Ainda é impossível mensurar todos os danos do tornado, diz ministro

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse neste domingo (9) que ainda não é possível mensurar todos os danos causados pelo tornado na cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR), a mais afetada, e em pelo menos outras 11 cidades de região centro-sul paranaense.

A equipe do governo federal visitou hoje áreas urbanas e rurais para avaliar a extensão do desastre. Ele disse que, agora, o tempo é de solidariedade e ação para ajudar as pessoas e restabelecer os serviços públicos e privados para reconstruir o que foi destruído. 

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 “É preciso apoiar as famílias que estão precisando de assistência de saúde, alimentação e abrigo”, afirmou o ministro. 

De acordo com a Defesa Civil, 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreram estragos na infraestrutura. O tornado deixou seis mortos, cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, também no Centro-Sul do estado.  

Urgências

Embora ainda não tenha a extensão total do desastre, o ministro defendeu a necessidade de alocação de recursos emergenciais de infraestrutura para retomada dos serviços essenciais.  

“A minha equipe, de ontem para hoje, já pôde medir, por exemplo, a necessidade de pelo menos R$ 15 milhões para construir uma nova escola e um ginásio”. 

Ele disse que as equipes do governo federal estão fazendo trabalho em campo para avaliar a quantidade de casas que foram destruídas, e também os de outros patrimônios privados e públicos que precisarão de reconstrução. 

Segundo Góes, a orientação do governo é que as prefeituras devam solicitar recursos de emergência o quanto antes e não apenas depois de ser realizado o balanço total da destruição. “Se há uma informação de uma escola que foi destruída e já existe um orçamento da área construída que precisa ser feita, já é possível empenhar esse recurso”.

O ministro ainda pediu união das três esferas de governo (União, Estado e municípios) para agilizar o atendimento das necessidades das pessoas. “Nós não temos problema de recepcionar nenhuma demanda”.

“Tudo o que for necessário para reconstruir a cidade de Rio Bonito do Iguaçu e outras cidades afetadas, o presidente Lula está determinando a mim e a outros colegas ministros que assim o façamos”, completou o ministro.

Suporte 

Segundo o Ministério, a diretora de tecnologia da informação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lea Bressy Amorim, está na cidade para avaliar a possibilidade de antecipação de pagamentos e outros auxílios. 

Outra ação imediata do governo foi a mobilização de uma equipe da Força Nacional do SUS de equipe composta por médico sanitarista, enfermeiro, analista de recursos logísticos, analista de incidentes e reconstrução assistencial e especialista em saúde mental em desastres. 

Em relação à energia elétrica, a empresa responsável pela distribuição de energia no Paraná (Copel), informou que restabeleceu 49% da rede elétrica de distribuição de energia de Rio Bonito do Iguaçu.

O governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou estado de calamidade em Rio Bonito do Iguaçu. A decisão permite ao governo local executar gastos emergenciais sem as restrições normais do orçamento, além de facilitar acesso a verbas federais.

Após fazer o Enem, candidatos manifestam confiança e expectativa 

O primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizada em todo o Brasil neste domingo (9), concede aos alunos até cinco horas e 30 minutos para responder questões e escrever a redação. Mas a partir de duas horas de realização – tempo mínimo exigido – alguns candidatos já tinham deixado o local de aplicação, bem antes das 19h, horário final.

A Agência Brasil conversou com alguns deles em pontos de aplicação do exame no Rio de Janeiro. 

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Em meio ao reencontro com parentes e amigos e a abordagens de promotores de cursinhos e de faculdades privadas, os estudantes manifestaram sentimentos como confiança, expectativa para o próximo domingo – quando acontece o segundo dia de provas – e surpresa com o tema da redação: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”.
Diego Jeferson Souza Nascimento foi o primeiro candidato a terminar as provas do Enem na Universidade Estácio, na Tijuca. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Diego Jeferson de Souza, de 17 anos, fez a prova no campus de uma universidade particular, no bairro do Maracanã. Ele foi o primeiro a deixar o local de provas, poucos minutos após as 15:30.

“A prova estava tranquila até, eu achei que estaria mais difícil, só deu uma dificultada na redação, porque eu estava com um tema em mente e foi totalmente outro”, disse o estudante que pretende fazer curso de ciências contábeis na faculdade.

Para ele, o fato de ter feito a prova rapidamente é sinal de confiança para o próximo domingo.

Cansativa

A candidata Pâmela Rodrigues pretende fazer faculdade de direito. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Perto dali, Pâmela Rodrigues deixava o local de provas em uma unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). Na blusa que usava, exibia orgulhosa a frase estampada: “A educação transforma vidas e concretiza sonhos”. 

A candidata de 33 anos pretende fazer faculdade de direito e considerou a prova “bem cansativa”, acrescentando que piora as dores que tem nas costas.

“É uma prova bem complexa, muitas horas, o que acho que gera muito cansaço e acho que tem que trabalhar muito o nosso emocional, psicológico. Requer também um bom preparo para conseguir uma boa pontuação”, disse.

Pâmela também se surpreendeu com o tema da redação. “Eu achei que cairia algo de meio ambiente por estar muito em alta, a questão de desmatamento”, contou.

Julian de Souza, de 21 anos, que pretende cursar fisioterapia, classificou o desempenho de “razoável” e, apesar da surpresa com o assunto da redação, achou que foi um “bom tema”.

“O que eu acho do Enem é que é mais interpretação, acho que questões de texto cansam mais, mas foi tranquilo até”, avaliou.

Dificuldade

Outra candidata que vislumbra fazer faculdade na área da saúde é Caroline Rosa, de 17 anos, que quer estudar enfermagem. Ela achou a prova “um pouco difícil”.

“Com medo”, brincou. Ela já adiantou que a próxima semana será de estudo. “É matemática, né? Então tem que estudar à beça”.

Graziele Silva dos Santos achou a prova difícil Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Graziele Silva dos Santos, de 17 anos, se imagina fazendo faculdade na área de logística e não achou o exame tranquilo.

“Achei um pouco difícil, mas talvez eu consiga”, disse ela, que considerou importante o tema da redação.

“Foi importante cair porque não é algo que muita gente pensa. Então é importante para a gente treinar”, diz. 

Maria Clara Camargos ficou surpresa com o assunto da redação Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Maria Clara Camargos, de 17 anos, classificou o primeiro dia do Enem como desafiador. “Mas foi bom, não foi tão ruim não”.

A estudante quer ser psicóloga e foi mais uma que ficou surpresa com o assunto da redação. “Eu estava confiante de que seria sobre a tecnologia, que eu teria mais argumentos”.

Entre os candidatos, havia os que confessaram não ter estudado muito para a prova, como Cauã Pereira Barbosa, de 18 anos. “Vou fazer área militar, então eu vim aqui só para fazer mesmo”, relatou ele, que ainda nutre o interesse em cursar ciência da computação.

Processo seletivo

Mais de 4,8 milhões de candidatos estavam habilitados a participar do Enem.

Além da redação, a prova deste domingo cobrou questões de múltipla escolha das seguintes áreas do conhecimento: língua portuguesa; literatura; língua estrangeira (inglês ou espanhol); história; geografia; filosofia e sociologia, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação.

O segundo dia de prova é no próximo domingo (16), quando serão cobrados conteúdos de ciências da natureza e matemática.

Além de avaliar o ensino nas escolas, O Enem é a principal porta de entrada em universidades, principalmente nas públicas. A nota pode ser usada pelos estudantes no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), voltado às públicas, e no Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), os dois direcionados a instituições particulares.

Tema da redação do Enem ajuda a debater etarismo, dizem professores 

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, ajuda a promover debates atuais como violações de direitos e etarismo, que é o preconceito contra uma pessoa por causa de sua idade.

A avaliação é de professores ouvidos pela Agência Brasil neste domingo (9).

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Para a professora de redação Bárbara Soares, que atua em Brasília, o exame trouxe, mais uma vez, um tema relevante e atual, tendo em vista o envelhecimento da população e a necessidade de combate ao etarismo. 

Além disso, relações possíveis com violações de direitos, como a descoberta sobre os desvios de recursos das aposentadorias de brasileiros e a necessidade de novas políticas públicas poderiam ser abordadas na prova. 

“Há uma grande preocupação de como proteger essas pessoas. O Enem coloca uma lupa sobre um problema que está relacionado a grupos mais vulneráveis e de que premissas constitucionais estão sendo violadas”, afirmou a docente.

Recorrência 

A professora recordou que, há dois anos, o Enem tratou sobre a invisibilização do trabalho de cuidado de mulheres.

“Nós precisamos de uma política nacional de cuidado. Nós precisamos pensar sobre isso de uma maneira mais estruturante mesmo. Eu acho que é exatamente isso que eles querem dos alunos”. 

