Polícia usa gás lacrimogêneo para despejar ocupantes de prédio no Rio 

Agentes da Polícia Militar, com apoio da Guarda Municipal, fizeram uma ação de desocupação de um prédio no Centro do Rio de Janeiro neste domingo (07). Bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta foram usados para retirar as pessoas do edifício. 

A ocupação foi coordenada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), que alega que o imóvel pertence à Secretaria de Patrimônio da União e está abandonado há mais de 15 anos. De acordo com o MLB, 120 famílias tentaram se abrigar no local no início da manhã de hoje, com cerca de 30 crianças.

Vídeos postados no perfil da organização no Instagram mostram os ocupantes retirando entulhos do edifício e organizando camas e uma creche para as crianças. As imagens também mostram que o prédio foi cercado pelos policiais logo em seguida e que as pessoas saíram do local sob as ordens dos agentes, em meio ao gás, incluindo as crianças e muitos idosos. Algumas pessoas passaram mal por causa da substância. 

De acordo com a prefeitura, o prédio foi desocupado porque “em breve começam as obras do Centro Cultural Rio África, que vai tratar da diáspora africana para o Brasil, valorizar a cultura afro e será implantado em frente ao Cais do Valongo”.

Agressões

O deputado federal Tarcísio Mota (Psol-RJ) e o deputado estadual Professor Josemar (Psol), que acompanhavam a operação e tentavam impedir o despejo das famílias, denunciam ter sido agredidos por agentes da guarda municipal. Os parlamentares postaram em um vídeo em que Josemar é empurrado por um agente durante uma discussão e ambos são atingidos por jatos de spray de pimenta.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública, à qual a Guarda Municipal é subordinada, não se manifestou sobre a denúncia dos parlamentares. Já o prefeito Eduardo Paes repostou o vídeo dos parlamentares, parabenizando a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Disse também que a ocupação é irregular e feita por baderneiros e exaltou o respeito à lei e à ordem. 

A Secretaria do Patrimônio da União do Governo Federal informou que uma parte da área, de fato, pertence à União, mas o local onde será instalado o centro cultural da prefeitura é de propriedade privada. Disse também que está acompanhando a situação e buscando mais informações com as autoridades locais.

“A área que pertence à União é um dos 72 imóveis disponibilizados pelo MGI, para apresentação de propostas ao programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades do Ministério das Cidades. Os imóveis estão localizados nas cinco regiões do país e têm capacidade para construção de cerca de 8 mil moradias populares”, complementou em nota o Ministério da Gestão e Inovação, ao qual a SPU é vinculada. 

Caminhos para Exu celebra resistência dos povos de terreiro no DF

Mais de uma centena de praticantes e simpatizantes das religiões de matriz africana se reuniram na tarde deste domingo (7), em Brasília, para celebrar a fé e a resistência dos povos de terreiros e pedir o fim da intolerância religiosa.

A data foi escolhida pois o número sete tem relação com o orixá Exu e representa a união do espiritual com o material.

O evento na capital federal recebeu o nome de Caminhos para Exu e foi inspirado na Marcha para Exu, que chegou à terceira edição em São Paulo e reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista no mês passado, tendo sido replicado em outras cidades. 

“Nosso principal objetivo é mostrar que existimos; que estamos vivos”, explicou à Agência Brasil a cantora Kika Ribeiro, uma das idealizadoras do evento que tomou conta de um trecho da avenida W3 Sul, entre a Praça das Avós, na 506 Sul, e a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles, apoiadora do projeto.

“Estamos dizendo não à intolerância religiosa, para que todos, independentemente de suas religiões, possam viver conforme sua fé, seus credos, um respeitando o outro”, acrescentou Kika, antecipando a possibilidade da segunda edição do Caminhos para Exu acontecer ainda neste ano, em dezembro, conforme a resposta do público.
 

Caminhos para Exu celebra resistência dos povos de terreiro, em Brasília – Bruno Peres/Agência Brasil

Já a coordenadora cultural da Biblioteca Demonstrativa, Marina Mara, destacou que, além de adeptos do candomblé, umbanda, quimbanda, ifá e de outras religiões e manifestações de espiritualidade de influência africana, o evento atraiu muitos simpatizantes e pessoas atraídas pelos cânticos e pelo toque dos atabaques, agogôs e outros instrumentos.

“Isso é Exu! É comunicação, comunhão, prosperidade”, frisou Marina, citando algumas das características associadas ao orixá, considerado uma divindade fundamental nas religiões de matriz africana por, entre outras coisas, abrir os caminhos, servindo de mensageiro entre os planos humano e divino.

“Daí, também, porque nós, como uma biblioteca pública [vinculada ao Ministério da Cultura] que tem, entre suas funções, reunir todas as manifestações culturais e todo tipo de frente, estamos apoiando o evento”, disse Kika.

Ela explicou que, por ocasião do marcha, a direção da biblioteca decidiu prorrogar, até 15 de setembro, a exposição Cartas à Tereza, que homenageia a líder quilombola e símbolo da resistência negra no Brasil, Tereza de Benguela, e está em cartaz na galeria da Biblioteca Demonstrativa. “Queríamos aproveitar a vinda do público [da caminhada].”

A yalórisá (mãe de santo) Francys de Óya deixou o terreiro Kwe Oya Sogy, que ela coordena, em Samambaia, para prestigiar o encontro no coração de Brasília.

“O que me motivou a vir foi a força e o amor do povo [de terreiro] de querer mostrar a todos que não somos do mal; que somos alegria, saúde, prosperidade – eixos centrais da vida”, disse Francys, comentando o fato das religiões de matriz africana serem alvo de preconceito e violência.
 

Manifestação na capital foi inspirada na versão que ocorre há três anos em São Paulo, a Marcha para Exu – Bruno Peres/Agência Brasil

Dados

De acordo com o Censo de 2022, o número de praticantes dessas manifestações religiosas chegou, em 2022, a 1% da população brasileira – um aumento de mais de 300% em comparação ao resultado de 2010.

Segundo os pesquisadores, o aumento é fruto das políticas públicas de enfrentamento à intolerância religiosa. Ainda assim, dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos revelam que essas religiões e manifestações espirituais são os alvos mais frequentes da intolerância religiosa.

“Este Caminhos para Exu é justamente para desdemonizarmos nosso orixá. Para dizer a todos que, ao contrário do que muitos dizem e pensam, Exu é bom. É lindo. É amor. Basta olhar para esta festa, para este povo lindo”, concluiu a yalórisá.

Jogadores do Brasil destacam desafio de jogar na altitude da Bolívia

Na próxima terça-feira (9) o Brasil visita a Bolívia na cidade de El Alto em seu último compromisso pela atual edição das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. E o desafio de atuar sob os efeitos dos 4.150 metros de altitude é assunto entre os jogadores da seleção brasileira.

Segundo o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal (Inglaterra), que foi titular na vitória de 3 a 0 sobre a Bolívia na última quinta-feira (4), o Brasil deve entrar em campo para medir forças com a Bolívia sem temer os efeitos da altitude: “Não temos que pensar em altitude e, sim, que vestimos a camisa da seleção brasileira, para fazer um grande jogo e sairmos vitoriosos. Sabemos das dificuldades, mas temos também que saber o que precisamos fazer dentro de campo e estamos preparados para isso”.

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Quem tem opinião semelhante é o atacante Gabriel Martinelli, também do Arsenal, que aposta em um triunfo do Brasil do técnico italiano Carlo Ancelotti: “Só não vejo a hora de chegar o jogo, estou preparado. O nosso foco é estar o melhor possível para o jogo e ganhar a partida da melhor maneira possível, jogando o nosso futebol. Com certeza é um ponto que atrapalha, mas a gente está focado”.

Brasil e Bolívia medem forças a partir das 20h30 (horário de Brasília) da próxima terça-feira (9) no Estádio Municipal de El Alto, na cidade de El Alto.

Ato pró-Bolsonaro une governadores e parlamentares de direita em SP

Em ato organizado em São Paulo por movimentos da direita e grupos religiosos, manifestantes assistiram neste domingo (7) a discursos defendendo pautas como a liberdade e a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. 

Reunidos na Avenida Paulista, o grupo também se manifestou contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em alguns casos pedindo sua prisão. 

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, falou em uma celebração incompleta pela ausência do direito de ir e vir de Bolsonaro. Disse ainda que o que se assiste é a construção de uma série de narrativas por parte da esquerda na condução do julgamento em torno do 8 de janeiro, para incriminar o ex-presidente. 

“O que eles têm é uma única delação de um colaborador, mudada seis vezes em três dias, sob coação. Não se pode destruir a democracia sob o pretexto de resgatá-la”.

