segunda tentativa, estávamos na briga pela prata. Infelizmente não foi, mas me dediquei bastante. Não foi da forma que queria, mas a tendência é melhorar cada vez mais. Queríamos estar no pódio e conseguimos”, declarou a mineira.

O bronze de Lara Lima é a segunda medalha do Brasil na atual edição da competição, após a prata conquistada, na última segunda-feira (13), pela paulista Mariana D’Andrea na categoria até 73 quilos.

Cerca de 300 iniciativas lançadas em COPs foram descontinuadas

Em uma iniciativa inédita, a presidência brasileira da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) mapeou um total de 722 iniciativas aprovadas nas edições anteriores, desde a COP21, em Paris, há 10 anos, e descobriu que 299 delas foram extintas ou descontinuadas. Outros 423 projetos continuam ativos e responderam ao chamado do Brasil de contribuir com a formatação da nova Agenda de Ação e mobilizar ações climáticas voluntárias da sociedade civil, empresas, investidores e entes subnacionais, como estados e cidades.

“A gente sempre soube que muitas dessas iniciativas não estavam mais ativas, mas acho que a gente está agora tentando tangibilizar isso, trazer transparência”, revela Bruna Cerqueira, coordenadora-geral da Agenda de Ação da Presidência da COP30.

O balanço foi apresentado à imprensa nesta terça-feira (14), em Brasília, em meio às reuniões da Pré-COP, evento preparatório para a conferência que ocorrerá daqui a menos de um mês, em Belém. A Pré-COP não prevê acordos formais ou anúncios de novas metas, mas facilita a construção de entendimentos prévios para as duras negociações que seguirão na inédita COP da Amazônia.

Para dar sequência aos três principais objetivos da COP30, que incluem, por exemplo, o de acelerar a implementação das ações climáticas e do Acordo de Paris (limitar o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais), o governo brasileiro formou grupos de trabalho com representantes de projetos anteriores, dessa vez em torno de cada um dos 30 objetivos chave que fazem parte da Agenda de Ação, lançada em junho. 

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Normalmente, as agendas de ação nas COPs não têm relação direta com os termos diretamente negociados entre os países, mas a presidência brasileira mudou a estratégia e criou uma estrutura que traduz em eixos e objetivos justamente as metas previstas no Balanço Global, o Global Stoktake (GST).

O Balanço Global é uma ferramenta prevista pelo Acordo de Paris que, em ciclos de cinco anos, avalia o progresso na implementação de seus objetivos e orienta um plano de ação mundial.

O reporte de resultados dessas iniciativas lançadas em COPs são normalmente registrados na plataforma oficial de transparência da Conferência do Clima, que se chama Nazca, e foi criada ainda na COP20, no Peru, como estratégia de ação climática para envolver atores não governamentais nas discussões sobre as mudanças climáticas. Porém, poucos retornos vinham sendo feitos ao longo dos anos, até o impulso dado pela presidência brasileira este ano.

“O ciclo de reporte acabou de terminar e a gente conseguiu um aumento de quatro vezes no número de iniciativas que responderam para a plataforma. E a gente também pediu para elas reportarem não só informações qualitativas, mas esse ano começar a reportar indicadores, que também vai ser uma coisa legal que a gente vai conseguir publicar antes da COP. Nós também pedimos ajuda dessas iniciativas para montar um celeiro de soluções”, explica Bruna Cerqueira.

Segundo ela, ao menos 137 iniciativas apresentaram balanço atualizado das ações em curso. “A gente não está construindo nada novo, mas pediu que as iniciativas nos dessem os cases delas, em diferentes geografias, [sobre] as soluções que estão funcionando”, observa.

Para o empresário Dan Ioschpe, designado Campeão de Alto Nível da COP30, o novo modelo de Agenda de Ação proposto pelo Brasil nesta COP, que conecta diretamente as iniciativas da agenda às metas do Balanço Global Acordo de Paris, vai fazer com que os setores empresariais consigam alinhar de forma mais eficiente seus projetos.

“Nós estamos buscando seguir o caminho de chegar na ponta. Então, por exemplo, combustível sustentável da aviação, como que a gente faz com que isso aconteça com a maior rapidez possível, com a maior escala possível, juntando suprimento, demanda, financiamento”, argumenta. “Usando o ciclo anual da COP, a gente pode influenciar”, acrescenta.

O papel dos Campeões Climáticos de Alto Nível foi estabelecido na COP21, em Paris. Cada Presidência de COP aponta uma pessoa que atua em dupla com o Campeão ou Campeã anterior, mobilizando ações voluntárias dos atores que não negociam acordos, mas que são essenciais para colocá-los em prática. 

Brasil não corre risco energético, garante Alexandre Silveira

O sistema elétrico brasileiro garante energia suficiente ao que é demandado no país, evitando risco dos chamados “apagões”. Eventos como o ocorrido nesta terça-feira (14) são, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, “pontuais e momentâneos” e têm, como origem, problemas técnicos ligados à infraestrutura do sistema – e não à falta de capacidade de geração.

Após participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Silveira disse ainda à Agência Brasil que o termo “apagão” sempre foi usado para referir-se tecnicamente a problemas de geração, como ocorreu em 2001, época em que o Brasil dependia bastante da energia gerada pelas hidrelétricas e passava por uma crise hídrica por escassez de chuvas que baixou perigosamente o nível de água das usinas. Aliado a isso, o país também passava por aumento no consumo de energia. Assim, para evitar o colapso do sistema de geração, o governo foi obrigado a adotar medidas de racionamento que duraram de junho de 2001 a março de 2002.

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“Não é o caso agora”, garantiu Silveira.

Sistema interligado

Na época, como o sistema ainda não estava interligado, era comum situações de regiões que geravam muita energia, mas, por falta de conexão entre as linhas do sistema, não tinham condições de disponibilizar essa energia para outras regiões, onde os reservatórios estavam vazios.

