Endometriose: conheça os sintomas e saiba como tratar a doença

O mês de março marca a campanha de conscientização sobre a endometriose, doença silenciosa e dolorosa que pode provocar sérias dificuldades na vida da mulher se não for diagnosticada e tratada. A doença é caracterizada por uma modificação no funcionamento normal do organismo em que as células do tecido que reveste o útero (endométrio), em vez de serem expulsas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar. Um dos sintomas é a cólica intensa durante a menstruação, que pode ser constante e progressiva.

De acordo com o Ministério da Saúde, a estimativa é de que uma a cada dez mulheres sofra com os sintomas da doença e desconheça a sua existência. Em 2021, mais de 26,4 mil atendimentos foram feitos no Sistema Único de Saúde (SUS), e 8 mil internações registradas na rede pública de saúde. O exame ginecológico é o primeiro passo para a identificação da doença, em especial o exame de toque, fundamental no diagnóstico em casos de endometriose profunda. Exames laboratoriais também podem complementar a confirmação do caso clínico.

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As unidades básicas de saúde (UBS) ofertam o atendimento e exames de diagnóstico, para evitar o agravamento da doença e, caso haja a necessidade de cirurgia, a paciente é encaminhada para um hospital. Os tratamentos para a endometriose variam caso a caso, de acordo com a idade da paciente.

O cirurgião ginecologista Roberto Carvalhosa, que atua na rede pública de saúde do município do Rio de Janeiro, no Hospital da Piedade, fala sobre os primeiros sintomas da doença. “Normalmente essas pacientes vão apresentar cólicas menstruais que se iniciam de uma forma mais branda até que vão se tornando severas. Muitas vezes elas começam logo na primeira menstruação, sendo que 90% dessas cólicas correspondem ao primeiro e principal sintoma, a chamada dismenorreia. A mulher pode apresentar, com a evolução da doença, dor pélvica crônica durante a relação sexual, e uma das características mais importantes é quando a mulher quer e não consegue engravidar, que é a infertilidade, vinculada à evolução da doença.”

Com 44 anos de profissão, Carvalhosa diz que, muitas vezes, a mulher procura os centros de saúde quando já está com dor. “Muitas das vezes, a paciente apresenta algum sintoma, às vezes por dificuldade numa relação sexual, e o que a gente vê muito em endometriose é que ela tem um tempo muito longo do diagnóstico, desde o primeiro sintoma. Às vezes essa paciente apresentou o primeiro sintoma logo nas primeiras menstruações e essa dor não foi valorizada. Em casa, ela escuta, quando você casar e tiver relação, isso vai passar. Aí quando passa aquele período mais longo, a doença continua evoluindo, com dor no período menstrual e, quando deseja engravidar, vai ver que já está com um quadro evolutivo muito severo, por vezes, comprometendo a sua fertilidade”, explicou o cirurgião ginecologista.

A estudante universitária Mônica Vieira, 25 anos, convive com a endometriose desde os 14 anos, logo após a puberdade. Entre os sintomas mais frequentes da doença, ela cita “cólicas menstruais intensas e dor durante a relação sexual”.

“A causa da endometriose não é bem conhecida pela literatura atual, existem várias hipóteses e linhas de estudo. A que eu sigo considera importante pensar na mudança do estilo de vida, na alimentação, prática de exercícios pélvicos que estimulem a diminuição dos sintomas. A endometriose é comum entre as mulheres, em parte porque temos uma cultura social de menosprezar a dor, adiar, dizer que é comum sentir esse desconforto todo mês durante toda a vida, mas não deve ser assim e esse pensamento atrasa o diagnóstico”, disse Mônica.

A estudante também falou sobre os cuidados que toma para levar uma vida normal. “O que eu faço é por meio da ginecologia natural, remédios manipulados com substâncias anti-inflamatórias naturais como a cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra”, contou. “Eu também não uso hormônios e mudei meus hábitos de vida, porque entendo a saúde de forma integrada. Mas é fundamental dizer que esse tratamento não é igual para todas as mulheres. A endometriose tem graus variáveis de dor e localização, nem todas apresentam os mesmos sintomas, cada caso é único, devendo observar a história de cada paciente individualmente.” 

Segundo o cirurgião Roberto Carvalhosa, o tempo médio de diagnóstico da endometriose é de sete a nove anos. “O diagnóstico da doença é basicamente clínico. A entrevista médica é conhecida como anamnese. Se a gente faz uma anamnese rigorosa, a gente pode chegar a uma suspeita quase correta da doença, em torno de 78% a 80%. Se você complementar a sua anamnese precisa, com um exame clínico rigoroso, você pode chegar praticamente de 95% a 98% de suspeita correta do diagnóstico. Então, a gente pode afirmar que o diagnóstico da endometriose é feito na clínica, com anamnese e exame físico. Hoje em dia, o que a gente vê são os profissionais tendo uma tendência maior aos chamados exames complementares, que são ressonância, ultrassonografia, tomografia, em vez de fazer inicialmente um exame clínico adequado. Muitas vezes, o profissional não usa os critérios necessários ao exame clínico”, avaliou o especialista.

O médico disse que as mulheres chegam ao hospital, muitas vezes, com sintomas avançados da endometriose. “Uma paciente chega ao serviço médico e fala: ‘olha toda vez que eu fico menstruada eu tenho a sensação de que estou com uma alteração na minha urina ou tenho diarreia.’ Esse é um sinal muito importante para o médico suspeitar de endometriose. Porque se ela tem uma dor na menstruação crônica, sensação de inflamação na bexiga ou então diarreia ou tendo uma constipação no período menstrual, provavelmente essa endometriose já evoluiu a ponto de comprometer a bexiga e comprometer o reto.”

O cirurgião disse que às vezes essa queixa não é valorizada “porque a coisa é feita no sentido muito rápido”. “Isso é o que eu observo. Não só no serviço público. Hoje na conduta profissional o que tem mais é exame complementar do que exame clínico”, acrescentou.

Carvalhosa ressaltou que a doença não afeta apenas a saúde física da mulher. “É um sofrimento psicológico, ela perde a capacidade de trabalho, perde a capacidade de ter um filho que ela tanto desejou. É uma doença muito grave, apesar de ser benigna. E é na minha opinião, a cirurgia mais complexa que eu faço, de todas as cirurgias que eu realizo.”

Escola do Teatro Bolshoi no Brasil completa 25 anos

Bruno Miranda era criança no ano 2000, quando o balé entrou em sua vida. Ele foi atraído pela dança quando fazia parte do Projeto Dançando na Escola, em uma unidade da rede pública de Santa Catarina. Na época, sua professora também trabalhava na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, que dava seus primeiros passos no país, e foi assim que ele conheceu a possibilidade de dançar balé. No ano seguinte, com o incentivo da família, Bruno entrou para o Bolshoi. Nesses 25 anos, os dois se tornaram referências na dança dentro e fora do Brasil.

Única filial no Brasil do famoso Teatro Bolshoi da Rússia, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (ETBB) funciona desde 15 de março de 2000, na cidade catarinense de Joinville, em Santa Catarina. Com 25 anos de atuação, a instituição de direito privado, sem fins lucrativos, tem apoio da Prefeitura Municipal de Joinville, do Governo do Estado de Santa Catarina e dos ‘Amigos do Bolshoi’, empresas e pessoas físicas socialmente responsáveis que contribuem com o projeto por meio de serviços prestados e patrocínios não incentivados ou incentivados por leis de incentivo à cultura municipal, estadual e federal.

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Nessas mais de duas décadas, a escola coleciona histórias como a de Bruno, por meio da oferta bolsas de estudo e benefícios para todos os alunos e seleções rigorosas, dando oportunidades a talentos de diferentes classes sociais.

‘Tudo que conquistei foi pela dança’

a lista dos aprovados para o Bolshoi era publicada em um jornal. “Minha mãe comprou o jornal e fiquei super feliz de ver meu nome lá. Fiz oito anos de curso na escola, depois, passei quase três anos na Cia Jovem [da ETBB]. Ao todo, foram 11 anos, e peguei bem o início do Bolshoi. Sou da segunda turma de formandos”, orgulhou-se em entrevista à Agência Brasil, direto da África do Sul.

“Parece clichê falar isso, mas o Bolshoi representa a minha vida. Eu não estaria onde estou hoje, morando na África do Sul, em Johanesburgo, trabalhando com balé e com dança, se não fosse o Bolshoi. A minha família sempre foi muito humilde. A gente nunca teve dinheiro para bancar estudos. Tudo que conquistei hoje foi por meio da dança, e poder dar um suporte para a minha família também”, afirmou.

A mãe deu apoio a Bruno, mas não pôde ir com ele na audição de seleção, porque tinha que cuidar dos outros três filhos menores. Foi uma tia, que pegou dinheiro emprestado para pagar as passagens de ônibus, que levou o sobrinho.

De lá para cá, a caminhada foi longa. Em 2009, logo após sua formação, ele conquistou seu primeiro contrato profissional e ingressou na Cia Jovem ETBB. Além da experiência como bailarino, participou de concursos e atuou como jurado em festivais.

Em 2011, Bruno se mudou para o Rio de Janeiro para trabalhar com a coreógrafa Deborah Colker e sua companhia, com quem viajou para diversas cidades dentro e fora do Brasil. Em 2013, o destino foi Belo Horizonte. Lá, trabalhou na Cia Sesc de Dança. Durante quatro anos, teve contato com coreógrafos nacionais e internacionais e ampliou sua experiência em diversas técnicas clássicas e contemporâneas.

Hoje, além de bailarino, é professor e coreógrafo. Desde agosto de 2017, integra o Joburg Ballet, em Joanesburgo, África do Sul, onde apresentou papéis principais e solos em balés de repertório e contemporâneos. Também naquele país, Bruno produziu duas temporadas para a companhia como produtor e coreógrafo.

“O que eu gosto na escola e sempre falo é que o Bolshoi não é só balé, tem outras modalidades de dança, contemporânea, popular. Eu também aprendi muito sobre música, sobre teatro. O inglês eu também aprendi dentro da escola. Aprendi a tocar instrumentos musicais e sobre saúde, tanto que escolhi a gastronomia como curso de graduação e, agora, estou terminando a graduação em nutrição, porque a nutrição e a dança têm tudo a ver. A gente precisa cuidar do corpo como bailarino”, descreveu.

Os planos futuros têm a ver com o desenvolvimento dos estudos de nutrição. “Quero me formar em nutrição e fazer pós-graduação em fisiologia e biomecânica do exercício, por que eu quero dar suporte aos bailarinos. Temos fisioterapia, pilates, mas acho que falta algo direcionado para o balé, para a dança”, ensinou.

Com formação em curso em outra área, o bailarino disse que não há chance de ele se desconectar da dança e do Bolshoi, que ainda o influenciam.

“Até hoje, tenho uma troca, uma ligação muito grande. Fui de férias, agora em dezembro e janeiro, e passei lá na escola. Fiz aulas, vi meus antigos professores. Foi muito legal saber também que os bailarinos e alunos, que estão lá, sabem quem sou eu. A minha ligação com o Bolshoi é tão forte que até hoje as pessoas sabem quem sou eu. Eu me formei em 2008, mas até hoje as pessoas comentam sobre mim, sobre minha carreira, ou me acompanham nas redes sociais. Isso para mim é o mais importante, porque isso vai me levar para o que eu quero no futuro”, apontou.

