Lula cumprimenta presidente reeleito do Equador

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu nota nesta segunda-feira (14) em que reconhece a vitória do presidente do Equador, Daniel Noboa, reeleito neste fim de semana para o segundo mandato.

“Saúdo o povo equatoriano e o presidente reeleito, Daniel Noboa, pelas eleições de domingo, 13 de abril. O Brasil seguirá trabalhando com o Equador em defesa do multilateralismo, pela integração sul-americana e o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, escreveu Lula, em nota oficial publicadas em suas redes sociais.

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O resultado oficial deu ao atual presidente, do partido direitista Ação Democrática Nacional, 55,6% dos votos válidos, contra 44,3% para a candidata da esquerda Luísa González. Foram mais de 1 milhão de votos de diferença em favor do atual mandatário. 

Luisa González, no entanto, contesta o resultado e apresentou denúncia de fraude.

Ato em São Paulo pede justiça no caso de senegalês morto por PM

Um protesto foi realizado na tarde desta segunda-feira (14), no centro da capital paulista, contra a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, baleado por um policial militar durante uma operação realizada na região do Brás, na última sexta-feira (11). Ele foi atingido por um disparo no abdome durante uma abordagem policial enquanto tentava proteger mercadorias de um outro ambulante.

Com gritos de Justiça, os manifestantes fizeram uma caminhada entre a Praça da República e a prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, onde uma comissão foi recebida por representantes da administração municipal.

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Entre os participantes do ato estava o cônsul honorário do Senegal em São Paulo, Babacar Bá. “O que aconteceu foi muito triste e estamos fazendo de tudo para que isso não aconteça de novo. É preciso achar meios para que isso não aconteça de novo”, declarou.

Segundo ele, a comunidade senegalesa em São Paulo é formada por cerca de 3 mil pessoas. “Vamos agora conversar na prefeitura e talvez eles tenham uma solução para o nosso problema, que já é conhecido de todos. Infelizmente essa não é a primeira morte [violenta] de um senegalês em São Paulo. Mas tomara que seja a última”, reforçou.

O cônsul honorário informou à reportagem que o corpo do ambulante deverá agora ser encaminhado para seu país natal, onde vive sua família. “O corpo já foi liberado pelo IML [Instituto Médico Legal] e agora irá para uma funerária particular. Ainda iremos organizar uma data [para encaminhá-lo ao Senegal], mas isso depende dos voos”, disse.

 

Manifestação contra a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, baleado por um PM durante operação no Brás – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Violência policial

Coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria dos Camelôs disse que a abordagem policial contra Mbaye foi extremamente violenta. Segundo ela, essa não foi a única vez que os ambulantes enfrentaram situações como essa nas ruas.

“Essa não é a primeira vez. Isso acontece todos os dias. Atrás de cada tabuleiro, de cada barraca ou de cada lona tem um chefe ou mãe de família que sai todos os dias de casa para levar seu sustento. E o que vemos é a fiscalização correndo atrás de trabalhador como se a gente estivesse fazendo algo errado. Os governantes precisam tomar vergonha na cara e vir para a rua para entender o que está acontecendo aqui.”

O ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Mauro Caseri, considerou esse episódio “deplorável”.

“Você está vendo ali uma pessoa que estava buscando o seu ganha-pão ser morta naquela circunstância. Entendo que, por mais que ele tenha tido um comportamento que pudesse inspirar preocupação para os órgãos de repressão, isso não justificava o mau uso de uma arma letal. Havia muitas outras formas para conter [a situação]”, disse o ouvidor, em entrevista à Agência Brasil durante o ato de hoje.

Para Caseri, a Polícia Militar (PM) de São Paulo precisa incorporar o uso de câmeras corporais e de armas não letais ou de menor capacidade letal em seu cotidiano para evitar tragédias como essa. “Se usassem o taser [arma de eletrochoque], esse rapaz não ficaria em condição de agredir ninguém. Teria se resolvido o problema com uma arma não letal”, reforçou ele, destacando que a ouvidoria já solicitou a abertura de um procedimento disciplinar na Corregedoria da Polícia Militar para apuração dos fatos.

O artista e ativista senegalês Kunta Kinté avalia que o uso da força policial naquela situação foi exagerado. “A força ali não foi igual. Os policiais poderiam ter feito um tiro de alerta e todos ficariam ali parados. Ou então atirar no pé. Mas aquilo foi assassinato. O rapaz era um trabalhador”, disse.

“Chegamos aqui como imigrantes. O Brasil mostra oportunidade para nós e estamos bem aqui. Contribuímos para o desenvolvimento do Brasil, pagando impostos e aluguéis. O Brasil é uma terra de imigrantes. Nós, senegaleses que vivemos no Brasil, fazemos muitas coisas legais por aqui, muitas atividades culturais. Somos trabalhadores. Estamos conectados com o país. Mas isso que aconteceu revolta”, acrescentou.

 

Policiais acompanham manifestação contra a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, baleado por um PM durante operação no Brás – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O protesto realizado nessa tarde foi acompanhando também pelo cantor e compositor Chico César. “Essa não foi a primeira vez e, infelizmente, não será a última. Não faz muito tempo um outro senegalês foi jogado de um prédio aqui em São Paulo, cercado pela Polícia Militar. Essas pessoas estão aqui no Brasil para trabalhar. Vieram em busca de melhores condições de vida e, infelizmente, acabam encontrando a morte porque são negras”, declarou.

“O Brasil é uma terra de imigrantes e recebeu muito bem os italianos, espanhóis, portugueses e alemães. Mas como recebe os africanos? Recebe eles da mesma forma como eles foram trazidos para cá dentro dos porões dos navios [escravocratas]. Recebe do mesmo jeito como tem tratado as populações originárias, com desprezo, desdém e violência. Essas mortes não ferem apenas os imigrantes ou os africanos, mas toda a sociedade brasileira em seu íntimo, no que ela deveria ter de mais plural e diversa. Quando um imigrante senegalês é morto pela Polícia Militar no centro da capital mais importante do Brasil, da maior cidade da América do Sul, é o íntimo da sociedade brasileira que está sendo ferido”, disse o cantor.

“A sociedade brasileira precisa vir para as ruas para exigir justiça. Não justiçamento, mas justiça. Cada morte dessa precisa ser investigada. Cada autor material ou intelectual e cada cadeia de comando precisam ser punidos”, concluiu.

De acordo com o diretor executivo do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante, Paulo Illes, os imigrantes negros e africanos são os mais suscetíveis a enfrentar violências no Brasil. “Precisamos repensar a abordagem feita a essas pessoas na política imigratória, mas principalmente dessa realidade das pessoas que trabalham nas ruas na cidade de São Paulo”, disse.

“Essa não é a primeira vez que acontece isso. Tivemos, no ano passado, aquele fato ainda não explicado de um senegalês que, teoricamente, teria se jogado de um prédio aqui na região central. Mas não temos ainda um resultado dessa investigação e agora tivemos esse fato”, destacou.

