Amigos, parentes e músicos se despedem de Hermeto Pascoal

Amigos, familiares e músicos deram o último adeus ao compositor e multi-instrumentista Hermeto Pascoal, nesta segunda-feira (15), na Areninha Cultural que leva o nome do artista, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro.

A cerimônia segue aberta ao público até as 21h.

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O local fica perto do bairro Jabour, para onde o músico se mudou quando foi morar na capital fluminense e onde viveu boa parte da vida. A escolha foi um pedido do próprio artista.

Caldeirão de sonoridades

Para o filho do músico, Fábio Pascoal, a alcunha de bruxo dada a seu pai faz todo o sentido, porque o som que ele fazia era como um caldeirão multissensorial e repleto de sonoridades.

“Desde os 10 anos, pegava lá as sobras de ferro do avô dele – no caso, meu bisavô – que era ferreiro e tirava som. Então, ele pegava uma folha, tirava som. Pegava um uma coisa de mamona, fazia uma flauta. Pegava uma chaleira, tocava um copo com água. Teve uma jornalista que apelidou ele como bruxo por conta disso, do alquimismo, aquele cara que joga tudo naquele caldeirão. A música dele é eterna, né?”, disse.

Identidade e brasilidade

Já para a compositora, multi-instrumentista e arranjadora Carol Panesi, que tocou com Hermeto Pascoal, ele era um “ser iluminado e de um valor universal”.

“Uma das pessoas mais generosas que eu conheço, acho que o mundo conhece, criativo, livre, autêntico, imprevisível, incrível. Ele é imortal e o legado dele realmente é infinito. Tanto de preceitos filosóficos e musicais, dessa música universal, livre, sem preconceito, com identidade, com brasilidade, com tantos elementos tão importantes que ele conseguiu reunir e com pensamentos, com essa coisa de não premeditar, da intuição acima de tudo.”

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Vida e obra

Hermeto Pascoal morreu neste sábado, aos 89 anos, em decorrência de complicações de fibrose pulmonar. Um dos maiores nomes da música instrumental brasileira e reconhecido internacionalmente por sua genialidade e inovaçãoHermeto Pascoal venceu três vezes o prêmio Grammy Latino.

O último trabalho do artista foi concluído no ano passado: o álbum de inéditas “Pra você, Ilza”, uma homenagem à esposa Ilza da Silva, com quem foi casado por mais de 40 anos. 

Hermeto deixa seis filhos, 13 netos e 10 bisnetos.

Nascido em 1936, na pequena cidade de Lagoa da Canoa, interior de Alagoas, era autodidata. Começou a tocar acordeon e flauta ainda na infância, e aos 15 anos já era profissional, mudando-se com o irmão para o Recife em busca de oportunidades.

O corpo de Hermeto Pascoal será enterrado nesta terça-feira (16). Informações sobre o local não foram divulgadas.

Ex-delegado geral de São Paulo é executado em Praia Grande

O Secretário de Administração de Praia Grande e ex-delegado geral de polícia no estado de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto por volta das 18h de hoje, em bairro próximo da prefeitura e do fórum do município, no litoral sul paulista.

Não há informações oficiais sobre a motivação do crime. Fontes foi responsável pela prisão de lideranças do PCC nos anos 2.000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e enquanto delegado geral, função que exerceu até 2022.

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Imagens de câmeras de segurança mostraram seu carro em fuga, em alta velocidade, até capotar entre dois ônibus ao tentar entrar em uma avenida.

O carro que o perseguia chega pouco depois, bate em um dos ônibus e dele saltam três homens com fuzis. Dois se deslocam até o carro de Ruy e disparam. Na fuga, voltaram pela mesma avenida usada na perseguição.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública o que ocorreu foi um atentado e o veículo utilizado pelos criminosos já foi localizado.

“O caso está sendo registrado na Polícia Civil. Equipes estão em campo, realizando diligências e utilizando ferramentas de inteligência para identificar, prender e responsabilizar os envolvidos”, disse a Secretaria de Segurança Pública, em nota.

Embora a secretaria não confirme, há movimentação na região de carros da ROTA, tropa de elite da corporação, mobilizada durante as Operações Escudo e Verão. Essas operações são realizadas pelo governo paulista desde 2023, e são marcadas por ocorrência desproporcional de confrontos e altos índices de mortalidade pela atuação de policiais.

Segundo a Prefeitura de Praia Grande outros dois homens ficaram feridos na ocorrência. Eles foram atendidos pelas equipes do Samu de Praia Grande e encaminhados para a UPA Quietude. No momento, os dois não correm risco de morte e foram transferidos para o Hospital Municipal Irmã Dulce.

Em nota, o Ministério Público confirmou que atuará na investigação do caso. “O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, em conversa com o secretário de Estado da Segurança, Guilherme Derrite, informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) vai apoiar a investigação da Polícia Civil no caso da execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, que ocorreu nesta segunda-feira, na Praia Grande”, afirmou o órgão.

Histórico

Fontes foi delegado por mais de 40 anos, tendo passado pela Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de ter sido delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandado outras delegacias e divisões na Capital.

Também foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) e esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo, depois do que se aposentou.

Ele Assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande em janeiro de 2023, permanecendo na gestão que se iniciou em 2025.

Governo quer ampliar em 40% atendimento nos hospitais universitários

O presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Arthur Chioro, destacou nesta segunda-feira (15) que umas das prioridades do governo federal é aumentar em 40% o atendimento nos hospitais universitários do país

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, Chioro disse que há previsão da entrega de 13 novas unidades até o final de 2026. 

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“Em muitos lugares do país, é só nos hospitais universitários que temos certos especialistas e procedimentos, por isso a importância deles no apoio ao SUS”, explicou o médico. 

No último sábado (13), foi realizado o segundo mutirão de atendimentos da rede EBSERH com o objetivo de reduzir o tempo de espera na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). O mutirão teve a participação de 45 hospitais da rede e cerca de 5.000 profissionais em 24 estados e no Distrito Federal.

No total, foram realizados 34 mil atendimentos, acima dos 12 mil da primeira edição, em julho. Os hospitais universitários definiram as prioridades de acordo com a demanda local. Desta forma, foram realizadas cirurgias oftalmológica, de ortopedia ou voltadas a pacientes com câncer.

A ação é dentro do programa Agora Tem Especialistas, por meio de uma parceria dos ministérios da Educação, com a EBSERH, e da Saúde. A empresa é responsável por gerir os hospitais universitários federais.

Um novo mutirão deve ocorrer ainda este ano, com previsão para 13 de dezembro.

A população pode procurar atendimento por meio das unidades básicas de Saúde, que irão direcionar aos hospitais. Também serão atendidos pacientes com acompanhamento nos hospitais universitários e ainda não foram acolhidos nos mutirões anteriores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Hospital Universitário de Brasília (HUB), ligado à Universidade de Brasília (UnB), no dia do mutirão. Na ocasião, Lula lembrou o papel do SUS durante a pandemia de covid-19 e disse que não há esquerda ou direita quando se fala na saúde da população.