Para o governador, a anistia tem de ser ampla e para todos os envolvidos, em favor da tradição nacional pela pacificação, “para que a gente possa se livrar do PT”. Freitas reafirmou ainda a ascensão de uma direita anti-sistema, de um estado pro-business, de uma direita que não tem vergonha de ir para as ruas e classificou a atuação de Alexandre de Moraes como “tirania”. 

Evento Reaja Brasil, na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O pastor Silas Malafaia fez um longo discurso defendendo a unidade da direita em torno de Bolsonaro. Ele citou o que considera uma injustiça do processo contra o ex-presidente e abusos da parte do STF e do ministro Alexandre de Moraes, que caracterizou como um “ditador” e alguém que desrespeita a liberdade política e a religiosa. O pastor lembrou a apreensão de seus cadernos de oração há dez dias, quando retornava de uma viagem a Portugal, e negou estar dialogando com autoridades estrangeiras.

No fim de agosto, Malafaia foi alvo de busca e apreensão determinada por Moraes. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o pastor teria agido como “orientador  e auxiliar das ações de coação” promovidas por Bolsonaro e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro foi a última a discursar. Ela fez diversas falas religiosas e lembrou da dificuldade em ver seu marido sem poder sair de casa, não poder realizar cultos e de ter de lidar com uma vigilância que ocorre de maneira desproporcional, segundo ela. 

Durante o evento, os manifestantes estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos. O ato também teve a participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, senadores e deputados. 

Evento Reaja Brasil, na Avenida Paulista. REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Os atos em defesa da anistia e de Bolsonaro também ocorreram em outras capitais. No Rio de Janeiro, a manifestação ocupou um quarteirão de Copacabana e reuniu o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os deputados federais do PL Alexandre Ramagem, Luiz Lima, Eduardo Pazuello, Hélio Lopes e Clarissa Garotinho.

Ramagem é réu no julgamento da tentativa do golpe, em andamento no Supremo Tribunal Federal. Em seu discurso no ato, ele defendeu anistia ampla, geral e irrestrita para quem atentou contra a democracia no dia 8 de janeiro de 2023.

Soberania

Neste 7 de setembro, mais de 45 mil pessoas acompanharam o desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ministros do Executivo estavam presentes no evento. Parte do público se manifestou com gritos de “sem anistia” e “soberania não se negocia”. O mesmo ocorreu nos atos do Grito dos Excluídos, sindicatos e movimentos sociais pelo país.

O principal tema do desfile oficial de 7 de setembro deste ano foi justamente a soberania do país. Outros eixos temáticos foram a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada em Belém, em novembro, e o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O pronunciamento do presidente Lula em rede nacional de rádio e TV também tratou desses temas. Lula chamou os brasileiros que trabalham contra o Brasil de “traidores da pátria”. 

Este ano, as comemorações do 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil ocorre em meio à crise bilateral entre Brasil e Estados Unidos, provocada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que impôs tarifas comerciais aos produtos brasileiros para pressionar o país a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado pelo STF pelos crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito. O julgamento deve ser concluído esta semana.

 

Desfile e Grito dos Excluídos tomam as ruas do centro do Rio

O tradicional Grito dos Excluídos, no Rio de Janeiro, foi realizado a poucos metros do desfile cívico-militar, no centro da cidade. Apesar de ter a soberania nacional como tema principal, também trouxe pautas diversas de sindicatos e movimentos sociais. Logo à frente, mães de jovens mortos por agentes do estado reivindicavam por justiça.

“A gente luta por uma perícia independente, e que esses casos vão à júri popular. Porque a mesma polícia que mata é a mesma que investiga. E muitas vezes, esses casos vão para júri militar, então eles que vão se julgar. A gente não quer que outras mães carreguem as fotos dos filhos mortos em suas camisas. A gente luta para os que os jovens tenham direito à vida”, declarou Nívia do Carmo Raposo, mãe de Rodrigo Tavares, militar do Exército assassinado por milicianos em 2015 e fundadora do Movimento de Mães e Familiares de Vítimas da Violência Letal do Estado e Desaparecidos Forçados. 

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Muitos participantes também manifestavam contra as ofensivas do estado de Israel na Faixa de Gaza e em defesa do povo palestino.

“Assim como o Grito dos Excluídos representa uma soberania de fato do povo brasileiro, a gente entende que o principal inimigo é o imperialismo. É uma luta que envolve todos os povos que são subjugados. Não só é uma questão urgente hoje, porque o povo de Gaza está sendo eliminado, como trazer essa solidariedade é uma maneira de fortalecer a luta de todos os povos”, defendeu Leandro Longo, do Comitê em Defesa da Palestina do Sindicato dos Servidores do Colégio Federal Pedro II. 

Este ano, o protesto organizado por centrais sindicais e movimentos sociais em todo o país escolheu o lema 7 de Setembro do Povo – quem manda no Brasil é o povo brasileiro

“Não há soberania sem povo. Portanto, quando o governo americano ataca a nação brasileira, ela ataca todo o povo”, enfatizou o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira.

Ele lembrou que as pautas trabalhistas também estão no centro das reivindicações este ano.

“Uma delas é fundamental para boa parte da população brasileira, que é o fim da escala 6×1. Hoje é o dia da gente estar na rua dialogando com a sociedade, nos manifestando e fazendo correr esse debate, para ver se ele avança no Parlamento, em defesa da classe trabalhadora”, afirmou. 

O vereador carioca Rick Azevedo (PSOL), que iniciou o movimento contra a escala 6×1, agradeceu o acolhimento da pauta pelos manifestantes. 

“Muito obrigado por vocês não desistirem. Por vocês lutarem por um Brasil que respeita a classe trabalhadora. Muito obrigado a todo mundo que quer o fim da escala 6×1. Nós não vamos recuar. Pra cima do Congresso Nacional”, ressaltou.

As pautas da taxação dos super ricos e da isenção do imposto de renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil também ganharam destaque. Além dessa pauta, muitos manifestantes usavam adesivos e empunhavam cartazes pedindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por tentativa de golpe de Estado. De tempos em tempos, o protesto gritava as palavras de ordem “sem anistia”.

Uma intervenção artística da Escola de Teatro Popular encenou uma luta entre a população, um cardume de peixes, e os poderosos, representados por tubarões. Ao final da intervenção, após se unir em prol de pautas como a reforma agrária, o trabalho digno e a defesa da Amazônia, os peixes conseguem vencer seus atacantes. 

Após o fim do desfile cívico-militar, o protesto seguiu em marcha pela Avenida Presidente Vargas e Avenida Rio Branco e se encerrou na Praça Mauá. 

Desfile cívico-militar 

O desfile oficial de 7 de setembro no Rio de Janeiro foi na Avenida Presidente Vargas, com início em frente ao Palácio Duque de Caxias, antiga sede do Ministério do Exército e atual Quartel-General do Comando Militar do Leste.

Participaram da apresentação cerca de 5 mil integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, e também das polícias Militar e Civil do estado do Rio de Janeiro, do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Administração Penitenciária e da Guarda Municipal. Desfilaram ainda alunos de escolas públicas e privadas. 

O público também assistiu à passagem de 250 veículos, entre blindados, viaturas e motocicletas, e da cavalaria. Aeronaves sobrevoaram a região central da cidade. 

Protesto bolsonarista 

Outro protesto convocado por lideranças religiosas e de partidos de direita foi realizado em Copacabana, na zona sul da cidade. Os manifestantes reivindicavam anistia para os condenados pelos atos golpistas e liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os participantes também levaram mensagens de apoio ao presidente americano Donald Trump.

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TV Brasil faz homenagem a Silvio Tendler com exibição de documentário

Neste domingo (7), às 23h45, a TV Brasil homenageia o cineasta e documentarista Silvio Tendler, que morreu nesta sexta-feira (5), aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Como tributo ao diretor, a emissora exibe o documentário Glauber, o Filme – Labirinto do Brasil.  

Conhecido como o “cineasta dos sonhos interrompidos” ou “cineasta dos vencidos”, o documentarista premiado dedicou sua carreira a contar histórias de personalidades que marcaram a política e a cultura nacional, como João Goulart, Juscelino Kubitschek, Carlos Marighella e Glauber Rocha. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, produziu e dirigiu mais de 70 filmes e 12 séries televisivas. 

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Entre os trabalhos mais emblemáticos de Tendler, estão Os Anos JK – Uma Trajetória Política (1980), Jango (1984) e Tancredo: A Travessia (2011). 

