Alemanha anuncia participação em fundo de florestas tropicais

O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, confirmou nesta sexta-feira (7) que o país vai participar do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Segundo Merz, o país investirá um valor “considerável”, mas não especificou uma quantia. O anúncio da participação do país europeu foi feito após a reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vamos contribuir com quantia considerável”, disse Merz, durante entrevista coletiva para tratar da reunião com Lula durante a Cúpula do Clima, em Belém.

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O chanceler alemão disse que a definição dos valores depende ainda de ajustes que serão feitos em conjunto com o Ministério da Fazenda alemão.

>> Fundo para florestas tropicais atinge aporte de US$ 5,5 bilhões

Existe a expectativa que o anúncio possa ser feito nos próximos dias, mas segundo o chanceler poderá demorar um pouco mais.

O primeiro-ministro ressaltou que já há um consenso avançado sobre a contribuição, mas que o anúncio depende ainda de análises sobre o fundo e de ajustes junto a membros do governo. 

“Precisamos revisar a estrutura novamente e contabilizar isso no orçamento”, afirmou.

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Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O TFFF vai combinar investimento público e privado e prevê que os recursos sejam repassados a países com florestas tropicais, para que trabalhem pela preservação dessas áreas.

Ao todo, 34 países com florestas tropicais endossaram a Declaração do TFFF, cobrindo quase 90% das florestas tropicais em países em desenvolvimento, incluindo Indonésia, República Democrática do Congo e China.

A proposta é que sejam captados, durante a COP20, US$ 25 bilhões por países investidores. Espera-se que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital da iniciativa privada e, com isso, reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.

>> Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O Brasil anunciou o aporte de US$ 1 bilhão. A Noruega se comprometeu com US$ 3 bilhões para os próximos dez anos condicionados; a Indonésia vai aportar US$ 1 bilhão. A França indicou que poderá investir até US$ 577 milhões até 2030. Já Portugal anunciou um aporte de US$ 1 milhão.

Na tarde desta sexta-feira, Lula deve participar ainda de uma reunião bilateral com o presidente da de Moçambique, Daniel Chapo.

Familiares, amigos e políticos se despedem de Paulo Frateschi na Alesp

O ex-deputado Paulo Frateschi está sendo velado desde a manhã desta sexta-feira (7) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Familiares, políticos e amigos prestam homenagens ao político que morreu na quinta-feira (6) após ser agredido a facadas pelo próprio filho Francisco Frateschi, em sua casa, no bairro da Lapa, zona oeste da capital.

Entre os políticos presentes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se deslocou de Belém, onde está acontecendo a COP30, para homenagear o amigo. Bastante emocionado, o ministro lembrou da amizade com Frateschi há mais de 40 anos. 

“O Paulo Frateschi era uma figura excepcional. Um amigo assim, sem sombra de dúvida uma das pessoas mais queridas no PT por seus gestos, pela sua postura, pela amizade, pela sua generosidade, uma das pessoas mais adoráveis que a gente tinha”, disse

Ainda segundo Haddad, “até nos piores momentos era uma pessoa sempre disponível, sempre serena, sempre determinada e é um dos grandes construtores dessa história”. 

“Das pessoas que eu conheço, ele talvez seja a que passou pelas maiores provações que alguém pode passar. Não conheço ninguém que teve que se refazer e superar tantos acontecimentos trágicos”, ressaltou o ministro. 

“E em que pese tudo isso, Paulo sempre estava disponível para lutar por um país melhor. Ele ajudou a organizar o movimento popular em torno de bandeiras  importantes. Em especial, a questão da redemocratização do país, a campanha das diretas”, reforçou o ministro. 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impossibilitado de ir ao velório, enviou uma mensagem que foi lida pelo irmão de Paulo, o ator Celso Frateschi. 

Também estiveram no velório políticos como Ivan Valente, José Dirceu, José Genoíno, Rui Falcão, Adriano Diogo, Eduardo Suplicy e o escritor Fernando Morais. 

Em entrevista à imprensa, o presidente do PT, Edinho Silva, exaltou a capacidade de liderança de Paulo e sua luta pela redemocratização do país. 

“Ele era uma liderança muito forte na história do PT. Alguém que dedicou sua vida em um projeto de construção, de um sonho e na construção de um Brasil mais justo e humano. É uma perda trágica”, declarou. 

“Paulo era uma figura inesquecível. Construiu sua história e esse legado e é imortal. Ele dedicou sua vida na construção da democracia no Brasil e na construção de um país mais justo, humano e igualitário”, acrescentou Edinho Silva. 

Às 14h um cortejo saiu da Alesp com destino ao Cemitério Memorial Parque Jaraguá. O sepultamento está previsto para as 15h30.

O ex-parlamentar deixou a esposa Yolanda Maux Vianna, filhas, netos e irmãos.

“Meu pai foi um lutador, um guerreiro, alguém que passou a vida lutando por esse país e pela democracia brasileira. Ele merece ser tratado com amor, com respeito nesse momento”, disse a filha mais velha Yara.

Em entrevista a jornalistas durante o velório do pai, ela explicou que o irmão, Francisco, está passando por sofrimento psíquico e não tem consciência sobre seu ato. 

“O Francisco Frateschi é um menino maravilhoso. O Chico nunca levantou a voz para uma pessoa, ele nunca bateu em uma pessoa. Por onde o Chico passou, o Chico levou alegria, o Chico levou amor, ele tinha um carinho imensurável pelo pai”, disse. 

“O Chico sofreu um acidente há alguns anos. E ele foi um menino muito machucado, que perdeu os dois irmãos mais novos em acidentes e por uma coisa inacreditável, ele também sofreu um acidente há alguns anos atrás. O que o Chico teve foi uma doença, ele está doente, ele não sabe o que ele fez. É uma doença psíquica e a gente precisa saber lidar com isso. Ele não é um monstro, o que não significa que a gente não esteja sofrendo uma dor imensa”, esclareceu.  

Frateschi foi membro histórico do PT. Quando estudante, se opôs e combateu a ditadura militar. Em 1969 foi preso e torturado pelo regime militar. Mais tarde, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, do qual é filiado desde os primeiros anos. Foi eleito deputado estadual em 1982 e ocupou o cargo  entre os anos de 1983 e 1987. 

Foi presidente do Partido dos Trabalhadores no estado de São Paulo e dirigente do diretório nacional do partido. Também exerceu o cargo de secretário municipal de Relações Governamentais nas gestões de Marta Suplicy e de Fernando Haddad.

Governo federal reajusta auxílio-alimentação de servidores em 17,5%

Os servidores do Poder Executivo federal terão o auxílio-alimentação reajustado em 17,5%. De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o reajuste reforça a política de recomposição dos benefícios iniciada em 2023, após seis anos sem atualização.

De lá para cá, o auxílio-alimentação passou de R$ 458 para R$ 1 mil; e agora chega a R$ 1.175, um aumento acumulado de 156,55%. O novo valor começará a ser pago ainda em 2025.

O acordo foi assinado na última quarta-feira (5) entre o MGI e entidades representativas do funcionalismo público. O impacto financeiro já está previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, em tramitação no Congresso Nacional.

O governo destacou ainda que, a depender do volume de recursos aprovados no PLOA, também serão reajustados o auxílio pré-escolar e o auxílio-saúde, com atualização baseada na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – inflação oficial – desde o último reajuste.

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Em 2023, o governo reabriu a Mesa Nacional de Negociação Permanente, fechada em 2016, e, na ocasião, os salários dos servidores públicos foram reajustados em 9%, de forma linear, além das correções do auxílio-saúde e da assistência pré-escolar.

Segundo o MGI, outros mais de 50 acordos também firmados em mesas setoriais, garantiram reajustes salariais acima da inflação para todas as carreiras civis do Executivo federal no período 2023-2026.

 

STF tem 2 votos para rejeitar recurso e manter condenação de Bolsonaro

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu integralmente o voto do relator, Alexandre de Moraes, para manter a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado. 

Mais cedo, Moraes abriu o julgamento e votou pela rejeição deste que é o último recurso de Bolsonaro no caso. Outros seis condenados, todos antigos aliados do ex-presidente, também tiveram seus recursos rejeitados por Moraes e Dino, que apenas seguiu o relator, sem anexar voto escrito. 

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Os ministros julgam os recursos do chamado “núcleo crucial” do golpe, ou núcleo 1, conforme divisão feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O julgamento ocorre na Primeira Turma, em ambiente virtual. Os outros dois ministros do colegiado – Cristiano Zanin e Cármen Lúcia – têm até 14 de novembro para votar. 