Lula critica imaginário racista que persiste no país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da abertura da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a Conapir, na noite desta segunda-feira (15), em Brasília.

A etapa nacional do evento reúne na capital federal, até o fim dessa semana, cerca de 1,7 mil delegados, 200 convidados, além de dezenas de observadores e expositores. O encontro não era realizado há sete anos.

Em seu discurso para saudar os participantes, o presidente afirmou que, apesar dos avanços em políticas públicas, especialmente as ações afirmativas e inclusão da população negra em programas sociais, o Brasil ainda convive com um “racismo de todos os dias” enfrentado pela população negra.    

“Há um imaginário que insiste em colocar pessoas negras em um único lugar, normalmente no lugar de serviçal, quando não de uma ameaça.”

Sem fazer citação direta, Lula mencionou o recente caso envolvendo a escritora paulista Lilia Guerra, autora de O Céu para os Bastardos. Ela relatou ter sido acusada de furtar um lençol e uma manta de uma pousada dias depois de ter voltado da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), evento que ocorreu entre 30 de julho e 3 de agosto deste ano.

“Não podemos naturalizar esses absurdos. Não podemos achar normal que uma escritora negra, convidada de um festival literário, seja injustamente acusada de furtar objeto da pousada em que se hospedou. É inconcebível que a sociedade brasileira esteja ainda nesse lugar de preconceito e discriminação. É inaceitável que um ser humano tenha oportunidades limitadas ou esteja sempre sob suspeita por causa da cor da pele”, destacou o presidente

Lula ainda criticou a criminalização de jovens negros de periferia, “que continuam a ser alvos preferenciais das forças de repressão”, e defendeu erradicar o racismo no país, que é crime e também uma doença.

Conferência

A etapa nacional da 5ª Conapir tem como tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial. Durante as discussões, delegadas e delegados participarão de grupos de trabalho, plenárias e de eixos e xirês (roda ou dança, em Yorubá) de discussão.

De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a construção da 5ª Conapir foi feita em etapas e abrangeu todo o país. Além de conferências municipais e estaduais, houve uma etapa digital que recebeu contribuições pela plataforma Brasil Participativo e etapas livres, bem como plenárias temáticas. Essas plenárias discutiram propostas e elegeram delegados a partir dos segmentos quilombolas, ciganos, indígenas e povos de terreiro, além de mulheres, população LGBTQIA+ e juventude negras.

“A gente sabe que só se constrói política pública de qualidade com o povo e na coletividade”, afirmou a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, durante a cerimônia de abertura.

Além do presidente e da ministra, outras autoridades do governo federal e lideranças da sociedade civil compareceram ao evento, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

“Se vocês não persistissem, não acreditassem no que vocês sonham, possivelmente a gente não teria feito esta conferência com esta dimensão, porque passamos sete anos com governo que jamais pensou em fazer uma conferência para ouvir as mulheres e os homens negros deste país”, lembrou Lula, em seu discurso.

O presidente ainda fez questão de ressaltar o peso institucional que as conferências têm na formulação das políticas públicas de seu governo.

“A participação social é a parte essencial do nosso modo de governar e construir políticas públicas. Seremos tanto mais assertivos quanto mais considerarmos os anseios, as propostas e as prioridades daqueles e daquelas para os quais as políticas se destinam.” 

 

Moraes autoriza visita do governador de São Paulo a Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (15) o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A visita deverá ocorrer em 29 de setembro, entre 9h e 18h.

Mais cedo, o ministro também autorizou a visita do deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), relator do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. O encontro está previsto para o dia 22 de setembro.

Prisão domiciliar

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No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas na casa de Bolsonaro, que também é monitorado por tornozeleira eletrônica.

As medidas foram decretadas após o ministro entender que Bolsonaro usou redes sociais de seus filhos para burlar a proibição de usar esse tipo de mídia, inclusive por intermédio de terceiros.

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky

Na semana passada, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. 

“O Agente Secreto vai representar o nosso cinema com louvor”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou nesta segunda-feira (15) a escolha do filme O Agente Secreto como representante brasileiro no Oscar 2026, na categoria Melhor Filme Internacional.

Em uma postagem na rede X, Lula ressaltou que o cinema nacional “vive um grande momento”.  

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“O audiovisual brasileiro vive um grande momento, fruto de muito talento, trabalho e incentivo. Estou certo de que O Agente Secreto vai representar o nosso cinema com louvor”, disse. 

No mês passado, o presidente Lula e a primeira-dama Janja Lula da Silva receberam a equipe e elenco do longa para uma sessão especial no Palácio da Alvorada. Foi a primeira exibição do filme no Brasil, que teve a estreia mundial no 78º Festival de Cannes, na França, em maio, quando recebeu aplausos do público por aproximadamente 15 minutos.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme acompanha Marcelo, protagonizado por Wagner Moura, durante a ditadura militar. O professor de tecnologia tenta recomeçar a vida no Recife, mas acaba mergulhado em um universo de espionagem e paranoia

O Agente Secreto, que ainda não estreou em circuito nacional, já levou vários prêmios internacionais, entre eles, o de Melhor Diretor, para Kleber Mendonça Filho, e de Melhor Ator, para Wagner Moura, no Festival de Cannes.

Fiocruz alerta para contaminação da Amazônia por plásticos

Um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, aponta contaminação por resíduos plásticos na Amazônia.

A pesquisa revela impactos em ambientes aquáticos e terrestres, além de potenciais danos à saúde humana, especialmente entre comunidades ribeirinhas e indígenas.

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O artigo científico foi publicado recentemente na revista Ambio, especializada em meio ambiente e sociedade. É a primeira revisão sistemática da literatura sobre o tema no bioma amazônico.

Ao todo, foram analisados 52 estudos revisados por pares que identificaram poluição por plásticos (macro, meso, micro e nanoplástico) em fauna, flora, sedimentos e água.

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São toneladas de lixo flutuante, descartadas por moradores de diferentes áreas urbanas, embarcações e pelas próprias comunidades, o que contribui para que os resíduos atravessem cidades e países.

Segundo o epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz Amazônia, a revisão evidencia um problema maior do que o estimado.

“O momento parece oportuno para discutir os intrigantes resultados desta revisão de escopo da literatura científica, a primeira a aplicar um protocolo sistemático (PRISMA-ScR) para avaliar a contaminação por plástico em ecossistemas amazônicos”, disse Orellana.

“Revisamos uma gama de relatos sobre lixo e fragmentos de plástico em ambientes terrestres e aquáticos do bioma amazônico, o que indica um impacto muito maior do que a maioria das pessoas imagina”, complementa.

A bióloga Jéssica Melo, uma das autoras do artigo, destaca que a poluição plástica é uma crise global, mas ainda pouco estudada na Amazônia, mesmo sendo a maior bacia hidrográfica do planeta.

