CCBB promove neste fim de semana 1º Arraiá no centro do Rio

Com entrada gratuita, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ) promove neste fim de semana seu primeiro arraial junino. O Arraiá do CCBB será no foyer e na rotunda da instituição, situado na Rua Primeiro de Março, 66, região central da cidade. A produção é do Festival CasaBloco.

“Aquela rotunda vai virar um grande salão de baile, um arrasta-pé mesmo. Vai ser bem animado”, disse à Agência Brasil a curadora do evento, Rita Fernandes. Haverá atividades para todas as idades, que se estenderão das 10h às 18h30, nos dois dias. Não é necessário retirar ingresso.

Notícias relacionadas:

A programação foi idealizada para representar todos os elementos das festas juninas. Por isso, não vão faltar desde barraquinhas de comidas típicas a quadrilhas, músicas e trios de forró pé-de-serra. Rita decidiu incluir ainda o carimbó, que representa o Norte do país, e fez outra leitura das festas de São João, aliando-as ao forró nordestino.

A cenografia é uma atração à parte, inspirada na obra do artesão cearense Espedito Seleiro, uma referência internacional na arte em couro, e também na literatura de cordel. Após entrarem pela porta principal do CCBB RJ, os visitantes passarão por um corredor de sabores, formado por barraquinhas com comidas como pamonha, maçãs do amor, canjica, arroz doce, caldos e outros pratos típicos das regiões Nordeste e Norte.

Na barraca de artesanato, os destaques são os chapéus e estandartes. À disposição dos visitantes haverá ainda um painel para tirar fotos, “para ligar um pouco toda essa tradição do São João nordestino”.

Valorização

Segundo Rita Fernandes, a ideia é valorizar muito a cultura tradicional popular do Brasil. “Dar visibilidade e valorizar todas as linguagens que dialogam no São João”, reforçou. No Arraiá do CCBB, só não serão gratuitas os produtos expostos nas barracas, porque são fonte de renda para as pessoas. “São famílias de artistas que trabalham com artesanato em feiras. A gente oferece àquele artesão ou pequeno empreendedor a oportunidade de comercializar seu produto.”

Entre as atrações artísticas, destacam-se o Forró da Taylor, Silvan Galvão & Carimbloco, Cassiano Beija-Flor, Caraforró e as quadrilhas Gonzagão do Pavilhão e Geração de Ouro.

 

Forró da Taylor, que promete animar o sábado e o domingo no 1º Arraiá do CCBB Rio – Victor Miraglia/Divulgação

 

A gerente-geral do CCBB RJ, Sueli Voltarelli, disse que as festas juninas marcam não apenas o calendário cultural do Rio de Janeiro, mas também o de várias outras cidades brasileiras. Por isso, é importante garantir a visibilidade das expressões culturais populares das mais diversas origens, afirmou Sueli. “E o CCBB está sempre de portas abertas para receber todos os públicos, movimentando a região central da cidade e oferecendo uma programação completa para o carioca aproveitar essa época do ano tão animada.”

A curadora Rita Fernandes salientou ainda a preocupação dos organizadores do evento com a sustentabilidade. Por isso, todos os produtos usados serão biodegradáveis. “Estamos com uma campanha para que cada visitante traga de casa seu copo descartável”.

O DJ Cyro, veterano da cena musical brasileira, com mais de 25 anos de carreira, fez pesquisa sobre vários ritmos de festas juninas para apresentar aos visitantes. Vai ter forró, xaxado e carimbó. “O mais legal é que é um evento para a família toda. Pode passar o dia, pode visitar o CCBB.”

Rita lembrou que o CCBB Educativo está fazendo um laboratório de gravura para crianças, baseado em cordel, que o público mirim não pode perder e que funcionará das 11h às 17h. As imagens criadas poderão ser levadas para casa.

Brasil estreia sábado no Mundial de basquete em cadeira de rodas

O Campeonato Mundial de basquete em cadeira de rodas começa nesta sexta-feira (9), em Dubai (Emirados Árabes Unidos). O Brasil estará presente com as seleções masculina e feminina. As mulheres estreiam no sábado (10), às 2h45 (horário de Brasília), diante do Canadá. Os homens iniciam a campanha no domingo (11), às 5h, contra os anfitriões. Os jogos terão transmissão ao vivo no canal da Federação Internacional da modalidade (IWBF, sigla em inglês) no YouTube.
“Foram fases de treinamento bem intensas para chegarmos bem na competição. Esperamos trazer um resultado muito bom para o Brasil”, projetou Vileide, ala da seleção brasileira feminina – Ale Cabral/CPB/Direitos Reservados

O torneio masculino reúne 16 seleções, separadas em quatro grupos. Todas estarão presentes nas oitavas de final. Na primeira fase, elas jogam entre si nas chaves (três partidas) para definir os confrontos da etapa eliminatória. Além dos Emirados Árabes, os brasileiros terão Austrália e Itália pela frente no grupo.

Notícias relacionadas:

A competição feminina tem 12 equipes, divididas em duas chaves com seis times. As seleções de mesmo grupo se enfrentam (cinco jogos) e as quatro melhores campanhas se classificam às quartas de final. O Brasil medirá forças com Canadá, Austrália, Espanha, Grã-Bretanha e China. As duas últimas seleções serão as rivais mais difíceis. As britânicas são as atuais vice-campeãs mundiais, enquanto as chinesas foram medalhistas de prata na Paralimpíada de Tóquio (Japão), em 2021.

“Vamos avaliar internamente como o Brasil se comporta diante de seleções tão poderosas. Provavelmente, em um jogo inteiro, a gente não consiga atuar no mesmo nível que elas, mas se formos capazes de igualar o jogo em alguns momentos, isso será um sinal de que o processo está sendo bem feito”, avaliou Martoni Sampaio, técnico da equipe feminina, à Agência Brasil.

As duas seleções disputarão o Mundial pela quarta vez. Os homens querem ir além do nono lugar de Amsterdã (Holanda), em 2006. O técnico Itamar Silva convocou um time repleto de caras novas. Dos 12 atletas, apenas Dwan Santos e Amauri Viana estiveram na edição anterior, em Hamburgo (Alemanha), em 2018.

“Nossa seleção vem trabalhando forte para conseguir experiência e desenvolvimento dos jovens atletas que a compõe. Nosso objetivo é colocar em prática um modelo de trabalho que vem sendo realizado pela equipe de desenvolvimento, pela análise de desempenho e comissão técnica, sob anuência da diretoria executiva, com proposta de renovação”, comentou Itamar, ao site da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).

O armador Serginho está na lista dos convocados da seleção masculina, que estreia às 5h (horário de Brasília) de domingo (11) – Marcello Zambrana/Exemplus/CPB/Direitos Reservados

O time feminino, por sua vez, tem como melhor campanha o décimo lugar na edição de Hamburgo. Ao contrário do masculino, a seleção dirigida por Martoni Sampaio reúne atletas experientes. Sete das 12 convocadas disputaram o Mundial da Alemanha, há cinco anos: Perla Assunção, Silvelane Oliveira, Paola Klokler, Vileide Almeida, Maxcileide Ramos, Cleonete Reis e Oara Uchôa.

“Foram fases de treinamento bem intensas para chegarmos bem na competição. A ansiedade está grande, mas estamos entusiasmadas, pois nos prepararmos bastante. Esperamos trazer um resultado muito bom para o Brasil”, disse Vileide,  a caminho do terceiro Mundial da carreira.

Foco no Parapan

Apesar de ser o principal torneio do basquete em cadeira de rodas depois da Paralimpíada, o Mundial é encarado, pelos brasileiros, como uma “preparação de luxo” para o maior desafio do ano: os Jogos Parapan-Americanos de Santiago, em novembro. Os campeões masculino e feminino da modalidade em solo chileno se asseguram nos Jogos de Paris (França), em 2024. Os medalhistas de prata terão nova chance em uma repescagem internacional, ainda sem data.

“Ter o Mundial tão próximo do Parapan qualifica melhor. Consideramos algo super positivo, que fará com quem cheguemos muito mais bem preparados. Nossa prioridade total é o Parapan. O Mundial será um processo nessa preparação”, afirmou Martoni.

O basquete foi um dos únicos esportes (o outro foi o rugby em cadeira de rodas) que o Brasil não teve representantes na Paralimpíada de Tóquio. No masculino, a seleção ficou sem a vaga ao perder a disputa do bronze no Parapan de Lima (Peru), em 2019, para a Colômbia. As mulheres foram ao pódio na capital peruana, em terceiro lugar, mas apenas as duas primeiras equipes se classificaram aos Jogos.

“A gente ainda está absorvendo. Foi muito ruim ficar fora [de Tóquio], mas buscamos ter isso como parâmetro, como entusiasmo para irmos melhor nas outras competições. Sabemos que é questão de detalhes para, se Deus quiser, chegarmos muito bem no Parapan e conseguirmos essa vaga”, concluiu Vileide.

A modalidade

O basquete em cadeira de rodas é uma das modalidades mais tradicionais do movimento paralímpico, tendo integrado um projeto de reabilitação para veteranos de guerra em Stoke Mandeville (Grã-Bretanha), nos anos 1940, considerado pioneiro no paradesporto, coordenado pelo médico neurologista alemão Ludwig Guttmann. O esporte esteve em todas as edições da Paralimpíada.