“Silvio Tendler é um nome incontornável na história do documentário brasileiro. Cineasta e ativista, sempre lutou pela democracia brasileira”, avalia Antonia Pellegrino, diretora de Conteúdo e Programação da EBC.

“Nesta medida, a TV Brasil, cuja missão é fomentar o senso crítico, não poderia deixar de ter obras dele. Obras estas que nos honram muito programar e exibir”, completa.

Glauber, o Filme – Labirinto do Brasil 

A produção é um mergulho na vida e na obra do cineasta Glauber Rocha, um dos principais nomes do Cinema Novo, movimento que transformou a estética e a linguagem cinematográfica no país.  

O documentário resgata imagens de arquivo, entrevistas e depoimentos que mostram a genialidade, a inquietação e o legado cultural deixado pelo polêmico cineasta baiano. 

Defesa de fazendeiros em Goiás contesta decisão sobre quilombolas

A defesa de produtores rurais em uma extensa área da comunidade de Antinha de Baixo, na cidade de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, criticou, nesta semana, a investigação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sobre a presença de quilombolas na região de 1,5 mil hectares. 

“Os proprietários viraram ‘grileiros’ e os invasores, que fizeram loteamento clandestino e venderam dezenas de chácaras de lazer com piscina nos últimos 5 anos, viraram ´quilombolas’”, contestou o advogado Eduardo Caiado em carta à reportagem da Agência Brasil

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Ele representa os espólios de Raul Alves de Andrade Coelho, Luiz Soares de Araújo e de Maria Paulina Boss, que seriam, segundo a versão da defesa, proprietários da área, em uma disputa judicial que teria começado na década de 1940.

Autodefinição

Em contrapartida, famílias que se identificam como quilombolas, inclusive já com certificado de autodefinição publicado pela Fundação Palmares no dia 1º de agosto, defendem que a presença de seus ancestrais tem pelo menos 200 anos na área. 

O agricultor Joaquim Moreira, de 86 anos de idade, ao receber o documento, garantiu que nasceu e criou-se na comunidade rural de Antinha de Baixo. Ele recordou que os pais e os avós, com quem conviveu no século passado, também foram criados por lá, o que rebate a versão dos fazendeiros.

Em reportagem da Agência Brasil, no início de agosto, os moradores que se identificaram como população remanescente quilombola mostraram o cemitério e outras marcas do passado. 

Reviravolta

Depois de uma decisão favorável na justiça estadual e início de desocupação de moradores do território no final de julho deste ano, o documento de autodeclaração por parte de famílias que se identificaram como quilombolas, publicado pela Fundação Cultural Palmares em 1º de agosto, fez com que o Supremo Tribunal Federal (STF) remetesse o caso para a Justiça Federal. 

O advogado dos fazendeiros Eduardo Caiado criticou essa decisão. 

“Alguém se autoidentificou como quilombola e a área passou a ter interesse do Incra. Fizemos uma pesquisa em sites e buscadores da internet e não encontramos nenhuma menção à qualquer remanescente de quilombo ou de escravos na região”, afirmou. 

Ele argumentou que a juíza determinou a suspensão do cumprimento de sentença, paralisando a desocupação da área, remetendo o processo à Justiça Federal, “no mesmo dia que houve a habilitação do Incra no processo, que alegou interesse porque 20 dias antes uma pessoa do local se autoidentificou como quilombola”.

O advogado, em sua versão, acrescentou que os fazendeiros fizeram pesquisas em “inúmeros e antigos processos judiciais” e que não haveria registro que a Fazenda Antinha de Baixo fosse ocupada por descendentes de escravos. 

“Ao contrário, o Sr. Saturnino da Silva Moreira e a Família Pereira Braga, que teriam dado origem a quilombo estabelecido na fazenda Antinha, escreveram no processo judicial de usucapião que compraram terras no local e para ali se mudaram no ano de 1957”, alega Eduardo Caiado.

O advogado ressaltou em carta à Agência Brasil que há uma criação de “narrativa de que na área já existiu um quilombo para suspender o cumprimento da decisão judicial”.

Supostos interesses

Para ele, a reviravolta no caso tem relação com a exploração política por parte de representantes de partidos de esquerda e também de interesse do governo federal em função de que beneficiários da decisão seriam familiares do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. 

Segundo Eduardo Caiado, o processo se arrastou por décadas em função de medidas protelatórias na justiça. Mas, ainda segundo ele, as sentenças favoráveis aos seus clientes datam do ano de 1990, e com primeiro trânsito em julgado em 1994, mesmo com rejeição de dois recursos de apelação na ocasião.

“Consta do processo que 11 proprietários da fazenda Antinha de Baixo tiveram seus títulos de domínio reconhecidos pela Justiça e tiveram suas áreas demarcadas”, disse Eduardo Caiado. 

Há 10 anos, segundo salienta o advogado, houve o arquivamento de ações de usucapião por outros produtores rurais na área. Após as intimações na época para a desocupação voluntária, a juíza voltou atrás e suspendeu a ordem judicial, por entender que ainda faltava o julgamento de mais uma ação de usucapião. 

O julgamento do caso ocorreu em 2021. Mas o advogado argumenta que houve vendas clandestinas de terrenos e o loteamento ilegal em chácaras de lazer, “a maioria com piscina e casas de veraneio”. 

Ainda, conforme recorda o advogado, em janeiro do ano passado, a juíza Ailime Virgínia Martins determinou desocupação voluntária.

Em março do ano passado, a desocupação foi suspensa para análise da Comissão de Soluções Fundiárias do TJ-GO, até a nova determinação da juíza de desocupação, e suspensão pelo Supremo Tribunal Federal na sequência.

Política

O advogado entende que a decisão mais recente surgiu de interesses políticos, “uma vez que as eleições presidenciais se aproximam e um parente do governador seria um dos herdeiros da proprietária que teria a pequena parte de 1/11 da fazenda”. 

Eduardo Caiado finaliza a carta à Agência Brasil com a ponderação que a Fazenda Antinha de Baixo foi ilegalmente loteada clandestinamente em pequenas chácaras de lazer, onde surgiram da noite para o dia condomínios clandestinos de chácaras, sem qualquer licença ou autorização para parcelamento do terreno em áreas inferiores ao módulo rural, configurando crime de parcelamento ilegal do terreno.

Ocupação por quilombolas

Pesquisador da presença e ocupação de quilombolas na região do entorno do Distrito Federal, o professor Manoel Barbosa Neres, da Universidade de Brasília (UnB), explica que essas populações remanescentes ocorreram a partir do século 19 no período da exploração mineradora no Centro-Oeste.

Ele explica que a região foi ocupada principalmente após os ataques sofridos no Quilombo do Ambrósio, em Minas Gerais. 

“Foram se constituindo esses quilombos (nas proximidades de Goiás e Entorno do Distrito Federal)”, disse. 

O professor explica que os quilombolas de Mesquita (em Cidade Ocidental, Goiás) mencionam que, antigamente, havia uma conexão deles com as comunidades quilombolas de Santo Antônio do Descoberto. O povoado de Antinha dos Pretos foi o primeiro a receber a investigação por parte do Incra. 

O pesquisador entende que se trata de uma conduta comum haver pressão contra as equipes de antropologia do Incra quando vão investigar se um território tem presença de quilombola. 

“A antropóloga que fez o relatório do Quilombo Mesquita, por exemplo, sofreu ameaças”, lembrou. 

O pesquisador pondera que as pessoas que alegaram morar há mais de 80 anos no local têm uma situação consolidada. 

“Mas havia também algumas situações em que as pessoas tinham a terra e elas perdiam e tinham que sair. Há muitos casos assim. As pessoas não estão mais na terra, mas sabem que aquela terra pertencia a elas”. 

Para o trabalho antropológico, o pesquisador salienta que o levantamento identifica as marcas das pessoas em uma determinada região. 

“Elementos que tragam reminiscências documentais. Mas também os registros imateriais, como as memórias, as histórias contadas, os vínculos de parentesco e as formas de produção. Tudo isso constitui um tipo de dossiê cultural”, explicou.

Brasil garante bronze no Campeonato Mundial de vôlei feminino

A seleção brasileira conquistou a medalha de bronze do Campeonato Mundial de vôlei feminino após derrotar o Japão por 3 sets a 2 (parciais de 12/25, 17/25, 25/19, 29/27 e 16/18), na manhã deste domingo (7) em Bangkok (Tailândia).

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A vitória da equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães teve como destaque a brasileira Gabi, a maior pontuadora da partida com 35 pontos e eleita a melhor ponteira da competição.