Se depender de Bruno, a vida vai seguir com a dança por mais alguns anos, mas, se precisar parar de dançar por qualquer motivo, quer continuar trabalhando com a nova geração. “Aqui, na África do Sul, além de ser bailarino, sou coreógrafo, fiz algumas produções para a companhia e também dou aula para a escola daqui”.

25 anos de Bolshoi

A história de Maikon Golini é parecida. Hoje, o ex-aluno da Escola Bolshoi no Brasil é professor e assessor artístico da direção da escola, cargo que ocupa há 15 anos. Somados aos 10 anos de formação, ele está desde o início do Bolshoi no Brasil. Maikon lembra com satisfação de quando entrou, aos 7 anos, na primeira turma da escola.

“Sempre fui um menino que gostava de dançar, desde pequenininho. Gostava de música, de estar me mexendo, mas não tinha entendimento que a dança podia ser uma profissão. Isso só apareceu para mim quando comecei a estudar no Bolshoi. Quando comecei a entender que poderia ser um bailarino profissional, a minha cabeça se voltou para isso e se tornou uma meta”, revelou.

“A gente brinca que eu e a minha geração fomos os pioneiros. Eu fiz o teste em 1999 e comecei a estudar no ano de 2000. A gente não sabia o que era o Bolshoi. Com 25 anos, a gente vê o impacto que esta instituição causou e como vem gerando frutos positivos”.

Para virar um aluno do Bolshoi, é necessário passar por uma peneira bem concorrida, a seleção nacional para ganhar a vaga e uma bolsa de estudos, que custeia toda a estrutura do aluno na escola até se formar.

“A gente vive em um país que não reconhece muito a dança como realmente uma profissão. O Bolshoi instrumentaliza isso, tem duração de oito anos, e o aluno vai aprender todas as vertentes necessárias para se tornar um profissional do mais alto nível. Hoje, a gente tem um índice de empregabilidade de 74%, com quase 500 bailarinos formados. A escola tem um nível para o mercado profissional da dança muito expressivo. Para criança e o jovem que sonham em ganhar a sua vida, em fazer a sua carreira na dança, a Escola Bolshoi é uma grande referência”, pontuou.

Além de cidades de Santa Catarina, a instituição recebe alunos dos mais variados estados brasileiros, entre eles Paraná, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba e inclusive de outros países da América Latina e até da Rússia. De acordo com Maikon, depois de 25 anos de história, a escola é muito eclética e atende talentos do Brasil e de outros países. O bailarino conta que a proposta é que a escola cresça cada vez mais, abraçando esses diferentes talentos.

“O espaço artístico, mesmo sendo uma escola de formação em arte, é o espaço perfeito para integrar essas diferentes culturas, essas diferentes visões. É um espaço de muita troca. As crianças aprendem muito umas com as outras, questões de valores e de convivência”, analisou, lembrando que há alunos que tem origem em comunidades e realidades completamente distintas daquele universo da dança.

“A gente tem muitas crianças que saem de comunidades e de lugares de muita vulnerabilidade social e que têm as suas perspectivas de vida transformadas com o contado com a escola em Joinville. A arte e a cultura têm esse poder. Conseguir enxergar um futuro diferente daquele que está sentenciado naquele momento é uma coisa muito preciosa”, apontou.

Os alunos recebem bolsa para estudar, mas as famílias precisam bancar a moradia e a alimentação. Maikon contou que, para reduzir os gastos, surgiram as mães sociais, que geralmente são mães de um aluno do Bolshoi que abrem as suas casas em Joinville para receber outras crianças e jovens de famílias que não têm recursos financeiros de uma mudança para a cidade. “Acabam aparecendo essas pequenas repúblicas em que um responsável assume a residência das demais crianças”

“Fui aluno da escola e posso dizer que o apoio, o comprometimento da família junto com a criança faz toda a diferença na formação dela e no profissional que ela vai se tornar. Esse apoio familiar é imprescindível para que aquela criança consiga fazer os oito anos de curso, passar por todos os desafios inerentes à profissão. A gente costuma dizer que não é apenas o aluno que se torna Bolshoi, mas a família se torna Bolshoi, a comunidade que ele está inserido, e assim por diante”, apontou.

 

 

Anvisa suspende interdição de venda de creme dental da Colgate

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a interdição do creme dental Colgate Total Clean Mint, determinada na última quinta-feira (27), após apresentação de recurso pela empresa. Ainda assim, a Anvisa emitiu alerta sobre a possibilidade de ocorrência de reações indesejáveis ao uso de cremes dentais que contenham fluoreto de estanho na formulação.

A orientação é que os consumidores e profissionais de saúde notifiquem as reações adversas às autoridades sanitárias pelo sistema e-Notivisa“A agência recebeu relatos de eventos adversos que indicam que a presença na formulação da substância fluoreto de estanho, que tem conhecidos benefícios antimicrobianos e anticárie, pode estar associado a reações indesejáveis em alguns usuários”, alerta a Anvisa.

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>> Algumas das possíveis reações adversas relacionadas ao uso de cremes dentais contendo fluoreto de estanho são:
  • Lesões orais (aftas, feridas e bolhas);
  • Problemas na língua;
  • Sensações dolorosas (dor, ardência, queimação);
  • Inchaço (amígdalas, lábios e mucosa oral);
  • Sensação de dormência (lábios/boca); e
  • Irritações gengivais.

“A recomendação é para que os consumidores observem sinais de irritação e interrompam o uso do produto nessa situação. Caso o desconforto seja persistente é importante procurar um profissional de saúde”, acrescentou, em nota.

Já os profissionais de saúde devem monitorar sinais de alterações bucais, orientar os pacientes sobre possíveis reações adversas e recomendar alternativas para indivíduos sensíveis. Ainda, segundo a Anvisa, os fabricantes devem garantir que os rótulos dos produtos contenham informações claras sobre possíveis reações adversas e instruções de uso adequadas.

Na quinta-feira (27), a Anvisa determinou a interdição de todos os lotes do produto Colgate Total Clean Mint, que é uma ação de fiscalização com o objetivo de reduzir o risco relacionado a exposição ao creme dental. Já o alerta sanitário é uma manifestação técnica que aborda sinais de riscos associados a algum produto sujeito à vigilância sanitária e serve como orientação aos consumidores e profissionais de saúde.

“No Brasil, dados oficiais de cosmetovigilância da Anvisa, somados a relatos em mídias sociais, plataformas de reclamações de consumidores e reportagens da imprensa, evidenciam um padrão crescente de reações adversas a esses cremes dentais”, alertou.

Colgate

O documento da agência indicava que o produto não deveria ser consumido ou comercializado por 90 dias, para que fosse realizada uma investigação sobre a inclusão da substância fluoreto de estanho na fórmula e as reações relatadas por consumidores, como: sensação de ardência, queimação na boca e até mesmo de lesões.

A linha de produtos Colgate Total Clean Mint substituiu a linha Total 12 da marca. A recomendação da Anvisa era para que o creme dental com a nova fórmula não fosse exposto ao consumidor até que fosse comprovada a sua segurança, mas não existia determinação de recolhimento dos produtos.

Com a suspensão da interdição, a venda está liberada. Segundo a Anvisa, a ação de fiscalização seguirá os trâmites administrativos da agência.

Em nota, a Colgate diz que o produto não oferece riscos à saúde, mas algumas pessoas podem apresentar sensibilidade a certos ingredientes. A empresa informou ainda que está trabalhando em colaboração com as autoridades e providenciando os esclarecimentos necessários.

Casos de sarampo preocupam, mas Brasil ainda é país livre da doença

O aumento de casos de sarampo no continente americano acende um alerta para o Brasil, mas, por enquanto, os três casos confirmados aqui não comprometem o certificado de país livre da doença, reconquistado no ano passado.

“Para a gente perder essa recertificação, a gente tem que ter durante um ano, a partir do primeiro caso, cadeias de transmissão com o mesmo genótipo do vírus circulando”, explica a chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais da Fundação Oswaldo Cruz (Tiocruz), Marilda Siqueira, O laboratório é credenciado como unidade de referência regional para sarampo pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Por enquanto, o Ministério da Saúde confirmou apenas casos esporádicos: dois no Rio de Janeiro, em bebês gêmeos que ainda não tinham idade para se vacinar, e um no Distrito Federal, em uma mulher adulta que provavelmente foi infectada em uma viagem ao exterior.

Das 110 suspeitas notificadas até o dia 12 de março, 22 ainda estavam em investigação nessa data, de acordo com a última atualização do painel epidemiológico da pasta.

Os casos suspeitos de sarampo são de notificação compulsória, ou seja, devem ser comunicados imediatamente às autoridades de saúde. Há um protocolo rígido para quando são confirmados, que inclui a identificação e o monitoramento de todas as pessoas que podem ter sido infectadas pelo doente, e o bloqueio vacinal, que é o reforço da vacinação nos locais que essa pessoa frequentou, como escola e local de trabalho.

“O sarampo é causado por um dos vírus mais infecciosos que existem. Se alguém com sarampo chega em um ambiente com baixa cobertura vacinal, o vírus é transmitido para 17 pessoas, mais ou menos. Já o SARS-CoV, por exemplo, é transmitido para duas pessoas, apesar de ser um vírus que também é muito transmissível”, complementa a chefe do laboratório da Fiocruz.

Casos nas Américas

O risco se intensifica quando há surtos em outros países. Relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), divulgado em 24 de março, aponta que, este ano, 507 casos foram confirmados em outros países do continente, superando a contagem de todo o ano passado. São 301 nos Estados Unidos, com duas mortes; 173 no Canadá; 22 no México e 11 na Argentina. A Opas avalia que o risco de disseminação da doença, com ameaça à saúde, é alto.

O último grande surto vivido no Brasil comprova como os vírus não conhecem fronteiras. Em 2017, o Brasil estava recebendo muitos cidadãos da Venezuela, onde os casos de sarampo estavam altos. No ano seguinte, os registros explodiram nos estados próximos à fronteira, e começaram a surgir também em outros locais.

“Os culpados, por assim dizer, não foram os cidadãos da Venezuela. É porque naquela época nós já estávamos com deficiência na nossa cobertura vacinal. Hoje em dia, com todas as conexões que nós temos, principalmente através da aviação,  naturalmente nós esperamos, não só no Brasil, um número de casos importados todos os anos. O que a gente não deve ter é essa grande batalha para que não tenha cadeias de transmissão. A gente tem uma ferramenta poderosa na nossa mão que é a vacina”, lembra Marilda Siqueira.

Vacinação

A vacina contra o Morbilivirus, causador do sarampo, foi desenvolvida na década de 1960, mas a imunização só foi intensificada no Brasil a partir dos anos 1990, quando autoridades de todo o mundo decidiram concentrar esforços no controle da doença, já que a maior preocupação anterior, a poliomielite, havia sido erradicada. Antes disso, o sarampo matava cerca de 2,5 milhões de crianças no mundo por ano.

Atualmente, ela é aplicada no Sistema Único de Saúde (SUS) como parte do imunizante Tríplice Viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade, e a segunda, aos 15.  Em 2024, o Brasil atingiu a meta de cobertura de 95% na primeira dose, mas menos de 80% dos bebês tomaram a segunda.

“A eficácia dessa vacina é de 93% a 95%, o que significa que 5% a 7% das pessoas não vão responder de forma adequada. Então a gente faz a segunda dose por dois motivos: para evitar essa falha primária e porque, com o passar do tempo, a proteção diminui naturalmente, e o reforço prolonga essa proteção”, explica o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha.

Cunha complementa que o Brasil ainda está superando outro agravante: “Durante a pandemia, caiu muito a cobertura vacinal, então, vamos dizer, se a gente teve 70% de cobertura, significa que 30% daquelas crianças não foram vacinadas no tempo correto. Se elas não foram vacinadas até agora, elas vão engrossar um grupo de suscetíveis.”

Por isso, pessoas de até 59 anos, que não se vacinaram ou não sabem se foram imunizadas também devem procurar as unidades de saúde. Os dados das infecções registradas este ano nas Américas mostram que o sarampo não é uma doença exclusiva de crianças pequenas: quase metade dos infectados tem de 10 a 29 anos.

Ainda que os adultos tenham menos chances de adoecer com gravidade, eles transmitem a doença normalmente, inclusive para bebês menores de 1 ano e pessoas com alguma imunodeficiência que não podem se vacinar. Mas, se a cobertura de 95% for atingida para toda a população, nas duas doses, todos ficam protegidos pela imunidade coletiva, já que a vacinação em altas taxas quebra a cadeia de transmissão do vírus.

“O sarampo é frequentemente descrito como o melhor sinal de que a vacinação não vai bem em algum lugar, porque como ele é muito facilmente transmissível, qualquer perda na imunidade coletiva já permite que pessoas suscetíveis adoeçam, em especial, as crianças mais novas”, complementa a chefe de Saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo.

Ela reforça que a queda na cobertura das vacinas de rotina, observada globalmente durante a pandemia de covid-19, é uma causa fundamental para esse aumento de casos de sarampo, mas também responsabiliza a hesitação vacinal, “que chegou a ser considerada uma das principais ameaças à saúde pública global”.

O termo significa o atraso ou a recusa em se vacinar, mesmo quando as vacinas estão disponíveis. A principal causa da hesitação é a perda do medo da doença, mas ela também pode acontecer quando as pessoas não estão bem informadas, e têm medo ou dúvidas sobre a vacina, ou quando acreditam em discursos falsos.

Estudo mostra que teleconsulta é eficaz no acompanhamento médico

Uma consulta médica sem sair de casa, usando apenas o celular ou outro dispositivo eletrônico conectado à internet. Impulsionada pela pandemia, a teleconsulta ganhou espaço e passou a ser vista como uma forma de expandir o acesso e oferecer acompanhamento a pacientes das redes públicas e privadas de saúde. Mas a modalidade é mesmo confiável e eficaz?

Estudos em todo o mundo buscam responder a essa pergunta, assim como investigar em que situações deve ou não ser usada. Uma dessas pesquisas investiga a teleconsulta para pacientes com diabetes tipo 2 no sistema público de saúde brasileiro. O trabalho foi conduzido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, como parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e foi publicado na revista científica The Lancet.

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O estudo compara o acompanhamento de pacientes com diabetes tipo 2 por teleconsultas com endocrinologistas com o mesmo tipo de acompanhamento feito presencialmente por esses profissionais. A conclusão é que as teleconsultas se mostraram tão eficazes quanto os encontros presencias.

“É importante ter um estudo que mostre que realmente está comprovado que a teleconsulta é segura. Dá um embasamento para outros profissionais, para médicos que vão fazer a consulta, para gestores de saúde”, diz uma das autoras do estudo, Daniela Rodrigues.

A gerente de pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Rosa Lucchetta, complementa que o estudo não mostra que a teleconsuta é melhor do que a presencial, mas apenas que é também segura.

 Gerente de pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Rosa Lucchetta. Elias Gomes/Divulgação

“A pesquisa teve o objetivo de mostrar que a teleconsulta é tão boa quanto a consulta presencial. A gente não está substituindo [a presencial] por um método mais acessível em que a população pode perder em benefícios de saúde, em segurança do seu tratamento. A gente, em hipótese alguma, está falando que teleconsulta é melhor do que o presencial”, reforça.

Por meio do Proadi-SUS, hospitais sem fins lucrativos de referência direcionam recursos que seriam pagos em impostos para apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde. Hoje, o programa reúne seis hospitais: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês..

Diabetes e teleconsulta

O estudo acompanhou 278 pacientes, majoritariamente mulheres (60%), com idades entre 54 e 68 anos. Todos são pacientes do SUS em Joinville (SC). A cidade foi escolhida por possuir uma estrutura de telemedicina no serviço público.

Já a escolha por pesquisar pacientes com diabetes tipo 2, o chamado diabetes mellitus, se deu por conta do número de pessoas que convivem com a doença e pelas consequências, tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde, que a falta de acompanhamento adequado pode gerar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil, o que representa 6,9% da população nacional. Rodrigues explica que a doença exige um acompanhamento constante, algo em que a teleconsulta pode ajudar. Além disso, caso não seja feito o acompanhamento com os cuidados adequados, a doença pode levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

“O diabetes é uma doença que, além de aumentar a chance de as pessoas morrerem se não for controlado, tem também um elevado índice de morbidade, ou seja, de gerar complicações. Isso impacta não só na qualidade de vida da pessoa, como também sobrecarrega os sistemas de saúde, público e privado. Então essa foi a condição sensível para ser estudada”, diz Rodrigues.

Puderam participar do estudo pacientes que já estavam em tratamento no SUS. Eles foram distribuídos em dois grupos: um deles teve consultas presenciais, e o outro, teleconsultas. Ambos os grupos tiveram as mesmas quantidades de consultas e foram tratados apenas com medicamentos e exames disponíveis na rede pública. Ao final do estudo, mostrou-se que o acompanhamento remoto com médico especialista foi igualmente eficaz.

O estudo é um dos poucos no mundo, segundo as pesquisadoras, que se trata de um ensaio clínico randomizado, ou seja, os pacientes foram distribuídos nos grupos de forma aleatória, o que confere maior segurança aos resultados.

“Você tem, na medicina, um procedimento que a gente coloca como o padrão ouro. Indiscutivelmente, é a consulta presencial”, diz Rodrigues. “Eu penso na teleconsulta como uma maneira de aumentar o acesso. Se a gente imaginar uma população ribeirinha que precisa de uma avaliação do endocrinologista, ela não vai mais precisar se deslocar três, quatro horas, em um barco, para ter acesso”, defende

A pesquisadora acrescenta que não apenas as populações isoladas são beneficiadas, mas também aqueles que vivem em grandes cidades, que enfrentam congestionamentos e falta de transporte público eficiente, por exemplo.

Telessaúde

No Brasil, o SUS foi pioneiro na implementação da chamada telessaúde, em 2006, com a criação do Programa Telessaúde Brasil Redes. Trata-se de uma das principais estratégias do Programa SUS Digital.  

Com a pandemia, o uso de tecnologias passou a ser mais difundido. Em 2022, o Conselho Federal de Medicina (CFM), publicou resolução que define e regulamenta a telemedicina, como forma de serviços médicos mediados por tecnologias de comunicação. “A telemedicina, hoje, é um instrumento de muita importância, dá um acesso a um grupo enorme de pessoas”, diz foi o 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes.

Fortes também defende que a telemedicina não deve substituir totalmente os atendimentos presenciais, mas complementá-los. “Tem algumas coisas que a mensuração feita à distância não consegue alcançar, como a cor real do paciente e o odor que o paciente exala. Isso tudo tem importância”, diz e ressalta: “Uma emergência tem que ser atendida nos estabelecimentos assistenciais, nos hospitais”.

Ainda segundo Fortes, a telemedicina não deve substituir a alocação de médicos em áreas remotas. “A gente recomenda que a contratação de médicos dê preferência para esses locais mais distantes e remotos”, defende.

1º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Emmanuel Fortes. CFM/Divulgação

Integração

As teleconsultas não são ofertadas de maneira isolada dentro do SUS, fazem parte de uma rede de atendimento, tanto mediada por tecnologia quanto presencial, que envolve as secretariais estaduais e municipais de saúde, além de universidades, que prestam suporte. Segundo a pesquisadora e professora titular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ilara Hämmerli, que é Integrante do Grupo temático de Informações em Saúde e População da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o serviço não deve ser ofertado isoladamente.

“A gente sabe que o médico isolado no seu consultório, seja ele presencial ou mediado pela internet, sozinho, ele ajuda naquele momento, mas ele não dá conta da complexidade os processos de saúde e doença”, diz. Isso porque os atendimentos exigem, muitas vezes, exames e encaminhamentos para atendimentos presenciais, e é necessário que a rede esteja estruturada para essa oferta.

Professora titular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Ilara Hämmerli. Virgínia Damas/Ensp

“A gente tem que garantir, para um projeto de fato cidadão, um processo de fato que respeite a saúde, que cuide da população brasileira, a integralidade da atenção. Ou seja, começa na atenção básica, mas, assim que [o paciente] precisar de um exame ou de alguma coisa, ele tem para onde ser encaminhado. E se ele precisar de uma internação ou de alguma coisa mais complexa, ele tenha garantido o acesso a esse hospital. Esse é o grande desafio, no momento, a integração dos processos de telessaúde no SUS como um todo, garantir essa integralidade da atenção à saúde”, explica.

A viabilidade da telessaúde passa ainda por garantir acesso a tecnologias a toda a população brasileira e também capacitar as pessoas para que saibam usar esses dispositivos de forma eficiente. Dados do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), mostram que apenas 22% dos brasileiros com mais de 10 anos de idade têm condições satisfatórias de conectividade

Passa ainda, segundo Hämmerli, por garantir a segurança dos dados dos pacientes e mesmo a segurança nacional, evitando que informações importantes de saúde, exames e diagnósticos sejam compartilhados em aplicativos de grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs.

“É uma estratégia de Estado preciosa, mas que a gente precisa entender todas as salvaguardas e tudo que envolve a complexidade desse processo. Não dá para a gente achar que telemedicina ou telessaúde ou saúde digital é apenas botar a infraestrutura de uma operadora de internet, ter um médico ou um profissional de saúde fazendo o atendimento mediado pela tecnologia. Isso é importante, é necessário, mas não é suficiente para dar conta dos desafios complexos que hoje a atenção à saúde requer”, afirma Hämmerli. 

 

Médicos realizam atendimento remoto a pacientes que usam sistema público de saúde. – Davidyson Damasceno/IGESDF

Ministério da Saúde

De acordo como Ministério da Saúde, a Rede Brasileira de Telessaúde conta com 27 núcleos, chegando a todos os estados brasileiros. Entre 2023 e 2024 foram realizados aproximadamente 4,6 milhões de teleatendimentos, como teleconsultas, telediagnósticos, emissão de laudos à distância e teleconsultorias entre profissionais. 

Os serviços de telessaúde cresceram significativamente desde a pandemia de Covid-19. Na Atenção Especializada à Saúde, o número de consultas aumentou, de 2022 para 2024, 99,8%, saindo de 679.265 para 1.138.828 atendimentos. O número de atendimentos em 2024 superou até mesmo os de 2021 (1.080.318), ano de pandemia. 