Assim como no basquete convencional, a versão paralímpica tem cinco atletas em cada time. A diferença é que, além de, obviamente, utilizarem cadeiras de rodas, eles recebem pontuações conforme a deficiência, que varia de 1.0 a 4.5. A soma dos pontos de quem estiver em quadra não pode superar 14. Quanto menor o número da pontuação, maior o grau do comprometimento físico-motor do jogador.

Durante a partida, o atleta deve quicar a bola, arremessá-la ou passá-la a cada dois toques para movimentar a cadeira. As dimensões da quadra e a altura da cesta são as mesmas do basquete olímpico, assim como o tempo de jogo (quatro períodos de dez minutos).

Programação (Primeira fase)

Seleção feminina

10/06 – 2h45 Brasil x Canadá

11/06 – 7h30 Brasil x Grã-Bretanha

12/06 – 11h45 Brasil x Austrália

13/06 – 11h45 Brasil x China

16/06 – 9h45 – Brasil x Espanha

Seleção masculina

11/06 – 5h Brasil x Emirados Árabes Unidos

13/06 – 5h Brasil x Itália

14/06 – 5h15 Brasil x Austrália

Feira Cultural da Diversidade LGBT+ ocupa Memorial da América Latina

A 22ª edição da Feira Cultural da Diversidade LGBT+ ocorre nesta quinta-feira (8) no Memorial da América Latina, zona oeste da capital paulista. Com o objetivo de promover a economia criativa, a geração de renda e a cultura LGBT+, até as 22h, o público terá acesso a espaços de gastronomia, de arte e shows.

Para esta edição, são esperados cerca de 100 expositores, entre estandes de comerciantes, instituições, patrocinadores e de alimentação. Um dos destaques é a participação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) oferecendo orientação e serviços como retificação de nome, consulta a título eleitoral e emissão de guias.

Notícias relacionadas:

Segundo os organizadores, haverá também mais de 50 atrações artísticas no Palco da Diversidade LGBT+. Todo o evento conta recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência, como intérpretes de libras, audiodescrição e área reservada. A entrada na feira é gratuita e a retirada dos ingressos deve ser feita neste link.

Outros destaques da edição, segundo a organização, são o Planeta Criação, que oferece um espaço com designers de moda para mostrar suas criações; o Espaço Vogue, para que o público apresente números de dança vogue, k pop, salsa ou outra modalidade; além de um karaokê e a Experiência Drag, ação que propõe uma experiência para o público se tornar drag queen por um dia.

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, participa a partir das 16h, ao lado da secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, da Feira Cultural. Está prevista uma visita aos estandes e expositores da feira.

A feira faz parte da programação oficial da Associação da Parada do Orgulho LGBT de SP e antecede a 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que ocorre no domingo (11), na Avenida Paulista.

Tapete de Corpus Christi é montado na Esplanada dos Ministérios

A festa de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, organizada pela Arquidiocese de Brasília, foi iniciada às 6h, desta quinta-feira (8), com a confecção do tapete colorido com temática religiosa que celebra a data. Pelo 45º ano, o tapete enfeita o gramado para a passagem dos membros da Igreja Católica e fiéis, em procissão com a imagem do Santíssimo Sacramento, após a realização da missa campal.  

A Arquidiocese de Brasília estima que a missa deve reunir cerca de 70 mil pessoas na celebração que crê na presença espiritual de Jesus Cristo. 

Notícias relacionadas:

No dia de Corpus Christi, os cristãos comemoram o Mistério da Eucaristia, que é o sacramento do corpo e sangue de Jesus Cristo, representados pelo pão e vinho consagrados. A data recorda a última ceia de Jesus com os 12 apóstolos. 

Tapete colorido

Os quadros do tapete de Corpus Christi são confeccionados no chão pelos fiéis, sobretudo, por grupos de jovens. Em 2023, cerca de 600 voluntários participaram da montagem. 

Neste ano, o tapete tem 130 metros de extensão e é composto por 25 imagens, com cerca de 20 m² cada. As imagens foram preenchidas com serragem, palhas de arroz, café, sal e tintas de cinco cores básicas, que vão sendo misturadas pelos voluntários até atingir os tons desejados. 

O coordenador do Tapete Corpus Christi na Esplanada, Aloísio Parreiras Rodrigues, que participa das celebrações há 20 anos, explica a logística de preparação do mosaico a céu aberto. “Três meses antes, começamos a trabalhar com as juventudes das paróquias do Distrito Federal. Depois, recebemos as sugestões de desenhos, selecionamos 25 deles e seguimos com a organização para conseguir o material para fazer os tapetes. Finalmente, no dia de Corpus Christi, nos reunimos para montá-los e celebrar, o que chamamos de festa da unidade”. 

A odontologista Mariana Ferreira, de 23 anos, é uma das voluntárias na Esplanada dos Ministérios. “Desde o ano passado, eu participo. Eu gosto porque é especial para mim. Contribui muito para minha espiritualidade”. 

Durante toda a manhã, os jovens que se revezaram na confecção dos tapetes também fizeram rodas para orar e cantar. O universitário Pedro Farnese Dias, de 19 anos, com seu violão, era um dos animadores do público. “Estamos aqui para servir a comunidade que se desloca para cá e para poder fazer um evento bem bonito para celebrar a Eucaristia”. 

O público começou a chegar desde as primeiras horas da manhã à Esplanada. Como a cientista política Andressa Bravim, que levou os filhos Lucca, de 3 anos, e Antonela, de 5 anos, acompanhada do marido. “Hoje é o dia de a gente celebrar publicamente a nossa fé. Viemos comemorar a fé católica e Eucaristia”, disse. 

A pensionista Maria Etelvina Távora Correia Silva, de 89 anos, participa das celebrações de Corpus Christi desde os tempos do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1931-1976), quando uma procissão fazia o trajeto entre duas igrejas de Brasília. Em 2023, mesmo com dificuldade de locomoção, ela fez questão de acompanhar a movimentação religiosa, em uma cadeira de rodas. “O mundo está precisando de valores como o amor. Devemos esquecer da traição, da ganância e não prejudicar as pessoas”. 

Programação 

Na parte da tarde desta quinta-feira, diversos padres atenderão confissões de fiéis, em uma tenda montada atrás do palco montado na Esplanada, na altura da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. 

Às 16h, começam os cantos da celebração para animar os fiéis que chegarão à Esplanada. 

Às 16h45, todo o clero – sob a liderança do arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa – sai em procissão a partir da Catedral, em direção ao palco, onde será celebrada a Santa Missa, a partir de 17h.

A Arquidiocese de Brasília prevê que serão dadas três bênçãos: aos doentes, aos governantes e às famílias. 

Após a missa celebrada por Dom Paulo Cezar, uma procissão com a o Santíssimo Sacramento passará pelo tapete colorido e percorrerá o quadrilátero da Esplanada dos Ministérios, dentro do papamóvel, o veículo especial que foi usado pelo papa João Paulo II, em visita a Brasília, em 1980. 

O pároco da Catedral de Brasília, Agenor Vieira de Brito, que participará das celebrações de Corpus Christi, ressalta a importância do respeito às manifestações de fé. “Aquelas pessoas que não professam a fé católica, devem ter um olhar ecumênico. Então, mesmo quando não é professado aquele mesmo credo, deve haver respeito. Porque cada um tem sua escolha, cada um com a sua possibilidade, mas sem esquecer que o principal de tudo é o amor, independentemente do caminho que está sendo trilhado”. 

Brasileira presa com droga na Indonésia é condenada a 11 anos

A brasileira Manuela Vitória de Araújo Farias, presa na Indonésia com cocaína, no ano passado, escapou da pena de morte. Ela foi condenada a 11 anos de prisão e a uma multa de mais de R$ 300 mil.

O advogado Davi Lira da Silva, que representa a família da jovem no Brasil, disse que se a multa não for paga, serão acrescidos mais dois anos à pena. Ele disse que o pior já passou.

“A defesa esperava até uma pena menor, de 8 anos. Mas meus colegas indonésios, os termos que eles usaram após a sentença, é que foi um milagre. A gente sabe que pela gravidade do sistema penal daquele país, realmente foi uma grande vitória. Essa semana, teve um brasileiro que estava bêbado e parece-me que saiu nu do hotel. Ele pegou 30 chibatadas, sumariamente. 30 chibatadas o cara fica semimorto. Só para você entender qual o rigor daquele país”.

O advogado informou que ao chegar no aeroporto de Bali, na Indonésia, Manoela foi presa em flagrante com quase três quilos de cocaína dentro da bagagem. A prisão aconteceu no dia 31 de dezembro do ano passado. Ela foi usada como “mula” por criminosos, ainda no aeroporto de Santa Catarina, antes do embarque para Bali.

Em 2015, o carioca Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi executado na Indonésia por tráfico de drogas, sendo o primeiro brasileiro condenado à morte no exterior.

Em vídeo, governo reforça políticas e respeito às pessoas LGBTQIA+

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou, nesta quinta-feira (8), um vídeo produzido, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em que reafirma que governo federal tem compromisso com a igualdade e o respeito a todas as pessoas, à diversidade e às pessoas LGBTQIA+. Junho é o mês do Orgulho LGBTQIA+. 

“A comunidade LGBTQIA+ existe, é importante e merece ser valorizada em toda a sua diversidade”, diz o vídeo. 