O julgamento desses recursos é a última etapa que separa os condenados de uma eventual ordem de prisão. 

É possível acompanhar o julgamento e ler as manifestações dos ministros na ação penal 2668 por meio do portal do Supremo Tribunal Federal. Os relatórios e os votos relativos a cada um dos recursos dos réus ficam disponíveis na aba “Sessão Virtual”

Os recursos em julgamento são os embargos de declaração, que servem para o esclarecimento de alguma contradição ou omissão no texto final da condenação. Em tese, mesmo que aceito, esse tipo de apelo não teria o alcance de modificar o resultado do julgamento. 

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Fux

O ministro Luiz Fux, único que votou pela absolvição de Bolsonaro e dos demais acusados do núcleo 1, não participa do julgamento dos recursos. Em outubro, o magistrado mudou da Primeira para a Segunda Turma do Supremo, aproveitando vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 

Ao anunciar a troca, Fux chegou a dizer que gostaria de continuar participando do julgamento de Bolsonaro, mas o ministro acabou não formalizando nenhum pedido nesse sentido. O Supremo confirmou que, nesse caso, prevalece o Regimento Interno, que não prevê a participação do ministro de uma turma em julgamento da outra. 

Confira as informações sobre o julgamento no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Voto 

Em seu voto, divulgado mais cedo, Moraes afirmou que o recurso de Bolsonaro não apresentou contradição, ambiguidade ou obscuridade que precisasse ser esclarecido no texto final da condenação. Para o ministro, os embargos representaram “mero inconformismo com o desfecho do julgamento”. 

Moraes voltou a rejeitar questões ligadas ao que seria sua suspeição para julgar o caso e também de cerceamento de defesa. Ele destacou que ambas as questões já foram “exaustivamente analisadas” ao longo do julgamento. 

O ministro também negou a tentativa da defesa de desvincular Bolsonaro dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro, quando seus apoiadores invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. 

“Diversamente do alegado pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, inexiste qualquer contradição no acórdão condenatório com relação à prática delitiva do embargante nos atos ilícitos ocorridos em 8/1/2023”. 

 

A defesa de Bolsonaro havia pedido ainda o recálculo de pena, argumentando que, mesmo que tenha praticado atos preparatórios para o golpe, ele desistiu da empreitada golpista antes de consumá-la.  

Os advogados evocaram o princípio da desistência voluntária, previsto no Código Penal. Segundo esse princípio, o condenado responde apenas pelos atos praticados até o momento em que ele desistiu de praticar o crime. 

Nesse ponto, Moraes afirmou que a condenação “foi fundamentada na análise das condutas imputadas na denúncia e comprovadas durante a instrução processual, de modo que restou demonstrada a inexistência de qualquer desistência voluntária com relação aos crimes, pelo qual foi condenado”. 

Prisão

Se a rejeição dos recursos for confirmada pela Primeira Turma, a prisão de Bolsonaro e dos demais acusados poderá ser decretada por Moraes. 

Ainda não há definição do eventual local em que o ex-presidente poderia cumprir a pena definitiva na ação penal do golpe. Pelo tamanho de sua pena, a legislação prevê o regime inicial fechado, numa unidade prisional de segurança máxima, como o presídio da Papuda, em Brasília. 

Pela jurisprudência, Bolsonaro poderia também ficar numa sala do Estado Maior, por ser ex-presidente. Trata-se de uma instalação especial, separada de outros presos, que poderia ser instalada, por exemplo, nas dependências da Polícia Federal (PF), como aconteceu quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou preso em Curitiba. 

Outra hipótese é que Bolsonaro cumpra a pena em casa. A medida é uma exceção e pode ser concedida somente por motivos humanitários, caso o condenado possua alguma enfermidade que não tenha condições de ser tratada no cárcere. 

Foi o que aconteceu com o ex-presidente Fernando Collor, que em maio deste ano teve concedida a prisão domiciliar por ser portador de Mal de Parkinson e ter mais de 75 anos. 

Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar em função do inquérito no qual é investigado por supostamente tentar coagir o Supremo a arquivar seu caso. 

A investigação está relacionado ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e as medidas como o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e sanções impostas pela Casa Branca contra ministros do Supremo e o Procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Ao decretar a medida cautelar, Moraes citou “fundado risco de fuga” do ex-presidente.

Os demais condenados do núcleo crucial da trama golpista são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Confira as penas definidas para os condenados 

– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;

– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;

 – Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos; 

– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal: 24 anos;

– Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos; 

– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos; 

– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.

Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele é deputado federal e teve parte das acusações suspensas. A medida vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica. 

 

 

França lidera ação de US$ 2,5 bilhões para proteger floresta do Congo

Países europeus estão apoiando um plano de US$ 2,5 bilhões para salvar a floresta tropical do Congo, segundo documento visto pela Reuters, lançando um esquema de conservação que pode desviar a atenção da principal iniciativa da 30º edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – a chamada Conferência das Partes, ou COP30 no Brasil.

Mobilizar mais dinheiro para proteger e restaurar as últimas florestas tropicais remanescentes do mundo é um objetivo central das negociações climáticas da ONU, realizadas na Amazônia brasileira este ano para focar na necessidade de combater as emissões do desmatamento desenfreado.

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A iniciativa liderada pela França — apoiada pela Alemanha, Noruega, Bélgica e o Reino Unido — é chamada de “The Belem Call for the Forests of the Congo Basin“. Os apoiadores esperam mobilizar recursos para ajudar os países a proteger a segunda maior floresta tropical do mundo. O documento escrito em francês, datado de 6 de novembro, foi assinado pelas cinco nações europeias.

“Os doadores estão se comprometendo a mobilizar mais de US$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos, além dos recursos domésticos que serão mobilizados pelos países da África Central para a proteção e o gerenciamento sustentável das florestas da Bacia do Congo”, afirma o documento.

Os signatários disseram que também pretendem ajudar as nações africanas a reduzir o desmatamento por meio de tecnologia, treinamento e parcerias.

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O Congo, a Amazônia, maior floresta tropical do mundo, e a bacia de Bornéu-Mekong-Sudeste Asiático, a terceira maior, enfrentam ameaças da expansão das fronteiras agrícolas, da exploração madeireira, da mineração e de outros setores.

Embora a proteção do Congo tenha chamado a atenção porque atualmente absorve mais gases de efeito estufa do que outras florestas, o anúncio da medida ameaçou competir com o foco do Brasil em um fundo florestal global no centro de sua agenda da COP30.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) como o futuro do financiamento climático, pois substitui as doações por um modelo de investimento mais escalável.

“Em teoria, as duas iniciativas são muito diferentes”, disse um diplomata familiarizado com as duas propostas, observando que o TFFF ofereceria pagamentos anuais aos países com florestas tropicais sem nenhuma restrição. Ainda assim, a ótica de dois fundos de florestas tropicais rivais pode ser problemática, acrescentou a fonte.

A Noruega também prometeu US$ 3 bilhões para o TFFF nessa quinta-feira (6), a maior contribuição até agora. A França disse que poderia contribuir com até 500 milhões de euros para a iniciativa liderada pelo Brasil.

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China suspende proibição de compra de carne de frango do Brasil

A China suspendeu a proibição de compra de carne de frango brasileira, medida adotada em maio após o primeiro registro de contaminação por gripe aviária, em uma granja comercial no município gaúcho de Montenegro.

O comunicado da suspensão, feito pela administração das alfândegas chinesas nesta sexta-feira (7), foi confirmado e comemorado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que creditou o resultado à “competência técnica e diplomática do Brasil”.

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“A suspensão ocorreu no contexto do único foco registrado – e que já foi totalmente superado – de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial de carne de frango do Brasil”, recorda a nota da associação.

A suspensão da compra do produto, pela China, foi anunciada em maio, quando o país era, segundo a associação, o maior comprador da carne de frango brasileira, com embarques de 562,2 mil toneladas em 2024, cerca de 10,8% do total.

“Até maio [de 2025], mês da ocorrência de IAAP, a China era a maior importadora de carne de frango do Brasil. Apenas entre janeiro e maio, o país havia importado 228,2 mil toneladas de carne de frango (10,4% do total exportado pelo Brasil até então), gerando receita de US$ 545,8 milhões”, detalhou a ABPA, após o anúncio da suspensão chinesa.

No dia 18 de junho, o Brasil se declarou livre da doença após a desinfecção da granja afetada e não ter registrado nenhum outro caso pelo prazo de 28 dias.

Em setembro, foi a vez de a União Europeia reconhecer que o país estava livre da doença, permitindo a retomada das exportações para o bloco.

