Devido à grande procura na reta final da chamada pública Seleção TV Brasil, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) prorrogou até as 12h do dia 7 de maio (quarta-feira)o prazo para inscrição de projetos.
>> O edital completo e fichas de inscrições estão disponíveis aqui
A iniciativa, voltada à TV pública em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, representa o maior investimento da história no campo público: um valor recorde de R$ 110 milhões para a contratação de, no mínimo, 35 produções independentes de conteúdo audiovisual brasileiro.
As obras selecionadas e produzidas serão posteriormente exibidas na programação da TV Brasil e da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).
Os projetos deverão contemplar uma das sete linhas temáticas propostas: infantil, infantojuvenil, natureza e meio ambiente, futebol feminino, sociedade e cultura, produção e finalização de longas-metragens, e produção de novela.
Cada linha contempla formatos diversos — unitários ou seriados — com quantidades de episódios e durações variadas.
Inicialmente, os interessados poderiam se inscrever até as 23h59 desta segunda-feira (5), mas em razão do grande volume de inscrições a data foi estendida.
“O volume de inscrições comprova o sucesso deste edital, que contempla diversos segmentos, categorias em todas as regiões do país, alinhando-se à proposta de uma programação inclusiva e diversa para a TV Brasil e para o sistema público de comunicação”, afirma o diretor-presidente da EBC, Jean Lima.
Processo seletivo
O processo seletivo se dará em três etapas subsequentes e eliminatórias: habilitação (checagem da documentação e do material enviados); avaliação preliminar (soma das notas atribuídas aos projetos); e avaliação final de investimento (sessão de pitching com os projetos finalistas de cada linha, avaliados pela comissão de seleção).
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta segunda-feira (5) a intenção do governo de acelerar a desoneração de bens de capital, máquinas e equipamentos usados na produção, ligados a data centers (centro de dados, em inglês). O ministro viaja à Califórnia em busca de investimentos no setor.
Em conferência no Instituto Milken, organização que reúne personalidades da política e da economia para debates políticos e econômicos, Haddad afirmou que o governo pretende antecipar os efeitos da reforma tributária para o setor de data centers. A medida integrará o futuro Plano Nacional de Data Centers (Redata), que pretende atrair R$ 2 trilhões em investimentos no país na próxima década.
“A antecipação vai garantir que todo o investimento no Brasil no setor seja desonerado e toda a exportação de serviços a partir dos data centers seja desonerada”, declarou o ministro.
Nas próximas semanas, o governo deve enviar ao Congresso um projeto de lei ou medida provisória que isenta de tributos federais os bens de capital ligados a bens de tecnologia da informação para centro de dados. O governo também quer isentar a exportação de serviços.
“Viemos para o pré-lançamento da Política Nacional Data Center. Para a área de data center, resolvemos antecipar os efeitos da reforma tributária já aprovada pelo Congresso Nacional, por emenda constitucional, ou seja, uma coisa absolutamente sólida do ponto de vista institucional”, explicou.
Transição energética
Para estimular investidores no país, Haddad disse que o governo pretende usar o fato de que a maior parte da matriz energética brasileira é composta de energias renováveis, o que reduz as emissões de gás carbônico dos data centers.
“Queremos que a economia digital no Brasil seja simultaneamente digital e verde. Então é nisso que nós estamos trabalhando: prover os data centers de energia limpa e processar os dados com segurança cibernética, com segurança jurídica”, destacou.
Novo marco legal
O ministro também mencionou a articulação com o Congresso Nacional para a aprovação do novo Marco Legal dos Data Centers. No entanto, admitiu que existem desafios como direitos autorais e a preservação da concorrência.
“Preocupações legítimas, mas eu acredito que a equipe econômica e o Congresso Nacional, sobretudo os relatores que foram designados para tratar desses assuntos, estão muito sintonizados com os desafios do crescimento da economia digital”, ressaltou Haddad.
Perspectivas econômicas
A uma plateia de acadêmicos, executivos e políticos, o ministro da Fazenda também detalhou expectativas com a economia brasileira. Segundo Haddad, o Brasil vai convencer aos investidores estrangeiros de que, até o fim do governo atual, o país crescerá pelo menos 3% ao ano.
“Já fizemos o FMI [Fundo Monetário Internacional] reconhecer que o nosso potencial saiu de 1,5% para 2,5%, e tenho certeza que ao final do mandato do presidente Lula o mundo vai estar convencido de que o Brasil pode crescer a uma taxa mínima de 3%”, declarou.
O ministro também disse que o investimento privado está crescendo no Brasil, principalmente na área de infraestrutura e na reindustrialização. Para Haddad, o aperfeiçoamento da legislação sobre concessões e de parcerias público-privadas ajuda a trazer recursos ao país.
“Os ministros da área de infraestrutura estão num voo de cruzeiro em torno das licitações. O Brasil aperfeiçoou muito essa legislação e vai continuar aperfeiçoando a sua legislação de concessões e parcerias público-privadas. Então, eu acredito que é um campo enorme de parcerias que podem ser estabelecidas. E, repito, isso já está acontecendo”, comentou Haddad.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, abriu, nesta segunda-feira (5), a Semana do Trabalhador, que será realizada até sexta-feira (9) no térreo e no estacionamento da sede do ministério, em Brasília, em comemoração ao Dia Mundial do Trabalho e ao Dia do Trabalhador.
Durante cinco dias o público em geral, em especial, os servidores federais, que passam pela Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília, poderão atualizar a carteira nacional de vacinação, realizar exames gratuitos, participar de atividades, incluindo serviços ao cidadão, atrações culturais, exposições e feiras da economia solidária.
Também foi montado um posto provisório de saúde que oferece imunização contra febre amarela, hepatite B, tríplice viral, antitetânica e a influenza, as mesmas disponíveis em unidades básicas de saúde do Sistema Único de Saúde.
Para Marinho, a iniciativa marca a reconstrução do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi extinto e teve suas atribuições transferidas para uma secretaria especial dentro do então Ministério da Economia.
“Essa é uma é uma comemoração para dar uma demonstração de nossas políticas”
Na ocasião, o ministro Luiz Marinho também foi vacinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com uma dose de antitetânica no posto montado no local.
Padilha aproveitou para chamar a população para se imunizar no dia D da campanha de vacinação contra a gripe, no próximo sábado (10).
“No sábado, dia D contra a influenza, procure a unidade básica de saúde para a gente garantir a vacinação antes do inverno começar.”
Políticas públicas
Além das ações relativas à celebração de 1º de maio, o ministro Luiz Marinho listou outras iniciativas do governo federal voltadas aos direitos dos trabalhadores e melhoria das condições de trabalho. Entre elas, a retomada da valorização do salário mínimo – atualmente em R$ 1.518.
“O salário mínimo, hoje, impacta, se incluir os aposentados e pensionistas, 40 milhões de pessoas […]. A política de valorização permanente, com ganho real, ajuda no processo de distribuição de renda, especialmente.”
Sobre a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que corrige tabela do Imposto de Renda, o ministro destacou a ampliação da faixa de isenção para os brasileiros que ganham até dois salários mínimos por mês (R$ 3.036).
Segundo ele, o governo aguarda para 2026 a aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei nº 1087/25 que eleva a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
“Isso ajuda a aumentar o poder de compra dos menores salários do Brasil. Ajuda a gerar emprego, porque o dinheiro circulando ajuda a economia a funcionar”, pontuou.