“Quando o imigrante vai trabalhar na rua ou fazer qualquer serviço, ele vem aqui para São Paulo para tentar mudar de vida. E ele tem um investimento. Aquele carrinho era o investimento da vida dele [de Ngange Mbaye]. Ele estava protegendo vidas com aqueles pouco bens que ele tinha. Não dá para a gente permitir que algo como isso aconteça. É um absurdo. A polícia precisa estar mais bem treinada. Precisa saber lidar com pessoas que estavam ali se defendendo. Esse é um caso que precisa ser apurado. Esse e todos os outros casos de imigrantes negros da cidade de São Paulo”, reforçou Illes.

Este é o segundo ato contra a morte do ambulante. No último sábado (12), um protesto na região central da capital terminou em forte repressão da Polícia Militar, com uso de bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o ato.

 

Manifestação contra a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, baleado por um PM durante operação no Brás – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Pedido por justiça

Enquanto uma comissão de manifestantes e autoridades presentes ao ato era recebida na prefeitura, diversos senegaleses protestavam do lado de fora. Entre eles, estava o jovem Meissa Fall, que era amigo de Mbaye e que estava com ele no momento em que o ambulante foi morto.

Aos gritos, Fall cobrou justiça. “Pode até afastar esse policial hoje, mas ele irá para outro lugar e um outro policial virá e fará a mesma coisa ou coisa até pior. Mbaye morreu e ele era um pai de família”, disse ele, emocionado.

“Eu estava junto com ele [naquele dia]. Ele estava sempre comigo. A família dele está me ligando e eu não sei o que falar para eles. No dia em que ele morreu, um policial meteu bala em sua barriga. Ele caiu e eu disse ao policial que ele estava morrendo. Mas eles ainda o algemaram e me empurraram com suas armas. Eu desmaiei e acordei no hospital. A família dele está no Senegal sofrendo. Ele tinha mulher e um filho lá”, contou Fall.

Depois, à reportagem da Agência Brasil, Fall contou que Mbaye estava há cerca de 11 anos no Brasil e foi quem o recebeu aqui, pouco tempo depois, quando ele também decidiu vir morar no país.

Repercussão

A ministra de Integração Africana e Negócios Estrangeiros do Senegal, Yassine Fall, afirmou que pedirá explicações ao governo brasileiro sobre a morte do ambulante Ngange Mbaye. “Por meio da nossa representação diplomática, buscaremos meios para elucidar as circunstâncias dessa morte trágica”, declarou, em comunicado à imprensa.

“Foi com grande tristeza e consternação que fui informada da morte trágica do nosso compatriota Ngagne Mbaye em São Paulo”, escreveu. “Neste momento doloroso, quero expressar, em nome do governo do Senegal, as nossas mais sinceras condolências.”

A organização não governamental (ONG) Horizon Sans Frontières, que acompanha casos de migração e violência, também condenou o episódio, dizendo que a morte foi “um novo crime cometido contra um cidadão senegalês no Brasil” e apontando o país como uma “zona de violência endêmica”.

“Em 2018, a polícia brasileira matou mais de 6.220 pessoas, o maior número, já registrado na história da segurança pública do país. Este número significa que 17 civis são mortos todos os dias em intervenção policial. Exorto o Estado a aumentar a conscientização sobre o índice de segurança e o índice de criminalidade de certas áreas, a fim de proteger melhor os povos senegaleses em todo o mundo”, diz o comunicado da ONG.

 

Ato contra a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, baleado por um policial militar – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Outro lado

Por meio de nota, a PM informou que instaurou um inquérito policial militar (IPM) para investigar o caso e que afastou das atividades operacionais o agente envolvido. “A ocorrência foi registrada no 8º Distrito Policial como morte decorrente de intervenção policial e tentativa de homicídio e é investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O policiamento na região foi reforçado.”

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo reforçou ainda que “todos os casos de morte em decorrência de intervenção policial são rigorosamente investigados pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário. As forças de segurança não compactuam com desvios de conduta e punem com rigor aqueles que infringem a lei ou violam as normas e procedimentos de suas corporações”.

A prefeitura, que era a responsável pela Operação Delegada no dia da morte do senegalês – um acordo estabelecido entre o poder público e as forças de segurança para reforçar a segurança em locais específicos e combater o comércio de ambulantes irregulares nas ruas da capital –, não se manifestou sobre o caso até este momento.

Fundo indígena premiará projetos para atenuar mudanças climáticas

O Fundo Indígena da Amazônia Brasileira Podáali abriu nesta segunda-feira (14) inscrições para o Prêmio Ciências Indígenas – Soluções Ancestrais pelo Clima, pela Amazônia e por Todas as Vidas. Iniciativa pioneira na facilitação do acesso a recursos por amazônidas (naturais da Amazônia), o Podáali contemplará pelo menos 47 ações ou organizações que tenham como foco a mitigação da mudança climática. 

Três categorias estão incluídas no Prêmio Ciências Indígenas: a primeira, voltada para coletivos indígenas locais, ou seja, grupos que não têm registro formal mediante CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). Podem ser compostos por jovens, mulheres, guardiões, professores ou brigadistas, por exemplo. Cada um dos grupos contemplados receberá R$ 20 mil.

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A segunda categoria abrange organizações indígenas com CNPJ, de alcance regional, estadual ou temático (juventude, mulheres, professores e outros). O prêmio será de R$ 40 mil.

A terceira categoria é restrita a entidades pertencentes à rede da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), que cocriou o fundo e é uma das principais agremiações do movimento indígena do país. Entre essas entidades, estão a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará -(Apoianp) e a Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (Arpit). 

O prazo para inscrição de candidatos ao prêmio termina no dia 30 de maio. Os interessados em mais informações podem acessar o site do Podáali.

Empreendedorismo após os 60 anos é tema do Caminhos da Reportagem

“Negócios 60+, o poder da experiência” é o tema do Caminhos da Reportagem que a TV Brasil leva ao ar nesta segunda-feira (14), às 23h. O país está envelhecendo mais – em 2023, a população 60+ (15,6%) ultrapassou o número de jovens entre 15 e 24 anos (14,8%) –, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com mais tempo pela frente após a aposentadoria, o empreendedorismo tem ganhado força nessa faixa etária: entre 2012 e 2023, houve um crescimento de 42% no número de donos de negócios acima dos 60 anos, ultrapassando os 4 milhões de pessoas.

Muitos 60+ empreendem por necessidade após a aposentadoria. “Como o Brasil tem uma base ampliada de classes C, D e E, muitos buscam complementar a renda”, explica André Spínola, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). É o caso de Juarez Martins, que, diante de uma aposentadoria insuficiente, uniu sua vivência no meio rural a um negócio e fundou a Horta Linda, oferecendo consultorias e oficinas de hortas urbanas. Seus clientes incluem entidades sociais que usam a experiência como uma atividade terapêutica. “Quando eu estava na horta, a tristeza passava”, diz Juarez.

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Para complementar a renda, Valdenice Balduína mudou de área. Apaixonada por cozinha, fez um curso de personal chef e agora prepara marmitas na casa dos clientes, conquistando sua clientela aos poucos. “A gente, da minha idade, já sabe o que quer. Tem que ir devagar”, diz. Esse perfil mais seguro e resiliente é comum entre empreendedores 60+, destaca a psicóloga Isabelle Chariglione, da Universidade de Brasília (UnB). “Eles trabalham no seu ritmo, conforme suas necessidades”, explica.