“Gradativamente, todos os grandes importadores de carne de frango retomaram as compras. Hoje, a China, último grande importador de carne de frango fechado, reabriu seus portos para o produto brasileiro”, comemorou nesta sexta-feira a ABPA.

Segundo a entidade, “as autoridades brasileiras dedicaram amplos esforços diplomáticos para o restabelecimento do fluxo comercial dos mercados suspensos”, afirmou, em tom elogioso dirigido ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, seu secretariado, bem como ao Planalto e ao Itamaraty.

“Houve um amplo e altamente profissional trabalho de negociação neste processo, que incluiu a renegociação de certificados sanitários para evitar suspensões totais de países em eventuais novas ocorrências”, acrescentou ao afirmar que a reabertura “coroa o sucesso” dessas ações.

Metade das cidades não tem estrutura para política de combate à fome

Praticamente metade (49%) das prefeituras do país não tinha, em 2024, estrutura organizacional para políticas de segurança alimentar e nutricional, ou seja, um órgão público municipal específico para tratar da fome.

A mesma situação acontece em relação à existência dos conselhos de segurança alimentar e nutricional ─ instância que promove a participação da sociedade civil nas diretrizes de combate à fome. Apenas 51% dos municípios declararam a presença desses espaços de diálogo e decisão.

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As constatações fazem parte da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais e Municipais, divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os pesquisadores traçaram um perfil das estruturas dos governos estaduais e das prefeituras para segurança alimentar e nutricional.

Organização

Dos 5.544 municípios que prestaram informações ao IBGE, 2.826 declararam ter estruturas como secretarias exclusivas ou subordinadas a outras áreas, por exemplo.

Apesar de praticamente metade das prefeituras não ter essas estruturas, o dado revela avanço em relação a 2018, quando 36,6% dos municípios tinham declarado a existência desses órgãos. Em 2023, eram 50,3% deles.

A gerente da pesquisa, Vania Maria Pacheco, aponta que os dados representam um “bom caminho” no enfrentamento à fome.

“Mesmo com números modestos, é um bom indicativo da presença da política nos municípios, da importância dessa política para esses municípios”, avalia.

O IBGE identificou relação entre o porte populacional dos municípios e a presença de estrutura organizacional de combate à fome. Entre as cidades com até 5 mil habitantes, 39,6% tinham as instâncias. A proporção é crescente à medida que aumenta o porte da cidade. Nas que tinham mais de 500 mil moradores, o índice chega a 91,7%.

Já entre as unidades da federação, todas as 26 que prestaram informações ao IBGE declararam ter instituições de segurança alimentar e nutricional. O levantamento não traz dados de Rondônia, que não repassou informações aos pesquisadores.

Conselhos com sociedade civil

Em relação aos conselhos de segurança alimentar, a presença em 51% dos municípios em 2024 também representa avanço em relação a anos anteriores. Em 2018, eram 36,4%, passando para 44,9% em 2023.

No entanto, os pesquisadores identificaram que, dos 2.851 municípios que declararam a existência do órgão no ano passado, apenas 1.826 encontravam-se ativos, isto é, com um mínimo de reuniões regulares.

“O conselho tem que existir, mas tem que estar ativo, ou seja, realizando reuniões, sendo ativo na política”, frisa Vania Pacheco.

Entre as unidades da federação, todas apresentaram conselhos de combate à fome que promoviam a participação da sociedade civil.

Legislação

O levantamento do IBGE aponta que apenas pouco mais de um terço dos municípios tem leis próprias de segurança alimentar. Em 2018, 20,9% das cidades tinham lei municipal nesse sentido, parcela que chega a 36,3% em 2024.

Em relação a plano municipal de combate à fome, somente 394 municípios (7,1%) detinham o instrumento com diretrizes e ações municipais com objetivo de respeitar, proteger, promover e prover o direito à alimentação adequada para todas as pessoas.

Em 2023, o IBGE tinha apontado 18,8% das prefeituras. Mas, de acordo com a pesquisadora Vania Pacheco, as informações estavam superdimensionadas pelos informantes.

“A informação foi prestada equivocadamente. Esse plano não existia [em 2023] ou ele ainda estava em planejamento, em elaboração”, explica.

Ações práticas

Ao levantar dados sobre ações práticas de segurança alimentar, o IBGE constatou que 3.985 municípios (71,9% dos respondentes) desenvolviam ações de promoção do acesso da população a alimentos, da seguinte forma:

  • 94,6% distribuíam cestas básicas
  • 22,7% ofereciam refeições prontas
  • 10% distribuíam benefício monetário
  • 6,2% ofereciam vale-alimentação
  • 14,5% outras formas

A pesquisa identificou também que 78,7% dos municípios lançavam mão do Benefício Eventual da Assistência Social, uma espécie de ajuda temporária em caráter emergencial para pessoas em situação de insegurança alimentar, seja em forma de cesta básica ou benefício monetário, por exemplo.

Agricultura familiar

A agricultura familiar é um modo de produção que ajuda estados e municípios nas políticas de segurança alimentar.

À exceção do Tocantins e de Mato grosso do Sul, as demais 24 unidades da federação que forneceram dados aos IBGE relataram a compra de alimentos provenientes da agricultura familiar. Entre os municípios, mais da metade (54,9%) adotava a prática.

A maior parte desses alimentos (81,1%) era destinada a redes socioassistenciais. As demais partes da produção familiar adquirida eram direcionadas a restaurantes populares, cozinhas de hospitais, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, mercados públicos e sacolões.

Restaurantes populares

Para traçar o perfil de estados e municípios, o IBGE coletou informações sobre a presença de equipamentos relacionados a segurança alimentar e nutricional.

Os pesquisadores identificaram que 3,8% das cidades declararam ter restaurantes populares. Eram 212 cidades nas quais funcionavam 329 desses estabelecimentos.

Nesses restaurantes, as refeições eram fornecidas de graça ou custando no máximo R$ 10. Entre as cidades com mais de 500 mil habitantes, 66,7% tinham as unidades populares.

Já os bancos de alimentos – locais que recebem gêneros alimentícios de doações ─ foram encontrados em 226 municípios, representando 4,1% dos respondentes. Cerca de 70% deles funcionavam cinco dias por semana.

Em relação aos equipamentos, como o IBGE não tem informações de anos anteriores, não foi possível fazer comparação entre períodos.

Para Vania Pacheco, a presença de ações e equipamentos é um indicativo da política de segurança alimentar “marcando presença nos municípios”.

“É uma esperança minha que esses equipamentos se tornem cada vez mais presentes, em um número maior de municípios, e forneçam alimentação segura e saudável para esse quantitativo de pessoas que, muitas vezes, são pessoas em vulnerabilidade”, diz.

Fora do Mapa da Fome

Em julho deste ano, um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) apontou que o Brasil deixou o chamado Mapa da Fome. O país está abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente.

O Brasil já tinha alcançado esse patamar em 2014, mas retornou ao Mapa da Fome no triênio 2018/2020.

Vestibular indígena da UnB encerra inscrições hoje

Termina nesta sexta-feira (7), às 18 horas (horário de Brasília), o período de inscrições para o  vestibular indígena 2026 da Universidade de Brasília (UnB).

As inscrições dos candidatos indígenas devem ser feitas exclusivamente pelo meio virtual, direto no site específico do vestibular do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

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O vestibular indígena é resultado de um acordo de cooperação técnica entre a UnB e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A iniciativa tem o objetivo de promover o acesso deste público ao ensino superior.

As vagas deste processo seletivo são destinadas a quem busca o primeiro curso de graduação ou para quem nunca terminou um curso superior.

Quem pode se inscrever

O processo seletivo é destinado a selecionar exclusivamente candidatos indígenas que tenham cursado ou estejam cursando o ensino médio integralmente em escolas da rede pública.

Nos casos de candidatos que cursaram ou cursam o ensino médio na rede privada de ensino é necessário comprovar que o estudante foi beneficiado por uma bolsa de estudos integral ou parcial de, no mínimo, 50%.

Os candidatos que necessitarem de atendimento especializado ou desejarem usar o nome social devem sinalizar as respectivas opções no momento da inscrição.

Somente será permitida uma inscrição por Cadastro de Pessoa Física (CPF). O candidato que tiver concluído curso superior não poderá participar, em hipótese alguma, do vestibular, sob pena de imediata eliminação.

Por isso, no sistema de inscrição, o candidato deverá declarar que não concluiu a graduação em uma instituição de ensino superior.

