Crime da 113 Sul: por 3 a 2, STJ anula condenação de Adriana Villela

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (2), por 3 votos a 2, anular a condenação a 61 anos de prisão da arquiteta Adriana Villela pelo Tribunal do Júri, no caso que ficou conhecido como “Crime da 113 Sul”, em Brasília. 

O crime ocorreu em 2009, quando o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a esposa dele, Maria Carvalho Villela, e a empregada da família, Francisca Nascimento da Silva, foram mortos a facadas no apartamento em que moravam na quadra 113 da Asa Sul, bairro de Brasília.

Notícias relacionadas:

Após a investigação, Adriana Villela, filha do casal, foi acusada de ser a mandante do crime. Segundo o processo, os executores foram um ex-porteiro do prédio, seu sobrinho e outro comparsa. A motivação seria dinheiro. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Julgamento

No STJ, prevaleceu o entendimento do ministro Sebastião Reis Júnior. Para ele, houve cerceamento de defesa pela falta de acesso do advogado a depoimentos colhidos pela polícia e que imputaram a Adriana a autoria do assassinato. 

Tais depoimentos foram apresentados somente no dia do julgamento do caso e, por isso, impediram uma preparação adequada da defesa, decidiu a maioria. Além de Reis Júnior, votaram nesse sentido o ministro Antônio Saldanha Palheiro e o desembargador convocado Otávio de Almeida Toledo. 

“Os depoimentos extrajudiciais dos corréus foram determinantes para justificar a autoria do crime”, destacou Reis Júnior, que votou em agosto

Foram votos vencidos os dos ministros Rogério Schietti, relator, e Og Fernandes, que votou nesta terça. Para ele, a defesa não reclamou em tempo hábil sobre o acesso aos depoimentos, tendo inclusive utilizado trechos desses mesmos depoimentos durante o julgamento no Tribuna do Júri. Por esse motivo, tal nulidade estaria preclusa, isto é, não poderia mais ser suscitada. 

Condenação 

Adriana Villela foi condenada pelo Tribunal do Júri em 2019, quando recebeu pena de 67 anos e 6 meses de prisão por triplo homicídio. Em 2022, a pena foi reduzida pela segunda instância para 61 anos e 3 meses. Agora, o caso volta para a fase inicial de julgamento. 

Com a decisão, a Sexta Turma deu razão à defesa, que além do cerceamento apontavam a decisão do júri como sendo contrária à prova dos autos. Ficou derrotado o Ministério Público, que sustentava a soberania das decisões do júri e pediu a prisão imediata de Adriana Villela, com base em entendimento do Supremo sobre cumprimento de pena nesses casos. 

Defesa diz que Ramagem “compilava pensamentos de Bolsonaro”

A defesa de Alexandre Ramagem negou nesta terça-feira (2) que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tenha determinado o monitoramento ilegal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de desafetos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante sustentação realizada no julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que tem Ramagem como um dos réus, o advogado Paulo Renato Cintra disse que os casos de monitoramento ilegal citados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na denúncia ocorreram antes da posse de Ramagem no comando da Abin. “Ramagem sequer era diretor da Abin à época”, afirmou. 

Notícias relacionadas:

Cintra também negou que Ramagem tenha municiado o ex-presidente Jair Bolsonaro com informações falsas para embasar lives nas redes sociais e atacar o sistema de votação eletrônica, em julho de 2022, no período de pré-campanha. 

>>> Acompanhe ao vivo o julgamento

Segundo Cintra, os arquivos enviados ao então presidente foram produzidos a partir de informações públicas e discursos do próprio presidente, além de “anotações e opiniões pessoais”. 

“Ramagem não atuou para orientar o presidente da República, não era um ensaísta de Jair Bolsonaro. Ramagem compilava pensamentos do presidente da República”, disse. 

O advogado acrescentou ainda que Ramagem não integrava mais o governo de Bolsonaro quando começou o que chamou de “acirramento de condutas”, em julho de 2022. Cintra citou que o ex-diretor deixou o cargo em março de 2022 para concorrer às eleições. “Alexandre Ramagem não atuou na construção de mensagens de descrédito às urnas”, completou. 

A sessão prossegue para a realização das sustentações dos advogados dos demais réus.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Acusações 

De acordo com a acusação da PGR, Ramagem teria atuado para descredibilizar o sistema eletrônico de votação, além de fazer parte de uma organização criminosa para auxiliar Bolsonaro na divulgação de notícias falsas, em 2022.

Conforme a PGR, o deputado também participou da chamada “Abin Paralela”, para obter informações contra opositores de Bolsonaro e ter conhecimento do monitoramento ilegal de ministros do Supremo e de desafetos políticos do ex-presidente. 

Crimes

Atualmente, Ramagem é deputado federal. Em razão da imunidade parlamentar,  ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes imputados pela PGR. 

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

 Quem são os réus?

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Primeiro dia

Pela manhã, o relator, ministro Alexandre de Moraes, leu o relatório da ação penal, documento que contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação de Bolsonaro e dos demais acusados.

Foram destinadas oito sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

A votação que vai condenar ou absolver os réus deve começar somente nas próximas sessões. As penas podem passar de 30 anos de prisão.  

 

Mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, revela OMS

Dados divulgados nesta terça-feira (2) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de um bilhão de pessoas em todo o planeta vivem com algum tipo de transtorno mental, incluindo ansiedade e depressão. O cenário causa imensos prejuízos humanos e econômicos, alerta a instituição. 

