Governo prevê contratação de 230 mil moradias em 2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã deste sábado (17), em Abaetetuba (PA), da entrega de 222 moradias do programa Minha Casa Minha Vida. As casas fazem parte do Residencial Angelin, que estava com obras paralisadas nos últimos quatros anos, segundo o governo federal, e agora vai atender a 888 pessoas que se enquadram na faixa 1 do programa, aquela voltada para famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.640.

“Esse condomínio foi contratado pela presidenta Dilma em 2012. E tem dez anos que esse condomínio estava parado”, afirmou o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho. Segundo ele, o governo recebeu 186 mil casas contratadas, mas com 86 mil obras paralisadas. A meta para este ano é contratar 230 mil moradias e, ao longo dos quatro anos, a gestão Lula promete contratar 2 milhões de moradias em todo o país.

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“Nós vamos acabar todas as casas que estavam previstas e vamos fazer 2 milhões de casas novas nesse país”, afirmou Lula durante a entrega do residencial em Abaetetuba. O presidente ressaltou que a nova versão do programa vai construir moradias com sacada e um tamanho mínimo de 41 metros quadrados (m²). “Os apartamentos vão ter uma sacada, o conjunto habitacional vai ter uma biblioteca, para que as pessoas aprendam a ler”, destacou o presidente.
Belém (PA), 16.06.2023 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva faz entrega de casas do Minha Casa, Minha Vida, em Abaetetuba (PA). Foto: Ricardo Stuckert/PR – Ricardo Stuckert/PR

No caso do Residencial Angelin, cada moradia entregue tem 43,11 m² de área privativa e valor de R$ 92,2 mil. Os beneficiários têm renda familiar média de R$ 876 e vêm, em grande parte, da zona rural, segundo o Ministério das Cidades. A pasta destacou que, no grupo, estão 13 pessoas com deficiência, 16 idosos e duas famílias em situação de risco.

O residencial conta ainda com infraestrutura de água, esgoto, energia elétrica, iluminação pública, pavimentação, drenagem e transporte público. Estão disponíveis para os moradores uma creche, uma escola, um posto de saúde e um posto de segurança. No Pará, o governo federal confirmou a retomada de 1.048 moradias.

Papa no Círio

Em seu discurso, Lula falou sobre a viagem a Roma, na próxima semana, para um encontro com o papa Francisco, e disse que vai convidá-lo a participar do Círio de Nazaré, em Belém.

“Seria extraordinário que ele pudesse participar, aqui no estado do Pará, no Círio de Nazaré”, afirmou Lula. O Círio é considerado a maior festa católica do planeta e reúne, anualmente, em Belém, mais de 2 milhões de fiéis, no segundo domingo de outubro. 

Ainda no Pará, Lula participará neste sábado de uma cerimônia de anúncio oficial da realização da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30). Considerada a maior e mais importante cúpula mundial relacionada ao clima do planeta, a COP30 será realizada em Belém, em 2025.

Audiências de custódia não cumprem função de enfrentamento à violência

As audiências de custódia não têm cumprido seu papel como instrumento para coibir violações de agentes do Estado e enfrentar a violência institucional em São Paulo. Avaliação é de entidades de direitos humanos que atuam na área de Justiça. O debate veio à tona após imagens divulgadas em rede social de um homem carregado por policiais militares, com mãos e pés amarrados, na capital paulista.

O desembargador Edson Tetsuzo Namba, do Tribunal Justiça de São Paulo (TJSP), manteve a prisão preventiva do rapaz no último sábado (10), após pedido de habeas corpus pela defesa. Ele manteve decisão da juíza Gabriela Marques da Silva Bertoli, proferida após realização da audiência de custódia em 5 de junho, na qual a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Na ocasião, ela entendeu ainda que não houve tortura nem maus-tratos contra o suspeito.

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Segundo o TJSP, a juíza não teve acesso às imagens que foram veiculadas posteriormente e se espalharam por redes sociais. No entanto, o boletim de ocorrência da prisão do rapaz já trazia a informação de que ele havia sido imobilizado com uma corda pelos policiais, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Em 2017, a organização não governamental (ONG) Conectas Direitos Humanos apresentou denúncia ao TJSP, ao Ministério Público (MP) do estado e à Defensoria Pública com base no relatório Tortura Blindada: como as Instituições do Sistema de Justiça Perpetuam a Violência nas Audiências de Custódia, produzido pela entidade.

Na ocasião, a conclusão era de que havia perpetuação da violência policial no sistema de Justiça, já que não era dado nenhum encaminhamento às denúncias de tortura e maus-tratos feitas durante as audiências de custódia ou eram encaminhamentos meramente protocolares.

Cinco anos depois da divulgação do resultado, a advogada Carolina Diniz avalia que pouco se avançou nas práticas adotadas pelo sistema de Justiça. Ela concluiu que a forma com que as instituições do sistema atuaram nesse caso recente remonta ao que acontecia em 2015, período da amostra utilizada para o relatório Tortura Blindada. Carolina Diniz é coordenadora do Programa de Enfrentamento à Violência Institucional da Conectas.

“O que acontecia em 2015, quando as audiências foram instaladas, segue acontecendo até hoje, que é um despreparo do sistema de Justiça para enfrentar a violência institucional praticada pelo Estado brasileiro”, avaliou. Ela ressalta que, se as imagens não tivessem sido amplamente divulgadas, não haveria pedido de apuração nem desdobramento sobre violações cometidas pelos agentes do Estado na ocorrência do rapaz amarrado.

Na audiência de custódia, o juiz não avalia inocência ou culpa, mas os elementos processuais sobre a prisão em flagrante, além das eventuais ocorrências de tortura e maus-tratos. Após manifestação do MP e da Defensoria – ou do advogado –, o juiz decide se o acusado terá a prisão em flagrante convertida em preventiva; se responderá ao processo em liberdade; ou se não responderá a processo penal, caso considere o flagrante ilegal. O juiz pode determinar também a realização de perícia e exame de corpo de delito para apuração de suspeita de abuso no momento da prisão, além de instaurar investigação criminal ou administrativa contra o policial acusado.

A advogada lembra que a principal crítica, no relatório, era que na maioria dos casos o suspeito sequer era perguntado sobre situações de violência, e que os elementos que já estavam muitas vezes presentes no auto de prisão em flagrante eram completamente desconsiderados em audiência de custódia. “Assim, se perdia uma grande oportunidade que era essa primeira escuta de uma autoridade judicial, da Defensoria Pública e do Ministério Público em de fato apurar o que que aconteceu naquela abordagem policial.”

Em relação ao caso recente do rapaz amarrado, Carolina Diniz avalia que não existe nenhum cenário em que aquela conduta poderia ser justificada e que isso mostra o completo despreparo da Polícia Militar para lidar com pessoas em situação de rua e daquelas que fazem uso de álcool e outras drogas. “O que remonta essas imagens é o cenário do período escravocrata aqui no Brasil. Tirando isso, não existe nenhum contexto em que a gente poderia imaginar que isso acontecesse aqui no Brasil, mas o fato é que tem acontecido, e esse caso não é um caso isolado.”

Carolina Diniz teve acesso à gravação da audiência de custódia, realizada no último dia 5, e destacou que, embora todos esses elementos envolvidos na prisão – amarração com corda e registro em vídeo – tenham sido levados à audiência porque constavam já no boletim de ocorrência, nem a Defensoria Pública nem o Ministério Público nem a magistrada fizeram qualquer tipo de pergunta ao rapaz sobre o fato de ele ter sido amarrado.

“A juíza, pelo contrário, na ata da custódia, na sua decisão, ela disse que o flagrante está em perfeita ordem, e que não existe nenhum elemento que possa indicar a prática de tortura ou outras violências policiais naquele flagrante. E aí converte a prisão preventiva daquele indivíduo que, ao final das contas, tinha sido pego com dois pacotes de chocolate”, disse.

Vídeo da abordagem circula nas redes sociais mostrando o homem com as mãos amarradas aos pés, de forma que não permitia que ele andasse, sendo carregado por dois policiais militares. Os agentes carregam o rapaz segurando pela corda e pela camiseta. Ainda amarrado, ele é colocado no porta-malas de uma viatura. A situação ocorreu dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Na semana passada, a Polícia Militar de São Paulo (PM) informou que afastou das atividades operacionais seis policiais que carregaram o homem amarrado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o homem foi preso em flagrante por furto em um supermercado da Vila Mariana. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias relativas às ações dos agentes envolvidos no episódio, segundo a SSP.

Melhoria das audiências de custódia

Para que as audiências de custódia possam ser aprimoradas, a advogada aponta que um primeiro passo seria retomar sua realização em todo o país de forma presencial.

“A gente vinha num processo de implantação tardio de audiências de custódia no Brasil e, com a pandemia, retrocedemos para um momento em que ou não se tinha audiência de custódia ou ela passou a ser realizada de forma virtual, e essa ainda é uma realidade no Brasil todo.”

Além disso, ela destaca a importância de se garantir um atendimento anterior da Defensoria Pública ou do advogado particular de forma reservada com a pessoa que está presa e que os magistrados, o Ministério Público e a Defensoria sejam obrigados a perguntar sobre a ocorrência de violência policial.

“E que o exame de corpo de delito seja feito em todos os casos, respeitando o Protocolo de Istambul, o Brasil é signatário do protocolo, se comprometeu na implementação, mas até hoje o Instituto Médico Legal não tem a menor estrutura para fornecer um exame de corpo de delito que respeite os padrões internacionais e seja capaz de identificar e documentar práticas de tortura e outras violências. Acho que isso é um começo”, acrescentou Carolina Diniz sobre formas de melhorar as práticas de combate a violações do Estado.

O advogado criminal e diretor do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Alexandre Daiuto Noal, avalia que os procedimentos para apuração de tortura e maus-tratos precisam ser aprimorados, e que as audiências de custódia também não têm cumprido a função de enfrentamento à violência institucional, inclusive no caso recente do homem amarrado com cordas.