“A contaminação de fontes importantes de alimentos e de água representa um grande risco para a saúde de populações tradicionais. Identificamos lacunas urgentes em pesquisas, especialmente em fauna não piscícola, áreas remotas e outros países amazônicos. Destacamos a necessidade de mitigação direcionada por meio da gestão de resíduos e da educação”, diz Melo.

O estudo também expõe a falta de infraestrutura para gestão de resíduos em comunidades amazônicas.

Pesquisadores do Instituto Mamirauá relatam que, no interior do Amazonas, o lixo doméstico antes era majoritariamente orgânico. Mas, hoje, os rios estão repletos de garrafas PET e embalagens plásticas.

O trabalho reforça a urgência de pesquisas mais amplas e de ações concretas para conter o avanço da poluição, sobretudo às vésperas da COP30, que será realizada na Amazônia.

Lei institui campanha para conscientização sobre câncer de pulmão

Lei publicada nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União institui a campanha Agosto Branco, que anualmente irá conscientizar a população sobre o câncer de pulmão.  

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão é a quarta neoplasia mais incidente no Brasil.  

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Nesse mês, serão realizadas campanhas de esclarecimento sobre os sintomas da doença em todas as suas fases, prognóstico e tratamento, bem como divulgação dos serviços de atenção à saúde de referência para o cuidado dos pacientes. 

As iniciativas serão desenvolvidas pelas instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS), em cooperação com entidades civis, conselhos e associações profissionais, além de instituições de ensino. 

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Agosto 

Desde 1986, o dia 29 de agosto é considerado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Nessa data, são realizadas diversas ações para chamar a atenção da população a respeito dos males do tabagismo, considerado uma doença grave, caracterizada pela dependência de nicotina. Estudo feito por pesquisadores da Fundação do Câncer aponta que o tabagismo responde por 80% das mortes por câncer de pulmão no Brasil. 

Segundo o Inca, parar de fumar sempre vale a pena, em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, como câncer, enfisema ou derrame. 

Confira, a seguir, o que acontece com o organismo do fumante ao parar de fumar: 

  • após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal; 
  • após duas horas, não há mais nicotina circulando no sangue; 
  • após oito horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza; 
  • após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor; 
  • após dois dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida; 
  • após três semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora; 
  • após um ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade; 
  • após 10 anos, o risco de sofrer infarto é igual ao das pessoas que nunca fumaram. 

Quem deseja parar de fumar pode recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece tratamento gratuito para o tabagismo.  

Consulte aqui a coordenação de controle do tabagismo da secretaria estadual ou municipal de Saúde de sua cidade para mais informações.

Em Nova York, agenda de Lula inclui Palestina, democracia e clima

No próximo dia 23 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o tradicional discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). Além de expor as prioridades da política externa brasileira, o presidente Lula vai participar de encontros sobre a questão da Palestina e sobre a crise climática, em preparação para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima (COP30), que ocorre em Belém (PA), em novembro.

Palestina

Durante a viagem a Nova York, Lula participará da 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e Arábia Saudita.

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“Na perspectiva brasileira, uma paz sustentável só poderá ser alcançada na região se ambas as partes puderem negociar em igualdade de condições, o que inclui a capacidade estatal da Palestina”, explicou, nesta segunda-feira (15), o diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, ministro Marcelo Marotta Viegas.

O representante do Ministério das Relações Exteriores (MRE) acrescentou que o governo espera que o momento sirva de oportunidade para que mais países reconheçam a Palestina como Estado. Além do Brasil, outros 147 países já reconhecem a Palestina. A primeira sessão da conferência foi em julho. 

Países como França, Reino Unido, Canadá e Portugal manifestaram interesse em reconhecer a Palestina durante o encontro da ONU. Israel e EUA, por outro lado, rejeitam o reconhecimento da Palestina como Estado.   

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Democracia

O presidente Lula também vai participar da 2ª edição do evento Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo, no dia 24 de setembro, com lideranças de cerca de 30 países. Além do Brasil, lideram a iniciativa os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e da Espanha, Pedro Sánchez.

“Em um contexto de incerteza global e crescentes ameaças a valores democráticos, o encontro constituirá a ocasião para reafirmar compromissos compartilhados em torno da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito”, justificou o diplomata Marcelo Marotta Viegas.

A iniciativa quer avançar em uma diplomacia ativa que promova a cooperação internacional contra a deterioração das instituições, a desinformação, o discurso de ódio e a desigualdade social.

O primeiro encontro sobre a democracia ocorreu no Chile, em julho deste ano, com a participação dos presidentes do Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai. Na ocasião, foi publicada uma declaração conjunta dos países.

Crise climática

No dia 24 de setembro, um evento sobre a crise climática – outra prioridade da agenda de Lula em Nova York – será co-presidido pelo Brasil e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.

“O encontro deverá impulsionar a mobilização dos Estados-membros para a ação climática, incluindo a apresentação de novas contribuições nacionalmente determinadas, as NDCs, rumo à COP30”, disse o chefe da Divisão de Ação Climática, ministro Mário Gustavo Mottin.

As NDCs são os compromissos que cada país assume para reduzir a emissão de gases do efeito estufa que aquecem a Terra e são a principal motor das mudanças climáticas. Até o momento, apenas 29 países apresentaram suas NDCs, segundo o Itamaraty.

O presidente Lula ainda participa, em Nova York, de evento organizado pelo Brasil para ampliar o apoio para construção do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que deve ser lançado em Belém, na COP30, com objetivo de financiar a preservação das florestas. Outra agenda do presidente Lula é o encontro promovido pelo Centro Global de Adaptação, liderado pelo ex-presidente do Senegal, Macky Sall, para discutir mecanismos de adaptação a mudança climática.

“Tem como liderança um africano e a África é a região do mundo mais vocal sobre a importância de adaptação, além da necessidade de que tenha o financiamento adequado”, comentou Mário Gustavo Mottin.

A delegação brasileira também deve participar, a partir do dia 22 de setembro, da Semana do Clima de Nova York 2025. O encontro promove cerca de 500 eventos com lideranças de governos e da sociedade civil do planeta.

A Semana do Clima de Nova York ocorre desde 2009 de forma simultânea à Assembleia Geral da ONU e serve, na prática, como um evento preparatório da COP30.

“Tem um sentido positivo de mobilização, de discussão e apresentação de soluções para a mudança do clima desenvolvida pelos países, pela sociedade e pelo setor privado”, disse o chefe da Divisão de Ação Climática, ministro Mário Gustavo Mottin.  

Institutos de Saúde do Brics propõem fortalecimento de parcerias

Os institutos nacionais de saúde dos países que compõem o Brics querem intensificar parcerias técnicas e científicas, para combater problemas comuns existentes e fortalecer a preparação para eventuais futuras emergências.