Alguns empreendedores 60+ abrem negócios por oportunidade, após poupar parte da renda. Mário Gisi, que foi funcionário público por 35 anos, investiu suas economias na Clemens Chocolates. “É desafiador, prazeroso e traz benefícios à saúde, com chocolates mais puros e sustentáveis”, ressalta. A psicóloga Juliana Seidl, da consultoria Longeva, observa que muitos 60+ buscam um propósito na nova fase. “Muitos escolheram a profissão pela estabilidade, sem ter a chance de se perguntar: ‘É isso que realmente gosto de fazer?’.” 

Empreendedores 60+ enfrentam desafios, incluindo o preconceito etário, agravado pelo gênero. Denilva Santos, do setor de energia solar, perdeu clientes por ser mulher, apesar de usar tecnologia avançada. “A esposa de um cliente disse que ele preferiu fechar negócio com um eletricista que subiu no telhado”, relata. Determinada, ela fez um curso, aprendeu o trabalho braçal e hoje domina todas as etapas, mesmo tendo equipe para o serviço.

Economia prateada

Os serviços voltados para pessoas maduras ainda são poucos no Brasil, apesar do grande potencial da “economia prateada” em áreas como lazer, educação e entretenimento. Claudia Grande se tornou senior influencer por acaso e, com quase 1 milhão de seguidores, transformou sua presença online em um negócio: turismo adaptado para 60+. “Faço o que sei para o meu público”, resume.

Moyses Elias Neto Alvim se inspirou nos avós para criar o serviço de “neto de aluguel”, oferecendo transporte e companhia para idosos em consultas, compras e passeios. Com uma clientela fiel, destaca que o diferencial é o atendimento. “Mesmo achando algo mais barato, eles ficam pelo convívio e suporte”, diz. Já Roberta Marques percebeu que o público 60+ busca experiências adaptadas e criou o Divas Dance, aula de dança exclusiva para idosas em Brasília. Inspirada na avó, desenvolveu uma metodologia acessível. “É um ambiente seguro, onde elas fazem amigas e compartilham histórias”, explica.

Sobre o programa

Produção jornalística semanal da TV Brasil, o Caminhos da Reportagem leva o telespectador para uma viagem pelo país e pelo mundo atrás de pautas especiais, com uma visão diferente, instigante e complexa de cada um dos assuntos escolhidos.

No ar há mais de uma década, o Caminhos da Reportagem é uma das atrações jornalísticas mais premiadas não só do canal, como também da televisão brasileira. Para contar grandes histórias, os profissionais investigam assuntos variados e revelam os aspectos mais relevantes de cada tema.

Saúde, economia, comportamento, educação, meio ambiente, segurança, prestação de serviços, cultura e outros tantos temas são abordados de maneira única. As matérias temáticas levam conteúdo de interesse para a sociedade pela telinha da emissora pública.

Questões atuais e polêmicas são tratadas com profundidade e seriedade pela equipe de profissionais do canal. O trabalho minucioso e bem executado é reconhecido com diversas premiações importantes no meio jornalístico.

Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 4h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem e no YouTube da emissora pública. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.

Santos demite técnico Pedro Caixinha após início difícil no Brasileiro

Não chegou a quatro meses a passagem do técnico português Pedro Caixinha à frente do comando técnico do time masculino do Santos. Ele foi demitido pela diretoria do clube nesta segunda-feira (14), um dia após a derrota do Peixe para o Fluminense (1 a 0), no Maracanã, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

 A equipe santista segue sem vitórias no Brasileirão. Estreou com derrota para o Vasco (2 a 1) e, na rodada seguinte, empatou em casa com o Bahia (2 a 2).  Com apenas um ponto marcado, o time está na zona de rebaixamento, em 18º lugar.

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De acordo com nota oficial do Santos, o auxiliar técnico César Sampaio assumira o time interinamente. Ele deverá estar à beira do gramado da Vila Belmiro, na próxima quarta (16), quando o Santos encara Atlético-MG (16º na tabela), às 21h30 (horário de Brasília), pelo Brasileirão.

Desde que assinou contrato com o Peixe em 23 de dezembro, Caixinha disputou 17 partidas, somando seis vitórias, quatro empates e sete derrotas. No início da atual temporada, o Santos parou na semifinal, após revés para o Corinthians (2 a 1), em partida única.  

Além do treinador português, também deixam o Santos os auxiliares técnicos Pedro Malta e José Pratas; o preparador físico Guilherme Gomes; e o preparador de goleiros José Belman.

EBC é indicada ao Social Media Gov por atuação nas redes sociais

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é finalista na 3ª edição do Prêmio Social Media Gov, principal premiação de comunicação em redes sociais do setor público. Organizado pela plataforma WeGov, o prêmio seleciona as principais referências em boas práticas na comunicação pública. 

A EBC concorre com cinco conteúdos, indicados na categoria Comunicação como Serviço, que vai premiar “instituições que promoveram informações de interesse público, através de conteúdos certeiros e relevantes”.

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Entre os conteúdos selecionados estão cinco trechos do programa Sem Censura, da TV Brasil. Entre os temas, que abordam assuntos como saúde e segurança, estão pautas atuais como o debate sobre o controle do uso de telas na infância e adolescência.

Diversas instituições públicas também concorrem ao prêmio. Na categoria em que foi indicada, a EBC concorre com cases de comunicação digital das prefeituras de Salvador e Florianópolis. Os vencedores serão conhecidos em 29 de abril, durante a 14ª edição do Redes Wegov.

“É cada vez maior o número de pessoas que se informam pelas redes sociais e a comunicação pública precisa se adequar a este novo contexto. Esses resultados só são possíveis porque existem profissionais competentes, dedicados exclusivamente a essa estratégia dentro do organograma da empresa”, ressaltou o presidente da EBC, Jean Lima.

O digital da EBC

A EBC é responsável pela gestão de mais de 30 perfis e acumula quase 10 milhões de seguidores nas redes sociais. Entre os perfis administrados, além do carro-chefe @tvbrasil, estão as contas de @ebc, @canalgov e @agencia.brasil. 

A empresa passou por um recente investimento em sua produção digital com a criação da Superintendência de Comunicação Digital e Mídias Sociais, em 2023.

“A criação dessa unidade permitiu uma verdadeira revolução digital da EBC. Uma iniciativa que tem resultado em uma inédita expansão da penetração dos conteúdos produzidos pela empresa, agora adaptados para o ambiente digital. Ganha a empresa, mas também ganha o povo, que passa a receber conteúdo essencial de forma acessível em sua timeline”, comemorou a superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais, Nicole Briones.

O Sem Censura

Apresentado por Cissa Guimarães, o Sem Censura completa 40 anos este ano. No ano passado, o programa foi consagrado com o Prêmio APCA, organizado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, na categoria Melhor Programa de Televisão. Também foi reconhecido no prêmio Melhores do Ano do site NaTelinha, parceiro do UOL, na categoria Melhor Programa de Entrevistas.

Santa Feira do Peixe começa nesta terça-feira em São Paulo

Começa nesta terça-feira (15) a 16ª edição da Santa Feira do Peixe, realizada anualmente pela Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), na Vila Leopoldina. O evento, que vai até quinta-feira (17), das 12h às 20h, reúne as empresas do setor pesqueiro que atuam na Ceagesp, com promoções especiais para a Semana Santa. 

