A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) publicou nota em que manifesta repúdio à ação policial ocorrida no noite de ontem (10) em frente ao Congresso Nacional. A organização considera que houve uso excessivo da força por parte da Polícia Militar e da Polícia Legislativa contra lideranças indígenas que realizavam um ato no local. Dezenas de pessoas, incluindo idosos e crianças, precisaram de atendimento médico após inalação de gás lacrimogêneo.
A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) também se manifestou nas redes sociais. Ela foi atingida por gás de pimenta e gás lacrimogêneo.
“O Congresso, além de aprovar leis inconstitucionais, ataca os povos indígenas e seus próprios deputados. A deputada indígena Célia Xakriabá e várias pessoas ficaram feridas ao serem recebidas com bombas de gás de pimenta e efeito moral, no local que deveria ser a casa da democracia”, diz, em nota, a Apib, que estima em 5 mil o número de indígenas presentes no ato.
Indígenas são socorridos por bombeiros após ação policial em frente ao Congresso Nacional. Foto: Apiboficial/Instagram
Célia Xakriabá conta que as bombas de efeito moral foram lançadas de forma indiscriminada e considera que ocorreu “um claro ato de repressão contra o movimento indígena”. “Mesmo me identificando como deputada federal, fui impedida de sair do local, constrangida, agredida e precisei de atendimento médico na Câmara dos Deputados”, relata a deputada.
“Esse episódio escancara o que temos denunciado há muito tempo: a violência do Estado contra os povos originários e o racismo institucional que marca as estruturas de poder deste país. Também é violência política de gênero, num país em que ser mulher indígena no Parlamento é resistir diariamente ao apagamento. Nós não vamos recuar. Não vamos nos calar diante da truculência. Nossa voz ecoa por centenas de povos e territórios, e não será silenciada por bombas nem pelo autoritarismo.”
Em nota, a Polícia Militar do DF afirma que durante toda a semana realizou o acompanhamento e policiamento das manifestações. Na noite de ontem, os manifestantes teriam adentrado na área de segurança do Congresso Nacional, “momento em que a segurança do Congresso Nacional, a Polícia Legislativa, atuou com material químico”.
A Secretaria de Polícia do Senado Federal também divulgou nota em que diz ter ocorrido “um avanço inesperado de manifestantes do acampamento indígena em direção à sede do Poder Legislativo e que foi necessário conter os manifestantes, sem grandes intercorrências”.
“A Presidência do Congresso Nacional reforça seu respeito aos povos originários e a toda e qualquer forma de manifestação pacífica. No entanto, é indispensável que seja respeitada a sede do Congresso Nacional e assegurada a segurança dos servidores, visitantes e parlamentares”, complementa o texto da secretaria.
A manifestação de ontem foi organizada no contexto do Acampamento Terra Livre, maior manifestação anual indígena do país, que completou 21 edições este ano.
O programa infantil Blim-Blem-Blom ganha nova temporada na Rádio MEC a partir do dia 19 de abril. Um especial de retrospectiva e lançamento da nova leva de episódios vai ao ar ao vivo no próximo sábado (12), ao meio-dia, pelo dial da MEC e pelo YouTube da emissora.
Realizada no Museu do Rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro, a edição especial contará com a participação de Tim Rescala, criador e produtor da radionovela. O especial também terá a presença de atores, intérpretes e outros profissionais que fizeram e fazem parte da história do programa, entre eles o músico e comediante Her Agapito; o dublador Mário Jorge; professores, alunos e ex-alunos do Projeto Bem-me-Quer Paquetá, como Victor Hugo Rêgo, Bruno Jardim, Betina Fonseca e Maria Vitória; além do cellista Hugo Pilger, um dos entrevistados da nova temporada.
Idealizada para apresentar a música clássica, seus compositores e elementos ao público infantil, a atração radiofônica já passou por diversas temporadas, com diferentes formatos, mas sempre com a atuação de crianças na equipe. Em “O Gênio da Música”, temporada de 2025, o programa traz em seu elenco fixo o ator Lionel Fischer, no papel de Scandor – Gênio da Música, e a estreante Maria Vitória, aluna do projeto Bem-me-Quer Paquetá, que será a narradora.
No programa de estreia, em 19 de abril, a convidada é a pianista Maria Teresa Madeira, que revela seu sonho de conhecer pessoalmente o pianista e compositor Ernesto Nazareth. O ator Cláudio Mendes dá vida ao ilustre músico nessa edição. Os episódios seguintes contam com as participações da violinista e maestrina Gabriela Queiroz e do flautista Helder Teixeira.
Nova temporada “O Gênio da Música”
Embora possa parecer, o título deste novo formato do programa não se refere a gênios como Bach, Mozart, Beethoven ou Villa-Lobos, mas a um gênio da lâmpada. Ele só aparece para músicos ou amantes da música, exclusivamente para tornar realidade os desejos ligados a ela: tocar com determinada orquestra, encontrar um grande compositor do passado, achar um manuscrito perdido.
Com a participação de músicos, compositores e até melômanos, o programa terá participações especiais, que se somarão aos atores do programa. As histórias serão narradas por uma criança, mas vividas por adultos, incluindo os convidados.
O desejo de um cravista, por exemplo, pode ser o de conhecer pessoalmente Johan Sebastian Bach. O gênio tornará possível. Assistir à estreia da 9ª sinfonia de Beethoven? Isso é moleza pra ele. Tocar num Stradivarius? Coisa corriqueira. Mas para os ouvintes será sempre uma surpresa, uma situação inusitada, tendo o aprendizado da música clássica como objetivo principal.
Sobre o programa
Criado há 15 anos, o programa Blim-Blem-Blom é sucesso de público e crítica. Desde suas primeiras edições, mantém bons níveis de audiência, além de registrar manifestações de adesão e incentivo por parte dos ouvintes da Rádio MEC.
A cada ano, a atração renova o formato e a linguagem, destacando-se como um raro programa de divulgação da música de concerto, seus compositores e intérpretes, com abordagem voltada ao público infantojuvenil. Cada temporada apresenta uma nova forma de tratar os temas da série, trazendo a dramaturgia como ferramenta e sempre com a participação de jovens e crianças como protagonistas.
Sobre a Rádio MEC
Conhecida de norte a sul do país como a “Rádio de Música Clássica do Brasil”, a emissora é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.
A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.
A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.
Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.
O Museu do Pontal, que tem como característica incentivar o conhecimento e a divulgação da arte popular do Brasil, apresenta, neste mês em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, uma programação com duas exposições dedicadas à diversidade da região amazônica, com curadoria da diretora da instituição, Angela Mascelani, e do diretor executivo Lucas Van de Beuque.
A sede do museu é na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio,
Uma das exposições é a individual Imagens da Intuição, que vai ocupar as duas galerias do mezanino com pinturas do artista Jair Gabriel, nascido em Porto Velho, capital de Rondônia. As obras refletem a sua vivência na floresta até os 16 anos. “Para mim, está sendo um momento muito importante. As pessoas e o museu estão reconhecendo o meu trabalho”, disse Jair à Agência Brasil.
A outra mostra é Cobra Canoa, que reúne trabalhos dos indígenas Paulo Desana e Larissa Ye’Pa. As criações dos dois artistas são inspiradas na origem da humanidade e representam diferentes povos. Nascida na região do Alto Rio Negro, Larissa Ye’padiho Mota Duarte é indígena do povo Ye’pa Mahsã (Tukano). Viveu em comunidade de base até os 15 anos, quando se mudou para São Gabriel da Cachoeira, cidade onde nasceu Paulo Desana, da etnia Desana.
“O museu preserva e educa, tem um compromisso com os temas que a gente traz. Este ano a gente quis trazer, logo no início, o tema Amazônia, por conta da COP 30, mas trazendo essa Amazônia diversa. Trazer a Amazônia, que é indígena, mas também, o indígena que é da cidade, o seringueiro, com a lógica de quem viveu na floresta”, disse Lucas Van de Beuque à Agência Brasil. Ele informou que quatro etnias estarão presentes, inclusive com peças artesanais do interior do Amazonas e que haverá contação de histórias para crianças.
“Ao mesmo tempo que será festivo e mostrar essa cultura, será também um momento de reflexão”, ressaltou.
As mostras serão abertas neste sábado (12), às 16h, durante o Festival Amazônico, que vai até domingo (13), em uma realização do Museu do Pontal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale.
Toda a programação é gratuita. Para facilitar o deslocamento do público, haverá serviço de vans partindo do metrô da Barra da Tijuca e do terminal de ônibus Alvorada no fim de semana do festiva.
“Quem é do Sudeste e do Sul tem uma impressão da Amazônia muito longe, muito distante, e é muito mais perto do que imaginamos. Essa distância tem um aspecto simbólico e está colocada em algum lugar da gente como algo que não nos pertence. De certa forma, isso dificulta até o engajamento da sociedade como um todo com a pauta de proteção da floresta. Um pouco desse festival é a busca dessa conscientização da cultura dos povos e da sua maneira de viver e que as pessoas fiquem mais conectadas com a defesa da Amazônia”, disse Lucas Van de Beuque.
Segundo Angela Mascelani, o festival é muito completo, não só porque traz a arte amazônica, mas a gastronomia, shows, como o da cantora Fafá de Belém, e a discussão sobre a questão climática com o Observatório do Clima.
“É um conjunto de ações, e as exposições fazem parte disso. Escolhemos esses artistas porque são dois indígenas, o que é bem interessante, porque a arte indígena contemporânea não é muito conhecida, e os artistas estão produzindo, disse Angela, em entrevista à Agência Brasil.
A exposição Cobra Canoa parte de uma narrativa presente nas culturas de diferentes povos indígenas do Brasil. Larissa Ye’pa apresenta o ponto de vista de seu povo, o Ye’pa Mahsã, e o fotógrafo e cinegrafista Paulo Desana entra na mostra com uma projeção em grandes formatos de retratos de habitantes da Amazônia feitos por ele. A série reforça a ancestralidade e a como os conhecimentos que são passados de geração em geração permanecem vivos no presente. Fundador da Produtora Dabukuri Entretenimento, Desana trabalha na criação de conteúdo audiovisual e arte visual baseados na cultura indígena.
“Estou muito feliz porque é um evento com vários indígenas e por novamente fazer um trabalho com a Larissa, por podermos juntar a concepção, a técnica que usamos. Estou feliz por ir para o Rio, pela primeira vez, com a série completa de dez fotografias”, disse Paulo Desana (foto), ao comentar a arte que une os dois artistas.
“Apesar de eu ser urbano e ela, mais da comunidade, a gente se encontra porque é do movimento indígena e defende a mesma causa. Como fotógrafo e cineasta indígena, viajo muito para as comunidades, e a gente acaba tendo laços de amizade e de admiração pelo trabalho um do outro. Sou muito fã do trabalho dela, do conhecimento incrível da arte da cerâmica, de fazer as panelas de barro. Agora ela está aplicando nas artes visuais o conhecimento que herdou da família, da mãe, das avós”, afirmou.
Larissa Ye’Pa busca dar visibilidade à arte indígena – Foto: Paulo Desana
Para Larissa Ye’pa participar do Festival Amazônico com uma exposição ao lado de Paulo Desana é uma forma de dar visibilidade à arte indígena.
“Indígena existe, sim, estou presente agora no Brasil, embora com os territórios em diversas regiões e diferentes culturas. Na visão dos não indígenas, os indígenas ficaram em 1500, lá atrás, são considerados seres do passado. Ter espaço para expor nosso trabalho, para mim, significa que estamos reafirmando nossa presença na atualidade. Convidar um indígena para esse tipo de atividade é impulsionar a voz que ele já tem. Temos nossas próprias vozes e, quando nos chamam para expor, falar sobre nossa obra, ecoa mais a nossa voz”, enfatizou Larissa.
Segundo Larissa, a Cobra Canoa traz toda uma discussão sobre ancestralidade, mas sob uma perspectiva estética que está na própria obra. “O Paulo faz fotografias com interferências de desenhos da Larissa e de outros indígenas de diferentes etnias. A ideia é mostrar como aquele conhecimento que está na ancestralidade está presente hoje.”
A floresta como tema
Inspiração de Jair Gabriel vem da floresta – Foto: Tarso Figueira/Museu do Pontal
A mostra Imagens da Intuição, de Jair Gabriel, apresenta 35 pinturas desenvolvidas com a técnica do pontilhismo. O artista retrata a floresta, celebra sua cultura e mostra suas vivências. Jair Gabriel viveu até os 16 anos na região entre o estado de Rondônia e a Bolívia. Depois, voltou para a capital e somente após a aposentadoria, em 1995, passou a fazer seus trabalhos. Jair Gabriel é um dos líderes da União do Vegetal, de origem espírita, fundada em 1961, que prega o desenvolvimento espiritual dos seres humanos. Essa exposição mostra também terá um vídeo.
“As primeiras pinturas, quando comecei, eram meio chapadas. E era a figura de uma ave. Como eu não tinha conhecimento da arte, não conseguia a tonalidade. Fui me lembrando da floresta, do pingo d’água que ficava na folha, ou do orvalho que eu via quando saía cedo para trabalhar no seringal, que, com o nascer do sol, dá cores”, contou, ao lembrar como aprendeu a desenvolver as cores nas suas pinturas.
Jair disse que foi o artista baiano Edson Luz, do premiado grupo de vanguarda Etsendron (Nordeste de trás para frente), que o incentivou a fazer as pinturas, durante uma viagem que fez a Salvador. Edson ofereceu a ele tintas, telas e pincéis.
“Quando encontrei com ele, Edson estava em uma fase abstrata. Eu nunca gostei do abstrato, e aí eu comecei a fazer minhas experiências. Fiz um quarto lá em casa de ateliê e não parei mais”, relatou.
O museu
Considerado o maior e mais significativo museu dedicado à arte popular do Brasil, tem um acervo com mais de 9 mil peças de 300 artistas brasileiros e foi formado em 45 anos de pesquisas e viagens do designer francês Jacques Van de Beuque, que se impressionou com as peças de arte popular em suas andanças pelo país e passou a colecionar as obras.
Inicialmente, Van de Beuque concentrou as peças em uma casa na região do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Com o tempo, as inundações causadas por chuvas intensas colocaram em risco o acervo.
Depois de mais de dez anos, finalmente, foi construída uma sede nova e moderna para o museu na Barra da Tijuca, onde funciona atualmente.
Os recursos para a construção foram obtidos com colaboração coletiva que envolveu doações de mais de mil pessoas e participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de empresas como o Instituto Cultural Vale e o Itaú Cultura.
A iniciativa teve ainda recursos da Lei de Incentivo à Cultura do governo federal, além de apoio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e da prefeitura do Rio de Janeiro.
A possibilidade de a gripe aviária se tornar uma pandemia continua preocupando as autoridades de saúde, e, na avaliação da presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, é preciso avançar na criação de vacinas mais eficazes, para evitar que isso aconteça. Uma das grandes esperanças é a vacina universal contra todos os tipos de influenza, que já apresentou resultados positivos.
“É uma vacina de RNA mensageiro, e, na composição dela, foi colocado o sequenciamento genético de todos subtipos de influenza A e B, e se testou em furões e ratos. Primeiro, eles testaram, antígeno por antígeno, isoladamente, e a resposta imune foi muito boa. Então, eles passaram a testar nesses animais, as 20 cepas de uma vez. E o que eles viram foi uma indução de anticorpos para todas as 20 cepas, por pelo menos quatro meses após a vacinação”, explica a especialista.
Vacinas específicas contra o vírus da gripe aviáriajá foram produzidas e existem estoques de emergência em cerca de 20 países, segundo Mônica. O Brasil aposta no imunizante que está sendo formulado pelo Instituto Butantan e que também já passou pela fase de testes em animais, com bons resultados. No momento, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o instituto está convidando voluntários para os testes em humanos, enquanto aguarda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciá-los.
A presidente da Sbim reforça a importância do Brasil desenvolver uma vacina própria o mais rápido possível, para não precisar contar com a produção de empresas estrangeiras, caso seja necessário. Ela explica que o vírus da gripe aviária consegue desenvolver mutações e se adaptar para infectar organismos diferentes com muita rapidez.
“Já são mais de 350 espécies, que não eram infectadas no começo, incluindo mamíferos, como gatos domésticos, que foram identificados na Polônia. E a mortalidade deste vírus é muito alta, porque nós não temos imunidade prévia contra ele”.
“Se ele adquirir mais alguma mutação que aumente a adesão do vírus à célula do hospedeiro humano, ele vai conseguir ser transmitido de pessoa para pessoa. Esse é o problema. E segundo as evidências, falta muito pouco para esse vírus causar uma pandemia”, alerta Mônica Levi.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2003 até março deste ano, foram registrados 969 casos de infecções por gripe aviária em humanos, causadas pelo Influenza A H5N1, com 457 mortes. O que significa uma letalidade superior a 50%.
No entanto, essa proporção de morte frente aos casos vem caindo desde 2015, e, neste ano, dos 72 casos registrados nas Américas, apenas dois levaram a óbito, um nos Estados Unidos e outro no México. Quase todos os registros de novas infecções estão nos EUA.
A contaminação em humanos ocorre após contato com animais infectados, e o número de surtos em aves e mamíferos não para de crescer. De outubro do ano passado a fevereiro deste ano, um período de cinco meses, foram registrados mais de 900 surtos em aves de criação e 1 mil em aves silvestres. Esses valores são superiores aos registrados durante toda a temporada anterior de circulação do vírus, de outubro de 2023 a setembro de 2024, um período de 12 meses.
Contando com uma grande atuação do meia-atacante Alan Patrick, o Internacional derrotou o Atlético Nacional (Colômbia) por 3 a 0, na noite desta quinta-feira (10) no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, para assumir a liderança do Grupo F da Copa Libertadores.
Com o triunfo atuando em casa, o Colorado chegou aos quatro pontos. A vice-liderança da chave é do Bahia, que superou o Nacional (Uruguai) por 1 a 0 na última quarta-feira (9) para também somar quatro pontos, mas com saldo de gols pior do que o do time do Rio Grande do Sul.
Apesar de criar boas oportunidades no primeiro tempo, o time comandado pelo técnico Roger Machado só conseguiu abrir o marcador após o intervalo. Logo no primeiro minuto da etapa final, Wesley foi derrubado por Tesillo dentro da área e o juiz marcou pênalti a favor do Internacional. Três minutos depois Alan Patrick foi para a cobrança e não falhou.
A vida do Colorado ficou mais fácil aos 21 minutos, quando Hinestroza foi expulso após dar carrinho por trás em Vitinho. Com isso, a equipe brasileira assumiu de vez o comando das ações e conseguiu ampliar o marcador com outros dois gols de Alan Patrick, aos 36 minutos em cobrança de pênalti e aos 42 ao bater de primeira após aproveitar cruzamento de Aguirre.
Empate frustrante
Quem deixou escapar a vitória foi o São Paulo, que, jogando no Morumbis, chegou a abrir uma vantagem de dois gols sobre o Alianza Lima (Peru), mas acabou cedendo o empate no placar final.
— CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) April 11, 2025
A equipe comandada pelo técnico Luis Zubeldía foi bem no primeiro tempo, e abriu 2 a 0 graças ao faro de gol de Ferreira. Porém, na etapa final o Tricolor caiu de produção e permitiu que o Alianza Lima empatasse graças a gols de Quevedo e Eryc Castillo.
Invasão de campo
O terceiro brasileiro a jogar pela Copa Libertadores nesta quinta foi o Fortaleza. O Leão enfrentou o Colo-Colo (Chile) no Monumental de Santiago. Porém, a partida teve que ser encerrada aos 38 minutos do segundo tempo, quando o placar ainda estava em 0 a 0, após torcedores da equipe chilena invadirem o gramado. A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) cancelou a partida momentos depois.
Em postagem nas redes sociais, o Fortaleza informou que todos os atletas, diretores, comissão e staff ficaram bem e seguros após a invasão dos torcedores do Colo-Colo ao gramado. Além disso, o clube afirmou: “Após a confusão iniciada por torcedores do Colo-Colo, o clube tem ajudado a tranquilizar e garantir a segurança de nossos torcedores que seguem nas arquibancadas até uma saída 100% segura”.
Segundo nota emitida pela Conmebol, dois torcedores morreram nas imediações do Estádio Monumental antes do início da partida.
O governo federal e organizações indígenas anunciaram nesta quinta-feira (10) a criação de uma Comissão Internacional Indígena para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro deste ano, em Belém. O lançamento ocorreu durante um ato no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.
O evento, que é a maior manifestação anual indígena do país, completou 21 edições este ano.
Esta comissão será presidida pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e composta pelas entidades:
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab)
Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga)
G9 da Amazônia Indígena
Aliança Global de Comunidades Territoriais (GATC)
Fórum Permanente da Organização das Nações Unidas sobre Assuntos Indígenas
Caucus Indígena, uma articulação internacional de movimentos de povos originários.
“Nós sempre lutamos para que os povos indígenas estivessem no centro desse debate. E nós lutamos para que os povos indígenas estejam como parte importante dessa discussão porque, comprovadamente, os territórios indígenas funcionam como essa barreira contra o avanço das monoculturas, mineração e agronegócio”, destacou Guajajara.
Kléber Karipuna, um dos coordenadores-executivos da Apib, disse que a expectativa do movimento é reunir mais de 3 mil indígenas durante a COP30 em Belém, evento em que são esperadas, ao todo, mais de 50 mil pessoas.
“A solução para o enfrentamento da crise climática é a demarcação dos nossos territórios, a preservação da biodiversidade dos nossos territórios. Isso tem que sair do papel e ir para a prática”, reforçou Kléber Karipuna, um dos coordenadores-executivos da Apib.
Círculo dos Povos
A Comissão Internacional Indígena fará parte do chamado Círculo dos Povos, uma inovação da presidência brasileira da COP30, para ampliar o protagonismo da sociedade civil e dos movimentos sociais nas discussões e negociações das metas durante a conferência.
“O Círculo dos Povos é fundamental para ter uma ligação direta entre a presidência da COP e os povos indígenas”, destacou Ana Toni, diretora-executiva da COP30 e secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Além do Círculo dos Povos, haverá outros três grupos de incidência, além dos próprios representantes e negociadores enviados pelos países. Um deles será liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, com participação da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
O outro círculo será composto por ministros de finanças dos diferentes países participantes, sob liderança do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e um um quarto círculo será composto por ex-presidentes de edições anteriores da COP.
Indígenas de várias etnias participam da marcha do acampamento terra livre (ATL). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
NDC indígena
Durante o ATL, os indígenas também apresentaram um documento com propostas de metas climáticas, a chamada NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada).
Dividida em seis eixos, o documento aponta demandas por:
Demarcação de territórios
Medidas de mitigação e adaptação, com garantia de financiamento
Capacitação e transferência de tecnologia para proteção e preservação dos biomas
Indígenas de várias etnias participam da marcha do acampamento terra livre (ATL). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Marcha em Brasília
No fim da tarde, os indígenas que participam do ATL marcharam até a Esplanada dos Ministérios. No final da manifestação, houve repressão das polícias legislativas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que soltaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
A ação ocorreu, segundo as assessorias das duas Casas, porque alguns manifestantes “derrubaram os gradis e invadiram o gramado do Congresso Nacional”.
