Dia Mundial da Propriedade Intelectual é celebrado no Rio

Em celebração ao Dia Mundial da Propriedade Intelectual, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) promove, nesta quarta-feira (30), programação especial no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro (CCBB RJ).

Com entrada gratuita, o evento terá como tema “Propriedade Intelectual e a Música: Sinta o Ritmo da PI”, destacando como a criatividade e a inovação, respaldadas pelos direitos de propriedade intelectual (PI), mantêm o cenário musical dinâmico, diverso e acessível a todos.

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Segundo o presidente do INPI, Júlio César Moreira, o Dia Mundial da Propriedade Intelectual é a oportunidade de chamar a atenção da sociedade para um assunto importante, que está no dia a dia das pessoas. Para ele, o evento no CCBB mostra isso: as músicas que ouvimos têm por trás tecnologias patenteadas, marcas registradas por artistas e gravadoras, e registros de desenhos industriais que protegem a estética de objetos como instrumentos musicais, capas de discos e até cenários de shows.

“Teremos também uma programação de oficinas para estudantes e professores. O INPI está oferecendo uma oportunidade única e democrática para que os cidadãos possam entender o universo da propriedade intelectual, cujo objetivo é proteger juridicamente ativos intangíveis que formam o diferencial competitivo para empreendedores e empresas”, disse Moreira.

Ao longo de todo o dia, a programação oferecerá mesas-redondas com especialistas e oficinas educativas. O objetivo é estimular o debate sobre a importância da propriedade intelectual para o fortalecimento da indústria musical, reconhecendo o papel de criadores, inventores e empreendedores na construção de novos sons, estilos e tecnologias que moldam o futuro da música.

Entre os temas abordados nas mesas e palestras estão a gestão de marcas na indústria musical, patentes ligadas à música, desafios das marcas coletivas para comunidades tradicionais, desenho industrial, propriedade intelectual na indústria do entretenimento e o papel dos programas de computador na criação e promoção de músicas.

As atividades serão realizadas na Arena e no LAB do Espaço Conceito Banco do Brasil, no térreo do CCBB RJ, com oficinas voltadas para estudantes e professores da educação básica, promovidas pelo Programa PI nas Escolas, do INPI.

Os ingressos para as atividades podem ser retirados gratuitamente na bilheteria física ou online do CCBB, com uma hora de antecedência.

O evento é realizado pelo INPI com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e a Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial (Abapi), com apoio da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI).

Serviço

Dia Mundial da Propriedade Intelectual – CCBB RJ

Dia: 30 de abril de 2025

Horário: das 9h às 20h

Endereço: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro – RJ –  Ingressos para mesas e oficinas: disponíveis 1h antes de cada atividade, na bilheteria ou pelo site.

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Copa do Brasil: Internacional sai na frente do Maracanã

Fazendo valer o fator casa, o Internacional derrotou o Maracanã, por 1 a 0 na noite desta terça-feira (29) no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela ida da terceira fase da Copa do Brasil.

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Após triunfar em casa, o Colorado pode até mesmo empatar no confronto de volta, no dia 22 de maio, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, que garante a classificação. Já a equipe cearense só garante a vaga na próxima fase casa triunfe por ao menos dois gols de diferença. Em caso de vitória simples do Maracanã, a vaga será definida nas penalidades máximas.

Em uma partida na qual desperdiçou uma cobrança de pênalti, com Alan Patrick, e teve gols anulados de Wesley e de Raykkonen, o Internacional só conseguiu confirmar a vitória aos 47 minutos da etapa final, com Gustavo Prado, que aproveitou bola que sobrou após finalização de Wesley.

Vitória apertada

Quem também triunfou em casa pelo placar mínimo foi o Fluminense, que, no estádio do Maracanã, bateu a Aparecidense. Em uma partida na qual não apresentou um bom futebol, o Tricolor das Laranjeiras venceu graças a um gol de Keno aos 35 minutos do segundo tempo.

Outros resultados:

Retrô 1 x 1 Fortaleza
Maringá 2 x 2 Atlético-MG
São Paulo 2 x 1 Náutico

Mega-Sena não tem ganhador e prêmio vai para R$ 11 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.857 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (29). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 11 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 02 – 18 – 28 – 38 – 41 – 50

  • 37 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 48.309,97 cada
  • 1.709 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.494,16 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (03), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.


 

Petrobras cresce 5% e atinge 2,77 milhões de barris em 2025

A produção de petróleo e gás da Petrobras no 1º trimestre de 2025 alcançou um aumento de 5,4% da produção média de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural, que alcançou 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed). 

De acordo com a companhia, o aumento foi possível em função, principalmente, do menor volume de perdas por paradas para manutenções; da melhor eficiência operacional na Bacia de Santos; da entrada em produção do navio flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Almirante Tamandaré, no campo de Búzios; e do FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, fatores parcialmente compensados pelo declínio natural de produção.

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Segundo a diretora de Engenharia, Tecnologia e Produção da Petrobras, Renata Baruzzi, “a entrada em operação do FPSO Almirante Tamandaré é estratégica para a Petrobras e representa ampliação de produção no campo de Búzios de forma sustentável e inovadora. Além de ser uma plataforma de alta capacidade, com potencial para produzir até 225 mil barris de óleo e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia, possui tecnologias modernas de descarbonização, possibilitando aumento da eficiência e redução das emissões”, avaliou.

Vendas

As vendas de derivados de petróleo no 1º trimestre de 2025 foram inferiores às do 4º trimestre de 2024, devido, principalmente, à sazonalidade típica da demanda por derivados no período inicial do ano. O volume das vendas de diesel no 1º trimestre deste ano apresentou um patamar semelhante ao do 4º trimestre do ano passado. O diesel S-10 representou 66% das vendas totais de diesel. As vendas de gasolina caíram 7,9% no 1º trimestre do ano em comparação ao último trimestre de 2024, impactadas pela sazonalidade da demanda, que se caracteriza por um maior consumo do derivado no último trimestre devido à maior movimentação de veículos por conta das festas de fim de ano e da injeção do décimo terceiro salário na economia.

A redução de 1,7% nos volumes de vendas de Querosene de Aviação (QAV) neste trimestre deve-se à base de comparação mais elevada do trimestre anterior, impulsionada pelo crescimento do segmento internacional e pela realização do G-20 no Rio de Janeiro.

De acordo com a estatal, a queda de 3,3% nas vendas do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) neste trimestre em relação ao último trimestre de 2024 foi influenciada por fatores sazonais. “No 1º trimestre, as temperaturas médias são mais altas, reduzindo o consumo de energia. Além disso, as férias no início do ano diminuem o uso residencial de GLP”.