Vagas

Ao todo, são 154 vagas em mais de 40 cursos de graduação oferecidos pela UnB, no primeiro e no segundo semestres de 2026. As vagas estão distribuídas nos campi Darcy Ribeiro (Asa Norte), Ceilândia, Planaltina e Gama, todos no Distrito Federal.

Os cursos de graduação são para cursos de bacharelado e licenciaturas nos turnos diurno e noturno. Entre eles, administração; engenharias mecânica, aeroespacial, automotiva e eletrônica; nutrição; psicologia; gestão de agronegócios; e saúde coletiva.

Confira aqui a lista de cursos e as respectivas vagas oferecidas no próximo ano letivo por turno.

Seleção

A seleção para ingresso nos cursos de graduação oferecidos pela UnB abrange as seguintes fases, de responsabilidade do Cebraspe:

  • aplicação das provas objetiva e de redação em língua portuguesa, no dia 7 de dezembro, de caráter eliminatório e classificatório;
  • avaliação de documentação e entrevista pessoal, de caráter eliminatório, de 8 a 10 dezembro;

Apesar das vagas serem oferecidas no Distrito Federal, as seleções serão realizadas nas seguintes localidades: Boa Vista (RR); São Gabriel da Cachoeira (AM); Tabatinga (AM); Brasília (DF); Canarana (MT); Cabrobó (PE), na Aldeia Sabonete – Escola Estadual Indígena Capitão Dena; e São Sebastião (AL), na Aldeia Karapotó Terra Nova.

O candidato deve também enviar documentos para a homologação da inscrição e anexar uma fotografia individual, tirada até seis meses anteriores à inscrição, em que necessariamente apareça a cabeça descoberta e os ombros do candidato.

Se a fotografia não obedecer às especificações do edital, o candidato poderá passar por uma identificação especial, no dia de aplicação das provas.

 

Encontro no Museu Afro do Rio traz força das macumbas na MPB

A herança da cultura afro-brasileira será celebrada com muita festa, nesta sexta-feira (7), no encerramento do ciclo Malungagem – A influência das macumbas na música contemporânea brasileira, no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na Gamboa, região portuária.

Esta será a terceira etapa da jornada do projeto, que começou em setembro no terreiro de tradição Jeje, Ilê Omo Iya Ade Omin, em Higienópolis, zona norte da cidade. O segundo encontro foi em outubro, no Centro de Cultura Única – União Umbandista Luz Caridade e Amor, na Pedra do Sal, na conhecida Pequena África, também na região portuária.

O cantor e compositor Alê, idealizador do projeto, disse que a ideia inicial era trazer as filosofias religiosas na música brasileira como forma de fazer uma ponte para apresentar o seu trabalho autoral, mas com a execução a malungagem tem se revelado mais que isso. Se tornou uma proposta de valorização e reparação simbólica ao aproximar a sociedade dos terreiros por meio da arte e do reconhecimento da sua força cultural.

“É dar a voz às pessoas que vivem essa cultura e muitas vezes nem entendem, como cultura, a convivência em espaço de terreiro, com as tecnologias de cura ancestral e com a comunicação com o invisível. Como artista apaixonado pela música, enxergo a musicalidade como uma cúpula que envolve a prática religiosa em si. A ideia de malungagem vem daí”, acrescentou o Yawô do Ilê Omo Iya Ade Omin e herdeiro das tradições Banto/Yorubá, em entrevista à Agência Brasil.

A palavra malungo, de origem banto, significa companheiro de viagem e, segundo Alê, o termo malungagem surgiu de um sentimento a partir do seu processo de letramento racial. “Malungagem, por definição, é a reunião através do encontro, daqueles que descendem dos ancestrais africanos que chegaram ao Brasil nos tumbeiros [navios que trouxeram de África as pessoas escravizadas para o Brasil]. É um encontro de celebração da ancestralidade afro-indígena genuinamente brasileira”, descreveu, informando que já pensa em transformar o projeto em uma tese de doutorado.

“O malungo eram os companheiros das pessoas que viajavam nos tumbeiros, africanos retirados violentamente das suas vidas, de suas culturas, de seus países e muitas vezes de etnias que não se comunicavam, que mantinham rivalidades culturais históricas, mas tiveram inteligência emocional de superarem isso no momento em que se viram vivendo aquele terror ao serem colocadas em um porão de navio e se transformaram em mercadoria”, completou.

O idealizador do projeto destacou ainda que embora ainda exista intolerância religiosa e a aspectos da cultura negra, até na forma de comunicação de pessoas do interior e de zonas rurais se percebe a influência dos africanos que vieram para o Brasil.

“Eu moro em local que é zona rural, aquele caipirês nada mais é do que a forma de que a primeira geração de africanos conseguia reproduzir o português de Portugal, então o racista ele fala a língua de preto, fala o pretuguês, que a maravilhosa Lélia Gonzalez cunhou muito bem”, comentou.

Alè contou que logo no primeiro encontro que ocorreu em setembro o tema da mesa de debates foi a influência dos candomblés na musicalidade contemporânea brasileira, com opiniões de yalorixás e babalorixás das três linhas principais de candomblé que se encontra no Rio de Janeiro: Jeje Angola e Ketu para saber como sentiam as referências aos orixás na Música Popular Brasileira (MPB), que segundo pesquisas, conforme, citou incluem ainda o sertanejo tradicional.

“A diversidade de trabalhos que vai do sertanejo tradicional ao rap citando a cosmologia. Eu estou no meio disso com o meu trabalho, o disco Igbá”, explicou.

“Igbá significa cabaça, é o vaso, recipiente onde a gente cultua o orixá, geralmente com pedras [sagradas] chamadas de otá” informou, acrescentando que na pronúncia a palavra de origem yorubá a letra g é muda.

Cada um dos encontros começou com o toque do Ngoma, tambor que atravessa o tempo, seguido de uma roda de conversa entre líderes de terreiro, artistas e pesquisadores, culminando com a música ritualística e poética de Alè.

Nesta etapa a roda de conversa será com nomes de destaque na cultura afro-brasileira contemporânea. A fundadora e Mestra Popular do Quilombo Aquilah, pesquisadora das tradições afro-brasileiras e ex-dirigente do Centro Cultural José Bonifácio (hoje MUHCAB), Hosania Nascimento;  a cantora sambista, professora e ativista pela valorização da mulher preta e da cultura de terreiro, criadora da roda O Samba é da Massa, Criss Massa; e a museóloga, dançarina e pesquisadora das culturas populares, integrante do Grupo Zanzar e cofundadora do Brincantes da Pedra Branca, Itana Gomes.

“Convidamos, preferencialmente, mulheres que trabalham com cultura popular, com os folguedos e com a musicalidade, cuja matriz são as macumbas para saber a influência do axé, na língua portuguesa, na culinária, na forma como a gente se veste no imaginário do Rio de Janeiro e fundamentalmente na música que sempre é a estrela principal”, apontou Alè.

Itana Gomes vai levar para o debate a influência da cultura dos terreiros não só pela origem religiosa, mas os que têm o conceito de pertencimento para relembrar a ancestralidade. A pesquisadora disse que apesar da presença ainda de manifestações de intolerância, tem notado o crescimento do interesse e de participação de público em apresentações culturais. Não quer dizer que não tenha intolerância, mas a gente tem conseguido um espaço maior no tempo atual”, afirmou, lembrando que um exemplo é a roda de danças populares que o Grupo Zanzar faz em frente ao Circo Voador, centro do Rio, toda última quinta-feira do mês junto com o Jongo da Lapa.

“Essas rodas acontecem em um território onde teve escravidão, onde teve um processo pesado para a população negra e onde a gente transforma o lugar de for em alegria, nem que seja naquele momento pontual para celebrar a vida”, disse.

A cantora Criss Massa, que já tem uma carreira que valoriza a presença dos cantos religiosos na música popular, contou que o samba não existiria sem axé.

“A batucada do samba é oriunda das batucadas dentro dos terreiros, das casas, com as barricas”, revelou, contando ainda que mostrará também na mesa de debates a interferência em outras batidas de setores musicais como o funk e o rap.

“Outras batidas que se tornaram conhecidas em relação a batida do axé para o samba, samba-enredo, samba de terreiro, samba pop e aí foi caindo para o batidão do funk entre outras coisas”, comentou destacando que as vezes a letra da música nem se refere a um orixá específico, mas a ancestralidade está presente.

“A gente usa muito o ijexá dentro do samba. A música Identidade do Jorge Aragão é ijexá e não fala nada de orixá. Fala de um preconceito, de racismo, mas não fala de orixá”, exemplificou.

