Orgulho precisa ser acessível a LGBTQIA+ com deficiência, diz ativista

Passeatas, festas e shows são alguns dos eventos frequentemente associados ao orgulho LGBTQIA+. Além das barreiras pessoais, familiares e sociais para celebrar a diversidade nesses locais, alguns integrantes da comunidade são excluídos desses eventos pela falta de acessibilidade.

Enfrentar esse problema é o objetivo de Priscila Siqueira, fundadora e presidente da organização não governamental Vale PCD, que começou como um coletivo em 2019 e hoje realiza um mapeamento nacional de acessibilidade em locais voltados para o público LGBTQIA+. No Mês do Orgulho, a psicóloga de 29 anos conversou com a Agência Brasil sobre a importância de participar e acessar esses passos, que fazem parte do processo de descobrimento, aceitação e vivência das identidades e orientações sexuais que compõem a sigla.

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“Desde muito jovem, eu frequentava espaços LGBT, mas nunca via outras pessoas com deficiência nesses espaços. Eu ia em palestras, rodas de conversa, mas eu não via interseccionalidade ser debatida. Só via aquela pauta LGBT engessada, e eu não me via ali. Era muito difícil eu me sentir acolhida”. afirma ela, que, mesmo assim, conta que essa convivência foi importante. “Só me reconheci como mulher bissexual e só me fortaleci saindo de casa, convivendo com pessoas, conhecendo novas pessoas. E pessoas com deficiência, muitas vezes, não têm essa possibilidade, justamente por conta da barreira da acessibilidade, da superproteção e do capacitismo social”.

O resultado disso são situações desconfortáveis e constrangedoras, em que pessoas com deficiência acabam tendo que ser carregadas pela falta de rampas ou plataformas, ou simplesmente não conseguem permanecer nos espaços. Essas experiências fazem com que percam o desejo de sair de casa, conta Priscila, o que é essencial para o orgulho LGBTQIA+.

“A acessibilidade é a última coisa a ser pensada em uma festa, em um show e um evento grande. A gente tem tentado mudar essa realidade de alguma forma, mas temos muita dificuldade de estar presente nos espaços. Acaba que essas pessoas deixam de frequentar os espaços para não passar por esse tipo de coisa. A gente fica de fora e não tem como se orgulhar tanto, fica olhando todo mundo vivendo suas vidas e participando ativamente e a gente está escanteado porque não estão pensando em todas as possibilidades de existência e todos os corpos”.

No Vale PCD, além de promover a acessibilidade nos espaços, o trabalho desenvolvido inclui atendimentos de psicoterapia. Priscila Siqueira alerta que a exclusão social adoece, e não há oferta de profissionais formados para lidar com a saúde mental PCD. 

“Eu não me via como pessoa que poderia exercer minha profissão [de psicóloga], porque nao via outras pessoas com deficiência exercendo. Não tive nada sobre saúde mental PCD na faculdade. A saúde mental PCD é deixada de lado. Existe uma saúde mental feita para o homem branco, hétero, cis, padrão, sem deficiência”, afirma ela, que vê algo parecido na discussão sobre acessibilidade. “Existe um estereótipo de PCD. Quando você fala em pessoa com deficiência, o que vem na mente das pessoas é um homem branco em uma cadeira de rodas. E quando se fala em acessibilidade, o que se pensa é só uma rampa, mas a gente sabe que não é bem isso”.

Na equipe da ONG, Priscila, que tem nanismo, reúne pessoas amputadas, autistas, cadeirantes e com doenças raras, além de outras deficiências, para que cada um contribua com suas vivências, tornando a acessibilidade proposta mais ampla. O atendimento às pessoas que buscam acolhimento mostra questões com as quais muitos LGBTQIA+ podem se identificar, como a dificuldade de ter autoestima diante de uma comunidade que valoriza corpos que seguem um determinado padrão. A exclusão dos espaços de promoção do orgulho, porém, faz com que as PCDs tenham um caminho mais longo para conquistá-lo.

“A questão afetiva é muito negada, principalmente no meio LGBTQIA+. A pessoa sem deficiência, muitas vezes, não sabe lidar e acha que vai ter que ser cuidadora da pessoa com deficiência. E também há um apagamento da sexualidade, porque tem muita infantilização do corpo PCD. A gente não é visto como pessoas que sentem desejo, e isso impede que a gente se relacione”.

Palmeiras recebe Botafogo no grande jogo da 12ª rodada do Brasileiro

Palmeiras e Botafogo protagonizam o confronto mais interessante da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, pois ele envolve o líder e o vice-líder da competição. A Rádio Nacional transmite, ao vivo, este jogão de bola, que será disputado a partir das 16h (horário de Brasília) deste domingo (25) no Allianz Parque.

Apesar de vir de seu primeiro revés na competição (de 1 a 0 para o Bahia na última quarta-feira), o Palmeiras chega forte ao confronto. Classificado para as quartas de final da Copa do Brasil (onde medirá forças com o São Paulo) e com vaga assegurada, de forma antecipada, nas oitavas de final da Copa Libertadores, o Verdão é o vice-líder do Brasileiro com 22 pontos.

Para o jogo diante do líder da competição a expectativa é de que o técnico português Abel Ferreira realize algumas mudanças na equipe titular. O goleiro Weverton, o meio-campista Raphael Veiga e o atacante Rony, que serviram a seleção brasileira durante a Data Fifa, devem entrar nos lugares, respectivamente, de Marcelo Lomba, Bruno Tabata e Endrick.

Já na lateral esquerda, o uruguaio Piquerez, que estava com a seleção de seu país, entra no lugar de Vanderlan. Além disso, o técnico Abel Ferreira terá de lidar com a ausência de Gabriel Menino, que está suspenso. Neste caso, o colombiano Richard Ríos deve receber uma oportunidade. Com isso, a equipe titular do Palmeiras deve ser: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Piquerez; Zé Rafael, Richard Ríos e Raphael Veiga; Artur, Dudu e Rony.

Líder do Campeonato Brasileiro com 27 pontos, o Botafogo chega motivado ao confronto, em especial após abrir uma vantagem de cinco pontos sobre o Palmeiras na última rodada, na qual derrotou o Cuiabá por 1 a 0 fora de casa mesmo com uma atuação mediana. Esta diferença de pontos deixa o Alvinegro em situação muito confortável neste domingo, pois, mesmo perdendo para o Verdão, ainda manterá a liderança do Brasileiro.

Porém, para conseguir sair com um resultado positivo diante do Palmeiras fora de casa, a equipe comandada pelo português Luís Castro pode ter de lidar com um grande problema, o desfalque do zagueiro Adryelson, que não completou o jogo diante do Cuiabá por causa de dores na virilha. Com isso, um dos principais nomes do Glorioso na temporada será avaliado antes do jogo.

Desta forma, o Botafogo deve entrar em campo com a seguinte formação: Lucas Perri; Di Plácido, Adryelson (Philipe Sampaio), Cuesta e Hugo; Marlon Freitas, Tchê Tchê e Eduardo; Júnior Santos, Tiquinho Soares e Victor Sá.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Palmeiras e Botafogo com a narração de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz, reportagem de Rodrigo Ricardo e plantão de Bruno Mendes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

Em jogo de superação, Fluminense derrota Bahia no Maracanã

Mesmo com um jogador a menos desde o primeiro tempo, o Fluminense derrotou o Bahia por 2 a 1, de virada, na noite deste sábado (24) no estádio do Maracanã, para assumir a 3ª posição da classificação do Campeonato Brasileiro. A Rádio Nacional transmitiu esse grande triunfo do Tricolor das Laranjeiras.

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Após somar os três pontos em casa, a equipe carioca chegou aos 21 pontos, seis atrás do líder Botafogo, que mede forças com o vice-líder Palmeiras no próximo domingo (25) no Allianz Parque. Já o Tricolor de Aço permaneceu com 12 pontos, na 14ª posição, após o revés.

O torcedor do Fluminense viveu um sábado de emoções no Maracanã. Antes de a bola rolar prevaleceu a surpresa quando foi anunciada a equipe titular sem a presença de Ganso e Cano, poupados para o jogo decisivo contra o Sporting Cristal (Peru), na próxima terça-feira (27) pela Copa Libertadores.

Depois veio a frustração com o gol do atacante Vinicius Mingotti, aos 27 minutos do primeiro tempo, após um início de partida de amplo domínio do Fluminense. E a frustração virou preocupação nove minutos depois, quando o zagueiro Nino foi expulso após falta dura no artilheiro da partida até ali.

Porém, na segunda etapa tudo mudou de figura. Logo aos 3 minutos Lelê conseguiu o empate no qual aproveitou bola viva na área para marcar de cabeça. E tudo virou alegria três minutos depois com o gol de Gabriel Pirani em rápida jogada de contra-ataque que culminou em belo chute cruzado.

Leão vence no Castelão

Outra equipe a triunfar pelo placar de 2 a 1 em casa foi o Fortaleza, que bateu o Atlético-MG no estádio do Castelão para assumir a 5ª posição da classificação com 20 pontos. Já o Galo, que permaneceu com 19 pontos, caiu para a 8ª posição.

Após um primeiro tempo de poucas emoções, o Leão abriu uma vantagem de dois gols graças a Pochettino, aos 8 minutos, e de Tinga, aos 16. No finalzinho, aos 41 minutos, Alan Kardec deu números finais ao confronto.

Vitor Roque decisivo

Na Arena da Baixada o Athletico-PR contou com o faro de gol de Vitor Roque para superar o Corinthians por 1 a 0. O triunfo levou o Furacão à 7ª posição, com 19 pontos. Já o Timão permanece próximo da zona do rebaixamento, na 15ª colocação com 12 pontos.

Triunfo da Raposa

Na última partida deste sábado o Cruzeiro bateu o São Paulo, pelo placar mínimo, no Independência, graças a gol contra do lateral Rafinha. Os três pontos deixam a Raposa na 10ª posição, com o total de 17 pontos. Já o Tricolor está uma posição acima na classificação com um ponto a mais.

Falta de ondas interrompe etapa do Rio do Circuito Mundial de Surfe

A Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês) informou que a etapa do Rio de Janeiro do Circuito Mundial de Surfe, que está sendo disputada na Praia de Itaúna, em Saquarema, foi adiada neste sábado (24) por causa da falta de boas ondas para a disputa. A decisão foi tomada após a realização de três chamadas.

“Nós tentamos, fizemos três chamadas hoje [sábado] pela manhã, mas infelizmente o swell [ondulação] está decaindo, perdendo força, perdendo intensidade e tivemos que adiar a competição. Os head judges [chefes dos juízes] fizeram contagem de ondas e de qualidade, em cerca de 1 hora só entraram apenas 2 ondas na casa dos 5 pontos e não é para isso que estamos aqui. Então não tivemos outra opção a não ser cancelar a competição hoje. Mas estaremos amanhã [domingo] aqui para checar as condições pela manhã”, declarou o diretor de circuitos e competições da WSL, Renato Hickel.

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Assim, a próxima chamada para as repescagens feminina e masculina será realizada às 8h45 (horário de Brasília) do próximo domingo (25).

A etapa de Saquarema teve início na última sexta-feira (23), quando quatro dos oito surfistas brasileiros avançaram para as oitavas de final. O atual campeão mundial, Filipe Toledo, João “Chumbinho” Chianca, Yago Dora e o campeão olímpico Ítalo Ferreira foram os melhores em suas respectivas baterias e se classificaram de forma direta.

Outro quatro brasileiros caíram para a repescagem, onde tentarão avançar na competição: Caio Ibelli, Samuel Pupo, Jadson André e o tricampeão mundial Gabriel Medina. No feminino, a cearense Silvana Lima foi eliminada na repescagem pela havaiana Carissa Moore. Já a gaúcha Tatiana Weston-Webb mede forças com a norte-americana Caitlin Simmers para tentar avançar.

Chefe mercenário irá para Belarus, sob acordo para pôr fim a motim

O chefe do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, se mudará para Belarus sob um acordo negociado pelo presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, para encerrar um motim armado que Prigozhin liderou contra a liderança militar da Rússia, disse o Kremlin neste sábado (24).

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Lukashenko se ofereceu para mediar o acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, porque ele conhece Prigozhin pessoalmente há cerca de 20 anos.

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Mais cedo, Prigozhin havia dito que sua “marcha por justiça” tinha a intenção de depor comandantes russos corruptos e incompetentes, os quais ele culpa por prejudicar a guerra na Ucrânia.

Em um discurso televisionado do Kremlin, Putin disse que a própria existência da Rússia estava ameaçada.

“Estamos lutando pela vida e segurança de nosso povo, por nossa soberania e independência, pelo direito de permanecer a Rússia, um Estado com mil anos de história”, afirmou.

“Todos aqueles que deliberadamente pisaram no caminho da traição, que prepararam uma insurreição armada, que seguiram o caminho da chantagem e métodos terroristas, sofrerão punição inevitável, responderão tanto à lei quanto ao nosso povo.”

Mais tarde, Putin assinou uma lei que endurece as regras por quebrar a lei marcial em lugares onde ela foi imposta, disse a agência de notícias RIA.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que a revolta do grupo Wagner expôs o completo caos na Rússia.

“Hoje, o mundo pôde ver que os mestres da Rússia não controlam nada. E isso significa nada. Simplesmente caos completo”, disse Zelenskiy, em um discurso por vídeo durante a noite.

Vídeos obtidos pela Reuters mostraram o transporte das tropas e dois caminhões-plataforma, cada um carregando um tanque, dirigindo 50 kms além de Voronezh, mais da metade do caminho até Moscou. Um helicóptero disparou contra eles perto de Voronezh.

Mais de 100 bombeiros estavam em ação em um depósito de combustível em chamas em Voronezh. Imagens de vídeo obtidas pela Reuters mostraram que ele explodiu em uma bola de fogo logo depois que um helicóptero passou.

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Matéria alterada às 17h41 para acréscimo de informação

Skate: Rayssa Leal se garante na decisão da etapa do Circuito Mundial

A medalhista olímpica Rayssa Leal continua brilhando na etapa de Roma (Itália) do Circuito Mundial de skate street. Neste sábado (24), a maranhense se garantiu na decisão da competição após encerrar a semifinal na segunda posição, com 237,93 pontos, atrás apenas da japonesa Liz Akama.

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As semifinais também contaram com a participação de outras brasileiras: Gabriela Mazetto, que avançou à decisão, que será disputada a partir das 14h25 (horário de Brasília) do próximo domingo (25), após encerrar a semifinal na 8ª posição, e Pâmela Rosa, que não conseguiu se classificar.

A etapa de Roma (Itália) do Circuito Mundial de Skate Street conta pontos no ranking que define os classificados para a próxima edição dos Jogos Olímpicos, disputados em 2024 em Paris (França), e também definirá participantes nos Jogos Pan-Americanos de Santiago (Chile), que serão disputados a partir de 20 de outubro.

Justiça determina interdição do Estádio de São Januário

A Justiça do Rio interditou o Estádio de São Januário até que tenha condições necessárias para sediar eventos esportivos, após comprovação de laudos técnicos. A decisão é do juiz Bruno Arthur Mazza Vaccari Machado Manfrenatti, do Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

O pedido foi feito pelo Ministério Público estadual que propôs Ação Civil Pública, em consequência da confusão causada por um grupo de torcedores do Club de Regatas Vasco da Gama, durante o jogo em que o time carioca foi derrotado por 1 a 0 pelo Goiás, na quinta-feira (22). Eles teriam depredado as arquibancadas, arremessado bombas, tentado entrar no campo e vestiários e invadido as áreas dos camarotes e cabines de rádio.

De acordo com o MP, o clube não tomou as providências necessárias para coibir a violência e garantir a segurança dos participantes do espetáculo em São Januário, tendo ocorrido atos generalizados de violência, tendo como alvos jogadores, comissão técnica, policiais, jornalistas e outros profissionais. O confronto iniciado dentro das instalações de São Januário se estendeu para fora do estádio e as ruas do entorno.

Na decisão, o juiz considerou ainda que as informações constantes, nos autos, revelam que torcedores e demais participantes do evento tiveram o seu direito à segurança “flagrantemente violado pela inicial atuação criminosa de um grupo de indivíduos e posterior ausência de estrutura física mínima e de preparação dos funcionários do clube em executar o plano de ação e de contingência que garantissem a pronta retirada dos torcedores daquele cenário de guerra instalado dentro e fora do estádio”.

“Ademais, ainda que se possa afastar qualquer ligação entre as pessoas que iniciaram os atos de violência e o clube réu, há de se buscar, neste momento, resguardar a segurança dos torcedores, com a interdição temporária do Estádio de São Januário até que se comprove a existência de condições de segurança com a apresentação de laudos técnicos atualizados dos órgãos estatais responsáveis, especialmente diante dos danos causados no local”, escreveu o juiz Bruno Vaccari.

O magistrado determinou a expedição de ofícios comunicando a decisão à Polícia Militar, Federação de Futebol do estado do Rio, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao Club de Regatas Vasco da Gama.

Ações ambientais ajudam na recuperação de 254 hectares de florestas

A Petrobras contribuiu para a recuperação ou conservação direta de 254 mil hectares de florestas localizadas nos biomas da Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e Cerrado, graças aos projetos sociais apoiados pela empresa. A área restaurada equivale a mais de duas vezes o município do Rio de Janeiro.

Este é um dos resultados apresentados no Relatório de Sustentabilidade 2022 da companhia, com informações, indicadores e compromissos relacionados às questões ambientais, sociais e de governança, em relação à descarbonização das operações, além da redução de emissões de gases do efeito estufa em 39%. 

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O gerente-executivo de Responsabilidade Social, José Maria Rangel disse que “esse trabalho de conservação e restauração nos biomas brasileiros reflete nosso compromisso com a garantia de um futuro sustentável para as próximas gerações e com a redução de emissões de gases de efeito estufa. Os projetos que apoiamos contribuíram para evitar as emissões de 2,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente, que previnem o desmatamento”, explicou.

Redução de gases

Entre 2015 e 2022, a Petrobras conseguiu reduzir em 39% suas emissões absolutas operacionais de gases de efeito estufa (GEE), com aumento da eficiência em emissões em todos os segmentos onde atua. Esta redução, alinhada com a ambição de zerar emissões absolutas operacionais até 2050, reforça o compromisso da empresa em expandir sua atuação em negócios de baixo carbono.

A companhia abriu em 2023 a maior seleção pública para projetos socioambientais, com previsão de investir R$ 432 milhões em projetos sociais e ambientais, a maioria nas regiões Norte e Nordeste, além de apoiar iniciativas para preservação da fauna, com 236 espécies da fauna monitoradas, estudadas ou protegidas, das quais 58 ameaçadas de extinção, incluindo a onça-parda, anta, tatu-bola, muriqui-do-sul, além de espécies de corais, aves e tartarugas.

Também desenvolve ações de educação ambiental junto às comunidades que convivem com os ecossistemas marinhos, como pescadores, turistas e moradores de regiões costeiras. Dois projetos se destacam: a Rede Biomar, formada por projetos de conservação da biodiversidade marinha, e a Redágua, com foco em ações ambientais no entorno da Baía de Guanabara.

Rio de Janeiro será capital mundial da harpa em julho

O Rio de Janeiro vai se tornar a capital mundial das harpas no mês de julho. A partir de 1º de julho, a capital fluminense será sede do 18º RioHarpFestival 2023. Serão 30 harpistas de 23 países, que realizarão 73 concertos por 31 dias, sem interrupção, todos com entrada gratuita. 

No total, 150 músicos se apresentam em várias orquestras, muitas das quais oriundas de programas de inclusão social desenvolvidos em comunidades, tornando o festival do Brasil o mais forte do circuito mundial. a programação pode ser acessada no site do evento.

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O RioHarpFestival reúne expoentes da África do Sul à Índia, além de representantes de quase toda a Europa e da América Latina.

O evento soma 73 concertos em 31 dias ininterruptos, todos com entrada franca, englobando diversas formações da harpa e similares, desde a harpa mais conhecida, originada entre a Europa e o Norte da África no século 8, até o tradicional koto japonês.

Expansão

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor e criador do RioHarpFestival e do projeto Música no Museu, Sergio da Costa e Silva, destacou que, há 20 anos, quando começou a dedicar o mês de maio às harpas, na programação do Música no Museu, inicialmente com harpistas brasileiros, não imaginava que o sucesso seria tamanho e que a iniciativa ganharia maior dimensão.

“Dois anos depois, passamos para a versão internacional. Iniciamos timidamente em 2005, com 4 harpistas, e aumentamos ano a ano. Agora, em 2023, no 18º Rio Harp Festival, teremos harpistas de 23 países, chegando a 100 concertos, a maioria no Rio de Janeiro.”

Sergio da Costa e Silva informou que Brasília e São Paulo foram agregadas depois, com o BsbHarpFestival e o SPHarpFestival, que terão neste ano a primeira e sétima edições, respectivamente.

O grande passo está previsto para a versão europeia, em agosto e setembro, com concertos em cidades da França, Itália, Croácia, Espanha, Portugal, Bélgica e Áustria. “Assim o RioHarpFestival se tornou o maior do mundo e inseriu o Brasil no circuito mundial da harpa”, afirmou.

A maioria das apresentações ocorre no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), que recebe 54 recitais em duas apresentações diárias no seu teatro, com capacidade para 172 pessoas.

Haverá recitais também no Arte Sesc Rio, no Flamengo; no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), na Cinelândia; no SESC Quitandinha, em Petrópolis; no Real Gabinete Português de Leitura; na Biblioteca Nacional; no Jockey Club; no Palácio São Clemente – Consulado de Portugal, além de pontos turísticos e históricos do Rio de Janeiro, entre os quais o Corcovado e o Forte de Copacabana.

Destaques

O harpista alemão Markus Thalheimer abre a programação, no dia 1º de julho, às 13h, dividindo o palco do CCBB RJ com a camerata do projeto Uerê, formada por crianças e adolescentes de comunidades do Rio de Janeiro, na faixa etária de 7 a 18 anos, que tocam instrumentos de cordas e percussão.

A Camerata Uerê foi criada em 2013 por Constance Depretz, violinista francesa então radicada no Rio de Janeiro. Hoje, ela é composta por 30 alunos do projeto. Markus Thalheimer nasceu em Stuttgart, Alemanha, em 1987. Teve as primeiras aulas de harpa em sua cidade natal, aos 6 anos de idade. Após os estudos, cursou a Academia Giuseppe Sinopoli da Staatskapelle Dresden por dois anos. Desde a temporada 2016/2017, Thalheimer é o principal harpista da New Lausitz Philharmonic Orchestra.

Também no dia 1º de julho, às 15 horas, ocorrerá o concerto do harpista holandês Joost Willemze, no CCBB Rio. Ele é um dos principais jovens harpistas holandeses. Aos 16 anos, recebeu o primeiro prêmio na final nacional do Concurso Princesa Cristina, em Haia. Em 2017 venceu o Concurso Internacional de Harpa do Porto e, um ano depois, o concurso italiano Suoni. Em 2022, gravou o seu CD de estreia.

No dia 2 de julho, às 13h, Willemze volta aos palcos do CCBB RJ, às 15h, com a participação especial da Orquestra de Gaita de Foles, pioneira no município de São Gonçalo, região metropolitana do Rio, considerada banda de referência no estado. A Orquestra de Gaita de Foles promove aulas gratuitas para crianças carentes. Segundo expôs Sergio da Costa e Silva, a fusão intencional da música brasileira e celta oferece um repertório aprimorado e uma qualidade musical distinta.

No dia 7, às 19h, no Arte Sesc, a récita Ecos Latinos vai reunir os músicos Patrice Fisher, harpa; Fran Comiskey, piano; Betsy Braud, flauta (todos dos Estados Unidos); Carlos Valadares, percussão (Guatemala), Reinaldo Pestana (percussão) e Papito Mello, baixo (Brasil), com participação especial de Claire Le Fur (França). Harpista de jazz latino, Patrice Fisher privilegia a música de Nova Orleans, Brasil e Cuba, dizendo que não só a harpa se sente “confortável” harmonicamente com a música, como também se sente atraída por suas complexidades e sincopações: “É isso que dá vontade de dançar”, disse a harpista.

No dia 8, às 17h, a Casa Museu Eva Klabin, na Lagoa, zona sul da cidade, recebe a programação no Concertos de Eva – Série Música no Museu, com o Duo Spiritus Filmum, constituído pela harpista Leonor Maia e pelo flautista Francisco Barbosa. Os dois já tocaram em várias salas de concertos em Portugal, Áustria e Alemanha.

Koto

Na Biblioteca Nacional, no dia 11, às 13h, se apresentarão Dina Celeste, harpa e Gaby Portillo, violão (Paraguai). No mesmo local, às 15h, será a vez do Al Sharq Quarteto, integrado por Jaffer Swamani, Rudá Brauns, Vicente Alexim e Marcelo Conti, que fará uma homenagem a países árabes, entre os quais Turquia e Egito. A programação extensa inclui o Trio Fujiyama Nippon, do Japão, que representa o koto, ou harpa horizontal japonesa, no dia 16, às 15h, no CCBB RJ, com o concerto Tambores do Japão.

Outra novidade deste ano será o concerto do belga Jacques Vandevelde, que se apresentará com o Cacique Urutau Guajajara e o Coro Indígena, no dia 17, às 12h30, no CCBB RJ. Segundo Sergio da Costa e Silva, será um encontro entre a música erudita e a música espiritual dos povos originários. Novo encontro de harpistas europeus com a música brasileira trará a belga Heleen Vandeputte, que faz arranjos especiais para canções infantis do Brasil, como “Se Esta Rua Fosse Minha”. Haverá quatro apresentações no CCBB RJ, dos dias 17 a 20 de julho.

No dia 20, às 12h30, no CCBB RJ, o público poderá apreciar ainda o encontro de harpistas com o grupo Madrigal Cruz Lopes, coral formado por 22 cantores dos mais variados estilos, desde o clássico até a música popular contemporânea, passando pela música folclórica, sacra, óperas e oratórios.

No dia 22, às 18h, no Museu do Exército, no Forte de Copacabana, no bairro do mesmo nome, se apresentará a Orquestra Violões do Forte, com participação especial do harpista Jesús Súares, da Venezuela. O encerramento do 18º RioHarpFestival está previsto, no dia 31, no CCBB RJ, quando se apresentarão, às 12h30, a harpista Kobie du Plessis (África do Sul); e, às 15h, o Duo Vanja Ferreira, harpa, e Helder Teixeira, flauta. Vanja Ferreira é solista da Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

Inep aplica até amanhã provas do Revalida

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplica neste fim de semana as provas do Revalida, exame para validar os diplomas médicos obtidos por alunos que se formaram no exterior.

O Revalida está na segunda fase de aplicação de provas, que é destinada a médicos aprovados na etapa anterior, composta pela avaliação objetiva e discursiva.

Habilidades clínicas

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Entre hoje e amanhã, os candidatos farão as provas práticas de habilidades clínicas. Os médicos serão avaliados nas áreas de clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de medicina da família. Segundo o Inep, a nota mínima para aprovação é de 60,722 pontos de 100.

A aprovação no exame atesta que o diploma emitido no exterior é compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras.

As referências exigidas no Brasil são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina e na legislação da profissão.

Líder mercenário russo ordena que tropa pare movimentação

O líder mercenário russo amotinado, Yevgeny Prigozhin, disse neste sábado (24) que ordenou que seus combatentes, que avançavam em direção a Moscou, voltassem para suas bases para evitar derramamento de sangue. Segundo Prigozhin, a tropa avançou 200 km em direção à capital russa nas últimas 24 horas.

Minutos antes, o gabinete do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, disse que havia negociada um acordo com Prigozhin, que havia concordado em reduzir a escalada da situação. O anúncio, transmitido pelo canal oficial do Telegram da Presidência bielorrussa, aponta que Prigozhin concordou em interromper o movimento de combatentes de Wagner ao redor da Rússia.

Manifestações

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A evolução da tensão na Rússia desde a noite de ontem trouxe preocupação a líderes de países pelo mundo, tendo em vista a situação militar e também uma a eventual vulnerabilidade de cidadãos no país em conflito. Segundo a Reuters, o comitê de emergência do governo britânico (COBR), por exemplo, reuniu-se para avaliar os riscos aos cidadãos britânicos que estão na Rússia.

De acordo com a BBC, a preocupação central para o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, é com eventuais vítimas da crise em andamento. “(Queria que) todas as partes envolvidas fossem responsáveis e protegessem civis”.

Outras informações dão conta que o secretário de Relações Exteriores britânico, James Cleverly, também participou de uma reunião com representantes do G7. 

O governo ratificou a recomendação para que compatriotas não viajem para nenhuma parte da Rússia e para os que já estão lá saírem.

“Bom senso”

Ainda segundo a Reuters, o presidente turco, Tayyip Erdogan, em ligação para Vladimir Putin, pediu que a Rússia atue com bom senso. 

O governo turco divulgou que os mandatários discutiram os acontecimentos recentes na Rússia. Erdogan teria dito a Putin que a Turquia está disponível para ajudar a alcançar uma resolução pacífica.

“Foi enfatizado durante a ligação que ninguém deveria assumir a responsabilidade de agir diante da situação na Rússia”, acrescentou.

O governo russo identificou que Erdogan apoiou as ações tomadas pela Rússia. 

“Métodos duros”

O líder checheno Ramzan Kadyrov também manifestou apoio às ações russas e disse, segundo a Reuters, que as forças do país estão à disposição para ajudar a acabar com o motim do grupo mercenário e até usar métodos mais duros, se for necessário.

Inclusive, unidades chechenas estariam a caminho das “zonas de tensão” e vão agir para “preservar as unidades da Rússia”.

No Telegram, Kadyrov também chamou o comportamento de Prigozhin de “uma faca nas costas”.

Tema “sensível”

Em viagem à Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em coletiva de imprensa neste sábado (24), preferiu não comentar ainda a tensão na Rússia. “Não sei o tamanho da rebelião, não posso comentar uma coisa que não li, que não conheço. Seria precipitado da minha parte fazer juízo de valores do assunto. Pretendo não falar de uma coisa tão sensível sem ter as informações necessárias”.

*Com informações da Reuters.

Liga das Nações: Brasil retoma caminho das vitórias contra a Eslovênia

Contando com grande atuação do oposto Alan e do ponteiro Lucarelli, o Brasil derrotou a Eslovênia por 3 sets a 1 (parciais 23/25, 25/23, 26/24 e 25/21), neste sábado em Orleans (França), em partida válida pela segunda semana da fase inicial da Liga das Nações de vôlei masculino.

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Após a vitória, a equipe comandada pelo técnico Renan Dal Zotto permaneceu na quarta posição da classificação, mas agora com 16 pontos conquistados, seis a menos do que o líder Japão. A seleção brasileira volta a entrar em quadra a partir das 12h30 (horário de Brasília) do próximo domingo (25), quando medirá forças com a França.

No confronto deste sábado os destaques brasileiros foram o oposto Alan e o ponteiro Lucarelli, cada um com 19 pontos. Pela Eslovênia, Cebulj foi o maior pontuador, com 18 acertos.

Formato da competição

A Liga reúne as 16 seleções mais bem ranqueadas pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB, na sigla em inglês). A primeira fase classificatória teve início em 6 de junho e vai até 9 de julho. Cada equipe disputa 12 partidas (quatro por semana em sedes diferentes). Ao final, as oito melhores avançam às quartas de final, sendo que a Polônia já tem a classificação garantida por sediar a fase final da Liga das Nações. Os jogos da competição também somam pontos para o ranking mundial da FIVB, um dos parâmetros na corrida por vaga para os Jogos Olímpicos de 2024, que serão disputados em Paris (França).

Parque de Madureira ganha placa em homenagem ao compositor Monarco

Uma placa que dá o nome do compositor Monarco, afixada no Parque de Madureira, foi entregue pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. A inauguração foi marcada por uma festa ao som da bateria da Portela. Em dezembro de 2021, um decreto da prefeitura já tinha rebatizado o lugar de Parque Madureira Mestre Monarco. O parque é local de caminhada, piquenique, pistas de skate e shows.

Líder da Velha Guarda Show da escola, Monarco – ex-presidente de honra da Portela – morreu aos 81 anos, vítima de complicações de uma cirurgia no estômago, no dia 11 de dezembro de 2021. Em sua conta no Instaram, Zeca Pagodinho disse: “Perdemos nosso mestre. A Portela está triste. Ele cumpriu a missão dele bacana. Deus recebe”.

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“Para todos que convivemos com o Monarco, temos um profundo sentimento de tristeza. Mas tem uma coisa que temos de tirar desse momento: o legado que que deixou para essa cidade. Ele deixou uma história para a cultura carioca. Vocês têm de ter muito orgulho dele. Vai ser lembrado para sempre” afirmou o prefeito do Rio ao ser referir a Hildemar Diniz, o verdadeiro nome do sambista.

Obra musical

Confeccionada pela Secretaria de Conservação, a placa exibe não apenas a denominação Parque Madureira Mestre Monarco, mas também informações sobre esse ícone da música brasileira, baluarte da Portela e autor de clássicos como Coração em desalinho. Familiares do sambista estiveram presentes à cerimônia, que também contou com a participação da bateria e diversos integrantes da Portela.

“Estamos com o coração muito alegre. Queria agradecer, em nome da família Diniz, ao prefeito Eduardo Paes. Ele transformou esse lugar, que era perigoso de se passar, num grande lazer para a população. E, hoje, eterniza o nome do nosso mestre no Parque Madureira’, disse Mauro Diniz, filho de Monarco.

Sesc Pinheiros, em São Paulo, recebe exposição Retratista dos Morros

A exposição Retratistas do Morro foi aberta no Sesc Pinheiros, em São Paulo. É composta por fotografias feitas por Afonso Pimenta e João Mendes, no período de 1960 a 1990 da região do Aglomerado da Serra, comunidade ao sul de Belo Horizonte.

Considerada a maior favela do Brasil, o Aglomerado da Serra surgiu no início do século 20 como solução de moradia para as pessoas que foram trabalhar na construção da capital mineira. Segundo as lideranças populares, hoje vivem no local mais de 150 mil pessoas.

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A mostra é um desdobramento do projeto social Retratistas do Morro, iniciado por Guilherme Cunha em 2015, para contribuir para a preservação do patrimônio histórico-cultural nacional e ampliar o entendimento sobre a história das imagens no Brasil, especialmente as narrativas visuais produzidas por retratistas que atuaram nas comunidades. Para isso, foi realizado um trabalho de mapeamento, identificação, catalogação e restauração dos acervos fotográficos desses retratistas.

Memórias afetivas

Segundo o curador, pesquisador e artista visual, Guilherme Cunha, o acervo traz o trabalho dos fotógrafos que trabalharam ao longo dos últimos 50 anos registrando as memórias afetivas e o cotidiano dessa comunidade e revela, também, que houve no Brasil um movimento artístico de fotógrafos que se dedicaram a favelas.

“Esse movimento traz para nós uma outra versão da realidade da história das imagens brasileiras. O esforço do projeto é para que nós consigamos resgatar essa memória e trazer à tona essas histórias a partir do restauro desse material”, disse Guilherme.

Durante a pesquisa, destacaram-se Afonso Pimenta e João Mendes, que atuaram na região desde o fim da década de 1960 e possuem um volume significativo de acervo, incluindo negativos em preto e branco de médio formato (6×6), negativos coloridos em 35mm, monóculos e negativos em 35mm de meio quadro.

“O projeto entende que eles dois – como moradores da comunidade – trazem uma representação de imagens que a gente chama de imagens autônomas e de imagens dos próprios moradores. Esse trabalho é diferente de ser documental, é biográfico, porque ali eles estão fotografando os colegas, os amigos, as pessoas com quem eles convivem no dia a dia, os vizinhos. Então, temos outra perspectiva e outro entendimento sobre as formas de representação dessas comunidades”, afirmou o curador.

Para a mostra no Sesc Pinheiros, Guilherme realizou um profundo processo de pesquisa sobre a história da comunidade, além de um trabalho de curadoria a partir dos mais de 250 mil negativos disponíveis no acervo. Dessa seleção, aproximadamente 33 mil imagens foram restauradas e apresentam uma perspectiva histórica do Aglomerado da Serra em forma de imagens.

O curador explicou que os visitantes da exposição poderão conhecer as pessoas fotografadas não só pelo retrato na parede, já que nos últimos três anos foram feitas entrevistas com os fotografados, permitindo que os visitantes os conheçam por meio de áudio e vídeo.

“Estamos pensando na fotografia também como um espaço de escuta, trabalhando com elas tanto na dimensão visual quanto oral. Entrevistas foram feitas recentemente com as pessoas relembrando aquele momento das fotos, trazendo as memórias que estão ali nas imagens, além das memórias dos fotógrafos”, ressaltou.

Preto e branco

As primeiras imagens de João Mendes datam de 1968, apesar de ele ter se estabelecido como um dos primeiros fotógrafos profissionais no bairro, em 1973. Sua loja Foto Mendes está localizada no mesmo local e é uma referência. João ficou conhecido pelos retratos em preto e branco, 3×4 para documentos, feitos principalmente para carteiras de identidade, e fotos postais enviadas pelos Correios como cartas ou objetos de recordação a parentes que, muitas vezes, permaneciam no interior. Em seu acervo há uma grande coleção de fotografias de becas ou formaturas das crianças e jovens do local.

Afonso Pimenta saiu de São Pedro do Suaçuí, em Minas Gerais, em 1970 para viver em Belo Horizonte, para ajudar sua madrinha em uma das vilas que formam a comunidade do Aglomerado da Serra.

Ele foi assistente do fotógrafo João Mendes e, enquanto lavava as imagens já reveladas, aprendeu sua futura profissão. Afonso se estabeleceu como fotógrafo profissional quando passou a registrar os bailes de música soul da Comunidade da Serra, a convite de Misael Avelino dos Santos, um dos fundadores da Rádio Favela e organizador dos bailes.

* Colaborou Sara Quines, da TV Brasil

 

Lula questiona papel de organizações internacionais em conflitos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou, em coletiva de imprensa neste sábado (24), em Paris, que o modelo da Cúpula sobre o Novo Pacto Global de Financiamento, assim como outras organizações mundiais, precisa de revisão. “As instituições estão falidas”, afirmou. O Brasil participou do encerramento do encontro, na sexta-feira (23), na capital francesa. O brasileiro cumpriu agenda na Itália e na França nesta semana e volta hoje para o Brasil. 

“As instituições, que foram criadas após a Segunda Guerra Mundial, já não representam mais aquilo para o qual elas foram criadas. O Banco Mundial já não representa mais, o FMI [Fundo Monetário Internacional] já não representa mais e a própria ONU [Organização das Nações Unidas] já não representa mais. A ONU, quando foi criada, teve força de criar o estado de Israel, hoje ela não tem força para manter a demarcação de terra dos palestinos”, apontou. 

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Lula lamentou ainda que as guerras sejam pensadas e determinadas por membros do Conselho permanente da ONU. “Quando os Estados Unidos invadiram o Iraque não consultaram ninguém, quando o Sarkozy [ex-presidente da França] e a Inglaterra invadiram a Líbia não consultaram ninguém, e quando Putin invadiu a Ucrânia, era membro também, e não consultou ninguém. Então significa que as instituições estão falidas. O mundo de 2023 precisa de outras instituições mais fortes, mais representativas e com maior participação”.

Guerra da Ucrânia 

Quanto às críticas do jornal francês Libération à posição de Lula em relação à guerra na Ucrânia, ele afirmou que a distância do local da guerra o leva a ter outra visão. “Não levarei Macron a pensar como eu porque ele está próximo do campo de batalha, e eu tenho um Oceano Atlântico de diferença. Não fico chateado quando um europeu pensa diferente de mim. É muito normal que estejam muito mais nervosos porque estão vivenciando a guerra, vendo as consequências e com preocupação do que vai acontecer”, ponderou. 

O presidente disse ainda que espera o fim da guerra e a paz. “O meu pensamento é simples, sou contra a guerra, quero é paz, nós condenamos a invasão da Rússia ao território da Ucrânia, mas isto não implica que vou ficar fomentando a guerra. Acontece que a paz só vai acontecer quando os dois combatentes chegarem a uma conclusão, então eu vou esperar esse momento em que os países vão precisar de interlocutores com muita responsabilidade para tentar negociar, e o Brasil está participando”, acrescentou. 

Lula destacou que o assessor especial para assuntos internacionais Celso Amorim está em Copenhague “Ele está em reunião de vários países para tentar estabelecer discussões sobre a paz. Esse é o meu pensamento há mais de um ano, eu sou pela paz e não pela guerra”.  

Ele não quis comentar as informações do anúncio de uma rebelião armada realizada por um mercenário russo contra o exército de Putin. “Não sei o tamanho da rebelião, não posso comentar uma coisa que não li, que não conheço. Seria precipitado da minha parte fazer juízo de valores do assunto. Pretendo não falar de uma coisa tão sensível sem ter as informações necessárias”.  

Situação do Haiti

O presidente Lula comentou ainda sua preocupação com o Haiti, país caribenho situado na América Central. “O Haiti é problema de todos nós e deveríamos ter uma postura de, no mínimo, ajudar para que o país saia da situação em que se encontra”. Ele fez questão de destacar que o Brasil passou 13 anos em ajuda humanitária no país. “Em parceria com Cuba, fizemos uma grande Unidade de Pronto Atendimento no Haiti”.

Na França, o presidente teve audiência com o primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry. “Tivemos uma boa reunião. É aquela reunião que você fica constrangido porque o mundo deveria ter uma preocupação com o Haiti. O mundo deveria assumir um pouco mais de responsabilidade”.

Lula disse que levou a pauta ao presidente francês. “Conversei com o presidente Macron sobre a necessidade de alguém puxar uma pauta e colocar o Haiti no centro da discussão, pretendo levar essa discussão para o G20, porque o Haiti não pode ficar à própria sorte, ou seja, esse país paga o preço de ser o primeiro país a conquistar a independência, paga o preço de ser o primeiro país em que os negros se libertaram e o Haiti não consegue andar”, lamentou. O país vive uma grave crise política e eleitoral, além da violência de gangues e graves doenças, como a cólera. 

*Matéria atualizada às 9h39 para inclusão do intertítulo “Situação do Haiti”.
 

Genética e inflamação na gravidez explicam lábio leporino

Estudo realizado em animais conseguiu demonstrar, pela primeira vez, como a interação gene-ambiente durante o desenvolvimento craniofacial do embrião pode dar origem à fissura labiopalatina. 

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com a University College London, do Reino Unido, conseguiram comprovar em modelo animal que a fenda lábio palatina, também conhecida como lábio leporino, ocorre como resultado da associação de dois eventos: um genético e outro provocado por inflamações durante a gravidez, no período de formação e desenvolvimento do embrião.

No Brasil, estima-se que essa malformação afeta uma criança em cada 650 nascimentos. Neste sábado,  24 de junho, é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, data marcada para informar sobre o problema e contribuir para a redução do preconceito.

Os pesquisadores acompanham famílias com casos de lábio leporino há anos e havia a suspeita de que para que ocorresse a malformação seria necessário um componente ambiental, além do genético, explica a pesquisadora do CEGH-CEL, Maria Rita Passos-Bueno, que coordenou a pesquisa publicada na Nature Communications.

“Ao fazer o sequenciamento genético dessas pessoas, vimos que, apesar de muitas delas terem a mutação no gene CDH1, uma parcela importante não apresentava a malformação. Faltava uma peça que explicasse por completo o que levava à ocorrência do lábio leporino”.

O gene CDH1 (que codifica a proteína E-caderina) é um dos exemplos em que uma mutação em um de seus alelos pode levar a ocorrência de lábio leporino e também a um tipo de câncer gástrico. 

“Vários estudos sugerem um padrão de herança multifatorial, que depende da interação de fatores ambientais e genéticos. Além disso, temos o conhecimento da interação/exposição a bactéria/inflamação e um determinado tipo de câncer gástrico associado a variante em CDH1. Por isso, resolvemos investir em busca de fatores ambientais. Escolhemos inflamação em função dos dados da literatura já associados às fissuras”.       

Mutação

A mutação interfere no processo de migração de células das cristas neurais, aquelas que são presentes no desenvolvimento do embrião e que se diferenciam para a formação de ossos, cartilagem, tecido conectivo da face, entre outros tipos celulares. Com o comprometimento da migração das cristas neurais durante o desenvolvimento embrionário, o processo de diferenciação é prejudicado, podendo causar o lábio leporino.

No entanto, como ressalta Passos-Bueno, essa variante sozinha não conseguia explicar completamente a questão hereditária do lábio leporino. “Quando há falta nos dois alelos de CDH1, o embrião morre. Já quando um alelo é normal e o outro mutável, é compatível com a vida e na maioria dos casos não há malformação”, afirma Passos-Bueno.

Os pesquisadores passaram a investigar algum fator ambiental que pudesse contribuir com o processo. “Dados da população de pessoas com lábio leporino mostram que obesidade, diabetes e outras situações que são pró inflamatórias, como infecção materna (episódios de febre durante a gestação) são fatores de risco para a criança nascer com fissuras. Os resultados do estudo mostraram que moléculas inflamatórias, denominadas citocinas, induzem uma hipermetilação do gene CDH1”, diz Passos-Bueno.

No caso da fissura labiopalatina, ocorreu a epigenética, ou seja, modificações bioquímicas nas células ocasionadas por estímulos ambientais (no caso a inflamação) que promovem a ativação ou o silenciamento de genes, sem provocar mudanças no genoma do indivíduo.

A metilação é uma modificação bioquímica que consiste na adição de um grupo metil à molécula do DNA por meio da ação de enzimas. Trata-se de um processo natural e necessário para o funcionamento do organismo, pelo qual a expressão dos genes é modulada. No entanto, quando desregulado, como no caso da hipermetilação do CDH1, pode provocar disfunções nas células e contribuir para o desenvolvimento de doenças e malformações.

No entanto, a pesquisa não pode mostrar quais tipos de inflamação, associadas à mutação, podem levar à malformação. “Não temos ainda claro quais são essas inflamações. Mas é importante ficar claro que um fator de risco ambiental sozinho não vai levar a fissura labial”, esclarece a pesquisadora.    

Experimento

No estudo, além dos testes in vitro realizados em células humanas, os pesquisadores fizeram experimentos em camundongo e rãs para provar que a inflamação estava provocando hipermetilação no gene CDH1. As células e os embriões de camundongos e rãs foram expostas a fatores ambientais, por meio de partículas de bactérias que produzem a inflamação. 

Depois, as fêmeas com cópias normais do gene também foram expostas à inflamação. Quando fêmeas com uma cópia mutada do gene foram expostas à inflamação, os pesquisadores observaram que a prole tinha defeitos na migração da crista neural, o que pode explicar o aparecimento da fissura. 

A pesquisa pretende, futuramente, identificar quais as inflamações, combinadas com a variante CDH1, podem levar à malformação. “Pretendemos investigar essa questão. A identificação de fatores que ativam a inflamação materna será importante para o estabelecimento de medidas preventivas para a fissura labio-palatina”, concluiu Passos-Bueno. 

O estudo foi realizado no Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL) – um dos centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) – e o artigo Neural crest E-cadherin loss drives cleft lip/palate by epigenetic modulation via pro-inflammatory gene–environment interaction  foi publicado na revista Nature Communications

Lula aposta em definição sobre acordo Mercosul-UE ainda em 2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (24), que ainda acredita em um comum acordo com a União Europeia na parceria com o Mercosul. Ele disse que a resposta dos países do Sul sobre a carta adicional dos países europeus deve ser respondida até o final deste ano. Para o brasileiro, o protecionismo tem dificultado a aprovação do acordo. Lula cumpriu agenda na Itália e na França nesta semana e falou com a imprensa em Paris neste sábado, antes de embarcar de volta para o Brasil. 

“O fato de ter dois pontos nervosos e dois pontos considerados essenciais para os dois lados, a gente não pode fazer acordo com esses, mas vamos melhorar outras coisas. Precisamos fazer o acordo com a União Europeia e a União Europeia precisa do Mercosul, com a América do Sul e com a América Latina. Ficamos de responder a carta adicional da União Europeia e penso que até o final do ano a gente tem uma decisão sobre o assunto”, declarou à imprensa.

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Lula disse ainda que o presidente da França, Emmanuel Macron, tem dificuldades no Congresso francês, e que é normal o país defender a sua agricultura. “Ele [Macron] tem dificuldades no Congresso, mas se a gente puder conversar com nossos amigos mais à esquerda para poder ajudar, para que seja aprovado o acordo no Mercosul, nós vamos conversar com todos os amigos da França para convencer da importância, porque não é o protecionismo que vai ajudar”.  Macron sofre pressão do Parlamento francês que é contra o tratado por razões de protecionismo, principalmente agrícola.

Lula criticou o protecionismo dos países ricos. “Dos anos 80 para cá, tudo o que as pessoas falavam é de que quanto mais abertura melhor, quanto mais livre comércio melhor, mas quando chega às vezes dos países em desenvolvimento de competir em igualdade de condições, os mais ricos viram protecionistas”. 

Na capital francesa, Lula teve reunião bilateral com o presidente francês e tratou da aprovação, na semana passada, pela Assembleia Nacional da França, de uma resolução contra a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia (UE). Lula é contra a flexibilização das regras sobre compras governamentais previstas no acordo.

Segundo o presidente, o assunto é importante também para o encontro da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac). “O assunto é importante para União Europeia e Mercosul, mas também para estabelecermos uma nova rodada de conversação para ver se a gente aproxima de acordo também na Celac”. A UE e a Celac farão uma cúpula em Bruxelas, capital da Bélgica, entre os dias 17 e 18 de julho. 

Investimentos sauditas

Durante a coletiva, Lula explicou por que não se encontrou com o príncipe da Arábia Saudita, Mohamed Bin Salman. “Quero conversar com todas as pessoas que querem fazer investimento no Brasil, até para saber qual é a qualidade dos investimentos. Simplesmente não tiver condições de participar da reunião. Vou pedir para que o Itamaraty o convoque para ir ao Brasil discutir negócios com os empresários brasileiros. Temos muitos interesses em que Arábia Saudita faça negócios no Brasil, sobretudo, na questão da transição energética, porque vamos apresentar um grande projeto ainda neste mês de julho”, anunciou.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou na sexta-feira (23) que o encontro que o presidente Lula teria com o príncipe da Arábia Saudita, Mohamed Bin Salman, foi cancelado. De acordo com o governo, o compromisso com Macron acabou muito tarde, reforçando a necessidade de cancelar a agenda com o príncipe árabe.

Segundo a assessoria, Lula tem tido uma “agenda muito intensa” nesta viagem à França e à Itália. O jantar entre o presidente brasileiro e Bin Salman ocorreria no início da noite, no horário de Paris.
O nome de Bin Salman circulou no Brasil recentemente após virem à tona dois kits de joias de valores milionários que teriam sido presenteados por ele a Jair Bolsonaro, quando ainda era presidente da República, e à sua esposa, Michelle. A tentativa de Bolsonaro de ficar com os presentes, que, pelo alto valor, deveriam ser remetidos ao acervo da Presidência da República, repercutiu na imprensa e chamou atenção do Tribunal de Contas da União e da Receita Federal, dentre outros órgãos.

Lula reforçou que o cancelamento do encontro não tem ligação com o assunto. “Independentemente da joia, até porque isso não é comigo. Se tiver empresário saudita que queira fazer investimento no Brasil, o país vai conversar porque precisamos fazer a economia brasileira crescer”, destacou. 

*Matéria atualizada às 9h34 para inclusão do intertítulo “Investimentos sauditas”.


 

Mega-Sena paga neste sábado R$ 8 milhões; Quina, R$ 200 milhões

O Concurso 2.604 da Mega-Sena, que será realizado neste sábado (24) à noite em São Paulo, pagará o prêmio de R$ 8 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h, no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista. A Quina de São João também será sorteada.

Não houve ganhador do prêmio principal no último concurso da Mega-Sena, na última quarta-feira (21) e o valor ficou acumulado. Foram sorteadas as dezenas 03 – 07 – 13 – 29 – 52 e 56.

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As apostas para hoje podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet.

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5,00.

Quina de São João

A Caixa sorteia também neste sábado a Quina de São João, que pagará o prêmio de R$ 200 milhões.

Como a Mega da Virada, a Quina de São João não acumula. Caso ninguém acerte os cinco números, o prêmio é dividido para as apostas que acertarem quatro dezenas e assim por diante.

Caso apenas um apostador leve o prêmio de R$ 200 milhões e aplique na poupança, receberá rendimento de R$ 1,4 milhão no primeiro mês. O valor do prêmio principal também é suficiente para comprar 160 apartamentos no valor de R$ 1,25 milhão cada.

O preço da aposta com cinco números é R$ 2,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de ganhar.

As apostas podem ser feitas até as 18h.

Roteiro a pé resgata memória LGBTQIA+ no centro do Rio

O Rio de Janeiro é citado com frequência nas listas internacionais de melhores destinos de viagem para a população LGBTQIA+, e, em especial, para os gays. Mas, a memória da resistência dos cariocas por direitos iguais e para exercer identidades de gênero e orientações sexuais dissidentes do padrão dificilmente faz parte desses roteiros. Para resgatar essa história, o projeto Rolé vai realizar neste sábado (20) o Rolé Colorido, que passa por locais onde a população LGBTQIA+ do Rio de Janeiro encontrou espaço para viver a diversidade desde o século 19.

A visita guiada ocorre a partir das 10h, com início na Praça Tiradentes, e o percurso proposto pelo estúdio M’Baraká e pelo escritor e roteirista Guilherme Macedo permanece como convite a conhecer um outro lado do centro da antiga capital do Império e da República. 

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Macedo é um dos responsáveis pela programação, com base em um trabalho de pesquisa que começou como projeto de podcast e roteiro de série, mas vai ganhar as ruas como uma visita de fato. A percepção de que era preciso traçar esse percurso começou na pandemia de covid-19, ao lado da antropóloga Paola Lins. 

“No isolamento, percebemos que, com tudo fechado, não tinha nada LGBT na rua, a cidade ficou hétero de repente. Uma cidade tão colorida como o Rio de Janeiro ficou cinza. E a gente ficou refletindo sobre esse apagamento, em que vários lugares que existem e que são lugares por onde já passaram tantas figuras LGBT importantes não são reconhecidos.”

Com a proposta do Rolé Colorido, o roteirista espera que as pessoas se interessem mais, procurem mais e se sintam pertencentes a esses espaços. “O que a gente está fazendo agora se comunica com uma ideia de ancestralidade, de fazer um tributo a quem veio antes da gente e abriu esse espaço para a gente. E é para saber que a gente pode dar seguimento a esse trabalho”, conta. 

Praça Tiradentes

A ideia de começar a visita pela Praça Tiradentes não é sem propósito, explica ele. Desde o século 19, a praça é um espaço de socialização da população LGBTQIA+ na noite do centro do Rio. Essa é uma história que, de diferentes formas, se repetiu ao longo do século 20 e também no século 21. 

“No século 19, você tinha registros policiais que apontavam uma movimentação suspeita na praça depois das 20h, e dizia que as pessoas que circulavam por lá eram os frescos, como chamavam os homossexuais passivos, e, junto com eles, os fanchonos, que eram chamados os ativos na época. Isso tudo em registros policiais”, relata. “É uma história muito anterior a Stonewall, com as reações e violências acontecendo também. Se a gente tivesse sido vencido na primeira violência, a gente não estaria onde a gente está. Houve muita resistência. Por mais que não fosse criminalizada, a homossexualidade era patologizada e enquadrada como crime de atentado ao pudor. Você era preso, nas brechas da lei, por ser gay, travesti e sapatão. Essas pessoas estão na luta desde o século 19″. 

Ao redor da Praça Tiradentes, estão diferentes pontos e camadas temporais dessa história. O terreno que hoje é ocupado pelo edifício do Hotel Ibis já foi a Casa de Caboclo, onde Madame Satã surgiu nos palcos pela primeira vez como travesti, e também o Hotel São José, onde acontecia a Gayfieira – uma gafieira gay – na década de 1970, em plena ditadura militar.  Na década de 1940, durante o Estado Novo, o Teatro João Caetano, também ao redor da praça, recebeu o Baile dos Enxutos, evento carnavalesco para gays e travestis. 

Macedo destaca que essa história chegou ao século 21. Em 2015, lésbicas realizaram o Isoporzinho das Sapatão para reivindicar visibilidade, e os arredores da praça abrigaram até recentemente casas de shows e boates voltadas ao público LGBTQIA+, como o Cine Ideal e o Espaço Acústica. 

“É um percurso de passado e de presente. De coisas que continuam acontecendo”, define o roteirista, que também é um homem gay do Rio de Janeiro. “Com essa pesquisa, eu me sinto muito mais orgulhoso, muito mais pertencente ao mundo, a esses espaços que estão ali há mais tempo do que a gente imaginava. Sinto orgulho de estar em um lugar que é tão icônico, porque quando você conhece a história, você cria um sentimento de reverência e, ao mesmo tempo, de pertencimento, que é algo importante para a comunidade”.

Rua da Carioca

O percurso da visita segue para a tradicional Rua da Carioca, famosa por seus sobrados e lojas de instrumentos musicais. A primeira parada é o Cine Íris. Dedicado a pornochanchadas e arte erótica e pornográfica desde a década de 1970, tem seu público principalmente formado por homens gays, com uma programação que já incluiu shows de strip-tease, inclusive de mulheres trans.

Sede do Grupo Arco-Íris no centro da cidade do Rio de Janeiro. Tânia Rêgo/Agência Brasil

A segunda parada é o Grupo Arco-Íris, uma das mais antigas entidades LGBTQIA+ da cidade. Criada em 1993 para promover o bem estar e os direitos da população LGBTQIA+ e soropositiva, o grupo organiza desde 1995 a Parada LGBTQIA+ de Copacabana, a maior da cidade. 

Lapa

Vizinho à Praça Tiradentes, o bairro da Lapa, na região central do Rio, é considerado uma continuidade dessa efervescência pelo roteirista. Na Lapa, estão ainda hoje bares e casas de show que abraçam a diversidade, e Macedo explica porque é tão importante incluir espaços de festa na memória da resistência LGBTQIA+.

“A gente reforça o fato de que é necessário um espaço de socialização e afeto. É uma população que sofria violências o tempo todo. E como você vai exercer o seu desejo e a sua identidade dessa forma? O espaço de afeto e socialização era fora de casa. Todo mundo socializa através do desejo e, se você não pode exercitar o seu desejo dentro da sua casa, você vai exercitar fora. As pessoas tentam fazer com o que elas têm”. 

A primeira parada na Lapa é o clube Turma Ok, fundado em 1961. Ele é considerado o mais antigo clube que reúne LGBTQIA+ do Brasil que continua em atividade. A casa promove reuniões entre os sócios, recebe convidados e apoiadores para almoços, noites de bingo e espetáculos de variedades, como shows de gogoboys e transformistas.

A presença histórica das travestis na Lapa é reverenciada com uma passagem pelo Casarão de Luana Muniz, onde viveu a travesti que abrigou e orientou outras mulheres trans que dependiam da prostituição para sobreviver. Luana ficou nacionalmente famosa, quando, ao ser registrada pelo programa Profissão Repórter, da TV Globo, proferiu a frase “travesti não é bagunça”, que se tornou um grito de resistência da população trans.

Dois cabarés também fazem parte da programação na Lapa. Ainda em atividade, o Cabaré da Jacke, uma travesti empreendedora, promove festas e shows e emprega outras travestis no local que já foi a boate Sinônimo, outro famoso ponto de encontro da população LGBTQIA+. Já no Cabaré Casanova, que não funciona mais, ícones como Laura de Vison, Meime dos Brilhos e Madame Satã fizeram história com suas apresentações.

Cinelândia

A parte final do trajeto é na Cinelândia, onde o percurso encontra a luta de Marielle Franco para aprovar o Dia da Visibilidade Lésbica. Um ano antes de seu assassinato, a vereadora mobilizou uma agenda de lutas coletivas com o projeto de lei, que foi rejeitado em 2017. Em resposta, o movimento de lésbicas realizou uma ocupação nas escadarias da Câmara dos Vereadores, o Ocupa Sapatão. A luta pelo dia de visibilidade continuou até que a lei fosse aprovada, em 2022.

Assim como o Cine Íris, o Cine Rex se tornou ponto de encontro entre homens homossexuais e bissexuais no século 20 pela exibição de filmes pornográficos em um espaço com privacidade. Ao seu lado, a programação termina no Teatro Rival, espaço que marcou época com apresentações de travestis pioneiras da cidade, como Rogéria, Marquesa, Brigitte de Búzios, Jane Di Castro, Divina Valéria, Eloína dos Leopardos, Camille K e Fujika de Halliday. Ainda hoje, a arte LGBTQIA+ se faz presente na programação, e o Rivalzinho, bar ao lado, é ponto de festas considerado amigável para a comunidade.

“É importante que a população tenha não só uma plaquinha nesses lugares, mas que haja mais rolés assim. A ideia é não parar no centro, é percorrer o Rio de Janeiro inteiro. Porque o Rio de Janeiro inteiro e o Brasil inteiro têm vestígios, registros e memória LGBT”, define Guilherme Macedo. 

 

Fiocruz propõe criação de cadeia de produtos para saúde no Mercosul

A criação de uma cadeia regional de produtos para a saúde no âmbito do Mercosul foi sugerida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como uma medida para reduzir a dependência externa. Por meio dessa cadeia, poderia ser garantida a produção de insumos importantes que hoje só são obtidos pelos países do bloco recorrendo ao mercado internacional.

A proposta foi defendida pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, durante a reunião do Comitê Ad Hoc para Promover a Expansão da Capacidade Produtiva Regional de Medicamentos, Imunizações e Tecnologias em Saúde. O comitê foi criado em 2021 e é uma instância do Mercosul cujo objetivo é discutir caminhos para a integração entre os diferentes países do bloco e para o enfrentamento de problemas comuns relacionados com o acesso a medicamentos, vacinas e tecnologias.

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Segundo informou a Fiocruz, Krieger defendeu uma atuação conjunta, em que a produção não precisasse ser país a país, mas aproveitando as capacidades de cada Estado-membro. Ele defendeu ainda que sejam mapeadas oportunidades para laboratórios públicos e privados, bem como as deficiências e as áreas em que há problemas sérios de suprimentos e que necessitam de estratégias específicas.

“Na reunião, também foi discutida a formação de uma lista de produtos de saúde estratégicos para a região. Esta lista deve ser encaminhada depois aos ministros da Saúde para ver a viabilidade de pesquisa, desenvolvimento e produção”, informou a Fiocruz.

A reunião ocorreu nos últimos dois dias, em Buenos Aires. Estiveram presentes representantes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Supremo retoma julgamento sobre piso salarial da enfermagem

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento, nesta sexta-feira (23), da ação sobre a validade do pagamento do piso salarial nacional para os profissionais de enfermagem.

Em maio, o relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, estabeleceu regras para o pagamento do piso aos profissionais que trabalham no sistema de saúde de estados e municípios nos limites dos valores recebidos pelo governo federal.

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Agora, os demais ministros da Corte julgam se referendam a decisão de Barroso. A análise ocorre no plenário virtual, modalidade na qual os ministros inserem votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial. A análise vai até 30 de junho.

O julgamento está sendo retomado após dois pedidos de vista diante de divergências apresentadas pelos ministros em relação à operacionalização do pagamento.

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de R$ 4.750, conforme definido pela Lei nº 14.434. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). Pela lei, o piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Votação

Até o momento, não há definição no placar do julgamento. Barroso e Gilmar Mendes se manifestaram para manter as condições da decisão que liberou o piso.

Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes apresentaram divergência em relação ao pagamento para profissionais celetistas. O ministro Edson Fachin determinou o pagamento para todos os contratos públicos e privados de trabalho.

Mas Toffoli abriu uma nova via de entendimento para definir que, no caso de profissionais celetistas, o pagamento do piso deve ocorrer conforme negociação coletiva da categoria na região do país em que o profissional trabalha, devendo prevalecer o “negociado sobre o legislado”.

Toffoli também mantém as condições sugeridas pelos demais ministros. Para ele, o piso nacional deve ser pago conforme a lei para os profissionais que são servidores públicos da União, de autarquias e de fundações públicas federais.

O piso também fica valendo para servidores públicos dos estados e municípios e do Distrito Federal, além dos enfermeiros contratados por entidades privadas que atendam 60% de pacientes oriundos do SUS.

Suspensão

No ano passado, o pagamento do piso havia sido suspenso pelo STF devido à falta de previsão de recursos para garantir o pagamento dos profissionais, mas foi liberado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrir crédito especial para o repasse de R$ 7,3 bilhões para estados e municípios pagarem o piso.

Surfe: Toledo, Ítalo, Chianca e Dora avançam às oitavas em Saquarema

Quatro dos oito surfistas brasileiros inscritos na etapa de Saquarema (RJ) do circuito mundial de surfe (World Surfe League-WSL) avançaram às oitavas de final nesta sexta-feira (23), primeiro dia do Rio Pro. Atual campeão mundial, Filipe Toledo, João “Chumbinho” Chianca, Yago Dora e o campeão olímpico ítalo Ferreira foram os melhores em suas baterias e se classificaram direto. Nascido em Saquarema, Filipinho, vice-líder do ranking mundial, busca o tetracampeonato surfando em casa: levantou o troféu em 2018, 2019 e 2022. 

Outro quatros brasileiros têm chance de classificação na repescagem, a partir das 7h15 (horário de Brasília) deste sábado (24), com transmissão ao vivo no site da WSL. São eles: Caio Ibelli, Samuel Pupo, Jadson  André e o tricampeão mundial Gabriel Medina. 

A competição começou com a disputa feminina. A cearense Silvana Lima foi eliminada na repescagem, com somatório de 5,17, contra 7,83 da havaiana Carissa Moore (7,83 ). Devido às condições do mar, duas outras baterias ocorrerão na manhã deste sábado (24). Entre elas está a da gaúcha Tatiana Weston-Webb contra a norte-americana Caitlin Simmers.

A etapa de Saquarema é a antepenúltima do circuito mundial, antes da  WSL Finals: apenas os cinco melhores atletas no masculino e no feminino disputarão o título de 2023. Além do título, a classificação no circuito pode significar a conquista da vaga olímpica nos Jogos de Paris no ano que vem.

O Brasil já conta com a presença de Tati Weston-Webb em Paris: ela garantiu a vaga em abril, ao concluir a quarta etapa do circuito mundial na quinta posição. Entre os homens, há dez vagas olímpicas para os primeiros colocados este ano na WSL, sendo que cada país pode credenciar no máximo até dois atletas.  Atualmente, três brasileiros ocupam o top 5 do ranking e estão mais perto da vaga olímpiica: Filipinho (vice-líder), Chumbinho (3º) e Medina (5º).

Repescagem – sábado (24)

Masculina

Bateria 1: Griffin Colapinto (EUA) x Jadson André (BRA)

Bateria 2: Connor O’Leary (AUS) x Ian Gentil (Havaí)

Bateria 3: Gabriel Medina (BRA) x Samuel Pupo (BRA)

Bateria 4: Caio Ibelli (BRA) x Barron Mamiya (Havaí)

Bateria 5: Jack Robinson (AUS) x Seth Moniz (Havaí)

Bateria 6: Matthew McGillivray (RSA) x Jordy Smith (RSA)

Bateria 7: Leonardo Fioravanti (ITA) x Rio Waida (IND)

Bateria 8: Callum Robson (AUS) x Kanoa Igarashi (JAP)

Feminina

Bateria 3: Molly Picklum (HAV) x Johanne Defay (FRA)

Bateria 4: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Caitlin Simmers (EUA)

Resultados 1º dia do WSL Saquarema

Masculino

Bateria 1 – Ethan Ewing (AUS) 14,20 x Rio Waida (IND) 14,13 x Caio Ibelli (BRA) 12,47

Bateria 2 – João Chianca (BRA) 14,83 x Matthew McGillivray (AFS) 8,96 x Seth Moniz (HAV) 10,20

Bateria 3 –Filipe Toledo (BRA) 14,53 x Callum Robson (AUS) 13,83 x Samuel Pupo (BRA) 14,50

Bateria 4 – Liam O’Brien (AUS) 10,33 x Jadson André (BRA) 8,24 x Griffin Colapinto (EUA) 6,73

Bateria 5 – Yago Dora (BRA) 15,53 x Gabriel Medina (BRA) 15,17 x Ian Gentil (HAV) 8,40

Bateria  6 – Ryan Callinan (AUS) 13,44 x Jack Robinson (AUS) 10,20 x Barron Mammiya (HAV) 6,26

Bateria 7 – John John Florence (HAV) 15,67 x Connor O’Leary (AUS) 10,83 x Jordy Smith (AFS) 9,63

Bateria 8 – Italo Ferreira (BRA) 15,00 x Leonardo Fioravanti (ITA) 11,40 x Kanoa Igarashi (JAP) 9,13

Feminino

Bateria 1: Gabriela Bryan (EUA/Havaí) 12,13 x Molly Picklum (Austrália) 11,94 x Stephanie Gilmore (Austrália) 11,06

Bateria 2: Lakey Peterson (EUA) 9,00 x Carissa Moore (EUA/Havaí) 8,14 x Silvana Lima (Brasil) 7,43

Bateria 3: Tyler Wright (Austrália) 11,17 x Johanne Defay (França) 10,26 x Caitlin Summers (EUA) 10,07

Bateria 4: Caroline Marks (EUA) 12,50 x Tatiana Weston-Webb (Brasil) 10,90 x Bettylou Sakura Johnson (EUA/Havaí) 10,27