O professor Thiago Braga, que dá aulas no Rio de Janeiro, também contextualiza que, em 2070, quase 40% da população brasileira será de idosos. 

“É uma discussão feita interdisciplinarmente na escola. Todos eles sabem, por exemplo, que a pirâmide etária brasileira está passando por uma transformação importante nesse momento”, pondera.

Por isso, o professor entende que os textos motivadores podem ter uma importância fundamental para o direcionamento temático. “Lembrando que a gente tem um estatuto da pessoa idosa no Brasil, que é de 2003. Pode ser uma boa referência para que os alunos usem [nas redações).”

Veja imagens da entrada de alunos no Enem
 

Repertórios 

A professora de redação Rayana Roale, que também trabalha no Rio de Janeiro, considera o tema de complexidade mediana, e lembra que o assunto também foi abordado na Prova Nacional Docente (PND). Ela explica que a questão da idade perpassa todas as camadas da sociedade. 

“Acredito que não vai ser um tema muito difícil de abordar porque existe muito repertório e informações disseminadas sobre isso”. 

Os professores avaliam que uma outra tônica que poderia ser trazida é de como a “sociedade produtiva” tende a deixar as pessoas mais velhas de lado. 

Professora de redação, Michele Marcelino, de São Paulo, considera que o exame acertou “em cheio” ao trazer para o debate a questão. “O tema permite discutir o etarismo, os direitos das pessoas idosas e os problemas que elas enfrentam na sociedade contemporânea, como abandono e preconceito”.

Ela acrescenta que a motivação vai ao encontro das mudanças sociais significativas no país. “Trazer esse tema à luz não apenas é pertinente, mas também acessível aos estudantes, que não devem ter dificuldade em desenvolver uma reflexão consistente”.

Debate importante

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, defendeu que o tema provoca debate sobre os desafios para o acesso ao trabalho digno, para acesso à previdência social e à saúde pública de qualidade. 

“Todos esses desafios demandam o desenvolvimento de políticas públicas. Esse aspecto é muito importante e também  traz debate social e cultural que diz respeito à nossa compreensão sobre as pessoas mais velhas”.

Ela acrescenta que, graças à democratização do acesso ao ensino superior, o perfil dos alunos mudou muito. “A gente tem a felicidade de ver pessoas com mais de 60, 70, às vezes 80 anos realizando o sonho de estar dentro da sala de aula ao lado dos mais jovens. Isso é muito importante”.

Convívio e respeito

No início deste mês, a Agência Brasil publicou a história de três médicos especialistas que, com mais de 80 anos, continuam na ativa, vencendo preconceitos. Na mesma série especial, a reportagem ouviu especialistas que apontaram o convívio entre gerações como receita de sucesso contra o etarismo.

Em junho do ano passado, para marcar o mês do orgulho LGBTQIA+, a Agência Brasil debateu a necessidade de políticas públicas, saúde especializada e respeito à diversidade no envelhecimento dessa população

Massacre de Paraisópolis: “foi legítima defesa”, diz única PM a depor

Em depoimento prestado no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, a policial militar Aline Ferreira Inácio afirmou que a atuação da corporação no episódio conhecido como Massacre de Paraisópolis, que resultou na morte de nove jovens em dezembro de 2019, ocorreu em legítima defesa. Ela lembrou que nenhum dos policiais envolvidos saiu da operação com ferimentos graves.

Ainda na ativa e a única disposta a testemunhar, Aline era quem dava as ordens ao efetivo destacado para atuar na operação no Baile da DZ7, na favela de Paraisópolis.

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Como outros 11 policiais, ela responde na Justiça por homicídio. Os agentes podem ser julgados em júri popular, após as audiências de instrução. 

Com exceção da tenente, todos os envolvidos no caso optaram pelo direito ao silêncio e decidiram não testemunhar.  A postura, já esperada pela outra parte do processo, teria como objetivo evitar possíveis contradições nos relatos. A audiência ocorreu enquanto movimentos sociais realizavam um protesto em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, reunindo centenas de jovens, em sua maioria negros, que acompanharam o julgamento em solidariedade às mães das vítimas.

A agente reiterou o que seu colega Rodrigo Cardoso da Silva disse ao juiz Antônio Carlos Pontes de Souza, responsável pelo caso, em março deste ano. Testemunha indicada por seis dos policiais acusados, Rodrigo Silva declarou que uma segunda viatura foi acionada para proteger colegas que chegaram antes e estavam sendo supostamente atacados por pessoas do baile. 

Segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, o reforço no efetivo foi necessário devido ao risco representado por dois ocupantes de uma motocicleta. De acordo com a corporação, os suspeitos teriam chegado atirando, o que teria provocado o tumulto entre o público do baile e a correria que se seguiu.

Para os familiares das vítimas, seus advogados e a Defensoria Pública de São Paulo, responsável pela acusação no processo, não há dúvidas de que os jovens foram cercados de forma deliberada, em uma emboscada que terminou em uma viela estreita. Em 2023, uma biomédica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ouvida pelo juiz atestou a asfixia como causa das mortes, descartando a hipótese de pisoteamento apresentada pelos policiais.

Durante o depoimento, a policial militar negou que o direcionamento das vítimas ao local da tragédia tenha sido intencional ou que houvesse bloqueios para impedir possíveis rotas de fuga. Segundo ela, seria “impossível” realizar tal ação, já que “não conhecia todos os becos e vielas” da região, considerada extensa. A agente acrescentou que “a tragédia teria sido muito maior, se fosse feita com esse intuito”.

O Massacre de Paraisópolis ocorreu em um período em que o então governador João Doria havia intensificado as ações contra os bailes funk da capital paulista, em uma política criticada por movimentos sociais e especialistas por representar uma forma de criminalização do funk e das comunidades periféricas. Entre 1º de janeiro e 1º de dezembro de 2019, a Polícia Militar realizou 7,5 mil operações sob a justificativa de cumprir a lei do silêncio e combater o tráfico de drogas e outros crimes.

Os advogados das famílias das vítimas questionam, no processo, a possibilidade de omissão de socorro, além do cerco que teria levado os jovens à morte por asfixia. Ao ser questionada, a policial afirmou que seguiu o protocolo previsto em resolução da corporação, evitando ultrapassar suas atribuições para não agravar o estado das vítimas. Ela reconheceu, no entanto, que o treinamento em primeiros socorros oferecido pela PM é “superficial, feito apenas durante a formação e não de forma contínua”.

“Ali não era uma situação básica”, alegou, para explicar por que, na sua avaliação, primeiros-socorros não solucionariam o atendimento, acrescentando que ela chegou a atender uma das vítimas na viatura que dirigia.

Próximas etapas

De acordo com a advogada Rosa Cantal, que integra a equipe de defesa das famílias das vítimas, acusação e defesa apresentam agora ao juiz manifestações escritas nas quais reforçam suas argumentações.

Após essa etapa, o magistrado pode pronunciar os réus, ou seja, encaminhar o caso ao Tribunal do Júri, reconhecendo a legitimidade da denúncia do Ministério Público. Nesse cenário, há o entendimento de que o caso envolve um crime doloso contra a vida. Caso o magistrado conclua que não houve dolo, poderá reclassificar o crime como culposo, absolver sumariamente os acusados ou considerar não comprovadas a autoria e a materialidade do crime.

Segundo Cantal, ao reconhecer o crime como doloso, o juiz pode enquadrá-lo em duas possibilidades: o dolo eventual, hipótese apresentada na denúncia, ou o dolo direto. “O dolo eventual é quando os policiais assumem o risco”, explicou a advogada.

Enem 2025: entenda quem pode solicitar a reaplicação das provas

Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que foram afetados por problemas logísticos no dia da aplicação das provas ou acometidos por algum tipo de doença infectocontagiosa listada no edital podem solicitar a reaplicação do exame por meio da Página do Participante.

Os casos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), serão julgados individualmente.

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São considerados problemas logísticos, para fins de reaplicação, “fatores supervenientes, peculiares, eventuais ou de força maior”, incluindo:
  • Desastres naturais que prejudiquem a aplicação do exame devido ao comprometimento da infraestrutura do local;
  • Falta de energia elétrica que comprometa a visibilidade da prova pela ausência de luz natural;
  • Erro de execução de procedimento de aplicação que incorra em comprovado prejuízo ao participante.

Em Rio Bonito do Iguaçu, município paranaense afetado pela passagem de um tornado na última sexta-feira (7), a realização do Enem foi suspensa devido à destruição causada pelo fenômeno climático.

Solicitação

A aprovação ou reprovação da solicitação de reaplicação da prova deverá ser consultada por meio do endereço eletrônico enem.inep.gov.br/participante. O Inep reforça que o participante não poderá prestar o exame fora dos espaços físicos, das datas e dos horários definidos.

“O não comparecimento às provas nas datas e nos horários informados pelo Inep caracterizará ausência do participante, não havendo segunda oportunidade para a realização das provas”, destacou o instituto.

