Botafogo vence LDU na Libertadores com gol relâmpago

Contando com um gol relâmpago do atacante Artur, aos 14 segundos do primeiro tempo, o Botafogo derrotou a LDU (Equador) por 1 a 0, na noite desta quinta-feira (14) no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, na partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

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Desta forma, o Alvinegro de General Severiano terá uma pequena vantagem no confronto de volta entre as equipes, que será disputado na próxima quinta-feira (21) a partir das 19h (horário de Brasília) nos 2.850 metros de Quito. O Botafogo conseguirá avançar no tempo regulamentar mesmo com um empate.

Gol relâmpago

O Botafogo precisou de apenas 14 segundos para superar o goleiro Gonzalo Valle. O lateral Alex Telles aproveitou sobra de bola e levantou a bola na área, onde, com muita liberdade, Artur bateu de primeira.

Com uma vantagem construída tão cedo, a torcida do Alvinegro passou a acreditar que seria possível vencer por um placar elástico. Porém, a LDU equilibrou as ações e o Botafogo não conseguiu mais mudar o marcador.

Palmeiras goleia

Quem encaminhou a classificação para as quartas foi o Palmeiras, que, jogando no Estádio Monumental de Lima, goleou o Universitario por 4 a 0. Agora, a equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira pode até mesmo perder por 3 a 0, em São Paulo, que avança na Libertadores.

O Verdão dominou desde a primeira etapa, quando abriu uma vantagem de três gols graças a gols de Gustavo Gómez (aos 6 minutos em cobrança de pênalti), de Flaco López (aos 11 minutos) e de Vitor Roque (aos 29). Na etapa final o Palmeiras continuou mandando no confronto e chegou ao quarto com outro gol de Flaco López (aos 29 minutos).

Brasil é vice-campeão na Copa América de basquete em cadeira de rodas

O Brasil ficou com a medalha de prata da Copa América de basquete em cadeira de rodas após ser derrotado pelos Estados Unidos pelo placar de 77 a 37, na noite desta quinta-feira (14) no Coliseo Cayetano Cañizares, em Bogotá (Colômbia).

Apesar do revés, a participação da seleção brasileira na competição garantiu a classificação para o Mundial da modalidade, que será disputado em 2026 em Ottawa (Canadá).

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O Brasil entrou em quadra nesta quinta com a expectativa de garantir o bicampeonato da competição, após a conquista da edição 2013 do torneio.

A partir da próxima sexta-feira (15) terá início a Copa América masculina da modalidade, que será disputada até a próxima quarta-feira (20). A seleção brasileira masculina está no grupo B da competição ao lado de Estados Unidos, México e Colômbia. A chave A é formada por Canadá, Argentina, Porto Rico e Venezuela.

8/1: Moraes manda prender condenado que tirou tornozeleira eletrônica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Diego Dias Ventura, acusado de atuar como um dos líderes do acampamento golpista que foi instalado em frente ao quartel do Exército, em Brasília, no final de 2022.

O mandado de prisão foi assinado na terça-feira (12) após o ministro ser informado que Diego rompeu a tornozeleira eletrônica e está desaparecido.

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“Em 6/8/2025, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro noticiou o fim de bateria da tornozeleira eletrônica do acusado, que está desligada desde 02/07/2025, e consta rompimento da cinta da tornozeleira, em aberto desde 01/07/2025”, diz trecho da decisão.

Em julho deste ano, o acusado foi condenado pelo STF a 14 anos de prisão pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, além do pagamento solidário de R$ 30 milhões pelos danos causados pela depredação.

Durante as investigações, Diego chegou a ser preso, mas ganhou o direito de responder ao processo em liberdade.

De acordo com acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Diego atuou na coordenação da logística do acampamento e participou dos atos golpistas na Praça dos Três Poderes. 

Na manifestação enviada ao STF durante o julgamento, os advogados de Diego Ventura defenderam a absolvição por falta de provas.

Segundo a defesa, o acusado participou de uma “manifestação pacífica em Brasília” e não tem vínculo com atos de violência praticados por outras pessoas. 

 

Barroso e Fux discutem em sessão do STF

Os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux tiveram nesta quinta-feira (14) uma discussão acalorada durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O episódio ocorreu nos momentos finais da sessão após Fux pedir a palavra para demonstrar uma “irresignação” quanto ao resultado da proclamação do resultado do julgamento que validou ontem (13) as regras de incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o setor de tecnologia. 

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Fux reclamou de não ter ficado com a relatoria do processo. De acordo com o ministro, Barroso não teria oferecido a ele a oportunidade de permanecer na relatoria.

No julgamento, Fux era o relator original, mas ficou vencido. Dessa forma, a relatoria do caso passou para o ministro Flávio Dino, que apresentou a manifestação vencedora. O procedimento está previsto no regimento interno da Corte.

No entendimento de Fux, ele deveria ter continuado como relator porque ficou vencido somente em uma pequena parte da tese de julgamento.

“Vossa Excelência [Barroso], sem declarar esse aspecto, deferiu, de maneira imediata, a relatoria para o ministro Flávio Dino. Não sou de pedir relatoria e entendi que considerei essa manifestação completamente dissonante do que ocorreu no plenário”, afirmou Fux. 

Em seguida, Barroso disse que, durante o julgamento, perguntou a Fux se ele gostaria de reajustar o voto para permanecer como relator, mas o ministro disse que não mudaria.

“Vossa Excelência não está sendo fiel aos fatos. Eu disse: Vossa Excelência não quer reajustar para permanecer como relator? Vossa Excelência disse que não porque seria uma desconsideração com quem o acompanhou. Vossa Excelência está criando uma situação que não existiu”, rebateu Barroso.

Após a discussão, Barroso declarou a sessão encerrada.

Lula rebate Trump sobre Brasil ser um mau parceiro comercial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu, nesta quinta (14), como “mentira” uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Brasil seria um mau parceiro comercial. 

“Ele resolveu contar algumas mentiras sobre o Brasil. E nós estamos desmentindo. Ele disse que tinha prejuízo no comércio com o Brasil. Ele só tem lucro”.

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Lula discursou sobre o tema em evento no Recife, onde entregava títulos de terra no bairro periférico de Brasília Teimosa. Ele exemplificou que, em 15 anos, os Estados Unidos tiveram um lucro no comércio de US$ 410 bilhões. 

“É mentira quando o presidente norte-americano diz que o Brasil é um mau parceiro comercial. Eu quero dizer, para as pessoas mais pobres desse país, que a gente continua com vontade de negociar”.

“Parceiro horrível”, disse Trump

Mais cedo, Trump disse que o Brasil “tem sido um parceiro comercial horrível em termos de tarifas”. Segundo a Agência Reuters, o presidente dos Estados Unidos criticou a relação de tarifas entre os países. 