Com a expansão da rede e a interligação do sistema, isso mudou, e a energia gerada a partir das usinas hidrelétricas que, graças às chuvas, tinham seus reservatórios cheios, passou a ser disponibilizada ao restante do país – em especial às regiões onde a seca acabava por esvaziar os reservatórios de outras hidrelétricas.

Alexandre Silveira lembrou que, em 2021, o país passou por uma situação similar, mas, no caso, foi por “falta de planejamento”.

Naquele ano, com a baixa dos reservatórios do país como um todo, a geração de energia a partir da matriz hidrelétrica foi sensivelmente prejudicada. Segundo o ministro, faltou, naquele ano, planejamento no sentido de garantir o atendimento à demanda a partir de usinas térmicas.

“Hoje, com o sistema interligado e [a ampliação e a contratação de] usinas térmicas, o Brasil não corre nenhum risco energético”, garantiu o ministro à Agência Brasil.

Apagão

Nesse sentido, ele reiterou que o termo correto para a falta de energia ocorrida hoje em vários estados não é, do ponto de vista técnico, “apagão”, ainda que este termo seja utilizado de forma coloquial.

“Apagão é um termo que se popularizou até por motivações políticas”, afirmou o ministro.

“Tecnicamente, ele se refere à ‘falta de capacidade de geração’ [para a demanda do país]. O que aconteceu foi uma interrupção pontual e momentânea do fornecimento por problema de origem técnica no sistema”, acrescentou ao lembrar que o problema durou “apenas” cerca de 1h30min.

ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que à 0h32 desta terça-feira uma ocorrência no Sistema Interligado Nacional (SIN) provocou a interrupção de cerca de 10 gigwatts (GW) de carga, afetando os quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

Em nota, o ONS detalhou que a ocorrência teve início com um incêndio em um reator na Subestação de Bateias, no Paraná, desligando toda a subestação de 500 kilovolts (kV) e ocasionando a abertura da interligação entre as duas regiões. “No momento, a Região Sul exportava cerca de 5.000 MW para o Sudeste/Centro-Oeste”.

Normalidade

Segundo o ministro, o incidente na linha de transmissão afetou uma subestação fundamental à segurança energética do país. “Quando você tem uma perda de grande porte como essa, de 10 GW, em um momento em que o consumo estava em 72 GW, automaticamente, o sistema para”, explicou o ministro.

“E para que ele não caia no todo, vai interrompendo programadamente, de forma automática, parte de cada estado, até chegar à necessidade máxima necessária, diminuindo o impacto dos 10 GW, de forma a restabelecer [o fornecimento de energia] de forma programada. Foi isso o que aconteceu. Tudo dentro da normalidade do restabelecimento”, complementou Silveira.

Combustíveis fósseis: Marina diz que ações devem superar negociações

As chamadas adicionalidades, que são decisões sobre temas que não estão na pauta de negociação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) ganharam destaque nos debates da Pré-COP, em Brasília, nesta terça-feira (14). A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que a ferramenta é decisória para encaminhar ações globais acerca do abandono do uso de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás.

De acordo com a ministra é preciso agregar ambição e inovação para chegar a decisões como a que houve na COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, quando foi integrado o artigo 28 do Balanço Global (GST, na sigla em inglês), que define o afastamento dos combustíveis fósseis.

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“O mundo adotou, pela primeira vez, uma decisão que trata explicitamente da transição para o abandono dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, de forma justa, ordenada e equitativa, com o objetivo de acelerar ações até 2050”, reforçou Marina ao abrir a sessão sobre Balanço Global: Transição Energética e Fórum de Combustíveis Sustentáveis.

Na época, o tema não integrava a pauta oficial de negociação prevista para a conferência global, da mesma forma que também não está entre os 140 itens a serem negociados em novembro, na cidade de Belém, onde ocorrerá a COP30.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa da Pré-COP30 em Brasília – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Até a COP28, decisões anteriores evitavam mencionar direta e claramente essa necessidade”, disse a ministra.

Para ela, a saída para não deixar o tema estagnado está nas adicionalidades que gerarão novas ações globais pela necessidade de urgência.

“Precisamos de esforços que considerem capacidades distintas, tempos de transição diferentes e as diversas realidades de pessoas e países”, afirmou.

O ponto de partida apontado pela ministra é a transferência dos subsídios dados ao setor dos fósseis às iniciativas de geração de energia limpa.

“Hoje, esses subsídios variam de US$ 1,5 trilhão a US$ 7 trilhões, a depender da metodologia. Em contraste, os subsídios e investimentos em energias renováveis são muito menores: cerca de US$ 170 bilhões nos países do G20, ou US$ 500 bilhões se incluirmos o investimento privado”, afirma.

O exemplo do Brasil sobre a decisão de zerar o desmatamento ilegal até 2030 e o caminho que tem trilhado para alcançar essa meta foram usados como exemplos pela ministra, a ser adotado pelos países em relação ao desafio dos fósseis.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa de plenária no segundo dia da Pré-Cop30 – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Não seria essa uma experiência a ser considerada com vistas à implementação do GST? Onde cada país, orientado por critérios globalmente consensuados, a exemplo das NDC, e de acordo com suas particularidades, circunstâncias e capacidades nacionais, planejariam seus mapas do caminho para longe dos combustíveis fósseis e do desmatamento?”, sugere Marina.

De acordo com a ministra, esse é um dos desafios que o regime climático espera superar em Belém dentro de pouco menos de um mês.

Haddad diz que cortar benefícios tributários é combater privilégios

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira (14) a repercussão negativa da Medida Provisória 1303/2025, que taxou rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas para compensar a revogação do decreto que aumentou do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto precisava ser aprovado até a quarta-feira (8) última para não perder a eficácia, mas foi retirado da pauta da Câmara dos Deputados e, com isso, caducou.