Notícias relacionadas:

A produção audiovisual apresenta ainda políticas públicas de promoção, defesa dos direitos de todas as pessoas, com a adoção de iniciativas para inclusão e valorização das pessoas LGBTQIA+, entre elas: a criação da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, criação do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBTQIA+; Pacto Global Contra Todas as Formas de Discriminação, lançamento da Carteira de Registro Civil que não indicará sexo da pessoa, nem fará distinção entre nomes social e de registro; e reconhecimento simplificado de reconhecimento de refugiados LGBTQIA+. 

“Estamos empenhados em promover políticas inclusivas, combater a discriminação e garantir que todas as pessoas LGBTQIA+ tenham seus direitos assegurados. Reconhecemos a importância da representatividade e da construção de um país onde todas as pessoas se sintam acolhidas e respeitadas”, diz postagem do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. 

Programação da Diversidade LGBTQIA+ 

O vídeo foi divulgado em uma rede social na mesma tarde em que o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, e a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ /MDHC, Symmy Larrat, participam da 22ª Feira Cultural da Diversidade LGBT+, na cidade de São Paulo.  

Durante esta semana, o MDHC marca presença em outros eventos que fazem parte da programação da Parada do Orgulho LGBT+, em São Paulo (SP), como o lançamento do Manual de Educação e LGBTI+; o IV Encontro Brasileiro de Organizações de Paradas LGBT+; o Seminário LGBTQIA+ e enfrentamento à Violência: 4 anos da criminalização da LGBTQIAfobia pelo Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira (9); o 1º Seminário Nacional da População LGBT no Sistema Prisional; a 6ª Marcha Trans da Cidade de São Paulo; na Feira LGBTQ+ de Quadrinhos e Artes Gráficas Poc Com; a XXI Caminhada de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Cis e Trans; e a 27ª edição da Parada do Orgulho LGBT+, que prevê a participação de 4 milhões de pessoas, na capital paulista, no domingo (11), e terá como tema, em 2023, um tema fundamental: “Políticas Sociais para LGBT+ – Queremos por inteiro e não pela metade”. 

Festival reúne grandes artistas do jazz e do blues em Rio das Ostras

Os apaixonados por jazz e blues vão poder se divertir com o estilo musical de suas preferências a partir desta quinta-feira (8) até domingo (11). Grandes músicos e intérpretes da atualidade vão se apresentar nos palcos São Pedro, Iriry, Boca da Barra e Costazul, este último chamado de Cidade do Jazz, montados ao ar livre para o tradicional Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. O evento chega a sua 19ª edição na cidade da Região dos Lagos, localizada a 170 quilômetros do Rio de Janeiro.

Especialistas e críticos consideram o encontro um dos melhores festivais do gênero no mundo. Desde 2003, quando foi criado o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, foram mais de 550 shows, 100 palestras e workshops para cerca de 1 milhão de espectadores.

Notícias relacionadas:

Entre as atrações, o evento, que já recebeu Al Jarreau, David Sanborn, Ron Carter, Egberto Gismonti, Hélio Delmiro, Raul de Souza, Hamilton de Holanda, Romero Lubambo e Naná Vasconcelos, terá novamente a participação de Stanley Jordan. A programação conta ainda com Bill Evans & The Vansband e Vanessa Collier, além de Alexandre Borges Quinteto e Back2blues.

Para os organizadores, tantas atrações de nível elevado ao longo do tempo estimularam o interesse pela música de alta qualidade, além de terem dado ao público oportunidades de conferir de perto alguns dos maiores artistas do jazz, do blues e da música instrumental nacional e internacional.

Uma característica do festival é se manter fiel à sua proposta inicial de formação de público, que se soma ao fortalecimento do turismo, à geração de renda e atração de negócios para a cidade.

“Mesmo com todas as dificuldades e desafios enfrentados, chegamos com mais ânimo e vontade do que nunca a nossa 19ª edição. Vamos brindar à vida e à boa música em um dos balneários mais charmosos do país. Os melhores do mundo no melhor do Brasil em um festival democrático que coloca a música em primeiro lugar”, destaca a organização no site do festival.

De acordo com os organizadores, estudos feitos, por quatro anos, pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) mostram que a oferta de cultura com acesso democrático e gratuito ao público fomenta a economia com a sua continuidade. Na visão deles, o formato do evento permite ainda “assumir a responsabilidade social de estender suas ações para além dos palcos, criando parcerias em projetos culturais e sociais ao longo do ano”.

A realização do evento cultural é da Fundação Rio das Ostras de Cultura da prefeitura da cidade, com produção da Azul Produções e apoio da Like Produtora e do Ministério da Cultura. Por causa da sua importância no cenário musical, o festival faz parte do calendário oficial de eventos do estado do Rio de Janeiro.

Rádio MEC

Como parte da sua programação de 100 anos, completados no dia 20 de abril, a Rádio MEC vai fazer uma cobertura especial do festival com a transmissão dos principais shows que vão ocorrer entre hoje e domingo nos três palcos montados. As transmissões em edições especiais de três horas de duração do programa Jazz Livre! serão nesta sexta-feira (9) e sábado (10). A última será no dia 17. Todas serão às 21h.

Bia Haddad luta, mas é superada por número 1 na semi de Roland Garros

Após uma campanha histórica, a brasileira Beatriz Haddad se despediu nesta quinta-feira (8) da chave de simple de Roland Garros, após ser superada pela polonesa Iga Swiatek, número um do mundo e atual campeã do torneio, por 2 sets a 0 – parciais de 6/2 e 7/6 (9-7). Apesar da derrota, a paulistana, de 27 anos, escreveu um novo capítulo do tênis brasileiro no saibro parisiense, onde o catarinense Gustavo Kuerten foi tricampeão (1997, 2001 e 2001). Bia é a segunda brasileira a chegar tão longe em um Grand Slam (torneio de maior pontuação no circuito mundial): a pioneira foi a multicampeã Maria Eshter Bueno, em 1968, no US Open (1968).

Notícias relacionadas:

Atual número 12 no ranking mundial, Bia pode ingressar pela primeira vez no top 10 da Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês), caso Iga Swiatek vença a theca Karolina Muchova (43ª) na final, às 10h (horário de Brasília) do próximo sábado (10). A polonesa disputará sua terceira final em  Roland Garros e a quinta em um Grand Slam.

No jogo desta tarde, a paulistana chegou a quebrar o saque de logo no primeiro game da partida, mas Iga devolveu a quebra e se manteve dominante no set até fechá-lo com vantagem de 6/2. Na parcial seguinte, a canhota paulistana reagiu: de cara quebrou o saque da polonesa e impôs vantagem de 3/1. A adversária seguiu firme e arrancou o empate em 3 a 3. Daí em diante o duelo seguiu equilibrado. No nono game, Bia teve três chances de quebrar o saque de Swiatek, mas desperdiçou todas e foi para a parcial seguinte em desvantagem de 5/4. Bia soube contornar a pressão no seu serviço e igualou o placar de novo. O set seguiu equilibrado, até Bia vencer o último game, fazer 6/6, e forçar o tie-break para definir a parcial.

A brasileira começou o tie-break de forma imponente, abriu vantagem de 5 a 3, mas do outro lado da quadra estava a número 1 do mundo, que conseguiu o empate em 5/5. A partir daí, Bia desperdiçou um set point no saque da polonesa, que passou à frente em 7/6. No entanto, Swiatek perdeu o primeiro match-point, com uma paralela precisa da brasileira bem na linha. Depois, a polonesa passou à frente, fez 8/7 e aproveitou o segundo match-point para selar a vitória em 2 sets a 0

Brasil está preocupado com aumento do protecionismo no comércio global

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (8), em Paris, que o Brasil teme o avanço de medidas protecionistas no comércio internacional e defendeu um papel mais efetivo de entidades como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

“O Brasil também está bastante preocupado com o aumento do protecionismo em todo o mundo e com a utilização de preocupações com a sustentabilidade como cobertura para medidas protecionistas”, afirmou Vieira durante discurso na reunião do Grupo de Ottawa, aliança de países, criada em 2018, que defende justamente a modernização da OMC. O grupo inclui Austrália, Brasil, Canadá, Chile, União Europeia, Coreia do Sul, Japão, Quênia, México, Noruega, Nova Zelândia, Cingapura e Suíça.

Notícias relacionadas:

“Todos sabemos da importância do sistema de solução de controvérsias como um dos três principais pilares e razões de existência da OMC. O Brasil favorece um sistema que produza resoluções verdadeiramente vinculantes, alcançadas por um corpo de juízes imparcial e profissional, dentro de uma estrutura em dois níveis”, acrescentou o chanceler brasileiro. A reunião também contou com a participação da diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala.

O Brasil destacou ainda a importância e urgência do restabelecimento do Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, que está paralisado desde 2019.

As discussões no Grupo de Ottawa ocorrem no contexto de preparação para a próxima reunião ministerial da OMC (MC13), que deverá ocorrer nos Emirados Árabes Unidos em fevereiro de 2024.

Gripe aviária: Espírito Santo proíbe turistas em ilhas de Vitória

O governo do Espírito Santo proibiu, por tempo indeterminado, o acesso ao Arquipélago das Três Ilhas e às demais ilhas da Área de Proteção Ambiental (APA) de Setiba, localizada nos municípios de Guarapari e Vila Velha, região metropolitana de Vitória. A medida foi adotada em razão dos casos de gripe aviária registrados no estado e abrange, no total, oito ilhas.