“Embora muitos países tenham reforçado suas políticas e programas de saúde mental, maiores investimentos e ações são necessários globalmente para ampliar os serviços no intuito de proteger e promover a saúde mental das pessoas”, destacou a agência das Nações Unidas. 

Notícias relacionadas:

Segundo a OMS, transtornos de saúde mental como ansiedade e depressão são altamente prevalentes em todos os países e comunidades, afetando pessoas de todas as idades e níveis de renda. “É a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, gerando perda de qualidade de vida”, acentuou a OMS.

Desafios

“Transformar os serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública”, destacou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar”, acrescentou. 

“Cada governo e cada líder tem a responsabilidade de agir com urgência e garantir que os cuidados em saúde mental não sejam tratados como um privilégio, mas como um direito básico de todos”, concluiu Tedros.

Análise

Os números apresentados revelam que a prevalência de transtornos de saúde mental varia de acordo com o gênero e que mulheres são desproporcionalmente mais impactadas. Ansiedade e depressão figuram como os dois tipos de transtorno mais comuns tanto entre homens como entre mulheres. 

“O suicídio permanece como uma consequência devastadora, ceifando cerca de 721 mil vidas apenas em 2021 em todo o planeta”, alertou a OMS, ao citar o suicídio como uma das principais causas de morte entre jovens em todos os países e contextos socioeconômicos. 

“Apesar dos esforços globais, o progresso na redução da mortalidade por suicídio é insuficiente para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas que prevê uma redução de um terço nas taxas de suicídio até 2030. Na trajetória atual, apenas uma redução de 12% será alcançada até esse prazo.”  

Suicídio permanece como consequência devastadora, ceifando 721 mil vidas em 2021 – Foto – Marcelo Camargo/Agência Brasil


>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Impacto econômico

A agência avalia o impacto econômico dos transtornos mentais como impressionante. Embora os custos com saúde sejam substanciais, os custos indiretos, sobretudo os que envolvem perda de produtividade, são muito maiores. A estimativa é que depressão e ansiedade, juntas, custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano.

“Essas descobertas ressaltam a necessidade urgente de investimento sustentado, priorização mais rigorosa e colaboração multissetorial para expandir o acesso à saúde mental, reduzir o estigma e combater as causas profundas dos problemas de saúde mental”, concluiu a OMS. 

Conab anuncia R$ 300 milhões para produtores de arroz na safra 2025/26

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a destinação de mais R$ 300 milhões para compra de arroz, com o objetivo de “sinalizar ao mercado preços mais justos ao produtor”. Com os recursos, será possível garantir contratos para, aproximadamente, 200 mil toneladas do grão, da safra 2025/2026.

O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, nesta segunda-feira (1º), durante evento agropecuário em Esteio, no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o mecanismo de Contratos de Opção de Venda (COV) funciona como um seguro de preços ao produtor.

Notícias relacionadas:

“É a mão amiga do governo federal sinalizando, antes mesmo da semeadura, a opção de venda por um preço que viabiliza economicamente o cultivo de arroz, permitindo que o produtor possa fazer o planejamento da sua lavoura, com a segurança de que terá uma remuneração adequada na comercialização do produto”, afirmou, em comunicado divulgado pela Conab.

A companhia explica que, na prática, quem aderir ao COV garante o direito, e não a obrigação, de vender arroz ao governo federal por um valor previamente fixado, o que visa estimular a produção. Caso o mercado ofereça um preço mais vantajoso no momento da venda do produto, o produtor poderá optar por não executar o contrato com a Conab, sem custos adicionais, e aproveitar o melhor preço.

Caso ele opte por vender ao governo, o arroz irá para os estoques públicos, utilizados pela Conab para abastecer a população em situações de crise ou emergência, além de evitar oscilações bruscas de preço ao consumidor.

Os detalhes da nova operação, como os preços a serem pagos aos produtores, as datas de negociação e vencimento dos contratos, ainda serão definidos e publicados em portaria interministerial e editais da Conab.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Terceira rodada

Esta é a terceira rodada de COV lançada pela Conab em apoio aos produtores de arroz em menos de um ano, com a mobilização de recursos, até agora, na ordem de R$ 1,5 bilhão.

No final de 2024, a estatal já havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção, somando até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Em uma ação preventiva, em que a Conab previa um cenário de oferta abundante, a estatal sinalizou um preço acima de R$ 87 pela saca de 50 quilos de arroz em casca. Naquela ocasião, 91 mil toneladas foram negociadas e parte já está incorporada aos estoques públicos.

Em junho deste ano, a companhia lançou uma segunda rodada de COV frente à queda dos preços na comercialização da atual safra. Entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual de mercado caiu mais de 42% e chegou a R$ 65,46 para a saca de 50 quilos.

Nesta segunda rodada, os preços sinalizados pelo governo foram de cerca de R$ 74. Houve grande adesão e quase 100% dos contratos foram vendidos, o que equivale a 109,2 mil toneladas.

*Com informações da Conab

Inca abre vagas para o curso de verão em 2026

A 16ª edição do Curso de Verão, atividade do Programa de Pós-Graduação em Oncologia do Instituto Nacional de Câncer (Inca), está com inscrições abertas até 14 de setembro. O curso será realizado de 26 de janeiro a 6 de fevereiro de 2026 e é voltado a alunos de graduação das áreas de ciências biológicas e da saúde.

As inscrições são gratuitas. Serão selecionados 40 alunos de qualquer estado do Brasil para as vagas presenciais. As aulas teóricas serão transmitidas pelo canal do Inca no Youtube, sem limites de participantes. No entanto, apenas receberão certificados os 40 selecionados para as vagas presenciais.