Criss também percebeu uma mudança no preconceito em relação à cultura negra.

“Você consegue se mostrar melhor, consegue sair entre aspas do armário e mostrar o que realmente você é. Antigamente não se ouvia a pessoa dizer que era espírita, umbandista, candomblecista. Falava que era católico. Hoje não, as pessoas fazem questão de dizer o que são. Foi essa a liberdade e se nota isso através de várias rodas de samba, de movimentos, de pessoas que fazem dança e teatro. Já se consegue ver isso nas ruas, tem uma maior liberdade de expressão”, relatou.

Hosania Nascimento vai apresentar no debate o projeto do Quilombo Aquilah, na localidade do Tanque, em Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio, de ensino dos cânticos afro diaspóricos nas escolas, como o Jongo nas Escolas e Baianas de Acarajé nas Escolas.

“É importante desde muito cedo, conscientizarmos as crianças o quanto os cânticos em Yorubá, os pontos de umbanda, as toadas do maracatu. Todas essas canções usadas pelo povo de matriz africana devem ser desmistificadas e serem olhadas sem demonização, não gosto de usar essa palavra, mas é importante, porque é o que acontece”, apontou.

“Acho importante levar para as crianças os pontos de umbanda como acalantos. A minha vida inteira de criança, até os meus 10 anos, as cantigas para eu dormir eram pontos de umbanda. Minha avó era indígena, umbandista, sou uma mulher preta, mas miscigenada porque o meu avô era português, minha avó indígena e minha mãe preta. Carrego comigo toda essa pluralidade de DNAs. Fui acalentada com esses pontos que não têm nada de demoníacos, pelo contrário”, defendeu.

Sobre o acarajé, Hosania afirmou que além de ser uma oferenda destinada a Iansã é um quitute da culinária baiana e da etnia preta.

“Você não precisa olhar o acarajé somente como um ponto religioso, como oferenda, mas sim como um quitute da gastronomia brasileira”.

Já no samba, Hosania destacou que embora existam as consideradas divas como Dona Ivone Lara e Leci Brandão, existem outras mulheres importantes que foram invisibilizadas como as conhecidas pastoras, de grande importância dos sambas enredos das escolas e que estão presentes nos projetos de pesquisa do Quilombo Aquilah.

“Nós fazemos um trabalho de pesquisa há muitos anos, eu como mestra popular, em cima da musicalidade afro-brasileira, a gente passa pelo samba, somos consideradas patrimônio imaterial do Rio de Janeiro, o nosso grupo musical Pastoras do Aquilalh em homenagem as nossas primeiras damas do samba. Hoje temos divas reconhecidas dona Ivone, Jovelina, Clementina, mas as mulheres que estavam por trás dos cânticos dos homens como os que Ataulfo [Alves] que ele as batizou como pastoras foram as primeiras do samba feminino e eram as que escolhiam os sambas enredo que as escolas iam desfilar”, revelou.

A terceira etapa contará ainda com participações artísticas da dançarina, coreógrafa e criadora do projeto IntuiDanse, Maria Liberta, e de Tairini Cristine, conhecida como Poeta Tairini, MC, DJ e slammer paulista radicada em Ubatuba.

O encerramento do encontro será com um show de Alè. A produção do encontro é da Ubuntu Cultura e Arte em parceria com a Neggra Sim e resulta da conquista do edital Fluxos Fluminenses da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

As entradas gratuitas podem ser conseguidas no endereço https://www.sympla.com.br/evento/malungagem/3180847?share_id=copiarlink 

Programação:


14h – abertura  – Com DJ Tairini

15h/16h – Intervenção artística com a bailarina Maria Liberta  

16:30h / 18h  – Mesa de conversa 

19h / 21h – Apresentação -Alè e Banda

 

Vitor Roque decide e Palmeiras vence clássico com Santos no Brasileiro

O Palmeiras conquistou uma importante vitória na caminhada em busca do título do Campeonato Brasileiro. Jogando no Allianz Parque, o Verdão contou com o faro de gol do atacante Vitor Roque para derrotar o Santos por 2 a 0, na noite desta quinta-feira (6), e abrir uma vantagem de três pontos frente ao segundo colocado da classificação, o Flamengo, que empatou com o São Paulo na última quarta-feira (5).

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Diante de um adversário que luta para sair da zona do rebaixamento (o Peixe ocupa a 17ª colocação com 33 pontos), o Palmeiras não teve facilidades. Na primeira etapa, a equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira criou boas oportunidades, mas parou em boas defesas do goleiro Gabriel Brazão.

Após o intervalo, o comandante do Verdão realizou mudanças (as entradas de Felipe Anderson, Allan e Raphael Veiga) que foram determinantes para o desenrolar da partida. Com jogadores mais descansados, o Palmeiras assumiu de vez o comando das ações, e abriu o placar aos 21 minutos. O argentino Flaco López puxou contra-ataque rápido e tocou para Vitor Roque, que driblou Gabriel Brazão antes de bater para o fundo do gol vazio.

O Verdão continuou melhor e conseguiu ampliar aos 34 minutos com um golaço. O meia-atacante Raphael Veiga deu um passe em profundidade rasteiro para Vitor Roque, que, com muita liberdade, deu apenas um toque, por cobertura, para superar o goleiro santista e dar números finais ao marcador.

Lutando pela Libertadores

Outra equipe a triunfar em casa foi o Fluminense. Jogando no estádio do Maracanã, o Tricolor das Laranjeiras superou o Mirassol pelo placar de 1 a 0 graças a um gol do atacante Serna.

Com a vitória, a equipe comandada pelo técnico argentino Luis Zubeldía permanece na 7ª posição, mas agora com 50 pontos, a apenas dois pontos do 5º colocado Bahia, primeira equipe dentro do G5, que garante uma vaga direta para a próxima edição da Copa Libertadores da América.

Já o Mirassol, apesar do revés, permanece na 4ª colocação da classificação, com 56 pontos conquistados.

Empate no Clássico-Rei

Na terceira partida desta quinta, Fortaleza e Ceará ficaram no 1 a 1 no estádio do Castelão. Aos 36 minutos do primeiro tempo, Bareiro marcou de cabeça e deixou o Leão do Pici em vantagem. Porém, aos 44 minutos da etapa final, Pedro Raul garantiu o empate final.

O resultado deixou o Fortaleza na vice-lanterna da classificação com 29 pontos. Já o Ceará chegou aos 39 pontos, na 13ª posição.

Petrobras anuncia lucro líquido de R$ 32,7 bi no terceiro trimestre 

A Petrobras divulgou, na noite desta quinta-feira (6), que teve um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pela produção de óleo e gás de 3,14 milhões de barris de óleo equivalentes por dia. O lucro do período é 23% maior do que o do trimestre anterior.

Ainda de acordo com a empresa, o desempenho operacional levou a companhia a registrar um fluxo de caixa operacional de R$ 53,7 bilhões (US$ 9,9 bilhões).  

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“Os resultados também foram favorecidos por uma ligeira elevação do preço do petróleo em relação ao último trimestre”, apontou a empresa em divulgação publicada na página na internet. 

“A Petrobras está gerando resultados financeiros positivos e retorno aos seus acionistas, mesmo diante do novo patamar de preços do petróleo”, disse o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Fernando Melgarejo. 

Eficiência

Segundo a divulgação da Petrobras, o diretor entende que houve aumento da eficiência e redução das paradas de produção. Ele ainda destacou que a empresa alcançou o topo da produção do Unidade de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) Almirante Tamandaré e superou sua capacidade nominal. 

“São diversas frentes de trabalho que se traduzem em resultados concretos para a companhia, seus acionistas e para a sociedade brasileira”, ponderou.

A Petrobras contabilizou que, considerando os primeiros nove meses de 2025, foram quase R$ 200 bilhões em tributos para a sociedade brasileira. “Foram aprovados para o período R$ 12,16 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio”, afirmou na nota.

A Petrobras garante que a maior parcela dos investimentos está no segmento de “exploração e produção”, com foco no desenvolvimento da produção no pré-sal, com o avanço na construção de novas unidades para os campos de Búzios, Atapu e Sépia.

Bolsa volta a bater recorde, apesar de pressões do exterior

Em mais um dia positivo no mercado financeiro, a bolsa de valores voltou a bater recorde, apesar das pressões do exterior. O dólar voltou a cair, com a perspectiva de que os juros no Brasil ficarão altos pelos próximos meses.