Itália campeã

O título da competição ficou com a Itália, que derrotou o Brasil na semifinal no último sábado. Para garantir a segunda conquista do Campeonato Mundial (o primeiro troféu foi alcançado no ano de 2002), a seleção italiana derrotou a Turquia por 3 sets a 2 (parciais de 25/23, 13/25, 26/24, 19/25 e 15/8) neste domingo.

Brasileiros celebram soberania; Curupira e Zé Gotinha desfilaram

Com a presença de personagens como o Curupira, Zé Gotinha e o tamanduá-bandeira Labareda, o desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência, neste domingo, 7 de setembro, trouxe o tema Brasil Soberano.

Com arquibancadas lotadas, o público assistiu atento e aprovou a mensagem trazida por estudantes, atletas e militares sobre o Brasil dos brasileiros, a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) e Brasil do futuro.

Zé Gotinha participa de desfile do Dia da Independência – José Cruz/Agência Brasil

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Além dos personagens, uma enorme bandeira do Brasil, com 140 metros quadrados, carregada por pessoas vestidas com as cores do Brasil, a palavra soberania, veículos e aeronaves militares atravessaram a Esplanada dos Ministérios sob os aplausos de quem assistia.

Jovens carregando mudas de árvores nativas, simbolizando o futuro, também percorreram as ruas da Esplanada dos Ministérios.

Mascote da COP30 participa de desfile do Dia da Independência – José Cruz/Agência Brasil


O professor Leonardo Farias da Cunha (imagem em destaque) foi ao centro de Brasília assistir ao desfile acompanhado da esposa Paula Farias e dos dois filhos Caetano, 8 anos, e Maitê, 7 anos. Como a família é de Goiânia, essa foi a primeira vez que assistiram ao desfile em Brasília.

Segundo Leonardo, que atualmente leciona em Brasília, as mensagens apresentadas no desfile conseguiram demonstrar a valorização do Brasil, do patrimônio ambiental e mostrar o quanto isso é importante para garantir o futuro dos brasileiros.

“É importante o país se afirmar soberano, independente, valorizar suas tradições e o povo Brasileiro”, diz.

A baiana Célia Regina no Desfile da Independência – José Cruz/Agência Brasil

Célia Regina Cunha saiu do município de Poções, na Bahia, junto com a filha, o genro e os quatro netos para ver o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva de perto e ao saber do tema do desfile festejou.

“Um tema muito importante, porque quem manda no nosso Brasil somos nós, brasileiros”, reforçou.

Diferente da família de Leonardo e de Clélia, o estudante Eddy Heredia Nascimento diz que não perde os desfiles do 7 de setembro, desde pequeno.

“Eu já desfilei muitos anos e esse é o primeiro que vim só para assistir. Tá tudo muito lindo e organizado. Eu amei o tema. A gente precisa batalhar para manter a nossa soberania”.

Eddy Heredia Nascimento já desfilou em desfiles anteriores na capital – José Cruz/Agência Brasil

Segundo Eddy, a escolha do Curupira como símbolo da COP30 e a participação dele no desfile têm uma relação extremamente forte com um Brasil Soberano.

“Nós temos a maior floresta tropical do mundo, então a gente precisa cuidar dela e cuidar dessa riqueza é ser soberano”, diz.

Segurança

Grande parte do público que acompanhou das arquibancadas chegou cedo ao local para acessar de forma gratuita a estrutura montada em Brasília. Desde as 6h20, o local já estava aberto para acomodar quem chegava e por volta das 8h30 todos os lugares disponíveis já estavam ocupados.

O público que chegou depois teve de acompanhar nos espaços entre as arquibancadas. Com um esquema de segurança reforçado, a distância entre a área do desfile e esses espaços causou insatisfação em quem não conseguiu lugar na estrutura montada.

A técnica de enfermagem, Iara Vieira, chegou 8h30 à Esplanada, acompanhada da família e não conseguiu entrar.

“Infelizmente a gente não consegue ver com essa distância e não pode passar mais pra perto. As crianças com expectativa de ver os tanques, a cavalaria e os militares estão tristes. Há muitos anos que a gente vem assistir e nunca havia acontecido isso de a gente ficar tão longe”.

Maria de Lourdes saiu cedo do bairro onde mora para acompanhar o desfile – José Cruz/Agência Brasil

Já a professora Maria de Lourdes dos Santos, apesar de estar com a pulseira para acessar a área destinada a cadeirantes, foi informada que não havia mais lugar.

Ela conseguiu um espaço em uma das arquibancadas comuns e pôde acompanhar a festa de perto.

“Saí 6h30 do Paranoá para ficar mais perto do presidente, mas estou feliz aqui mesmo. O desfile está muito bom. A participação das crianças, os temas. Temos mesmo que defender a nossa soberania.”

 


Grito dos Excluídos

A edição deste ano do Grito dos Excluídos em Brasília foi na Praça Zumbi dos Palmares, a poucos quilômetros do desfile oficial da Esplanada dos Ministérios, e contou com a participação de centenas de pessoas. 

Com cartazes em defesa da soberania nacional e das riquezas naturais do país, os manifestantes reivindicaram também a redução da jornada semanal de trabalho, a taxação dos super-ricos; e criticaram a tentativa de anistia dos acusados de tentativa de golpe.

Um dos participantes do Grito dos Excluídos em Brasília foi o diretor de Jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Moacyr Oliveira Filho, 72. 

“Estamos aqui, entidades, partidos, acadêmicos e sindicatos, todos em defesa da soberania nacional; da taxação dos super-icos; e da isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil; além do fim da escala 6×1”, disse o diretor da ABI. 

O Congresso Nacional foi alvo de críticas, a exemplo do presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta, chamado de “traidor” por ter acenado com a possibilidade de colocar, na pauta da Casa, algumas reivindicações da extrema direita brasileira.

* Colaborou Pedro Peduzzi.

 

Roda do Choro terá Batucada no aniversário de 102 anos da Rádio MEC

Como parte da celebração dos 102 anos da Rádio MEC, a emissora apresenta um novo episódio do programa Roda de Choro neste domingo (7), às 20h. A atração abre espaço para uma das mais dançantes formações do gênero musical no Rio de Janeiro: o conjunta Batucada, liderado pelo maestro Eduardo Neves.

No programa, os instrumentistas que compõem essa suingada roda de choro apresentam um repertório que une clássicos imortais a obras autorais. A gravação foi realizada nos estúdios da Rádio MEC, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no Rio de Janeiro.

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Participam desta edição os músicos: Eduardo Neves, Kiko Horta, Aquiles Moraes, Antonio Neves, Luis Felipe de Lima, João Buíde, Gabriel Lôddo, Lucas Videla, Bernardo Aguiar e Jovi Joviniano.

O repertório apresentado durante o programa inclui: À Queima Roupa (Eduardo Neves/Rodrigo Lessa), Língua de Preto (Honorino Lopes), Marilene (Benedito Lacerda/Pixinguinha), Quizás, quizás, quizás (Osvaldo Farrez), Um Chorinho em Cochabamba (Eduardo Neves/Rogério Caetano), Perigoso (Orlando Silveira/Esmeraldino Sales), Vale Tudo (Jacob do Bandolim), Barracão de Zinco (Luiz Antonio/Oldemar Magalhães), Proeza de Sólon (Pixinguinha/Benedito Lacerda), Maxxie Acebolado (Eduardo Neves) e Mas que Rica Chinoquinha (Eduardo Neves).

Sobre o programa

O programa Roda de Choro da Rádio MEC apresenta artistas clássicos e contemporâneos que fazem do choro um estilo musical brasileiro respeitado mundo afora por sua originalidade e sofisticação. A produção é feita com gravações de grupos, músicos e compositores, ao vivo no estúdio.

102 anos de Rádio MEC

Rádio MEC, emissora mais antiga em operação no país e uma das pioneiras da radiodifusão mundial, completa 102 anos no ar neste domingo. Criada em 1923 como Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a estação foi idealizada por um grupo de cientistas e educadores liderado por Edgard Roquette-Pinto, com o objetivo de utilizar o rádio como ferramenta de educação e difusão cultural.

A programação é dedicada a concertos clássicos, debates intelectuais, programas educativos e transmissões de eventos culturais, tornando-se referência no rádio brasileiro de conteúdo voltado ao enriquecimento cultural do público. Nomes como Fernanda Montenegro, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira já colaboraram com a emissora.

Rádio MEC hoje

Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% da programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

SaferNet vai ensinar supervisão e controle parental na internet

A organização não governamental (ONG) SaferNet Brasil iniciará nesta semana uma formação continuada online, em parceria com o Google, para apoiar pais, responsáveis, educadores e demais pessoas interessadas na conscientização sobre supervisão familiar e ferramentas de controle parental na internet. A ONG vai promover reflexões e trazer dicas práticas para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais por meio de conteúdos que serão publicados ao longo deste semestre. 