Essas questões estão sendo discutidas em um encontro no Rio de Janeiro, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz (imagem) que é o representante brasileiro. O grupo divulgará uma carta com compromissos e propostas, na quarta-feira (17)

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“Os institutos nacionais de saúde pública podem fazer contribuições muito importantes, seja na preparação e na resposta às emergências de saúde, seja em emergências por questões relativas a fenômenos naturais, mudança climática ou assuntos epidêmicos. É positivo, para todos, que os países que têm capacidades científicas, produtivas e econômicas – como são os países dos Brics – possam contribuir à produção de inovações que vão dar acesso às populações que precisam, a novos medicamentos, vacinas, kits de diagnóstico”, destacou o representante da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil, Cristian Morales.

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Compõem o Brics os seguintes países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, mencionou o cenário de interrupção do financiamento de programas internacionais de saúde por parte dos Estados Unidos e como o momento propicia a união de países na área, como os membros do Brics.

“Nesse momento, a gente tem um cenário global com o país mais rico do planeta virando as suas costas para o mundo, e, por outro lado, uma comunhão de países que buscam manter a ciência na frente das políticas públicas e elaborar políticas públicas baseadas em evidência científica.”

“É um momento muito oportuno para o Brasil, que está na liderança do Brics, e vê a possibilidade de fazer coisas que vão beneficiar a saúde da população dos nossos países”, complementou.

Um princípio norteador para o trabalho conjunto dos institutos, de acordo com Mariângela, é a Parceria pela Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, firmada em julho, durante a última cúpula de chefes de estado do bloco.

Esse termo designa as doenças influenciadas por fatores sociais, econômicos e ambientais, como a desigualdade, a falta de saneamento e a dificuldade de acessar serviços médicos e que, por isso, geralmente atingem as populações mais pobres. São exemplos dessas doenças a tuberculose, a doença de Chagas, a malária e as hepatites virais.  

Outro grande foco é combater a desigualdade de acesso a insumos, tratamentos e inovações, que é desfavorável aos países em desenvolvimento.

“A gente quer, de fato, ampliar o acesso à saúde e à capacidade local, inclusive de produção. Isso conversa com a resposta às emergências, isso conversa com a soberania nacional dos diferentes países, especialmente no Sul Global. É fundamental que a gente esteja ligado, articulando, trabalhando juntos para se fortalecer e não viver mais o cenário horrível que nós vivemos durante a pandemia”, enfatizou a vice-presidente de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz, Lourdes Oliveira. 

MMA e Inpe lançam sistema para monitoramento diário da Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançaram nesta segunda-feira (15) o Deter Não Floresta (Deter NF), sistema que passa a monitorar diariamente todo o bioma Amazônia.

Diferente do modelo tradicional do Deter, focado apenas na floresta densa, o Deter NF amplia a cobertura para áreas não florestais, como campos naturais, savanas e zonas de transição, que representam cerca de 20% do bioma. 

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A ferramenta usará imagens de satélite e inteligência artificial para detectar alterações na vegetação, como desmatamento, queimadas, mineração e outras atividades irregulares.

Os alertas gerados são públicos, gratuitos, e já estão disponíveis na plataforma TerraBrasilis. 

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Segundo o MMA, a inovação representa um avanço na governança ambiental da Amazônia e fortalece a fiscalização de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as polícias ambientais estaduais.

“Estamos fechando uma lacuna crítica no monitoramento. Onde antes tínhamos um vazio de informação diária, agora temos transparência e agilidade. Isso democratiza o acesso à informação e fortalece imensamente a ação do Estado”, explicou o secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.

Segundo o Inpe, o sistema é resultado de anos de pesquisa e desenvolvimento, utilizando técnicas avançadas de processamento de imagens. A meta agora é expandir a tecnologia para os biomas Mata Atlântica, Caatinga e Pampa, ainda sem monitoramento diário.

“Aplicamos técnicas avançadas de processamento de imagens com o uso de métodos de aprendizagem por máquina [inteligência artificial] para criar um sistema robusto e confiável que atende a uma necessidade urgente de proteção de todos os ecossistemas do bioma”, disse o coordenador do programa BiomasBR do Inpe, Cláudio Almeida.

Dados do Deter apontam que, em agosto deste ano, os alertas de desmatamento caíram 36,6% na Amazônia Florestal em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Nas áreas não florestais da Amazônia houve aumento de 8%. No Cerrado, a redução foi de 27,3%, e no Pantanal, 16,8%.

Mercado financeiro projeta inflação de 4,83% em 2025

O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para 2025. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, o Brasil fechará o ano com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) em 4,83% – abaixo, portanto, dos 4,85% projetados há uma semana.

Há quatro semanas, o mercado trabalhava com a previsão de que 2025 terminaria com uma inflação ainda mais alta, de 4,95%. Para os anos subsequentes, as projeções são de 4,30% em 2026 e de 3,90% em 2027.

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A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em agosto, o Brasil registrou, pela primeira vez desde agosto de 2024, inflação negativa (deflação, quando a média dos preços fica mais barata), de -0,11%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com isso, as projeções do mercado financeiro ficam mais próximas do teto superior (4,5%).

A conta de luz recuou 4,21% no mês, representando impacto negativo de 0,17 ponto percentual (p.p.), figurando como o subitem que mais puxou a inflação para baixo. Com isso, o grupo habitação recuou 0,90%. O recuo o conjunto de preços foi o maior para um mês de agosto desde o início do Plano Real, em 1994, segundo o IBGE.

O grupo alimentação e bebidas (-0,46%) caiu pelo terceiro mês seguido. O de transportes (-0,27%) também ajudou a deixar o IPCA negativo IPCA. Nesses três meses, os alimentos acumularam queda de -0,91%. O de transportes (-0,27%) também ajudou a deixar o IPCA negativo.

Câmbio

As expectativas do mercado financeiro com relação à cotação do dólar ao final de 2025 também recuou, passando dos R$ 5,55 projetados há uma semana, para R$ 5,50, segundo o boletim divulgado hoje.

É a quarta semana consecutiva, em que se reduz as expectativas do valor de câmbio da moeda norte-americana. Em parte, isso se explica pelas medidas econômicas que vêm sendo adotadas pelo governo de Donald Trump. Para 2026 e 2027, a cotação projetada é a mesma: R$ 5,60.

PIB e Selic estáveis

Já as expectativas relacionadas ao Produto Interno Brutop (PIB, a soma de todas riquezas produzidas no país) e à taxa básica de juros (Selic) se mantiveram estáveis.

No caso do PIB, o mercado projeta um crescimento de 2,16% em 2025 – o mesmo projetado há uma semana. Há quatro semanas, as expectativas eram de que a economia do país crescesse 2,21% no ano.

Para 2026, as expectativas do PIB estão em 1,80% – menores, portanto, do que os crescimentos projetados há uma semana (1,85%); e há quatro semanas (1,87%). Para 2027, o crescimento econômico projetado é de 1,90% – acima do 1,88% projetado há uma semana; e do 1,87% projetado há quatro semanas.