Os destaques deste ano serão a tainha e o cação. Os consumidores encontrarão também pescados como salmão, corvina, espada, gordinho, porquinho e anchova, além de camarões.

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“Teremos tainha inteira congelada comercializada a R$ 11,99 o quilo. Quem comprar a caixa com 20 quilos vai pagar ainda mais barato, R$ 10,99 o quilo. Já o cação em posta será comercializado a R$ 34,90 o quilo”, adiantou o gerente do Entreposto de Pescados de São Paulo (EPSP), Douglas do Amaral.

Os valores promocionais serão válidos enquanto durarem os estoques. Os consumidores devem entrar pelo Portão 15 (acesso para veículos e pedestres) e pelo Portão 14 (exclusivamente para pedestres). Haverá também praça de alimentação com pratos como paella e opções de peixes assados para consumo no local. 

A entrada e o estacionamento serão gratuitos para o público da feira.

O objetivo da feira é tornar os pescados acessíveis ao grande público. 

“Durante o ano, a comercialização desses produtos no setor de pescados da Ceagesp ocorre no atacado, sendo possível comprar apenas em grandes quantidades. Mas, durante a Semana Santa, realizamos a Santa Feira do Peixe justamente para que o consumidor final também compre com a gente, no varejo”, disse Amaral.

A expectativa para este ano é superar os números da edição do ano passado, quando a feira recebeu cerca de 8,5 mil visitantes e comercializou mais de 30 toneladas de pescado.

Veja os 10 golpes mais aplicados contra clientes bancários em 2024

Os golpes do WhatsApp, das falsas vendas e da falsa central/falso funcionário de banco foram as principais armadilhas aplicadas em clientes de bancos no ano passado, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 

“Em um mundo cada vez mais digital e interconectado, a criatividade dos criminosos não conhece limites. A cada dia, novas tentativas de golpes surgem, visando enganar e prejudicar a população”, alerta a entidade. 

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Em 2024, os clientes relataram terem sofrido com maior frequência os golpes de: 
  • Golpe do WhatsApp, com 153 mil reclamações
  • Falsas vendas, com 150 mil reclamações
  • Falsa central, com 105 mil reclamações
  • Pescaria digital, o chamado Phishing, com 33 mil reclamações
  • Falso investimento, com 31 mil reclamações  
  • Troca de cartão, com 19 mil reclamações
  • Envio de falso boleto, com 13 mil reclamações
  • Devolução de empréstimo, com 8 mil reclamações
  • Mão fantasma, com 5 mil reclamações
  • Falso motoboy, com 5 mil reclamações

Golpe do Whatsapp 

O golpe do WhatsApp acontece quando criminosos tentam clonar a conta de WhatsApp da vítima. A Febraban orienta a habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas”. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo aplicativo.

Nesse tipo de golpe, o criminoso tenta cadastrar o WhatsApp da vítima em outro aparelho. Para obter o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo, o falsário envia uma mensagem se fazendo passar por algum tipo de serviço de atendimento ao cliente. Nessa mensagem é solicitado o código para a vítima.

Falsa venda 

No golpe de falsa venda, os criminosos criam páginas falsas que simulam e-commerce, enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e investem na criação de perfis falsos de lojas em redes sociais.

A orientação é ficar atento a falsas promoções ou a preços praticados muito abaixo dos cobrados pelo comércio. Também é importante tomar cuidado com links recebidos em e-mails e mensagens e dar preferência aos sites conhecidos para as compras.

Falsa central bancária

Já no golpe da falsa central bancária ou falso atendente, os criminosos se passam por funcionários do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. Geralmente, nesse contato, o estelionatário diz haver algum tipo de problema na conta ou relata alguma compra irregular.

A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima e orienta que realize transferências alegando a necessidade de regularizar problemas na conta ou no cartão.

Nesses casos, a Febraban orienta o cliente a sempre verificar a origem das ligações e mensagens recebidas contendo solicitações de dados.

“Os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos alegando estornos de transações. Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, e de outro telefone, deve entrar em contato com os canais oficiais de seu banco”, diz a entidade.

Phishing 

No caso do phishing, ou pescaria digital, a fraude é praticada mediante o envio de links suspeitos contendo vírus que capturam os dados pessoais das vítimas. Esse envio pode ser feita por meio de e-mails de mensagens falsas que induzem o usuário a clicar em links suspeitos.

A orientação é nunca clicar em links recebidos por mensagens e manter os aplicativos de antivírus sempre atualizados.

Falso Investimento 

O golpe do falso investimento geralmente é praticado por meio da criação de sites de empresas de fachada e perfis em redes sociais para atrair as vítimas e convencê-las a fazerem investimentos altamente lucrativos e rápidos. Por isso, é importante desconfiar de promessas de rendimentos ou retornos muito acima daqueles praticados no mercado.

Troca de cartão 

O golpe da troca de cartão geralmente ocorre quando golpistas que trabalham como vendedores trocam o cartão na hora de devolvê-lo, após uma compra. Eles prestam atenção na senha digitada na maquininha de compra e depois fazem compras com o cartão do cliente. 

Após cirurgia, Bolsonaro segue na UTI sem previsão de alta

O pós-operatório do ex-presidente Jair Bolsonaro será delicado e prolongado, conforme relato nesta segunda-feira (14) da equipe médica que acompanha o político. Bolsonaro passou por uma cirurgia de cerca de 12 horas neste domingo (13) e segue internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta.

Em coletiva de imprensa, o cardiologista Leandro Echenique, que acompanha Bolsonaro desde o episódio em que o ex-presidente foi esfaqueado, em 2018, lembrou que esta foi a sétima cirurgia a que ele foi submetido. 

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“Alguns menos complexos, mais simples. Outros, muito complexos, ao longo de todos esses anos. Sobre o procedimento realizado ontem [domingo], categorizamos ele entre os mais complexos”, disse Echenique.

“Tinha muita aderência, que são complicações desde o período inicial, de 2018. Se não houvesse aquela primeira cirurgia, as demais não teriam ocorrido”, explicou, acrescentando que “felizmente terminou muito bem”. 

“O resultado final foi excelente. Claro que um procedimento de grande porte, com 12 horas de duração, implica em alguns cuidados muito específicos de pós-operatório, da parte clínica, que vamos acompanhar nos próximos dias”.

Segundo o cardiologista, apesar do longo período no centro cirúrgico, não houve complicações durante a cirurgia de Bolsonaro. “Foi o que era esperado”, reforçou, citando que, quando o paciente passa por um procedimento muito prolongado, o organismo acaba desenvolvendo uma resposta inflamatória importante. 

“Fica muito inflamado e isso pode ocorrer no pós-operatório. É comum, é normal”, explicou.

Dentre as intercorrências que ainda podem surgir ao longo dos próximos dias, de acordo com o médico, estão o aumento do risco de infecções, o aumento do risco de medicamentos para controlar a pressão, já que os vasos dilatam em razão da inflamação. Há ainda um aumento do risco de trombose e de outros problemas de coagulação do sangue.

“Uma série de intercorrências que podem acontecer. Agora, todas as medidas preventivas serão tomadas. Por isso, ele encontra-se na UTI neste momento”, disse Echenique.

Durante a coletiva de imprensa, o médico-chefe da equipe que conduziu a cirurgia do ex-presidente, Cláudio Birolini, detalhou que Bolsonaro já vinha mantendo um quadro de distensão e desconforto abdominal persistente e que os profissionais de saúde observaram uma elevação dos marcadores inflamatórios, o que levou à indicação do tratamento cirúrgico.

“À grosso modo, a situação do ex-presidente era a seguinte: um abdome hostil, com múltiplas cirurgias prévias e aderências, causando um quadro de obstrução intestinal. E uma parede abdominal bastante danificada em função da facada e das cirurgias prévias. Isso já nos antecipava que [o procedimento de domingo] seria bastante complexo e bastante trabalhoso”.

Segundo o médico, foram necessárias 2 horas para acessar a cavidade abdominal, mais 4 ou 5 horas para liberação de aderências. Numa segunda etapa, a equipe iniciou a reconstrução da parede abdominal. 

“O intestino dele estava bastante sofrido, o que nos leva a crer que ele já vinha com esse quadro subclínico há alguns meses”, completou.

“Essas primeiras 48 horas são bastante críticas. A gente tem que ficar alerta, de olho. Depois disso, a gente entra numa outra fase de pós-operatório, um pouco mais tranquila, mas já antecipo que não tenho grandes expectativas de uma evolução rápida. A gente precisa deixar o intestino descansar, desinflamar, retomar sua atividade para só depois pensar em realimentação por via oral e retomada de outras atividades”, informou o médico-chefe.

Bolsonaro é mantido em alimentação parenteral, por via intravenosa. 

“O ex-presidente tem uma agenda bastante intensa e é difícil segurá-lo. Vou tentar segurá-lo, na medida do possível, mas ele tem o ritmo dele”, destacou Birolini, ao citar que objetivo da equipe médica é que o ex-presidente volte a ter uma vida normal, sem restrições.

“Visitas para familiares estão liberadas, mas conversei com a equipe e com a Michelle [Bolsonaro, esposa do ex-presidente] para a gente restringir ao máximo. Ele gosta muito de falar, conversar, e esse é o momento em que a gente tem que deixá-lo mais tranquilo, em um ambiente mais reservado”, disse.

Médicos peritos do INSS voltam ao trabalho nesta segunda-feira

Após 235 dias de paralisação, médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram hoje (14) ao trabalho. Nesta segunda-feira, os cerca de 300 médicos que estavam em greve começam a repor os dias parados e o atendimento volta ao normal.

Em janeiro, o INSS anunciou o reagendamento automático das perícias não realizadas para médicos que não aderiram à greve.

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As pessoas que precisarem de atendimento podem agendar por meio da Central de Atendimento pelo número 135 ou acessar o portal Meu INSS, de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.

“Nos casos de afastamento do trabalho por até 180 dias, o recomendável é a utilização do Atesmed, serviço online que permite realizar a perícia documental, dispensando a necessidade de perícia presencial”, informou a pasta.

Em caso de necessidade de atendimento presencial, a autarquia lembra que é necessário levar documento de identificação com foto, laudo médico com diagnóstico e tratamentos, exames, prescrições médicas.

Retorno ao trabalho

O retorno ao trabalho foi definido após assinatura de acordo com o Ministério da Previdência Social a entidade que representa os médicos peritos. Pelo acordo, a pasta vai restituir o salário descontado desde janeiro.

Desde agosto do ano passado, cerca de 300 médicos peritos, 10% do total, estavam parados, em uma greve que foi considerada a maior da história da carreira. 

Em nota, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) informou que os ganhos ficaram aquém do esperado, mas que o acordo assinado traz abertura para futuros avanços. A entidade também comemorou a reversão de riscos disciplinares e a restituição dos salários descontados.

“Por certo, o pacto firmado não corresponde à expectativa das partes envolvidas, mas garante a estabilização do conflito classista e a segurança dos peritos médicos federais, especialmente mediante a exclusão dos riscos funcionais e disciplinares. Apesar de não constituir aquilo que a categoria almejava, a saber, a manutenção das cláusulas do Termo de Acordo nº 01/2022, o novo pacto sinaliza a consolidação de novas conquistas”, destacou o texto.

O comunicado não detalhou os ganhos da categoria. Os médicos peritos reivindicavam o cumprimento de um acordo de 2022.

Governo publica ampliação da faixa de isenção do IR para R$ 2.428

O governo federal aumentou de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 a faixa de isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física (IPRF). Com isso, o tributo só incidirá em valores acima da nova faixa, conforme prevê a Medida Provisória 1.294 publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (14),

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida valerá a partir de maio (ano-calendário de 2025).

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Além dessa isenção, a legislação que instituiu em 2023 a nova política de valorização do salário mínimo autoriza desconto de 25% sobre o valor de limite de isenção, no caso, de R$ 607,20. Somado aos R$ 2.824,80, o valor resulta em R$ 3.036 – equivalente a dois salários mínimos.

Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.518.

As demais faixas previstas na medida provisória publicada hoje foram mantidas. Portanto, salários com valores entre R$ 2.428,80 e R$ 2.826,65 pagarão alíquota de 7,5%. Entre esse valor e R$ 3.751,05, a alíquota aplicada será de 15%.

Salários entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68 pagarão alíquota de IR de 22,5%. Acima desse valor terão alíquota de 27,5%.

Promessa de campanha

Uma das principais promessas de campanha feitas pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi a de, até o final de seu mandato, em 2026, ampliar para R$ 5 mil a faixa de isenção.

Para isso, o governo federal apresentou em março ao Congresso Nacional projeto de lei que, por meio de descontos parciais para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, isenta aqueles que recebem até o valor prometido durante a campanha.

*Colaborou Andreia Verdélio

Anvisa aprova vacina contra chikungunya do Butantan e Valneva

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (14), o pedido para registro definitivo da vacina contra a chikungunya encaminhado pelo Instituto Butantan, em parceria com a empresa farmacêutica Valneva. O imunizante está autorizado a ser aplicado no país na população acima de 18 anos.

A vacina foi avaliada nos Estados Unidos em 4 mil voluntários de 18 a 65 anos, sendo que 98,9% dos participantes do ensaio clínico produziram anticorpos neutralizantes, com níveis que se mantiveram robustos por ao menos seis meses. Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet, em junho de 2023.

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O imunizante contra a chikungunya já recebeu aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, e da European Medicines Agency (EMA), da União Europeia. Esta é a primeira vacina autorizada contra a doença.

Segundo o governo de São Paulo, ao qual o instituto é vinculado, o parecer favorável da Anvisa representa um importante passo na aprovação de uma versão do imunizante do Butantan, que já está em análise pela agência reguladora. As duas vacinas têm praticamente a mesma composição.

Ainda de acordo com o governo estadual, o Instituto Butantan está trabalhando em uma versão com parte do processo realizado no Brasil. O imunizante será adequado à possível incorporação no enfrentamento da doença em nível de saúde pública.

A chikungunya é uma doença viral transmitida por meio da picada de mosquitos Aedes aegypti infectados – os mesmos que transmitem dengue e Zika. Os principais sintomas são febre de início repentino (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e punhos. Pode acontecer também dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Alguns pacientes podem desenvolver dor crônica nas articulações.

Mercado eleva previsão para expansão da economia em 2025

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2025 foi elevada de 1,97% para 1,98%, de acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14), em Brasília. A pesquisa é realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – também subiu – de 1,6% para 1,61%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

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Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,90 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,97.

Inflação

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para 2025 foi mantida em 5,65% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,79%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em março, a inflação fechou em 0,56%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos.

Apesar dessa pressão, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – perdeu força em relação a fevereiro, quando marcou 1,31%. No acumulado em 12 meses, o IPCA soma 5,48%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano.

A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na última reunião, em março, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o BC, a inflação cheia e os núcleos – medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia – continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em um ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Até dezembro próximo, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Fla vence com brilho de Arrascaeta para assumir ponta do Brasileiro

Contando com a estrela do meio-campista uruguaio Giorgian De Arrascaeta, o Flamengo foi até Porto Alegre e derrotou o Grêmio por 2 a 0, na tarde deste domingo (13), para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro da Série A. A partida contou com transmissão ao vivo da Rádio Nacional.

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Graças este triunfo, a equipe comandada pelo técnico Filipe Luís chegou aos sete pontos após três rodadas disputadas. Já o Tricolor gaúcho é o 13º colocado com três pontos.

O Rubro-Negro da Gávea iniciou o confronto em alta rotação, e conseguiu abrir o marcador aos três marcador aos três minutos do primeiro tempo, quando Arrascaeta aproveitou falha de Edenilson para ficar com o domínio da bola, invadir a área, driblar o goleiro Tiago Volpi e marcar um bonito gol.

Diante de um Grêmio que pouco criou, o Flamengo confirmou o triunfo aos 21 minutos da etapa final, quando Arrascaeta recebeu passe na intermediária, avançou em velocidade e bateu colocado para superar novamente Tiago Volpi.

Vitória tricolor

Já no estádio do Maracanã, o reencontro entre o atacante Neymar, atualmente no Santos, e o meio-campista Ganso, camisa 10 do Fluminense, quem brilhou foi a estrela do lateral Samuel Xavier, que marcou, nos acréscimos, o gol da vitória de 1 a 0 do Tricolor das Laranjeiras.

Com os três pontos deste domingo o Fluminense chegou ao total de seis, assumindo a 5ª colocação da classificação. Já o Santos permanece com apenas um ponto, na 18ª posição.

Outros resultados:

Bragantino 1 x 0 Botafogo
Juventude 2 x 1 Ceará
Palmeiras 2 x 0 Corinthians
Vasco 3 x 1 Sport
Bahia 1 x 1 Mirassol
São Paulo 1 x 1 Cruzeiro
Fortaleza 0 x 0 Internacional
Atlético-MG 2 x 2 Vitória

Brasileirão Feminino: Real Brasília supera Bragantino por 2 a 1

Em partida disputada, neste domingo (13) no estádio Defelê, em Brasília, o Real Brasília derrotou o Bragantino em partida válida pela 4ª rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino.

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Com este resultado a equipe brasiliense assumiu a 8ª posição da classificação com seis pontos conquistados. Já o time de Bragança Paulista ocupa a 9ª colocação com cinco pontos.

O início do confronto foi marcado pelo domínio das Bragantinas, que valorizavam a posse de bola e criavam boas oportunidades. E as visitantes conseguiram transformar este domínio em gol aos 33 minutos do primeiro tempo, quando Tamires cruzou para Paulina, que finalizou bem de cabeça.

Porém, o panorama do confronto mudou após o intervalo, com o Real Brasília conseguindo a virada logo nos primeiros movimentos, graças a gols de Maiara, no primeiro minuto, e de Dani Silva, aos 6.

Vitória do América

Quem também somou três pontos neste domingo foi o América-MG, que, jogando na Arena Amazônia, contou com gols de Emily Arias, Radija e Gadu para superar o 3B da Amazônia pelo placar de 3 a 0.

A vitória levou o time mineiro para 10ª colocação com cinco pontos. Já as donas da casa permanecem na lanterna da competição sem ponto algum.

ABI alerta em carta que “sem jornalismo não há democracia”

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) publicou uma carta do resultado da 3ª Semana Nacional de Jornalismo, evento promovido pela entidade de 7 a 11 de abril, em Curitiba, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Além de agradecer o apoio de universidades e entidades representativas da sociedade civil, o documento reforça compromissos com a democracia, os direitos humanos, a liberdade de imprensa e de expressão.

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Os principais debates do encontro, citados na carta, dizem respeito à defesa da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, a regulamentação das big techs, o combate às fake news, o papel do jornalismo na batalha de ideias e a importância do jornalismo comunitário.

Segundo a ABI, esses temas podem ser resumidos na ideia de que “sem jornalismo não há democracia”

“O jornalismo é, ele próprio, um direito. Quando ele se ausenta, a democracia deixa de existir”.

Desertos de notícias

A ABI destacou as regiões com pouca ou nenhuma cobertura jornalística, chamadas de desertos de notícias. A situação torna esses territórios ambientes propícios à desinformação e à disseminação de notícias falsas. Investimento na produção de conteúdos informativos locais seria uma saída para garantir o direito à comunicação, defende a entidade.

A entidade também abordou a necessidade de regulação e responsabilização das big techs, o que chamou de “tarefa civilizatória”. O entendimento é de que não há razoabilidade para faturamento com discurso de ódio e conteúdos criminosos.

A ABI alerta para o que chamou de transformação dos meios de comunicação em verdadeiros “partidos políticos”, alinhados com os setores mais conservadores da sociedade. 

A leitura é de que o enfraquecimento de grandes empresas tradicionais refletiu no quase desaparecimento das reportagens. O espaço, então, teria sido ocupado nas redes sociais pela extrema direita.

A ABI fala em uma perspectiva sombria da comunicação no Brasil “dominada pela mídia comercial e ameaçada pelas plataformas digitais, as big techs e os influencers, que impedem a divulgação da verdade”.

A saída, segundo a entidade, é o fortalecimento da comunicação e dos comunicadores comunitários, populares e independentes. A defesa é que eles têm noção da responsabilidade política e social da comunicação, que permitem uma aproximação vida real do povo.

Bolsonaro passa por cirurgia no intestino neste domingo

O ex-presidente Jair Bolsonaro passa por uma cirurgia no intestino, neste domingo (13), no Hospital DF Star, em Brasília.

Bolsonaro é submetido a uma laparotomia exploradora para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. O procedimento começou por volta das 10h e já dura mais de 7 horas. 

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Na sexta-feira (11), Bolsonaro passou mal durante um evento político no interior do Rio Grande do Norte. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transferido de helicóptero para Natal. A aeronave foi cedida pela governadora Fátima Bezerra (PT).

No sábado (12), o ex-presidente deixou o Hospital Rio Grande, na capital potiguar, e seguiu para Brasília, onde passa por cirurgia.

Rádio MEC estreia série original de Ruy Castro sobre boleros e tangos

Rádio MEC estreia o seriado Ao Som dos Boleros e Tangos, produção inédita apresentada pelo jornalista e escritor Ruy Castro. Em quatro episódios, o programa vai ao ar na emissora pública com edições semanais a partir deste domingo (13), às 21h.