Na próxima quarta-feira (10), a série será aberta com a transmissão do programa “Famílias Conectadas: uma conversa sobre supervisão familiar e ferramentas de controle parental”, entre 19h e 20h (horário de Brasília), no canal da SaferNet no YouTube.

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A formação abordará introdução à supervisão familiar; noções de privacidade e segurança; abandono digital de crianças e adolescentes e como utilizar ferramentas de controle parental.

Para participar, é necessário se inscrever através do formulário online. Haverá certificado para os participantes, e orientações sobre como obter o documento serão compartilhadas ao final da transmissão.

A formação será conduzida pelas psicólogas Juliana Cunha, diretora de Projetos Especiais da SaferNet, e Bianca Orrico, que atua no canal de ajuda e na área de Educação da SaferNet. 

Ferramenta essencial de proteção

Segundo pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), apenas três em cada dez pais usam ferramentas de mediação parental, que são essenciais para que crianças e adolescentes possam fazer um uso consciente, seguro e ético da internet. 

O número diminui ainda mais quando a pesquisa questiona se os pais usam ferramentas que limitam o tempo de tela dos filhos: apenas 24% responderam sim. Outra pesquisa, encomendada pelo Google, mostra que só 17% dos pais no Brasil usam ferramentas de controle. 

 

 

 

Lula e ministros acompanham desfile; público entoa “sem anistia”

Aos gritos de “sem anistia” e “soberania não se negocia”, por parte do público, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu neste domingo (7) o desfile cívico-militar do Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O evento começou por volta das 9h20. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o público estimado foi de 45 mil pessoas em toda a Esplanada.

Lula e a primeira-dama Janja da Silva chegaram à Esplanada em carro aberto, o Rolls-Royce presidencial tradicionalmente usado em cerimônias oficiais, após passar em revista as tropas próximo ao Palácio do Planalto.

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Ao desembarcar na tribuna das autoridades, o presidente e a primeira-dama foram recebidos pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e pelos comandantes das três Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica).

Este ano, o desfile ocorre em meio à crise bilateral entre Brasil e Estados Unidos, provocada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que impôs tarifas comerciais aos produtos brasileiros para pressionar o país a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito. O julgamento deve ser concluído esta semana. 

Aliados bolsonaristas e partidos de oposição tentam, a todo custo, pautar um projeto de lei de anistia no Congresso Nacional para livrar o ex-presidente, aliados e participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023 de qualquer responsabilização pela trama golpista.  

Por causa desse contexto, o principal tema do desfile deste ano é justamente a soberania do país. Outros três eixos temáticos compõem outras alas da parada, dois deles intitulados Brasil dos Brasileiros e Brasil do Futuro. Um terceiro eixo trata da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada em Belém, em novembro, e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

A organização do evento distribuiu bonés com a frase Brasil Soberano, e a decoração das tribunas também trazia a mesma mensagem.  

A segurança na Esplanada e na Praça dos Três Poderes também foi reforçada, tanto para o desfile quanto para garantir o andamento do julgamento da trama golpista no STF.

Sábado (6), véspera do Dia da Independência, o presidente Lula destacou, em pronunciamento à nação, a importância da soberania nacional e da união dos brasileiros na defesa da democracia, do meio ambiente e das instituições do país. O pronunciamento foi transmitido em rede nacional de rádio e televisão.

O desfile na Esplanada dos Ministérios, encerrado com a tradicional exibição da Esquadrilha da Fumaça, durou cerca de 2 horas. Além de diversas alas militares, desfile aéreo, a apresentação contou com estudantes de escolas públicas e forças de segurança do Distrito Federal.

Ao final do desfile, antes de ir embora, o presidente Lula desceu da tribuna para cumprimentar o público nas arquibancadas mais próximas.

 

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros acompanham o desfile do Dia da Independência na Esplanada dos Ministérios – Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Presenças

Ao lado de Lula, o vice-presidente, Geraldo Alckmin e o presidente da Câmara, Hugo Motta, marcaram presença. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, não compareceu este ano, porque está em viagem oficial à França. Outra ausência é a do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que está no Amapá, seu estado de origem. Nenhum outro ministro do STF marcou presença neste ano, em meio ao julgamento de Bolsonaro.

Dos ministros do governo federal, a maioria participou do desfile: Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), Camilo Santana (Educação), Alexandre Padilha (Saúde), Frederico Siqueira (Comunicações), Celso Sabino (Turismo), André Fufuca (Esporte), Renan Filho (Transportes), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Anielle Franco (Igualdade Racial), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Marina Silva (Meio Ambiente), Vinicius Marques de Carvalho (Controladoria Geral da União), Sidônio Palmeira (Comunicação Social), Jorge Messias (Advocacia Geral da União (AGU), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência), Alexandre Silveira (Minas e Energia), André de Paula (Pesca e Aquicultura), Jader Filho (Cidades), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Márcia Lopes (Mulheres), Márcio França (Micro e Pequenas Empresas), Margareth Menezes (Cultura), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Wolney Queiroz (Previdência) e Marcos Amaro do Santos (Gabinete de Segurança Institucional). 

Os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Fernando Haddad (Fazenda) e Luiz Marinho (Trabalho) não compareceram na edição deste ano, segundo divulgou a Presidência.

Jovens de 9 países participam de curso de pesquisas oceânicas no Rio

Jovens pesquisadores de nove países vão participar da Escola de Verão 2025 do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) entre segunda (8) a sexta-feira (12).

Com o tema Fundamentos de modelagem numérica e análise de dados: aplicação em estudos de resiliência costeira, o curso trará experiência de aprendizado interativa, com palestras, discussões em grupo e exercícios. Os participantes também farão visitas técnicas a laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Segundo o INPO, a Escola de Verão é uma oportunidade para que pesquisadores em início de carreira explorem conceitos-chave de modelagem numérica e suas aplicações, para entender e prever processos costeiros.

“Usando o Brasil como exemplo, os participantes terão a oportunidade de entender e testar técnicas práticas, que serão úteis também para a aplicação em diferentes localidades. Em seus países de origem, os participantes atuam em várias áreas do conhecimento, como Oceanografia, Matemática e Engenharia, com foco em oceano”, diz a organização.

As aulas serão dadas por professores brasileiros e estrangeiros, com destaque para Nadia Pinardi, pesquisadora da Universidade de Bolonha (Itália), reconhecida pela atuação no Programa CoastPredict, que estabelece sistemas abrangentes de alerta precoce, capazes de lidar com múltiplos perigos associados ao oceano e às mudanças climáticas. 

“Os esforços desempenharão um papel fundamental na orientação de práticas sustentáveis e de planejamento oceânico, em seus respectivos países”, afirma a diretora de Infraestrutura e Operações do INPO, Janice Trotte-Duhá

“Demonstraremos aos nossos jovens profissionais as potencialidades que modelos numéricos podem prover, mediante a utilização de sistemas projetados globalmente, mas implementados localmente, nas distintas regiões costeiras do planeta.”

Durante o curso, especialistas convidados realizarão palestras sobre modelagem de ponta e iniciativas na temática da resiliência costeira, além de propor exercícios práticos, com a utilização de bancos de dados oceanográficos e atmosféricos. 

A iniciativa é coorganizada pelo INPO e pelo Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e em atendimento às atividades previstas pelo Projeto Okeano, principal elemento da Aliança Atlântica para a Pesquisa e Inovação (AAORIA).

Sobre o INPO

O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) é uma organização social vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Inteiramente dedicado à pesquisa e desenvolvimento do oceano, o instituto tem uma rede de mais de 1,4 mil pesquisadores ligados às principais universidades e institutos de pesquisa do país.

 

Risco de clima seco e queimadas permanece alto no interior do país

A permanência de massas de ar seco no interior do país e a pouca força da massa polar que atingiu as regiões Sul e Sudeste impediram a mudança do clima seco no interior do país. Neste domingo (7), a Defesa Civil do estado de São Paulo atualizou os alertas para risco de queimadas, com destaque para as condições críticas em todo o interior paulista. 

Segundo o alerta, a situação é crítica, com risco considerado emergencial, em todo o norte, nordeste, noroeste e oeste paulistas, entre este domingo (7) e a quinta-feira (11). No dia 12, as condições começam a melhorar, descendo aos patamares de alerta e, na região de Campinas, de risco alto. O padrão usado pelo órgão estabelece quatro patamares: baixo, alto, alerta e emergência, do menos propício para incêndios ao mais perigoso.