“O acordo com o movimento indígena, que reúne lideranças de diferentes etnias do país, era que os cerca de 5 mil manifestantes chegassem apenas até a Avenida José Sarney, anterior à Avenida das Bandeiras, que fica próxima ao gramado do Congresso. Mas, parte dos indígenas resolveu avançar o limite”, informou a nota da Câmara dos Deputados.
A situação foi controlada após alguns minutos, mas dezenas de pessoas precisaram de atendimento após inalação de gás lacrimogêneo.
Procurada, a Apib, que organiza o ATL, informou que a confusão foi pontual e que a marcha se dispersou em seguida, com os participantes retornando em segurança ao acampamento, montado a cerca de 3 quilômetros de distância do Congresso Nacional.
A Itaipu Binacional fechou o ano de 2024 com saldo positivo de US$ 680,3 milhões. O resultado considera despesas como a operação e manutenção da usina, administração, pagamento de royalties e investimentos em ações socioambientais.
A hidrelétrica também registrou um resultado contábil positivo de US$ 443 milhões no período. Os números incluem o aporte de US$ 301 milhões na Conta de Comercialização de Itaipu, mantendo, segundo a empresa, a tarifa de repasse da usina nos valores atuais, evitando, desta forma, aumentos na conta de luz e beneficiando diretamente o consumidor.
Diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri diz que balanço mostra que empresa é bem administrada e saudável financeiramente – Foto:Sara Cheida/Itaipu Binacional
Os dados foram analisados e aprovados nesta quinta-feira (10) pelo Conselho de Administração, em reunião extraordinária. “Os números comprovam, mais uma vez, que a Itaipu é uma empresa bem administrada, saudável financeiramente, e comprometida com sua missão institucional: gerar energia limpa, acessível e de qualidade, com responsabilidade socioambiental, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e do Paraguai”, analisou o diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri.
Os demonstrativos anuais seguem as práticas contábeis brasileiras e paraguaias e as diretrizes do Tratado de Itaipu e seus anexos. “O parecer emitido pelos auditores para o período não apresenta ressalvas, ratificando a confiabilidade das práticas contábeis da Itaipu”, informou em nota a hidrelétrica.
O diretor financeiro executivo da Itaipu, André Pepitone da Nóbrega, disse que, devido à ampliação dos investimentos em programas socioambientais, a hidrelétrica optou pela abertura da divulgação dos seus gastos, detalhando os investimentos no setor. “Essa iniciativa visa proporcionar maior transparência ao usuário, reforçando o compromisso da empresa com elevados padrões de governança corporativa”, destacou.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (10) que as pessoas que receberam quantias relacionadas ao cálculo da revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não precisam devolver os valores recebidos.
A decisão da Corte foi tomada durante o julgamento de um recurso apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, uma das entidades que acionaram o Supremo para garantir a revisão.
No ano passado, a revisão da vida toda foi rejeitada pelo Supremo. Contudo, ficaram pendentes de julgamento recursos para esclarecer o alcance da medida, ou seja, a partir de quando teria aplicação e se valeria para os aposentados que ganharam ações na Justiça antes da decisão do STF que negou o benefício.
Durante a sessão, o ministro Dias Toffoli defendeu a modulação da decisão para garantir que quem recebeu algum valor por decisão das instâncias inferiores não tem que devolver o dinheiro.
“Ao não modularmos, houve uma quebra de confiança naquilo que os segurados depositaram, em razão de precedentes do STJ e do próprio STF”, comentou o ministro.
Ao analisar a sugestão de Toffoli, o plenário do STF também entendeu que os aposentados não terão que devolver valores que foram pagos por meio de decisões definitivas e provisórias assinadas até 5 de abril de 2024, data na qual foi publicada a ata do julgamento que derrubou a tese de revisão da vida toda.
Além disso, o STF entendeu que os aposentados não terão que pagar honorários sucumbenciais, que são devidos aos advogados da parte que perde a causa.
Entenda
Em março do ano passado, o Supremo decidiu que os aposentados não têm direito de optar pela regra mais favorável para recálculo do benefício.
A decisão anulou outra deliberação da Corte favorável à revisão da vida toda. A reviravolta ocorreu porque os ministros julgaram duas ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão.
Ao julgar constitucionais as regras previdenciárias de 1999, a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional aos aposentados.
Antes da nova decisão, o beneficiário poderia optar pelo critério de cálculo que rendesse o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo de toda vida poderia aumentar, ou não, o benefício.
Com dois pequenos vetos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Orçamento Geral da União de 2025. Aprovada pelo Congresso Nacional em 20 de março, a lei orçamentária tinha até o próximo dia 15 para ser sancionada. O texto foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União.
No valor de R$ 40,2 milhões, o primeiro veto recaiu sobre novas programações orçamentárias com localizações específicas em gastos discricionários (não obrigatórios) do Poder Executivo, classificadas na categoria RP 2. Segundo o governo, a prática é vedada pela Lei Complementar 210, de 2024, que disciplina a execução de emendas parlamentares.
O segundo veto abrange R$ 2,97 bilhões em despesas financeiras (não originadas de impostos) do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que seriam destinadas a financiamentos com retorno. De acordo com o governo, o veto foi necessário porque as despesas superam o teto para gastos atrelados a receitas, após a renovação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2032.
Parâmetros
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 estima um superávit primário de R$ 14,5 bilhões, após compensações permitidas pelo arcabouço fiscal, como gastos de R$ 44,1 bilhões com precatórios (dívidas com sentença definitiva da Justiça). Sem a compensação, haverá déficit primário de R$ 29,6 bilhões. O resultado primário representa o déficit ou superávit nas contas do governo sem os juros da dívida pública.
Aprovado com três meses de atraso, o Orçamento confirma o salário mínimo de R$ 1.518, em vigor desde o início do ano, com aumento real (acima da inflação) de 2,5% em relação ao ano passado. A LOA destina R$ 226,4 bilhões para a educação e R$ 245,1 bilhões para a saúde pública.
Previdência e programas sociais
O Orçamento reserva R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família e R$ 113,6 bilhões para os Benefícios de Prestação Continuada (BPC) e a Renda Mensal Vitalícia (RMV). O maior volume de despesa primária corresponde à Previdência Social, com R$ 972,4 bilhões.
Por causa do crescimento dos gastos com a Previdência e com programas sociais, o governo enviou uma mensagem modificativa ao Congresso em março cortando R$ 7,6 bilhões do Bolsa Família e mais R$ 1,7 bilhão de outras despesas. O dinheiro serviu para ampliar as despesas da Previdência em R$ 8,3 bilhões e em R$ 1 bilhão os gastos com abono salarial, seguro-desemprego e Benefício de Prestação Continuada (BPC). O acordo também permitiu a inclusão do novo Vale Gás e do Pé-de-Meia no Orçamento.
PAC e emendas
Em relação aos investimentos federais, o Orçamento de 2025 destina R$ 166 bilhões. Desse total, R$ 57,6 bilhões correspondem ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
As emendas parlamentares somam R$ 50,4 bilhões, das quais R$ 24,6 bilhões para as Emendas Individuais (RP 6), R$ 14,3 bilhões para as Emendas de Bancadas Estaduais (RP 7) e R$ 11,5 bilhões para as Emendas de Comissão Permanente do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e de Comissão Mista Permanente do Congresso Nacional (RP 8). As despesas primárias discricionárias (RP 2 e 3) dos órgãos do Poder Executivo, totalizam R$ 170,7 bilhões.
A cidade do Rio de Janeiro foi atingida no início da noite desta quinta-feira (10) por um temporal com rajadas de ventos, concentrado principalmente nas zonas oeste e norte do município.
De acordo com o Sistema Alerta Rio, da prefeitura carioca, “áreas de instabilidade provocaram chuva moderada a forte também na região de Angra dos Reis e Mangaratiba, na Costa Verde, com pancadas de chuva moderada a ocasionalmente forte em várias localidades da Baixada Fluminense, regiões serrana e metropolitana.”
O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) informou que “houve registro de chuva moderada a forte em alguns pontos da cidade. De acordo com o Sistema Alerta Rio, entre 18h e 19h, foram registrados 22 milímetros por hora (mm/h) no Recreio dos Bandeirantes, de 18,6mm/h nas regiões da Barra da Tijuca e no RioCentro, e em Jacarepaguá/Tanque e Guaratiba, todos bairros da zona oeste.
Ocorreram quedas de várias árvores no bairro da Taquara, que está sem luz. Equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária de energia Light trabalham no local. As árvores que foram derrubadas pela força dos ventos atingiram a rede de alta-tensão. Devido à chuva alguns bairros registraram formações de bolsões d´água, prejudicando o tráfego de veículos.
De acordo com a Defesa Civil estadual, neste momento, núcleos de chuva de intensidade fraca a moderados estão sobre as regiões serrana e Noroeste do estado. Áreas de instabilidade, associadas a um sistema de baixa pressão próximo à costa continuarão provocando chuvas fracas a, ocasionalmente, moderadas em todo estado, principalmente no período da madrugada. A temperatura mínima prevista é 14°C na região serrana.
Risco hidrológico
Permanecem as condições de risco hidrológico alto para a cidade de Rio das Ostras (Baixada Litorânea) e moderado para as regiões Costa Verde, sul, serrana, capital, Baixada Litorânea e norte. Há possibilidade da mesma situação climática nas regiões da Baixada Fluminense, metropolitana e noroeste do estado.
Há previsão de risco moderado de deslizamento para todas as regiões fluminenses. Em caso de mudança de cenário, a Defesa Civil Estadual atualizará as informações e emitirá os alertas necessários pelas equipes de monitoramento do Centro Estadual de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ).
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.851 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite desta quinta-feira (10) no Espaço da Sorte, em São Paulo.
Os números sorteados foram os seguintes: 05 – 06 – 17 – 37 – 43 – 54.
O prêmio da faixa principal acumulou e para o próximo concurso, o de número 2.852, a ser realizado no sábado (12), está estimado em R$ 37 milhões
A quina registrou 60 apostas ganhadoras; cada uma vai pagar R$ 45.928,67. Já a quadra teve 4.264 vencedores que vão receber, individualmente, um prêmio de R$ 923,25.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
Uma iniciativa que promove a proteção de crianças e adolescentes brasileiros a fim de deixá-los no centro das políticas de justiça e segurança pública no país. Essa é a tônica da proposta do programa Crescer em Paz, apresentada nesta quinta (10) no ministério da Justiça e da Segurança Pública.
Presente no evento, o ministro Ricardo Lewandowski destacou o histórico de avanços da legislação e a necessidade de garantir os direitos da infância e da adolescência. Ele salientou a orientação para que esses grupos sejam ouvidos e sejam protagonistas dessas transformações. “Tenho certeza que esse programa terá sucesso e que atingirá os objetivos”, disse.
O programa foi inspirado na estratégia global do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (UNODC), para eliminar violência contra crianças e adolescentes com programação que teve início em 2023 e vai até 2030. O governo defende que o Brasil é o primeiro país do mundo a implementar oficialmente a estratégia global no enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes.
A estratégia Crescer em Paz propõe 45 ações prioritárias que se baseiam na compreensão de violências sofridas por crianças e adolescentes. No primeiro ano, são cerca de R$ 82 milhões investidos nas ações planejadas.
Evidências
Para a coordenadora do UNODC, Alessandra Martins, que atua no programa global para a eliminação da violência contra crianças e adolescentes, o programa é a consolidação de uma política pública que se ancora em evidências e em experiências internacionais reconhecidas.
“Foram adaptadas com sensibilidade e competência ao contexto brasileiro, em um cenário marcado por múltiplas crises e ameaças tradicionais e emergentes, como o aliciamento de crianças e adolescentes por organizações criminosas”, disse.
Ela avalia que o Brasil avança com uma resposta que inova ao integrar segurança pública, proteção social e Justiça, com foco na infância. “Crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos a múltiplas formas de violência, como a violência sexual, o aliciamento pelo crime organizado, abusos em plataformas digitais”.
Vítimas na adolescência
Um estudo global sobre homicídios do UNODC revelou que, em 2023, 15% de todas as vítimas de homicídios intencionais no mundo tinham menos de 18 anos. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 1 bilhão de crianças todos os anos sofrem algum tipo de violência ou negligência.
“Não podemos nos esquecer que a violência não termina quando o abuso cessa”. Ela pondera que é preciso entender que, quando uma criança se envolve com o crime, não significa que ela escolheu esse caminho. O programa brasileiro, segundo considera Alessandra Martins, não tem relação com resolver problemas pontuais, mas de interromper ciclos de exclusão com respostas sistêmicas.
“Seu foco está em prevenir, fortalecer mecanismos de proteção, responsabilizar autores de crimes de forma efetiva e promover a recuperação e reintegração de crianças e adolescentes que já foram afetados”, pontua.
Causas estruturais
Por isso, a especialista identifica que, mais do que combater sintomas, o programa propõe abordagem em causas estruturais, como a violência armada, a insegurança digital, os desafios no sistema de justiça, os deslocamentos forçados, as desigualdades e a emergência climática.
Também presente ao lançamento do programa Crescer em Paz, a chefe de Proteção de Crianças e Adolescentes do UNICEF no Brasil, Sónia Polónio, contextualizou que, entre 2021 e 2023, foram registadas mais de 15 mil vítimas de mortes violentas intencionais entre crianças e adolescentes menores de 19 anos. “Na sua maioria, meninos negros, sendo que 17% dessas mortes foram também decorrentes de intervenções policiais”.
Para ela, esforços como os liderados pelo Ministério da Justiça são cruciais para fazer frente ao fenômeno da violência contra crianças no país. Sônia Polónio destacou a iniciativa de criação de centros integrados de atendimento a crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência.
Prevenção
De acordo com a secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, os resultados do programa vão além da prevenção às drogas. Já há resultados das ações de prevenção com redução significativa de 30% de perpetuação de bullying nas escolas. “Há também uma redução muito significativa de mais de 60% menos chances de que pais e mães tenham episódios de embriaguez na frente de seus filhos”, disse.
A representante especial das Nações Unidas sobre Violência contra Crianças e adolescentes, Najat Maala, destacou que a estratégia enfatiza a importância de conectar o sistema de justiça com outros setores. “O Brasil sublinhou seu compromisso de proteger os filhos e seus direitos. O lançamento de hoje continua esse trabalho crucial”.
No evento, o ministro Ricardo Lewandowski entregou ao universitário paranaense Raul Zainedin Rocha, representantes do Comitê de Participação de Adolescentes do Conanda, um exemplar do sumário executivo da Estratégia Crescer em Paz e do Estatuto da Juventude.
Participação
No evento, o jovem alertou para o fato de que as crianças e adolescentes estão vulnerabilizados e cercadas de estigmas. Por isso, precisam ter garantida a participação também nas decisões e nos programas.
“Se nós quisermos uma participação verdadeiramente efetiva de crianças, é necessário abdicarmos dessa visão adultocêntrica e arcaica de que a participação só pode ser validada nos moldes da excelência acadêmica ou oratória dos adultos”.
Os adultos, avalia o rapaz, precisam ouvir mais as crianças
O anúncio foi feito pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Gleisi Hoffmann, após a reunião entre Lula e Pedro Lucas, ocorrida no fim da tarde desta quinta-feira (10), no Palácio da Alvorada, residência oficial.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além do próprio Juscelino Filho, participaram da conversa. Pedro Lucas é o atual líder da bancada do União Brasil na Câmara dos Deputados, e foi a indicação do partido para a pasta.
“O União Brasil apresentou o nome do Pedro Lucas para substituir o ministro Juscelino nas Comunicações. O presidente aceitou e fez um convite também ao líder, para assumir [o cargo]”, informou Gleisi a jornalistas no Alvorada.
Segundo a ministra, a nomeação e posse devem ocorrer após o dia 21 de abril, depois dos feriados de Páscoa e Tiradentes, para que Pedro Lucas acerte detalhes da licença no mandato e a indicação de um novo líder da legenda. O União Brasil possui uma das maiores bancadas na Câmara, com 59 deputados.
A indicação de Pedro Lucas já havia sido sinalizada ainda nesta quarta-feira (9) pelo presidente Lula, durante viagem a Honduras. Na ocasião, ele ressaltou que não está trabalhando com novas substituições na equipe no momento, e que decidirá quando e como elas deverão ocorrer.
O agora ex-ministro Juscelino Filho pediu desligamento da função no dia anterior, após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostos desvios em emendas parlamentares quando era deputado federal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 25 de abril a retomada do julgamento virtual da cabelereira Débora Rodrigues dos Santos, mulher acusada de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e de pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, que fica em frente à Suprema Corte.
O julgamento foi suspenso no mês passado por um pedido de vista do ministro Luiz Fux, que devolveu a ação para julgamento nesta quinta-feira (10).
O caso é julgado pela Primeira Turma da Corte, que também é formada pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Antes da suspensão do julgamento, Moraes votou para condenar Débora a 14 anos de prisão em regime fechado e ao pagamento solidário de R$ 30 milhões, quantia que todos os condenados pelo 8 de janeiro terão que pagar pelos dados causados com a depredação.
O voto foi seguido por Flávio Dino. O placar é de 2 votos a 0 pela condenação.
Moraes votou pela condenação ao somar as penas de cinco crimes denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A pena ficou na média das demais condenações dos acusados de participar do 8 de janeiro. As penas variam entre 14 e 17 anos.
Conforme o voto pela condenação, os investigados pelos atos golpistas cometeram crimes multitudinários, ou seja, de autoria coletiva. Dessa forma, eles respondem conjuntamente pelos cinco crimes.
A soma para chegar à pena de Débora foi feita da seguinte forma:
Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (4 anos e 6 meses);
Golpe de Estado: (5 anos);
Associação Criminosa Armada (1 anos e 6 meses);
Dano Qualificado: (1 ano e 6 meses);
Deterioração do Patrimônio Tombado (1 ano e 6 meses);
Prisão domiciliar
No mês passado, Moraes concedeu prisão domiciliar à cabelereira Débora Rodrigues.
Com a decisão, a acusada deixou a cadeia e cumpre prisão domiciliar em Paulínia (SP), onde reside. Débora deverá usar tornozeleira eletrônica, não poderá usar redes sociais e ter contato com outros investigados. No caso de descumprimento, ela deverá voltar para o presídio.
A decisão de Moraes foi motivada por um pedido de liberdade feito pela defesa da acusada, presa desde março de 2023.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o ministério ainda não tem estudos para ampliar a isenção na conta de luz para 60 milhões de brasileiros. Em evento no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mencionou que a pasta trabalha em um projeto de lei para isentar a população que consome até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês.
“Na Fazenda, aqui, com certeza não têm [estudos sobre o tema], mas o Rui [Costa] me confirmou que não está tramitando nenhum projeto na Casa Civil nesse sentido, o que não impede, evidentemente, o ministério de estudar o que quer que seja. Mas, nesse momento, não há nada tramitando. Eu desconheço o assunto, e pelo que eu entendi da conversa com o ministro Rui Costa, não há nada que tenha chegado lá”, afirmou Haddad.
Atualmente, cerca de 40 milhões de brasileiros de menor renda têm desconto na conta de luz. Caso o aumento da isenção na conta de luz se concretize, o total de beneficiados pela tarifa social subiria 50%, incluindo os descontos parciais.
Hoje, a isenção completa do pagamento em caso de consumo de até 50 kWh vale para indígenas e quilombolas. Os idosos com Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as famílias do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) têm direito a descontos escalonados de até 65%, caso o consumo seja inferior a 220kWh.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer mais cooperativas na sua carteira de crédito. A instituição, que desembolsou R$ 37 bilhões em financiamentos para esse tipo de organização produtiva em 2024, assinou nesta quinta-feira (10) um acordo de cooperação técnica para ampliar o acesso das cooperativas ao crédito no banco.
O termo foi acertado pelos presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, e do Sistema Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Freitas, na sede do banco, no Rio de Janeiro.
Mercadante ressaltou que o país tem 4,5 mil cooperativas atualmente, número 50% a mais do que há 20 anos. A maior parte atuando na agropecuária.
“Metade da produção de alimentos no Brasil hoje é feita pelo cooperativismo”, lembrou.
Segundo ele, são 23,5 milhões de trabalhadores cooperados, o que representa 550 mil empregos formais. Esse sistema de produção fatura R$ 692 bilhões por ano.
Funcionamento
Cooperativas funcionam como se fossem empresas em que os trabalhadores são sócios do negócio. Os associados, líderes e representantes têm total responsabilidade pela gestão e fiscalização da cooperativa.
Por não terem fins lucrativos, os resultados positivos da atividade econômica desempenhada são distribuídos entre os cooperados. Há cooperativas em diversos ramos da economia. As de crédito, por exemplo, fecham contratos de empréstimos com juros mais baixos do que os bancos privados.
“É um sistema de organização da produção muito generoso, que constrói solidariedade, eficiência e resiliência”, diz Mercadante.
Faturamento
Em 2024, 73% dos contratos de crédito do BNDES foram direcionados para o sistema cooperativo, o que representa R$ 37 bilhões. Desse montante, R$ 34,4 bilhões foram direcionados para pequenas e médias empresas.
Aloizio Mercadante apontou que as cooperativas de crédito têm a função de levar a oferta de crédito, inclusive, para pequenas cidades onde não há agências bancárias.
“Mais de mil cidades não têm agências bancárias, só cooperativa. É um instrumento capilar de acesso ao crédito. Chegam onde as agências não chegam mais”, disse Mercadante.
Mercadante ressaltou que, mesmo o BNDES não estando nessas localidades e sendo representado por cooperativas de crédito, o sistema é seguro, pois conta com a fiscalização do Banco Central (BC).
O presidente do BNDES enfatizou a intenção de aumentar a presença dessa forma de organização nas regiões Norte e Nordeste.
“Elas [cooperativas] são muito fortes no Sul, em função da colonização; no Sudeste, que é a colonização europeia e asiática, e agora estão avançando no Centro-Oeste. O nosso próximo capítulo é dar muito impulso ao cooperativismo no Norte e Nordeste”, defendeu.
Questionado sobre qual a meta de concessão de crédito ao segmento de cooperativas, Mercadante disse que “depende da força deles”.
O presidente da OCB, Márcio Freitas, informou que a organização tem a meta de levar o faturamento total das cooperativas em até R$ 1 trilhão até 2027.
“A meta está lançada, chegar a 30 milhões de brasileiros cooperados e, provavelmente, chegando a um milhão de empregos diretos, com carteira assinada”, avaliou.
Mais renda
Além da assinatura do acordo entre o banco público e a entidade de representação do cooperativismo no Brasil, foi realizado um seminário sobre impactos do cooperativismo no desenvolvimento do país.
O pesquisador Alison Pablo de Oliveira, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), apresentou dados sobre locais que têm presença de cooperativas de crédito.
O estudo mostra que foram gerados 25,3 empregos formais para cada grupo de 1 mil habitantes nessas localidades. Além disso, foi identificado incremento de R$ 115,50 na massa salarial por habitante.
O levantamento aponta também que a presença das cooperativas de crédito retirou 12,3 famílias da extrema pobreza para cada grupo de 1 mil habitantes. Outro dado é a diminuição de 20,5 famílias no Cadastro Único (CadÚnico), direcionado a famílias mais pobres, a cada grupo de 1 mil habitantes.
Segundo Oliveira, onde há agência de cooperativismo de crédito, as famílias passam a depender menos do Estado.
“Com ganhos de renda e empregabilidade maior, as famílias conseguiam superar a pobreza de maneira sustentável por meio da inclusão produtiva e econômica”, disse.
O BNDES é um banco público de fomento ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e tem entre as funções fomentar setores estratégicos da economia por meio de crédito e investimentos diretos. Parte dos empréstimos são subsidiados, isto é, mais baratos.
Traficantes sequestraram pelo menos sete ônibus em dois pontos diferentes do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (10). Os veículos foram atravessados em vias da cidade e usados como barricadas, como resposta às operações da Polícia Militar no Complexo do Chapadão, altura do bairro da Pavuna, e no Complexo da Maré, ambos na zona norte da capital fluminense.
Segundo a PM, os confrontos no Chapadão terminaram com dois suspeitos feridos e encaminhados para Hospital Estadual Carlos Chagas. Um terceiro suspeito foi preso e dois fuzis foram apreendidos. A ocorrência está sob responsabilidade da 39ª Delegacia de Polícia (Pavuna), e o policiamento está reforçado na região. A PM não deu informações sobre a situação no Complexo da Maré.
A Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de ônibus do município do Rio de Janeiro, informou que seis veículos foram sequestrados e usados para barricadas na Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira e Rua Alcobaça, na Pavuna e em Anchieta. O sequestro do sétimo ônibus ocorreu na Linha Amarela, via expressa que liga a zona norte e a zona oeste.
O sindicato também disse que 11 linhas de ônibus que passam pela Pavuna estão com a operação prejudicadas. E que todas as linhas que passam pela Linha Amarela foram impactadas. Em 2025, o cálculo é de 49 coletivos sequestrados.
A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro anunciou que oito unidades escolares foram afetadas pelas operações policiais no Complexo do Chapadão. Na Maré, foram 42 unidades escolares com funcionamento prejudicado.
Já a Secretaria Municipal de Saúde contabilizou quatro unidades de saúde afetadas na região da Maré, entre clínicas da família e centros municipais, que tiveram o funcionamento suspenso no período da manhã.
Com maior área plantada e condições climáticas favoráveis, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma safra recorde de grãos na temporada 2024/25, em 330,3 milhões de toneladas. De acordo com o órgão, com a colheita das culturas de primeira safra em fase adiantada, essa perspectiva vem se confirmando.
Os dados do 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Conab, aponta um crescimento de 10,9% ou 32,6 milhões de toneladas quando se compara com o ciclo 2023/24.
O incremento estimado se deve tanto a uma maior área plantada, prevista em 81,7 milhões de hectares, com incorporação de 1,7 milhão de hectares em relação à safra passada, quanto às condições climáticas favoráveis registradas na primeira safra nas principais regiões produtoras.
“As perspectivas positivas para o clima também dão suporte para o desenvolvimento das culturas na segunda safra. Neste cenário, é esperada uma recuperação da produtividade em 8,6%, estimada em 4.045 quilos por hectares”, destacou a companhia.
Soja
A soja continua a ser o principal produto cultivado na primeira safra e deve registrar o maior volume já colhido no país. Nesta safra, a Conab prevê uma produção de 167,9 milhões de toneladas, resultado 20,1 milhões de toneladas superior à safra passada.
O Centro-Oeste, principal região produtora do grão, deve registrar um novo recorde na produtividade média das lavouras com 3.808 quilos por hectare, superando o ciclo 2022/23.
Em Mato Grosso, a colheita já chega a 99,5% da área semeada com a produtividade média chegando a 3.897 quilos por hectare, a maior já registrada no estado. Cenário semelhante é visto em Goiás, onde os trabalhos de colheita já atingem 97% da área com uma produtividade de 4.122 quilos por hectare.
Com a colheita da soja avançada, o plantio do milho de segunda safra está próximo de ser finalizado. A produção total do cereal, somados os três ciclos da cultura, está estimada em 124,7 milhões de toneladas em 2024/25, crescimento de 9 milhões de toneladas em relação ao ciclo passado.
Para o algodão, a expectativa de produção recorde também vem se confirmando. O plantio está concluído com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 6,9% sobre a safra 2023/24. Já para a produção de pluma é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, 5,1% acima do volume produzido na safra anterior.
Arroz e feijão
De acordo com a Conab, a colheita de arroz também segue em bom ritmo, com mais de 60% da área plantada já colhida.
“As condições climáticas nas principais regiões produtoras, até o momento, são favoráveis para o desenvolvimento da cultura”, informou o órgão.
No caso do feijão, o aumento previsto na produção é de 2,1%, podendo chegar a 3,3 milhões de toneladas somadas as 3 safras da leguminosa. A elevação acompanha a melhora na produtividade média das lavouras, que sai de 1.135 quilos por hectare para 1.157 quilos por hectare, uma vez que a área se mantém estável em 2,86 milhões de hectares.
Comércio
Com o aumento na estimativa de produção do milho, a Conab também elevou as previsões de consumo do grão na safra. A nova expectativa é de um volume de 87 milhões de toneladas consumidas no mercado interno e 34 milhões de toneladas para exportação.
“Mesmo com o aumento no consumo interno, o estoque final deve chegar a cerca de 7,4 milhões de toneladas do grão”, afirmou.
Segundo a Conab, cenário semelhante é encontrado para o algodão, em que o aumento na produção possibilita um incremento tanto no consumo quanto no estoque de passagem da fibra.
O temporal registrado no início da tarde desta quinta-feira (10) causou uma série de alagamentos na capital paulista e em outras cidades da região metropolitana, como Guarulhos e Santo André. A cidade do ABC Paulista registrou uma forte chuva de granizos.
Também houve registro de queda de granizos nos bairros de Interlagos, Vila Formosa, Vila Guilhermina, Itaim Paulista e Horto Florestal. As rajadas de vento mais fortes foram no Ipiranga (44 quilômetros por hora – km/h), Capela do Socorro (39,9 km/h) e Penha (29,8 km/h).
Em Itaquaquecetuba, um muro da Escola Municipal (Emeb) Joaquim Perpétuo caiu sobre alguns veículos, mas não houve registros de vítimas. Em São Caetano, uma árvore caiu sobre um carro estacionado, sem ocupantes.
Enel
Conforme os dados da Enel, a interrupção no fornecimento de energia elétrica chegou a cerca de 104 mil imóveis, sendo mais de 50 mil deles só na capital São Paulo. São Bernardo, com 8,8 mil casos, e Juquitiba, com 8,4 mil, foram as cidades com o maior registro de interrupções. No caso de Juquitiba, a ausência de energia ultrapassou metade das ligações da cidade, chegando a um percentual de 52%.
As chuvas também causaram falhas no funcionamento das linhas da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM), como a Linha 12-Safira, nos trechos entre as estações Itaim Paulista e Comendador Ermelino.
Foram emitidos vários alertas de chuvas intensas na manhã desta quinta-feira. Conforme o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), da prefeitura de São Paulo, por volta das 14h, a capital retornou ao estado de “atenção” para alagamentos.
Ainda segundo o CGE, apesar da atenção para alagamentos, as chuvas perderam força na capital e as próximas horas seguirão com tempo instável e pancadas de chuva soladas em diversos pontos.
O prazo para os pré-selecionados na lista de espera para bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2025 entregarem os documentos para a instituição de ensino superior escolhida termina nesta sexta-feira (11). Os documentos devem comprovar as informações prestadas no momento da inscrição.
A faculdade privada define se a entrega da documentação pode ser feita virtualmente ou de forma presencial na própria faculdade onde o candidato foi selecionado.
O ProUni oferta bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) do valor da mensalidade em cursos de graduação de instituições de educação superior privadas. O público-alvo do programa são os estudantes brasileiros sem diploma de nível superior.
Documentos
Os candidatos já podem conferir online o resultado da seleção no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do ProUni com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha da conta da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.
Se o candidato tiver a documentação aprovada, poderá ingressar no ensino superior no Prouni ainda no primeiro semestre de 2025.
De acordo com o edital do Prouni 2025/1, entre os documentos exigidos dos estudantes estão o de identificação do candidato e dos membros do grupo familiar, além dos comprovantes de residência; de onde cursou o ensino médio; de rendimentos; e quando for o caso, se é professor da educação básica, se houve separação, divórcio ou óbito dos pais; ou se é pessoa com deficiência.
Para ser beneficiário das bolsas integrais, o inscrito deve ter a renda familiar bruta mensal por pessoa até um salário mínimo e meio, atualmente R$ 2.277. No caso de bolsas parciais (50%), o candidato deve comprovar que a renda familiar bruta mensal per capita não ultrapassa três salários mínimos (R$ 4.554).
As instituições de ensino ainda podem fazer exigências adicionais.
Prouni 2025/1
Nesta primeira edição do Prouni, foram ofertadas 338.444 bolsas em 403 cursos de 1.031 instituições privadas por todo o país. Dessas bolsas, 203.539 são integrais e 134.905 parciais.
A edição de 2025 do Prouni teve 1,5 milhão de inscrições, sendo que cada participante pode escolher até dois cursos para concorrer à bolsa.
Na primeira chamada do Prouni 2025/1, divulgada no início de fevereiro, 197.080 estudantes foram pré-selecionados.
Na segunda chamada, no fim de fevereiro, foram convocados 86.373 pré-selecionados.
Neste ano, o Prouni comemora 20 anos de existência, com mais de 3,4 milhões de estudantes beneficiados.
O setor de serviços – que reúne atividades como telefonia, restaurantes, tecnologia da informação, hotelaria e transportes – apresentou alta de 0,8% na passagem de janeiro para fevereiro. O dado tem ajuste sazonal, o que elimina efeitos de calendário e permite comparação mais ajustada entre meses seguidos.
Na série sem ajuste sazonal, o setor observa expansão de 4,2% ante fevereiro de 2024. Nesse tipo de comparação com o mesmo mês do ano anterior, é o 11º resultado positivo seguido.
No acumulado de 12 meses, os serviços experimentam elevação de 2,8%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto apura o desempenho de 166 tipos de serviços.
A média móvel trimestral, indicador que retrata a tendência de comportamento do setor, apresentou alta de 0,1% ante o período de três meses terminado em janeiro.
O desempenho de fevereiro deixa o setor de serviços 1% abaixo do ponto mais alto da série, registrado em outubro de 2024, e 16,2% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. A série do IBGE foi iniciada em janeiro de 2011.
Volta do crescimento
O resultado de 0,8% em fevereiro mostra inflexão do setor, que tinha recuado 0,6% na passagem de dezembro de 2024 para janeiro. De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, “com o avanço de fevereiro, houve recuperação da perda verificada em janeiro”.
A alta de fevereiro é o maior resultado mês a mês desde outubro de 2024, quando o setor cresceu 1,1%.
Das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE em fevereiro, quatro apresentaram expansão na comparação com janeiro:
– informação e comunicação: 1,8%;
– serviços profissionais, administrativos e complementares: 1,1%;
– outros serviços: 2,2%;
– prestados às famílias: 0,5%.
“O grande destaque dos últimos meses tem sido o setor de informação e comunicação, especialmente a parte de serviços de tecnologia da informação, que segue renovando a cada mês o ápice de sua série por conta de alta demanda no fornecimento de serviços [tecnologia da informação] TI, como o desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet; tratamento de dados etc.”, aponta Lobo.
Em serviços profissionais e administrativos, o pesquisador chama a atenção para o crescimento das receitas das empresas que atuam com intermediação de negócios em geral, por meio de aplicativos e de plataformas de comércio eletrônico.
A única atividade de serviços no campo negativo foi a de transportes, com ligeira queda de 0,1%.
Turismo
O IBGE divulgou também que o índice de atividades turísticas mostrou expansão de 2,9% em fevereiro. Em janeiro, o resultado tinha sido queda de 6,1%. Com esse desempenho, o turismo está 9,7% acima do patamar pré-pandemia e 3,4% abaixo do ápice da série histórica, alcançado em dezembro de 2024.
Além de destacar a baixa base de comparação, que estatisticamente joga para cima o resultado proporcional de fevereiro, o analista do IBGE cita o transporte aéreo de passageiros como principal responsável pelo avanço.
“Outro fator importante foi a queda dos preços das passagens aéreas (-20,46%). Isso acaba se refletindo em aumento do volume de transporte aéreo”, explica.
Na comparação com fevereiro de 2024, o índice de volume de atividades turísticas apresenta crescimento de 7,3% – nona taxa positiva seguida.
Cenário econômico
A Pesquisa Mensal de Serviços é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto revelou que o país apresentou alta de 0,5% no setor de comércio e recuo de 0,1% na produção industrial.
O Brasil começa, nesta quinta-feira (10), a exigir visto para cidadãos da Austrália, do Canadá e dos Estados Unidos, conforme previsto em decreto.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a decisão do governo brasileiro foi tomada em maio de 2023 em respeito ao princípio da reciprocidade.
A medida ocorre porque nos três países citados não há isenção de vistos aos nacionais brasileiros e “o Brasil não concede isenção unilateral de vistos de visita”.
O Itamaraty informou que o governo brasileiro segue negociando acordos de isenção de vistos em bases recíprocas com os países mencionados.
“Seguimos em tratativas para que os Estados Unidos isentem os brasileiros da exigência do visto, permitindo a reciprocidade para os norte-americanos que visitam o Brasil”, afirmou.
Os viajantes destes países que chegam ao Brasil por via aérea, marítima ou terrestre devem solicitar o visto online no site eVisa, com taxa de US$ 80,90, aproximadamente R$ 479. A estada desses visitantes no Brasil não poderá exceder 90 dias.
O primeiro passo é preencher o formulário de solicitação de visto e anexar os documentos exigidos como o passaporte.
A solicitação do visto eletrônico deve ser feita com antecedência para evitar interrupções de viagem causadas por atrasos ou conexões perdidas, em caso da falta do visto.
Projeto de lei
Ao contrário do que estabelece o decreto presidencial, o Senado Federal aprovou, em março deste ano, um projeto de lei que suspende a exigência de vistos para cidadãos da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão a partir de 10 de abril. O texto seguiu para apreciação da Câmara dos Deputados e ainda não teve tramitação.
O projeto de decreto legislativo aprovado no Senado é de autoria do senador da oposição Carlos Portinho (PL-RJ) e foi relatado por outro parlamentar do mesmo partido, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Japão
Apesar de constar no projeto do Senado, o Japão não está mais na lista dos países que exigem visto dos cidadãos brasileiros.
Em agosto de 2023, os governos do Brasil e do Japão chegaram a um entendimento para a isenção recíproca de vistos de visita para portadores de passaporte comum que viajem por período de até 90 dias.
A isenção entrou em vigor em setembro de 2023 e tem validade de três anos.