Notícias relacionadas:

Segundo o Inca, o curso abordará aspectos epidemiológicos, clínicos e genéticos do câncer.

“Nesse curso, a ideia é trazer informações sobre as pesquisas atuais em câncer, buscando compartilhar o conhecimento da instituição e atrair jovens talentos”, explica Sheila Coelho, pesquisadora do Inca e coordenadora da comissão organizadora do curso.

“Como novidades, temos algumas temáticas nos minicursos, a exemplo de abordagens atualizadas sobre as leucemias e o câncer hereditário, a resistência a fármacos no câncer e as pesquisas em sobrevivência ao câncer, entre outras”, acrescenta.


>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

A programação está dividida em uma etapa teórica e outra de prática experimental. As aulas serão ministradas por pesquisadores e discentes avançados do instituto. “É uma oportunidade de apresentarmos as linhas de pesquisa desenvolvidas no Inca a alunos de graduação de universidades públicas e privadas de todo o Brasil”, afirma Matias Melendez, integrante da comissão organizadora.

As aulas serão dadas de segunda a sexta-feira, em horário integral, no Centro de Pesquisa do Inca, no Rio de Janeiro. A programação de duas semanas conta com palestras durante o dia inteiro nos dois primeiros dias e no último dia. Nos demais, haverá palestras somente pela manhã e atividades teórico-práticas à tarde.

CPMI do INSS aprova pedido de prisão preventiva de 21 investigados

Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovaram, nesta segunda-feira (1), uma proposta de envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de um pedido para que a Corte autorize a prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por suposto envolvimento na cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas das aposentadorias e pensões de milhões de brasileiros, em todo o país.

De autoria do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da comissão, o requerimento foi aprovado por 26 votos a favor e nenhum contrário, durante a quarta reunião, instaurada em agosto deste ano para apurar o esquema de descontos ilegais revelado pela Operação Sem Descontodeflagrada em abril pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Notícias relacionadas:

Caberá ao ministro do STF, André Mendonça, relator do processo na Corte, decidir sobre o pedido de prisões preventivas solicitadas pelos parlamentares.

Ao sugerir que a CPMI pedisse que o STF autorize a prisão preventiva dos suspeitos, Gaspar destacou que “mesmo diante da presença de veementes indícios de materialidade e de autoria de infrações penais que vitimaram milhões de aposentados e pensionistas, até o momento nenhum investigado se encontra submetido a prisão cautelar”. Para o deputado, a medida preventiva é necessária para garantir a coleta de provas para instrução do processo e à eventual aplicação da lei.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Entre as pessoas incluídas no requerimento está o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, como é chamado, cuja convocação para depor já foi aprovada. Também constam da lista o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi exonerado do cargo no mesmo dia que a PF e a CGU realizaram a Operação Sem Desconto.

A CPMI também pede a prisão preventiva do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio de Oliveira Filho, bem como dos ex-diretores do instituto, André Fidelis e Vanderlei Barbosa, além do advogado Eric Douglas Fidelis, filho de André, suspeito de movimentar valores do suposto esquema que, segundo os investigadores, foram destinados a seu pai, André.

Os outros investigados são Cecília Rodrigues Mota; Thaisa Hoffmann Jonasson; Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira; Alexandre Guimarães; Rubens Oliveira Costa; Romeu Carvalho Antunes; Domingos Savio de Castro; Milton Salvador de Almeida Júnior; Adelino Rodrigues Júnior; Geovani Batista Spiecker; Reinaldo Carlos Barros de Almeida; Vanderlei Barbosa dos Santos; Jucimar Fonseca da Silva; Philipe Roters Coutinho e Maurício Camisotti.

Conforme destacaram o deputado Alfredo Gaspar e o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os 21 investigados listados são citados nominalmente no inquérito conduzido pela Polícia Federal, cujo teor é público.

STF: apenas um réu comparece ao 1° dia de julgamento da trama golpista

O ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira foi o único dois oito réus a comparecer para acompanhar presencialmente o primeiro dia de julgamento da tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A sessão ocorre na sala de audiências da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF),

“A gente acredita na Justiça e nas provas apresentadas nas nossas alegações finais”, disse Nogueira ao chegar para o julgamento. 

Notícias relacionadas:

O próprio Bolsonaro, réu denunciado como líder da trama golpista, decidiu não comparecer ao julgamento. Segundo o advogado de defesa do ex-presidente, Celso Vilardi, Bolsonaro chegou a cogitar ir presencialmente, mas acabou desistindo da ideia devido a problemas de saúde. “Ele não está bem”, afirmou o defensor

Os outros réus estão representados por seus advogados. Em nome da acusação, está presente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que assina a denúncia. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Os réus do chamado núcleo crucial da trama golpista, composto pelos que seriam os principais autores intelectuais do golpe, são: 

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Todos foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dos seguintes crimes: 

  • liderar ou integrar organização criminosa armada, 
  • atentar violentamente contra o Estado Democrático de Direito, 
  • golpe de Estado, 
  • dano qualificado por violência e grave ameaça, 
  • deterioração de patrimônio tombado. 

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, por cumprir mandato de deputado federal, foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente aos três primeiros crimes citados acima. A regra está prevista na Constituição. 

Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar os 40 anos de prisão, a depender do papel desempenhado pelo condenado no complô golpista. 

