Mulher morre após carro ficar submerso em São Paulo

O forte temporal que caiu na noite desta terça-feira (18) na cidade de São Paulo causou a morte de uma mulher de 40 anos de idade, que ficou presa no carro, submerso pelo avanço das águas. O alagamento ocorreu na Freguesia do Ó, na zona norte da capital.

A Defesa Civil do estado informou que a mulher é a 21ª vítima das fortes chuvas, desde o início da Operação Verão, programada para o período de 24 de dezembro a 30 de março. 

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Na tarde de terça-feira, o órgão emitiu 16 alertas severos de tempestades no estado, sendo dois para a capital.

A mulher que morreu estava num veículo Kwid, na avenida Edgar Facó, que ficou tomada pelas águas com o transbordamento do Ribeirão Verde. A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.

Balanço da Defesa Civil aponta que, até o momento, sete pessoas morreram por causa de deslizamentos causados pelas chuvas, 11 foram levados pelas enxurradas, duas arrastadas pelos vendavais e uma pessoa morreu atingida por um raio.

Conheça a cronologia da tentativa de golpe de Estado, segundo a PGR

Março de 2021 pode ser considerado um mês chave para que fosse colocado em marcha um plano de ruptura da ordem democrática e de concretização de um golpe de Estado, por Jair Bolsonaro e seus aliados, segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No dia 8 daquele mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Facchin anulou as condenações de Luiz Inácio Lula da Silva, relacionadas à Operação Lava Jato, e tornou-o elegível novamente.

Lula vinha sendo apontado como principal adversário do então presidente Jair Bolsonaro na eleição presidencial do ano seguinte e pesquisas eleitorais mostravam o petista à frente.

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A situação política mobilizou o entorno de Bolsonaro, que percebeu “a necessidade de pronta arregimentação de ações coordenadas contra a possibilidade temida que se avultava. Começaram, então, práticas de execução do plano articulado para a manutenção do poder do Presidente da República não obstante o resultado que as urnas oferecessem no ano seguinte”, diz o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na denúncia apresentada à Justiça.

Ainda em março, poucos dias depois de Lula ter recuperado sua elegibilidade, o grupo de apoio a Bolsonaro, que viria a se tornar o núcleo da organização criminosa acusada de crimes contra as instituições democráticas pela PGR, passou a cogitar de o então presidente da República passar a afrontar e a desobedecer decisões do STF.

Nas semanas seguintes, o grupo passaria a defender a ideia de deslegitimar o processo eleitoral brasileiro e a possível vitória do adversário de Bolsonaro.

“O grupo registrou a ideia de ‘estabelecer um discurso sobre urnas eletrônicas e votações’ e de replicar essa narrativa ‘novamente e constantemente’, a fim de deslegitimar possível resultado eleitoral que lhe fosse desfavorável e propiciar condições indutoras da deposição do governo eleito”, destaca a denúncia.

Críticas às urnas

O plano de insurreição demorou cerca de três meses para ser colocado em prática. No dia 29 de julho daquele ano, Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo, pela internet, das dependências do Palácio do Planalto, em que criticava o sistema eletrônico de votação e exaltava a atuação das Forças Armadas.

A partir desse momento, segundo a PGR, Bolsonaro passaria a fazer pronunciamentos públicos cada vez mais agressivos, com ataques diretos aos poderes constituídos, com o objetivo de causar indignação e revolta em seus apoiadores. O objetivo final, segundo a denúncia, seria tornar aceitável e esperável o recurso à força caso Lula vencesse as eleições de 2022.

Mesmo com a decisão da Câmara dos Deputados, de manter as sistemáticas de votação digital e de apuração dos votos, em sessão no dia 10 de agosto, Bolsonaro insistiu nos ataques ao sistema eleitoral.

Durante os festejos de 7 de Setembro de 2021, Bolsonaro fez um discurso, em São Paulo, no qual “deu a conhecer seu propósito de não mais se submeter às deliberações provenientes da Suprema Corte, confiado no apoio que teria das Forças Armadas”. A essa altura, segundo a PGR, o grupo ao redor do então presidente já tinha traçado uma estratégia que incluía um plano de fuga de Bolsonaro, caso lhe faltasse apoio para o golpe de Estado.

“[Quero] dizer àqueles que querem me tornar inelegível em Brasília: só Deus me tira de lá. E aqueles que pensam que, com uma caneta, podem me tirar da presidência, digo uma coisa, para todos nós. Temos três alternativas, em especial para mim: preso, morto ou com vitória. [Quero] dizer aos canalhas que eu nunca serei preso”, disse Bolsonaro em seu discurso, na ocasião.

Com o passar dos meses e com a aproximação das eleições de 2022, os ataques ao sistema eleitoral foram intensificados, com acusações falsas e manipuladas sobre supostas vulnerabilidades das urnas eletrônicas a fraudes. Todos os ataques à legitimidade foram sempre respondidos oficialmente, por autoridades judiciais, com argumentos técnicos, mas isso continuou sendo ignorado pelo grupo.

Reuniões

Em 5 julho de 2022, com Lula como favorito à disputa presidencial, Bolsonaro teria convocado uma reunião ministerial para incitar ataques às urnas e a difusão de notícias falsas contra seu adversário. No encontro com os ministros, segundo a denúncia do Ministério Público, “falou-se inequivocamente em ‘uso da força’ como alternativa a ser implementada, se necessário”.

General Augusto Heleno, um dos acusados de integrar o núcleo golpista, chegou a dizer na reunião que, o que tivesse que ser feito, teria que acontecer antes da eleição. “Se tiver que virar a mesa, é antes das eleições”.

No dia 18 daquele mês, o então presidente da República convocou embaixadores e representantes diplomáticos de outros países para uma reunião em que fez acusações sobre as supostas fraudes que, segundo Bolsonaro, seriam cometidas nas eleições daquele ano.

Ações

Além de divulgar falsas informações sobre o sistema eleitoral, segundo a PGR, o grupo tentou intervir diretamente no processo eleitoral, já que, durante o segundo turno da eleição, em 31 de outubro, policiais rodoviários federais fizeram operações em estradas para dificultar o acesso de eleitores a zonas eleitorais onde Lula obtivera mais votos no primeiro turno.

Os locais de operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram definidos previamente, a partir de mapeamentos feitos por órgãos de segurança vinculados Ministério da Justiça e mobilizados de forma ilícita para a tarefa, de acordo com a PGR.

Com a vitória de Lula, as críticas ao sistema eleitoral persistiram, mesmo depois de relatório de fiscalização das urnas, feito pelo Ministério da Defesa, assegurar que nenhuma falha foi encontrada no sistema de urnas eletrônicas.