A pasta tem como meta implantar dois Núcleos de Telessaúde por estado até 2026. Além disso, pretende ampliar o número de Pontos de Telessaúde nos diversos serviços de saúde e em regiões de vazio assistencial; fortalecer a integração entre os serviços remotos e presenciais; e expandir o uso da telessaúde para todas as regiões e perfis populacionais, especialmente os mais vulneráveis.

Segundo o Ministério, a telessaúde “é uma estratégia essencial para ampliar o acesso às ações e serviços de saúde e reduzir desigualdades regionais, levando atendimento e orientação especializada a locais de difícil acesso. Ela complementa o atendimento presencial, ampliando a capacidade resolutiva da rede, sem substituí-la”, diz a pasta em nota.  

Ao todo, o Ministério da Saúde destinou, em 2024, R$ 464 milhões para a transformação digital do SUS, incluindo a expansão da telessaúde, com adesão de 100% dos estados e municípios ao Programa SUS Digital.

Arquiteto negro 1º colocado geral no BNDES defende cota em concursos

O arquiteto Tiago Coutinho da Silva foi surpreendido no último dia 21 de março enquanto assistia à cerimônia de lançamento do edital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que vai selecionar profissionais negros para criar um museu a céu aberto na Pequena África ─ região carioca que guarda memória da chegada de africanos escravizados ao Brasil.

No meio do evento, sentado na plateia ao lado dos pais e da esposa, ele ouviu a diretora de Pessoas, Gestão e Operação do BNDES, Helena Tenório, anunciar o nome dele para subir ao palco.

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“O primeiro colocado das cotas foi o primeiro colocado geral do concurso”, revelou a diretora.

Helena Tenório se referia ao concorrido concurso que o banco público de fomento realizou em outubro passado, depois de um intervalo de 12 anos sem seleções desse tipo. Ao disputar uma das duas vagas de arquiteto, Coutinho, que tinha optado por concorrer às vagas por cotas raciais, ficou em primeiro lugar na ampla concorrência em sua carreira e também tirou a maior nota entre todas as carreiras. 

Tiago Coutinho dividiu o palco com três ministras negras: Anielle Franco, da Igualdade Racial; Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos e da Cidadania; e Margareth Menezes, da Cultura.

“Não estava preparado. É muito mais fácil fazer uma prova”, brincou com a situação, antes de dizer que se sentia “um exemplo de representatividade e motivo de orgulho e inspiração para outras pessoas”.

Tiago Coutinho ao lado das ministras negras Anielle Franco, da Igualdade Racial; Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos e da Cidadania; e Margareth Menezes, da Cultura – Arthur Augusto/BNDES

Reparação histórica

O arquiteto tem 29 anos e mora em Niterói, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro. Em conversa com a Agência Brasil, ele diz que a aprovação no concurso é fruto de muita dedicação. “Dedicação ao longo de uns anos já. Eu estudo desde 2020”.

Mesmo sabendo que teria sido aprovado sem as cotas raciais, ele defende que a política de ação afirmativa é uma forma de reparação para corrigir injustiças que fazem parte da história do país, que teve quase quatro séculos de escravidão.

“Quando os brancos chegaram aqui, eles sempre tiveram essa oportunidade, eles receberam cotas de terra, receberam coisas que dão oportunidade a eles até hoje. Então, a política de cotas, na verdade, é uma reparação para a gente tentar igualar as coisas que já deveriam estar em um cenário melhor. É uma dívida. Um ponto que tenta igualar as diferenças que a gente tem na sociedade”, afirma.

Tiago enfatiza que, assim como a base familiar que lhe deu apoio, o acesso a instituições educacionais públicas de qualidade permitiram seu caminho até a aprovação no concurso. O jovem conseguiu estudar em unidades de referência, como o Instituto de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAp-UERJ) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Concorrência

Esperado por mais de uma década, o concurso do BNDES reuniu 42.767 candidatos em todas as capitais do país, que disputaram 150 vagas imediatas. O salário inicial previsto no novo plano de cargos e salários do banco é de R$ 21.869,76.

A relação candidato/vaga mais acirrada foi justamente a disputada por Tiago, arquitetura e urbanismo, com 2.362 pessoas para as duas vagas oferecidas, gerando uma concorrência de 1.181 candidatos por vaga.

O resultado da seleção foi divulgado em janeiro deste ano. Tiago alcançou nota 110,6. O máximo possível era 120.

“Vai ter o crítico que diz que a prova deveria estar fácil. A gente colocou a prova para o ChatGPT, e ele tirou 82”, disse a diretora Helena Tenório, comparando com o desempenho do primeiro colocado com o do software de inteligência artificial (AI). “O sistema de cotas dá certo”, afirmou.

“Fizemos o exercício de submeter a nossa prova à inteligência artificial, e a média geral das pessoas que foram aprovadas no concurso superou a nota do ChatGPT, por exemplo, um indicativo de que o bom desempenho foi alcançado mesmo em uma prova rigorosa, garantindo a continuidade da excelência do nosso corpo funcional”, complementou Helena Tenório.

Cotas de 30%

A diretora de pessoal do BNDES frisa que o concurso do ano passado foi o primeiro com cotas para negros na proporção de 30% do total de vagas, acima do mínimo exigido por lei, que é de 20%.

“O fato de a nota mais alta do concurso do BNDES provir de um candidato cotista reafirma o acerto da nossa decisão de fazer uma política afirmativa acima do limite mínimo previsto em lei. Optamos por uma cota racial de 30%, porque acreditamos que equipes mais diversas são não apenas mais representativas, mas também mais eficientes”, disse à Agência Brasil.

A Lei 12.990, de junho de 2014 reserva aos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

Além disso, tramita no Congresso Nacional, o Projeto de Lei (PL) 1958, de 2021, que altera o percentual para 30%.

Em relação ao ensino superior federal, em novembro de 2023 foi sancionado o PL 5.384/2020, que atualiza a Lei 12.711/12, conhecida como Lei de Cotas.

O texto determina que, no mínimo, 50% das vagas, por curso e turno, são reservadas para estudantes de escolas públicas. O novo texto prevê uma metodologia de atualização anual nos percentuais raciais e de pessoas com deficiência, de acordo com as estatísticas populacionais, para o cálculo da proporção de vagas gerais e das reservas que serão destinadas para esses grupos.

 

Edifício sede do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Centro do Rio. – Fernando Frazão/Agência Brasil

Brasileirão Feminino: TV Brasil transmite Flamengo X Instituto 3B

A terceira rodada do Campeonato Brasileiro Feminino A1 começa neste fim de semana, e a TV Brasil acompanha o duelo Flamengo X Instituto 3B, neste domingo (30). A partida tem início às 18h, e o canal começa a cobertura um pouco mais cedo, às 17h45, com o pré-jogo. O palco da disputa é o estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Por meio das emissoras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), torcedores de todo o país podem assistir aos jogos. Saiba como sintonizar a TV Brasil em sua cidade.

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A TV Brasil é a tela do esporte feminino e, além do futebol, transmite a Liga de Basquete Feminino (LBF Caixa), principal torneio da modalidade. As transmissões fazem parte do compromisso da emissora em ampliar a exibição de conteúdos esportivos que valorizem o talento das atletas brasileiras e aproximem o público de grandes competições.

O Flamengo chega para o confronto após ter empatado em 3 a 3 com o Bahia, na quinta-feira (27). As cariocas chegaram a abrir três gols de vantagem no primeiro tempo, mas deixaram o empate acontecer na segunda etapa. Já o Instituto 3B tenta se recuperar da goleada que sofreu do São Paulo, também na quinta-feira, por 8 a 0. O Flamengo ocupa a 11ª posição, e o Instituto 3B está na lanterna.

Recepção do público

As jornadas esportivas na programação da TV Brasil têm conquistado o público. A emissora obteve a melhor audiência do ano, no último domingo (23), com a concentração de transmissões das finais dos campeonatos estaduais e início do Brasileirão Feminino.

Um dos destaques foi a partida do Brasileirão Feminino entre Cruzeiro e Grêmio, que ultrapassou 2,2 pontos de audiência no Distrito Federal e mais de 1 ponto nas praças Rio de Janeiro e São Paulo, alcançando 194 mil domicílios nas três cidades.

Sobre o Brasileirão Feminino A1

A edição de 2025 do Campeonato Brasileiro Feminino A1 reúne 16 clubes que se enfrentam em turno único na fase de classificação. Os oito primeiros avançam para as quartas de final. As equipes participantes são: Juventude, América-MG, Internacional, Bahia, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Ferroviária, Sport, Instituto 3B-AM, Fluminense, Cruzeiro, Grêmio, Real Brasília, Corinthians, Flamengo e São Paulo.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Brasileirão Feminino Série A1 na TV Brasil
Flamengo X Instituto 3B
Domingo (30), a partir das 17h45

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Mega-Sena acumula e vai sortear prêmio de R$ 45 milhões

O concurso 2.846 da Mega-Sena, realizado neste sábado (29), não teve nenhum acertador das seis dezenas sorteadas. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para a próxima terça-feira (1º).

Os números sorteados foram: 01 – 12 – 16 – 17 – 25 – 57.

  • 74  apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 48.408,41;
  • 5.871 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 871,65.

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de terça-feira, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.

Pesquisadores investigam ‘sumiço’ dos tatuís na costa brasileira

A ciência está em busca da resposta para o que muitas pessoas que frequentam as praias brasileiras estão perguntando: “cadê os tatuís?” A população dos simpáticos crustáceos está diminuindo, e, em alguns locais, já nem é possível encontrar os bichinhos. Pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão investigando as razões para esse desaparecimento, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). 

“A gente entende que está havendo um problema global sobre as espécies emeritas, que estão sendo severamente impactadas pelas transformações do Antropoceno [período da história atual, em que o ser humano produz modificações no planeta], explica a pesquisadora Rayane Abude, do Laboratório de Ecologia Marinha da Unirio. 

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“O que acontece? O tatuí não chega na praia? O tatuí chega mas não sobrevive? São os pormenores que a gente precisa olhar, para cada uma das espécies ou para cada uma das localidades, para tentar destrinchar melhor”, acrescenta.

O trabalho se debruça sobre o Emerita brasiliensis, espécie mais frequente do litoral brasileiro, e estuda a presença e o ciclo de vida desses pequenos crustáceos em algumas praias do Rio de Janeiro. Historicamente, o local mais estudado é a Praia de Fora, na Zona Sul da capital, onde a presença de tatuís é observada desde a década de 90, e vem diminuindo de lá para cá. Rayane também fez uma grande revisão bibliográfica e encontrou relatos científicos sobre a redução de outras espécies de tatuí em países como Estados Unidos, México, Irã, Uruguai e Peru. 

Ciclo de vida

A pesquisa parte da hipótese de que algumas praias são “fontes”, onde novos indivíduos são gerados e depositados no mar, e algumas praias são “sumidouros”: recebem os tatuís, mas não fornecem as condições adequadas para o seu crescimento e reprodução.

“As fêmeas colocam ovos, esses ovos levam entre 10 e 19 dias em desenvolvimento. Depois, eles eclodem na água e liberam larvas. Essas larvas vão para o ambiente marinho, passam entre 2 e 4 meses se desenvolvendo, em diversos estágios larvais, até que eles retornam para a praia. Um ponto que ainda está em aberto na minha pesquisa é se elas chegam na mesma praia de origem ou em praias diferentes. Eu estou tentando encontrar essa resposta a partir de marcadores genéticos”, complementa a pesquisadora. 

Uma amostragem sistematizada de 189 fêmeas ovígeras, coletadas ao longo de um ano na Praia de Fora, verificou que a fecundidade média foi de 5.300 ovos por fêmea. No entanto, há uma perda significativa de ovos viáveis durante o desenvolvimento embrionário na areia e de larvas dispersadas no oceano. No final, menos de 1% dos ovos resultaram em novos indivíduos. 

Os tatuís que conseguem perseverar nessa primeira batalha retornam às praias como “recrutas”, como são chamados os animais jovens. Eles ainda têm uma carapuça frágil e passam a viver enterrados na areia, principalmente na região de espraiamento, a parte que é constantemente molhada pelas ondas. Por isso, os recrutas estão constantemente vulneráveis ao pisoteamento ou esmagamento, em praias frequentadas por humanos, e as praias menos acessadas registram maior densidade de animais. 

 Frequentadores se refrescam na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro Fernando Frazão/Agência Brasil

Qualidade das praias

Os tatuís também são muito afetados pela qualidade do mar, porque se alimentam com a ajuda de antenas, que retém micropartículas orgânicas dispersadas na água, e levam esses nutrientes até o aparelho bucal.

“Os canais de drenagem ou os rios que desembocam nas praias, que podem trazer uma série de contaminantes e poluentes, podem estar afetando diretamente esses organismos. A toxicidade foi bastante experimentada e testada para espécies de tatuí, não só brasileiros, e é um fator que provoca altos níveis de mortalidade nessas populações”, alerta Rayane Abude. 

Além de desequilibrar o ecossistema das praias e desfalcar a cadeira alimentar, o desaparecimento desses animais representa um péssimo sinal:

“Eles podem ser considerados bioindicadores de qualidade porque são muito sensíveis a contaminantes. A sua presença é um sinal de boa qualidade do ambiente, mas quando o nível de poluentes é alto, eles estão ausentes”.

 

Haddad discutirá transição ecológica e reforma do G20 na França

A transição ecológica e a reforma do G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana) serão o foco da viagem do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à França. O ministro embarca neste domingo (30) e retorna a Brasília na quarta-feira (2).

A viagem tem como objetivo restaurar o diálogo econômico entre o Brasil e a França, concentrado nos ministérios da área, e preparar a viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará ao país em junho. Segundo o Ministério da Fazenda, as conversas econômicas estão concentradas nos seguintes eixos:

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•     Reformas econômicas no Brasil e na França;

•     Cooperação multilateral, arquitetura financeira internacional, reforma do G20;

•     Transformações ecológicas e sustentabilidade financeira;

•     Complementaridade entre setores econômicos no Brasil e na França.

Em relação às reformas econômicas, Haddad pretende apresentar ao governo e a empresários franceses oportunidades de investimento estrangeiro no Brasil trazidas pela reforma tributária, regulamentada no ano passado e que entrará gradualmente em vigor a partir de 2026.

Em relação ao Plano de Transformação Ecológica, Haddad apresentará ao ministro da Economia francês, Éric Lombard, a experiência do governo brasileiro em incluir o desenvolvimento sustentável e o meio ambiente na política econômica.

Os destaques na área ambiental são o Mecanismo de Financiamento das Florestas Tropicais (TFFF, na sigla em inglês) e a integração do mercado global de créditos de carbono. Lançado em 2023 pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, na COP28, o TFFF pretende arrecadar US$ 250 bilhões de fundos soberanos para serem investidos nas florestas tropicais.

Sobre o mercado de créditos de carbono, Haddad pretende apresentar a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, sancionada no fim do ano passado, e discutir a articulação do mercado global de carbono.

Agenda

Na segunda-feira (31), Haddad participará de uma conferência na universidade Sciences Po, em Paris, sobre uma avaliação dos dez anos do Acordo de Paris. O encontro será moderado pelo filósofo ambiental Pierre Charbonnier e pela economista e negociadora-chefe do acordo, Laurence Tubiana.

Em novembro, no G20 Social, no Rio de Janeiro, Tubiana expressou preocupação com a preservação do Acordo de Paris após a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Em seguida, Haddad será homenageado com um jantar na Sciences Po.

Na terça-feira (1º), Haddad terá uma reunião bilateral com o ministro Éric Lombard às 11h30 (horário local). Em seguida, o ministro da Fazenda almoçará com empresários franceses e, às 13h30, discursará na cerimônia de abertura dos Diálogos Econômicos Brasil–França. Haddad embarca às 15h30 (horário local) e chega a Brasília na madrugada de quarta-feira.

Cinema no Museu terá início dia 5, em São Paulo

O Museu do Ipiranga inaugura o projeto Cinema no Museu na próxima semana, em São Paulo, com exibição de filmes e documentários brasileiros, seguidos de debates com convidados que participaram da produção das obras. Com entrada gratuita, o projeto busca conectar a linguagem audiovisual com as histórias presentes nas exposições e acervos do museu.

A edição de estreia será no próximo sábado (5), às 15h, no auditório, e será dedicada ao filme Tava, a Casa de Pedra (2012), produzido pela ONG Vídeo nas Aldeias, fundada pelo indigenista Vincent Carelli. Para o debate, foram convidados a realizadora audiovisual Patrícia Ferreira Pará Yxapy e o cineasta Ariel Ortega Kuaray Poty, que assinam a direção do documentário.

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“Os filmes selecionados para exibição, sejam documentários ou obras de ficção, são e serão aqueles que abrem a possibilidade de refletirmos sobre questões basilares da nossa história enquanto cidade, estado ou país, a partir de uma perspectiva artística e de uma linguagem que fala também à sensibilidade”, disse, em nota, David William Aparecido Ribeiro, responsável pelo projeto.

Pensamento indígena

Cartaz do filme Tava, A Casa de Pedra (2012). FotoVincent Carelli

O filme de estreia apresenta diversas dimensões do pensamento indígena em torno das chamadas Ruínas das Missões Jesuíticas dos Guarani, reconhecidas como Patrimônio Mundial, Cultural e Natural pela Unesco em 1983, localizadas nos territórios brasileiro e argentino.

A obra, aponta a gestão do museu, recupera o direito dos povos indígenas à autodeterminação e o poder de contar suas próprias histórias. O filme foi produzido no início do processo que culminou com o registro da Tava como lugar de referência para a memória e a identidade do povo Guarani pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), título conquistado anos depois, em 2014.

“Espero que esse espaço não só promova a produção audiovisual brasileira como também amplie as possibilidades de reflexão e imaginação sobre o passado”, acrescentou Ribeiro, professor do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), que agrega o Museu do Ipiranga e o Museu Republicano de Itu.

As inscrições gratuitas para o evento estão disponíveis no site do museu

 

Samba na Gamboa homenageia neste domingo a guerreira Clara Nunes

Em homenagem à diva Clara Nunes, na semana em que se recorda a morte da cantora mineira, há 42 anos, o programa Samba na Gamboa, da TV Brasil, exibe uma edição especial que resgata a história, o legado e os sucessos da saudosa intérprete. A atração vai ao ar neste domingo (30), às 13h. Clara morreu no dia 2 de abril de 1983.

No tributo, a apresentadora Teresa Cristina recebe a cantora e compositora Aline Calixto que gravou o álbum Clara Viva, em 2023. Expoente do cenário contemporâneo do samba, a convidada é conterrânea da icônica estrela e revisita clássicos que marcaram a obra da cantora, conhecida como Guerreira.

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Durante a edição inédita do Samba na Gamboa, a anfitriã e a visitante conversam sobre passagens importantes da vida e da carreira de Clara Nunes, como seu interesse pelos ritmos africanos. Além do canto, o figurino dos shows da artista também valorizava a estética da africanidade e do samba. Referência para as novas gerações, Clara soltava a voz com potência e timbre únicos para entoar um repertório que fez história na música brasileira.

Entre um aspecto e outro do trabalho incrível da homenageada, Teresa Cristina e Aline Calixto interpretam as músicas Canto das Três Raças, Conto de Areia, Tristeza Pé no Chão, Portela na Avenida, Você Passa e Eu Acho Graça e A Deusa dos Orixás, entre outras canções inesquecíveis.

Programa original da emissora pública, o Samba na Gamboa está no App TV Brasil Play e no YouTube do canal. 

A produção tem janela alternativa na programação aos sábados, às 23h. O conteúdo ainda pode ser acompanhado na versão para a Rádio Nacional aos sábados, ao meio-dia, disponível em toda a rede.

O programa

A nova temporada do Samba na Gamboa, que marca a estreia de Teresa Cristina como apresentadora, foi gravada no Teatro Ruth de Souza, no Parque Glória Maria, em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro. O palco para conversas embaladas por hits musicais é um cenário colorido que evoca uma praça na Gamboa,  bairro histórico da zona portuária da capital fluminense. A presença de plateia é outro destaque da atração.

Os encontros contam, ainda, com uma banda da pesada, comandada pelo lendário Paulão Sete Cordas, que acompanha Teresa Cristina e seus convidados pelo inesgotável repertório do samba brasileiro. A equipe reúne os músicos Eduardo Neves (sopros), João Callado (cavaco), Paulino Dias (percussão), Rodrigo Jesus (percussão) e Waltis Zacarias (percussão).

Cantora e compositora de mão cheia, Teresa Cristina também tem se revelado uma ótima entrevistadora, conduzindo os bate-papos com muita graça, informação, e, principalmente, emoção. A pesquisa sobre cultura popular é importante para a artista que, além do sucesso com o grupo Semente e na carreira solo, ganhou mais atenção com as lives que fez nas redes sociais no período da pandemia.

Com novo cenário, pacote gráfico e a trilha sonora de abertura repaginados, o Samba na Gamboa tem janela semanal, aos domingos, às 13h, na programação da TV Brasil, e horário alternativo aos sábados, às 23h.

O público pode curtir os conteúdos exclusivos no App TV Brasil Play e no YouTube da emissora. As edições também ganham espaço nas ondas da Rádio Nacional aos sábados, ao meio-dia, para toda a rede.

Destaques da temporada

Na nova temporada do Samba na Gamboa, Teresa Cristina recebe nomes consagrados do gênero, como Áurea Martins, Dorina, Dudu Nobre, Jorge Aragão, Moacyr Luz, Nei Lopes, Tia Surica, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Neguinho da Beija-Flor, Nei Lopes, Nelson Rufino, Nilze Carvalho, Péricles e Sombrinha.

O programa da TV Brasil também vai ter a presença de célebres artistas de outras matizes da música como Adriana Calcanhotto, Fabiana Cozza, Hermínio Bello de Carvalho, Mônica Salmaso, Roberta Sá, Simone Mazzer e Zé Renato.

A produção musical valoriza compositores que escreveram sucessos, mas nem sempre têm o devido reconhecimento e espaço na mídia. Teresa Cristina recebe nomes como Alex Ribeiro, Alfredo Del-Penho, Claudio Jorge, Mariene de Castro, Moyseis Marques, Serginho Meriti, Toninho Geraes e Zé Roberto. Artistas como Luísa Dionísio, Marina Íris, Nego Álvaro e Mingo Silva são outros convidados da temporada.

O Samba na Gamboa ainda traz nessa sequência de atrações inéditas uma série de programas especiais que destacam a importância de personalidades consagradas da sonoridade tipicamente nacional. Os conteúdos temáticos reverenciam o trabalho de Arlindo Cruz, Chico Buarque e Paulinho da Viola.

O canal público também exibe edições temáticas que prestam tributo a ícones que já partiram, como Aldir Blanc, Almir Guineto, Beth Carvalho, Candeia, Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Elizeth Cardoso, Elton Medeiros, Lupicínio Rodrigues, Monarco, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Reinaldo, Wilson Moreira e Zé Keti.

Com direção de Shirlene Paixão, a nova temporada, que marca a volta das edições inéditas do Samba na Gamboa, tem roteiro e pesquisa do jornalista Leonardo Bruno, profundo conhecedor do gênero.

Histórico da produção

O Samba na Gamboa reúne grandes intérpretes das novas gerações e nomes consagrados do gênero e ícones da MPB para uma animada roda de samba. Com Diogo Nogueira, o programa contou com sete temporadas e foi gravado entre 2008 e 2018. Até hoje a atração faz parte da grade do canal público.

Ao vivo e on demand   

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Moraes concede prisão domiciliar a condenado do 8/1 com câncer

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu neste sábado (29) prisão domiciliar a um condenado pelo ato golpista de 8 de janeiro de 2023 com câncer que sofreu infarto recentemente. Jaime Junkes passará a cumprir a pena de 14 anos em casa e usará tornozeleira eletrônica.

“Além do seu diagnóstico de câncer, reiteradamente comprovado nos autos, [o condenado] teria sofrido recentemente infarto agudo no miocárdio, o que configura importante situação superveniente a autorizar a excepcional concessão de prisão domiciliar humanitária”, escreveu Moraes em sua decisão.

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Além da tornozeleira, Junkes não poderá usar redes sociais, comunicar-se com os demais envolvidos nos atos de 8 de janeiro, nem dar entrevistas a veículos de imprensa sem a autorização do STF.

O condenado também está obrigado a informar à Justiça qualquer deslocamento por problemas de saúde com 48 horas de antecedência, exceto em casos de emergência, em que a saída poderá ser comunicada posteriormente.

Junkes também não poderá receber visitas em casa, exceto de irmãos, filhos, netos e advogados. As demais visitas precisarão ser autorizadas pelo STF.

Reconsideração

Ao permitir a prisão domiciliar, o ministro reconsiderou decisão do último dia 21. Na ocasião, Moraes não permitiu a ida de Junkes para casa, argumentando que o condenado poderia deixar o presídio periodicamente para fazer tratamentos de saúde.

Preso em flagrante dentro do Palácio do Planalto em 8 de janeiro de 2023, Junkes foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República como “executor material” dos ataques às sedes dos Três Poderes. Ele foi condenado a 12 anos e seis meses de pena em regime fechado, mais um ano e seis meses em regime semiaberto ou aberto.

Petrobras amplia capacidade de produção da Refinaria Abreu e Lima

A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), na cidade de Ipojuca, na região metropolitana do Recife, termina esta semana com a capacidade de produção de óleo diesel ampliada. A Petrobras informou que concluiu as obras de modernização do chamado Trem 1, módulo de produção da unidade. Com isso, a capacidade de refino de petróleo sobe de 115 mil para 130 mil barris por dia.

Essa ampliação é um “revamp”, que no jargão da indústria do petróleo significa o processo de revisão e ampliação. Esse revamp teve investimento de R$ 93 milhões e representa influência direta na capacidade de a estatal transformar o petróleo do pré-sal em óleo diesel, uma vez que a Rnest tem, dentre todas as refinarias do país, a maior taxa de conversão de petróleo cru em combustível, 70%.

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O avanço na produção, além de ajudar a Petrobras a aumentar as margens de lucro, contribui para que o Brasil dependa menos de óleo diesel importado.

Em 2024, a Rnest produziu 3,1 milhões de litros de diesel S-10 (tido como mais sustentável). Isso equivale a 12% de toda a produção desse combustível pela Petrobras e é suficiente para abastecer 6,7 milhões de caminhões.

Usado por veículos leves e pesados, o diesel S-10 proporciona maior eficiência energética e menor impacto ambiental. Cerca de 70% do diesel usado no Brasil é S-10.

>>Expansão de Refinaria Abreu e Lima ampliará em 40% produção de diesel

Poluente vira produto comercializado

A Abreu em Lima também se destaca no cenário petrolífero brasileiro e mundial por conseguir transformar gases poluentes (óxidos de enxofre e de nitrogênio) em ácido sulfúrico, um produto comercializado e muito utilizado em processos de purificação de água. Dessa forma, a emissão de gases é diminuída e a empresa ainda fatura com a venda do produto.

A unidade U-93 Snox, responsável pela conversão, passou a funcionar em dezembro de 2024. Em novembro, durante os preparativos finais da inicialização da operação, a Agência Brasil teve acesso exclusivo à unidade.

Ipojuca (PE) 01/11/2024 – A unidade U-93 de abatimento de emissões de gases SNOX da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, transforma óxido de enxofre e óxido de nitrogênio em ácido sulfúrico, a ser comercializado. A estrutura será a primeira do tipo a funcionar nas Américas, terceira no mundo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Duplicação

Atualmente está em andamento um processo de contratação para conclusão das obras do Trem 2, que significará duplicar a capacidade de refino da Abreu e Lima. Trem é o nome que se dá à linha de produção composta por três principais unidades interligadas de qualquer refinaria: separação do óleo, conversão e tratamento de derivados.

A Petrobras não divulga o valor orçado, por considerar a informação sensível. Ao visitar a refinaria, a reportagem da Agência Brasil pôde ver que parte do Trem 2 está construída, como se fosse um “rascunho”, por ter sido prevista no projeto original da Rnest. A obra foi interrompida na época da Operação Lava Jato. À época, a investigação apurou problemas nos contratos da obra.

Uma vez concluída, a refinaria chegará à marca de 260 mil barris diários, o que representa entregar ao mercado 13 milhões de litros de diesel S-10 por dia, volume suficiente para abastecer 10,5 milhões de caminhões anualmente. A Petrobras estima atingir essa marca de 2029.

Mulher que pichou estátua do STF deixa prisão

Filmada pichando a estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro, em Brasília, a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, no interior de São Paulo. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP), a saída ocorreu na noite das última sexta-feira (28).

“A Secretaria da Administração Penitenciária informa que a pessoa citada foi colocada em prisão domiciliar ontem [sexta-feira], às 20h, após a direção do Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro dar cumprimento ao alvará expedido pelo Supremo Tribunal Federal”, informou a SAP em nota.

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Por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, Débora teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar na sexta-feira. Ela ficou conhecida por escrever a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante o ato golpista de 8 de janeiro de 2023.

Segundo a decisão de Moraes, a acusada cumprirá prisão domiciliar em Paulínia (SP), onde reside. Débora deverá usar tornozeleira eletrônica, não poderá usar redes sociais nem ter contato com outros investigados. Está também proibida de dar entrevistas para a imprensa, blogs e podcasts nacionais ou internacionais sem autorização do STF. Em caso de descumprimento, ela deverá voltar para o presídio.

Em nota, a defesa de Débora comemorou a decisão. “Durante todo o período de sua detenção, Débora esteve afastada de sua família e de seus filhos, vivendo uma situação que, na visão da defesa, foi completamente desproporcional e sem base sólida nas evidências. A decisão de sua libertação simboliza a esperança de que, mesmo em tempos difíceis, a verdade e a justiça prevalecerão”, escreveram os advogados.

Julgamento

O julgamento que vai decidir se Débora será condenada começou na semana passada, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Antes da suspensão, o relator do caso, Alexandre de Moraes, votou para condenar Débora a 14 anos de prisão em regime fechado.

Em depoimento prestado no ano passado ao STF, Débora Rodrigues disse que se arrepende de ter participado dos atos e de ter pichado a estátua.

Crimes

Segundo a decisão de Moraes, ao ter cumprido mais de 25% da pena em caso de condenação, a acusada já poderia estar em progressão de regime. A decisão, no entanto, não anula as acusações a que Débora responde.

A soma para chegar à pena de 14 anos foi feita da seguinte forma:

•     Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (4 anos e 6 meses);

•     Golpe de Estado: (5 anos);

•     Associação Criminosa Armada (1 anos e 6 meses);

•     Dano Qualificado: (1 ano e 6 meses);

•     Deterioração do Patrimônio Tombado (1 ano e 6 meses);

•     Regime Fechado: Penas maiores que 8 anos começam em regime fechado.

•     Indenização de R$ 30 milhões: Todos os condenados pelo 8 de janeiro terão que pagar o valor solidariamente pelos dados causados com a depredação.

Rio começa campanha contra a gripe

O Rio de Janeiro começou neste sábado (29) a campanha anual de vacinação contra a gripe. O primeiro grupo imunizado foi o de profissionais da área de saúde. A vacina protege contra três tipos de influenza: H1N1 (Victoria), H3N2 (Tailândia) e B (Áustria).

Para a Secretaria Municipal de Saúde, a dose anual é “fundamental para prevenir complicações, internações e mortes decorrentes das infecções do vírus da influenza nos grupos mais vulneráveis”. Apenas em 2025, o Rio registra nove mortes e 64 internações por influenza.

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Enquanto profissionais de saúde, nós também temos que dar o exemplo para incentivar a população a se vacinar. A vacina é segura e gratuita, além de prevenir várias doenças e problemas pulmonares”, disse a sanitarista Jussara Santos.

“Eu sou asmática e, depois que comecei a tomar a vacina, nunca mais tive complicações respiratórias. Então, a imunização previne agravamentos da doença e hospitalizações”, completou.

Para a primeira semana da campanha, a cidade recebeu 220 mil doses da vacina. Em 2024, mais de dois milhões de vacinas foram aplicadas na campanha municipal.

Vacina segura

A vacina é segura para todos os grupos indicados. “As únicas exceções para precaução são pessoas com histórico de alergia grave em dose anterior da vacina influenza, e não há indicação para crianças menores de seis meses de idade”, afirma a secretaria.

Em caso de dúvidas, os serviços de saúde poderão avaliar cada caso. Não há intervalo entre a imunização contra a gripe e as vacinas de rotina. Pessoas com covid-19, sintomas gripais ou de dengue devem adiar a vacinação até a recuperação clínica total.

Para se vacinar, o usuário deve comparecer à unidade de saúde com documento de identificação e caderneta de vacinação, além de comprovante de classificação como grupo prioritário (laudo médico e documento funcional para os grupos profissionais atendidos, entre outros).

Confira os grupos prioritários e o calendário.

Locais de vacinação:

29 de março

Trabalhadores da saúde

1º de abril

Crianças de 6 meses a 5 anos

Idosos com 60 anos ou mais

Gestantes

7 de abril

Lista

Locais de vacinação:

29 de março

Trabalhadores da saúde

1º de abril

Crianças de 6 meses a 5 anos

Idosos com 60 anos ou mais

Gestantes

7 de abril

Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como doença cardíaca, respiratória, renal, neurológica, diabetes, obesidade grau III, transplantados e imunossupressão. Clique aqui para ver a lista.

12 de abril

Puérperas (45 dias após o parto)

Pessoas com deficiência permanente (PcD)

Professores

Profissionais das forças de segurança e salvamento e profissionais das forças armadas

Povos indígenas

Quilombolas

Caminhoneiros

Trabalhadores portuários

Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso

Funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos)

Pessoas em situação de rua

Trabalhadores dos Correios

Onde se vacinar

Todas as clínicas da família e centros municipais de saúde

Veja horários e endereços em prefeitura.rio/ondeseratendido

– Super Centro Carioca de Vacinação –  Botafogo

Rua General Severiano, 91 – Botafogo

Domingo a domingo – 8h a 22h

– Super Centro Carioca de Vacinação –  Campo Grande

Park Shopping Campo Grande (2º andar)

Público geral: segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 22h

Atendimento especial para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA): domingos, das 10h às 12h

Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como doença cardíaca, respiratória, renal, neurológica, diabetes, obesidade grau III, transplantados e imunossupressão. Clique aqui para ver a lista.

12 de abril

Puérperas (45 dias após o parto)

Pessoas com deficiência permanente (PcD)

Professores

Profissionais das forças de segurança e salvamento e profissionais das forças armadas

Povos indígenas

Quilombolas

Caminhoneiros

Trabalhadores portuários

Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso

Funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos)

Pessoas em situação de rua

Trabalhadores dos Correios

Onde se vacinar

Todas as clínicas da família e centros municipais de saúde

Veja horários e endereços em prefeitura.rio/ondeseratendido

– Super Centro Carioca de Vacinação –  Botafogo

Rua General Severiano, 91 – Botafogo

Domingo a domingo – 8h a 22h

– Super Centro Carioca de Vacinação –  Campo Grande

ParkShopping Campo Grande (2º andar)

Público geral: segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 22h

Atendimento especial para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA): domingos, das 10h às 12h

*Matéria alterada às 18h26 para acréscimo de informações.

Ganhador do Oscar, Ainda Estou Aqui pode ser visto de graça em Niterói

Moradores de Niterói, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, podem, até quarta-feira (2), assistir de graça ao filme Ainda Estou Aqui, primeira obra cinematográfica brasileira a conquistar um Oscar.

A iniciativa faz parte de uma parceria entre a prefeitura de Niterói e o espaço de exibição de filmes Reserva Cultural, que fica em um complexo idealizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012). Até a quarta-feira são oferecidas quatro sessões diárias do longa.

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A prefeitura niteroiense explica que a parceria é uma forma de democratizar o acesso à cultura e um “compromisso com a memória e a verdade”.

“Esse filme é um alerta para que nunca mais vivamos tempos de autoritarismo e censura”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

>>Fernanda Torres leva Globo de Ouro por atuação em Ainda Estou Aqui

O filme

Walter Salles and Fernanda Torres pose on the red carpet during the Oscars arrivals at the 97th Academy Awards in Hollywood, Los Angeles, California, U.S., March 2, 2025. REUTERS/Aude Guerrucci – REUTERS/Aude Guerrucci/Proibida reprodução

Dirigido por Walter Salles, Ainda Estou Aqui conquistou o Oscar na categoria melhor filme internacional. O longa-metragem havia sido indicado também para a estatueta de melhor filme, mas perdeu para Anora – maior vencedor da festa com cinco estatuetas.

O filme conta o drama de Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres. Ela é esposa do deputado cassado Rubens Paiva (Selton Mello), sequestrado e morto pela ditadura militar em 1971. Na história baseada em fatos, Eunice busca saber o destino do desaparecido político. A obra é inspirada no livro homônimo escrito por Marcelo Rubens Paiva, um dos filhos do casal.

O Oscar foi apenas um dos feitos do longa-metragem, que levou também prêmios em disputas como Festival de Veneza (Itália), Festival de Pessac (França), Festival Internacional de Roterdã (Holanda), Prêmios Goya (Espanha) e Cinema for Peace (Berlim).

A atriz Fernanda Torres foi indicada ao Oscar de melhor atriz, mas não levou a estatueta, que ficou com Cynthia Erivo, pela atuação em Wicked. No entanto, Fernanda Torres já tinha brilhado ao receber o Globo de Ouro nesta mesma categoria.

Atriz Fernanda Torres interpreta Eunice Paiva no filme Ainda estou Aqui. – Divulgação

Com mais de 5 milhões de espectadores e R$ 104,7 milhões em renda até o começo de março, Ainda Estou Aqui era a terceira maior bilheteria nacional desde 2018, atrás apenas de Minha Mãe é uma Peça 3 (2018) e Nada a Perder (2019).

Como assistir

As sessões são realizadas diariamente até quarta-feira (2), sempre às 13h, 15h40, 18h20 e 21h.

O morador de Niterói interessado em assistir precisa chegar uma hora antes da sessão e levar documento de identidade e comprovante de residência na bilheteria do cinema. Pode ser retirado um ingresso por documento.

As sessões estão sujeitas a lotação, de acordo com a ordem de chegada dos interessados. O Reserva Cultural fica na Avenida Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos, Niterói.

Dados do ISP mostram aumento de 99% nos casos de roubo de carga no Rio

O Instituto de Segurança Pública (ISP) publicou nesta sexta-feira (28) os dados dos índices de criminalidade de fevereiro de 2025. Na comparação com o mesmo mês de 2024, ocorreu um aumento dos casos de homicídios, de roubos de veículo, de pedestres e, principalmente, de carga, que  registrou um aumento de 99%. Em fevereiro deste ano, foram 319 roubos, diante de 160 registrado em 2024.

>>No Rio, governo assina acordos na área de segurança e roubo de cargas

Apreensão de fuzis diminuiu

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A apreensão de fuzis, consideradas armas de guerra, teve uma redução em fevereiro de 2025 em relação ao mesmo mês de 2024: foram 59 fuzis retirados das mãos do crime organizado contra 66 fuzis apreendidos no ano passado.

Os homicídios dolosos, quando há a intenção de matar, de acordo com os números do ISP, aumentaram 2%. Foram 243 vítimas em fevereiro de 2025, contra 238 no mesmo período do ano passado.

Roubos de carros

Roubos de carros cresceram em fevereiro de 2025, com 2.435 registros em todo estado do Rio. Em 2024 foram roubados 2.036 veículos, um aumento de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os roubos a pedestres tiveram um aumento de 6%. Em fevereiro deste ano foram registrados 4.995 casos nas delegacias policiais contra 4.724 casos, em 2024.

Governador

Rio de Janeiro (RJ), 06/10/2023 – O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ao comentar os dados do ISP, o governador Cláudio Castro cobrou uma legislação mais rigorosa para manter o criminoso mais tempo cadeia.

“Estamos fazendo a nossa parte, tirando criminosos de circulação e entregando à Justiça. Mas é necessária uma legislação mais dura, que impeça a volta imediata desses bandidos às ruas”, avaliou.

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública são referentes aos registros de casos lavrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante o mês de fevereiro de 2025.

Maior parte de repatriados dos EUA é transportada para Minas

A maior parte dos brasileiros repatriados dos Estados Unidos chegou a Minas Gerais, informou neste sábado (29) a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Das 104 pessoas que desembarcaram nessa sexta-feira (28) em Fortaleza, 76 foram transportados para Belo Horizonte com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).

O restante dos repatriados ficou em Fortaleza. Segundo a Secretaria de Direitos Humanos do Ceará, 14 pediram abrigo e ficarão na capital cearense por até dois dias. Outros passageiros, principalmente do Norte e do Nordeste, foram encaminhados para a rodoviária de Fortaleza, onde também há um ponto de acolhimento.

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Quatro passageiros foram presos no desembarque por terem restrições na Justiça brasileira. Após uma perícia médica na Polícia Federal, eles foram encaminhados ao sistema penitenciário do Ceará. Posteriormente, a Justiça definirá em quais estados eles ficarão presos.

Esse foi o quinto voo de repatriados dos Estados Unidos a chegar ao Brasil desde o início do segundo mandato do presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo estatísticas da Secom, no último  voo havia 79 homens e 25 mulheres. A maioria (86,5%) tem de 19 a 50 anos. Sete são crianças e adolescentes.

Acolhimento

Após o primeiro desembarque, em Manaus, em que foram constatados maus-tratos aos repatriados, o governo brasileiro elaborou uma operação de acolhida aos brasileiros em situação ilegal que saíram dos Estados Unidos.

A orientação é que, assim que a aeronave pouse em território nacional, os passageiros retomem a condição de cidadãos brasileiros, retirando algemas e correntes e recebendo tratamento adequado. A ação reúne vários ministérios e órgãos federais, incluindo Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Saúde, Relações Exteriores, Defesa e Polícia Federal.

A articulação envolve ainda secretarias estaduais, a Defensoria Pública da União e as concessionárias aeroportuárias Fraport Brasil e BH Airport, que montaram pontos de acolhimento nos aeroportos. Em Fortaleza, o Ministério da Saúde verifica a situação vacinal dos deportados. Em Belo Horizonte, há contato direto com a Secretaria Municipal de Saúde para garantir assistência médica.

Quem não tem um local para ficar ao regressar ao país fica em estrutura de acolhimento provisório com alimentação e acomodação.

Por meio de uma parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os passageiros são transportados até a rodoviária mais próxima de cada aeroporto – Fortaleza ou Belo Horizonte – e têm transporte gratuito de ônibus até as cidades de origem.

Rádio Nacional abre transmissões da Série A do Brasileirão 

Rádio Nacional acompanha dois confrontos válidos pela primeira rodada da Série A do Campeonato Brasileiro neste fim de semana. Os jogos Flamengo x Internacional e Palmeiras x Botafogo terão cobertura ao vivo da emissora pública no sábado (29) e no domingo (30), respectivamente.

A jornada esportiva na faixa Show de Bola Nacional começa meia hora antes do início das partidas. O pré-jogo traz notícias sobre as equipes, detalhes da escalação dos times e a tabela atualizada dos clubes na competição.

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No sábado, Flamengo e Internacional se enfrentam às 21h no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Para esta cobertura, a Nacional escalou André Marques na locução e Carlos Molinari nos comentários. Rodrigo Campos atua na reportagem e no plantão da informação. 

O confronto entre Palmeiras e Botafogo acontece domingo, às 16h, no Allianz Parque, em São Paulo. A locução ficará por conta de André Luiz Mendes, com comentários de Carlos Molinari. Também está no time da Rádio Nacional Bruno Mendes, que faz as reportagens e o plantão da informação. 

Informações sobre o Campeonato Brasileiro

O Campeonato Brasileiro é a liga brasileira de futebol profissional entre clubes do Brasil, sendo a principal competição futebolística no país. Por meio da disputa, são indicados os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América (juntamente com o campeão da Copa do Brasil).

Vinte clubes participam do torneio. No decorrer da temporada, cada time joga duas vezes contra os outros (em um sistema de pontos corridos), uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos. 

As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. Os clubes são classificados pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados.

Em caso de empate entre dois ou mais times, os critérios de desempate são: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; e menor número de cartões amarelos recebidos.

Cobertura esportiva da Nacional

Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.

A Nacional apresenta, ao vivo, vários duelos de diversos campeonatos. Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. 

Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo.