Acompanhe

O julgamento de Bolsonaro e mais sete ex-auxilares por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes começou nesta terça, com a leitura de um resumo do caso pelo relator, ministro Alexandre de Morares. 

Depois, será a vez de Gonet realizar sua sustentação oral. Ele tem uma hora para reiterar suas acusações, prorrogável por mais uma hora.

À tarde, estão previstas as sustentações das defesas. Cada advogado terá uma hora para falar. 

>> Entenda o rito do julgamento de Bolsonaro e aliados.

A análise do caso ocorre na sala de audiências da Primeira Turma do Supremo, em Brasília, e é transmitida ao vivo pela TV e Rádio Justiça e também pelo canal oficial do STF no YouTube. 

Acompanhe ao vivo:

Morre Mino Carta, fundador das revistas Veja e Carta Capital

Morreu nesta terça-feira (2), em São Paulo, o jornalista Mino Carta, aos 91 anos. Fundador e diretor de redação da revista Carta Capital, o profissional marcou a história do jornalismo no Brasil. Ele lutava contra problemas de saúde, “com idas e vindas ao hospital”, segundo informou a publicação que liderava.

Mino começou a carreira na revista Quatro Rodas, da editora Abril, especializada em automóveis, “mesmo sem saber dirigir nem diferenciar um Volkswagen de uma Mercedes, como se orgulhava de dizer”, contou a Carta Capital.

Notícias relacionadas:

O jornalista ítalo-brasileiro, nascido em Gênova, veio ao Brasil após a 2ª Guerra Mundial, aos 13 anos. Mino dirigiu e lançou a revista Veja, em 1968, a revista IstoÉ, em 1976, e a Carta Capital, em 1994.

A Carta Capital é uma revista conhecida por manter uma visão mais “progressista” dos acontecimentos, em contraste com as publicações de tom mais “conservador” ou “liberal”. A publicação se propõe a ser “maior referência em jornalismo progressista no Brasil, em qualquer plataforma”.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O profissional ainda esteve à frente da equipe fundadora do Jornal da Tarde, em 1966, e do Jornal da República, em 1979. Nesse último, fundado em parceria com o jornalista Claudio Abramo, Mino tentou aproveitar a abertura política iniciada pela ditadura militar, mas o projeto não vingou por questões econômicas e políticas. Segundo Mino, o Jornal da República “sofria a oposição dos jornalões”. 

Em uma rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que recebeu “com muita tristeza” a morte do “meu amigo Mino Carta”.

“Em meio ao autoritarismo do regime militar, as publicações que dirigia denunciavam o abuso dos poderosos e traziam a voz daqueles que clamavam pela liberdade”, disse Lula.

Redes sociais

Em entrevista recente ao jornalista Lira Neto no contexto da publicação do livro do Lira Memória do Jornalismo Brasileiro Contemporâneo, Mino Carta faz dura crítica à subordinação do jornalismo profissional à dinâmica das redes sociais controladas pelas big techs.

Para ele, a internet limitou o jornalismo e passou a pautar os jornais. “Em lugar de praticar um jornalismo realmente ativo, na busca corajosa pela verdade, a imprensa está sendo engolida e escravizada pelas novas mídias. Veja a tragédia do celular. Com ele, o homem emburrece, não progride”.

Carta era um crítico do jornalismo empresarial, chamada de “grande mídia”, e reconhecia que a independência editorial tinha preço.

“As revistas são, essencialmente, sustentadas por publicidade. Eu poderia estar muito rico, ter me vendido de várias maneiras. A única coisa que tenho na vida é esse apartamento que estou tentando vender, porque não tenho mais dinheiro”, revelou.

Futuro do Brasil

Mino Carta, ainda na entrevista a Lira Neto, afirmou que nem o Brasil, nem o jornalismo brasileiro, teriam alguma perspectiva futura de melhoria.

Este país não tem saída, graças aos que o governaram e à permanência de um pensamento medieval representado pela Casa-Grande”, vaticinou.

Casa-Grande refere-se a uma elite escravocrata que colonizou o Brasil a partir de 1.500 por meio da escravização de africanos e da usurpação das terras dos povos indígenas, que também foram escravizados. O termo foi imortalizado pelo sociólogo pernambucano Gilberto Freire em sua obra Casa Grande e Senzala que pretendeu explicar a formação social do país.

Última semana para jogar na Lotofácil da Independência

Esta é a última semana para os apostadores fazerem seus jogos para o sorteio especial do concurso 3.480 da Lotofácil da Independência. O prêmio estimado em R$ 220 milhões é o maior na história da modalidade.

Sorteio será no próximo sábado, dia 6 de setembro, a partir das 20h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Notícias relacionadas:

As apostas podem ser feitas até as 18h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas casas lotéricas de todo o país e pela internet no portal Loterias Caixa e aplicativo Loterias Caixa. Para apostar, a pessoa só precisa marcar entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp 

Prêmio não acumula

Como nos demais concursos especiais das Loterias Caixa, o prêmio principal não acumula. Não havendo apostas vencedoras com 15 números, ele é rateado entre os acertadores de 14 números e assim por diante, conforme regra da modalidade. A aposta simples custa R$ 3,50.

Trama golpista: STF inicia julgamento de Bolsonaro e mais sete aliados

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (2), às 9h, o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Foram destinadas oito sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

Notícias relacionadas:

A expectativa é que o primeiro dia do julgamento seja destinado às manifestações das defesas e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que fará a acusação.

A votação que vai condenar ou absolver os réus deve começar somente nas próximas sessões. As penas podem passar de 30 anos de prisão.

Quem são os réus?