O Arquipélago das Três Ilhas é formado por cinco ilhas: Quitongo, Cambaião, Guanchumbas, Leste-Oeste e Guararema. Nas demais áreas da APA estão as ilhas Francisco Vaz, Toaninha e Alacaeira. A portaria conjunta da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos foi publicada nesta quinta-feira (8) em edição extra do Diário Oficial do estado.

Notícias relacionadas:

O Espírito Santo é o estado com o maior número de casos de gripe aviária no país, com 20 focos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) confirmados. Até então, o Brasil nunca havia registrado ocorrência da doença em seu território.

Ao todo, 30 focos em aves silvestres já foram confirmados nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia. A maioria é em aves das espécies Thalasseus acuflavidus (nome popular trinta-réis-de-bando) e Thalasseus maximus (trinta-réis-real).

O Ministério da Agricultura e Pecuária disponibilizou um painel para consulta de casos confirmados, descartados e em investigação. A plataforma pode ser consultada por qualquer pessoa e será atualizada duas vezes ao dia, às 13h e às 19h.

Nesta semana, o governo federal também abriu crédito extraordinário de R$ 200 milhões em favor do Mapa para ações de enfrentamento à gripe aviária. A pasta informou que, com o estado de emergência zoossanitária em vigor no país, as ações de controle e contenção serão intensificadas para evitar que a doença chegue à produção de aves de subsistência e comercial, além de preservar a fauna e a saúde humana.

A orientação do Mapa é que a população não recolha aves que encontrar, doentes ou mortas, e acione o serviço veterinário mais próximo. Ainda segundo o governo, não há mudanças no status brasileiro de livre da influenza aviária de alta patogenicidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal, por não haver registro na produção comercial.

A doença

A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres. Ela é caracterizada principalmente pela alta mortalidade de aves que pode ser acompanhada por sinais clínicos, tais como andar cambaleante, torcicolo, dificuldade respiratória e diarreia.

O vírus H5N1 não infecta humanos com facilidade, mas o aumento de casos recentemente deixou as autoridades sanitárias do mundo todo em alerta. As infecções humanas podem acontecer por meio do contato com aves infectadas, vivas ou mortas, ou ambientes contaminados com secreções respiratórias, sangue, fezes e outros fluidos liberados no abate das aves.

O risco de transmissão às pessoas por meio de alimentos devidamente preparados e bem cozidos também é muito baixo. Além disso, a transmissão de pessoa para pessoa não é sustentada, ou seja, por enquanto, o vírus não se espalha facilmente de pessoa para pessoa.

Apesar de ser pouco frequente, em humanos, a gripe aviária pode ser grave, com alta taxa de mortalidade. O Instituto Butantan, em São Paulo, começou a desenvolver uma vacina contra a doença [], devido à preocupação de que ela possa se tornar uma nova pandemia. 

Casamento entre pessoas do mesmo sexo divide tribunais do Japão

Um tribunal de instância inferior no sudoeste do Japão proferiu, nesta quinta-feira (8), nova decisão legal sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, afirmando que a falta de reconhecimento desses enlaces no país representa um “estado de inconstitucionalidade”.

Três casais do mesmo sexo entraram com ação no Tribunal Distrital de Fukuoka, em 2019. Eles dizem que o fato de serem incapazes de se casar desconsidera os princípios de liberdade e igualdade garantidos pela Constituição do Japão.

Notícias relacionadas:

O governo afirma que a disposição da Constituição sobre casamento não abrange o enlace entre pessoas do mesmo sexo.

Decisões

O juiz Ueda Hiroyuki, que presidiu o caso, declarou, em sua decisão, que não permitir esse enlace representa um estado de inconstitucionalidade.

Ele disse que isso ocorre porque casais do mesmo sexo não podem obter os benefícios que o casamento legal proporciona.

No processo, os demandantes exigiam o pagamento de indenização pelo governo, o que foi rejeitado pelo tribunal.

Tribunais japoneses já proferiram decisões em ações judiciais movidas por casais do mesmo sexo em cinco locais do país.

Duas das decisões consideraram o não reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo inconstitucional. Duas decisões consideraram o não reconhecimento em estado de inconstitucionalidade, e uma qualificou como constitucional.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Maratona do Rio reunirá 40 mil participantes em dois dias de provas

A 21ª edição da Maratona do Rio no feriadão de Corpus Christi vai reunir 40 mil atletas profissionais e amadores, nas cinco provas que serão disputadas em dois dias. No sábado (10) estarão nas pistas os corredores da prova de 5 quilômetros, que é a mais curta. Além deles, vão participar no mesmo dia os inscritos para a meia-maratona de 21 quilômetros. No domingo (11), tem prova de 10 quilômetros e do grupo de elite que vai fazer o circuito completo de 42 quilômetros.

A competição tem ainda cerca de 1,9 mil corredores que vão participar do Desafio Cidade Maravilhosa, dividindo-se na meia maratona em um dia e na maratona completa no outro.

Conforme a distância da prova, o percurso tem início no Aterro do Flamengo ou na praia do Leblon, passando por pontos da zona sul do Rio como as praias de Ipanema e Copacabana e Enseada de Botafogo. Nas provas mais longas, os corredores vão passar ainda pelo centro, onde verão o Museu do Amanhã, na região portuária.

Desde 2019 que o circuito da maratona não começa na zona oeste da capital e passou a se concentrar na zona sul. De lá até agora, foram feitas algumas modificações pontuais para deixar a prova mais fluida e rápida para os participantes. Um dos organizadores da maratona, João Traven disse que a intenção é chegar mais perto do patamar das grandes maratonas do mundo.

“No nível técnico a gente está igual, o que difere a nossa prova para estas outras provas é a premiação. O corredor internacional que corre Nova York, Paris, Londres, Boston, ele sabe que a gente tem um selo, a mesma coisa que os outros lá. Então, ele sabe que vai ser uma prova igual”, contou.

A maratona recebe também recebe corredores estrangeiros, que nesta edição serão cerca de 2 mil. Os organizadores da competição querem mais e, por isso, pretendem fazer uma parceria com a prefeitura do Rio para divulgar as provas do Rio nas outras grandes maratonas do mundo. Há também os participantes de fora do Rio, que este ano correspondem a 67% do total de inscritos.

Na visão de Jued Andari, que também é organizador, a maratona é um dos pontos altos do calendário anual da cidade e movimenta a economia da capital fluminense.

“A gente recebe na casa da maratona cerca de 70 mil a 80 mil pessoas nos dias da prova. A gente está refazendo essa pesquisa porque em 2018 já contava com R$ 75 milhões ou R$ 80 milhões de movimentação econômica na cidade. Esse número deve estar hoje em torno de R$ 130 milhões, R$ 140 milhões com toda certeza. A pessoa vem para cá, corre, mas quer visitar o Pão de Açúcar, quer ir ao Corcovado, a um restaurante, levar o filho para passear, ir a um shopping center. É uma devolução para a cidade”, disse em entrevista à Rádio Nacional.

Música

Paralelamente às provas, a programação inclui a Arena Maratona com Arte, na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, onde vai ocorrer um festival de música com a presença dos cantores Mart’nália e Toni Garrido, entre outros artistas. A entrada é gratuita. A animação dos corredores e torcedores que acompanharem as provas está garantida em vários pontos do percurso com a participação de diversos blocos de carnaval.

Conservação

A estrutura da maratona também conta com ações de preservação do meio ambiente. Parcerias com cooperativas de catadores vão resultar no aproveitamento de 90% dos resíduos produzidos, incluindo as embalagens dos 800 mil copos de água que serão distribuídos aos corredores.

Aulão

De acordo com a organização, nesta quinta, quem for buscar os kits da Maratona na Marina da Glória vai poder aproveitar o aulão da Equipe Puga, a animação do bloco Fanfarrinha e a apresentação da Orquestra Imperial. Amanhã (9), o aulão será do Thi Squad e haverá show do grupo Cozinha Arrumada.

*Com colaboração de Tâmara Freire, do Radiojornalismo

Anvisa revoga ações preventivas aplicadas a produtos da Fugini

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou, nessa quarta-feira (7), medidas de fiscalização sanitária abrangendo a empresa Fugini Alimentos Ltda. Localizada na cidade de Monte Alto (SP), a empresa teve seus produtos suspensos em março deste ano, após inspeção sanitária com resultado insatisfatório.

Em abril, após adequações e reformas em seus procedimentos internos, a empresa retomou a produção, comercialização, distribuição e o uso de todos os alimentos em estoque, mas a Anvisa manteve a suspensão da fabricação de produtos com ingredientes alergênicos e a distribuição, comercialização e o uso de itens acabados em estoque fabricados até 27 de março deste ano, além de polpas de tomate utilizadas como matéria-prima, fabricadas ou adquiridas até essa data.

Alergênicos

Notícias relacionadas:

Com a medida publicada agora, está liberada a fabricação de todos os produtos, incluindo aqueles com ingredientes alergênicos. Também foram autorizadas a comercialização, distribuição e uso de produtos acabados em estoque na fábrica, produzidos até o dia 27 de março, e de polpas de tomate utilizadas como matéria-prima, fabricadas ou adquiridas até a mesma data.

A liberação foi possível, segundo a Anvisa, “após análise dos registros do controle de qualidade da empresa e a ausência de resultados insatisfatórios que representassem risco à saúde do consumidor”.

Ainda de acordo com a agência, os produtos que tiveram o recolhimento determinado não foram afetados por essa revogação e a Anvisa segue monitorando o processo de recolhimento em execução pela empresa.

Exposição sensorial sobre a Mata Atlântica permite sentir a floresta

Uma exposição para sentir a Mata Atlântica. Essa é a proposta da mostra Nhe’ẽ ry – Onde os Espíritos se Banham, em cartaz no Museu das Culturas Indígenas, na capital paulista. O museu da Secretaria da Cultura e Economia Criativa de São Paulo é gerido de forma compartilhada com diversos povos e comunidades indígenas.

A expressão Nhe’ẽ ry, que dá nome à mostra, é usada pelo povo guarani para denominar a Mata Atlântica. “Nhe’ẽ ry pode ser traduzida como lugar onde os espíritos se banham. É também uma denominação para a Mata Atlântica, mata que é formada por muitos riachos e rios e é um lugar onde há muita água”, explicou Marília Marton, secretária de cultura e economia criativa, em entrevista à Agência Brasil.

Nhe’ẽ ry é uma espécie de santuário, base de existência e resistência dos povos que nela habitam. “Cada elemento da mata tem seu espírito e seu modo de vida, então quando nós indígenas falamos dos espíritos da mata, estamos considerando toda a vida nela presente: floresta, animais, rios e nascentes. Onde há vida, há espíritos”, explica Sonia Ara Mirim, uma das curadoras da exposição, por meio de nota.

Exposição sensorial está aberta ao público de terça-feira a domingo, das 9h às 18h – Joca Duarte/Secretaria Cultura SP

A proposta da exposição é trazer a visão desses espíritos que habitam a floresta e sensibilizar o público sobre a importância da Mata Atlântica para o planeta, bioma que se estende por 17 estados brasileiros e é considerado patrimônio nacional.

Para essa experiência mais ampla, o visitante vai perceber a Mata Atlântica explorando seus sentidos, em uma vivência sensorial. “Essa é uma exposição que não é imersiva, mas tem uma parte para você ouvir e sentir os sons da nossa Mata Atlântica. Quando você anda pelos espaços, eles [curadores e artistas] fizeram questão de colocar várias mudas de plantas da nossa Mata Atlântica. E tem também vários pontos onde você pode colocar o ouvido em uma cabaça para ouvir histórias. É uma exposição muito sensorial”, informou a secretária.

Temas

A mostra foi dividida em quatro eixos temáticos: Caverna dos Sonhos, Pedra que Canta, Viveiro de Plantas e Cartografias da Floresta. O primeiro deles é Caverna dos Sonhos, onde o visitante vai enxergar a mata a partir de projeções, que também simulam os sons lá produzidos.

Já no espaço Pedra que Canta, uma instalação multimídia vai reproduzir os depoimentos e cantos feitos pelos guardiões da floresta. Em Viveiro das Plantas, o visitante irá conhecer mais de 60 espécies nativas. E em Cartografias da Floresta, serão apresentadas informações para o público sobre os povos que habitam esse território, o patrimônio de fauna e flora e a legislação de proteção desse bioma.

Outras atrações da mostra são um periscópio – pensado para reproduzir a cidade com imagens da floresta sobrepostas por filtros –, e um caleidoscópio, que multiplica e distorce a vista do Parque Água Branca, que fica ao lado do museu.

“As pessoas que visitarem a exposição poderão tocar, sentir cheiros, olhar e ouvir. É uma exposição bem bacana, bem sensorial”, definiu Marília Marton.

A mostra tem curadoria de Sonia Ara Mirim, Cris Takuá, Carlos Papá e Sandra Benites. O Museu das Culturas Indígenas abre de terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido até as 20h, nas quintas-feiras. Os ingressos custam R$ 15 a inteira e R$ 7,50 a meia. Mais informações podem ser obtidas no site do museu.

Pacote automotivo: especialista elogia programa, mas questiona prazo

Anunciado nesta semana como medida de socorro ao setor automotivo, o pacote que barateia temporariamente a compra de carros, ônibus e caminhões pode não surtir o efeito esperado sobre a indústria. Segundo especialistas, a curta duração e o volume de recursos do programa de ajuda podem resultar num alcance limitado, que pouco mudará a situação do setor.

Professor de economia do Ibmec, Gilberto Braga elogia o programa, mas questiona o prazo limitado de quatro meses e o montante de R$ 1,5 bilhão, que considera baixo.

Notícias relacionadas:

“O ideal era que o programa tivesse um prazo maior para que o efeito fosse mais duradouro”, diz Braga. Segundo ele, o setor automotivo ainda tem peso grande na economia e na geração de empregos e demandaria mais atenção neste momento de juros altos e de restrição ao crédito.

De acordo com o professor, no setor de caminhões e ônibus, o prazo limitado do programa pode surtir o efeito contrário, resultando no endividamento de transportadoras e de motoristas sem reservas financeiras e que serão pressionados a tomar uma decisão rápida sobre a renovação da frota.

“Um caminhão tem uma vida útil muito longa. Portanto, uma decisão com impacto sobre toda uma vida produtiva não pode ser tomada num curto espaço de tempo”, avalia.

Formato

O professor elogiou o formato do programa, principalmente a decisão de combinar critérios sociais, ambientais e o peso na indústria de determinada marca de veículo para estabelecer os descontos, que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Segundo ele, o pacote está na direção certa, mas precisaria ser ampliado para surtir efeito duradouro sobre a indústria automotiva.

“Considero o pacote positivo porque acumula elementos distintos que atendem às reivindicações de um setor importante para a economia, que ainda tem as rodovias como principal eixo modal”, afirma Braga.

A concessão de descontos está baseada num sistema de pontuação que avalia três critérios. Preços baixos (para priorizar os modelos populares), equipamentos antipoluentes (para incentivar a compra de modelos que poluem menos) e geração de empregos na indústria e uso de peças nacionais (para premiar as marcas com maior peso da indústria nacional).

Para ônibus e caminhões, o desconto está atrelado ao compromisso de mandar veículos com mais de 20 anos de uso para a reciclagem, sendo necessária a comprovação de que o comprador enviou o veículo antigo para o desmonte.

Créditos tributários

Constituído sob a forma de créditos tributários (desconto em tributos futuros), o pacote de ajuda consumirá R$ 1,5 bilhão – R$ 700 milhões para caminhões, R$ 500 milhões para carros e R$ 300 milhões para ônibus e vans. Diferentemente dos programas anteriores, em que o governo reduzia o Imposto sobre Produtos Industrializados, mas não tinha garantia de que os fabricantes repassariam o desconto, o novo pacote estimula que as concessionárias vendam mais barato e repassem o crédito tributário à indústria.

Diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado que faz análises econômicas, a economista Vilma Pinto diz que o sistema de crédito tributário representa uma novidade. Ela considera o volume de R$ 1,5 bilhão baixo diante das receitas totais do governo (estimadas em R$ 1,911 trilhão pelo Ministério do Planejamento). No entanto, diz que o pacote vai na direção contrária do novo arcabouço fiscal.

“De fato, não haverá impacto fiscal por causa da reoneração parcial do diesel [que terão o PIS e a Cofins aumentados em R$ 0,11 daqui a três meses], mas esse R$ 1,5 bilhão para o programa, cujo impacto foi neutralizado neste momento, poderá fazer falta no futuro porque o governo se comprometeu em buscar receitas para cumprir as metas ambiciosas propostas no novo arcabouço”, comenta a diretora da IFI.

Segundo Vilma Pinto, o órgão ainda não fez os cálculos de quanto o programa deverá gerar de empregos nem do impacto sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos). Em relação à inflação, ela diz que o impacto do aumento do diesel sobre os índices de preços pode ser baixo por causa do barateamento dos veículos.

Transporte coletivo

Inicialmente restrito aos carros populares, o programa atraiu críticas de ambientalistas porque não tinha medidas de estímulo ao transporte coletivo. A decisão de incluir a renovação de ônibus, caminhões e vans, diz o professor Gilberto Braga, reforçou um caráter ambiental ao programa. Segundo ele, uma duração maior para a renovação de veículos pesados favoreceria a transição energética, mesmo estimulando, neste momento, a compra de veículos movidos a diesel.

Transporte coletivo na região central do Rio de Janeiro – Tânia Rego/Agência Brasil

Segundo o professor, o ideal seria que o incentivo de curto prazo fosse conciliado com uma política industrial de produção de veículos elétricos. “A transição para os veículos elétricos é gradual. Neste momento, é onerosa para o público. Enquanto não cair os preços dos carros elétricos ou híbridos, os carros tradicionais continuarão a ser competitivos”, ressalta. “Na verdade, não vejo como seria possível abrir mão da cadeia produtiva tradicional da indústria automotiva, que é um dos pilares da economia do país.”

O professor cita o exemplo do modelo Renault Kwid. Segundo Braga, enquanto a versão tradicional custa em torno de R$ 60 mil (já com o desconto do pacote), a versão elétrica custa R$ 140 mil. “Esse é o carro elétrico mais barato do Brasil no momento, inacessível para a maioria da população”, destaca.

São Paulo terá programação cultural especial no feriado

Esta será uma semana de muita programação e muito agito para quem decidir passar o feriado de Corpus Christi na capital paulista. Enquanto a Avenida Paulista voltará a receber a tradicional Parada do Orgulho LGBT, os museus e centros culturais paulistanos promoverão uma série de exposições, feiras e shows.

 

Notícias relacionadas:

O Memorial da América Latina, por exemplo, vai sediar mais uma edição da Feira Cultural da Diversidade LGBT+. A feira contará com mais de 50 atrações artísticas e uma feirinha de arte queer, onde artistas plásticos terão a oportunidade de comercializar suas obras. Além disso, diversas organizações e instituições públicas vão participar do evento, como o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que vai oferecer serviços de retificação de nome, por exemplo. A feira acontece nesta quinta-feira (8), das 10h até 21h. A entrada é gratuita, mas os ingressos precisam ser obtidos antecipadamente pelo site da Sympla.

Já o Museu do Futebol está aberto com uma promoção. Desde esta quarta-feira (7) até o dia 11 a entrada custará R$ 10 e crianças de até 7 anos de idade não pagam. Quem visitar o espaço poderá ver a exposição temporária Rainha de Copas, que aborda o desenvolvimento do futebol feminino às vésperas da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que acontecerá em julho, na Austrália e Nova Zelândia.

E na frente do Museu do Futebol, na Praça Charles Miller, no Estádio do Pacaembu, acontece a Feira do Livro 2023, com debates, exposição, oficinas e uma homenagem ao Rei Pelé, que morreu no final do ano passado. O evento vai até o dia 11 e tem entrada gratuita.

O Itaú Cultural celebrará os 50 anos de carreira da cantora paraibana Cátia de França, que se apresenta no local a partir desta quinta-feira até o dia 11, em apresentações com convidados. Cátia de França é dona de um estilo único que une coco de roda, repente e rock psicodélico. Nos shows ela vai apresentar canções inéditas, como Encantaria, de autoria de Luana Flores, além dos clássicos Coito das Araras, Kukuya e 20 palavras ao redor do sol. Os ingressos podem ser reservados gratuitamente pela plataforma INTI.

E o Instituto Moreira Salles (IMS) inaugura nesta quinta-feira a exposição Fotografia Habitada, Antologia de Helena Almeida (1969-2018), primeira individual da artista portuguesa no Brasil. A mostra apresenta uma seleção de obras que têm como suporte a fotografia e o desenho que abordam temas como a interrogação dos gêneros e dos processos artísticos. No mesmo local ainda está em cartaz a exposição Evandro Teixeira, Chile, 1973, que apresenta fotografias tiradas por Teixeira durante a ditadura chilena. A entrada no IMS é gratuita. Neste domingo (11), no entanto, o instituto estará fechado por causa da Parada do Orgulho LGBT, que acontece na mesma Avenida Paulista, onde ele está localizado.

O Museu da Língua Portuguesa também funcionará normalmente durante o feriado de Corpus Christi e no dia da Parada do Orgulho LGBT+. Quem visitar o museu poderá conhecer a diversidade e a riqueza do português do Brasil. Aos sábados, a entrada no museu é gratuita.

Já a Cinemateca Brasileira promove, entre os dias 9 e 11, a Mostra de Cinema Português. A programação, gratuita, apresenta cinco filmes portugueses contemporâneos, como O Ano da Morte de Ricardo Reis, de João Botelho, uma adaptação de uma obra de José Saramago que retrata os últimos meses de Fernando Pessoa usando o heterônimo Ricardo Reis.

Arthur Zanetti destaca estratégia em último ciclo olímpico da carreira

A etapa de Osijek (Croácia) da Copa do Mundo de ginástica artística, que começa nesta quinta-feira (8), marca o retorno de Arthur Zanetti às competições internacionais quase um ano após vencer o Campeonato Pan-Americano, no Rio de Janeiro. Aos 35 anos, o campeão olímpico das argolas nos Jogos de Londres (Grã-Bretanha), em 2012, e prata nos do Rio de Janeiro, em 2016, sabe que, neste momento de carreira, precisão não se limita aos movimentos no aparelho, mas passa, também, por escolher bem o que disputar.

“Temos que ser muito estratégicos. Geralmente, as competições são todas na Europa, isso é muito desgastante. Não sai barato, o preço da passagem está caro, não fica viável ir a todas as etapas de Copa do Mundo. Se até um atleta mais novo sente, o mais velho sente mais”, afirmou o ginasta, que vive o quarto e último ciclo olímpico da carreira.

Notícias relacionadas:

“Às vezes a mente quer fazer [o movimento], mas o corpo acaba não correspondendo. São 16 anos em alta intensidade, isso pesa bastante. Pesa no corpo, pesa na cabeça, pesa a idade. Estou fazendo o máximo no treino, para chegar na competição e fazer uma boa prova. Queremos resultados, mas há muitas etapas até a medalha. Estou nesse passo a passo”, emendou.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Arthur Zanetti (@arthurzanetti)

O evento na Croácia servirá de termômetro para Zanetti na preparação para o principal torneio do ano: o Mundial da Antuérpia (Bélgica), entre 30 de setembro e 8 de outubro. A competição será a chance de o Brasil classificar as seleções masculina e feminina à Olimpíada de Paris (França). As equipes têm de ficar entre as nove melhores dos respectivos gêneros, sem contar as que se garantiram nos Jogos pela edição anterior do campeonato, que foi disputada em Liverpool (Grã-Bretanha) e da qual o brasileiro não participou por estar doente.

Caso as equipes não se classifiquem, o jeito será buscar lugar, também via Mundial, pelo desempenho no individual geral (oito vagas no masculino e 14 no feminino) ou nas disputas por aparelho (o melhor atleta de cada equipamento se garante em Paris). Em 2024, as oportunidades de ir aos Jogos passarão pelas etapas da Copa do Mundo e pelos torneios continentais.

“O Brasil quer ter equipe completa [cinco ginastas] nos Jogos, como temos feito desde 2016. Temos uma base de quais atletas [rivais] estarão na Olimpíada. Então, competir internacionalmente é importante para vermos o que é preciso melhorar, voltarmos para o ginásio, trabalharmos o erro e fazermos uma série perfeita”, comentou Zanetti.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Liam Zanetti (@liam_zanetti)

Futuro ginasta

Além de ser o derradeiro, o ciclo de Paris é especial por ser o primeiro que o ginasta de São Caetano do Sul (SP) divide os treinos com a paternidade desde o início. O filho, Liam, nasceu em setembro de 2020, durante a trajetória rumo aos Jogos de Tóquio (Japão), que ocorreram no ano seguinte. O paulista levou uma roupinha do pequeno à capital japonesa e não conteve a emoção ao falar da saudade que sentia do rebento, à época com 11 meses de vida.

Passar mais tempo com o filho também influenciou Zanetti na decisão de encerrar a carreira em 2024, mas nem de longe significa que estará longe do esporte, justamente por causa de Liam. O garoto, hoje com dois anos e nove meses, virou febre nas redes sociais do pai ao reproduzir alguns movimentos de ginástica, sempre acompanhado da família. Os pais criaram um perfil no Instagram para registrar as peripécias do garoto, que conta com quase 170 mil inscritos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Liam Zanetti (@liam_zanetti)

“Postamos lá o que ele gosta de fazer. Quando ele pega alguma coisa, começamos a gravar, uma surpresa pode sair. Acredito que ajudou bastante outros pais e mães a colocarem os filhos no esporte, desenvolver a parte motora da criança”, destacou Zanetti.

“O Liam está nesse caminho. Ele faz natação, fazia judô, anda de bicicleta, mas o que mais gosta é ginástica, talvez pelo exemplo que passamos para ele, todo dia treinando, mostrando vídeos. Vamos ver, vou deixá-lo escolher”, concluiu o campeão olímpico.

Flamengo recebe Racing no Maracanã de olho nas oitavas da Libertadores

Tentando encaminhar a vaga para as oitavas de final da Copa Libertadores, o Flamengo recebe o Racing (Argentina), a partir das 21h (horário de Brasília) desta quinta-feira (8) no estádio do Maracanã, pela 5ª rodada do Grupo A da competição continental. A Rádio Nacional transmite o jogo decisivo ao vivo.

Vivendo uma boa fase, a equipe comandada pelo técnico argentino Jorge Sampaoli sabe que vencer é muito importante para chegar à última rodada da fase de grupos da Libertadores em uma situação mais tranquila. Ocupando a vice-liderança de sua chave com cinco pontos, o time da Gávea terá pela frente justamente o líder do Grupo A, o Racing, que tem 10 pontos.

“Um jogo muito difícil para nós, mas queremos nos classificar na Libertadores. Nos recuperamos no Brasileirão e classificamos na Copa do Brasil, assim agora vamos tentar classificar na Libertadores”, declarou Sampaoli em coletiva após a goleada de 4 a 1 sobre o Vasco, na última segunda (5), pelo Campeonato Brasileiro, resultado que dá ainda mais motivação para o Flamengo diante de um desafio tão difícil.

Porém, o técnico argentino não poderá contar com uma peça muito importante nesta partida. O atacante Gabriel Barbosa é desfalque por causa de uma lesão na perna esquerda. Além disso, há ainda dúvida sobre a presença, ou não, de Léo Pereira, Gerson e Everton Ribeiro no confronto. Isso será definido apenas momentos antes do início do jogo.

Como líder do grupo, o Racing chega tranquilo à partida. Na partida de ida, disputada na Argentina, o time de Avellaneda quase derrotou o Rubro-Negro mesmo com um jogador a menos na maior parte do confronto. Para os argentinos, um empate no Maracanã basta não apenas para alcançar a classificação, mas também para garantir a primeira posição do grupo.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Flamengo e Racing com a narração de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz e reportagem de Bruno Mendes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

* Colaboração de Pedro Dabés (estagiário) sob supervisão de Paulo Garritano.

Desenrola Brasil poderá reduzir em até 40% inadimplência no país

Márcia Ribeiro não vê a hora de conseguir limpar seu nome. A auxiliar de serviços gerais de 55 anos tem dívidas com cartão de crédito e com crediários em lojas há vários anos e, com o nome negativado em cadastros de inadimplência, não consegue comprar vários itens necessários para a sua casa. 

“É muito ruim a pessoa querer comprar uma coisa e não poder porque está com um débito atrasado. Queria comprar umas coisas para a minha casa, que fazem falta e eu não posso comprar por causa dessas dívidas: um armário, um fogão. Agora, eu fiz uma dívida com uma televisão e um guarda-roupas, mas foi no cartão do meu irmão. Se eu tivesse pago minhas contas, eu teria comprado no meu cartão”, revela.

Notícias relacionadas:

Márcia espera poder participar do Desenrola Brasil, o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, lançado nessa terça-feira (6) pelo governo federal, em Brasília. “Vai ser um adianto pra mim, porque eu vou liquidar minhas dívidas e vou poder comprar minhas coisas que estou querendo comprar pra minha casa”, conta.  

A Medida Provisória (MP) 1.176/2023, que institui o programa, foi publicada no Diário Oficial de terça-feira (6) e tem efeitos imediatos. Mas, para se tornar lei, precisará ser votada e aprovada pelo Congresso Nacional em até 90 dias. 

O Desenrola Brasil pretende juntar devedores e credores a fim de que a dívida possa ser renegociada e a situação de inadimplência encerrada. Serão duas faixas. Na primeira, pessoas que ganham até dois salários mínimos ou quem esteja inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal – e que foram negativas até 31 de dezembro de 2022 – poderão saldar suas dívidas de até R$ 5 mil. 

Prazo

O pagamento poderá ser à vista ou parcelado em até 60 meses, com desconto e juros mais baixos. O dinheiro para pagar as dívidas pode ser obtido através de empréstimo com uma instituição financeira, o qual poderá ser garantido pelo Fundo de Garantia de Operações (FGO), do governo federal.  

A segunda faixa, segundo o Ministério da Fazenda, é destinada somente a pessoas com dívidas no banco, que poderá oferecer a seus clientes a possibilidade de renegociação de forma direta. Essas operações não terão a garantia do Fundo FGO. 

Segundo o Ministério da Fazenda, o programa funcionará através de um leilão reverso entre credores, organizado por categoria de crédito, onde quem oferecer mais desconto será contemplado no programa, apresentará a dívida com desconto para renegociar com as pessoas físicas e contará com a garantia de que sua dívida será saldada.  

Já aqueles que oferecerem menos desconto ficarão de fora do programa. Por isso, é possível que o devedor não encontre todas suas dívidas para renegociar no Desenrola.  

Especialistas

O diretor de Diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Henrique Lian, considera o programa “de extrema relevância no atual contexto de superendividamento de expressiva parcela da população brasileira”. 

Para a economista Carla Beni, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a medida é importante para que as pessoas com renda mais baixa possam “voltar a respirar e até poder voltar a consumir”. “A inadimplência dificulta muito a vida da pessoa, inclusive afeta até a saúde mental”, afirma. 

Ela acredita que o programa poderá reduzir em até 40% a inadimplência no país, que hoje atinge 66,08 milhões de pessoas, ou 40,6% dos brasileiros adultos, segundo dados divulgados em maio pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Carla destaca, no entanto, que será importante pensar em campanhas para garantir a adesão dos devedores ao programa.  

“Vai precisar de orientação e muita campanha de divulgação, porque você precisará de um celular e tudo vai ser feito online. É preciso aguardar os próximos passos para ver como vai ser feita a utilização do aplicativo, como isso vai ser inserido na plataforma e como vai ser a facilidade da adesão. Como temos uma experiência com o Pix e o Brasil teve uma adesão espetacular, acredito que a gente tenha não só uma condição técnica e tecnológica, como a adesão da própria população [ao novo programa]. Ela já está acostumada a usar o celular”, salienta.

Consumo

Izis Ferreira, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), acredita que o programa poderá dar um impulso no consumo das famílias brasileiras. 

“O crédito funciona hoje como importante condicionante do consumo, não só de produtos que precisam de prazo para pagamento, de maior valor agregado, mas até produtos do dia a dia e serviços que são consumidos de forma imediata. Então, o crédito hoje é um suporte para o consumo de produtos de primeira necessidade e de maior valor agregado”, destaca. 

Por meio de nota, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou que o programa está em linha com as tratativas feitas nos últimos meses entre a instituição e o governo federal.  

“Quando entrar em operação, os bancos darão sua contribuição para que o Desenrola reduza o número de consumidores negativados e ajude milhões de cidadãos a diminuírem suas dívidas”, diz nota da Febraban.

Na avaliação de Ione Amorim, coordenadora de Serviços Financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a urgência com que o Desenrola Brasil foi lançado é importante, mas faltou um pouco mais de diálogo com a sociedade civil. E, por isso, há algumas dúvidas sobre o programa. 

Ela questiona, por exemplo, como o consumidor que recorrer ao Desenrola Brasil será tratado pela instituição financeira no futuro. “Hoje, quando a gente tem um desconto muito grande [num banco], esse consumidor fica com uma restrição lá dentro daquela instituição, se ele vai tentar de novo um crédito”, opina. 

Redução da inadimplência deverá aumentar o movimento no comércio – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Além disso, Ione chama a atenção para as dívidas que já estão prescritas e que nem deveriam mais ser cobradas, mas que poderão entrar no Desenrola. “Quem fará essa análise?”, questiona. 

Descontos

Outro ponto destacado por ela é sobre o valor dos descontos. “Essa população de baixa renda é extremamente assediada por empresas que oferecem crédito extremamente predatórios [com taxas de juros muito altas]. Então, qual o valor desses contratos que serão objeto desse acordo? O valor integral já incluindo as taxas de juros abusivas? Quando você fala do desconto, e não tem parâmetro, qual é o referencial?”, pergunta. 

Para além do programa, uma causa de preocupação para Ione refere-se a futuras dívidas que podem voltar a envolver o consumidor depois que o programa for encerrado, em dezembro deste ano.  

“Esse consumidor, sem nenhum preparo, que foi assediado [para contrair o crédito], continua refém dos mesmos tipos de abordagem. É muito provável que parte desse público, até chegar dezembro, que é o limite desse programa, ele estará de novo com uma série de dívidas. Uma parcela muito grande desse segmento, que ganha até dois salários mínimos, é de aposentados e pensionistas, que são muito expostos à questão do crédito consignado”, alerta Ione.

Ione disse esperar que a regulamentação a ser feita pelo Ministério da Fazenda e a apreciação da matéria pelo Congresso Nacional abram espaço para mais diálogo com as entidades de defesa do consumidor. 

Henrique Lian, da Proteste, disse acreditar que o programa poderá ser, futuramente, complementado “com ações de natureza regulatória e educativa com vistas à prevenção da insolvência recorrente.” 

A preocupação é a mesma de Izis Ferreira. Para ela, caso não haja um programa de educação financeira para as famílias, há o risco de a inadimplência continuar sendo um problema cíclico no país, com períodos de melhora e outros de piora.  

Segundo a CNC, em maio deste ano, a quantidade de pessoas com dívidas há mais de 90 dias representou 45,7% dos inadimplentes. Essa é a maior taxa para um mês em três anos e vem crescendo desde dezembro de 2022 (43,9%). 

“O crédito ganhou relevância no pós-pandemia como condicionante do consumo. As pessoas estão concentrando muito gasto no cartão de crédito. Diante desse contexto, a preocupação que a gente tem que ter é: a gente vai resgatar esse consumidor da inadimplência, mas depois será que ele vai entender que precisa ter um pouco mais de cautela, programação e planejamento ao usar o crédito? Ao mesmo tempo que o credor faz a renegociação, ele tem que, forma intensiva, estimular a conscientização financeira desse consumidor. Senão, a gente vai continuar vendo esse ciclo de inadimplência”, afirma a economista. 

Antes da edição da MP do Desenrola Brasil, a CNC estimava que o percentual de famílias com dívida há mais de 90 dias só cairia no final do dia, fechando 2023 em 44,5%. Com o lançamento do programa, no entanto, a confederação fará uma nova previsão. 

Inadimplência

Segundo Izis Ferreira, apesar de o programa ser focado mais no público de renda mais baixa, a inadimplência tem crescido também na classe média. Por isso, para ela seria importante estimular a renegociação de dívidas também para essa faixa de renda. 

Para aqueles que têm dificuldade em manter o orçamento sob controle, a economista Carla Beni tem duas dicas: a primeira é conversar com todos os membros da família para que se entenda até quanto pode ser gasto sem comprometer a renda. A segunda é anotar – numa planilha de computador ou mesmo numa folha de papel – todas as contas que precisam ser pagas.  

“As pessoas deveriam conversar mais dentro das famílias sobre suas contas a pagar e suas dívidas”, explica Carla. “E também fazer uma lista das contas a pagar. Um simples papel com caneta ajuda muito a colocar – nos meses futuros – todas as contas que aquela família tem para pagar que já estão comprometidas. Isso pode até ser colocado na porta da geladeira. Isso ajuda com que a família toda caminhe no mesmo sentido, porque a redução das dívidas traz um alívio, um conforto e uma qualidade de vida para todos da casa”. 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, na terça-feira (6), que o Desenrola terá um segmento de educação financeira. Na segunda-feira (5), Haddad havia dito que o programa deverá entrar em vigor em julho.

Palmeiras bate Barcelona e avança para oitavas da Libertadores

O Palmeiras mostrou que é forte candidato ao título da Copa Libertadores após derrotar o Barcelona de Guayaquil (Equador) por 4 a 2 de virada, nesta quarta-feira (7) no Allianz Parque, para garantir a classificação para as oitavas de final.

Notícias relacionadas:

Os três pontos mantiveram o Verdão na vice-liderança do Grupo C, agora com 12 pontos, mesma pontuação do líder Bolívar (Bolívia), com o qual fará um duelo direto pela primeira posição da chave no 29 de junho em São Paulo.

Apesar de ficar com a vitória final, a equipe do técnico português Abel Ferreira viu o Barcelona abrir uma vantagem de dois gols graças ao atacante Fydriszewski, que superou o goleiro Weverton aos 32 e aos 37 minutos da etapa inicial.

Mas, se a etapa inicial foi dos visitantes, o segundo tempo foi todo do Palmeiras, que iniciou a sua virada com menos de um minuto de bola rolando, quando Raphael Veiga levantou a bola na área para gol de cabeça do zagueiro paraguaio Gustavo Gómez. Aos 12 veio o empate, com Piquerez, que aproveitou sobra de bola para finalizar de esquerda. Aos 24 é Artur que aproveita rebote para marcar o seu de cabeça. O placar recebe números finais aos 40, graças a gol do garoto Endrick.

Derrota na Argentina

Quem ainda busca a classificação é o Fluminense, que foi até o estádio Monumental de Ñunez para medir forças com o River Plate (Argentina). Em jogo que teve transmissão da Rádio Nacional, o Tricolor não atuou bem e acabou derrotado por 2 a 0. Porém, mesmo com o revés a equipe das Laranjeiras permaneceu liderando o Grupo D, com 9 pontos.

Após perder para o River, graças a gols de Beltrán e Barco, o Fluminense buscará a classificação diante do Sporting Cristal (Peru) no dia 27 de junho em partida que será realizada no estádio do Maracanã.

Timão desclassificado

Uma equipe que teve uma noite para esquecer foi o Corinthians, que foi até o Estádio Banco Guayaquil, em Quito (Equador), e foi derrotado por 3 a 0 pelo Independiente Del Valle para ser eliminado da competição continental.

Com o revés fora de casa, a equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo permaneceu com quatro pontos, na terceira posição do Grupo E, sem possibilidades de alcançar os equatorianos, que ocupam a segunda posição da classificação com nove pontos quando falta apenas uma rodada a ser disputada nesta etapa. No seu último compromisso pela atual Libertadores, o Timão recebe o lanterna Liverpool (Uruguai) em Itaquera no dia 28 de junho.

A vitória do Del Valle começou a ser construída aos 16 minutos do primeiro tempo com um belo gol de Hoyos, que pegou de primeira após cruzamento de Sornoza. Sete minutos depois o camisa 11 da equipe do Equador voltou a vencer o goleiro Cássio. O terceiro gol saiu apenas na etapa final, e foi obra de um velho conhecido da torcida do Corinthians, o meio-campista Sornoza, com uma batida de primeira aos 23 minutos.

Inter empata fora de casa

Atuando fora de casa, no estádio Parque Central, em Montevidéu, o Internacional teve a oportunidade de sair com a vitória diante do Nacional (Uruguai), mas acabou cedendo um empate nos minutos finais para permanecer na liderança do Grupo B, mas ainda lutando pela classificação para as oitavas.

Já aos 17 minutos do segundo tempo, o Colorado abriu o marcador com Alan Patrick, mas, já aos 43, Damiani deixou tudo igual. O Internacional decide a sua situação na Copa Libertadores no dia 28 de junho contra o Independiente Medellín (Colômbia) no estádio do Beira-Rio.

UFRJ assina contrato de concessão de área onde está o Canecão

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) assinou nesta quarta-feira (7) contrato de concessão de uma área no campus da Praia Vermelha, na Urca, onde está localizada a tradicional casa de shows Canecão. Desde 2010, o local está fechado. O consórcio Bônus-Klefer, que tem as empresas Bônus Track Entretenimento e Klefer Produções e Promoções, vai administrar a área por 30 anos e investir pelo menos R$ 137,7 milhões em um novo projeto. Esse montante será dividido em R$ 84 milhões para a parte cultural e R$ 53,7 milhões para as instalações acadêmicas. 

Luiz Oscar Niemeyer, presidente da Bônus Track Entretenimento e conhecido produtor de eventos musicais, disse que o consórcio tem um prazo de 9 meses para concluir o projeto e submeter à aprovação da UFRJ. A partir disso, a previsão é que as obras do novo espaço sejam concluídas em dois anos e meio. A área total de intervenções é de 15 mil metros quadrados, que vai ser transformada em uma nova área pública de lazer. Nela, vai ser construído o novo espaço cultural multiuso – em substituição ao Canecão, que vai ser demolido – e um outro local para eventos artísticos chamado Espaço Ziraldo.

Notícias relacionadas:

“A comunidade artística brasileira ressente da ausência do Canecão. Ele é um ícone do Rio de Janeiro. Algo importantíssimo que acabou. A gente vai retomar isso”, disse Niemeyer. “Nós pretendemos acelerar ao máximo os trabalhos, mas essas coisas levam tempo. Vamos procurar fazer o melhor: um projeto que atenda sob todos os aspectos os artistas, o público e a comunidade de uma maneira geral. Hoje é um dia muito marcante para a cidade do Rio de Janeiro”. 
Fachada da antiga casa de espetáculos Canecão, na Urca, zona sul da capital fluminense – Tomaz Silva/Agência Brasil
O consórcio venceu, em fevereiro desse ano, o leilão de concessão da área com um lance de R$ 4,35 milhões. Esse valor vai ser usado pela UFRJ na compra de equipamentos para as novas instalações. O contrato de concessão prevê que o consórcio construa um restaurante universitário no campus da Praia Vermelha, com capacidade para oferecer 2 mil refeições por dia, e dois prédios para uso da instituição, como atividades de pesquisa e extensão. 

Parte da comunidade acadêmica se opôs ao projeto e organizou protestos inclusive no dia do leilão. Eles defendiam que o investimento deveria ser integralmente público, sem a participação de capital privado. Carlos Frederico Rocha, reitor em exercício da UFRJ, defendeu que a concessão foi a melhor alternativa para a instituição e minimizou as vozes contrárias.

“É um sentimento minoritário no nosso corpo social. Tanto que o projeto foi aprovado pela maioria. Temos centros acadêmicos favoráveis ao projeto, principalmente os que vão ser afetados por ele. Está prevista a construção de 8 mil metros quadrados de salas de aula. Na medida em que as contrapartidas forem dadas e o local se constituir como um polo cultural para uso acadêmico, até os que são contrários verão aquela área com outros olhos”.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi um dos atores no planejamento da concessão e atração de investidores. Luciene Machado, superintendente responsável pela estruturação de projetos do banco, disse que a construção do novo espaço cultural atende a uma demanda pública.

“É importante participarmos de projetos como esse e atuarmos como instituição pública federal favorecendo a educação, que é um norte fundamental de desenvolvimento. Isso por intermédio do equipamento cultural que vai ser construído e devolvido para a sociedade. Como banco de desenvolvimento, sentimos que estamos cumprindo a nossa missão com esse projeto”. 

Governo planeja iniciar em 2024 audiências para privatização da Sabesp

O governo paulista planeja iniciar em 2024 as audiências e consultas públicas para a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).  A administração estadual não confirma, no entanto, que o leilão de desestatização, ou a oferta de ações da empresa, irá ocorrer ainda no ano que vem.

“O que está previsto para ocorrer em 2024, após a conclusão dos estudos, é a realização de audiências e consultas públicas, além de encontro com investidores. Só depois dessa fase poderá ser discutida uma data para o leilão”, informou nesta quarta-feira (7), em nota, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Notícias relacionadas:

Os estudos a que a secretaria faz referência são as análises de viabilidade técnica para a privatização da empresa que já começaram a ser feitas pela International Finance Corporation (IFC) – instituição ligada ao Banco Mundial – e que deverão durar 14 meses.

“Caso os estudos comprovem que a proposta trará benefícios significativos, como aumento da eficiência operacional da empresa e melhoria da qualidade de serviços, incluindo expansão e antecipação das metas de universalização de abastecimento e saneamento, o processo de desestatização será estruturado”, disse o governo, em nota.

O governo de São Paulo detém 50,3% do controle da Sabesp, que é gerida em regime de sociedade anônima de capital aberto. O restante das ações é negociado na B3 de São Paulo e na Bolsa de Nova York. Atualmente, a Sabesp atende mais de 27 milhões de pessoas – cerca de 70% da população urbana estadual – em 375 das 645 cidades paulistas.