A reaplicação das provas, para os casos previstos no edital, acontecerá nos dias 16 e 17 de dezembro.

 

Brasil encerra Parapan de Jovens na liderança do quadro de medalhas

Depois de ditar o ritmo do pódio durante todo o evento, o Brasil fechou o Parapan de Jovens, em Santiago, no Chile, neste domingo (9), em primeiro lugar no quadro de medalhas.

Na despedida da competição, foram mais cinco medalhas de ouro e uma de prata, que fizeram o país totalizar 99 pódios, com 60 ouros, 29 pratas e 10 bronzes. Atrás do Brasil vieram Colômbia (116 medalhas) e México (98).

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A bocha foi o grande destaque brasileiro no último dia de competições no Chile. Foram três ouros: pares BC3, pares BC4 e equipes (classes BC1 e BC2).

Os outros dois ouros derradeiros vieram com o futebol de cegos masculino e o vôlei sentado masculino. Já a seleção feminina de vôlei sentado ficou com a prata.

No total, o Brasil foi representado por 120 atletas de até 23 anos de idade.

Padre e mais 2 pessoas morrem em desabamento em Salvador

O desabamento de parte de uma varanda em Salvador provocou a morte de três pessoas e deixou oito feridos, na noite de sábado (8). O padre Carlos Augusto da Cruz Silva, de 45 anos, está entre os mortos. Ele era vigário episcopal para o Serviço da Caridade e atuava na Paróquia Santos Cosme e Damião, na capital baiana.

Morreram também Darcy Anunciação, de 70 anos, e Ana Maria dos Santos, de 50, que eram fiéis da igreja do padre Carlos. 

As causas do desabamento serão apuradas em conjunto pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), pela Defesa Civil de Salvador e pela Polícia Civil, que vai instaurar inquérito para investigar as responsabilidades. Os órgãos vão apurar se a construção era irregular.

A Arquidiocese de Salvador se manifestou em notas sobre o que chamou de “tragédia” em relação às mortes do sacerdote e das outras duas vítimas. Segundo a arquidiocese, Carlos Augusto estava na casa de familiares quando a laje cedeu. A entidade religiosa afirma que ele demonstrou atenção especial aos pobres. 

Fórmula 1: Lando Norris vence GP do Brasil e abre vantagem na ponta

Perfeito. Assim foi o fim de semana do piloto britânico Lando Norris, da McLaren. Após vencer a corrida sprint e registrar a pole position no sábado (8), ele venceu o GP do Brasil neste domingo sem grandes ameaças dos adversários no autódromo de Interlagos.

Consequentemente, Norris, que começou o fim de semana com apenas um ponto de vantagem para o colega de equipe Oscar Piastri, tem agora 24 pontos de frente para o adversário, que terminou em quinto lugar. Kimi Antonelli, da Mercedes e Max Verstappen, da RBR, fecharam o pódio em São Paulo.

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A corrida teve emoções desde a primeira volta. O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Sauber, que não conseguira registrar tempo no treino classificatório após um acidente na corrida sprint, largou na última posição e se envolveu em outro acidente, desta vez com o canadense Lance Stroll, da Aston Martin. Bortoleto teve que abandonar a prova.

Também no início, Lewis Hamilton, da Ferrari, teve acidente com Franco Colapinto, da Alpine. Após cair para o último lugar, o britânico acabou abandonando a corrida posteriormente.

Na retomada, outro acidente: Antonelli, Piastri e Charles Leclerc, da Ferrari, estavam em uma disputa na 6ª volta e o monegasco, que havia largado na terceira posição, levou a pior, sendo mais um a abandonar a corrida.

Na parte da frente da classificação, poucas emoções. Lando Norris foi soberano e, tirando momentos de trocas nos boxes, não largou a primeira posição. Um destes momentos aconteceu após a incrível recuperação do tetracampeão Max Verstappen, que largou do pit lane e chegou a ocupar a ponta antes de precisar fazer o seu pit stop. O holandês, com a prova que fez, se mantém na disputa do título de pilotos, em terceiro lugar na tabela de classificação, com 341 pontos, 49 a menos que Norris e 25 a menos do que Piastri.

Restam três provas para o fim da temporada, a próxima será dia 23, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Suíça anuncia doação de R$ 33 milhões para Fundo Amazônia

O Brasil receberá 5 milhões de francos suíços, aproximadamente R$ 33 milhões, da Suíça para o Fundo Amazônia. O anúncio foi feito neste domingo (9) pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e pelo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, durante o evento “Presença Suíça na COP30”, em Belém.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia é uma iniciativa que apoia projetos e ações contra o desmatamento, em defesa do desenvolvimento sustentável e da melhoria das condições de vida da população na Amazônia Legal brasileira. Gerido pelo BNDES, o fundo conta com aportes de doações não reembolsáveis de governos estrangeiros e empresas nacionais.

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A iniciativa, retomada em 2023, após ter ficado paralisada durante o governo de Jair Bolsonaro, também apoia o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais. Os recursos do fundo já apoiaram 144 projetos, beneficiando mais de 600 organizações comunitárias e cerca de 260 mil pessoas.

As ações buscam ainda fortalecer o manejo florestal, a bioeconomia, a inclusão produtiva, a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

O anúncio ocorre na véspera da abertura da COP30, em Belém, com a presença de 194 países, além da União Europeia.

Nesta segunda-feira (10), têm início as negociações da conferência, que girarão em torno das definições das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês). As NDCs são metas de mitigação, ou seja, compromissos adotados pelos países para redução de emissões de gases de efeito estufa. 

O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões até 2035, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Até o momento, 79 países já divulgaram suas NDCs. Eles são responsáveis por 64% das emissões. Os 118 restantes são responsáveis por 36%. A expectativa é que a agenda de mitigação da crise climática avance com ações mais concretas de financiamento dos países em desenvolvimento.

TV Brasil estreia nova temporada de “Parques do Brasil” neste domingo

A TV Brasil lança a quarta temporada da série documental de grande sucesso Parques do Brasil neste domingo (9), às 19h, com um episódio dedicado à Amazônia. A atração vai ao ar na véspera da abertura da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro.

Com seis episódios semanais de 26 minutos, a produção original apresenta um diário de expedição pelas principais unidades de conservação do país. A série revela imagens exuberantes da fauna e da flora dos biomas brasileiros, com trilha sonora original de Flavia Tygel. Ela estará disponível também no aplicativo TV Brasil Play.

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“Parques do Brasil, que agora chega à sua quarta temporada, é um programa icônico da TV Brasil. Trata-se de um conteúdo que eleva a audiência e realiza a missão da EBC que é fomentar o senso crítico da população. Além disso, ‘Parques’ nos coloca, como TV pública, em diálogo com outras TVs públicas do mundo — todas têm faixas de programação orientadas para a exibição de conteúdo sobre natureza e meio ambiente”, afirma Antonia Pellegrino, Diretora de Conteúdo e Programação da EBC.

A série percorre parques nacionais reconhecidos como Patrimônio Natural da Humanidade pela ONU, destacando áreas de excepcional diversidade biológica e paisagística. Lançado em 2018, o programa é resultado de uma parceria institucional entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“A estreia no mês da COP30 mostra a força da parceria entre as instituições. É uma produção que marca nossa contribuição para o debate público naquilo que há de mais urgente no nosso tempo”, complementa Pellegrino.

Destinos da nova temporada

A nova temporada inicia sua expedição científica no Parque Nacional da Amazônia, acompanhando o Rio Tapajós e revelando espécies ameaçadas como a onça-pintada e a ararajuba. Na sequência, a série mergulha na biodiversidade marinha do Parque Nacional dos Abrolhos (BA), explora os vales e serras da Chapada dos Veadeiros (GO), visita as praias e aves de Fernando de Noronha (PE), percorre as dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses (MA) e encerra com as grutas e pinturas rupestres do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (MG).

Ficha Técnica

Coprodução: TV Brasil, COC/Fiocruz e ICMBio

Gênero: Documental

Episódios: 6 | Duração: 26 min |

Classificação: Livre

Ano: 2025

Direção e Produção Executiva: Carlos Sanches

Pesquisa de Campo e Análise de Conteúdo: Luciana Alvarenga

Roteiro: Carlos Sanches, Joana Moscatelli, Paulo Fernandes

Narração: Sidney Ferreira

Montagem: Carolina Rodrigues

Trilha Musical Original: Flavia Tygel

Imagens: Luciana Alvarenga, Edson Faria Jr., Fábio Fontes

Imagens Subaquáticas: Fábio Negrão, Álvaro Migoto, Enrico Marcovaldi, Galdi Valentim, Edson Faria Jr.

