Brasil sobe 47 posições em ranking de liberdade de imprensa

O Brasil deu um salto de 47 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), organização não governamental e sem fins lucrativos. A comparação é entre a posição de 2025, quando país ficou na 63º posição, e a de 2022. Segundo os pesquisadores, há um clima menos hostil ao jornalismo depois da “era Bolsonaro”.

O estudo define liberdade de imprensa como “a possibilidade efetiva de jornalistas, como indivíduos e como coletivos, selecionarem, produzirem e divulgarem informações de interesse público, independentemente de ingerências políticas, econômicas, legais e sociais, e sem ameaça à sua segurança física e mental”.

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Os números brasileiros, porém, estão entre as poucas melhoras nesse indicador de 2025. Seis em cada dez países caíram no ranking. Pela primeira vez na história do levantamento, as condições para o jornalismo são consideradas “ruins” em metade dos países do mundo e “satisfatórias” em menos de um em cada quatro.

A pontuação média de todos os países avaliados ficou abaixo de 55 pontos, o que qualifica a situação da liberdade de imprensa no mundo como “difícil”. Segundo a RSF, o ranking é um índice que mede as condições para o livre exercício do jornalismo em 180 países do mundo.

O índice tem cinco indicadores: político, social, econômico, marco legal e segurança. Com base na pontuação de cada um, é definida a pontuação geral por país. O indicador econômico foi o que mais pesou em 2025. O que significa falar em concentração da propriedade dos meios de comunicação, pressão de anunciantes ou financiadores, ausência, restrição ou atribuição opaca de auxílios públicos.

Segundo a RSF, os meios de comunicação estão divididos entre a garantia da própria independência e a luta pela sobrevivência econômica.

“Garantir um espaço de meios de comunicação pluralistas, livres e independentes exige condições financeiras estáveis e transparentes. Sem independência econômica, não há imprensa livre. Quando um meio de comunicação está economicamente enfraquecido, ele é arrastado pela corrida por audiência, em detrimento da qualidade, e pode se tornar presa fácil de oligarcas ou de tomadores de decisão pública que o exploram”, diz Anne Bocandé, diretora editorial do RSF.

“A independência financeira é uma condição vital para assegurar uma informação livre, confiável e voltada para o interesse público”.

Outros dados

Alguns países merecem destaque na pesquisa. Caso da Argentina, que ocupa a 87ª posição entre os 180 países. Segundo a pesquisa, há retrocessos pelas tendências autoritárias do governo do presidente Javier Milei, que estigmatizou jornalistas, desmantelou a mídia pública e utilizou a publicidade estatal como instrumento de pressão política. O país perdeu 47 posições em dois anos.

O Peru (130º) também foi um lugar em que pesquisadores identificaram que a liberdade de imprensa entrou em colapso, 53 posições a menos desde 2022. Os motivos apontados são assédio judicial, campanhas de desinformação e crescente pressão sobre a mídia independente.

Os Estados Unidos (57º) são marcados pelo segundo mandato de Donald Trump, que, segundo o levantamento,  politizou instituições, reduziu o apoio à mídia independente e marginalizou jornalistas. No país, a confiança na mídia está em queda, os repórteres têm enfrentado hostilidade e muitos jornais locais estão desaparecendo. Trump também encerrou o financiamento federal da Agência dos Estados Unidos para a Mídia Global (USAGM).

As regiões do Oriente Médio e Norte da África são consideradas as mais perigosas para os jornalistas no mundo. Destaque, segundo a RSF, para o massacre do jornalismo em Gaza pelo exército israelense. A situação de todos os países nessas regiões é considerada “difícil” ou “muito grave”, com exceção do Catar (79º).

Big Techs

A RSF pontua o papel das big techs nos problemas atuais. Diz que a economia de mídia é minada pelo domínio do GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) na distribuição de informações. O que significa falar em plataformas não regulamentadas, que capturam receitas de publicidade que sustentavam o jornalismo.

Os números de 2024 mostram que o gasto total com publicidade nas redes sociais alcançou US$ 247,3 bilhões, aumento de 14% em relação a 2023. A RSF aponta que elas também contribuem para a proliferação de conteúdos manipulados ou enganosos, tornando piores os fenômenos de desinformação.

Outro ponto de preocupação é a concentração de propriedade, que ameaça diretamente o pluralismo de imprensa. Em 46 países, a propriedade dos meios de comunicação está altamente concentrada — ou mesmo totalmente nas mãos do Estado —, segundo a análise dos dados do ranking.

Enem 2025: prazo para pedir isenção da taxa acaba nesta sexta

Os candidatos que têm direito a não pagar a taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 devem solicitar a isenção até as 23h59 (horário de Brasília) desta sexta-feira (2). O período foi prorrogado pelo Ministério da Educação (MEC) em 25 de abril.

Os pedidos devem ser enviados por meio da internet, na Página do Participante do exame, com o login do portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

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O mesmo prazo deve ser respeitado pelos participantes do Enem do ano passado que tiveram a gratuidade da taxa de inscrição, faltaram aos dias de prova, e, agora, desejam fazem novamente o Enem de graça. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação das provas, explica que a justificativa de ausência também deve ser feita na Página do Participante.

Quem tem direito

O Ministério da Educação (MEC) prevê a isenção da taxa de inscrição para pessoas:

  • matriculadas na 3ª série do ensino médio (neste ano de 2025), em escola pública;
  • que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em unidade de ensino privada;
  • em situação de vulnerabilidade socioeconômica e Integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • participantes do programa federal Pé-de-Meia.

Já as condições aceitas como justificava para ausência nos dias do Enem de 2024 incluem, entre outras:

  • assalto/furto;
  • acidente de trânsito;
  • morte na família;
  • maternidade e paternidade;
  • mudança de domicílio para acompanhamento de familiar;
  • privação de liberdade;
  • emergência/internação/repouso médico ou odontológico;
  • e trabalho ou atividade escolar.

O edital do Inep, que especifica as regras para justificativa, esclarece que as situações acima devem ter ocorrido nos dias de aplicação regular do exame (3 ou 10 de novembro de 2024) ou nas datas de reaplicação das provas (em 10 e 11 de dezembro de 2024).

Cronograma

O resultado da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2025 será publicado em 12 de maio.

Mesmo com a isenção confirmada pela equipe do Inep, o estudante precisará fazer a sua inscrição, no período a ser divulgado no futuro edital do Enem 2025.

O solicitante que tiver o pedido negado para justificativa de ausência no Enem 2024 ou para solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2025 pode entrar com recurso entre 12 e 16 de maio. O resultado final das contestação será conhecido em 22 de maio.

Os participantes que não solicitarem o recurso ou tiverem o pedido de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025 reprovado deverão fazer a inscrição conforme futuro edital do Enem 2025. Posteriormente, em período a ser definido, o custo de inscrição deverá ser pago para a pessoa ter a adesão confirmada.

O valor da taxa de inscrição ainda não foi divulgado, mas, na edição de 2024, foi de R$ 85. Dos 4,3 milhões de inscritos confirmados no Enem do ano passado, 63,6% foram isentos do pagamento da taxa de inscrição.

Kaio Jorge leva Cruzeiro à vitória na Copa do Brasil

Comandado por Kaio Jorge, o Cruzeiro derrotou o Vila Nova por 2 a 0, na noite desta quinta-feira (1) no estádio do Mineirão, e ficou perto de garantir a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil.

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Graças à vitória na ida da terceira fase, a Raposa pode até mesmo perder por um gol de diferença que avança na competição nacional. Já o Vila Nova precisa triunfar com uma vantagem de três gols na volta, no dia 22 de maio no Serra Dourada, para se classificar no tempo regulamentar.

A vitória do Cruzeiro foi construída toda na etapa inicial. O primeiro gol saiu aos 33 minutos, quando Kaio Jorge recebeu na intermediária adversária e partiu em velocidade. O atacante da Raposa se livrou do zagueiro Tiago Pagnussat e bateu na saída do goleiro Halls.

Três minutos depois, Gabriel Barbosa tocou para Kaio Jorge, que, com um drible seco, deixou Bernardo Schappo estatelado no chão antes de bater firme para fechar o marcador.

Outros resultados:

Operário 1 x 1 Vasco
Brusque 0 x 0 Athletico-PR
Santos 1 x 1 CRB
Criciúma 1 x 0 Bragantino
Botafogo-PB 0 x 1 Flamengo

Em jogo transmitido pela TV Brasil, Ferroviária e Flu ficam no 1 a 1

Em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil, a Ferroviária empatou em 1 a 1 com o Fluminense, nesta quinta-feira (1) no estádio de Moça Bonita, no Rio de Janeiro, para manter a liderança da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino.

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Com o final da 8ª rodada da competição nacional, as Guerreiras Grenás ocupam a ponta da classificação com os mesmos 20 pontos do Cruzeiro, que na última quarta-feira (30) ficou no 1 a 1 com o Flamengo. Já o Tricolor das Laranjeiras está na 8ª colocação com 12 pontos conquistados.