“É muito curioso que setores muito conservadores da nossa sociedade equivocadamente tratam o corte de gastos tributários como aumento de tributo e não como o fim de um privilégio. É curioso isso. Você cortar um gasto tributário no Brasil é encarado pela imprensa como um todo não como o fim de um privilégio que foi dado momentaneamente, mas como aumento de imposto. Não poderia haver equívoco maior do que isso”, disse.

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“Vez ou outra, olho notícias do tipo ‘Vão tributar as bets’. Eu tenho até dificuldade de compreender a frase. Porque toda atividade econômica é tributada. Toda! Todos vocês, todos os empresários, todo mundo contribui com a sua justa parte para o orçamento público. Aí o ônus recai ao poder público, que quer corrigir uma distorção. Vão tributar as bets? Sim. Porque todos nós pagamos tributos. E, quando alguém escapa, isso faz recair sobre toda a sociedade o que está sendo desonerado de um determinado setor”, afirmou.

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), Haddad avaliou que programas de renúncia fiscal “não podem ser eternos, a não ser em casos muitos específicos”. 

“Vou dar um exemplo típico. As santas casas, que sabemos que são entidades filantrópicas que não pagam determinados tributos, isso está na Constituição. O constituinte colocou lá na Constituição porque sabia da necessidade para o SUS [Sistema Único de Saúde] do complemento dessas entidades”, explicou, acrescentando, porém, que “não há nada mais pernicioso do que tratar isso [cobrança de tributos de bets] como aumento de tributo”. 

“Isso [cobrar das bets] não é aumento de tributo. Estamos protegendo a sociedade de grupos de interesse privilegiados que querem tornar perene, querem perenizar aquilo que foi feito conjunturalmente por uma determinada situação. Esse projeto [MP] tem esse mérito. É um projeto que ataca a desigualdade. É isso que ele visa. Ele começa a corrigir a desigualdade produzida pelo próprio Estado”.

PGR pede condenação de réus do Núcleo 4 da trama golpista

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (14) a condenação dos sete réus do Núcleo 4 da trama golpista que tentou manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota eleitoral. 

Por quase 1 hora, Gonet discorreu sobre a denúncia e afirmou que os acusados desse grupo promoveram uma “guerra informacional” com o objetivo de preparar o terreno para o golpe de Estado. 

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“Foram os integrantes deste núcleo, agora em julgamento, que se dedicaram a fabricar e a disseminar narrativas falseadas, no intuito de incutir na população a convicção de que a estrutura democrática estava se voltando, sordidamente, contra o povo”, resumiu Gonet. 

De acordo com Gonet, “tal guerra” teria sido travada a partir de dentro do governo. O PGR disse ainda ter apresentado provas sobre a existência da chamada “Abin paralela”, que teria se valido da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar opositores políticos. 

O objetivo, segundo Gonet, seria também fornecer material a ser trabalhado por disseminadores de notícias falsas, de início com ataques ao sistema eleitoral e, em seguida, com campanhas difamatórias de autoridades. 

Entre os alvos das campanhas difamatórias, segundo Gonet, estiveram os ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, por terem se recusado a aderir aos planos golpistas. 

O PGR afirmou ainda que em outra frente alguns dos réus produziram um relatório falso, com informações supostamente técnicas, mas inverídicas, a respeito das urnas eletrônicas. 

“Tal relatório foi utilizado para questionar o resultado da corrida presidencial de 2022, em que Bolsonaro saiu derrotado, inflamando a militância bolsonarista”, disse Gonet. 

Réus 

Fazem parte do Núcleo 4: 

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); 
  • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); 
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); 
  • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); 
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); 
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e 
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal). 

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em geral, as defesas afirmaram, em alegações finais por escrito, que a PGR não conseguiu individualizar as condutas de cada réu nem apresentou provas cabais dos crimes, sendo o processo composto apenas por indícios e suposições, numa narrativa genérica. 

Sessão

O julgamento do núcleo 4 teve início na manhã desta terça-feira. Após a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes e a manifestação de Gonet, os advogados apresentam as defesas de seus clientes. 

A sessão de julgamento começou pouco depois das 9h e deverá ter um intervalo de almoço, com o retorno à tarde. A previsão é que apenas as manifestações de acusação e defesa ocorram neste primeiro dia.

Foram reservadas mais três sessões para a finalização do julgamento, a serem realizadas nos dias 15, 21 e 22 deste mês, nas quais os ministros da Primeira Turma devem votar sobre a absolvição ou condenação dos réus. 

O colegiado é formado por Alexandre de Moraes, relator do caso, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Núcleos 

O julgamento do golpe de Estado foi dividido pela PGR, com aval do Supremo, em quatro núcleos, agrupados de acordo com seu papel dentro da organização criminosa. 

Como integrante do Núcleo 1, ou “o crucial”, o ex-presidente Jair Bolsonaro já foi condenado pela Primeira Turma do Supremo como líder da organização criminosa. Outras seis pessoas também foram condenadas.

Além do Núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3. O julgamento do Núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O Núcleo 2 será julgado em dezembro. 

“Os réus propagaram sistematicamente notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizaram ataques virtuais a instituições e também a autoridades que ameaçavam os interesses da organização criminosa”, denuncia o PGR. 

Brasil amarga derrota histórica para o Japão em amistoso em Tóquio

A seleção brasileira masculina de futebol sofreu derrota inédita para o Japão nesta terça-feira (14), em amistoso contra o Japão, em Tóquio, depois da empolgante goleada de 5 x 0 sobre a Coreia do Sul na última sexta (10).

Após começar na frente no lotado Estádio Ajinomoto, com 2 a 0 na etapa inicial – com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli – a seleção levou a virada no segundo tempo em apenas 20 minutos, com gols de Minamino, Nakamura e Ueda.A partida faz parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026, no Canadá, Estados Unidos e México.