Color Grading: Glauco Guigon

Mixagem de Som: Tiago Picado

Coordenação de Produção e Coprodução – EBC/TV Brasil: Eduardo Gurgel e Poliana Guimarães

Gerência de Criação de Conteúdos Artísticos e Projetos Especiais: Alice Lanari

Gerência de Produção e Coprodução de Conteúdo Audiovisual: Linei Lopes

Gerência Executiva de Conteúdo: Maria Augusta Ramos

Direção de Conteúdo e Programação: Antonia Pellegrino

Serviço

Parques do Brasil – Estreia: domingo, 9 de novembro, às 19h, na TV Brasil
Disponível também no TV Brasil Play: http://tvbrasilplay.com.br

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Estudantes chegam cedo para o Enem e relatam superação e confiança

As estudantes Luísa Silveira e Clariana Ribeiro chegaram juntas ao local onde farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em Brasília. No primeiro dia de provas, as adolescentes preferiram não arriscar e já estavam na porta da Universidade do Distrito Federal (UDF) faltando quase duas horas para a abertura dos portões. 
Luísa Silveira, 17 anos, prefere não arriscar e chega ao local de prova com bastante antecedência – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Luísa tem 17 anos e cursa o 2º ano do ensino médio. Vai fazer a prova como treineira e sonha com uma vaga na área de saúde – medicina ou enfermagem. Semanas antes, a jovem precisou ficar 45 dias internada em razão de uma pneumonia. Chegou a desistir do Enem, mas, ao receber alta alguns dias antes, decidiu que faria o exame. 

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“Já tinha até ligado pro Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira] pra não sair como faltante. Tinha desistido. Parei de estudar porque não tinha previsão de alta. Mas saí do hospital dia 3 e minha expectativa é fazer pra valer. Estudei muito.”

A amiga Clariana tem 18 anos e cursa o 3º ano do ensino médio. A jovem deixou pai, mãe, irmão, avós e padrinhos em Vitória da Conquista (BA) para estudar em Brasília.

A estudante Clareana Ribeiro, 18 anos, relata preparação para as provas do Enem – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Minha expectativa é passar. Estou tranquila. Me preparei muito este ano. Estudei muito. Quero dar orgulho pra minha família que ficou na Bahia”.

A jovem veio para a capital federal em fevereiro, quando passou a morar com os tios por parte de pai.

“Vim sozinha. Não conhecia nada nem ninguém. Deixei toda a minha família pra estudar. Quero cursar medicina. Tinha medo de me atrasar e essa é a prova da minha vida. Não tem como perder o Enem. Por isso, saímos de casa às 10h.”

O estudante Kernus Aleksander Marques, 18 anos, cursa o 3º ano do ensino médio e também optou por chegar com um pouco de antecedência. Ele busca uma vaga no curso de ciência da computação. “Minha expectativa, tanto pra esse dia quanto para o segundo, é que seja tranquilo. Estou bem preparado. Sem pressão”. 

O estudante Kernus Aleksander, 18 anos, fala de sua expectativa no primeiro dia de prova – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Sobre a rotina de estudo, Kernus conta que o próprio colégio onde estuda mantém um esquema de treinamento para a prova, mas que ele ia além.

“À tarde, aproveitava pra pegar os conteúdos e estudar mais um pouco, dar uma revisada. Também já fiz o Enem como treineiro e aproveitei essas provas do ano passado. Por dia, estudei umas quatro horas, desde abril.”

Fé e oração
 

Grupo de oração Legião de Maria, da Paróquia Nossa Senhora das Dores, do Cruzeiro Velho, oferece benção e oração para candidatos – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

No mesmo local onde os estudantes aguardam a abertura dos portões, o grupo Legião de Maria, da Paróquia Nossa Senhora das Dores, no Cruzeiro Velho, montou um cantinho para atender os alunos que farão a prova. Acompanhados apenas de uma imagem de Nossa Senhora das Graças sobre uma mesa com um forro branco, eles oferecem benção e orações aos alunos.

“Todo ano, já há quatro ou cinco anos, quando tem Enem, a gente monta o altar e oferece orações. O pessoal passa por aqui e pede oração. Convidamos pra rezar uma Ave Maria com a gente. Pra tentar acalmar o coração mesmo. E pedir que Deus os ilumine com sabedoria para que possam ir bem na prova”, explicou o economista Leandro Corder, 40 anos, que integra o grupo. 

Ataque a aborto legal espalha “pânico moral”, diz dirigente do Conanda

Projetos que dificultam o aborto para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual tentam “espalhar pânico moral” para enfraquecer o direito ao aborto legal no Brasil. A avaliação é da vice-presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Marina De Pol Poniwas, para quem o Projeto de Decreto Legislativo 03 de 2025, aprovado nesta quinta-feira pela Câmara dos Deputados, afronta os direitos fundamentais. 

“Esse é um debate de saúde pública, não do Legislativo, mas não querem permitir que um órgão como o Conanda exerça sua função para que essas crianças e adolescentes sejam de fato protegidos”, protesta.

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Marina ocupava a presidência do Conselho no ano passado e, por isso, assina a Resolução 258, alvo do projeto de decreto legislativo aprovado pela Câmara dos Deputados na quinta-feira (5)Apesar da votação na Câmara, a resolução continua vigente, já que o projeto precisa ser aprovado também pelo Senado para ter validade.

A psicóloga explica que o conselho viu necessidade de editar a resolução após a divulgação de dados que indicavam recorde de estupros em 2023, no Brasil, e também em resposta a outros projetos que tentavam limitar o acesso ao aborto legal, como o PL que pretendia equiparar a interrupção da gravidez ao crime de homicídio, mesmo nos casos autorizados por lei.

De acordo com Marina, há 13 projetos protocolados na Câmara contra a Resolução, que também foi contestada na Justiça.

“O aborto legal não é crime. O Código Penal tem previsão com relação a isso desde 1940. O Estatuto da Criança e do Adolescente é absolutamente protetivo, um marco civilizatório na nossa sociedade”.

“O que a gente pretendeu com essa resolução é orientar o sistema de garantia de direitos sobre como utilizar esse arcabouço legal existente para acessar um direito legal previsto pelo menos desde 1940, mas que vem sendo constantemente impedido”.

A vice-presidenta complementa que o Conanda também entendeu que é preciso orientar os serviços de saúde, assistência social e escolas sobre a importância do sigilo. “A Resolução 258 não fala só sobre o aborto, mas sim sobre todo esse processo de atendimento em casos de violência sexual”, contesta.  

A resolução não trata apenas do direito ao aborto legal, mas “dispõe sobre o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e a garantia dos seus direitos”. O documento explica, por exemplo, que as vítimas devem receber escuta especializada, e que o atendimento de saúde deve ser priorizado.

Quanto ao aborto legal, o texto explica que uma vítima de estupro ou estupro de vulnerável que tenha engravidado em decorrência da violência não precisa apresentar boletim de ocorrência nem decisão judicial para ter direito ao aborto legal.

A resolução orienta também que os casos de violência sexual só precisam ser notificados, com a identificação da vítima, ao Conselho Tutelar, a quem cabe procurar o sistema de Justiça, salvo exceções específicas. Ainda de acordo com as disposições do texto, a criança ou adolescente vitima deve ser adequadamente informada sobre seus direitos, e sua vontade expressa deve ser priorizada, em casos de divergência com os pais ou representantes legais.

Marina argumenta que nada disso foi “criado” pelo Conanda, que editou a Resolução de acordo com a legislação vigente no país, para combater barreiras ilegais impostas, como a exigência do boletim de ocorrência.

“É uma orientação para que os profissionais e os operadores do sistema de garantia de direitos possam ter aquilo de fácil acesso e saibam conduzir da melhor forma possível esse cuidado célere, humanizado e não revitimizante daquela criança que já está num grave sofrimento”.

Reação dos movimentos sociais

Organizações que defendem os direitos das crianças e das mulheres também reagiram ao projeto de decreto legislativo e lançaram um abaixo-assinado contra a medida, dentro da campanha “Criança não é mãe”, que ganhou grande visibilidade em protesto contra o chamado PL do Estupro. A campanha também vai convocar atos para a próxima terça-feira (11). Já estão confirmadas manifestações no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e no Espírito Santo.

Laura Molinari, codiretora da campanha “Nem Presa Nem Morta”, que integra a ação “Criança não é Mãe”, lembra que o movimento feminista vem lutando há cerca de duas décadas contra diversos projetos que tentam recrudescer a legislação sobre aborto no Brasil. Ao longo deste tempo, perceberam que as propostas se avolumam conforme se aproxima o período eleitoral.

“Entra em um pacote moral das candidaturas e dos políticos de extrema direita. São os candidatos que falam que são contra as drogas, contra os gays e contra o aborto. Mas a gente tem um problema real que não entra nessa conta, que é justamente o caso das meninas que sofrem violência e terminam grávidas. A gravidez é um desfecho da violência em muitos casos. E a gente está falando especialmente das meninas, porque elas são as maiores vítimas de violência sexual no Brasil”, argumenta a ativista.