“Como vocês sabem, eles nos cobram tarifas tremendas, muito mais do que nós cobrávamos deles. Não estávamos cobrando nada, essencialmente”, disse Trump.

Além do aspecto comercial, Lula, no evento no Recife, também criticou o posicionamento de Trump de que o Brasil não seguiria o rito legal adequadamente em função do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por parte do STF.

De acordo com a Reuters, Trump apontou que Bolsonaro seria vítima de “uma execução política”. O presidente americano justificou, mais uma vez, as tarifas comerciais de 50% sobre os produtos brasileiros em função do que ele chamou de “perseguição política”.

“Agora eles estão sendo cobrados em 50% de tarifas, e eles não estão felizes, mas é assim que as coisas são”, disse Trump.

*Com informações da Agência Reuters

Câmara do Rio aprova projeto que cria a Zona Sudoeste da cidade

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira (14) um projeto de lei que modifica a divisão territorial da cidade e cria a chamada Zona Sudoeste. A proposta, que foi aprovada por 31 votos favoráveis, dois contrários e quatro abstenções, segue para sanção ou veto do prefeito Eduardo Paes. 

A Zona Sudoeste será formada pelos bairros: Anil, Barra da Tijuca, Camorim, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Gardênia Azul, Grumari, Itanhangá, Jacarepaguá, Joá, Praça Seca, Pechincha, Rio das Pedras, Recreio dos Bandeirantes, Tanque, Taquara, Vargem Grande, Vargem Pequena e Vila Valqueire. 

O autor do projeto, vereador Dr. Gilberto (SD), explicou que a ideia de criar a Zona Sudoeste surgiu considerando que, em 2021, a Câmara aprovou uma lei instituindo a Zona Oeste na cidade, mas deixou de fora esses 20 bairros. 

“O objetivo principal desse projeto é qualificar a expansão urbana e, principalmente, a distribuição espacial desses bairros que ficaram sem qualquer zoneamento. Nada será alterado, as regiões administrativas serão as mesmas, os bairros continuarão na AP4 [Áea de Planejamento], não ocorrerão despesas extras, ordenadas ou não pelo Poder Executivo”, explicou Dr. Gilberto.

Sem aumento de impostos

O vereador disse que junto com o presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), fez uma consulta junto à Secretaria Municipal de Fazenda para verificar se as alíquotas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) poderiam ser elevadas. 

“Tivemos uma resposta hoje por ofício, garantindo que não haverá aumento do IPTU, considerando que não estamos aumentando regiões administrativas nem a AP4”.

Críticas

Já o vereador Pedro Duarte (Novo) disse que não está convencido de que o projeto trará benefícios para o município. 

“Acredito que o projeto fragmenta mais a cidade. O nosso esforço tem que ser mais no sentido de integrá-la mais e não fragmentá-la. Fora que já temos uma divisão oficial da cidade, que são as áreas de planejamento do município”, defende. 

 

Moradores do oeste paulista recebem alerta de tempo seco por celular

Oitenta e duas cidades das regiões de Araçatuba, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Andradina e  Pontal do Paranapanema, nas regiões oeste e noroeste do estado de São Paulo, registraram índices de umidade relativa do ar abaixo dos 12%, o que é considerado estado de emergência pela Organização Mundial da Saúde – OMS.

A condição foi determinante para que a Defesa Civil estadual acionasse nesta quinta-feira (14), pela primeira vez, o sistema cell broadcast, que emite alertas à população relacionados aos riscos à saúde e ocorrência de incêndios em vegetação. A orientação do órgão é de beber água e evitar a realização de queimadas.

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A tecnologia cell broadcast não requer que os moradores instalem algum aplicativo e opera via localização dos aparelhos por torres de transmissão. 

Prevenção

Neste ano, a ferramenta foi incorporada à Operação São Paulo Sem Fogo, um conjunto de medidas preventivas às queimadas.

O sistema pode ser usado para alertas severos ou extremos, com orientações voltadas à prevenção e saúde das pessoas.

A tecnologia vai alertar a população quando a umidade relativa do ar ficar abaixo de 12% e quando houver focos de incêndios perto de áreas urbanas. 

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 55 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.901 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (14). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 55 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 02 – 20 – 28 – 38 – 44 – 47

  • 38 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 59.141,96 cada
  • 3.111 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.190,77 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (16), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Bolsa Atleta tem maior número de beneficiários desde que foi criado

O Programa Bolsa Atleta alcançou o maior número de beneficiários desde sua criação. São 9.207 atletas registrados, conforme os números divulgados pelo Ministério do Esporte.

Todos os participantes do programa recebem auxílio financeiro, o que garante apoio direto à preparação dos esportistas para os jogos Olímpicos e Paralímpicos Los Angeles 2028.

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O total de atletas apoiados alcança uma marca inédita. Na comparação com 2022, quando 7.236 esportistas receberam o benefício, o aumento foi de 27,2%. Já em relação a 2024, que teve 8.739 contemplados, o crescimento é de 5,36%. O ano de 2025 é o de maior alcance do programa.

Somando o Bolsa Atleta e o Bolsa Pódio, programa destinado para atletas com chances de medalhas e de disputar finais em Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o número total de esportistas apoiados chega a 9.673, o que representa um crescimento de 6,6%, na comparação com 2024. 

Criado em 2005, o Bolsa Atleta é considerado o maior programa de patrocínio individual de atletas do mundo, contemplando esportistas de modalidades olímpicas e paralímpicas em diferentes categorias. 

BB tem lucro de R$ 11,2 bi no primeiro semestre, queda de 40,7%

Pressionado por novas regras contábeis e pelo aumento da inadimplência, o lucro do Banco do Brasil (BB) caiu no primeiro semestre. De janeiro a junho, a instituição financeira teve lucro líquido ajustado de R$ 11,2 bilhões, queda de 40,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado na noite desta quinta-feira (14) pela instituição.

No segundo trimestre, de abril a junho, o BB lucrou R$ 3,8 bilhões, recuo de 60% em relação ao mesmo período de 2024. Em nota, o BB informou que atravessa um momento de ajuste para expandir-se mais à frente.

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“O ano de 2025 é de ajuste para aceleração do crescimento. Projetamos lucro entre R$ 21 e R$ 25 bilhões e seguimos com investimentos estruturantes para geração de riqueza aos nossos acionistas, oferecendo a melhor experiência e soluções mais adequadas aos nossos clientes. Isso passa pelo relacionamento pautado pela proximidade, pelo uso intensivo de tecnologia e capacitação permanente dos nossos funcionários”, destacou em comunicado a presidenta do BB, Tarciana Medeiros.

Caso o lucro de 2025 fique na projeção máxima de R$ 25 bilhões, o valor será inferior ao lucro recorde de R$ 37,9 bilhões obtido em 2024.

Em janeiro, entrou em vigor uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que alterou a contabilidade das instituições financeiras e interferiu no resultado. Aprovadas em 2021, as novas regras só entraram em vigor neste ano.