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Até então elogiado pelo técnico Carlo Ancelotti, o sistema defensivo brasileiro sofreu dois gols pela primeira vez nos últimos cinco jogos – apenas contra a Bolívia a Amarelinha perdera por 1 a 0 nas Eliminatórias. Os próximos amistosos do Brasil serão contra Senegal e Tunísia, na Europa, na próxima data Fifa em novembro.

Jogo

A Seleção Brasileira precisou de paciência na primeira etapa diante da marcação japonesa bem montada com cinco homens na defesa. A primeira boa chance de gol foi dos adversários, aos 21 minutos: pela direita o camisa 10 se livrou da marcação de Carlos Augusto e tocou para Ueda, que dentro da área, desviou para o gol, mas a bola passou por fora, rente à trave.

Quatro minutos depois do susto, a Amarelinha abriu o placar com o lateral Paulo Henrique que chutou certeiro na saída do goleiro, após passe de primeira de Bruno Guimarães. A partir daí, o Brasil passou a controlar a partida. Aos 31 minutos, Lucas Paquetá de fora da área levantou de cavadinha para Gabriel Martinelli estufar da rede de canhota.

Após o intervalo, o Brasil diminuiu o ritmo e pagou caro: levou três gols nos primeiros 25 minutos. O primeiro deles, aos seis minutos de jogo, após erro individual de Fabrício Bruno na saída de bola, Minamino aproveitou e chutou forte para o fundo da rede.

O empate asiático saiu dez minutos depois: Ito cruzou certeiro na segunda trave e Nakamura chutou forte. Fabrício Bruno ainda tentou cortar, mas a bola acabou entrando sem chance para o goleiro Hugo Souza.

Após o empate, o técnico Carlo Ancelotti fez as primeiras substituições: colocou Rodrygo no ataque no lugar de Vinícius Júnior e o volante Joelinton substituiu Bruno Guimarães. Apesar das mudanças, o Japão seguiu dominando, e virou o placar aos 25 minutos: Ueda cabeceou sozinho, após cobrança de escanteio de Ito.

Atrás no placar, Ancelotti fez mais três substituições: no ataque tirou Luiz Henrique e colocou Estevão, na lateral esquerda entrou Caio Henrique no lugar de Carlos Augusto, e Richarlison assumiu o meio-campo até então com Paquetá.

Mesmo assim, os japoneses seguiram no ataque e por pouco não ampliaram aos 41 minutos, após chute de fora da área de Tanaka, mas Hugo Souza espalmou para fora, cedendo escanteio.

No último suspiro, a seleção quase chegou ao empate aos 45 minutos, com linda bola levantada por Estêvão para Richarlison na pequena área, mas o camisa 9 desviou de cabeça por cima do gol. Final: Japão 3 x 2 Brasil.

Rio investiga cinco casos suspeitos de intoxicação por metanol

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ) informou que subiu para cinco o número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado. Os casos em investigação são dois na cidade de São Pedro da Aldeia, além de Cabo Frio, Niterói e São João de Meriti, cada uma com um caso suspeito. De um total de 18 casos investigados, 13 foram descartados.

De acordo com a secretaria, o Rio de Janeiro registrou, há pouco mais de uma semana, a primeira suspeita de intoxicação por metanol, mas não há casos confirmados da doença no estado.

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Com a finalidade de orientar a população, a secretaria vem respondendo as dúvidas mais comuns sobre os cuidados necessários ao ingerir bebida alcoólica.

“O ideal é reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas, até que haja o rastreio das adulterações. Ainda assim, se houver consumo, deve ser com atenção a possíveis sinais de falsificação. E em qualquer sinal de gravidade, a recomendação é buscar atendimento médico o mais rápido possível”.

“Seguimos acompanhando os casos suspeitos e tomando as medidas necessárias para atender os pacientes, diz a secretária estadual de Saúde, Claudia Mello.  “Apesar de termos um sinal de alerta ligado, o cenário ainda é favorável no estado. Nossos médicos estão preparados para atender possíveis intoxicações, mas é importante se informar e aumentar a cautela ao beber”.

Risco

O metanol é um solvente, utilizado em produtos industriais. Ele não é feito para o consumo humano. Quando ingerido, o corpo o transforma em substâncias ainda mais tóxicas, que podem causar danos muito graves , como a cegueira e até a morte.

Adulterações

Qualquer bebida de origem duvidosa ou que não siga as normas de rotulagem e segurança deve ser evitada. A recomendação é consumir apenas produtos devidamente regularizados. Portanto, se consumir, que seja num estabelecimento de confiança, e atenção ao preço. Falsificações tendem a ser mais baratas e além disso podem ter sinais, como impurezas ou corpos estranhos no líquido.

Licores ou misturas caseiras devem ser evitados. São bebidas produzidas sem controle de destilação e podem ter presença residual de metanol.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;

CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);

Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.

Arte/Agência Brasil

Incêndio em subestação provoca apagão na madrugada em todas as regiões

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que à 0h32 desta terça-feira (14) uma ocorrência no Sistema Interligado Nacional (SIN) provocou a interrupção de cerca de 10.000 megawatts (MW) de carga, afetando os quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte. 

Em nota, o ONS detalhou que a ocorrência teve início com um incêndio em um reator na Subestação de Bateias, no Paraná, desligando toda a subestação de 500 kilovolts (kV) e ocasionando a abertura da interligação entre as duas regiões. “No momento, a Região Sul exportava cerca de 5.000 MW para o Sudeste/Centro-Oeste”.

Ainda de acordo com o comunicado, na Região Sul, houve perda de aproximadamente 1.600 MW de carga. No Nordeste, a interrupção foi da ordem de 1.900 MW; no Norte, de 1.600 MW; e no Sudeste, de 4.800 MW.

“Assim que identificou a situação, o ONS iniciou ação conjunta com os agentes para restabelecer a energia nas regiões.”

“O retorno dos equipamentos e a recomposição das cargas se deu de maneira segura, logo nos primeiros minutos, sendo que, em até uma hora e meia, todas as cargas das regiões Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste foram restabelecidas. As cargas da Região Sul foram recompostas totalmente por volta de duas horas e meia após a ocorrência.”