O tradicional programa No Mundo da Bola tem edições de segunda a sexta, ao vivo, às 18h, com 30 minutos.

Durante a programação da emissora pública, as atrações também trazem a participação do time de esportes com informações atualizadas. A ideia é oferecer ao público noticiário preciso, conteúdo relevante, comentários embasados e opinião fundamentada sobre o que acontece de mais recente no futebol do país e no exterior.

Talentos do jornalismo esportivo

A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. Experientes comentaristas e talentos das novas gerações da imprensa segmentada brasileira integram o time de esportes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia.

Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de segunda a sexta, em duas edições, às 12h30 e às 18h30, além da mesa redonda dominical No Mundo da Bola, às 20h30.

Sempre ao vivo, as tradicionais produções da emissora pública trazem análises e apurações atualizadas. O esporte tem espaço destacado na programação do canal. O telejornal diário Repórter Brasil, às 12h45 e às 19h, também oferece uma ampla cobertura dos principais resultados do dia.

Os profissionais que entram em campo na equipe de esporte da empresa ainda fazem a cobertura das jornadas de diversas modalidades e noticiam os principais resultados em reportagens no site da Agência Brasil.

Serviço

Brasileirão Série A –  Flamengo x Internacional – sábado, dia 29/03, a partir das 20h30, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS

Brasileirão Série A – Palmeiras x Botafogo – domingo, dia 30/03, a partir das 15h30, na Rádio Nacional (toda a Rede, exceto FM DF)

 

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Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

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Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

 

 

Inalação do vapor de gasolina causa câncer e ameaça frentistas

A inalação do vapor de gasolina automotiva causa câncer de bexiga e leucemia mieloide aguda em pessoas adultas, segundo estudo publicado pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) na revista The Lancet Oncology.

A exposição a esse gás afeta principalmente os que trabalham diretamente com o combustível, seja na produção, transporte e reabastecimento de automóveis. Entre os profissionais de maior risco, estão os frentistas dos postos de combustíveis, e a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro) reivindica que é urgente a adoção de medidas eficazes para proteger a saúde desses trabalhadores.

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Em nota, o secretário de saúde da entidade, Eduardo Silva, diz que os trabalhadores têm se mobilizado para que os postos de combustíveis adotem sistemas de recuperação de vapores nas bombas, para reduzir a inalação de vapores tóxicos. E que tanto a Fenepospetro quanto os sindicatos dos frentistas do país têm lutado em defesa da saúde e da segurança dos trabalhadores.

“É urgente que sejam reforçadas políticas públicas e normas de segurança ocupacional para minimizar os riscos à saúde dos frentistas e da população em geral. A divulgação dessa nova classificação pela IARC deve servir como um alerta para a necessidade de medidas mais rígidas de prevenção e fiscalização”, publicou Eduardo.

Mais doenças

Segundo a pesquisa, há também evidências, mesmo que limitadas, de que a ocorrência de outros tipos de doenças podem ser relacionadas a essa intoxicação: linfoma não-Hodgkin (incluindo leucemia linfocítica crônica), mieloma múltiplo, síndromes mielodisplásicas (um grupo de doenças que afeta a produção de células sanguíneas na medula óssea), além de cânceres de estômago e rim em adultos. Além de leucemia linfoblástica aguda em crianças.

A gasolina é formada por uma mistura complexa de hidrocarbonetos e pode conter aditivos químicos, para melhorar o desempenho do combustível, reduzir as emissões de poluentes e aumentar a octanagem (a resistência à detonação do combustível).

Cinco desses aditivos foram identificados como tóxicos e cancerígenos: benzeno, cumeno, xileno, tolueno e etilbenzeno. ETBE (Éter etil terciário-butílico) e MTBE (Éter metil terc-butílico) apresentam evidências científicas limitadas quanto ao potencial de causar câncer em humanos. Já os compostos DIPE (éter di-isopropílico), TAME (Éter terc-amilmetílico) e TBA (Álcool terc-butílico foram classificados como não cancerígenos.

Proteção

Por meio de sua área técnica Ambiente, Trabalho e Câncer, da Coordenação de Prevenção e Vigilância, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica algumas atitudes para minimizar a exposição dos frentistas e outros trabalhadores do setor ao vapor da gasolina. Fernanda Nogueira, que responde pelo setor, listou as principais medidas:

  • O abastecimento dos veículos deve ser limitado pelo sistema automático. Isto é, não se deve encher após o limite programado pela bomba. Pare ao ouvir o “click”;
  • A inalação de produtos da gasolina é prejudicial à saúde. Nunca cheire a tampa do veículo antes de abastecer;
  • O uniforme molhado de combustível pode intensificar a absorção de compostos nocivos presentes na gasolina. Comunique imediatamente ao seu empregador para que tome as providências necessárias para que o trabalhador troque sua vestimenta;
  • Os trabalhadores devem ter sua saúde constantemente monitorada, por meio da realização de exames médicos periódicos (clínico e bioquímico – sangue e urina) a fim de se avaliar precocemente possíveis alterações nos órgãos sugestivas de câncer;
  • Utilizar adequadamente os equipamentos de proteção fornecidos pela empresa: luvas impermeáveis e máscaras são essenciais durante a coleta da amostra de combustível, retirada do caminhão-tanque, e, nos casos do uso da régua, para leitura manual dos tanques do subsolo.

Em relação às empresas que controlam os postos de combustíveis, as orientações do INCA são:

  • Instalar sistema estruturado de recuperação de vapores nos bicos de abastecimento das bombas de combustíveis líquidos que contêm benzeno. Esse sistema capta e direciona os vapores para o próprio tanque de combustível do posto ou para um equipamento de tratamento de vapores.
  • Atender à legislação vigente quanto à segurança e saúde dos trabalhadores, principalmente no que se refere a NR 20 e a NR 09;
  • Realizar a manutenção periódica do bico automático das bombas de abastecimento;
  • Implementar a utilização de peças protetoras contra respingo nas bombas de abastecimento e realizar a sua manutenção periódica. A utilização de paninho ou flanelas para contenção de respingos é proibida por lei;
  • Implementar o leitor eletrônico nos tanques do subsolo, para eliminar a leitura manual com o uso da régua;
  • Garantir aventais e luvas impermeáveis para os lavadores de carro;
  • Garantir e monitorar o uso de luvas impermeáveis e proteção respiratória são essenciais durante a coleta da amostra de combustível, retirada do caminhão-tanque, e nos casos do uso da régua, para leitura manual (quando for o caso) dos tanques do subsolo;
  • Oferecer curso de capacitação para todos os funcionários quanto aos riscos das atividades e às normas de segurança a serem adotadas no ambiente de trabalho;
  • Fornecer gratuitamente uniforme completo (luvas, avental) e calçados de trabalho fechados, impermeáveis e adequados aos riscos, bem como garantir a higienização desses semanalmente.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para saber se algum procedimento ou norma de segurança será atualizado depois da publicação do estudo e das recomendações do INCA. Mas ainda aguarda resposta.

Pé-de-Meia: 1ª parcela de 2025 é paga a partir desta segunda-feira

Os estudantes do ensino médio da rede pública de ensino, beneficiários do programa Pé-de-Meia 2025 recebem, a partir desta segunda-feira (31), a parcela do Incentivo Matrícula no valor de R$ 200. A parcela única anual será paga de forma escalonada até 7 de abril, conforme o mês de nascimento do estudante.

O Incentivo Matrícula é destinado a todos os estudantes do ensino médio público que efetivaram sua matrícula para o ano letivo de 2025. A Caixa Econômica Federal confirma que neste mês, serão disponibilizadas cerca de 3,9 milhões de parcelas, sendo 1,3 milhão para novos estudantes, ou seja, que ingressaram no primeiro ano do ensino médio público em 2025.

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O estudante pode consultar o aplicativo Jornada do Estudante do MEC para saber se tem o direito a receber os benefícios.

Em fevereiro, o MEC repassou os recursos da parcela do Incentivo Conclusão dos três anos do ensino médio relativos ao Pé-de-Meia de 2024.

Confira o calendário de pagamento da primeira parcela da edição de 2025 do programa Pé-de-Meia, no valor de R$ 200:

  •     Nascidos em janeiro e fevereiro recebem em 31 de março;
  •     Nascidos em março e abril recebem em 1º de abril;
  •     Nascidos em maio e junho recebem em 2 de abril;
  •     Nascidos em julho e agosto recebem em 3 de abril;
  •     Nascidos em setembro e outubro recebem em 4 de abril;
  •     Nascidos em novembro e dezembro recebem em 7 de abril;

Incentivos pagos

A chamada Poupança do Ensino Médio tem quatro tipos de incentivos:

  • incentivo-matrícula: por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200;
  • incentivo-frequência: por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas durante o ano de R$ 200.
  • incentivo-conclusão: por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais, no valor total de R$ 3 mil. O saque depende da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;
  • incentivo-Enem: por participação comprovada nos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no último ano do ensino médio. Os R$ 200 são pagos em parcela única ao estudante matriculado no terceiro ano e ficam disponíveis para saque.

O incentivo-matrícula corresponde à primeira parcela do ano. As parcelas do incentivo-frequência, que somam R$ 1,8 mil por ano, são pagas ao longo do ano letivo, a partir da comprovação da frequência mensal do estudante.

O pagamento do incentivo-conclusão na modalidade poupança depende da conclusão de cada ano do ensino médio e poderá ser sacado somente após a aprovação no terceiro ano. A última parcela, a do incentivo-Enem, será concedida se o estudante comparecer aos dois dias de provas do Enem, no ano em que estiver cursando o terceiro ano do ensino médio.

Aos alunos da EJA, o bônus é pago em quatro parcelas de R$ 225, por semestre cursado. O valor total semestral é de R$ 900.

Depósitos

Todos os incentivos do Pé-de-Meia são pagos pelo Ministério da Educação em conta aberta automaticamente pela Caixa em nome dos estudantes do primeiro, segundo e terceiro anos do ensino médio matriculados em 2025.

O agendamento dos pagamentos e os futuros depósitos também poderão ser consultados no aplicativo Jornada do Estudante, que pode ser baixado em smartphones e tablets e o login é feito com o próprio Cadastro de Pessoa Física (CPF) do estudante na conta no portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. A conta pode ser de nível de segurança bronze.

Calendário

A Portaria nº 143/2025 do MEC estabelece o calendário de pagamento do programa Pé-de-Meia em 2025.

Os depósitos são feitos de acordo com matrícula, frequência dos estudantes nas aulas e participação no Enem. Os pagamentos seguem um cronograma que varia conforme o mês de nascimento do estudante. 

Calendário pé-de-meia – EJA – primeiro semestre – Arte/Agência Brasil

 

Calendário pé-de-meia EJA – segundo semestre – Arte/Agência Brasil

Poupança do ensino médio

O programa federal do Ministério da Educação (MEC) funciona como um incentivo financeiro para que o estudante de baixa renda da rede pública permaneça na escola e se forme no ensino médio, sem abandonar os estudos para trabalhar.

A política pública é voltada a jovens matriculados do ensino médio regular e na modalidade da educação de jovens e adultos (EJA), que sejam parte de famílias incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Todo estudante que se encaixa nos critérios do programa é incluído automaticamente. Não há necessidade de se inscrever no Pé-de-Meia.