O índice Ibovespa, da B3, fechou esta quinta-feira (6) aos 153.338 pontos, com alta de apenas 0,03%. O indicador chegou a subir 0,69% pouco antes das 11h, mas inverteu o movimento durante a tarde, recuperando o terreno positivo nos minutos finais de negociação.

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Esse foi o nono recorde seguido da bolsa brasileira e a 12ª alta consecutiva. Essa sequência de 12 altas não era vista desde o período entre 15 de maio e 2 de junho de 1997, há 28 anos.

O mercado de câmbio também teve um dia de alívio. O dólar comercial encerrou esta quinta vendido a R$ 5,348, com recuo de R$ 0,013 (-0,24%). A cotação caiu para R$ 5,33 pouco antes das 11h, chegou a R$ 5,36 pouco antes das 14h30, mas perdeu força perto do fim do dia.

As tensões internacionais pressionaram o mercado financeiro brasileiro, mas não conseguiram reverter o desempenho do dólar e da bolsa. A queda no preço das commodities (bens primários com cotação internacional) nesta quinta fez a bolsa cair momentaneamente, mas o Ibovespa conseguiu reagir, em meio à divulgação de balanços trimestrais de empresas.

Em relação do dólar, a cotação caiu influenciada principalmente pelo tom do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom). No documento, o Banco Central (BC) ressaltou que manterá os juros básicos da economia em 15% ao ano por um período prolongado. Isso favoreceu a entrada de capitais internacionais, que se aproveitam da grande diferença dos juros entre o Brasil e os Estados Unidos.

*Com informações da Reuters

Ferroviária será mandante na final da Copa do Brasil Feminina

A Ferroviária será o mandante na grande decisão da Copa do Brasil Feminina diante do Palmeiras. Isto foi definido em sorteio realizado, nesta quinta-feira (6), pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no Rio de Janeiro.

As Guerreiras Grenás garantiram a vaga na final após derrotarem o Bahia, pelo placar de 2 a 0, na última terça-feira (4) na Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). A Ferroviária busca o bicampeonato da competição, após ficar com o título de 2014.

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Já as Palestrinas avançaram para a decisão depois de golearem o São Paulo por 4 a 0. O triunfo do Verdão foi alcançado com gols de Ingryd, Brena, Andressinha e Pati Maldaner. As Palestrinas tentam levantar o troféu da competição pela primeira vez.

Missa de 7º dia homenageia policiais mortos em operação no Rio

Foi celebrada nesta quinta-feira (6), no anfiteatro do Theatro Municipal do Rio, a missa de sétimo dia dos quatro policiais mortos na Operação Contenção, no dia 28 de outubro, nos complexos da Penha e do Alemão. 

Os quatro policiais mortos na operação foram: o inspetor Marcus Vinicius de Carvalho, chefe de investigação da delegacia policial de Mesquita, na Baixada Fluminense; o policial civil Rodrigo Veloso Cabral, que tinha sido nomeado há apenas 20 dias e era lotado na delegacia da Pavuna; o militar do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos; e o sargento do Bope, Cleiton Serafim Gonçalves, de 37 anos.

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A missa reuniu familiares, colegas dos policiais e autoridades militares e o governador Cláudio Castro. 

A esposa do sargento Cleiton, Graziele de Souza Serafim, contou que antes de ingressar no Bope, Cleiton trabalhou como padeiro na cidade de Mendes, no interior do estado. Em seguida, ingressou na Guarda Municipal de Volta Redonda, mas que seu desejo sempre foi fazer parte do Bope. 

“Ele morreu naquilo que ele acreditava. Ele deu a vida mesmo. Ele era o coração da nossa família. Eu tento me agarrar nesse pensamento, que eu sei que ele não estava lá obrigado, mas sim por vocação”, disse.

O governador Cláudio Castro prestou homenagem aos policiais, aos quais chamou de “heróis”. 

“Temos uma missão. O movimento só começou. Não haverá retrocesso. Não haverá medo. E esse medo será transformado em coragem”, afirmou ao se referir à repercussão após a operação.

Segundo o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, a ação policial não tinha como objetivo principal “buscar mortes”, mas que as polícias não irão “esmorecer, a gente não vai recuar e ninguém vai parar a gente” em relação ao combate às facções criminosas.

O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor dos Santos, disse que “nenhuma morte será em vão” sobre os policiais mortos. 

A operação resultou na morte de 121 pessoas, sendo quatro policiais. A ação policial contra a facção do Comando Vermelho é considerada a maior do estado nos últimos 15 anos e a mais letal na história do país. 

 

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 55 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.937 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (6). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 55 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 12 – 17 – 26 – 34 – 44 – 52

  • 68 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 32.512,40 cada
  • 4.467 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 815,81 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (8), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Brasil capta US$ 2,25 bilhões em títulos no mercado internacional

O Tesouro Nacional anunciou nesta quinta-feira (5) o resultado da terceira emissão de títulos soberanos sustentáveis do Brasil no mercado internacional. A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou US$ 2,25 bilhões, com a emissão de um novo título de sete anos — o Global 2033 Sustentável — e a reabertura do título Global 2035.

O Global 2033 Sustentável, com vencimento em 4 de fevereiro de 2033, foi emitido no valor de US$ 1,5 bilhão, com juros de 5,75% ao ano, ou seja, pagando 5,75% ao ano aos investidores. Além disso, há um cupom de 5,5% ao ano a ser pago semestralmente, em fevereiro e em agosto.

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Destinado a financiar projetos sociais e ambientais, o título sustentável teve um spread 187,4 pontos-base (1,874 ponto percentual) acima do título do Tesouro dos Estados Unidos. Segundo o Tesouro, o prêmio de risco é considerado historicamente baixo, refletindo a percepção favorável do mercado internacional sobre a credibilidade fiscal do país.

Os recursos captados com o título sustentável serão destinados a despesas elegíveis nas áreas ambiental e social, conforme o Arcabouço Brasileiro para Títulos Soberanos Sustentáveis. De acordo com o Relatório Pré-Emissão divulgado em agosto de 2025, a aplicação seguirá intervalos indicativos de 50% a 60% para gastos ambientais e 40% a 50% para gastos sociais, promovendo transparência na alocação.

A primeira emissão de títulos verdes, realizada em novembro de 2023, rendeu US$ 2 bilhões ao financiamento de projetos sociais e ambientais. O Tesouro também captou US$ 2 bilhões no segundo lançamento, em junho deste ano.

Global 2035

Além do novo papel, o governo ampliou em US$ 750 milhões o volume do Global 2035, lançado em fevereiro deste ano. Com isso, o título soma US$ 4,5 bilhões em circulação, incluindo todas as emissões. O papel tem vencimento em 15 de março de 2035 e paga juros de 6,2% ao ano e spread de 210,9 pontos-base sobre os papéis de dez anos do Tesouro estadunidense.

Demanda

Segundo o Tesouro Nacional, a operação teve demanda cerca de três vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens atingindo aproximadamente US$ 6,7 bilhões. Mais de 150 investidores participaram da emissão, com 74% da alocação final concentrada em investidores da Europa e da América do Norte, incluindo fundos com foco em critérios ESG (ambiental, social e de governança).

O órgão destacou que a nova emissão reforça o papel da dívida externa na diversificação da base de investidores e no alongamento do prazo médio da Dívida Pública Federal, além de contribuir para a formação de benchmarks líquidos para futuras emissões corporativas brasileiras no exterior.

A operação foi coordenada pelos bancos Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs, e a liquidação financeira, data para a incorporação dos recursos às reservas internacionais do Brasil, está prevista para 14 de novembro.

Reaplicação da prova para docentes em casos específicos será dia 30

Candidatos inscritos na Prova Nacional Docente e que não fizeram a prova no dia 26 de outubro por problemas logísticos no local de prova poderão solicitar uma nova aplicação do exame. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) elencou situações específicas que possibilitam a reaplicação da prova no dia 30 de novembro.

Edital complementar publicado nesta semana diz que as solicitações dos interessados devem ser feitas online, pelo site do sistema PND, a partir desta quinta-feira (6) até as 23h e 59 minutos desde sábado (8), no horário de Brasília.

Quem tem direito

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O documento com as regras da reaplicação da PND informa que poderão solicitar a reaplicação os participantes que não puderam fazer a prova por problemas logísticos na data regular.

Além destes casos, o Inep decidiu pela invalidação da aplicação para todos os participantes de nove locais específicos, após manifestação da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela operação logística do exame, sobre as intercorrências identificadas durante a aplicação, há cerca de duas semanas.

Os participantes das localidades abaixo que foram impedidos de realizar a prova estarão automaticamente inscritos na reaplicação e deverão participar obrigatoriamente da reaplicação para ter o seu resultado na PND divulgado.