  1. Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  2. Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  3. Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
  4. Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  5. Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  6. Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  7. Walter Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022;
  8. Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Crimes

Os réus respondem no Supremo pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A possibilidade de suspensão está prevista na Constituição.

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Primeira sessão

A sessão de hoje será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, o ministro chamará o processo para julgamento e dará a palavra a Alexandre de Moraes, relator do caso, que fará a leitura do relatório. O documento contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento.

Após a leitura do relatório, Zanin passará a palavra para a acusação e às defesas dos réus.

O procurador-geral da República será responsável pela acusação. Paulo Gonet terá a palavra pelo prazo de até duas horas para defender a condenação dos réus.

Após a sustentação da PGR, os advogados dos réus serão convidados a subir à tribuna para as sustentações orais em favor de seus clientes. Eles terão prazo de até uma hora para suas considerações.

O julgamento será interrompido para o almoço por volta das 12h.  À tarde, a sessão será retomada por volta das 14h.

Além de Moraes, relator do caso, fazem parte da Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

Votos

Nas próximas sessões, o primeiro a votar será Alexandre de Moraes. Em sua manifestação, o ministro vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre a questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito.

Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

A condenação ou absolvição ocorrerá com o voto da maioria de três dos cinco ministros da turma.

Acusações

Pesam contra os acusados a suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Lula.

A denúncia também cita o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Tênis: Bia Haddad é eliminada do US Open

A brasileira Beatriz Haddad Maia foi eliminada do US Open após ser derrotada por 2 sets a 0 (parciais de 6/0 e 6/3) pela norte-americana Amanda Anisimova, na noite desta segunda-feira (1) em Nova York (Estados Unidos).

Notícias relacionadas:

Após derrotar a brasileira, atual número 22 do mundo, a norte-americana, 9ª colocada do ranking mundial, enfrenta nas semifinais a polonesa Iga Swiatek, número 1 do mundo.

Com a queda de Bia, as esperanças brasileiras no US Open se concentram em Luisa Stefani, que, ao lado da húngara Timea Babos, avançou nesta segunda para as quartas de final da chave de duplas. O próximo desafio será a equipe formada pela canadense Gabriela Dabrowski e pela neozelandesa Erin Routliffe.

Yago Dora é campeão mundial de surfe profissional

O paranaense Yago Dora conquistou, na noite desta segunda-feira (1), o título da WSL (Liga Mundial de Surfe) após derrotar o norte-americano Griffin Colapinto por 15,66 a 12,33 na decisão do WSL Finals (etapa final da competição) nas ondas de Cloudbreak (Fiji).

Notícias relacionadas:

Como líder do ranking mundial na temporada regular, o brasileiro entrou na disputa do Finals com uma grande vantagem, caiu na água apenas na bateria final. E na disputa com o norte-americano ele foi dominante do início ao fim para ficar com o título.

“Isso aqui é fruto de muito trabalho, dedicação. Estou muito feliz de levar este título para o Brasil. É inacreditável. Senti algo especial durante essa semana. Não importava quem eu enfrentaria na final, eu entraria para vencer. Obrigado a todos que me acompanham”, declarou o brasileiro em entrevista ainda dentro da água.

O título de Yago Dora é o oitavo conquistado por um brasileiro na história da WSL. Antes, Gabriel Medina venceu a competição em três oportunidades (2014, 2018 e 2021), Filipe Toledo em duas (2022 e 2023) e Adriano de Souza (2015) e Ítalo Ferreira (2019) em uma cada.

Ítalo Ferreira

O Brasil iniciou o WSl Finals masculino com outro representante, Ítalo Ferreira, que estreou com vitória de 14,33 a 5,83 sobre o australiano Jack Robinson, mas que acabou caindo diante do finalista Griffin Colapinto por 16,33 a 13,67. Desta forma o surfista potiguar fechou a disputa na quarta posição.

Rede X deve fornecer dados de quem postou ofensas contra Marielle

A 16ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a ordem que obriga a rede social X a fornecer os registros de IP [endereço de protocolo de internet] de usuários que repostaram publicações ofensivas e abusivas à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. A determinação deve ser cumprida em até 15 dias após a intimação da empresa, sob pena de multa de R$ 50 mil.

A ação foi movida por familiares de Marielle, que pediram a exclusão de conteúdos manipulados e ofensivos à imagem da parlamentar e a entrega de dados de identificação de todos os usuários que visualizaram, curtiram, comentaram ou compartilharam o material. O colegiado, no entanto, acolheu parcialmente o recurso da plataforma, restringindo o alcance da sentença de primeira instância.

Notícias relacionadas:

Os desembargadores entenderam que essa medida feria o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados, por envolver terceiros que não eram parte do processo. Assim, a obrigação ficou limitada ao fornecimento dos IPs apenas de quem republicou as postagens ilícitas.

As publicações traziam montagens com imagens falsas nas quais Marielle aparecia decapitada, ensanguentada e alvo de tiros, além de acusações difamatórias e discursos de ódio sobre sua trajetória política e sua vida pessoal.

A vereadora foi assassinada em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio, junto com o motorista Anderson Gomes. 

Justiça do Rio suspende concurso para professor da prefeitura de Magé

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a imediata suspensão do concurso público promovido pelo município de Magé, região metropolitana do Rio, para o preenchimento de 1,5 mil vagas para o cargo de professor da rede municipal de ensino.

A decisão da 9ª Câmara de Direito Público ocorre no âmbito de ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Magé, que apontou indícios de irregularidades na contratação da banca organizadora, o Instituto de Avaliação Nacional (IAN), incluindo suspeitas de inidoneidade técnica e ausência de estrutura adequada para a realização do concurso. 