A ideia de manter as críticas ao sistema eleitoral depois da derrota de Bolsonaro tinha o propósito de estimular a militância do então presidente da República, cujo mandato se encerraria em 31 de dezembro, a se manter acampada, em frente aos quartéis, pedindo intervenção militar contra a posse do candidato adversário vitorioso.

O núcleo golpista pretendia que a mobilização da militância sensibilizasse as Forças Armadas, em especial, o Exército, para que impusessem um regime de exceção, impedissem a posse de Lula e garantissem a permanência do candidato derrotado na Presidência da República.

Em novembro de 2022, poucas semanas antes da posse de Lula, oficiais com treinamento de forças especiais, chamados de kids pretos, reuniram-se para tentar ganhar apoio da alta cúpula do Exército. Além de pressionar o comando da força armada, o grupo articulou-se para atacar, nas redes virtuais, os oficiais generais que se opunham ao golpe em curso.

Também foram concebidas minutas de atos executivos que formalizassem a quebra da ordem constitucional, que incluíam, entre suas medidas, a prisão do então presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a PGR, o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Azevedo, também se reuniu com os comandantes das três forças, para angariar apoio ao golpe, mas só teria tido a adesão do representante máximo da Marinha, almirante Almir Garnier Santos.

Assassinatos

Não bastassem as campanhas de notícias falsas para desacreditar o sistema eleitoral, as afrontas a autoridades judiciais, as difamações contra militares que não apoiavam a insurreição e a articulação para executar o golpe, os membros da organização criminosa também teriam estruturado, dentro do Palácio do Planalto, segundo a PGR, um plano, chamado de Punhal Verde-Amarelo, para assassinar Lula, seu vice, Geraldo Alckmin, e Alexandre de Moraes.

“O plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do Presidente da República, que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”, escreve a PGR, na denúncia apresentada.

Os preparativos para os assassinatos foram completados e só não foram levados à cabo, no dia 15 de dezembro, porque não conseguiram cooptar, na última hora, o então comandante do Exército.

A denúncia do Ministério Público descreve que, depois de todos esses passos malfadados, a “frustração dominou os integrantes da organização criminosa”. Mas, mesmo assim, não desistiram dos planos de manter Bolsonaro no poder.

Manifestações contra o novo presidente da República, Lula, já empossado, marcadas para 8 de janeiro em Brasília, tornaram-se a grande esperança de concretizar o golpe.

“A organização incentivou a mobilização do grupo de pessoas em frente ao Quartel General do Exército em Brasília, que pedia a intervenção militar na política. Os participantes daquela jornada desceram toda a avenida que liga o Setor Militar Urbano ao Congresso Nacional, acompanhados e escoltados por policiais militares do Distrito Federal”, afirma a denúncia.

As manifestações de 8 de janeiro ficaram marcadas por invasões e vandalismo às sedes dos Três Poderes e têm sido encaradas, em diversos processos penais, pelo STF, como tentativa de golpe de Estado.

De acordo com a PGR, o golpe, que vinha sendo alinhavado e posto em curso desde meados de 2021, só não foi concretizado porque o comandante do Exército e comandantes regionais da Força Armada decidiram não aderir e, portanto, se manter em seu papel constitucional.

 

Tentativa de golpe: veja quem ficou de fora da denúncia da PGR

Dez pessoas que haviam sido indiciadas pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2024 na investigação que apurou tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito não foram denunciadas nesta terça-feira (18) pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre eles, estão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-assessor da Presidência Tércio Arnaud.

Por outro lado, cinco nomes que não apareceram no documento da PF, divulgado em novembro, agora foram denunciados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, entre eles, o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques.

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Na noite desta terça-feira (18), a PGR denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.  A acusação também envolve outros militares, entre eles, o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Braga Netto e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Foram indiciados pela PF, mas não foram denunciados pela PGR (em ordem alfabética):

1. Alexandre Castilho Bitencourt da Silva

2. Amauri Feres Saad

3. Anderson Lima de Moura

4. Aparecido Portela

5. Carlos Giovani Delevati Pasini

6. Fernando Cerimedo

7. José Eduardo de Oliveira e Silva

8. Laercio Vergilio

9. Tércio Arnaud

10. Valdemar Costa Neto

Foram denunciados pela PGR, mas não estavam no indiciamento da PF (em ordem alfabética):

1.  Fernando de Sousa Oliveira

2.  Márcio Nunes de Resende Júnior

3.  Marília Ferreira de Alencar

4.  Rodrigo Bezerra de Azevedo

5.  Silvinei Vasques

Entenda

Na denúncia apresentada ao Supremo, Paulo Gonet detalha a participação de Bolsonaro e dos demais acusados e afirma que o grupo agiu com violência e grave ameaça para impedir o funcionamento dos Poderes da República e para tentar depor o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda de acordo com a denúncia, Bolsonaro contou com o auxílio de aliados, assessores e generais para “deflagrar o plano criminoso”, que teria ocorrido por meio de ataques às urnas eletrônicas, afronta às decisões do Supremo e incentivo ao plano golpista, entre outras acusações.

PGR: Bolsonaro estimulou acampamentos para justificar intervenção

O ex-presidente Jair Bolsonaro estimulou “deliberadamente” ações que possibilitassem a ruptura institucional – incluindo a permanência de acampamentos montados por apoiadores em frente a diversos quartéis-generais. O trecho consta na denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e mais 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado em 2022.

“O então presidente sempre dava esperanças de que algo fosse acontecer para convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe. O colaborador [tenente-coronel Mauro Cid], inclusive, afirma que esse foi um dos motivos pelos quais o então presidente Jair Bolsonaro não desmobilizou as pessoas que ficavam na frente dos quartéis”, destacou o documento, ao citar a delação de Cid à Polícia Federal (PF).

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Outro trecho da denúncia cita que Bolsonaro “dava esperanças” de que algo fosse acontecer no intuito de convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe de Estado. “O colaborador, inclusive, afirma que esse foi um dos motivos pelos quais o então presidente não desmobilizou as pessoas que ficavam na frente dos quarteis”.

“Em relação a isso, o colaborador também se recorda de que os comandantes das três forças assinaram nota autorizando a manutenção da permanência das pessoas na frente dos quarteis por ordem do então presidente Jair Bolsonaro”, detalhou o documento. Segundo a PGR, o ex-ministro e general Braga Netto, também incitou a movimentação nos quarteis, mantendo contato direto com apoiadores do ex-presidente.

De acordo com a denúncia, Mauro Cid cita um vídeo em que o general conversa com manifestantes em frente a um quartel e pede que mantenham a esperança “porque ainda não havia terminado e algo iria acontecer”. “O colaborador reafirma que tanto o então presidente Jair Bolsonaro quanto o general Braga Netto esperavam que algo pudesse acontecer para convencer as Forças Armadas a darem o golpe e, por isso, incentivavam a manutenção das mobilizações em frente aos quartéis”.