“Infelizmente, o que a gente tem visto ao longo dos anos é que as audiências de custódia precisam ser muito aprimoradas”, avaliou. Segundo ele, um relatório conjunto do IDDD e da Conectas constatou ainda ineficiência na apuração e na investigação das denúncias sobre violência policial feitas em audiências de custódia. Um dos elementos para isso é que, após 2017, a apuração deixou de ficar a cargo da Polícia Civil e passou para a Justiça Militar.

“O ideal seria que houvesse um órgão com a necessária a imparcialidade e independência, com a participação do Ministério Público, da Defensoria Pública, de entidades da sociedade civil, que seguisse adiante com essa apuração, que acompanhasse essa apuração para que houvesse uma produção imparcial de prova e eventual punição dos policiais envolvidos”, disse Noal.

Segundo ele, o que ocorre atualmente é “um automatismo, um cumprimento burocrático, do que está previsto na lei sem um aprofundamento, sem um olhar adequado para essa questão da violência policial que infelizmente assola o nosso dia a dia.”

Posicionamento do sistema de Justiça

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) informou que o relatório Tortura Blindada foi analisado e considerado pelo órgão. “Embora tenha feito diversas generalizações e tenha considerado período em que a audiência de custódia experimentava período inicial, quase um plano piloto, o MPSP aprimorou sua atuação nas audiências de custódias”, diz nota da instituição.

“Foi formada uma equipe permanente para essa missão e nos casos importantes e sempre que vislumbrada alguma chance de abuso de autoridade, tortura, ou desvio de finalidade, o MPSP assume a investigação dos fatos, ou acompanha de perto a apuração policial”, finalizou.

A Defensoria Pública informou que o relatório foi encaminhado para conhecimento de defensores públicos atuantes em audiências de custódia, bem como para os núcleos especializados com atuação direta na matéria. “Também foi utilizado para capacitação interna e elaboração de pesquisas e pareceres da instituição, visando uma atuação mais efetiva na prevenção de torturas e maus tratos contra pessoas presas”, disse, em nota.

Dentre as recomendações do relatório, o órgão afirma que houve os seguintes aprimoramentos nas audiências de custódia, com seu cumprimento no que se refere à Defensoria Pública: “Os defensores públicos devem dispor de um espaço adequado para a entrevista prévia, em que devem questionar, obrigatoriamente, se a pessoa foi vítima de tortura e maus-tratos” e “a Defensoria deve tabular todas as denúncias relatadas na entrevista prévia, mesmo que a pessoa opte por não as mencionar na audiência, a fim de produzir dados para subsidiar políticas públicas de prevenção e combate à tortura.”

“Todas as informações a respeito de relato de violência policial em audiência de custódia são inseridas no sistema Defensoria online (DOL). Além disso, a Defensoria Pública de SP realiza entrevista com todos os presos em Centros de Detenção Provisória, havendo campo próprio para relatos de violência no relatório preenchido”, acrescenta a nota.

Além disso, o órgão informou que há projeto em desenvolvimento do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos para a criação de uma unidade de registros dos casos de violência nas prisões, e que foi realizada, em 2022, uma pesquisa para mapeamento das situações de violência narradas em audiência de custódia.

A Agência Brasil solicitou posicionamento ao Tribunal de Justiça de São Paulo sobre a denúncia enviada pela Conectas em 2017 e questionou se, desde então, foram adotadas medidas para aprimorar as audiências de custódia, mas não teve retorno até a conclusão da reportagem.

Belém deve receber cerca de 50 mil visitantes para a COP30

Em evento neste sábado (17), em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar as primeiras medidas relacionadas ao processo de organização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em 2025. O evento será realizado na capital paraense.

A candidatura do Brasil, oficializada em maio, recebeu apoio praticamente unânime dos demais países sul-americanos, uma exigência das Organização da Nações Unidas (ONU) para a escolha, e deve ser oficialmente confirmada no fim do ano, durante a COP28, em Dubai. Apesar disso, o processo de organização já está em curso.

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A realização de um evento do porte de uma COP vai exigir um “grande esforço” da cidade-sede e do país. Segundo o secretário de Clima, Energia e Maio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), André Corrêa Lago, são esperadas dezenas de milhares de pessoas em Belém.

“Todas as cidades que convidam para que a COP aconteça têm que fazer um grande esforço para o evento. É um evento que, nos últimos anos, tem uma média de 40 mil a 50 mil pessoas durante duas semanas. É a maior conferência das Nações Unidas”, afirmou a jornalistas durante entrevista coletiva, em Belém. A maior parte dessas presenças são de integrantes das sociedades civis dos países, como entidades, cientistas e movimentos sociais.

Com isso, Belém, assim como outras cidades que já abrigaram o evento, precisa se organizar em termos de infraestrutura, capacidade hoteleira, restaurantes, transporte e aviação.

“Pelo que tenho visto, o governador está consciente disso, o presidente Lula também. Esse evento é uma ocasião muito importante para assegurar que Belém tenha melhorias”, acrescentou o secretário de Meio Ambiente do Itamaraty. Segundo ele, outras cidades ganharam com melhorias em trânsito e em infraestrutura.

Por ser um evento da ONU que pode reunir presencialmente mais de 100 chefes de Estado, há todo um protocolo rígido de segurança, mas também de sala de evento, com diferentes padrões de tamanho de acordo com a importância das autoridades, entre outras regras.

Países Amazônicos

A capital paraense também se prepara para realizar, no dia 8 de agosto, a reunião dos oito países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Participam os presidentes de Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Um documento aprovado no encontro será apresentado durante a próxima Assembleia das Nações Unidas, em setembro, em Nova York (EUA).

Segundo o embaixador Corrêa Lago, a ideia deste evento é fortalecer a OTCA, que é uma organização pouco conhecida e ainda pouco atuante no cenário internacional. Ele crê que uma nova dinâmica para esta articulação de países possa “acentuar a possibilidade de a Amazônia ser solução para o mundo” em termos de proteção climática.

Metas mais ambiciosas

Pela primeira vez realizada na Amazônia, a COP Belém, em 2025, será o marco de 10 anos do Acordo de Paris, a principal convenção climática da ONU, assinada em 2015 durante a COP21, na capital francesa. O documento estabeleceu metas para a redução de emissões de gases causadores do aquecimento global. De acordo com Lago, há uma grande expectativa internacional sobre esta futura reunião da ONU no Brasil.

“A COP de Belém vai ser a COP 10 anos depois de Paris. Então, é uma COP que vai ser extremamente importante, porque é uma conferência na qual os países são supostos a adiantar maiores ambições climáticas. Todos os países do mundo têm que apresentar, em Belém, na COP30, em 2025, ambições maiores de combate à mudança do clima”, destacou.

A última atualização da meta do Brasil no Acordo de Paris ocorreu em 2020, com cinco anos da vigência do tratado climático. Na época, o governo determinou que a chamada Contribuição Nacional Determinada (NDC, da sigla em inglês), será a neutralidade nas emissões de gases do efeito estufa até 2060.

Neutralizar a emissão de gases de efeito estufa, segundo o Acordo de Paris, significa mudar a matriz energética para fontes sustentáveis que não dependem de queima de combustíveis fósseis e que façam com que o clima não exceda a média atual em 1.5 grau Celsius (estimativa agressiva) ou 2.0 graus Celsius (estimativa conservadora).

É uma mudança na economia, eliminando combustíveis fósseis e outras fontes de emissões de gás carbônico onde for possível nos setores de transporte, geração de energia e na indústria. Para outras fontes, a cada tonelada de gás carbônico emitida, uma tonelada deve ser compensada com medidas de proteção climática, com o plantio de árvores, por exemplo.

Até então, a Contribuição Nacional Determinada (NDC, da sigla em inglês), ratificada pelo governo brasileiro, em vigor desde 2015, previa que até 2025 as emissões de gases de efeito estufa seriam reduzidas a 37% em relação a 2005, ano em que o país emitiu aproximadamente 2,1 bilhões de toneladas de gás carbônico. Para 2030, a meta seria uma redução de 43%.

Acordo de Paris

Em 2015, o Brasil se juntou a mais de 190 países que integram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima na assinatura do chamado Acordo de Paris. Pelo acordo, que foi resultado de mais de 20 anos de negociação, as nações definiram objetivos de longo prazo para limitar o aquecimento da temperatura global em níveis abaixo de dois graus Celsius, se possível a 1,5 grau, até o final deste século. A partir dos compromissos do Acordo de Paris, o Brasil definiu a sua NDC.

A meta considera os níveis pré-revolução industrial (1750) implementada a partir de 2020. A redução significativa do aquecimento global e o cumprimento dos compromissos do Acordo de Paris ainda estão entre as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), com o qual o Brasil também se comprometeu até 2030.

Lobby militar nos parlamentos fere democracia, alertam especialistas

Uma pesquisa revelou que as três Forças Armadas brasileiras possuem até 115 servidores dedicados ao lobby dentro dos parlamentos brasileiros. A Marinha tem 12 servidores, a Aeronáutica, 10 militares e o Exército 93 pessoas dedicadas “a defender os interesses da Força junto aos parlamentares brasileiros”, segundo o levantamento. No caso do Exército, a maior parte está espalhada pelos estados e municípios das oito regiões militares brasileiras.  

Como comparativo, as assessorias parlamentares ligadas aos comandantes das Forças que estão em Brasília, excluindo os servidores ligados ao Ministério da Defesa e as assessorias locais, têm 36 servidores nas assessorias parlamentares, número três vezes maior que o do Ministério da Educação, que tem 10 funcionários para se relacionar com todo o Congresso Nacional.