A série original explora a evolução e a história de dois dos mais emblemáticos gêneros da música popular: o tango e o bolero. Com uma abordagem detalhada, Ruy Castro mistura pesquisa histórica e narrativa envolvente para mostrar como essas influências musicais se entrelaçaram com a cultura brasileira.

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“O bolero e o tango eram especiais. Faziam parte do dia a dia musical do brasileiro como se fossem coisa nossa”, define o jornalista, sobre as canções criadas nas décadas de 1940 e 1950. A cada semana, os ouvintes da Rádio MEC vão conferir uma edição inédita: O Bolero no Brasil, O Brasil do Bolero, O Tango Namora o Samba e E o Brasil Cai no Tango.

A produção de Ruy Castro, Heloisa Seixas e Julia Romeu está disponível em diversas plataformas. Além de acompanhar no dial da emissora, o público pode conferir o conteúdo exclusivo no app Rádios EBC, na transmissão em streaming no site da emissora pública e em formato podcast pelo Spotify.

Primeiro episódio

Em O Bolero no Brasil, episódio de estreia da série, Ruy Castro destaca a vinda de diversos cantores latino-americanos para o Brasil, incluindo artistas do México e de Cuba, onde o bolero reinava. O programa lembra ainda que até os cantores brasileiros adoravam cantar boleros, em espanhol ou mesmo em português.

Ao longo da atração, Ruy Castro resgata canções emblemáticas da presença do bolero na cultura brasileira. São elas: Talvez, Talvez, Talvez (interpretada pelo Trio Irakitan); Sabor a Mim (também com o Trio Irakitan); Perfídia (na voz de Nelson Gonçalves); Beija-me Muito (Francisco José); Tu Me Acostumbraste (Nana Caymmi); La Puerta (Nana Caymmi); Perfídia/Perdon (Altemar Dutra); Contigo Aprendi (Altemar Dutra); Noche de Ronda (Madalena de Paula); Uma Mujer (João Gilberto); Angelitos Negros (Caetano Veloso); Si Me Enamoro (Leny Andrade); Un Argentino en Brasil (Dick Farney); e Solamente Una Vez (Emílio Santiago).

Sobre Ruy Castro

O jornalista e escritor Ruy Castro começou sua trajetória profissional como repórter em 1967, no Rio de Janeiro, e atuou nos principais veículos da imprensa carioca e paulistana. Em 1988 passou a se dedicar aos livros e fez sua estreia como escritor em 1990, com o lançamento de Chega de Saudade: a História e as Histórias da Bossa Nova.

É autor de biografias de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, reconstituições históricas sobre a bossa nova, o samba-canção e o Rio de Janeiro dos anos 1920, além de romances e obras sobre cinema e literatura. Em 2021, foi agraciado com o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL). No ano seguinte, foi eleito para ocupar a cadeira 13 da ABL.

Sobre a Rádio MEC

Conhecida de Norte a Sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música erudita. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e estrangeiros de todos os tempos.

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537. 

 

PF nega ter feito revista em três deputadas negras em Guarulhos

A Polícia Federal divulgou nota na tarde deste domingo (13) negando ter procedido revista nas deputadas estaduais Ediane Maria (PSOL-SP), Andreia de Jesus (PT-MG) e Leninha (PT-MG), as três são negras, durante o desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na sexta-feira (11).

No comunicado, a PF afirma que “não foi a instituição responsável pela abordagem mencionada pelas três deputadas estaduais que relataram ter sido submetidas a revista na fila do desembarque do Aeroporto de Guarulhos”.

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A corporação garante que “atua com base nos protocolos estabelecidos em seus normativos internos e respeita estritamente os procedimentos legais vigentes” e reafirma o “compromisso com a legalidade, a isenção e o respeito aos direitos individuais no cumprimento de suas atribuições”.

As três deputadas registraram boletim de ocorrência por prática de racismo ao desembarcarem em Guarulhos de voo procedente do México, onde representaram o Brasil no Painel Internacional de Mulheres Afropolíticas, no Senado mexicano.

Em rede social, a deputada Andreia de Jesus relatou que entre centenas de passageiros no desembarque, ela e as outras duas colegas parlamentares foram as únicas selecionadas para uma revista pelos agentes de segurança da Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos.

Brasil conquista título do Campeonato Sul-Americano Sub-17

O Brasil conquistou o título do Campeonato Sul-Americano Sub-17, na noite do último sábado (13) no Estádio Olímpico Jaime Morón León, na Colômbia, ao derrotar a seleção da Colômbia por 4 a 1, na disputa de pênaltis, após empate de 1 a 1 no tempo regulamentar. Esta é a 14ª conquista da equipe canarinho na competição.

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A seleção brasileira garantiu o título da competição de forma invicta, após empatar com o Uruguai por 1 a 1 na estreia, e bater Bolívia (3 a 0), Venezuela (1 a 0) e Equador (3 a 2) pela fase de grupos. Na semifinal o Brasil superou o Chile por 1 a 0.

Na partida do último sábado, o Brasil saiu em desvantagem no marcador, aos 40 minutos do primeiro tempo após finalização certeira de Sevillano. Porém, o time comandado pelo técnico Dudu Patetuci igualou o marcador aos 42 minutos da etapa final com Angelo de cabeça.

Como a igualdade perdurou até o apito final, o título foi decidido na disputa de penalidades máximas, nas quais Gustavo Gomes, Tiago, Ruan Pablo e Dell converteram para o Brasil, enquanto a Colômbia desperdiçou duas finalizações, com uma cobrança na trave e outra defendida por Arthur.

Abril Indígena em SP terá show, manifesto e debates

Durante todo este mês, como ocorre anualmente, diversos espaços culturais promovem atividades para homenagear os mais de 300 povos originários do país. Na capital paulista, já estão quase esgotados os ingressos do Museu das Culturas Indígenas para o lançamento, na manhã da próxima quinta-feira (17), do Manifesto em Defesa do Tombamento do Bioma Mata Atlântica como Patrimônio Material e Imaterial Brasileiro LINK 1 .

Estarão presentes no evento representantes de povos indígenas que vivem na Mata Atlântica, membros da sociedade civil, instituições de pesquisa e organizações ambientais e culturais. O manifesto pretende conclamar o máximo de pessoas e entidades para se engajar na proteção ativa do bioma. 

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De acordo com dados levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e divulgados pela SOS Mata Atlântica e MapBiomas, no primeiro semestre de 2023, foram registrados mais de 4,3 mil ocorrências de desmatamento, mais de 47 mil hectares devastados e uma área média de 11 hectares de perda da vegetação. 

No primeiro semestre de 2024, o quadro melhorou. Foram notificados cerca de 2,2 mil casos, com área de 21 mil hectares desmatada e área média de 9,6 hectares. 

Ainda são números elevados e, conforme indica a apuração, a agricultura continua protagonizando o desflorestamento.

No próximo fim de semana, a agenda do movimento indígena está cheia, sobretudo, na Vila Itororó, formada por casas da década de 1920. No bairro da Penha, zona leste de São Paulo, o Grupo Indígena Wassu, liderado por Yuri Wassu, da etnia wassu cocal, convida pessoas de todas as idades para conhecer brincadeiras típicas dos povos originários. A atividade terá 1 hora 30 minutos de duração e será realizada no sábado (19), às 16h, no Espaço Mário Zan, no Largo do Rosário, 20, Penha de França. A entrada é gratuita.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, artistas indígenas também farão apresentações e rodas de conversa, com os temas Memória, Luta e Resistência e São Paulo é Terra Indígena. Um dos destaques é o show da cantora e compositora Kaê Guajajara, nascida no Maranhão e criada em uma comunidade da Maré, no Rio de Janeiro. Expoente consolidada da Música Popular Originária, ela subirá no Palco Éden da Vila Itororó, no bairro da Bela Vista, às 19h, no sábado (19). A atração tem entrada livre.

Para saber mais sobre a programação, acesse o site da prefeitura de São Paulo.

Aves beijoqueiras estão ameaçadas no Cerrado, diz pesquisador

O beijo mais famoso da natureza vive sob ameaça no Cerrado. Quem corre risco é o beija-flor, que busca o néctar de uma planta e depois espalha o pólen pela mata. Desmatamento e mudanças climáticas são vilões modernos e concretos contra essa “cena de amor” tão natural. O alerta é do biólogo e fotógrafo da natureza Marcelo Kuhlmann.
Livro registra as 41 espécies de beija-flor do Cerrado – Foto Marcelo Kuhlmann

Depois de 10 anos de pesquisa e imersão pelo bioma, considerado o “berço das águas”, Kuhlmann registrou nada menos do que 41 espécies da ave, o que resultou em um livro de 750 páginas, Cerrado em Cores: Flores Atrativas para Beija-Flores, fruto desses flagrantes que realizou na “savana mais rica do mundo”. 

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Neste domingo (13), Dia do Beijo, as ameaças sofridas por essas pequenas aves não são nada românticas.

“É um livro robusto, com 750 páginas, e decidi organizá-lo de forma didática, de acordo com as cores das flores e sua época de floração”, afirmou o pesquisador.  O trabalho foi publicado de forma independente pela própria editora do autor, a Biom Field Guides, produzida com capa dura e acabamento especial. O livro contou com financiamento coletivo para ser impresso. 

Ameaças

Biólogo aponta flores do Cerrado atrativas para beija-flores – Foto Marcelo Kuhlmann

Para Kuhlmann, a maior ameaça para o Cerrado é o desmatamento, principalmente voltado para o agronegócio. “Apesar de toda a sua importância para a economia do Brasil, não está sendo feito de uma forma totalmente sustentável”. 

O pesquisador lamenta que, nos últimos 70 anos, o país perdeu mais da metade da vegetação nativa do bioma. “Quando eu viajo pelo Cerrado, atrás dessas permanências de vegetação nativa, passo horas por monoculturas, de soja e de milho, a perder de vista. Isso coloca em risco toda a biodiversidade.”

Em seus estudos, Kuhlmann avalia ser necessário acompanhar os efeitos das mudanças climáticas sobre essas aves, porque o período de floração das plantas pode alterar o comportamento delas. 

“Cada espécie tem um período certo para florescer. Se a gente, por exemplo, quer manter uma população de polinizadores, como os beija-flores, é preciso que haja flores ao longo de todo o ano”.

O biólogo explica que, apesar de serem ativos durante todo o dia, os beija-flores são animais diurnos, principalmente nos períodos mais frios do dia. A quentura do dia pode afetar, inclusive na competição dos recursos florais com outros animais, como as abelhas. 

Olhos poderosos 

A pesquisa de Kuhlmann buscou inicialmente identificar as espécies de beija-flores que ocorrem no Cerrado e quais flores atraem as aves. Em uma pesquisa, Kuhlmann e outros estudiosos descobriram uma espécie de bromélia na Chapada dos Veadeiros que estava toda florida e alaranjada cercada de beija-flores. “Isso me chamou a atenção. Desde essa época, eu venho querendo saber mais quais são as flores que mais atraem.”

Ele explica que, no bioma cerrado, ocorrem 41 espécies de beija-flores das 89 que já foram encontradas no Brasil.

“Temos as espécies que são mais frequentes, que ocorrem em todo o bioma, e outras espécies, mais raras, de ocorrência apenas localizada, como as que ocorrem na Serra do Espinhaço.”

Kuhlmann destaca o fato de o beija-flor ter uma visão de cores muito aguçada e desenvolvida. “São animais que conseguem enxergar até ultravioleta e têm um espectro visual de cores muito maior que o nosso.”

Flores coloridas e chamativas têm esse efeito de atração de beija-flores e de outras aves. “Mas também flores pequenas e discretas também atraem animais. Isso me chamou a atenção durante o estudo.”

Uma constatação é que a paquera dos beija-flores no Cerrado visa uma maior variedade de flores, de todos os formatos e tamanhos e de todas as cores. O motivo é que, além das cores, o beija-flor vai direto ao assunto: atrás de néctar. 

Poderosos plantadores

Segundo o pesquisador, beija-flores são fundamentais polinizadores. Eles atuam nesse serviço ecológico para as plantas do Cerrado em conjunto com diversos outros animais, como as abelhas, mariposas, borboletas e morcegos.

Muitas das flores que os beija-flores visitam também são atrativas para outros animais polinizadores. No Cerrado, a estimativa é que, de 80% a 90% das espécies nativas do bioma, dependem de animais para a polinização das flores. “No livro, eu registrei aqui mais de 300 espécies nativas que atraem beija-flores. Dessas 300, pelo menos 100 dependem mais dos beija-flores

Bico doce

O formato do bico dos beija-flores varia, conforme explica o pesquisador.

Formato do bico dos beija-flores varia, explica biólogo – Foto Marcelo Kuhlmann

“Tudo isso reflete uma relação ecológica evolutiva. Com as flores, houve uma relação de coevolução. As espécies evoluíram ao longo de milhares de anos para estabelecer essas relações ecológicas”. Por isso, é importante a biodiversidade, afirma Kuhlmann. “Ora, se houver somente uma espécie de planta dominando uma área, tende a diminuir a quantidade de aves.” 

Para ele, a imagem de um Cerrado cinza é equivocada, ainda que este não seja mais o oásis de 70 anos atrás, como descreveu, por exemplo, João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas, publicado em 1956.

“Aqui no Brasil, valorizamos muito pouco nossas espécies nativas”, disse o pesquisador, que percorreu regiões no Distrito Federal, em Goiás, Minas Gerais e São Paulo, na Bahia, em Mato Grosso e no Tocantins. “A perda do Cerrado pode ocasionar para o Brasil um grande déficit hídrico. O Cerrado é o berço das águas do Brasil. Então, requer muita atenção de todos os brasileiros”. E, claro, a conservação do bicho que mais beija. 

Entre os achados raros, avistados no último raiar do sol, depois mais de uma semana de expedição na Chapada dos Guimarães, o pesquisador ficou feliz em registrar o Phaethornis nattereri, ou rabo-branco-de-sobre-amarelo. “Ele ocorre ali na fronteira do Cerrado, com o Pantanal”. De beijos raros, também se faz a mata. O objetivo do livro é dar visibilidade a esses animais com a máxima de que não é possível conservar sem conhecer. Nesse cenário, claro, quanto mais beijos, mais as flores se abrem e o Cerrado se ilumina.

Para ele, a imagem de um Cerrado cinza é equivocada, ainda que este não seja mais o oásis de 70 anos atrás, como descreveu, por exemplo, João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas, publicado em 1956.