Taxa básica

Com relação à Selic, a projeção é de que ela feche o ano em 15%, o mesmo percentual que vem sendo projetado há 12 semanas. Para os anos subsequentes, o mercado projeta uma Selic de 12,38%, em 2026; e de 10,50%, em 2027.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Com o recuo da inflação e o início da desaceleração da economia, o colegiado interrompeu o ciclo de aumento de juros.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Os bancos consideram outros fatores além da Selic na hora de definir os juros a serem cobrados dos consumidores. Entre eles estão risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Caminhos da Reportagem mostra o que tirou o Brasil do Mapa da Fome

O que tirou o Brasil do Mapa da Fome é o tema do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, nesta segunda-feira (15). O programa mostra como o país deixou a fome para trás e conta o que precisa ser feito para evitar novo recuo.

Um anúncio, esperado há anos, finalmente chegou nos últimos dias de julho de 2025: o Brasil está fora do Mapa da Fome – de acordo com contagem feita pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Na prática, significa que menos de 2,5% dos brasileiros estão subnutridos atualmente.

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Abandonar o Mapa da Fome depende de um conjunto de ações.

“O primeiro é ter decisão política, quer dizer, colocar a temática no contexto da política nacional como prioridade. O segundo aspecto é a articulação intersetorial para solucionar o problema. Um terceiro fator importantíssimo é disponibilidade financeira. E tem também a participação social. Não é possível erradicar a fome sem solidariedade”, resume o representante da FAO no Brasil, o equatoriano Jorge Meza.

Essa foi a segunda vez que o país atingiu a meta da ONU. A primeira foi em 2014. Mas por que a fome voltou a assustar? “Porque desmantelaram os programas”, afirma o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias – Frame TV Brasil

“Com esse retrocesso que a gente teve nos anos do governo Bolsonaro, Temer-Bolsonaro, voltamos a dialogar com essa temática do ponto de vista político e governamental”, complementa a professora de Nutrição da Universidade de Brasília, Anelise Rizzolo.

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Existem três graus de insegurança alimentar. No leve, a família consegue garantir quantidade e qualidade, mas não sabe até quando. No moderado, a família já reduziu a quantidade ou a qualidade dos alimentos. No grave, falta comida.

Para entender como o Brasil saiu do Mapa da Fome e o que precisa ser feito para erradicar a insegurança alimentar, o Caminhos da Reportagem foi ao interior do país. No semiárido baiano, em algumas das cidades mais pobres do estado, nossa equipe viu iniciativas que excluem agrotóxicos e ultraprocessados, e valorizam produtos locais.

Em Umburanas, um grupo de mulheres se uniu para produzir alimentos saudáveis.

“A gente viu a necessidade de se juntar para agregar valor no que a gente já fazia, que era agricultura familiar”, explica a presidente da Associação Mulheres do Sertão , Daiana Santana. A associação promove roças coletivas, fura poços artesianos e doa legumes e verduras para quem não consegue produzir.

Presidente da Associação Mulheres do Sertão, Daiana Santana – Frame TV Brasil

A 370 quilômetros dali, no município de Uauá, o agricultor Alcides Peixinho e o grupo dele conciliam lavoura com recuperação da Caatinga. “Nós temos a coroa de frade e o próprio mandacaru com receitas voltadas como alimento. O xique-xique também”, conta Peixinho.

Organizados, os moradores da região superaram a pobreza. O que não significa que essa batalha foi vencida. Pelas contas do próprio ministro do Desenvolvimento Social, 3,6 milhões de brasileiros ainda enfrentam insegurança alimentar grave. “É nossa missão tirar essas pessoas da fome”, diz Wellington Dias.

Ainda segundo o ministro, outra tarefa tão importante quanto essa é evitar que as pessoas que saíram do Mapa da Fome voltem a frequentá-lo.

As soluções implementadas pelo governo, os bons exemplos da sociedade civil e a avaliação de especialistas no assunto você confere no episódio “O que tirou o Brasil do Mapa da Fome?”.

O programa vai ar ao nesta segunda-feira (15), às 23h, na TV Brasil.

Inteligência artificial ameaça aprendizado da escrita, alerta autor

Um romance, a redação de escola, uma poesia, uma carta de amor, um aviso simples deixado na porta da geladeira. Estariam todos esses textos ameaçados pelas ferramentas de inteligência artificial (IA)? Na avaliação do escritor Sérgio Rodrigues, jornalista e romancista, a perda da prática pode resultar em um retrocesso imensurável para a sociedade.

No seu mais recente livro, “Escrever é humano: como dar vida à sua escrita em tempo de robôs”, o autor defende a necessidade de atenção e estímulo à prática. Rodrigues, que lança a obra em Brasília na próxima quinta-feira (18), defende que os robôs não conseguem se igualar às características humanas, embora haja o perigoso aprimoramento permanente das tecnologias generativas. 

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Ele diz que a IA ameaça atividades profissionais, mas o alerta está também em outra esfera de atenção. “Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo um retrocesso civilizatório e intelectual”.

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Abaixo, confira entrevista com o escritor. 

Agência Brasil – Como surgiu a ideia de tratar sobre humanização da escrita?

Sérgio Rodrigues – A ideia era fazer um manual, um guia que ajudasse as pessoas que estão começando, principalmente na escrita da ficção. Sou jornalista, mas sou romancista e contista. Essa era a parte que me interessava explorar. Eu tinha um blog chamado Todoprosa, que ficou no ar entre 2006 e 2016. Algumas das ideias desse livro nasceram lá. Eu aprofundei e retrabalhei. Quando apareceu essa inteligência artificial generativa, causou uma urgência maior. O livro ganhou também um foco diferente. A criatividade é o contrário do que a inteligência artificial faz. 

Eu entendo que [escrever com criatividade] é tudo o que o robô não sabe fazer. O que o robô sabe fazer é uma imitação incrível, impressionante, da linguagem humana, mas sem nenhuma das dimensões que estão por trás da escrita criativa verdadeira. Não tem nenhuma perspectiva das tecnologias terem acesso a isso tão cedo, pelo menos enquanto não tiver uma consciência de si. 

 O livro trata sobre o que é escrever com ambição artística de fazer da linguagem o próprio espetáculo. Escrever é exclusivamente humano, assim como a arte é exclusivamente humana.

A imitação da IA fica cada vez melhor. Daqui a pouco vai ser muito difícil distinguir. O fato é que não consigo conceber arte sem uma subjetividade por trás. Escrita tem que ter uma subjetividade de quem escreveu. Todo o resto é uma aparência, uma falsidade, mas que não é a essência do negócio. 

Agência Brasil – Isso gera consequências imediatas no mercado de trabalho.

Sérgio Rodrigues – Algumas áreas estão muito ameaçadas em termos trabalhistas. A IA  consegue executar tarefas que eram exclusivas dos seres humanos com uma velocidade incomparável, com custo muito mais baixo. O ser humano é caro.

Agência Brasil – Quais as maiores ameaças?

Sérgio Rodrigues – A gente está passando por uma revolução mesmo. A maior ameaça que estou vendo é o ser humano, como espécie, desaprender a escrever. É um risco. Você pode terceirizar tudo, todos os textos. Da lista de compras ao e-mail. No momento em que você terceiriza e não usa mais essa medida, se esquece. A gente é assim. 