Notícias relacionadas:

O pedido de suspensão foi formulado em recurso interposto pelo MPRJ contra decisão de primeira instância que havia negado a liminar para interromper o concurso. A promotoria demonstrou que “o Instituto de Avaliação Nacional não possui sede física, equipe técnica, estrutura tecnológica ou funcionários, havendo fortes indícios de se tratar de uma empresa de fachada”. Relatou, ainda, que, no decorrer do certame, foram feitas alterações nas regras do edital, como nos critérios objetivos de aprovação e nas normas de correção, em violação aos princípios da legalidade e da vinculação ao edital. 

Na decisão, o desembargador escreveu que a continuidade do concurso poderia gerar insegurança jurídica e prejuízos tanto para a administração pública quanto para os candidatos. “Com a decisão, ficam suspensas a convocação de novos candidatos do Concurso Público 01/2024, bem como a posse e a entrada daqueles já convocados”, completa a decisão.

O salário inicial de um professor da prefeitura de Magé, segundo o edital do concurso, é de R$ 2.189,45.

Eliminatórias: Brasil inicia preparação para jogo contra o Chile

A seleção brasileira iniciou, nesta segunda-feira (1) na Granja Comary, em Teresópolis, a preparação para o jogo contra o Chile. O confronto, que será realizado a partir das 21h30 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (4) no estádio do Maracanã, vale pela 17ª, e penúltima, rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo.

Na atividade realizada nesta segunda, o técnico italiano Carlo Ancelotti não pôde contar com cinco jogadores, que ainda não se apresentaram: Alisson, Caio Henrique, Gabriel Magalhães, Raphinha e Gabriel Martinelli.

Notícias relacionadas:

Além disso, Jean Lucas, Lucas Paquetá e Samuel Lino, que estiveram em ação no último domingo (31), não foram a campo e realizaram apenas atividades regenerativas.

Um dos jogadores a participar do treinamento foi o atacante Estêvão. Segundo o atleta do Chelsea (Inglaterra), o Brasil deve esperar dificuldades tanto diante do Chile como da Bolívia, adversária que a seleção encara na próxima semana nos 4.150 metros de altitude de El Alto: “São partidas bem difíceis. Contra o Chile, estaremos ao lado da nossa torcida no Maracanã, o que será importante para a gente. E na Bolívia tem a altitude, vamos dar o nosso máximo, claro que nunca é fácil jogar lá. Mas, se Deus quiser, tudo correrá bem”.

Independentemente do resultado, o jogo contra o Chile será especial, pois marcará a despedida da seleção brasileira do público nacional em 2025, além de ser o primeiro compromisso do técnico Carlo Ancelotti à frente do Brasil no Maracanã.

Thiago Brennand é condenado a mais oito anos de prisão por estupro

O empresário Thiago Brennand foi condenado pelo crime de estupro a uma pena de oito anos de prisão, em regime fechado. Ele também terá de pagar indenização de ao menos R$ 200 mil.

O processo, que era o nono pelo qual ele respondeu, era também o último em aberto segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Como tramita em segredo de justiça, não há mais detalhes sobre esta condenação.

Notícias relacionadas:

Thiago Brennand está preso desde 2023, tendo passado pelo Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista, e de lá foi transferido para o presídio Tremembé II, no interior do estado. Este processo era o único que não havia passado por julgamento. 

Ele foi condenado em cinco processos e chegou a acordos extrajudiciais em outros dois, em todos respondendo por crimes que variam entre agressões, violência contra a mulher e estupros.

A última condenação do empresário ocorreu em setembro, em outra ação por estupro, por crimes cometidos repetidamente entre 2015 e 2016 no Jardim Europa, bairro nobre da capital paulista. De acordo com os autos, após uma primeira relação consentida, Brennand ameaçou e agrediu a vítima para levá-la à prática dos atos íntimos, sem preservativo, quando contaminou a mulher com doença sexualmente transmissível. Houve ameaças indiretas também à filha da vítima, exibindo uma arma de fogo para ela. 

 

Unicamp prorroga período de inscrições do vestibular até 8 de setembro

A Universidade de Campinas (Unicamp) divulgou na tarde desta segunda-feira (1º) a ampliação de uma semana no prazo de inscrições para o vestibular de 2026.

Inicialmente, o término do período de inscrições seria às 17 horas desta segunda, mas, agora, os interessados poderão se candidatar até o dia 8 de setembro, próxima segunda-feira, no mesmo horário.

Notícias relacionadas:

As inscrições devem ser feitas somente pelo site da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest).

No comunicado que prorrogou o prazo, não há menção dos motivos que levaram à decisão. A data limite para o pagamento da taxa de inscrição, de R$ 221,00, não foi alterada e permanece em 8 de setembro.

Na página do Vestibular 2026 na internet, os interessados podem consultar o Manual do Ingresso 2026, com as datas de interesse, informações sobre os cursos, etapas e documentos. O exame oferecerá 2.520 vagas, das 3.368 previstas para ingressantes no próximo ano.  

O vestibular da Unicamp inaugura a série de exames de ingresso nas estaduais paulistas, no dia 26 de outubro, seguido pelos exames da Unesp, em 02 de novembro, e da Fuvest, em 23 de novembro.

Já o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) vai ocorrer nos dias 09 e 16 de novembro e seleciona para as universidades federais através do Sistema de Seleção Unificada (SISU).