A Portaria 729/2025 lista os locais de provas e os respectivos municípios onde foram constatadas irregularidades que comprometam a lisura e a isonomia do processo:

· São Luís (MA): IEMA Pleno Rio Anil;

· Vespasiano (MG): Escola Estadual Professor Guilherme Hallais França;

· Santa Rita (PB) (ECI E.F.M Maria de Lourdes Araújo;

· Guarujá (SP): Unaerp Guarujá;

· Guarulhos (SP): EE Pastor João Nunes;

· Santo André (SP): EE Dr.Celso Gama;

· São Paulo (SP): EE Brigadeiro Gavião Peixoto, Emef Antonia e Artur Begbil, EE Deputado Geraldino dos Santos.

Cronograma

O resultado dos pedidos de reaplicação será divulgado no dia 10 de novembro, no site da PND.

O Inep avisa que um novo Cartão de Confirmação da Inscrição será disponibilizado posteriormente no Sistema PND, contendo o número de inscrição, data, hora e local da prova, em caso de aprovação.

A prova, também chamada de Enem dos Professores ou de CNU dos Professores, será reaplicada em 30 de novembro.

O Inep divulgará o gabarito preliminar das provas objetivas em 1° de dezembro.

Conteúdo avaliado

O novo exame terá o mesmo nível de complexidade da prova aplicada no mês passado. Para atribuição da nota, o Inep adotou a Teoria da Resposta ao Item (TRI), que considera coerência de respostas corretas.

Novamente, o exame será composto por duas partes: formação geral de todos os docentes e componentes específicos.

A formação geral incluirá 30 questões objetivas e uma discursiva, elaboradas a partir de temas ligados à formação docente.

Já a parte específica contará com 50 questões de múltipla escolha, voltadas ao conteúdo e habilidades próprias de cada uma das 17 áreas da licenciatura: artes visuais; ciências biológicas; ciências sociais; computação; educação física; filosofia; física; geografia; história; letras (inglês); letras (português); letras (português e espanhol); letras (português e inglês); matemática; música; pedagogia e química.

Enem dos Professores

A PND representa uma porta de entrada no magistério público brasileiro.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a PND tem o objetivo de estimular a realização de concursos públicos e aumentar o número de professores efetivos nas redes de ensino do Brasil.

As redes públicas de ensino poderão optar por usar as notas dos participantes da PND como mecanismo único ou complementar de seleção de docentes para seus quadros a partir de 2026.

Nesta primeira edição, 1.508 municípios, incluindo 18 capitais, além de 22 secretarias estaduais de educação, aderiam voluntariamente à prova.

>>Saiba quais são as redes de ensino dos estados e cidades participantes da PND.

Baixada Santista registra ao menos 44 casos de meningite em 2025

Seis dos nove municípios da Baixada Santista registraram 44 casos de meningite em 2025 e sete mortes decorrentes da doença. As cidades que informaram os dados nesta quinta-feira (6) são: Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém.   

De acordo com a prefeitura de Santos, houve seis casos confirmados no município este ano e um óbito. Em 2024, foram 20 casos e duas mortes.

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Em Cubatão, são três casos e três óbitos em 2025, enquanto no ano passado foram registrados cinco casos e duas mortes. 

Em Praia Grande, em 2025, são 11 casos e três óbitos; no ano passado, foram 13 casos e três mortes. Em Mongaguá, foram registrados este ano três casos, sem óbitos; em 2024, foram três casos e uma morte.

No município de Itanhaém, em 2025, foram registrados quatro casos e nenhum óbito. Em São Vicente, foram 17 casos confirmados neste ano. As prefeituras não informaram os dados de 2024.

As meningites podem ser causadas por vírus ou bactérias e diferem entre si no que diz respeito ao tratamento e prognóstico clínico. Há sintomas que são comuns a todas, como febre alta, dor de cabeça forte, rigidez na nuca (que impede abaixar o queixo até o peito), náuseas ou vômitos e sensibilidade à luz.

As autoridades recomendam procurar o serviço de saúde no aparecimento dos sintomas, para avaliação clínica e adoção de conduta terapêutica.

“A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realiza e monitora a investigação epidemiológica dos casos de meningite na região da Baixada Santista, além de acompanhar a evolução dos casos em conjunto com os municípios”, disse a pasta, em nota. 

Para evitar a doença, é recomendado reforçar a higiene das mãos com água e sabão, especialmente antes das refeições e após o uso de sanitários; manter a limpeza e desinfecção regular de superfícies, brinquedos e utensílios compartilhados assim como a boa ventilação dos ambientes; evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como copos, talheres e garrafas; e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar; utilizar lenço descartável e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Seleção brasileira de handebol é convocada para Mundial Feminino

A seleção brasileira feminina de handebol foi convocada nesta quinta-feira (6) para o Campeonato Mundial com início em 26 de novembro na Alemanha e Países Baixos. Na lista estão 18 jogadoras, o técnico Cristiano Rocha mesclou experiência e renovação. Um dos destaques é o retorno da ponta-direita Alexandra Nascimento (Alê), de 43 anos, eleita melhor jogadora do mundo em 2012, que participou da conquista do inédito título mundial da Amarelinha em 2013. Atualmente, Alê atua no clube Handball Erice (Itália).

Já a nova geração do Brasil conta com atletas que nunca disputaram Mundiais: Jamily Nascimento, Maria Grasielly Brasil, Micaela da Silva, Milena Menezes e Sabryne Souza. A estreia da seleção será contra Cuba, em 26 de novembro (uma quarta-feira), pelo Grupo G, que tem ainda Suécia e República Tcheca. O Mundial reunirá ao todo 32 seleções, divididas em oito grupos de quatro equipes.

Alexandra está de volta à seleção que disputará o Mundial de Handebol feminino. Eleita melhor jogadora do mundo em 2012, foi destaque na conquista do Brasil no título mundial de 2023 e é a maior artilheira em Olimpíadas – participou das edições de Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012, Rio de Janeiro 2016 e Tóquio 2020 – CBHb/Direitos Reservados

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“Temos um grupo competitivo, com jogadoras adversárias que atuam nas principais ligas do mundo. A estreia contra Cuba é fundamental para ganharmos confiança. A República Tcheca tem qualidade, mas já mostramos que podemos vencê-las. E a Suécia, uma das favoritas, exigirá o nosso melhor – e estamos preparados para isso. Acredito que podemos chegar forte no Main Round [etapa principal]”, projetou o técnico, prestes a disputar o terceiro Mundial consecutivo no comando da seleção – o primeiro foi em 2021 (6ª posição) e depois em 2023 (9ª).

A partir de 17 de novembro, as convocadas iniciarão a preparação na Holanda. A Amarelinha fará treinamentos conjuntos com a seleção holandesa, uma das favoritas ao título. Além disso, as brasileiras enfrentarão as holandesas em amistoso internacional no dia 22 de dezembro (um sábado).

Todos os jogos do Brasil na primeira fase ocorrerão em Stuttgart (Alemanha). Depois de Cuba, a seleção terá pela frente a República Tcheca em 29 de novembro, e encerra a fase de grupos contra a Suécia, em 1º de dezembro.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Convocadas

PIVÔS

Marcela Santos Arouinian  (Saint Amand Handball PH – França)

Milena Maria de Souza Menezes (Szombathely – Hungria)

Sabryne Santos Souza (São Pedro do Sul – Portugal)

CENTRAIS

Jhennifer Rosa Lopes dos Santos (Saint Amand Handball PH – França)

Maria Grasielly Pereira Brasil (Gurpea Beti-Onak – Espanha)

Patricia Matieli Machado (MKS Zaglebie Lubin – Polônia) 

ARMADORAS

Bruna Aparecida Almeida de Paula  (Györ Audi ETO KC – Hungria)

Gabriela Clausson Bitolo  (Tus Metzingen – Alemanha)

Giulia Guarieiro  (Thüringer HC – Alemanha)

Kelly de Abreu Rosa  (Dunaujvaros Kohász KA – Hungria)

Mariane Cristina Oliveira Fernandes  (MKS Zaglebie Lubin – Polônia)

Micaela Rodrigues da Silva  (BM Bera Bera – Espanha)

PONTAS-ESQUERDAS

Jamily Beatriz do Nascimento Felix  (Clube Português – Brasil)

Larissa Fais Munhos Araújo (CSM Corona Brasov – Romênia)

PONTAS-DIREITAS

Alexandra Priscila do Nascimento Martinez  (Handball Erice – Itália)

Jéssica Quintino Ribeiro (CSM Baia Mare – Romênia)

GOLEIRAS

Gabriela Gonçalves Dias Moreschi  (CSM Bucharest – Romênia) 

Renata Laís de Arruda (Gloria Bistrita – Romênia)

Na Cúpula do Clima, Lula promete ampliar proteção de áreas marinhas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (6) que o governo vai ampliar a cobertura das áreas marinhas protegidas no país, com destaque para a chamada Amazônia Azul. A fala ocorreu durante a abertura da primeira sessão temática da Cúpula do Clima, em Belém, chamada de “Florestas e Oceanos”. O evento reúne chefes de Estado e representantes de governos em uma programação que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que começa na segunda-feira (10).