A resolução muda o modelo de provisões (reservas financeiras para cobrir possíveis calotes) para perda esperada, feita com base em estimativas. Isso afetou a maneira como algumas despesas e receitas são reconhecidas.

Pelas novas regras, o reconhecimento das receitas de juros das operações consideradas estágio 3 (com atrasos acima de 90 dias) pelo regime de caixa fez com que o banco deixasse de reconhecer R$ 1 bilhão em receitas de crédito. O regime de caixa só permite o reconhecimento de receitas quando o dinheiro efetivamente entra no caixa da instituição financeira.

Inadimplência

O índice de inadimplência, que considera atrasos de mais de 90 dias, subiu para 4,21% no segundo trimestre, contra 3,86% no primeiro trimestre de 2024 e 3% no segundo trimestre do ano passado. O resultado é influenciado principalmente pelo agronegócio, segmento onde o banco lidera na concessão de crédito.

Revisão das projeções

Com a queda no lucro, o BB revisou as projeções para 2025. Os novos números são os seguintes:

  • Crescimento da carteira de crédito: 3% a 6%, contra estimativa anterior de 5,5% a 9,5%;
  • Margem financeira bruta: R$ 102 bilhões a R$ 105 bilhões; em maio, a projeção não tinha sido divulgada;
  • Custo do crédito (perdas esperadas com inadimplência e outros riscos): R$ 53 bilhões a R$ 56 bilhões; em maio, a projeção não tinha sido divulgada;
  • Lucro líquido ajustado: R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões; em maio, a projeção não tinha sido divulgada;
  • Receitas com serviços: projeção mantida entre R$ 34,5 bilhões e R$ 36,5 bilhões;
  • Despesas administrativas: projeção mantida entre R$ 38,5 bilhões e R$ 40 bilhões.

Crescimento do crédito

Apesar da queda do lucro, o BB emprestou mais no segundo trimestre. A carteira de crédito ampliada encerrou junho em R$ 1,3 trilhão, alta de 1,3% no trimestre e de 11,2% em 12 meses.

Na distribuição por segmentos de crédito, os resultados foram os seguintes:

  • Pessoa Física: R$ 342,6 bilhões no fim de junho, alta de 2% no trimestre e 8% em um ano, com destaque para a nova modalidade de crédito consignado para CLT, destinado a trabalhadores da iniciativa privada.
  • Pessoa Jurídica: R$ 468 bilhões, alta de 1,8% no trimestre e de 14,7% em um ano. Desse total, R$ 271 bilhões são para grandes empresas e R$ 75 bilhões para clientes do governo.
  •  Agronegócios: R$ 404,9 bilhões, alta 8% em um ano, com destaque para as linhas de custeio e investimento. Nos nove meses do Plano Safra 2024/2025, o Banco do Brasil desembolsou R$ 225,8 bilhões em crédito ao segmento e pretende emprestar R$ 230 bilhões para o Plano Safra 2025/2026
  • Carteira de Crédito Sustentável: R$ 396,5 bilhões, financiando atividades que geram impactos sociais e ambientais positivos, com alta de 10,6% em 12 meses.

Receitas e despesas

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 8,8 bilhões no segundo trimestre. O valor representa alta de 4,7% em relação ao trimestre anterior, mas queda de 1% em relação a junho do ano passado.

As despesas administrativas totalizaram R$ 9,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 1,9% em relação ao primeiro trimestre e de 4,7% na comparação com junho de 2024. O BB justificou a elevação com base na contratação de servidores aprovados no último concurso público e ao aumento de salários de 4,6% concedido em setembro do ano passado.

Dividendos

Por causa da queda dos lucros, o Banco do Brasil reduziu de 40% para 30% a parcela do lucro distribuída aos acionistas. Em julho, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, reduziu a projeção de dividendos de estatais para 2025 de R$ 43,4 bilhões para R$ 41,9 bilhões. Na ocasião, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que a queda se devia à diminuição de dividendos pagos pelo Banco do Brasil ao governo, maior acionista do banco.

EUA querem isolar Cuba ao cancelar vistos médicos, diz analista

Além de funcionários brasileiros ligados ao programa Mais Médicos, o Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) cancelou, no mesmo dia, vistos de funcionários de governos africanos, granadino e cubano, e seus familiares, envolvidos em programas de cooperação na área médica com Cuba.

Para o analista de geopolítica Hugo Albuquerque, a ação do governo Trump foi uma provocação tentando aumentar o isolamento de Cuba, ao mesmo tempo que tenta uma “mudança de governo” no Brasil.  

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“É uma manobra de provocação de algo que a extrema direita tinha sido contrária há mais de 10 anos. Foi uma política importante do governo da Dilma e foi polêmica porque diminuía o isolamento da ilha”, disse, se referindo ao programa Mais Médicos.

“Esse esquema enriquece o corrupto regime cubano, ao mesmo tempo em que priva o povo cubano de cuidados médicos essenciais. Os Estados Unidos continuam a interagir com os governos e tomarão as medidas necessárias para pôr fim a esse trabalho forçado”, afirmou o Departamento de Estado dos EUA chefiado pelo descendente de cubanos, Marco Rubio.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, defende a legitimidade da cooperação médica – Agência EFE/Alejandro Ernesto/direitos reservados

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou a ação do governo estadunidense e defendeu a legitimidade do país de recorrer à cooperação médica como fonte de ingressos externos.

“A colaboração cubana tem sido uma fonte honesta de renda para o país, com base nas capacidades que o país criou, e com base nas necessidades de governos de países que precisaram e solicitaram essa cooperação. Isso é feito com benefício mútuo. Apesar disso, muitas das brigadas e missões médicas cubanas também têm sido totalmente gratuitas”, explicou o mandatário cubano.

Cerco a Cuba

Desde fevereiro deste ano, a Casa Branca vem ameaçando os países que cooperam na área médica com Cuba. Segundo o Ministério da Saúde do país caribenho, a ilha mantém atualmente 24 mil médicos em 56 países.

Estima-se que, em 2019, a exportação de serviços médicos representou 46% das exportações cubanas e 6% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estudo do doutor em sociologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), Samuel Farber.

Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico à ilha caribenha com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. O embargo à Cuba é condenado pela maioria dos países, que consideram uma violação ao direito internacional.

Cuba tem esse programa de cooperação médica desde a década de 1960. Ao longo da história, 605 mil médicos de Cuba atuaram em 165 nações. Países como Portugal, Ucrânia, Rússia e Espanha, Argélia e Chile receberam médicos cubanos ao longo de mais de 60 anos. Os dados são do Ministério da Saúde de Cuba.

Países caribenhos

Chefes de Estado e de governo do Caribe, onde essa cooperação médica com Cuba tem longa tradição, criticaram a pressão da Casa Branca para suspender os acordos.