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O interior do país, principalmente nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins e Bahia, tem alerta para baixa umidade do ar (abaixo de 12%) vigente para hoje, emitido pelo Inmet. Estes alertas tem se repetido nas últimas semanas, tanto com recomendações de cuidado com incêndios quanto com pedido de atenção às condições de saúde, principalmente de crianças e adolescentes.

O interior paulista segue em situação de atenção para queimadas desde o começo da época seca, em maio. Neste ano, as melhores condições de umidade e a atuação preventiva de bombeiros e da Defesa Civil obtiveram bons resultados, com queda de cerca de 70% dos focos de queimadas e incêndios, um dos melhores resultados do país.

Em geral, os estados têm tido diminuição de focos e áreas queimadas, quando comparados a 2023 e 2024, que por sua vez foram anos atípicos. Entre as causas estão um trabalho integrado entre as equipes nacionais e estaduais de prevenção e combate e o aumento da fiscalização e penas contra queimadas não autorizadas.

Licenciaturas: formandos devem preencher formulário até 25 de outubro

O Questionário do Estudante para concluintes de cursos de licenciatura inscritos na avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas deve ser preenchido até 25 de outubro, portanto, até um dia antes da prova, agendada para 26 de outubro.

O formulário está disponível desde o início do período de confirmação da inscrição na Prova Nacional Docente (PND) e pode ser acessado no Sistema da Prova Nacional Docente (PND), dentro da “Página do Participante”, por meio do login único do portal de serviços do governo federal, o Gov.Br.

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O prazo é destinado somente aos formandos em 2025 inscritos pelas instituições de ensino superior no Enade das Licenciaturas 2025 que não completaram o Questionário do Estudante no momento de confirmação da inscrição na PND.

A medida tem o objetivo de levantar informações que permitam caracterizar o perfil dos estudantes e seus processos de formação na faculdade e, desta forma, avaliar a qualidade dos cursos de ensino superior no Brasil.

Preenchimento obrigatório

A etapa de preenchimento do Questionário do Estudante é obrigatória para a conclusão da licenciatura. De acordo com a portaria do Inep (359/2025), ao responder o Questionário do Estudante, o concluinte fica apto a participar do Enade e terá assegurada a condição para colar grau. O preenchimento também é requisito necessário para a visualização do local da prova.

A nota do questionário não é somada à nota final da prova do Enade das Licenciaturas.

Informações pedidas

O Questionário do Estudante do Enade das Licenciaturas aborda temas relacionados à experiência acadêmica e social. Entre outras, as perguntas aos estudantes concluintes de licenciaturas estão relacionadas a:

  • Perfil do estudante e familiar (idade, renda familiar, cor ou raça, etc)
  • Trajetória acadêmica, com destaque para infraestrutura da instituição de ensino superior (biblioteca, laboratórios, salas de aula; quantidade e qualidade do corpo docente e grade curricular, participação em atividades extracurriculares (pesquisa, extensão, monitoria).
  • Contexto social e profissional: se trabalhou durante o curso e se a área de atuação tem relação com o curso, se pretende exercer o magistério após o término do curso, etc.

Para quem quiser conhecer os conteúdos de questionários anteriores – de 2004 a 2024 – pode acessá-los em do Inep.

Respostas dos concluintes

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que coordena o Enade, considera que as respostas que constam no questionário ajudam a compreender os resultados dos concluintes dos cursos no Enade e, também servem para avaliar as instituições de educação superior.

As respostas são analisadas pelo Inep e agregadas por curso, com a garantia de preservação do sigilo da identidade de quem o respondeu.

Enade das Licenciaturas e PND

Em 2025, a realização da primeira a Prova Nacional Docente usará como matriz de referência o conteúdo da prova teórica do Enade das Licenciaturas com o objetivo de melhorar o ingresso de professores nas redes públicas de ensino e de estimular a realização de concursos públicos por estados e municípios.

Os locais serão divulgados por meio do Cartão de Confirmação da Inscrição individualizado, que ainda será disponibilizado pelo Inep no Sistema PND.

A aplicação do Enade das Licenciaturas/PND está marcada para 26 de outubro de 2025.

Com duração de 5h30, as provas serão compostas por uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões de múltipla escolha e uma questão discursiva de conteúdo comum aos cursos de todas as áreas, e uma de Componente Específico, próprio de cada área de avaliação das licenciaturas, com 50 questões.

Confira as próximas etapas:

  • Aplicação da prova: 26 de outubro;
  • Gabarito e padrão de resposta da questão discursiva preliminares: 28 de outubro;
  • Gabarito e padrão de resposta da questão discursiva definitivos: 11 de novembro;
  • Resultado final: 10 de dezembro.

Lula exalta soberania e defesa do povo em rede do 7 de setembro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, nesta véspera do 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil, a importância da soberania nacional e da união dos brasileiros na defesa da democracia, do meio ambiente e das instituições do país. O pronunciamento foi transmitido em rede nacional de rádio e televisão (leia a íntegra)

Lula afirmou que o 7 de Setembro simboliza a conquista da liberdade e da soberania brasileira.

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“Não somos e não seremos novamente colônia de ninguém. Somos capazes de governar e de cuidar da nossa terra e da nossa gente, sem interferência de nenhum governo estrangeiro”, disse.

Em referência a ataques contra a democracia, Lula afirmou que “é inadmissível o papel de alguns políticos brasileiros que estimulam os ataques ao Brasil”.

“Foram eleitos para trabalhar pelo povo brasileiro, mas defendem apenas seus interesses pessoais. São traidores da pátria. A História não os perdoará.”

O presidente ressaltou que a defesa da soberania se manifesta no combate à desigualdade, na proteção das conquistas dos trabalhadores, na criação de oportunidades para os jovens e no apoio a empreendedores e pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Se temos direito a essas políticas públicas, é porque o Brasil é um país soberano e tomou a decisão de cuidar do povo brasileiro”, afirmou.

Lula também defendeu a manutenção do Pix como sistema público e gratuito, e criticou o uso das redes digitais para disseminação de desinformação, discurso de ódio e crimes como exploração sexual de crianças e adolescentes.

Entre os avanços do governo, o presidente citou a redução do desemprego, a abertura de mais de 400 novos mercados para exportações brasileiras em dois anos e oito meses, a diminuição pela metade do desmatamento na Amazônia e a preparação da Conferência do Clima da ONU (COP30), que será realizada em Belém, em novembro.

Ao encerrar o pronunciamento, Lula convocou os brasileiros à união. “Este é o momento da união de todos em defesa do que pertence a todos: a nossa pátria brasileira e as cores da bandeira do nosso país”, disse.

Transmissão

Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realiza transmissão e cobertura especiais do Dia da Independência, neste domingo, 7 de setembro. O tradicional Desfile Cívico-Militar de Brasília (DF) ganha espaço nos veículos da instituição, levando aos lares de milhões de brasileiros imagens, informações e análises sobre a data. O tema das celebrações deste ano é ‘Brasil Soberano’

A programação da TV Brasil começa logo cedo, às 8h, com a expectativa para a cerimônia e a chegada do público. Além de Brasília, haverá entradas também do Rio de Janeiro e de São Paulo. A transmissão especial do desfile começa a partir das 9h, com especialistas comentando os símbolos da festa e o significado histórico do 7 de setembro.

Na Rádio Nacional, boletins jornalísticos ao longo do dia vão atualizar os ouvintes sobre o andamento do Desfile. A Rádio Nacional da Amazônia apresenta ainda edições especiais do programa Natureza Viva, às 9h, e Ponto de Encontro, às 10h.

Agência Brasil e a Radioagência Nacional integram a cobertura factual direcionada ao público amplo e também a outros veículos de comunicação que queiram aproveitar os materiais, seja em texto, foto ou áudio.

No Canal Gov, a transmissão terá início às 8h, com a apresentação de um programa especial com reportagens, entradas ao vivo da Esplanada dos Ministérios, do Rio de Janeiro e de São Paulo, e convidados especiais. Além da participação do público via redes sociais, a emissora contará com representantes do governo federal e de cada uma das Forças Armadas, que vão falar sobre os detalhes da cerimônia.

Já a Rádio Gov entrará em rede, ao vivo. Emissoras de rádio de todo o país poderão retransmitir o desfile pelo mesmo sinal de satélite do programa A Voz do Brasil ou por streaming. Para os ouvintes, a cobertura completa estará disponível no player do portal, no endereço radiogov.ebc.com.br.