Aproveitando o fato de ter o mando de campo, o Fluminense começou melhor o confronto e, logo aos 3 minutos do primeiro tempo, conseguiu abrir o placar. Claudinha levantou a bola na área em cobrança de falta e Isabela marcou de cabeça. Mas, a partir daí, a Ferroviária melhorou e conseguiu igualar o marcador ainda antes do intervalo, aos 27 minutos graças a um chute da volante Cris que morreu no ângulo do gol defendido por Cláudia.

Outros resultados:

Bahia 1 x 0 Bragantino
Internacional 1 x 0 Real Brasília
Corinthians 2 x 0 Grêmio

Fim da escala 6×1 une movimentos no ato de 1º de Maio no Rio

O fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, foi o tema principal da manifestação de 1º de maio, pelo Dia do Trabalhador, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. O ato reuniu representantes de movimentos sociais, centrais sindicais e sindicatos, como o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Intersindical e a Força Sindical.

O coordenador nacional do Movimento VAT, Wesley Fábio, defendeu que o 1º de maio é um dia histórico e, por isso, o VAT entendeu que seria um dia de ir às ruas para exigir o fim dessa escala. O movimento tem a proposta de mobilizar os trabalhadores de forma nacional em favor da derrubada da escala 6×1, que prevê seis dias trabalhados e apenas um dia de folga semanal.

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“Os trabalhadores estão voltando a pautar os seus benefícios, aquilo que querem e o que de fato vai fazer diferença na vida deles. A gente acredita que essa manifestação vai dar uma resposta para o Congresso Nacional e para o Hugo Motta [presidente da Câmara dos Deputados], de que a classe trabalhadora está organizada e querendo o fim da escala 6X1. O Movimento VAT conseguiu unir diversas centrais sindicais, movimentos e partidos em prol de uma luta que é real, justa e urgente”, disse à Agência Brasil.

>>> PEC do Fim da Escala 6×1 continua fora da pauta da Câmara

 

Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6×1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Tomaz Silva/Agência Brasil

Para Roberto Santana Santos, da Central Intersindical da Classe Trabalhadora, o ato desta quinta-feira na Cinelândia marca o início de uma série de mobilizações nacionais pelo fim da escala 6X1.

“A gente compreende que só com mobilização, só estando nas ruas e praças, é que a gente vai conseguir ter força política para acabar com essa escala escravocrata que existe ainda hoje para milhões de trabalhadores do Brasil. É uma pauta que uniu todas as centrais sindicais, movimentos populares, organizações da classe trabalhadora, associação de moradores, ocupações. É um tema que ganhou as ruas e está presente nas redes. As pessoas estão discutindo o fim da escala 6X1 ”, contou à reportagem.

Odisséia Carvalho, integrante do Conselho Fiscal do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), lembrou que a igualdade salarial entre homens e mulheres, a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, proposta pelo governo federal, e a valorização do salário-mínimo também são pautas importantes neste Dia do Trabalhador.

“São lutas nossas. A gente não pode deixar de ter a garantia desses direitos e conquistar mais, porque a gente precisa lutar para ir em busca de mais direitos. Por isso, estamos aqui reunidos: partidos políticos, movimentos organizados, pessoas comuns”, afirmou à Agência Brasil.

O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Hugo Silva, destacou que a questão da redução da jornada é importante para o presente e o futuro dos estudantes, porque também toca a vida dos estudantes e da juventude do país que está inserida no mercado de trabalho informal, por não conseguir conciliar os estudos com as limitações impostas por uma escala com seis dias trabalhados e apenas uma folga.

“Muitas das vezes, essas pessoas estão na escola e saem para ir para o mercado de trabalho informal por causa dessa escala 6×1. Então, para nós, é fundamental lutar contra essa escala. A gente está falando aqui sobre a dignidade da vida humana, a dignidade da nossa juventude e de não ter tempo para estudar, conhecer a cidade, ter acesso à cultura e ao lazer”, disse em entrevista à Agência Brasil.

 

Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6×1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense Tomaz Silva/Agência Brasil

O bancário Marcelo Rodrigues da Silva, da Secretaria de Meio Ambiente da CUT-RJ, sublinhou que o ato ocorre em um dia histórico e de memórias, como a própria luta que culminou na criação da data. 

“A partir dali, em todo 1º de Maio, a gente comemora, mas trazendo sempre a história da luta. Para nós estarmos aqui hoje e podermos botar as nossas bandeiras, a gente lutou contra a ditadura. Para a gente estar aqui comemorando os avanços da classe trabalhadora, fizemos muitas passeatas, a luta dos negros, a de combate à homofobia e, atualmente, uma pauta muito importante para nós, que é a do meio ambiente”, pontuou.

O 1º de Maio começou com uma greve geral de trabalhadores em Chicago, nos Estados Unidos, em 1886. Eles defendiam a redução de jornada para 8 horas e melhores condições de trabalho. Confrontos com a polícia resultaram na prisão e morte de trabalhadores.

>>> Entenda as origens da luta que transformou o 1º de Maio em uma data global

O ato desta quinta-feira começou com uma batalhas de rimas e apresentações de poetas. Na sequência, houve discursos de integrantes de entidades representativas. O encerramento está previsto para às 20h. No entanto, a convocação do movimento Vida Além do Trabalho (VAT) inclui a sexta-feira (2), pedindo que todos permaneçam em casa em protesto pelo o fim da escala 6×1.

Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6×1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense.Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Moraes autoriza Collor a cumprir pena de 8 anos e 10 meses em casa

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quinta-feira (1º) prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Fernando Collor, autorizando o político a cumprir pena em casa.

Moraes atendeu a pedido da defesa, que alegou problemas de saúde crônicos como apneia do sono, doença de Parkinson e transtorno afetivo bipolar, além da idade avançada de Collor (75 anos). Segundo determinação do ministro, Collor deverá usar tornozeieira eletrônica e poderá receber visitas apenas dos advogados. 

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Na quarta (30), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deu parecer favorável à prisão domiciliar.

“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada”, escreveu.

O ex-presidente está preso há uma semana, depois de Moraes decidir que um último recurso da defesa, que questionava o cálculo da pena, tinha por objetivo apenas atrasar a prisão. O ministro então determinou a prisão imediata de Collor. Na segunda (28), por 6 votos a 4, a decisão foi referendada pelo plenário virtual do STF. 

O ex-presidente e ex-senador foi detido na sexta-feira (25) em Maceió pela Polícia Federal e levado para uma cela especial no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira.

Collor foi condenado pelo Supremo em 2023, quando recebeu a pena de 8 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em um processo que teve origem na Operação Lava Jato.

De acordo com os termos da condenação, o ex-presidente e ex-senador, na condição de antigo dirigente do PTB, foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões em vantagens indevidas de contratos da empresa. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2010 e 2014.

Exames

Na decisão desta quinta-feira, Moraes disse que a defesa apresentou vasta documentação e que a situação de saúde grave de Collor restou “amplamente comprovada”.

Relator da execução penal do ex-presidente, Moraes citou relatório médico assinado pelo neurologista Rogério Tuma e mencionou o envio pela defesa de 136 exames diversos, incluindo ressonâncias magnéticas transcranianas.  

“No atual momento de execução da pena, portanto, a compatibilização entre a Dignidade da Pessoa Humana, o Direito à Saúde e a efetividade da Justiça Penal indica a possibilidade de concessão da prisão domiciliar humanitária”, escreveu Moraes.

A decisão foi tomada “com a constatação real da presença progressiva de graves sintomas não motores e motores, inclusive histórico de quedas recentes”, complementou o ministro.

Ele indicou ter proferido decisões similares em ao menos outras sete execuções penais sob sua relatoria.

Saiba quem foi Collor

Fernando Collor de Mello foi eleito presidente da República em 1989, na primeira eleição direta para o cargo após a ditadura militar. Ele venceu sobre uma plataforma de combate aos “marajás”, apresentados como servidores públicos corruptos e com salários descomunais. 

Então com 40 anos de idade, o político nascido no Rio de Janeiro, filho do ex-senador alagoano Arnon de Mello, derrotou nomes como o do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-governadores Leonel Brizola e Mário Covas, além de figuras folclóricas da política nacional, como Paulo Maluf e Enéas Carneiro. 

O sucesso, porém, não se repetiu no governo Collor, que ficou marcado pela continuidade da hiperinflação, que chegou a 89% por mês, e por políticas econômicas desastradas, como o súbito confisco do dinheiro guardado pelos brasileiros na caderneta de poupança. A medida foi anunciada um dia após a posse, em 16 de março de 1990, como parte do Plano Brasil Novo, e foi explicada como um “bloqueio de liquidez” na economia. 

A ideia era reduzir a inflação retirando dinheiro de circulação, numa época em que a economia era muito mais baseada na troca de dinheiro em espécie. O confisco, contudo, provocou uma paralisação da economia e uma crise de confiança nos ativos financeiros. O resultado foi uma forte recessão econômica, com queda de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) apenas em 1990. Cerca de 30 anos depois, em 2020, Collor pediu desculpas públicas pelo confisco das poupanças. 

A partir da medida, o suporte eleitoral e político do governo Collor começou a se deteriorar. No terceiro ano de mandato, ele acabaria acusado de corrupção pelo próprio irmão, Pedro Collor de Mello, em uma entrevista de capa da revista Veja. 

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi formada e em seu relatório final concluiu que Collor havia se beneficiado diretamente de um esquema de desvio de verbas públicas e tráfico de influência montado pelo tesoureiro de sua campanha, PC Farias. 

O caso levaria o Congresso a aprovar o impeachment de Collor, que foi afastado do cargo em 30 dezembro de 1992. No dia anterior, ele tentou renunciar ao cargo, mas o ato não foi reconhecido pelos parlamentares.

Collor ficou inelegível até 2000. Depois disso, conseguiu se eleger senador por Alagoas, seu reduto político, em 2007. Nas eleições de 2022, o ex-presidente tentou se eleger governador do estado, mas acabou derrotado, ficando em terceiro lugar.

 

*Matéria atualizada às 18h52 para acréscimo de informações

Ato de sindicatos do ABC defende redução da jornada de trabalho

O Paço Municipal de São Bernardo foi o palco da manifestação do Dia do Trabalhador nesta quinta-feira (1º) por parte dos sindicatos da região, a maioria ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Com o slogan “1º de Maio no ABC: 100 anos de lutas e conquistas”. O evento começou por volta das 10h e está programado para encerrar às 19h.

Assim como em outros atos por São Paulo, as principais bandeiras dos trabalhadores foram o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

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No evento, o assessor do Sindicato dos Vigilantes de São Bernardo do Campo (SINDVIGSBC), Nelson Salazar, falou sobre a importância da sindicalização e da redução da jornada de trabalho.

“Nós temos que nos unir e acabar com esse capitalismo selvagem que vem amargando o trabalhador. Nós temos que ter redução da jornada de trabalho, pois chega de lucro para empresário e chega de doença para trabalhador. Quem não faz parte do sindicato não sabe que há 100 anos muitos trabalhadores tombaram para que a gente pudesse ter o trabalho de 8 horas”, disse o dirigente sindical.

O diretor administrativo e financeiro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Messias Damasceno, destaca que esta será uma oportunidade de celebração e reflexão sobre a importância das lutas trabalhistas ao longo da história. 

“É simbólico retomar o 1º de maio no ABC neste ano que celebramos o centenário desta data tão simbólica para os trabalhadores no Brasil. Vamos unir os sindicatos da região do ABC para marcar a data junto à comunidade da região, com nossas pautas de luta e shows que celebram a cultura e diversidade da classe trabalhadora”.

A presidenta do Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro-ABC), Edilene Arjones, ressaltou o papel das mulheres no mundo do trabalho. 

“Nós estamos vindo de campanhas salariais extremamente difíceis, mas estamos galgando nossas vitórias. Fortaleçam seus sindicatos de todas as categorias. Eu peço a vocês uma salva de palmas para as mulheres trabalhadoras, professoras e professores, que movimentam esse país”, disse Edilene.

Ministros

Os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, e do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, estiveram na manifestação do ABC. Eles também participaram mais cedo do ato na Praça Campos de Bagatelle, em São Paulo

Macedo mencionou as pautas da valorização do salário mínimo, com ganhos acima da inflação do período, da isenção do IR até R$ 5 mil mensais e a igualdade salarial entre homens e mulheres.

“Hoje é um dia de celebração, de comemorar as lutas e conquistas históricas dos trabalhadores, principalmente as que vieram nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele veio do chão da fábrica e tem compromisso com toda a classe trabalhadora”, comentou o ministro.

O ministro Luiz Marinho, que já foi prefeito de São Bernardo, destacou a importância da pauta de reivindicações da classe trabalhadora e disse que recebeu a lista dos sindicatos nesta semana. 

“Algumas pautas do governo Lula já atendeu, como a valorização do salário mínimo”, completou.

Marinho ressaltou ainda que o projeto de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil está no Legislativo. O ministro afirmou que é possível a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. 

“É uma jornada muito desgastante, principalmente para as mulheres que têm dupla jornada, como trabalhar e cuidar da casa”.

Shows 

Ao longo do dia, a plateia que foi ao ato pôde acompanhar uma série de shows, como o projeto social Samba de Luz e Tiee, além de Pixote, Fernando e Sorocaba e Mc Hariel previstos para se apresentarem ao final da manifestação, que será fechada pelo cantor Belo.

Para participar do ato, as pessoas doaram dois quilos de alimentos não perecíveis, destinados ao Fundo de Solidariedade de São Bernardo e outras entidades da região. Fazia nove anos que o tradicional ato do dia do trabalhador no ABC não acontecia no Paço Municipal.

 

*Com informações do estagiário Matheus Crobelatti, sob supervisão de Eduardo Luiz Correia

Osasco garante título da Superliga Feminina de vôlei

O Osasco garantiu o título da Superliga Feminina de vôlei após derrotar o Sesi-Bauru por 3 sets a 1 (parciais de 24/24, 19/25, 28/26 e 25/20), na tarde desta quinta-feira (1) no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, diante de 10.352 pessoas.

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Esta é a sexta oportunidade na qual o Osasco conquista o título da competição, após ficar com o troféu nas temporadas 2002/2003, 2003/2004, 2004/2005, 2009/2010 e 2011/2012.

O destaque do Osasco na decisão desta quinta-feira foi a campeã olímpica Natália Zilio. A ponteira, que contribuiu com 25 pontos na partida final, foi escolhida a MVP (jogadora mais valiosa) da competição.

Com o triunfo desta quinta, o time comandado pelo técnico Luizomar de Moura garantiu a terceira conquista consecutiva sobre o Sesi em uma decisão, após o Osasco ficar com os títulos da Copa Brasil, em fevereiro de 2025, e do Campeonato Paulista, em outubro de 2024.

Cantora Nanna Caymmi morre aos 84 anos no Rio de Janeiro

A cantora Nana Caymmi, 84 anos, morreu nesta quinta-feira (1º) no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada por seu irmão Danilo Caymmi. Nana estava internada na clínica São José, em Botafogo, zona sul da capital carioca, onde deu entrada em agosto do ano passado para tratar de uma arritmia cardíaca.

“É com muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi. Estamos, lógico, muito chocados e tristes na família, mas ela também passou nove meses de sofrimento em hospital, UTI. Um processo muito doloroso, várias comorbidades”, disse Danilo em vídeo postado nas redes sociais.

Danilo também pediu para que o comunicado sobre o falecimento de Nana fosse difundido aos fãs da cantora no país inteiro.

“O Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim”.

Com uma voz diferenciada e estilo inconfundível, Dinahir Tostes Caymmi, ou simplesmente Nana Caymmi, refletia o talento de toda uma família musical: filha do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris. Ela iniciou a carreira artística em 1960.

Ao total, gravou 27 discos, sendo dois deles ao vivo.

Logo cedo, conquistou um lugar de destaque no mundo da música, dentro e fora do Brasil. Entre seus sucessos, estão “Só Louco”, “Não se Esqueça de Mim”, “Cais”, “Resposta ao Tempo” e “Ponta de Areia”.

Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos. Em 2019, gravou um disco com a obra de Tito Madi, e, no ano seguinte, outro com canções de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Em 2024, voltou a gravar, ao lado do cantor e violonista Renato Braz, uma faixa do disco Canário do Reino, em homenagem a Tim Maia.

Em agosto do mesmo ano, foi internada em um hospital para tratar de uma arritmia cardíaca onde permaneceu pelos últimos meses.

 

*Com informações da Radioagência Nacional 

Carioca de 14 anos conquista Mundial sub-17 de levantamento de peso

A carioca Isanelly Cristina deu prova de que é um dos nomes mais promissores do levantamento de peso brasileiro ao conquistar, com apenas 14 anos de idade, o título no Mundial sub-17 de Levantamento de Pesos, oportunidade na qual estabeleceu um novo recorde mundial no arremesso.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por CBLP – Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos (@cblpoficial)

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O feito foi alcançado na última quarta-feira (30) em Lima (Peru), quando a brasileira levantou 77 quilos no arremesso, estabelecendo o recorde, e conseguiu 57 quilos no arranco, somando o total de 134 quilos.

Os 77 quilos no arremesso não são novidade para Isanelly, marca que ela já alcançou no dia 18 de outubro do ano passado no Campeonato Brasileiro Sub-17, no Centro de Referência Esportiva da Mangueira, no Rio de Janeiro. Porém, a competição não era homologada pela Federação Internacional de Levantamento de Pesos para recordes mundiais. Desta vez, não teve jeito. O mundo conheceu Isanelly definitivamente.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por International Weightlifting Federation (@iwfnet)

“Estou muito feliz, pois não imaginava que seria uma experiência tão boa. Adorei a estrutura do lugar, é tudo muito bonito. Eu tenho que agradecer a Deus, primeiramente, porque estou aqui. E só comemorando, estou muito feliz com esse recorde mundial. Eu tinha em pensamentos, somente. Mas esperar, esperar, não esperava”, declarou a jovem atleta.

Nunes Marques suspende decisão do TRE que afastou prefeito de Barueri

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nunes Marques suspendeu nesta quinta-feira (1º) decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo que determinou a cassação imediata dos mandatos do prefeito de Barueri (SP), Beto Piteri (Republicanos), e da vice-prefeita, Dra. Claudia (PSB), por uso indevido dos meios de comunicação social.

“Nos autos, verifica-se que o ato tido como coator – acórdão proferido pelo TRE/SP – aparenta estar em dissonância de precedentes desta Corte segundo os quais as decisões das Cortes regionais que importem na cassação de diploma de candidato eleito nas eleições municipais devem ser cumpridas após o esgotamento das instâncias ordinárias, ressalvada a obtenção de provimento cautelar perante a instância extraordinária”, disse o ministro na decisão.

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Nunes Marques ainda destacou que o TSE é a instância de julgamento final para indeferimentos de registro de candidatura. 

“Rememoro o entendimento de que o TSE é a instância final para executar decisão de indeferimento de registro de candidatura”, disse o ministro. 

O caso ainda deverá ser analisado pelo plenário do TSE.

Defesa

O advogado do prefeito, Rafael Carneiro, disse em nota que ministro Nunes Marques reconheceu a prematuridade da cassação, uma vez que o caso ainda passará por análise do Tribunal Superior Eleitoral. 

“Garantiu-se, assim, a manutenção dos gestores no cargo, preservando-se a normalidade administrativa no município e o resultado da soberania popular”, destacou a defesa.  

Movimentos pressionam por debate da redução da jornada no Congresso

O Dia do Trabalhador, celebrado nesta quinta-feira (1º), foi marcado por atos em diversas cidades brasileiras para pedir o fim da escala 6×1, regime que prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso e que está em vigor no país.

As manifestações, articuladas por organizações populares, partidos políticos e pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), ocorreram em paralelo aos tradicionais atos das centrais sindicais, que também abordaram o tema, combinado com a reivindicação histórica pela redução da jornada semanal de trabalho, que atualmente é de 44 horas.

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O tema da escala 6×1 ganhou impulso no ano passado, a partir de forte mobilização nas redes sociais, capitaneada principalmente pelo VAT, gerando amplo debate na sociedade e nos meios de comunicação. Há cerca de dois meses, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala e reduz a jornada semanal de 44 para 36 horas, foi protocolada na Câmara dos Deputados . O texto é de autoria da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), mas, desde então, a tramitação não avançou.

Em Brasília, organizações distribuíram panfletos na entrada da estação central do metrô, na Rodoviária do Plano Piloto, o maior terminal intermodal de transporte público do Distrito Federal e da região Centro-Oeste.

Brasília (DF), 01/05/2025 – Gabriel Land participa de ato do Dia do Trabalhador, que pede o fim da escala 6×1. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Para Gabriel Land, militante do PCBR, o fim da escala beneficiaria os trabalhadores mais precarizados.

“Por outro lado, também existe uma série de movimentações que tentam jogar para o ano que vem, jogar como pauta eleitoral. Na nossa visão, é plenamente possível, ainda esse ano, botar pressão no Hugo Motta [presidente da Câmara dos Deputados] para encaminhar a PEC à CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], fazer isso ser aprovado na Câmara e terminar o ano com a proposta encaminhada ao Senado”, analisa.

“A redução da jornada de trabalho sempre foi uma pauta histórica dos trabalhadores e, nesse último período, com a luta pelo fim da escala 6×1, ela voltou à tona e acho que a gente ganhou força, incluindo greves em redes de supermercado, em fábricas. Agora é preciso continuar mobilizando, essa escala é muito desumana”, defende Giulia Tadini, presidente do PSOL no DF.

Brasília (DF), 01/05/2025 – Sara Lins destaca que mulheres são as mais prejudicadas pela atual escala de trabalho no país. Foto: José Cruz/Agência Brasil

“A população negra e as mulheres são os grupos mais penalizados por conta dessa escala 6×1, que acaba, na prática, sendo 7×0, porque ainda tem o trabalho doméstico para dar conta”, reforça Sara Lins, militante da Unidade Popular (UP) e integrante do Movimento de Mulheres Olga Benário.

Combate à desinformação

A influenciadora digital Andressah Catty, que reúne mais de 5,5 milhões de seguidores em plataformas como TikTok e Instagram, marcou presença no ato em Brasília. Ela tem sido uma das vozes de apoio ao fim da escala 6×1 nas redes sociais desde 2023.

Na sua avaliação, é preciso enfrentar o debate e rebater informações falsas associadas ao projeto por parte de seus opositores.

“Se tenta difundir a falsa ideia de que o fim da escala 6×1 vai quebrar o comércio, como foi na pandemia, que o microempresário seria prejudicado. Na verdade, estamos falando de grandes empresas, tipo shoppings e redes de supermercado [que aplicam essa escala]. E está mais do que provado que outros países, com a redução da escala de trabalho, tem mais qualidade de vida para o trabalhador, ele sai mais, gasta mais”, afirma.

Debate no Congresso

A PEC mais recente apresentada na Câmara altera o Inciso XII do Artigo 7º da Constituição brasileira, que passaria a vigorar com a seguinte redação: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

Para uma PEC ser aprovada na Câmara, são necessários os votos de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação.

Existem mais duas PECs que tratam da redução de jornada no Congresso Nacional. Uma delas (PEC 221/2019), apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe uma redução, em um prazo de dez anos, de 44 horas semanais por 36 horas semanais de trabalho sem redução de salário.

No Senado, tramita a PEC 148, de 2015, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas. O projeto começa com uma redução de 40 horas, diminuindo uma hora por ano até atingir as 36 horas semanais. A proposta está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que emite parecer sobre a constitucionalidade das medidas, mas ainda não foi analisada.

Em seu pronunciamento para o Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a proposta do fim da escala 6×1 seja amplamente discutida, incluindo a redução da jornada de trabalho.

“Está na hora de o Brasil dar esse passo ouvindo todos os setores da sociedade para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou em rede nacional.

Governo define lotação de 370 aprovados no CNU

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definiu os locais de lotação dos primeiros 370 aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CNU), realizado em 2024.

Os cargos autorizados e a distribuição das vagas estão descritas em portaria 3.064/2025 publicada nesta quarta-feira (30) pela pasta.

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Os aprovados para as vagas listadas irão compor o quadro funcional do Ministério da Gestão para atuar em diversos estados e no Distrito Federal. A maioria das oportunidades está concentrada em Brasília, cidade-sede do MGI:

Autorização de provimento

Na última sexta-feira (25), o governo federal já havia publicado a portaria que autoriza a convocação de mais de 4,3 mil aprovados em cargos que não têm o curso de formação inicial como etapa do certame.

Com a autorização dada pelo governo federal, 16 órgãos federais, entre eles o próprio MGI, têm a responsabilidade de fazer a nomeação e dar posse aos novos servidores. A expectativa do Ministério da Gestão é que essas nomeações sejam publicadas ainda em maio.

Já os cerca de 2,3 mil candidatos participantes dos nove cursos de formação inicial do chamado Enem dos Concursos ainda precisam ser aprovados nas provas objetivas desta última etapa do certame para terem seus resultados homologados pelo governo federal. A terceira e última etapa do CNU tem caráter classificatório e eliminatório.

CNU 2

Logo após ser publicada a autorização para provimento de vagas da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), a segunda edição do certame foi anunciada na segunda-feira (28). O futuro CNU 2 oferecerá 3.352 novas vagas distribuídas em 35 órgãos da administração pública federal.

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, adiantou que, do total de vagas, 2.180 são para convocação imediata, sendo 1.672 de nível superior e 508 de nível intermediário. As demais vagas (1.172) serão para formação de cadastro reserva de nível superior.

RS: Justiça define indenização a trabalhadores resgatados de vinícolas

O juiz Silvonei do Carmo, da 2ª Vara do Trabalho de Bento Gonçalves (RS), condenou a empresa Fênix Serviços Administrativos ao pagamento de R$ 3 milhões em danos morais a 210 trabalhadores flagrados, em fevereiro de 2023, em condições análogas à escravidão na colheita de uva para as vinícolas Aurora, Garibaldi e Salton. A terceirizada ainda pode recorrer da decisão.

O magistrado atendeu ao pedido do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS), que acusou a empresa, seu dono, Pedro Augusto de Oliveira Santana, outras pessoas jurídicas do mesmo grupo econômico e ainda sócios e gestores de cometerem diversas irregularidades que caracterizam as condições análogas à escravidão.

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Entre as práticas ilegais, os promotores apontaram: aliciamento e tráfico de pessoas, contratação e manutenção dos vínculos de emprego mediante fraude e coação, condição degradante no alojamento e pelo fornecimento de comida estragada, retenção de salários e servidão por dívida, jornada exaustiva, agressões, retenção de documentos.

As vinícolas envolvidas não foram condenadas por terem assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que se comprometeram a pagar R$ 7 milhões em indenizações.

Entenda

O caso veio à tona em fevereiro de 2023, quando uma operação do Ministério Público do Trabalho (MPT) em conjunto com a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou 207 trabalhadores, que foram encontrados em condições degradantes em um alojamento superlotado, sujo e sem portas no banheiro.

A diligência foi montada após três trabalhadores terem escapado do alojamento em que se encontravam e pedido ajuda a policiais rodoviários das proximidades. Além das condições degradantes, eles relataram sofrer com agressões com armas de choque e spray de pimenta, sendo impedidos de deixar o local.  

Após as investigações, foi constatado que os trabalhadores haviam sido aliciados na Bahia para trabalharem na colheita da uvas, em troca de R$ 2 mil líquidos por 30 dias. Uma vez no Rio Grande do Sul, contudo, as pessoas eram submetidas a um regime de servidão por dívida, típico de formas mais modernas de escravidão e tráfico de pessoas.

Os salários eram descontados dos custos da viagem e do aluguel do alojamento, que não tinha manutenção regular e apresentava instalações insalubres, com ausência de portas nos banheiros, por exemplo. Os trabalhadores relataram ainda agressões físicas.

Os trabalhadores eram também submetidos a jornadas exaustivas, superiores a 12 horas por dia, e recebiam com frequência marmitas às 5h da manhã para serem consumidas na hora do almoço em meio às parreiras, sem condições de conservação e higiene. As refeições com frequência azedavam, segundo apurou o MPT.

Agência Brasil tenta contato com a defesa da Fênix Serviços Administrativos e seu proprietário.

Candidatura Rio-Niterói entra oficialmente na disputa pelo Pan 2031

A Organização Desportiva Pan-Americana (Panam Sports) oficializou nesta quinta-feira (1º) a candidatura conjunta das cidades do Rio de Janeiro e Niterói a sede dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de 2031.

Também foi certificada a única concorrente, a capital paraguaia, Assunção

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O presidente da Panam Sports, o chileno Neven Ilic, disse que a organização está feliz e orgulhosa com as duas opções

“Não só cumprem os requisitos de cidade-sede, como também evidenciam uma paixão e motivação de suas autoridades, que são muito importantes para esses processos”, declarou.

As duas candidatas entregaram os dossiês com os requisitos exigidos pela Panam Sports. Nos próximos dias, uma comissão de avaliação será formada para revisar esses documentos.

A escolha será feita por meio de uma eleição, que também terá os detalhes informados pelo Comitê Executivo da Panam Sports nos próximos dias. 

O colégio eleitoral da Panam Sports é formado por um total de 41 comitês olímpicos nacionais, que totalizam 53 votos ─ países que já organizaram a competição têm direito a dar dois votos.

O Brasil já sediou o Pan em 1963 (São Paulo) e 2007 (Rio de Janeiro) e tem direito a dois votos. Já o Paraguai busca ser sede pela primeira vez

Experiência do Rio ajuda

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, destacou que a experiência da capital fluminense, sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, ajuda a reforçar a candidatura. 

“Mas também queremos aprender com todas as nações das Américas, ouvir sugestões e partilhar conhecimentos. Dessa maneira, organizaremos Jogos grandiosos não só para os cariocas, para o povo brasileiro, mas também para todos no continente”, afirmou.

Já o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, promete “um legado de infraestrutura urbana, esporte e mobilidade que vai ultrapassar as cidades-sede e se estender para toda a região metropolitana”.

“Antes mesmo dos Jogos Pan-Americanos, lançaremos o Time Rio-Niterói, um programa de apoio aos atletas que tem o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e engloba todo o Estado do Rio. Além disso, vamos fazer cinco Ginásios Educacionais Olímpicos em Niterói”.

Detalhes da candidatura

Rio e Niterói precisaram apresentar detalhes que são previstos para a realização das competições, que terão 38 modalidades distribuídas por 57 disciplinas. Também foram informadas as datas previstas:

  • Abertura dos Jogos Pan-Americanos: 8 de agosto de 2031
  • Encerramento dos Jogos Pan-Americanos: 24 de agosto de 2031
  • Abertura dos Jogos Pan-Americanos: 7 de setembro de 2031
  • Encerramento dos Jogos Pan-Americanos: 16 de setembro de 2031

O dossiê de candidatura apresentado pelas cidades fluminenses prevê a necessidade de que sejam investidos US$ 667 milhões, ou R$ 3,8 bilhões.

No documento, os organizadores afirmam que os três níveis de governo ─ municipal, estadual e federal ─ estão comprometidos com os custos iniciais da candidatura.

“Se confirmada como sede, o comitê organizador de Rio-Niterói assumirá a responsabilidade por desenvolver um plano de negócios que assegure financiamento privado significativo e reduza o impacto financeiro nos entes públicos”, complementa. 

As cidades também já preveem cinco zonas que receberão os eventos: Barra da Tijuca, Copacabana, Deodoro e Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e Niterói.

No caso do futebol, além do Maracanã, haverá jogos em Belo Horizonte (Estádio Mineirão), Brasília (Estádio Mané Garrincha), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Arena Itaquera).

Uma das estruturas mais importantes da competição é a vila dos atletas, que, no caso da proposta Rio-Niterói, será formada por sete torres residenciais, com 2.083 apartamentos de dois e três quartos para atender a 7.500 atletas e 2.800 oficiais.

A vila está programada para ser erguida na zona portuária do Rio, região que tem recebido investimentos imobiliários em grande escala.

Uma das provas mais tradicionais entre os esportes olímpicos, a maratona está prevista para cruzar a Ponte Rio-Niterói, com largada no Caminho Niemeyer, na cidade sorriso, e chegada na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio. 

RS: governo federal dá incentivo para construção de casa em 10 meses

Após destinar mais de R$ 111 bilhões em recursos para a reconstrução do estado do Rio Grande Sul, atingido por enchentes catastróficas em maio do ano passado, o governo federal tenta agora fazer com que as obras sejam concretizadas, especialmente as moradias e os equipamentos públicos, como escolas e postos de saúde. 

>> Confira a cobertura completa que marca 1 ano das chuvas no Rio Grande do Sul

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O trabalho é conjunto, porque prefeituras e governo do estado precisam encaminhar laudos técnicos e projetos. Em entrevista à Agência Brasil, o secretário da Casa Civil para o apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul, Maneco Hassen, explicou o estágio atual de gestão dos trabalhos no estado.
Canoas – Cerca de 240 pessoas atingidas pela cheias de abril e maio de 2024 continuam em centro humanitário de acolhimento – Joédson Alves/Agência Brasil

“Hoje, nós temos três focos principais. Um, obviamente, é a habitação, que é o principal, mais da metade do nosso tempo é isso. Dois, são os planos de trabalho dos municípios com a Defesa Civil, Ministério da Saúde, Ministério da Educação, especialmente esses três ministérios. Já tem mais de 1 mil obras autorizadas para os municípios, como reconstrução de uma escola, de uma creche, de um posto de saúde, estrada, ponte. E terceiro, são as obras de proteção à região metropolitana, o fundo de R$ 6,5 bilhões com recursos depositados”, explicou.

No caso das moradias, o governo federal autorizou a construção de 7,4 mil imóveis em conjuntos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Nenhuma dessas obras está concluída, mas a ideia é que parte delas seja entregue em até 10 meses, por meio de bônus contratual.  

“[Para] aqueles que já foram autorizados a iniciar a obra, o prazo é um ano, um pouco mais. Mas se as construtoras terminarem em dez meses, [haverá um] plus de 5% no valor. A gente colocou esse incentivo para estimular a rapidez, né, mas a previsão é cerca de um ano”, observou. 

A demanda estimada do governo federal é que seja necessária a construção de 22 mil imóveis para reassentar as famílias atingidas no Rio Grande do Sul.

Arroio do Meio – No bairro de navegantes, próximo ao Rio Taquari, as residências foram totalmente destruídas pelas cheias do ano passado – Joédson Alves/Agência Brasil

Novo ritmo

Enquanto as novas moradias estão em construção, Maneco Hassen aposta na Compra Assistida, uma modalidade criada pelo governo federal que libera R$ 200 mil para beneficiários comprarem uma casa em qualquer cidade do estado, fora das áreas de risco. 

Apesar de ser uma opção alternativa, a medida ganhou fôlego nas últimas semanas, com a assinatura de 1,5 mil contratos.

“Depois que a gente alinhou os processos, e que as prefeituras conseguiram nos enviar a maioria dos cadastros e dos laudos comprovando a destruição do imóvel, o programa ganhou ritmo e a gente, tem toda semana, feito atos de entrega pelo Rio Grande do Sul.”

Caso a caso

Cruzeiro do sul – Moradias temporárias na parte alta do morro onde será construído o novo bairro Passo Estrela – Joédson Alves/Agência Brasil

Sobre as obras estruturais nos municípios, como escolas, creches, unidades de saúde, estradas e pontes, Maneco Hassen disse que a maioria ainda não foi iniciada e, por isso, a pasta tem atuado em atendimentos individualizados.

“Há 60 dias, a gente se reuniu na secretaria e, durante três dias, atendemos 120 municípios em momentos separados, para entender porque não andava e como é que a gente pode ajudar a acelerar. E esse é um trabalho que a gente continua fazendo”, garantiu o secretário.

Fundo de adaptação

Em relação às obras de proteção contra enchentes na região metropolitana, Maneco disse que a pasta segue “cobrando” o governo do estado para atualizar os projetos e poder acessar os recursos destinados. 

O atraso nessas atualizações gerou um impasse no andamento das obras, cujos recursos estão parados no Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), criado no fim do ano passado.
 

 

 

Porto Alegre: “Não se faz casa da noite para o dia”, diz prefeito

O prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo (MDB), avaliou que o principal desafio de Porto Alegre – um ano depois das enchentes que causaram uma catástrofe sem precedentes no Rio Grande do Sul – é garantir as residências definitivas de quem perdeu um teto para morar

“A questão habitacional vai ser a mais desafiadora, porque não tem casa da noite para o dia”, afirmou em entrevista à Agência Brasil e à Rádio Nacional em seu gabinete, na última semana.

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Segundo ele, a prefeitura já emitiu cerca de 9 mil laudos que atestam a perda de casas e cadastrou mais da metade delas para que as famílias atingidas consigam acessar programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida e o Compra Assistida. 

Essas duas modalidades são projetos tocados pelo governo federal. No caso do Compra Assistida, que concede até R$ 200 mil ao beneficiário para a compra de um imóvel, o prefeito diz que cerca de 1 mil contratos foram assinados na capital, mas a burocracia atrasa parte dessas entregas e muitas famílias não se adaptam a essa modalidade.  

“Imagina uma família que mora no Sarandi, que mora nas ilhas do Delta do Jacuí. A vida dessa família, que nasceu ali, recicla lixo, que nunca pagou água, luz, condomínio, e agora recebe um apartamento pelo Compra Assistida, e vai ter que pagar água, condomínio. Essa família não se adapta à situação. Tu tem que ter uma outra solução, que é a solução do Minha Casa Minha Vida, mais vai levar anos para resolver”, apontou.

“E aí tu tem um outro desafio, que é desmanchar essas residências [interditadas] imediatamente, senão outras pessoas entram nessas residências e você continua com aquele problema que tinha antes”.

Enquanto isso, uma das alternativas provisórias tem sido o aluguel social. Segundo o prefeito, em Porto Alegre cerca de 3,5 mil pessoas estão nessa situação. Elas recebem R$ 1 mil por mês para pagar por moradia.  

Diques e casas de bomba

Porto Alegre – Serviço de manutenção em uma das comportas e casa de bomba de drenagem de água que cercam o rio Guaíba – Joédson Alves/Agência Brasil

A maior tragédia climática da história do estado acabou revelando uma grande fragilidade do sistema de proteção contra inundações da cidade, finalizado no início da década de 1970, e que conta com cerca de 60 quilômetros (km) de diques e barragens, e 23 casas de bomba de águas pluviais

A manutenção desse sistema é uma responsabilidade da prefeitura. Questionado sobre o que a gestão tem feito para corrigir essas vulnerabilidades, Melo afirmou estar trabalhando com especialistas e enumerou algumas medidas.  

“A gente ouviu muita gente, os [técnicos] holandeses estiveram aqui voluntariamente, ouvimos o Instituto de Pesquisa Hidráulica do Rio Grande Sul, ligado à Universidade Federal. O primeiro passo é botar o sistema velho de pé. Fazer as casas de bomba funcionarem, ter o geradores [de energia] que não tinham, altear os seus painéis elétricos, para em caso de chuva não ser atingido“, citou.

Porto Alegre – Uma das 14 comportas da capital gaúcha que cercam o Rio Guaíba com sacos de areia de improviso – Joédson Alves/Agência Brasil

Sobre os diques, mencionou as obras de reforço nas estruturas do bairro Sarandi, na região norte da capital. Um desses diques está 80% concluído, mas nos demais, as obras estão paralisadas por decisão judicial frente a necessidade de remoção de famílias que vivem próximas a essas barragens. Já as obras em outros diques ainda não têm previsão de início.

“Você vai ter que ter moradia para 400 famílias, porque tu não refaz aqueles diques se tu não acolher aquelas famílias”, disse Sebastião Melo.

O prefeito também voltou a dizer que as causas do alagamento não foram as casas de bombas, que ficaram sem funcionar durante as enchentes: 

“Elas foram invadidas pelas águas, assim como as casas, as avenidas, como as empresas foram invadidas. A casa de bomba tem lá seus 3, 4 ou 5 metros de altura e os painéis [eletrônicos] todos foram invadidos [pela água] e também faltou energia. Foi a falta de proteção de diques, os 20 lugares que entraram água é que foram as razões do alagamento, não as casas de bomba. Mas todas elas estão funcionando hoje.”

Das 23 casas de bomba, 17 já têm geradores de energia, mas eles movem no máximo uma bomba por vez, ao passo que essas estações possuem ao menos quatro motores ou mais cada.

Sobre a comportas portuárias ao longo de diversos pontos do Guaíba, Melo defendeu a decisão do Departamento Municipal de Águas e Esgoto (Dmae), órgão da prefeitura, de fechar 7 das 14 existentes. 

Porto Alegre – Prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo, fala à Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

Até o momento, três já foram vedadas, e em outras quatro o serviço ainda será executado. As comportas que permanecerão ainda passarão por reformas.

“Essas comportas que nós estamos fechando não vão afetar a mobilidade da área portuária, porque ela praticamente não existe hoje. Então, em vez de tu manter um portão de ferro, nós tomamos a decisão de fechá-lo, mas nós estamos mantendo todas as comportas que são necessárias, que a mobilidade nos apresentou, esses não podem fechar. Essa decisão foi tomada numa base técnica de mobilidade urbana”, justificou.

Concessão do Dmae e plano diretor

Sebastião Melo também comentou o processo de privatização dos serviços de saneamento do Dmae, que está em discussão na Câmara dos Vereadores a partir da iniciativa do Poder Executivo, que apresentou o projeto no mês passado.

“[Sobre] a concessão dos serviços, vejo governos de diferentes partidos fazerem. Não é mais uma questão ideológica, mas de necessidade. Nós temos apenas 52% de esgoto tratado da cidade, isso não é possível.”

“Eu optei pelo modelo que eu penso que dá uma segurança jurídica enorme, que é manter a produção de água na mão do Dmae, 100% da produção da água, a drenagem urbana, não demitir nenhum funcionário público, eles serão repassados para essas funções. A parte do esgoto será a concedida. Eu nem precisaria mandar para os vereadores. A lei do marco regulatório estabeleceu, ela excepcionalizou, dizendo que, no caso de saneamento, os gestores estão autorizados a fazer concessão sem lei autorizativa. Mas em respeito à democracia, eu estou levando para a Câmara, vai ter um tempo para debater e eu vou respeitar a decisão”.

Melo afirmou que ainda este ano também enviará à Câmara o projeto que atualiza o plano diretor e zoneamento urbano da cidade. Ele defendeu a permanência de famílias em áreas de incidência de enchentes que estão consolidadas na mancha urbana há décadas.

“Estas áreas alagadas todas estão consolidadas ao longo dos últimos 60 anos. E muito consolidadas. Eu não tenho como, nesse momento, tomar decisão outra que não seja manter essas áreas. São milhares de pessoas que moram nelas, o que eu tenho que ter é um sistema de proteção de cheias que dê segurança para as pessoas. Esse é o caminho que nós optamos”, insistiu.

>> Confira a galeria de imagens feita pela Agência Brasil

 

Fundo para obras

Sebastião Melo também comentou as grandes obras para estruturar o sistema de proteção contra enchentes de toda a região metropolitana, a cargo do governo estadual. 

O assunto ganhou repercussão nos últimos dias em meio à pressão para que a gestão de Eduardo Leite acelere a atualização dos projetos. O governo federal abriu um fundo de R$ 6,5 bilhões para financiar essas obras, mas o recurso ainda não foi utilizado.  

“O governo estadual fez uma mesa de negociações, e ficou acertado que o governo federal criaria esse fundo, e estas obras que envolvem a bacia [hidrográfica] da região metropolitana serão realizadas pelo governo estadual. O governador abriu um processo para que os municípios se inscrevessem nesse Plano Rio Grande. Nós escrevemos vários projetos de proteção de cheias. Mas isso tá lá, nenhum foi autorizado ainda. Deve ter custo em torno de R$ 700 milhões. Tem agora essa governança, que não compete à prefeitura, mas o município se coloca ao lado para ajudar”.

Porto Alegre – Vista aérea de Porto Alegre que há um ano foi atingida por cheias sem precedentes no estado – Joédson Alves/Agência Brasil

Harmonia entre governos

Sobre a relação com os governo do estado e federal, o prefeito da capital gaúcha foi diplomático e criticou a “disputa política” no contexto da reconstrução.

“O mesmo povo que elege o presidente, elege o prefeito e o governador. Eu penso que, especialmente em uma crise, uma disputa política é terrível. Eu tenho uma relação boa com o governo federal, tenho uma relação boa com o governo estadual, e vou continuar nesse diapasão. Os três deveriam estar juntos, sempre a falar a mesma linguagem, porque o povo não entende o que é federal, estadual, municipal. Ele quer ver isso ser resolvido. A crise nos traz dores e perdas, mas nos traz a oportunidade de fazer um Rio Grande melhor, uma cidade melhor”, concluiu.

 

Prazo para pedir isenção de taxa do Enem 2025 termina nesta sexta

O prazo para os interessados solicitarem a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 termina às 23h59 (horário de Brasília) desta sexta-feira (2). 

Os requerentes devem fazer a solicitação eletronicamente no site da Página do Participante do exame, com o login do portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação das provas, esclarece que o mesmo período vale para aqueles participantes do Enem do ano passado que tiveram a gratuidade da taxa de inscrição, mas faltaram aos dias de prova e, agora, desejam fazem novamente o Enem de graça. A justificativa de ausência também deve ser feita na Página do Participante até 2 de maio.

Quem tem direito

O Ministério da Educação (MEC) prevê a gratuidade da taxa de inscrição para pessoas:

  • matriculadas na 3ª série do ensino médio (neste ano de 2025), em escola pública;
  • que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em unidade de ensino privada;
  • em situação de vulnerabilidade socioeconômica e Integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • participantes do programa federal Pé-de-Meia.

Já as condições para quem precisa justificar a ausência nos dias do Enem de 2024 incluem, entre outras: assalto/furto, acidente de trânsito, morte na família, maternidade e paternidade, mudança de domicílio para acompanhamento de familiar, privação de liberdade, emergência/internação/repouso médico ou odontológico, trabalho ou atividade escolar.

O edital do Inep, que especifica as regras para justificativa, esclarece que as situações acima devem ter ocorrido nos dias de aplicação regular do exame (3 ou 10 de novembro de 2024) ou nas datas de reaplicação das provas (em 10 e 11 de dezembro de 2024).

Cronograma

O resultado da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2025 será publicado em 12 de maio.

Mesmo com a isenção confirmada pela equipe do Inep, o estudante precisará fazer a sua inscrição, no período a ser divulgado no futuro edital do Enem 2025.

O solicitante que tiver o pedido negado para justificativa de ausência no Enem 2024 ou para solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2025 pode entrar com recurso entre 12 e 16 de maio. O resultado final das contestação será conhecido em 22 de maio.

Os participantes que não solicitarem o recurso ou tiverem o pedido de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025 reprovado deverão fazer a inscrição conforme futuro edital do Enem 2025. Posteriormente, em período a ser definido, o custo de inscrição deverá ser pago para a pessoa ter a adesão confirmada.

O valor da taxa de inscrição ainda não foi divulgado, mas, na edição de 2024, foi de R$ 85. Dos 4,3 milhões de inscritos confirmados no Enem do ano passado, 63,6% foram isentos do pagamento da taxa de inscrição.

Homicídios de jovens cresceram 280% no distrito da Sé em uma década

Um levantamento da Rede Nossa São Paulo aponta que a Sé é o distrito mais violento da capital paulista para os jovens. Dos 96 distritos avaliados, a Sé registrou aumento de 280% na taxa de homicídio juvenil em uma década – calculado com base em pessoas com idade entre 15 e 29 anos. O índice é oito vezes superior à média do município.

No período de 2010 a 2020, o total de óbitos no distrito subiu de 58,3 para 163,3 para cada 100 mil pessoas. Enquanto isso, a média dos demais distritos foi de 20,2 mortes para cada 100 mil habitantes

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A Sé também é o distrito com pior indicador de homicídios, 26,2 para cada 100 mil residentes. Os dados são do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM), vinculado à Coordenação de Epidemiologia e Informação, da Secretaria Municipal da Saúde.

Juntamente com a Sé, compõem a lista dos distritos com maior taxa de homicídio juvenil: Marsilac (162,6), Brás (130), Barra Funda (78,7) e São Miguel (50,3).

Essa edição do Mapa da Desigualdade, divulgado nessa quarta-feira (30), também mostra que 28 distritos não registraram nenhum caso desse tipo de crime em 2020, sendo vários deles pertencentes à região centro-sul da capital e de classes média e alta, como Pinheiros, Jardim Paulista e Vila Mariana.

Misoginia

Em relação às ocorrências de feminicídio, o distrito com pior resultado foi o da Barra Funda, com 18,65 casos para cada 10 mil mulheres residentes, com idade entre 20 e 59 anos. Além disso, os pesquisadores apuraram que 72 distritos não registraram casos.

A violência de gênero aparece, ainda, em outro recorte. Os especialistas da Rede Nossa São Paulo procuraram saber qual a distância média que as mulheres vítimas de agressões têm de percorrer para chegar a uma delegacia para prestar queixa ou pedir uma medida protetiva que impeça que os agressores se aproximem.

No caso do distrito de Pari, a distância é, em média, de 1,2 km, a menor verificada. Já as moradoras do Tremembé precisam enfrentar distância de 22,2 km.

Dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025, lançado pelo Ministério das Mulheres apontam que, em 2024, foram registrados 1.450 feminicídios e 2.485 homicídios dolosos (com a intenção de matar) de mulheres e lesões corporais seguidas de morte.

A 10ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, feita pelo Instituto DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), e divulgada em 2023, indicou que três a cada dez brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. Uma parcela de 36% declarou que, se testemunhasse um ato de violência contra uma mulher, denunciaria o agressor somente se não corresse risco e 33% das entrevistadas disseram que prestariam queixa formal apenas se a agressão fosse grave.

Desconhecimento de direitos básicos é desafio para trabalhadores

O desconhecimento dos direitos trabalhistas, previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ainda segue como um desafio para os trabalhadores. Pagamento correto de horas extras, os bancos de horas e normas de proteção à saúde e à segurança de quem trabalha, por exemplo, são alguns dos aspectos que geram dúvidas entre eles.

Muitos direitos que formam a base trabalhista continuam desconhecidos pela população em geral. “Há toda uma geração que não sabe o que é 13º salário; o que são férias e direito a pausas no trabalho”, afirmou o advogado José Eymar Loguercio, especializado em direito trabalhista e assessor jurídico de entidades sindicais.

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Loguercio acrescenta que o desconhecimento se estende a outros temas, como reajustes salariais, auxílio ou tíquete alimentação, planos de saúde ou auxílio-doença.

“Os sindicatos têm que furar a bolha da representação, buscar conversar e se aproximar das pessoas que estão em atividade, ou querendo entrar em uma atividade e não sabem sequer que são portadoras de direitos e que merecem respeito.”

No entanto, o advogado afirma que há dificuldades em “furar a bolha” diante do novo cenário das empresas e do mundo do trabalho como um todo.

“Os sindicatos se constituíram para organizar solidariedade em ambientes produtivos muito estruturados e hierarquizados, como eram as fábricas de antigamente ou os escritórios de negócios. Essa fábrica está cada vez menos estruturada e o trabalho cada vez mais realizado em tentáculos e por variadas formas”, disse.

O advogado Antonio Megale, assessor jurídico da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sócio da LBS Advogadas e Advogados, ressaltou outro ponto. 

“O que me chama muito a atenção, além do desconhecimento dos direitos garantidos em legislação, é o desconhecimento dos trabalhadores dos direitos garantidos em negociação coletiva, em acordo ou convenção coletiva de trabalho, assinado entre empresas e sindicatos.”

Os direitos menos conhecidos, segundo Megale, seriam aqueles ligados aos acidentes de trabalho. “Em caso de acidente na empresa, por exemplo, o próprio empregado pode emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A responsabilidade é da empresa, mas ele pode fazê-lo, ou o sindicato, no site ou aplicativo Meu INSS”, segundo o advogado.

Direitos

Para saber quais os principais direitos trabalhistas, o espaço do trabalhador no Ministério do Trabalho traz uma lista com explicações sobre cada um deles. Nele, o trabalhador conta com informações sobre o registro na carteira profissional (CTPS), pagamento de salário, férias, 13º salário, férias, vale-transporte, horas extras, entre outros. 

Conheça o pastor negro e gay que inspirou Lady Gaga em Born This Way

Um homem negro, gay e evangélico, intérprete de um dos principais hinos do movimento LGBTQIA+ dos Estados Unidos, foi a inspiração de Lady Gaga para compor um de seus trabalhos mais marcantes: a música Born This Way, que dá nome ao álbum que consolidou a diva pop como aliada da luta por liberdade sexual e de diversidade de gênero.

Nascido em Baltimore, no estado americano de Maryland, Carl Bean foi o fundador e arcebispo do Unity Fellowship Church Movement, um movimento evangélico de igrejas progressistas que surgiu em Los Angeles, na Califórnia, em 1982, e se espalhou pelos Estados Unidos, pregando como lema que “Deus é amor, e amor é para todos”.

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Antes de se dedicar ao sacerdócio, porém, ele foi um cantor de sucesso na Broadway, e o grande hit que marcou sua carreira foi a música I Was Born This Way (Eu nasci assim), escrita por Chris Spierer e Bunny Jones. Sucesso nas pistas de dança e rádios quando foi lançada, em 1978, pela gravadora Motown Records, a música também se consagrou como uma das primeiras canções que falam abertamente sobre o orgulho de ser gay.

>> Confira a tradução da música:

I was born this way (Eu nasci assim)

Eu estou andando pela vida
Disfarçado pela natureza, sim
Você ri de mim
E me critica, sim
Porque eu sou feliz
Despreocupado e gay
Sim, eu sou gay
Isso não é um defeito, é um fato:
Eu nasci assim
Agora, eu não vou te julgar
Então não me julgue
Somos todos do jeito
Como a natureza quis que fôssemos

[Refrão]
Eu sou feliz
Sou despreocupado
Sou gay
Eu nasci assim

Qualquer fã de Lady Gaga reconhece imediatamente que o hit Born This Way (Nasci assim, em inglês), lançado em 2011, bebeu dessa fonte. E é algo que a cantora faz questão de afirmar.

Born This Way, música e álbum, foram inspirados em Carl Bean, um ativista gay e negro que pregou, cantou e escreveu sobre ter nascido assim. Seu trabalho vem desde 1975, e 11 anos depois eu nasci. Obrigado por décadas de amor e bravura incansáveis, e por uma razão para cantar. Nós todos podemos sentir alegria, porque merecemos alegria. Porque merecemos o direito de inspirar tolerância, aceitação e liberdade para todos”, homenageou Lady Gaga.

Cantor, ativista e arcebispo

Bean foi criado por uma família evangélica em uma comunidade batista negra de Baltimore. “Ao descobrir que sentia atração por pessoas do mesmo sexo, não havia ninguém para lhe dizer que ele deveria honrar e valorizar sua homossexualidade, ninguém para afirmar que ele não estava em erro, que o amor de Deus não tem fronteiras”, descreve sua biografia na página do movimento Unity Fellowship Church.

Como muitos jovens LGBTQIA+, Carl Bean foi expulso de casa e tentou tirar sua própria vida. “Completamente devastado, Bean tentou suicídio aos 12 anos. Mas Deus o salvou, preparando-o para ajudar outros que são rejeitados e estigmatizados, outros que sofreriam dor, solidão e confusão ao serem informados de que não havia lugar para eles na igreja”, destaca a biografia.

Capa da autobiografia de Carl Bean – Foto: Simon & Schuster/Divulgação

Após a tentativa de suicídio, Bean conta em sua autobiografia, escrita em parceria com David Ritz, e também em entrevistas concedidas ao longo dos anos que o tratamento com psicoterapia permitiu que ele enxergasse a possibilidade de viver como um homem gay em vez de corresponder às expectativas da família.

Aos 16 anos, o menino que cantava na igreja batista se mudou para Nova York e entrou em um grupo de música gospel do Harlem, iniciando uma carreira musical que só seria interrompida anos depois, justamente após o lançamento da música que inspirou Lady Gaga. Mesmo tendo se declarado gay e orgulhoso na canção, Bean conta que foi pressionado pela gravadora Motown a cantar músicas de amor heterossexuais, para mulheres, por serem mais comerciais.

Foi nesse momento que ele deixou a vida de músico para trás e mergulhou de vez na de pastor e ativista pelos direitos dos homossexuais e de pessoas com HIV. Seu engajamento em pregar para gays negros e outras minorias foi o que culminou na fundação do movimento de igrejas progressistas.

“Independentemente de como você se identifica sexualmente dentro do arco-íris da sexualidade de Deus, saiba que você não está em erro. Homossexual, lésbica, bissexual, heterossexual, transexual… você não é um erro. Deus te fez do jeito que você é e Deus te ama exatamente assim. Então ame a si mesmo e saiba que você é muito especial!”, pregava Bean.

Proteção de minorias

Também foi sob a liderança de Bean que foi criado o Minority Aids Project (Projeto sobre Aids para Minorias), o principal ministério de alcance da Unity Fellowship of Christ Church. O MAP foi a primeira agência de serviço comunitário, sem fins lucrativos, dos Estados Unidos, a ser fundada e gerida por pessoas negras, com o objetivo de educar e servir comunidades raciais que continuam sendo desproporcionalmente infectadas e afetadas pelo vírus HIV/aids.

Segundo a biografia do arcebispo, Bean considerava que seu ministério sempre será um contínuo atendimento às pessoas com HIV e aids, aos estigmatizados por sua orientação sexual, aos marginalizados, aos pobres, aos imigrantes sem documentos, aos que entram e saem do sistema prisional e aos jovens que estão dentro e fora de gangues.

O ativismo e a liderança no acolhimento de minorias fizeram com que Bean e os projetos criados por ele recebessem prêmios e certificados de diferentes entidades e instituições públicas e da sociedade civil. Carl Bean morreu aos 77 anos, em 2011.

Ao noticiar a morte do arcebispo, a BBC resgatou declarações em que Bean se diz honrado por ter inspirado Lady Gaga.

“Eu senti que foi uma grande homenagem e a continuação do trabalho de salvar vidas. Vocês sabem, I Was Born This Way foi uma benção na minha vida. E está sendo uma benção, mais uma vez, para a vida de uma outra geração por meio do que a Gaga fez.”

 

Capa do álbum Born This Way, da cantora Lady Gaga – Foto: Universal/Divulgação

Justiça terá posto em Copacabana para atender público de Lady Gaga

O mega show da cantora Lady Gaga, neste sábado (3), na praia de Copacabana, contará com apoio do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 

Um posto do Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos será montado para atuar em conjunto com o Ministério Público, a Defensoria Pública e as polícias Civil e Militar para resolver com rapidez casos envolvendo o público que vai assistir ao espetáculo da artista.  

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A unidade móvel do Juizado ficará estacionada na Avenida Atlântica, em frente à Escola Municipal Doutor Cícero Penna e próxima da Rua República do Peru, para atendimento das infrações penais comunicadas pela polícia. 

O expediente terá início às 15h30 de sábado e a previsão é de que se estenda até a madrugada de domingo (4). 

O Juizado tem competência ampla de atendimento, exceto para os casos relacionados à infância, que deverão ser apresentados a delegacia de plantão no local para encaminhamento à Delegacia de Proteção à Infância e ao Adolescente (DPCA). 

Esquema

A expectativa é de que cerca de 1,6 milhão de pessoas compareçam ao show da cantora Lady Gaga, na Praia de Copacabana. A festa vai começar às 17h30, com apresentações de dois DJs no palco montado em frente ao Copacabana Palace. 

O show principal está previsto para começar às 21h15 e deve durar cerca de duas horas e meia. A Prefeitura do Rio montou uma estrutura ao longo da orla de Copacabana com 16 torres de delay (estruturas de telões, som e iluminação). 

O espaço contará com 500 cabines sanitárias, incluindo unidades adaptadas. Também foram instaladas estruturas específicas para Pessoas com Deficiência (PCD). 

Na área da segurança serão disponibilizadas 78 torres de vigilância para policiais militares, 150 detectores de metal do tipo raquete para apoio às revistas, 18 câmeras com tecnologia de reconhecimento facial posicionadas nos pontos de controle e a instalação de grades nas ruas transversais à orla, para controle de acesso ao evento.

Segundo a prefeitura, a passagem da estrela americana pela cidade deve proporcionar à economia carioca a movimentação de R$ 600 milhões.