A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, destacou que o país não teria superado a pandemia de Covid-19 sem os médicos e enfermeiros cubanos, que receberam o mesmo salário dos barbadianos.  

“A ideia passada por esse governo dos EUA, mas também pelos anteriores, de que estamos envolvidos em tráfico de pessoas ao vincular-nos com as enfermeiras cubanas, foi totalmente repudiado e rechaçado por nós. Se o custo para isso é a perda do meu visto dos EUA, então que assim seja”, afirmou Mia.

Já o primeiro-ministro de Trinidade e Tobago, Keith Rowley, rechaçou a acusação dos EUA de contribuir com “trabalho forçado” por assinar acordos na área médica.

“Somos chamados de traficantes de pessoas porque contratamos técnicos a quem pagamos em dólar igual aos preços locais. Acabei de voltar da Califórnia e, se nunca mais a vir na minha vida, garantirei que a soberania de Trinidad e Tobago seja conhecida por seu povo e respeitada por todos”, afirmou sobre a ameaça de ter o visto para os EUA cancelado.

O primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralf Gonsalves, também rejeitou cancelar os acordos com Cuba e deixar pessoas do país sem acesso à assistência médica.

“Se os cubanos não estiverem ai, quem poderá oferecer esse serviço [de hemodiálise para 60 pacientes]? Esperam que eu cancele a cooperação porque quero manter um visto [para entrar nos EUA]? Deixaria que 60 pessoas pobres morram? Isso nunca acontecerá”, afirmou.

Em outubro de 2013, médicos cubanos desembarcavam em Brasília contratados pelo Programa Mais Médicos – José Cruz/Agência Brasil

Brasil

O especialista Hugo Albuquerque avalia que o cancelamento do visto de funcionários do Ministério da Saúde ligados ao Mais Médicos é  uma tentativa de escalar a crise com o Brasil. 

“O governo Trump, na medida que ele não está conseguindo o que ele quer com o Brasil, ele está aumentando o cerco. A administração Trump achava que as tarifas contra o comércio iam bastar para derrubar o governo brasileiro. É uma escalada. Trump se resolveu por uma mudança de regime no Brasil de uma maneira bastante descarada e até surpreendente”, comentou. 

Para ele, Trump quer evitar que o Brasil saia da área de influência de Washington em meio à guerra comercial contra a China. 

“Trump está transformando o Brasil num experimento. Essas medidas estão sendo aplicadas agora com o objetivo de basicamente submeter o Brasil sem dar nada em troca. Nada que o Brasil fizer para cooperar vai ser recompensado”, avalia.

Mais Médicos 

Entre 2013 e 2018, existiu uma cooperação do Brasil com Cuba via Organização Pan-americana de Saúde (OPAS). O acordo empregou até 11 mil médicos cubanos em todo o país em seu auge, o que representou mais da metade dos profissionais do programa Mais Médicos.

Atualmente, existem ainda 2,6 mil cubanos que atuam pelo Mais Médicos, o que representa cerca de 10% do total. Porém, a participação não se dá mais via OPAS, mas sim por meio de editais abertos a todos os estrangeiros que queiram ocupar as vagas não preenchidas pelos brasileiros.

O programa Mais Médicos registra alta avaliação popular ao disponibilizar profissionais de saúde básica para mais de 4 mil municípios brasileiros e ter beneficiado, desde a criação em 2013, mais de 66,6 milhões de pessoas. Os dados são do Ministério da Saúde (MS).

Apenas no primeiro ano do Mais Médicos, a cobertura de atenção básica de saúde aumentou de 10,8% para 24,6% da população. A atenção básica é onde se concentra cerca de 80% dos problemas de saúde.

Leilão de concessão da Rota Agro tem deságio de 19,7% no pedágio

O Consórcio Rota Agro Brasil venceu nesta quinta-feira (14) o leilão de concessão das BRs 060 e 364 entre os estados de Goiás e Mato Grosso, mais conhecida como Rota Agro. 

O vencedor do certame foi definido pelo maior desconto oferecido sobre a tarifa básica de pedágio no trecho concedido. Após disputa em viva-voz, o Consórcio Rota Agro Brasil ofereceu 19,70% como valor de desconto, vencendo o certame.

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O investimento na concessão da rota é de R$ 7,26 bilhões em melhorias e na reestruturação desse corredor logístico. 

Leilão

No leilão, o Consórcio Rota Agro Brasil concorreu com outras quatro empresas e consórcios. Por isso, foi necessária uma etapa de viva-voz após a apresentação das propostas iniciais, na qual concorreu com a Way Concessões. A concessão  foi obtida após uma disputa de 22 lances de viva-voz. 

Nessa etapa de viva-voz, não puderam participar o Consórcio Rota do Cerrado, que havia oferecido 10,55% de desconto no valor do pedágio na apresentação inicial das propostas; V.F. Gomes Participações, que ofertou 0%; e EPR Participações, que ofereceu 10,80% de oferta como desconto no valor do pedágio. Nos lances iniciais, a empresa vencedora havia oferecido 17,18% de desconto sobre a tarifa de pedágio, enquanto a Way havia oferecido 16,10%. 

O leilão foi realizado na na B3, a bolsa de valores de São Paulo, e contou com a presença dos ministros dos Transportes, Renan Filho, e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Rota Agro

A Rota Agro é um dos principais corredores logísticos da região Centro-Oeste. Segundo o Ministério dos Transportes, a concessão dessa rota deve melhorar o escoamento da produção agrícola, facilitar a distribuição de alimentos e reduzir as desigualdades logísticas regionais. 

O trecho leiloado compreende 490 quilômetros entre as cidades de Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT) e que tem um intenso tráfego de veículos de carga e de passeio. A concessão, para um período de 30 anos, prevê a duplicação de 45 quilômetros da rodovia, 150 quilômetros de faixas adicionais, contornos viários, vias marginais, pontos de parada e descanso (PPD) para caminhoneiros e quatro novas passarelas para pedestres. 

Atualmente, cerca de 80% das rodovias de Mato Grosso, que ocupa o primeiro lugar na produção nacional de grãos, estão em bom estado de conservação. Em 2022, o índice era de 67%. Em Goiás, o índice de estradas federais em boas condições chega a 86%. No fim de 2022, era de 70%.

Bogotá sediará em 21 de agosto segundo diálogo do Balanço Ético Global

O segundo diálogo do Balanço Ético Global (BEG) ocorrerá em Bogotá, na Colômbia, no próximo dia 21 de agosto, e será conduzido pela ex-presidente da República do Chile, Michelle Bachelet. A iniciativa reunirá representantes da sociedade civil da América do Sul e Central e do Caribe para reflexões éticas sobre os acordos climáticos globais.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o objetivo é trazer ponto de vista das mulheres, dos jovens, dos cientistas, das lideranças religiosas, de povos e comunidades tradicionais, de diferentes setores da sociedade para o que está sendo feito e o que precisa ser feito para limitar o aumento da temperatura média do planeta a 1,5 ºC em relação aos níveis pré-industriais, principal meta do Acordo de Paris.