Segundo o ONS, uma reunião com os principais agentes envolvidos na ocorrência está programada para hoje. Um outro encontro, definido como reunião preliminar de Análise da Perturbação, está previsto para ocorrer até a próxima sexta-feira (17).

Sábado é Dia D da Campanha Nacional de Vacinação

O Ministério da Saúde promove no próximo sábado (18) o Dia D de mobilização nacional pela vacinação. Tradição da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o evento celebra a saúde e a cidadania, oferecendo gratuitamente vacinas para crianças e adultos, além de atividades culturais, ações de divulgação científica e iniciativas de promoção da saúde. O slogan deste ano é Vacina é vida.

O evento integra as comemorações dos 125 anos da instituição, reafirmando o compromisso com a ciência e a vida.

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“Na Fiocruz, produzimos vacina, acreditamos na vacina e celebramos a vacina. Há 125 anos trabalhamos em prol da saúde e da vida das pessoas”, reforça o presidente da Fundação, Mario Moreira.

No Rio de Janeiro, o Fiocruz pra Você 2025 ocorrerá no campus de Manguinhos, das 8h às 17h, com entrada gratuita e classificação livre. Serão oferecidas vacinas para diferentes faixas etárias. Os responsáveis devem levar a caderneta de vacinação da criança e do adolescente. As crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias poderão tomar as vacinas Inativada Poliomielite (VIP), Pentavalente e Pneumocócica 10. Adultos também poderão apresentar documento oficial com foto para se imunizar contra a covid-19 e influenza.

Além da imunização, o público encontrará uma programação repleta de atrações culturais, espaços de lazer e oficinas interativas, voltadas à divulgação científica e à promoção da saúde.

“Se você mora no Rio, venha celebrar com a gente. Especialmente, se você mora no entorno, nas proximidades, é nosso convidado especial. É um dia de vacina, de cultura, de brincadeiras, de diversão, mas também de muita conscientização”, convida Mario Moreira.

A programação será ampla e diversificada, com atividades para todas as idades — crianças, jovens, adultos e idosos. Haverá atividades de norte a sul do país, nas cidades de Manaus, Porto Velho, Brasília, Eusébio (CE), Teresina, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ribeirão Preto (SP) e Curitiba, que sediam unidades da Fiocruz.

Criado em 1994, o Fiocruz pra Você nasceu como uma ação de promoção da cidadania e enfrentamento da violência nas comunidades próximas à fundação. Desde então, o evento se consolidou como um marco anual de integração entre a ciência e a sociedade, reafirmando os valores da instituição: promover saúde, desenvolvimento social e conhecimento científico a serviço da vida.

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 33 milhões

As seis dezenas do concurso 2.927 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 33 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Artista plástico Nuno Ramos é o entrevistado de hoje no DR com Demori

O artista plástico Nuno Ramos é o convidado desta terça-feira (14) do programa DR com Demori. Na conversa, o pintor comenta os desafios do processo de criação e divulgação da arte contemporânea no Brasil, principalmente diante da popularização das redes sociais e da inteligência artificial. A atração vai ao ar às 23h na TV Brasil.

Com obras relevantes ao longo de sua trajetória, Nuno Ramos se aventura artisticamente por diversas áreas, como escultura, pintura, performance, vídeo e literatura. As contradições da sociedade brasileira são a principal matéria-prima de seus trabalhos provocativos.

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No DR com Demori, o artista reflete sobre como o papel da arte tem se transformado com o passar das décadas.

“Mudou muito, embora continue com força. Mas quem tem público é quem vai para a TV ou para o cinema. E uma parte da música, né? No meu caso, as vezes que tive foram em momentos mais de arte pública”, afirma.

Para Nuno Ramos, não é necessariamente o volume que resulta em influência de um projeto. “Eventualmente, essa sua arte sem público pode impactar pelo menos uma pessoa que, posteriormente, pode impactar milhões de modo indireto”, diz.

Nesse sentido, o artista aponta a internet, principalmente as redes sociais, como um dos fatores da desvalorização do tema.

“Os circuitos digitais, hoje em dia, estão na mão dessas big techs. Isso produz um efeito contrário na arte. Quase vira uma arte de autoencomenda, porque você também tem que pensar na plataforma na hora de criar”, acrescenta..

Após a exibição na TV Brasil, o DR com Demori fica disponível, na íntegra, no Youtube e no aplicativo da TV Brasil Play. O programa é transmitido em áudio, simultaneamente, na Rádio MEC, e as entrevistas ficam disponíveis em formato de podcast no Spotify.

Sobre o programa

O programa Dando a Real com Leandro Demori, ou simplesmente DR com Demori, traz personalidades para um bate-papo direto e aprofundado na tela da TV Brasil.

Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes; a deputada federal Erika Hilton; o ex-ministro José Dirceu, o ator Caio Blat, a cantora Zélia Duncan e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.

Ao vivo e on demand                                                                 

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Cabo Verde garante vaga inédita na Copa do Mundo

A seleção de Cabo Verde conquistou pela primeira vez na história a classificação para uma edição da Copa do Mundo de futebol masculino. A vaga foi garantida nesta segunda-feira (13), quando os Tubarões Azuis superaram a equipe de Essuatíni pelo placar de 3 a 0 atuando no Estádio Nacional de Cabo Verde, em Praia.

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Com este triunfo, que foi construído com gols de Dailon Livramento, Willy Semedo e Stopira, a equipe cabo-verdiana fechou as Eliminatórias Africanas para a Copa do Mundo de 2026 (que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá) como líder do D com o total de 23 pontos.

Nesta campanha, os Tubarões Azuis deixaram para trás, inclusive, a experiente equipe de Camarões (que ficou na segunda posição do Grupo D das Eliminatórias Africanas com 19 pontos), a seleção africana com o maior número de participações em Mundiais de seleções masculinas.