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O boletim O Lobby dos Militares no Legislativo, produzido pelo Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, aponta que esse é apenas um dos aspectos da tutela militar sobre a política brasileira. “Enquanto a tutela permanecer, não teremos plena democracia no Brasil”, reforça.  

Essas estruturas estão ligadas diretamente aos comandantes das Forças Armadas, desfrutando de “completa autonomia para o estabelecimento das suas relações parlamentares diante do poder político a que devem subordinação: o Ministério da Defesa e a Presidência da República”. Já o Ministério da Defesa tem uma Assessoria Parlamentar (Aspar) com 13 funcionários (5 civis e 8 militares). Número considerado pelos autores como “pífio quando comparado aos mais de 100 militares designados para a função de lobistas” que são ligados aos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica.  

Ou seja, o lobby ligado aos comandantes é 715% superior à assessoria parlamentar do Ministério de Defesa. “Se, por um lado, esse quadro auxilia na compreensão das dificuldades dos parlamentares para contrariar interesses das FFAA, por outro, é um excelente indicador da ampla autonomia que a instituição militar possui”. 

Para Rodrigo Letz, as Forças Armadas têm estrutura próxima a de poder de estado – Arquivo pessoal

Um dos pesquisadores do estudo ouvido pela Agência Brasil, o professor de Ciências Políticas da UnB Rodrigo Letz, estuda o pensamento político do militar brasileiro. “A maior relevância do estudo é a revelação concreta, a partir de dados, de que cada Força tem uma grande estrutura, muito equiparada a um poder de Estado, completamente autônomo ao poder político, não subordinado ao poder civil, que é oriundo do poder popular”. Para Letz, nas democracias, as relações institucionais da burocracia devem ser feitas pelo poder político, ainda mais se tratando de militares.  

Para o secretário-executivo do Instituto Vladmir Herzog, Rogério Sottili, o estudo reforça a tese de que os militares no Brasil formam uma elite com grande poder político. O Instituto Vladimir Herzog trabalha para “reforçar e defender de forma irrestrita os valores de democracia e direitos humanos”, levando o nome do famoso jornalista assassinado durante a última ditadura civil-militar (1964-1985).  

Para Sottili, apenas o Ministério da Defesa teria que ter assessoria parlamentar para defender os interesses das Forças Armadas. “Isso é legítimo. O problema é ter as três Forças atuando de forma totalmente independente do ministério, do Estado brasileiro e do governo. O que configura uma autonomia inaceitável”. O especialista alerta que essas estruturas institucionalizam um poder paralelo dentro do Estado, além de construir “um caminho para a manutenção dos militares na política”.  

Militares nos Parlamentos  

O estudo do Instituto Tricontinental apurou ainda o perfil dos militares no Congresso Nacional. Foram identificados 23 deputados federais e 2 senadores eleitos em 2022, representando 2,5% do total de cadeiras. Apesar de serem minoria, o boletim considera que “os parlamentares-militares são referência na difusão dos valores e interesses corporativos no processo legislativo, encontrando ressonância na tomada da decisão política nacional”. Desses, 5 são das Forças Armadas, 16 das Polícias Militares e 2 de Corpos de Bombeiros. Apenas um dos parlamentares é do sexo feminino.  

Rogério Sottili destaca que o perfil ideológico revela o resultado da eficiência do lobby dos militares no Congresso- Arquivo pessoal

Todos os parlamentares-militares são do espectro político-ideológico identificado com a direita, segundo o levantamento. O PL tem 14 parlamentares eleitos, seguido pelo Republicanos (6), União Brasil (2), Patriota (2), Avante (1), Podemos (1), PSD (1) e Progressistas (1).  

O representante do Instituto Herzog, Rogério Sottili, destaca que o perfil ideológico revela o resultado da eficiência do lobby dos militares no Congresso. “A maioria deles participando de comissões estranhas ao interesse da corporação, ao interesse dos militares. A maioria atua em comissões de agricultura”, pontua.  

Emendas Parlamentares  

Um dos objetivos das assessorias militares nos parlamentos é o de “facilitar a transmissão de informações sobre emendas parlamentares”. Segundo a pesquisa, as assessorias são eficientes nesse aspecto. Entre 2010 e 2021, a média anual em emendas parlamentares foi de R$ 143,3 milhões, com um pico de recursos obtidos em 2015 (R$ 394,5 milhões).  

 

 Lobby militar nos parlamentos fere democracia, alertam especialistas – Arte: Instituto Tricontinental de Pesquisa Social 

“O pico (de emendas) se deu em um período de crise entre Legislativo e Executivo. Isso indica que os parlamentares, um poder, estabeleceu uma espécie de moeda de troca política com uma instituição central na República que é o Exército a partir de distribuição de emendas parlamentares. Isso do ponto de vista democrático é absolutamente grave”, avalia o pesquisador do Instituto Tricontinental, Rodrigo Letz.  

A Agência Brasil procurou o Ministério da Defesa e aguarda retorno.

Livro sobre Barbosa mostra racismo enraizado no futebol brasileiro

O atacante Vinícius Júnior, astro do Real Madrid (Espanha) e da seleção brasileira que enfrenta Guiné neste sábado (17), a partir das 16h30 (horário de Brasília), no Estádio Cornellà-El Prat, em Barcelona (Espanha), tem reagido às ofensas racistas das quais é vítima no país europeu desde 2021, pelo menos. Contudo, não foram poucas as oportunidades nas quais o jogador foi apontado como responsável pelas manifestações a ele direcionadas, seja pelas danças ao comemorar gols ou supostamente provocar adversários em campo.

Culpar a pessoa negra, porém, não é um fenômeno inédito no futebol ou na sociedade (inclusive a brasileira). Em 1950, quando a seleção brasileira perdeu o título da Copa do Mundo, ao ser superada pelo Uruguai por 2 a 1, de virada, no Maracanã, não demorou para o goleiro Moacyr Barbosa Nascimento ser escolhido como vilão do vice-campeonato. O episódio é resgatado no livro “Desculpas, Meu Ídolo Barbosa”, de autoria do historiador e doutor em Ciências Sociais Jorge Santana, e que foi lançado em Brasília no fim de maio.

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“O Barbosa foi vítima de um grande cancelamento, antes mesmo de surgir o termo, mas também vítima de racismo. Não só ele, mas o Juvenal e o Bigode, toda a parte esquerda da defesa brasileira, que era negra. O livro é um pouco da tentativa de se pedir desculpas ao Barbosa, porque ele não foi culpado pela derrota, mas sentiu na pele essa culpa, que foi muito deletéria a ele e aos goleiros negros que vieram depois”, disse Santana à Agência Brasil.

Segundo o historiador, o tratamento destinado a Barbosa pode ser considerado um marco de que, sim, havia preconceito racial no Brasil. Condição salientada com a criação da Lei Afonso Arinos, a primeira a criminalizar o racismo no Brasil, aprovada após o caso, também em 1950, envolvendo a artista norte-americana Katherine Dunham, negra, que teve a hospedagem negada em um hotel cinco estrelas de São Paulo. Na literatura, o jornalista Mário Filho (que dá nome ao Maracanã) viria a publicar, em 1964, uma segunda edição de “O Negro no Futebol Brasileiro”, livro cuja versão original é de 1947, três anos antes da fatídica decisão.

“Esse livro [do Mário Filho] traz todo o racismo no futebol brasileiro até as décadas de 1930 e 1940, quando ele fala que há uma virada, na qual, a partir de negros como Leônidas da Silva e Domingos da Guia, você teria a pacificação do racismo no futebol. Só que, quando vem a tragédia de 1950, ele tem a necessidade de fazer uma nova edição, na qual fala: há racismo aqui, de forma muito evidente”, analisa o pesquisador.

Setenta e três anos se passaram desde o Maracanazo (como ficou conhecida a derrota brasileira na Copa de 1950), mas o preconceito racial não abandonou a modalidade mais popular do país. Segundo o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, foram comprovadas 90 situações de racismo em arquibancadas e gramados brasileiros no ano passado, 40% a mais que os 64 episódios de 2021.

O caso recente mais emblemático ocorreu em 2014, quando o hoje ex-goleiro Aranha, então no Santos, foi chamado de macaco por torcedores do Grêmio na partida de ida entre as duas equipes, em Porto Alegre, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Em decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) excluiu o Tricolor gaúcho da competição, mesmo com o jogo de volta por fazer.

O Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passou a indicar, para este ano, punição a casos de discriminação, que pode variar de advertência a perda de pontos. Além disso, a nova Lei Geral do Esporte, sancionada na última quarta-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê multa de R$ 500 a R$ 2 milhões em episódios de racismo, homofobia, sexismo e xenofobia em eventos esportivos.

“O racismo é um problema contemporâneo e atual no Brasil e o futebol não é uma área isolada. Tivemos avanços importantes nos últimos anos. Primeiro, pela CBF assumir que há racismo no futebol, criar mecanismos para combatê-lo em campo. Infelizmente, o racismo é tão estrutural na sociedade que, mesmo com ações, o caso do Aranha mostra o tamanho deste desafio”, afirma Santana.

“Punição é importante, mas também a conscientização das novas gerações, de uma pedagogia que, de fato, seja antirracista, que leve informação aos jogadores da base, com palestras sobre racismo, e que os clubes atuem junto aos torcedores. Precisamos de políticas permanentes de luta contra o racismo, o machismo e a LGBTfobia”, completou o historiador.

Mas, afinal, Barbosa recebeu um pedido de desculpas? Para Santana, o reconhecimento em vida foi menor do que merecia o goleiro, ídolo do Vasco, que faleceu em 7 de abril de 2000, aos 79 anos, em Praia Grande (SP), por conta de uma parada cardiorrespiratória.