Candidatos com provas de habilidades específicas têm de ficar atentos, pois há datas além daquelas das provas gerais. Candidatos aos cursos de música, por exemplo, serão avaliados a partir de vídeos enviados remotamente, pela internet, entre os dias 15 e 30 de setembro.

Neste ano, 9.404 candidatos foram contemplados com a isenção da taxa de inscrição, que valerá tanto para o Vestibular Unicamp 2026 como para a modalidade Enem-Unicamp 2026.

No exame realizado em 2024, para ingresso neste ano, mais de 63 mil candidatos disputaram as vagas da instituição.

 

 

Leilão do Túnel Santos-Guarujá terá dois grupos estrangeiros

Dois grupos estrangeiros apresentaram propostas para participar do leilão para a construção do túnel que vai ligar as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. As empresas que vão participar do leilão são a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil. 

O leilão acontece na próxima sexta-feira (5), a partir das 16h, na B3, sede da bolsa de valores de São Paulo.

Notícias relacionadas:

A Acciona é a empresa atualmente responsável pela execução das obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. Já a Mota-Engil assinou recentemente um contrato com a Petrobras para execução de serviços dos sistemas submarinos de plataformas offshore.

A concessionária vencedora do leilão ficará responsável pela construção, operação e manutenção do túnel por um período de 30 anos.

Com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, o projeto terá aporte público de até R$ 5,14 bilhões, dividido igualmente entre o governo de São Paulo e o governo federal. O restante será coberto pela iniciativa privada.

Túnel

O túnel Santos-Guarujá será a primeira travessia submersa do Brasil e terá 1,5 quilômetro de extensão. Desse total, 870 metros serão imersos, com módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário.

O projeto inclui três faixas de rolamento em cada sentido, uma delas adaptada para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de ciclovia e espaço para pedestres e galeria de serviços. O projeto já conta com licença ambiental prévia da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), emitida em agosto de 2025.

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) que foi realizado para esse empreendimento e apresentado em julho de 2024, o túnel pretende solucionar um gargalo histórico de mobilidade entre os dois municípios.

Atualmente, há dois principais modos de travessia: o trajeto de 43 km via Rodovia Cônego Domênico Rangoni, utilizado por veículos comerciais, com tempo médio de 60 minutos, e o sistema de balsas e barcas, usado por pedestres, ciclistas e veículos leves, com tempos de travessia que variam de 18 a 60 minutos, dependendo das condições operacionais do porto.

Segundo o governo paulista, mais de 28 mil pessoas cruzam diariamente as duas margens utilizando barcos de pequeno porte (catraias, que são usadas apenas por pedestres) ou as balsas. Com o túnel, o tempo gasto nessa travessia deve cair para cerca de dois minutos.

A construção desse túnel, portanto, deve desafogar o atual sistema de travessias, aliviar o tráfego na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055) e aumentar a capacidade de escoamento do Porto de Santos, que enfrenta congestionamentos frequentes.

Empregos

Para o governo federal, o túnel deve “transformar a mobilidade urbana, estimular a economia local e melhorar diretamente a qualidade de vida das mais de 720 mil pessoas que vivem nessas duas cidades”. O governo também destaca que a obra tem potencial de gerar milhares de empregos diretos e indiretos, tanto na fase de construção quanto na operação do túnel.

“O túnel Santos–Guarujá é uma das obras mais emblemáticas do Novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e marca um novo tempo para a mobilidade urbana e a infraestrutura do Brasil, que agora se torna realidade com o esforço conjunto dos governos federal e estadual. Essa obra vai encurtar distâncias, gerar empregos, fortalecer o turismo, dinamizar a economia local e ampliar a eficiência logística do Porto de Santos”, avalia o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Dupla de Luisa Stefani vence 3ª seguida e vai às quartas do US Open

A dupla da tenista brasileira Luisa Stefani com a húngara Timea Babos cravou a terceira vitória seguida e vai disputar as quartas de final do US Open, em Nova York. Nesta segunda-feira (1º), após partida acirrada de quase 2h30, elas derrotam as chinesas Zhaoxuan Yang e Yifan Xu por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 4/6 e 6/4. A parceria Brasil-Hungria volta a jogar nesta terça (2), em horário ainda indefinido. A dupla adversária conta com a canadense Gabriela Dabrowski – ex-parceira de Stefani, em 2021 – e a – e neozelandesa Erin Routliffe.

Stefani e Babos começaram bem e levaram o primeiro set sem sustos, mas depois cederam ao empate. A parceria chinesa chegou embalada ao confronto, pois na rodada anterior havia derrotado a dupla cabeça de chave 8, formada pela russa Alexandra Panova e a chinesa Hanyu Guo. Na terceira parcial, as chinesa ganhavam por 4 a 2, quando veio a reação da dupla Stefani e Babos. Elas emplacaram quatro games seguidos  até selar a vitória no quarto match-point.

Notícias relacionadas:

“Estamos muito felizes com essa vaga nas quartas, as chinesas jogaram muito bem. A partida foi uma montanha-russa, perdemos o momento no segundo set, as coisas passaram a não dar tão certo, tivemos que ficar lá, nos segurar, gostei de como competimos no final em confiar uma na outra e achar uma maneira. Às vezes o tênis é achar a maneira e conseguimos. Estou orgulhosa de nós por essa vitória”, comemorou Stefani, após a classificação.