Um exemplo é que, antes, sabíamos os números de telefone. Hoje não sabemos mais. A gente terceirizou para o celular. Quando as pessoas terceirizarem para a IA a escrita mínima do dia a dia, vai esquecer como se escreve. Escrever é uma tecnologia de pensamento. Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo  um retrocesso civilizatório e intelectual. 

Agência Brasil – Esse escrever que você trata tem relação com todas as fases da vida, certo? A redação da escola, por exemplo.

Sérgio Rodrigues – Eu acho que a escola tem um problema sério. Se ela não tomar cuidado, todos os alunos vão passar a entregar trabalhos feitos por inteligência artificial. Se a escola não criar um ambiente em que isso seja severamente controlado, a própria habilidade da escrita não vai ser desenvolvida por aquelas crianças mais. A gente está diante de uma mudança muito grande de parâmetros gerais em relação à escrita. E é preciso cultivar isso pelo prazer de escrever. 

Agência Brasil – De alguma forma, o ser humano não estava em um caminho de se robotizar com fórmulas prévias de escrita?

Sérgio Rodrigues – Você tem razão. Eu acho que a inteligência artificial dá um passo gigante à frente nesse sentido. Mas a gente já vinha nesse caminho. Mas a IA é uma ferramenta que a gente inventou. Ela dá continuidade a um caminho que a gente já vinha trilhando, de uma certa superficialidade total das formas de ler o mundo.

Não só o texto. Um monte de ideias prontas, de clichês, de fórmulas. O clichê não é inventado pela máquina. A IA é um simulacro da gente. Uma forma de clichê, de ideias prontas e feitas. O nosso espírito crítico já vinha definhando. A escola não vinha dando conta. Acho que, em parte, é uma espécie preguiçosa.

Uma população com espírito crítico é mais difícil de manipular. Pessoas críticas ficam menos suscetíveis a virarem consumistas na internet, por exemplo.

Agência Brasil – Como a gente pode convencer os mais jovens a escrever? 

Sérgio Rodrigues – Esse livro é uma tentativa de abrir o olho das pessoas para isso que está acontecendo. Acho que a escola vai ter que se repensar a fim de criar espaços seguros para o pensamento e a escrita. Espaços em que a máquina não possa entrar. A Finlândia, por exemplo, levou computadores para dentro da sala de aula. Agora, o país baniu todos os computadores.

Agência Brasil –  Essa decisão de tirar o celular das crianças foi importante? 

Sérgio Rodrigues – Muito boa. Acho que a escola é o lugar para isso. Mas vai exigir uma reviravolta em termos de pensamento. Eu não vejo outra saída. 

Agência Brasil – A falta de leitura significa dificuldade com a escrita diretamente?

Sérgio Rodrigues – Tem impacto no interesse de leitura. Um resumo do “Dom Casmurro” (obra de Machado de Assis, em 1899) não é o mesmo que ler o livro. É como ver uma adaptação para a TV. Você tem uma ideia da história, mas a experiência de leitura de literatura é vertical. É preciso mergulhar naquelas palavras. Talvez a gente perca mesmo a capacidade de ler coisas até muito mais simples.

Agência Brasil – De escrever uma carta de amor, por exemplo?

Sérgio Rodrigues – A pessoa vai se questionar sobre o que fazer. Diante do que a pessoa amada falar, vai se perguntar sobre o que fazer. A falta de escrita e leitura faz com que a pessoa  perca as ferramentas que tinha para lidar com o outro.

Agência Brasil – Além do papel da escola, como as famílias podem convencer os mais jovens de que escrever é humano?

Sérgio Rodrigues –  As famílias têm um papel nisso. É preciso que a família leia e também valorize isso. Espero que não seja tarde demais. As pessoas que estão empolgadas. A IA pode ser uma ferramenta, mas não pode ser a mestre ou dona da pessoa.

Agência Brasil – O que podem fazer os gestores que possam se sentir responsáveis por tentar gerar políticas públicas?

Sérgio Rodrigues  – O desafio de política pública hoje nesse mundo da IA é a regulamentação, que é onde tem os lobbies mais pesados do capital. E as big techs estão muito determinadas a não deixar que nenhum tipo de regulamentação seja feita.

Em 40 anos, Amazônia perdeu área de vegetação do tamanho da França

A forma como o ser humano ocupou a Amazônia nos últimos 40 anos acelerou a ameaça sobre a capacidade de a maior floresta tropical do mundo contribuir com o equilíbrio do planeta. Uma análise dos dados da série histórica do Mapbiomas sobre o uso do solo, divulgada nesta segunda-feira (15), revela que entre os anos de 1985 e 2024, o bioma perdeu 52 milhões de hectares de área de vegetação nativa.

A área que foi convertida para uso humano no período representa 13% do território ocupado pelo bioma e é equivalente ao tamanho de alguns países, como a França, por exemplo. Somada ao que já havia sido afetado anteriormente, a Amazônia, em 2024, já havia perdido 18,7% da vegetação nativa, dos quais 15,3% foram ocupados por atividades humanas.

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“A Amazônia brasileira está se aproximando da faixa de 20% a 25% prevista pela ciência como o possível ponto de não retorno do bioma, a partir do qual a floresta não consegue mais se sustentar”, alerta o pesquisador do MapBiomas, Bruno Ferreira.

De acordo com os pesquisadores, chama a atenção a velocidade da conversão da cobertura do solo nos últimos 40 anos, quando ocorreu a supressão de 83% do total da vegetação nativa. Nesse período, as coberturas verdes deram lugar a diversas atividades como pecuária, agricultura, silvicultura de espécies exóticas e mineração.

As pastagens, por exemplo, ocupavam 12,3 milhões de hectares em 1985 na Amazônia. Em 2024, esse tipo de uso do solo já estava presente em 56,1 milhões de hectares do bioma. A agricultura avançou mais ainda, passando a ocupar área 44 vezes maior que há 40 anos. De 180 mil hectares no início da série histórica, saltou para 7,9 milhões de hectares em 2024.

Proporcionalmente, a presença da silvicultura no bioma aumentou mais ainda – 110 vezes, saltando de 3,2 mil hectares para 352 mil hectares no período da série histórica. A mineração, também segue a curva ascendente, com um salto de 26 mil hectares para 444 mil hectares nas mesmas quatro décadas.

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Moratória da soja

Outro dado que chama a atenção é a presença da lavoura de soja como o principal tipo de cultura no bioma, representando 74,4% de toda a área ocupada pela agricultura da Amazônia, com um total de 5,9 milhões de hectares em 2024.  

Na análise sobre a série histórica, os pesquisadores se debruçaram na evolução da lavoura de soja na região a partir da perspectiva da Moratória da Soja, um acordo comercial que proíbe a compra da cultura cultivada em áreas desmatadas no bioma após 2008.

