Exposição explora diversidade da produção artística afro-brasileira

Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel, é o título da quinta exposição da FGV Arte, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. A mostra reúne mais de 300 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e documentos históricos.

Com ênfase na produção artística afro-brasileira, a exposição apresenta diferentes perspectivas de representação cultural, evidenciando a pluralidade e a riqueza da arte produzida por grandes nomes como Aleijadinho, Mestre Athaíde e Mestre Valentim, e criações contemporâneas de Rosana Paulino, Felippe Sabino, Lucia Laguna e Sérgio Vidal, entre outros.

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A mostra tem curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães e fica em exibição até agosto de 2025. O acesso à galeria é gratuito e a exposição terá uma programação educacional, incluindo palestras, minicursos, seminários e oficinas. Segundo Guimarães, a mostra homenageia Mestre Valentim, Rubem Valentim e Emanoel Araújo.

“Temos um entendimento de que a produção da arte brasileira se alimenta da produção das artes afro-brasileiras que estão há alguns séculos se construindo, embora nem sempre ocupando os espaços devidos e correspondentes à qualidade, destreza e magnitude dessas produções”, afirmou o curador adjunto.

Paulo Herkenhoff, em sua curadoria, destacou a justaposição e a complexidade histórica da arte afro-brasileira, trazendo uma abordagem que não esconde o período escravista do país.

 “A exposição foi concebida como um tecido que se expande e se entrelaça, conectando diferentes tempos, territórios e perspectivas. A mostra transita desde o pano da costa, elemento presente nos rituais da vida africana, até esculturas históricas que dialogam com a ancestralidade”, disse Herkenhoff. 

 

Exposição Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel na FGV Arte, na zona sul do Rio de Janeiro. Tomaz Silva/Agência Brasil

 A literatura brasileira também tem destaque em Afro-brasilidade, homenagem a dois Valentins e a um Emanoel. Além da homenagem a Machado de Assis, composta de um retrato e de um manuscrito, a escritora Carolina Maria de Jesus tem reproduzido, em uma parede inteira, o conhecido diálogo com Clarice Lispector, retratado por Paulo Mendes Campos. 

Amplitude geográfica

 A concepção de culturas afro-brasileiras, no plural, foi pensada pelos curadores de acordo com as diferenças geográficas. A coletiva reúne artistas e pensadores que fundamentam o que se pode compreender como afro-brasilidade no plano nacional. Segundo João Victor Guimarães, a prioridade é destacar artistas fora do mercado sudestino, como os artistas baianos e nordestinos:

 “Nós temos obras de artistas de diversos estados do Brasil. As identidades afro-brasileiras se manifestam de diferentes formas em diferentes regiões. Então, atendendo a esse entendimento, buscamos uma ampliação geográfica para a exposição. Além, claro, da destreza técnica, da coerência da produção, da relevância de cada artista, porque nós entendemos que são desses trabalhos que a exposição é feita”, completa Guimarães.

Além da pluralidade territorial, a mostra se preocupa em resgatar do esquecimento artistas historicamente marginalizados no circuito artístico. É o caso, como afirmou Paulo Herkenhoff, da tela inédita da artista gaúcha Maria Lídia Magliani, My baby just cares for you, nunca exposta ao público.

 

Exposição Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel na FGV Arte, na zona sul do Rio de Janeiro Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Serviço

Afro-brasilidade, homenagem a dois Valentins e a um Emanoel

Quando: Terça a sexta, das 10h-20h, sábado e domingo, das 10h-18h; Em cartaz até agosto de 2025

Onde: Praia de Botafogo, 190.

Dino proíbe mudança do nome da Guarda Civil de São Paulo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste domingo (13) manter a decisão da Justiça de São Paulo que impediu a Prefeitura de São Paulo de mudar o nome da Guarda Civil Metropolitana para Polícia Municipal.

O ministro rejeitou um recurso protocolado pela Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais (Fenaguardas) para derrubar a liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que suspendeu a lei municipal que alterou a nomenclatura.

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Dino argumentou que o arcabouço jurídico brasileiro utiliza a palavra guarda municipal. Dessa forma, a manutenção do nome é necessária para evitar que estados ou municípios possam modificar livremente a nomenclatura de instituições.

Para o ministro, a terminologia definida pela Constituição, não é “meramente simbólica” e serve para garantir estabilidade ao ordenamento jurídico.

“A absurda possibilidade de um município renomear sua Câmara Municipal para Senado Municipal ou sua prefeitura para Presidência Municipal exemplifica os riscos dessa flexibilização”, afirmou o ministro.

A polêmica sobre a alteração do nome das guardas municipais começou após a decisão do STF que confirmou o poder das corporações para fazer policiamento ostensivo nas vias públicas.

De acordo com entendimento da maioria dos ministros, a guarda municipal pode atuar em ações de segurança pública, além da função de vigilância patrimonial, mas deve respeitar as atribuições das polícias Civil e Militar.

Apesar do reconhecimento, a decisão da Corte não deu aval para a mudança do nome das guardas.

Bagaço de cana vira embalagem ecológica para equipamentos eletrônicos

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma nova embalagem antiestática e sustentável, feita a partir do bagaço da cana-de-açúcar e de negro de fumo, material produzido pela combustão incompleta de matéria vegetal, como carvão e alcatrão de carvão, ou produtos petrolíferos.

O material promete aumentar a segurança e reduzir danos por descargas eletrostáticas de dispositivos eletrônicos sensíveis, como chips, semicondutores e outros componentes eletrônicos. Com alto valor, estes itens estão presentes em computadores, celulares, TVs e até automóveis.

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Chamado de criogel condutivo, o produto, além de garantir segurança, não compromete o meio ambiente. A ideia é a que o criogel condutivo substitua o produto plástico, altamente poluente.

“Nosso objetivo é oferecer uma alternativa sustentável para a indústria de embalagens de produtos eletrônicos sensíveis, substituindo materiais plásticos por opções menos poluentes e de alto desempenho”, explica a coordenadora do estudo, Juliana Bernardes.

A pesquisa do CNPEM que resultou no produto, publicada na revista Advanced Sustainable Systems, foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Além de Juliana, o estudo é assinado pelas pesquisadoras Gabriele Polezi, Elisa Ferreira, e pelo pesquisador Diego Nascimento, todos do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM. 