País tem 32 casos confirmados de intoxicação por metanol

O Ministério da Saúde divulgou, nesta segunda-feira (13), que o país contabiliza 32 casos de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas (três a mais do que na última sexta). Ao todo, outros 181 casos seguem em investigação. Pelo menos 320 suspeitas foram descartadas.

As ocorrências confirmadas foram em São Paulo (28), no Paraná (três) e no Rio Grande do Sul (uma). As suspeitas seguem em diminuição. Eram 217 no último balanço.

Suspeitas em todas as regiões

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As 181 notificações em investigação estão em São Paulo (100), em Pernambuco (43), no Espírito Santo (nove), no Rio Grande do Sul (seis), no Rio de Janeiro (cinco), em Mato Grosso do Sul (quatro), no Piauí (quatro), em Goiás (três), no Maranhão (duas), em Alagoas (duas), em Minas Gerais (uma), no Paraná (uma) e em Rondônia (uma).

Não houve novas confirmações de mortes causadas pelo metanol. O balanço indica cinco óbitos. Nove ocorrências seguem em investigação (três a menos do que no último levantamento). As suspeitas estão em São Paulo (três), em Pernambuco (três), em Mato Grosso do Sul (uma), em Minas Gerais (uma) e no Ceará (uma).

 

Arte/Agência Brasil

Chuvas e ventos causam estragos em diversos municípios paulistas

A frente fria que chegou ao estado de São Paulo trouxe instabilidades, fortes chuvas e rajadas de vento que provocaram danos em municípios paulistas nesta segunda-feira (13).

Segundo balanço divulgado no início da noite pela Defesa Civil, alguns municípios, como Araçatuba e São José do Rio Preto chegaram a registrar ventos acima de 60 quilômetros por hora (km/h). Não há registros de feridos.

Na capital paulista, por exemplo, os ventos chegaram a alcançar 54,8 km/h na região norte e 51,9 km/h na região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul.

Os dados são do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura paulistana.

Esses fortes ventos, informou a Defesa Civil, provocaram quedas de árvores tanto na capital paulista quanto em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.

Em Embaúba, cidade localizada na região noroeste do estado de São Paulo, também foram registradas quedas de árvores.

Em Bauru, o grande volume de chuva provocou alagamentos na região central e também no bairro Vila São Francisco. Na Rua Alfredo Maia, o entupimento do sistema de drenagem causou o acúmulo de água e dois veículos ficaram encalhados ao tentar atravessar o local.

Já na Rua Benevenuto Tiritan, o sistema de drenagem não suportou o volume da chuva e a via precisou ser interditada temporariamente até o escoamento total da água. Também houve registro de alagamento na Avenida das Nações Unidas.

Já em Birigui, o transbordamento de um rio nas imediações do Lago da Raquete, no Parque do Povo, provocou pontos de alagamento nas vias próximas.

Em São José do Rio Preto, a chuva acompanhada de fortes rajadas de vento causou quedas de árvores e danos estruturais. Pela Rua Marechal Deodoro da Fonseca, na região central da cidade, a janela de uma sala comercial se desprendeu e caiu sobre a rua, levando à interdição do local.

Na Rua Sérgio Gárcia, no bairro São Miguel Arcanjo, uma árvore tombou sobre um veículo estacionado. Também foram registradas quedas de outras oito árvores sobre vias e uma sobre um poste de energia.

 

Dólar cai para R$ 5,46 com alívio nas tensões entre EUA e China

O arrefecimento das tensões entre os Estados Unidos e a China permitiu um dia de recuperação no mercado financeiro. O dólar caiu quase 1%, após encerrar a semana passada em R$ 5,50. A bolsa de valores subiu, depois de duas quedas seguidas, e retomou os 141 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (13) vendido a R$ 5,462, com queda de R$ 0,041 (-0,75%). A cotação operou em queda durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 15h, chegou a R$ 5,44.

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Apesar da queda desta segunda, a moeda estadunidense sobe 2,61% em outubro. Em 2025, a divisa cai 11,62%. O euro comercial teve forte queda, recuando 1,14% e fechando em R$ 6,31.

O mercado de ações teve um dia de alívio. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 141.783,36 pontos, com alta de 0,78%. Os destaques foram ações de siderurgia, de petroleiras e de mineradoras, setores que exportam bastante para a China.

A recuperação veio na esteira de declarações conciliatórias do presidente estadunidense, Donald Trump. Durante o fim de semana, Trump sinalizou a intenção de reduzir atritos comerciais com a China, revertendo a ameaça de tarifas de 100% sobre produtos chineses, inicialmente anunciada na sexta-feira (10).

Em entrevista ao canal Fox News, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reforçou o otimismo ao confirmar a reabertura do diálogo entre as autoridades dos dois países.

No mercado de câmbio, o real foi a segunda moeda emergente que mais se valorizou na segunda, perdendo apenas para o rand sul-africano. A atuação do Banco Central, que vendeu US$ 5 bilhões em leilão para rolagem de vencimentos de contratos futuros de câmbio, ajudou a conter a volatilidade.

Ancelotti diz que seleção brasileira ainda está aberta a experiências

Um dia antes da partida contra o Japão, o técnico italiano Carlo Ancelotti afirmou, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (13), que os jogadores da seleção brasileira devem atuar considerando que a equipe ainda está em um momento de experimentação para a Copa do Mundo de 2026, inclusive de sistemas de jogo.

“Os jogadores que estão aqui estão com motivação e têm que pensar que podem jogar. Um pouco de concorrência no time é bom para a motivação de cada jogador. Ter um time bem definido para a Copa do Mundo [é bom], isso é óbvio, mas acho que nesse momento avaliar como trabalham diferentes sistemas é uma boa solução”, declarou o comandante do Brasil, que enfrenta o Japão a partir das 7h30 (horário de Brasília) da próxima terça-feira (14) no Estádio de Tóquio.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Seguindo essa ideia, o técnico italiano deve mandar a campo uma equipe muito diferente daquela que goleou a Coreia do Sul por 5 a 0 na última sexta-feira (10). Sai o esquema 4-2-4 e entra o 4-3-3 com a seguinte formação inicial: Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli.

Mais uma vez, Ancelotti deixou claro que pretende fazer da seleção brasileira não apenas uma equipe que se destaque pelos lances de beleza plástica, mas também que seja marcada pelo empenho e comprometimento dos jogadores.

“A seleção brasileira quer jogar um futebol bonito, e eu creio que pode jogar um futebol bonito sim. Mas é preciso ter em conta o que se entende por um futebol bonito. O futebol bonito é, obviamente, a qualidade individual que todo jogador do Brasil tem. Mas o compromisso coletivo também é jogo bonito. Jogo bonito não é apenas com bola. Jogo bonito também é sem a bola, porque é um aspecto muito importante do jogo”, concluiu.

Brasil reafirma urgência de financiamento para ações climáticas

No primeiro de dois dias de debates da Pré-COP, evento preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá daqui a um mês, em Belém, a delegação brasileira pautou a urgência de recursos financeiros para que se possa atingir as metas de mitigação, adaptação e transição socioeconômica justa para o planeta diante do aquecimento global.

A Pré-COP segue até esta terça-feira (14), em Brasília, com a participação de negociadores de 67 países, entre diplomatas, ministros e outros funcionários de governos nacionais.

“Durante décadas, extraímos da natureza os recursos que moveram o desenvolvimento econômico. Agora, é hora de inverter essa lógica: redirecionar recursos humanos, financeiros e tecnológicos para preservar, restaurar e usar, de forma sustentável, os recursos naturais que ainda temos. Precisamos mudar antes de sermos mudados pela emergência climática”, afirmou a ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, ao abrir o segmento sobre Natureza e Clima da Pré-COP, na tarde desta segunda-feira (13).

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Marina Silva destacou a necessidade estimada de US$ 280 bilhões por ano apenas para proteger as florestas, quatro vezes mais do que o que está disponível atualmente. Outros US$ 16 bilhões ao ano são necessários, segundo ela, para a conservação dos oceanos.

Na cerimônia de abertura da Pré-COP, pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que lidera o Círculo dos Ministros das Finanças, também destacou os debates acerca da ampliação do financiamento climático nos países em desenvolvimento como sendo uma das prioridades desta COP, especialmente em torno do chamado Mapa do Caminho de Baku a Belém. Uma iniciativa política para atingir US$ 1,3 trilhão em recursos por ano até 2035.

Reforma de bancos multilaterais, maior fluxo de investimentos a quem precisa e mobilização do setor privado estão entre os assuntos das conversas.

Reforço do multilateralismo

Durante a mesa redonda ministerial, que reúne os representantes dos países e não é aberta ao público, a convergência em torno da necessidade de soluções multilaterais, especialmente no tema da adaptação, foi reforçada, segundo o relato do presidente designado da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago.

“Eu acho que deu para sentir um alinhamento grande com o desejo do fortalecimento do multilateralismo, isso não há a menor dúvida. O tema da adaptação foi muito enfatizado. Super enfatizado. Adaptação de país rico a pequenas ilhas, país médio, adaptação [foi] consenso geral”, afirmou em entrevista a jornalistas.

Até o momento, 62 países de 195 apresentaram formalmente suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), representando apenas 31% das emissões globais.

Grandes regiões poluidoras da atmosfera, como União Europeia e Índia, com delegações presentes na Pré-COP, ainda não renovaram esses compromissos, que são justamente aqueles pactuados desde o Acordo de Paris, há 10 anos, para assegurar que a temperatura do planeta não exceda 1,5ºC até o fim do século.  

“É essencial que as conversas na Pré-COP incentivem maior ambição, compromissos climáticos adequados e, acima de tudo, o financiamento necessário para possibilitar avanços reais”, apontou Gustavo Souza, diretor sênior de Políticas Públicas e Incentivos da Conservação Internacional (CI-Brasil).

Pressão social

A pressão vinda da sociedade civil também se fez notar na Pré-COP em Brasília. Representantes de cerca de 40 organizações da sociedade civil, de diferentes regiões do planeta, entregaram uma acarta à Presidência da COP30 com apelo para a disponibilização de US$ 86 bilhões por ano até 2030 em ações de adaptação, voltadas especialmente às comunidades mais vulneráveis e suscetíveis aos efeitos das mudanças no clima.

“A COP30 chega em um momento histórico de convergência: a ciência, os países vulneráveis e a sociedade civil estão dizendo a mesma coisa, é hora de agir pela adaptação com a mesma ambição dedicada à mitigação”, afirmou Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa – uma das organizações signatárias da carta.

“Embora Belém já avance no tema, com a conclusão dos indicadores do Objetivo Global de Adaptação, a implementação de ações de adaptação depende de financiamento previsível. Colocar a adaptação no coração das negociações poderá tornar a COP30 um divisor de águas no enfrentamento da crise climática”, reforçou Natalie.

Outro ponto que pode emergir das negociações que seguirão até Belém, também a partir de pressão da sociedade civil, refere-se à demanda pelo estabelecimento de espaços formais, dentro e fora da COP, para viabilizar caminhos da chamada “Transição Justa”, que garanta futuro digno para comunidades que vão precisar transformar seus modos de vida.

A iniciativa, que está sendo chamada de Mecanismo de Ação de Belém (BAM, na sigla em inglês), é impulsionada pela Climate Action Network (CAN), uma rede global de mais de 1,9 mil organizações da sociedade civil em mais de 130 países, que trabalham juntas para combater a crise climática.

“A CAN, sindicatos, grupos feministas, campanha de justiça climática e grupos de jovens começaram a empurrar uma vez mais a ideia de que os diálogos não são suficientes para implementar uma transição justa real. A gente entende que é preciso constituir essa entidade estável”, afirma Anabella Rosemberg, especialista em justiça social das políticas ambientais na CAN.