A maior parte da ocupação do solo pela soja na Amazônia ocorreu após a data limite do acordo comercial, quando 4,3 milhões de hectares passaram a ser utilizados por esse tipo de cultura. De acordo com a análise, apesar do crescimento desse uso do solo, a maior parte 3,8 milhões de hectares de lavoura, cresceu sobre área já convertida anteriormente para pastagem ou outra modalidade de agricultura.

De 2008 a 2024, a conversão de formação florestal diretamente em lavoura de soja foi de 769 mil hectares.

Secas

De acordo com o estudo, essas atividades ocuparam o espaço, principalmente de floresta, a vegetação que mais foi suprimida. Em todo o período, foram 49,1 milhões de hectares, quase 95% do total do que foi removido de vegetação nativa.

“Já podemos perceber alguns dos impactos dessa perda de cobertura florestal, como nas áreas úmidas do bioma. Os mapas de cobertura e uso da terra na Amazônia mostram que ela está mais seca”, diz Bruno Ferreira.

A análise dos pesquisadores aponta retração de 2,6 milhões de hectares das superfícies cobertas de água na Amazônia, entre 1985 e 2024. São florestas e campos alagáveis, apicuns e mangues mais secos, com intensificação na última década, quando foram registrados os oito dos dez anos mais secos do bioma.

Regeneração

Em 2024, na conta do remanescente de cobertura verde da Amazônia, 2% é de vegetação secundária. O percentual responde por 6,9 milhões de hectares no bioma de área convertida anteriormente, mas que não voltou a ser desmatado e entrou em processo de regeneração.

Esse tipo de vegetação foi menos afetado por desmatamento no último ano, quando 88% do desmatamento no bioma ocorreram em vegetação primeira e 12% representaram supressão de cobertura verde em regeneração.

Medidas

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o governo federal tem adotado uma série de medidas para reduzir o desmatamento na Amazônia e outros biomas. 

A criação da Comissão Interministerial de Prevenção e Controle do Desmatamento (CIPPCD), em 2024, é uma delas. A comissão reúne 19 ministérios em uma ação integrada, visando coordenar a fiscalização e a implementação de políticas de preservação. 

Além disso, o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), faz monitoramento da região em tempo real, o que pode ter resultado em uma redução de até 45,7% nos alertas de desmatamento entre 2023 e 2024.

Com o apoio do reativado Fundo Amazônia, o governo voltou a financiar projetos estaduais e municipais de preservação e alternativas sustentáveis. 

Operações de fiscalização têm sido intensificadas, com novos recursos para aquisição de drones e helicópteros, além de um investimento em 2024 de R$ 318,5 milhões para fortalecer a presença de forças de segurança na Amazônia.

O objetivo do governo é zerar o desmatamento ilegal até 2030, com a meta de reduzir as taxas de destruição da floresta. O combate ao avanço das fronteiras agrícolas e o garimpo ilegal estão entre os principais desafios.

 

*Matéria atualizada às 10h16 de hoje (15/9/2025).

Flamengo derrota Juventude para abrir vantagem na ponta do Brasileiro

O Flamengo retomou o caminho das vitórias para abrir quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (14) o triunfo foi sobre o Juventude, pelo placar de 2 a 0, em pleno estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

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Com o triunfo fora de casa, que foi obtido com gols do meia uruguaio Arrascaeta (aos 30 minutos do primeiro tempo) e do lateral Emerson Royal (aos 41 da etapa final), o Rubro-Negro da Gávea chegou aos 50 pontos, fechando a 23ª rodada da competição com quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder Palmeiras, que no último sábado goleou o Internacional pelo placar de 4 a 1.

Vitória no Morumbis

Já na partida transmitida ao vivo pela Rádio Nacional neste domingo, o São Paulo se deu melhor que o Botafogo no estádio do Morumbis e venceu pelo placar de 1 a 0. O único gol da partida saiu dos pés do atacante Dinenno logo aos seis minutos da etapa inicial.

Com a vitória dentro de casa o Tricolor paulista ganhou força na busca por um lugar no G4. Agora ocupa a 7ª colocação com 35 pontos, três a menos do que o Mirassol, o atual quarto colocado na classificação e que derrotou o Grêmio no último sábado (13). Já o Glorioso de General Severiano estacionou nos 35 pontos com o revés, na 6ª colocação.

Outros resultados:

Bragantino 1 x 1 Sport
Atlético-MG 1 x 1 Santos

Rebeca Lima é campeã mundial de boxe em Liverpool

A brasileira Rebeca Lima conquistou a medalha de ouro da categoria até 60 quilos do Mundial de Boxe, disputado em Liverpool (Inglaterra), após derrotar a polonesa Aneta Rygielska por 3 a 2 na decisão dos juízes. Também neste domingo (14), o Brasil garantiu outras três medalhas de prata na competição.

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O primeiro vice-campeonato do Brasil no evento foi conquistado por Yuri Falcão, que, na categoria até 65 quilos, foi superado na decisão pelo uzbeque Asadkhuja Muydinkhujaev por 4 a 1 na decisão dos juízes.

As outras duas medalhas de prata brasileiras no Mundial disputado em Liverpool foram alcançados por Isaias Ribeiro Filho e Luiz Gabriel Oliveira, que perderam, respectivamente, para o uzbeque Turabek Khabibullaev na categoria até 90 quilos e para o uzbeque Abdumalik Khalokov na categoria até 60 quilos.

Defesa Civil prevê semana crítica para queimadas em São Paulo

A Defesa Civil de São Paulo prevê que, a partir desta segunda-feira (15), o estado irá enfrentar a semana mais crítica do período de estiagem e entrará em nível de emergência para queimadas. 

Segundo o órgão, a semana será marcada por altas temperaturas e baixíssimos índices de umidade relativa do ar, principalmente nas regiões centro-oeste, norte, oeste e noroeste do estado.

Em razão da situação prevista, o órgão estadual vai mobilizar, pela primeira vez no ano, o Gabinete de Crise do período de estiagem, no Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), no Palácio dos Bandeirantes.

Participam do gabinete representantes de diferentes órgãos estaduais e parceiros da Operação SP Sem Fogo, como o Corpo de Bombeiros, Fundação Florestal, Comando de Aviação da Polícia Militar, Polícia Rodoviária e Ambiental, além da Secretaria Estadual de Agricultura, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e Departament de Estradas de Rodagem. 

“Estamos diante de um cenário de risco que exige muita atenção, além da união de esforços e respostas rápidas. A presença integrada das instituições permite salvar vidas, proteger o meio ambiente e minimizar os prejuízos causados pela estiagem”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira.

 

Após retirada de lesões da pele, Bolsonaro volta à prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro retirou, na manhã deste domingo (14), oito lesões cutâneas localizadas no tronco e no braço direito. Os procedimentos foram feitos no Hospital DF Star, em Brasília, onde ele também realilzou por exames laboratoriais e de imagem.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto no bairro Jardim Botânico, em Brasília. A ida para o hospital foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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Segundo nota do hospital o procedimento foi realizado sob anestesia local e sedação, e “transcorreu sem intercorrências”. 