As vendas de nafta também caíram 17,3% em relação ao último trimestre de 2024. A redução se deve principalmente à menor disponibilidade de nafta pela parada da Refinaria Abreu e Lima (RNEST).

As vendas de óleo combustível recuaram 12,5% no comparativo com o último trimestre de 2024. De acordo com a companhia, “o principal fator foi a redução nas vendas para o segmento industrial, que aumentou o uso de outros combustíveis, como o gás natural”.

A Petrobras também apresentou queda nas vendas para o segmento de geração de energia elétrica, mas houve aumento nas vendas para o segmento marítimo, com pico sazonal de consumo por navios de cruzeiro.

 

Pesquisa mostra que 90% dos brasileiros apoiam redução de metano

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (29) mostra que 90% dos brasileiros apoiam ações para reduzir a poluição por metano no país. O índice é o maior da América Latina e está acima da média mundial, que é de 82%. Na edição anterior, em 2023, o percentual no Brasil havia sido de 87%.

O estudo foi encomendado pela Global Methane Hub, uma iniciativa que reúne filantropos, especialistas, organizações sem fins lucrativos e governamentais. Ela conta com mais de US$ 200 milhões em fundos coletivos para acelerar a mitigação do metano no planeta.

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Segundo o diretor executivo do Global Methane Hub, Marcelo Mena, o percentual no Brasil reflete os impactos climáticos atuais que o país enfrenta.

 “É por isso que os brasileiros estão demonstrando alguns dos maiores níveis de apoio a ações climáticas ousadas nas Américas. Eles entendem o que está em jogo e veem a redução do metano como prioridade para evitar o aquecimento do planeta mais rapidamente”, disse Marcelo Mena.

A pesquisa mostra ainda que mais da metade dos entrevistados brasileiros (53%) disseram ter familiaridade com o metano. E cerca de quatro em cada cinco pessoas afirmaram apoiar uma medida política específica para exigir captura e uso da poluição por metano desperdiçada na cadeia de suprimentos de petróleo e gás.

Outras medidas seriam monitorar e medir as emissões de metano na agricultura (85% de apoio) e criar um programa para reduzir as emissões do gás provenientes de resíduos, que exigisse separação de recicláveis e proibição de resíduos orgânicos em aterros (90% de apoio).

Metano

De acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG), o Brasil é o quinto maior emissor de metano do mundo e tem registrado aumento das emissões. A agropecuária é responsável pela maior parte, sendo o gado de corte a principal fonte do setor.

As emissões de metano (CH4) tem impacto alto no aquecimento global. As moléculas, segundo o SEEG, têm vida útil mais curta na atmosfera (entre 10 e 20 anos) e são 28 vezes mais potentes do que as de gás carbônico (CO2) em um período de 100 anos.

Para o coordenador do SEEG, David Tsai, limitar o metano na atmosfera pode oferecer resultados mais rápidos em comparação com o CO2: reduzi-lo em 45% diminuiria o aquecimento em 0,3 ºC até 2040.

“Apesar de o Brasil ter assinado o Global Methane Pledge em 2021, um acordo voluntário internacional para reduzir as emissões de metano em 30% até 2030, elas aumentaram 6% nos últimos três anos. O Brasil precisa urgentemente moldar políticas para reverter essa trajetória nos próximos cinco anos”, disse David Tsai.

Metodologia

A pesquisa da Global Methane Hub foi feita em 17 países: Argentina, Botsuana, Brasil, Colômbia, Egito, França, Alemanha, Indonésia, Cazaquistão, México, Marrocos, Omã, Paquistão, Filipinas, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

Foram feitas entrevistas online, de 13 de janeiro a 8 de fevereiro de 2025. Os participantes eram residentes em cada país, com 18 anos ou mais, e tinham acesso à internet. Pesos foram aplicados a idade, gênero, geografia e escolaridade para garantir que as amostras fossem representativas.

Segundo a Global Methane Hub, o mínimo de 750 respostas foi coletado em 12 países (Argentina, Brasil, Colômbia, Egito, França, Alemanha, Indonésia, México, Filipinas, África do Sul, Estados Unidos e Reino Unido), com margem de erro de aproximadamente 3,58%. Nos cinco países restantes (Marrocos, Omã, Botsuana, Cazaquistão e Paquistão), foram coletadas no mínimo 600 respostas, com margem de erro de cerca de 4%.

Lupi diz que é difícil calcular quantos tiveram descontos irregulares

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirmou nesta terça-feira (29) que ao menos seis milhões de aposentados e pensionistas já tiveram alguma mensalidade associativa descontada de seus benefícios previdenciários.

“Seis milhões é somando todos que contribuíram ao longo de todos esses anos”, comentou o ministro ao participar da reunião da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, da Câmara dos Deputados.

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De acordo com Lupi, o que não se sabe ainda é quantas destas pessoas foram alvo do esquema de descontos associativos não autorizados que motivou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a deflagrar, na semana passada, a Operação Sem Desconto.

“Não posso afirmar quantos são os fraudadores, nem, deste total, quantas são as fraudes”, acrescentou o ministro. Ele explica que o trabalho de identificação dos descontos fraudulentos será longo, pois depende de uma verificação “caso a caso”.

“Já pararam para pensar como é examinar se [cada autorização de desconto que as entidades apresentam ao INSS] é válida? Se milhões de assinaturas são verdadeiras? Isto não é simples”, ponderou Lupi, após afirmar que sempre se manifestou contra o desconto das mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Quem quiser se filiar, que se entenda com a entidade. E a associação que quiser manter [o associado], que cobre uma taxa, faça um boleto ou peça para a pessoa fazer um PIX”, disse o ministro.

Devolução

Lupi voltou a dizer que o governo federal avalia como restituir aos aposentados e pensionistas os valores que as entidades receberam ilegalmente, com o aval do INSS.  O ministro destacou que quem lesou os beneficiários da autarquia e os cofres públicos serão responsabilizados.

“Os bens de todas as associações [investigadas] estão bloqueados para pagar parte do débito”, comentou o ministro.

No entanto, o ministro ressaltou que entre as 41 organizações autorizadas a oferecer a cobrança da mensalidade associativa diretamente dos benefícios previdenciários, existem as que trabalham corretamente.

Contribuição

A mensalidade associativa é uma contribuição que aposentados e pensionistas pagam para fazer parte de uma associação, sindicato ou entidade de classe sem fins lucrativos que represente os interesses dos associados. A cobrança em folha é permitida desde 1991, quando entrou em vigor a Lei dos Benefícios da Previdência Social. E é feita com base em acordos de cooperação técnica (ACTs) que o INSS assina com as entidades a que, posteriormente, repassa o valor deduzido das aposentadorias e pensões.