A ideia de um mecanismo multilateral para acelerar e apoiar os esforços nacionais de transição, facilitando financiamento e apoio técnico, seria um amadurecimento do Programa de Trabalho para uma Transição Justa (JTWP), criado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) implantada ainda na COP28, em Dubai.

Além da institucionalização deste mecanismo na COP, as organizações defendem a uniformização conceitual sobre o que é Transição Justa, que abrange não apenas a questão energética, mas todos os efeitos sociais e econômicos que a transformação climática está acarretando.

No DF, indígenas pedem demarcações e combate às mudanças climáticas

A artesã Luana Kaingang, de 34 anos, utiliza no corpo peças produzidas por pessoas da sua comunidade, em um território demarcado em Porto Alegre (RS). O problema é que as mudanças climáticas têm abalado a renda de seu povo

“A criciúma, a taquara e o komag não crescem como antes”, conta.

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São com essas plantas que é produzido o artesanato na comunidade de 58 famílias. “Passamos por períodos de longa estiagem e de temporais. Isso prejudica muito nossa terra”, lamentou. 

Enfrentar as mudanças do clima é ainda mais difícil quando não há sequer segurança no lugar em que se vive. Ela estava entre os cerca de 200 representantes de povos indígenas de todo o país que realizaram um evento nesta segunda-feira (13), em Brasília, pedindo a regularização de terras.

Eles andaram até o gramado em frente ao Ministério da Justiça, na Esplanada dos Ministérios, e fizeram falas de reivindicação. 

“Escudo contra desmatamento”

Segundo o diretor-executivo da Apib, Kleber Karipuna, cada terra indígena demarcada é um “escudo” contra o desmatamento.

“A ciência comprova o que já sabemos: terra demarcada é floresta em pé e viva. Só nossos territórios na Amazônia geram 80% das chuvas que regam o agronegócio no Brasil”. 

O ato, promovido pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) com apoio da Avaaz, integra a programação da Pré-COP Indígena, que acontece em Brasília, também na terça-feira (14), em paralelo à Pré-COP dos Estados;

Segundo a Apib, a demarcação de 104 Terras Indígenas aguarda apenas as etapas finais no Executivo Federal. 

Brasília (DF), 13/10/2025 – Passeata indígena em defesa da demarcação de terras. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

Proteção

Ele exemplificou que, apenas na Amazônia, entre 2001 e 2021, esses territórios absorveram cerca de 340 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera, o equivalente às emissões anuais de combustíveis fósseis do Reino Unido. 

Um argumento importante que mostra o papel desses defensores da natureza é que as Terras Indígenas já demarcadas da Amazônia apresentam índice de desmatamento baixíssimo, tendo perdido historicamente apenas 1,74% de sua vegetação original.

O ato fez parte da campanha “A Resposta Somos Nós”, da Apib. Inclusive, a entidade lançou neste ano a NDC Indígena (Contribuições Nacionalmente Determinadas), construída pelos próprios povos, que propõe incluir a proteção de territórios, saberes e modos de vida como parte das metas oficiais do Brasil no Acordo de Paris.

Modo de vida

No caso de Luana Kaingang, do Rio Grande do Sul, a demarcação viabiliza o modo de vida da agroecologia e de proteção das matas nativas.

“Na nossa região, a nossa principal reivindicação é para manter o parque e não criar prédios, condomínios, com a especulação imobiliária”.

Também da Região Sul e do povo Kaingang, a artesã Kauane Félix, de 24 anos, tinha nos braços o filho de dois anos de idade, agasalhado por uma bandeira do Brasil. Ela vive em comunidade rural na cidade de Novas Laranjeiras. Segundo ela, o desmatamento nas redondezas, promovido por  invasores têm sido um problema para o seu povo. 

Brasília – 13/10/2025 – Kauane Félix fala do impacto do desmatamento em sua comunidade – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Com mais araucárias nativas derrubadas, mais vulnerável fica o seu povo. “Está impactando nossa alimentação. Impacto no milho, feijão, mandioca e também nas frutas nativas, como a pitanga”. O lugar não é igual como era na sua infância. “Quando eu era criança, era muito frio. Hoje, na mesma época, está calor”.

Ela se orgulha que a comunidade tem conseguido trabalho de reflorestamento com apoio da Polícia Rodoviária Federal, que tem lançado sementes por helicóptero. 

Tensão na fronteira

Também presente no ato, a indígena Sally Nhandeva (foto em destaque), de 21 anos, que mora em Japurã, fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, disse que há desafios no dia a dia. Um dos problemas reais que eles passam é, segundo ela, as ameaças de fazendeiros brasileiros e também paraguaios. 

“Queremos viver sem os agrotóxicos dos vizinhos. E proteger a nossa floresta. Eles entram na nossa comunidade querendo nos despejar”. O que tem protegido o seu povo é que a demarcação já chegou para eles. 

Mesmo diante das dificuldades, ela, que tem um filho, não pensa em deixar a comunidade. “Se a gente fugir, quem vai lutar por nós?”, questiona.

Mariana D’Andrea conquista prata no Mundial de Halterofilismo

A brasileira Mariana D’Andrea garantiu a primeira medalha do Brasil no Mundial de Halterofilismo paralímpico que está sendo disputado no Cairo (Egito). Com a marca de 141 quilos, a paulista levou uma prata na categoria até 73 quilos nesta segunda-feira (13).

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A medalha de ouro nesta disputa ficou com a chinesa Tan Yujiao, que levantou 146 quilos, enquanto a nigeriana Ani Chiamaka garantiu o bronze, com a marca de 140 quilos.

“Saio daqui com a consciência tranquila. Dei o meu melhor. A gente queria muito essa medalha de ouro, treinamos muito para isso. Mas agora isso serve de motivação para eu treinar ainda mais daqui para frente”, declarou Mariana D’Andrea.