O boletim relata ainda que Jair Bolsonaro recebeu diagnóstico de anemia por deficiência de ferro no sangue e, para correção do quadro, recebeu reposição de ferro por via endovenosa.

Adicionalmente, outro exame de imagem mostrou que o ex-presidente tem marcas de uma infecção pulmonar recente. “A tomografia de tórax mostrou imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração.”

Jair Bolsonaro deixou a unidade hospitalar às 14 horas deste domingo, acompanhado do filho e vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e seguiu, sob escolta da polícia penal, para sua residência. 

Próximos passos

De acordo com a equipe médica, Bolsonaro deve seguir com o tratamento da hipertensão arterial, do refluxo gastro-esofágico e medidas preventivas de broncoaspiração.

Em breve, segue a nota, deve ser emitido o laudo por um médico patologista após a análise microscópica das amostras de tecido da pele (biópsia), para definição de tratamento, se necessário.

“Nos próximos dias, será disponibilizado o resultado anatomopatológico das lesões da pele para definição diagnóstica e avaliação de necessidade de complementação terapêutica.”

 

Brasil lamenta morte de seu maior instrumentista, Hermeto Pascoal

O Brasil se despe de um de seus maiores gênios musicais. O compositor e multi-instrumentista Hermeto Pascoal – referência incontestável da música brasileira e mundial – faleceu aos 89 anos, deixando um legado que atravessa gerações e fronteiras.

Diante da notícia, manifestações de pesar tomaram conta das redes sociais, vindas de artistas, autoridades e admiradores que reconhecem em Hermeto uma figura única, inclassificável e revolucionária.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou uma homenagem emocionada, nas redes sociais:

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também se manifestou, publicando uma foto abraçada com o músico e descrevendo-o como “um mestre generoso que transformou a música brasileira em alquimia sonora”.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Margareth Menezes (@margarethmenezes)

Entre os artistas que homenagearam Hermeto, Caetano Veloso gravou um vídeo em sua conta do Instagram. No registro, lembrou de músicas dedicadas ao mestre e falou sobre sua convivência com ele:

“Hermeto é grandeza da música no Brasil, um dos pontos mais altos da história da música no Brasil e que se expôs ao mundo com muita clareza e força. Eu o conheci e botei o nome dele em duas canções minhas, pelo menos, e tive discussão pública com ele. Mas o que importa é a grandeza musical dele”, afirmou Caetano, em tom respeitoso.

A cantora Zélia Duncan chamou Hermeto de “mestre absoluto” e o definiu como “o filho preferido da deusa música”, em clara reverência à sua genialidade intuitiva e inventiva.

Já a pianista e compositora Leila Pinheiro lembrou da música Chá de Panela, uma parceria com Aldir Blanc que homenageia Hermeto:

“Essa canção é uma reverência à genialidade de Hermeto, que sempre nos mostrou como fazer da música uma extensão do próprio espírito.”

Lula diz ao New York Times que soberania e democracia são inegociáveis

Em artigo publicado hoje (14) no jornal The New York Times com o título Democracia e Soberania Brasileiras São Inegociáveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu os argumentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

Lula ressaltou que nos últimos 15 anos, os Estados Unidos registraram um superávit de US$ 410 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. Também disse que não há excessos nas cobranças de tarifas por parte do Brasil e que aproximadamente 75% das exportações aos Estados Unidos para o Brasil são isentas de impostos.

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O presidente brasileiro defendeu o multilaterialismo como melhor caminho para as relações entre os países, apontou os números favoráveis aos Estados Unidos na balança comercial entre os dois países e disse que a decisão de taxar os produtos brasileiros é política.

Ao tratar a questão como política, Lula fez uma forte defesa da soberania brasileira e do judiciário.

Ele criticou tanto as acusações de Trump de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro – condenado a 27 anos de cadeia por tramar um golpe de estado –, quanto os esforços de regulamentação das chamadas big techs, grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Outro ponto defendido pelo presidente Lula foi a implementação do sistema de pagamentos digital, o PIX, que possibilitou a inclusão financeira de milhares de cidadãos e empresas do país. Além de facilitar as transações e estimular a economia.

A Amazônia foi outro tema tratado pelo brasileiro no artigo, recordando que nos últimos dois anos a taxa de redução do desmatamento caiu pela metade e que, no ano passado, a polícia brasileira apreendeu milhões de dólares utilizados em esquemas criminosos contra o meio ambiente.

Por fim, o presidente Lula reafirmou a disposição de o Brasil negociar o tema das tarifas com os Estados Unidos, recordou que os dois países mantêm relações há mais de 200 anos, sendo que as diferenças ideológicas não podem prejudicar o trabalho conjunto das duas nações.

Clique aqui e leia a íntegra do artigo

Gaza: mais de 40 pessoas morreram neste domingo vítimas de bombardeios

Mais de 40 pessoas morreram neste domingo (14) em Gaza, a maioria em bombardeios das tropas israelitas no Norte do enclave palestino.

De acordo com uma contagem provisória citada pela agência EFE, feita com base em listas dos hospitais de Gaza compartilhadas por jornalistas que estão em território palestino, foram registradas 45 mortes até 12h30, sendo que 29 morreram em hospitais no Norte da Faixa de Gaza.

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À EFE, Mohammad Abu Salmia, diretor do hospital Al Shifa, na cidade de Gaza, adiantou que esta manhã deram entrada cerca de 20 feridos e foram recebidos oito corpos de vítimas de bombardeios.

Ao hospital Al Quds, que é operado pelo Crescente Vermelho, uma fonte hospitalar disse à mesma agência espanhola que chegaram 35 feridos e cinco corpos.

Ao Sul da Faixa de Gaza, foram registrados 24 feridos e quatro mortos na sequência de um ataque a um dos pontos militarizados de distribuição de comida a Noroeste de Rafah.

Ofensiva

Há mais de um mês o Exército israelense lança uma ofensiva contra a cidade de Gaza, capital do enclave, para a ocupar, tentar resgatar os reféns israelenses que ainda estão na região e acabar com o movimento Hamas, tendo provocado o deslocamento de um milhão de pessoas que residiam na cidade.

Desde então, os bombardeios aumentaram contra a capital de Gaza, mas também as demolições e a destruição de qualquer tipo de infraestruturas.

Hoje, o exército israelense mandou evacuar três prédios na cidade de Gaza.

Segundo dados de quinta-feira (11) fornecidos pelas equipes de resgate da Defesa Civil de Gaza, pelo menos 53 mil palestinos perderam casa ou tenda onde se abrigavam na cidade de Gaza em menos de uma semana.

A guerra em curso na Faixa de Gaza foi desencadeada por um ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 ao sul de Israel, que fez 1,2 mil mortos, na maioria civis, e 251 reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva em grande escala que já deixou mais de 64 mil mortos, na maioria mulheres e crianças, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, destruiu quase toda a infraestrutura do território e provocou um desastre humanitário sem precedentes na região.

Relatores de direitos humanos da ONU, organizações internacionais e um número crescente de países qualificam como genocídio a ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.