Entenda

A PGR denunciou nesta terça-feira (18) o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A acusação também envolve outros militares, entre eles o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Braga Netto e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, detalha a participação de Bolsonaro e dos demais acusados e afirma que o grupo agiu com violência e grave ameaça para impedir o funcionamento dos Poderes da República e para tentar depor o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda de acordo com a denúncia, Bolsonaro contou com o auxílio de aliados, assessores e generais para “deflagrar o plano criminoso”, que teria ocorrido por meio de ataques às urnas eletrônicas, afronta às decisões do Supremo e incentivo ao plano golpista, entre outras acusações.

Em meio ao luto, Mocidade leva reflexão sobre o futuro para a Sapucaí

A Mocidade Independente de Padre Miguel, escola de samba da zona oeste do Rio, traz uma reflexão sobre o futuro da humanidade para o carnaval deste ano. Com o enredo Voltando para o Futuro – Não Há Limites pra Sonhar, a agremiação será uma das poucas a abordar temas sem relação com a negritude ou a africanidade durante os três dias de desfile no Sambódromo da Marquês de Sapucaí nos desfiles do próximo mês.

“Nosso enredo para o carnaval de 2025 é uma grande reflexão sobre o futuro tão sonhado. É uma reflexão que precisamos fazer, no sentido de que sonhamos e almejamos tanto algumas situações tecnológicas e esse futuro chegou. O que podemos fazer agora para o futuro da humanidade?”, explica o diretor de Carnaval, Mauro Amorim, que retorna à Mocidade após dez anos.

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Amorim questiona: “nossas relações interpessoais vão bem? Nossa relação humana vai bem? Não entramos no mérito da contestação, mas mostramos uma grande reflexão sobre o mundo em que vivemos hoje e o mundo que queremos para o futuro, principalmente.”

Legado

A carnavalesca da Mocidade, Márcia Lage, que morreu em 19 de janeiro deste ano  –  Foto:  Mocidade  Independente  de  Padre  Miguel/Instagram

 

Todo o trabalho de pesquisa e construção do enredo foi desenvolvido pelo casal de carnavalescos da Mocidade, Renato e Márcia Lage. Com longa história no samba, a dupla tem passagem por diversas outras escolas, como a Acadêmicos do Salgueiro e a Império Serrano. “Lá atrás, tivemos muitas reuniões em que eles fizeram várias explanações sobre o enredo, e a escola abraçou a ideia desde o primeiro momento, sabendo da importância e do valor que essa discussão tem para os dias atuais”, lembra Amorim.

No dia 19 de janeiro, porém, Márcia Lage morreu, aos 64 anos. A carnavalesca sofria de leucemia, um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas. Segundo Mauro Amorim, foi uma perda irreparável” para a escola. “Ela [Márcia] tem trabalhos muito relevantes dentro da nossa agremiação, mas a melhor forma de homenageá-la é trabalhando, é todo mundo se unindo e entregando um desfile à altura dela, à altura do Renato e à altura de cada torcedor da Mocidade Independente de Padre Miguel.”

“O carnaval é feito de superação, de mostrar que podemos mais nas horas difíceis. Agora, é tirar forças de onde não tem, apoiar muito o Renato e fazer por ela e também pela comunidade”, acrescenta o intérprete da agremiação, José Paulo Ferreira Sierra, mais conhecido como Zé Paulo Sierra. 

“A escola superar é muito difícil, porque é uma morte, é uma perda, mas, dentro do possível e do que podemos fazer, a Mocidade está muito preparada para fazer um grande carnaval para ela”, diz o intérprete. Um dia antes da carnavalesca, morreram o intérprete Luizinho Andanças — Luís Fernando Guaglianone dos Santos — e o compositor Zé Glória — José Glória da Silva Filho —, ambos no dia 18 de janeiro.

Samba

Mesmo com as perdas recentes, Zé Paulo garante que a escola está preparando um grande desfile para o carnaval deste ano. A Mocidade será uma das últimas escolas a entrar na avenida, abrindo a noite do terceiro dia de apresentações das agremiações do Rio de Janeiro, que se encerra com a Portela, maior campeã do carnaval carioca. 

“O enredo tem o DNA da Mocidade, de ser uma escola futurista, de vanguarda, pioneira. E tem o DNA do Renato e da Márcia, que são carnavalescos que prezam por esse tipo de enredo”, ressalta o compositor, em seu segundo ano como intérprete da escola verde e branco. Zé Paulo relembra o desfile do ano passado em que a escola celebrou o caju com o enredo Pede caju que dou… Pé de caju que dá!. Apesar da popularidade do samba, a Mocidade encerrou a competição na 10ª posição no último carnaval.

“Este ano, optamos por uma coisa mais tensa, com conteúdo de alerta, de mensagem, e acaba sendo um paralelo diferente porque saímos de um samba muito popular, viralizando no Brasil todo, e entramos em um samba que fala mais para dentro da comunidade”, destaca. Diferentemente do carnaval anterior, que tinha um samba que a pessoa ouvia “e já saía dançando, pulando, sem se importar com o que estava sendo cantado”, este ano, a escola pretende passar uma ideia de aviso e de necessidade de preservação com a composição musical.

Zé Paulo enfatiza que a mensagem do samba é muito direta. “É de contar um pouco a história de onde viemos e do quanto a tecnologia pode ser importante, mas também do quanto pode prejudicar. Acho que é um samba com uma grande mensagem. A escola entendeu bem isso e consegue transportar isso em forma de canto para quem estar assistindo”, diz o intérprete.

*Estagiária sob supervisão de Vinícius Lisboa

Bolsonaro sabia e concordou com plano de matar Lula, Alckmin e Moraes

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada na noite dessa terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF), evidencia que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. 

De acordo com procurador-geral da República, Paulo Gonet, o plano intitulado “Punhal Verde Amarelo” foi arquitetado e levado ao conhecimento do então presidente da República, “que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”.

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“O plano se desdobrava em minuciosas atividades, requintadas nas suas virtualidades perniciosas. Tinha no Supremo Tribunal Federal o alvo a ser “neutralizado”. Cogitava o uso de armas bélicas contra o ministro Alexandre de Moraes e a morte por envenenamento de Luiz Inácio Lula da Silva”, destaca Gonet.

Além do ex-presidente, a denúncia da PGR inclui mais 33 pessoas pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. As acusações envolvem militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

A denúncia da PGR ressalta ainda que outros planos foram encontrados em posse dos denunciados. Um deles se encerrava com a frase: “Lula não sobe a rampa”.

A prova de que o plano não ficou apenas na fase de planejamento seria a execução inicial da Operação Copa 2022.

“Foram levadas a cabo ações de monitoramento dos alvos de neutralização, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente eleito Lula da Silva. O plano contemplava a morte dos envolvidos, admitindo-se meios como explosivos, instrumentos bélicos ou envenenamento”, menciona o procurador-geral da República.

De acordo com a denúncia ao STF, no dia 15 de dezembro de 2022, os operadores do plano, com todos os preparativos completos, somente não ultimaram o combinado por não haverem conseguido, na última hora, cooptar o Comando do Exército.

O dia 9 de novembro de 2022 marcaria o início da fase mais violenta do plano de golpe de Estado. Foi quando o plano “Punhal Verde Amarelo” foi impresso dentro do Palácio do Planalto pelo e-assessor da Presidência da República e general do Exército Mário Fernandes, preso durante as investigações.

O documento foi levado por ele no mesmo dia ao Palácio da Alvorada. As investigações da Polícia Federal mostram registro de entrada de Fernandes no Alvorada à 17h48 do dia 9 de novembro. 

“A ciência do plano pelo presidente da República e sua anuência a ele são evidenciadas por diálogos posteriores, comprobatórios de que Jair Bolsonaro acompanhou a evolução do esquema e a possível data de sua execução integral”, ressalta Gonet.

Um áudio de WhatsApp obtido por policiais federais mostra que Mário Fernandes relata a Mauro Cid que havia estado pessoalmente com Jair Bolsonaro e debatido o momento ideal de serem ultimadas as ações tramadas, conforme a seguinte descrição: “Durante a conversa que tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo. Mas (…), ai na hora, eu disse, pô presidente, mas o quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades.”

O procurador-geral da República ainda destaca em sua denúncia que o documento apresentado a Bolsonaro indicava a existência de ações de monitoramento já em curso, o que igualmente reforça a ciência prévia da alta cúpula da organização criminosa sobre a ideia que passou a ser operacionalizada segundo o plano “Punhal Verde Amarelo”.

Olimpíada do Tesouro Direto distribui prêmios para 54 escolas públicas

A Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) de 2024 vai premiar os participantes, com a distribuição de recursos diretos para escolas sorteadas entre as instituições presentes nas demais fases. As unidades, duas por estado, escolheram premiações no valor de R$ 100 mil cada.

Foram 32 unidades contempladas com  laboratórios de informática, enquanto 14 escolas receberam kits de robótica, cinco optaram por conjuntos de ciências, além de dois kits de materiais de construção e um de equipamentos para quadra e materiais esportivos. Serão sorteados nesta quarta-feira (19) os professores que receberão prêmios individuais por sua participação, a última atividade da edição de 2024.

Nas fases anteriores participaram 6.560 escolas, todas públicas. Entre os sorteados, 33 são instituições estaduais, 18 municipais e 3 são institutos federais. Entre os estudantes, 61.689 receberam medalhas. A competição capacitou 17 mil professores com formação em educação financeira.

A iniciativa juntou unidades de educação e outras ligadas ao sistema financeiro nacional, como o Banco Central e a a Secretaria do Tesouro Nacional , e tinha entre seus objetivos o de ampliar os conhecimentos da população sobre os mecanismos de investimento em títulos públicos. Os participantes, estudantes do ensino fundamental e médio, tiveram conteúdos específicos de finanças pessoais, matemática financeira básica e investimentos. Nesta edição, a primeira, houve participação de mais de 546 mil alunos de 2.234 cidades.

Para 2025, a organização da Olitef anunciou sua prova para 9 de setembro. Podem participar alunos do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, após o cadastro pelas escolas na plataforma da olimpíada. As outras datas do calendário deste ano ainda não foram divulgadas.

Queda da inflação na Argentina é resultado de recessão, diz economista

A redução da inflação na Argentina registrada nos últimos meses foi motivada pela queda da atividade econômica do país, que deve fechar o ano passado com recessão de 3% a 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril do ano passado, a inflação registrada foi de 289% e, em janeiro de 2025 o índice caiu para 84% (ambos no acumulado de 12 meses). 
Brasília (DF) 18/02/2025 – Economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala. Foto: Arquivo pessoal

A avaliação é do especialista Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, que também ministra cursos sobre a economia dos países, incluindo a Argentina. Segundo ele, a recessão foi estimulada pelo “brutal” corte de gastos públicos promovido pelo governo do ultraliberal Javier Milei, atualmente envolvido no chamado escândalo do Cripto Gate

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“A grande explicação para a queda da inflação na Argentina está na queda do PIB. Ou seja, a economia mergulhou em recessão e a consequência disso é a queda da inflação porque você tem uma economia que para de funcionar e se contrai. Não temos ainda o dado consolidado do PIB, mas ele deve cair de 3% a 4% no ano passado. É o completo oposto do Brasil, que deve ter crescido 3,5%”, explicou o especialista.

Paulo Gala acrescenta que o ajuste fiscal promovido pelo governo, com a suspensão de obras, demissões de funcionários, corte no repasse para províncias e redução de despesas com educação, entre outras, fez da Argentina o país da América Latina com maior superávit fiscal da região.  

“O que Milei está fazendo na Argentina é o que a gente chama de um choque clássico de contração de gasto público. Ele segurou os gastos ao máximo, fez um ajuste fiscal gigante, muito duro. A consequência é uma desaceleração econômica muito grande”, completou.

Para o especialista, apesar da melhoria dos indicadores econômicos a partir do final do ano passado, a situação ainda é gravíssima. “Ainda é um caso de UTI. O ano passado foi um ano muito difícil. Então, dificilmente 2025 vai ser pior do que o ano passado. Agora, a dúvida é quão robusta e sustentável vai ser essa recuperação. A inflação ainda é muito alta, próxima de 100%. O desemprego também está muito elevado”, comentou.

A produção industrial da Argentina registrou uma queda de -9,4% no acumulado de 2024. Apesar do número negativo, a taxa é menor que a de abril de 2024, quando a indústria registrou uma retração de -15,4%, considerando os 12 meses anteriores. Os dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec).

Por sua vez, o presidente Javier Milei tem sustentando que a economia está em “franca recuperação”, destacando como grande mérito da sua gestão a queda da inflação e a redução das despesas públicas. 

Inflação Argentina acumulada dos últimos 12 meses – Arte/EBC

Pobreza

A recessão do país vizinho fez a pobreza disparar na Argentina de 38,7% da população, no primeiro trimestre de 2023, assim que Milei assumiu o governo, para 54,8% da população no primeiro trimestre de 2024, segundo o Observatório da Dívida Social da Argentina, da Universidade Católica do país.

Ao longo do ano passado, os indicadores de pobreza melhoraram, chegando novamente em torno dos 38% da população no terceiro trimestre de 2024. Segundo os pesquisadores do Observatório, a queda na pobreza deve ser analisada com cautela, uma vez que outros serviços registraram aumento de custos.

“A queda do nível de pobreza não implica que as famílias tenham recuperado os níveis de consumo já reduzidos que existiam antes do ajuste: o aumento dos custos fixos dos serviços de transporte, comunicação, eletricidade, água, gás, etc. faz que a capacidade de consumir alimentos e outros bens básicos na verdade caiu”, afirmam.

São consideradas pobres as famílias que têm uma renda que consegue cobrir os custos da cesta básica de alimentação, mas não sobra dinheiro para outros gastos, como saúde, educação e roupas. Já a classificação de indigente é para as famílias que têm uma renda abaixo do valor da cesta básica alimentar.

Outro indicador utilizado para medir a pobreza é a chamada pobreza multidimensional que, além de considerar a renda das famílias, avalia se elas têm acesso a serviços básicos, como moradia digna, água, saneamento, emprego e seguridade social.

No caso desse indicador, houve uma piora em 2024, com a pobreza multidimensional passando de 39,8% em 2023 para 41,6% da população no ano passado. “Esses dados permitem-nos inferir na realidade uma acentuação de privações estruturais entre as famílias sujeitas à pobreza de renda”, afirmou o Observatório.

Índice de pobreza e indigência na Argentina – Arte/EBC

 

Atlético-MG supera Tocantinópolis e avança na Copa do Brasil

O Atlético-MG derrotou o Tocantinópolis por 2 a 0, na noite desta terça-feira (18) no estádio Ribeirão, na cidade de Boa Vista (Roraima), na partida que abriu a edição 2025 da Copa do Brasil. Após este triunfo o Galo espera o confronto entre Independência-AC e Manaus, na próxima quarta-feira (19), para conhecer o seu adversário na próxima etapa da competição.

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Mesmo diante de um adversário com menor qualidade técnica, o Atlético-MG teve muitas dificuldades. Em especial porque a equipe da casa optou por uma postura defensiva, oferecendo poucos espaços para a equipe comandada pelo técnico Cuca.

Assim, o Galo só garantiu a vitórias nos minutos finais do segundo tempo. O placar foi aberto aos 40 minutos, com gol de Hulk em cobrança de pênalti. Dez minutos depois Rony chutou de dentro da pequena área para dar números finais ao marcador.

Classificação do Vasco

Outra equipe a garantir a classificação para a próxima etapa da Copa do Brasil foi o Vasco. Jogando no estádio Kleber Andrade, em Cariacica (Espírito Santo), o Cruzmaltino superou o União Rondonópolis por 3 a 0 em jogo que contou com transmissão da Rádio Nacional.

O triunfo foi construído com gols de Vegetti, Rayan e Hugo Moura. Na próxima fase da competição o time de São Januário terá pela frente o vencedor do confronto entre Barcelona-RO e Nova Iguaçu-RJ.

João Fonseca perde para Alexandre Müller e dá adeus ao Rio Open

Apesar de toda a expectativa criada em torno do seu nome, em especial após o título do ATP 250 de Buenos Aires (Argentina) no último domingo (16), o brasileiro João Fonseca foi desclassificado do Rio Open após ser derrotado pelo francês Alexandre Müller por 2 sets a 0, parciais de 1/6 e 6/7 (4/7), na noite desta terça-feira (18).

Após o revés, na partida válida pela primeira rodada daquele que é considerado o maior torneio de tênis da América do Sul, o carioca de 18 anos agradeceu o apoio da torcida que lotou o Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro: “Não foi o jogo que eu gostaria. Mas não poderia deixar de agradecer esta torcida maravilhosa. Foi uma honra”.

Zverev estreia com vitória

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Já o cabeça de chave número um da competição, o alemão Alexander Zverev, superou o chinês Bu Yunchaokete por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7/4) e 6/4). O próximo compromisso do tenista número dois do mundo na competição será contra o cazaque Alexander Shevchenko.

Quem também iniciou a competição com vitória foi o argentino Sebastian Baez. O atual campeão do Rio Open superou o seu compatriota Roman Burruchaga por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 7/5.

Confira os 34 denunciados pela PGR por crime de golpe de Estado

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, detalhou a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais 33 acusados na denúncia do inquérito do golpe enviada nesta terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, Gonet afirma que o grupo criminoso agiu com violência e grave ameaça para impedir o funcionamento dos Poderes da República e para tentar depor o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Conforme a acusação, Bolsonaro contou com o auxílio de aliados, assessores e generais para “deflagrar o plano criminoso”, que teria ocorrido por meio de divulgação de desinformação contra urnas eletrônicas, afronta às decisões do Supremo e incentivo ao plano golpista, entre outras acusações. 


>> Veja lista dos denunciados (por ordem alfabética):

1.    Ailton Gonçalves Moraes Barros 
2.    Alexandre Rodrigues Ramagem 
3.    Almir Garnier Santos 
4.    Anderson Gustavo Torres 
5.    Angelo Martins Denicoli
6.    Augusto Heleno Ribeiro Pereira
7.    Bernardo Romão Correa Netto 
8.    Carlos Cesar Moretzsohn Rocha 
9.    Cleverson Ney Magalhães
10.  Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira 
11.  Fabrício Moreira de Bastos 
12.  Filipe Garcia Martins Pereira 
13.  Fernando de Sousa Oliveira 
14.  Giancarlo Gomes Rodrigues 
15.  Guilherme Marques de Almeida 
16.  Hélio Ferreira Lima
17.  Jair Messias Bolsonaro 
18.  Marcelo Araújo Bormevet
19.  Marcelo Costa Câmara
20.  Márcio Nunes de Resende Júnior 
21.  Mário Fernandes
22.  Marília Ferreira de Alencar
23.  Mauro César Barbosa Cid
24.  Nilton Diniz Rodrigues
25.  Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
26.  Paulo Sérgio Nogueira De Oliveira
27.  Rafael Martins de Oliveira
28.  Reginaldo Vieira de Abreu
29.  Rodrigo Bezerra de Azevedo
30.  Ronald Ferreira de Araújo Júnior
31.  Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
32.  Silvinei Vasques
33.  Walter Souza Braga Netto
34.  Wladimir Matos Soares

STF

A denúncia será julgada pela Primeira Turma do Supremo, colegiado composto pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do Tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

A data do julgamento ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025. 

Mega-Sena acumula novamente e prêmio está estimado em R$ 105 milhões

O concurso 2.830 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (18), não teve nenhum acertador das seis dezenas. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 105 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 01 – 28 – 34 – 36 – 51 – 52.

Essa foi a décima vez seguida que o prêmio principal da Mega-Sena não tem vencedor. 

A quina teve 55 apostas vencedoras, que irão receber  R$ 99.629,63 cada. Outras 5.431 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 1.441,36.

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (20), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.

Rio tem 200 escolas estaduais sem aparelhos de ar-condicionado

O calor extremo no Rio de Janeiro atinge de forma especial as salas de aula, principalmente as que não tem estrutura adequada de climatização. Segundo a Secretaria de Educação (Seeduc), das 1.234 escolas estaduais, 200 estão sem ar-condicionado. No caso destas, a orientação do governo é reduzir a carga horária presencial pela metade.

Em nota, a Seeduc diz que reconhece a importância de garantir um ambiente escolar adequado para os estudantes e que as altas temperaturas enfrentadas no estado podem impactar o bem-estar dos alunos. A secretaria diz ainda que está trabalhando e investindo na climatização de todas as escolas, seja para a compra e instalação dos aparelhos em unidades que só precisam dos equipamentos, ou em projetos de adequação elétrica.

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Entre as diretrizes enviadas aos gestores das unidades escolares do estado, estão o incentivo ao consumo de líquidos, especialmente água, pelos alunos e a preparação de alimentos mais leves para a merenda escolar e evitar a realização der atividades ao ar livre ou na área externa.

Além disso, as unidades escolares com sistemas de climatização inoperantes estão autorizadas a reduzir a carga horária presencial em até 50% neste mês e promover rodízio de turmas nas salas de aula refrigeradas. As escolas também estão amenizando o calor com o uso de mais ventiladores e as que reduzirem a carga horária deverão prover, preferencialmente, o conteúdo pedagógico por meio de recursos tecnológicos.

Ex-delegado preso no caso Marielle pede ao STF desbloqueio de salário

A defesa do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa pediu nesta terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o desbloqueio de seu salário.

Barbosa foi preso no ano passado no âmbito da investigação que apura o envolvimento dele no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Com a prisão, o salário dele foi bloqueado por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Na petição, os advogados afirmam que Rivaldo Barbosa está há um ano com o salário suspenso e necessita de doações para pagar as contas domésticas. Em uma planilha, a defesa disse que os gastos mensais são de R$ 24,8 mil.

“O acusado se encontra com suas contas e salário bloqueados há quase um ano, situação que vem comprometendo severamente as condições financeiras de sua família, que hoje depende de sua renda para o mínimo existencial”, afirma a defesa.

Além de Barbosa, o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, estão presos em presídios federais pelo suposto envolvimento no assassinato de Marielle. Eles também são réus pelas acusações.

De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.

Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como os mandantes do crime. Barbosa teria participado dos preparativos da execução do crime.

Desde o início das investigações, os acusados negam participação no crime.

Chuvas fortes voltam a atingir São Paulo em meio a onda de calor

Uma forte tempestade atingiu as regiões metropolitanas de Campinas, São Paulo e Santos entre o final da tarde e o meio da noite desta terça-feira (18). Houve acumulados de mais de 50mm em algumas cidades. 

As defesas civis municipais ainda levantam os estragos. Segundo a concessionária de energia elétrica Enel, ao menos 800 mil pessoas estão sem luz na região, com destaque para Osasco, onde 10% das unidades atendidas tiveram interrupção do fornecimento.

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Na capital e entorno, houve queda de granizo no final da tarde e foi emitida uma sequência de alertas automáticos da Defesa Civil estadual, primeiro para as regiões leste e central e, após as 20h, para toda a cidade e para os municípios das porções norte e oeste da metrópole. 

Até às 21h o órgão apurou 117mm de chuvas em São Vicente, 100mm em Santos e 59mm em Praia Grande. As equipes da defesa civil municipal estão em campo monitorando as áreas de risco e não houve relato de ocorrências até o momento. 

Cidades do interior paulista também tiveram grande volume de chuva, com registro de 61mm em Águas de Lindóia e 54mm em Amparo. Em São Carlos, houve registro de queda de 12 árvores, sem vítimas. Em Taubaté, um ginásio poliesportivo teve telhas quebradas, que caíram para dentro do prédio, sem feridos.

A capital paulista decretou em dois momentos estado de atenção, primeiro para as regiões leste e central e depois para toda a cidade. A cidade registrou 16 pontos de alagamento, cinco dos quais continuam ativos, e as chuvas são consideradas pelo Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura como de potencial para alagamentos e transbordamentos.

Fachin destrava julgamento de recursos sobre Lei da Anistia

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (18) aceitar a tramitação de dois processos que tratam da responsabilidade de ex-agentes estatais por crime cometidos durante a ditadura militar.

Com a decisão, voltarão a tramitar recursos do Ministério Público Federal (MPF) que contestam decisões da Justiça que arquivaram denúncias apresentadas contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e os delegados Dirceu Gavina e Aparecido Laertes Calandra pela morte do militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) Carlos Nicolau Danielli, morto em 1972. As acusações foram rejeitadas com base na Lei da Anistia.

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A decisão de Fachin também permite a retomada da tramitação do recurso que pede a condenação de policiais e médicos legistas pela morte do militante e operário Joaquim Alencar Seixas, em 1971.

O ministro argumentou que a responsabilidade pelos crimes praticados durante a ditadura voltarão a ser analisados pela Corte.

“Verifico que o recurso versa sobre a legalidade constitucional da aplicação da Convenção Americana de Direitos Humanos no ordenamento jurídico brasileiro, matéria que justifica o processamento do recurso extraordinário para melhor exame do tema”, justificou.

Na semana passada, o STF formou maioria de votos para entender que a Corte pode voltar a julgar a aplicação da Lei de Anistia. Em 2010, a Corte validou a norma.

 

PGR denuncia Bolsonaro e mais 33 por tentativa de golpe de Estado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta terça-feira (18) o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A acusação também envolve outros militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

Confira a íntegra da denúncia: 

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As acusações da procuradoria estão baseadas no inquérito da Polícia Federal (PF) que indiciou, em novembro do ano passado, o ex-presidente no âmbito do chamado inquérito do golpe, cujas investigações concluíram pela existência de uma trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia será julgada pela Primeira Turma do Supremo, colegiado composto pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. 

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do Tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

A data do julgamento ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025. 

Conspiração

Na parte sobre Bolsonaro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-presidente e o general Braga Netto, ex-ministro e vice na chapa com Bolsonaro – derrotada nas eleições de 2022, exerceram papel de liderança para realização de uma “trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas”.

“A organização tinha por líderes o próprio presidente da República e o seu candidato a vice-presidente, o general Braga Neto. Ambos aceitaram, estimularam, e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra o bem jurídico da existência e Independência dos poderes e do Estado de Direito democrático”, afirmou Gonet.

Gonet diz que a denúncia contra Bolsonaro narra os fatos cometidos por uma “organização criminosa estruturada” para impedir a concretização da vontade popular demonstrada com o resultado das eleições de 2022, quando Lula foi eleito presidente.

” O presidente da República [ Bolsonaro] adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos em que se mostrava descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor. Essa escalada ganhou impulso mais notável quando Luiz Inácio Lula da Silva, visto como o mais forte contendor na disputa eleitoral de 2022, tornou-se elegível, em virtude da anulação de condenações criminais”, afirmou.

 

ANP leiloa quatro blocos do pré-sal na Bacia de Campos

Mais quatro blocos do pré-sal serão licitados em regime de partilha de produção no sistema de Oferta Permanente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Eles ficam na Bacia de Campos, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (18) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A expectativa é arrecadar mais de R$ 522 bilhões durante a vida útil dos projetos. Quase R$ 1 bilhão em bônus de assinatura devem entrar neste ano. Também são esperados R$ 511 bilhões em investimentos.

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Os quatro blocos se juntam, então, a outros 24 que já estavam autorizados. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o próximo leilão, previsto para junho, pode ser o maior já realizado.

No regime de partilha, a empresa que explora o local dá parte da produção ao governo federal, que pode revender o óleo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, quase 80% da produção dos 4,3 milhões de barris de petróleo no ano passado foram extraídos no pré-sal.


Municípios do Rio adotam medidas para enfrentar onda de calor

Municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro adotaram medidas para amenizar o impacto da forte onda de calor na região. A capital fluminense atingiu, às 12h35 da segunda-feira (17), o nível 4 de calor, o segundo mais alto em uma escala até 5. 
 Cidade do Rio de Janeiro atinge nível 4 de calor. Marco é caracterizado por temperaturas que podem chegar a 44ºC Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por causa do calor extremo e a previsão de temperaturas superiores a 40 ºC até sexta-feira (21), a prefeitura de Nova Iguaçu decidiu que nas escolas municipais as aulas seguem normalmente. No entanto, as faltas serão justificadas para quem optar por não levar os filhos. A Secretaria de Educação orientou sobre a necessidade de hidratação em bebedouros abastecidos com gelo de água filtrada, além da ingestão de frutas e legumes na alimentação escolar. Não serão realizadas atividades nas áreas externas.

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A prefeitura liberou o uso de bermudas para servidores municipais durante o expediente, motoristas de táxis, vans e kombis credenciadas, além de motoristas e trocadores de ônibus até o dia 31 de março.

Baixada Fluminense

Na Baixada Fluminense, a Defesa Civil orienta a população a se manter bem hidratada, consumindo bastante água, e a evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 17h, quando o calor é mais intenso. Também é aconselhável umidificar os ambientes internos com vaporizadores, toalhas molhadas ou recipientes com água, além de procurar permanecer em locais sombreados, preferencialmente em áreas com vegetação ou ambientes refrigerados.

Belford Roxo

A Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo reduziu o horário de aula dos alunos das 110 unidades (entre escolas e creches) a partir desta terça-feira (18). O horário especial se estenderá até o dia 21 deste mês. A rede municipal de ensino tem 45 mil alunos matriculados

A secretária Municipal de Educação, Sheila Boechat, destacou que a medida tem como objetivo garantir o bem-estar e saúde dos estudantes e profissionais da Educação. “É uma medida sensata para evitarmos transtornos, pois a temperatura está chegando a 40 graus e a sensação térmica é muito maior”, disse.

O turno da manhã vai de 7h30 às 10h. O turno da tarde será de 13h às 15h30 e o turno da noite terá horário normal. Escolas e creches de tempo integral vão funcionar de 8h às 11h30.

São João de Meriti

Devido à forte onda de calor, medidas emergenciais foram adotadas em São João de Meriti para esta semana, para garantir o bem-estar nas unidades escolares para alunos e servidores. O horário das aulas até 21 de fevereiro será turno da manhã das 7h30 às 10h, e turno da tarde, das 13h às 15h30.

Niterói

A prefeitura de Niterói informou que as equipes da Defesa Civil e da Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal estão trabalhando, desde a tarde de segunda-feira (17), em apoio ao Corpo de Bombeiros no combate a focos de incêndio em vegetação na cidade, inclusive com envio de caminhões-pipa para reforçar o enfrentamento ao fogo. 

Defesa Civil orienta a população a se manter bem hidratada para enfrentar o forte calor nas cidades. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com a previsão da permanência do cenário de altas temperaturas e baixa umidade, a Defesa Civil vem intensificando as rondas preventivas de incêndio. Nesta terça-feira (18), equipes compostas pelos agentes da Defesa Civil, lideranças comunitárias e voluntários dos Núcleos de Defesa Civil estão mobilizadas em rondas preventivas nas localidades das Penha, Santo Inácio, Eucalipto (Horto do Fonseca) e Garganta (Africano e União).

A vice-prefeita e secretária do Clima, Defesa Civil e Resiliência de Niterói, Isabel Swan, disse que está fazendo monitoramento direto das ações. “Niterói vai receber apoio de guarnições de outras cidades para reforçar o combate ao fogo. O tempo seco prolongado tem favorecido a propagação das chamas e a cidade está em risco muito alto de fogo em vegetação. Agradecemos o trabalho das equipes empenhadas em combater o fogo e pedimos que todos façam a sua parte não colocando fogo em lixo ou próximo à vegetação”, afirmou Isabel.

Orçamento do salário-educação este ano é de R$ 35,5 bilhões

O Ministério da Educação (MEC) repassará, este ano, R$ 35,5 bilhões para a educação básica pública. Os recursos do salário-educação são distribuídos aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao MEC.

O dinheiro deve ser usado para o financiamento de programas, projetos e ações de educação como manutenção e reformas de escolas, compra de materiais didáticos e equipamentos, formação continuada de professores, transporte escolar e alimentação escolar. Os repasses federais não podem ser gastos com a folha de pagamento de pessoal.

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Os critérios de distribuição do salário-educação foram publicados em portaria do FNDE, no Diário Oficial da União.

As transferências às secretarias estaduais e municipais de Educação serão feitas em 12 parcelas mensais, de fevereiro a janeiro de 2026, até o dia 20 de cada mês.

Cálculos

O valor de R$ 35,5 bilhões foi calculado com base no número de matrículas na educação básica pública, de acordo com o Censo Escolar de 2024.

Do valor líquido arrecadado do salário-educação, 60% são destinados diretamente aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios sob a forma de Quota Estadual e Municipal, no total de R$ 21,3 bilhões, 7,57% maior que o valor da quota de 2024, o que representa um incremento federal de R$ 1,5 bilhão.

O FNDE repartirá os 40% restantes entre os entes federados para custear outras ações educacionais.

Salário-educação

O salário-educação é resultado da arrecadação de empresas e entidades vinculadas ao Regime Geral da Previdência Social, que contribuem com o percentual de 2,5% sobre o total da folha de pagamento de seus empregados.

A arrecadação é feita pela Receita Federal. 

Os repasses podem ser ajustados ao longo do ano, conforme a arrecadação da contribuição social para o salário-educação.

Os valores do salário-educação são depositados de forma automática, sem que haja necessidade que a Secretaria de Educação faça adesão ou celebre convênio para liberação dos recursos.

CNPE autoriza participação brasileira em fórum da Opep+

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou a entrada do Brasil em alguns organismos internacionais que, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, são fundamentais para o futuro das energias no mundo: a Agência Internacional de Energia (IEA); e a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).

Além disso, foi autorizada a participação brasileira em um fórum criado pela Opep+, visando cooperações entre países produtores de petróleo. “Autorizamos a adesão à carta de cooperação, mas isso não gera obrigação vinculante ao Brasil”, disse o ministro.

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Silveira falou sobre o assunto após participar da reunião do CNPE em Brasília. Ele lembrou que o Brasil foi convidado para fazer parte da carta de cooperação dos países produtores de petróleo durante uma visita do presidente Lula aos Emirados Árabes, na COP28.

De acordo com o ministro, trata-se apenas de uma carta em um fórum de discussão de estratégias dos países produtores de petróleo, e que o país não pode se envergonhar de ser um grande produtor de petróleo.

Silveira ressaltou que o país precisa crescer, se desenvolver, gerar renda, emprego e oportunidades para seus cidadãos, e que os tributos obtidos nesse setor poderão ser aplicados em áreas como educação, saúde e segurança.

Transição energética

“O Brasil é o líder das energias limpas e renováveis e é líder da transição energética global. Ele não pode deixar de participar de um fórum, em especial nesse momento”, disse o ministro.

“É importante ressaltar: o Brasil tem, na figura do presidente Lula, o maior líder capaz de fortalecer uma governança global para transição energética. Em especial, quando as loucuras se sobrepõem à racionalidade”, completou Silveira, ao se referir às recentes mudanças no cenário político dos Estados Unidos (EUA).

O CNPE autorizou também o início do processo de adesão à Agência Internacional de Energia, bem como a participação na Agência Internacional de Energia Renovável. Para Silveira, estas agências fortalecem o país do ponto de vista da transição energética. “Em especial, nos fortalecem na agenda dos biocombustíveis. Queremos uma transição energética justa, inclusiva e equilibrada.”

Greenpeace

Especialista em política internacional do Greenpeace Brasil, Camila Jardim criticou a adesão brasileira ao fórum criado pela Opep+ .

“Em meio a mais uma onda brutal de calor e recordes sucessivos nas altas de temperatura, o Brasil vai na contramão ao buscar integrar a Opep+, um grupo que funciona como um cartel do petróleo e que trabalha para sustentar preços lucrativos por meio do controle da oferta”, disse a especialista.

Margem Equatorial

Alexandre Silveira falou também sobre o interesse brasileiro em ampliar os conhecimentos sobre supostas reservas petrolíferas que estariam no subsolo da Margem Equatorial, localizada no delta do Rio Amazonas, na Região Norte.

“Não explorar ou não conhecer a Margem Equatorial, e dar o direito aos brasileiros de conhecer as nossas potencialidades minerais, seria uma insanidade”, disse o ministro, ao classificar como “questão ideológica” opiniões divergentes. “Não tem racionalidade porque, primeiro, é estratégico conhecer os potenciais”, disse, em meio a argumentações de que o petróleo ainda é uma questão de demanda global.

Essa demanda seria suprida por grupos como o da Saudi Aramco, empresa estatal petrolífera da Arábia Saudita, considerada a maior do mundo em termos de produção e reservas de petróleo cru.

“Para se ter uma ideia, a Petrobras vale US$ 100 bilhões. Já a Saudi Aramco vale US$ 1,8 trilhão na bolsa. Ela equivale a 18 Petrobras”, argumentou o ministro.

Estudantes de licenciatura podem se cadastrar para concorrer a bolsas

Os novos alunos matriculados em cursos de licenciatura presenciais em 2025 que foram aprovados em um dos três processos seletivos do Ministério da Educação (MEC) já podem cadastrar os dados para concorrer a bolsas do programa Pé-de-Meia Licenciaturas. Essas três seleções do MEC para ingresso em cursos que formam professores são: o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O candidato à bolsa deve cadastrar, até 30 de março, o currículo na Plataforma Freire gerida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao MEC. O prazo foi iniciado nesta segunda-feira (17).

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O apoio financeiro tem o objetivo de incentivar o ingresso, a permanência e a conclusão nos cursos de licenciatura e também melhorar a qualidade dos cursos.

Para 2025, o MEC disponibilizou para o programa federal até 12 mil bolsas.

Requisitos

Além de ser aprovado em um curso de licenciatura e ser cadastrado na Plataforma Freire, o candidato tem que ter atingido pelo menos 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024.

Etapas

O resultado preliminar dos candidatos pré-selecionados para recebimento das bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas sairá em 4 de abril. Quem discordar do resultado preliminar pode entrar com recurso entre os dias 5 e 9 de abril.

Na etapa seguinte, as instituições de ensino superior deverão cadastrar os futuros bolsistas nos sistemas da Capes a partir de 5 de abril e a confirmação do recebimento da bolsa ocorrerá após a publicação do resultado final em 14 do mesmo mês.

Por fim, os benefícios de R$ 1.050 por mês começarão a ser pagos a partir de 1º de maio.

Pé-de-Meia Licenciaturas

A partir deste ano, a Bolsa de Atratividade e Formação para a Docência, chamada de Pé-de-Meia Licenciaturas, oferece bolsas a estudantes com alto desempenho no Enem que ingressarem em cursos de licenciatura presenciais.

O incentivo financeiro é pago mensalmente no valor de R$1.050, sendo R$ 700 para saque imediato para apoiar o estudante durante o curso regular de licenciatura e mais R$ 350, depositados como poupança e que poderão ser sacados após o professor recém-formado ingressar na rede pública de ensino em até cinco anos após a conclusão do curso. 

As bolsas serão pagas pelo MEC, por meio da Capes.

O Pé-de-Meia Licenciaturas é um dos eixos do programa Mais Professores para o Brasil, que pretende atender 2,3 milhões de docentes em todo o país.

O programa na modalidade Licenciaturas é diferente do Pé-de-Meia para o Ensino Médio, que oferece apoio financeiro a estudantes do ensino médio público inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Para mais informações, os interessados podem acessar o edital do Pé-de-Meia Licenciaturas 2025 ou entrar em contato com MEC, pela central telefônica 0800-616161.