Por enquanto, nenhum projeto conseguiu derrubar as permissões concedidas pelo Código Penal de 1940, que autoriza a interrupção da gravidez nos casos de violência sexual e de risco de vida para a mãe. Além disso, em 2012, o Supremo Tribunal Federal estendeu a excepcionalidade aos casos de anencefalia, quando o cérebro do feto não se desenvolve, uma condição incompatível com a vida fora do útero.

A legislação brasileira nunca exigiu boletim de ocorrência ou processo judicial para a realização do procedimento, e também não impõe limite de idade gestacional.

Apesar de o direito ao aborto legal continuar garantido, Laura diz que todos esses ataques e as informações mentirosas disseminadas criam uma confusão deliberada que afasta crianças e mulheres dos serviços e gera insegurança para os profissionais que trabalham neles.

“Hoje, menos de 4% dos municípios brasileiros têm serviço de aborto legal. A gente tem uma média de 2 mil abortos legais por ano e, no caso das meninas estupradas, são menos de 200 por ano, enquanto 30 dão à luz todos os dias com menos de 14 anos no Brasil”.

“Essa confusão normativa é um problema para efetivação do aborto legal, então, a resolução do Conanda, veio para organizar o que já está na lei, justamente porque na prática o acesso basicamente não acontece”.

Pesquisa recente divulgada pelo Instituto Patrícia Galvão mostra que seis em cada dez mulheres que foram vítimas de violência sexual antes dos 14 anos não contaram para ninguém sobre o abuso e apenas 27% confiaram em algum familiar. Quase a totalidade dos entrevistados ─ 96% ─ considera que meninas de até 13 anos não têm preparo físico e emocional para ser mães.

Outro levantamento feito pelo Instituto, em 2020, identificou que 82% dos entrevistados são favoráveis ao direito ao aborto em casos de estupro. Eles também foram perguntados sobre o caso da menina de 10 anos, que engravidou após ser violentada pelo tio no Espírito Santo, e só conseguiu realizar o procedimento em hospital de Recife.

Para 94% dos entrevistados à época, o aborto deve ser permitido em casos como esse. Laura acredita que a reação dos movimentos sociais após cada ataque “tem ajudado a construir na opinião pública e na sociedade um entendimento de quais são os marcos legais do aborto no Brasil”, mas a oportunidade também é aproveitada por quem se interessa em espalhar informações inverídicas.

“Pelo lado de quem precisa acessar o serviço de aborto ilegal, já existe pouca informação sobre quais são os serviços, onde tem, onde não tem. E com essa enxurrada de fake news, realmente, as pessoas ficam sem saber o que fazer e acabam tendo o filho no fim das contas”, pondera a codiretora da campanha Nem Presa Nem Morta

Resposta no Congresso

Parlamentares contrários à matéria também reagiram na Câmara. A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) protocolou um projeto de lei, com o apoio de outros 60 deputados, para “conferir força de lei” às diretrizes estabelecidas pela resolução do Conanda, preservando integralmente a sua redação.

Em um vídeo, publicado em suas redes sociais, a deputada afirmou que o objetivo é “transformar em lei o que nunca deveria ter sido posto em dúvida, que criança não é mãe, que estuprador não é pai e que a infância precisa de proteção e não de retrocesso.”

“Quando a maioria da Câmara decide sustar essa Resolução do Conanda, ela não está apenas revogando um ato administrativo, ela está rasgando um pacto civilizatório para proteger as crianças desde o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela está dizendo que uma menina vítima de estupro de 9, 10, 11 anos tem que ser levada à maternidade a qualquer custo. Gravidez forçada é tortura”, complementou.

Carta final de cúpula pede que Belém seja início de novo ciclo de ação

O presidente-designado da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), embaixador André Corrêa do Lago, divulgou hoje (9) sua décima e última carta à comunidade internacional, chamando os países para que Belém se torne “um ciclo de ação” no enfrentamento da crise climática global. No documento, divulgado às vésperas do início da Conferência das Partes, Corrêa do Lago faz um resumo das cartas anteriores e finaliza ressaltando que o processo de mudança deve acontecer conjuntamente. 

“A COP30 pode marcar o momento em que a humanidade recomeça – restaurando nossa aliança com o planeta e entre gerações. Somos privilegiados por ter sido destinado a nós o dever de fazer história como aqueles que escolheram a coragem em vez da omissão, para virar o jogo na luta climática. Devemos abraçar esse privilégio como responsabilidade – pelas pessoas que amamos, pelas gerações que vieram antes e pelas que ainda virão”, escreveu.

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Na carta, o presidente-designado da COP30 relembra a trajetória de discussões sobre a crise climática, iniciadas com a ECO-92, no Rio de Janeiro. “Em Belém, honraremos essa continuidade: a capacidade de nossa espécie de cooperar, renovar-se e agir em conjunto diante da incerteza”, escreveu

Para o embaixador, este é o momento de implementar uma agenda de mudanças focada na união e na cooperação 

“À medida que nos aproximamos das negociações de Belém, tenho uma prioridade principal: garantir que nossa impressionante membresia [membros de um grupo, associação ou entidade] de quase 200 países e culturas vá além de grupos de negociação e Partes, evoluindo como uma equipe coesa. Uma equipe capaz de canalizar, para nosso trabalho, a inteligência coletiva da humanidade e o melhor que podemos oferecer individualmente em prol de nosso propósito comum: proteger nossas sociedades, economias e ecossistemas”, afirmou.

Corrêa do Lago fez um resumo das cartas anteriores, nas quais foram delineadas as prioridades centrais para a COP30: reforçar o multilateralismo e o regime climático; conectar o regime climático à vida real das pessoas e à economia real; e acelerar a implementação do Acordo de Paris.

“Com esta décima carta, concluo um ciclo de palavras para que o mundo abra um ciclo de ação; estamos quase lá”, disse o embaixador Corrêa do Lago. 

Na carta, o embaixador conclamou as nações e os diversos atores a estarem “conscientes do privilégio e da oportunidade de transformar as negociações de um fórum de debate adversarial em um laboratório de soluções” — um mutirão global pelo progresso compartilhado”, acrescentou.

“Mas mais importante do que o que fazemos e como fazemos é termos clareza sobre por que o fazemos. A COP30 será a COP da Verdade. Ou decidimos mudar por escolha, juntos, ou seremos forçados a mudar pela tragédia. Temos uma escolha. Podemos mudar. Mas precisamos fazê-lo juntos”, diz o documento.

Nesta segunda-feira (10), tem início as negociações da COP 30, que girarão em torno das definições das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês). As NDCs são metas de mitigação, ou seja, compromissos adotados pelos países para redução de emissões de gases de efeito estufa. 

O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% suas emissões até 2035, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Até o momento 79 países já divulgaram suas NDCs. Eles são responsáveis por 64% das emissões. Os 118 restantes, são responsáveis por 36%. A expectativa é que a agenda de mitigação da crise climática avance com ações mais concretas de financiamento dos países em desenvolvimento.

Cartazes históricos do movimento negro serão digitalizados e expostos

Uma parceria firmada entre o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) pretende digitalizar mais de 250 cartazes históricos do Ipeafro. A iniciativa busca preservar e difundir a memória afro-brasileira e celebrar o Biênio Abdias Nascimento.  
Acervo do Ipeafro tem cartazes usados para convocar mobilização do movimento negro Fotos Acervo Ipeafro

Para Clícea Maria Miranda, diretora de Preservação e Gestão do Acervo Ipeafro, a ação fortalece o compromisso com a memória negra e luta por direitos sociais. 

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“A parceria com o Mast, uma instituição pública da área da ciência e tecnologia, revela o reconhecimento da atuação dos povos negros na construção da cultura, da história e das ciências no Brasil e no mundo”, diz.  

Segundo Everaldo Pereira Frade, chefe do Serviço de Arquivo de História da Ciência (SEAHC-Mast), a parceria é importante por focar na preservação do acervo de Abdias Nascimento, “um símbolo das lutas pela igualdade, mas também por colocar o Mast como referência na captação e tratamento de arquivos pessoais de cientistas negros”, ressalta.   

Como parte do Acordo de Cooperação Técnica, as entidades vão realizar um evento de abertura para o público no dia 17 de novembro, às 13h30, no Mast, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O publico poderá conferir parte dos cartazes do Ipeafro ao visitar a exposição “Memória Negra em Cartaz(es)”, sobre a organização dos movimentos negros do Brasil, e participar da mesa “Evocação dos Ausentes”, na qual pesquisadores do projeto debatem o silenciamento de pessoas negras na ciência. 

Biênio Abdias Nascimento

Abdias Nascimento foi um ativista antirracista, ator, dramaturgo, político e um dos principais nomes do movimento negro brasileiro. Em sua trajetória criou organizações importantes como o Teatro Experimental do Negro, Museu de Arte Negra e o próprio Ipeafro. 

O “Biênio Abdias Nascimento 2024-2025” foi organizado pelo Ipeafro como uma celebração ao trabalho do ativista. O período marca datas como os 110 anos do nascimento de Abdias, os 80 anos da fundação do Teatro Experimental do Negro e os 75 anos do 1º Congresso do Negro Brasileiro. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia

Hoje é Dia: feriado da Proclamação da República é o destaque da semana

O segundo dos três feriados nacionais do mês de novembro de 2025 será nesta semana. E, assim como no Dia de Finados, o Dia da Proclamação da República ocorrerá em um fim de semana (no sábado, 15 de novembro).

A data, que marca a promulgação do “Decreto 1” do país, rememora a data de 1889 em que o Brasil deixou de ser uma monarquia e se tornaria os “Estados Unidos do Brasil” (nomenclatura que mudou para República Federativa do Brasil em 1967). Essa matéria da Agência Brasil mostra que historiadores consideram o movimento pró-república como elitista. O contexto do episódio também foi explicado pelo Repórter Brasil em 2014 e 2020:

Antes, 11 de novembro, é um dia histórico para outro país lusófono. Neste ano, completam-se exatamente 50 anos da Independência de Angola. Foi neste dia que Agostinho Neto assumiu o cargo de presidente do país após lutas armadas e acordos políticos com Portugal.

Em 2015, o Caminhos da Reportagem contou um pouco da história da independência do país (e de outros países africanos na época). Já detalhes sobre Agostinho Neto e Angola foram abordados em publicações na página da TV Brasil ligadas ao programa Nova África e à novela angolana Windeck.

Outras datas de conscientização

Além de datas cívicas, a semana também tem uma gama gigantesca de datas das mais diversas. No dia 12 de novembro, é celebrado o Dia do Pantanal, bioma considerado um dos mais ricos do planeta, cuja preservação é vital para a biodiversidade e o equilíbrio climático. A Radioagência Nacional falou sobre a data em 2017. Já a série Nossos Biomas, da TV Brasil, fez um tour no Pantanal em 2022.

No mesmo dia, o mundo também lembra o Dia do Hip Hop, instituído em memória da criação da Nação Zulu no Bronx, em 1973. O movimento, nascido da periferia de Nova York, foi lembrado em uma entrevista da Agência Brasil com MV Bill em 2023. O Repórter Brasil também já fez uma matéria sobre a data, em 2020.

O dia 13 de novembro é marcado por uma data simbólica: o Dia Mundial da Gentileza. A data, que serve como reflexão de como pequenos gestos podem gerar transformações profundas no cotidiano coletivo, é uma homenagem à criação do Movimento Mundial da Gentileza em 1996 no Japão. No Brasil, a data é sempre ligada à figura do poeta José Daltrino (mais conhecido como Gentileza). A Radioagência Nacional e a TV Brasil já falaram sobre a trajetória dele:

Saúde, educação e religião

No campo da saúde e da educação, o 14 de novembro carrega duas marcas importantes. O Dia Mundial do Diabetes é uma homenagem ao nascimento de Frederick Banting (responsável, junto de Charles Best, pela descoberta da insulina em 1921) e uma oportunidade de falar sobre a prevenção para a doença que atinge milhões de pessoas no mundo. A Radioagência Nacional, a Agência Brasil e a TV Brasil já fizeram conteúdos especiais sobre a data.

No mesmo dia, é celebrado o Dia Nacional da Alfabetização, momento de destacar a importância da leitura e da escrita como ferramentas de cidadania e inclusão. Em 2016, o Repórter Brasil, da TV Brasil, falou sobre a data:

Para fechar a semana, “voltamos” ao 15 de novembro. No mesmo dia do feriado de Proclamação da República, é celebrado o Dia Nacional da Umbanda. A efeméride foi instituída em memória à data da 1ª manifestação do “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, que se incorporou em 15 de novembro de 1908 no então jovem médium brasileiro, Zélio Fernandino de Moraes. O dia também serve para fomentar debates sobre intolerância religiosa, o que já foi feito por Agência Brasil, Radioagência Nacional e Repórter Brasil:

*Confira a lista completa de efemérides de 9 a 15 de novembro de 2025

MENSAL
Novembro de 2025
9/11

Queda do Muro de Berlim (1989) – o governo da Alemanha Oriental anuncia que os cidadãos podem atravessar livremente para a Alemanha Ocidental, levando à derrubada do Muro de Berlim. Um marco do fim da Guerra Fria

Lançado o navegador Netscape Navigator 1.0, um dos primeiros navegadores de internet populares (em 1994)

Nascimento de Carl Sagan – astrônomo e divulgador científico norte-americano, criador da série Cosmos (em 1934).

Morte de Charles de Gaulle, general e ex-presidente da França (em 1970)

10/11

Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento – comemoração instituída em 2001 pela Unesco, celebrada no Brasil com a realização anual de um Concurso de Trabalhos Escritos e de Desenhos, para estudantes, além de atividades voltadas para autoridades, pesquisadores, cientistas, professores e demais interessados

11/11

O então primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto, proclamou a independência de Angola, “de jure” e de “facto” de Portugal (50 anos)

Criação da Academia Campineira de Letras e Artes, na cidade de Campinas (SP) (55 anos)

12/11

Nascimento do compositor e instrumentista matogrossense Levino da Conceição (130 anos)

Nascimento do escultor francês Auguste Rodin (185 anos)

Dia do Pantanal

Dia Mundial do Hip Hop – comemorado para marcar a data da criação da Nação Zulu ocorrida em 12 de novembro de 1973, no bairro novaiorquino do Bronx (Estados Unidos da América), que é tida como a 1ª Organização a oficialmente incluir o Hip Hop em seus interesses, ao trabalhar para converter a violência dos subúrbios em jogos artísticos

13/11

Dia Mundial da Gentileza – celebrado na Austrália, Brasil, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Itália, Índia, Japão, Nigéria e Reino Unido, entre outros, para marcar a data da abertura da “1ª Conferência Mundial do Movimento da Bondade”, ocorrida na cidade japonesa de Tóquio em 1998, e do aniversário do Movimento Mundial da Gentileza, que surgiu em 1996 num pequeno encontro no Japão

Fundação de Cabo Frio (410 anos) – cidade se consolidou como um influente polo turístico

14/11

Nascimento do pintor impressionista francês Claude Monet (185 anos)

Dia do Bandeirante

Dia Mundial do Diabetes – a data foi escolhida por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921

Dia Nacional da Alfabetização

15/11

Morte do astrônomo, astrólogo e matemático alemão Johannes Kepler (395 anos) – considerado figura-chave da revolução científica do século XVII, é todavia célebre por ter formulado as três leis fundamentais da mecânica celeste, denominadas por Leis de Kepler

Dia do Esporte Amador

Dia da Proclamação da República – comemorado por brasileiros, conforme Lei Nº 662, de 6 de abril de 1949, ratificada pela Lei Nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002, para marcar a data da promulgação do Decreto 1 de 15 de novembro de 1889, que foi assinado pelo então Marechal Deodoro da Fonseca

Dia Nacional da Umbanda – comemoração instituída pela Lei Nº 12.644, de 16 de maio de 2012, e que inicialmente foi instituída pelo Conselho Nacional Deliberativo da Umbanda; tem por fim marcar a data da 1ª manifestação do “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, que se incorporou em 15 de novembro de 1908 no então jovem médium brasileiro Zélio Fernandino de Moraes

Tem início a 1ª Semana do Cinema Brasileiro, primeira edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (60 anos)

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br.

 

Governo trabalha para liberar FGTS de atingidos por tornado no PR

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse neste sábado (8) que o governo acionou a Caixa Econômica Federal para agilizar a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que tenham sido afetados pela passagem devastadora de um tornado que atingiu o Paraná na sexta-feira (7).

“Estamos tomando providências em relação ao FGTS, à liberação do Fundo de Garantia. Conversei com o presidente da Caixa antes de vir pra cá”, disse Gleisi a jornalistas durante visita a Rio Bonito do Iguaçu, município paranaense mais atingindo pelo desastre climático.

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A ministra acrescentou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também foi mobilizado e está tomando providências no sentido de auxiliar os beneficiários e de providenciar novos benefícios também.

Atualmente, o FGTS já conta com o Saque Calamidade, modalidade que autoriza o cotista a sacar parte do fundo caso more em município atingido por desastre natural. Para isso, a calamidade precisa ser reconhecida pelo governo federal e o município ser habilitado junto à Caixa.