 

Vôlei: Brasil perde para Itália e fica fora da decisão do Mundial

A seleção brasileira foi derrotada pela Itália por 3 sets a 2 (parciais de 25/22, 22/25, 30/38, 22/25 e 13/15), na manhã deste sábado (6) em Bangkok (Tailândia), e perdeu a oportunidade de disputar a decisão do Campeonato Mundial de vôlei feminino. Agora, o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães buscará a medalha de bronze.

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“Não é fácil sair de uma partida como essa na qual tivemos muitas oportunidades. A Itália mostrou porque é o melhor time do mundo e soube jogar nos momentos de pressão. É um time muito sólido, nós conseguimos marcar o time delas em alguns momentos, mas elas têm um banco muito forte. Estou muito orgulhosa da nossa equipe, da atitude e da maneira que nos comunicamos dentro de quadra”, declarou a ponteira Gabi, que marcou 29 pontos contra o time italiano.

Agora, o Brasil medirá forças com o Japão, a partir das 5h30 (horário de Brasília) do próximo domingo (27). A decisão do Campeonato Mundial será disputado entre Itália e Turquia.

Bahia goleia Confiança e garante pentacampeonato da Copa do Nordeste

Com uma atuação de gala na Arena Fonte Nova, em Salvador, o Bahia goleou o Confiança por 5 a 0 para garantir o título da edição 2025 da Copa do Nordeste. Esta é a quinta oportunidade na qual o Tricolor de Aço ficou com o troféu da competição, após as vitoriosas campanhas de 2001, 2002, 2017 e 2021.

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O time comandado pelo técnico Rogério Ceni já chegou ao segundo jogo da decisão com uma mão na taça, após ter superado o Dragão por 4 a 1, na última quarta-feira (3) em plena Arena Batistão, em Aracaju, no confronto de ida.

O show do Bahia começou cedo. Logo aos quatro minutos do primeiro tempo, Tiago aproveitou cruzamento rasteiro de Rodrigo Nestor para escorar para o fundo das redes. Seis minutos depois o uruguaio Lucho Rodríguez mostrou faro de gol para ampliar a vantagem do Tricolor de Aço. Ainda na etapa inicial, mas aos 17, o zagueiro Rezende marcou o terceiro.

Aos 36 minutos Tiago marcou pela segunda vez na partida, ao completar de cabeça após cruzamento de Iago. O camisa 77 do Bahia viveu uma noite especial neste sábado, e precisou de apenas mais três minutos para receber de Rodrigo Nestor, partir em velocidade e bater na saída do goleiro Allan para marcar seu terceiro gol na decisão.

Com uma vantagem tão elástica construída antes do intervalo, coube ao Bahia apenas gerenciar as ações na etapa final para confirmar o título da Copa do Nordeste.

Pescadores artesanais priorizam demarcações em 1º Plano Nacional

A categoria de pescadores artesanais brasileiros aprovou neste sábado (6), em Brasília, o 1º Plano Nacional do Pescador Artesanal, que prioriza a defesa do Projeto de Lei (PL) 131 de 2020. A proposta que prevê a demarcação dos territórios tradicionais da pesca artesanal.  Ao todo, 2 milhões de trabalhadores vivem da atividade no país ─ 50% deles no Nordeste, e 30% no Norte.

“Sem território, não há vida. Com a provação desse PL, poderemos delimitar os territórios pesqueiros e brindar as presentes e futuras gerações com esses territórios, reconhecendo que o território pesqueiro é a terra, o mar, as roças e as manifestações culturais”, explicou a pescadora e coordenadora do Fórum Nacional da Pesca Artesanal, Ana Flávia Pinto.

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Cerca de 150 delegados que representam comunidades pesqueiras de todo o país aprovaram o 1º Plano Nacional de Pescadores Artesanais, que deve nortear, nos próximos 10 anos, as políticas públicas para a categoria. Ao todo, cerca de 650 representantes da categoria participaram da construção do plano, iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).  

A pescadora Ana Flávia disse à Agência Brasil que o principal problema da categoria é o avanço de empreendimentos sobre os territórios tradicionais dessas comunidades. Por isso, há a necessidade de reconhecer esses territórios.

“Às vezes, a comunidade tem documentação, mas não consegue pescar. A questão da especulação imobiliária, dos grandes empreendimentos, não só de petróleo e gás, mas de hidrelétricas e energia eólica, que ainda é uma falsa solução para as comunidades pesqueiras”, disse a representante do Movimento dos Pescadores e Pescadores Artesanais do Brasil (MPP).

O PL 131/2020 prevê que são garantidos às comunidades pesqueiras tradicionais “o acesso preferencial aos recursos naturais e seu usufruto permanente, bem como a consulta prévia e informada quanto aos planos e decisões que afetem de alguma forma o seu modo de vida e a gestão do território”.

 

Ana Flávia Pinto, coordenadora do Fórum Nacional da Pesca Artesanal (camiseta amarela) comemora aprovação Foto: Felipe Araújo.

Plano Nacional

A Plenária Nacional de Pescadores Artesanais realizada nesta semana, em Brasília, é a última etapa de um processo realizado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para criar o 1º Plano Nacional de políticas públicas para categoria.

O documento produzido deve guiar o Programa Povos da Pesca Artesanal, criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em janeiro de 2023. 

“É um momento histórico para nós da comunidade pesqueira. Esse Plano Nacional da Pesca Artesanal é um instrumento de defesa, de luta, que você tem como garantir que, de fato, essas políticas públicas cheguem na ponta, para podermos cobrar”, avaliou Ana Flávia, pescadora do município de Ubatuba (SP).

O secretário nacional da pesca artesanal, Cristiano Ramalho, disse à Agência Brasil que o governo vai apoiar a iniciativa de demarcar esses territórios, conforme pede a categoria.

“Não há uma política ainda governamental que reconheça os territórios tradicionais da pesca artesanal, como existe com as populações quilombolas e povos indígenas. Então, há um pedido para que haja também esse reconhecimento”, explicou.

“É necessário a sociedade brasileira saber que essa categoria é fundamental para a segurança alimentar e tem um patrimônio cultural maravilhoso. Os povos da pesca artesanal são ainda fundamentais para combater emergência climática”, comentou o secretário Cristiano.

Seguro defeso

As lideranças dos pescadores também pedem que sejam feitas alterações nas novas regras criadas pela Medida Provisória 1303 de 2025, que prevê regras mais rígidas para acesso ao seguro defeso, auxílio pago aos pescadores durante o período de reprodução dos peixes.

Entre as novidades, que passam a valer em outubro, está a exigência para apresentação de notas fiscais de venda do pescado, comprovantes de contribuição previdenciária, fornecer endereço da residência, além de ter que apresentar relatórios mensais da atividade. 

“Cada peixe que eu for vender ter nota fiscal é muito difícil para a pesca artesanal, principalmente com a maioria da comunidade pesqueira que, tendo todo o saber tradicional, tem dificuldade no estudo, na leitura, nesses processos”, comentou Ana Flávia.

A liderança informou que está em diálogo com as autoridades para tentar ajustar as regras por meio da regulamentação infralegal.

“A gente está em diálogo o ministro [André de Paula] para a gente conseguir, antes que ele vire um decreto, adequar de fato com a realidade, para não cair de novo numa armadilha”, completou.

O secretário nacional da pesca artesanal  disse que o ministério vai levar as demandas da categoria para o “centro do governo” e defendeu a necessidade de regras mais rígidas para combater fraudes.

“Estão sendo feitos ajustes no diálogo com as comunidades pesqueiras. Mas acho importante essa iniciativa do governo contra as fraudes, porque assim a gente garante direitos”, argumentou.

 

Outras políticas

O 1º Plano Nacional de Pescadores Artesanais do país ainda prevê projetos para educação diferenciada e popular nas comunidades tracionais; medidas de saúde pública específicas para essas comunidades; apoio ao turismo de base comunitária; ações para criar estruturas que agreguem valor ao pescado artesanal, entre outras.

Na abertura da Plenária Nacional, no início da semana, foi assinado acordo para o Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, que tem como objetivo a criação de mais 800 bolsas para jovens de comunidades pesqueiras artesanais do Brasil. 

O secretário Cristiano Ramalho antecipou ainda que a pasta está em diálogo com o Ministério da Saúde para lançar um primeiro programa de saúde para os povos da água no início de 2026.

“Outro tema em debate é a permanente valorização das mulheres pescadoras, seja com políticas de crédito e apoio as organizações produtivas que elas têm nos territórios”, finalizou.

Bia Haddad estreia no SP Open contra adversária do qualifying

A brasileira Bia Haddad Maia conheceu neste sábado (6) a sua adversária na estreia do São Paulo Open, torneio WTA 250. O primeiro desafio da número 22 do mundo na competição que será disputada no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, será contra uma atleta vinda do qualificatório.

Em caso de vitória, Bia Haddad tem a possibilidade de protagonizar um confronto, na segunda rodada, com outro grande nome do tênis brasileiro da atualidade, Laura Pigossi, que pega na primeira fase a norte-americana Elizabeth Mendllik.

Em entrevista coletiva concedida na última sexta-feira (5), Bia Haddad afirmou que a realização deste tipo de competição é de grande importância para o desenvolvimento do esporte no país: “Quando penso que estamos de volta com um WTA 250 no Brasil, e agora em São Paulo [a cidade onde nasci] é muito especial. Criar esse ambiente, oferecer inspiração para meninas, meninos e jovens que sonham jogar grandes torneios é essencial. Eu mesma, quando era criança, vinha ao Villa-Lobos assistir torneios e isso me marcou muito. Estar aqui hoje, podendo jogar, me faz lembrar como esses momentos inspiram”.

Outro destaque será o primeiro duelo entre brasileiras da atual edição da competição, que envolverá as paulistas Carolina Meligeni e Nauhany Silva, a Nana.

SP Open

O SP Open, que será disputado entre os dias 6 e 14 de setembro, reunirá 32 jogadoras, 16 tenistas no qualifying e 16 nas duplas. A competição será realizada no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.

Arquitetos debatem soluções para diminuir mudanças climáticas

Especialistas da área de arquitetura e urbanismo se reuniram nos últimos dias, em Brasília, para debater as principais questões envolvendo a vida nas cidades.

Os debates ocorreram durante a Conferência Internacional CAU 2025, promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). O evento reuniu cerca de 4,5 mil profissionais e foi encerrado neste sábado (6).

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A contribuição negativa da geografia urbana para as emissões de gases de efeito estufa foi um dos principais temas discutidos. A questão está em destaque em função dos preparativos para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em novembro deste ano, em Belém.

Durante os painéis, os palestrantes debateram os desafios da arquitetura para diminuir os efeitos das mudanças climáticas e tornar as cidades mais resilientes aos efeitos de enchentes e outros desastres naturais.

A partir da conferência, os profissionais ressaltaram a necessidade de soluções que combinem sustentabilidade e desenvolvimento urbano.

Para a presidente do conselho, Patrícia Sarquis Herden, o evento conseguiu promover debates essenciais para a sociedade.

“Mesmo com quase 15 anos, o CAU/BR mostra sua capacidade de promover grandes debates essenciais em arquitetura e urbanismo, como habitação, mobilidade, mudanças climáticas e inclusão”, afirmou. 

Também foram abordados temas como o direito à cidade para pessoas LGBTQIAPN+ e justiça ambiental e povos originários.

 

Rádio Nacional da Amazônia celebra dia do bioma em escola do DF

O Dia da Amazônia, 5 de setembro, foi comemorado na sexta-feira pela Rádio Nacional da Amazônia, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com uma ação que vai ficar na memória de 120 alunos do Centro Educacional 04 (CED 04) de Taguatinga, no Distrito Federal. Durante 10 minutos, eles participaram de uma imersão de realidade virtual em óculos 3D para assistir ao filme Amazônia Viva, que é um projeto de educação ambiental da Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais no Brasil (IRI-Brasil).

Em meio a múltiplas reações, do riso às lágrimas, a maioria dos alunos traduziu essa experiência em lindos desenhos e declarações de amor à natureza.

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Sob o impacto da viagem que fez ao coração da Amazônia durante o vídeo, Kelvin Juan Nunes, por exemplo, disse: “A parte que mais me chamou a atenção foi quando nós estávamos subindo e vimos o tamanho da árvore gigante: a sumaúma. Estou desenhado ela aqui”.

Já Arthur Malena de Souza contou ter se emocionado com tudo na imersão: “É a primeira vez que acontece isso comigo. Eu esperava ver coisas assustadoras e perigosas, como a onça e o jacaré, mas, não. Foi uma viagem pelos lugares mais lindos, né? Me impressionou o tucano, o rio que passou na hora, a árvore e aquela indígena que saiu de dentro das sombras de uma árvore enorme e começou a dançar. E agora vou desenhar, começando pelo tucano. Depois, vou escrever, no verso da folha do desenho, ‘Viva a Amazônia’!”

Ana Carolina também não se conteve: “Eu amei essa experiência, mas eu me assustei um pouquinho com aquela árvore gigante, de onde saiu a indígena. Acho que o nome dela é Raquel Tupinambá. Ela é linda, né? Sabe o que me assustou? Quando ela começou a dançar”.

 

Alunos do CED 04 de Taguatinga usam óculos de realidade virtual durante ação de ativação de marketing da EBC pelo Dia da Amazônia. Valter Campanato/Agência Brasil

Como Ana Carolina, algumas crianças levaram sustos e até gritaram, mas, para Daniel Souza Vicente, assistente de fotografia do filme, essa reação é recorrente.

“Acontece. Inclusive, uma das coisas que eu mais faço questão de ressaltar quando eu estou em sala de aula, fazendo esse trabalho com o filme, é sobre o medo. Não é nem sobre ecologia e a sociobiodiversidade necessariamente, mas sobre o medo expresso em conjunto, quando a gente vê a reação de pessoas ao nosso redor, e de como a gente internaliza certas coisas que, às vezes, são só um filme. Então, é muito importante o papel da gente, que está aqui, para poder alcançar essas pessoas e acalentá-las. É maravilhoso”. 

Daniel afirma ser grato diariamente ao diretor do filme, Estevão Ciavatta, o Chico, e à equipe inteira do filme, porque tem conseguido fazer um trabalho que gera autoestima diante da imensidão da floresta”

“Além disso, esse trabalho reforça a necessidade de garantir o direito de tantas pessoas que não têm acesso nem sequer a uma sala de cinema, a um espaço de cultura. A gente vir e poder teletransportar essas pessoas é lindo. Eu costumo dizer que esse filme desafia a premissa primária do ser humano de ver para crer. A realidade virtual faz a gente ver”.

Amazônia no projeto pedagógico

Em sintonia com as palavras de Daniel Vicente, a supervisora pedagógica do CED 04, Lisiane Teixeira, comemorou a presença da EBC, por meio da Rádio Nacional da Amazônia, na escola, bem como a experiência com a imersão de realidade virtual em óculos 3D.

“O principal é que os alunos conseguiram valorizar esse momento e sentir como nunca o quanto a Amazônia é importante para a nossa sociedade e para o restante do mundo. Do ponto de vista educacional, além das atividades preparatórias para as provas no Enem, PAS e tudo mais, essa atividade possibilitou a conscientização dos alunos sobre a importância desse tesouro que nós temos e que, muitas vezes, é deixado de lado. Na história de nossa escola, nunca vivemos experiência parecida com esse óculos virtual, com essa viagem em 3D. Foi a primeira vez que os vejo assim, tão emocionados”.

Perguntada sobre os desdobramentos da experiência, Lisiane Teixeira disse que irá trabalhar um projeto de valorização da Amazônia e dos demais estados também.

“Eles estão fazendo desenhos, vão fazer redações, e a gente vai pregar pelos murais da escola para, na sequência, fazermos uma exposição para os pais poderem participar também”.

Para a alegria da coordenadora de administração de marketing da EBC, Thais de Melo Rangel, responsável pela condução da atividade, o testemunho de Lisiane vem de encontro aos ideais que nortearam a coordenadora de planejamento de marketing da empresa, Marina Estevam, a idealizar essa ação voltada para a educação ambiental.

Experiência inusitada

Coube a jornalista Mara Régia, da Rádio Nacional da Amazônia, compartilhar o privilégio de navegar os rios da Amazônia nas ondas do rádio há mais de quatro décadas e, ao mesmo tempo, celebrar com os estudantes o 5 de setembro de 2025, data máxima deste que é o maior bioma brasileiro.

Na oportunidade, Mara surpreendeu os alunos com uma experiência inusitada para demonstrar a instantaneidade do rádio: por telefone, chamou a apresentadora do programa Tarde Nacional, Nathália Mendes, que estava no ar justamente no momento em que os alunos assistiam ao vídeo comemorativo dos 48 anos da emissora. Como em um passe de mágica, as vozes do CED 04 de Taguatinga se fizeram ouvir em ondas curtas, simultaneamente, para os nove estados da Amazônia Legal.

 

 Alunos do CED 04 de Taguatinga participam de ação de ativação de marketing da EBC pelo Dia da Amazônia. Valter Campanato/Agência Brasil