Nesta temporada, Stefani e Babos conquistaram dois títulos de WTA 500: o primeiro em Linz (Áustria) e depois em Estrasburgo (França).  Atual número 24 no ranking de duplas, Stefani reencontrará nas quartas a ex-companheira Gabriela Dabrowski (8ª no ranking). Há quatro anos, elas disputavam junta as semifinais do US Open, quando Stefani lesionou o joelho direito e precisou desistir da partida. A brasileira passou por cirurgia e só retornou às quadras um ano depois.

Stefani busca um título inédito no Grand Slam nova-iorquino. Em 2023 ele voltou a chegar às semifinais, na época em parceria com a norte-americana Jennifer Brady. No ano passado, ela parou nas quartas de final.

A brasileira Beatriz Haddad Maia encara a norte-americana Amanda Anisimova a partir das 21h40 desta segunda-feira (1º) por um vaga nas quartas de final da chave de simples feminina do US Open – Reuters/Eric Bolte/proibida reprodução

Bia Haddad disputa oitavas a partir das 21h40

Número 22 do mundo, a paulista Beatriz Haddad Maia entra em quadra a partir das 21h40 (horário de Brasília) contra a norte-americana Amanda Anisimova (9ª no ranking) pelas oitavas de final. Em julho, Anisimova foi vice-campeã  d outro Grand Slam, o Torneio de Wimbledon, em Londres (Inglaterra). Será a quarta vez que as tenistas se enfrentam no circuito profissional, com duas vitórias da norte-americana e uma da brasileira. Se Bia Hadad avançar em Nova York, ela terá pela frente na semifinais a polonesa Iga Swiatek, número 1 do mundo. 

Em parecer ao STF, PGR defende que Braga Netto deve continuar preso

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta segunda-feira (1°), ao Supremo Tribunal Federal (STF), um parecer contrário ao novo pedido de soltura feito pela defesa do general Braga Netto. 

General da reserva e vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, o militar está preso desde dezembro do ano passado, sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também é um dos réus do núcleo crucial da trama golpista, que será julgado a partir da desta terça-feira (2). 

Notícias relacionadas:

>> Julgamento de Bolsonaro começa na terça e terá oito sessões

No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão de Braga Netto e afirmou que há indícios da participação do general na tentativa de golpe de Estado durante o governo Bolsonaro.

Em seguida, a defesa do militar da reserva recorreu da decisão, e o ministro pediu um parecer da PGR antes de decidir sobre a questão novamente.

Na manifestação, Gonet entendeu a prisão do general deve ser mantida. “No mais, reiteram-se as manifestações ministeriais de 11.7.2025 e 29.7.2025, no sentido da permanência dos motivos que fundamentaram a custódia provisória, ante a ausência de fatos novos que alterem o quadro fático-probatório para justificar a revogação ou a readequação da medida”, afirmou o procurador.

Durante as investigações sobre a trama golpista, a Polícia Federal identificou que o general, réu por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações. 

UFRJ propõe “Re-Amazonizar o Brasil” no Festival do Conhecimento 2025

O Festival do Conhecimento 2025 da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) terá uma programação de reflexões que põe os povos amazônicos no centro do debate. Com o tema “Re-Amazonizar o Brasil: Saberes Ancestrais e Tecnologias”, o evento acontece nos dias 4 e 5 de setembro, no Fórum de Ciência e Cultura, Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo a UFRJ, estarão presentes lideranças indígenas, pesquisadores, artistas e ativistas para debater os desafios da Amazônia e das mudanças climáticas globais, além de refletir sobre futuros possíveis para o planeta.

Notícias relacionadas:

“O Festival do Conhecimento deste ano entra em sintonia com a COP30 ao discutir questões urgentes ligadas ao clima. É como se tivéssemos, aqui no Rio de Janeiro, uma pré-conferência do clima, pois teremos a oportunidade de reunir algumas das lideranças que estarão em Belém”, destaca Ivana Bentes, pró-reitora da Extensão da UFRJ”.

“Ao reunir saberes ancestrais, ciência, arte e políticas públicas, reafirmamos o papel da UFRJ como articuladora de soluções para os grandes desafios do nosso tempo”, completa a pesquisadora.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

A abertura oficial ocorre no dia 4, às 10h, com a apresentação do o Manifesto Clima é Saúde, Saúde é Clima, do qual a UFRJ é signatária.

“Estarão presentes no Festival, Sinéia do Vale, representante dos povos indígenas do Brasil na COP30, Eduardo Viveiros de Castro, professor de antropologia social da UFRJ, maior nome do debate indígena do campo acadêmico. Também participam Inara Nascimento, indígena Sateré-Mawé, professora de saúde coletiva e segurança alimentar para povos indígenas, Dzoodzo Baniwa, ativista e referência na educação escolar indígena dos povos baniwa e koripako e Ethel Maciel, representante da saúde do Brasil na COP30”, afirma a UFRJ.

Ministro do STF autoriza Lira a visitar Bolsonaro em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (1°), em Brasília, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a decisão, a visita poderá ser realizada até as 18h de hoje, na residência de Bolsonaro, localizada no Condomínio Solar de Brasília, no Lago Sul, região nobre da capital federal.

Notícias relacionadas:

Moraes também determinou que o carro de Arthur Lira deverá ser revistado pela Polícia Penal ao deixar a residência. A medida segue novas regras de segurança determinadas no último fim de semana para evitar a fuga de Bolsonaro.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Restrição

No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas na casa do ex-presidente.

As medidas foram decretadas após o ministro entender que Bolsonaro burlou a proibição de usar as redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

As decisões fazem parte do inquérito no qual Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram indiciados pela atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras.