Homem esfaqueia quatro pessoas até a morte em Nova York e é morto

 Um homem empunhando uma faca matou quatro membros da própria família, incluindo duas crianças, em uma casa no bairro de Queens, na cidade de Nova York, na manhã deste domingo (3), e em seguida foi morto a tiros pela polícia, disseram autoridades.

O Departamento de Polícia de Nova York disse que uma menina ligou para relatar o incidente no bairro de Far Rockaway, no Queens, e afirmou que “seu primo estava matando seus familiares”.

O suspeito, um homem de 38 anos, ainda esfaqueou dois policiais que foram ao local, disse a polícia aos jornalistas. Um dos policiais então o matou a tiros.

O suspeito já havia sido preso anteriormente em função de um incidente de violência doméstica, informou a polícia. Os dois policiais feridos foram levados para um hospital.

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Campanha alerta para riscos do glaucoma e importância da prevenção

Entre os dias 7 e 15 de dezembro, quem for aos cinemas de 125 cidades do Brasil assistirá a filme de 29 segundos com alerta sobre os riscos do glaucoma, causa mais comum da cegueira irreversível no mundo. A campanha da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) quer mostrar a importância dos exames preventivos com oftalmologista.   

A ideia da campanha nos cinemas é mostrar o que pode se perder ao deixar a doença avançar. “Infelizmente, no glaucoma a perda de visão é definitiva. No cinema, que é uma arte tão querida por todos, onde vemos imagens belíssimas, o paciente com a visão ruim, não consegue aproveitar. Então quisemos chocar as pessoas. Quase 150 mil pessoas serão impactadas por essa ação e o objetivo é informar que existe essa doença e fazer com que as pessoas procurem o oftalmologista para iniciar o tratamento o mais cedo possível”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Galvão Filho. 

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Apesar de ser a mais comum causa de cegueira o glaucoma ainda é desconhecido por grande parte da população. Segundo uma pesquisa realizada por oftalmologistas ligados à SBG, com 1.636 indivíduos, 90% ignoravam que já apresentavam sinais de risco da doença. As estimativas da SBG mostram que 2,5 milhões de pessoas vivem com a doença no país. 

Segundo a SBG, no mundo, há pelo menos 3,6 milhões de cegos e 4,1 milhões de indivíduos com deficiência visual moderada a grave devido ao glaucoma. Estima-se que 2040, o número de pessoas com glaucoma em todo o planeta chegará a 114 milhões. De 1% a 2% da população terá a doença. Quando se considera os indivíduos acima dos 70 anos, esse percentual sobe para 6% a 7%. 

Os dados do dossiê elaborado pela SBG, indicam que em 2022 foram realizadas 10.805.942 consultas oftalmológicas pelo SUS, em todo o Brasil. Como o SUS atende 76% da população (24% têm cobertura de planos de saúde), o que corresponde a cerca de 163 milhões de brasileiros, o percentual de indivíduos que visitaram o oftalmologista uma vez por ano fica em torno de 6,7%.  

“Por isso, os casos no Brasil são descobertos tão tarde. E o glaucoma descoberto tardiamente é mais difícil e mais caro para tratar. É quatro vezes mais caro tratar um glaucoma avançado do que um inicial. Além disso, os pacientes sofrem mais porque os defeitos visuais são irreversíveis. E isso implica em mais acidente de trânsito, mais quedas e mais custo para o estado”, enfatizou Galvão. 

Sintomas e tratamento 

O glaucoma não tem cura, mas, com diagnóstico precoce, é possível conter o avanço da doença. Por isso, a consulta anual ao oftalmologista é tão importante. A doença afeta a visão das laterais para o centro do olho e por isso o indivíduo não percebe que há algo errado, podendo se dar conta apenas quando até 60% do nervo ótico já estiver destruído. “As pessoas simplesmente não percebem que a visão está sumindo. Elas só percebem quando começam a bater no carro, esbarrar nas pessoas, na lateral de móvel, isso quando o campo visual periférico está danificado”, explicou. 

A doença pode atingir pessoas de qualquer idade e normalmente é causada pelo aumento da  pressão intraocular, que também passa desapercebida pelo paciente. “O glaucoma não tem sintomas, mas tem sinais. Quando eu vejo o paciente no consultório, um dos primeiros sinais de glaucoma é a pressão intraocular elevada”. Outros aspectos que também podem ser observados em um exame no consultório são defeitos no nervo ótico e no fundo de olho, como aumento da escavação, sangramento e assimetrias de escavação. Ao notar esses sinais, o médico deve pedir exames mais detalhados. 

Segundo o médico, o glaucoma não tem um tratamento específico e definitivo, e é muito difícil controlar, mas é possível estacionar a doença e a perda de campo visual. Além da pressão intraocular elevada, são fatores de risco o diabetes, a hipertensão arterial e miopia. Pessoas negras também precisam ficar atentas, pois têm maior predisposição a desenvolver o glaucoma.  “Se a pessoa tem um desses fatores de risco presentes, precisa ir ao oftalmologista uma vez ao ano”, disse Galvão. 

O presidente da SBG enfatizou ainda que todo o tratamento para o glaucoma está disponível no SUS para pacientes de qualquer localidade do Brasil. “Se prescrito por um médico, o paciente tem a possibilidade de fazer o tratamento no SUS, incluindo desde os colírios que alguns estados até fornecem gratuitamente, até o tratamento com laser e cirurgias”, finalizou. 

Lula chega a Berlim, onde reforça acordos em diversos setores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou, neste domingo (3), em Berlim, na Alemanha, para uma visita de três dias ao país europeu. Ainda hoje, ele participa de um jantar oferecido pelo primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz. Amanhã (4), os dois líderes presidirão uma reunião de alto nível com ministros brasileiros e alemães. 

“Chegada em Berlim para reunião entre o governo alemão e brasileiro, para reforçar nossa parceria e cooperação em muitas áreas – energia, indústria, combate às fake news e transição ecológica. Retomando o diálogo com os alemães que tinha sido abandonado em governos anteriores, uma das maiores e mais avançadas economias do mundo”, escreveu Lula, em publicação nas redes sociais. 

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A agenda na Alemanha é ampla, com a expectativa de que sejam assinados uma série de acordos que já vêm sendo discutidos há meses. Os atos são nas áreas de meio ambiente e mudança do clima, agricultura, bioeconomia, saúde, ciência, tecnologia e inovação, desenvolvimento global, integridade da informação e combate à desinformação. 

Além disso, a Alemanha é um dos países que defendem a assinatura do acordo Mercosul-UE, o que também está na pauta das conversas do presidente Lula. Amanhã (4), Lula tem encontro com o presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, com a presidente do Senado, Manuela Schwesig, e com parlamentares da coalizão governista.  

Na sequência, o presidente tem almoço de trabalho com o chanceler Olaf Scholz. À tarde, os dois líderes presidirão a 2ª Reunião de Consultas Intergovernamentais de Alto Nível. Na ocasião serão assinados os instrumentos de cooperação entre os dois países. 

Parceria

Terceira maior economia mundial, atrás dos Estados Unidos e da China, a Alemanha é um importante parceiro do Brasil, sobretudo nos campos tecnológico e industrial. Mais de mil empresas alemãs atuam em território brasileiro e, segundo o Banco Central, o país germânico é a oitava maior fonte de investimentos no Brasil. 

O comércio bilateral alcançou US$ 19 bilhões em 2022. Entre janeiro e outubro de 2023, somou US$ 15,9 bilhões. 

Antes da Europa, o presidente brasileiro esteve no Oriente Médio onde participou da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28), em Dubai, nos Emirados Árabes. Ele também cumpriu agendas em Riade, na Arábia Saudita, e em Doha, no Catar. 

A retomada das viagens internacionais ocorre dois meses após Lula se submeter a uma cirurgia para restaurar a articulação do quadril. No retorno ao Brasil, o presidente recepcionará os chefes de Estado do Mercosul, na cúpula que será realizada em 7 de dezembro, no Rio de Janeiro. 

Lula pede “bom senso” de Venezuela e Guiana em disputa por território

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera que Venezuela e Guiana tenham “bom senso” na disputa territorial da região de Essequibo, na Guiana. Neste domingo (3), os venezuelanos farão um referendo sobre o apoio da população a respeito da anexação da área. 

Nos últimos dias, Lula esteve em visita ao Oriente Médio e, hoje, conversou com jornalistas antes de deixar Dubai, nos Emirados Árabes, a caminho de Berlim, na Alemanha, onde tem compromissos da agenda bilateral. 

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Para o presidente, o que a América do Sul “não está precisando agora é de confusão”. “Se tem uma coisa que precisamos para crescer e melhorar a vida do nosso povo é a gente baixar o facho, trabalhar com muita disposição de melhorar a vida do povo e não ficar pensando em briga, não ficar inventando história. Então, espero que o bom sendo prevaleça do lado da Venezuela e da Guiana”, disse Lula. 

“A humanidade deveria ter medo de guerra porque só faz guerra quando falta o bom senso, quando o poder da palavra se exauriu por fragilidade dos conversadores. Vale mais a pena uma conversa do que uma guerra”, acrescentou. 

Consulta

O referendo popular promovido pelo governo venezuelano de Nicolás Maduro fará cinco perguntas ao eleitor, envolvendo a disputa pela região de Essequibo, que ocupa 75% dos 215 mil quilômetros quadrados do território guianês. A área é reivindicada pela Venezuela desde meados do século XIX. 

“Obviamente, o referendo vai dar o que o Maduro quer porque é um chamamento ao povo para aumentar aquilo que ele entende [ter direito]”, afirmou Lula, explicando que a área foi objeto de um acordo em 1966. 

Apesar de defender uma solução diplomática e pacífica para a controvérsia, o Brasil vê com preocupação a tensão entre a Venezuela e a Guiana. O Ministério da Defesa informou que ampliou a presença de militares nas fronteiras com ambos países. 

Entenda 

A Guiana tem o controle efetivo dos 160 mil quilômetros quadrados de território a oeste do Rio Essequibo desde a demarcação da fronteira em 1905 – quando ainda era colônia britânica -, acordada entre Venezuela e Reino Unido. Já o governo venezuelano defende que o novo limite seja o Rio Essequibo. 

A Venezuela não reconhece a atual fronteira porque, segundo a posição oficial do governo do país, ela foi definida de forma fraudulenta pelo Laudo Arbitral de Paris, em 1899, apesar de os venezuelanos terem aceitado a mediação do tribunal arbitral e o resultado do laudo por várias décadas. 

A costa da Guiana em questão inclui parte do campo de Stabroek, com reservas estimadas em cerca de 11 bilhões de barris de petróleo, região que atualmente é explorada em parceria com companhias como a norte-americana ExxonMobil e a chinesa CNOOC.  

A questão fronteiriça está sendo analisada, desde 2018, pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, por orientação do secretariado-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mas a Venezuela não aceita a jurisdição do tribunal sobre o tema. 

Para os venezuelanos, o único instrumento válido sobre a questão da fronteira é o Acordo de Genebra, de 1966, assinado meses antes da independência da Guiana, entre Venezuela e o antigo poder colonial. O texto prevê que os dois países busquem as alternativas pacíficas previstas pela Carta das Nações Unidas para resolver a controvérsia. 

*Colaborou Vitor Abdala 

Rio cria bolsas de pesquisa para cientistas mães

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) concederá benefícios inéditos para dois grupos de pesquisadores. A entidade – vinculada ao governo estadual – ofertará bolsas por meio dos editais Apoio às Cientistas Mães e Apoio aos Cientistas com Deficiência. É a primeira vez que uma iniciativa desse tipo é desenvolvida no país.

Os dois editais serão lançados em 2024. As versões preliminares foram elaboradas pela Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão da Faperj, criada em fevereiro deste ano. O conselho superior da entidade aprovou as propostas.

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A primeira chamada – a ser aberta no primeiro semestre de 2024 – será destinada a pesquisadoras que se tornaram mães nos últimos seis meses e que possuam vínculo com instituições de ciência e tecnologia sediadas no Rio de Janeiro.

Esse critério também inclui os casos de adoção. Serão contempladas ao menos 21 propostas de pesquisa, abrangendo diversas áreas de conhecimento. A iniciativa conta com a parceria do Instituto Serrapilheira e do Parent in Science, um movimento que busca apoiar mães na ciência, propondo políticas públicas e ações.

Docentes

Por sua vez, a chamada Apoio aos Cientistas com Deficiência terá como foco projetos apresentados por pesquisadores com título de doutor, que sejam docentes ou técnicos administrativos em instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio. Para se habilitar ao benefício, os proponentes devem possuir condição de deficiência, congênita ou adquirida.

Ao menos 15 projetos serão selecionados e os recursos obtidos poderão ser usados em despesas previstas também em infraestrutura necessária para o desenvolvimento da proposta. O pesquisador contemplado poderá requisitar também bolsa de iniciação científica para estudantes que se envolverem no projeto.

“Os recursos devem totalizar R$ 120 mil para cada projeto. A chamada Apoio às Mães Cientistas terá bolsas de Iniciação Científica. Já o edital de Apoio aos Cientistas com Deficiência deve contar com bolsas de Treinamento e Capacitação Técnica (TCT), além de bolsas de Iniciação Científica”, informou a Faperj.

Segunda edição

Além das iniciativas inéditas, o Conselho Superior da Faperj também aprovou uma segunda edição para o Programa Meninas e Mulheres nas Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e Computação.

Seu lançamento também está previsto para 2024. A iniciativa terá novidades em relação à primeira chamada, realizada de 2021. A duração foi estendida para 24 meses. Serão beneficiados projetos desenvolvidos com a participação de jovens da graduação, do ensino fundamental e do ensino médio.

Defesa Civil indica avanço na movimentação do solo em Maceió

Registros da Defesa Civil de Maceió indicam a diminuição do ritmo de afundamento da mina de extração de sal-gema número 18, da Braskem, no bairro Mutange, na capital alagoana. Apesar disso, os dados divulgados neste domingo (3) mostram que a movimentação do solo continua em 0,7 centímetros por hora.

Nas últimas 24 horas, o afundamento foi de 10,8 cm. Desde terça-feira (28), a mina 18 acumula 1,69 metros de afundamento.

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Não houve registro de novos abalos sísmicos na mina número 18. Na sexta-feira e no sábado, dois tremores foram detectados, o primeiro de magnitude 0,39 e o segundo de 0,89. Os dois a 300 metros de profundidade.

A orientação da Defesa Civil ainda  é que a população não transite na área desocupada na capital.

Desde 2019, quase 60 mil pessoas tiveram que deixar suas casas por causa dos riscos dos tremores de terra, que criaram rachaduras nos imóveis da região. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a exploração de 35 minas de sal-gema pela Braskem foi a responsável por deixar milhares de pessoas desabrigadas e transformar bairros antes movimentados e populosos em lugares praticamente desertos.

Uma decisão judicial levou a retirada de 23 famílias que ainda resistiam ao despejo no bairro do Pinheiro. Segunda a Defesa Civil, a área da mina número 18 ameaça desabar a qualquer momento, com potencial de criar na área uma cratera maior que o estádio do Maracanã.

Desde a última quarta-feira (29), os moradores que permaneceram em áreas que ainda não foram evacuadas estão em alerta.

A Braskem, empresa que opera a mina, informou que pode ocorrer um grande desabamento da área, mas que também é possível que se estabilize e pare de afundar.

Poetisa angolana Paula Tavares vai participar do clube de leitura CCBB

Maior referência viva em poesia da Angola, a poetisa e historiadora Paula Tavares vem ao Brasil, na quarta-feira (6), especialmente para a edição que fecha o Clube de Leitura CCBB 2023, que este ano homenageou os escritores lusófonos. A pesquisadora, ensaísta, cronista e romancista conversará com o público sobre o seu livro Manual Para Amantes Desesperados, escolhido em votação aberta.

Além do seu percurso poético de excelência, a curadora Suzana Vargas explica que o desejo de ter Paula Tavares nos encontros do CCBB se deu porque já estava na hora apresentar ao público brasileiro a principal voz poética feminina de Angola.

“Sua poesia de forte lirismo vem nos contar ou cantar não somente suas escolhas existenciais e amorosas, mas denunciar em quais situações histórico-políticas ela acontece. Tanto na sua prosa como na sua poesia”, contou, em nota, Suzana Vargas, que também é mediadora dos encontros.

Nascida em Lubango, província da Huíla, Paula contou, por e-mail, que todo o sul de Angola, o planalto e a descida até ao mar são as suas geografias. “Guardo de memória a cor das rochas e dos diferentes solos. Guardo cada planta, as flores e os frutos como remédios e cura no cesto de adivinhação. Cada palavra que evoca o cheiro, o som das folhas, o voo dos pássaros  me é necessária para a lavra dos poemas. Viver ali durante a infância e juventude foi como estar fechada num sítio belo e injusto até poder falar”, escreveu Paula.

Sobre se considerar uma escritora feminista, ela disse que os rótulos lhe são difíceis. “Mas é o universo das mulheres que eu conheço melhor. Como poderia escrever sobre outras coisas? Como poderia entender as dores do crescimento, a solidão pesada dos filhos, o significado profundo de cuidar se não trabalhasse com os instrumentos (fontes, palavras, grito) que esses universos me oferecem. Se isso é ser feminista, sou sim sempre numa luta que não acaba”.

Clube de Leitura CCBB

Segundo Suzana Vargas, o balanço da edição de 2023 do Clube de Leitura CCBB é o melhor possível e levou ao projeto um público ávido por conhecer ou reconhecer alguns dos mais importantes autores da língua portuguesa.

“Além de autores de expressão universal, como Mia Couto e José Eduardo Agualusa, passaram por aqui alguns dos principais nomes da literatura nacional, como Conceição Evaristo e Milton Hatoum, e tivemos a alegria de apresentar ao nosso público importantes autores das regiões Norte e Nordeste, como Eliakin Rufino e Cida Pedrosa, para citar apenas alguns. O resultado foi uma programação plural em gênero (poetas, prosadores)  e que manteve a qualidade que já caracteriza nosso Clube de Leitura”, lembra.

O encontro com Paula Tavares acontecerá no dia 6 de dezembro, às 17h30, na Biblioteca Banco do Brasil, no 5º andar do CCBB/RJ, com entrada gratuita. Ingressos estarão disponíveis na bilheteria do CCBB ou pelo site a partir das 9h do dia do encontro.

Venezuela consulta neste domingo eleitores sobre disputa com Guiana

Os venezuelanos serão consultados neste domingo (3) para opinar sobre a disputa territorial de seu país com a vizinha Guiana. O referendo popular fará cinco perguntas ao eleitor, envolvendo a questão sobre a região de Essequibo, que ocupa 75% dos 215 mil quilômetros quadrados do território guianês. A área é reivindicada pela Venezuela desde meados do século XIX. 

O governo da Venezuela investiu na campanha estimulando os eleitores a votar e a responder “sim” para todas as perguntas. 

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A primeira delas é se a Venezuela deve rechaçar, “por todos os meios, conforme a lei”, a atual fronteira entre os dois países, já que o governo defende que o novo limite seja o rio Essequibo. 

A Guiana tem o controle efetivo dos 160 mil quadrados  de território a oeste do rio Essequibo, desde a demarcação da fronteira em 1905 – quando ainda era colônia britânica -, entre Venezuela e Reino Unido. 

Laudo Arbitral de Paris

A Venezuela não reconhece a atual fronteira porque, segundo a posição oficial do governo do país, foi definida de forma fraudulenta pelo Laudo Arbitral de Paris, em 1899, apesar de os venezuelanos terem aceitado a mediação do tribunal arbitral e o resultado do laudo por várias décadas. 

O eleitor venezuelano também está sendo questionado sobre se apoia que Essequibo se torne efetivamente um estado da Venezuela. Hoje, a área – também conhecida como Guiana Essequiba – aparece como “Zona en Reclamación”, ou seja, um território reivindicado nos mapas oficiais do país.  

Se disser “sim”, o eleitor também concordará em conceder cidadania venezuelana a todos que vivem atualmente em Essequibo. 

O referendo também questiona o eleitor sobre se está de acordo a se “opor, por todos os meios, de acordo com a lei, à pretensão da Guiana de dispor unilateralmente de um mar pendente de delimitação”.  

A costa da Guiana em questão inclui parte do campo de Stabroek, com reservas estimadas em cerca de 11 bilhões de barris de petróleo, região que atualmente é explorada em parceria com companhias como a norte-americana ExxonMobil e a chinesa CNOOC. 

A questão fronteiriça está sendo analisada, desde 2018, pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, por orientação do secretariado-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mas a Venezuela não aceita a jurisdição do tribunal sobre o tema. 

Acordo de Genebra

Para os venezuelanos, o único instrumento válido sobre a questão da fronteira é o Acordo de Genebra, de 1966, assinado meses antes da independência da Guiana, entre Venezuela e o antigo poder colonial. 

O texto prevê que os dois países busquem as alternativas pacíficas previstas pela Carta das Nações Unidas para resolver a controvérsia. 

E as outras duas perguntas são justamente sobre esses assuntos, ao questionar se os venezuelanos aceitam o Acordo de Genebra de 1966 como único instrumento capaz de resolver a controvérsia e se eles concordam com “a posição histórica da Venezuela de não reconhecer a jurisdição da Corte Internacional de Justiça” sobre a questão fronteiriça. 

A Guiana diz não ter dúvidas sobre a validade do Laudo Arbitral e da fronteira terrestre, que, segundo nota divulgada pelo governo guianês, “a Venezuela aceitou e reconheceu como sua fronteira internacional por mais de 60 anos”.

O Brasil, que faz fronteira com o território contestado, deseja que os dois países encontrem uma solução diplomática e pacífica para a controvérsia, mas vê com preocupação a tensão entre a Venezuela e a Guiana. O Ministério da Defesa informou que reforçou as fronteiras com ambos [países], ampliando o número de militares na região.

Brasileiro: Grêmio joga por título e Vasco para fugir do rebaixamento

O Campeonato Brasileiro se aproxima do final. Com isso, as últimas definições estão para ser feitas. Duas delas envolvem equipes que medem forças a partir das 18h30 (horário de Brasília) deste domingo (3) em Porto Alegre, o Grêmio, que ainda sonha com o título da competição, e o Vasco, envolvido na luta para fugir do rebaixamento para a Série B. A Rádio Nacional transmite o confronto ao vivo.

Ocupando a 5ª posição da classificação com 62 pontos, a equipe comandada pelo técnico Renato Gaúcho tem uma chance pequena de ficar com o título. Para isto, o Tricolor tem que torcer para o líder Palmeiras (que tem 66 pontos) não derrotar o Fluminense em partida que tem início às 16h deste domingo. Em caso de triunfo do Verdão a luta do Grêmio será para confirmar uma vaga na fase de grupos da próxima edição da Taça Libertadores (a presença na competição já está confirmada).

“Mais uma vez garantimos o Grêmio na Libertadores, no momento na pré, mas temos mais dois jogos. Ainda temos chance de brigar pelo título, enquanto houver chances matemáticas, mas o mais importante é que demos o primeiro passo, que foi colocar o clube na Libertadores”, declarou o técnico Renato Gaúcho em entrevista coletiva após a vitória de 2 a 1 sobre o Goiás.

A partida terá um caráter especial para o um jogador específico, o atacante uruguaio Luis Suárez, que provavelmente disputa a sua última partida pelo Grêmio em Porto Alegre. Como o comandante do Tricolor falou, a expectativa é de que ele deixe a equipe no próximo ano: “Não é fácil encontrar um cara com o talento dele. Quando se encontra é inviável financeiramente. Era muito difícil ele permanecer. Esse milagre só ele pode reverter. Infelizmente, ele vai embora e vai ficar esse vácuo no ataque do Grêmio”.

Se o Grêmio mira a parte alta da tabela, o olhar do Vasco está na zona do rebaixamento. Ocupando a 16ª posição com 42 pontos (a primeira fora do Z4), o Cruzmaltino depende apenas de si mesmo para garantir a permanência na Série A. Mesmo fora de casa, a equipe de São Januário jogará pela vitória. Em caso de tropeço, a equipe carioca terá que torcer por um tropeço do Bahia, que mede forças com o América-MG no estádio Independência neste domingo.

Mesmo vindo de uma derrota de 4 a 2 para o Corinthians em pleno estádio de São Januário, o técnico argentino Ramón Díaz afirmou que confia muito na permanência do Vasco na Série A: “Estou convencido de que [o Vasco] não vai cair”.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Grêmio e Vasco com a narração de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz e reportagem de Rafael Monteiro. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

Brasileiro: Hulk decide e Atlético continua vivo na luta pelo título

O Atlético-MG contou com a qualidade do atacante Hulk para derrotar o São Paulo por 1 a 0, na noite deste sábado (2) no estádio do Mineirão, e permanecer vivo na luta pelo título do Campeonato Brasileiro.

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Após este resultado o Galo assumiu a vice-liderança da competição com 66 pontos, mesma pontuação do líder Palmeiras, que enfrenta o Fluminense no próximo domingo (3) no Allianz Parque. Já para o Tricolor do Morumbi o revés pouco importa, pois não tem mais risco de cair e possui presença garantida na próxima Libertadores por causa do título da Copa do Brasil.

Após um primeiro tempo sem gols o Atlético-MG contou com o faro de gol de Hulk para abrir o placar aos 31 da etapa final, quando o atacante dominou a bola na entrada da área, cortou para o meio para se livrar da marcação e bateu colocado para superar o goleiro Rafael.

Aos 43 o São Paulo chegou a igualar com Luciano, em gol em cobrança de pênalti, que foi assinalado pelo juiz com auxílio do VAR (árbitro de vídeo). Porém, cinco minutos depois Hulk voltou a ser decisivo, em lance no qual tocou em profundidade para Paulinho, que marcou o gol da vitória do Galo.

O Atlético-MG fecha a sua participação na atual edição do Brasileiro visitando o Bahia na Fonte Nova, em Salvador. Já o São Paulo recebe o Flamengo no Morumbi.

Inter se garante na Sul-Americana

Na outra partida deste sábado o Internacional derrotou o Corinthians por 2 a 1 em Itaquera para garantir a classificação para a próxima edição da Copa Sul-Americana e deixar o Timão com chances remotas de ser rebaixado para a Série B do Brasileiro.

Os três pontos alcançados fora de casa levaram o Colorado à 9ª posição com 52 pontos. Já o Corinthians ficou estacionado na 13ª posição com 47 pontos, a seis do Bahia, primeira equipe dentro da zona do rebaixamento, e que ainda mede forças com o América-MG nesta rodada.

O Internacional foi superior desde o início e conseguiu abrir o placar aos 35 minutos com chute da entrada da área de Maurício. O Timão retornou melhor para a etapa final e conseguiu igualar aos 12 minutos com Romero. Porém, aos 20 minutos Wanderson marcou o gol da vitória do Colorado.

Na última rodada do Brasileiro, que terá jogos apenas na próxima quarta-feira (6), o Colorado recebe o Botafogo no Beira-Rio, enquanto o Corinthians visita o Coritiba no Couto Pereira.

Entenda o Fundo de Perdas e Danos para crise climática da COP28

Após 30 anos de cobranças para criação de um fundo financeiro para compensar as nações mais vulneráveis às mudanças climáticas, os países reunidos na Conferência das Nações Unidas para Mudanças do Clima de 2023 (COP28) anunciaram, no primeiro dia da COP28, a criação do Fundo de Perdas e Danos para recuperar os estragos causados pela crise climática. A criação desse mecanismo foi determinada na última COP, no Egito, em 2022. 

O Fundo recebeu doações voluntárias de países como Japão, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Alemanha que somam US$ 420 milhões. Além disso, ele ficará hospedado no Banco Mundial e será administrado por um conselho formado por 26 membros, sendo 12 de países desenvolvidos e 14 de países pobres ou emergentes. 

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“O Fundo fornecerá financiamento para enfrentar uma variedade de desafios associados aos efeitos adversos das alterações climáticas, tais como emergências relacionadas com o clima, subida do nível do mar, deslocamento, relocação, migração, informações e dados climáticos insuficientes e a necessidade para a reconstrução e recuperação resilientes às alterações climáticas”, conforme o documento aprovado na COP28, que cita também a possibilidade de financiar o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza.

A medida foi celebrada como um avanço, mas a falta de definição sobre quem irá financiar o fundo e como será o acesso a esse dinheiro ainda geram dúvidas sobre a efetividade da política, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil. 

Inundação em Sehwan – REUTERS/Akhtar Soomro/Direitos Reservados

Para coordenadora adjunta de Política Internacional do Observatório do Clima, Stela Herschmann, o anúncio do Fundo foi uma vitória importante após 30 anos de luta pela criação do mecanismo, o que dá ânimo para a COP28. Por outro lado, ela pondera que ainda há dúvidas sobre se o Banco Mundial vai atender as demandas dos países vulneráveis e se haverá recursos necessários para reparar os danos causados pela mudança climática. 

“Todos os países em desenvolvimento, em tese, podem acessar esse fundo, existe ainda um piso mínimo que está garantido para os mais vulneráveis. Mas não ficou claro como que vai ser o aporte de dinheiro. Teve alguns anúncios [de recursos] que são bem-vindos, mas é pouco dinheiro, não está nem perto do que esse fundo precisa, e não está claro quem tem que pagar essa conta”, explicou. 

A ambientalista Natalie Unsterstell, presidente do Instituto Talanoa, organização brasileira que trabalha com políticas climáticas, considera que a criação do fundo foi o politicamente possível dentro de uma organização com 195 países. Ele diz que foi um avanço, apesar de reconhecer que os recursos ainda são muito insuficientes. 

“Foram 30 anos de negociações para que se aceitasse a ideia de ter um mecanismo desse tipo compensatório. Ele é importante porque esses países pequenos e afetados [pela crise climática] são muito pobres e geralmente se endividam. A ideia é que essa ajuda não sobrecarregue a situação fiscal e orçamentária deles”, comentou. 

Unsterstell citou, como exemplo, o caso de Tuvalu, país formado por 11 ilhas no Oceano Pacífico que corre o risco de desaparecer devido ao aumento do nível do mar causado pelo derretimento das calotas polares, que é uma das consequências do aquecimento global. O país chegou a firmar um acordo com a Austrália para migração de sua população. 

Banco Mundial 

O anúncio da criação do Fundo no primeiro dia da COP28 foi uma sinalização importante da conferência na avaliação da especialista em Mudanças Climáticas do WWF-Brasil, Flávia Martinelli. Porém, ressaltou que existem preocupações em relação a operacionalização do fundo pelo Banco Mundial.  

“Os países em desenvolvimento gostariam que fosse criado um mecanismo mais independente porque os países ricos são acionistas do Banco Mundial, como os Estados Unidos, o Japão, Reino Unido e a Alemanha. Então, entende-se que o Banco Mundial não é totalmente independente na hora de gerenciar o fundo. Mas, até para que andem as negociações e entre em operação mais rápido, o Banco Mundial foi escolhido”, explicou Martinelli, que lembrou que o acordo prevê uma revisão do papel do banco no prazo de cinco anos. 

Já para o biólogo Roberto Waack, membro da Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura e presidente do conselho do Instituto Arapyaú, o fato do mecanismo ficar no Banco Mundial não deve ser um problema para eficiência da medida. 

“O Banco Mundial tem já gerido, ainda que indiretamente, grande parte dos fundos ligados às mudanças climáticas. É natural que ele seja o principal ator e gestor desse fundo, não vejo isso como problema. Uma das questões é evitar a proliferação de agentes novos financeiros atuando nesse campo, uma vez que já existem organizações com longa experiência, como é o caso do Banco Mundial”, destacou. 

Prefeitura de Maceió vai vistoriar casas no Flexais

Moradores da região do Flexais, vizinha à área de extração de sal-gema, em Maceió, devem ter as casas vistoriadas para identificar riscos em consequência da mineração pela petroquímica Braskem.

Após uma manifestação nesta sexta-feira (1º), com bloqueio de via, lideranças da área foram recebidas pela prefeitura. Eles querem ser incluídos no programa de realocação e serem indenizados pela Braskem.

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A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a próxima reunião deve ocorrer no dia 11 de dezembro, quando serão definidos os próximos passos.

O líder comunitário Mauricio Sarmento participou da reunião e afirmou que foi positiva. Os moradores aguardam que o pleito por realocação seja atendido, já que a região estaria também em risco eminente.

Apesar de não constar entre as regiões de risco de afundamento pelas autoridades do estado, o Flexais está ilhado socialmente após o deslocamento de cinco bairros vizinhos desde 2019. Só é possível acessá-lo passando pelas regiões agora desertas após a remoção da população.

A Braskem informou que segue o mapa de linhas prioritárias de realocação das famílias, conforme definição da Defesa Civil.

Brasil vai para Opep + para influenciar transição energética, diz Lula

O Brasil vai participar da Organização dos Países Produtores de Petróleo Plus (Opep+), que reúne grandes produtores de petróleo mais os seus aliados, para poder influenciar na transição energética, informou neste sábado (2) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A transição energética pretende substituir o consumo de combustíveis fosseis por energia renovável para reduzir o aquecimento do planeta. 

“Acho importante a gente participar porque a gente precisa convencer os países que produzem petróleo que eles precisam se preparar para o fim dos combustíveis fósseis e se preparar significa aproveitar o dinheiro que eles lucram com o petróleo e fazer investimentos para que os continentes Africano e a América Latina possam produzir os combustíveis renováveis que eles precisam, sobretudo o hidrogênio verde. Porque se não criar alternativa a gente não vai poder dizer que vai acabar com combustível fóssil”, explicou.

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Criada em 1960, a Opep atualmente tem 13 membros, entre eles, Arábia Saudita, Venezuela, Iraque, Irã, Kuwait, Nigéria e Angola. Já a Opep + reúne outros dez países aliados dos membros permanentes, entre eles, estão Rússia, México, Malásia e Sudão. 

O presidente Lula disse que o Brasil não vai ter poder de decisão no famoso cartel do petróleo e que vai participar mais como um observador. “Muita gente ficou assustado com a ideia de que o Brasil vai participar da Opep. O Brasil não vai participar da Opep, vai participar da Opep Plus, que nem eu participo do G7, é o G7 Plus. Eu escuto e só falo depois de eles tomarem a decisão, não apito nada”, destacou. O G7 reúne as sete maiores economias do planeta e o Brasil costuma participar como parceiro. 

A fala ocorreu em evento junto com a sociedade civil do Brasil reunida em Dubai, no Emirados Árabes Unidos, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28). 

Hidrogênio Verde 

O hidrogênio verde, citado por Lula em sua fala sobre a Opep +, tem sido apontado por especialistas como uma possível alternativa aos combustíveis fósseis e o Brasil tem se apresentado como um possível grande produtor desse tipo de combustível. 

No último dia 29 de novembro, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o marco legal para produção do hidrogênio verde. O projeto prevê a adoção de incentivos fiscais para a produção, com a criação do Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono. O texto precisa ainda ser aprovado no Senado. 

Crise Climática 

As emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), são as responsáveis pelo aquecimento da terra e impulsionam a atual crise climática, marcada por eventos extremos, como o calor excessivo, as secas prolongadas e as chuvas muito intensas. 

Esses gases do efeito estufa lançados na atmosfera vêm aumentando desde a Revolução Industrial (séculos 18 e 19), principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis.  Esta é uma das principais preocupações de cientistas, sociedades e governos que vêm mobilizando os encontros sobre o clima desde a Eco de 1992, que ocorreu no Rio de Janeiro.

Edição nacional da Expo Favela Innovation é aberta em São Paulo

A Expo Favela Innovation traz programação variada à capital paulista neste final de semana, levando ao público empreendedores de todo o país ao Expo Center Norte, na Vila Guilherme.

A edição nacional do evento oferece atividades como conferências, debates palestras, workshops, exposições, rodadas de negócios, pitches de startups, mentorias, debates, cursos, shows, filmes, desfiles e muitas outras iniciativas criadas por moradores das favelas de todo o país.. Já no primeiro dia, nessa sexta-feira (1º)(, a feira registrou a presença de mais de 12 mil visitantes.

A professora e empreendedora Perla Santos, da papelaria Pérolas da Perla, participa da feira nacional de negócios Expo Favela Innovation, no Expo Center Norte. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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O estande da professora Perla Santos, uma das expositoras do Rio Grande do Sul, é um dos que mais chamam a atenção, justamente por sua figura diante do balcão. Caracterizada de princesa negra, ela explica que, como educadora da rede pública de ensino, percebeu, nas falas de seus alunos, as consequências da falta de representatividade negra. Há dois anos ela encontrou seu nicho: o de papelaria. E criou a marca Pérolas da Perla.

“Sou professora há 20 anos e vi que meus alunos negros tinham muito problema de autoestima e autoimagem, porque ainda tinham como referencial a história negra a partir da escravidão. Então, comecei a apresentar a eles a história negra que vem diretamente dos tronos africanos. E aí, comecei a confeccionar materiais e as pessoas passaram a se interessar e a querer adquirir. Comecei a fazer curso de papelaria e a fazer toda a linha de material afrocentrada.” 

Segundo a proprietária, a papelaria é a primeira “afroafetiva e combativa” de que se tem notícia. “Não vai trazer só a imagem negra, mas, dentro do caderno, traz a história negra, como um livro. A gente sabe que um livro é muito caro, mas material escolar é acessível. Então, desde o lápis você tem uma história, o marca-página, os jogos pedagógicos e os cadernos”, destaca.

Cabelos cacheados

Mulher retinta, a carioca Taís Baptista também está participando da edição nacional do evento e conta que empreender sempre foi um desafio, desde que decidiu que seria seu propósito, em 2016, quando a ideia se manifestou durante seu sono, em um sonho. E continua até hoje. Moradora do Morro do Chá, em Santa Cruz, Rio de Janeiro, ela é, atualmente, sócio-fundadora da Preta Pôrter, marca de produtos para cabelos cacheados e crespos.

A empreendedora Taís Baptista, da linha de cosméticos Preta Porter, participa da feira nacional de negócios Expo Favela Innovation, no Expo Center Norte. Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo a empresária, um dos fatores que serviram de injeção de ânimo foi conhecer pessoas dispostas a apostar em seu projeto de vida e com biografias semelhantes à dela. Formada em letras – português-francês – ela foi estudar na França, após ganhar uma bolsa e complementar o dinheiro das despesas com uma vaquinha, algo impensável para muita gente de mesma origem, já que ela é filha de empregada doméstica e também uma mulher negra de pele escura.

Na França, Taís teve contato com produtos específicos para cabelos de pessoas negras, o que a fez indagar o motivo de não haver no Brasil, na época, o mesmo interesse por parte da indústria de cosméticos.

“Comecei com revenda, em 2016. Em 2020, comecei a trabalhar remotamente e me vi com um tempo que nunca tive na vida, o que oxigenou meu cérebro. Então, sonhei que era dona de uma linha de cosméticos. Sonhei até com o rótulo que está aqui. Sentei na cama e disse: como é que faço isso?”, relembra. 

“Comecei a fazer parceria com fábricas. Em um ano, foi um produto e, em dois anos, cinco produtos, todos idealizados por mim. No início, durante muito tempo, me sentia presa, depois passei a procurar pessoas que tivessem sinergia comigo. Entrou minha primeira sócia, Daniele Cantanhede, que faz a parte administrativa e operacional, e agora recebemos mais um sócio, que é nosso investidor-anjo, Henrique Mendes.”

Peças de vestuário

Também negra, Chica Rosa tem uma trajetória que se distingue bastante. A ideia de vender peças de vestuário e acessórios feitos com lacres de latinha de metal surgiu quando viu uma criança cortar o pé com um deles, durante uma visita que ela fez a uma comunidade de Riacho Fundo, no Distrito Federal, que recebia ajuda da pastoral que integrava.

A Cia do Lacre, que completou 26 anos, é composta hoje por cerca de 35 artesãs e já capacitou cerca de 5 mil pessoas, tendo firmado parceria com o Ministério Público, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério da Cultura.

Além disso, a companhia abriu cantinho na feira da Torre da TV, em Brasília, já esteve em passarelas de desfiles de moda, levou Chica Rosa à Itália a trabalho, e permitiu fechar contrato com um representante dos Estados Unidos, para quem exporta os produtos.

Contudo, o projeto concebido por ela também trouxe outros benefícios, não menos importantes. Conforme  Adriane Piau, uma das artesãs, produzir peças para a Cia do Lacre ocupou a cabeça de muitas mulheres que enfrentavam fases difíceis, como uma companheira que entrou em depressão após a morte da irmã. “E, com a renda, já conseguiram muitas outras coisas”, ressalta.

 Feira nacional de negócios Expo Favela Innovation, no Expo Center Norte. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

“As mais antigas é que fazem as peças de roupa, já que é algo mais difícil”, destaca, como um colete que leva cerca de 36 horas para ficar pronto e 3,6 mil lacres.

Para Chica Rosa, o principal objetivo – que a tem puxado para frente – é “transformar vidas e a natureza”.

“O lacre fez a diferença, foi um passaporte para as pessoas acreditarem que a gente pode inovar, renascer, crescer, cooperar, reciclar e a gente pode transformar. Como você vê, tudo aqui tem uma responsabilidade socioambiental. É da natureza ao humano, do humano à natureza.”

Após criticar acordo com Mercosul, Macron anuncia verba para Amazônia

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou neste sábado (2) que irá repassar 500 milhões de euros – cerca de R$ 2,68 bilhões – para preservação da Amazônia nos próximos três anos. Macron deu a declaração em uma postagem no X (antigo Twitter).

“Com o Brasil, estamos determinados a preservar as florestas. Nos próximos três anos, a França dedicará 500 milhões de euros à sua preservação”, disse Macron. A declaração veio acompanhada de uma foto dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma reunião bilateral na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), nos Emirados Árabes.

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O anúncio foi feito horas depois de Macron ter criticado o acordo Mercosul União Europeia, que chamou de “incoerente” e em relação ao qual disse ser “totalmente contra”. Ele afirma que o acordo, que vem sendo negociado há décadas, está sendo “mal remendado” na tentativa de ser fechado.

“[O acordo] não leva em conta a biodiversidade e o clima dentro dele. É um acordo comercial antiquado e que desfaz tarifas”, acrescentou.

Pouco após a fala, que ocorreu em seguida a uma reunião bilateral, o presidente Lula disse que seu homólogo francês tem o direito de se opor. “A França sempre foi um país mais duro para se fazer acordos, porque a França é mais protecionista”, afirmou Lula.

Fundo Amazônia

Na manhã deste sábado (2), também o Reino Unido anunciou a destinação adicional de 35 milhões de libras (cerca de R$ 215 milhões) para o Fundo Amazônia, além dos 80 milhões de libras (R$ 500 milhões) que já havia anunciado em maio.

 

Afundamento do solo continua e Maceió segue em alerta máximo

No boletim mais recente, publicado às 18h, a Defesa Civil de Maceió informou que a velocidade vertical de afundamento do solo é de 0,7 cm por hora, a mesma do boletim anterior. Nas últimas 24 horas foram registrados 11,8 cm de deslocamento. 

O afundamento ocorre principalmente no bairro Mutange, onde está localizada a mina número 18 de exploração de sal-gema pela empresa Braskem. A defesa civil informou que segue em alerta máximo pelo risco de colapso iminente da mina. 

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“Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, reforçou o órgão. 

Na madrugada deste sábado (2), um novo abalo sísmico, com magnitude 0,89, foi registrado a 300 metros de profundidade, havia informado a defesa civil mais cedo. 

O abalo foi mais intenso do que o registrado na noite de sexta-feira (1º), mas a Defesa Civil registrou uma diminuição na velocidade de afundamento de terra na mina 18, que desde a manhã passou a ser de 0,7 cm por hora. Durante a semana, o afundamento chegou a 50 cm por dia.

Maceió (AL) 02.12.2023, Bairros com risco de afundamento desocupados em Maceió Gésio Passos/Agência Brasil

O problema ocorre principalmente na área do antigo campo de treinamento do clube de futebol CSA, no Mutange. Três sensores no local continuam apresentando alertas de movimentação.

Na sexta (1º), a Braskem confirmou que pode ocorrer um grande desabamento na área. É possível tambem que a área da mina se acomode e estabilize o afundamento, segundo a empresa. 

Colapso

Desde o fim da semana existe a expectativa por parte dos órgãos de Defesa Civil de que a cavidade da mina 18 entre em colapso a qualquer momento. A situação é mais grave nos bairros de Mutange, Pinheiro e Bebedouro, que sofreram nos últimos abalos sísmicos devido à movimentação da Mina 18 da Braskem. 

A prefeitura de Maceió declarou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso da mina 18, que pode provocar o afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada e a circulação de embarcações está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange. O governo federal também reconheceu o estado de emergência na capital alagoana. 

Em nota, a Braskem disse que continua mobilizada e monitorando a situação da mina 18, tomando as medidas cabíveis para minimização do impacto de possíveis ocorrências e que a área está isolada desde terça-feira (28). A empresa ressalta que a região está desabitada desde 2020.

“Referido monitoramento, com equipamentos de última geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades e a adoção de medidas preventivas como as que estão sendo adotadas no presente momento”, disse a empresa.

COP 28: Petroleiras firmam acordo para reduzir emissões 

Cinquenta das maiores empresas petrolíferas do mundo anunciaram hoje (2) a adesão a um pacto para a redução das emissões de suas operações, incluindo a Petrobras e gigantes como ExxonMobil, dos Estados Unidos, e Aramco, da Arábia Saudita. 

No total, as empresas signatárias são responsáveis por 40% da produção mundial, de acordo com o comunicado oficial da COP28. Dessas companhias, mais da metade são estatais. 

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A Carta de Descarbonização do Petróleo e do Gás foi celebrada pelo presidente da COP28, Sultan Al Jaber, como “um grande primeiro passo”.  O documento prevê “operações neutras em termos de carbono” até 2050, a acabar com a queima de gás até 2030 e a reduzir as emissões de metano para quase zero. 

“Se quisermos acelerar os avanços em toda a agenda climática, temos de reconhecer a responsabilidade de todos pela ação climática. Todos temos de nos concentrar na redução das emissões e aplicar uma visão positiva para impulsionar a ação climática e levar todos a agir”, disse Al Jaber.

O pacto prevê ainda o investimento em energias renováveis, “combustíveis com baixo teor de carbono” e “tecnologias de emissões negativas”.

Crítica 

Organizações ambientalistas criticaram a carta por não fazer menção à eliminação do uso de combustível fóssil em algum momento. 

“A iniciativa das petrolíferas anunciada na COP28 é ainda insuficiente, pois está limitada à redução de emissões de exploração de petróleo e gás, sem nenhuma menção à eliminação de combustível fóssil de maneira gradual”, disse Alexandre Prado, líder de Mudanças Climáticas da WWF-Brasil. 

As reduções das emissões anunciadas podem ser alcançadas com projetos de compensação e captura de carbono, explicou o executivo. “Em termos climáticos é muito ruim, são passos muito tímidos perante a emergência climática que estamos vivendo”, disse. 

Créditos de carbono

Mais cedo no X (antigo Twitter), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, publicou um vídeo no qual expõe o plano da empresa de se valer de créditos de carbono para alcançar a compensação por suas emissões. 

“Os créditos vão permitir acelerar a descarbonização a Petrobras, do Brasil, atuando na manutenção da floresta em pé e no restauro de ecossistemas”, disse Prates. 

“É preciso compreender que o mundo não pode parar de usar petróleo de um dia para o outro. Nós ainda vamos precisar dele. É importante que as receitas petrolíferas dos estados e das empresas sejam usadas gradualmente, cada vez mais, para a transição energética”, acrescentou. 

Especialistas divergem sobre risco de guerra entre Venezuela e Guiana

Enquanto a Venezuela se prepara para o referendo deste domingo (3), sobre a redefinição da fronteira com a vizinha Guiana, crescem as especulações sobre o risco de um conflito armado entre os países. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil têm opiniões diferentes sobre o assunto e analisam a crise que se instaurou entre os vizinhos na América do Sul.

O professor de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Williams Gonçalves, entende que existe a possibilidade de guerra e que ela pode envolver grandes potências estrangeiras.

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“Não se trata apenas de [uma possível] guerra para tomar um pedaço de terra. Trata-se de tomar um mar de petróleo que existe ali. Portanto, a possibilidade de internacionalização do conflito, em virtude da importância do que está em jogo, é muito grande”, afirma Gonçalves. “Nicolás Maduro procura fortalecer sua posição política interna para as eleições [marcadas para 2024], mexendo numa questão com a qual todos estão de acordo [incorporar Essequibo à Venezuela], inclusive a oposição”.

Tradicionalmente um país pobre e com baixos indicadores sociais, a Guiana tem vivenciado um boom econômico nos últimos anos, devido à descoberta de reservas de 11 bilhões de barris de petróleo e outros bilhões de metros cúbicos de gás natural.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Guiana teve o maior crescimento econômico entre todos os países do mundo, em 2022, com um avanço de 62,3% no Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em setembro, o FMI projetava um crescimento de 38% neste ano.

“Os Estados Unidos têm interesse na exploração do petróleo [da Guiana] e na derrubada do governo Maduro. Mas, por outro lado, a Venezuela tem uma sólida relação com a Rússia e China. A Venezuela se tornou uma base militar e tecnológica da China e da Rússia. Portanto, uma internacionalização do conflito pode ser uma coisa realmente explosiva”, diz Gonçalves.

Guerra improvável

Mariana Kalil, professora de geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG), acredita que a postura atual da Venezuela sobre a Guiana atende prioritariamente a interesses políticos internos: a estratégia do presidente Nicolás Maduro é atrair apoio popular ao governo e tentar salvar o regime bolivariano. Para ela, portanto, é muito improvável que aconteça uma ofensiva militar.

“Claro que estamos lidando com um ator imprevisível, o Maduro. Caso o regime comece a se esvair, ele pode lançar uma ofensiva militar em ato de desespero. Mas acredito que, mesmo com a aprovação do referendo, a comunidade internacional vai se mobilizar para evitar que o conflito ocorra. Os custos vão ser altos demais para as relações entre os países”, disse Mariana.

A especialista explica que mudanças políticas e econômicas na Guiana ajudaram tanto a aumentar a desconfiança do governo venezuelano com o vizinho, como alimentar um discurso de que o país virou uma base para interferência dos Estados Unidos nos assuntos da América Latina.

“No governo do presidente anterior, David Granger [2015-2020], havia apaziguamento em relação à Venezuela e proximidade com a Rússia. Em 2020, Irfaan Ali foi eleito, mas Ganger o acusou de ter desestabilizado o governo e houve pedidos de recontagem de votos. Os Estados Unidos passaram a pressionar pelo fim das eleições e quem fez a recontagem dos votos foram a Organizações dos Estados Americanos (OEA) e a Comunidade e Mercado Comum do Caribe (Caricom), duas organizações consideradas pelo Maduro como braços dos Estados Unidos”, afirma Mariana Kalil. “A situação na Guiana acabou gerando vários subterfúgios para o discurso bolivariano de que os Estados Unidos querem desestabilizar regimes que não seguem uma cartilha imperialista”, acrescentou.

Papel do Brasil

Com o acirramento das tensões na América do Sul, é colocado em pauta o papel do Brasil para evitar o aprofundamento da crise e uma guerra na região. Para a professora Mariana Kalil, o país tem tradição como mediador de conflitos na Venezuela e, por ter um governo atual que vê o mundo de forma cooperativa e multilateral, pode ajudar a mediar a situação.

“Brasil é fundamental, especialmente com o governo Lula, por ter credibilidade com o regime bolivariano. Não é visto pelo Maduro como um vassalo dos Estados Unidos. É visto como parceiro ou potencial parceiro. Por isso, o Brasil tem capacidade de transitar entre a Venezuela e a Guiana e legitimidade para encontrar soluções”, avalia.

O professor William Gonçalves concorda com a posição estratégica do Brasil e acredita em uma atuação mais contundente de mediação, já que o país entende que a paz na região é o melhor caminho.

“Para o Brasil, [a internacionalização do conflito] é uma coisa desastrosa. A possibilidade [desse conflito] existe. Agora, se isso vai prosperar depende muito da ação diplomática do Brasil. E também da Colômbia. São os dois países, no contexto regional, mais interessados [em evitar o conflito] e com maior lastro diplomático para negociar tanto com um lado como com o outro”, destaca o professor. “São dois interlocutores credenciados”, ressalta.

O Ministério da Defesa brasileiro informou que tem acompanhado a situação e que intensificou suas ações na “fronteira ao norte do país”, com um aumento da presença de militares na região. Já o Ministério das Relações Exteriores defende que Venezuela e Guiana busquem uma solução pacífica para a controvérsia.

Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Vela nas semifinais

O Brasil encerrou a semifinal da SSL Gold Cup (Copa do Mundo da Vela) na quarta posição. Com o resultado alcançado neste sábado (2) em Las Palmas (Espanha), a equipe liderada por Robert Scheidt e Martine Grael ficou de fora da grande decisão, que será disputada no próximo domingo (3).

Na semifinal deste sábado a seleção brasileira de vela foi superada pelos times da Itália e da Holanda, que avançaram para a decisão, onde medirão forças com Espanha e Hungria, que se classificaram na outra semifinal.

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“Sabíamos que a regata seria resolvida em detalhes e foram alguns momentos que definiram o resultado. Tivemos algumas oportunidades e não conseguimos aproveitar. A velocidade no contravento não estava excelente. Mas a campanha foi ótima, conseguimos nos superar como grupo, entramos com uma energia super-positiva para essa regata, mas não veio o resultado”, declarou Robert Scheidt, comandante do barco.

A SSL Gold Cup é um evento especial da World Sailing (Federação Internacional de Vela) e contou com as melhores 56 nações de vela no mundo. Assim como as principais Copas do Mundo de outros esportes, a SSL Gold Cup é um evento de igualdade de oportunidades, mas disputada com barcos SSL47.

Novos temporais devem atingir parte da Região Sul nos próximos dias

Ocorrências de temporais estão previstas para a Região Sul nos próximos dias, como resultado do forte calor, aumento da umidade e a passagem de uma frente fria, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, tempestades vão se formar com maior força e se deslocar para parte do estado gaúcho ao longo deste sábado (2), se propagando de forma mais isolada sobre os estados de Santa Catarina e do Paraná.

Neste domingo (3), uma frente fria deverá se formar na altura do Rio Grande do Sul e intensifica as instabilidades entre o estado gaúcho e as demais áreas de Santa Catarina e parte do Paraná. Com isso, de acordo com o Inmet, a partir de amanhã, as temperaturas também começam a cair, especialmente, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Inmet prever também ocorrências de temporais com ventos acima de 80 quilômetros por hora (km/h), “queda de granizo e chuva localmente forte são esperados”. Os maiores volumes de chuva devem se concentrar entre o centro-sul e o oeste do Rio Grande do Sul, com valores em torno de 100 milímetros (mm). Nas demais áreas, o acumulado de chuva deve variar entre 30 mm e 60 mm”.

De acordo com a previsão do Inmet, o tempo deverá permanecer instável até, pelo menos, a próxima quarta-feira (6), com volumes de chuva podendo passar de 100 mm entre o centro, sul e oeste-noroeste do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina. Nas demais áreas entre o estado gaúcho e o Paraná, o acumulado pode variar entre 40 mm e 70 mm.

Judô: Jéssica Lima conquista prata no Grand Slam de Tóquio

A brasileira Jéssica Lima conquistou neste sábado (2) a medalha de prata da categoria peso leve (57kg) do Grand Slam de Tóquio (Japão) após ser superada na grande decisão pela bicampeã mundial Christa Deguchi, japonesa naturalizada canadense. Esta foi a primeira final do torneio mais tradicional do circuito mundial que contou com a presença de um representante do Brasil nos últimos dez anos.

Jéssica fez uma ótima campanha na competição, superando Nok Lam Yeung, do Hong Kong, por ippon na estreia, batendo a japonesa Riko Honda nas oitavas, derrotando a holandesa Pleuni Cornelisse nas quartas e vencendo a canadense Jessica Klimkait nas semifinais.

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Na disputa valendo o ouro, a brasileira também fez uma grande atuação, tentando algumas entradas. Porém, a canadense conseguiu encaixar o golpe e projetar Jéssica de costas ao solo para ficar com o ouro.

A competição continua no próximo domingo (3) com mais brasileiros em ação. As preliminares terão início às 21h (horário de Brasília) de sábado, com as disputas por medalhas sendo realizadas a partir das 5h da manhã de domingo.

Reino Unido anuncia mais R$ 215 milhões para o Fundo Amazônia

O Reino Unido anunciou hoje (2) a doação de 35 milhões de libras (cerca de R$ 215 milhões) adicionais para o Fundo Amazônia. O anúncio foi feito pela ministra de Segurança Energética do Reino Unido, Claire Coutinho, em meio à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.  

Em maio, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, já havia anunciado o aporte de 80 milhões de libras (cerca de R$ 500 milhões) no Fundo Amazônia. O contrato para a transferência desse primeiro montante foi assinado neste sábado (2), durante a COP23.  

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O contrato foi assinado com o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. O banco público de fomento é o responsável pela gestão do Fundo Amazônia. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também estava presente.  

Criado em 2008, o Fundo Amazônia, considerado a principal iniciativa internacional para redução das emissões de gases do aquecimento global e de preservação da floresta. São doadores do fundo países como Noruega, Alemanha, EUA, Suíça e, agora, Reino Unido.   

Desde que foi instituído, o Fundo Amazônia recebeu R$ 3,4 bilhões e financiou mais de 102 projetos de preservação da floresta e promoção de atividades sustentáveis na Amazônia, em um investimento total de R$ 1,75 bilhão. 

Retomada 

Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, extinguiu os dois comitês responsáveis pela gestão dos recursos do Fundo Amazônia, inviabilizando o financiamento de projetos e a continuidade das doações.  

A existência desses comitês é uma condição contratual dos doadores, para impedir que o dinheiro seja utilizado para outros fins. Segundo dados do BNDES, o Brasil deixou de investir cerca de R$ 3 bilhões em ações ambientais entre 2019 de 2022, valor que permaneceu retido no fundo após a dissolução dos comitês orientadores. 

Em outubro de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a União tomasse as providências necessárias para reativar o Fundo Amazônia. Na ocasião, a maioria dos ministros concluiu pela inconstitucionalidade da extinção dos comitês, pois configuraria omissão do governo em seu dever de preservar a Amazônia.  

Reinstituídos por decreto em 1º de janeiro de 2023 pelo presidente Lula, os comitês retomaram suas atividades, o que permitiu os novos aportes de recursos.