Reconstrução

Gleisi chegou no início da tarde à cidade que, segundo estimativa da Defesa Civil, teve 90% da infraestrutura urbana comprometida pelos ventos de até 250 quilômetros por hora. O tornado foi classificado como de nível F3 pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Segundo a ministra, houve reuniões entre os governos municipal, estadual e federal para coordenar os esforços de reconstrução. Ela afirmou que recursos federais estão disponíveis de imediato para a compra de material para atendimento aos feridos, mas sobretudo para material de construção.

“A gente tem um apoio emergencial, mas isso o estado está suprindo”, apontou Gleisi.

“O que o prefeito vai precisar de ajuda é para reconstrução de escola, unidades de saúde, ajuda pra reconstruir casa, isso tudo o governo federal tem condição de dar”.  

Em paralelo, o governo mobilizou a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no atendimento aos atingidos.

Pelos dados oficiais divulgados pelo governo estadual, seis pessoas morreram em decorrência do tornado, cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava. Mais de 750 feridos foram atendidos por equipes de saúde.

Desalojados e desabrigados

Em levantamento preliminar, a Defesa Civil contabilizou 1 mil pessoas desalojadas, que foram obrigadas a deixar suas casas para se abrigar com parentes ou amigos, e 28 desabrigadas, que não têm onde ficar.

Um abrigo foi montado pelo governo do Paraná na Casa de Líderes, no município vizinho de Laranjeiras do Sul, com capacidade para receber 80 pessoas de imediato.

Em Rio Bonito do Iguaçu, estruturas provisórias foram montadas para fazer a triagem e o cadastro das pessoas afetadas, bem como um centro para alimentação e outro para o atendimento a idosos.

“Os cadastros estão sendo feitos no Ginásio do Bugre, então as pessoas devem se deslocar até lá, fazer um cadastro dos danos em seus imóveis para poder receber auxílio”, orientou o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira.

Rádio Nacional: Roda de Samba traz Vinicius de Moraes em vários papeis

Em 2025 são 45 anos sem Vinicius de Moraes – poeta, dramaturgo, jornalista, cronista, diplomata, cantor e compositor – um dos vértices que criou a bossa nova, junto com Tom Jobim e com João Gilberto.

Vinicius eram tantos que o cronista Sérgio Porto, na pele da personagem Tia Zulmira, disse que “se Vinicius de Moraes fosse um só, não seria Vinicius de Moraes, seria Vinicio de Moral.”

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Essa multiplicidade está representada na peça “Vinicius”, em cartaz há dez anos, e exibido mensalmente no Teatro Mapati, em Brasília. No espetáculo, há o Vinicius que sofre por amor, que se casa e descasa várias vezes, que migra do Itamaraty para os shows, e que beberica uísque com a plêiade de amigos e parceiros em festas animadas.

Na peça, o espectador se vê numa festa em homenagem ao poeta após a morte dele, em julho de 1980. Com direito ao destilado, a plateia percorre a “casa de Vinicius” e encontra a cada cômodo os seus múltiplos personagens.

O espetáculo sobre Vinicius é assunto do programa Roda de Samba que neste domingo (9), ao meio-dia, entrevista o ator Marcellus Inácio, do elenco da peça.

Grandes atrações

Iniciado em 2019, o Roda de Samba já conversou com compositores como Nei Lopes, Leci Brandão e Herminio Belo de Carvalho, com as cantoras Teresa Cristina, Roberta Sá e Áurea Martins, escritores como Ruy Castro, Alberto Mussa e Paulo Lins. Também foram ao ar pelo programa as últimas entrevistas de Monarco, João Donato e do crítico musical Zuza Homem de Melo.

O Roda de Samba vai ao ar todo domingo, ao meio-dia, nas 11 emissoras da Rádio Nacional, e é posteriormente distribuído na Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). O acervo do programa pode ser ouvido na página do programa.

Tornados são fenômenos rápidos e difíceis de prever

Tornados, como o que atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, são fenômenos localizados, de curta duração e difíceis de prever. De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Danilo Siden, eles se formam dentro de nuvens de tempestade e causam estragos quando atingem o solo.

“Com a formação do ciclone extratropical no Rio Grande do Sul, a gente teve também a formação de uma frente fria na parte mais norte desse ciclone, ou seja, no Paraná. Dentro dessa frente fria, nós temos vários fenômenos, como chuvas intensas, tempestades de raios, queda de granizo, e há a possibilidade de uma dessas nuvens formar um tornado”, informou o meteorologista do Inmet.

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“É um fenômeno bem intenso, mas de curta duração, que a gente sabe que pode ocorrer dentro de uma frente fria, mas a gente não tem como fazer previsão porque ele é bem localizado”, acrescenta Danilo.

No caso de Rio Bonito do Iguaçu, a nuvem que deu origem ao tornado foi chamada de “supercélula” pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Como os ventos ultrapassaram 250 quilômetros por hora (km/h), o tornado foi classificado como F3, na escala Fujita, que vai de 0 a 5. Isso representa danos severos.

Formação de tornados

De acordo com o meteorologista, algumas características podem favorecer a formação de tornados, como a presença de ar mais quente próximo ao solo, e a mudança rápida na direção ou velocidade do vento, mas mesmo em locais que têm sistema de alertas só conseguem prevê-los com cerca de 15 minutos de antecedência.

No Brasil, os tornados parecem raros, mas não são. A engenheira ambiental e pesquisadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e do Instituto Serrapilheira, Celina Rodrigues, explica que a Região Sul do país é um dos locais com maior incidência da América do Sul, ao lado da Argentina e do Paraguai.

“Esse fenômeno é relativamente frequente, mas suas consequências ficam mais evidentes quando atingem áreas povoadas. É mais comum no período de transição entre a primavera e o verão”, disse Celina.

Apesar de ter ocorrido após a formação de um ciclone extratropical, a engenheira ambiental revelou também que os dois fenômenos não são iguais, e nem sempre ocorrem juntos.

“Os tornados são fenômenos de pequena extensão, que variam de dezenas a centenas de metros, podendo atingir poucos quilômetros, e têm uma duração que vai de segundos a minutos. Por outro lado, os ciclones atmosféricos são fenômenos de grande escala, que afetam grandes áreas. Sua duração geralmente é de alguns dias, cobrindo de centenas a milhares de quilômetros.”

O ciclone que ainda atua na costa das regiões Sul e Sudeste do país é chamado de extratropical por ser formado por massas de ar quente e fria. Além de causar ventos fortes, ele provocou o deslocamento de uma frente fria, levando chuvas intensas para diversos pontos dessas duas regiões.

Programa do governo quer aprofundar conexão com as periferias

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, lançou na tarde deste sábado (8), na periferia da capital paulista, a iniciativa Governo na Rua, ação para ouvir a população e levar as demandas para o governo federal. O evento ocorreu na região do Capão Redondo, na zona sul, em um campo de futebol no Morro da Lua.

“É uma iniciativa que nos permite, através do Ministério da Secretaria Geral da Presidência, ouvir as pessoas. Hoje, nós fizemos aqui um exercício de escuta. Falou o entregador de aplicativo, falou a trabalhadora da escala 6 por 1, falaram jovens da região colocando as suas demandas, falaram aqui movimentos sociais de luta por moradia, falou a cultura periférica”, disse Boulos.

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O ministro destacou que a iniciativa irá atender a todos os estados do país e também funcionará de maneira online, pela internet. Ele destacou que a ação pretende aprofundar a conexão do governo com as periferias.

“O presidente Lula ganhou por ampla margem entre quem ganha menos de dois salários mínimos, que é a maioria do povo que está nas periferias. A missão que o presidente Lula me deu foi aproximar ainda mais as políticas do governo federal, do governo do Brasil, com o povo que está nas periferias”, acrescentou.

De acordo com Boulos, a iniciativa funcionará digitalmente pela plataforma Brasil Participativo, por meio do Orçamento Participativo Digital. 

“O povo também tem que apresentar o que quer que esteja no orçamento do governo do Brasil. Nessa plataforma, é só botar seus dados, botar ali e falar, ó, na minha região a prioridade é isso aqui ou é aquilo outro. E aí todo mundo vai poder ter o seu dedo, a sua mão na decisão de para onde vai o dinheiro do governo federal”, explicou.

Demandas

Liderança jovem da periferia, Guilherme Coelho pediu protagonismo da juventude nas decisões do governo.

“É importante demais a gente ter a juventude incluída nesses espaços de discussão de políticas públicas. A gente não quer só ser ouvido. A gente quer ter esse protagonismo de estar junto na mesa, discutindo com a população a implantação das políticas públicas que vão servir para a gente”, disse.

A coordenadora do Movimento Vida Além do Trabalho, Bruna Simões Miranda, defendeu o fim da escala 6×1 e maior atenção com a saúde mental dos trabalhadores.

“A gente sabe que aqui na periferia a maioria trabalha no esquema 6×1, e o nosso movimento está pedindo para que a gente tenha mais vida, para que a gente possa ter tempo para a nossa família, e para cultuar a nossa fé”, defendeu. 

“Dizem que a economia vai quebrar sem a escala 6×1, que vai ter desemprego. Levantam dados. Mas nós somos os dados, nós somos quem está com a saúde mental afetada”, acrescentou.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Direito, Elias Pereira Freitas da Silva, conhecido como Júnior Freitas, defendeu políticas públicas voltadas aos entregadores por aplicativo, e a participação da categoria nos espaços de poder. 

“A gente está sendo sucateado nas ruas todos os dias. Os jovens desse país estão morrendo nas ruas trabalhando para aplicativo que hoje está ganhando bilhões em cima das costas dos trabalhadores”, disse. 

“A gente precisa de pessoas comprometidas com o povo trabalhador, porque elas exercem cargos, eleitas por nós. Mas quem manda é a população e é por isso que a gente não pode deixar de lutar. Hoje é simbólico, mas é muito importante”, acrescentou.

Mudança climática pode aumentar frequência e intensidade de tornados

O tornado que destruiu 90% da cidade paranaense de Rio Bonito do Iguaçu e deixou ao menos 750 feridos deveria servir como alerta de “desespero e urgência” para as autoridades reunidas da Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP-30), defendeu o secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini. O evento começa na próxima segunda-feira (10), mas o encontro de chefes de Estado foi realizado nas últimas quinta e sexta-feira. 

“O que aconteceu no Paraná, que é triste e grave, é mais uma repetição do que vem acontecendo não apenas no Brasil, na Amazônia, no Rio Grande do Sul, em São Sebastião, em Petrópolis, no norte de Minas, sul da Bahia, como no mundo inteiro também”, destacou.

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“Os últimos dez anos foram os dez anos mais quentes da história. Tudo isso deveria entrar para dentro da Conferência do Clima, mas, muitas vezes, o que a gente vê é que a reunião fica impermeável ao mundo real”, criticou Astrini, que representa a principal rede da sociedade civil brasileira com atuação sobre as mudanças climáticas.

Astrini espera que o evento do Paraná seja citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura oficial da COP, segunda-feira (10) e que essa “realidade” ajude a sensibilizar os países participantes sobre “o mundo real, que está agonizando”.

“A gente têm alguns países que são mais vulneráveis a essa situação, como o Brasil, que depende da agricultura, a geração da nossa energia depende da regularidade climática, com as hidrelétricas. O presidente Lula deve fazer a abertura, pode ser que ele cite. A gente sempre espera que essas citações e essas realidades tenham efeito lá pra dentro”, complementa. 

A oceanógrafa Renata Nagai, pesquisadora da Universidade de São Paulo, apoiada pelo Instituto Serrapilheira, explica que tornados, como o que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, não acontecem apenas por causa das mudanças climáticas, mas o desequilíbrio do clima pode contribuir para que eles sejam mais frequentes e intensos. 

“As mudanças climáticas estão associadas a um aporte de combustíveis fósseis e de gases de efeito estufa na atmosfera e isso aumenta a energia, causando o aquecimento da atmosfera e também dos oceanos. Esse aumento do calor provoca também o aumento da umidade, pela evaporação. Mais calor e mais umidade servem quase como um combustível para esses eventos meteorológicos extremos”

A especialista explica que tornados são colunas de ar que giram em altíssima velocidade, formadas a partir de nuvens de tempestades. Apesar de serem rápidos e de pequena extensão, podem ter grande poder destrutivo, ao tocarem o solo. O fenômeno é favorecido pela alta umidade e pelo ar quente. 

O professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Michel Mahiques afirma que esse tipo de fenômeno pode se tornar mais comum. 

“Tornados, como o que aconteceu no Paraná, ocorrem por conta de grandes diferenças de pressão, causadas por massas de ar com propriedades muito diferentes, como a temperatura. Agora, com as mudanças climáticas, essas diferenças se intensificam, e a possibilidade de ocorrer eventos extremos como esse aumenta” 

Tornado no Paraná aumenta pressão por decisões concretas na COP30

No mesmo dia em que terminou a Cúpula de Líderes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), um tornado atingiu cidades do Paraná, provocou seis mortes e deixou 750 feridos. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil disseram que o fenômeno é mais uma prova da necessidade de ações concretas e investimentos para lidar com os extremos climáticos.

Segundo Carlos Rittl, diretor global de políticas públicas para florestas e mudanças climáticas da Wildlife Conservation Society (organização não governamental internacional), eventos recentes pressionam por compromissos mais efetivos na COP30.

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“Tivemos o furacão que assolou a Jamaica. Um tufão que passou pelas Filipinas, provocando mais de 180 mortes. E, depois, o mesmo com o Vietnã. Estamos vivendo na era de extremos. E isso impõe uma responsabilidade muito grande ao Brasil na presidência da COP30, assim como dos demais negociadores, a darem respostas”, disse Carlos.

“Por um lado, é reconhecer que a ação está mais lenta do que o necessário no corte de emissões de gases de efeito estufa. E a principal referência continua sendo o Acordo de Paris, para limitar o aquecimento global a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais. Precisamos evitar que a interferência humana no sistema climático ultrapasse limites perigosos”, complementou.

Uma das críticas comuns entre as organizações ambientais é a de que o tema “adaptação” recebe menos atenção e investimentos do que a “mitigação”. Reduzir as emissões de gases do efeito estufa é fundamental, mas as cidades precisam de investimentos urgentes para aumentarem a capacidade de lidar com os eventos extremos cada vez mais comuns.

“Eu estou em Belém, prestes a iniciar o evento geral da COP30 e é preciso colocar na mesa dos políticos de que esse mapeamento já foi feito pelos cientistas. Todas as projeções apontam para a necessidade de preparar as cidades. E para fazer essa preparação, é obrigatório ter recurso financeiro”, disse Everaldo Barreiros, professor de meteorologia da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Barreiras explica que a COP em Belém vai discutir esse financiamento para que os países mais vulneráveis aos eventos extremos de mudanças climáticas possam estar preparados e saibam lidar com esses impactos. “Eles são inevitáveis. Precisamos preparar as cidades para diminuir esses prejuízos e, principalmente, proteger a vida”, complementou.

O diretor da Wildlife Conservation Society reforça que os investimentos externos devem estar alinhados com a aplicação dos próprios municípios em medidas de adaptação climática. Cada região vive os impactos de maneira diferente e precisa estabelecer metodologias próprias aos desafios e vulnerabilidades locais.

“Nessa COP, temos como uma das pautas triplicar os recursos disponíveis para apoiar países em desenvolvimento nas suas ações de adaptação e reduzir as suas vulnerabilidades aos impactos das mudanças climáticas”, disse Carlos Rittl.

O especialista ressalta, entretanto, que cada município deve pensar em estabelecer as próprias estratégias de adaptação. “Tivemos as chuvas severas que atingiram o Rio Grande do Sul. Nesses dois últimos anos, aqui na Amazônia, tivemos seca muito severa, o que agravou a situação dos incêndios. São exemplos que mostram ser necessária essa ação local.”

GP de Interlagos: Lando Norris larga na pole position no domingo

O fim de semana em São Paulo começou perfeito para o britânico Lando Norris, da McLaren. Neste sábado (8), o piloto venceu a corrida sprint no autódromo de Interlagos e, para completar, registrou o melhor tempo no treino classificatório para o GP do Brasil. Com isso, na reta final da temporada da Fórmula 1, tem a chance de abrir vantagem na corrida pelo título inédito da categoria.

Neste domingo, Norris larga em primeiro, seguido por Kimi Antonelli, da Mercedes e Charles Leclerc, da Ferrari. Oscar Piastri, companheiro de Norris na McLaren e principal concorrente na briga para ser campeão da temporada, vai largar em quarto lugar. A prova está marcada para as 15h de Brasília.

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No começo do dia, na corrida sprint, Norris levou a melhor, sendo acompanhado por Antonelli e George Russell, da Mercedes no top 3. Com isso, abriu mais oito pontos sobre Piastri, que teve uma colisão e não pontuou. Norris pulou para 365 pontos, nove a mais que Piastri.

Outro destaque da prova sprint ficou com o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Sauber. Ele bateu na última volta e o carro ficou destruído. A equipe tentou recuperar o carro para que ele pudesse participar do treino classificatório, mas não conseguiu cumprir a missão com o prazo apertado. Com isso, Bortoleto vai largar dos boxes, na última colocação.

Terceiro colocado na disputa pelo título de pilotos, o holandês Max Verstappen, campeão das últimas quatro temporadas, foi muito mal na classificação, terminando apenas em 16º. Outra lenda, o britânico Lewis Hamilton, dono de sete títulos, vai largar com a sua Ferrari na 13ª colocação.