Segundo a PF e a CGU, a operação da semana passada foi motivada pelo aumento expressivo do número de autorizações para descontos das mensalidades associativas de aposentadorias e pensões. Em 2016, R$ 413 milhões foram descontados dos benefícios previdenciários. Em 2017, R$ 460 milhões. Em 2018, R$ 617 milhões. Em 2019, R$ 604 milhões. Em 2020, em meio à pandemia da covid-19, o valor caiu para R$ 510 milhões. Em 2021, o total voltou a subir, atingindo R$ 536 milhões. Em 2022, foram R$ 706 milhões. Em 2023, R$ 1,2 bilhão. E, no ano passado, R$ 2,8 bilhões.

As reclamações também aumentaram na mesma proporção. Só de janeiro de 2023 a maio de 2024, o INSS recebeu mais de 1,163 milhão de pedidos de cancelamento de cobranças. A maioria, com a justificativa de que não tinham sido autorizados pelos beneficiários ou por seus representantes legais.

Nos dias seguintes à realização da Operação Sem Desconto, a CGU e o próprio INSS tornaram públicos os resultados de auditorias realizadas desde 2023, apontando inconsistências e problemas relacionados às cobranças. A operação policial também já resultou na exoneração do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de quatro dirigentes da autarquia e de um policial federal lotado em São Paulo.

De acordo com o ministro Carlos Lupi, a Previdência Social é alvo de fraudes “há muitos anos”, mas nunca houve uma ação do porte da atual Operação Sem Desconto.

“Demorou? Demorou. Não tenho vergonha em dizer que eu gostaria que tivesse sido muito mais ágil. Mas estamos agindo. Estamos fazendo. Está doendo na nossa carne. Estamos tendo que exonerar gente que trabalhava com a gente, com quem convivíamos”, alegou o ministro ao admitir que indicou Stefanutto para presidir o INSS.

“O que garanto é que, no nosso governo, com a nossa Polícia Federal agindo, com a Controladoria-Geral da União agindo, preparem-se: toda esta gentalha marginal vai para a cadeia. Inclusive, aparecendo os mentores, quem está por trás, quem a patrocina. Se há quadrilha aqui, garanto que ela não é nossa. Essa quadrilha não vem de hoje e nosso papel é investigar e colocar na cadeia”, concluiu o ministro.

Ativistas do Greenpeace são detidos após protesto na sede da JBS

Oito ativistas do Greenpeace foram detidos nesta terça-feira (29) pela Polícia Militar por terem participado de um protesto na sede da JBS, na capital paulista.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), eles foram detidos por invasão. Como havia argentinos entre os detidos, o caso acabou sendo levado para a Polícia Federal, onde a ocorrência está sendo registrada.

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“Durante a ação, os suspeitos acessaram a empresa ao pular um muro e foram detidos pela corporação. Eles foram encaminhados à Polícia Federal, onde a ocorrência está sendo registrada. Os fatos foram encerrados às 15h”, informou a nota da secretaria.

A Agência Brasil buscou informações na Polícia Federal, mas não teve retorno. A reportagem também tentou entrar em contato com a empresa, mas sem sucesso. 

Ativistas do Greenpeace Brasil fazem protesto na sede da JBS – Greenpeace/Divulgação

Por meio de nota, o Greenpeace informou que os manifestantes interromperam a assembleia anual de acionistas da JBS na sede do complexo da multinacional em São Paulo nesta terça-feira. Durante o evento, eles teriam se levantado do meio da plateia para exibir faixas com os dizeres Respeitem a Amazônia, Parem de Bancar a JBS e Seu Lucro, Nossa Extinção. Também foi estendida uma faixa gigante, de 1,2 mil metros quadrados com a mensagem JBS Profits, Forests Burn (JBS Lucra, as Florestas Queimam, em tradução literal), que foi instalada no telhado de um galpão dentro do complexo.

“Em frente ao prédio onde ocorria a assembleia geral, dois ativistas se fantasiaram de bilionários, fazendo uma alusão aos sócios majoritários da JBS, Joesley e Wesley Batista. Outros ativistas exibiram mais cartazes de protesto e foram retirados do local com truculência por seguranças da empresa, que retiveram os equipamentos de foto e vídeo, demandaram que as imagens fossem apagadas e os empurraram para fora do complexo. A Polícia Militar foi chamada”, disse o Greenpeace, em nota.

O objetivo desse ato, diz a organização, era chamar a atenção para o papel da empresa na destruição das florestas, em especial da Amazônia. Durante a ação, o Greenpeace Brasil informou também ter publicado um dossiê online, chamado JBS: Cozinhando o Planeta, que reúne diversas notícias sobre casos de desmatamento ilegal e de violações de direitos humanos que estariam ocorrendo na cadeia produtiva da JBS.

Ibama faz acordo com Fundação Bunge para fortalecer brigadas indígenas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) firmou acordo com a Fundação Bunge para dar suporte a até 40 brigadas indígenas, que poderão trabalhar no combate a incêndios florestais e queimadas. A parceria foi anunciada nesta terça-feira (29), em Brasília. 

A cooperação, que fortalece o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama, tem dois eixos: um formativo e outro de manutenção de salas de situação móveis. Ao todo, serão seis salas, distribuídas em cinco estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão e Tocantins.

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A fundação já doou seis kits de drones e notebooks a comunidades do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. Também estão sendo doados computadores de alta performance, monitores, TVs e microfones. As equipes do Prevfogo já têm à disposição sete aeronaves do modelo AW119 Koala, que as transporta com rapidez em operações, sobretudo em locais de difícil acesso.  

O tempo de vigência do contrato passou de seis meses para dois anos. 

Prevfogo

O Prevfogo, que completou 36 anos em 2025, passou de 77 brigadistas em 2013 para 106 em 2024. Do total registrado no ano passado, 61 (57,5%) eram brigadas indígenas. O contingente de brigadistas também cresceu, subindo de 1.792 em 2022 para 2.227 em 2024. 

O tempo de vigência dos contratos passou de seis meses para dois anos. 

Inclusão Social 

A diretora-executiva da Fundação Bunge, Cláudia Calais, explica que a multinacional à qual a entidade está vinculada, a Bunge, tem buscado valorizar cadeias de trabalho em que predominem a inclusão social e princípios relacionados à responsabilidade ambiental e à economia de baixo carbono. 

Com essa finalidade, a fundação desenvolve ações no âmbito do Projeto Semêa, com ênfase na recuperação de áreas e preservação da vegetação e da água. Dele podem fazer parte grandes produtores rurais, agricultores familiares e povos tradicionais.

“Essa parceria com o Ibama consiste em oferecer condições, principalmente tecnológicas e de formação, para que os povos tradicionais consigam ser de fato os grandes guardiões de suas áreas, de suas reservas, seja para a questão do combate do fogo e prevenção, seja quanto a ocupações indevidas ou desmatamentos irregulares”, afirma a representante da fundação.

Dólar cai pela oitava vez seguida e fecha a R$ 5,63

O arrefecimento da guerra comercial nos Estados Unidos e a expectativa de manutenção de juros altos no Brasil fizeram o dólar cair pela oitava vez seguida e aproximar-se de R$ 5,60. A bolsa de valores perdeu força durante a tarde e fechou praticamente estável, com leve alta.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (29) vendido a R$ 5,631, com recuo de R$ 0,018 (-0,31%). A cotação operou estável durante a manhã, mas passou a cair durante a tarde. Por volta das 12h20, chegou a R$ 5,62.

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No menor nível desde 3 de abril, a moeda norte-americana cai 1,31% no mês. Em 2025, a divisa recua 8,88%.

O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 135.093 pontos, com alta de apenas 0,06%. A bolsa brasileira foi afetada por um movimento de realização de lucros, quando investidores vendem ativos para embolsarem ganhos recentes.

Nesta terça, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse que o presidente Donald Trump pode assinar um decreto com alívio tarifário aos carros fabricados no país. As fabricantes receberão crédito de 15% sobre o valor dos veículos montados que poderão abater suprimentos importados afetados pela sobretaxação de 25% de veículos que entrou em vigor no início do mês.

No Brasil, o mercado financeiro continuou a repercutir declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que os juros continuarão altos porque a inflação está fora das expectativas. Juros altos no Brasil atraem capitais financeiros internacionais.

*Com informações da Reuters

EBC ganha prêmio por atuação nas redes sociais

Empresa Brasil de Comunicação (EBC) venceu a 3ª edição do Prêmio Social Media Gov, principal premiação de comunicação em redes sociais do setor público, na categoria “Comunicação como Serviço”. Organizado pelo WeGov, o prêmio seleciona as principais referências em boas práticas na comunicação pública.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (29), durante a 14ª edição do Redes Wegov, em Florianópolis.

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A EBC venceu com o case de conteúdos do programa Sem Censura, da TV Brasil, que abordavam temas como saúde, segurança e uso de telas na infância. A categoria tem como objetivo premiar “instituições que promoveram informações de interesse público, através de conteúdos certeiros e relevantes”.
Brasília (DF), 29/04/2025 – Superintendente Nicole Briones representou a EBC na premiação. Foto: Nicole Briones/Arquivo pessoal

Participaram da disputa cases de comunicação digital das prefeituras de Salvador (BA) e Florianópolis (SC).

“Esse prêmio representa o marco de uma era digital na EBC. Atual, conectada e cada vez mais próxima do cidadão”, comemorou a superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais, Nicole Briones.

EBC é responsável pela gestão de mais de 30 perfis e acumula quase 10 milhões de seguidores nas redes sociais. Entre os perfis administrados, além do carro-chefe @tvbrasil, estão as contas de @ebc, @canalgov e @agencia.brasil. A empresa passou por um recente investimento em sua produção digital com a criação da Superintendência de Comunicação Digital e Mídias Sociais, em 2023.

“É um reconhecimento do esforço da atual gestão em fortalecer a atuação nas redes sociais e de um time extremamente qualificado que carrega uma produção de conteúdo diversa, relevante e sintonizada com a sociedade”, afirmou o presidente da empresa, Jean Lima.

O Sem Censura

Apresentado por Cissa Guimarães, o Sem Censura completa 40 anos em 2025.

No ano passado, o programa foi consagrado com o prêmio APCA, organizado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, na categoria Melhor Programa de Televisão.

Também foi reconhecido no prêmio Melhores do Ano do site NaTelinha, parceiro do UOL, na categoria Melhor Programa de Entrevistas.

Ex-auxiliar de Tite, Cleber Xavier debuta como técnico no Santos

Auxiliar-técnico de Tite por 24 anos, o gaúcho Cléber Márcio Serpa Xavier ganhou sua primeira oportunidade como técnico. Ele foi anunciado como novo treinador do Santos no início da noite desta terça-feira (29). O contrato com o clube vai até o final do ano. A estreia do técnico será na próxima quinta (1º), quando o Santos recebe o CRB na Vila Belmiro, às 18h (horário de Brasília), no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.

Cléber Xavier, de 61 anos, substituirá o técnico português Pedro Caixinha, demitido do clube no último dia 14. Além da Copa do Brasil, o Santos disputa o Campeonato Brasileiro, ocupando o penúltimo lugar na classificação geral.

Cléber Xavier terá Matheus Balbi, filho de Tite, como auxiliar técnico. Também contará com o auxiliar Vinicius Marques e com o preparador físico Fábio Mahseredjian. O trio integrou a comissão técnica da seleção brasileira entre 2016 e 2022. Já César Sampaio, que assumiu o Santos interinamente nos últimos três jogos, permanecerá como auxiliar da equipe profissional.

Em 37 anos de carreira no futebol, Cleber Xavier atuou por sete anos na seleção brasileira, participando de duas Copas do Mundo (2018 e 2022). Além do Flamengo, ele também teve passagens pelo Grêmio, Internacional, Palmeiras, Atlético-MG e  Corinthians.

Seca deste ano foi mais branda no Norte e Centro-Oeste, revela monitor

O período recente de seca, entre fevereiro e março, foi mais brando em estados das regiões Norte e Centro-Oeste, segundo registro do monitor das secas da Agência Nacional de Águas e Saneamentos Básico (ANA). Ao mesmo tempo, a seca foi mais intensa no Nordeste, Sudeste e Sul do país.

Para o monitor, com a continuidade das chuvas acima da média, a seca melhorou na Região Norte. O destaque ficou por conta da estiagem no centro do Amazonas e da seca fraca no Acre e Rondônia, que ficaram parcialmente livres do fenômeno.

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Além disso, em fevereiro e março, o Amapá e o Pará ficaram livres da seca.

Em relação ao Centro-Oeste, o monitor aponta que, em razão das “anomalias negativas de precipitação”, a seca moderada avançou em Goiás e no leste de Mato Grosso. E por conta da melhora nos indicadores, a seca fraca recuou no oeste mato-grossense e noroeste goiano.

Na Região Nordeste, com a piora nos indicadores, houve expansão da área com seca moderada na Bahia e em Pernambuco, além do agravamento do período de estiagem, que passou de moderada a grave no sudeste do Piauí, sul de Pernambuco, oeste de Alagoas e de Sergipe e no sudoeste e nordeste baiano.

Recuo da estiagem

Em contrapartida, o monitor das secas destaca que as chuvas acima da média levaram a um recuo da estiagem fraca no centro do Ceará e norte do Maranhão.

Na Região Sudeste, com chuvas abaixo da média e piora nos indicadores, houve avanço da seca moderada em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Na Região Sul, em decorrência da persistência de chuvas abaixo da média, anotou-se avanço da seca moderada no Rio Grande do Sul e da seca fraca no leste e norte de Santa Catarina e no leste e centro-sul do Paraná.

O monitor apontou, ainda, um agravamento da seca, que passou de fraca para grave no nordeste gaúcho e Região Serrana de Santa Catarina, e de fraca para moderada no oeste catarinense e sudoeste paranaense.

“Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Sudeste teve a condição mais branda do fenômeno em março, enquanto o Sul teve a situação mais severa, com 22% da sua área com estiagem grave. Entre fevereiro e março, no Centro-Oeste e no Norte o fenômeno se abrandou, enquanto no Nordeste, Sudeste e Sul a seca se intensificou nesse período”, informou a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.

Estados

No período entre fevereiro e março, os estados da Bahia, Paraná e Santa Catarina registraram aumento da área sem chuvas. No Acre, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins houve diminuição da área sob estiagem.

A situação permaneceu estável em 11 estados e no Distrito Federal: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Entre fevereiro e março, o Amapá seguiu sem seca e o Pará ficou livre do fenômeno em março. 

Parceria com setor privado quer reduzir tempo de espera no SUS

O Ministério da Saúde vai estabelecer parcerias com a rede privada de saúde para garantir o atendimento especializado no tempo certo.  

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a prioridade será reduzir o tempo de espera para atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS),  especialmente para o diagnóstico e tratamento de câncer.

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Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (29), Padilha afirmou que o objetivo é “fazer as coisas acontecerem” ainda este ano.

“Para a gente dar conta de garantir o tempo adequado ao atendimento, por exemplo, da situação do câncer, que nós temos 30 dias para garantir o diagnóstico e 60 dias para iniciar o tratamento, só será possível fazermos isso se ampliarmos as parcerias com o setor privado”, disse, em conversa com a imprensa no Palácio do Planalto.

Segundo Padilha, muitos dos serviços privados têm uma capacidade ociosa que pode ser compartilhada. Além disso, amanhã (30), o Ministério da Saúde deve divulgar estudo feito com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que mostra uma grande concentração de médicos especialistas atuando nas estruturas privadas de saúde.

“É uma verdadeira obsessão do presidente, desde o começo do seu governo, de garantir o atendimento médico especializado no tempo certo, no tempo adequado, reduzindo o tempo de espera que existe hoje no país, que é fruto de um represamento do atendimento durante a pandemia [de covid-19] e da desorganização da rede nos governos anteriores”, disse o ministro.

Com a autorização do presidente Lula, as pastas da Saúde e Casa Civil vão discutir com os demais ministérios envolvidos e trabalhar com o setor privado para impulsionar essa rede de atendimento de média e alta complexidade.

Segundo ele, “tudo que já vinha sendo programado, nós estamos acelerando”, como a entrega de equipamentos de radioterapia nos serviços em todo o país. Além disso, o governo está em tratativa com o hospital A.C.Camargo, referência em oncologia na cidade de São Paulo, para ajudar no diagnóstico de câncer para pacientes do SUS.

No ano passado, o Ministério da Saúde também lançou o Programa Mais Acesso a Especialistas. Baseada na lógica do cuidado integral do paciente, a proposta era reduzir o tempo de espera por cirurgias, exames e tratamentos no âmbito do SUS por meio do fortalecimento do SUS Digital, facilitando o acesso a informações e ampliando o potencial de atendimentos remotos.

 

Brasil pede que Corte da ONU declare ilegal bloqueio de Israel a Gaza

O Brasil solicitou à Corte Internacional de Justiça (CJI), principal tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU), em Haia, nesta terça-feira (29), que declare ilegal o bloqueio imposto por Israel contra a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, que já dura mais de 50 dias.

“O Brasil sustenta e espera que o tribunal reconheça que todas as medidas sistematicamente adotadas por Israel para impedir ou dificultar a presença e as atividades das Nações Unidas, de outras organizações internacionais e de terceiros Estados no território palestino ocupado violam flagrantemente não apenas o direito palestino à autodeterminação, mas também outras obrigações fundamentais previstas no direito internacional”, afirmou o embaixador do Brasil na CIJ, Marcelo Viegas.

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A CIJ realiza audiências sobre ação movida pela Assembleia Geral da ONU que pede à Corte que se manifeste sobre as obrigações de Israel para “garantir e facilitar a entrada sem obstáculos de suprimentos urgentes essenciais para a sobrevivência da população civil palestina”.

O representante brasileiro alegou que não há razão para o tribunal não se manifestar sobre o tema e sustentou que Israel não poderia se negar a cumprir as obrigações previstas na legislação internacional.

“Como potência ocupante [dos territórios palestinos] e como membro das Nações Unidas, Israel é obrigado a facilitar e viabilizar as operações da ONU nos territórios palestinos ocupados. Não pode interferir ou obstruir o exercício deste mandato, que foi estabelecido pela Assembleia Geral”, justificou Viegas.

O representante do Brasil na CIJ criticou ainda as leis aprovadas em Israel que proibiram as atividades da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), lembrando que a instituição é “a espinha dorsal das operações humanitárias da ONU em favor dos refugiados palestinos”, fornecendo educação, atendimento médico, serviços sociais e assistência emergencial para mais de 6 milhões de pessoas.

“Sua presença e trabalho são ainda mais urgentes no atual contexto de destruição quase total em Gaza, onde atende a mais de 2 milhões de pessoas. Ressaltamos que isso constitui uma flagrante violação do direito internacional”, completou.

Israel informou que não enviará representante para o tribunal, acusando-o de perseguição. O parecer consultivo da CIJ não gera qualquer obrigação prática a Israel, que segue sem cumprir diversas decisões das entidades ligadas à ONU, incluindo o Conselho de Segurança, único com previsão de poder usar a força contra outros países.

 Além disso, o governo de Benjamin Netanyahu acusa a UNRWA de colaborar com o Hamas e participar do dia 7 de outubro de 2023, quando o grupo invadiu cidades israelenses no sul do país. Porém, quando solicitadas provas por investigação independente, o governo de Tel Aviv não as apresentou.

 

Palestinos se reúnem para receber comida preparada em cozinha beneficente, em Rafah, sul da Faixa de Gaza (17/12/2023) – Foto: Reuters/Shadi Tabatibi

Outros países

Representantes latino-americanos do Chile, da Colômbia e da Bolívia também se pronunciaram nesta terça-feira na CIJ contra o bloqueio de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Representantes da Bélgica, da Arábia Saudita, da Argélia e da África do Sul também se manifestaram sobre o caso, reforçando que Israel tem obrigações em relação à entrada de ajuda humanitária em Gaza.

Quarenta e quatro países manifestaram interesse em participar das audiências, além de quatro organizações internacionais. As audiências seguem até o dia 2 de maio. Devem se manifestar ainda representantes dos Estados Unidos, da China, da Rússia, do Reino Unidos, entre outras nações.

Israel

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que não permitirá a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza enquanto o Hamas não se render totalmente e enquanto não devolver todos os reféns ainda em poder do grupo.

Sobre o processo em Haia, o ministro israelense das Relações Exterioresà, Gideon Sa’ar, acusou a ONU de perseguir Israel e voltou a sustentar que a agência das Nações Unidas para refugiados palestinos é “infestada de terroristas”.

“Este caso faz parte de uma perseguição sistemática e de deslegitimação de Israel. Estão abusando do sistema jurídico internacional e o politizando. O objetivo é privar Israel de seu direito mais básico de se defender. Não é Israel que deve ser julgado. É a ONU e a UNRWA”, destacou em coletiva a jornalistas, em Jerusalém.

Na semana passada, ao comentar sobre os pedidos para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza, Netanyahu afirmou que “a ajuda que vai para o Hamas não é humanitária”.

Já o Hamas afirma que havia a previsão de entregar todos os reféns feitos no dia 7 de outubro caso Israel tivesse cumprido o acordo de cessar-fogo de janeiro e desocupado a Faixa de Gaza.

Moraes rejeita ação do PSOL contra muro na Cracolândia em São Paulo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou uma ação em que o PSOL pedia a demolição de um muro construído pela prefeitura de São Paulo na região conhecida como Cracolândia, no centro da capital paulista. 

Para o partido, o muro de 40 metros de comprimento e 2,5 metros de altura viola direitos fundamentais. A ação foi aberta após uma entidade que realiza trabalhos sociais na Cracolândia denunciar o que disse ser um “campo de concentração” no local isolado, que fica próximo à Estação da Luz, no centro de São Paulo. 

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Segundo o movimento Craco Resiste, usuários de drogas nos arredores do local estavam sendo coagidos por policiais civis e militares a ficaram permanentemente na área reservada pelo muro, inclusive com o uso de choques elétricos. 

Moraes, contudo, disse não haver provas das alegações. O ministro também concordou com as justificativas apresentadas pela prefeitura e afirmou não ter constatado nenhum obstáculo para que a população vulnerável no local tenha acesso a serviços públicos. 

“Ao contrário, mostram-se idôneas as justificativas apresentadas pela prefeitura de São Paulo, no sentido de que a medida visou garantir mais segurança à população em situação de rua e aos demais cidadãos que trafegam na região, exprimindo típica medida de segurança pública”, escreveu o ministro. 

Em janeiro, a prefeitura paulista enviou manifestação ao Supremo, relatando que o muro foi construído em maio do ano passado para substituir tapumes de metal que ofereciam risco aos transeuntes porque eram “quebrados com frequência em partes pontiagudas”.

Na ocasião, a prefeitura informou que “o muro está instalado somente na lateral da área municipal localizada na Rua General Couto de Magalhães. A outra lateral do terreno, voltada para a Rua dos Protestantes, onde antes havia tapumes, foi aberta, permitindo o acesso e a ocupação da área municipal pelas pessoas. O terreno, inclusive, recebeu um novo piso”.

Crédito do BNDES para Plano Safra se aproxima de R$ 30 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que a aprovação de recursos para o Plano Safra 2024-2025 chegou a R$ 29,7 bilhões. Esse montante é direcionado a 125 mil operações de crédito para cooperativas, produtores rurais e agricultores familiares.

A informação foi divulgada na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto, interior paulista, na segunda-feira (28). A feira é um dos principais eventos de tecnologia do agronegócio na América Latina e vai até sexta-feira (2).

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O banco público de fomento é um dos patrocinadores da feira, que prevê o recebimento de 195 mil visitantes.

As operações de financiamento de crédito do Plano Safra são feitas por meio de agentes financeiros credenciados, ou seja, os tomadores de empréstimo não precisam assinar o contrato diretamente com o BNDES. Dessa forma, há uma descentralização de recursos, chegando a mais de 90% dos municípios brasileiros.

Juros mais baixos

Rio de Janeiro  – O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o apoio do banco ao setor agropecuário passa de R$ 53 bilhões. Foto-arquivo: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Plano Safra é uma das principais iniciativas do governo para financiamento aos produtores rurais, com a disponibilização de empréstimos com juros mais baixos que os cobrados pelos bancos privados.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o apoio do banco ao setor agropecuário chegou a R$ 53,2 bilhões em dois anos, valor recorde.

“Temos fomentado o agronegócio de ponta, que respeita as regras ambientais e que investe em inovação tecnológica”, afirmou Mercadante.

Os recursos do Plano Safra são para custeio da produção, investimentos e comercialização.

Safra 2024/2025

O Brasil se prepara para uma safra 2024/2025 recorde. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a safra está estimada em 330,3 milhões de toneladas, crescimento de 10,9% ante o ciclo 2023/24.

Conab estima produção de 663,4 milhões de toneladas de cana

As condições climáticas desfavoráveis na Região Sudeste influenciaram negativamente as previsões para a produção de cana-de-açúcar no país no ciclo 2025/26, reduzindo em 2% o volume na comparação com o resultado obtido no ciclo anterior.

A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que sejam colhidas 663,4 milhões de toneladas, segundo o 1º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar 2025/26 divulgado nesta terça-feira (29), em Brasília.

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Segundo o estudo, a área destinada para a cultura deve se manter “relativamente estável” em relação a 2024/25, com um “ligeiro aumento” de 0,3%, totalizando 8,79 milhões de hectares.

A produtividade média dos canaviais está estimada em 75.451 quilos por hectare, resultado que representa queda de 2,3% na comparação com a última safra. “Essa redução se deve às condições climáticas desfavoráveis durante as fases de desenvolvimento das lavouras em 2024”, explica a Conab.

Sudeste

Se confirmada a queda esperada para a principal região produtora de cana, a colheita na Região Sudeste ficará 4,4% menor na comparação com o ciclo anterior, somando 420,2 milhões de toneladas.

“A região Sudeste registrou uma condição climática desfavorável durante o desenvolvimento das lavouras, sobretudo, em São Paulo, onde, além das baixas pluviosidades [chuvas] e altas temperaturas, foram registrados focos de incêndios afetando parte dos canaviais”, informou a Conab.

O cenário tende, portanto, a influenciar negativamente a produtividade média em 3,3%, o que deverá ter como resultado final uma colheita de 77.573 quilos por hectare (kg/ha). É também esperada redução de área colhida na região.

Sul e Centro-Oeste

Na região Sul, a expectativa é de que a produtividade se mantenha estável, em cerca de 69 mil quilos por hectare. É esperada elevação em termos de área destinada ao plantio – de 2,3% – totalizando 497,1 mil hectares; e uma produção de 34,4 milhões de toneladas.

Segunda maior região produtora de cana-de-açúcar no país, a Centro-Oeste deverá, segundo a Conab, produzir 148,4 milhões de toneladas nesta safra.

Este volume é 2,1% maior do que o obtido no ciclo 2024/25. O resultado se deve a um aumento de 3,4% da área cultivada, chegando a 1,91 milhão de hectares.

“Esse incremento compensa a perda esperada na produtividade média de 1,2%, projetada em 77.574 quilos por hectare, decorrente de condições climáticas menos favoráveis durante a fase evolutiva das lavouras”, justifica a Conab.

Norte e Nordeste

São esperados cenários semelhantes nas regiões Norte e Nordeste. No caso da Região Norte, a expectativa é de aumento em termos de área destinada ao setor sucroenergético; e de melhora na produtividade, estimada em 82.395 kg/ha. A produção deverá ser de 4,2 milhões de toneladas.

Com lavouras na fase de crescimento e previsão de colheita a partir de agosto, o Nordeste deverá ter crescimento em termos de área destinada à produção de cana. Espera-se aumento de 3,6% na produtividade, e uma colheita de 56,3 milhões de toneladas.

Subprodutos e mercado

“Mesmo com a redução na safra de cana no atual ciclo, a expectativa é de um incremento na produção de açúcar, podendo chegar a 45,9 milhões de toneladas. Caso o volume se confirme ao final do ciclo, esta será a maior fabricação do produto na série histórica”, projeta a Conab.

Para ela, a produção de etanol – somados os derivados da cana-de-açúcar e do milho – deve ter seu desempenho reduzido em 1% na mesma base de comparação. É esperada a produção de 36,82 bilhões de litros.

“Quando se analisa apenas o combustível oriundo do esmagamento da cana-de-açúcar, a diminuição chega a 4,2%, [resultado] influenciado pela menor estimativa de colheita da matéria-prima. Essa queda é compensada pelo aumento da fabricação do etanol a partir do milho, que deverá ser acrescida em 11%”, explicou a companhia.

Apesar da influência negativa do cenário climático, as expectativas para a safra 2025/26 são positivas, uma vez que a competitividade brasileira no mercado internacional se mantém elevada, com custos de produção relativamente baixos e possibilidade de menor oferta em outros grandes produtores. Neste panorama, a manutenção dos embarques em patamar robusto é esperada”, informou a Conab. 

No caso da produção de etanol, nos últimos anos tem sido observado aumento do combustível obtido a partir do milho.

“O setor tem expandido a capacidade de processamento do cereal, diversificando a matriz de combustíveis renováveis e garantindo maior estabilidade de preços”, detalhou a Conab ao lembrar que – para a safra 2025/26 – espera-se que essa expansão persista, de forma a suprir a demanda interna.

Índice que reajusta aluguel acumula inflação de 8,50% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como fator de reajuste em alguns contratos de aluguel, registrou inflação de 0,24% em abril deste ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador havia registrado deflação (queda de preços) de 0,34% em março deste ano. 

Com o resultado de abril deste ano, o IGP-M acumula taxa de inflação de 8,50% em 12 meses. No acumulado do ano, a taxa é de 1,23%. Em abril de 2024, o IGP-M havia apresentado inflação de 0,31% no mês e acumulado deflação de 3,04% em 12 meses.

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A alta da taxa de março para abril deste ano foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que passaram de uma deflação de 0,73% em março para uma inflação de 0,13% em abril.

Os preços da construção, medidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), também tiveram alta, já que a inflação subiu de 0,38% em março para 0,59% em abril.

Por outro lado, a inflação do varejo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), teve queda, ao passar de 0,80% em março para 0,46% em abril.

DR com Demori: jornalista detalha investigação sobre família Bolsonaro

A jornalista Juliana Dal Piva é a convidada desta terça-feira do programa DR com Demori, da TV Brasil. Ela falou sobre os bastidores de suas investigações envolvendo a família Bolsonaro e os desafios enfrentados ao longo do processo. Durante a conversa, ela também apresentou seu novo livro, que trata do assassinato de Rubens Paiva durante a ditadura militar e discutiu a importância da responsabilização por crimes contra a humanidade.

Conhecida por seu trabalho investigativo, Juliana foi responsável por reportagens que deram origem ao podcast A Vida Secreta de Jair e ao livro O Negócio do Jair. Ao conversar com o jornalista Leandro Demori, ela afirmou que o material reunido revelou a existência de um esquema de desvio de salários envolvendo gabinetes da família Bolsonaro desde os anos 1990. “Era um esquema único em que o pai botou os filhos na política para enriquecer e criar tanto um poder político quanto um poder financeiro”, afirmou.

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A investigação, que começou com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, revelou uma estrutura mais ampla. Segundo Juliana, ao menos 286 funcionários passaram pelos gabinetes da família ao longo de 30 anos. “A ex-cunhada dele, a Andréa Siqueira Valle […] ficou 20 anos como funcionária fantasma entre o gabinete do Bolsonaro, do Flávio e do Carlos, devolvendo 80%, 90% do salário dela durante todos esses 20 anos.”

Segundo Juliana, o uso de dinheiro em espécie era uma prática constante nos esquemas envolvendo os gabinetes da família. “A família Bolsonaro tem alergia ao sistema bancário”, afirmou, em tom crítico.

“Nosso querido Pix, embora diga que criou – o que não é verdade -, mas tem alergia. TED, Pix, não chega, não gosta, dá urticária, entendeu?”

 De acordo com a jornalista, imóveis e outros bens eram adquiridos com grandes quantias em dinheiro vivo, numa tentativa de driblar os sistemas de controle financeiro e dificultar o rastreamento das operações.

 

Jornalista Juliana Dal Piva, convidada do programa DR com Demori – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

As denúncias também geraram reações. Juliana contou que passou a sofrer ameaças após a publicação de reportagens, incluindo mensagens ofensivas, processos judiciais e ataques em redes sociais. Em 2022, uma decisão judicial censurou temporariamente uma reportagem assinada por ela sobre os bens da família Bolsonaro. “Ele só pede a censura, a retirada das matérias do ar”, disse, ao comentar a ação do senador Flávio Bolsonaro. A decisão foi revertida pelo Supremo Tribunal Federal.

Juliana relatou um dos episódios mais graves enfrentados por ela no ano passado, quando teve sua imagem usada em uma montagem forjada. “Forjaram conversas, usando a minha imagem, como se fosse uma conversa minha com uma pessoa que eu sequer identifico”, contou.

A montagem circulou por três meses e, segundo ela, gerou uma onda de incitação ao ódio. “Recebi mensagem de gente dizendo que me via perto da minha casa, incitando o suicídio, esse tipo de coisa.”

Para Juliana, as consequências vão além do impacto profissional. “Esse tipo de coisa é uma situação que nunca é só você, é você e sua família. […] Vai cansando, você só quer trabalhar, eu só queria trabalhar em paz, fazer meu trabalho.”

Ela afirma que segue tomando medidas legais. “Aos criminosos, a lei. Eles foram denunciados, estão sendo investigados, também estou processando boa parte dessas pessoas por dano moral. Mas tudo isso também te toma tempo, te toma energia.”

Além das reportagens sobre a família Bolsonaro, Juliana também se dedicou à cobertura do assassinato da vereadora Marielle Franco. Ao comentar as investigações, Juliana Dal Piva afirmou que o caso expôs falhas estruturais no sistema de segurança pública do Rio de Janeiro.

Segundo ela, a condução inicial da apuração demonstrou sinais claros de contaminação e omissão. “O fato dessa investigação não ter conseguido esclarecer desde o início mostra a contaminação dela em si”, disse.

Juliana destacou ainda que, já à época do crime, havia conhecimento público de que a Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro não investigava determinados assassinatos ligados a bicheiros e milicianos. “Eles eram tratados como heróis”, afirmou, referindo-se a figuras como Ronnie Lessa e Adriano da Nóbrega.

A jornalista também lembrou que foi a partir da investigação do caso Marielle que vieram à tona informações sobre o “escritório do crime”, grupo de ex-policiais militares acusados de execuções por encomenda. Para ela, o caso funcionou como uma porta de entrada para revelações mais amplas sobre uma rede de crimes sustentada por agentes públicos.

No final da conversa, Juliana apresentou seu novo livro, Crime sem castigo – Como os militares mataram Rubens Paiva, publicado pela Matrix Editorial. A obra reconstrói as quatro décadas de busca da família Paiva por justiça, revelando documentos até então inéditos sobre a repressão durante a ditadura militar.

Segundo a jornalista, o caso é emblemático por ser o primeiro homicídio do período ditatorial a ser processado judicialmente no Brasil e pode abrir caminho para reinterpretações da Lei da Anistia. “Pode abrir agora justamente a possibilidade da discussão do alcance da lei de anistia, para que realmente os torturadores possam ser julgados por crimes que não devem ser anistiados”, afirmou.

Juliana ressaltou que a discussão deve ir além do desaparecimento forçado, considerado um crime permanente. A jornalista defendeu que o Supremo Tribunal Federal amplie o entendimento para incluir todos os crimes contra a humanidade, como assassinatos, estupros e tortura. “Todos os graves crimes de violações de direitos humanos […] sejam todos passíveis de julgamento”, concluiu.

O programa DR com Demori vai ao toda terça-feira, às 23h, na TV Brasil, no aplicativo TV Brasil Play e no YouTube da emissora pública. Também é veiculado nas rádios Nacional FM e MEC

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (29) a parcela de abril do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 668,73. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,48 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,66 bilhões.

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Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Os beneficiários de 659 cidades receberam o pagamento no último dia 15, independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores do Rio Grande do Sul, afetados por enchentes de abril a junho, e de mais seis estados, afetados por chuvas ou por estiagens. Além de todos os 497 municípios gaúchos, o pagamento unificado ocorreu em 169 cidades do Piauí, 12 de São Paulo, 10 do Paraná, seis de Roraima, três do Amazonas e dois do Rio de Janeiro.

A lista dos municípios com pagamento unificado pode ser conferida na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social na internet.

Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 3,05 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 366,77.

 

Arte EBC

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta terça-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 9. O valor subiu para R$ 108 neste mês.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,37 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 8 milhões

As seis dezenas do concurso 2.857 da Mega-Sena serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

CGU: maioria dos aposentados desconhece entidades que faziam descontos

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que a maioria dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entrevistados pelo órgão desconhecia as entidades que faziam descontos de mensalidades não autorizados

O relatório faz parte da investigação da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, deflagrada na semana passada para combater descontos não autorizados nos benefícios. Parte do segredo de Justiça da apuração foi derrubado nesta segunda-feira (28).

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Entre os meses de abril e julho de 2024, a CGU realizou entrevistas, em todos os estados, com beneficiários que possuem descontos em folha. Segundo o órgão, dos 1.273 entrevistados, apenas 52 deles confirmaram filiação às entidades, e somente 31 autorizaram os descontos.

Em outra amostragem, a CGU entrevistou 35 beneficiários do INSS, no município de Raposa (MA), entre os dias 15 e 19 de abril do ano passado. A controladoria apontou que todos os entrevistados afirmaram que não conhecem as associações e não autorizaram os descontos nos benefícios.

Mais cedo, outro documento liberado pela Justiça Federal mostrou que o INSS realizou a liberação de lotes de descontos de mensalidades associativas, medida apontada como irregular pela auditoria do próprio órgão.

A auditoria também estimou que, entre janeiro de 2023 e maio de 2024, o acordo firmado entre o INSS e as 11 entidades investigadas ao longo dos anos gerou desconto médio de R$ 39,74 de cada aposentado. Para os auditores, os descontos indevidos chegaram a R$ 45,5 milhões.

Outro lado

Procurado pela Agência Brasil, o INSS informou que não comenta decisões judiciais em andamento.

Em nota divulgada após a operação, o instituto declarou que, das 11 entidades investigadas, somente uma teve acordo assinado em 2023. Segundo órgão, “os descontos vinham ocorrendo em governos anteriores”. 

Suspensão

Logo após a deflagração da operação da PF, o INSS suspendeu todos os descontos oriundos dos acordos com as entidades. Para reaver o dinheiro retroativo aos anos anteriores, a Advocacia-Geral da União (AGU) montou um grupo para buscar a reparação dos prejuízos.

O governo informou que irá devolver na próxima folha de pagamento descontos referentes ao mês de abril.