“Acredito que um dia ele teve figuras, teve pessoas, que buscaram trazer um outro olhar sobre 1950, mas acho que [ficou aquém] no sentido macro, de instituições que poderiam cumprir esse papel, e aí falo da CBF, do Governo brasileiro, de instituições que poderiam fazer ações com o Barbosa e todos os vice-campeões, de valorizar a primeira vez que o Brasil esteve perto de conquistar uma Copa do Mundo. [O Mundial de] 2014, talvez, seja o que chegou mais perto [de um pedido de desculpas]. O Diário de Pernambuco fez uma capa [com a manchete ‘Descanse em paz, Barbosa’] depois de o Brasil tomar de 7 a 1 da Alemanha”, concluiu o escritor.

Virada Sustentável movimenta São Paulo

A Praça das Artes e o Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, recebem neste fim de semana – dias 17 e 18 – a segunda edição da Virada ODS, considerado o maior evento do mundo. A meta é popularizar, promover e destacar a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Para participar, o cadastro deve ser feito no site.  Menores de 16 anos só entrarão acompanhados dos pais. Mais informações aqui.

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Da programação organizada pela prefeitura de São Paulo, constam palestras com personalidades e especialistas nacionais e internacionais, feira de expositores, atividades culturais, educativas, hackathon e festival de música.

Com premiação de R$ 30 mil, Hackathon Virada ODS propõe a criação de soluções para Agenda 2030 da ONU. A maratona hacker gira em torno de sete eixos prioritários: Mudanças Climáticas; Combate ao racismo; Saúde mental; ESG; Acessibilidade e inclusão; Democracia e desigualdades; e população em situação de rua e população imigrante e refugiada. Local: Centro de Inovação Verde Bruno Covas – Hub Green Sampa (R. Sumidouro, 580 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05428-070)

Confira outros destaques

Dia 17 – sábado

Shows na Virada

Local: Vale do Anhangabaú (R. Vitória – Centro Histórico de São Paulo)

Faixa etária: Livre

Ingressos: Credenciamento prévio

11h – Eranko – Circo de Ébanos

14h – Circo em Ciclos

19h – DJ Vivian Reis

Palestras

Rodada de prefeitos: acelerando a implementação da Agenda 2030 – Instituto Cidades Sustentáveis

Horário: das 10h às 12h

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes (Av. São João, 281 – Centro Histórico de São Paulo

Mudanças climáticas

Horário: das 14h às 15h30

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes (Av. São João, 281 – São Paulo

Mediadora: Maristela Baioni – Representante Residente Assistente para Programa do PNUD Brasil

Carlos Nobre – Climatologista e cientista

Mundano – Ativista brasileiro

Daniela Chiaretti – Jornalista – Valor Econômico

Acessibilidade e Inclusão

Horário: das 16h às 17h30

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes (Av. São João, 281 – São Paulo

Mediadora: Silvia Grecco – Secretária municipal da Pessoa com Deficiência

Carolina Ignara– Diretora e fundadora do Grupo Talento Incluir

Andréa Werner – deputada estadual

Wolf Kos – Fundador do Instituto Olga Kos

Ivan Baron – Influenciador digital

Palco externo

A Agenda 2030 no Instituto Federal de São Paulo

Horário: 10h

Apresentação de trabalhos relacionados à Educação de Trânsito, aos Programas de Segurança Viária e ao plano Cicloviario

Horário: 10h40

Programa de Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS)

Horário: 11h20

Programa Reencontro

Horário: 12h

ESG (Environmental, Social and Governance)

Horário: 12h40

Cooperando para o Futuro

Horário: 13h20

Representatividade Importa

Horário: 14h

Bate-papo com as aceleradas no programa Green Sampa

Horário: 14h40

A apresentação das políticas públicas sustentáveis e voltadas para smart cities da Secretaria Municipal das Subprefeituras – Alexandre Modonezi

Horário: 15h20

Projetos estratégicos com foco na redução das desigualdades

Horário: 16h

A Nutrição e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU – ODS

Horário: 16h40

Orçamento Cidadão

Horário: 17h20

Dia 18/06

Shows na virada

Local: Vale do Anhangabaú (R. Vitória – Centro Histórico de São Paulo

Faixa etária: Livre

Ingressos: Credenciamento prévio

11h – Caminhos da Saracura

14h – Nativos

18h – Francisco El Hombre

19h – Familia Triplice

Palestras

Combate ao racismo e xenofobia

Horário: das 10h às 12h

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes (Av. São João, 281 – São Paulo

Mediadora: Elisa Lucas – Secretaria-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania

Hortense Mbuyi – Membro titular no Conselho Municipal de Imigrantes de São Paulo

Liliana Jubilut – Doutora e mestre em Direito Internacional

Débora Maria da Silva – Ativista de direitos humanos e principal líder do movimento Mães de Maio

Ismália Afonso da Silva – Analista de programa de Gênero e Raça do PNUD Brasil

Marcelo Haydu – co-fundador do Instituto Adus

População em situação de rua

Horário: das 14h às 15h30

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes (Av. São João, 281 – São Paulo

Mediador: Carlos Bezerra Júnior – secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social

Ricardo Nunes –

Prefeito Miguel Prieto Vallejos, da Ciudad Del Este

Darcy da Silva Costa – Coordenador do Movimento Nacional da População de Rua

Prêmio Impactos Positivos

Horário: das 15h40 às 15h55

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes (Av. São João, 281 – São Paulo

ESG e ODS: Governança para a sustentabilidade

Horário: das 16h às 17h30

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes (Av. São João, 281 – São Paulo

Mediador: Daniel Falcão – Controlador Geral do município

Cris Monteiro – Vereadora de São Paulo

Cristiano Prado – Líder da Unidade de Desenvolvimento Socioeconômico Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  – PNUD

Renan Morgado – Gerente de Programas da Transparência Internacional

Rodrigo Oliveira – Especialista em economia circular e representante da organização Green Mining

Gabriela Prioli – Influenciadora digital, comentarista política e apresentadora de TV

Palco externo

Sustentabilidade nas Construções

Horário: 10h

Dia Internacional do Piquenique

Horário: 10h40

Parceria: Secretaria Municipais de Direitos Humanos e Cidadania

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU  ODS 10 – Redução das Desigualdades e as políticas públicas da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência

Horário: 11h20

Programa Vai de Roteiro – que oferece guias gratuitos pelos pontos turísticos da cidade

Horário: 12h

Parceria: Secretaria Municipal de Turismo

Projetar animação do PlanClima aos visitantes

Horário: 12h40

Sampa+Rural

Horário: 13h20

A Participação Social e Os Instrumentos Normativos: Ferramentas de Transformação do Centro de SP

Horário: 14h

Apresentação das campanhas Ponto Final ao Abuso Sexual e Ponto Final ao Racismo

Horário: 14h40

Resultados da Pesquisa, Ensino e Extensão – Inserção dos ODS em cursos de engenharia, horta urbana e “Desafios ODS”

Horário: 15h20

Direito de acesso à Justiça

Horário: 16h

Extensão e Responsabilidade Socioambiental

Horário: 16h40

Desafios e Ações para uma Gestão Pública eficiente, transparente e sustentável

Horário: 17h20

Em jogo marcado por manifestações antirracistas, Brasil enfrenta Guiné

Em uma partida marcada pelas manifestações de combate ao racismo, a seleção brasileira enfrenta Guiné em partida amistosa disputada, a partir das 16h30 (horário de Brasília) de sábado (17), no estádio Cornellà-El Prat, que pertence ao Espanyol, em Barcelona (Espanha). A Rádio Nacional transmite o confronto ao vivo.

Em seu primeiro jogo após o atacante Vinicius Júnior ser vítima de agressões racistas em jogo do Campeonato Espanhol entre Real Madrid e Valencia no Estádio Mestalla, a equipe masculina de futebol do Brasil entrará em campo, pela primeira vez em 109 anos de história, com uniforme totalmente preto. A iniciativa da CBF faz parte de uma série de ações organizadas para combater o racismo.

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A seleção atuará durante todo o primeiro tempo do jogo contra Guiné com a camisa preta. Após o intervalo, a equipe comandada interinamente por Ramon Menezes jogará com a camisa amarela, que também fará alusão à luta contra o racismo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Além de ser uma oportunidade de se posicionar publicamente contra o racismo, o jogo servirá também para a seleção buscar a sua primeira vitória desde a disputa da Copa do Mundo de 2022. Após a eliminação do Mundial disputado no Catar (nas quartas de final após derrota para a Croácia) a equipe teve apenas um compromisso, um amistoso contra o Marrocos disputado em Tânger que terminou com vitória dos donos da casa por 2 a 1.

Isso fez com que o técnico Ramon Menezes afirmasse, em entrevista coletiva concedida na última sexta-feira (16), que deseja que o Brasil volte a triunfar e a apresentar um bom futebol: “Que o Brasil volte a vencer, volte a jogar bem e a ter o controle das ações, como já faz parte da tradição da seleção, que também é forte na parte defensiva”.

Para alcançar este objetivo o treinador deve mandar a campo uma equipe formada por uma mescla de jogadores que estiveram no Catar com atletas que estão recebendo oportunidades, alguns a primeira, na equipe canarinho. Os que receberam a primeira convocação são Ayrton Lucas (Flamengo), Vanderson (Monaco, da França), Joelinton (Newcastle, da Inglaterra) e Robert Renan (Zenit, da Rússia).

A expectativa é de que Richarlison seja mantido na posição de centroavante titular mesmo vivendo um momento de baixa produtividade no Tottenham (Inglaterra). Já o lateral Ayrton Lucas e o meio-campista Joelinton devem receber uma oportunidade no time titular. Porém, o destaque fica com Vinícius Júnior. O atacante, que é considerado por muitos o melhor jogador brasileiro em atividade no momento, usará a camisa 10 nos amistosos contra Guiné e Senegal.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Uma dúvida está no gol, onde o goleiro Alisson sentiu dores no quinto dedo da mão esquerda e passará por avaliação para ser definido se tem condições de jogo. Caso o goleiro do Liverpool (Inglaterra) não atue, Weverton, do Palmeiras, começa como titular.

Com isso, a seleção brasileira deve ir a campo com: Alisson (Weverton); Danilo, Éder Militão, Marquinhos e Ayrton Lucas; Casemiro, Joelinton e Lucas Paquetá; Rodrygo, Vinicius Júnior e Richarlison.

Já a seleção de Guiné deposita sua confiança em dois jogadores que atuam em ligas de grande apelo da Europa: o meio-campista Naby Keita, que acaba de trocar o Liverpool pelo Werder Bremen (Alemanha), e o atacante Guirassy, do Stuttgart (Alemanha). A equipe africana vem de uma derrota para o Egito, por 2 a 1, pelas Eliminatórias da Copa Africana de Nações.

Após a partida contra Guiné, a seleção brasileira segue para Portugal, onde enfrenta Senegal, em Lisboa, na próxima terça-feira (20) no estádio José Alvalade.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Brasil e Guiné com a narração de André Marques, comentários de Mario Silva, reportagem de Rafael Monteiro e plantão de Rodrigo Campos. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

* Colaboração de Pedro Dabés (estagiário) sob supervisão de Paulo Garritano.

MP abre procedimento para apurar possível risco em barragem de MG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou nesta sexta-feira (16) um procedimento administrativo com a finalidade de avaliar as condições de segurança e estabilidade da Barragem D4 da empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB), instalada na cidade de Caldas. A Promotoria de Justiça da Comarca da cidade, responsável pelo caso, acionou técnicos da Defesa Civil estadual e municipal, além da Agência Nacional de Mineração (ANM) e a Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), com a finalidade de apurar as causas da elevação do nível de emergência da barragem e adotar medidas necessárias para controlar as anomalias e resgatar a segurança para a área.

A estrutura de contenção de urânio e outros materiais radioativos, que até então possuía declaração de condição de estabilidade, foi elevada para o Nível 1 de emergência no dia 7 deste mês. A barragem D4 integra uma mina de exploração de urânio desativada em 1995. O processo de descomissionamento da unidade está em andamento.

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Em sua página, a Agência Nacional de Mineração (ANM), informou que a Barragem D4 da Unidade em Descomissionamento de Caldas (UDC), está enquadrada no nível 1 de emergência, o menor na escala de três níveis.

De acordo com a estatal, a D4 foi construída como bacia de decantação, mas que recentemente, devido à mudança nos regulamentos dos órgãos fiscalizadores foi reclassificada como uma barragem. A aplicação desses critérios aos dados das duas barragens da INB em Caldas resultou no enquadramento no nível 1 de emergência. “A INB reforça que não houve nenhuma ocorrência nessas barragens, apenas a mudança quanto ao órgão fiscalizador e as adequações a essas classificações e documentações”, afirmou.

As barragens são permanentemente monitoradas. De acordo com o Plano de Ação de Emergência (PAE), que faz parte do Plano de Segurança de Barragem (PSB), os órgãos de segurança devem ser avisados, o que foi realizado através de ofício.

Casos de síndrome respiratória grave estão em queda, aponta Fiocruz

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em queda nas tendências de longo prazo nas últimas seis semanas e de curto prazo, que envolvem as últimas 3 semanas. É o que informa o boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em alguns estados, há crescimento nas crianças do vírus sincicial respiratório, sendo responsável pelo aumento dos casos nessa faixa etária. O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe aponta que a redução dos casos acontece principalmente das regiões Centro-Sul, com queda ou interrupção do crescimento de SRAG.

Já as regiões Norte e Nordeste do país apresentam sinais de crescimento da síndrome respiratória em diversos estados. Oito estados e nove capitais apresentam indícios de crescimento na tendência de longo prazo, com o aumento de casos associados ao vírus influenza A, sendo majoritariamente H1N1.

Os oito estados que apresentam sinal de crescimento são: Acre, Alagoas, Amapá, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. Em cinco, Acre, Amapá, Pará, Rio Grande do Norte e Roraima, o crescimento recente está associado às crianças.

Nos estados de Alagoas, Paraíba e Sergipe, além das crianças, é possível observar aumento em faixas etárias da população adulta, principalmente em idades mais avançadas.

Capitais

Nove capitais apresentam sinal de crescimento da síndrome respiratória: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES). Na maioria, o sinal está presente sobretudo nas crianças.

AGU volta a contestar participação acionária da União na Eletrobras

A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou nova manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para defender a suspensão de dispositivos da Lei 14.182 de 2021, norma que autorizou a privatização da Eletrobras, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro. 

No documento enviado nesta quinta-feira (15) ao Supremo, o órgão diz que um grupo minoritário, que detém 0,05% das ações da Eletrobras, indicou três representantes para o Conselho de Administração, enquanto a União, dona de 42% das ações, não fez nenhuma indicação.

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Com base nas argumentações, a AGU voltou a defender a concessão de liminar para suspender o modelo criado pela privatização da companhia, que reduziu participação da União nas votações do conselho da empresa. A lei proibiu que acionista ou grupo de acionistas exerçam poder de voto maior que 10% da quantidade de ações.

“O risco e a urgência necessários ao deferimento da medida cautelar foram devidamente demonstrados, seja em razão dos graves obstáculos que a União vem sofrendo na gestão da empresa, seja devido ao elevado investimento público ainda existente na Eletrobras, empresa que possui atuação imprescindível e estratégica no setor energético nacional”, diz a manifestação.

O modelo de participação acionária é contestado por ação direta de inconstitucionalidade protocolada no início do mês passado.

A AGU ressalta que o objetivo da ação não é reestatizar a Eletrobras, mas resguardar o interesse público e os direitos de propriedade da União.

Ciclone: saiba como é o fenômeno que atinge parte do sul do Brasil

A passagem de um ciclone extratropical provocou mortes e estragos nos estados do Sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul.  

Segundo o governo gaúcho, três pessoas morreram e 11 estão desaparecidas. Mais de R$ 1 milhão serão repassados a cinco municípios gaúchos atingidos pelo mau tempo. 

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O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica que surge fora dos trópicos. É associado às frentes frias e encontrado nas médias e altas latitudes. No Hemisfério Sul, os ciclones giram no sentido dos ponteiros dos relógios, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).  

O ciclone que atingiu o sul do país – associado a uma frente fria – formou-se no Oceano Atlântico no decorrer da semana. A área de baixa pressão nos médios e altos níveis da atmosfera potencializou a formação do ciclone em terra, transportando a umidade do oceano para o continente.  

O que provoca? 

Quando o ciclone se aproxima do continente, aumenta a possiblidade de danos, com deslizamentos e chuvas e ventos fortes. “Isso que traz risco maior, com previsão de chuva excessiva, acumulados muito altos e ventos fortes”, explica a meteorologista Estael Sias, em vídeo publicado no canal da MetSul, plataforma com conteúdo meteorológico.  

Para se ter uma ideia, as rajadas de vento superam 80 km/h na Região Sul, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet. Os volumes de chuva ultrapassam 100 milímetros (mm) em 24 horas. Além dos estados do sul, o fenômeno atingiu também áreas do estado de São Paulo.  

Danos

O ciclone extratropical que afetou a região sul do país nesta quinta-feira (15) – acompanhado de uma frente fria – provocou a morte de uma pessoa em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e vários estragos em  outras cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, grandes volumes de chuva vão atingir ainda neste fim de semana o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em São Paulo, o acúmulo de chuva deve se concentrar, principalmente, no Vale da Ribeira, com volumes superiores a 100 milímetros (mm) em 24 horas.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou hoje o repasse de R$ 1,1 milhão para cinco municípios atingidos pelo ciclone extratropical. Por meio de sua conta no Twitter, ele explicou que os recursos são resíduos do total destinado a uma outra emergência climática que ocorreu em março no estado.

Leite aproveitou para alertar sobre a previsão de mais chuvas ao longo do dia e assegurou que o governo está mobilizado para atender a situação. As cidades mais atingidas foram Itati, Dom Pedro de Alcântara, Maquiné, Moinhos do Sul e Três Forquilhas, no litoral norte do Rio Grande do Sul.

Capital

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, mobilizou equipes de emergência da prefeitura no atendimento dos problemas provocados pelo temporal. Em suas redes sociais, ele pediu aos moradores da cidade que evitem sair de casa. Desde quinta-feira, o ciclone extratropical que passa pelo Rio Grande do Sul trouxe chuvas fortes e ventos intensos para Porto Alegre e outras cidades. “A quem tiver possibilidade, apelamos para que evite sair de casa devido aos transtornos provocados pelo ciclone”, apelou.

Ao todo, 146 pontos da capital foram atingidos pelo temporal e fortes ventos que derrubaram mais de 100 árvores, a maioria sobre a rede de alta tensão. A prioridade é atender casos onde há obstrução de vias, entradas de imóveis e situações de risco.

Muitas ocorrências precisam ser atendidas em conjunto com a companhia de energia elétrica para que seja feito o manejo de árvores presas à rede elétrica. Muitos bairros permanecem sem luz. Hoje, houve 65 ocorrências com bloqueio total das vias públicas ocasionadas por queda de árvores, postes de iluminação ou acúmulo de água em razão do temporal que atingiu Porto Alegre. Dezenas de sinais de trânsito também foram danificados pelos ventos. As zonas sul e norte da capital são as regiões mais afetadas. A Defesa Civil presta auxílio às famílias desalojadas, atendidas em ginásios da prefeitura. Foram entregues agasalhos e peças de higiene pessoal aos desabrigados.

Ao todo, 11 unidades de saúde estão fechadas em consequência do temporal: Jardim das Palmeiras, Morro dos Sargentos, Lami, Paulo Viaro, Laranjeiras, Esperança Cordeiro, Vila Elizabeth, Ilha da Pintada, Ipanema, Farrapos e Ponta Grossa.