Marinho também lembrou que tramita no Congresso Nacional o projeto de lei que trata da regulamentação do trabalho e a definição de direitos e benefícios de trabalhadores autônomos que prestam serviços para plataformas de tecnologia, como os motoristas de aplicativos e os entregadores de comida.
“Aprovando esse projeto, nós queremos que também tenha um projeto para os motofretistas. É outro debate importante.”
O ministro adiantou que o governo quer oferecer crédito aos trabalhadores de aplicativos de entrega para que comprem suas motocicletas.
“Para que ele possa adquirir sua moto em boas condições, a partir de crédito que nós estamos discutindo para propiciar que a gente melhore a condição desses trabalhadores e trabalhadoras, desde a condição da previdência social. Porque sabemos que têm muitos acidentes com esses profissionais. E é preciso também ter uma melhor remuneração.”
O titular da pasta do trabalho e emprego ainda observou a mudança na regra que beneficia os trabalhadores demitidos que tinham aderido ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e que, neste ano, podem resgatar o saldo que estava retido.
“Nós trabalhamos bastante para liberar os R$ 12 milhões que estavam retidos no fundo de garantia de quem aderiu ao saque-aniversário e que foram demitidos. Cerca de R$ 6 milhões entraram em março e mais, aliás, R$ 6 milhões entrarão, agora, em junho. Isso tudo movimenta a economia.”
Por fim, o ministro ressaltou o Programa Crédito do Trabalhador, que permite empréstimo consignado a empregados da iniciativa privada com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEI).
“Para que o trabalhador possa trocar dívidas caras por juros menores. É o caso de quem estava na mão do agiota pagando [juros] acima de 10%, 20%. E mesmo quem tinha crédito junto ao sistema financeiro, sem garantia, estava pagando 8% para cima. Enfim, algo bastante importante que ajuda também nesse processo das pessoas ganharem mais condições de sustentar suas famílias decentemente”, comentou sobre o novo instrumento financeiro.
O número de óbitos na população Yanomami teve uma redução de 21% entre 2023 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (5). Em 2023, foram 428 mortes e, no ano passado, o número passou para 337.
As mortes por infecções respiratórias agudas caíram 47%; por malária, 42% e por desnutrição, 20%.
Segundo o Informe 7 do Centro de Operações de Emergências (COE), os óbitos evitáveis passaram de 179 em 2023 para 132 em 2024, representando uma redução de 26%. Já os óbitos não evitáveis diminuíram de 249 para 205, correspondendo a uma queda de 17,7%.
De acordo com o Ministério, os números são resultado da maior presença de profissionais de saúde e do investimento em infraestrutura e qualificação do atendimento pelo governo federal. O número de profissionais atuando na região passou de 690 no início de 2023 para 1.781. um aumento de 158%.
“A ação conjunta de todo o governo federal garantiu o combate necessário e permitiu que os profissionais de saúde pudessem entrar em aldeias e cuidar da população. Mais que dobrou o número de profissionais de saúde dentro do território”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A desnutrição grave, caracterizada por muito baixo peso para idade, de crianças menores de cinco anos, reduziu de 24,2% em 2023 para 19,2% em 2024. Segundo o Ministério da Saúde, o número de crianças com baixo peso aumentou ligeiramente, o que indica melhora no estado nutricional dessa população com aumento do percentual de crianças com peso adequado e redução de crianças com muito baixo peso.
Atualmente, 50% das crianças Yanomamis estão no peso ideal.
“A recuperação nutricional em crianças é um processo mais lento e complexo, principalmente nos casos mais graves, podendo levar anos até a normalização do peso e o fortalecimento do sistema imunológico”, avalia o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.
Segurança
Desde o início da emergência no território Yanomami, o Ministério da Saúde reabriu sete polos base que haviam sido fechados devido à falta de segurança das equipes de saúde devido à presença do garimpo. Até abril de 2024, todas as unidades foram reabertas, permitindo o acesso à saúde de 5.224 indígenas nos polos base de Kayanaú, Homoxi, Hakoma, Ajaraní, Haxiú, Xitei e Palimiú.
Na partida que fechou a 9ª rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino, o Cruzeiro derrotou o Real Brasília por 3 a 0, na tarde desta segunda-feira (5) no estádio Defelê, em Brasilia, para a assumir a liderança da classificação da competição com 23 pontos conquistados.
As Cabulosas abriram o marcador aos 18 minutos do primeiro tempo. A bola foi levantada na entrada da área, onde a volante Gaby Soares escorou de cabeça para a grande área, onde Marília dominou de direita antes de bater cruzado de esquerda.
Antes do intervalo, aos 32 minutos, foi a vez de Gisseli deixar o seu. Marília aproveitou bola recuada de forma errada pela defesa do Real Brasília para dominar, driblar a goleira Tainá e cruzar para o meio da área, onde a lateral teve apenas o trabalho de escorar de primeira para ampliar a vantagem da Raposa.
O Cruzeiro continuou melhor na etapa final e chegou ao terceiro aos 17 minutos, quando Marília aproveitou bola que ficou viva na área após cobrança de escanteio para bater com força para superar Tainá.
“Estou muito feliz de voltar a marcar, ajudar a equipe. São muito importantes esses três pontos, pois estamos na liderança. E vamos seguir firme para continuar no topo”, declarou a artilheira Marília à assessoria de imprensa do Cruzeiro.
A Justiça Federal tornou réu o grupo varejista Carrefour por crimes ambientais causados pelo vazamento de óleo diesel aditivado em Santos, no litoral paulista.
O evento ocorreu na madrugada do dia 4 de maio de 2021, quando dois mil litros de óleo diesel aditivado vazaram de um sistema de geradores de uma das lojas do Carrefour e foram parar em galerias pluviais, atingindo diversas praias de Santos e causando a morte de animais aquáticos.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação contra o Carrefour, o crime ambiental ainda provocou distúrbios respiratórios em moradores das proximidades devido ao forte cheiro.
O vazamento foi provocado pelo rompimento de uma braçadeira enferrujada, desgastada por falta de manutenção, informou o órgão.
Para o MPF, a empresa foi omissa na adoção de medidas preventivas e também nas providências emergenciais necessárias para evitar que o produto se espalhasse.
“A conduta esperada da ré seria efetuar o monitoramento do local, a manutenção e a substituição periódica preventiva da braçadeira e da tubulação, em vez de manter a braçadeira enferrujada. Também era conduta esperada comunicar o vazamento do óleo imediatamente ao Poder Público, em vez de, para evitar que fosse identificada como a causadora da poluição, ocultar o fato e limpar o local, destinando o óleo para o ralo que drenava para a galeria e ao escoamento das águas pluviais que deságuam no mar”, apontou o procurador da República Antonio José Donizetti Molina Daloia.
Caso seja condenada, explicou o Ministério Público Federal (MPF), a empresa poderá ter que pagar multas, custear programas e projetos ambientais e o estabelecimento poderá ser interditado.
Procurado pela Agência Brasil, o Grupo Carrefour Brasil informou que não se manifesta sobre processos judiciais em andamento.
A nova ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que assumiu o cargo nesta segunda-feira (5), no lugar de Cida Gonçalves, afirmou que a pasta pretende ampliar a escuta dessa população no país e revelou a missão que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao convidá-la para o posto.
“Foi uma boa conversa com o presidente. Ele disse que quer ver as mulheres mais contentes, mais protegidas, que ele quer ver as mulheres em cada um dos 5.572 municípios desse país, que elas se sintam respeitadas, acolhidas, ouvidas, escutadas”, afirmou a assistente social, que volta a ocupar um cargo no primeiro escalão do governo petista.
A declaração foi feita ao lado da agora ex-ministra Cida Gonçalves, na sede do ministério, em Brasília, antes delas se reunirem para trabalhar na transição de comando.
Márcia Lopes lembrou que este será um ano importante, pois a pasta organizará a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, prevista para ocorrer entre 16 e 19 de setembro.
“Queremos conferências em todos os municípios brasileiros, nos estados, e a grande conferência nacional. Esse é o momento da gente se olhar cara a cara e dizer: o que você está precisando, mulher? O que vocês, mulheres, querem desse país? Vivemos em um mundo de grande complexidades, do ponto de vista emocional, psicológico, das inseguranças todas”, observou.
Ainda segundo Márcia Lopes, o Ministério das Mulheres não executa diretamente as políticas setoriais, que dependem da ação de diversas outras pastas, como Saúde, Educação, Trabalho e Emprego, entre outras, e prometeu amplo diálogo interministerial e também com os demais entes federativos, como estados e municípios.
De saída da pasta, Cida Gonçalves negou que qualquer problema interno tenha impactado sua demissão, e falou em necessidade de novos rumos.
“Na verdade, precisamos de um momento em que é preciso renovar algumas coisas, isso é importante. Eu tenho mais o perfil gestora, quero voltar para o campo de onde eu venho. É uma construção minha e do presidente, com muita tranquilidade. Vou voltar para o lugar de onde eu vim, que é o movimento de mulheres. É uma troca em que precisamos de energia nova, espaços novos e eu também preciso voltar para o espaço de onde eu vim”, afirmou.
Esta é a 12ª mudança ministerial do governo Lula desde o início do terceiro mandato. Na última sexta-feira (2), o presidente já havia trocado o comando do Ministério da Previdência, em meio a investigação de fraude no pagamento de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os 133 cardeais que participarão do conclave para eleger um novo papa já chegaram a Roma, informou o Vaticano nesta segunda-feira (5).
O conclave começará com portas fechadas, na Capela Sistina, nesta quarta-feira (7), com todos os cardeais com menos de 80 anos com direito a participar da escolha do sucessor do papa Francisco, que morreu no mês passado.
Alguns cardeais buscam um novo papa que dê continuidade à iniciativa de Francisco de criar uma Igreja mais transparente e acolhedora, enquanto outros estão buscando um retorno às raízes mais tradicionais que valorizam a doutrina.
Os conclaves geralmente se estendem por vários dias, com diversas votações antes que um candidato obtenha a maioria necessária de 75% para se tornar papa.
Cardeais têm se reunido quase diariamente desde o dia seguinte à morte de Francisco, em 21 de abril, para discutir a situação da Igreja de 1,4 bilhão de membros, com o número de clérigos participantes aumentando gradualmente.
O Vaticano informou que 180 cardeais, incluindo 132 eleitores, participaram de uma reunião na manhã desta segunda-feira. O 133º eleitor também já está em Roma, mas não participou das discussões.
Dois cardeais, um da Espanha e outro do Quênia, não participarão do conclave por motivos de saúde, informou o Vaticano.
Entre as questões abordadas nesta segunda-feira estava a “forte preocupação” com as divisões dentro da Igreja, disse o porta-voz do Vaticano – em uma possível referência às divisões sobre a decisão de Francisco de permitir bênçãos a parceiros do mesmo sexo e de abrir a discussão sobre o papel das mulheres na Igreja.
Os cardeais também falaram sobre o perfil de um futuro papa – “uma figura que deve estar presente, próxima, capaz de ser uma ponte e um guia… um pastor próximo da vida real das pessoas”, disse o porta-voz.
Embora alguns cardeais sejam vistos como possíveis candidatos à sucessão de Francisco – dois deles frequentemente mencionados são o cardeal italiano Pietro Parolin e o cardeal filipino Luis Antonio Tagle – muitos dos clérigos votantes ainda não se decidiram.
“Minha lista está mudando e acho que continuará a mudar nos próximos dias”, disse o cardeal britânico Vincent Nichols, que participa de seu primeiro conclave, à Reuters.
“É um processo que, para mim, está longe de ser concluído, muito longe de ser concluído.”
Os cardeais realizarão uma segunda sessão de discussões nesta segunda-feira, com uma rodada final prevista para terça-feira.
Duas casas de hóspedes do Vaticano abrigarão os cardeais durante o conclave, quando eles serão impedidos de entrar em contato com o mundo exterior.
O cardeal alemão Walter Kasper, que tem 92 anos e não pode participar da votação, disse que tem certeza de que os eleitores escolherão alguém que seguirá a agenda progressista de Francisco.
“Acredito que há uma expectativa muito clara. As pessoas querem um papa que siga Francisco. Um pastor que conheça a linguagem do coração, que não se feche em palácios”, disse Kasper ao jornal La Stampa.
“É claro que também há cardeais que esperam uma mudança de direção com relação a Francisco. Mas minha impressão é que a maioria dos cardeais é a favor da continuidade.”
A Petrobras anunciou hoje (5), no Rio de Janeiro, que reduzirá os preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,16 por litro. O novo valor será de R$ 3,27 por litro a partir desta terça-feira (6).
Segundo a estatal, o preço do diesel para o consumidor passará a ser, em média, de R$ 2,81 por litro. Isso porque há uma mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos.
A assistente social Márcia Lopes será a nova ministra das Mulheres, no lugar de Cida Gonçalves. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse a Márcia nesta segunda-feira (5), em reunião no Palácio do Planalto.
De acordo com a Presidência, a exoneração de Cida e a nomeação de Márcia serão publicadas ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial da União.
Em publicação nas redes sociais, Márcia afirmou que aceitou o convite de Lula “com alegria e senso profundo de responsabilidade”.
“Assumo essa missão com humildade, coragem e o compromisso de toda uma trajetória dedicada à justiça social, à defesa dos direitos humanos e à construção de políticas públicas que transformam vidas, especialmente a vida das mulheres neste país”, escreveu.
Márcia Lopes já foi ministra de Lula em seu segundo governo, em 2010, no comando do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Antes, ocupou a secretaria-executiva da mesma pasta, de 2004 a 2008. Márcia é formada em Serviço Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, onde também foi professora, com mestrado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Em 2022, ela fez parte da equipe de transição do terceiro governo Lula, no grupo de assistência social.
A paranaense é irmã de Gilberto de Carvalho, nome histórico do PT que foi chefe de gabinete de Lula durante seus dois primeiros mandatos, de 2003 a 2010. Hoje, Carvalho atua como secretário Nacional de Economia Popular e Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego.
*Matéria alterada às 15h13 para acréscimo de informações
A Fundação Tide Setubal, por meio da Plataforma Alas, está em campanha para arrecadar doações destinadas a garantir bolsas para estudantes negros. A ação ocorre por meio da plataforma de matchfunding: a cada R$ 1 doado por pessoas físicas ou jurídicas, o Fundo Alas investe mais R$ 2, triplicando o valor arrecadado.
O financiamento coletivo é voltado para Açãoampliação do acesso e da permanência de estudantes negros no ensino básico e superior, além de oportunidades de formação em idiomas e intercâmbio. A campanha, que prossegue até 14 de junho, tem apoio financeiro da Fundação Tide Setubal, do Movimento Bem Maior, e da Fundação Lemann.
Na última edição, realizada em 2024, foram mobilizados R$ 916.965 para apoiar os estudos de estudantes negros. Do total, R$ 345.825 foram arrecadados por meio de financiamento coletivo, e R$ 571.140 por fundos de matchfunding. A expectativa para este ano é mobilizar mais de R$ 1 milhão em recursos.
As instituições que vão oferecer formação aos estudantes são Instituto Semear, Insper, FEA-USP, Escola Politeia e Associação Santa Plural do Colégio Santa Cruz.
Segundo a Tide Setubal, são selecionadas instituições de excelência, que têm a potência de formar lideranças e pouca representatividade negra no corpo discente.
A Festa Literária das Periferias (Flup) vai levar oito destacados escritores da literatura brasileira contemporânea para a 34ª edição do Étonnants Voyageurs, em Saint-Malo, na França. Bernardo Carvalho, Daniel Munduruku, Djamila Ribeiro, Eliana Alves Cruz, Geovani Martins, Itamar Vieira Junior, Jeferson Tenório e Marcelo Quintanilha vão participar de debates e apresentações dos seus trabalhos. A intenção da curadoria foi reunir “autores cujas obras reinventam as noções de identidade, memória e resistência, destacando a vitalidade e a diversidade da produção literária nacional”.
A delegação conta ainda com a cineasta indígena e educadora Graciela Guarani e o pianista Amaro Freitas. É por meio do audiovisual que Graci Guarani da etnia Guarani Kaiowá dá visibilidade e mostra a resistência dos povos indígenas, sobretudo das mulheres. Nos filmes Tempo Circular e Mensageiro do Futuro, expôs saberes tradicionais e práticas cotidianas para mostrar modos de vida invisibilizados. Amaro Freitas fará um concerto exclusivo no Grand Auditorium. O pianista é reconhecido internacionalmente pelo estilo de jazz inovador, com a mistura de ritmos do Nordeste brasileiro com influências afro-diaspóricas.
A viagem se insere na Temporada Brasil-França 2025, que marca os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Criado pelo escritor francês Michel Le Bris, em 1990, o Étonnants Voyageurs é um dos mais conceituados festivais literários europeus e reconhecido por a cada ano receber autores de todo o mundo para debater literatura, cinema e direitos humanos. A programação, entre 7 e 9 de junho, vai desde mesas de discussão, lançamentos de livros, encontros com o público, a exibições de filmes, exposições e espetáculos musicais.
Desde a sua criação, a Flup promove a literatura em comunidades cariocas, como Mangueira, Cidade de Deus, Morro dos Prazeres, Vigário Geral, Babilônia, Vidigal e Maré. Em 2023 foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro e premiada com o Jabuti de Fomento à Leitura em 2020. Também em 2025, participará de outros eventos internacionais importantes, como o “West Indian Carnival” em Leeds, no Reino Unido, em parceria com o National Poetry Centre, e do “Middle Ground: Interactions – Transitions e Reciprocities” em Berlim, na Alemanha.
Para o curador da participação brasileira no Festival francês e diretor-geral da Festa Literária das Periferias, Julio Ludemir, os autores que participarão do festival na França dialogam com a vocação da Flup de acolher narrativas periféricas com o mundo todo.
“A gente usa a Festa Literária das Periferias no plural porque o nosso diálogo não é só territorial, ele envolve outras ideias como debate racial e de gênero. Para que a gente fosse para a França, a gente tinha que ir com essas nossas digitais. Nós não somos a Bienal, não somos a Flip. Não temos as mesmas características”, apontou, revelando que também estava prevista a presença da escritora Conceição Evaristo entre os autores, mas ela não podia viajar neste período por causa de outros compromissos.
De acordo com Ludemir, a ligação do governo francês com a Flup vem desde a sua primeira edição em 2012, quando ainda “era um projeto improvável”, sempre tendo uma presença francófona expressiva na Flup. Na parceria com a Flup, o Étonnants Voyageurs trará uma delegação de autores franceses e francófonos ao Brasil em novembro de 2025, reforçando os laços culturais entre os dois países.
“A gente tem uma longa história com essa cultura, não exatamente aquilo que a gente entende ser a França. A gente tem dialogado bastante importante com a diáspora francesa”, contou à Agência Brasil, acrescentando que neste período já participou por dois anos do Étonnants Voyageurs, festival que estava com integrantes presentes na última edição da Flup, no ano passado, no Circo Voador, centro do Rio.
“Isso é algo que já vem sendo costurado há alguns anos. As ideias que a gente tinha era dialogar com o caribe francês, Martinica, Guadalupe, principalmente, mas também a Guiana Francesa, tem uma forte presença negra e mais que uma presença, têm grandes pensadores em escala mundial, como Aimé Césaire, que está na origem da criação do panafricanismo [outro conceito de negritude]. Ele é de uma geração de intelectuais negros que frequentavam a metrópole Paris para estudar”, indicou, incluindo nesse cenário da capital francesa François Fanon e Édouard Bisson.
Flup leva escritores brasileiros à França. Foto: FLUP/Divulgação
Na visão de Ludemir, o mundo adora o Brasil, porém não conhece o país, que passou por transformações com a adoção do sistema de cotas e fez surgir uma nova classe média com maior presença de negros na produção cultural nacional.
“O Brasil não é conhecido lá fora apesar de amado. Sabe mais quem é João Gilberto e Tom Jobim, sabe mais o que é Garota de Ipanema do que esse Brasil que tem Krenak e Munduruku. Por mais que o Étonnants Voyageurs seja um festival aberto, eles não conheciam isso”, observou.
O diretor geral da Flup está confiante que a presença dos autores brasileiros no festival francês vai trazer mais visibilidade ao trabalho deles, mas a divulgação precisa continuar após esta atividade. Para ele, é bom que ocorra agora no ano Brasil-França, no entanto, defendeu que pode se estender a outros países. “Isso tem uma continuidade. Ali, a gente vai estar em contato com o mercado editorial francês e todo mercado saberá quem é Djamila Ribeiro, Itamar Vieira, Jeferson Tenório, porque os debates serão intensos”, pontuou.
Djamila Ribeiro
Para a filósofa, ativista e escritora Djamila Ribeiro, autora entre outros títulos de Pequeno Manual Antirracista e Cartas para minha avó, é superimportante levar vários autores e autoras brasileiras para a França, mostrando também a diversidade da literatura brasileira.
“Eu por exemplo sou autora de não ficção, estou ali no meio de vários autores ficcionistas, cada um escrevendo a partir de diversas perspectivas. Acho interessante quebrar com essa imagem que muitas vezes se tem do Brasil como uma imagem única, mas de mostrar vários escritores que partem de lugares diferentes, de abordagens diferentes e não necessariamente são autores de ficção, o que é o meu acaso”, disse, por meio de áudio, a pedido da Agência Brasil.
A participação no encontro é motivo de satisfação para Djamila, que já tem uma história de alguns anos na França.
“Desde de 2019 eu vou à França divulgar meus livros. Em maio de 2019 fiz uma tour por várias cidades da França e também na Bélgica, divulgando o Lugar de Fala e o Quem tem medo do feminismo negro. Depois, em novembro do mesmo ano, eu voltei para mais uma turnê de divulgação em Toulouse, Lyon, Rennes. Lille e fomos a muitas cidades. Voltei novamente em 2021 e lancei um livro junto com a professora francesa Nadia Yala que à época era professora da Paris 8 [Vincennes Saint-Denis] e hoje é professora da NYU [Universidade de Nova York], que só está disponível em francês. Em 2023 voltei para mais uma turnê”, informou.
A escritora contou ainda que como coordenadora da Coleção Femininos Plurais, tem uma parceira, da sua editora francesa, que é a Paula Anacaona, responsável pela divulgação do pensamento de tantas autoras brasileiras.
“Fui a primeira autora de não ficção que ela publicou. Tenho uma parceria de que os livros que publico aqui no Brasil da Coleção, envio para ela o que faz sentido para o contexto francês. Neste sentido já são sete livros da coleção, sete autoras e autores publicados em francês todos fizeram turnê na França divulgando os seus livros então tem um trabalho de internacionalização do projeto para o francês”, revelou, acrescentando que já vendeu mais de 20 mil livros na França, a partir de uma editora independente, do trabalho da Paula Anacaona, de viagens por várias cidades, na realização de encontros em universidades, como um lançamento na Universidade Rennes 2, visitas às cidades de Toulouse e Lyon e também em livrarias e movimentos sociais da França.
“Atualmente tenho quatro livros em francês, três traduzidos, um com a professora Nadia Yala, Diálogo Transatlântico e estou indo agora para o festival para divulgar meu quinto livro em francês, porque sai agora o Cartas para a Minha Avó em francês. Estou indo especificamente para divulgar esse livro. Também acho importante dizer da minha relação com essas autoras francesas a Nadia Yala escrevemos um livro, juntas, a Françoise Vergès assina o prefácio da edição francesa do Pequeno Manual Antirracista e tive oportunidade de trocar com muitias intelectuais negras francesas nos últimos anos, nesta relação que nós temos desde 2019 quando fiz a primeira tour de divulgação dos meus livros”, afirmou.
Djamila contou também que na primeira vez que foi à França, em março de 2019, participou do programa Personalidades do Amanhã do governo francês, do Ministério de Relações Exteriores. “É uma relação muito sólida já de alguns anos, de muitos eventos, de muitos diálogos. Fico feliz de ir agora para o festival, que é considerado um dos mais importantes festivais literários, junto com outros autores brasileiros para divulgar o nosso trabalho e que para mim, individualmente, também de solidificar essa relação que já tenho com o público francês”, comentou.
Filósofa, ativista e escritora Djamila Ribeiro, autora entre outros títulos de Pequeno Manual Antirracista e Cartas para minha avóFLUP/Divulgação
A escritora valoriza muito o fato de ver sua obra conhecida em vários países
“Isso significa ser lida por pessoas em Camarões, recebo contatos, tem uma foto minha, por exemplo, como pessoas criativas em um museu de Dakar, no Senegal, não necessariamente só com o público francês, muito pelo contrário, mas também com essa África que foi colonizada pelos franceses e fala também francês e esse contato que tenho com autoras africanas e também da diáspora”, concluiu.
Munduruku
O autor de Meu avô Apolinário e Histórias de Índio, escritor indígena premiado pela UNESCO, Daniel Munduruku, disse que o seu convite para integrar a delegação de escritores é resultado do seu trabalho já muito conhecido no Brasil e que tem desenvolvido, sobretudo, o tema indígena para crianças e jovens. “Me sinto muito honrado de fazer parte deste time, que está indo representar o Brasil nesta feira na França”, completou em entrevista à Agência Brasil.
Para Munduruku, o festival é uma oportunidade de ampliar o número de leitores de seus livros tanto entre os franceses e de outros países como os brasileiros que moram fora.
“Isso pode ajudar a eles entenderem mais a própria identidade brasileira. Confesso que a minha preocupação sempre foi atingir o público brasileiro, claro que participar de festival internacional dá abertura para a gente poder falar do Brasil para aqueles que não conhecem o Brasil. Isso pode gerar uma visibilidade tanto para a obra que a gente produz, quanto para os próprios problemas que esses povos passam em nosso país. Tenho certeza de que participar vai gerar essa visibilidade tão importante e necessária e ao mesmo tempo vai criar uma proximidade com os brasileiros que moram naquele país e com os franceses que têm uma sensibilidade cultural e afetiva com o Brasil”, comentou.
Na visão do escritor, os livros que serão apresentados no encontro podem despertar o interesse de editores locais em fazer a tradução para o francês e lançar as obras na França.
“Eu sempre levo comigo os meus livros, acho importante levá-los porque a gente acaba atingindo também um público que lê em português e pode se interessar pelas nossas obras. Normalmente faço uma seleção de títulos, tenho 65 livros publicados e costumo levar 10 títulos e alguns exemplares de cada título”, revelou
Entre os livros que ai levar estão Meu avô Apolinário; Memórias de Índio – uma quase autobiografia; o Banquete dos Deuses, que considera um livro muito instrutivo e educativo sobre a temática indígena no Brasil e ainda Um estranho sonho de futuro, que narra um encontro de um não indígena com a cultura indígena e, que para ele, faz uma ponte entre os dois saberes.
Munduruku começou a escrever quando já era adulto. O início do contato com os livros foi na adolescência, mas eram mais relacionados às disciplinas escolares e poucos voltados à literatura.
“Quando fui para a universidade [com 23 anos para fazer curso de graduação em Filosofia] me dediquei muito mais à leitura e à literatura e isso foi despertando em mim o interesse de entender melhor como a sociedade de comporta em relação aos povos indígenas e achei necessário e urgente criar uma ponte entre essas sociedades através da literatura. Então a literatura virou uma ferramenta de construção de pontes. Tenho produzido muito. Acho que quanto mais a gente falar sobre povos indígenas mais se consegue arrancar da mente e coração das pessoas certos preconceitos e estereótipos”, apontou.
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a taxa básica de juros, a Selic, seja elevada a 14,75% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que ocorre nesta terça (6) e quarta-feira (7). A cada 45 dias, o colegiado do BC reúne-se, em Brasília, para definir os juros básicos da economia. A expectativa do mercado é que esta seja a última alta da Selic este ano.
A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (5), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC sobre os principais indicadores econômicos.Em sua última reunião, em março, o Copom elevou a taxa pela quinta vez consecutiva para 14,25% ao ano .
A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e três de 1 ponto percentual. Agora, a expectativa é que ela suba 0,5 ponto.
Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2025 em 14,75% ao ano. Para o fim de 2026, a estimativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
A taxa básica é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o BC, a inflação cheia e os núcleos – medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia – continuam em alta.
O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo. Na reunião de março, Copom informou que elevará a taxa Selic “em menor magnitude” na reunião desta semana, mas não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.
Inflação
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Nesta edição do Focus, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,55% para 5,53% este ano. Para 2026, a projeção da inflação foi mantida em 4,51%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.
A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Em março, a inflação fechou em 0,56%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dessa pressão, o IPCA perdeu força em relação a fevereiro, quando marcou 1,31%. No acumulado em 12 meses, a inflação soma 5,48%.
PIB e câmbio
A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 2%. Para 2026, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.
Pessoas com níveis mais altos de compreensão de leitura e escrita têm menos dificuldade para realizar tarefas no ambiente digital, como comprar um par de tênis online, trocar mensagens, enviar fotos ou preencher formulários na internet. Mesmo assim, entre aqueles considerados alfabetizados proficientes, quase a metade, 40%, apresenta médio ou baixo desempenho digital.
Os dados são do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado nesta segunda-feira (5). A pesquisa mapeia as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros. Este ano, pela primeira vez, o Inaf traz dados sobre o alfabetismo no contexto digital para compreender como as transformações tecnológicas interferem no cotidiano.
O Inaf classifica as pessoas conforme o nível de alfabetismo com base em teste aplicado a uma amostra representativa da população. Os entrevistados são distribuídos em cinco níveis: analfabeto, rudimentar, elementar, intermediário e proficiente.
Para medir o alfabetismo digital, as pessoas foram convidadas a realizar algumas tarefas no celular, entre elas comprar um par de tênis a partir de um anúncio publicitário em uma rede social e se inscrever em um evento por meio de formulário online. Com base nas respostas foram classificadas em três níveis: baixo, médio ou alto.
Os resultados mostraram que quase todos os analfabetos, 95%, estão no nível baixo, ou seja, conseguem realizar apenas um número limitado de tarefas no contexto digital.
No nível elementar, a maioria, 67%, está no nível médio de alfabetismo digital. Para 17% dos alfabetizados nesse patamar, o ambiente digital ajuda em suas tarefas. Mas, para 18% dos alfabetizados em nível elementar, o digital traz, na verdade, desafios adicionais.
No nível mais alto, o proficiente, 60% estão no nível alto de alfabetização digital. Mesmo nesse nível, 37% estão no nível de desempenho digital médio e 3%, no baixo.
Segundo a coordenadora do Observatório Fundação Itaú, Esmeralda Macana, as habilidades digitais não são supérfluas, mas são importantes para que as pessoas estejam inseridas na sociedade.
“Para mim, foi um alerta de que a gente vai precisar fazer formações para que as pessoas se apropriem dessas formas mais tecnológicas, porque o mundo está cada vez mais digital. A gente já acessa serviços digitais como Pix, como marcar uma consulta médica. Acessar inclusive os programas de transferência de renda, de carteira de trabalho, documentos, identidade. Então, tudo é por meio digital. Se uma pessoa não tem essa habilidade para poder minimamente ter esse acesso, a políticas públicas inclusive, então, é muito preocupante”, diz.
Segundo a pesquisa, considerando a idade, os mais jovens são aqueles que se situam no nível mais alto de desempenho digital, com maior número de acertos no teste proposto, especialmente aqueles entre 20 e 29 anos (38% no nível alto) e, em seguida, aqueles entre 15 e 19 anos (31%).
Segundo o coordenador da área de educação de jovens e adultos da Ação Educativa, Roberto Catelli, as desigualdades identificadas na educação e na alfabetização são replicadas quando se trata do desempenho digital. Então, não se pode focar apenas em um letramento digital.
“Acho que um uma constatação, mais do que uma descoberta, mas importante, é que não adianta a gente ficar achando que só o mundo digital vai ser a solução para todos. Ao contrário, na verdade, o que fica evidente é que as mesmas desigualdades para aqueles que não que têm baixa escolaridade se reproduzem no contexto digital, porque também são pessoas que vão ter menos acesso”, diz.
Inaf
O Inaf voltou a ser realizado depois de seis anos de interrupção. Esta edição contou com a participação de 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, que realizaram os testes entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país, para mapear as habilidades de leitura, escrita, matemática e digitais dos brasileiros. A margem de erro estimada varia entre dois e três pontos percentuais, a depender da faixa etária analisada considerando um intervalo de confiança estimado de 95%.
O estudo foi coordenado pela Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social. A edição de 2024 é correalizada pela Fundação Itaú, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Instituto Unibanco, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Três em cada dez brasileiros com idade entre 15 e 64 anos ou não sabem ler e escrever ou sabem muito pouco a ponto de não conseguir compreender pequenas frases ou identificar números de telefones ou preços. São os chamados analfabetos funcionais. Esse grupo corresponde a 29% da população, o mesmo percentual de 2018.
Os dados são do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado nesta segunda-feira (5), e acendem um alerta sobre a necessidade e importância de políticas públicas voltadas para reduzir essa desigualdade entre a população.
O Inaf traz ainda outro dado preocupante. Entre os jovens, o analfabetismo funcional aumentou. Enquanto em 2018, 14% dos jovens de 15 a 29 anos estavam na condição de analfabetos funcionais, em 2024, esse índice subiu para 16%. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o aumento pode ter ocorrido por causa da pandemia, período em que as escolas fecharam e muitos jovens ficaram sem aulas.
O indicador classifica as pessoas conforme o nível de alfabetismo com base em um teste aplicado a uma amostra representativa da população. Os níveis mais baixos, analfabeto e rudimentar, correspondem juntos ao analfabetismo funcional. O nível elementar é, sozinho, o alfabetismo elementar e, os níveis mais elevados, que são o intermediário e o proficiente correspondem ao alfabetismo consolidado.
Seguindo a classificação, a maior parcela da população, 36%, está no nível elementar, o que significa que compreende textos de extensão média, realizando pequenas interferências e resolve problemas envolvendo operações matemáticas básicas como soma, subtração, divisão e multiplicação.
Outras 35% estão no patamar do alfabetismo consolidado, mas apenas 10% de toda a população brasileira estão no topo, no nível proficiente.
Limitação grave
Segundo o coordenador da área de educação de jovens e adultos da Ação Educativa, uma das organizações responsáveis pelo indicador, Roberto Catelli, não ter domínio da leitura e escrita gera uma série de dificuldades e é “uma limitação muito grave”.
Ele defende que são necessárias políticas públicas para garantir maior igualdade entre a população.
“Um resultado melhor só pode ser alcançado com políticas públicas significativas no campo da educação e não só da educação, também na redução das desigualdades e nas condições de vida da população. Porque a gente vê que quando essa população continua nesse lugar, ela permanece numa exclusão que vai se mantendo e se reproduzindo ao longo dos anos”.
A pesquisa mostra ainda que mesmo entre as pessoas que estão trabalhando, a alfabetização é um problema: 27% dos trabalhadores do país são analfabetos funcionais, 34% atingem o nível elementar de alfabetismo e 40% têm níveis consolidados de alfabetismo.
Até mesmo entre aqueles com alto nível de escolaridade, com ensino superior ou mais, 12% são analfabetos funcionais. Outros 61% estão na outra ponta, no nível consolidado de alfabetização.
Desigualdades
Há também diferenças e desigualdades entre diferentes grupos da população. Entre os brancos, 28% são analfabetos funcionais e 41% estão no grupo de alfabetismo consolidado. Já entre a população negra, essas porcentagens são, respectivamente, 30% e 31%. Entre os amarelos e indígenas, 47% são analfabetos funcionais e a menor porcentagem, 19%, tem uma alfabetização consolidada.
Segundo a coordenadora do Observatório Fundação Itaú, Esmeralda Macana, entidade parceira na pesquisa, é preciso garantir educação de qualidade a toda a população para reverter esse quadro que considera preocupante. Ela defende ainda o aumento do ritmo e da abrangência das políticas públicas e ações:
“A gente vai precisar melhorar o ritmo de como estão acontecendo as coisas porque estamos já em um ambiente muito mais acelerado, em meio a tecnologias, à inteligência artificial”, diz. “E aumentar a qualidade. Precisamos garantir que as crianças, os jovens, os adolescentes que estão ainda, inclusive, no ensino fundamental, possam ter o aprendizado adequado para a sua idade e tudo aquilo que é esperado dentro da educação básica”, acrescenta.
Indicador
O Inaf voltou a ser realizado depois de seis anos de interrupção. Esta edição contou com a participação de 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, que realizaram os testes entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país, para mapear as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros. A margem de erro estimada varia entre dois e três pontos percentuais, a depender da faixa etária analisada, considerando um intervalo de confiança estimado de 95%.
Este ano, pela primeira vez, o Inaf traz dados sobre o alfabetismo no contexto digital para compreender como as transformações tecnológicas interferem no cotidiano.
O estudo foi coordenado pela Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social. A edição de 2024 é correalizada pela Fundação Itaú em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Instituto Unibanco, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
O veículo utilizado pelo papa Francisco, popularmente conhecido como papamóvel, será transformado de forma que possa servir como uma unidade de saúde móvel para atender crianças na Faixa de Gaza. De acordo com o Vaticano, a adaptação foi um pedido feito pelo próprio pontífice.
Em nota, a Santa Sé destacou que o legado de paz deixado por Francisco “continua a brilhar” em um mundo assolado por conflitos. “A proximidade que ele demonstrou aos mais vulneráveis durante sua missão terrena continua irradiando mesmo após sua morte”, completou. O 266º papa, e o primeiro das Américas, morreu no último dia 21 de abril.
“Foi seu último desejo para um povo a quem demonstrou tanta solidariedade ao longo do seu pontificado, sobretudo ao longo dos últimos anos”, destacou o Vaticano. De acordo com o comunicado, o pedido foi feito já em meio aos últimos meses de vida de Francisco, que confiou a iniciativa à organização humanitária Caritas Jerusalém.
“Em meio à guerra terrível, à infraestrutura em colapso, a um sistema de saúde mutilado e à falta de educação, as crianças são as primeiras a pagar o preço, com a fome, as infecções e outras doenças evitáveis colocando suas vidas em risco”, ressaltou a Santa Sé.
“Papa Francisco costumava dizer: ‘Crianças não são números. São rostos. Nomes. Histórias. E cada uma delas é sagrada’ e, com este último presente, suas palavras se tornaram ações.”
Ainda segundo o Vaticano, o papamóvel está sendo adaptado com equipamentos para diagnóstico, exame e tratamento – incluindo testes rápidos para infecções, instrumentos de diagnóstico, vacinas, kits de sutura e outros suprimentos considerados vitais para manter a saúde de crianças em zonas de conflito.
A equipe que utilizará o veículo em Gaza será composta por médicos e paramédicos, “que alcançarão crianças aos cantos mais isolados de Gaza assim que o acesso humanitário à faixa for restabelecido”, concluiu o comunicado.
O coletivo Negros do Bixiga realizou nesse sábado (3), em São Paulo, mais uma edição do passeio que aproxima participantes de pessoas e locais fundamentais para a memória e para sustentar a pulsação vigorosa da cultura negra da região. A rota de afroturismo tem dez paradas, dura aproximadamente cinco horas e começou a ser trilhada em 2018.
Conforme explicou à Agência Brasil o idealizador do projeto, Wellinton Souza, a região em que o Bixiga fica é chamada oficialmente de Bela Vista. Mas, quando alguém utiliza o nome Bixiga está subjacente o vínculo afetivo que mantém com o lugar. “Bixiga é um nome de pertencimento”, sintetiza ele.
O curador ressalta que a iniciativa gera um debate importante: o de que nem sempre o termo periferia se refere a uma localidade distante do centro da cidade, podendo remeter à falta de garantia de direitos básicos. Souza lembra que a fundação do Bixiga coincide com a história do Quilombo Saracura, algo que voltou à tona recentemente, de forma mais intensa, com a necessidade de preservação diante dos danos que as obras da Linha 6 – Laranja do metrô poderiam ocasionar.
Morador do Bixiga há 17 anos, Souza observa que, permitindo que pessoas de fora de São Paulo compreendam que o discurso prevalecente é de que a região é associada à imigração italiana, perspectiva que o afroturismo busca transformar. “É mais bonito e mais vendável contar a história branca”, critica.
Favelização
Outro exemplo de apagamento existente na capital, bastante conhecido, é o do processo de favelização da comunidade de Paraisópolis, que vive na penúria ao lado do bairro Morumbi, de classes média e alta.
Uma segunda comparação comum é a da tentativa de destruição do passado das populações negra e indígena que viveram escravizadas e deixaram sua marca no bairro da Liberdade. Também localizado na zona central da cidade, o bairro é fortemente identificado como um endereço da cultura japonesa.
“Lá a história negra ficou apagada, abafada. No Bixiga, isso também acontece, mas não com as pessoas que moram no bairro. Esse apagamento histórico não é feito por pessoas que moram no Bixiga, mas por conta da sociedade. Pessoas que não conhecem o bairro, que vêm de fora, até mesmo de outros bairros de São Paulo, conhecem por ser um bairro italiano, um bairro branco, não por ser um bairro negro. É um universo paralelo, um multiverso, quando você vem para um restaurante italiano, para a Achiropita, e quando você vem para um ensaio da [escola de samba] Vai-Vai, um samba do bairro”, afirma.
“São coisas diferentes, o público é diferente, a história que é contada é diferente, as narrativas são outras, o pertencimento é outro”, acrescenta.
Também em 2018, os integrantes do projeto engrenaram a produção de um documentário com diversas figuras importantes para narrar essas histórias sobre o Bixiga, trabalho que se estende até os dias de hoje.
“Essa produção audiovisual não é para falar do bairro, é para falar das pessoas. Mas, como a pessoa tem uma ligação muito afetiva com o bairro, acaba falando dele de uma forma diferente”, diz.
Outra fonte de importantes reminiscências, também abordada no contexto de uma “oralidade que não está presente no livro da história e não é ensinada”, é um musicista que morou em pensões e mencionou que a rua Santa Madalena foi, outrora, caracterizada por um conjunto de cortiços, algo que talvez não se imagine ao se ver os prédios que o substituíram. Desse modo, destaca Souza, é que o coletivo vai juntando valiosos retalhos, recortes históricos de diversas épocas.
Para este domingo (4), o coletivo organizou uma conversa com a escritora, artesã, professora e pedagoga Maria Aline Soares. O tema foi a literatura e o território como lugar de afirmação e memória negra. O evento teve início às 15h, na Livraria Simples.
Esse foi o primeiro encontro presencial entre as duas autoridades desde a posse de Donald Trump, em 20 de janeiro. Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro tem função equivalente a do ministro da Fazenda no Brasil.
Inicialmente, a reunião não estava prevista na agenda oficial de Haddad porque o ministro apenas passará pela Califórnia, antes de ir para o México, na noite de terça-feira (6). No entanto, na última quarta-feira (30), o ministro da Fazenda anunciou a possibilidade de uma reunião com o secretário do Tesouro norte-americano.
“Recebi um retorno de que ele [Scott Bessent] tem interesse em iniciar o diálogo com o Brasil”, disse o ministro na manhã de quarta-feira. Na ocasião, porém, Haddad afirmou que a reunião provavelmente seria virtual e ocorreria após seu regresso ao Brasil.
“Podemos até falar, mas aí quem conduz a negociação de tarifa nesse momento é o vice-presidente [Geraldo Alckmin]. A parte comercial está sendo conduzida pelo Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio]. Mas temos muitos assuntos a tratar com o secretário do Tesouro, da agenda da Fazenda”, declarou Haddad.
Viagem
Haddad chegou no sábado a Los Angeles para apresentar o novo plano do governo brasileiro para investimento em centro de dados e de inteligência artificial. O ministro pretende ressaltar a liderança do Brasil em energias renováveis e explicar a proposta de desoneração de investimentos em bens de capital ligados a bens de tecnologia da informação, projeto que ainda será enviado ao Congresso Nacional.
Na noite deste domingo, Haddad terá um jantar com investidores internacionais, oferecido pelo Instituto Milken, instituto da Califórnia que promove fóruns políticos e econômicos. Na segunda-feira (5), o ministro participa de dois painéis na conferência anual organizada pelo instituto.
Em Los Angeles, o ministro da Fazenda se reunirá com a diretora-financeira (CFO) do Google, Ruth Porat. No mesmo dia, o ministro viajará para San José, próximo a São Francisco, onde se reunirá com o presidente-executivo da Nvdia, Jensen Huang.
Na terça-feira (6), Haddad participará de um café da manhã com empresários e investidores brasileiros e estrangeiros, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em seguida, terá reunião bilateral com executivos da Amazon.
Na terça à noite, o ministro da Fazenda embarca para o México. A viagem se encerra na quarta-feira (7), com um café da manhã com brasileiros que trabalham em empresas mexicanas ou em multinacionais brasileiras no México. Na mesma manhã, Haddad terá uma reunião com Edgar Zamorra, secretário do Tesouro e Crédito Público mexicano. Segundo o Ministério da Fazenda, a viagem ao México concentra-se no aprofundamento das relações bilaterais.
Foi com sofrimento, mas o Brasil manteve os 100% de aproveitamento no Mundial de beach soccer (futebol de praia), disputado em Seicheles. Na manhã deste domingo (4), numa reedição da última final da competição, vencida pelos brasileiros, o Brasil derrotou a Itália por 2 a 1.
Mauricinho fez os dois gols do Brasil, o último deles quando faltavam quatro minutos para o fim. Com o resultado, a equipe está classificada para as quartas de final. O Brasil ainda tem um compromisso pela primeira fase da competição, na terça-feira (6), contra Omã, às 12h no horário de Brasília.
O Brasil abriu o placar no fim do primeiro tempo. Após erro na saída de bola italiana, Mauricinho ficou com a bola e chutou colocado para fazer 1 a 0.
A Itália igualou logo no início da segunda etapa, quando uma roubada na saída de bola do Brasil proporcionou o gol de Fazzini.
Com um duelo disputado, a definição ficou para o fim. Rodrigo foi acionado por Mauricinho e, acossado por dois italianos, devolveu para o camisa 11, que chutou rasteiro no canto direito para dar a vitória ao Brasil.
Os três postos de saúde montados para dar assistência aos fãs da cantora americana Lady Gaga atenderam 795 pessoas entre a tarde de sábado (3) e a madrugada deste domingo (4). A informação faz parte de um balanço divulgado pela prefeitura do Rio de Janeiro.
Os postos de atendimento foram montados pela Secretaria Municipal de Saúde na Avenida Atlântica, na praia de Copacabana. O funcionamento foi das 17h do sábado às 4h do domingo. De acordo com a prefeitura, a maioria dos atendimentos decorreu do consumo exagerado de bebidas alcoólicas.
Participaram dos trabalhos 110 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e 30 ambulâncias disponíveis nos postos. Do total de pacientes, 73 precisaram de cuidados mais complexos, sendo transferidos para hospitais ou centros de emergência regional.
Guardas Municipais prenderam duas pessoas durante o show. De manhã, eles apreenderam uma sacola plástica com sete facas, encontrada enterrada na praia. Seis pessoas foram presas por furto, desacato e agressão a agentes municipais.
A Polícia Militar (PM) atuou no evento com 3,3 mil pessoas. A corporação apreendeu 251 objetos perfurocortantes em 18 pontos de revista. Quatro pessoas foram presas e três adolescentes apreendidos por furto e receptação.
Os pontos de bloqueio e revista foram equipados com sistemas de reconhecimento facial para reforçar a segurança.
O balanço da prefeitura mostra, também, que a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) recolheu 392 toneladas de lixo depois do show. Para efeito de comparação, no último réveillon, foram recolhidas 508 toneladas em Copacabana, local da principal festa da virada do ano na cidade.
A operação de limpeza terminou às 5h da manhã deste domingo e incluiu a lavagem da avenida Atlântica, ruas de acesso e área externa de duas estações de metrô. A Avenida Atlântica recebeu 2.350 contêineres para lixo. Participaram da ação 1.630 garis.
Ordem pública
A Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) e a Guarda Municipal apreenderam mais de cinco mil itens de ambulantes como bebidas em garrafas de vidro, carrinhos de supermercado, churrasqueiras, botijões de gás, facas e 200 quilos de carne estragada.
Na tarde do sábado, agentes da Seop desmobilizaram um cercadinho irregular montado na areia da praia de Copacabana, em frente ao Copacabana Palace Hotel, perto do palco. O espaço estava cercado por grades e prometia venda de bebidas, mas foi interditado por não possuir autorização para o evento. Também foram registrados outros 11 cercamentos de barracas e sete loteamentos irregulares de área pública.
Nas fiscalizações de estacionamento irregular, foram realizadas 75 remoções e aplicadas 560 multas.
A temporada da SLS (Street League Skateboarding, liga mundial de skate street) começou bem para Rayssa Leal (foto). Neste sábado (3), a brasileira de 17 anos conquistou a etapa de Miami, que abre o calendário da competição.
Nos Estados Unidos, Rayssa – duas vezes medalhista olímpica na modalidade – sagrou-se campeã pela quarta vez nas últimas cinco edições da etapa de Miami.
Na final, a brasileira encarou quatro skatistas japonesas e uma australiana.
Rayssa somou 32,1 pontos, deixando para trás, no pódio, a australiana Chloe Covell e a japonesa Coco Yoshizawa.
Entre os homens, outro brasileiro teve bom desempenho. Felipe Gustavo, numa final de alto nível, terminou na terceira colocação, com o somatório de 36,5. Na frente dele, ficaram o americano Nyjah Houston (36,8) e o português Gustavo Ribeiro (36,7).
O Flamengo surpreendeu a Ferroviária e derrotou a adversária em plena Fonte Luminosa por 2 a 1, na manhã deste domingo (4), em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil. O triunfo da equipe carioca representou a primeira derrota das Guerreiras Grenás no campeonato e a possibilidade de perda da liderança na tabela.
A equipe paulista tem os mesmos 20 pontos do Cruzeiro, que ainda vai entrar em campo na rodada (encara o Real Brasília nesta segunda na conclusão da 9ª rodada). Já o Flamengo, com 14 pontos, ocupa a sexta colocação no momento. Todos os gols do jogo foram marcados no segundo tempo, com Cristiane e Gláucia abrindo a vantagem para a equipe carioca e Nat Vendito diminuindo para a Ferroviária.
No primeiro tempo, a melhor chance caiu nos pés de Fernanda. A atacante do Flamengo, no entanto, não estava preparada para a tentativa falha de corte da defesa adversária e acabou chutando para fora.
No início do segundo tempo, o Rubro-Negro foi fatal. Aos cinco minutos, Fernanda cruzou da direita e Cristiane, bem posicionada, cabeceou para vencer a goleira Luciana.
Praticamente na saída de bola, o Flamengo construiu a jogada do segundo gol. Novamente o cruzamento veio da direita e, após passar por toda a defesa grená, a bola chegou para Gláucia. A camisa 10 se jogou na bola e conseguiu desviar para o gol.
As Guerreiras Grenás passaram então a fazer uma blitz na área do Flamengo. No entanto, pararam na goleira Vivi Holzel ou na própria pontaria, desperdiçando diversas chances. Aos 52, enfim, Nat Vendito, de cabeça, conseguiu marcar. Porém, já era tarde para evitar a derrota.
Na próxima rodada, as duas equipes serão mandantes. O Flamengo recebe o Real Brasília, no sábado (10), enquanto a Ferroviária será anfitriã diante do Corinthians no dia seguinte.