O produto não tem similares no mercado e já teve a patente depositada. O CNPEM buscará, por meio de Assessoria de Inovação, parcerias com empresas dispostas a investir na produção em escala industrial.

Segundo a pesquisadora, o material tem estrutura leve e porosa, com alta resistência mecânica e propriedades que dificultam a propagação de chamas.

“Sua capacidade de conduzir eletricidade pode ser ajustada conforme a necessidade: em baixas concentrações de negro de fumo (1% a 5%), dissipa cargas eletrostáticas lentamente; em concentrações mais altas (acima de 10%), torna-se um condutor eficiente e pode ser usado em aplicações mais avançadas para proteger equipamentos eletrônicos altamente sensíveis”.

De acordo com os pesquisadores, os custos de produção ainda não foram precificados, mas o criogel condutivo traz uma série de vantagens ambientais e competitivas, como a maior resistência ao fogo, versatilidade e o uso de matérias-primas abundantes.

“A celulose, por exemplo, pode ser obtida do bagaço de cana e outros resíduos agroindustriais, como palha de milho e cavacos de eucaliptos. O negro de fumo é usado na produção de pneus e na indústria – chineses e egípcios antigos já usavam o pó preto para pinturas de murais e impressão”.

Idade para aposentadoria de mulheres policiais pode ser mudada

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou neste domingo (13) três votos para confirmar a suspensão da regra que igualou em 55 anos a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres policiais civis e federais.

A Corte está decidindo se referenda a decisão individual do ministro Flávio Dino, relator do caso, para suspender a regra, prevista na Emenda Constitucional 103/2019, aprovada durante o governo de Jair Bolsonaro.

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Em outubro do ano passado, Dino fixou que a idade para aposentadoria de mulheres policiais civis e federais deve seguir o critério de 3 anos de redução em relação ao período dos homens, ou seja, 52 anos. A medida deve ser adotada até que o Congresso crie nova regra.

A análise da questão é motivada por uma ação protocolada pela Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil).

Segundo a entidade, o Congresso desconsiderou a diferenciação constitucional de gênero entre homens e mulheres para concessão de aposentadoria especial.

Até o momento, o STF registra placar de três votos para manter a decisão. Além de Flávio Dino, votaram os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Faltam os votos de oito ministros.

O caso é julgado no plenário virtual da Corte, modalidade na qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial. A votação vai até quinta-feira (24).

Oficina ensina escrita criativa a partir da cultura do slam no Rio

Foi na escola que o arte-educador e poeta Rafael Moreira, mais conhecido como Viajante Lírico, teve seu primeiro contato com a cultura hip-hop. Nascido em Paciência, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, o multiartista descobriu nos eventos organizados pela professora de história na época não apenas uma identificação, como também um caminho que poderia trilhar futuramente. 

“Era um festival de hip-hop. Juntava uma galera que dançava, que recitava poesia, que já estava envolvido com batalha de rima e tudo mais”, recorda. A partir desse primeiro contato, ainda no ensino fundamental, Rafael passou a se entender como um multiplicador, com a vontade de levar as mesmas oficinas das quais participou ao longo dos anos de escola para outros estudantes. Assim nasceu a “Oficina de Escrita e Slam”, em parceria com a Editora Ascensão. 

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As oficinas são um desdobramento de um projeto maior iniciado por Rafael em 2015, o “Ocupa Hip-Hop”, que tem por objetivo ensinar e inspirar os jovens participantes por meio de um ciclo de aprendizado e empoderamento. Ao mesmo tempo, é fortalecido o compromisso da arte enquanto ferramenta de impacto social. 

“Acho que a arte tem esse papel fundamental para atuar junto com a educação e poder, de fato, transformar uma pessoa, fazer com que essa pessoa tenha um pensamento mais crítico e acredite mais em sonhos”, reflete o multiartista, que fez curso de escrita na Academia Brasileira de Letras, na turma Machado Quebradeiro, uma parceria entre a ABL, a Universidade das Quebradas e a Festa Literária das Periferias (Flup).

Liberdade para se expressar

Utilizando o formato das tradicionais batalhas de MCs, mas com foco em conhecimento, o projeto ensina jovens a argumentar, estruturar ideias e a se expressar com liberdade, estabelecendo uma metodologia educacional baseada na cultura hip-hop como ferramenta de ensino, expressão e transformação social. 

“Espaços como esse de liberdade de expressão, como as batalhas, como o slam, acabam sendo um instrumento de desabafo, de jogar para fora aquilo que você está pensando, que você está sentindo”, explica o poeta. “Esse movimento é um espaço de liberdade de expressão, de desabafo, de identificação e de representatividade que tem se tornado cada vez mais plural. Tudo isso gera um impacto muito grande”, continua.

“O Ocupa Hip-Hop é um projeto que tem como base utilizar elementos do hip-hop, como a rima, os fundamentos do DJ, o grafite e a break dance, como instrumento de transformação e de potencialização. O começo do projeto foi sempre nos espaços educacionais, depois estive em algumas faculdades levando esse projeto e ele ganhou vários desdobramentos, porque entendi também que outras pessoas, de diferentes idades, também precisavam desse conteúdo”, explica. 

 Arte-educador e poeta Rafael Moreira conduz oficina de ensina escrita criativa a partir da cultura do slam. Juliana Neris/Divulgação

Teoria e prática

Um desses “novos caminhos” é a “Oficina de escrita Criativa e Slam”, que se volta para o movimento crescente das rodas culturais de slam e das batalhas de rima para trabalhar dinâmicas de escrita criativa. As aulas acontecem todas as quartas-feiras no Instituto Via Solidária, em Campo Grande, ao longo de seis meses. As três primeiras semanas de cada mês são dedicadas a compreender os fundamentos do slam, com exercícios e debates sobre poesia e outros gêneros textuais para estimular a criatividade dos alunos.

Durante as aulas, os alunos também aprenderão sobre a história da poesia falada e as técnicas de composição, além de experimentarem performances práticas. Ao menos uma vez por mês, os alunos também terão contato com um autor convidado já presente no cenário literário. “Todo mês, a dinâmica vai ser essa. Vamos tirar as três primeiras semanas do mês para ter as oficinas, práticas de estímulo à escrita e fundamentos do slam e, sempre na última semana, um bate-papo com um autor, para também mostrar isso na prática”.