Santa Catarina

O ciclone extratropical está próximo aos litorais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e se desloca em direção ao alto-mar, o que ainda causa rajadas de ventos no sul do estado, com direção oeste e rajadas pontuais entre 50 e 70 km/h. A tendência é que, com o afastamento do ciclone, os ventos enfraqueçam nas próximas horas.

Praia Grande

Os bombeiros de Santa Catarina, após 18 horas de trabalhos, desmobilizaram as equipes que estavam atuando em Praia Grande. Eles retiraram famílias das residências atingidas pelas chuvas das últimas horas. Segundo a prefeitura, 60 pessoas ficaram desalojadas e foram encaminhadas para um ginásio municipal.

No momento, a situação dos rios está normalizada e as famílias retornaram para suas casas. “Nossa prioridade foi mobilizar os bombeiros no resgate de maior número de vítimas possíveis e encaminhar para os abrigos disponibilizados pela prefeitura. Com o empenho de todos, conseguimos atender os que precisaram dos nossos serviços”, informou o comandante do 4º batalhão, tenente-coronel Henrique da Silveira.

Ressaca do mar

Até o final da noite de hoje, as equipes de resgate estão de prontidão porque, mesmo se afastando da costa, o ciclone ainda pode provocar mais chuvas e ventos fortes.  

São esperadas rajadas acima de 70 km/h na faixa leste do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Ainda há a possibilidade de mais transtornos como queda de árvores e postes de energia, além do destelhamento de casas no litoral.

O alerta de ressaca do mar emitido pela Marinha informa que as ondas estão com 3,5 metros de altura entre o Rio Grande do Sul e Florianópolis. Somente na tarde deste sábado (17) é que o mar deve diminuir de intensidade.

Brasil inicia Pan-Americano de esgrima com duas medalhas de bronze

O Brasil garantiu duas medalhas no primeiro dia de disputas do Campeonato Pan-Americano de esgrima, que está sendo disputado no Velódromo Poliesportivo Videna, em Lima (Peru). Na última quinta-feira (15), a espadista Nathalie Moellhausen e o floretista Guilherme Toldo conquistaram a medalha de bronze individual em suas respectivas provas.

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Após somar quatro vitórias e duas derrotas na etapa inicial da competição, Nathalie avançou direto ao quadro de 32 na fase eliminatória, onde derrotou a peruana Cynthia Roldan (15 a 3). No quadro de 16, ela superou a venezuelana Lizzie Asis por 15 toques a 10. Nas quartas de final a brasileira venceu a mexicana Maria Fernanda Morales por 15 a 13. A brasileira interrompeu sua participação nas semifinais, etapa na qual foi superada pela paraguaia Montserrat Viveros por 15 a 14.

Já Toldo foi o terceiro melhor classificado na pule (critérios de desempate) após vencer seus cinco jogos. Assim ele avançou direto para o quadro de 32, fase na qual despachou o canadense Bogdan Hamilton por 15 a 5. Nas oitavas derrotou o colombiano David Ospina por 15 a 11, enquanto nas quartas eliminou o mexicano Diego Cervantes, após triunfo de 15 a 6. O brasileiro parou apenas nas semifinais, quando perdeu do norte-americano Nick Itkin por 15 a 7.

O Campeonato Pan-Americano de esgrima pode ser considerada uma escala importante na caminhada rumo à próxima edição dos Jogos Olímpicos. A competição oferece importantes pontos para o ranking que determina os classificados para Paris 2024.

Problemas estruturais distanciam alunos do Enem, dizem especialistas

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, terminam nesta sexta-feira (16). E, embora o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ainda não tenha dado detalhes sobre o número de pessoas que se inscreveram para as provas deste ano, a tendência nos últimos anos foi de redução.

O total de pessoas inscritas para o Enem vem caindo desde 2017, mas o recuo se intensificou nos últimos anos. O recorde de inscritos foi em 2014, quando mais de 8,7 milhões de pessoas se candidataram para fazer as provas. Em 2017, mais de 6,1 milhões de pessoas se inscreveram. Mas, em 2022 esse número caiu para quase a metade, com pouco mais de 3,3 milhões de candidatos.

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Agravado pela pandemia do novo coronavírus, o ano de 2021 foi o que apresentou o menor interesse pelo Enem desde 2005, com apenas 3,1 milhões de inscritos. O total foi inferior até ao ano de 2009, quando o exame passou a permitir a entrada na maioria das faculdades. Antes disso, o Enem era feito apenas para testar os conhecimentos dos concluintes do ensino médio.

Afastamento

Vários fatores podem explicar o que tem afastado os jovens e adultos do Enem. Mas, com certeza isso não se deve a um fator subjetivo, disse a professora da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ana Karina Brenner.

“É uma questão multifatorial e estrutural. Vem caindo desde 2015, mas recuou mais acentuadamente a partir de 2017, quando o Enem deixou de ter a dupla função que ele tinha: de avaliador que pontuava para dar ingresso ao ensino superior e também de certificador de conclusão do ensino médio. Tinha muita gente que se inscrevia para fazer o Enem não porque estava disputando uma vaga no ensino superior, mas porque estava tentando se certificar para o ensino médio, que era um diploma importante para abrir portas para o mercado de trabalho”, explicou Ana Karina, em entrevista à Agência Brasil.

Mas, além da perda de sua função de certificador do ensino médio, outros fatores ajudam a explicar o aumento do desinteresse dos jovens e adultos pelo Enem. E um desses fatores é a dificuldade desses jovens conseguirem concluir o ensino médio.

“Para fazer o Enem é preciso ter concluído o ensino médio. Os dados da Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio] mostram que a gente ainda tem um problema sério na produção de conclusão do ensino médio”, afirmou ela.

Renda

Acrescentou que outro problema apresentado nos últimos anos é que muitos jovens concluem o ensino médio, porém, não fazem imediatamente o Enem: deixam para algum tempo depois.

“Alguns consideram muito difícil fazer a imediata transição entre ensino médio para a universidade. Então, deixam o Enem para mais tarde. Não se sentem preparados para enfrentar o Enem quando concluem o ensino médio. E acham que vão precisar de mais tempo com formações complementares e estudo adicional, até que consigam enfrentar essa prova”, destacou.

Essa postergação do Enem se relaciona também a outro grave problema: muitos jovens precisam abandonar os estudos para obter renda imediata para sobrevivência.

“Há questões de qualidade de formação do ensino médio, tem o fim da dupla função do Enem em não ser mais um certificador, mas também tem falta de apoio às trajetórias juvenis na produção de sucesso escolar e de conseguir transitar para a vida adulta, conseguindo se sustentar e estudar ao mesmo tempo. A dimensão de estudo e trabalho simultâneos é muito presente para os jovens”, explicou Ana Karina.

“O trabalho é tanto produtor de renda para sobreviver como também tem dimensão formativa. Então, o trabalho é desejado por muitos jovens e, um problema importante é que, para muitos, o trabalho impede o estudo. Então, a necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família muitas vezes acaba impedindo a continuidade dos estudos. E há falta de políticas de apoio a essas trajetórias que permitam a ele [jovem] estudar sem ser disputado integralmente pelo mundo do trabalho, o que acaba atrasando ou impedindo que ele chegue ao ensino superior”, arrematou ela.

Problema esse que tem afetado principalmente a população mais vulnerável, destacou o frei David Santos, diretor executivo da Educafro Brasil, também em entrevista à Agência Brasil.

“Vários fatores explicam a queda nas inscrições do Enem. Mas o fator que mais me preocupa é que todos os jovens que foram motivados a entrar nas universidades por meio de cotas para negros, brancos pobres, indígenas e quilombolas, entram com grande entusiasmo. Acontece que o governo, que tinha prometido lançar programas de bolsa moradia e de bolsa alimentação para todos os [estudantes] pobres que ganhassem até um salário-mínimo e meio por renda per capita, não cumpriu”, observou ele.

“Nas minhas andanças pelas universidades do Brasil, descobri algo espantoso: de cada 100 jovens afro-brasileiros que entraram nas universidades até 2019, 30 tinham abandonado [os estudos] por falta de bolsas moradia e alimentação. Com a pandemia, nossa estimativa hoje é ainda maior, de que mais de 60 deles já tenham abandonado a universidade”, lamentou o frei.

“O jovem que sai da sua casa feliz para vencer e volta arrasado, [ele] gera em todo o seu ciclo de convívio total [descrédito]. Por isso, estamos apelando ao governo federal para garantir que todo jovem [vulnerável] que entre em uma universidade federal tenha bolsa moradia e bolsa alimentação para dar conta de manter o estudo e de melhorar o Brasil. O Brasil não vai ser melhor se não tiver jovens se formando”, disse ele.

Pandemia

Todos esses problemas estruturais ainda foram agravados por uma pandemia do novo coronavírus. “A pandemia aprofundou a dificuldade de conclusão do ensino médio com o momento da inscrição do Enem e aprofundou dificuldades da formação”, salientou Ana Karina.

“Tem outro dado importante de ser observado que é o fato de o MEC [Ministério da Educação] ter instituído uma punição nos anos de pandemia para quem faltasse à prova. Quem faltasse ao Enem, no ano seguinte não teria direito à isenção da taxa de inscrição. Mesmo que essa punição agora não exista mais, pode estar ainda presente no imaginário dos jovens de que eles não têm direito à isenção por terem faltado e precisariam pagar pelo exame, mesmo sem ter dinheiro para pagar”, argumentou ela.

A tudo isso, destacou Ana Karina, ainda se somam uma crise econômica e uma reforma do ensino médio que foi “nefasta. O mundo de maiores incertezas vai também produzindo dificuldades nos jovens de pensar no futuro e imaginar as possibilidades de suas escolhas. Com a crise econômica, isso fica ainda mais difícil. ‘O que eu vou estudar e que vai me dar possibilidades de efetivamente ter um trabalho que me sustente?”, questionou.

Esperança

Para a educadora, mudanças são necessárias para que os jovens voltem a se interessar pelo Enem. “Precisamos oferecer esperança aos jovens. Tem muito de estrutural na impossibilidade de se inscrever no Enem. Não é subjetivo. É muito difícil enfrentar essa prova de vida”, assegurou.

“A Educafro [Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes] faz uma tremenda campanha para motivar a juventude a se inscrever no Enem. Mas o índice de retorno é muito pequeno porque eles não estão acreditando que o Enem será a porta do sucesso como é a imagem vendida para a classe média. Para a classe média, o Enem está perfeito: é realmente a porta de sucesso e dá acesso a uma universidade gratuita. Para o pobre não está sendo. Estou em negociação com o ministério [da Educação], por exemplo, para que este ano seja a última vez em que o período de isenção da taxa de Enem seja diferente do período de quem pode pagar. O MEC joga o período de isenção bem mais cedo. E a imprensa faz propaganda quase zero sobre esse período de isenção”, reclamou frei David.

Para ambos, os jovens precisam ter esperanças de mudanças, esperanças na construção de um futuro melhor, para voltar a se interessar pelo Enem e pelo ensino superior.

“Os jovens precisam ter novas esperanças sobre possibilidades positivas de futuro. As escolas estaduais precisam ajudar os jovens a chegar ao Enem, a encontrar o Enem e fazer a vinculação entre a conclusão do ensino médio com a inscrição ao Enem e dar suporte para o enfrentamento dessa prova. Temos no Brasil uma dinâmica de pouco apoio de políticas públicas aos jovens e suas famílias e, portanto, o custo de enfrentamento aos desafios da vida é muito alto para as famílias. As famílias estão muito sozinhas na garantia das possibilidades de chegar a novas etapas da vida e de enfrentar os riscos e os custos dessas novas etapas da vida”, finalizou Ana Karina.

SP confirma dois novos casos de febre maculosa no estado

O Centro de Vigilância Epidemiológica do estado de São Paulo confirmou nesta sexta-feira (16) dois novos casos de febre maculosa no estado paulista. Com isso, o estado registra 19 casos da doença em 2023, com nove óbitos.

Um dos novos diagnósticos se refere a uma mulher de 38 anos que esteve recentemente na Fazenda Santa Margarida, região rural de Campinas (SP), onde foi detectado um surto de febre maculosa que já levou a morte quatro pessoas que estiveram no local. Essa paciente, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, está internada na cidade de Campinas.

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O outro caso se refere a uma moradora da cidade de Americana, de 58 anos, que faleceu no dia 8 de junho e que não tinha relação com o surto que foi identificado na Fazenda Santa Margarida. A secretaria está investigando o provável local dessa infecção.

Também conhecida como doença do carrapato, a febre maculosa é uma infecção febril de gravidade variável, com elevada taxa de letalidade. Causada por uma bactéria do gênero Rickettsia é transmitida pela picada do carrapato. Ela não é transmitida de pessoa para pessoa.

A secretaria alerta para que quem esteve na Fazenda Santa Margarida entre os dias 27 de maio e 11 de junho e apresente febre, dor e manchas vermelhas pelo corpo, dor de cabeça, procure imediatamente o atendimento médico, informando que esteve nessa região.

Fazenda

Por nota à imprensa, a Fazenda Santa Margarida disse lamentar profundamente os casos de febre maculosa que foram transmitidos em sua sede e que se solidariza com a dor e o sentimento dos familiares e amigos de vítimas dessa doença. “Vale destacar que a Fazenda Santa Margarida realiza eventos há mais de vinte anos no mesmo lugar e, conforme amplamente já divulgado, nunca houve qualquer relato de casos ou de suspeita de febre maculosa entre nossos visitantes, colaboradores e terceirizados”, manifestou-se, em nota.

A Fazenda Santa Margarida informou ter elaborado um plano para evitar a transmissão da doença. “Hoje, a Fazenda Santa Margarida protocolou na Prefeitura Municipal de Campinas o Plano de Ação de Contingenciamento Ambiental e de Comunicação para Mitigação de Riscos de Parasitismo e Transmissão de FMB [febre maculosa brasileira]. Tão logo a prefeitura aprove as ações, a Fazenda Santa Margarida fará a divulgação dos principais pontos do documento. Este plano foi elaborado com o objetivo de atender às exigências do parecer técnico bem como de estabelecer diretrizes e medidas preventivas eficazes para garantir a segurança dos participantes, equipe e visitantes em eventos realizados na Fazenda Santa Margarida”, diz a nota.

SP: vereadores propõem lei que dará passe livre para baixa renda

Vereadores da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo protocolaram projeto de lei (PL) que concede o passe livre no transporte coletivo público da cidade às pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e desempregados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O PL, apresentado na quinta-feira (15), recebeu o número 340/2023. 

“A presente lei autoriza o Poder Executivo instituir o programa de Vale Transporte Social para a população de baixa renda e aos desempregados, com o objetivo de assegurar o transporte público coletivo gratuito no município de São Paulo”, diz o Artigo 1º do projeto.

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Segundo a proposta, o programa consiste na oferta gratuita mensal de créditos de passagens aos beneficiários, no valor mínimo de 44 tarifas vigentes do transporte coletivo municipal. “A quantidade de créditos de passagens fornecidos mensalmente será equivalente a, pelo menos, quarenta e quatro viagens”, diz o texto do PL. Os beneficiários, no entanto, precisarão comprovar residência na cidade de São Paulo.

O PL foi apresentado conjuntamente pelos nove integrantes da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara: Jair Tatto (PT), Isac Félix (PL), Atílio Francisco (Republicanos), Cris Monteiro (Novo), Sidney Cruz (Solidariedade), Paulo Frange (PTB), Rinaldi Digilio (União Brasil), Roberto Tripoli (PV) e Rute Costa (PSDB).

Na semana passada, o presidente da subcomissão da Tarifa Zero na Câmara dos Vereadores, Paulo Frange, disse que a intenção da administração municipal é implementar gradativamente o passe livre, iniciando pelas pessoas que serão atendidas pela lei proposta agora.

 “Estamos acreditando que a gradualidade, sim, é possível. São Paulo tem saúde financeira para isso neste momento”, afirmou Frange. Segundo o vereador, o financiamento do sistema não será feito com aumento ou criação de taxas ou contribuições.

O CadÚnico, que é usado para mapear famílias de baixa renda no país, também identifica pessoas que podem ser beneficiadas em diversos programas sociais.

Ramon Menezes diz esperar Brasil vitorioso diante da Guiné

Um dia antes do primeiro dos amistosos da seleção brasileira na Data Fifa de junho, contra a Guiné, o técnico interino da equipe, Ramon Menezes, concedeu uma entrevista coletiva, nesta sexta-feira (16), em Barcelona (Espanha), na qual expressou seu desejo de que o Brasil volte a triunfar e a apresentar um bom futebol.

“Que o Brasil volte a vencer, volte a jogar bem e a ter o controle das ações, como já faz parte da tradição da seleção, que também é forte na parte defensiva”, declarou o treinador. Sob seu comando a equipe canarinho disputou o único jogo após a desclassificação da Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar. Foi um amistoso contra o Marrocos disputado em Tânger que terminou com vitória dos donos da casa por 2 a 1.

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Agora, após cinco dias de treinos em solo espanhol, Ramon Menezes disse que espera contribuir com a seleção, que ainda aguarda a definição do nome do seu novo comandante, em um jogo que ele entende não ser fácil: “[Guiné] é uma equipe muito forte fisicamente, com uma transição ofensiva muito boa”.

Na coletiva o treinador também falou do interesse da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de trazer o técnico italiano Carlo Ancelotti para o comando da seleção brasileira: “É um grandíssimo treinador. Mas, da minha parte, já falei um pouco. Vamos esperar o que vai acontecer. Estou concentrado nestes dois jogos”.

O Brasil enfrenta a seleção de Guiné a partir das 16h30 (horário de Brasília) de sábado (17), no estádio Cornellà-El Prat, que pertence ao Espanyol, em Barcelona. Depois a equipe segue para Portugal, onde enfrenta Senegal, em Lisboa, na próxima terça-feira (20), no estádio José Alvalade.

Montadoras incluem mais veículos em programa de compras com desconto

O programa de compra de veículos com desconto terá mais um modelo e 33 versões de carros incluídos pelas montadoras, anunciou nesta sexta-feira (16) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A pasta divulgou uma nova atualização da lista de carros que terão descontos.

Com as inclusões, o programa subsidia a compra de 266 versões de 32 modelos de carros, de nove montadoras: Renault, Volks, Toyota, Hyundai, Nissan, Honda, GM, Fiat e Peugeot. A nova versão da lista pode ser acessada no site do governo.

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O MDIC informou que duas montadoras pediram créditos tributários adicionais de R$ 10 milhões cada uma. O montante de créditos destinado a veículos subiu de R$ 150 milhões para R$ 170 milhões, o equivalente a 34% do orçamento de R$ 500 milhões para a modalidade de carros.

Ônibus e caminhões

Em relação aos ônibus, vans e caminhões, não houve alterações nos veículos inscritos nem nos créditos pedidos. Na última quarta-feira (14), o MDIC divulgou que dez montadoras de caminhões aderiram ao programa para renovação de frotas, somando um volume de descontos de R$ 100 milhões, equivalente a 14% do teto de R$ 700 milhões disponibilizados para essa categoria.

As fabricantes de caminhão que demonstraram interesse foram Volkswagen Truck, Mercedes-Benz, Scania, Fiat Chrysler, Peugeot Citroen, Volvo, Ford, Iveco, Mercedes-Benz Cars & Vans e Daf Caminhões.

No caso dos ônibus, nove montadoras aderiram ao programa. São elas: Mercedes-Benz, Scania, Fiat Chrysler, Mercedes-Benz Cars & Vans, Comil, Ciferal, Marcopolo, Volare e Iveco. Essas empresas pediram descontos em tributos que somam R$ 90 milhões, o equivalente a 30% do teto de R$ 300 milhões disponibilizados para as montadoras de ônibus.

Descontos

O programa para a renovação da frota será custeado por meio de créditos tributários, descontos concedidos pelo governo aos fabricantes no pagamento de tributos futuros, no total de R$ 1,5 bilhão. Em troca, a indústria automotiva comprometeu-se a repassar a diferença ao consumidor.

Está prevista a utilização de R$ 700 milhões em créditos tributários para a venda de caminhões, R$ 500 milhões para carros e R$ 300 milhões para vans e ônibus. O programa tem prazo de quatro meses, mas pode se esgotar antes, assim que acabarem os créditos tributários.

Para compensar a perda de arrecadação, o governo pretende reverter parcialmente a desoneração sobre o diesel que vigoraria até o fim do ano. Dos R$ 0,35 de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) atualmente zerados, R$ 0,11 serão reonerados em setembro, depois da noventena, prazo de 90 dias determinado pela Constituição para o aumento de contribuições federais.

Festival de circo nas unidades do Sesc em SP começa nesta sexta-feira

Doze unidades do Sesc da capital paulista e uma em Guarulhos (SP) recebem, a partir de hoje (16), a sétima edição do Festival Internacional Sesc de Circo. A programação traz seis estreias mundiais em um total de 21 espetáculos, sendo dez deles internacionais. No total, ocorrerão cerca de 40 atrações, entre espetáculos, atividades formativas e encontros entre profissionais.

Obras dos países Togo, Guiné e Hungria participarão pela primeira vez do festival, que terá ainda produções da Alemanha, Argentina, Bélgica, China, Colômbia, Estados Unidos, França, do México, Peru e Uruguai, além de apresentações de artistas brasileiros.

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As apresentações ocorrerão nas unidades do Sesc 24 de maio, Avenida Paulista, Belenzinho, Campo Limpo, Consolação, Centro de Pesquisa e Formação (CPF), Guarulhos, Ipiranga, Itaquera, Pinheiros, Pompeia, Santana e Vila Mariana.

A programação completa, que ocorrerá até o próximo dia 25, está disponível no site sescsp.org.br/circos.

Surfe: Filipe Toledo vence etapa de El Salvador do Circuito Mundial

O brasileiro Filipe Toledo conquistou nesta sexta-feira (16) o título da etapa de El Salvador do Circuito Mundial de Surfe, na praia de Punta Roca, após superar o atual líder do ranking mundial, o norte-americano Griffin Colapinto, por 17,33 a 12,10 pontos.

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A vitória teve um sabor especial para o atual campeão mundial, pois ele superou na decisão justamente o seu algoz na decisão da etapa de El Salvador no ano passado. “Temos nos encontrado em todas as finais [eles também decidiram a etapa de Sunset Beach, no Havaí, em 2023]. Tem sido divertido” declarou Filipinho, que dedicou o título à sua mãe, que faz aniversário nesta sexta: “Isso é para você, mãe. Esse é o seu presente. Amo você”.

Com a vitória em Punta Roca, Filipe Toledo assumiu a vice-liderança do rankig mundial. Esta foi a segunda etapa vencida pelo brasileiro em 2023, após o título em Sunset Beach. Agora Filipinho vai se preparar para brigar pelo título da etapa de Saquarema, no Rio de Janeiro, cuja janela de disputas é entre os dias 23 de junho e 1º de julho: “Estamos indo para o Brasil agora, para um evento que vai ser incrível, vai ser maravilhoso. Então peço a torcida de vocês, para que possamos mostrar para o mundo todo, para a WSL, para os surfistas, o quão bom é o Brasil e quão grande vai ser evento”.

Entre as mulheres a conquista foi da norte-americana Caroline Marks. A jovem de 21 anos fez uma campanha brilhante em El Salvador, deixando pelo caminho duas campeãs mundiais, a havaiana Carissa Moore nas semifinais e a australiana Tyler Wright na decisão.

Moraes retira sigilo de mensagens encontradas em celular de Mauro Cid

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta sexta-feira (16) retirar o sigilo de mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) no celular do coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após a revista Veja publicar as conversas.

De acordo com relatório de investigação da Polícia Federal, as mensagem evidenciam que Cid reuniu documentos para dar suporte jurídico à execução de um golpe de Estado.

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“O investigado compilou estudos que tratam da atuação das Forças Armadas para Garantia dos Poderes Constitucionais e GLO. Os documentos tratam da possibilidade do emprego das Forças Armadas, em caráter excepcional, destinado a assegurar o funcionamento independente e harmônico dos Poderes da União, por meio de determinação do Presidente da República”, diz o relatório.

As mensagens mostram que Cid compartilhou um documento com instruções para declaração de Estado de Sítio diante de “decisões inconstitucionais do STF”.

A PF também identificou que outro ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Luis Marcos dos Reis, frequentou o acampamento montado no ano passado em frente ao quartel do Exército em Brasília. Além disso, segundo as investigações, ele participou dos atos golpistas no dia 8 de janeiro.

“Os vídeos constantes em seu telefone celular comprovaram a participação de Luis Marcos dos Reis na tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito ocorrida no dia 8 de janeiro de 2023”, concluiu o documento.

Os documentos também mostram uma conversa entre Mauro Cid e o coronel do Exército Jean Lawand, no dia 1° de dezembro do ano passado.

“Cidão, pelo amor de Deus, faz alguma coisa. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso. O presidente [Bolsonaro] vai ser preso, E, pior, na Papuda”, escreveu Lawand.

Em seguida, Cid respondeu: “Mas, o PR não pode dar uma ordem se ele não confia no ACE [Alto Comando do Exército]”.

Cid está preso desde 3 de maio por determinação de Moraes sob a acusação de fraudar o cartão de vacinação de Bolsonaro e de seus familiares. Durante as investigações sobre o caso, a PF também encontrou as mensagens divulgadas pelo ministro. 

A defesa de Mauro Cid disse à Agência Brasil que “as manifestações defensivas” serão feitas somente no processo em andamento no STF.

A reportagem também entrou em contato com o comando do Exército e aguarda retorno.

Consulta para concessões do setor elétrico começa na próxima semana

A consulta pública para a renovação das concessões do setor elétrico será lançada na próxima semana, segundo informação divulgada nesta sexta-feira (16) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O anúncio foi feito durante Seminário Esfera RJ, na cidade do Rio de Janeiro.

Silveira explicou que a consulta está sendo discutida com o Tribunal de Contas da União (TCU).

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As primeiras concessões de distribuição de energia elétrica a vencer estão previstas para os anos de 2025 (EDP, no Espírito Santo) e de 2026 (Light e Enel, ambas no Rio de Janeiro). Até lá, o governo precisa decidir se elas serão renovadas ou se esses serviços serão relicitados.

Segundo o ministro, será preciso avaliar, entre outros pontos, a especificidade de cada área concedida. Ele citou como exemplo a Light, que distribui eletricidade para mais de 30 municípios fluminenses e que enfrenta um grave problema de furto de energia.

“Nós vamos lançar essas regras, mas não vamos poder tratar os diferentes de forma igual. Vamos ter que ser muito cuidadosos, para que a gente faça um processo que venha assegurar tranquilidade aos consumidores do país. E é evidente que temos que ser cuidadosos para não cometer injustiças.”

Silveira disse que são necessárias políticas públicas para combater as perdas técnicas que são acima da média nacional. “É fundamental para que, seja com a Light, seja com qualquer outro, o Rio possa ter uma concessão segura.”

Reservatórios

Durante o evento, o ministro afirmou também, que pela primeira vez nos últimos dez anos, o país inicia o período de seca com os reservatórios das hidrelétricas preenchidos com 86% da capacidade.

“Isso sabemos que não é suficiente para nos tranquilizar, por isso estamos debruçados com toda nossa equipe, com o ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico], com a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] para que a gente tenha um despacho de energia muito seguro”, destacou Silveira.

Para o ministro, o grande desafio é equilibrar tarifas de energia mais baratas para a população com a segurança energética.

Operação da PF na Baixada Fluminense apreende arsenal com 176 armas

A Polícia Federal (PF) divulgou o balanço da Operação Desarmada IV, deflagrada nesta quinta-feira (15) na Baixada Fluminense. Foi recolhido um arsenal com 176 armas: 99 pistolas, 25 fuzis, 21 revólveres, 12 rifles, 11 carabinas, oito espingardas calibre 12, e 528 carregadores de armas de fogo.
A Polícia Federal (PF) divulgou o balanço da Operação Desarmada IV, deflagrada nesta quinta-feira (15) na Baixada Fluminense. Foi recolhido um arsenal com 176 armas: 99 pistolas, 25 fuzis, 21 revólveres, 12 rifles, 11 carabinas, oito espingardas calibre 12, e 528 carregadores de armas de fogo. Foto: Polícia Federal/Divulgação” title=”Polícia Federal/divulgação” class=”flex-fill img-cover”>
Operação da PF na Baixada Fluminense apreende arsenal com 176 armas Polícia Federal/divulgação

“A apreensão de uma quantidade tão expressiva de material bélico é de suma importância para impedir sua introdução no mercado clandestino”, informou a PF em nota. Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão, expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu (RJ) em um depósito clandestino pertencente ao mesmo grupo alvo das etapas anteriores desta investigação.

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A primeira edição da Operação Desarmada foi deflagrada em fevereiro, quando quatro pessoas foram presas. Desde então, foram apreendidas ao todo 1.683 armas de fogo, além de dezenas de milhares de munições e acessórios. A soma das penas para os crimes de comércio ilegal de armas de fogo e de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido podem chegar a 15 anos de prisão.