“O Brasil vai proteger a Amazônia Azul, com planejamento marinho e proteção de mangues e corais. Vamos ampliar de 26% para 30% a cobertura de nossas áreas marinhas protegidas, cumprindo a meta do Marco Global de Biodiversidade. Antes de explorar recursos minerais, realizaremos estudos para medir os impactos ambientais e criaremos unidades de conservação”, disse o presidente.

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A região conhecida como Amazônia Azul compreende a superfície do mar, águas sobrejacentes ao leito do mar, além de solo e subsolo marinhos contidos na extensão atlântica que se projeta a partir do litoral até o limite exterior da Plataforma Continental brasileira.

Lula também afirmou que a crise climática avançou para pontos de não retorno e citou a mortalidade generalizada dos recifes de corais de águas quentes como exemplo. Ressaltou que o aquecimento dos oceanos pode alterar o regime de chuvas da Amazônia e alertou para o risco de savanização, com efeitos graves para o clima e a agricultura globais.

Ele reforçou que apenas o multilateralismo poderá enfrentar o cenário atual, que “nenhum país poderá enfrentar a crise climática sozinho”, e que “é hora de unir forças novamente e liberar sinergia” entre os acordos ambientais.

O presidente recordou conquistas históricas, como a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar e o Protocolo de Montreal, e disse que o Brasil vai ratificar até o fim do ano o Tratado de Alto Mar, que começa a valer em 2026.

Lula citou que, em 2024, “as florestas tropicais desapareceram mais rapidamente do que nunca” e que o mundo perdeu uma área equivalente ao Panamá. Ele defendeu que apenas a cooperação global poderá conter incêndios, desmatamento e a poluição que atinge os oceanos. O presidente reforçou a meta de desmatamento zero até 2030.

“Esse é um dos principais compromissos do nosso governo”, afirmou.

Segundo ele, o país já reduziu o desmatamento amazônico em mais de 50% e registrou a menor taxa da série recente. A promessa do Brasil é recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em dez anos. Lula afirmou que nenhuma floresta tropical gerará soluções climáticas se não gerar soluções para quem vive nela.

“Essa é a COP da verdade por um pacto pela vida de florestas, oceanos e humanidade. É hora de transformar ambição em ação e de reencontrar o equilíbrio entre crescimento e sustentabilidade”, disse o presidente.

Exportações brasileiras batem recorde em outubro, apesar de tarifaço

A diversificação das exportações para a Ásia e a Europa compensou os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos, três meses após a retaliação comercial do governo de Donald Trump. As vendas do Brasil para o exterior cresceram 9,1% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, batendo recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1989.

O crescimento ocorreu mesmo com a forte queda de 37,9% nas vendas para os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

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Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 31,97 bilhões no mês passado, enquanto as importações atingiram US$ 25,01 bilhões, resultando em superávit comercial de US$ 6,96 bilhões.

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A retração nas exportações para os Estados Unidos, impactadas pelo tarifaço implementado pelo governo norte-americano, levou a uma queda de 24,1% nas vendas para a América do Norte. Essa foi a única região com redução nas exportações em outubro.

O principal fator do encolhimento das vendas para a América do Norte foi a queda de 82,6% nos embarques de petróleo, equivalente a perda de US$ 500 milhões. Também recuaram as vendas de celulose (43,9%), óleos combustíveis (37,7%) e aeronaves e partes (19,8%).

“Mesmo produtos que não foram tarifados, como óleo combustível e celulose, sofreram queda”, informou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão.

Outros mercados

O recuo nas exportações para os Estados Unidos foi compensado pelo aumento das vendas para outras regiões, especialmente a Ásia, que teve alta de 21,2%, impulsionada pela China (33,4%), Índia (55,5%), Cingapura (29,2%) e Filipinas (22,4%).

Entre os produtos, destacaram-se os aumentos nas exportações de soja (64,5%), óleos brutos de petróleo (43%), minério de ferro (31,7%) e carne bovina (44,7%).

Na Europa, as vendas cresceram 7,6%, com forte avanço de minérios de cobre (823,6%), carne bovina (73,4%) e celulose (46,8%). Já a América do Sul apresentou alta de 12,6%, puxada pelos embarques de óleos brutos de petróleo (141,1%).

Segundo Brandão, as exportações brasileiras para os Estados Unidos têm registrado redução constante nos últimos 3 meses. A queda foi de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro.

“Temos observado taxas de variação negativa cada vez maiores, na comparação com o mesmo mês do ano anterior”, explicou Brandão. 

O diretor do Mdic destacou ainda que o movimento reflete não apenas os efeitos diretos das tarifas, mas também uma possível redução da demanda norte-americana.

“A principal queda em termos absolutos foi no petróleo bruto, que não foi tarifado. Isso indica que há efeitos diversos influenciando a retração das exportações aos EUA”, completou.

Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

A sigla TFFF vem de Tropical Forest Forever Facility, batizado em português de Fundo Florestas Tropicais Para Sempre. Trata-se de um modelo de financiamento que vai combinar investimento público e privado e prevê que os recursos sejam repassados a países com florestas tropicais que trabalhem pela preservação dessas áreas. 

Entre eles estão: 

  • Brasil, 
  • Colômbia, 
  • Peru, 
  • Indonésia, 
  • República Democrática do Congo e 
  • Gana. 

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Na prática, países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço. Eles só receberão os valores após verificação por imagens de satélite que confirmem níveis de desmatamento abaixo de limites pré-definidos. 

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Da mesma forma, haverá deduções para cada hectare desmatado ou degradado. 

A lógica do TFFF é a de que as florestas tropicais regulam o clima global, fornecem água doce e abrigam uma biodiversidade valiosa que impacta a vida de todos ao redor do planeta e a própria sobrevivência da humanidade – e geram benefício não apenas para o território em que se encontram. 

Por isso, a ideia é que os países que trabalham pela preservação sejam recompensados financeiramente, uma vez que os benefícios da floresta em pé são usufruídos por todo o planeta.  

O TFFF já está em funcionamento? 

A ideia foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, na COP 28 em Dubai, e passa a funcionar neste ano, a partir do lançamento oficial durante a  Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém. 

O Brasil fez o primeiro aporte de US$ 1 bilhão para o fundo durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro.  O TFF está movimentando os debates da Cúpula do Clima, em Belém, evento que reúne chefes de Estado e governos e precede os debates oficiais COP30.  

Quem já doou para o TFFF? 

Além do aporte inicial de US$ 1 bilhão anunciado pelo Brasil, em setembro, outros países anunciaram investimentos durante a Cúpula do Clima, em Belém:

Dessa forma, até esta data, o TFF já totaliza mais de US$ 5 bilhões.

O fundo já conta com o apoio de cinco países com florestas tropicais (Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia), além de outros potenciais investidores como Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido. 

Como ele funciona? 

O TFFF se diferencia dos modelos tradicionais como os fundos que são alimentados por doações. Isso porque ele paga por resultados, em vez de financiar projetos e recompensar florestas em pé. 

Além disso, prevê um protagonismo das populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, que desempenham papel direto na proteção das florestas. O mecanismo propõe destinar pelo menos 20% dos pagamentos nacionais a essas populações. 

Quanto será investido no TFFF? 

A proposta é que sejam captados, durante a COP20, US$ 25 bilhões por países investidores. Espera-se que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital da iniciativa privada e, com isso, reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.  

De acordo com o Ministério de Meio Ambiente (MMA), o objetivo é mobilizar cerca de US$ 4 bilhões por ano, a serem distribuídos entre os países com florestas tropicais. Esse valor representa, segundo o governo, de três a quatro vezes os orçamentos discricionários dos ministérios do Meio Ambiente dos principais países florestais. 

Por isso, a avaliação é de que o TFFF pode ter um impacto transformador sobre as políticas nacionais de conservação florestal. 

Confira reportagem da TV Brasil sobre o TFFF: