Governo recua e publica novo decreto sobre armas

Nova norma vai alterar pontos que foram questionados na Justiça, no Congresso e ‘pela sociedade em geral’, diz comunicado do Planalto. Segundo governo, cidadãos não terão direito ao porte de fuzis, carabinas ou espingardas.

O governo Jair Bolsonaro recuou e publicou nesta quarta-feira (22) um novo decreto sobre as regras para posse e porte de arma de fogo no país. Entre as alterações anunciadas estão o veto ao porte de fuzis, carabinas ou espingardas para cidadãos comuns.

O direito à posse diz respeito a ter a arma em casa (ou no trabalho, no caso de proprietários). O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa.

Também foi definida no decreto nova regra para a prática de tiro por menores de idade e ficou mantida a facilitação do porte de armas para categorias profissionais como caminhoneiro, advogado e profissional de imprensa de cobertura policial (veja abaixo).

Nesta terça-feira (21), o governo federal já havia indicado que faria “possíveis revisões” no decreto, editado por Bolsonaro no último dia 7 e publicado no dia 8 no Diário Oficial da União.

Nesta quarta, o Palácio do Planalto informou que a nova norma vai modificar alguns pontos do decreto que foram questionados na Justiça, pelo Congresso e “pela sociedade em geral”, mas “sem alterar sua essência”. De acordo com o governo, o objetivo com a mudança no decreto é “sanar erros meramente formais”.

Decreto gerou críticas

O texto inicial, do dia 7, facilitava o porte de arma para um conjunto de profissões, como advogados, caminhoneiros e políticos eleitos, e liberava a compra de fuzil por qualquer cidadão.

As alterações que o texto fazia no Estatuto do Desarmamento geraram críticas de entidades ligadas à segurança pública. Análises técnicas feitas por servidores da Câmara e do Senado apontaram “ilegalidades” no decreto e indicaram que a medida “extrapolou o poder regulamentar“.

Nesta terça, 14 governadores divulgaram uma carta aberta contra o decreto. A Anistia Internacional pediu a revogação do texto, alegando riscos para as garantias do direito à vida, à liberdade e à segurança das pessoas. O partido Rede Sustentabilidade já havia acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a anulação da medida.

A ministra do STF Rosa Weber chegou a dar prazo de cinco dias para que o governo desse explicações sobre o decreto.

Veja o que foi modificado no novo decreto

Apesar das mudanças quanto ao tipo de arma a que o cidadão comum pode ter acesso, o novo decreto manteve a facilitação do porte para uma série de profissionais que antes não tinham esse direito sem comprovação de efetiva necessidade. O novo texto também incluiu entre as categorias o guarda portuário.

Porte de armas

Mudança no decreto de armas: porte de armas — Foto: Reprodução/GloboNewsMudança no decreto de armas: porte de armas — Foto: Reprodução/GloboNews

Mudança no decreto de armas: porte de armas — Foto: Reprodução/GloboNews

  • PERMITIDO: armas do tipo “de porte”, como pistolas, revólveres e garruchas.
  • PROIBIDO: armas do tipo “portáteis”, como fuzis, carabinas, espingardas, e armas do tipo “não portáteis”, como as que precisam ser carregadas por mais de uma pessoa devido ao seu peso ou com a utilização de veículos.
  • As categorias “arma de porte” (autorizada), arma portátil (não autorizada) e “arma não portátil” (não autorizada) são termos criados pelo novo decreto.

Fuzil, carabina e espingarda em imóvel rural

  • Pelo decreto, de acordo com a nota do governo, fica permitida a aquisição de armas como fuzil, carabina e espingarda (“portáteis”) para domiciliados em imóvel rural. A regra vale para quem tem “posse justa do imóvel rural e se dedica à exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou agroindustrial”

Prática de tiro por menores

Mudança no decreto de armas: prática de tiro por menores — Foto: Reprodução/GloboNewsMudança no decreto de armas: prática de tiro por menores — Foto: Reprodução/GloboNews

Mudança no decreto de armas: prática de tiro por menores — Foto: Reprodução/GloboNews

  • Menores só poderão praticar tiro esportivo a partir dos 14 anos e com a autorização dos dois responsáveis. O decreto anterior não estipulava idade mínima e exigia autorização de apenas um dos responsáveis.
  • Antes dos decretos de Bolsonaro, era necessária autorização judicial .

Armas em voos

Mudança no decreto de armas: regras para transporte de armas em voos — Foto: Reprodução/GloboNewsMudança no decreto de armas: regras para transporte de armas em voos — Foto: Reprodução/GloboNews

Mudança no decreto de armas: regras para transporte de armas em voos — Foto: Reprodução/GloboNews

  • A Anac seguirá responsável por definir as regras para transporte de armas em voos.
  • O decreto anterior dava essa atribuição ao Ministério da Justiça.

Munições incendiárias

  • O novo decreto também esclarece que munições incendiárias, químicas e outras vedadas em acordos e tratados internacionais do qual o Brasil participa são proibidas.

Compra de munições

Ficam excluídos da limitação para aquisição de munições:

  • integrantes das forças de segurança para as munições adquiridas para as armas de uso institucional;
  • munições adquiridas em stands, clubes e associações de tiros para utilização exclusiva no local;
  • munições adquiridas às instituições de treinamento e instrutores credenciados para certificar a aptidão técnica para o manejo de arma de fogo.
  • caçadores e atiradores também poderão comprar acima do limite , a critério de definição do Comando do Exército (leia mais abaixo).

O decreto anterior define que proprietários de arma de fogo poderão adquirir 5 mil munições anuais por arma de uso permitido e mil para as de uso restrito.

Exército estabelecerá parâmetros

  • O Comando do Exército terá prazo de 60 dias para estabelecer parâmetros técnicos que definirão os armamentos que se enquadram nas categorias de “arma de fogo de uso permitido”, “arma de fogo de uso restrito” e “munição de uso restrito”.

Atiradores, caçadores e colecionadores

  • Atiradores e caçadores: não poderão adquirir armas de fogo não portáteis, segundo nota do governo;
  • Colecionadores: Poderão adquirir de acordo com a regulamentação que deverá ser feita pelo Comando do Exército, segundo nota do governo (leia mais acima)

Veja, abaixo, a íntegra do comunicado divulgado pelo Planalto

Serão publicadas no Diário Oficial da União algumas retificações no Decreto nº 9.785, de 7 de maio de 2019, com o objetivo de sanar erros meramente formais identificados na publicação original, como numeração duplicada de dispositivos, erros de pontuação, entre outros.

Ao mesmo tempo, será publicado novo Decreto, este alterador.

Ele modifica materialmente alguns pontos do Decreto nº 9.785, de 7 de maio de 2019, que por determinação do Presidente da República foram identificados em trabalho conjunto da Casa Civil, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Defesa e Advocacia-Geral da União a partir dos questionamentos feitos perante o Poder Judiciário, no âmbito do Poder Legislativo e pela sociedade em geral.

Esse trabalho de identificação resultou na proposta de alteração dos pontos abaixo no Decreto original, entretanto, sem alterar sua essência.

Mudanças relacionadas ao porte de arma para o cidadão comum

•Conceito de arma de fogo de uso permitido e de arma de fogo de uso proibido: inclusão do calibre nominal nos conceitos, de modo a possibilitar o estabelecimento de critérios mais claros de aferição da energia cinética gerada e, consequentemente, a definição acerca da natureza da arma (se de uso restrito ou de uso permitido).

•Atividades profissionais de risco: A lei 10.826/2003 em seu art. 10 §1º estabelece que a efetiva necessidade do porte se dá pela demonstração do exercício de atividade profissional de risco. Atendendo aos limites do comando legal, o Decreto estabelece o rol exemplificativo de atividades profissionais que estão inseridas em uma conjuntura que ameace sua existência ou sua integridade física em virtude de vir, potencialmente, a ser vítima de um delito envolvendo violência ou grave ameaça. O Decreto uniformiza a interpretação da Administração pública e confere maior segurança jurídica aos pretendentes ao porte de arma para defesa pessoal.

•Vedação expressa à concessão de porte de armas de fogo portáteis e não portáteis para defesa pessoal (Art. 20, §6º do Decreto Alterador), ou seja, não será conferido o porte de arma de fuzis, carabinas, espingardas ou armas ao cidadão comum.

•Para o correto entendimento da presente explicação é importante diferenciar a arma de fogo de porte, a arma de fogo portátil e a arma de fogo não portátil. A arma de fogo de porte (autorizada) é aquela que de dimensões e peso reduzidos, que pode ser disparada pelo atirador com apenas uma de suas mãos, a exemplo de pistolas, revólveres e garruchas. A arma de fogo portátil (não autorizada) é aquela que, devido às suas dimensões ou ao seu peso, pode ser transportada por uma pessoa, tais como fuzil, carabina e espingarda; Já a arma de fogo não portátil (não autorizada) é aquela que, devido às suas dimensões ou ao seu peso, precisa ser transportada por mais de uma pessoa, com a utilização de veículos, automotores ou não, ou seja, fixadas em estruturas permanentes

•A autorização para aquisição de arma de fogo portátil (posse de arma) será concedida apenas para domiciliados em imóvel rural, considerado aquele que tem a posse justa do imóvel rural e se dedica à exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou agroindustrial, nos termos da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993.

•Atribuição ao Comando do Exército para no prazo de 60 dias estabelecer os parâmetros de aferição da energia cinética a que se referem os conceitos de arma de fogo de uso permitido, arma de fogo de uso restrito e munição de uso restrito, bem como da lista dos calibres nominais que, dentro desses parâmetros, se enquadra em cada categoria;

•Esclarecimento de que o porte de arma de fogo tem validade de 10 anos. O decreto original dispunha que ele seria renovado a cada 10 anos, porém, sem estabelecer que a validade seria de 10 anos;

•Conceito de munição de uso restrito: vinculação do conceito à energia cinética gerada, além de outras características constantes do decreto original;

•Conceito de munição de uso proibido: não estava expresso, procurou-se aclarar. São proibidas as munições incendiárias, as químicas e outras vedadas em acordos e tratados internacionais dos quais o Brasil seja signatário;

•Exceções à limitação para aquisição de munição: ficam dispensados dos limites previstos no decreto apenas os integrantes das forças de segurança para as munições adquiridas para as armas de uso institucional, as munições adquiridas em stands, clubes e associações de tiros para utilização exclusiva no local, bem como as munições adquiridas às instituições de treinamento e instrutores credenciados para certificar a aptidão técnica para o manejo de arma de fogo. Caçadores e atiradores, portanto, passam a se submeter ao limite, com exceção das munições adquiridas nos stands e clubes de tiro.

Mudanças relacionadas às forças de segurança

•As guardas municipais poderão atestar a aptidão psicológica e técnica de seus integrantes para portar armas de fogo;

•Esclarecimento de que os integrantes das forças de segurança estão autorizados a adquirir armas de fogo de uso restrito.

•A autorização dada pelo Comando do Exército às forças de segurança para aquisição de armas de fogo de uso restrito será realizada mediante comunicação prévia para controle de dotação;

•A aquisição de armas de fogo não portáteis por forças de segurança estará sujeita à autorização do Comando do Exército;

•Restabelecimento da possibilidade de o Comando do Exército autorizar a importação de Produtos de Defesa pelas forças de segurança.

Mudanças relacionadas aos colecionadores, caçadores e atiradores

•Esclarecimento de que o porte de arma de fogo para os atiradores será expedido pela Polícia Federal aos que demonstrarem o cumprimento dos requisitos previstos na lei, quais sejam, aptidão técnica, aptidão psicológica, idoneidade moral, ocupação lícita e residência certa;

•Parametrização quantitativa das armas de porte e portáteis que podem ser adquiridas pelos CACs registrados junto ao Comando do Exército mediante comunicação prévia: serão 5 armas de uso permitido e 5 armas de uso restrito de cada modelo por colecionador, 15 armas de uso permitido e 15 armas de uso restrito por caçador e 30 armas de uso permitido e 30 armas de uso restrito por atirador. Acima desses quantitativos, mesmos os CACs registrados precisam de autorização prévia do Comando do Exército;

•Atiradores e caçadores não poderão adquirir armas de fogo não portáteis. Colecionadores poderão adquirir nos termos da regulamentação a ser expedida pelo Comando do Exército.

•Esclarecimento quanto à prática de tiro esportivo de menores de idade: fixação de idade mínima de 14 anos, exigência de autorização de ambos os responsáveis, bem como limitada às modalidades reconhecidas pelas entidades de administração do tiro;

Mudanças relacionadas ao procedimento administrativo para a concessão do porte

•Esclarecimento quanto ao termo inicial de contagem do prazo para apreciação de requerimentos pela Polícia Federal, Comando do Exército, SIGMA e SINARM, qual seja, 60 dias a partir do recebimento do requerimento devidamente instruído.

•Regulamentação da transferência entre sistemas SIGMA e SINARM dos cadastros de armas de fogo;

•Prazo para o adquirente informar ao SINARM ou ao SIGMA, conforme o caso, a aquisição de arma de fogo: o decreto original previa que essa comunicação deveria ser feita em até 48 horas após a aquisição. O prazo foi estendido para 7 dias úteis;

•Esclarecimento que a autorização para venda de armas de fogo no comércio não se aplica às armas de fogo não portáteis.

Outros dispositivos

•Revoga-se o artigo 41 do Decreto 9.785/2019 confirmando-se a atribuição da ANAC para, dentre outras atribuições legais, estabelecer as normas de segurança a serem observadas pelos prestadores de serviços de transporte aéreo de passageiros, para controlar o embarque de passageiros armados e fiscalizar o seu cumprimento

Acidente entre caminhões na marginal Tietê, em SP, deixa três feridos

Reprodução / TV Globo
Quatro caminhões se envolveram em um acidente na madrugada desta sexta-feira (10) na marginal Tietê, a 200 metros da ponte do Piqueri, na zona oeste de São Paulo. Três pessoas ficaram feridas.De acordo com bombeiros, a batida ocorreu por volta das 4h30. Seis viaturas da corporação foram enviadas até o local.Dois motoristas, de 39 e 41 anos, ficaram presos nas ferragens e foram resgatados. Ambos sofreram fraturas nas pernas e foram encaminhados para o pronto-socorro do Hospital do Mandaqui. A terceira vítima sofreu apenas ferimentos leves e foi atendida pelo SAMU.Segundo um dos motoristas, ouvido pela TV Globo, quando os veículos se chocaram, havia no local um desvio sinalizado com cones, o que obrigava os motoristas a reduzir a velocidade.Por causa do acidente, a CET interditou a pista central sentido Ayrton Senna. 

Transportadoras e caminhoneiros alertam para risco de nova paralisação

Representantes dos caminhoneiros voltaram a defender, nesta quarta-feira (8), que a Petrobras reajuste o preço do óleo diesel com menos frequência, espaçando o máximo possível os aumentos do valor do combustível.Segundo representantes da categoria que participaram da audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, a oscilação dos preços tem inviabilizado a definição do valor do frete cobrado, prejudicando os caminhoneiros autônomos e as transportadoras.“Não temos a capacidade técnica de suportar aumento de preços diários, quinzenais ou mesmo mensais”, disse o presidente da Confederação Nacional do Transportes (CNT), Vander Francisco Costa, ao apresentar a sugestão da entidade que representa as empresas de transporte de carga.“Nossa proposta é que as variações de preços que acompanham o mercado internacional sejam feitas com intervalo mínimo de 90 dias.A Petrobras tem condições de fazer isso sem alterar sua política de preços”, afirmou Costa, lembrando que a própria Petrobras, como contratante do transporte rodoviário, é prejudicada pela falta de previsibilidade que tende a prejudicar os caminhoneiros ou encarecer o frete.Já o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, criticou os frequentes aumentos do óleo diesel e o descumprimento da tabela mínima de frete.A política do frete mínimo foi uma das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram as estradas de todo o país em maio de 2018.A Lei 13.703, de agosto do ano passado, estabelece que os pisos mínimos de frete deverão refletir os custos operacionais totais do transporte, definidos e divulgados nos termos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com priorização dos custos referentes ao óleo diesel e aos pedágios. O que, segundo Fonseca, está sendo descumprido.“Ninguém está cumprindo a lei. O que está acontecendo é que os caminhoneiros autônomos estão sendo penalizados, estão morrendo à míngua. Não temos mais trabalho. O óleo diesel aumenta todos os dias. Algo precisa ser feito urgentemente”.“Nos subterrâneos, em volta do que está acontecendo aqui, está se armando muita coisa ruim, muita coisa feia para desestabilizar este governo e este país. Vocês podem achar que isto não é verdade, mas é”, afirmou Fonseca, explicando que diretores e membros da Abcam participam de centenas de grupos de Whatsapp onde o “descontentamento” de cerca de 150 mil caminhoneiros “está fervendo”.O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, reforçou que a crescente insatisfação dos caminhoneiros autônomos pode resultar em uma nova crise.“É preciso uma definição, [são necessárias] ações diretas para o problema do óleo diesel. Ou acabaremos de forma calamitosa. E já estamos muito próximos do que aconteceu no ano passado, daquela situação estagnante.”“A previsibilidade de reajuste de preços a cada 15 dias não vai surtir nenhum reflexo para o setor. Nem para os autônomos, nem para as empresas. Isto [período] é muito pouco para a previsibilidade logística de que precisamos para [definir] o frete”, afirmou o presidente da CNTA, defendendo medidas além da definição do frete mínimo.“Já no ano passado, quando defendemos a tabela de frete, falávamos da regulação transparente, lógica, de um piso mínimo de frete. O atual governo reconhece que a indústria e o agronegócio estão pagando muito pelo frete, enquanto os caminhoneiros estão recebendo pouco. Isso é resultado da falta de regulamentação. A partir do estabelecimento do piso mínimo de frete, o caminhoneiro vai poder usufruir do livre mercado, podendo estabelecer sua margem de lucro”, finalizou Bueno.Presente na audiência, o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, assegurou que o governo federal vem procurando dialogar com os representantes do setor a fim de elaborar políticas públicas que assegurem a sustentabilidade da atividade.Sampaio disse que a questão da tabela de frete está sendo “revista” com a “ampla participação das categorias”. O secretário executivo afirmou que o governo vem atuando para reduzir a burocracia e aperfeiçoar a regulamentação das várias atividades envolvidas no setor.A superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da ANTT, Rosimeire Lima de Freitas, lembrou que, ao longo do mês, a agência realizará audiências públicas para discutir a questão da tabela do frete.

Alta da gasolina faz motorista de Uber no Brasil aderir a greve global

Motoristas brasileiros de aplicativos de transporte vão aderir a uma paralisação global nesta quarta-feira (8) na semana em que a Uberdeve fazer sua estreia na Bolsa de Valores.Na versão local, os protestos são  contra o que os motoristas consideram baixas tarifas cobradas pela empresa que, somada ao aumento dos preços do combustível, vem corroendo seus gastos e alongando as jornadas de trabalho.No país, quem aderir à ação deverá desligar seus aparelhos a partir da meia-noite de quarta-feira e ssó voltar ao trabalho no dia seguinte.O movimento, que ganhou o nome “Uber Off” (Uber desligado), segue orientação de associações de motoristas internacionais, diz Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo).“A Uber passa um valor de tarifa para o motorista muito baixo e a empresa só cresce, ficando bilionária, ganhando valores exorbitantes”, diz.Segundo ele, com a gasolina muitas vezes custando mais de R$ 5 o litro, é comum que motoristas façam viagens nas quais seus ganhos, descontados os custos, são de centavos.Ele reclama de o último reajuste da Uber ter sido há três anos. Segundo ele, o problema também acontece nas outras plataformas do mercado, 99 e Cabify, e quem trabalha com elas também deve desligar os aplicativos.A ação é divulgada por grupos de WhatsApp e vídeos no YouTube. Souza diz que, como nem todos os motoristas participam dessas redes, é provável que  ainda haja carros na rua durante o dia de paralisação.O próprio sistema de precificação das corridas da Uber dificulta uma grande adesão. A partir da ferramenta conhecida como preço dinâmico, a companhia eleva quantia cobrada pelas corridas e, consequentemente, o valor pago aos motoristas, quando a oferta de carros está baixa em determinada região.​Ou seja, caso muitos profissionais deixem as ruas, o preço das corridas deve subir para reequilibrar oferta e demanda.Paulo Reis, presidente da cooperativa de motoristas CoopDrivers, diz que profissionais dos aplicativos, muitas das vezes, vem acumulando prejuízos devido a alta do preço da gasolina e o valor pago pelas empresas.Ele calcula que seria preciso um aumento de 30% no valor pago por quilômetro rodado e 40% no valor pago por minuto para permitir que motoristas ajustassem suas contas.“Quem tira dinheiro trabalhando com aplicativo está deixando de pagar alguma coisa. Ou negligencia no combustível, ou na manutenção, ou no imposto.” Atualmente a Uber paga, na categoria X, R$ 1,05 por quilômetro rodado, mais R$ 0,195 por minuto, o que é somado a um valor básico de R$ 1,50.Reis também critica metodologia de preços adotada pela Uber em setembro a partir da qual o preço é definido antes da corrida para o passageiro, mas o valor pago ao motorista só é calculado ao final dela.O método, na avaliação dele, fez o valor pago na prática diminuir e incentiva os motoristas a demorar mais e fazer caminhos mais longos para aumentar o valor recebido por viagem.Esse tipo de precificação também foi adotada pela 99 também no final de abril, o que levou motoristas a protestar na porta da empresa, onde foram recebidos para terem suas queixas ouvidas, diz.No caso da Uber, foi agendada uma reunião na mesma semana. Porém, segundo Reis, motoristas foram até a porta da empresa protestar no mesmo dia, o que fez a multinacional cancelar o encontro.Questionada sobre a mudança no cálculo do pagamento, a 99 disse em abril que o novo sistema visa ampliar os ganhos do condutor, ao por corrige perdas em situações adversas como congestionamentos ou imprevistos que alterem o trajeto no início da viagem.

PROTESTO

Além do desligamento de aplicativos, está programado um protesto às 8h no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. De lá, motoristas devem seguir a pé até o prédio da B3, bolsa de valores de São Paulo.As manifestações na rua foram organizadas espontaneamente pelos motoristas, sem a participação da associação, que as apoia.Reis, que é um dos YouTubers com canal para motoristas, conta participar de grupos no aplicativo Telegram com mais de 6.000 motoristas.Ele diz acreditar que ao menos 2.000 irão para o centro de São Paulo protestar, mas muitos seguirão trabalhando.“É uma filosofia nossa, desde o começo, de que, se vai fazer paralisação, tem de ser de forma que enão prejudique a cidade.”O motorista afirma que grupos virão de Sorocaba, Santos, Campinas e São José dos Campos para participar da manifestação. Os YouTubers do setor recomendam que os motoristas trabalhem por mais horas nos dias anteriores à paralisação para não terem prejuízo. Também pedem respeito aos que decidirem trabalhar nesta quarta por precisarem pagar suas contas.Motoristas ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato confirmaram estar a par do movimento e que não ligariam seus aplicativos em apoio.Uma motorista reclamou por trabalhar mais de 12 horas por dia em meio a um trânsito caótico, ganhar pouco e ver o preço da gasolina aumentando dia a dia.Em seu lançamento de ações, a Uber espera atingir US$ 91 bilhões em valor de mercado e arrecadando até US$ 9 bilhões.O Brasil tem cerca de 1 milhão de motoristas por aplicativos, estima o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística). A Uber disse que não iria comentar.  A 99 afirmou ser a favor da liberdade de expressão e de manifestação.A Cabify disse que reconhece o direito da livre manifestação pacífica dos motoristas e busca continuamente o diálogo com seus parceiros para oferecer uma plataforma de mobilidade que abranja as necessidades de todos.A empresa afirma que está sempre buscando melhorar o atendimento e a experiência dos motoristas parceiros e, por isso, eventualmente realiza ações e ofertas de benefícios, como descontos em combustível para ajudar os motoristas a reduzir despesas e aumentar seus ganhos.

Comissão da reforma da Previdência fará sua 1ª reunião nesta terça.

BRASÍLIA — A comissão especial da Câmara dos Deputados que vai apreciar a reforma da Previdência terá sua primeira reunião nesta terça-feira, dia 6. É nesta fase que os deputados vão apresentar emendas e apreciar o mérito da reforma.A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6/2019) já foi aceita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que avaliou apenas a admissibilidade da reforma, ou seja, se o texto era passível de ser apresentado à Câmara.Quer saber quanto tempo falta para você se aposentar?  Simule aqui na  calculadora da PrevidênciaO relator do texto na comissão especial será o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).Veja abaixo os pontos mais sensíveis da reforma e o cronograma da sua tramitação no Congresso:

Benefício a idosos pobres

Como é hoje

O ponto da reforma que deve sofrer maior resistência entre os parlamentares é o que prevê mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC), assistência paga a idosos de baixa renda e a deficientes físicos.

O que prevê a reforma

O BPC hoje corresponde a um salário mínimo e é pago, para idosos, a partir dos 65 anos. A reforma prevê que este benefício será antecipado para os 60 anos, porém a um valor menor, de R$ 400. Só a partir dos 70 anos o idoso receberia a quantia de um salário mínimo.

O que pode ser negociado

O governo poderá propor uma “escadinha” para elevar o valor do auxílio, que começaria em R$ 400 aos 62 anos e subiria aos poucos até chegar ao pagamento de um salário mínimo aos 78 anos.Previdência: Entenda por que a reforma é importanteConfira: Brasil é o país que mais gasta com aposentadoria na América Latina

Estados e municípios

Como é hoje

Estados e municípios com regime próprio de Previdência Social tem suas próprias regras para a aposentadoria de servidores.

O que prevê a reforma

Servidores das três esferas seguiriam as mesmas exigências de idade mínima e tempo de contribuição para se aposentar. As regras seriam mais rígidas em relação às atuais.

O que pode ser negociado

Deputados federais pressionam para retirar estados e municípios da reforma. Eles alegam que não querem arcar com o ônus de aprovar regras mais rígidas para a aposentadoria desses servidores sem que os deputados estaduais tenham esse custo político.Muitos governadores, por sua vez, pressionam o governo federal a manter os estados na reforma, já que suas finanças estão em frangalhos.O governo poderá ressuscitar uma estratégia que ia ser adotada na reforma da Previdência do presidente Michel Temer: prever que estados e municípios terão de aderir às regras federais em 6 meses, caso não aprovem nesse período, em suas assembleias estaduais ou câmaras municipais, regras diferentes das praticadas pela União. 

Regime de capitalização

Como é hoje

Este modelo não existe no Brasil. A Previdência Social brasileira segue o regime de repartição, no qual quem está no mercado de trabalho atualmente contribui para financiar a aposentadoria dos mais velhos.

O que prevê a reforma

A PEC institui o regime de capitalização para todos os brasileiros mais jovens, que ainda não ingressaram no mercado de trabalho. Nesse regime, o trabalhador tem uma poupança individual e economiza, hoje, para no futuro usar esses recursos como aposentadoria.A PEC não deixa claro como seria a transição do regime atual, de repartição, para o novo modelo de capitalização nem quem faria as contribuições, se só os trabalhadores ou também os patrões.

O que pode ser negociado

Poderá ser criada a contribuição patronal para o regime de capitalização, para garantir que os trabalhadores enquadrados no novo sistema recebam ao menos um salário mínimo no futuro.Este trabalhador, caso não consiga uma renda mínima através de sua poupança individual, receberia assim uma complementação. 

Cronograma

Audiências

Segundo calendário apresentado pelo deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da comissão especial, serão realizadas 11 audiências públicas com cerca de 60 convidados para debater o tema.

Sessões

A comissão especial terá o prazo de até 40 sessões do Plenário, contados a partir de sua formação, para aprovar um parecer.

Composição

A comissão especial será composta por 49 membros e 49 suplentes de 25 partidos com representação na Câmara.

Emendas

Na comissão especial poderão ser apresentadas emendas à PEC, com o mínimo de 171 assinaturas de deputados cada uma, no prazo de dez sessões do Plenário.

No Plenário

Após a publicação do parecer da comissão especial e o intervalo de duas sessões, a proposta será incluída na ordem do dia do Plenário da Câmara, onde será submetida a dois turnos de discussão e votação.Entre os dois turnos, há um intervalo de cinco sessões do Plenário. Para ser aprovada, a proposta precisa ter, em ambos os turnos, três quintos dos votos dos deputados – 308, em votação nominal. Em seguida, o texto vai para o Senado onde será submetido a uma nova tramitação. 

Metroviários desistem de fazer greve nesta terça-feira

Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia que começou por volta de 18h30 desta segunda-feira (29), suspender a greve que estava prevista para começar nesta terça. “Nós aceitamos a proposta de paz, de suspender a greve, mas tem que ter uma nova negociação firmada até o dia 2”, afirmou o coordenador-geral dos metroviários, Alex Fernandes.De acordo com ele, os trabalhadores farão uma nova proposta de negociação para apresentar ao TRT-2  (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) e ao Metrô de São Paulo. Enquanto isso, uma nova assembleia foi marcada para o dia 6 de maio, na qual os metroviários irão decidir sobre uma possível greve no dia 7. “Até lá seguiremos mobilizados, usando coletes, pressionando [o Metrô], porque a empresa não aceitou nossa proposta ainda”, disse Fernandes.Nesta tarde, o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) tentou uma conciliação entre trabalhadores e a Companhia, mediada pelo vice-presidente judicial, o desembargador Rafael Pugliese.  A audiência, no entanto, não resultou em acordo.O desembargador determinou pagamento de reajuste aos metroviários, com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a partir de maio. A multa diária em caso de descumprimento por parte da companhia é de R$ 300 mil.O vice-presidente judicial determinou, ainda, que o Metrô se abstenha de punir os grevistas por uso de coletes e adesivos sobre a paralisação. Em contrapartida, ao menos 70% dos metroviários devem trabalhar nos horários de pico (das 7h às 19 e das 17h às 19h) e pelo menos 50% devem comparecer ao trabalho nos demais horários nesta terça-feira (30). A multa em caso de descumprimento é de R$ 200 mil.

Greve foi votada no dia 25

A categoria havia decidido pela paralisação nesta terça em votação realizada na última quinta (25), após o Metrô apresentar propostas que foram rejeitadas pelos trabalhadores.Os cerca de 8.500 empregados reivindicam reajuste salarial de 4,32%, mais 19,1% de aumento real por produtividade, o mesmo percentual para o vale-refeição, que hoje é de R$ 850, e reajuste do vale- alimentação de R$ 368,72 para R$ 726,81.A companhia não aceitou parte das reivindicações, como o aumento salarial acima da inflação e nem a equiparação dos salários de funcionários promovidos.Os servidores ainda afirmam que o Metrô não quer custear o plano de saúde dos funcionários.Segundo o sindicato, o Metrô ofereceu reajuste dos salários com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe, que deverá ser fixado em torno de 5%.A categoria também quer negociar a participação nos resultados.

Metrô vai à Justiça contra paralisação

Em nota, o Metrô lamentou a decisão do sindicato, que rejeitou “a proposta de reajuste salarial e decretou a greve sem considerar os impactos para a população de São Paulo, que será privada do direito ao transporte, elemento essencial para o bom funcionamento da cidade”.A companhia informou ainda que o canal de comunicação continua aberto e que entrou com dissídio coletivo de greve, com pedido de liminar no TRT, para garantir o serviço de transporte aos passageiros. 

Economia brasileira fecha 43 mil empregos formais em março

A economia brasileira fechou 43.196 empregos com carteira assinada em março deste ano, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério da Economia.

O saldo é a diferença entre as contratações (1.216.177) e as de demissões (1.304.373) no período.

Esse foi o primeiro resultado negativo em três meses. A última vez que o Brasil havia registrado demissões foi em dezembro do ano passado, com o fechamento de 341.621 postos com carteira assinada.

O resultado surpreendeu os analistas do mercado financeiro, que estimavam nova abertura de vagas no mês passado.

Esse também foi o pior saldo para meses de março desde 2017, quando 62.624 trabalhadores foram demitidos. No mesmo mês do ano passado, foram registradas 56.151 contratações.

Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais.

Secretário vê ‘movimento natural’

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, afirmou que o fechamento de vagas em março é um “movimento natural de mercado”.

Ele notou que, em fevereiro, a abertura de 173 mil vagas formais veio acima das expectativas do mercado, ocorrendo um ajuste no mês seguinte. Dalcolmo avaliou que as empresas atrasaram as demissões de fevereiro para março.

Para o subsecretário-substituto de Políticas Públicas e Relações do Trabalho, Mário Magalhães, os números do emprego formal mostram que a “economia não decolou”.

“Continua em um ritmo lento, em um certo compasso de espera em alguns setores. Tem a ver com a conjuntura, com a reforma da Previdência. Há uma expectativa do mercado que está em suspenso. Mas os resultados de março não significam que a economia entrou em processo de estagnação ou retração”, acrescentou ele.

Primeiro trimestre

Os números oficiais do governo mostram também que, nos três primeiros meses deste ano, foram criados 179.543 empregos com carteira assinada.

Já nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho, foi registrada a criação de 472.117 postos de trabalho formais.

Com o resultado de março, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 38.590 milhões de vagas, contra 38.118 milhões no mesmo mês de 2018.

Por setores

Os números do governo revelam que, em março, houve fechamento de vagas em cinco dos oito setores da economia.

O maior número de empregos criados aconteceu no setor de serviços. Já o comércio foi o setor que mais demitiu.

  • Indústria de Transformação: -3.080
  • Serviços: +4.572
  • Agropecuária: -9.545
  • Construção Civil: -7.781
  • Extrativa Mineral: +528
  • Comércio: -28.803
  • Administração Pública: +1.575
  • Serviços Industriais de Utilidade Pública: -662

Dados regionais

Segundo o governo, houve fechamento de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em março deste ano.

  • Sudeste: -10.673
  • Sul: -1.748
  • Centro-Oeste: -1.706
  • Norte: -5.341
  • Nordeste: -23.728

O governo informou ainda que, das 27 unidades federativas, 19 tiveram saldo negativo (fechamento de empregos formais) em março deste ano.

Os maiores saldos positivos de emprego ocorreram em Minas Gerais (+5.163), Goiás (+2.712) e Bahia (+2.569 vagas).

Os maiores volumes de demissões foram registrados em Alagoas (-9.636), São Paulo (-8.007) e Rio de Janeiro (-6.986).

Trabalho intermitente e parcial

Segundo o Ministério do Trabalho, foram realizadas 10.328 admissões e 4.287 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em março deste ano. O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.

Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 6.041 empregos no período.

Foram registradas ainda, no mês passado, 7.085 admissões em regime de trabalho parcial e 4.956 desligamentos, gerando saldo positivo de 2.129 empregos. As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra.

Ocorreram, ainda, 18.777 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, modelo de negociação também introduzido com a reforma trabalhista.

Queda do salário médio de admissão

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.571,58 em março. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve queda de 0,51%, ou R$ 8,1, no salário de admissão, na comparação com o mesmo mês de 2018.

Em relação a fevereiro de 2019, porém, houve uma alta real de 0,12%, ou de R$ 1,92, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia.

Falta uma semana para fim do prazo do IR 2019; veja dicas para pagar menos

 Falta uma semana para o fim do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2019. Os contribuintes têm até 30 de abril, às 23h59 (horário de Brasília), para enviar os dados à Receita Federal.Cerca de 13,5 milhões de pessoas ainda não enviaram a declaração. A expectativa da Receita é receber 30,5 milhões de declarações neste ano. Até as 17h desta segunda-feira (22), pouco menos de 17 milhões haviam sido entregues.Quem não entregar no prazo terá de pagar multa de 1% sobre o imposto devido ao mês. O valor mínimo é de R$ 165,74 e o máximo é de 20% do imposto devido.Algumas despesas médicas e com educação podem ser abatidas na declaração, e, com isso, pagar menos imposto. Clique nas imagens no topo desta reportagem e veja quais gastos podem ou não ser deduzidos do IR.Veja algumas dicas básicas para sua declaração:

Uma semana a menos para entregar

Neste ano, os brasileiros terão uma semana a menos para entregar a declaração. Nos anos anteriores, o envio dos dados era feito a partir do primeiro dia útil de março, com dois meses para o contribuinte fazer a declaração. Segundo a Receita, o prazo será mais curto este ano devido ao Carnaval.

Quem é obrigado a declarar?

Se você se enquadra em uma das situações abaixo, está obrigado a declarar (basta se encaixar em qualquer uma das situações; não precisa ser em todas):
  • Recebeu mais de R$ 28.559,70 de renda tributável no ano (salário, aposentadoria ou aluguéis, por exemplo); ou
  • Ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano (como indenização trabalhista ou rendimento de poupança); ou
  • Teve ganho com a venda de bens (casa, por exemplo); ou
  • Comprou ou vendeu ações na Bolsa; ou
  • Recebeu mais de R$ 142.798,50 em atividade rural (agricultura, por exemplo) ou tem prejuízo rural a ser compensado no ano-calendário de 2018 ou nos próximos anos; ou
  • Era dono de bens de mais de R$ 300 mil; ou
  • Passou a morar no Brasil em qualquer mês de 2018 e ficou aqui até 31 de dezembro; ou
  • Vendeu um imóvel e comprou outro num prazo de 180 dias, usando a isenção de IR no momento da venda.

Deduções para diminuir o IR 2019

Quem tem dependentes, gastou com saúde, paga escola ou possui empregados domésticos pode reduzir o imposto a pagar. Só o limite para abater o INSS recolhido de empregado doméstico sofreu aumento, de R$ 1.171,84 no ano passado para R$ 1.200,32 neste ano. Veja os valores dos descontos:
  • Dedução por dependente: R$ 2.275,08
  • Despesas com educação por dependente ou com educação própria: R$ 3.561,50
  • Desconto com empregado doméstico (limitado a um empregado por declaração): R$ 1.200,32
  • Despesas com saúde: não há limite.

Formas de entrega da declaração

Assim como nos anos anteriores, a declaração do IR 2019 poderá ser preenchida e entregue de três formas: A expectativa da Receita é de que do total remessas de Imposto de Renda, 700 mil ocorram por meio dos aplicativos para celular. O número de contribuintes que usam essas ferramentas deve mais que dobrar. No ano passado, 320 mil pessoas usaram os aplicativos.

Declaração completa ou simplificada

O contribuinte pode escolher o modelo completo ou o simplificado para enviar sua declaração. Na opção pelo simplificado, é aplicado o desconto padrão de 20% (independentemente de gastos com saúde e educação, por exemplo). O limite para esse desconto de 20% é de R$ 16.754,34.

Declaração pré-preenchida

A Receita manteve a opção de usar a declaração pré-preenchida. Ela está disponível apenas para contribuintes com Certificado Digital, no centro virtual de atendimento (e-CAC). É preciso que o contribuinte tenha entregado declaração em 2018 e que as fontes pagadoras tenham enviado as informações do contribuinte para a Receita.O mesmo vale para médicos, planos de saúde, imobiliárias e outras empresas ou profissionais com os quais o contribuinte teve alguma relação. Eles também são obrigados a enviar dados fiscais à Receita. A declaração pré-preenchida só será aceita se todas essas informações estiverem disponíveis no sistema da Receita.

CPF para todos os dependentes

Uma novidade do IR 2019 que já havia sido divulgada pela Receita é a exigência de CPF para todos os dependentes, independente de idade. No ano passado, só quem tinha mais de 8 anos precisava ter documento próprio.

Dados detalhados de imóveis e veículos

No ano passado, a Receita chegou a informar que em 2019 obrigaria os contribuintes a detalhar informações sobre seus imóveis e carros, como número de matrícula e IPTU do imóvel e Renavam do veículo. Entretanto, o Fisco adiou a medida e declarou que a obrigatoriedade só valerá a partir de 2020. Este ano, portanto, a inclusão desses dados ainda será opcional, assim como foi em 2018.

Governo vai anunciar nesta terça-feira pacote de medidas para caminhoneiros

RIO E BRASÍLIA — O governo vai anunciar nesta terça-feira um pacote de medidas enquanto não chega a uma solução para o impasse em relação ao preço do diesel e em uma tentativa de evitar qualquer possibilidade de nova greve dos caminhoneiros. As ações incluem aumento da fiscalização do cumprimento da tabela do frete, construção de locais de repouso nas rodovias com pedágio, lançamento de uma linha de crédito do BNDES e a conclusão de obras de infraestrutura nas principais rodovias nacionais.Na semana passada, a estatal suspendeu um reajuste de 5,7% após um telefonema de Bolsonaro. Somente na sexta-feira, a estatal perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado na Bolsa, com a interpretação de que se tratava de uma intervenção na política de preços da companhia. Após a reunião dessa segunda com ministros no Palácio do Planalto, o presidente da Petrobras disse que a empresa é livre para tomar suas decisões e evitou comentar se o aumento poderia ser aplicado nos próximos dias. De acordo com informações da estatal no início da noite de segunda-feira, a Petrobras não vai reajustar os preços do diesel e da gasolina nas suas refinarias nesta terça-feira.

PF de SP realiza operação contra fraudes no seguro-desemprego

A Polícia Federal de São Paulo deflagrou na manhã desta segunda-feira (15) nova fase da operação Mendacium, que investiga uma organização criminosa especializada em fraudes no recebimento do seguro-desemprego.

São cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Mauá, São Paulo, Porangatu (GO) e Ibicuí (Bahia). Nove pessoas foram presas até o momento.

De acordo com as investigações, a quadrilha conseguiu sacar mais de R$ 20 milhões em benefícios de seguro-desemprego.

Em setembro do ano passado, na 1ª fase da operação, foram cumpridos 4 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Taboão da Serra. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante num escritório de contabilidade no bairro da Penha, na Zona Leste de São Paulo, por estarem com 1,6 mil documentos falsos ou em branco, como espelhos de RG e carteiras de trabalho. Também foram apreendidos R$ 420 mil em espécie. A ação contou com o apoio do Ministério do Trabalho e da Caixa Econômica Federal.

A investigação começou em outubro de 2017, na delegacia da Polícia Federal de Presidente Prudente, quando um trabalhador desempregado procurou a PF para relatar que não havia conseguido retirar seu seguro-desemprego porque alguém já havia recebido o benefício. Ao longo das investigações, foi constatado que o grupo agia principalmente na cidade de São Paulo.

Até a primeira fase da operação, cerca de 300 empresas fictícias criadas pelos investigados foram identificadas para possibilitar o recebimento de mais de 9 mil benefícios de seguro-desemprego fraudulentos. A operação foi batizada de Mendacium, pois significa falsidade em latim.

Marinho nega que capitalização em reforma da Previdência seja cheque em branco

BRASÍLIA (Reuters) – O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, negou nesta quarta-feira que a autorização pedida na reforma previdenciária para introdução do sistema de capitalização seja um cheque em branco, argumentando que a regulamentação do modelo será decidida pelo Congresso.“Não pode ser confundido com um cheque em branco porque quem vai se debruçar e decidir é o próprio Parlamento, através da maioria absoluta dos parlamentares nas duas Casas”, disse.Falando a jornalistas após participar da primeira reunião da Comissão Especial do Senado destinada a acompanhar a reforma, Marinho defendeu que este não é o momento para a equipe econômica detalhar o que quer na capitalização, já que ainda há muitos pontos em aberto nesse sentido.Na prática, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do governo muda as regras do regime previdenciário atual, de repartição, e dá aval para que o regime de capitalização possa ser introduzido, condicionando sua entrada em vigor à aprovação de um posterior projeto de lei a respeito.O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem feito uma enfática defesa da capitalização, que, na sua visão, deve ser acompanhada do fim de encargos trabalhistas para empregadores para impulsionar a geração de empregos no país.“Se nós formos entrar num detalhamento maior, nós teríamos que fazer praticamente uma reforma tributária”, disse Marinho.“De propósito, nós fizemos um projeto em que nós abrimos uma janela para que essa discussão ocorra em outro momento”, acrescentou.Como pontos que ainda precisam ser decididos, ele citou a necessidade de se quantificar o custo de transição de um regime para o outro, o estabelecimento de um fundo para bancá-lo e a realização do devido cálculo atuarial.

Acompanhamento simultâneo

Após a Comissão Especial do Senado ter sido criada para dar mais celeridade ao andamento da PEC na Casa, Marinho avaliou que “certamente haverá um ganho de tempo”, sem fazer uma projeção específica. A ideia do colegiado é acompanhar a tramitação da reforma enquanto ela ainda está na Câmara.Na véspera, o relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara votou pela admissibilidade total da matéria, em um dos primeiros passos de seu andamento no Congresso.Marinho também voltou a dizer que o governo defenderá na íntegra a reforma da Previdência tal qual originalmente apresentada. Segundo o secretário, o Executivo está disposto a debater com todos.

Lollapalooza Brasil 2019: Tudo o que você precisa saber sobre o festival

A oitava edição do Lollapalooza Brasil acontece nos dias 5, 6 e 7 de abril no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com atrações como Arctic Monkeys, Tribalistas, Sam Smith, Post Malone, Lenny Kravitz, Kendrick Lamar, Iza, Greta Van Fleet e muito mais.Os portões serão abertos às 11h em todos os dias do festival e os shows rolam até 22h45 na sexta, 23h no sábado e 22h15 no domingo. A previsão do tempo é de muito calor e a temida chuva, então prepare a sua capa.Não esqueça sua Lolla Cashless. Ela é o seu ingresso para o Lolla e apenas com o adereço você poderá comprar qualquer coisa dentro do festival. Carregue-a antes de entrar ou vá a um dos caixas espalhados pelo autódromo.O mapa deste ano segue uma estrutura parecida do que foi visto ano passado — clique aqui para ver a imagem maior. O Palco Perry’s se encontra à esquerda, pertinho do portão 9, e vai ficar reservado para nomes da música eletrônica. Ao lado direito, entre o Perry’s e o Palco Budweiser, está o Chef’s Stage, um dos pontos de parada para comer algo e se hidratar. Mais para a direita fica o Palco Budweiser, seguido pelo Palco Ônix e o Palco Adidas, mais afastados da região central do evento.

Ingressos

Os ingressos para o Lolla 2019 vão de R$ 360 a R$ 3.450 e podem ser adquiridos pelo site ou bilheteria oficial (sem taxa de conveniência — Credicard Hall, em São Paulo). Para garantir sua entrada no festival, você precisa ter seu Lolla Cashless, um sistema em que você carrega uma pulseira que substitui o ingresso físico e qualquer tipo de dinheiro. O método garante maior agilidade e menos filas para comprar alimentos e bebidas. Depois que estiver com a pulseira em mãos, será necessário registrá-la no site do próprio do Lollapalooza Brasil (https://www.lollapaloozabr.com/lolla-cashless-by-next). Caso queira inserir novos créditos durante o festival, haverá pontos de recarga próximos aos locais de consumo, aceitando-se dinheiro, cartão de débito e cartão de crédito. Porém, a sugestão da organização é que os créditos sejam inseridos com antecedência. Para quem adquiriu a meia-entrada, é necessária a comprovação do direito ao benefício no acesso ao evento, juntamente com o documento de identidade oficial com foto. Para comprovar a condição de estudante, o documento a ser apresentado é a carteira de identificação estudantil (CIE). 

Indo e vindo

Trem – Pegue Linha 9 – Esmeralda da CPTM e desembarque na estação Autódromo, que fica aberta até 01h no sábado e até 00h, na sexta e no domingo. No local, uma equipe uniformizada estará auxiliando o acesso ao festival. O portão mais próximo para a entrada do Lolla é o portão 9 e, na hora de ir embora, você pode sair pelo mesmo portão. Dica de amigo: Compre seu bilhete de ida e volta para evitar filas chatas na hora de ir embora.Ônibus – A SPTRANS possui diversas linhas que te levam ao Autódromo de Interlagos e que estarão sinalizadas. O site www.sptrans.com.brmostra todas as opções. Na hora de ir embora, além dos ônibus noturnos, uma linha especial com destino ao Terminal Santo Amaro, localizado na Av. Jacinto Júlio (próximo ao portão 09), funcionará das 21h à 01h na sexta e sábado e, das 20h à 00h, no domingo.Táxi – Se você for de táxi, pode descer próximo aos portões D, M, 7 e 8. Na hora de ir embora, serão montados pontos especiais de táxi nesses portões para facilitar a volta para casa.Aplicativos – Assistentes da organização ficarão de prontidão no Ponto de Encontro localizado na Praça Enzo Ferrari, localizada na Av. Interlagos, próximo aos portões 7 (exclusivo para PNE) para indicar o melhor local para encontrar seu motorista.Estacionamento oficial – Há vagas para carros, motos, vans, micro-ônibus e ônibus dentro do Autódromo de Interlagos. O acesso acontecerá pelo Portão G, localizado na Av. Jacinto Júlio.

Previsão do tempo

A previsão é de chuva no Lollapalooza. Na sexta, a temperatura máxima será 32 graus e a mínima é de 21, com pancadas de chuva à tarde e à noite. Já no sábado, a temperatura cai um pouco: 27 graus a máxima e 19 a mínima. Porém, a chuva aumenta no final da tarde e começo da noite. No último dia, a temperatura cai um grau tanto para a máxima quanto para a mínima, mas a chuva vem com mais intensidade. Ou seja, leve uma capa de chuva confortável que você provavelmente vai usá-la.

O que não levar

– Garrafas, latas, bebidas – Utensílios de armazenagem – Embalagens rígidas com tampa – Capacetes – Cadeiras ou bancos – Armas de fogo e armas brancas – Objetos pontiagudos, cortantes e/ou perfurantes – Fogos de artifício – Objetos de vidro – Câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável. – Cartazes feitos com papelão grosso e/ou fixados a madeiras, canudos rígidos, etc. – Animais – exceto cães guias identificados e acompanhados de portadores de deficiência visual. – Bastão para tirar foto. – Guarda-chuva – Substâncias inflamáveis, corrosivas.

O que levar

– Pulseira Lolla Cashless (único e exclusivo ingresso do festival) – Documentos pessoais – Chapéu ou boné – Óculos Escuros – Barra de cereal – Canga* – Capa de chuva – Protetor solar – Protetor labial – Câmera portátil – Mochila ou bolsa* – Frutas cortadas – Industrializados fechados.

Dicas essenciais

– Hidrate-se e use protetor solar se for chegar muito cedo.– Use roupas e sapatos confortáveis.– Para não perder nada, saia com antecedência mínima de 4 horas.Serviço:

Lollapalooza Brasil 2019

Quando: dias 5, 6 e 7 de abrilLocal: Autódromo de Interlagos, São PauloHorário: das 11h às 23hIngressos: de R$ 360 a R$ 3.450Atrações: Arctic Monkeys, Tribalistas, Sam Smith, Tiesto, Macklemore, Kings of Leon, Post Malone, Lenny Kravitz, Steve Aoki, Kendrick Lamar, Twenty One Pilots, Interpol, Greta Van Fleet, Iza e muito mais.

Bolsonaro deixa Israel e fala em ‘jogar pesado’ na reforma da Previdência

 JERUSALÉM – O presidente Jair Bolsonaro deixou Israel na manhã desta quarta-feira, 3, com a missão de angariar o maior número possível de parlamentares para votar a favor da reforma da Previdência. “Missão cumprida aqui. Tenho audiência às 8h30 na quinta-feira com parlamentares”, disse o presidente a jornalistas no hotel em que se hospedou em Jerusalém, antes de ir para o aeroporto rumo ao Brasil.
Bolsonaro demonstrou disposição em ceder em sua proposta de reforma, já que considera o Congresso “soberano para fazer polimentos” e tirar “alguma coisa” do texto. “Isso (conversas com parlamentares) eu tenho que enfrentar, mas conheço a maioria dos parlamentares. Não tenho problemas em dialogar com eles, não”, comentou. Ele disse que não sabia ainda com quem seria a primeira audiência no retorno ao País.
Segundo Bolsonaro, a ideia é “jogar pesado” na reforma da Previdência. “Se der certo, tem tudo para fazer o Brasil decolar.” Nestes dias em Israel, ele mostrou preocupação, no entanto, com a possibilidade de as alterações propostas pelos deputados acabarem “desidratando” o projeto original. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já sinalizou que a capitalização do sistema previdenciário e mudanças na aposentadoria rural e na assistência a idosos de baixa renda (BPC) não devem passar no Congresso.“A gente gostaria que passasse como chegou, mas sabemos que vai ter mudanças. Não existe projeto que não tem mudança, é coisa rara acontecer isso aí, ainda mais um projeto tão amplo, como é o da reforma da Previdência“, observou. Segundo o presidente, não é questão de abrir mão da proposta enviada ao Legislativo. “O deputado que eu fui durante 28 anos, na ponta da linha, sabe onde o calo dele aperta e questiona seu líder, e chega no Rodrigo Maia: ‘Essa questão aqui, se não tirar, a gente vota contra o projeto como um todo'”, disse.
O presidente voltou a dizer que a boa reforma da Previdência é aquela “que passa”. Ele não quis entrar em detalhes sobre pontos aos quais o governo faria vista grossa se os deputados resolvessem fazer alterações. “Quem vai bater o pênalti é a Câmara dos Deputados e, depois, o Senado.”Segundo ele, o próprio PSL é um partido de formação de base. O presidente também disse contar com votos da bancada ruralista, conforme indicou a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, assim como os da área de saúde. “Hoje em dia você não vê deputado reclamando do ministro da Agricultura. Antigamente, quando tinha problema, procurava o ministro e, se não era do partido dele, não tinha prioridade. Isso acabou. A gente espera isso deles”, argumentou.O presidente comentou não ser contra colocar parlamentares nos ministérios e disse que tem “uns três ou quatro aí” e que eles são até uma forma de sentir melhor a temperatura dentro da Câmara.Após uma série de atritos, Bolsonaro disse que está disposto a dialogar com Maia. “Se for a Brasília, estou disposto a conversar, posso ir até à casa do Maia”, comentou. Ele descartou, no entanto, a intermediação do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário político nacional. “Pelo que fiquei sabendo, o Doria estava preparando um jantar na sexta agora. Falei para minha assessoria que, para mim, está barra pesada, ‘tô’ com 64 anos, não dá para ter uma batida dessa não.”
Bolsonaro afirmou não ter nenhum problema em conversar com o presidente da Câmara e que poderia ser até um encontro particular. “Somos do Rio”, ressaltou. “Para mim, é problema de saúde, é muito voo. Complica, de repente eu ‘tô’ aí com problema de saúde”, justificou. Ele disse que, na próxima semana, já terá também “várias saídas” dentro do Brasil. “Sou paraquedista e sei do desgaste que é subir e saltar.”

Pacote para impulsionar economia

Bolsonaro também disse nesta quarta que o pacote para impulsionar a economia será lançado na forma de uma medida provisória que está na Casa Civil, mas não deu mais detalhes sobre o projeto. Em Jerusalém desde domingo, ele comentou que os dias têm sido muito corridos e que leu o que a equipe econômica o enviou em uma “diagonal rápida”.Segundo Bolsonaro, o projeto “tem tudo para tirar o Estado de cima do empreendedor”. “Não tenho detalhes aqui. Mal deu tempo de ler essas questões. Eu me preparo para o dia seguinte. Vou ter folga no avião para tomar conhecimento do que realmente está acontecendo no Brasil”, justificou. “Tem termo ali que eu não entendo. Me desculpa. É melhor falar isso do que fazer besteira”, disse a jornalistas antes de partir de volta para o Brasil. O voo dele deixou Israel às 3h20 (em Brasília).
Estadão / Broadcast registrou na terça-feira que o Ministério da Economia prepara um pacote de medidas para aumentar a produtividade, estimular a geração de empregos e tentar destravar a atividade econômica. Previstas para acontecer em 90, 180 e 360 dias, as ações foram formuladas em quatro grandes planos que serão anunciados ao longo de abril: Simplifica, Emprega Mais, Brasil 4.0 e Pró-mercados.Bolsonaro afirmou que cumprirá 90% das metas estipuladas para os primeiros 100 dias de seu governo, e que os 10% restantes serão “parcialmente atendidos”. A gestão dele completa 100 dias daqui a uma semana. “Sempre fui contra essa questão de meta porque aquele 1% que não é atendido, vocês (jornalistas) vão lá e atiram de .50 em cima da gente”, disse à imprensa pouco antes de embarcar de volta ao Brasil. Armas de calibre .50 têm alto poder de destruição.O presidente enfatizou que, até hoje, todos os seus planos deram certo. “Tanto é que eu saí do zero e hoje sou presidente”, disse, soltando uma gargalhada. Na sequência, comentou que estava rindo, mas que sentia estar envelhecendo de forma mais rápida desde que assumiu a Presidência. “A barra é pesada, tá ok?”

Passageiro na Presidência

Bolsonaro disse que está no cargo de forma passageira e que o que o conforta é que não precisará ficar com esse “abacaxi” por muito tempo. A declaração foi dada ao ser questionado sobre se a sua visita ao país teve relação com a eleição local. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, esteve com o brasileiro nos três dias de agenda oficial do presidente no país e, de forma inédita, até o acompanhou na visita ao Muro das Lamentações.
“De jeito nenhum, sou maior de idade, sexagenário”, disse, sobre a suposta intenção de impulsionar a campanha do líder local à reeleição. “Tenho uma grande afinidade com ele. É paraquedista como eu, é capitão também.”Chamando Netanyahu de Netanael, como em outros momentos em Israel, Bolsonaro ressaltou que seu compromisso é com Israel. “Sabemos que Netanael é passageiro, daqui a pouco muda. Eu também sou passageiro no Brasil. Graças a Deus, né? Imagina ficar o tempo todo com esse abacaxi”, afirmou. “Com esse abacaxi, não, com essa quantidade de problemas nas costas. A gente vai tocando o barco”, corrigiu.O presidente disse que qualquer que fosse sua decisão sobre a visita a Israel, seria criticado. “Sempre tem uma coisa: se não venho, estou contra Netanael. Se venho, sou a favor. Eu desejo boa sorte a ele à frente desse povo maravilhoso que é o israelense.”

Negócios com árabes

Após a reação de Autoridade Palestina e de embaixadores de países árabes no Brasil em relação ao anúncio do governo de que abrirá um escritório de negócios em Jerusalém, visto como um passo para transferir a embaixada do País em Israel de Tel-Aviv para a cidade, Bolsonaro disse que continua aberto a manter o comércio com os árabes.
“Não estamos no Brasil, eu, a minha situação, de procurar encrenca com ninguém. Eu quero é solução, todos aqueles que puderem fazer negócio conosco, da minha parte, vai ter todo carinho e consideração, mas tem que respeitar o Estado de Israel”, declarou durante entrevista coletiva antes de partir para o Brasil.Ele disse que foi convidado a fazer visita a vários países árabes, inclusive por xeques dos Emirados Árabes Unidos, mas que é preciso respeitar Israel. “Aqui o povo é soberano, tem o primeiro-ministro, que junto com seu Parlamento, toma decisões. Uma vez tomada a decisão, eu vou reclamar para o lado de lá? Não vou”, afirmou. “Respeito o povo palestino. Não posso concordar com grupos terroristas, aí complica. Se não iria contra a minha biografia, que combati esse pessoal da esquerdalha desde 70.”

Justiça do Trabalho condena escritório de contabilidade a multa diária de mil reais caso oriente empresas a não descontarem contribuições sindicais

Justiça do Trabalho condena escritório de contabilidade a multa diária de mil reais caso oriente empresas a não descontarem contribuições sindicais“Insegurança jurídica sobre MP 873 é imensa”, afirma presidente da CONTICOMO Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª região (Vara/Tietê) emitiu nesta semana uma decisão impedindo um determinado escritório de contabilidade em orientar seus clientes a não realizarem o desconto em folha das contribuições sindicais conforme determina a MP 873, que vem causando enorme insegurança jurídica para as empresas. Em todo o país, cerca de 40 decisões judiciais anularam os efeitos da MP por razão de sua inconstitucionalidade e flagrante prática antissindical por parte do governo. A ação judicial que gerou a decisão foi provocada pelo Sindicato dos Comerciários de Tietê (SP) e prevê multa no valor de mil reais diários, caso o escritório descumpra a determinação da Justiça do Trabalho.Para o presidente da CONTICOM, Claudio Gomes, além de inconstitucional, o cumprimento da MP 873 pelas empresas, em muitos casos, poderá significar quebra de acordo. “No ramo da construção e madeira, a maioria das convenções ou acordos coletivos garantem o desconto em folha o que, de acordo com a nova legislação trabalhista (que estabelece que o negociado vale mais que o legislado) anula os efeitos da MP 873 e do Decreto presidencial sobre boleto bancário das contribuições sindicais. Na realidade essas medidas do governo têm o objetivo claro de impedir a ação sindical em defesa dos direitos dos trabalhadores”, argumenta o sindicalista que vê com preocupação o fato de muitos escritórios de contabilidade estarem desrespeitando os instrumentos fruto de negociação coletiva e induzindo seus clientes ao erro. “Certamente acarretará consequências jurídicas severas contra estas empresas”, aponta Claudinho.

Assembleia de SP dribla norma e multiplica número de assessores

 Com apenas dois deputados estaduais, o PTB é um partido “nanico” no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Mas a longeva influência política de seu líder, Campos Machado, faz da legenda uma das maiores máquinas partidárias dentro do Parlamento paulista.Embora tenha direito a nomear até seis assessores no gabinete da liderança, que auxilia os deputados nas comissões e no plenário, a sigla de Campos Machado tem 44 servidores, sete vezes mais do que o previsto pela norma da Casa publicada semana passada – o petebista ainda tem outros 20 funcionários no próprio gabinete.A distorção é fruto de uma prática antiga na Assembleia, a distribuição de cargos comissionados (de livre indicação) da presidência da Casa para deputados aliados. O presidente Cauê Macris (PSDB) não fugiu à tradição e foi reeleito no dia 15 de março, com 70 votos, com a promessa de manter a partilha. Campos Machado foi seu cabo eleitoral.Macris tem 136 cargos comissionados à disposição na presidência, mas só usa 14 deles, atualmente. O restante pode ser realocado em outros gabinetes, como os das lideranças, mediante critérios políticos de escolha. “Depende da influência de cada um. É um jogo político. A regra, muitas vezes, é no ‘fio do bigode’. Depende do peso de cada um”, afirmou o líder do DEM, Rogério Nogueira. A sigla do deputado tem 25 assessores, dez a mais do que o previsto.Partido de Cauê Macris, o PSDB tem o maior número de assessores, apesar de ter agora a terceira maior bancada da Casa. Na última sexta-feira, eram 63 servidores na liderança tucana. Pela regra divulgada na atual Legislatura, a sigla poderia indicar 16 assessores, entre comissionados e efetivos.“Os cargos da liderança do PSDB têm sua origem, em uma parcela, na própria liderança mediante o número de deputados eleitos por cada partido, e uma outra parcela com origem na presidência e com atribuições das lideranças do partido. O PSDB é o partido que governa o Estado e, por essa razão, tem maior demanda na Alesp, motivo pelo qual estes funcionários estarão atuando nas comissões permanentes”, disse a deputada tucana Carla Morando, que assumiu a liderança na semana passada.O número, contudo, já foi maior. Na Legislatura passada, quando tinha 19 deputados – hoje são oito -, o PSDB chegou a ter 115 assessores nomeados na liderança, segundo registros da Assembleia. O partido comanda a Casa desde 1995, quando assumiu o governo do Estado – a exceção foi o biênio 2005-2007, com o atual vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM).Outras legendas aliadas também inflam seus gabinetes mediante acordo com o presidente. O PV, por exemplo, que tem um deputado, possui 18 assessores. O PPS e o PSD, com dois parlamentares cada, tinham 15 e 11 funcionários, respectivamente – acima do previsto. “Fiz um acordo lá atrás, na época do (Fernando) Capez ainda, e consegui uns cargos a mais”, disse Delegado Olim, líder do PP, que tem três servidores extras.

Oposição

A distribuição de cargos beneficia até quem faz oposição ao governo tucano, mas é aliado interno do PSDB. É o caso do PT, que tem dez deputados e tinha 51 funcionários na liderança. “Não pedi cargo nenhum para a presidência. Tinha 32 cargos e tive de exonerar 12 hoje (anteontem)”, disse o líder petista Teonilio Barba. O partido comanda também a 2.ª secretaria, que tem outros 68 cargos disponíveis, 65 ocupados.Em nota, Cauê Macris negou haver relação entre a distribuição de cargos e o apoio à sua reeleição e disse que “as solicitações de cargos feitas pelas lideranças partidárias são atendidas conforme a disponibilidade de espaços”. O deputado Campos Machado não retornou o contato da reportagem.Maior bancada da Casa, com 15 deputados, o PSL tem direito a 28 assessores, mas ainda não nomeou ninguém, assim como outras cinco lideranças que aguardam as exonerações das siglas que perderam cadeira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Governo deve propor reajuste do mínimo só pela inflação, sem ganho real

O governo deve enviar ao Congresso Nacional o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) sem a previsão de reajuste real do salário mínimo. Pela proposta da equipe econômica, o piso salarial deve ser corrigido apenas pela inflação, e o indicador usado será o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O texto deve chegar ao Legislativo até 15 de abril.“Uma proposta com uma nova fórmula de cálculo do reajuste do salário mínimo pode ser enviada ao Congresso até 31 de dezembro, por meio de uma MP (Medida Provisória). O governo não vai tratar desse assunto antes da aprovação da reforma da Previdência. Mas temos consciência de que o mínimo precisa, pelo menos, da correção inflacionária”, disse um interlocutor do ministro da Economia, Paulo Guedes.O projeto do Orçamento precisa trazer uma previsão sobre o reajuste do mínimo, porque o piso salarial é referência para o pagamento de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas. Entretanto, o dado é apenas um parâmetro para o cálculo das despesas do governo e pode ser alterado ao longo do debate orçamentário.

Reajuste real prejudicaria contas públicas

Hoje o salário mínimo está em R$ 998. A fórmula de cálculo do reajuste foi fixada por lei a partir de 2007. Até 2019, essa revisão levava em conta o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes mais a inflação do ano anterior, medida pelo INPC.Durante a transição do governo Michel Temer (MDB) para o de Jair Bolsonaro (PSL), o antigo Ministério da Fazenda recomendou a Guedes que a política de reajuste do mínimo fosse revisada.Tanto os técnicos da extinta Fazenda quanto os auxiliares de Bolsonaro tinham um diagnóstico semelhante sobre o reajuste do piso salarial. Um deles é de que a revisão real do mínimo pressiona a inflação e contribui para o baixo nível de produtividade da economia.“Esses reajustes também afetam as contas públicas porque são usados para revisar o valor mínimo de aposentadorias e outros benefícios assistenciais e trabalhistas pagos pelo governo. Com isso, a despesa pública cresce mais do que se arrecada. Em um ambiente de crise e sem crescimento, isso é ruim do ponto de vista fiscal”, disse um outro interlocutor.

Decisão final será do presidente Bolsonaro

Guedes e outros economistas são críticos da política de reajuste real do salário mínimo e defendem que ela acabe. A elaboração do PLDO é feita pela junta orçamentária, composta por Ministério da Economia e Casa Civil. Entretanto, todas as decisões sobre parâmetros e previsões de despesas passam pela aprovação do presidente da República.“Caberá ao presidente Bolsonaro definir o parâmetro que será usado no PLDO, e será uma decisão política dele enviar ao Congresso uma nova fórmula de cálculo do salário, que pode apenas dar um reajuste sem aumento real”, disse.Em evento em São Paulo na última terça-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) criticou o reajuste do salário mínimo acima da inflação. Ele classificou a política como uma “vaca sagrada” que precisa mudar, assim como a Previdência. 

Maia diz que aprovação de PEC é ‘vitória’ para governo e que Bolsonaro já apoiou proposta

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou na noite desta terça-feira (26) que a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que obriga o governo a executar todos os investimentos do Orçamento seja uma derrota para o Executivo e afirmou tratar-se, na verdade, de uma “vitória”.

A declaração de Maia foi dada após a aprovação da proposta, votada em dois turnos no mesmo dia, situação rara na Câmara. Geralmente há um intervalo de ao menos cinco sessões entre o primeiro e o segundo turno na análise de PEC. Foram 443 votos a favor, e 3, contra, na primeira rodada. Na segunda votação, foram 453 votos a favor, e 6, contra.

O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado. Na Câmara, a votação se deu no auge de uma crise entre Maia e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), conforme relatou a colunista Andreia Sadi. Segundo analisou o colunista Gerson Camarotti, a aprovação na Câmara representa uma derrota para o governo, por engessar o Orçamento federal. O texto dá pouca margem para o Executivo fazer remanejamentos.

“Não [foi uma derrota], foi uma vitória, porque o PSL votou a favor, o Eduardo [Bolsonaro] fez o discurso dizendo que ele e o Bolsonaro assinaram essa PEC”, declarou Maia.

Ao citar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, Maia se referia a uma declaração dada pelo parlamentar durante a votação, em que o parlamentar anunciou o voto favorável do PSL.

“Só queria deixar aqui a nossa posição favorável à PEC, parabenizar vossa excelência [Rodrigo Maia], que realmente é uma pauta que quando Jair Bolsonaro era deputado federal, ele e eu fomos favoráveis”, disse Eduardo, que completou falando em “relação harmônica entre os poderes”.

‘Fazer do limão uma limonada’

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselman (PSL-SP), apesar de não fazer críticas à aprovação, falou em “fazer do limão uma limonada”, depois de ter dado voto contrário à PEC.

“A Câmara é soberana, foi uma decisão de todos os líderes. Então não cabe aqui à líder do governo no Congresso fazer críticas à decisão, que é da Câmara, absolutamente soberana. Eu acho que em tudo dá pra gente fazer do limão uma limonada”, disse.

Polêmica entre Bolsonaro e Maia

A aprovação da PEC ocorre dias após uma polêmica envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara sobre a quem cabe a articulação para aprovar a reforma da Previdência.

A proposta de reforma, enviada ao Congresso pelo Planalto, ainda não começou a tramitar na Câmara dos Deputados por enfrentar resistência dos partidos, incluindo o PSL, de Bolsonaro, que reclamam da falta de diálogo com o Executivo.

Rodrigo Maia, que tinha assumido a articulação política, tem exigido mais empenho do governo para estruturar a base aliada no Congresso e se irritou nos últimos dias com ataques nas redes sociais.

Enquanto Maia diz que o governo não pode “terceirizar” a articulação política, Bolsonaro diz que a responsabilidade pela aprovação da reforma é do Congresso e que ele “já fez a sua parte”.

Nesta terça-feira, após o colégio de líderes da Câmara incluir na pauta a votação da PEC, Rodrigo Maia negou que seja uma retaliação ao governo. Inicialmente, a proposta não estava incluída na pauta do plenário, semanalmente divulgada pela Câmara.

“A PEC é uma vontade de todos os líderes, inclusive o [líder] do PSL [partido de Bolsonaro] não ficou contra, restabelecendo prerrogativas do Parlamento. Não tem retaliação contra ninguém”, declarou o presidente da Câmara.

Orçamento de 2019

O Orçamento de 2019 prevê R$ 1,434 trilhões de despesas primárias. Deste total, 90,4% são despesas obrigatórias, e 9,6%, despesas não obrigatórias. Ao todo, estão previstos R$ 45 bilhões para o custeio da máquina pública.

Atualmente, o pagamento é obrigatório somente em parte das emendas individuais dos congressistas, as chamadas “emendas impositivas”.

Todo ano, deputados e senadores podem destinar recursos federais para obras e ações indicadas por eles no Orçamento.

Pelo texto da PEC, além das emendas coletivas (feitas por bancadas estaduais e das comissões), toda a parte de investimentos do Orçamento terá de ser executada.

Na prática, a proposta pode engessar o governo federal, que não terá espaço para remanejar despesas e terá que cumprir todo o Orçamento aprovado pelo Congresso.

Apresentada em 2015, a PEC já tinha parecer aprovado em uma comissão especial e estava pronta para ser analisada pelo plenário.

Segundo técnicos da Consultoria de Orçamento, a proposta não gera impacto fiscal.

Atuação de líder do governo na Câmara é vista como desastrosa e ingênua

A atuação do líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), começou a ser vista não apenas como desastrosa —mas também, e pior, como ingênua pela ala do governo que negocia a reforma.

SEGUNDOS

No fim de semana, ele se encontrou com Bolsonaro e em seguida enviou para o grupo de WhatsApp de seu partido, o PSL, mensagens criticando a “velha política”. O texto veio a público logo depois.

ACORDA!

A atitude, que agravou a crise entre Bolsonaro e a Câmara, reforçou a impressão de que o major é “absolutamente inexperiente” e não é para “esse jogo”, nas palavras de um integrante da equipe do presidente. 

Em meio à crise com Bolsonaro, Maia diz a aliados que vai ‘blindar’ a reforma da Previdência

Em meio à crise com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse a aliados que a reforma da Previdência está “acima do governo” e que vai “blindar” a proposta.

“Não tem a ver com governo dele, ministro, nada. É acima do governo dele, de ministros, de tudo. Vamos tocar”, disse ao blog.

Maia conversou sobre a estratégia da Previdência com aliados no final de semana, como João Doria, governador de São Paulo.

Eles discutiram o conteúdo da reforma da Previdência que foi enviada pelo governo Bolsonaro – e ambos concordaram que vão “mexer” para “ajustar” o texto.

Cogitou-se, inclusive, outro texto para a Previdência – como o que havia sido enviado pelo governo Temer. Mas, segundo o blog apurou, concluíram que o que será mexido, “com emendas”, será o texto enviado pela equipe de Paulo Guedes.

A propósito, João Doria foi além: disse que o ideal também é “blindar Paulo Guedes”, ministro da Economia.

“O ministro é muito importante. O foco agora é a agenda Brasil, precisamos pacificar pela Previdência: se não aprovar, o Brasil vira Venezuela e todos perdem. Não dá”, afirmou Doria à reportagem.

Diminuindo a temperatura

Maia negou ao blog nesta segunda-feira (25) que esteja em curso um “troco” nesta semana de parlamentares insatisfeitos ao governo Bolsonaro. Ele defende, por exemplo, que a Câmara não vote a derrubada do decreto anunciado por Bolsonaro que libera turistas norte-americanos e de outros países de visto para entrada no Brasil.

Como o blog mostrou na semana passada, parlamentares avaliam derrubar o decreto para dar uma espécie de recado ao governo, irritados com o tratamento do presidente ao Congresso.

Maia, no entanto, disse ao blog que é hora de evitar polêmicas e de trabalhar para “diminuir a temperatura”.

Governo vê Previdência como ‘centro de gravidade’, diz porta-voz após Bolsonaro ir à Câmara

O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou em entrevista ao blog que a ida do presidente Jair Bolsonaro à Câmara nesta quarta (20) mostrou a importância que o governo dá à Previdência Social.

Bolsonaro foi ao Congresso entregar o projeto de lei que trata da aposentadoria dos militares. A proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre a reforma da Previdência foi entregue em fevereiro, também por Bolsonaro.

“É como diz o presidente: ‘a Previdência é carro-chefe’. Se eu fosse usar uma expressão militar, a palavra-chave seria ‘centro de gravidade'”, afirmou Rêgo Barros.

O porta-voz disse também que a expetativa do presidente é aprovar as propostas “no menor tempo possível”, acrescentando que o processo de tramitação será conduzido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Mas o importante é, como disse o ministro Onyx [Lorenzoni, da Casa Civil], que o governo tem alma, e a alma do governo é aprovar a Previdência”, ressaltou o porta-voz.

Questionado se avalia que a relação do governo com Maia está pacificada mesmo após a declaração do deputado sobre a aposentadoria dos militares, Rêgo Barros respondeu:

“Eu conversei com o general Fernando, ele não demonstrou nenhuma preocupação, eles são amigos.”

Após se envolver em uma polêmica com generais, o presidente da Câmara afirmou que era “brincadeira” o comentário que fez na véspera dizendo que “o Brasil quebrou” e os militares estão querendo entrar “no fim da festa”, referindo-se a eventuais benefícios concedidos à categoria no projeto de lei que vai rever as regras de aposentadoria da caserna.

Generais classificaram a frase de Rodrigo Maia de “infeliz”. Diante da repercussão, Maia procurou o governo para desfazer o mal-estar.

Maia tem reclamado que tem feito articulações para ajudar o governo, levando demanda dos deputados, mas avalia que o Executivo não arruma a articulação política.

Sem o freio de arrumação, afirmam deputados, a reforma da Previdência não andará com a velocidade que o governo pretende.

Brasileiro leva 1 hora para produzir o que americano faz em 15 minutos

O trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos. Isso significa que a produtividade do Brasil é baixa, mas não quer dizer que o brasileiro seja preguiçoso ou inapto. Há atrasos na formação e na infraestrutura das empresas, o que afeta os resultados, dizem especialistas.Em termos de riqueza, o Brasil produz em uma hora o equivalente a US$ 16,75, valor que corresponde apenas a 25% do que é produzido nos EUA (US$ 67). Comparado a outros países, como Noruega (US$ 75), Luxemburgo (US$ 73) e Suíça (US$ 70), o desempenho do país é ainda pior. As informações são do professor José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP.Estes dados equivalem à relação entre o total produzido na economia (PIB) e o número total de horas trabalhadas, metodologia mais comum para medir a produtividade de um país, de acordo Pastore.Precisa melhorar educação e equipamentos “A produtividade média do brasileiro é de apenas um quarto da do trabalhador americano e de um terço da do alemão ou do coreano. Perdemos muito mercado [lá fora] porque a baixa produtividade dá como resultado baixa competitividade”, disse Pastore.Isso não quer dizer que o brasileiro seja um trabalhador pior do que os outros. É preciso melhorar as condições, como educação dos funcionários e equipamentos nas empresas.Renan Pieri, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirmou que, além das correções estruturais necessárias para melhorar a produtividade, o Brasil precisa trilhar dois caminhos:Melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) com investimentos Investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas) Educação voltada às empresas “Esses dois aspectos têm a ver com o Estado, que precisa gerar um ambiente econômico que permita, por sua vez, o aumento dos investimentos, tanto público como privado”, declarou Pieri. Na opinião dele, o trabalhador precisa chegar às empresas com conhecimento consolidado, e não “tão sem base” como chega hoje.“Precisamos de um programa que aproxime a demanda das empresas da oferta das escolas, sejam do ensino superior, do ensino médio ou do ensino técnico.”Segundo Pastore, a eficiência do trabalho no Brasil está praticamente estagnada desde a década de 1980, salvo raras exceções. “Estamos parados, enquanto outros países estão melhorando. A distância tem aumentado.”Por que o Brasil está abaixo de outros países? Pieri disse que o acesso a certos recursos no Brasil, como capitais humano, físico e financeiro, entre outros, é insuficiente e desfavorável se comparado ao de outros países. Entre os fatores que conspiram contra a produtividade, ele enumera:Baixa qualificação e capacidade dos trabalhadores (capital humano) Tecnologia atrasada e mal administrada nas empresas (capital físico) Investimento caro e abaixo do necessário (capital financeiro) Infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos insuficientes e sucateados) Burocracia complicada Ambiente de negócios perverso “Melhoramos nossa escolaridade média nos últimos 25 anos, mas foi insuficiente para aumentar a qualidade do capital humano e, assim, atender às necessidades das empresas”, disse o professor da FGV.Para Pastore, o alastramento do trabalho informal também agrava o quadro de baixa produtividade no país. “Afinal, temos cerca de 40 milhões de pessoas nessa situação hoje. Isso significa que não é apenas o trabalhador que tem baixa qualidade, é o seu emprego que é de baixa qualidade”, afirmou.Setores nos quais a eficiência melhorou Agricultura (devido à incorporação maciça de inovações tecnológicas) Financeiro (devido ao salto dado com base às tecnologias do mundo digital) Indústria automotiva e Embraer (devido à robotização e racionalização do trabalho) Uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada na semana passada mostra que a produtividade do trabalho na indústria de transformação no ano passado aumentou 0,9%, em relação a 2017, quando já havia crescido 4,5%, em comparação a 2016. Trata-se do quarto ano consecutivo de crescimento do indicador, mas ainda insuficiente para ganhar competitividade.O setor industrial brasileiro ainda é 23% mais caro que o norte-americano, segundo estudos da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) citados pelo professor Pastore.Renda per capita dobraria com melhor produtividade Um relatório do Banco Mundial sobre produtividade, lançado em 2018, aponta que a renda per capita brasileira é aproximadamente 20% da renda per capita dos EUA. Se o Brasil tivesse a mesma produtividade que a norte-americana, a renda do país seria mais de 50% da dos EUA, mesmo sem investimento adicional em máquinas ou capital humano. Ou seja, a renda per capita atual mais do que dobraria somente com melhorais na produtividade.Jorge Arbache, economista e estudioso do assunto, mostrou que em 1980 a produtividade do trabalhador brasileiro era 670% maior do que a do trabalhador chinês e 70% menor do que a americana.Em 2013, o Brasil perdia nos dois casos: a do trabalhador brasileiro era 80% inferior à americana e 18% menor à chinesa. No período, a eficiência dos chineses cresceu 895%. Já a dos brasileiros, meros 6%.E os números que conspiram contra o Brasil não param por aí. Pieri afirmou que a relação PIB/trabalhador em 1994 no Brasil era de R$ 25 mil. Em 2016, já considerada a inflação no período, passou para R$ 30 mil. Isto é, em 22 anos aumentou apenas 20%. “Nesse mesmo intervalo, a relação PIB/trabalhador nos EUA cresceu 48%”, disse o professor da FGV.

Veja como votaram os ministros do STF sobre Lava Jato x Justiça Eleitoral

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu hoje por 6 votos a 5 que processos da Operação Lava Jato que envolvem crimes eleitorais, como caixa dois, associados a crimes comuns, como corrupção, devem tramitar na Justiça Eleitoral.A decisão representou uma derrota para procuradores da força-tarefa da Lava Jato no MPF (Ministério Público Federal), que defendiam que processos desse tipo fossem divididos e os crimes comuns permanecessem na Justiça Federal, onde tramitam a maior parte das investigações da operação.Votaram a favor da atribuição da Justiça Eleitoral para julgar os crimes comuns os ministros Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli.Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia foram favoráveis à separação dos processos, com o envio da parte eleitoral à Justiça Eleitoral e a remessa dos crimes comuns à Justiça Federal.Veja abaixo como votaram os ministros. Votos pela Justiça EleitoralMarco Aurélio Mello, relator do processo que foi julgado, afirmou que a atribuição de um ramo especializado do Judiciário, como a Justiça Eleitoral, atrai o julgamento dos demais crimes associados.“A solução da Procuradoria-Geral da República mostra-se inviável, porquanto a competência [atribuição] da justiça comum é residual quanto à justiça especializada”, disse o ministro.Alexandre de Moraes chamou de “infundadas” as críticas à suposta incapacidade da Justiça Eleitoral de enfrentar casos de corrupção. “Nós temos que lembrar que o combate à corrupção eleitoral se iniciou com a grande atuação da Justiça Eleitoral na aplicação da Lei da Ficha Limpa”, disse.O ministro afirmou que o STF tem decidido em casos semelhantes que julgamentos do tipo devem ser feitos pela Justiça Eleitoral e rebateu as críticas dos procuradores da Lava Jato a uma eventual decisão do Supremo.Algumas pessoas precisam amadurecer nessas críticas. Não existe uma liga da justiça sagrada contra o resto da Justiça, que seria a liga do mal Alexandre de MoraesRicardo Lewandowski defendeu que a atribuição da Justiça Eleitoral está prevista na legislação. “Temos uma lei complementar, que é o Código Eleitoral, que atribui o julgamento dos crimes eleitorais e conexos aos juízes eleitorais.”O ministro rebateu as críticas de procuradores da Lava Jato de que a decisão pode prejudicar o combate à corrupção. “Ninguém pode se arvorar mais do que qualquer outro juiz no que tange ao combate à corrupção. Nesse campo é preciso que tenhamos todos um pouco mais de humildade”, disse.Gilmar Mendes afirmou que este é o entendimento tradicionalmente aplicado pelo Supremo em casos semelhantes. “A Segunda Turma proferiu inúmeros acórdãos [decisões], nunca se teve dúvida de que se estava aplicando a juriprudência do tribunal”, disse.O ministro também rebateu as críticas de procuradores da Lava Jato à posição do Supremo e disse que elas têm o objetivo de “constranger” os ministros. “O que se trava aqui, a rigor, a par de um debate sobre competência [atribuição legal], é uma disputa de poder, e se quer ganhar a fórcepes, constranger, amedrontar as pessoas”, afirmou Gilmar.Celso de Mello descartou prejuízo às investigações. “O resultado desse julgamento não interfere de modo algum nas investigações da polícia judiciária nem do Ministério Público”, disse.O fato é que a Justiça Eleitoral está plenamente capacitada para exercer com inteira correção a jurisdição penal Celso de MelloCelso também afirmou que a decisão apenas seguiu o que vinha sendo decidido historicamente pelo STF. “Não há nada, absolutamente nada de novo sob o sol nesta matéria, e a jurisprudência da Corte tem sido muito clara já em vigor a presente Constituição da República”, disse.Dias Toffoli, presidente do STF, afirmou que todos os ministros estão “unidos no combate à corrupção” e que a Justiça Eleitoral estará “pronta para atuar” nos casos de corrupção.Votos pela Justiça Federal O ministro Edson Fachin afirmou que a atribuição da Justiça Federal está prevista na Constituição e, por isso, deve prevalecer sobre as leis que citam o envio dos casos à Justiça Eleitoral, medida prevista no Código de Processo Penal e no Código Eleitoral.“Entendo que não há como se admitir a derrogação [revogação] de uma competência prevista na Constituição por força de disposição contida quer em lei ordinária, quer em lei complementar, as quais como se sabe têm na própria Constituição o seu parâmetro de validade e eficácia”, disse Fachin.Luís Roberto Barroso fez uma defesa da eficiência da Justiça Eleitoral, mas disse que não se pode comparar a estrutura desta com a da Justiça Federal. “Dizer que a justiça eleitoral não é vocacionada para julgamentos criminais não significa desmerecê-la. Significa identificar uma vocação”, disse.“Crime de falsidade ideológica e eleitoral vem, com muita frequência, misturado com corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. E faz pouca diferença, ao contrário do que se alardeia, ao meu ver, distinguir se o dinheiro vai para o bolso ou se o dinheiro vai para a campanha, porque o problema não é para onde o dinheiro vai.O problema é da onde o dinheiro vem. E o dinheiro vem de uma cultura de achaque, corrupção e propina que se disseminou no país e que todo contrato público tem alguma autoridade levando vantagem indevida Luís Roberto BarrosoRosa Weber, que é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fez uma defesa da Justiça Eleitoral, apesar de votar para que os crimes de corrupção com relação eleitoral sejam analisados pela Justiça Federal.“É lamentável, senhor presidente [do STF], que esteja a Justiça Eleitoral, por equivocado enfoque dado à questão jurídica debatida nestes autos, a ser alvo por manifestações que terminam por desprestigiá-la, porque nem sempre o outro escuta o que se está a dizer e o que se pretendeu a dizer. Tenho a maior honra e o maior orgulho de presidir o Tribunal Superior Eleitoral, o tribunal da democracia, e por isso faço minhas as palavras que ontem foram ditas pelo ministro Dias Toffoli, em sua defesa na qualidade de chefe do poder judiciário nacional”, disse Weber.Cármen Lúcia, embora tenha votado pela separação dos processo e envio dos crimes comuns à Justiça Federal, também saiu em defesa da capacidade de julgamento da Justiça Eleitoral. “Não se está pondo nenhum questionamento sobre a eficiência da Justiça Eleitoral”, disse.O ministro Luiz Fux votou para que os processos sejam divididos entre Justiça Eleitoral e Justiça Federal e tentou diferir as situações.“Os crimes eleitorais são transportar eleitores, fazer propaganda na hora do voto”, disse. Fux também afirmou que o STF entendeu, ao julgar o caso do mensalão que o caixa dois é um tipo de corrupção.*(Com informações do Estadão Conteúdo)