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Serão debatidos os acordos climáticos que visam, por exemplo, triplicar a energia renovável, duplicar a eficiência energética, fazer a transição para o fim do desmatamento e do uso dos combustíveis fósseis. “Que ações éticas deixaram de ser feitas para que a gente chegasse aonde chegamos com uma situação já de emergência climática?”, questiona Marina Silva.

A iniciativa é um dos círculos de mobilização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Ao todo são quatro: Círculo dos Povos, Círculo de Ministro de Finanças, Círculo de Ex-presidentes das COPs e o Círculo do BEG.

A partir de diálogos regionais e diálogos autogestionados serão elaborados seis relatórios com a colaboração da sociedade civil, que serão posteriormente sintetizados em um documento final. Ao todo ocorrerão seis encontros em cada um dos continentes.

Os relatórios regionais serão apresentados até o final de setembro. O relatório síntese deverá ser finalizado até a Pré-COP, que ocorrerá no mês de outubro, em Brasília. “Será encaminhado para o presidente Lula, que levará aos tomadores de decisão líderes globais”, diz a ministra.

O primeiro diálogo foi realizado em Londres, onde, segundo Marina Silva, os participantes trouxeram contribuições sobre contextos locais, importância da ciência no enfrentamento as mudanças climáticas e a necessidade de não tratar a natureza como se fosse um objeto. “Olhar a natureza como o nosso lar comum, no sentido de casa comum de bem-estar, de bem viver”, destacou.

Para a colíder do diálogo da América do Sul e Central e Caribe do BEG, Michelle Bachelet, o diálogo regional será uma oportunidade de trazer aos líderes dos países dessas regiões reflexões que poderão orientar as nações a liderarem não apenas pela biodiversidade, mas também com justiça e ética.

“É um dos grandes pilares do sucesso da COP30. É como se fosse uma bussola ética que vai guiar tanto as negociações quanto a agenda de ação”, destacou a diretora executiva da COP30, Ana Toni.

Lula defende Mais Médicos e relação com Cuba após sanção dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (14), o bloqueio dos Estados Unidos (EUA) contra Cuba e defendeu o Programa Mais Médicos, implementado no Brasil em 2013, inicialmente em cooperação com país caribenho. Lula afirmou que a relação do Brasil com Cuba é de respeito.

Nesta quarta-feira (13), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e seus familiares, que atuaram com o programa de cooperação em saúde de Cuba.

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Foram revogados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do ministério e atual coordenador-geral para 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).

“O fato deles caçarem o Mozart foi por causa de Cuba. Então, é importante eles saberem que a nossa relação com Cuba é uma relação de respeito a um povo que está sendo vítima de um bloqueio há 70 anos. Hoje, estão passando necessidade, em um bloqueio que não há nenhuma razão. Os Estados Unidos fez uma guerra, perdeu. Aceite que perdeu e deixa os cubanos viverem em paz, deixa os cubanos viverem a sua vida. Não fiquem querendo mandar no mundo”, disse Lula em evento em Goiana, em Pernambuco.

Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico à ilha caribenha com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. Como a exportação de médicos é uma das principais formas de Cuba conseguir recursos frente ao bloqueio, o governo de Donald Trump tenta, desde o início de seu segundo mandato, constranger os países que recebem profissionais cubanos. 

Funcionários de países caribenhos como São Vicente y Granadinas, Barbados e Trinidad e Tobago saíram em defesa dos acordos firmados por Cuba após críticas dos EUA contra as parcerias na área médica.

Cuba tem esse programa de cooperação desde a década de 1960. Ao longo da história, 605 mil médicos de Cuba atuaram em 165 nações. De acordo com dados do Ministério da Saúde de Cuba, países como Portugal, Ucrânia, Rússia e Espanha, Argélia e Chile receberam médicos cubanos ao longo de mais de 60 anos.

A participação de médicos cubanos no Mais Médicos, via cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), durou de 2013 a 2018 .

Lula afirmou que a criação do Mais Médicos foi necessária para cobrir os vazios assistenciais que existem no país. Durante o governo de Jair Bolsonaro, o Mais Médicos mudou de nome e foi reformulado e ampliado neste terceiro governo Lula.

“Quando nós criamos o Mais Médicos, qual era a bronca dos médicos [que criticaram a participação dos cubanos]? É que tem uma parte elitista da saúde nesse país que acha que não falta médico. Agora, os prefeitos sabem que falta médico. Mesmo para levar para a periferia mais violenta, é difícil você ter médico que quer ir. Tem prefeito que não pode nem pagar o salário de médico porque ninguém quer ficar confinado numa cidadezinha do interior, se o cara pode estar na capital”, disse Lula.

“É preciso que a gente tenha a noção da parte do Brasil que não precisa [de médicos] e da parte que precisa. E é o governo que tem que tomar a decisão”, acrescentou Lula.

Soberania na saúde

Lula participou da cerimônia de inauguração de mais dois blocos de produção de medicamentos hemoderivados da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Goiana (PE). As novas unidades permitirão que o Brasil alcance autonomia no fracionamento de plasma humano, que é extraído do sangue doado por brasileiros em hemocentros espalhados pelo país.

Lula inaugura planta de produção de medicamentos hemoderivados da Hemobrás.em  Goiana-PE FotoRicardo Stuckert / PR

Resultado de investimento de R$ 1,9 bilhão, a planta industrial vai produzir medicamentos de alto custo, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação VIII e IX. Os produtos são usados no tratamento de queimados graves, pacientes de UTIs, hemofilias, doenças raras e em grandes cirurgias.

O presidente destacou que a nova unidade também é um marco para a soberania nacional na produção de medicamentos essenciais ao Sistema Único de Saúde (SUS) e um passo a mais para a autossuficiência do país no setor.

“A Hemobrás veio pra ficar e para mostrar que o Brasil é soberano e não tem medo de ameaça”, disse Lula, ao também criticar as recentes sanções do Estados Unidos contra o Brasil.

Hemoderivados

Atualmente, a Hemobrás abastece o sistema público com produtos obtidos por meio de acordos de transferência de tecnologia. Em 2024, entregou um recorde de 552 mil frascos de hemoderivados e 870 milhões de Unidades Internacionais de medicamentos recombinantes. A nova fábrica permite que o Brasil produza, em quatro anos, até 500 mil litros de plasma fracionado por ano e seis tipos de medicamentos.

Com a inauguração dos blocos B02 (fracionamento do plasma) e B03 (envase e liofilização) e a entrega dos equipamentos, a nova fábrica inicia a qualificação de processos, uma condição obrigatória no setor farmacêutico. A expectativa é que no próximo ano a empresa comece a fracionar o plasma, processo onde são obtidas as proteínas que servem de matéria-prima e que, após refinadas, se transformam nos medicamentos.

Vinculada ao Ministério da Saúde, atualmente, a Hemobrás recolhe plasma excedente de 72 hemocentros públicos e serviços de hemoterapia em todo o país. Esse insumo, que hoje é enviado para processamento no exterior, agora passa a ter maior parcela de produção no território nacional.

No ano passado, Lula inaugurou a fábrica de medicamentos produzidos por biotecnologia, no bloco B07 do complexo industrial da Hemobrás. A unidade já embala o Hemo-8r, fundamental para o tratamento da hemofilia A.

Após passar por todas as fases de qualificação de equipamentos e processos, a planta recebeu inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho e certificado de boas práticas de fabricação. Assim, está apta a realizar a primeira das três etapas de produção nacional e vai entregar aos SUS 300 mil frascos do Hemo-8r até o final do ano.

O próximo passo, ainda no segundo semestre, será o início da segunda etapa, envasando o primeiro lote de medicamentos. E até o final de 2026, fecha a última etapa, com a fabricação do insumo farmacêutico ativo (IFA).

Ainda hoje, Lula cumpre agenda no Recife onde anuncia ações do programa Agora Tem Especialistas e entrega títulos de regularização fundiária à comunidade de Brasília Teimosa, na capital pernambucana.

 

Padilha chama Trump de inimigo da saúde e afirma que sanção é absurda

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (foto), classificou como absurda a sanção imposta pelo governo dos Estados Unidos a dois profissionais brasileiros vinculados ao programa Mais Médicos. Hoje (14), durante a inauguração de uma nova etapa da fábrica de hemoderivados da Hemobrás, em Pernambuco, ele se referiu ao presidente norte-americano Donald Trump como “inimigo da saúde”.

“Estamos enfrentando não só o tarifaço. Estamos enfrentando a figura do presidente atual dos EUA, um inimigo da saúde. Antes das tarifas, desde o começo do governo dele, a cada momento, ele faz ataques à saúde do mundo como um todo”, disse, ao citar o corte de recursos feito por Trump para a produção de vacinas em território estadunidense.

Perseguição

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O ministro da Saúde avaliou que o mandatário norte-americano incentivou “uma verdadeira perseguição” contra pesquisadores de vacinas nos EUA.

“Tanto é que estamos atraindo aqui para o Brasil, para a Hemobrás e para a Fiocruz, para as empresas nacionais e para as empresas privadas internacionais que investem no Brasil, vários pesquisadores que estão saindo dos EUA porque não aguentam mais a perseguição do negacionismo da extrema direita”, argumentou.

Em seu discurso, o ministro lembrou ainda que Trump também retirou recursos provenientes dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos principais fundos de produção de vacinas, além de ter rompido contratos de produção de vacinas nos EUA “porque não quer apostar mais na vacina RNA mensageiro”.

Ataque

“O último ataque que o governo Trump fez à saúde foi a sanção absurda ontem (13) contra dois brasileiros – um deles, inclusive, pernambucano de coração, Mozart Sales – que tiveram, pelo governo dos EUA, seus vistos e o direito retirados, deles e das famílias deles, filhos e esposas, de poder entrar nos EUA porque participaram da criação do programa Mais Médicos,” argumentou Padilha.

E acrescentou: “digo ao querido Mozar Sales, ao Alberto Kleiman e a todos aqueles que participaram do programa Mais Médicos: tenho orgulho do que vocês fizeram. Tenho orgulho da luta de vocês”, assegurou Padilha, ao destacar que, atualmente, o programa contabiliza mais de 28 mil profissionais espalhados pelo país, sendo mais de 95% deles brasileiros.

“No Mais Médicos, lá atrás, a gente não só trouxe médicos para onde faltava. A gente abriu possibilidade para que jovens brasileiros pudessem entrar numa faculdade de medicina, abrindo mais cursos. Hoje, mais jovens brasileiros se formam e, por isso, ocupam as vagas no Mais Médicos”, concluiu o ministro.

Entenda

O Departamento de Estado norte-americano anunciou, nessa quarta-feira (13), a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, de ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de seus familiares. A justificativa do governo Trump é que eles atuaram na implementação do Mais Médicos enquanto trabalhavam no Ministério da Saúde e que são cúmplices “do trabalho forçado do governo cubano”.

Foram revogados os vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, e do ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral para a 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas COP30, Alberto Kleiman.

Logo após a sanção, Padilha defendeu o programa que, segundo ele, “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”.

“O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira. Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, disse em postagem nas redes sociais.

Após ter o visto revogado, Mozart Sales também defendeu o programa, citando impactos positivos e melhoria expressiva na saúde da população.

 Manifestação

Em seu perfil no Instagram, o médico classificou o programa como “iniciativa primordial” para garantir atendimento a milhões de brasileiros e lembrou que, no momento da criação do Mais Médicos, o governo brasileiro recorreu à possibilidade de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), levando à contratação de profissionais cubanos.

“Médicos cubanos já prestavam esse atendimento em outros 58 países de diferentes orientações político-ideológicas, por meio de mecanismos de cooperação internacional. Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica de saúde e mãos fraternas a quem mais precisava. Diminuiu dores, sofrimentos e mortes”, escreveu Mozart.

Ação policial contra facção criminosa resulta em seis mortos no Rio

A Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro realizaram uma operação conjunta para combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) na Gardênia Azul, bairro da zona oeste da cidade, localizado na região de Jacarepaguá.

A ação policial resultou na morte de seis homens que seriam ligados à facção criminosa. O CV vem ampliando seu território sobre áreas do Rio de Janeiro antes dominadas pela milícia. 

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Os policiais conseguiram efetuar a prisão de 12 suspeitos, dois deles identificados: um segurança de um dos chefes da facção criminosa na região e um ladrão de cargas, foragido da Justiça. Além deles, quatro menores infratores foram apreendidos.

Os agentes apreenderam também quatro fuzis, quatro pistolas, um revólver, munições, carregadores, granadas, rádios transmissores, grande quantidade de drogas e cadernos de anotações do tráfico.

As ações realizadas nessa quarta-feira tiveram o objetivo de forçar a facção criminosa sair da Gardênia Azul. Para isso, foram reunidas informações de inteligência da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do 18º batalhão da PM, de Jacarepaguá, e dos setores de Inteligência da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). Também participaram policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e da 22ª Delegacia Policial, na Penha.

Morte de policial

No último 19 maio, em uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) contra a venda de água mineral contaminada e furto de energia elétrica, na Cidade Deus, comunidade próxima à Gardênia Azul, o policial civil José Antônio Lourenço, lotado na Core, foi morto por um tiro de fuzil na cabeça.

 

RJ: em 45 dias, batalhão tem 2 grupos de PM presos por vender serviços

Dez policiais militares (PMs) do 39º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Belford Roxo, região metropolitana do Rio de Janeiro, foram presos nesta quinta-feira (14) por uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Eles são acusados de envolvimento com um núcleo criminoso que achacava comerciantes em troca de “segurança particular”. É a segunda vez em 45 dias que agentes do 39º BPM são alvo de operação para coibir essa prática.

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Além das prisões e mandados de busca e apreensão, os dez PMs foram denunciados à Justiça pelo MPRJ.

De acordo com os promotores, os policiais recebiam propina semanal de diversos comerciantes para prestar segurança armada a estabelecimentos em Belford Roxo durante o expediente no batalhão, inclusive fazendo uso de viaturas, fardas e armamento da instituição pública.

Os comerciantes que aderiam ao esquema eram chamados de “padrinhos”, detalha a denúncia do MPRJ. Eles recebiam tratamento diferenciado por parte dos PMs, que passavam a comparecer aos estabelecimentos e guiar as rotas de policiamento ostensivo para privilegiar os pontos de comércio.

Na denúncia, o MPRJ chama atenção para o fato de o esquema criminoso configurar uma “verdadeira subversão da lógica da segurança pública” e destaca que policiais militares, que deveriam proteger a população sem cobrar qualquer valor, recebem, solicitam ou exigem pagamento de taxas.

A ação desta quinta-feira foi autorizada pela auditoria da Justiça Militar e realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (Gaesp) do MPRJ, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, também do Ministério Público. A Corregedoria-Geral da Polícia Militar também, prestou auxílio.

As prisões foram feitas em Belford Roxo, Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, as duas últimas cidades também na região metropolitana.

História repetida

No começo de julho, outra operação do MPRJ prendeu onze policiais militares do 39º BPM pela mesma acusação, venda de segurança particular a comerciantes durante o horário de serviço e com recursos da corporação.

Entre os pontos comerciais identificados pela investigação estavam restaurantes, lanchonetes, mercados, lojas, postos de combustíveis, depósitos, farmácias, clínicas, universidades, funerárias, serviços de mototáxi, transporte alternativo, feiras livres, festas populares e até um posto do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Os promotores detalharam que os presos de julho são de outro setor do batalhão. A denúncia afirma que a atividade criminosa dos PMs era tão intensa que, por vezes, comerciantes eram achacados por mais de um grupo de policiais do 39º BPM.

Procurada pela Agência Brasil, a Polícia Militar informou que os dez presos foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar e, posteriormente, serão conduzidos à Unidade Prisional da Corporação. Questionada se haverá algum ação específica relacionada ao 39º BPM, uma vez que é o segundo caso em 45 dias, a corporação não forneceu comentários. 

Matéria ampliada às 12h para incluir posicionamento do 39° BPM, no último parágrafo.

 

Luta não deve ser para proteger menos o meio ambiente, defende Marina

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, reforçou a importância de o Congresso Nacional manter os 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à partes da Lei 15.190/25, que trata do licenciamento ambiental.

“Estamos diante de uma das piores crises ambientais que o mundo já viu. Nesse momento, a nossa luta não deve ser para proteger menos. Deve ser para proteger mais”, declarou durante participação no programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, da Empresa Brasil Comunicação (EBC).

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A ministra afirmou que o governo federal está em diálogo permanente com parlamentares, lideranças e frentes parlamentares abertas ao debate.  

“O esforço do governo é de fazer uma mediação que assegure a qualidade do licenciamento para proteger o meio ambiente, que assegure os direitos das comunidades indígenas e quilombolas, que dê segurança jurídica a empreendedores e investidores, e que acolha algumas inovações propostas dentro do Congresso Nacional”, disse.

Um dos destaques da mediação dados pela ministra foi o veto aos dispositivos que dispensam a consulta aos povos indígenas e comunidades quilombolas ainda em processo de homologação e titulação de seus territórios. 

“O empreendedor que chega naquele momento tem direito ao empreendimento e aquelas pessoas, algumas que estão ali há quase séculos, outras há muitos anos, os indígenas milenarmente, não são ouvidas?”, argumentou.

BR-319

Outra situação perguntada à ministra foi do embate sobre a licença ambiental para a pavimentação da BR-319, que já havia sido pavimentada anteriormente sem licença ambiental, e que com a proposta rejeitada por um dos vetos, poderia ser reaberta e novamente pavimentada a partir de instrumentos simplificados como a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso.

Segundo Marina, o veto presidencial afeta somente os empreendimentos de médio potencial poluidor e impacto ambiental. O instrumento foi mantido para empreendimentos de baixo impacto, mas que não seria o caso da BR-319.

“É um empreendimento de altíssimo impacto por ser no coração da Amazônia, ainda que seja legítima a demanda de ligar o estado de Rondônia ao estado do Amazonas”, reforçou a ministra.

Transição energética

Ao ser questionada sobre transição energética justa e a situação dos empregos gerados pela indústria fóssil, como a da extração de carvão, Marina Silva voltou a defender a necessidade de manter o equilíbrio e a sustentação da vida no planeta. 

“O clima está mudando e a temperatura da terra está aumentando. São 500 mil pessoas que estão morrendo em função de emissão de CO² por carvão, petróleo, gás e desmatamento, e esse número ainda é subnotificado”, alertou.

Por essa razão, a ministra entende que os empregos também precisam migrar para atividades que não comprometam a vida das pessoas, como a geração de energia limpa. 

“Todas as pessoas que têm compromisso com o bem-estar, com a geração de emprego, com a segurança alimentar, terão que entrar nessa agenda”, defendeu.

Marina reforçou que o Brasil não pode dispensar uma ferramenta de proteção ambiental tão importante, por isso, defende que os vetos precisam ser mantidos, para que o país não retroceda. 

“No tempo em que o licenciamento ambiental não existia, a gente tinha grandes prejuízos para a saúde, para proteção do meio ambiente e para os próprios interesses econômicos de diferentes setores”, afirmou.

Setor de serviços cresce 0,3% em junho e atinge patamar recorde

O setor de serviços, o que mais emprega na economia e concentra atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação, cresceu 0,3% na passagem de maio para junho. Esse desempenho é o quinto mês seguido de expansão e faz o setor atingir o maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2011.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorde anterior era de outubro de 2024 e maio deste ano. Os cinco meses consecutivos de alta deram ao setor um salto de 2%.

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Com o resultado de junho, o setor fecha o primeiro semestre com alta de 2,5%. No acumulado de 12 meses, a expansão chega a 3%. Na comparação com junho de 2024, o mês de 2025 subiu 2,8%.

Destaque para transportes

Apesar do número recorde, das cinco grandes atividades pesquisadas pelo IBGE, apenas uma ─ serviços de transportes ─ apresentou número positivo na passagem de maio para junho.

Confira os desempenhos:

– Serviços prestados às famílias: -1,4%

– Serviços de informação e comunicação: -0,2%

– Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,1%

– Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: +1,5%

– Outros serviços: -1,3%

O analista do IBGE, Rodrigo Lobo, detalha que das cinco atividades, a de transportes é a que tem maior peso (36,4%) na pesquisa, o que explica o fato de apenas um grande setor positivo conseguir fazer com que todo o setor de serviços tenha tido crescimento em junho.

Dentro dos transportes, os destaques foram o aéreo de passageiros e o de cargas, notadamente o rodoviário.

“É o principal modal pelo qual se deslocam as mercadorias, como a safra, mas também bens industriais. É uma atividade intimamente correlacionada com maior dinamismo da economia”, analisa.  

Índice de atividades turísticas

A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 0,9% em junho, na comparação com maio. É o segundo resultado negativo consecutivo. Somando maio e junho, há perda acumulada de 1,3%. Já em comparação com o mesmo mês de 2024, junho de 2025 aponta expansão de 4,1%.

Esses resultados deixam as atividades de turismo 11,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,8% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são correlatas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros.

São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Conjunto da economia

A Pesquisa Mensal de Serviços é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mês a mês pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto revelou que a produção da indústria brasileira cresceu 0,1% em junho ante maio; e o comércio recuou 0,1% no mesmo intervalo de comparação.

Nos desempenhos acumulados em 12 meses, a indústria cresceu 2,4%. O comércio apresentou expansão de 2,7%.

Matéria ampliada às 11h22 para incluir intertítulo sobre Índice de atividades turísticas

Mais Médicos promoveu melhoria da saúde da população, diz secretário

Após ter o visto revogado pelo governo dos Estados Unidos em razão de sua ligação com o Mais Médicos, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, defendeu nesta quinta-feira (14) o programa, citando impactos positivos e melhoria expressiva na saúde da população.

Em seu perfil no Instagram, o médico classificou o programa como “iniciativa primordial” para garantir atendimento a milhões de brasileiros. Lembrou que, no momento da criação do Mais Médicos, o governo brasileiro recorreu à possibilidade de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), levando à contratação de profissionais cubanos.

Notícias relacionadas:

“Médicos cubanos já prestavam esse atendimento em outros 58 países de diferentes orientações político-ideológicas, por meio de mecanismos de cooperação internacional. Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica de saúde e mãos fraternas e quem mais precisava. Diminuiu dores, sofrimentos e mortes”, escreveu Mozart.

No post, o secretário citou ainda uma aprovação, logo no início do programa, de 87%, segundo dados do Datafolha divulgados em 2013. “Inúmeras publicações científicas comprovam os impactos positivos e a melhora expressiva na saúde da população”, escreveu.

“Essa sanção injusta não tira minha certeza de que o Mais Médicos é um programa que defende a vida e representa a essência do SUS [Sistema Único de Saúde], o maior sistema público de saúde do mundo – universal, integral e gratuito”, concluiu Mozart.

Entenda

O Departamento de Estado norte-americano anunciou nessa quarta-feira (13) a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, de ex-funcionários da Opas e de seus familiares.

A justificativa do governo de Donald Trump é que eles atuaram na implementação do Mais Médicos enquanto trabalhavam no Ministério da Saúde e que são cúmplices “do trabalho forçado do governo cubano”.

Foram revogados os vistos de Mozart e do ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral para COP30, Alberto Kleiman.

Após a sanção, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o programa que, segundo ele, “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”.

“O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira. Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, disse em postagem nas redes sociais.

Fla vence e abre vantagem sobre Inter nas oitavas da Libertadores

Graças a um gol do atacante Bruno Henrique, o Flamengo derrotou o Internacional pelo placar de 1 a 0, na noite desta quarta-feira (13) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e abriu uma pequena vantagem na disputa por uma vaga nas quartas de final da Copa Libertadores da América.

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Após a vitória na partida de ida das oitavas de final da competição continental, que contou com transmissão ao vivo da Rádio Nacional, o Rubro-Negro da Gávea tem a vantagem do empate no jogo de volta, que será disputado, na próxima quarta-feira (20) no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Já o Colocado precisará vencer em casa. Um triunfo por um gol de vantagem leva a disputa para as penalidades máximas. Já a classificação no tempo regulamentar para os gaúchos só virá com vantagem de dois ou mais gols no placar final.

Bruno Henrique decisivo

Jogando em casa, diante de mais de 68 mil torcedores, o Flamengo assumiu o controle das ações desde os primeiros minutos de bola rolando. Sem contar com o meia uruguaio Arrascaeta, o técnico Filipe Luís apostou nas associações entre os jogadores de frente para tentar criar oportunidades de gol. O Rubro-Negro até conseguiu manter a posse de bola, mas teve dificuldades de ser mais contundente no ataque.

Assim, o gol acabou saindo em uma jogada de bola parada. Aos 27 minutos do primeiro tempo, Luiz Araújo levantou a bola em cobrança de escanteio e Bruno Henrique, com muita liberdade, cabeceou para marcar o gol da vitória.

Após o intervalo o técnico Roger Machado conseguiu organizar melhor o Internacional, adiantando as linhas e aproximando os jogadores de frente, e chegou a criar mais perigo. Porém, o time da Gávea mostrou maturidade para administrar as ações ofensivas do adversário e segurar a vantagem para a partida de volta.

Barroso vota para proibir retorno de vítimas de violência ao exterior

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, votou nesta quarta-feira (13) para ampliar a regra que proíbe a entrega de crianças para pais estrangeiros nos casos de sequestro internacional de crianças.

O voto do ministro foi proferido durante a retomada do julgamento sobre a validade de regras sobre o sequestro internacional. As normas estão previstas na Convenção de Haia, ratificada pelo Brasil em 2000.

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Pelo entendimento do ministro, a entrega de menores não pode ocorrer quando existirem “indícios comprováveis de violência doméstica”. A regra se estende também para casos em que crianças e adolescentes não são vítimas diretas de abusos.

Apesar do voto de Barroso, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima quarta-feira (20).

No Brasil, as regras da convenção são alvo de questionamentos por permitirem a entrega de crianças e adolescentes a pais que vivem no exterior mesmo após denúncias de violência doméstica. A situação envolve principalmente mulheres que retornam ao Brasil com os filhos para fugir de episódios de violência e são acusadas pelo ex-companheiros de sequestro internacional de crianças.

As regras de Haia foram contestadas no STF pelo antigo partido DEM em uma ação protocolada em 2009. Para a legenda, o retorno imediato de crianças ao país de origem, principal regra da convenção, deve respeitar as garantias constitucionais brasileiras do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

A legenda afirma que a Justiça brasileira determina o retorno imediato de crianças após ser acionada por país ou países signatários da norma internacional sem investigação prévia sobre a condição dos menores e as razões pelas quais elas foram trazidas ao Brasil pelas mães.

Em maio do ano passado, a Corte ouviu as sustentações orais das partes envolvidas.