Ao final da oficina, os textos produzidos pelos alunos serão organizados em uma antologia, que será lançada pela Editora Ascensão. Para o arte-educador, a reunião das produções em um livro é um processo importante da oficina por proporcionar aos alunos a “a experiência de se lançar enquanto autor ou enquanto autora”, proporcionando aos estudantes a possibilidade de ver seu trabalho publicado e reconhecido.

“Acho que é um ponto de partida para essa pessoa de fato acreditar na sua escrita e que dá para viver disso, dá para levar isso também de uma maneira profissional, não apenas como um hobby. Acho que talvez esse seja um dos grandes objetivos: profissionalizar, mostrar que dá para viver enquanto autor, que dá para tornar isso um trabalho”, traz o poeta.

*Estagiária sob supervisão de Gilberto Costa

 

Plataforma identifica áreas prioritárias para restauração florestal

Uma ferramenta desenvolvida pela organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) faz uso de inteligência artificial para identificar áreas prioritárias para restauração de vegetação nativa em todo o país. A plataforma recebeu o nome de Ciera (sigla em inglês para Assistente de Restauração de Ecossistemas da Conservação Internacional) e será disponibilizada de forma gratuita no segundo semestre deste ano.

Segundo a diretora de Restauração de Paisagens e Florestas da CI Brasil, Luciana Pugliese, a plataforma surge para atender a demanda por uma ferramenta capaz de integrar informações sobre o tema, como custo por bioma, incentivos e exigências legais. 

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“A Ciera tem como objetivo tornar a restauração mais pública, mais compartilhada, para que todo mundo possa se apropriar dessa tomada de decisão do melhor local para restaurar”, diz.

A iniciativa é resultado da colaboração internacional entre brasileiros e norte-americanos da CI, em parceria com universidades e empresas de tecnologia. A plataforma inova na interpretação automática de dados e informações disponíveis em múltiplas fontes e formatos.

Durante o desenvolvimento do Ciera, a equipe de cientistas integrou dados geoespaciais e informações contidas em políticas públicas e legislações brasileiras como, por exemplo, o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), lançado em outubro do ano passado, durante a 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP16), em Cali, na Colômbia.

A política reforça o objetivo pactuado pelo Brasil em acordos multilaterais de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030.

Dados do Observatório da Restauração e Reflorestamento revelam que o Brasil tem atualmente 153,14 mil hectares da cobertura vegetal original recuperada e 8,76 milhões de hectares reflorestados. Conforme estimativa do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), apenas para cumprir o Código Florestal (Lei 12.651/2012), o Brasil tem um passivo ambiental de 25 milhões de hectares de vegetação nativa que precisa ser recuperada.

De acordo com Luciana, o Ciera é capaz de buscar entre documentos oficiais e informações qualificadas disponíveis na internet tudo que é necessário para criar uma base de conhecimentos para orientar o usuário, seja um proprietário de área rural ou um gestor público.

“Por exemplo, se um governo estadual tem interesse em fazer restauração de áreas onde há maior número de proprietários com déficit de APP [área de preservação permanente], reserva legal e descumprimento do Código Florestal, o Ciera permite que a gente faça essa análise e indique, então, onde estão as bacias ou os territórios mais viáveis para que se tenha o máximo de resultado em restauração”, explica.

Além de identificar a área, a ferramenta aponta metodologia, as melhores espécies a serem plantadas, informações sobre custos e ajuda a esclarecer dúvidas que possam surgir ao longo da execução de um projeto.

“É aquele processo de machine learning, no qual a máquina vai aprendendo conforme se trazem mais possibilidades, mais informações e modelos que alimentem a ferramenta. Então, a ideia é continuar apoiando esse processo de aprendizado da máquina e que, conforme formos usando nos nossos próprios projetos e outras pessoas acessem, ela vai ficando cada vez mais precisa”, detalha Luciana.

Recentemente, essa etapa de aperfeiçoamento ganhou um reforço após a plataforma ter vencido o desafio global Hack4Good 3.0, anunciado em março, na cidade de Seattle, nos Estados Unidos. O Ciera se destacou entre outras inovações de impacto positivo para o mundo.

“Em pelo menos mais de três meses, a gente estará com isso tudo consolidado e disponível para ser aplicado por proprietários de terra ou tomadores de decisão, de uma forma geral”, reforça Luciana Pugliese.

Memórias familiares de Beth Carvalho estão no programa Roda de Samba

O Roda de Samba deste domingo (13), às 12h, entrevista a cantora e compositora Lu Carvalho, sobrinha de Beth Carvalho (1946 – 2019). Neste mês que completam seis anos de morte de Beth, a plataforma Sambabook, na sexta edição do projeto da Musickeria, lança álbum digital em sua homenagem.

Em uma das faixas do álbum, Lu Carvalho canta Camarão que dorme a onda leva, de Arlindo Cruz, Beto Sem Braço, e Zeca Pagodinho, sucesso de Beth em dueto que lançou Zeca Pagodinho. O novo dueto é de Lu com Mosquito (o cantor Pedro Assad Medeiros Torres). 

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“Tinha que ser ele, todo mundo diz que é a cara do Zeca.”, brinca.

O Roda de Samba toca faixas do Sambabook de Beth Carvalho e também gravações originais como Pedaço de Ilusão, de Jorge Aragão, Jotabe e Sombrinha, samba preferido de Lu Carvalho na voz da “tia Beth”.

Cantora e compositora Lu Carvalho, sobrinha de Beth Carvalho. Foto: Instagram/soulucarvalho.

Além das canções favoritas, Lu partilha com o ouvinte as memórias afetivas que tem da tia. “Ela era muito engraçada”, “ria de bobeira” e nem doente ao término da vida “perdeu humor.”

Conforme a sobrinha, o interesse pela música na família vem de gerações anteriores à Beth. O pai da sambista, João Francisco Leal de Carvalho, era amigo de Sílvio Caldas e de Aracy de Almeida.

O Roda de Samba é veiculado em rede nas oito emissoras da Rádio Nacional e posteriormente será distribuído na Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). O programa é produzido em parceria entre a Agência Brasil e a Rádio Nacional.

Serviço

Programa Roda de Samba

Quando: Todo domingo ao meio dia

Onde: Na Rádio Nacional da Amazônia (OC), de Brasília (AM e FM), Recife (FM), Rio de Janeiro (FM), São Luís (FM), São Paulo (FM) e do Alto Solimões (FM).

Ferroviária vence e assume liderança do Brasileiro Feminino

A Ferroviária derrotou o São Paulo por 1 a 0, na noite do último sábado (12) na Fonte Luminosa, em Araraquara, e assumiu a ponta da classificação da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino. A partida contou com transmissão ao vivo da TV Brasil.

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Graças ao triunfo em casa, as Guerreiras Grenás chegaram aos 10 pontos, mesma pontuação do Cruzeiro, que goleou o Juventude por 4 a 0. A Ferroviária lidera por ter um melhor saldo de gols. Já o São Paulo permanece com sete pontos, agora na 4ª colocação.

O único gol da partida saiu aos 30 minutos do primeiro tempo, quando a Ferroviária puxou rápido contra-ataque que terminou na finalização certeira da atacante Micaelly.

Empate sem gols

Também com transmissão ao vivo da TV Brasil, Fluminense e Internacional não passaram de um empate sem gols, na tarde do último sábado no estádio de Moça Bonita, em Bangu. O resultado deixou as Gurias Coloradas na 13ª posição com apenas dois pontos conquistados. Já o time das Laranjeiras é o 7º colocado com sete pontos.

Próximos jogos

A 4ª rodada do Brasileiro feminino prosseguirá neste domingo (13), com o Real Brasília enfrentando o Bragantino a partir das 15h (horário de Brasília) e o lanterna 3B da Amazônia medindo forças com o América-MG a partir das 18h.

Sergio Cohn é o convidado do Conversa com o Autor, na Rádio MEC

A Rádio MEC apresenta, neste domingo (13), às 12h30, um episódio inédito da nova temporada do programa Conversa com o Autor. Nesta edição, a jornalista Katy Navarro entrevista o escritor e editor Sergio Cohn, em um bate-papo que também está disponível em formato de videocast no canal da emissora no YouTube.

No programa, o escritor comenta sua atuação na Biblioteca Nacional e a produção da revista Poesia Sempre, que celebra autores nacionais e internacionais. Sergio também fala sobre outras publicações, entre elas, o livro Mateus Aleluia e sua obra mais recente, Indígenas em Movimento – Breve História do Movimento Indígena no Brasil, escrita em parceria com sua irmã, a antropóloga Clarice Cohn. A publicação oferece um olhar atento sobre a trajetória política dos povos indígenas nas últimas décadas e destaca a resistência, a recuperação cultural e o legado dessas populações.

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Nascido em São Paulo em 1974, e radicado no Rio de Janeiro desde 2000, Sergio Cohn é um nome de destaque da cena literária brasileira. Criador da revista de poesia Azougue e fundador da Azougue Editorial, o autor possui uma longa trajetória com títulos como Lábio dos Afogados (1999), Horizonte de Eventos (2002), O Sonhador Insone (2006 e 2012), Esse Tempo (2015) e Um Contraprograma (2016).

Sobre o Conversa com o Autor

Apresentado por Katy Navarro e com produção de Rafael Tavares, o programa Conversa com o Autor tem o objetivo de divulgar a literatura brasileira e incentivar a leitura. A atração semanal da Rádio MEC recebe escritores para entrevistas sobre suas publicações e assuntos variados do mundo dos livros.

São quase 30 minutos de papo descontraído e repleto de conteúdo em que autores nacionais ficam à vontade para falar sobre seus trabalhos. As conversas abordam lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros.

Lançada há pouco mais de uma década, em 2013, a produção tem todos episódios da nova temporada disponíveis em formato de videocast no canal da Rádio MEC no YouTube.

Em noite de uruguaios, Palmeiras vence clássico com Corinthians

Com uma grande atuação no primeiro tempo do Dérbi disputado na Arena Barueri, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 2 a 0, na noite deste sábado (12), e assumiu a liderança isolada da Série A do Campeonato Brasileiro com sete pontos conquistados em três rodadas.

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Já para o Timão o revés representou permanecer com quatro pontos, por enquanto na 6ª posição da classificação, mas faltando sete jogos para fechar a rodada.

A equipe dirigida pelo técnico português Abel Ferreira cumpriu um grande início de partida, criando muitas oportunidades, das quais aproveitou duas. Aos 13 minutos o lateral uruguaio Piquerez ganhou disputa na entrada da área, ficou com o domínio da bola e bateu firme, de esquerda, para superar o goleiro Donelli.

Cinco minutos depois quem acertou um petardo, mas de fora da área e de perna direita, foi o volante uruguaio Emiliano Martínez. E ao goleiro Donelli só restou ficar observando a bola entrar. Em desvantagem no marcador, o Corinthians tentou muito chegar ao gol, mas parou em uma defesa palmeirense que mostrou segurança até o apito final.

Derrota do Fogão

Já o atual campeão brasileiro Botafogo foi até o estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, e foi derrotado pelo Bragantino. O único gol da partida, que contou com transmissão ao vivo da Rádio Nacional, saiu logo aos quatro minutos. John John aproveitou cobrança de escanteio para tabelar com Capixaba e cruzar na medida para Eduardo Sasha, que, dentro da pequena área, teve apenas o trabalho de escorar para o fundo das redes.

O revés deixou o Glorioso na 8ª colocação com quatro pontos, mesma pontuação do Massa Bruta, que ocupa a 9ª colocação.

Outros resultados:

Juventude 2 x 1 Ceará

Escritor italiano Sandro Veronesi participará da Flip deste ano

A coordenação da 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou neste sábado (12) que o escritor italiano Sandro Veronesi fará parte da programação principal da festa literária, que acontece entre os dias 30 de julho e 3 de agosto deste ano.

Veronesi é autor do romance O colibri (Autêntica Contemporânea, 2024), recentemente lançado no Brasil, que chegou a vender mais de 20 mil exemplares em pouco mais de um ano. A obra rendeu ao autor um Prêmio Strega, o mais importante na Itália. 

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Ele também recebeu o prêmio por Caos calmo (Rocco, 2007), obra traduzida para mais de vinte países e adaptada para o cinema.

“Acredito que o sucesso de Veronesi vem pela invenção de uma prosa que não tem medo de abarcar várias formas de narrar, além de transitar com muita destreza entre o humor e a infelicidade, construindo uma literatura densa e viva”, disse, em nota, a curadora da festa, Ana Lima Cecílio.

 Veronesi é o segundo autor confirmado da 23ª Flip, que celebra o encontro do público com escritores brasileiros e internacionais na cidade de Paraty. Também já foi anunciada a participação da escritora mexicana Dahlia de la Cerda.

Usuários relatam instabilidade no WhatsApp neste sábado

Usuários do WhatsApp relataram instabilidade na plataforma neste sábado (12) no Brasil. As queixas incluem o não envio de mensagens, sobretudo em grupos, além de dificuldades para atualizar o status.

Na rede social X, o termo WhatsApp aparece entre os trending topics, ou assuntos mais comentados, entre internautas brasileiros. 

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As queixas envolvendo instabilidade na plataforma, entretanto, foram relatadas por usuários de diversas partes do mundo.

A Agência Brasil entrou em contato com a Meta, responsável pelo WhatsApp, e aguarda retorno.

Isaquias Queiroz é ouro no C1 1000 metros da Copa Brasil

O campeão olímpico Isaquias Queiroz conquistou, neste sábado (12) em Lagoa Santa (Minas Gerais), a medalha de ouro da prova do C1 1000 metros da Copa Brasil de Canoagem Velocidade. Após a vitória, o baiano afirmou que aproveitou a competição para realizar alguns testes.

“Graças a Deus consegui fazer uma boa prova. Tentei remar o melhor possível, pois estou aproveitando a competição para fazer alguns testes de embarcação, para ver como está o movimento do barco, a navegação, o desempenho de velocidade. Então está sendo bom para fazer estes testes. Aí você vai para o Mundial melhor ainda”, declarou à Confederação Brasileira de Canoagem.

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Isaquias conquistou uma prata nos Jogos de Paris (2024), justamente no C1 1000 metros, além de um ouro em Tóquio (2020) e mais duas pratas e um bronze conquistados nos Jogos sediados no Rio de Janeiro (2016).

A Copa Brasil fará parte dos eventos que definirão o Ranking Nacional da Canoagem Velocidade, além de ser utilizada como controle para definição das equipes nacionais do Brasil na modalidade.

TV Brasil exibe Sampaio Basquete x Corinthians no domingo

O Sampaio Basquete entra em quadra neste domingo (13) para mais um importante desafio pela Liga de Basquete Feminino (LBF Caixa). A equipe maranhense recebe o Corinthians, em casa, no Ginásio Castelinho, localizado em São Luís (MA). A TV Brasil transmite para todo o país, a partir das 10h45.

Para assistir, basta sintonizar a TV Brasil pelo sinal aberto, por operadoras de TV por assinatura ou via parabólica. A emissora tem ampla cobertura nacional por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

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Com foco na valorização do esporte feminino, a TV Brasil reforça seu compromisso com a visibilidade e o protagonismo das mulheres nas quadras e nos campos. Além da LBF Caixa, a TV pública também transmite as partidas do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol.

Sete jogos e sete vitórias. Esse é o saldo que o Sampaio Basquete leva para o confronto com o Corinthians, após ter vencido o Ourinhos/AOBE por 78 a 66 na segunda-feira (7). A ala/pivô Sassá, do time maranhense, encerrou a partida com o Troféu MVP Caixa de melhor em quadra, marcando 21 pontos. Já o Corinthians tem cinco jogos disputados, três vitórias, e ainda pega o Cerrado Basquete na noite desta quinta-feira (10).

Sobre a competição

Unimed Campinas, Blumenau, AD Santo André, Pontz São José Basketball, Sodiê Mesquita, Sampaio Basquete, SESI Araraquara, Corinthians e os estreantes ADRM Maringá, Cerrado Basquete e Ourinhos/AOBE são as equipes participantes.

O sistema de disputa é com todos os times se enfrentando em turno e returno, em 22 rodadas. Os oito melhores seguem para os playoffs. Nas quartas de final e na semifinal, as equipes se enfrentam em série melhor de três jogos. Já a grande decisão será realizada em melhor de cinco jogos.

Ao vivo e on demand

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

Palmeiras derrota Corinthians por 2 a 1 no Brasileirão Feminino

De virada, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 2 a 1, na tarde deste sábado (12) em pleno Parque São Jorge, pela 4ª rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino. Com este resultado, as Palestrinas ocupam a vice-liderança da classificação, atrás apenas do Cruzeiro, que bateu o Juventude por 4 a 0.

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Jogando em casa, as Brabas do Timão se lançaram ao ataque nos primeiros minutos da partida. Porém, com o passar do tempo o Palmeiras passou a encontrar espaços para chegar com perigo ao gol defendido por Nicole. Mas o placar só foi alterado após o intervalo.

Aos 3 minutos Andressa Alves aproveitou cruzamento de Tamires para colocar o Corinthians em vantagem. O Palmeiras não desanimou e partiu para o ataque em busca da virada, que começou a ser construída aos 27 minutos, quando Laís Estevam aproveitou bola mal afastada para acertar uma bomba e superar a goleira Nicole.

A partida caminhava para o empate, mas, aos 49, Laís foi derrubada na entrada da área por Thaís Ferreira. Andressinha cobrou falta com maestria e garantiu a vitória final das Palestrinas por 2 a 1.

Transmissões da TV Brasil

Ainda neste sábado a TV Brasil abre espaço para dois jogos do Brasileirão Feminino. A partir das 17h (horário de Brasília), a emissora pública transmite Fluminense e Internacional. Mais tarde, a partir das 21h, é a vez de Ferroviária e São Paulo.

Deputadas denunciam racismo em revista no aeroporto de Guarulhos

Três deputadas estaduais, duas de Minas Gerais e uma de São Paulo, registraram um boletim de ocorrência por terem sofrido prática de racismo no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos nesta sexta-feira (11) 

Segundo as deputadas Ediane Maria (PSOL-SP), Andreia de Jesus (PT-MG) e Leninha (PT-MG), três mulheres negras, elas foram vítimas de revista discriminatória no desembarque do grupo que representou o Brasil no Painel Internacional de Mulheres Afropolíticas, no Senado do México.

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Andreia de Jesus relatou em uma rede social que entre centenas de passageiros no desembarque, ela e as outras duas deputadas foram as únicas selecionadas para uma revista pelos agentes de segurança da Polícia Federal (PF) no Aeroporto de Guarulhos.

“O motivo nós já sabemos. É a lógica do “suspeito padrão” que continua operando com as pretas e pretos”, criticou Andreia.

“Um constrangimento que nenhuma pessoa merece passar. Racismo é crime. E a gente vai seguir enfrentando a discriminação em todos os espaços, dentro e fora das instituições”, desabafou a deputada. 

Leninha também utilizou as redes sociais para denunciar o episódio e corroborou o depoimento da colega, afirmando que nenhuma outra pessoa ao redor foi selecionada para a revista. Ela classificou o episódio como racismo velado, por terem sido as únicas pessoas “sorteadas” para passar pelo procedimento.

“Não é coincidência. É padrão. É a cor da nossa pele sendo lida como ‘suspeita’ em um país que ainda normaliza a violência racial disfarçada de protocolo. Mas estamos aqui para denunciar, resistir e lembrar: nenhuma humilhação será silenciada”, criticou. 

“De todos que estavam na fila, só nós, três mulheres negras, que fomos escolhidas”, relatou a deputada Ediane

A Agência Brasil entrou em contato com o Aeroporto de Guarulhos e com a Polícia Federal, mas não obteve retorno até o momento da publicação da reportagem.

Joyce Moreno apresenta novo álbum no Cena Musical, da TV Brasil

A cantora, compositora, arranjadora e instrumentista Joyce Moreno é a atração do Cena Musical que a TV Brasil exibe neste sábado (12), à meia-noite. Durante o programa, a artista carioca sobe ao palco para apresentar Brasileiras Canções, seu 42º álbum, e mostra a força, a riqueza e a importância da música brasileira. O show foi gravado com exclusividade pela emissora pública no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro.

Acompanhada de Tutty Moreno (bateria), Lula Galvão (guitarra) e Bruno Aguilar (baixo), Joyce interpreta composições próprias, como Samba de Mulher, Monsieur Binot, Brasileiras Canções, Todo Mundo, O Mar é Mulher, Carnaval é Mesmo Assim, Boiou, Mistérios, Essa Mulher, Tantas Vidas, A Velha Maluca e Mulheres do Brasil/Feminina. A convidada do Cena Musical também entoa sucessos consagrados: Águas de Março (Tom Jobim), Medo de Amar (Vinícius de Moraes), Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça), Upa Neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri) e Samba da Benção (Baden Powell e Vinícius de Moraes).

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Desde nova, a música fez parte da vida de Joyce Moreno, que sempre revelou grande habilidade ao tocar violão. Aos 19 anos, a artista se transformou na primeira compositora da história da MPB a se expressar no gênero feminino.

Além de pioneira, Joyce Moreno coleciona sucessos com 42 discos lançados e cerca de 400 composições gravadas por alguns dos maiores nomes da música brasileira, como Elis Regina e Milton Nascimento. Joyce foi quatro vezes indicada ao Grammy Latino, em 2000, 2004, 2005 e 2010.

Sobre o programa

Criado em 2007, o Cena Musical é um programa da TV Brasil que traz para o público performances inéditas da nossa música. Desde 2017, as apresentações são gravadas no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro. A série semanal traz shows que revelam e celebram a riqueza e a diversidade da música brasileira.

O comando desta temporada é de Bia Aparecida, cantora, jornalista e apresentadora da emissora. Na nova leva de episódios, o programa exibe performances inéditas de nomes consagrados como MPB4, Jards Macalé, Elba Ramalho, Francis Hime, Olivia Hime, Afrojazz, Orquestra Lunar, Pelados e Assucena.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Projeto Lá Vem Escola atenderá 13 mil alunos da rede pública no Rio

A Escola Municipal Barão de Itacurussá, localizada na Tijuca, zona norte da cidade, recebe na próxima segunda-feira (14), às 9h, a nova edição do projeto Lá vem Escola, que atenderá mais de 13 mil alunos de 30 escolas da rede pública de ensino.

O projeto, que é uma iniciativa da organização não governamental (ONG) Parceiros da Educação Rio, promove uma vivência artística para os estudantes dentro das escolas e procura ampliar o acervo das bibliotecas, doando livros infantis. Nesta edição, o objetivo é distribuir cerca de 2 mil livros.

Em nota, a coordenadora pedagógica e idealizadora do projeto, Lêda Fonseca, diz que a cultura inserida no ambiente escolar cria espaços de convivência respeitosa e afetiva, enriquecendo tanto o aprendizado quanto a formação social e emocional dos estudantes. 

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“O contato com apresentações artísticas e literatura no cotidiano escolar amplia o repertório cultural e incentiva a valorização da diversidade artística”, destaca Lêda Fonseca.

 O escritor e roteirista César Cardoso, conhecido pelo trabalho em programas de televisão como Sai de Baixo, A Grande Família e Zorra Total, entre outros, estará na inauguração do projeto. Cardoso é autor de um dos livros doados e fará uma palestra sobre leitura.

Mediadores de leitura

Celebrando o título de Rio, Capital Mundial do Livro, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) nesta sexta-feira (11), a ONG Parceiros da Educação Rio anuncia nova parceria do projeto Lá Vem História com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que, juntos, vão promover a formação de mediadores de leitura para atuar em escolas públicas da cidade. 

A iniciativa tem como objetivo capacitar estudantes universitários para conduzir encontros literários com alunos e professores da rede municipal, do ensino infantil ao 5º ano do ensino fundamental.

 O programa oferecerá bolsas de R$ 1.000 para 24 alunos de diferentes cursos da UFRJ. Ao longo do ano letivo, os mediadores atuarão em 30 escolas públicas, realizando visitas duas vezes por semana para estimular o hábito da leitura e o interesse pela literatura entre as crianças.

O título de Capital Mundial do Livro, concedido pela Unesco à cidade do Rio de Janeiro, foi anunciado em evento no Real Gabinete Português de Leitura, no centro da cidade, com a presença do prefeito Eduardo Paes e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

É a primeira vez que uma escola de língua portuguesa recebe o título, que visa incentivar a leitura e a busca pelo conhecimento.

Após atendimento em Natal, Bolsonaro será transferido para Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá ser transferido neste sábado (12) de Natal para Brasília “por decisão pessoal”, de acordo com o boletim médico divulgado, nesta manhã pelo Hospital Rio Grande, onde o ex-presidente está internado. 

“Por‬‭ decisão‬‭ pessoal‬‭ do‬‭ senhor‬‭ ex-Presidente,‬‭ em‬‭ conjunto‬‭ com‬‭ sua‬ família,‬‭ e‬‭ visando‬‭ dar‬‭ continuidade‬‭ ao‬‭ tratamento‬‭ com‬‭ o‬‭ suporte‬‭ e‬‭ proximidade‬ de‬‭ seus‬‭ entes‬‭ queridos,‬‭ está‬‭ programada‬‭ para‬‭ o‬‭ decorrer‬‭ do‬‭ dia‬‭ de‬‭ hoje‬‭ sua‬ transferência para a cidade de Brasília/DF”, diz o boletim assinado pelo diretor técnico do hospital, Luiz Roberto Leite Fonseca.

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O comunicado informa ainda que a saúde de Bolsonaro está evoluindo de forma estável nas últimas 24 horas, com todos‬‭ os‬‭ sinais‬‭ vitais‬ e‬‭ exames‬‭ complementares‬‭ dentro‬‭ da‬‭ normalidade,‬‭ sem‬ intercorrências clínicas.

O ex-presidente passou mal na manhã de sexta-feira (11) enquanto cumpria agenda na cidade de Santa Cruz (RN), no interior do estado. Ele foi transferido para um hospital na capital, Natal, em um helicóptero disponibilizado pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Em vídeo nas redes sociais, o ex-presidente diz que passará ainda por avaliação para saber se haverá necessidade de intervenção cirúrgica, mas não detalhou o motivo.

Ontem (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou a decisão da Primeira Turma que tornou Bolsonaro e mais sete aliados réus por planejarem e tentarem um golpe de Estado. O STF também abriu a ação penal contra o ex-presidente e o ministro Alexandre de Moraes concedeu prazo de cinco dias para os advogados apresentarem defesa prévia.

Projeto formará jovens para defesa de direitos humanos nas comunidades

O projeto Jovens Defensores Populares deverá formar 1 mil jovens de diferentes regiões do Brasil para atuar na defesa de direitos humanos. Priorizando jovens de periferias, favelas, comunidades tradicionais e de baixa renda, o  programa será desenvolvido em seis estados: 
  • Pará
  • Pernambuco
  • Bahia
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Distrito Federal

A iniciativa conta com a participação do Ministério da Justiça, da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O primeiro módulo do programa foi lançado nesta sexta-feira (11), no  campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Bolsa de estudo

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Jovens entre 18 e 29 anos receberão uma bolsa mensal de R$ 500. Os estudos incluem formação em direitos humanos e políticas públicas, além de pesquisa, diagnóstico e ação direta em territórios, onde os jovens terão a oportunidade de identificar violações de direitos.

Segundo o Ministério da Justiça, o objetivo é formar uma geração de líderes comprometidos com a transformação social.

Documentário sobre punks do ABC estreia neste sábado em Santo André

O Cine Teatro Carlos Gomes, em Santo André, no ABC Paulista, exibe neste sábado (12), às 19h, o documentário Punks do ABC. A pré-estreia tem entrada gratuita. Com uma hora e meia de duração, o filme traz histórias pouco conhecidas do movimento punk e da cena underground do subúrbio operário do ABC, além de um arquivo histórico inédito, com cartazes, fanzines, fotos, fitas cassete e gravações em videotape.

A obra revisita os últimos 150 anos da história política e social do ABC Paulista, com a chegada dos imigrantes anarquistas espanhóis, portugueses, italianos e alemães à região no final do século 19, o surgimento dos primeiros sindicatos e o assassinato de Constantino Castellani, considerado o primeiro punk do ABC.

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Segundo o diretor, pesquisador, jornalista e escritor Jairo Costa, o longa também aborda a resistência à ditadura militar, o surgimento do movimento punk em 1977, passando pelas grandes greves metalúrgicas de 1979 e 1980. Com produção de Izabel Bueno, da Estranhos Atratores Filmes, o documentário mostra ainda os conflitos entre punks do ABC e punks paulistanos na década de 1980, o enfrentamento aos grupos neonazistas na região, a realização da Ópera Punk em 1998, as jornadas de junho de 2013 até os dias atuais.

O filme, financiado com recursos da Lei Paulo Gustavo, é todo em preto e branco e reúne imagens que Jairo começou a captar entre 1998 e 2000, com uma câmera VHS, quando tinha 20 e poucos anos e fazia parte do movimento punk da região. 

“Gravei bastante show, pessoal na rua se encontrando, passeios de trem, situações de confronto entre gangues. Isso ficou guardado e, no período da pandemia, recuperei as fitas. Quando a pandemia deu uma pausa, em 2021, 2022 comecei as entrevistas e cheguei a 47 pessoas”, contou.

Entre os entrevistados para o documentário, que Jairo classifica de antifascista, estão dezenas de punks, desde os pioneiros, como o Barata, da banda DZK; o Mao, dos Garotos Podres; Buba e Marcelo Magrão, da Corte Marcial; até as bandas contemporâneas, como Sentimento Carpete e Krias de Kafka, além de jovens da nova geração punk da região, que estão na faixa dos 20 anos de idade.

“Eu costumo dizer que esse filme é o puro suco do ABC. É muita coisa identificada com ABC, com sindicato, com greve, ligada ao movimento social, manifestações políticas, antifascistas, antirracistas. A gente procurou fazer uma edição que demonstre a postura dos punks, que são, na sua maioria, anarquistas e lutam contra os fascistas aqui na região há muito tempo.”

Segundo Jairo, são essas características que diferenciam os punks do ABC dos de outros pontos do país, onde a ideia era a de formar bandas, por exemplo. No ABC, o objetivo era primordialmente o engajamento político e o enfrentamento às coisas que consideravam erradas na sociedade.

“O punk defende a liberdade de expressão, a autogestão e é contra todo tipo de opressão, discriminação. E busca combater as desigualdades sociais que existem. O punk sempre foi um movimento avançado. Nos anos 80, já falava de veganismo, de ecologia,  já lutava contra a ditadura militar, o fascismo. E um dos objetivos é chocar, com o visual. As mídias deturparam a visão para rotular o movimento como algo muito nocivo para a sociedade, mas é muito pelo contrário”, afirmoou.

Jairo lembrou ainda do enfrentamento entre os punks e os carecas do ABC, grupos nacionalistas, ligados a movimentos de extrema direita, também surgidos no fim dos anos 80 na região. Além dos carecas, o documentário cita os white powers, grupos que defendem a supremacia branca. “Os punks sempre combateram as ações deles no ABC. O doc mostra isso e como os punks sempre se manifestaram contra esse tipo de ideologia.”

Segundo Jairo, o documentário vem preencher uma lacuna existente na história do movimento, já que há inúmeras obras sobre o punk no país, mas não havia nada retratando o ABC. “Não havia nenhum produto audiovisual que mostrasse nossa visão daqui. O documentário tem essa missão de mostrar o que foi o punk no passado, o que ele é no presente, as novas gerações, e apontar o que pode ser o punk no futuro”.

Por enquanto, não há salas definidas para a exibição do filme para o grande público, mas Jairo disse que isso está sendo negociado com os cinemas do ABC. O Cine Teatro Carlos Gomes, fica na Rua Senador Fláquer, 110, no centro de Santo André.

Vacina contra gripe é segura e não causa a doença; saiba mais verdades

A campanha de vacinação contra a gripe começou na última segunda-feira (7), nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com o objetivo de imunizar 90% do público-alvo, composto principalmente por idosos, crianças de idades entre 6 meses e 6 anos, gestantes e puérperas.

O Ministério da Saúde convoca esses grupos e os demais aptos a se vacinar procurem a proteção o mais rápido possível em unidades de saúde de seus municípios, porque o vírus causador da gripe circula com mais força no outono e no inverno nessas regiões. No segundo semestre, será a vez da Região Norte ser imunizada, para cobrir o “inverno amazônico”, período de chuvas de dezembro a maio.

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Mas um obstáculo importante que a sociedade brasileira precisa superar para atingir a meta de vacinação são as muitas informações falsas circulando nas redes sociais. A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Monica Levi, alerta que o maior risco são os grupos vulneráveis acreditarem na desinformação e correrem riscos, inclusive de morte, sem a proteção.

“Informação falsa, às vezes, é mais letal do que a própria doença. Essa é uma das grandes ameaças à saúde humana”, avisa . “Algumas pessoas podem deixar de se vacinar, acreditando em histórias falsas e consequentemente vão continuar vulneráveis, o que pode até levar ao óbito”, ela complementa.

De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e dos óbitos relacionados à doença.

 

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é vacinado contra a gripe Ricardo Stuckert / PR

Saiba o que é verdade e o que é fake news

Veja abaixo as explicações da presidente da SBIm que desmentem algumas das informações falsas que mais circulam contra a vacina da gripe e colocam em risco a vida das pessoas: 

MENTIRA: “A vacina pode fazer algumas pessoas pegarem a gripe”

VERDADE: De acordo com a especialista, essa é a época do ano em que mais circulam o rinovírus, o metapneumovírus, o vírus sincicial respiratório, entre outros vírus, mas as pessoas chamam qualquer quadro respiratório de gripe. Mesmo que a pessoa tenha febre, dor de garganta e tosse, pode ser outro vírus respiratório, como o da covid, por exemplo. Além disso, se a pessoa já tiver sido infectada, e estiver incubando o vírus, os sintomas podem aparecer depois que ela tomou a vacina. E é preciso duas semanas, no mínimo, para desenvolver a proteção. Nesse período, a pessoa continua vulnerável, inclusive à gripe, como quem não foi vacinado.

 

MENTIRA: “A vacina contra a gripe não é segura e pode provocar a morte de pessoas mais velhas”

VERDADE: Essa é uma vacina extremamente segura, tanto que os grupos prioritários escolhidos para tomar a vacina são os que têm maior comprometimento da imunidade. Uma pessoa que faz um transplante de medula óssea, a primeira vacina que ele tem que tomar, três meses pós-transplante, é a vacina contra a gripe. Por que ela é segura? Porque é uma vacina inativada, ou seja, o vírus é morto, fracionado e você só usa uma fração dele na produção de anticorpos.  Então, em qualquer pessoa, seja imunocompetente ou imunocompromtida, seja uma pessoa que tenha alguma comorbidade, ela vai ser extremamente segura.

 

MENTIRA: “A vacina não evita totalmente o contágio, logo, não tem eficácia”

VERDADE: A vacina contra a gripe é eficaz principalmente para proteger contra a doença grave e suas complicações e contra o óbito. Dependendo da faixa etária e do grau de resposta imunológica da pessoa vacinada, ela pode ter uma menor eficácia contra o contágio pelo vírus, mas ela continua sendo muito importante para prevenir a forma grave da doença. Por isso, a recomendação é que as pessoas que são mais vulneráveis se vacinem todos os anos para não correr esse risco.

 

MENTIRA: “A gripe é uma doença comum, sem gravidade. Por isso, não é importante se vacinar”

VERDADE: A gripe é uma doença potencialmente grave. Nem todos casos vão ser assim, tem gente que vai ter sintomas, por mais ou menos uma semana, sem consequências. Mas algumas pessoas vão desenvolver pneumonia, vão desenvolver uma descompensação de outras doenças, como, por exemplo, diabetes, cardiopatia ou doença pulmonar obstrutiva crônica. Por isso que essa é uma vacina muito importante na faixa etária dos idosos, porque eles apresentam mais quadros graves, com mais internação e mais óbitos. Depois, as pessoas com comorbidades e as crianças pequenas são as mais atingidas pelas formas graves.

 

MENTIRA: “Os profissionais de saúde estão misturando a vacina da gripe com a vacina da covid”

VERDADE: Não se faz alquimia com nenhuma vacina. Cada uma tem os seus ingredientes, o seu volume, o seu conteúdo e jamais, nunca houve essa história de vacinas serem misturadas. O que existe são vacinas combinadas, que protegem contra várias doenças, mas elas já são fabricadas assim pelo próprio laboratório, com todas as quantidades e excipientes de cada um dos componentes, calculados, testados, com estudos clínicos e a aprovação de órgãos regulatórios. Mas isso não feito com a vacina da gripe e a vacina da covid.

Vacina atualizada

Todos os anos, a vacina é atualizada para proteger contra os três tipos do vírus influenza com maior circulação, por isso, o imunizante que está sendo aplicado previne contra a influenza A H1N1 e H3N2 e contra a Influenza B.

Por isso, para se manter protegido, é necessário receber a vacina todo ano

Quem deve se vacinar contra a gripe

  •  Idosos
  •  Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
  •  Gestantes e puérperas
  •  Povos indígenas
  •  Pessoas em situação de rua
  •  Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
  •  Pessoas com deficiência permanentes
  •  População privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens
  •  Profissionais das Forças Armadas e das áreas de saúde, educação, segurança pública, salvamento, unidades prisionais, transporte rodoviário coletivo e de carga e portos.